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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de março \31\UTC 2009

Castelo de Areia – Nota da Polícia Federal

Publicado por Pax em 31/03/2009

Do site da Polícia Federal

NOTA À IMPRENSA – OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA

Sobre os desdobramentos da Operação Castelo de Areia, a Polícia Federal informa que:

1) Na representação encaminhada ao juiz da 6ª Vara Federal de São Paulo, o delegado presidente do inquérito policial relatou e fundamentou faticamente os dados coletados na investigação, que tem como foco crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

O assunto “financiamento de campanhas políticas” veio à tona em monitoramentos na época das eleições de 2008. Todas as conversas monitoradas sobre o tema foram registradas em relatórios de inteligência quinzenais, nos termos na Lei de Interceptação Telefônica, e encaminhadas ao juiz competente no curso de aproximadamente um ano das investigações.

Em sua representação, o delegado assim tratou do tema:

“As conversas monitoradas não falam especificamente de um ou outro partido, mas de vários deles, portanto sem indícios de favorecimento dirigido.

Além disto, devemos mencionar que em consulta à prestação de contas divulgada pelo TSE na internet pudemos notar que várias empresas do Grupo CC realizaram doações registradas. Portanto, para podermos comprovar documentalmente eventual financiamento ilícito de campanhas políticas faz-se mister oficiar o TSE a fim de confrontar as doações mencionadas nos áudios captados com aquelas efetivamente registradas.

Por outro lado, apesar da aparente licitude das doações, algumas ligações telefônicas levam a crer que haja também um esquema fraudulento de financiamento. Nestas ligações, abaixo transcritas, faz-se menção expressa a doações não contabilizadas, o que poderia levar à conclusão da ocorrência de crime eleitoral”.

As transcrições dos áudios monitorados e trechos da representação que fazem referência a investigados não constam desta nota por impedimento legal.

A referência a partidos políticos, parlamentares e doações de campanhas é feita por interlocutores em conversas interceptadas com autorização judicial. Conforme manifestação clara do delegado, as eventuais irregularidades em doações para campanhas e partidos serão confrontadas com os registros do TSE para adoção das medidas legais cabíveis.

2) No dia da deflagração da Operação, a Polícia Federal não fez qualquer referência a outros crimes que não financeiros ou lavagem de dinheiro em suas manifestações, nota à imprensa e entrevista coletiva. A PF ateve-se, portanto, ao objeto da investigação, preservando a intimidade de investigados e terceiros.

3) As investigações transcorreram por mais de um ano sob responsabilidade da Polícia Federal sem vazamentos de dados ou nomes de pessoas envolvidas. A publicidade natural dos fatos ocorreu a partir da decisão judicial, tornada pública, e do acesso amplo aos advogados de defesa.

4) A Polícia Federal trabalha pautada em técnica. Investiga fatos e não pessoas.

www.dpf.gov.br/dcs

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Castelo de Areia foi “pautada pelo direito”, diz MPF

Publicado por Pax em 31/03/2009

Pesquei no Blog do Frederico Vasconcelos, da Folha OnLine

A nota é pública, portanto reproduzo aqui. Os grifos são meus.

Diante de prejulgamentos que surgem no noticiário da imprensa sobre a Operação Castelo de Areia, o Ministério Público Federal, como órgão responsável pelo acompanhamento das investigações e como fiscal da lei, tem o dever de consignar e comunicar à sociedade o que segue:

1) O conjunto probatório constante dos autos, lamentavelmente, não foi levado, na sua integralidade, ao conhecimento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, por intermédio da digna Relatora do habeas corpus impetrado, e sob tais circunstâncias, decidiu liminarmente pela liberação dos diretores da Camargo Corrêa ora investigados e indiciados. O mesmo se dá com relação ao Supremo Tribunal Federal, que segundo veicula a imprensa, sem ter tido acesso aos autos, estaria, por meio de alguns de seus ministros,veiculando prejulgamentos contrários à forma de deflagração da operação;

