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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de setembro \30\UTC 2008

Collor no Supremo

Publicado por Pax em 30/09/2008

Os fantasmas estão de volta – Do blog Brasil do B de Bernardo de la Peña – ligado ao Ancelmo – Globo

 

 A cena política hoje é completamente diferente. Fernando Collor de Mello não é mais o ex-presidente da República que sofreu um processo de impeachment, mas um senador da base governista que até frequenta o Palácio do Planalto na condição de aliado do presidente Lula. Claro que não perdeu o estigma, que, aliás, deve voltar com a notícia revelada hoje pela turma da Coluna Ancelmo Gois de que, quase 14 anos depois de ser absolvido pelo Supremo, o ex-presidente vai voltar a ser julgado pelo tribunal. No processo, no qual as acusações são muito parecidas com as que o ligavam ao esquema montado pelo seu tesoureiro de campanha, o falecido PC Farias, Collor é acusado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e falsidade ideológica. O relator do novo processo é o ministro Menezes Direito.

leia o resto da matéria aqui…

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PF indicia 110 por fraude na Assembléia de Alagoas

Publicado por Pax em 30/09/2008

Segundo a PF, foram indiciados 15 deputados, 11 ex-deputados, dois prefeitos, três secretários municipais, cinco candidatos às eleições municipais, seis bancários, dois funcionários do Bradesco, 30 funcionários da Assembléia Legislativa e 10 familiares de políticos.

“O que nós descobrimos foi uma quadrilha que existia dentro da Assembléia. Eles agiam como piranhas, roubando dinheiro público”, disse o superintendente da PF, José Pinto de Luna. Segundo ele, existem provas “contundentes” das fraudes.

Durante as investigações, que tiveram início em maio de 2005, foram ouvidas 399 pessoas e produzidos 233 laudos. Luna afirmou que o inquérito será enviado ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que o deputado Cícero Ferro (PMN) foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e tem direito a foro privilegiado.

O inquérito da Polícia Federal pede o seqüestro dos bens dos acusados, entre eles eles cinco mansões que ficam em um condomínio de luxo, apartamentos que fica à beira-mar e fazendas. “Eles são quadrilheiros, ladrões”, disse Luna.

Fraude eleitoral
De acordo com o inquérito, a verba da Assembléia Legislativa servia para bancar as eleições no Estado. Segundo o relatório, o deputado estadual afastado Cícero Ferro (PMN) pagou R$ 4 milhões por votos em 2006.

“Ele tinha até o cadastro de compra de votos no próprio computador, com a foto do eleitor, o número do título e o que ele deu para esse eleitor, como sacos de cimento”, disse o delegado responsável pelas investigações, Jandelyer Gomes.

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PF apreende mais de R$ 100 mil na casa de auditor do Ministério do Trabalho

Publicado por Pax em 29/09/2008

Do Uol Notícias

A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira (29) mais de R$ 100 mil na casa de um auditor do Ministério do Trabalho durante as buscas da Operação Athena, que visa a combater fraudes trabalhistas no Estado de São Paulo.

Uma quadrilha é suspeita de comandar um esquema de corrupção contra a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que vendia serviços irregulares — como homologações de rescisões trabalhistas sem a presença de empregados e benefícios em fiscalizações sem lavrar os autos de infração.

As investigações começaram há oito meses, a partir de denúncias recebidas pelo Escritório de Assessoria e Pesquisa Estratégica, órgão ligado diretamente ao Ministério do Trabalho. Entre os suspeitos, estão alguns servidores públicos.

Os agentes da PF cumprem 16 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária em Bauru, interior paulista, Santos, litoral de São Paulo, Santo André, no ABC, e também na capital.

Se condenados, os presos responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência, concussão e prevaricação.

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Empresas se calam e vereadores negam lobby em favor do mercado imobiliário

