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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de maio \31\UTC 2009

Presídios, uma tragédia brasileira

Publicado por Pax em 31/05/2009

Espírito Santo, Santa Catarina e Pará usam contêineres como celas. No Rio, os PMs presos no Batalhão Especial Prisional vivem num spa e deixam a cadeia para ameaçar testemunhas e cometer assassinatos.

Santa Catarina e Pará também empregam contêineres para detenção de presos

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um dos motivos que levaram o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) a pedir, no início de maio, a intervenção federal no Espírito Santo, o uso de contêineres como espaço para detenção de presos, não é uma particularidade apenas do sistema prisional capixaba. Em três dias de apuração, a Agência Brasil obteve informações sobre a adoção da prática em outros dois estados: Santa Catarina e Pará.

“Usamos contêineres em duas unidades prisionais do estado”, declarou, por telefone, o diretor do Departamento de Administração Prisional de Santa Catarina, Hudson Queiroz. O superintendente do Sistema Penitenciário do Pará, Justiniano Alves, também confirmou a existência dos compartimentos de aço em uma unidade prisional feminina da região metropolitana de Belém. Ali, cerca de 150 presas passam dia e noite no interior desses compartimentos.

“Essa modalidade de acondicionamento de presos foi adotada durante a gestão anterior, mas já estamos construindo locais apropriados para colocar essas pessoas. Entendemos que, além de não serem apropriados para colocar alguém para cumprir sua pena, os contêineres não são adequados ao nosso clima. Por uma questão de humanidade e de respeito aos direitos humanos, até o final de agosto essa situação deverá estar resolvida”, disse Alves.

Tal como no Espírito Santo, a justificativa para manter os presos provisórios em contêineres, em ambos os estados, é a superlotação das delegacias. “A alternativa que Santa Catarina encontrou para diminuir o déficit de vagas foi a inclusão dos contêineres como forma de segregar os presos provisórios”, justificou Queiroz.

Segundo o diretor catarinense, há cerca de 400 presos provisórios detidos em contêineres de duas penitenciárias estaduais. Uma dessas penitenciárias fica na capital, Florianópolis. A outra, na cidade de Curitibanos. “[A passagem pelo] contêiner é apenas transitória. Os detentos aguardam o pronunciamento da Justiça da mesma forma que os [presos provisórios] que ficam em delegacias”, disse o diretor.

De acordo com várias fontes ouvidas pela reportagem, Santa Catarina foi o primeiro estado a adotar, em 2003, a “solução provisória” para a falta de vagas no sistema carcerário, problema que atinge todas as unidades da federação. Queiroz não negou que o estado tenha sido o primeiro a usar contêineres em unidades prisionais e enfatizou que o governo estadual tem investido na construção de novas unidades para solucionar o déficit de vagas.

“Temos assumido publicamente que o modelo de sistema prisional que encontramos em 2003 não é o que queremos para o estado. Por isso, temos investido maciçamente na construção de novas unidades prisionais que propiciem não apenas a segregação e a ressocialização dos presos, mas também a segurança da sociedade e dos agentes prisionais”, afirmou o diretor catarinense.

Segundo o presidente da Comissão de Assuntos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB/SC), Francisco Ferreira, grupos defensores dos direitos humanos sempre souberam desta situação tempos, mas a “toleram”, segundo ele, por reconhecer as dificuldades do estado para equacionar o problema do déficit de vagas com o crescimento da população carcerária.

“Estamos, verdadeiramente, tolerando esta situação. Em parte, por bom senso. Se não há outras unidades prisionais para onde transferir essas pessoas, não podemos criar outro problema querendo transferir para uma cela superlotada, de qualquer presídio, quem hoje está em um contêiner”, ponderou. “Nestes presídios, essas pessoas estariam sujeitas a condições ainda mais desumanas”.

De acordo com Queiroz, os contêineres usados em Santa Catarina são adaptados para abrigar os presos em condições salubres, mas Ferreira sustenta o contrário. “Além de degradante, a situação é anômala, pois os contêineres não atendem aos requisitos mínimos da Lei de Execução Penal, seja no aspecto do espaço mínimo prescrito, seis metros quadrados por indivíduo, seja em relação à salubridade.”

O diretor de Administração Prisional argumenta que, diante da superlotação dos presídios, os compartimentos de aço são melhores do que algumas unidades prisionais.

“Eles possuem uma infraestrutura bem melhor do que a de alguns presídios que eu conheço, tanto de Santa Catarina quanto de outras unidades da federação. Temos algumas unidades prisionais estaduais que precisam ser remodeladas e já estamos fazendo isso, mas muitos municípios não querem uma unidade em seu território. Para solucionar o problema dos contêineres, temos que manter os investimentos. Enquanto isso, o que posso dizer é que, com certeza, a sociedade prefere que quem delinquiu esteja preso”, concluiu Queiroz.

Comissão de Direitos Humanos do Senado analisará situação de presídios no país

Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Baseada nas denúncias de irregularidades nos presídios do Espírito Santo, a Comissão de Direitos Humanos do Senado decidiu criar um grupo de parlamentares que visitará penitenciárias de outros estados para verificar problemas de superlotação e maus-tratos. A proposta partiu do senador Magno Malta (PR-ES) e foi acatada pelo presidente da comissão, Cristovam Buarque (PDT-DF).

O senador pedetista não descarta a possibilidade de conversar com autoridades do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para propor visitas conjuntas. Em julho, o conselho fará um mutirão na Bahia para revisão de processos de presos condenados a fim de solucionar problemas de superlotação de presídios.

Cristovam Buarque, que integra esse grupo de trabalho, pretende visitar “cinco ou seis capitais” já em junho. O cronograma das viagens e os locais ainda precisam ser definidos.

Ao mesmo tempo, o presidente da Comissão de Direitos Humanos disse que o presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), Sérgio Salomão Shecaira, e o secretário de Justiça do Espírito Santo, Ângelo Roncalli, serão convidados para uma audiência publica a fim de explicar ao colegiado suas divergências sobre a situação prisional do estado.

