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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo para 3 abril, 2009

Empreiteira é alvo de ações por obras no RJ, BA, DF e ES

Publicado por Pax em 03/04/2009

da Folha de S.Paulo, em SP e no Rio
da Agência Folha

A empreiteira Camargo Corrêa, principal alvo da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, é parte em ações movidas pelo Ministério Público Federal por conta de obras no Distrito Federal, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e na Bahia.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou, em dezembro de 2008, ação de improbidade administrativa por supostas irregularidades nas obras de reforma e ampliação do aeroporto de Vitória (ES).

Entre os acusados estão o ex-presidente da Infraero Carlos Wilson (PT) e as empresas Figueiredo Ferraz, Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Estacom Engenharia. A Procuradoria aponta irregularidades na licitação, inexecução contratual, superfaturamento e subcontratações indevidas.

Ainda em 2008, a Procuradoria do Distrito Federal moveu ação civil pública para suspender as obras de construção da nova sede do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, em Brasília. A obra é um atentado ao princípio da economicidade, diz o Ministério Público. O mérito não foi julgado. Além da União, respondem Via Engenharia (líder do consórcio), OAS e Camargo Corrêa.

Rio de Janeiro

Já no Rio de Janeiro, três diretores da Camargo Corrêa respondem por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal por operações financeiras realizadas pela Ponte S/A. Entre os réus no processo está Pietro Francesco Giavina Bianchi, diretor preso na Operação Castelo de Areia.

Segundo o Ministério Público Federal, os dirigentes da Ponte S/A, com aval dos diretores da Camargo Corrêa, simularam três movimentações financeiras na contabilidade da empresa para justificar o envio de R$ 9 milhões em 1997 para uma conta da concessionária no banco Safra nas Bahamas.

Para a Procuradoria, as operações foram inventadas para lavagem de dinheiro.

Bahia

A Procuradoria da República investiga ainda suposto superfaturamento das obras do metrô de Salvador, sob responsabilidade do consórcio Metrosal, formado por Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens.

Suspeitas de irregularidades fizeram o TCU (Tribunal de Contas da União), que fornece informações para o inquérito, determinar a retenção de parte dos repasses para a obra. As auditorias do TCU apontaram que o valor de partes da obra foi alterado no contrato e recebeu aditivos irregulares.

O tribunal apontou que o contrato possuía uma cláusula “ilegal e imoral, extremamente desfavorável à administração”, segundo o relator do processo, que permitia o pagamento de serviços não realizados.

Outro lado

A Camargo Corrêa afirmou que responde a todos os questionamentos relativos a obras em que a empresa é a contratada ou faz parte dos consórcios responsáveis.

Segundo a assessoria de imprensa, o consórcio responsável pelas obras de ampliação do Aeroporto de Vitória “esclarece que os questionamentos do TCU à obra foram respondidos e agora busca, junto ao cliente, um acordo no âmbito judicial que possibilite a continuidade das obras, alternativa apontada pela Justiça como a mais vantajosa para todas as partes”.

Ainda de acordo com a assessoria, por questões contratuais, “mais informações sobre este empreendimento devem ser encaminhadas à própria contratante da obra [Infraero]“.

continua na Folha Online

Enviado em Andrade Gutierrez, Carlos Wilson, Estacom Engenharia, Figueiredo Ferraz, Mendes Júnior, OAS, Operação Castelo de Areia, Pietro Francesco Giavina Bianchi, Ponte S/A, Siemens | Deixar um comentário »

Ministro afastado do STJ pede direito a carro e passagem

Publicado por Pax em 03/04/2009

Correio Brasiliense – da Agência Estado
Acusado de envolvimento em venda de decisões judiciais a favor da máfia dos caça-níqueis e afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina apresentou reclamação ao STF contra a decisão do Conselho Administrativo do STJ de lhe retirar o direito de utilizar carro oficial, requisitar serviços de funcionários e receber cota anual de passagens aéreas. A informação foi divulgada pela Assessoria de Imprensa do STF.