Publicado por Pax em 28/09/2008

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Outro lado

Da Folha de São Paulo  para assinantes…

As empresas que mais doaram aos vereadores paulistanos eleitos em 2004 não se manifestaram. Os vereadores negaram que o dinheiro os tenha influenciado a votar ou agir conforme os interesses do setor.
Arselino Tatto (PT) -que recebeu doação da AIB (Associação Imobiliária Brasileira)- afirmou que “nunca existiu nem existirá contrapartida.”
Toninho Paiva (PR) -doação da Center Leste Empreendimentos LTDA- também negou pressão e disse que a doação se deu devido a “vínculo de amizade pessoal”.
O vereador Natalini (PSDB) disse supor que é “política da empresa OAS” contribuir com alguns vereadores. “Fui procurado pela OAS e não vi motivo para recusá-la.” Segundo ele, que ressalta não ter tido nenhum contato com a OAS após a campanha de 2004, a doação se repetiu agora.
Já o vereador Farhat (PTB) -doação recebida da AIB- atribui o dinheiro recebido à indicação ao grupo de “cinco melhores vereadores da Câmara Municipal de São Paulo pela entidade Voto Consciente”. Ele nega lobby. “Fui um dos maiores críticos (…) em relação às edificações que foram sendo erguidas descomedidamente.”
A assessoria de Dalton Silvano (PSDB) -doação da AIB- diz que ele não se recorda de ter mantido contato com a associação e acrescenta: “É bom frisar que ele (Silvano) é totalmente contrário ao adensamento populacional (verticalização sem controle), sendo autor de proposituras que contrariam o interesse das construtoras”.
O vereador João Antonio (PT) -também beneficiário de doação da associação- diz que seu mandato “nunca condicionou doações a defesa de interesses de quaisquer doadores”. Mas ele defende que as entidades tenham “liberdade de opinar sobre o que propõe, pensa, discute ou delibera a Câmara”.
Chico Macena (PT) -doação da Center Leste Empreendimentos- afirma que a empresa contribuiu devido às propostas de sua campanha, afirmando que não teve contato com ela depois. A assessoria de Domingos Dissei (DEM) negou relação entre doação da AIB e a sua atuação e disse que “os apoiadores contribuem por acreditarem no trabalho dele”.

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Setor imobiliário é o grande financiador dos vereadores de SP

Publicado por Pax em 28/09/2008

 Na Folha de São Paulo – para assinantes

Das 7 empresas que mais doaram aos 55 legisladores eleitos em 2004, 6 são do ramo de construção, venda e locação de imóveis

Ex-secretário diz que, como toda a legislação urbana passa pela Casa, é natural que setor busque “contato maior com os vereadores”

RANIER BRAGON
EM SÃO PAULO

Um dos principais ramos de atividade que financiaram a campanha dos candidatos a vereador em 2004, as empresas do setor imobiliário tiveram vários temas de seu interesse debatidos e votados nos quatro anos da atual legislatura.
Levantamento feito pela Folha mostra que pertencem ao setor imobiliário (construção, incorporação, venda, administração e locação de imóveis) 6 das 7 empresas que mais doaram às campanhas dos 55 vereadores eleitos em 2004. Os doadores da atual disputa só serão conhecidos após a eleição.
Um dos primeiros projetos de interesse do setor que chegou para apreciação dos vereadores foi o que excluiu a área reservada às garagens do cálculo que define o limite de metros quadrados a ser construído em um terreno. Na construção de um prédio residencial, a empresa tinha, desde fevereiro de 2005, de incluir o espaço das garagens na contagem da área total que tinha direito a construir, o que diminuía o espaço dos apartamentos e encarecia o empreendimento.
De autoria do Executivo, o projeto era defendido pelo setor como uma das prioridades legislativas e foi aprovado definitivamente por 41 votos a 1 no final de agosto de 2005. “O cômputo de garagens como área útil havia paralisado o mercado”, afirmou na ocasião o presidente do Secovi-SP (sindicato das construtoras e imobiliárias), Romeu Chap Chap.
“Toda a legislação urbana, que é de interesse dessas empresas, passa pela Câmara, como é o caso do plano diretor. Então, é natural que essas empresas busquem um contato maior com os vereadores, embora eu não veja uma relação tão clara, já que boa parte das doações feitas aos vereadores é conseguida pelos deputados federais”, diz o ex-vereador Nabil Bonduki (PT), autor de livros sobre habitação, ex-superintendente de Habitação Popular de Luiza Erundina (1989-1992) e ex-presidente do Sindicato dos Arquitetos de São Paulo.
Um dos principais temas que uniram vereadores e o setor imobiliário nesta legislatura ocorreu em 2007, quando a Câmara aprovou projeto que tirava poder do Conpresp (conselho do patrimônio histórico), órgão que havia contrariado interesses das empresas imobiliárias ao fazer tombamentos e restringir a altura dos edifícios que poderiam ser erguidos no entorno dos bens tombados.
Após pressão contrária, a Câmara amenizou o projeto, mas mesmo assim ele foi vetado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). Na ocasião, outro levantamento da Folha mostrou que 43% dos vereadores tinham recebido em 2004 doações de empresas do setor.
Em pesquisa nos projetos debatidos e aprovados entre 2005 e 2008, há registro para ações que, em tese, desagradaram o setor. Um deles foi o projeto que estabelecia a obrigatoriedade de uma hora grátis para estacionamento em shoppings, supermercados e bancos. Aprovado pela Câmara em maio de 2005, foi vetado pelo prefeito José Serra (PSDB) sob o argumento de que o projeto interferia indevidamente em atividade privada.

