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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de 4 abril, 2009

A ética pública e a ética de Tasso

Publicado por Pax em 04/04/2009

Blog do Fernando Rodrigues – UOL

Presidente da OAB, ex-presidente da Comissão de Ética Pública e ex-ministro do Supremo: omissão de regra não significa autorização no direito público

Foto: José Cruz – Agência Brasil

Tarso explica o uso de recursos do Senado em suas viagens

Tasso Jereissati explica o uso de recursos do Senado em suas viagens

Blog do Fernando Rodrigues – Uol


Tucanos, demos e aliados de Tasso Jereissati (PSDB-CE) em geral estão vendendo uma versão que não corresponde aos ensinamentos básicos do direito.

O diretor geral do Senado, Alexandre Gazineo, sabe-se lá se por pressão ou ignorância, entrou na mesma faixa.

Escreveu Gazineo, a pedido de Tasso: “Atendendo à solicitação de vossa excelência com relação a matéria divulgada pela mídia sobre o uso da cota de passagens aéreas, informo que a questão apresenta absoluto caráter de legalidade”.

Por quê? Por que o ato da Mesa Diretora que regula o uso de bilhetes aéreos não proibiria, como Tasso fez, a troca desses bilhetes pelo pagamento de notas fiscais pelo aluguel de jatinhos. Valeu a omissão.

O Ato da Mesa é de 1988. Aqui, a íntegra. Fala que cada senador tem direito a 5 bilhetes aéreos por mês. Fala também que estava extinta a “ajuda de custo paga aos senadores para transporte aéreo”. Nada mais.

Ou seja, pela ética tucana, como não está proibido, autorizado está.

Continua no blog do Fernando Rodrigues – Uol

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Dossiê sobre despesas telefônicas de senadores derruba mais um diretor da Casa

Publicado por Pax em 04/04/2009

GABRIELA GUERREIRO
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Em meio às denúncias que atingiram a cúpula administrativa do Senado nas últimas semanas, o diretor da Secretaria de Telecomunicações da Casa, Carlos Roberto Muniz, deve ser afastado do cargo nos próximos dias depois de supostamente apresentar um dossiê que reúne gastos dos parlamentares com telefones. Reportagem do jornal “Correio Braziliense” afirma que o dossiê teria irritado um grupo de senadores por reunir informações defasadas a respeito das despesas telefônicas de cada parlamentar.

A Secretaria de Comunicação do Senado confirma o afastamento de Muniz, mas não revela o motivo que levará o diretor a deixar o cargo. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), apontado na reportagem como um dos parlamentares citados no dossiê, afirma que o diretor fez apenas um levantamento sobre os celulares utilizados pelos senadores.

O documento teria uma relação nominal de todos os senadores com problemas registrados na utilização dos telefones. Muniz era ligado a Agaciel Maia, ex-diretor do Senado que deixou o cargo após ser acusado de não declarar à Receita Federal uma residência luxuosa em Brasília.

Muniz é responsável por administrar o setor de telecomunicações do Senado, que possui um Orçamento estimado em R$ 18 milhões somente em 2008.

Denúncias

A onda de denúncias contra o Senado surgiu semanas depois da eleição para a presidência da Casa Legislativa, realizada dia 2 de fevereiro, numa disputa velada entre o PT e o PMDB. Os dois partidos entraram em disputa após a vitória de José Sarney (PMDB-AP) sobre Tião Viana (PT-AC) na eleição para a presidência do Senado.

Dois diretores do Senado deixaram seus cargos após as denúncias. Agaciel Maia deixou a diretoria-geral do Senado depois que a Folha revelou que ele não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

José Carlos Zoghbi deixou a Diretoria de Recursos Humanos do Senado após ser acusado de ceder um apartamento funcional para parentes que não trabalhavam no Congresso.

Continua no site da Folha

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Diogo Mainardi – CPI da Petrobras. Já.

Publicado por Pax em 04/04/2009

Do blog do Reinaldo Azevedo

Reproduzo, abaixo, a íntegra da coluna de Diogo Mainardi, que está em link aberto na sua página na Veja.com.

Uma das qualidades do estado de direito, nas democracias, é punir quem merece ser punido. E a polícia, o Ministério Público (ou congênere) e o Judiciário são sempre justos, jamais seletivos. Todas essas instâncias devem ter, a exemplo da estátua da Justiça, os olhos tapados. Para que não possam distinguir, em sua ação, amigos de inimigos, aliados de adversários.
Essa é a democracia que queremos, certo?
Segue a coluna.
*
Victor Martins está sendo investigado pela Polícia Federal. Num relatório interno, sigiloso, ele é tratado como suspeito de comandar um esquema de desvio de 1,3 bilhão de reais da Petrobras.

Quem é Victor Martins? Já tratei dele alguns anos atrás. Talvez alguém ainda se lembre. Ele é diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É também irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins.