Medina é réu desde 2008 em ação penal, acusado de corrupção passiva e prevaricação. Enquanto durar o processo, ele deve permanecer afastado. Foi o relator do caso no STJ, ministro Ary Pargendler, que votou pela extinção das “prerrogativas inerentes ao cargo de ministro”. A maioria dos integrantes do conselho acompanhou seu voto.

continua no site do Correio Brasiliense

Enviado em Judiciário, Paulo Medina | 1 Comentário »

MPF estima conclusão da Satiagraha em 40 dias

Publicado por Pax em 03/04/2009

Hermano Freitas – Direto de São Paulo – Portal Terra

O procurador da República Rodrigo de Grandis disse nesta sexta-feira que os inquéritos da Operação Satiagraha estão em “fase final” e que espera sua conclusão em um prazo de 30 a 40 dias. Segundo ele, a finalização das investigações dos crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas, depende de providências da Polícia Federal e de novos interrogatórios dos acusados, entre eles o banqueiro Daniel Dantas, para embasar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

“Não é um prazo absoluto. Existem diligências faltantes e um interrogatório pode criar a necessidade de outro interrogatório, mas a perspectiva é de que as investigações sejam concluídas dentro deste prazo de 30 a 40 dias”, disse de Grandis.

A Justiça americana prorrogou o bloqueio de pelo menos US$ 400 milhões (RS$ 894 milhões) – recurso que pertenceria a Dantas ou ao banco Opportunity – até meados de maio. Segundo o procurador, o MPF espera renovar novamente o bloqueio após o final do período para evitar que o dinheiro seja transferido para outro país. O sumiço dos dólares poderia comprometer as investigações, segundo o MPF.

O procurador considera o bloqueio um reconhecimento das provas produzidas contra Dantas no Brasil. “Pela análise das provas brasileiras, as autoridades norte-americanas entenderam que existem indícios razoáveis de uma origem delituosa, de prática de crime”, disse de Grandis. O advogado do banco Opportunity, Antonio Sérgio Pitombo, afirmou que não foi informado da decisão da Justiça americana e, portanto, não comentaria.

Continua no Terra

Enviado em Dantas, Operação Satiagraha, Opportunity | Deixar um comentário »

MPF/DF processa servidores do Senado por improbidade administrativa

Publicado por Pax em 03/04/2009

Do site do Ministério Público Federal

3/4/2008 10h43

Ação pede a devolução de cerca de 36,8 milhões de reais aos cofres públicos.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) propôs ação de improbidade administrativa à Justiça contra três servidores do Senado Federal, as empresas Conservo, Ipanema Segurança, Ipanema Transportes e seus responsáveis. Eles são acusados de integrar uma quadrilha especializada em fraudar licitações e contratos de vários órgãos públicos, desbaratada em julho de 2006 durante a Operação Mão-de-Obra.

A ação refere-se a três concorrências realizadas pelo Senado no primeiro semestre de 2006 para a contratação de motoristas; serviço de vigilância desarmada; e serviços de execução indireta nas áreas de televisão, rádio e jornal da Secretaria de Comunicação Social e outros órgãos do Senado (Concorrências 01/2006; 03/2006 e 05/2006, respectivamente).

Em todos os casos, o modo de atuação da quadrilha compreende basicamente duas operações: a corrupção dos servidores públicos responsáveis pelo procedimento de contratação e a negociação direta com as empresas que participam da licitação. Os servidores corrompidos trabalham para reduzir a quantidade de empresas habilitadas e classificadas. Já a empresa favorecida pelo esquema negocia com as demais classificadas para que desistam da concorrência em troca de pagamento.
Veja a matéria completa e a lista dos envolvidos no site do MPF