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O juiz afirma que sofreu pressão para recuar no caso que levou à prisão de Daniel Dantas

Publicado por Pax em 28/09/2008

Fausto de Sanctis – “Pediram que eu voltasse atrás”

 

O juiz afirma que sofreu pressão para recuar no caso que levou à prisão de Daniel Dantas

ÉPOCA – A desembargadora Suzana Camargo disse em depoimento à PF que ouviu do senhor o conteúdo de conversas gravadas ilegalmente envolvendo o presidente do STF, Gilmar Mendes. Isso aconteceu?

Fausto De Sanctis – Nunca soube da existência de grampo ilegal ou clandestino. Evidentemente, não determinei nenhuma interceptação telefônica ou telemática (de e-mail ou de dados digitais) do ministro Gilmar Mendes ou de seu gabinete, até porque não tenho tal competência. Também nunca recebi “informes” nesse sentido. As únicas interceptações telefônicas ou telemáticas por mim autorizadas tinham como alvo pessoas supostamente ligadas ao grupo Opportunity.

ÉPOCA – Mas o senhor conversou com a desembargadora?

De Sanctis – Sim, na tarde de 10 de julho. Ela telefonou, mas não pude atendê-la. Retornei depois sua ligação.

ÉPOCA – Sobre o que vocês conversaram?

De Sanctis – Não gostaria de fazer qualquer juízo sobre a conduta de meus colegas, que sempre admirei e respeitei, aí incluindo a desembargadora Suzana Camargo. Mas eu me surpreendi com o teor da conversa, já que a desembargadora começou o diálogo invocando sua condição de amiga pessoal do ministro Gilmar Mendes. Ela me disse que ele estava irado com a notícia de que eu teria decretado a prisão preventiva de Daniel Dantas e gostaria de confirmar essa decisão. Confirmei que havia, de fato, decretado a prisão preventiva. Disse quais eram as bases legais e, principalmente, que havia fatos novos, elementos obtidos na busca e apreensão.

Leia o resto da entrevista

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Confusão Suprema

Publicado por Pax em 28/09/2008

Ofício de procuradora a restaurante de Brasília mostra que o Ministério Público investiga jantar de advogados de Daniel Dantas com assessores do presidente do STF

Mino Pedrosa e Hugo Marques Da Isto É – Terra

Na tarde da terça-feira 23, durante aproximadamente uma hora, a procuradora Lívia Nascimento Tinôco conversou com repórteres de ISTOÉ na sala da assessoria de imprensa da Procuradoria da República no Distrito Federal. Ela faz parte de um grupo de três procuradores que atua no Controle Externo da Atividade Policial no DF e investiga o caso da interceptação telefônica ilegal que gravou uma conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Durante a conversa, a procuradora relatou que o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, após um depoimento formal, lhe mostrou uma série de fotos que seriam de um jantar reunindo assessores do ministro Gilmar Mendes e um dos advogados do banqueiro Daniel Dantas, o principal investigado pela Satiagraha. Segundo a procuradora, Protógenes disse que as fotos foram feitas com a câmara de um telefone celular.

Veja aqui a continuação da matéria

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Fernando Collor: Será que agora vai?