“Vamos colocar um em frente ao outro uma vez que eles têm divergências sobre essa questão”, disse Cristovam Buarque à Agência Brasil. “Isso mostra que a comissão não está parada sobre o problema nos presídios do Espírito Santo”, acrescentou o parlamentar. A audiência pública, no entanto, ainda não foi agendada.

PMs presos no Rio saem da cadeia só para matar

O Globo via Clipping Radiobrás

Assassinato de pecuarista teria sido tramado em batalhão prisional

Além de usar celular, receber a visita de garotas de programa e organizar churrascos regados a bebida alcoólicas, policiais militares presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Brasília, deixam a cadeia para ameaçar testemunhas e cometer assassinatos. As denúncias constam em processos na Auditoria de Justiça Militar e em inquéritos policiais, como revela Sérgio Ramalho. Com uma microcâmera, O GLOBO constatou as regalias desfrutadas pelos PMs na unidade, onde estão 289 presos. Escuta autorizada pela Justiça mostra que um tenente preso no BEP teria articulado o assassinato do pecuarista Rogério Mesquita, morto a tiros ano passado em Ipanema. Em outra, um preso que responde por homicídio e desvio de arma da PM diz a uma mulher que o BEP é um spa. (págs. 1 e 14)

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Secretários do PT afirmam que mensalão nunca existiu

Publicado por Pax em 31/05/2009

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Os secretários do PT Paulo Frateschi e João Felício disseram hoje (29) que o suposto esquema de compra de votos de parlamentares para votarem favoravelmente em propostas do governo, conhecido como mensalão, nunca existiu. Para eles, o que ocorreu foram problemas no financiamento de campanha do partido.

Em agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma ação penal e tornou réus 40 pessoas por participação no suposto esquema de pagamento a deputados. Silvio Pereira, um dos réus, cumpriu pena alternativa e não responde mais ao processo.

“O que eu acho é o que o próprio Supremo já está sabendo: de que não houve o mensalão da forma como eles colocaram. Houve, sim, um problema de financiamento de campanha e foi constatado que teve. Foi arrecadado dinheiro e foi feito um pagamento de contas que não foram registradas e oficializadas. Mas a conversa inicial de que se pagavam deputados para votarem no governo Lula não tinha o mínimo sentido”, disse Paulo Frateschi, secretário de organização nacional do partido.

Segundo ele, o partido superou o problema sobre o financiamento da campanha e deu a resposta “na política”. “O PT corrigiu, está corrigindo e vai corrigir [essa falha]. Há erros que precisam ser mudados na própria legislação. É visível e todos sabem que todos os partidos cometem isso. Há um erro e se precisa mudar a legislação. Isso deixa uma mácula na vida democrática brasileira”, afirmou Frateschi.

“Essa história de mensalão é da criatividade humana”, disse João Felício, secretário sindical nacional do PT. Também para Felício, o que houve na época em que o caso mensalão surgiu foram problemas no financiamento de campanhas e uma disputa política.

“Acho que a crise que houve nos Correios [de corrupção, motivou] um famoso deputado na época e que, depois de acusado, passou a atacar. Disputa política é absolutamente natural. O que se não pode é acusar alguém sobre um fato que não existe”, disse Felício, referindo-se ao ex-deputado Roberto Jefferson, que fez as denúncias sobre o suposto esquema do mensalão.

Frateschi e Felício foram ouvidos na tarde de hoje pelo juiz Márcio Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no processo do mensalão. Após os depoimentos, ambos disseram que foram perguntados sobre o caráter e o trabalho de José Genoíno e Delúbio Soares, réus do mensalão e que são acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha. Genoíno era presidente nacional do PT e Delúbio Soares tesoureiro, quando surgiram as primeiras notícias sobre a existência da compra de votos de deputados pelo governo.

Na próxima segunda-feira (1º), a Justiça Federal continuará a ouvir as testemunhas de defesa no caso do mensalão. São previstos os depoimentos de Bernardo Appy, Maílson da Nóbrega, Dalton Pastore, Sílvio Pereira, Flávio Amaral, Arthur Fontes, José Manoel Caccia Gouvêa, Annuar Ali, Ranulfo Zanetti Sayao, Luiz Nelson de Carvalho, Vanderlei São Felício e Álvaro Gonçalves de Oliveira.

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Senador ACM Júnior é sócio de empresa baiana patrocinada pela Petrobras

Publicado por Pax em 31/05/2009

Marcelo Rocha – Correio Brasiliense

Em larga desvantagem numérica na CPI da Petrobras, com apenas três dos 11 titulares, a oposição escalou para seu time de investigadores um sócio de empresa promotora de eventos beneficiada com recursos da estatal. A Bahia Eventos Ltda., de propriedade da família do senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), recebeu, nos últimos meses, verba para organizar importantes festas do calendário cultural baiano, entre eles a última edição do Festival de Verão, realizado em janeiro passado com alguns dos expoentes da música pop nacional. Segundo dados da Petrobras, os patrocínios endereçados à Bahia Eventos somaram cerca de R$ 550 mil de setembro do ano passado para cá.

A empresa baiana é o braço de entretenimento da Rede Bahia, o conglomerado empresarial erguido pelo ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM), herdado por filhos e netos. Segundo os registros da Receita Federal, ela atua com “artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificadas anteriormente”. Além do Festival de Verão, para o qual recebeu ajuda da Petrobras no valor de R$ 330 mil, a Bahia Eventos abocanhou R$ 222 mil para a 10ª edição do Festival de Lençóis (BA).

Ao propor a CPI, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) incluiu como uma das linhas de investigação os patrocínios firmados pela Petrobras. O interesse dos adversários do Palácio do Planalto nessas parcerias surgiu a partir de denúncias veiculadas pela imprensa de que a estatal teria ajudado a financiar os festejos de são-joão no interior da Bahia, com interesse especial por cidades administradas pelo PT. Se levantarem toda a lista, os senadores esbarrarão na empresa da família ACM.

