políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Posts de outubro \30\UTC 2008

PF faz operação de combate à fraude em agências dos Correios

Publicado por Pax em 30/10/2008

Da Agência JB – No Rio de Janeiro – Deu no Uol
A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (30) a operação Déja Vu para combater fraudes em agências franqueadas dos Correios. Foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e 19 de prisões temporárias em quatro Estados e no Distrito Federal.

De acordo com a PF, o esquema de fraudes em licitações já resultou em prejuízos de R$ 21 milhões à Administração Pública Federal. A operação é realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Brasília.

Entre os acusados estão pessoas indiciadas por extorsão, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, quadrilha ou bando, falsidade ideológica e descaminho, entre outros. As penas variam de dois a 12 anos de prisão.

A operação Dejá Vu teve início em janeiro de 2007, na cidade de Sorocaba, em São Paulo. Foram colhidas provas da atuação de uma quadrilha que fraudava a empresa na ordem de 30 milhões por ano. O grupo contava com a participação de funcionários dos Correios.

Enviado em DF, MG, RS, SP | Etiquetado: , , , , , | 3 Comentários »

Operação prende suspeitos de fraudar hospitais públicos em São Paulo

Publicado por Pax em 30/10/2008

Da Agência Brasil – deu no Uol
Em São Paulo
Uma ação conjunta do Ministério Público Estadual , Polícia Civil e Secretaria da Fazenda, chamada Operação Parasitas, prendeu nesta quinta-feira (30) cinco pessoas suspeitas de fraudar em R$ 60 milhões licitações para vendas de equipamentos a hospitais públicos do Estado de São Paulo.
Também foram apreendidos vários veículos e um helicóptero. As contas bancárias dos suspeitos foram bloqueadas.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual, entre as instituições envolvidas estão o Hospital das Clínicas, maior centro de saúde pública da América Latina, e o Pérola Byington.

Além dos cinco mandados de prisão já cumpridos, foram expedidos mais de 20 mandados de busca e apreensão. A operação deve durar até o começo da tarde.

Enviado em SP | Etiquetado: | Deixar um comentário »

Presa no Ceará a cúpula do meio ambiente

Publicado por Pax em 30/10/2008

A Polícia Federal prendeu quatro pessoas ligadas aos órgãos de proteção ao meio ambiente no Ceará, entre eles os titulares do Ibama, Semace e Semam. Os acusados teriam cometido irregularidades na concessão de licenças em áreas de preservação ambiental no Estado

Thiago Cafardo, Cláudio Ribeiro e Demitri Túlio
da Redação de O Povo
30 Out 2008 – 01h17min

Os gestores dos principais órgãos do meio ambiente no Ceará, das três esferas de administração (federal, estadual e municipal), foram presos ontem pela Polícia Federal, na chamada Operação Marambaia. A principal acusação contra eles é a de que teriam autorizado irregularmente licenças ambientais para construção de imóveis em áreas de preservação. Foram detidos o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Ceará (Ibama-CE), Raimundo Bonfim Braga (Camundo); o superintendente estadual do Meio Ambiente (Semace), Herbert Rocha; a secretária do Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza (Semam), Daniela Valente, e o chefe do Ibama na cidade de Aracati, Antônio César Rebouças. O superintendente do Ibama-CE, Raimundo “Camundo”, foi preso em São Paulo. Ele teria ido à capital paulista participar de uma solenidade de premiação. Os outros três foram detidos pela PF em Fortaleza, por volta das 6h30min. Ainda na noite de ontem, por volta das 20h30min, o Juiz Ricardo Ribeiro, da 11ª Vara Federal, que decretou as prisões temporárias, concedeu a libertação de Daniela Valente e Herbert Rocha.

Em uma entrevista coletiva na tarde de ontem, o delegado Aldair da Rocha, superintendente da Polícia Federal no Ceará, deu poucas informações sobre a investigação. Disse que os quatro são acusados de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e prevaricação, além de outros crimes ambientais que “teriam sido cometidos em benefício de grupos empresariais”. A Justiça Federal também determinou o afastamento dos servidores investigados do Ibama, enquanto durar a investigação. Aldair Rocha não informou quais as empresas estão sendo investigadas nem deu detalhes sobre datas dos crimes. O inquérito, segundo o delegado, corre em sigilo.

Nem o delegado que chefiou a investigação, o coordenador de Inteligência da PF, Cláudio Joventino, participou da conversa com os jornalistas. Os mandados de prisão temporária, de cinco dias, contra os quatro gestores foram ordenados pelo juiz Ricardo Ribeiro. A PF cumpriu, ainda, 14 mandados de busca e apreensão nos órgãos públicos ligados ao meio ambiente, nas residências dos acusados e em empresas ligadas ao setor imobiliário.