Publicado por Pax em 27/09/2008

Do Terra…
Processo por peculato contra o ex-presidente Fernando Collor chega ao Supremo Tribunal Federal

Sérgio Pardellas

Afastado Collor licenciou-se do Senado para trabalhar na campanha do filho James

Quase 14 anos depois de ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello voltará a ser julgado pela corte. O cenário político não é o mesmo. O ex-presidente é hoje apenas um discreto senador do PTB, da base aliada do governo no Congresso. Mas os fantasmas dos tempos em que sofreu o processo de impeachment insistem em assombrá-lo. O novo processo, aberto pelo Ministério Público em 2000, chegou ao STF em outubro de 2007, após Collor ter sido eleito senador, e está em fase conclusiva. Na quinta-feira 18, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, encaminhou parecer ao Supremo defendendo a condenação do senador por peculato (desviar ou apropriar-se de recursos públicos), corrupção passiva e falsidade ideológica, crimes que teriam sido cometidos em sua passagem pela Presidência da República. Somadas, as penas máximas previstas para esses crimes chegam a 25 anos de prisão. O relator, ministro Carlos Alberto Direito, ainda não marcou a data do julgamento, mas a previsão no Tribunal é de que ele ocorra até o fim do próximo ano. Outras sete pessoas são alvo do processo: Osvaldo Sales, Almir Sales, Claudio Vieira, que era secretário particular do ex-presidente, o advogado Chucre Suaid, e os publicitários Éber de Melo, Homero Fernandes Júnior e José Heliton de Vasconcelos.

De acordo com a denúncia, Collor e os demais réus recebiam propinas de empresários beneficiados por licitações públicas fraudulentas. O dinheiro era depositado em contas de “laranjas”, mas administradas pelos réus para pagar despesas pessoais, faturas de cartões de crédito e pensões a filhos de relacionamentos extraconjugais. “Os recursos arrecadados por meio de propina eram depositados em contas fantasmas e utilizados para pagamento de gastos pessoais de Fernando Collor, Osvaldo Mero Sales e Claudio Vieira”, diz a denúncia da subprocuradora da República, Cláudia Sampaio Marques. Ainda segundo o MP, Collor comandava as operações por meio do “testa-deferro” Sales, dono da empresa DQV Publicidade Ltda., que, segundo a denúncia, pagava a propina.

Licenciado desde o início do mês para ajudar na campanha do filho James Collor, que disputa a Prefeitura de Rio Largo (AL), o ex-presidente tem preferido não comentar o assunto. Dos ministros que absolveram o ex-presidente há quase 14 anos, apenas Celso de Mello ainda permanece no Supremo. Será que agora vai?

Foto: Biô Barreira/Ag. ISTO

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Billie, Lester e muito mais… um sábado de Sol, mudando de assunto pra alegrar a vida.

Publicado por Pax em 27/09/2008

Pra aliviar um pouco o blog. Uma permissão “literária”

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Cartão corporativo: uso cai 56,6%, mas gasto é de R$ 27 mi

Publicado por Pax em 27/09/2008

Laryssa Borges Direto de Brasília do Terra

O uso de cartões corporativos, que no início do ano causou a saída da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, caiu 56,6% de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2007, informou a Controladoria-Geral da União (CGU). Ainda assim, os gastos feitos com o cartão de pagamento do governo federal representaram despesas de R$ 27,29 milhões, sendo que R$ 3,69 milhões foram gastos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e outros R$ 4,08 mil pela Polícia Federal. Em ambos os casos, a população não tem acesso ao detalhamento das despesas, que estão protegidas por sigilo.

Leia a íntegra da matéria aqui

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Ministério Público investiga Opportunity em mais 3 países

Publicado por Pax em 27/09/2008

Grupo teve US$ 46 mi bloqueados no Reino Unido

LILIAN CHRISTOFOLETTI da Folha de São Paulo p/ assinantes
DA REPORTAGEM LOCAL

Além do Reino Unido, o Ministério Público Federal de São Paulo investiga movimentações financeiras do Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, em outros três países, sendo que um deles é considerado paraíso fiscal.
Anteontem, o Home Office britânico -órgão equivalente ao Ministério da Justiça- atendeu pedido do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça) e bloqueou US$ 46 milhões de duas contas do Opportunity no Reino Unido, a partir de uma requisição do Ministério Público Federal.
As movimentações do Opportunity no exterior e também no Brasil são consideradas suspeitas porque Dantas é investigado por suposta evasão de divisas, gestão fraudulenta e outros crimes financeiros. O banqueiro ainda é réu em um processo criminal, acusado de tentar subornar um delegado da Polícia Federal, com US$ 1 milhão, para ser excluído de investigação policial.
O pedido de bloqueio dos US$ 46 milhões, feito pelo procurador Rodrigo de Grandis, foi antecedido por duas comunicações do órgão de inteligência financeira britânico, em julho, sobre operações suspeitas com dinheiro do Opportunity.
Na semana retrasada, a Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio de um fundo de investimento de R$ 535,8 milhões, que pertence a Dantas e a outras quatro pessoas ligadas a ele, inclusive sua mulher e sua irmã. Segundo alerta do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), as operações desse fundo foram consideradas “irregulares no mercado financeiro”.
O advogado de Dantas, Nelio Machado, diz que as operações financeiras são legais e que o bloqueio é fruto de perseguição contra seu cliente.