Presidente
Tão logo foi protocolado o requerimento de criação da CPI, ACM Júnior se apresentou como candidato à presidência, elevado a esse status pelos líderes da oposição e com a bênção do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Seria uma opção cômoda para os peemedebistas, que teriam seu passe ainda mais valorizado. O PT chiou. A definição ficou para esta semana. O parlamentar do DEM encerra seu mandato em fevereiro de 2011 e analisa eventual disputa à reeleição. Estar à frente da comissão renderia a ele uma bem-vinda exposição em véspera de eleições. Mas tem a resistência petista. E, agora, a Bahia Eventos.

É mais uma variável no embolado cenário pré-eleitoral da Bahia. Publicamente, o PT afirma que terá candidato apenas para o governo — o atual governador, Jaques Vagner —, cedendo a aliados as vagas para a disputa ao Senado. O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, é lembrado por petistas sempre que o assunto surge, mas ele garante que nunca se apresentou como tal e nem pretende fazê-lo. Gabrielli reforçou essa posição ontem ao Correio, por meio de sua assessoria de imprensa.

Procurado pela reportagem, ACM Júnior afirmou que o fato de ser sócio de empresa beneficiada com recursos da Petrobras não o desabona para a investigação parlamentar. O senador baiano explicou ainda que a Bahia Eventos recebeu recursos da estatal para a montagem de camarote no Festival de Verão e que não se tratava da cota majoritária de patrocínio destinada ao evento.

Continua…

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PT controla repasse da Petrobras a ONGs

Publicado por Pax em 31/05/2009

Na CPI, governo quer blindar Comunicação Institucional, que movimenta R$ 1 bi ao ano

Estadão via Clipping Radiobrás

Às vésperas da instalação da CPI da Petrobras, uma preocupação do governo é blindar sua área de Comunicação Institucional, responsável por distribuir recursos a ONGs e programas sociais e ambientais. Comandada por ex-dirigentes sindicais desde o início do governo PT, a área destina cerca de R$ 1 bilhão por ano a projetos que, na maioria, dispensam licitação. A Petrobras já iniciou a revisão nos contratos para se antecipar a questionamentos. Além do apoio a ONGs, a Comunicação Institucional cuida de patrocínios culturais e esportivos e da verba publicitária da estatal. (págs. 1 e A10)

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Multa do Ibama fica nove meses na gaveta após infrator ajudar Minc

Publicado por Pax em 31/05/2009

Auto de infração de R$ 3 mi contra frigorífico que comprou “bois piratas” entra no sistema do órgão depois de denúncia

Rodrigo Rangel – Estadão

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) segurou por quase nove meses a aplicação de uma multa de R$ 3 milhões ao Grupo Bertin S/A, uma das maiores redes de frigoríficos do País. Além da negligência administrativa, o engavetamento da multa, aplicada em 27 de julho do ano passado, ganha importância política porque o Grupo Bertin participou de uma operação ambiental de “sucesso” desencadeada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a quem o Ibama está subordinado.

Em agosto do ano passado, o Bertin arrematou em leilão os 3.100 “bois do Minc”, como ficou conhecido o gado criado em área desmatada irregularmente que o ministro, em uma operação midiática, apreendera no Pará em junho de 2008. A negociação da manada estava a ponto de “micar”, pela falta de frigoríficos interessados na compra. Naquele momento, os bois foram arrematados pelo Bertin, a empresa que tinha o auto de infração no valor de R$ 3 milhões literalmente estacionado em uma gaveta da gerência do Ibama em Marabá (PA).

Normalmente, os autos de infração não demoram a virar processos administrativos de cobrança nos sistemas eletrônicos do Ibama. Tão logo retornam das missões de campo, os fiscais entregam na base das operações seus blocos de multa e os autos lavrados passam a integrar o Sicafi, como é conhecido o Sistema de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização do órgão. Quando muito, a inclusão das multas no sistema leva um mês.

É a combinação da marcha lenta do processo de cobrança com a prontidão do Bertin de salvar a Operação Boi Pirata que chama a atenção. A operação foi deflagrada, segundo o ministro, para “pôr fim à moleza” dos ruralistas e combater o desmatamento para fazer pasto e alimentar os “rebanhos piratas”. Já a multa à empresa foi aplicada durante fiscalização de rotina do Ibama. Os fiscais encontraram numa das unidades do frigorífico, em Santana do Araguaia (PA), um estoque equivalente a 10 mil metros cúbicos de lenha nativa. Segundo o auto de infração (nº 489.842), o Bertin não tinha documentos que pudessem certificar a origem da madeira.

“GAVETA”

O caso aumenta a pressão sobre o ministro. Minc tem trombado com colegas de Esplanada por divergências em torno de questões ambientais. Em entrevista ao Estado anteontem, chegou a criticar a “casa da mãe joana” que seria o governo Lula.

Continua…

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Medidas Provisórias: reclamam Senado e Câmara

Publicado por Pax em 29/05/2009

A ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República se moderniza e lança seu Twitter e Youtube. O vídeo atual é de um seminário sobre Direito e Democracia: a Separação dos Poderes

Veja o vídeo aqui http://www.youtube.com/watch?v=qqXkoDjo-Fc

Confira a informação no site da ANPR
youtube_twitter.jpg

No twitter http://twitter.com/ANPR_Brasil

ps.: peço desculpas porque o link do Youtube deu problema no post e solicito que copiem o link em seus navegadores.

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Minc: midiático, fraco e em processo de fritura?

Publicado por Pax em 29/05/2009

Minc chamou os ruralistas de “vigaristas”, Caiado o chamou de “desqualificado moral” e Minc foi chorar com Lula acusando Dilma, Lobão e Nascimento (dos Transportes). Até quando o ministro midiático e fraco fica? A pauta é a MP 422 que poderá causar grande devastação da Amazônia.

27/05 – Minc retira críticas a ruralistas – Congresso em Foco

Rodolfo Torres

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), afirmou há pouco que o ministro do Meio ambiente, Carlos Minc, retirou críticas feitas nesta quarta-feira (27) à bancada ruralista do Congresso. “Ele reconhece que se excedeu”, afirmou Fontana, destacando que o ministro “continua com sua convicção de como conduzir a política ambiental”.