Enviado em Aloysio Brito Vieira, Conservo, Conservo Brasília Serviços Técnicos Ltda, Dimitrios Hadjinicolaou, Eduardo Bonifácio Ferreira, Ipanema Empresa de Serviços Gerais e Transportes Ltda, Ipanema Segurança Ltda, José Carvalho de Araújo, Operação Mão-de-Obra, Paulo de Deus Dini, Paulo Roberto de Souza Duarte, Senado, Víctor João Cúgula | 3 Comentários »

Da trinca, dois já foram atingidos

Publicado por Pax em 03/04/2009

Fábio Campos – O Povo – Fortaleza

Três senadores estavam na linha de frente do ataque aos responsáveis pelo tsunami de lama que atinge o Senado. São eles: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Tião Viana (PT-AC) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). O contra-ataque veio a galope. Tião foi candidato ao Senado contra José Sarney (PMDB-AP). Contra a orientação do PSDB, Tasso votou no petista. Jarbas também. Tião e Tasso deram irrestrito apoio às declarações de Jarbas contra o PMDB. Os três passaram a ocupar os microfones do plenário do Senado para protestar contra o descalabro administrativo e financeiro da Casa, que é controlada pela tropa ligada a Sarney e a Renan Calheiros (PMDB-AL). Resultado: o petista e o tucano tiveram seus nomes envolvidos em denúncias. Jarbas ainda se mantém incólume. O jogo político é assim e o jornalismo se alimenta das contradições políticas e os embates entre os personagens que fazem a cena. Os fatos existem: Tião cedeu o telefone “corporativo” para a filha usar numa viagem ao México (a conta jamais foi revelada) e Tasso usou a verba de passagens para contratar vôos de jatinhos.

COMO REMIR OS PECADOS?
Ontem, Tasso foi à tribuna e declarou que devolveria tudo em dobro caso seus gastos fossem declarados ilegais. Obrigado a sair do ataque e colocado no canto do ringue, o senador perdeu uma ótima oportunidade para tratar a questão de uma forma mais inteligente e eficaz. Em vez de sugerir a devolução em dobro dos recursos (em caso de culpa) poderia ter sugerido o fim desse tipo de privilégio. No caso, o financiamento de passagens e de auxílios à moradia e outras “ajudas de custo”. Aí sim, daria uma contribuição efetiva ao País. Essas benesses são salários indiretos. E, creiam, foram criadas com o claro objetivo de compor o salário dos nossos honoráveis parlamentares. Portanto, trata-se de algo condenável. Acabe-se com isso e pague-se um salário justo, com os devidos descontos no imposto. É assim que se faz com todo assalariado (um parlamentar é um deles). Devolver em dobro não redime a culpa de quem quer que seja. Da mesma forma que Tião não deixou de ser culpado por ter pago a conta do celular público usado em viagem privada da filha. No máximo, é um atenuante da pena.

Continua o artigo, leia aqui, em O Povo

Nota minha: Dica do comentarista e blogueiro Luiz, um bom cearense, no Weblog do Pedro Doria

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Para secretário de Fazenda, 94 anos no caso Daslu é “pouco”

Publicado por Pax em 03/04/2009

da Folha de S.Paulo

O secretário da Fazenda paulista, Mauro Ricardo Costa, afirmou ontem que achou “pouco” a condenação de Eliana Tranchesi, dona da Daslu, a 94 anos e seis meses de prisão, e disse que quem sonega “deveria ser pregado na cruz”.

A declaração foi feita após ser questionado sobre o tamanho da pena aplicada à empresária e ao irmão dela, Antônio Carlos Piva de Albuquerque.

Os dois e outros cinco réus, donos de importadoras, foram condenados na semana passada pela Justiça Federal por crimes de importação fraudulenta, formação de quadrilha e falsidade ideológica. A sentença é de primeira instância e cabe recurso.