Vamos lá. Ponto por ponto. Em meados de 2007, a PF prendeu treze pessoas na Operação Águas Profundas. Elas eram acusadas de fraudar e superfaturar contratos com a Petrobras. Durante as investigações, os agentes da polícia fazendária do Rio de Janeiro descobriram outro esquema fraudulento, envolvendo empresas de consultoria, prefeituras e a ANP. Segundo a denúncia, tratava-se de um esquema de desvio de dinheiro de royalties do petróleo. A PF abriu uma nova investigação, batizada de Operação Royalties.

Nos primeiros meses de 2008, o delegado responsável pela Operação Royalties preparou um relatório sobre o resultado de suas investigações. O que tenho na minha frente, no computador, é justamente isto: a cópia integral desse relatório.

De acordo com os dados recolhidos pelos agentes da PF, Victor Martins, apesar de ser diretor da ANP, continuaria a se ocupar dos interesses da Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa da qual ele seria sócio com sua mulher, Josenia Bourguignon Seabra. Victor Martins se valeria de seu cargo para direcionar os pareceres da ANP sobre a concessão de royalties do petróleo, favorecendo as prefeituras que aceitassem contratar os préstimos de sua empresa de consultoria. Num episódio descrito pela PF – e reproduzo o trecho mais escandaloso do relatório –, Victor Martins “estaria ajeitando uma cobrança de royalties da Petrobras, no valor de R$ 1 300 000 000,00 (um bilhão e trezentos milhões de reais), através da Análise Consultoria, e teria uma comissão de R$ 260 000 000,00 (duzentos e sessenta milhões de reais), a título de honorários”.

continua no blog do Reinaldo Azevedo

Nota minha: Fui procurar outros dados sobre a Operação Águas Profundas. Alguns links aqui:

Na Folha – TCU quer auditoria e fim dos sigilos da Petrobrás

Na Folha – Petrobrás demite dois funcionários supostamente ligados à fraudes nas licitações

No Portal Exame – Treze são presos na Operação Águas Profundas da PF

Na JusBrasil Notícias – Operação Águas Profundas: policial federal tem liminar negada pelo STJ

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Procurador diz que já tem como denunciar Dantas

Publicado por Pax em 04/04/2009

Agência Estado via Correio Brasiliense

Na reta final do inquérito Satiagraha, o Ministério Público Federal vê “indícios mais do que suficientes, sólidos elementos” para apresentar denúncia formal contra o banqueiro Daniel Dantas e pedir abertura de ação judicial contra ele por crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A informação foi dada ontem pelo procurador da República Rodrigo de Grandis, que investiga o controlador do Grupo Opportunity

Rodrigo de Grandis aprovou decisão da Justiça dos EUA que manteve o bloqueio de cerca de US$ 450 milhões de Dantas depositados em instituição bancária americana. O congelamento, que acolhe recurso do Departamento de Justiça americano, vai perdurar pelo menos até 14 de maio. “A tendência é que o bloqueio seja preservado até o encerramento da ação penal brasileira (contra Dantas).

Continua no Correio Brasiliense

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Crise sem fim – Senador diz haver roubo no Senado

Publicado por Pax em 04/04/2009

Correio Brasiliense – via clipping Radiobrás de hoje

Ao usar a tribuna em protesto pela demissão de cinco indicados para a burocracia do Senado, o tucano Arthur Virgílio (AM) falou sem meias-palavras: “Se estão trocando peças para manter pessoas que recebam ordens de Agaciel Maia, vou dizer ao presidente que vai continuar a roubalheira”. (pág. 1 e Tema do dia, pág. 2)

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Senadores usam gráfica para obras promocionais

Publicado por Pax em 04/04/2009

Folha de São Paulo via Clipping Radiobrás de hoje
A Secretaria Especial de Editoração e Publicações, conhecida como “gráfica do Senado”, gasta R$ 30 milhões anuais com publicações que incluem material autopromocional dos senadores. Esse valor compraria 5 milhões de livros didáticos, relata Andreza Matais. Há obras em que os parlamentares falam da infância, do trabalho por “causas sociais” e de aparições na TV. Na gráfica, os senadores conseguem serviços que custariam muito mais no setor privado. Seu diretor, Júlio Pedrosa, recusou-se a falar do assunto. (págs. 1, A4 e A6)

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No Senado, Conselho até para o coral

Publicado por Pax em 04/04/2009

O Globo no Clipping Radiobrás de hoje

Além das diretorias, os Conselhos se multiplicaram no Senado: são pelo menos 17. Cada um tem de 5 a 10 integrantes, a maioria com adicional de salário. O conselheiro pode ganhar até R$ 12 mil, se tiver cargo comissionado, ou mais, se for funcionário de carreira. Há até um Conselho Administrativo do Coral. O presidente do Senado, José Sarney, preside o Conselho Editorial, sem remuneração. (págs. 1 e 3)

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TCU considera irregulares contas de mais de 3 mil gestores públicos

Publicado por Pax em 04/04/2009

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregulares as contas da administração pública de 3,1 mil gestores. A lista, com 339 páginas, foi divulgada hoje (26) pelo tribunal e inclui instituições públicas, como prefeituras, bancos, empresas estatais, entre outras.