Minc chamou os ruralistas de “vigaristas” durante ato com militantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Contag). Durante o evento, o ministro anunciou uma aliança entre a pasta e agricultores familiares para a preservação do meio ambiente.

“Não podemos criminalizar a agricultura familiar. Quem ameaça nossos grandes biomas é o latifúndio. Nós temos que ter a mão pesada com os grandes desmatadores.”

As declarações do ministro repercutiram na Câmara. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), chamou Minc de “desqualificado moral”. (continua…)

28/05 – Ruralistas denunciarão Minc à Comissão de Ética do governo federal – Congresso Em Foco

Rodolfo Torres

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), divulgou nota nesta quinta-feira (28) afirmando que denunciará o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, à Comissão de Ética do governo federal. A entidade ruralista classificou de “inaceitável” a atitude de Minc para com os representantes da bancada ruralista do Congresso.

Ontem, em ato com militantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Contag), Minc chamou os ruralistas de “vigaristas”. “Um funcionário público, que usa o posto que lhe foi confiado pelo presidente da República para desconstruir toda e qualquer ponte em direção ao diálogo com a classe produtiva, deve responder pelos seus atos em todas as instâncias”, afirma o comunicado da CNA. (continua…)

28/05 – Em reunião com Lula, Minc diz que área ambiental está enfraquecida – Agência Brasil

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em reunião hoje (28) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a área ambiental está enfraquecida e com “problemas de sustentabilidade”.

“Falei para o presidente que a área ambiental estava sendo muito agredida e disse que nossa situação estava com problemas de sustentabilidade ambiental. A área do meio ambiente tem que ser forte, senão cada um vai com sua machadinha lá querer desfigurar a área ambiental”, relatou o ministro, após a conversa com Lula.

Minc acrescentou que, no encontro, também afirmou que há ministros que “combinam uma coisa aqui e depois vão no Parlamento, cada um com sua machadinha, patrocinar emendas que esquartejavam e desfiguravam a legislação ambiental”.

Segundo ele, o presidente disse que pretende fortalecer a área ambiental e que está satisfeito com o seu trabalho à frente da pasta.

“Ele [Lula] disse que iria chamar os ministros e que o que fosse combinado entre os ministros e ele não dava o direito de cada um, cada Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] da vida ir atrás de um deputado para desfazer tudo aquilo que tinha sido combinado aqui”, completou.

O ministro reclamou também de empreendimentos que, na avaliação dele, agridem o meio ambiente, como o zoneamento ecológico da cana-de-açúcar e obras na BR-319, entre Cuiabá e Santarém (PA).

“Não sou favorável a essa estrada, licenciaria por uma determinação do governo sabendo o custo altíssimo que eu pagaria por isso. Expliquei que eu estava moralmente, eticamente impedido de dar qualquer licença que não cumprisse as condições do grupo de trabalho [que discutiu a construção da estrada]”.

Questionado se condicionou sua permanência no governo à paralisação das obras na BR-319, ele negou. “Não condicionei a permanência no governo a absolutamente nada, o que eu disse foi que eu completei um ano [no cargo de ministo], servi lealmente ao presidente, resolvemos grandes imbróglios e que uma série de questões estavam tirando a sustentabilidade ambiental e política do ministério.”

28/05 – Múcio descarta saída de Minc após bate-boca com deputados da bancada ruralista – Folha News via Correio Brasiliense

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) descartou nesta quinta-feira a saída de Carlos Minc do Ministério do Meio Ambiente em consequência do bate-boca com integrantes da bancada ruralista na Câmara.

“Isso [pedido de demissão] eu não acredito”, afirmou Múcio, que admitiu ter recebido reclamações de Minc de vários deputados.

Ontem, Minc chamou os parlamentares da bancada ruralista de “vigaristas”. Depois, recuou e divulgou nota oficial para afirmar que não teve a intenção de insultar os deputados.

Para amenizar a troca de insultos, Minc se reuniu hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reclamar da interferência de vários ministérios na política ambiental do governo. Irritado com a ação de colegas para liberar obras sem licenciamento ambiental, Minc disse que a postura dos ministros “não é aceitável” dentro do governo.

Questionado sobre o assunto, Múcio ressaltou que o Congresso tem autonomia para decidir o que foi negociado entre os deputados. (Continua…)

As contradições da votação da MP 422

Edélcio Vigna, assessor do Inesc.  – Site do Instituto De Estudos Socioeconômicos

A Medida Provisória (MP) 422, emitida pelo governo Lula em março e aprovada em julho de 2008, tem como objetivo permitir a regularização de até quinze módulos rurais (1.500 hectares) na Amazônia Legal, com dispensa de licitação. Agora a MP é uma nova redação da Lei 8.666/1993, e institui normas para licitações e contratos da administração pública.

O Inesc comentou esta iniciativa de lei do Executivo, quando foi assinada, indicando que entre outros impactos pode estimular a concentração de terra, a expansão da estrangerização da terra, a consolidação de grandes latifúndios e a promoção do desmatamento.

A MP, assinada pelo presidente Lula, provocou um forte debate nas organizações e nos movimentos sociais do campo. Declarações contraditórias e análises desencontradas foram realizadas. Poucas foram escritas, para ocultar, talvez, a cisão no seio do movimento rural. Mas, as organizações se mostraram indignadas com o acelerado reconhecimento de áreas griladas na Amazônia Legal. Em 1993, a lei permitia a regularização sem licitação de até um modulo rural (100 hectares). Em 2004, a regularização foi ampliada para cinco módulos (500 hectares) e, em 2008, saltou para 15 módulos rurais (1.500 hectares). Esta última dimensão não corresponde a imóveis familiares, mas a grandes propriedades.

Em maio, a MP foi aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados. Com um quorum de 401 deputados, o placar foi de 289 votos favoráveis versus 110 contrários e uma abstenção. Os partidos políticos da base governistas votaram a favor da MP, apoiado por muitos deputados da oposição. Nestes partidos houve algumas dissidências em relação às orientações das suas lideranças. No DEM, que orientou sua bancada a votar “Não”, 23,4% votaram “Sim”, que representa 11 votos de 47. E no PSDB, 10,4% votaram “Sim” na MP do governo, que significa cinco votos de 48 deputados.