Continua na Folha Online

Enviado em Antonio Carlos Piva de Albuquerque, Daslu, Eliana Tranchesi | 3 Comentários »

Aposentado e acusado de crime, procurador ocupa imóvel funcional no DF

Publicado por Pax em 03/04/2009

Ricardo Brito – Correio Braziliense e Izabelle Torres – Correio Braziliense

Desde meados da década de 1990, quando foi promovido ao topo da carreira do Ministério Público Federal (MPF), o curitibano Miguel Guskow mora com a família numa confortável casa no Lago Sul, de propriedade da União. Há cinco anos, o então subprocurador-geral da República pediu aposentadoria do cargo no rastro de investigações contra ele feitas pelos seus pares do MPF. Ele foi denunciado por crime contra o sistema financeiro nacional, exploração de prestígio e falsidade ideológica. Por lei, o servidor público aposentado tem de desocupar imediatamente o imóvel funcional. Contudo, Guskow avisa que não sai de lá por ter feito benfeitorias na casa.

Não fosse pouco, subprocuradores de fora da capital perderam em setembro de 2006, por força de ato do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, direito ao auxílio-moradia de R$ 1,8 mil para trabalharem em Brasília. Um subprocurador ganha por mês R$ 23.275.Para completar a situação, o Ministério Público tem dois apartamentos funcionais de luxo na Asa Sul vagos há mais de dois anos. “Isso é uma imoralidade”, critica o subprocurador Moacir Guimarães. “É uma situação, no mínimo, vexatória”, completa o também subprocurador Alcides Martins, um dos que pagam do próprio bolso para viver num flat durante a semana de trabalho.

Em março de 2004, um mês depois de ser aposentado, Miguel Guskow teve cassada sua outorga de uso do imóvel. No final daquele ano, a pedido do MPF, a Advocacia-Geral da União moveu na 21ª Vara Federal uma ação de reintegração de posse contra ele. Contudo, o subprocurador aposentado informou na ação que, desde 1998, tentava comprar a propriedade, o que paralisou o andamento do processo. Em 16 de fevereiro último, o juiz Hamilton de Sá Dantas mandou prosseguir a ação porque a União não aceitou liberar o imóvel para venda.

Continua no Correio Brasiliense

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Investigado, ex-ministro de FHC rebate procurador

Publicado por Pax em 03/04/2009

Ricardo Brito – Correio Braziliense

Desde a última sexta-feira, (3/04) o ex-ministro Eduardo Jorge tem recolhido documentos fiscais, bancários e imobiliários para um segundo round do embate que travou, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com o Ministério Público Federal (MPF). Um dia antes, o chefe da Procuradoria da República em Brasília, Lauro Pinto Cardoso Neto, abrira uma investigação criminal contra Eduardo Jorge. O procurador suspeita que o vice-presidente executivo do PSDB possa ter lavado dinheiro com a venda de imóveis em 2007. Mas o ex-secretário-geral da Presidência de FHC, que nega ter cometido irregularidades, ameaça processá-lo por “abuso de autoridade”.

A apuração do MPF tem como ponto de partida um informe encaminhado pelo Conselho de Controle das Ativdades Financeiras (Coaf). Segundo a portaria que instaurou a investigação, Eduardo Jorge teve uma “movimentação atípica” de R$ 1,47 milhão entre janeiro e agosto de 2007, “incompatível com o seu patrimônio e sua ocupação profissional”. O órgão do Ministério da Fazenda também detectou um “depósito de R$ 153 mil” na conta-corrente dele feito por Roberto Carlos Nascimento para a compra de um imóvel.

Para subsidiar a investigação, o Coaf remeteu ao procurador um relatório com nomes de pessoas com “movimentações financeiras questionáveis, citadas em CPIs relacionadas à grilagem de terras públicas no DF e venda de lotes em condomínios irregulares”. “Isso é uma armação”, rebate Eduardo Jorge, que já foi alvo em 2005 de uma ação movida pelo mesmo procurador.