2) O MPF, ao formular os pedidos de prisão preventiva e temporária dos investigados, assim como os de busca e apreensão, agiu no exercício de sua estrita responsabilidade legal e social, analisando tanto o conteúdo das provas materiais já constantes dos autos – e que apontam para a efetiva prática de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro – como os pressupostos processuais legais que autorizaram as medidas constritivas adotadas pelo Juízo Federal de primeiro grau, inclusive as ordens de prisão cautelar;

3) Em momento nenhum, os pedidos de prisão preventiva e temporária foram utilizados para garantir a conclusão dos interrogatórios dos investigados, nem, tampouco, como antecipação de pena. Tais medidas estiveram estritamente inseridas dentro de um contexto de legalidade, encontrando-se respaldadas, inclusive, por precedentes de Tribunais Superiores – que, em circunstâncias coincidentes, com a participação de pessoas de perfis e condutas semelhantes aos dos investigados, vem, ao contrário do quanto propalado na imprensa, autorizando as prisões preventivas e temporárias nos crimes financeiros e de lavagem de dinheiro;

4) Independentemente da fundamentação que tenha sido utilizada na decisão judicial de primeira instância, que decretou a prisão dos investigados e dos óbices levantados pelos seus advogados, é preciso registrar que a deflagração da Operação Castelo de Areia pela Polícia Federal, com ampla participação e respaldo por parte do Ministério Público Federal, manifestado nos contundentes, mas imprescindíveis pedidos de prisões e buscas cautelares, se constituiu numa ação responsável, pautada pelo direito e pelos critérios processuais e jurisprudenciais que norteiam decisões desse quilate, como se deu em inúmeros casos assemelhados e os quais, não obstante impugnados via recursal, jamais tiveram a sua idoneidade questionada;

5) As buscas e apreensões no âmbito da empresa Camargo Corrêa seguiram os parâmetros legais, inclusive no espaço reservado à prestação de assistência jurídica ao próprio Grupo. Em preceito algum, a Lei 11.767/2008 ressalva os escritórios de advocacia (ou departamentos jurídicos de empresas) como redutos revestidos de inviolabilidade absoluta, justamente para se evitar a blindagem intencional, por parte de pessoas físicas ou jurídicas que possam deles se utilizar para encobrir o possível cometimento de crimes. Os diretores da Camargo Corrêa investigados têm a seu dispor escritório de advocacia instalado no mesmo prédio. Sob tal justificativa, foi convocado representante da OAB ao local para acompanhar a execução das medidas – fato ignorado nas reportagens. Portanto, não pareceu ao MPF como caracterizada, sob nenhum aspecto, muito menos técnico, a ocorrência de qualquer excesso ou mesmo ilegalidade na adoção de tal medida judicial;

6) O envolvimento dos investigados com doações a partidos políticos não fundamentou os pedidos de prisão e de busca, baseados, essencialmente, nas já consistentes provas de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro constantes dos autos. Entretanto, a descoberta, nas buscas e apreensões, de eventuais elementos que venham indicar a suposta prática de crimes eleitorais serão,oportunamente e ao final da análise de toda a documentação apreendida, enviadas ao Ministério Público Eleitoral competente;

7) Por esta razão, e em defesa incondicional da legalidade e constitucionalidade que sempre norteou as ações do Ministério Público Federal, manifesto nossa inteira credibilidade na Justiça, em todos os seus níveis – inobstante questionamentos judiciais manifestados no decorrer das investigações – ações estas que estiveram e continuarão pautadas na sua serena, legítima e independente busca pela verdade real e pelo seu integral compartilhamento com as autoridades responsáveis pela condução e eventual revisão da investigação, com vistas à sua à detalhada e suficiente conclusão.