Início em 2007
Segundo a PF, a investigação sobre os licenciamentos irregulares começou em maio de 2007, a partir de denúncias contra o escritório do Ibama em Aracati, no litoral leste do Estado. “As investigações levaram à certeza do conluio entre as três esferas (municipal, estadual e federal”, disse Aldair da Rocha.

O superintendente da PF afirmou que vários empreendimentos imobiliários (todos residenciais) teriam recebido concessões de licenças ambientais fraudulentas em seis cidades cearenses: Fortaleza (Praia do Futuro), Caucaia (Cumbuco), São Gonçalo do Amarante (Pecém), Aracati, Crateús e Guaramiranga. Ele disse que a investigação não cita o envolvimento de empresas de carcinicultura (camarão) nem de criação de lagosta nas fraudes.

Aldair Rocha confirmou que as investigações apontam, também, a compra e venda de licenças ambientais (corrupção ativa e passiva) para empreendimentos imobiliários, mas não soube informar quanto em dinheiro esses crimes teriam movimentado no Estado. O POVO apurou que algumas das comprovações obtidas teriam sido através de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça Federal, realizadas em 2008 por cerca de cinco meses.

Em algumas dessas escutas, fontes revelaram ao O POVO que os acusados teriam combinado forjar a mesma versão de seus depoimentos em inquéritos civis públicos realizados pelo Ministério Público Federal. A informação foi confirmada pelo superintendente da PF durante a entrevista, configurando o crime de tráfico de influência. Alguns desses supostos acertos teriam relação com pelo menos dois empreendimentos – sendo um deles na praia do Cumbuco.

Entenda a Operação Marambaia

A Operação Marambaia foi deflagrada pela PF para combater irregularidades na concessão de licenças ambientais em áreas de preservação. O nome é uma referência às Marambaias, habitats artificiais criados no mar (pneus, tambores) e utilizados para favorecer a captura de algumas espécies marinhas, como lagosta, camarão e peixes.

> O teor da investigação
Segundo a PF, a investigação foi iniciada por Aracati em 2007. A Polícia apurou a concessão de licenças ambientais para empreendimentos imobiliários residenciais. Em 2008, por cerca de cinco meses, foram realizadas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça Federal. Em algumas escutas, conforme O POVO apurou, alguns acusados teriam combinado forjar a mesma versão de seus depoimentos em inquéritos civis públicos realizados pelo Ministério Público Federal. Alguns desses supostos acertos teriam relação com pelo menos dois empreendimentos – um deles na praia do Cumbuco. Ontem, com cerca de 80 policiais, a PF realizou a Operação Marambaia, prendendo quatro pessoas e realizando 14 mandados de busca e apreensão.

Quem foi preso
> Raimundo Bonfim Braga (“Camundo”): superintendente do Ibama no Ceará
> Herbert Rocha: superintendente estadual do Meio Ambiente (Semace)*
> Daniela Valente: secretária do Meio Ambiente de Fortaleza (Semam)*
> Antônio César Rebouças: chefe do escritório do Ibama em Aracati
*Soltos à noite

Crimes apontados
> Tráfico de influência: solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função.

> Corrupção ativa: oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público.

> Corrupção passiva: solicitar ou receber vantagem enquanto servidor público.

> Violação de sigilo funcional: revelar fato de que tem ciência em razão do cargo público e que deva permanecer em segredo, ou facilitar essa revelação.

> Prevaricação: omitir-se na apuração de uma irregularidade enquanto gestor público.

> Crimes ambientais: crimes contra a fauna, a flora, o ordenamento urbano e patrimônio cultural, a administração ambiental e poluição.

Fonte: Polícia Federal

Agradecimento: Ao bom amigo Luiz que enviou a dica

Enviado em Ibama | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

O campeão de nepotismo no Senado – Efraim – DEM

Publicado por Pax em 25/10/2008

Do Estadão, via Clipping Radiobras de 25/10/2008

O Senado concluiu ontem a exoneração dos parentes dos senadores e de servidores ocupantes de cargos de chefia, em cumprimento à determinação do STF. No total, foram afastados 86 parentes. O senador campeão de nepotismo era Efraim Morais (DEM-PB), que teve de demitir uma filha, cinco sobrinhos e um cunhado. O diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, também tinha sete parentes em postos de confiança: a mulher, três filhas, um irmão, uma cunhada e uma ex-nora. (págs. 1 e A14)

Enviado em DEM, DF | Etiquetado: , , | 2 Comentários »

Juíza da Operação Têmis é afastada pela segunda vez

Publicado por darwinista em 24/10/2008

Pela segunda vez, em menos de um mês, o Tribunal Regional Federal da 3a. Região afastou a juíza Maria Cristina de Luca Barongeno do exercício de suas funções como titular da 23a. Vara Cível de São Paulo. Ela foi denunciada pelo Ministério Público Federal, ao lado de três membros do TRF-3 (*), na Operação Têmis, que apura, entre outros crimes, a venda de sentenças por juízes federais em São Paulo.