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Parlamentares em campanha recebem verba da Câmara

Publicado por Pax em 26/09/2008

Mesmo em recesso, candidatos gastam recursos que só podem custear atividades do mandato

Denise Madueño, BRASÍLIA – site do Estadão

O recesso branco interrompeu as votações, deixou os plenários da Câmara e do Senado praticamente vazios e paralisou os trabalhos nas comissões das Casas, mas não impediu que parlamentares candidatos a prefeito continuassem usando a chamada verba indenizatória. Levantamento feito pelo Estado no registro dos gastos dos 34 parlamentares – 31 deputados e 3 senadores, de 14 partidos – que concorrem a prefeituras de capitais mostra que, de julho, mês em que as candidaturas foram oficializadas, até agora, eles gastaram R$ 618.757,65 da verba indenizatória.

Quase a metade desse valor (46,76%) foi despesa com combustíveis e lubrificantes, locomoção, hospedagem e alimentação, em um total de R$ 289.331,26. A Câmara e o Senado não têm condições de aferir se a gasolina paga pelo Legislativo, por exemplo, foi usada para deslocamento em compromisso do mandato ou de campanha. Desde agosto, a Câmara e o Senado estabeleceram períodos de recesso branco, sem marcar votações e sem exigir presença em Brasília, para permitir que os congressistas, incluindo os que não disputam eleição, possam se dedicar às campanhas eleitorais.

Mesmo em período de campanha ostensiva, cada deputado e cada senador têm direito a R$ 15 mil por mês para pagar despesas relativas ao exercício da atividade parlamentar em seus Estados. Além de locomoção, gasolina, alimentação e hospedagem, o dinheiro pode ser usado para contratação de consultorias, pesquisas, trabalhos técnicos, aluguel e despesas de escritório político. Na Câmara, o ressarcimento com combustíveis foi limitado a R$ 4.500 por mês.

A legislação interna que trata da verba indenizatória proíbe expressamente “gastos com propaganda eleitoral de qualquer espécie”. Não é permitido também o uso dos recursos para divulgação de atividade parlamentar no período de 180 dias anteriores à data de eleições. A regulamentação permite, no entanto, que o saldo da verba que não for gasta, exceto com combustíveis, acumule para o mês seguinte, dentro de cada semestre, e o parlamentar tem seis meses para apresentar os comprovantes da despesa. No entanto, como regra, os parlamentares aceleram a prestação de contas para mais rápido receber a indenização.

O registro dos gastos, divulgado pelas páginas da Câmara e do Senado na internet, mostra que poucos tiveram o cuidado de evitar despesas de distinção nebulosa. A deputada Luciana Genro (PSOL-RS), candidata à Prefeitura de Porto Alegre, é uma das exceções. Não registrou nenhum gasto de julho até agora. “Suspendi (uso da verba indenizatória) nos gastos que poderiam ensejar suspeita de uso de dinheiro público na campanha”, explicou.

Waldir Maranhão (PP-MA), candidato à Prefeitura de São Luís, registrou gastos de R$ 45 mil nestes três meses. Foi o que mais gastou. No item de despesas com combustíveis, locomoção, hospedagem e alimentação, ficou em terceiro lugar, com R$ 25.500. E usou boa parte da verba contratando consultoria.

Registraram mais despesas do que Maranhão no item de combustíveis, locomoção, hospedagem e alimentação Pedro Fernandes (PTB-MA) – seu adversário na disputa em São Luís -, com R$ 42.671,61, e Maria do Rosário (PT-RS), candidata à Prefeitura de Porto Alegre, com R$ 25.593. A assessoria de Maria do Rosário informou que os gastos se referem ao trabalho desenvolvido no interior do Estado, principalmente, por assessores.