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Mônica Bergamo: Empresa do grupo Camargo Corrêa doou R$ 695 mil em 2008 para campanhas

Publicado por Pax em 31/03/2009

Folha Online

Empresa do grupo Camargo Corrêa doou R$ 695 mil em 2008 para campanhas

Por meio da Cavo, empresa de recolhimento de lixo do grupo Camargo Corrêa, a construtora doou R$ 499 mil na campanha eleitoral de 2006 e R$ 695 mil na de 2008, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta terça-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Segundo a coluna, a Cavo teve, em 2006, afinidade especial com o PT de São Paulo –todos os 11 candidatos que receberam contribuições oficiais da empresa eram do partido e paulistas, entre eles Arlindo Chinaglia, Cândido Vacarezza, Devanir Ribeiro, José Eduardo Martins Cardozo, Vicentinho e Ruy Falcão. As contribuições, informa a Folha, variaram de R$ 40 mil a R$ 47 mil. Chinaglia, Falcão e José Eduardo receberam dinheiro também da construtora. Já em 2008, houve contribuição para todos os partidos –até os nanicos, como PSDC, PTN e PHS. Leia a coluna completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.

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Painel da Folha: Ministro do TCU é citado na Castelo de Areia e na Navalha

Publicado por Pax em 31/03/2009

da Folha Online

Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União levado ao noticiário da Operação Castelo de Areia por sua relação com Guilherme Cunha Costa, lobista da Camargo Corrêa, já havia aparecido nos grampos de outra operação da Polícia Federal, a Navalha, de 2007, informa o “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a coluna, num dos telefonemas interceptados, Zuleido Veras, dono da Gautama, comentava com o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) a determinação de outro ministro (e hoje presidente) do TCU, Ubiratan Aguiar, para que a construtora devolvesse R$ 1 milhão à Petrobras por quebra de contrato.

A coluna informa ainda que a Cavo, empresa de recolhimento de lixo do grupo Camargo Corrêa, não utilizou a usual “transação eletrônica” para repassar doações a três petistas em 2008. Os candidatos a vereador Nabil Bonduki e Arselino Tatto, além do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, receberam suas fatias em cheque.

No entanto, o principal cliente público da Cavo é a Prefeitura de Curitiba. Em 2008, veio da Camargo Corrêa a maior doação à campanha vitoriosa do tucano Beto Richa: R$ 300 mil “por dentro”.

Leia a coluna completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.

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Jefferson: objetivo da Castelo de Areia é ‘amordaçar’ oposição

Publicado por Pax em 31/03/2009

Folha News no Correio Brasiliense

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ), afirmou nesta terça-feira (31/03) que a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, tinha o objetivo de intimidar as investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) é “amordaçar” líderes dos dois maiores partidos da oposição, o DEM e o PSDB.

Na avaliação do presidente do PTB, ao excluir do relatório final das investigações supostas doações ilegais feitas ao PT, PTB e PV pela construtora Camargo Corrêa, a Polícia Federal tornou a operação política.

“A operação teve objetivo claro de amordaçar o TCU e amordaçar os principais lideres dos dois maiores partidos da oposição. Não tenho dúvida de que a operação foi política. Se a Polícia Federal queria saber relações da Camargo Corrêa, não precisava invadir a vida privada dos diretores e secretários da empresa, poderia ter ido a lista de doação da Justiça Eleitoral. A Polícia Federal errou gravemente”, afirmou.

Continua

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TSE nega liminar a deputado federal cassado

Publicado por Pax em 31/03/2009

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – O ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou liminar ao deputado cassado Juvenil Alves (MG), que mais uma vez tentava tornar nulo o processo que levou à perda de seu mandato. Juvenil teve o diploma cassado pelo TRE de Minas em abril de 2008 por abuso na captação de votos e gasto ilícito de recursos em sua campanha eleitoral nas eleições de 2006.

Continua

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Gilmar Mendes defende criação de órgão de controle externo da Polícia Federal

Publicado por Pax em 31/03/2009

Flávia Villela
Da Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, defendeu hoje (11) a criação de um controle externo da Polícia Federal. “Estive conversando com presidentes dos tribunais sobre a possibilidade de criação de uma corregedoria judicial de polícia para evitar os abusos de poder que vêm ocorrendo ultimamente nesse órgão”.

Os abusos de poder a que se referiu Gilmar Mendes dizem respeito às acusações de que o delegado federal Protógenes Queiroz teria usado a quebra do sigilo telefônico durante a Operação Satiagraha, que investigou crimes financeiros supostamente cometidos pelo banqueiro Daniel Dantas, para grampear integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário.