No dia 22 de setembro, a presidente do tribunal, Marli Ferreira, assinou o ato 9097, formalizando decisão do Órgão Especial em julgamento de processo administrativo no qual foram apurados fatos ligados a decisões judiciais que supostamente favoreciam empresas de bingos.

Continua no Blog do Fred.

Enviado em Uncategorized | Deixar um comentário »

Lembrando da Operação Pasárgada

Publicado por Pax em 21/10/2008

Alguns links pra quem não se lembra da Operação Pasárgada

No Globo

No Estadão

Enviado em MG, Pasárgada | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

STJ trava inquérito que envolve juiz federal, afirma PF

Publicado por Pax em 21/10/2008

A PF e o Ministério Público Federal dizem que a investigação do desdobramento da Operação Pasárgada, que apurou desvio de verbas públicas, está travada desde que o Superior Tribunal de Justiça assumiu o inquérito, por este envolver um juiz federal. O STJ nega travamento e diz que o inquérito corre nos prazos legais. (págs. 1 e A13)

Pesquei no Clipping Radiobrás de hoje 21/10/2008 – não achei o link no jornal, mas creio que link da Radiobrás seja suficiente para permitir colocar o post

Enviado em MG, Pasárgada, STF | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

Paulo Lacerda sofreu pressão do José Dirceu no caso Dantas

Publicado por Pax em 19/10/2008

Conversa com Paulo Lacerda

do blog do Mino Carta post de 17 de outubro de 2008

Contarei um episódio sugestivo. Certo dia de 2005, fui visitar em Brasília o então diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda. Iam comigo meu velho companheiro Luiz Gonzaga Belluzzo e meu braço direito na feitura de CartaCapital, Sergio Lirio. Foram variados os assuntos da conversa e lá pelas tantas chegou a vez de Daniel Dantas, o banqueiro orelhudo. Já se dera há bastante tempo a Operação Chacal da PF, que recolheu nos próprios escritórios de DD o hard-disk do banco. Estávamos interessados em conhecer o paradeiro do disco, ou dos discos (não sabíamos se de um se tratava, ou de alguns). Lacerda disse que o Supremo Tribunal Federal estava em poder do butim, mas que a PF tinha uma cópia. Era aquele tempo singular em que a ministra Ellen Gracie recusava-se a permitir a abertura dos discos pelas razões mais estranhas, ou, pelo menos, assim nos pareciam. Desde quando Dantas confessou com comovedora candura ter “facilidades” no STF, a gente mergulha na conclusão de que não cabia estranheza. Aí perguntei a Lacerda se porventura sofrera algum tipo de pressão a favor do orelhudo por parte de autoridades de calibres diversos. Anuiu. Sim, recebera. Parlamentares? Também, respondeu. E ministros? Um deles, disse, tranqüilo. Acrescentou: “Não é o meu”. Referia-se ao ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos. Arrisquei: “O chefe da Casa Civil, José Dirceu”. Anuiu novamente, sem pestanejar.

Enviado em DF, Operação Satiagraha, PT | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

Justiça Federal pede inquérito contra Eike Batista

Publicado por Pax em 15/10/2008

Do Noblat

Chegou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido da Justiça Federal de abertura de inquérito contra o empresário Eike Batista, investigado por tentativa de fraude à licitação de concessão da estrada de ferro que liga o município de Serra do Navio ao Porto de Santana, no Amapá.

O esquema foi investigado na Operação Toque de Midas, que chegou às empresas EBX, MMX Logística e MMX Amapá Mineração – todas de propriedade de Eike. Também foi pedido, no mesmo caso, abertura de inquérito contra o deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP) e o governador do estado, Antônio Waldez Góes PDT).