Na segunda-feira, o ex-secretário-geral da Presidência mostrou à reportagem documentos que, segundo ele, derrubam a investigação aberta pelo MPF. Primeiro, o Imposto de Renda com patrimônio acima da suposta “movimentação atípica”, sustentando, assim, que tinha lastro bancário compatível com a movimentação financeira do período.

O tucano apresentou ainda papéis que, disse, comprovam a licitude das duas operações questionadas. O ex-ministro de FHC afirmou ter recebido um depósito de R$ 1,3 milhão em 12 de julho de 2007 referente à venda de um imóvel de seu sogro, do qual era inventariante. Oito dias depois, segundo os documentos, transferiu o dinheiro “integralmente” para a conta do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. “Eu pedi ao juiz para abrir uma conta em nome do espólio para receber o dinheiro da venda da casa, mas ele negou”, declarou.

Segundo ele, os R$ 270 mil restantes têm duas fontes de recursos: R$ 100 mil, de um depósito do banco oriundo de um empréstimo em consignação e os outros R$ 170 mil, dos depósitos da aposentadoria de funcionário do Senado.

continua no Correio Brasiliense

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Jatinhos: parlamentar não pode usar verba pública como se fosse privada, diz OAB

Publicado por Pax em 03/04/2009

Da FolhaNews via Correio Brasiliense

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou nesta sexta-feira (3/4), ao comentar o uso, pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), de parte de sua verba oficial de passagens aéreas para fretar jatinhos, que o administrador público não pode gerir a coisa pública como se privada fosse.

“O servidor público, incluindo aí os parlamentares, que são remunerados pelo cidadão, só pode fazer o que a lei permite. Já o particular pode fazer tudo o que a lei não proíbe. Há uma diferença grande”, disse Britto.

Para ele, o cidadão comum pode usar o seu patrimônio quando e como entender, mas parlamentares ou servidores públicos não podem usar a verba pública para interesses particulares.

“Me parece que, no caso em concreto, estamos diante da hipótese de utilização de verba pública para fins particulares”, afirmou o presidente da OAB.

Jereissati subiu ontem à tribuna do Senado para explicar o uso de parte de sua verba oficial de passagens aéreas para fretar jatinhos que são pagos com recursos da Casa. Ele disse que a prática é legal, pois o Senado possui uma resolução que permite a utilização de recursos da verba para gastos com transportes, o que incluiria fretamentos.

“Quando há necessidade de fazer fretamentos em função de eu não utilizar uma cota de passagens de viagens que todos nós, não somente senadores, mas da Câmara, nós temos direito a esse tipo de cota de viagem. As cotas são utilizadas por mim mesmo, para fretar aviões em caso de viagens mais difíceis de serem feitas. Uma média de quase uma por ano nesses seis anos de mandato”, afirmou.

continua no Correio Brasiliense

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Decisão da Justiça de estender bloqueio de bens legitima provas contra Dantas, diz procurador

Publicado por Pax em 03/04/2009

MÁRCIO FALCÃO da Folha Online, em Brasília

da Folha de S.Paulo

O procurador Rodrigo de Grandis afirmou que a decisão da Justiça dos EUA de estender até maio o bloqueio dos bens de Daniel Dantas no país mostra que as provas contra o banqueiro são legítimas.

“A prorrogação reforça o que o Ministério Público tem dito: que os valores bloqueados são de origem criminosa”, disse Grandis.

O governo brasileiro conseguiu suspender a decisão da Justiça norte-americana que havia desbloqueado parte dos bens do banqueiro e do fundo Opportunity, nos Estados Unidos.