Continua no UOL Notícias

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Os fatos queimam a língua do presidente

Publicado por Pax em 31/03/2009

Villas-Bôas Corrêa – março 31, 2009

O ilustre deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, não pode creditar ao azar o dia em que, em mais um desabafo da alma magoada, queixou-se das críticas “absolutamente injustas” da imprensa e, no repique reclamou das omissões do silêncio quando ela deveria reconhecer as decisões corretas, da rotina parlamentar em benefício do povo.
Receia o presidente Temer que se submetido ao julgamento da opinião pública, o Poder Legislativo seria considerado desnecessário, por causa da crítica cerrada da imprensa.
Ora, presidente, diante do descalabro ético, do desatino moral que, como praga, despeja mais de um escândalo por dia no lixo parlamentar, a imprensa não tem espaço para contar da missa a metade.
No embalo, para dar exemplos das injustiças da má imprensa, o presidente Michel Temer cita as cota de passagens pagas pela Viúva para que os senadores e deputados desfrutem o fim de semana de quatro dias nos lençóis domésticos e no convívio com os eleitores que garantem as reeleições para um dos melhores empregos do mundo.
Puxando o fio da meada, as mordomias, vantagens e outras mutretas são os frutos bichados da mudança precipitada da capital do Rio para Brasília, em 21 de abril de 1960, então um canteiro de obras. Mas, o presidente Juscelino Kubitschek apostou o cacife no JK-65 do seu sonho que acabou em pesadelo.
Na cesta natalina das mordomias, as passagens para o fim de semana em casa foi a gorjeta milionária para vencer a resistência dos parlamentares. E que arrombaram o cofre da Viúva para os saques que se sucedem até a orgia demencial da crise sem fim.
No rol das miudezas, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), licenciado do mandato desde 2007, quando assumiu a Secretaria de Transportes do Distrito Federal, manteve até ontem, uma empregada em sua casa com o salário pago pela Câmara. A doméstica Izolda da Silva Lima foi contratada em 2003 e lotada no gabinete do deputado Osório Adriano (DEM-DF), suplente do citado Fraga e recebia R$ 480, um salário mínimo, como “secretaria particular”.
O suplente Alberto Fraga enrolou-se em contradições. Negou que Izolda fosse empregada doméstica, alegando que apenas prestava serviços domésticos. E como a corda em mãos que não se dão ao respeito sempre arrebenta do lado mais fraco, Izolda foi demitida e o deputado e seu suplente pularam o muro e nada têm a temer.
Bem mais grave o recorde do senador Gilvam Borges (PMDB-AP) cujo chefe de gabinete, o advogado Fernando Aurélio Aquino empregou oito parentes em seu gabinete: o pai, a mulher, irmãos e cunhado, uma família a serviço do seu protetor. Com tantos parentes no gabinete, a distribuição do serviço é simplificada. O pai da família, Tersandro Benvindo de Aquino nunca aparece no gabinete. A mulher de Fernando Aquino, Leila Carla Caixeta de Sá Aquino entrega-se à leitura de cartas e convites dos eleitores; uma irmã atende ao telefone, outra despacha expediente para os prefeitos da base eleitoral do senador.
Uma família unida, feliz e bem remunerada.

Continua no blog do excelente jornalista

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Operação prende 26 e apura elo de policiais com caça-níqueis

Publicado por Pax em 31/03/2009

Ao menos 11 dos detidos são policiais em cidades do interior paulista; ainda há 7 mandados a serem cumpridos

Solange Spigliatti – estadao.com.br

SÃO PAULO – Subiu para 26 o número de pessoas que foram presas nesta terça-feira, 31, na região de Jaú, no interior de São Paulo, acusadas de participar de um esquema de contrabando de peças de caça-níqueis. A exploração contava com a corrupção e apoio de policiais civis, segundo o Ministério Público. Entre os acusados estão três delegados – o ex-diretor do Deinter de Bauru, o delegado seccional da Polícia Civil de Jaú e um delegado de Rio Claro -, seis investigadores, um agente e um policial militar. O bando responde por formação de quadrilha, corrupção passiva, facilitação de contrabando e prevaricação.