Na terça-feira, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc entregou um diploma a Eike pela posse de uma reserva particular em Mato Grosso do Sul e, após fazer diversos elogios ao novo parceiro, disse esperar que outros empresários sigam o seu exemplo. Eike doou R$ 11, 4 para recuperação da parques ecológicos, mas suas empresas devem cerca d R$ 29 milhões ao Ibama, por multas decorrentes de crimes ambientais

Enviado em PMDB | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Greenhalgh fez lobby para Dantas na venda da BrT à Oi

Publicado por Pax em 14/10/2008

LEONARDO SOUZA Folha on Line DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Escuta da PF mostra petista recebendo ordens para interceder junto a governo e fundos

Teor de diálogos contradiz versão dada por Greenhalgh para contrato com grupo; petista disse que “analisou processos” como advogado

Diálogos captados na Operação Satiagraha da Polícia Federal revelam que o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) participou ativamente, como representante dos interesses do Opportunity, da negociação com o governo e os fundos de pensão na venda da Brasil Telecom para a Oi (Telemar).
Numa das pontas, ele repassava informações atualizadas sobre o andamento do negócio no lado dos fundos para Humberto Braz -braço direito do banqueiro Daniel Dantas-, preso pela PF na Satiagraha, acusado de tentar subornar um delegado. Na outra, recebia ordens de Dantas para pressionar o governo e os fundos a aceitarem os termos do Opportunity.
Nas gravações feitas com autorização judicial, às quais a Folha teve acesso, Greenhalgh refere-se à fonte de suas informações como “Brasília” ou “capital”, sem citar nomes. Ele recebeu instruções também de João Vaccari Neto, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, ligado a petistas como o ex-ministro Luiz Gushiken e Ricardo Berzoini (PT-SP), presidente do partido.
“Senhor, presta atenção. A ordem da capital é meter o pau nesse assunto sábado, domingo, segunda e assinar na terça-feira”, disse Greenhalgh a Braz no dia 18 de abril, sexta-feira. Greenhalgh havia recebido essa informação, em uma outra ligação minutos antes, de um homem não identificado pela PF, mas que os investigadores suspeitam tratar-se de alguém relacionado ao governo ou aos fundos de pensão.
O acordo começou a ser assinado na madrugada de quinta para sexta (25/04). No relatório da Satiagraha, a PF acusou Greenhalgh da prática de “lobby” e “tráfico de influência” no governo, em benefício do Opportunity, para o fechamento do acordo.
O teor das conversas grampeadas contradiz a versão dada por Greenhalgh para explicar seu contrato com o Opportunity. Em nota divulgada em agosto, ele disse que seu trabalho fora “analisar processos” nas “esferas cível e criminal”, como advogado do grupo.
No auge das negociações, Greenhalgh chegou a ir à sede da Previ (Banco do Brasil), sem hora marcada, para conversar pessoalmente com o presidente do fundo, Sérgio Rosa. A Previ confirmou que ele estava lá “como representante dos interesses do Fundo Opportunity, para discutir assuntos relacionados à proposta da compra da BrT pela Oi/Telemar”.
Os dias que antecederam o fechamento dos negócios foram tensos, segundo as conversas captadas pela PF. Na véspera da assinatura do acordo (24/04), Dantas liga para Braz: “Eu recebi a informação que não sai hoje, tá? A temperatura… Não tá andando, tá? [...] Acho que agora a gente tem que levantar a temperatura com o Gomes [Greenhalgh] lá para a temperatura máxima [...]“, diz o banqueiro, numa ordem para que Greenhalgh fosse acionado. “Gomes” era como o grupo de Dantas se referia ao petista.
No dia em que a transação foi concluída, Greenhalgh ligou para Vaccari, agradecendo a cooperação. Vaccari disse que havia falado com o “cara” e que “passaram a noite rubricando os documentos”. Segundo a PF, o sujeito oculto da frase eram os dirigentes dos fundos.
Greenhalgh diz a Vaccari que já sabia da notícia e acrescenta que foram, ao todo, 121 contratos assinados por 70 pessoas.
Sem mencionar o nome de Dantas, Greenhalgh diz ainda que o banqueiro lhe pediu ajuda para recuperar sua imagem. “[Dantas teria dito:] “Não sou o f.d.p. que todo mundo imagina”. Foi legal, foi um gesto de humildade também. Porque ele era muito, muito arrogante”.
O fechamento do negócio vai render a Dantas mais de US$ 1 bilhão. Não se sabe ao certo quanto Greenhalgh ganhou.

Enviado em PT | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Dinheiro para curar feridas

Publicado por Pax em 11/10/2008

Deu no Noblat

De Daniel Pereira do Correio Brasiliense.

Apesar da crise financeira em curso, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, pressionará a equipe econômica a não suspender o pagamento de emendas parlamentares. Coordenador político do governo, Múcio considera a liberação dos recursos fundamental para cicatrizar feridas abertas em aliados nestas eleições municipais. Aposta na iniciativa para impedir que eventuais mágoas ou descontentamentos decorrentes da campanha resultem em votos contrários ao Palácio do Planalto nos painéis de votação da Câmara e do Senado.