Continua, na Folha Online

Enviado em Dantas, Operação Satiagraha | 2 Comentários »

Protógenes ‘antecipa’ à oposição o que dirá na CPI

Publicado por Pax em 03/04/2009

Leia no blog do Josias de Souza de hoje

Acossado pela PF, delegado dialoga com rivais do governo

Insinua, em privado, a disposição de alvejar a gestão Lula

Mira  especialmente na operação que levou à fusão BrT-Oi

Enviado em Operação Satiagraha | 2 Comentários »

Valor Econômico – Editorial: Diretores, extras, jatinhos e o farto clube dos senadores

Publicado por Pax em 03/04/2009

Valor Econômico via clipping Radiobrás de hoje
Se o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, qualifica as relações entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal como “lítero-poético-recreativas”, como pode então um cidadão comum designar a íntima convivência dos senadores com o Senado? Um clube lítero-poético? Ou um clube político-recreativo? Independente do nome que se dê às relações demasiado estreitas entre os bolsos dos senadores e o Orçamento do Senado, é certo, todavia, que a casa é a bola da vez: os usos e costumes dos senadores, que sempre conviveram em paz sob a proteção de sucessivas mesas diretoras, independentemente da coloração partidária, ganham as páginas dos jornais. E, de repente, os nobres senadores se deparam com a dura realidade: os hábitos sociais do clube do Senado não são propriamente éticos ou convenientes, e sequer facilmente aceitos pela sociedade que financia essas regras de excessiva cordialidade, quando se trata de dividir os benefícios da instituição. (pág. 14)

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DNIT

Publicado por Pax em 03/04/2009

Estado de Minas – via Clipping Radiobrás de hoje
Empresa instalada em área da União em Leopoldina, Zona da Mata, explora posto de gasolina e restaurante sem pagar nada. Imóvel foi erguido pelo extinto DNER — atual Dnit — para servir de ponto de apoio na BR-116. (págs. 1 e 23)

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Relações promíscuas

Publicado por Pax em 03/04/2009

Jornal do Commercio – via clipping Radiobrás de hoje
Mais uma vez se evidenciam as relações de promiscuidade reinantes entre políticos, partidos e empreiteiras de obras públicas, graças a ação da Polícia Federal (PF) contra diretores e funcionários da Construtora Camargo Corrêa, que são acusados de superfaturamento, lavagem de dinheiro, remessas ilegais ao exterior, desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, fraude em licitações e contribuições irregulares a políticos de diversos partidos, num montante que pode ultrapassar R$ 500 milhões. Há muito se sabe que essas relações são suspeitas e vão continuar existindo enquanto perdurarem entre nós a ilegalidade consensual e a impunidade. Para não ter prejuízo e continuar atraindo bondades públicas e partidárias, empresas que vencem concorrências (geralmente um grupo privilegiado e inamovível) só veem um caminho, que é superfaturar as custas dos trabalhos. Daí os invariáveis reajustes nos valores das concorrências, pois não existe almoço de graça, alguém paga. No caso, nós contribuintes.

No caso ora investigado na Operação Castelo de Areia, várias outras irregularidades estão sendo constatadas em relação doleiros, seus clientes e operações financeiras fraudulentas e lesivas aos cofres públicos. A Camargo Corrêa também participa do consórcio que constrói a ampliação do Metrô de São Paulo, com custos constantemente reajustados, que foi responsabilizado pela tragédia ocorrida na linha de Pinheiros. (pág. 2)

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Tarso diz à revista não ter certeza se Protógenes agiu à margem da lei

Publicado por Pax em 03/04/2009

da Folha Online

Em entrevista para a revista “Playboy” de março, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse não ter certeza se o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz agiu à margem da lei. Protógenes, que liderou a primeira fase da Operação Satiagraha, é alvo de inquérito da PF que apura eventuais excessos cometidos durante a investigação.

“Não tenho certeza de que o delegado Protógenes agiu à margem da lei. Temos de verificar se seus atos são sancionáveis pela Justiça ou pela PF”, disse Tarso à revista.

Reportagem publicada pelo blog do Josias informa que o delegado Amaro Vieira Ferreira encerra nesta sexta-feira o inquérito que apura supostos desvios de conduta na Operação Satiagraha. Amaro, de acordo com o blog, teria concluído que Protógenes infringiu a lei à época em que comandava a operação.