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Justiça britânica bloqueia US$ 46 milhões de Daniel Dantas

Publicado por Pax em 25/09/2008

da Folha Online

A Secretaria Nacional de Justiça, vinculada ao Ministério da Justiça, conseguiu bloquear US$ 46 milhões dos investigados na Operação Satiagraha, que apura supostos crimes financeiros cometidos pelo banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. O dinheiro estava no Reino Unido. De acordo com o blog do Josias, o dinheiro pertence ao banqueiro. A Justiça informou que não é possível confirmar ainda se o montante é de Dantas mesmo.

Em nota, a Justiça informa que o bloqueio dos recursos no exterior foi solicitado a partir de requerimento do Ministério Público Federal, em cooperação Jurídica Internacional.

O advogado de Dantas, Nélio Machado, disse que ainda não foi informado sobre o bloqueio desse montante. “Não posso me manifestar sobre o que ainda não sei.”

Deflagrada no dia 8 de julho, a operação resultou na prisão de Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (PTB) e de mais 14 pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha.

Dantas, o consultor Hugo Chicaroni e o assessor do banqueiro Humberto Braz foram denunciados pelo Ministério Público Federal em São Paulo por tentativa de suborno a um delegado federal para retirar o nome de Dantas do inquérito da PF.

A Justiça Federal em São Paulo acatou a denúncia do Ministério Público. Dantas, Braz e Chicaroni passaram a responder por corrupção.

Investigações

Segundo a PF, as investigações começaram há quatro anos, com o desdobramento das apurações feitas a partir de documentos relacionados com o caso mensalão. A partir de documentos enviados pelo STF para a Procuradoria da República no Estado de São Paulo, foi aberto um processo na 6ª Vara Criminal Federal.

Na apuração foram identificadas pessoas e empresas supostamente beneficiadas no esquema montado pelo empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos. Com base nas informações e em documentos colhidos em outras investigações da Polícia Federal, os policiais apuraram a existência de uma organização criminosa, supostamente comandada por Daniel Dantas, envolvida com a prática de diversos crimes.

Para a prática dos delitos, o grupo teria possuído empresas de fachada. As investigações ainda descobriram que havia uma segunda organização, formada por empresários e doleiros que supostamente atuavam no mercado financeiro para lavagem de dinheiro. O segundo grupo seria comandado pelo investidor Naji Nahas.

Além de fraudes no mercado de capitais, baseadas principalmente no recebimento de informações privilegiadas, a organização teria atuado no mercado paralelo de moedas estrangeiras. Há indícios inclusive do recebimento de informações privilegiadas sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano).

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Mariângela desafia Yeda em reunião do Conselho

Publicado por Pax em 25/09/2008

do blog Direto da Fonte, da Zero Hora

Alguns integrantes do Conselho Estadual da Cultura saíram chocados da reunião de hoje do colegiado, diante da declaração da presidente Mariângela Grando. Ela disse que só deixa o cargo “depois que Yeda explicar a compra de sua casa”.

Há pouco, Mariângela disse, em entrevista ã Rádio Bandeirantes, que a secretaria da Cultura está agindo na “sombra”, com o objetivo de atacá-la. Agir na sombra significa franquear à imprensa dados sobre falcatruas na prestação de contas de filmes famosos?

Só para deixar claro: a mais recente denúncia contra Mariângela surgiu de uma visita que fiz ao escritório do cineasta e advogado Henrique de Freitas Lima, para gravar entrevista sobre as irregularidades envolvendo o filme Concerto Campestre. Lá, ví um cartaz de outro filme, o Lua de Outubro.

Nele, constava o nome da presidente do Conselho de Cultura como produtora executiva. Foi aí que tive a idéia de pedir acesso (formal) à prestação de contas deste longa-metragem. E a secretaria da Cultura não fez nada mais do que sua obrigação em permitir o exame dos papéis.

Minhas suspeitas se confirmaram. Tinha até conserto do carro de Mariângela entre os comprovantes de despesas do filme. Com o meu, o teu, o nosso dinheiro.

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Mulher denuncia sociedade suja entre o marido e Braga

Publicado por Pax em 25/09/2008

Deu no Noblat onde sugiro lerem a notícia inteira.


Este blog teve acesso ao dossiê entregue ontem à noite pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) ao procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, com acusações de corrupção contra Eduardo Braga (PMDB), governador do Amazonas.

Preparado pela arquiteta Renata Barros, o dossiê apresenta setencentas páginas de documentos (notas fiscais, cópias de escrituras e anotações escrita à mão) que ligam o marido dela, o empresário Rosinei Barros, a Braga em um suposto esquema de superfaturamento de combustível.