“Foram vitoriosos todos os partidos que apóiam o presidente Lula. Agora, a apuração dos votos é rápida. Já a das seqüelas de uma campanha é lenta”, diz o ministro. “O governo precisa terminar de pagar as emendas. Se isso não for feito, a situação pode se complicar”, acrescenta. A meta de Múcio é assegurar o pagamento de mais de R$ 600 milhões em emendas até dezembro, em três parcelas mensais de R$ 200 milhões, o que fecharia um desembolso de R$ 3,24 bilhões neste ano. A maior parte do dinheiro tem origem nos chamados restos a pagar. Ou seja, constava de leis orçamentárias de anos anteriores e ainda está pendente

Enviado em PT | Etiquetado: | Deixar um comentário »

Marcos Valério é preso em operação da PF contra extorsão

Publicado por Pax em 11/10/2008

Reuters no Estadão

BELO HORIZONTE – O empresário Marcos Valério foi um dos 17 presos nesta sexta-feira na Operação Avalanche da Polícia Federal contra extorsão, fraudes e corrupção.

Marcos Valério foi preso em sua casa, em Belo Horizonte. Segundo seu advogado, Marcelo Leonardo, as prisões não têm nenhuma relação com o mensalão. “São por fraudes fiscais, a princípio envolvendo a cervejaria Itaipava”, disse ele, sem dar mais detalhes, porque o inquérito foi instalado em São Paulo.

A PF cumpriu mandados de prisão em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Além de Valério, foram presos mais 16 empresários, despachantes, advogados e policiais civis e federais acusados de extorsão com base em informações privilegiadas.

Além das prisões, foram apreendidos documentos, HDs e computadores. A PF dará mais informações em entrevista coletiva, às 15 horas, em São Paulo

(Reportagem de Marcelo Portela)

Enviado em PSDB, PT | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Retirei três posts abaixo. Explico a razão.

Publicado por Pax em 09/10/2008

Prezados leitores,

Retirei três posts abaixo. A fonte não é boa.

Peço desculpas.

Abraços,

Pax

ps.: O blog anda meio parado por dois motivos. O primeiro é que passo por problemas técnicos aqui em casa que parecem começar a se resolver. O segundo é que quando tenho conseguido acessar, o noticiário sobre corrupção, ao menos por onde navego, rareou esses dias tomado pela crise nos mercados e pelas eleições. Mas tenham certeza, a corrupção não acabou. Infelizmente.

Enviado em Administrativa | 3 Comentários »

Celso Frateschi deixa presidência da Funarte

Publicado por Pax em 07/10/2008

CAIO JOBIM da Folha de S.Paulo
O ator Celso Frateschi renunciou à presidência da Funarte, ontem, em carta enviada ao ministro da Cultura, Juca Ferreira. Ele deixou o cargo –que ocupou desde o início do segundo mandato de Lula, em 2007– dois dias depois de “O Globo” publicar reportagem sobre suposto favorecimento seu à Ágora, companhia de teatro que fundou e cuja coordenação está a cargo de sua mulher, a cenógrafa Sylvia Moreira, e do diretor Roberto Lage.

Também no sábado, a Associação de Funcionários da Funarte (Asserte) divulgou carta enviada a Juca Ferreira acusando a gestão de Frateschi de ser “autoritária” e de criar um “clima de intimidação e desrespeito para com os servidores”. Divulgação

Celso Frateschi apresentou por meio de uma carta sua renúncia a presidência da Funarte

“No momento em que se caracterizou uma série de eventos [a reportagem e a carta], e você sabe que em política não existe coincidência, então você percebe que estão armando, e eu, sinceramente, não estou aqui para disputar cargos, não é a minha praia”, disse Frateschi à Folha, justificando seu pedido de demissão.

Secretário de Cultura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (2001-2004) e irmão do presidente do diretório municipal do PT em São Paulo, Paulo Frateschi, ele afirmou ainda ter acabado com “uma indústria de favorecimento” que funcionava dentro do órgão.

Ele disse que procurou descentralizar as ações do órgão tirando-as do eixo Rio-São Paulo, o que teria provocado insatisfação entre os servidores. “Nós mudamos a questão da territorialização, e hoje todos os Estados têm prêmios da Funarte. Não adianta a gente usar os projetos da Funarte e reproduzir a lógica da Lei Rouanet, onde 80% é de Rio e São Paulo”, disse Frateschi.

Enviado à Funarte para ser submetido a parecer técnico em 30 de novembro de 2007, o projeto do grupo Ágora batizado “Machadianas 2″, adaptação de contos de Machado de Assis para o teatro, foi aprovado pelos técnicos da entidade no dia 6 de dezembro.