A operação dos ministérios públicos Federal e do Estado, da Procuradoria da República em Jaú e da Polícia Federal de Bauru está cumprindo buscas e apreensões nas casas dos acusados e em escritórios de advocacia. Serão cumpridos 33 mandados de prisão, segundo a assessoria. A Justiça já determinou também a exoneração do delegado seccional de Jaú.

continua

Nota minha: A corrupção está em todos os âmbitos. Além de nos tirar o fururo, nos tira o presente. Alguém consegue andar pelas ruas das cidades brasileiras tranquilamente? Não vale a pena pensar no assunto? Prefiro policiais bem pagos, treinados, equipados e motivados que garantam a segurança pública que policiais envolvidos com jogo, tráfico de armas, de drogas e tudo que o noticiário nos conta.

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CPI dos Grampos ouve amanhã Protógenes; delegado pede salvo-conduto ao STF

Publicado por Pax em 31/03/2009

Folhanews no Correio Brasiliense

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, depõe nesta quarta-feira (1º/04) para a CPI das Escutas Telefônicas da Câmara. Ele protocolou ontem um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo para ficar calado no depoimento.

Os advogados do delegado pedem, por meio de liminar, que o Supremo garanta um salvo-conduto contra a obrigatoriedade de ele assinar termo de compromisso como testemunha no depoimento. Também pedem que seja garantido o direito de Protógenes permanecer calado sem que seja preso por isso e que ele tenha assistência de um advogado durante todo o depoimento.

A convocação de Protógenes pela CPI foi motivada pela reportagem da revista “Veja”, que informou que ele teria usado métodos ilegais para investigar diversas autoridades dos três Poderes.

Sob o comando de Protógenes, a primeira fase da operação Satiagraha prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, entre outros denunciados. Eles foram soltos depois.

Continua

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‘Ação não tem conotação política’, diz Luiz Fernando Corrêa

Publicado por Pax em 31/03/2009

Para diretor-geral da PF, quanto mais trabalha, mais a instituição é criticada: ‘Isso não acua’, avisa

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – “Quero que digam onde é que está o direcionamento político do nosso trabalho, eu quero que alguém me aponte qualquer conotação de cunho político no pleito da Polícia Federal pelas medidas cautelares nessa investigação”, desafiou ontem o delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da PF, em reação às críticas sobre suposto interesse político da instituição na Operação Castelo de Areia.

Em meio à pressão de lideranças do Congresso, Corrêa fez uma defesa veemente da corporação. “Quanto mais trabalha, mais a polícia é criticada. Isso não nos acua. Nossa atuação obedece rigorosamente todas as normas internas da PF, que não autorizam conotação de caráter político.”

Continua

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Câmara proíbe deputados de usarem verba na própria empresa

Publicado por Pax em 31/03/2009

Decisão foi tomada após Mesa decidir encaminhar caso do deputado dono de castelo para o Conselho de Ética

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – A Mesa Diretora proibiu nesta terça-feira, 31, que deputados usem a verba indenizatória para contratar e fazer pagamentos a empresas de sua propriedade ou de parentes até o terceiro grau. O primeiro-secretário, Rafael Guerra (PSDB-MG), disse que a partir de amanhã o portal da Câmara começará a divulgar as prestações de contas dos deputados dos gastos com verba indenizatória. Serão divulgados os gastos feitos de amanhã em diante.

A decisão foi tomada após a Mesa determinar abertura de processo no Conselho de Ética contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG).

Continua

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Conselho de Ética decidirá se cassa deputado dono do castelo

Publicado por Pax em 31/03/2009

Parecer da Corregedoria da Casa pede a cassação do parlamentar por uso irregular da verba indenizatória

Agência Brasil no Estadão

BRASÍLIA – A Mesa Diretora da Câmara decidiu nesta terça-feira, 31, enviar ao Conselho de Ética da Casa representação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Edmar Moreira (sem partido/MG), o dono do castelo. Parecer da Corregedoria da Casa pede a cassação do parlamentar por uso irregular da verba indenizatória.