Muitos parlamentares, combativos e favoráveis à reforma agrária, votaram (“Sim”) com o governo mesmo com quando gostariam de ter votado “Não”, pois tinham resistências à proposição. Esse embaraço era compreensível, pois muitos ruralistas se mostravam favoráveis à MP (queriam votar “Sim”), mesmo seguindo a orientação da liderança e votando contra (“Não”) a MP. Sabiam que os votos contrários além de não iriam impedir a aprovação da MP, deixariam os parlamentares comprometidos com a reforma agrária em uma situação desconfortável e, ainda, colocariam nos ombros dos governistas a responsabilidade de aprovar a proposta do governo.

No Senado Federal esta situação contraditória – do governo Lula elaborar uma proposição ao gosto e desejo da bancada ruralista (muitos avaliam como coerente!) – revelou-se por completo. A votação que ocorreu no início de julho, sob um quorum de 63 senadores, 37 votou favoravelmente, 23 contrários e três abstenções. Os partidos que garantiram a aprovação da MP foram os de oposição: contribuíram com 19 votos dos 37 favoráveis. Isso significa 51,4% do total dos votos favoráveis.

O mais interessante na votação do Senado, diferente do que ocorreu na Câmara onde os partidos governistas votaram alinhados, foi a significativa cisão no Bloco do governo. Oito senadores governistas votaram “Não” (47,1% dos 17 do Bloco). No oposicionista DEM, nenhum parlamentar votou contra o governo – na Câmara 76,6% dos deputados votaram contra o governo. No PSDB, 70% (dos 10 senadores) votaram contra o governo – na Câmara a votação pelo “Não” foi de 89,6%.

O que esta votação nos revela é um expressivo descolamento das estratégias dos partidos nas duas Casas Legislativas. Os argumentos formulados para explicar a votação da oposição, na Câmara dos Deputados, contra a MP pode ser fruto das hipóteses aventadas e não de uma estratégia organizada dentro dos partidos. O raciocínio que valeu para o DEM na Câmara, pode ter valido para dos senadores do Bloco governista no Senado. Sendo esta proposição de interesse dos que atuam junto aos grandes proprietários de terras na Amazônia Legal, seriam eles os que deveriam fazer maiores esforços para aprovação final da MP. (continua…)


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TSE rejeita pedido de cassação do governador de Santa Catarina

Publicado por Pax em 29/05/2009

Marco Antonio Soalheiro – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou hoje (28), por seis votos contra um, o pedido de cassação do mandato do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), e de seu vice, Leonel Pavan (PSDB).

A coligação Salve Santa Catarina, que apoiou o candidato Espiridião Amin (PP), derrotado nas eleições de 2006 para o governo catarinense, acusava o governo estadual de fazer propaganda ilegal, com objetivo de promoção pessoal de Silveira, em jornais e emissoras de rádio e televisão do estado.

O relator, ministro Félix Fischer, rejeitou as acusações ao ressaltar que a publicidade institucional é um dever da administração pública e, no caso específico, não teve interferência na liberdade de escolha do eleitorado. “Só se comprova abuso de poder político quando se influencia diretamente no benefício da candidatura do recorrido”, disse Fischer. Ele foi acompanhado pelos ministros Joaquim Barbosa, Fernando Gonçalves, Marcelo Ribeiro, Arnaldo Versiani e Ricardo Lewandowski.

O presidente do TSE, ministro Ayres Britto, foi voto vencido por entender que se configurou uma “promiscuidade entre a propaganda de governo e a promoção pessoal” de Luiz Henrique Silveira.

O processo começou a ser julgado em 2007, contando com os votos de três ministros pela cassação, mas foi reiniciado pelo ingresso do vice-governador como parte no recurso, uma vez que Pavan teria seu mandato alcançado em caso de uma possível decretação da perda do mandato do governador.

O advogado da coligação Salve Santa Catarina, Jackson Di Domenico, ressaltou que houve abuso de poder e uso indevido da máquina na campanha de Silveira. As propagandas supostamente ilegais teriam atingido mais de 400 mil pessoas. Foi exibido ainda um vídeo no qual Silveira se gaba, em entrevista a uma emissora de televisão a seis dias do pleito, da autoria de um projeto de isenção de ICMS para motocicletas de até 150 cilindradas comercializadas no estado, que seria encaminhado naquela semana ao Poder Legislativo.

Já o advogado Eduardo Alckmin, responsável pela defesa de Silveira, assinalou que seu cliente foi o único governador da época a se afastar antecipadamente do cargo, por meio de renúncia, para se dedicar à campanha pela reeleição. Segundo Alckmin, parte das denúncias faz referências a propagandas institucionais do governo do estado em 2005, sem qualquer relação com as questões eleitorais. “Interessa à população saber como o governo está destinando os recursos por ele administrados”, afirmou Alckmin.

O resultado do julgamento se deu em acordo com o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), que foi pela absolvição do governador.

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Ivo Cassol: governador de Rondônia é afastado do cargo

Publicado por Pax em 28/05/2009

O governador de Rondônia, Ivo Narciso Cassol, foi afastado do cargo pela Justiça Federal pelo prazo de 90 dias.

MPF/RO: governador de Rondônia é afastado do cargo pela Justiça

Site da Procuradoria Geral da República – Ministério Público Federal

Justiça Federal concedeu liminar ao MPF e determinou o afastamento de Ivo Cassol por 90 dias

O governador de Rondônia, Ivo Narciso Cassol, foi afastado do cargo pela Justiça Federal pelo prazo de 90 dias. A decisão atende pedido do Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO), em ação de improbidade administrativa contra o governador e mais cinco pessoas. O MPF/RO pediu o afastamento imediato dos réus dos seus atuais cargos, a fim de garantir que a instrução do processo não sofra qualquer prejuízo, produzindo-se as provas em ambiente de tranquilidade, sem qualquer ameaça, tentativa de intimidação ou corrupção de testemunhas.

Assim, a Justiça Federal determinou o afastamento de Ivo Cassol, de dois delegados e dois agentes da Polícia Civil de Rondônia. Durante o período de afastamento, eles continuarão recebendo salário normalmente. O prazo de 90 dias refere-se ao tempo necessário para a conclusão da instrução da ação.