Vinte dias depois, obteve junto ao MinC a autorização para captação de recursos. A tramitação foi extremamente rápida, de acordo com profissionais da classe teatral, ainda mais porque em 2007 houve uma greve dos servidores do MinC que durou 73 dias, contribuindo para o acúmulo de projetos a serem avaliados.

Frateschi argumenta que o ministério e a Funarte fizeram um “acordo de excepcionalidade” para analisar projetos cujos produtores já apresentassem cartas de intenções de patrocinadores manifestando interesse em apoiar a sua realização. Frateschi apresentou à Folha um e-mail da Petrobras como prova de que era o caso do espetáculo da Ágora.

Ontem mesmo, funcionários da Funarte comemoravam a saída de Frateschi em frente ao Palácio Gustavo Capanema, sede da fundação. “Foi a pior gestão que a Funarte já teve, na qual houve assédio moral aos funcionários e foram destruídos programas que deram certo”, afirmou Paula Nogueira, presidente da Asserte, que negou qualquer “indústria de favorecimento” por parte dos servidores.

Enviado em PT | Etiquetado: | Deixar um comentário »

Justiça condena um dos réus do mensalão

Publicado por Pax em 04/10/2008

Do Blog do Frederico Vasconcelos – da Folha
A Justiça Federal condenou o empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, 64, a dois anos e três meses de reclusão – substituídos por prestação de serviços comunitários e pagamento de R$ 5 mil – e multa de um salário mínimo, por omitir informação na Declaração de Imposto de Renda – Pessoa Física de 1998. A sentença é da Vara Federal Criminal de Florianópolis, que recebeu quarta-feira (1º/10/2008) a apelação do empresário ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Ele pode recorrer em liberdade.

A assessoria de imprensa da Justiça Federal em Santa Catarina informa que, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), julgada procedente, o empresário não teria declarado à Receita Federal depósitos em contas bancárias. Também teriam sido detectados depósitos sem origem, gerando mais de R$ 2 milhões em tributos suprimidos. A alegação da defesa de que o procedimento fiscal teria sido nulo não foi aceita. O empresário também não conseguiu provar que não teria sido ele o responsável pela movimentação bancária. O valor da multa considerou a não existência de informações sobre a atual situação econômica do réu.

Radicado em Florianópolis, o empresário é um dos réus da ação penal em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF) em função do denominado “Caso Mensalão”. Quaglia está sendo acusado, no STF, de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro e foi interrogado em Florianópolis em 30 de janeiro deste ano.

Enviado em SC | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

Fraudes em licitações & Foro privilegiado

Publicado por Pax em 04/10/2008

Do blog do Frederico Vasconcelos – Folha

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, recusar recurso em que acusados pela suposta prática do crime de formação de quadrilha para fraudar licitações pretendiam ser julgados pelo STF. A decisão de conservar o desmembramento do processo ocorreu durante a análise de um recurso na Ação Penal 493, ajuizada pelo Ministério Público Federal contra o senador Cícero Lucena (PSDB/PB).

Segundo informa a assessoria de imprensa do STF, o recurso interposto pelo empresário Fábio Magno de Araújo Fernandes contesta decisão da ministra Ellen Gracie (relatora) que determinou a separação do processo relativo a vários acusados, mantendo o trâmite da ação no Supremo apenas em relação ao senador. O autor do recurso, um dos acusados que não detém o foro por prerrogativa de função, argumenta que o desmembramento do processo pode comprometer a apuração dos fatos e, por isso, gerar decisões contraditórias com prejuízo às partes.

De acordo com a ministra Ellen Gracie, o Tribunal vem se orientando no sentido de admitir a separação do processo com base na conveniência da instrução e na racionalização dos trabalhos. “No caso, a razoável duração do processo não vinha sendo atendida, sendo que as condutas dos oitos acusados foram especificadas na denúncia”, disse.

Fraudes em cinco Estados

Na edição de 13 de outubro de 2003, a Folha (acesso a assinantes do jornal e do UOL) divulgou que “licitações irregulares abertas durante o governo Fernando Collor de Mello (1990-1992) foram usadas por várias prefeituras durante o governo Fernando Henrique Cardoso para dar aparência legal a contratos de obras públicas sem licitação, o que é vedado pela legislação”. A administração de Lucena, então prefeito da Paraíba, usara licitação de 1991 para contratar obras sem licitação (12 convênios com órgãos federais, no total de R$ 34,3 milhões).

Ex-secretário de Políticas Regionais do governo FHC, Lucena aproveitou uma licitação ganha em 1991 pela construtora Coesa -empresa do grupo OAS- para firmar, a partir de 1998, doze convênios sem abertura de licitação.