Rosinei é chamado pela mulher de Nei. Os dois são sócios de fato em vários negócios. Braga foi padrinho de casamento deles e é padrinho da filha deles de dois anos de idade.

Continuação, vídeos e gravações na fonte, no site do Noblat

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Procurador denuncia deputado por crime de falsidade ideológica

Publicado por Pax em 25/09/2008

do blog do Ancelmo Gois (que não permite reprodução reprodução para fins comerciais ou profissionais – não é o caso deste blog)

O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, denunciou o deputado federal Odílio Balbinotti ao Supremo por crimes contra a fé pública e falsidade ideológica.

No processo, que tramita em sigilo, o deputado do Paraná é acusado de irregularidades para obter um empréstimo no Banco do Brasil. Balbinotti chegou a ser cotado pelo pessoal do PMDB do B (da Boquinha) para assumir o Ministério da Agricultura em março do ano passado, mas seu nome foi abatido em vôo por causa da investigação.

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Arthur Virgílio exibe dossiê com denúncia contra Braga

Publicado por Pax em 24/09/2008

Da Redação  Uol

O senador Arthur Virgílio Neto (PSDB) vai se encontrar nesta quarta-feira (24) com o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, para entregar documentos e um DVD que denunciam a existência de um suposto esquema de corrupção comandando pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB).

Na noite desta terça-feira, o governador Eduardo Braga denunciou o que chamou de plano para desestabilizar a candidatura de seu vice, Omar Aziz (PMN), à Prefeitura de Manaus. Segundo ele, o DVD gravado por Renata apresentava denúncias “caluniosas e levianas” contra sua administração e sua família.

Em um dos trechos do vídeo, Renata narra um episódio em que Braga teria espancado sua esposa, Sandra Braga, obrigando-a a fazer uma cirurgia plástica fora do Amazonas “para evitar um escândalo”.

Na manhã desta quarta, Arthur Virgilío exibiu o material na Câmara Municipal de Manaus. O tucano embarcou na tarde desta quarta-feira para Brasília acompanhado da arquiteta Renata Barros, esposa (em processo de separação) do empresário Rosinei Barros, que, segundo ela, é sócio do governador Eduardo Braga em um esquema de distribuição de combustível para órgãos públicos do Estado e em outras transações. Rosinei é um dos maiores empresários do setor no norte do país.

Em uma gravação com mais de 20 minutos de duração, Renata Barros, dizendo-se amedrontada pelas ameaças do marido, apresenta documentos de transações financeiras entre seu marido e pessoas, que segundo Renata, são “laranjas” do governador Eduardo Braga. A gravação teria sido feita para garantir sua segurança.

Sociedade

De acordo com Renata, Braga e Rosinei Barros, eram “sócios” em um esquema de fraude nas licitações de combustíveis feitas pelo governo do Estado. Renata diz que, pelo esquema, Rosinei vencia todas as licitações do setor e distribuía o produto a preços superfaturados. A diferença entre o preço de mercado e o valor pago pelo Estado, segundo Renata, era dividido entre Braga e o empresário.

Além das acusações envolvendo supostas negociatas, Renata Barros afirma que Eduardo Braga havia ameaçado de morte o vice-presidente do jornal “Diário do Amazonas”, Francisco Cirilo Anunciação Neto. Em julho deste ano, a sede do jornal foi atingida por 11 disparos de arma de fogo, mas ninguém saiu ferido.

Em nota enviada pelo advogado de Renata Barros, Dionísio Paixão, a arquiteta procurou o senador Arthur Virgílio e lhe entregou o material com as denúncias em troca de proteção para ela e sua filha, de dois anos de idade.

“A partir de agora, esta senhora está sob minha proteção, mas se alguma coisa acontecer a ela, será responsabilidade de Eduardo Braga”, afirmou o senador.

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Não adianta espernear

Publicado por Pax em 24/09/2008

do blog da Lúcia Hipólito (não permite reprodução para fins comerciais ou profissionais – não é o caso deste blog)

Dados recentes da Transparência Internacional, a mais respeitada instituição no gênero em atuação no mundo inteiro, revelam que piorou a situação do Brasil no quesito “combate à corrupção”.

Evidentemente, a primeira reação das autoridades brasileiras foi espernear e tentar desqualificar a pesquisa e a própria Transparência Internacional.

É o tal negócio. Quando o rei recebia uma notícia ruim, a primeira providência era mandar matar o mensageiro.