De acordo com a Corregedoria da Câmara, Moreira usou a verba indenizatória para pagar serviços de segurança prestados por empresas de sua propriedade.

No início deste ano, Edmar foi eleito para o cargo de corregedor da Câmara. Em seguida, foi descoberto que ele não havia declarado à Receita Federal um castelo de sua propriedade em São João do Nepomuceno, em Minas Gerais.

Continua aqui no Estadão

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Por dentro e por fora

Publicado por Pax em 31/03/2009

Editorial do Diário Caratinense, do Grupo RBS (Zero Hora) de ontem

O detalhamento da operação policial que desvendou o mais recente escândalo envolvendo ligações espúrias entre setor privado e área política deixa evidente que o rechaço popular a envolvidos em episódios como o do mensalão não foi suficiente para decretar o fim de práticas inaceitáveis. Entre essas, está a do caixa 2, que tanto dirigentes da empresa acusada de envolvimento, a Camargo Corrêa, quanto da área política se apressaram em negar. A velha prática, porém, aparece sugerida sob diferentes formas, inaceitáveis para cidadãos habituados a lidar com dinheiro por meio de operações bancárias convencionais, pagando taxas e impostos sobre elas. É o que sugerem movimentações elevadas em dinheiro vivo, inimagináveis no cotidiano da imensa maioria dos brasileiros, além de conversas cifradas entre os suspeitos de envolvimento e citações a pagamentos por dentro e por fora como as captadas por escutas pela Polícia Federal.

O país ainda não se livrou do trauma provocado por uma série de denúncias de uso irregular de dinheiro para financiar partidos e campanhas políticas de seus integrantes, a maioria dos que foram citados sequer acertou as contas com a justiça e o que num determinado momento parecia se transformar no marco do fim de um ciclo ficou apenas na intenção. Velhos e novos nomes estão entre os atuais suspeitos de envolvimento, num episódio no qual contribuições declaradas e as feitas por baixo do pano parecem envolver indistintamente diferentes partidos, passando uma ideia de generalização e até mesmo de normalidade, que não tem como ser aceita pela sociedade. Somada aos desmandos registrados na administração do próprio Congresso, é previsível que essa mais recente denúncia de corrupção vai contribuir para desgastar ainda mais os políticos e a política.

Cada vez que ocorre um episódio envolvendo dinheiro de segmentos da iniciativa privada interessados em bancar políticos para obter favores do governo ou de desvio de verba pública para o bolso de inescrupulosos, quem perde é o contribuinte. Invariavelmente, o interesse por trás de contribuições ilegais para partidos políticos está ligado a favores oficiais, licitações fraudulentas e obras superfaturadas, o que em geral resulta em tanto dinheiro que pelo menos parte acaba indo parar no Exterior. Em consequência, ampliam-se a rede de irregularidades e o número de crimes, incluindo desde evasão de divisas até lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, o que compromete a própria democracia.

Continua…

Nota minha: Coloco esse editorial porque achei muito bem escrito, sugiro sua leitura completa e, também, porque conheço jornalistas e diretores da Zero Hora que merecem muito respeito pela competência e equilíbrio.

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Funcionário da Camargo citado pela Justiça atuou com Skaf

Publicado por Pax em 31/03/2009

Portal Terra

A decisão da Justiça que deflagrou a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal (PF) contém o nome de Guilherme Cunha Costa entre os funcionários da Camargo Corrêa citados. Costa atuou como assessor especial do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, até 2007. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Skaf é apontado pela Polícia Federal como “suposto intermediário” da empreiteira com os partidos políticos que receberiam doações financeiras da Camargo Corrêa. A construtora é suspeita de ter feito doações não-declaradas à Justiça Eleitoral, além de cometer crimes financeiros, superfaturamento de obras e fraude a licitações.

continua…

Enviado em Camargo Corrêa, FIESP, Guilherme Cunha Costa, Operação Castelo de Areia, Paulo Skaf | Deixar um comentário »