Continua na PGR

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Ex-presidente do TCU recebeu R$ 253 mil em diárias

Publicado por Pax em 28/05/2009

Walton Rodrigues gastou, em média, R$ 10,5 mil por mês em despesas feitas durante viagens oficiais. Adylson Motta, o antecessor, consumiu quase seis vezes menos

Edson Sardinha, Lúcio Lambranho e Eduardo MilitãoCongresso Em Foco

O ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar Rodrigues recebeu R$ 253.452,70 em diárias nos dois anos (2007-2008) em que comandou o órgão responsável pela fiscalização de recursos públicos na administração federal. Os gastos do ex-presidente são quase seis vezes superiores aos registrados por seu antecessor, o ex-ministro Adylson Motta. Durante os 20 meses em que dirigiu o TCU, Adylson recebeu R$ 44.228,40 para custear despesas em viagens nacionais e internacionais.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco com base em informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). No período em que presidiu o TCU, Walton Rodrigues recebeu, em média, R$ 10.560,52 por mês em diárias. Adylson Motta teve média mensal de R$ 2.211,42. No cargo há cinco meses, o atual presidente, Ubiratan Aguiar, recebeu este ano R$ 4.992,00, média mensal de R$ 998,40.

No ano passado, Walton recebeu mais da metade (54,6%) do total distribuído entre os nove ministros do TCU no período. Foram R$ 158.430,70 dos R$ 289.930,67 pagos pelo órgão. Cinco meses após ter deixado a presidência do tribunal, Walton ainda lidera as despesas com diárias entre seus colegas. O ex-presidente recebeu R$ 21.025,00 dos R$ 68.385,25 repassados este ano em diárias ao colegiado.

Continua no Congresso Em Foco

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Advogado de Roberto Jefferson vai pedir acareação de Márcio Thomaz Bastos e Aldo Rebelo

Publicado por Pax em 28/05/2009

Elaine Patrícia Cruz e Bruno Bocchini – Repórteres da Agência Brasil

São Paulo – O advogado do ex-deputado Roberto Jefferson, Luiz Francisco Barbosa, disse hoje (27) que dará entrada amanhã (28), no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de acareação entre o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

De acordo com Barbosa, Bastos e Rebelo – ambos testemunhas de defesa do ex-ministro José Dirceu no processo do mensalão – teriam entrado em contradição hoje (27), em seus depoimentos prestados à Justiça Federal em São Paulo.

Segundo o advogado de Jefferson, Bastos teria afirmado que acreditava que o governo federal havia realizado uma investigação formal sobre as supostas denúncias de pagamento de propinas a deputados em troca de apoio a iniciativas do governo no Congresso, esquema que ficou conhecido como mensalão. De acordo Barbosa, Aldo apresentou uma versão diferente; teria dito em seu depoimento que a investigação foi informal.

“O ponto da acareação é esse: se foi formal a apuração que se diz que foi feita. E a quem incumbia [a apuração]. Isso, no âmbito do governo”, disse o advogado de Jefferson.

Para o advogado de José Dirceu, José Luís Oliveira Lima, a diferença de posicionamento entre Aldo e Bastos não tem relevância para a apuração dos fatos. “O fato é que teve a investigação e que foi feita da maneira que teve resultado. E é isso que importa. Eu acho que querer tirar a credibilidade de dois homens públicos com o passado e o presente de Aldo Rebelo e do ministro Márcio Thomaz Bastos é, no mínimo, faltar com o respeito”, disse Lima.

Edição: Antonio Arrais

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CPI da Petrobras: Renan volta a dar as cartas no Congresso

Publicado por Pax em 28/05/2009

Próximos passos na Comissão Parlamentar dependem de acordos do governo e da oposição com o político peemedebista, que restabelece poder depois de escapar de processos de cassação de mandato

Luiz Carlos AzedoCorreio Brasiliense

Renan Calheiros mais uma vez dá as cartas no Senado, gostem ou não os desafetos. Depois de escapar pelo voto secreto de dois processos de cassação de mandato — um antes e outro depois de renunciar à presidência do Senado —, amargou um ano de ostracismo político e voltou a ser o parlamentar mais importante da República. O futuro da CPI da Petrobras, que será instalada na próxima terça-feira, depende dos acordos do governo e da oposição com Renan. De igual maneira, todas as votações importantes para o governo na Casa também passarão por negociações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o líder do PMDB, sem intermediários. Foi esse o recado que mandou durante negociações para a formação da CPI.

Não foi por acaso que Renan indicou os nomes do PMDB que comporão a comissão 15 minutos antes do prazo se esgotar, na terça-feira. Esperou pacientemente que o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), fizesse primeiro as suas indicações. O peemedebista havia vetado a autoindicação de Mercadante e pretendia fazer uma retaliação caso o líder do PT resolvesse entrar na comissão. Provavelmente, fechar o acordo com a oposição, entregando a presidência da CPI para o senador ACM Junior (DEM-BA), como estava negociando até ser chamado ao Planalto pelo presidente Lula. De igual maneira, esperou a indicação da líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), na cota de representantes do PT, para só então indicar o senador Romero Jucá (PMDB-AP) pela bancada do PMDB. Ideli é o nome para presidir a CPI, mas não será surpresa se surgir outro senador com apoio da maioria dos parlamentares governistas. Os oposicionistas estão fora de cogitação, mas ainda podem influir na eleição.

O episódio serve de exemplo para uma das habilidades de Renan que vem lhe salvando a pele desde quando era líder do ex-presidente Collor de Mello e aderiu à campanha do impeachment: jogar com o tempo e a paciência dos adversários. Jucá foi anunciado por Mercadante como o futuro relator da CPI, pois seria o nome de preferência do presidente Lula. Renan não gostou de ser atropelado, vetou a presença de Mercadante na comissão e somente não deixou Jucá de fora de sua lista de indicações porque seria uma afronta ao governo.