Com base em auditorias feitas pela Controladoria Geral da União e levantamento de processos no Tribunal de Contas da União, o jornal constatou que a prática se estendeu durante o governo Lula e atingiu vários municípios em sete Estados, envolvendo a mesma empresa. Lucena chegou a ser preso em julho de 2005 e solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Foram identificadas irregularidades semelhantes em 12 contratos firmados pela Coesa nos municípios de Várzea Grande e Rondonópolis (ambos em MT), Bauru (SP), Granja e Cedro (CE), Lagarto e Tobias Barreto (SE), Camaçari (BA) e São Mateus (MA). Procurada na ocasião, a empresa OAS não quis se manifestar.

Enviado em PSDB | Etiquetado: , , , , , , , | Deixar um comentário »

Lacerda pediu a Lula para ficar no caso Dantas

Publicado por Pax em 03/10/2008

Christiane Samarco, Sônia Filgueiras e Tânia Monteiro, BRASÍLIA – do Estadão

Antes de assumir o comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em outubro de 2007, o delegado Paulo Lacerda fez um pedido especial, em tom de apelo, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Numa audiência, no Planalto, Lacerda disse que, apesar de ter de deixar a direção-geral da Polícia Federal (PF) para assumir o novo cargo, “fazia questão de continuar na coordenação das investigações do banqueiro Daniel Dantas”. A audiência e o pedido do delegado foram confirmados por três fontes do governo.

Em depoimento no Ministério Público Federal, no mês passado, o delegado Protógenes Queiroz, que chefiou a Operação Satiagraha, disse textualmente que a investigação do banqueiro Daniel Dantas era uma “missão presidencial ao Paulo Lacerda”. O depoimento foi colhido porque a Procuradoria abriu uma investigação para apurar supostos excessos e ilegalidades de Protógenes no comando da operação Satiagraha. As informações confirmando o teor do depoimento de Protógenes foram dadas ao Estado pela assessoria de imprensa do Ministério Público.

A Satiagraha começou em outubro de 2004, com Lacerda na chefia da PF.

Em 8 de julho foi executada uma série de mandados judiciais, quando 24 pessoas tiveram a prisão decretada e foram presos Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta entre outros. A operação foi um desdobramento de outras duas investigações: a primeira, em 2003, montada para apurar fraudes bancárias no processo falimentar da Parmalat; durante essa apuração apareceram indícios da atuação da Kroll, a serviço de Dantas, quando a polícia chegou ao Banco Opportunity e aos HDs que deram origem à Satiagraha. Na investigação da guerra dos grampos travada entre Dantas e seus sócios nos negócios de telecomunicações, ele aparece como suspeito de ter até mesmo grampeado ministros do governo Lula.

Na audiência, no Planalto, o presidente não fez nenhuma objeção ao pedido de Lacerda. Àquela altura, o ex-diretor da PF já havia escolhido o delegado Protógenes para levar adiante o inquérito contra Dantas, e deu ciência de sua escolha ao governo. Um assessor do presidente disse ao Estado que o delegado “tinha mesmo muita gana para pegar o Dantas” por causa de uma reportagem da revista Veja. Ele se referiu à edição de 17 de maio de 2006, em que a revista, usando informações de um dossiê de Dantas, diz que o presidente Lula, quatro de seus ministros à época (Luiz Gushiken, José Dirceu, Márcio Thomaz Bastos e Antônio Palocci), o senador Romeu Tuma (SP) e o próprio Lacerda tinham contas bancárias no exterior. Todos negaram.

Por causa do envolvimento do nome de Lula na reportagem, com base em informações de Dantas, é que Lacerda teria dito ao delegado Protógenes que se tratava de uma “missão presidencial”. O presidente, tanto quanto Lacerda, “também queria investigar de uma vez por todas o banqueiro”, disse a fonte.

A Abin, por meio da assessoria de imprensa, disse que a primeira vez que o delegado Paulo Lacerda ouviu falar que a investigação era de interesse do presidente da República foi quando as investigações da PF chegaram à empresa Kroll – que foi contratada por Dantas para investigar seus adversários. “Esse sempre foi último parágrafo da defesa do Dantas, que é um pobre banqueiro vítima de grupos do governo.” Segundo a Abin, Lacerda “teve uma reunião com o diretor-geral da PF para pedir muita atenção na investigação (Satiagraha), que era a maior, a mais complexa, que poderia dar mais trabalho. Ele fez essa observação ao sucessor dele (Luiz Fernando Corrêa). Jamais conversou com o presidente ou recebeu orientação do presidente sobre esse assunto. Ele não trata de investigações com o presidente”.