Fim de auxílio para moradia divide o TCE

Publicado por Pax em 31/03/2009

Estado de Minas, via Clipping Radiobrás de hoje

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) estuda extinguir o auxílio-moradia de R$ 2.519,55 por mês pago aos sete conselheiros, que moram em BH. Considerado ilegal pelo MP, o benefício ajuda a engordar vencimentos que chegam a mais de R$ 50 mil mensais. O assunto rachou a corte. Quatro integrantes – Eduardo Carone, Adriene Andrade e os auditores Gilberto Diniz, que ocupa o cargo temporariamente, e Licurgo Mourão (substituto de Simão Pedro) – querem o fim do adicional. Mas o presidente do TCE, Wanderley Ávila, o vice, Antônio Andrada, e Elmo Braz, que foram indiciados pela Polícia Federal por corrupção passiva, ameaçam recorrer à Justiça para manter o que consideram “direito adquirido”. (págs. 1 e 3)

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Lição de direito do TRF

Publicado por Pax em 31/03/2009

Estadão, no Clipping Radiobrás de hoje

Por repetir os mesmos equívocos técnico-jurídicos da Operação Satiagraha – que confundiu simples indícios de corrupção com provas materiais inequívocas, fundamentou denúncias criminais com base em meras suspeições e evidenciou uma ação articulada entre o delegado, o promotor e o juiz de primeira instância responsável pelo caso -, a Operação Castelo de Areia não resistiu ao primeiro recurso interposto pelos indiciados na segunda instância da Justiça Federal. A operação foi desmontada pela desembargadora Cecília Mello, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, que aproveitou o recurso impetrado por sete pessoas que haviam sido presas preventivamente, na última quarta-feira, para dar uma exemplar lição de direito à Polícia Federal, ao Ministério Público e, principalmente, ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que autorizou as duas operações.

Em despacho de 67 páginas, a desembargadora afirma expressamente que De Sanctis agiu com base somente em “meras conjecturas” e que foi conivente com “arbitrariedades, caprichos e humilhações gratuitas” a réus que “são primários, possuem famílias constituídas, residência fixa e ocupação lícita”, desprezando o princípio constitucional da presunção de inocência. “A decisão se revelou repetitiva, não distinguindo excesso de fundamentação com fundamentação idônea (…) Observo que as palavras mais referidas no despacho revelam meras conjecturas. (págs. 1 e A3)

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Ministros do STF apontam excessos na operação da PF

Publicado por Pax em 31/03/2009

Estadão, no Clipping Radiobrás de hoje

Ministros do STF ouvidos pelo Estado avaliam que a Operação Castelo de Areia mostra que continuam a ocorrer excessos nesse tipo de investigação da Polícia Federal. Segundo eles, é inadmissível a prisão de suspeitos apenas para ouvi-los. Um e-mail interceptado despertou suspeita da PF. A mensagem mostra doação de R$ 25 mil da Camargo Corrêa ao PT de São Paulo. (págs. 1 e A8 a A10)

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Opinião de Marcos Nobre: Investigação na Camargo Corrêa é o fato político mais importante do ano

Publicado por Pax em 31/03/2009

Folha, no Clipping Radiobrás de hoje
Por causa das supostas doações irregulares feitas a candidaturas e partidos, a investigação na construtora Camargo Corrêa poderia dar um empurrão na combalida reforma política.

A investigação é o fato político mais importante do ano. Não é necessário crer em teorias conspiratórias para enxergar suas muitas dimensões e consequências. Só um conchavo político de amplo espectro pode impedir que venham à tona. (págs. 1 e A2)

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Funcionário tem 8 parentes no Senado

Publicado por Pax em 31/03/2009

O Globo, no Clipping Radiobrás de hoje

Lotado no gabinete do senador Gilvam Borges, o advogado Fernando Aquino conseguiu emprego para o pai, a mulher, os irmãos, a mulher de um irmão e os cunhados. Sem deixar o Senado, em 2006 ele atuou na campanha de José Sarney, no Amapá. (págs. 1 e 4)

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