A relatoria é outra história. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), pediu a Renan que indicasse o senador Paulo Duque (PMDB-RJ), veterano político fluminense, que foi o relator da CPI da Matança dos Mendigos, na década de 1960, no governo de Carlos Lacerda, na antiga Guanabara. Mantém invejável forma física aos 85 anos. O líder do PMDB usa o pedido de Cabral para manter o suspense sobre a relatoria até o dia da instalação da comissão. Novamente joga com o tempo e deixa Jucá à beira de um ataque de nervos. Roraima não tem plataforma de petróleo, mas o que não falta são terras para furar um poço.

Vácuo
Renan ocupou o vácuo político criado em torno do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por causa da onda de denúncias contra a administração da Casa e da falta de paciência do ex-presidente da República para administrar novos conflitos. Como administrou cinco comissões parlamentares de inquérito quando foi presidente do Senado, sabe como a banda toca e tem compromisso com a reeleição dos senadores do PMDB e, em alguns casos, de suas candidaturas a governador de estado. Vem daí, principalmente, a tensão com a bancada do PT, que controla a diretoria da Petrobras e teme um novo escândalo capaz de abalar a imagem do partido às vésperas da sucessão de 2010.


Os sinais trocados

Da Redação

Na contramão das declarações de sindicalistas, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que uma CPI sobre a estatal não prejudicará os planos para a exploração de pré-sal. “Nossa proposta já foi estabelecida e é de longo prazo. Não são planos para amanhã. Não haverá nenhum tipo de interrupção nos nossos trabalhos com o pré-sal”, disse Estrella, em audiência na Câmara dos Deputados.

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, discordou. Para ele, a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras poderá prejudicar o setor. “A CPI poderá levar a uma paralisação das licitações em curso e atravancar o desenvolvimento de geração de emprego e renda”, disse Rocha também em audiência na Câmara.

Continua no Correio Brasiliense

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A farra de 42 senadores com o dinheiro público

Publicado por Pax em 28/05/2009

A Mesa Diretora do Senado decidiu confirmar hoje (28) o pagamento do auxílio-moradia a 42 senadores, que, desde 2002, recebiam irregularmente o benefício no valor de R$ 3,8 mil, por um erro administrativo da Casa.

Antonio Cruz/ABr

Brasília - O presidente do Senado, José Sarney, participa de reunião da Mesa Diretora
Brasília – O presidente do Senado, José Sarney, participa de reunião da Mesa Diretora

Senado confirma pagamento de auxílio-moradia a 42 parlamentares

Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Mesa Diretora do Senado decidiu confirmar hoje (28) o pagamento do auxílio-moradia a 42 senadores, que, desde 2002, recebiam irregularmente o benefício no valor de R$ 3,8 mil, por um erro administrativo da Casa. Um ato administrativo editado naquele ano extinguiu o pagamento do auxílio aos parlamentares. Além disso, três parlamentares que usavam imóvel funcional e recebiam o benefício indevidamente vão ter que devolver o dinheiro, inclusive o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O 3º secretário, Mão Santa (PMDB-PI), classificou a extinção do auxílio-moradia de “um lapso da administração do Senado”. Caso o pagamento a esses parlamentares não fosse ratificado pela Mesa Diretora, os senadores teriam que devolver aos cofres do Senado tudo que receberam desde 2002, referente ao auxílio-moradia.

Outro caso analisado pelos senadores da Mesa Diretora foi o recebimento do auxílio-moradia por três senadores que ocupam imóvel funcional: o presidente da Casa, José Sarney, e os senadores Gilberto Goelner (DEM-MT) e João Pedro (PT-AM). Sarney informou que já determinou a devolução do dinheiro e pediu desculpas por ter informado, ontem (27), que nunca teria recebido auxílio-moradia.

A 2º vice-presidente, Serys Slhessarenko (PT-MT), disse que os três parlamentares devolverão os recursos aos cofres do Senado. Essa devolução deverá ocorrer em parcelas descontadas na folha de pagamento.

A Mesa também decidiu ouvir os ex-diretores do Senado, Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zobhbi (Recursos Humanos) sobre supostas participações em irregularidades administrativas praticadas durante suas gestões. Caberá ao primeiro vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), ouvir os ex-diretores.

Outros representantes da Mesa Diretora poderão ser convidados, bem como líderes partidários. Perillo informou, entretanto, que não se trata de uma acareação entre os ex-diretores.

Matéria alterada para acréscimo de informações. Edição: Talita Cavalcante

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MPF/MG instaura inquérito civil público para investigar obras da BR-135

Publicado por Pax em 28/05/2009

Obras foram licitadas no valor de R$ 500 milhões

Do site da Procuradoria Geral da República – Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) em Montes Claros (MG) instaurou inquérito civil público para acompanhar as recém-iniciadas obras de recuperação integral da BR-135, licitadas no valor de meio bilhão de reais.

Segundo informações do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), as obras serão feitas em 300 quilômetros da rodovia, no trecho que vai do entroncamento com a BR-040, próximo à cidade de Curvelo, até a ponte sobre o Córrego das Pedras, no Km 572, já no município de Montes Claros. Ainda segundo o DNIT, o empreendimento incluirá a retirada de toda a base asfáltica hoje existente, substituindo-a por nova pavimentação, bem como a construção de acostamentos, alargamento de 24 pontes, melhoria do acesso às cidades, entre outras medidas.

O que gerou preocupação ao MPF foi o fato de o edital de concorrência para as obras contemplar o refazimento integral da rodovia, deflagrando-se um empreendimento do marco zero, como se se tratasse da construção de uma nova rodovia. “Desde o ano de 2004, várias obras de recuperação da BR-135 vêm sendo realizadas, e não apenas com o objetivo de tapar buracos. Determinados pontos desse trecho foram, na verdade, inteiramente refeitos, com a retirada da base asfáltica e o refazimento tópico da pista em certos locais. Em consequência, a melhoria das condições de trafegabilidade foi atestada inclusive pelo próprio DNIT, pela Polícia Rodoviária Federal e pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil no curso dos procedimentos que instauramos ao longo dos anos”, afirma o procurador da República André de Vasconcelos Dias. “Portanto, é preciso esclarecer se realmente existe necessidade de refazimento integral da BR-135 no segmento indicado, desconsiderando-se as obras realizadas ao longo dos últimos anos para refazimento de trechos da rodovia”.