Enviado em Dantas, DF, Operação Satiagraha | Etiquetado: | Deixar um comentário »

Defesa de Dantas pede ajuda a Condoleezza Rice para destruição de dados

Publicado por Pax em 03/10/2008

da Folha de S.Paulo

O advogado do banqueiro Daniel Dantas em Nova York, Philip Korologos, enviou uma carta à secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, para pedir “qualquer ajuda que o Departamento de Estado possa oferecer” para tentar “destruir todos os relatórios existentes, arquivos ou outros documentos criados pela Polícia Federal ou qualquer braço do governo federal brasileiro” e que contenham dados relativos ao seu escritório de advocacia.

Os dados integram o inquérito da Operação Satiagraha, desencadeada pela PF em julho passado, e que levou Dantas à prisão por duas vezes.

A estratégia da defesa de Dantas é alegar que a PF feriu o sigilo de comunicação entre advogados americanos, que seria assegurado por lei nos EUA. Não há notícia de que a carta tenha sido recebida ou respondida por Condoleezza.

A voz de Korologos foi interceptada com ordem judicial pela Satiagraha quando ele conversava com a advogada brasileira Danielle Silbergleid Ninio. Eles falavam sobre um suposto pedido de suborno para que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) retirasse processos administrativos contra o grupo financeiro.

Segundo a transcrição feita pela PF, a advogada do Opportunity diz, em junho: “Demos duro na FCC brasileira [Anatel] para encerrar todos os processos administrativos e eles disseram que os retirariam se nós pagássemos algum dinheiro para eles, mas para os processos criminais fica mais difícil”.

A Folha enviou um e-mail a Korologos no dia 21 de julho para pedir explicações sobre o diálogo, mas não houve retorno até ontem.

Enviado em Dantas, Operação Satiagraha | Etiquetado: | Deixar um comentário »

Planalto mandou investigar Dantas, afirma Protógenes

Publicado por Pax em 01/10/2008

ALAN GRIPP
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A investigação que culminou na Operação Satiagraha foi aberta por determinação da Presidência da República ao então diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, afirmou o delegado Protógenes Queiroz, responsável pelo inquérito, em depoimento ao Ministério Público Federal.

De acordo com Protógenes, que chefiou os trabalhos até julho deste ano, quando foi afastado por suspeitas de irregularidades na condução do caso, o ponto de partida da investigação foram informes repassados ao Planalto pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Protógenes não revelou o nome de quem teria dado a ordem.

Deflagrada em 8 de julho, depois de quatro anos de investigações, a Satiagraha teve como principal alvo o banqueiro Daniel Dantas, preso duas vezes preventivamente por ordem da Justiça, atendendo a pedidos do delegado Protógenes.

Em 2004, quando começou a apuração, Dantas estava em pé de guerra com o governo, em meio à disputa que travava com fundos de pensão estatais pelo controle da Brasil Telecom. À época, foi acusado de ter mandado grampear integrantes do primeiro escalão.

Lacerda, que ano passado trocou a PF pelo comando da Abin, cargo do qual está afastado, negou que tenha recebido qualquer ordem da Presidência. Por meio de sua assessoria, disse que a Satiagraha é um desdobramento da Operação Chacal que, em outubro de 2004, apreendeu computadores na sede do Banco Opportunity, de Dantas. Lacerda afirmou ainda que nunca conversou sobre o tema com Protógenes. No depoimento, Protógenes não especifica o momento da suposta ordem. O Planalto não se manifestou.

Procurada pela Folha, a Procuradoria da República do Distrito Federal confirmou as declarações de Protógenes sobre a origem da Satiagraha, mas recusou-se a dar mais detalhes sobre o depoimento, com o argumento de que isso poderia atrapalhar as investigações.

A afirmação de Protógenes vem a público depois de o presidente da Associação dos Servidores da Abin, Nery Kluwe, dizer à revista “Veja” que os agentes secretos da agência que trabalharam na Satiagraha foram enganados, levados a crer que participavam de uma missão presidencial.

Queiroz foi ouvido como parte da investigação do Ministério Público Federal sobre os supostos abusos cometidos na Satiagraha, entre eles a suspeita de que agentes federais grampearam o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Mendes concedeu habeas corpus a Dantas nas duas vezes em que ele foi preso.

Homem de confiança de Lacerda, Protógenes foi escalado para conduzir a Satiagraha. Este ano, o delegado recorreu aos serviços de 52 agentes da Abin para manter as investigações, ação que sustenta ter sido legal. A agência já era comandada por Lacerda. Procurado há dez dias pela Folha, Protógenes não se pronunciou.

Em 2004, Dantas foi acusado de contratar a empresa Kroll para espionar autoridades, entre elas o então ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação da Presidência).

Enviado em Dantas, DF, Operação Satiagraha | Etiquetado: , | 2 Comentários »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 28 other followers