Agora, a lista segue para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode declarar inelegíveis os gestores citados pelo TCU. Com isso, eles poderão ficar fora das eleições municipais de outubro.

De acordo com o TCU, a relação será atualizada até 31 de dezembro de 2008, “levando em conta recursos cabíveis, interpostos em tempo hábil, com efeito suspensivo, e inclusões de novos nomes, em razão de condenações após a remessa da primeira relação”, diz o tribunal em nota.

A unidade da federação que apresentou o maior número de contas de gestores irregulares foi a Bahia, com 488, seguido pelo Maranhão, com 408 e o Distrito Federal, 321. O estado em que se registrou o menor número de contas irregulares foi Roraima, com 31.

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Dirceu ataca “pena eterna” a Delúbio e defende volta

Publicado por Pax em 04/04/2009

Congresso Em Foco

Um dia após participar no Rio de seminário da corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB), o deputado federal cassado José Dirceu defendeu ontem a volta do ex-tesoureiro Delúbio Soares ao PT. No evento, circulou um abaixo-assinado pedindo o retorno ao PT de Delúbio, acusado de ser um dos principais operadores do mensalão. Delúbio foi expulso do PT em 2005 e quer ser candidato a deputado federal por Goiás em 2010. Ele e Dirceu são réus no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Para Dirceu, manter a expulsão de Delúbio seria aplicar “uma pena eterna”. “Não existe pena eterna, não existe. É uma coisa medieval”, disse ontem por telefone, de Nova York.

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Estudantes gaúchos pedem a saída de Yeda

Publicado por Pax em 04/04/2009

Gazeta do Sul

Porto Alegre – Uma manifestação contra a governadora Yeda Crusius (PSDB) reuniu centenas de estudantes ontem, em Porto Alegre. O protesto começou no Colégio Júlio de Castilhos, no Bairro Azenha, e seguiu em passeata até a Praça Marechal Deodoro, diante do Palácio Piratini, no centro da cidade. No trajeto, os participantes exibiram seus rostos pintados com as cores verde, vermelho e amarelo da bandeira do Rio Grande do Sul, portaram cartazes e faixas e gritaram a palavra de ordem “Fora Yeda”. No ato final, queimaram uma boneca identificada como representação da governadora.

Os participantes da mobilização entendem que a tucana deve ser afastada do cargo por suposto uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2006, denunciado pelo PSOL em fevereiro e não comprovado, e pela violação de informações restritas à área de segurança para uso político de agentes públicos próximos ao Executivo, caso que está sob investigação de uma sindicância do próprio governo. O Palácio Piratini não respondeu à manifestação por considerá-la como um ato agressivo que não mereceria ser comentado.

continua

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Agripino entrega prestação de contas para negar doações irregulares da Camargo Corrêa

Publicado por Pax em 04/04/2009

Folha News no Correio Brasiliense

O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), entregou nesta sexta-feira ao TRE-RN (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio Grande do Norte a prestação de contas do diretório regional do partido com os gastos das eleições municipais de 2008. O parlamentar é apontado como suposto beneficiário de recursos ilegais da Camargo Corrêa, identificados na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. Agripino nega as irregularidades.

O documento teria que ser apresentado à Justiça Eleitoral até o próximo dia 30, mas diante das acusações, o senador antecipou a entrega. Na documentação, o DEM do Rio Grande do Norte afirma que recebeu em 2008 R$ 3,2 milhões
sendo R$ 500 mil do Diretório Nacional do partido e R$ 2,7 milhões de 17 empresas. A doação de R$ 300 mil da Camargo Corrêa, que aparece na operação da Polícia Federal, é a segunda maior, ficando atrás dos R$ 450 mil repassados pela Primo Schincariol.

Agripino afirma que a Polícia Federal errou durante as investigações. “Se a inteção da Polícia Federal era investigar, deveria ter seguido este caminho aqui, examinando essas contas. Com este simples ato, veria que não tem nada irregular”, disse o líder.

A Corregedoria do Senado investiga a suposta doação irregular da construtora Camargo Corrêa para Agripino e para o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Ribeiro, que nega qualquer ilegalidade teria recebido R$ 200 mil. O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), conversou informalmente com o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, e com a procuradora Karen Louise Jeanette Kahn, que acompanham o caso, para saber do envolvimento dos políticos nas denúncias.

Continua no site do Correio Brasiliense

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