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Blog do Josias: Inquérito da PF deve concluir que Protógenes feriu a lei Publicidade

Publicado por Pax em 03/04/2009

da Folha Online

A Polícia Federal encerrou a primeira fase de um procedimento que deve levar à exclusão de Protógenes Queiroz de seus quadros, informa o blog do Josias.

O delegado Amaro Vieira Ferreira informou aos seus superiores que encerra nesta sexta-feira (3) o inquérito que apura supostos desvios de conduta na Operação Satiagraha.

Segundo o blog, depois de investigar o caso por oito meses, Amaro deve concluir que Protógenes infringiu a lei à época em que comandava a operação. E deve acusá-lo de violar o sigilo funcional, vazando dados sigilosos do inquérito que apura crimes atribuídos a Daniel Dantas e ao grupo Opportunity.

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Protógenes diz que acusação de violar sigilo funcional é “arbitrária e ilegal” Publicidade

Publicado por Pax em 03/04/2009

DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiróz afirmou nesta quinta-feira entender como “arbitrária” e “ilegal” as acusações de que quebrou o sigilo funcional durante a Operação Satiagraha. Segundo ele, a participação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na operação foi feita de acordo com o que diz a lei.

“Na minha opinião, é um ato completamente arbitrário e ilegal, inclusive, ele [delegado Amaro Vieira, que investiga possíveis excessos de Protógenes durante a Satiagraha] está até desrespeitando a decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) e a lei federal que regula a participação da Abin com a PF”, afirmou Protógenes à Folha Online, por telefone, logo após participar de ato político na Cinelândia, centro do Rio, promovido pelo PSOL contra o desemprego e a corrupção.

Continua

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Brasil consegue suspender decisão que desbloqueou bens de Dantas nos EUA

Publicado por Pax em 03/04/2009

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O governo brasileiro conseguiu suspender até maio a decisão da Justiça norte-americana que desbloqueou parte dos bens do banqueiro Daniel Dantas e do fundo Opportunity, nos Estados Unidos. A Justiça norte-americana concedeu ontem liminar determinando o congelamento dos recursos até que o mérito do caso seja julgado em segunda instância. A expectativa do Ministério da Justiça é que o assunto entre na pauta do tribunal no fim de maio.

O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., confirmou à Folha Online nesta quinta-feira a suspensão do desbloqueio e disse que os pedidos de congelamento de dinheiro com indícios de irregularidade são necessários.

“Nós fizemos a nossa parte. Nós agimos dentro de nossa atribuição. Nosso entendimento é de que quando há suspeita de que o dinheiro é ilícito deve haver o bloqueio. Porque dessa forma vamos combater o fluxo do crime. Não adianta prender e processar. Tem que cortar o fluxo da possível organização criminosa”, disse Tuma Jr.

Para o secretário, se for comprovada a legalidade dos recursos, o governo pede a repatriação. “O importante é comprovar a origem do dinheiro que está sob suspeita. Se for legal, basta pedirmos a repatriação”, afirmou.

Os juízes norte-americanos vão avaliar a decisão do juiz John Bates, do Distrito de Colúmbia (Washington, DC), que permitiu ao banqueiro ter acesso aos recursos –o que não chegou a ocorrer porque o governo brasileiro recorreu da decisão.

Entre os motivos apresentados por Bates está o fato de o Brasil ainda não ter entregado à Justiça norte-americana uma sentença judicial “transitada em julgado”, que não permite novas possibilidades de recursos contra Dantas.

Outro argumento é que no Brasil nenhum processo contra o banqueiro por crimes financeiros sequer foi aberto, uma vez que o caso ainda está sendo investigado pela Polícia Federal.

Dos US$ 2 bilhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) pertencentes a Dantas e ao banco Opportunity bloqueados em janeiro deste ano, cerca de US$ 450 milhões estão nos EUA. A decisão do juiz norte-americano abrange cinco contas com aproximadamente US$ 70 milhões (cerca de R$ 163 milhões).

continua na Folha

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