Não adianta. Seria mais proveitoso se tentássemos entender por que o Brasil continua a freqüentar a lista dos países mais corruptos.

Nos últimos anos, progredimos enormemente na investigação da corrupção. Mesmo com um excesso ou outro, uma “maleta bisbilhoteira” ou outra, a Polícia Federal vem se qualificando, realizando investigações cada vez mais profundas e eficientes.

O Ministério Público, por sua vez, está cada vez mais atento e atuante. Um dos resultados visíveis é, por exemplo, o fato de o STF ter aceitado integralmente a denúncia do procurador-geral, e os 40 mensaleiros são réus no maior escândalo de corrupção já identificado no Brasil.

Na área financeira, CVM, Receita Federal e Coaf também vêm atuando no sentido de identificar ilícitos, caixa 2, recursos não contabilizados. Não pegaram os bois do dr. Renan Calheiros. Mas ninguém é perfeito.

O fato é que os instrumentos de investigação se sofisticaram muito no Brasil nos últimos anos.

Onde o país continua devendo, e devendo pesadamente, é nas pontas, isto é, na prevenção e na punição.

No capítulo prevenção, continuamos a gerar ocasiões para fazer os ladrões.

A forma de ocupação da máquina pública, os métodos para a constituição de maiorias governamentais, as licitações de cartas marcadas, os funcionários aliciados por empresários mal-intencionados, tudo isto mantém aberta a porta para a corrupção.

O escândalo do mensalão aconteceu, e não se adotou uma única medida para que novos mensalões não venham a surgir.

No capítulo punição, então, a coisa é muito pior. Uma justiça lenta, uma justiça que não pune, uma legislação arcaica, que permite uma sucessão infinita de recursos, até que o crime prescreva.

A presunção da inocência, um dos pilares do estado de direito, é hoje arma poderosa a favor de bandidos de toda sorte. Ajudada por esta “maravilha” brasileira que é o foro privilegiado.

O foro privilegiado, criado para proteger parlamentares de acusações de crimes de opinião, hoje é guarda-chuva para bandido. É desculpa para abrigar criminosos comuns, acusados dos crimes mais cabeludos.

Por isso mesmo, não adianta as autoridades brasileiras espernearem e falarem mal da Transparência Internacional. Melhor fariam se trabalhassem mais para que, nas próximas pesquisas, o Brasil apareça bem na foto, não no ranking dos países mais corruptos, mas na lista dos países menos corruptos.

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Nepotismo amazônico?

Publicado por Pax em 24/09/2008

do blog do Ancelmo Gois (que não permite reprodução para fins comerciais ou profissionais – não é o caso desse blog)

A OAB do Pará vai enviar ao STF uma reclamação contra a governadora Ana Júlia; o presidente da Assembléia do estado, deputado Domingos Juvenil; e o presidente da Câmara de Belém, vereador Zeca Pirão.

É que, até hoje, os três não prestaram contas da contratação de parentes de autoridades nos três poderes (o Supremo, como se sabe, proibiu a contratação de parentes). Caso não receba estas informações, a OAB local ameaça entrar com uma ação de improbidade administrativa contra a governadora, o deputado e o vereador.

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Bolsa família e a corrupção eleitoral

Publicado por darwinista em 24/09/2008

Bolsa Família sustenta novo voto de cabresto no Nordeste

da Folha Online

Principal programa social do país, o Bolsa Família tem sido utilizado nesta campanha municipal como uma nova modalidade de cabresto eleitoral. A informação é de reportagem de Eduardo Scolese publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Candidatos a prefeito e a vereador usam o programa federal de transferência de renda tanto para agradar o eleitor, oferecendo a ele um cartão de beneficiário em troca do voto, como para ameaçá-lo caso vote em algum candidato da oposição.

Nas últimas três semanas, a Folha encontrou casos de uso eleitoral do programa no interior de Ceará e Piauí e ouviu denúncias informais em Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte. Promotores dizem que o principal obstáculo à fiscalização é o medo dos eleitores de serem perseguidos após a denúncia.

As eleições deste ano são, na prática, a primeira grande experiência municipal do uso do Bolsa Família para arregimentar votos. Neste ano, o governo reajustou em 8% o valor do benefício, anunciou um programa de qualificação de profissionais específico aos beneficiários e estendeu o benefício a jovens de 16 e 17 anos –iniciativas tidas como eleitoreiras pela oposição.

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