Continua no site da PGR

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PF prende 3 e busca 136 por crimes de fraude na internet

Publicado por Pax em 28/05/2009

Além dos 120 mandados de prisão preventiva, agentes da PF cumprem outros 19 mandados de prisão temporária

Solange Spigliatti, Central de Notícias – Estadão

SÃO PAULO – Policiais federais prenderam 50 pessoas em Brasília e Minas Gerais na manhã desta quinta-feira, 28. Elas são acusadas de praticar crimes pela internet; dos 50 presos, 11 foram detidos em Brasília e 3 em Minas. Os agentes da PF cumprem 120 mandados de prisão preventiva na Operação Trilha, que mobiliza quase 700 policiais federais em 12 Estados. Além dos mandados de prisão preventiva, os agentes da PF cumprem 19 mandados de prisão temporária e 136 mandados de busca e apreensão.

A Operação Trilha acontece nos Estados de Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Goiás e no Distrito Federal.

Os três presos foram encaminhados para o sistema prisional em Minas Gerais, aguardando decisão do juízo competente. Na operação foram apreendido HDs e mídias, que estão sendo encaminhadas para a coordenação geral da operação em Brasília.

Continua no Estadão

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MPF/MG ajuíza mais duas ações de improbidade contra integrantes da máfia das sanguessugas

Publicado por Pax em 28/05/2009

Do site do Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

São réus, desta vez, Renato Fraga Valentim, Samuel Gomes da Silva e o espólio de Izalpino Carlos de Oliveira, além das empresas Cardoso e Cia. Ltda e Valadares Diesel Ltda

O Ministério Público Federal (MPF) em Governador Valadares (MG) ajuizou mais duas ações de improbidade administrativa contra integrantes da máfia das sanguessugas. São réus, desta vez, Renato Fraga Valentim, Samuel Gomes da Silva e o espólio de Izalpino Carlos de Oliveira, além das empresas Cardoso e Cia. Ltda e Valadares Diesel Ltda.

As duas ações versam sobre condutas praticadas no contexto do notório esquema em que verbas federais destinadas à compra de ambulâncias eram desviadas por meio de fraude à licitação. Segundo o MPF, na cidade de Governador Valadares, a máfia das sanguessugas estabeleceu parceria com a direção da Beneficência Social Bom Samaritano (BSBS). Esse envolvimento teria sido relatado em detalhes pelos principais líderes do esquema criminoso, os empresários Ronildo Medeiros e Luis Antônio Trevisan. Eles contaram, em seus interrogatórios, que “o Hospital Bom Samaritano era destinatário frequente das emendas negociadas pela máfia das sanguessugas, porque a direção da entidade “facilitava” o direcionamento das licitações e o ataque aos cofres públicos.

Essas últimas ações tratam dos Convênios 469/99 e 1202/2002, ambos no valor de R$ 40 mil, cujos recursos originaram-se de emendas parlamentares de autoria do deputado federal Herculano Anghinetti.

Continua

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Senado paga verba com habitação de forma irregular

Publicado por Pax em 28/05/2009

Redação Terra Notícias

O Senado gastou cerca de R$ 11 milhões, nos últimos seis anos, com pagamentos irregulares de auxílio-moradia a senadores que não moram em apartamento funcional. O benefício tem sido autorizado mesmo após a anulação, em 2002, pela Mesa Diretora da Casa, do ato que previa o pagamento mensal para os congressistas custearem as despesas com habitação em Brasília. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Os senadores que optaram por não usar apartamento funcional ganham R$ 3.800 de auxílio-moradia. Segundo a direção do Senado, 42 senadores têm o benefício. Os demais ou vivem em apartamentos da Casa ou abriram mão da verba.

Desde 2003, os primeiros-secretários Romeu Tuma (PTB-SP), no cargo de 2003 a 2005, e Efraim Morais (DEM-PB), de 2005 a 2009, autorizaram o pagamento do benefício aos senadores. Segundo a Folha, o atual titular, Heráclito Fortes (DEM-PI), não liberou nenhum pagamento porque não houve pedido desde que assumiu o posto.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teria sido alertado sobre o problema pelo terceiro-secretário, Mão Santa (PMDB-PI). Sarney teria determinado, que fosse encontrada uma solução para validar os pagamentos feitos desde 2002.

Continua no Terra

Leia mais no Clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República – Fonte: Folha de São Paulo

Senadores recebem auxílio irregularmente

Mesmo ocupando apartamentos funcionais, 3 congressistas recebem R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês

ADRIANO CEOLIN
ANDREZA MATAIS

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Três senadores receberam auxílio-moradia de R$ 3.800 mesmo morando em apartamentos funcionais do Senado.
O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que mora em seu próprio imóvel, também recebeu o auxílio, mesmo tendo à disposição a residência oficial e fazendo uso dela.

A Folha teve acesso a uma lista sigilosa de senadores que ganham o auxílio-moradia. João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) receberam o benefício apesar de morarem em apartamentos funcionais cedidos pelo Senado, o que não é permitido pela legislação.

Depois de procurados pela reportagem, todos pediram o cancelamento do auxílio.

Anteontem, a Folha revelou que o Senado paga ilegalmente auxílio-moradia para 42 senadores. O ato que regulamentava o benefício foi revogado em dezembro de 2002.

Ainda que o instrumento legal valesse, os quatro senadores estariam em situação irregular, pois somente os congressistas sem imóvel funcional podem receber o benefício.

Continua

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TCU: irregularidades bilionárias na Petrobras

Publicado por Pax em 28/05/2009

Um gasoduto e uma plataforma, que tinham sido orçados em R$ 1,8 bi, têm custo efetivo chegando a R$ 3,6 bi

Petrobras usa aditivos e dobra valor de contratos, aponta TCU

Um gasoduto e uma plataforma, que tinham sido orçados em R$ 1,8 bi, têm custo efetivo chegando a R$ 3,6 bi

Christiane Samarco e Rodrigo Rangel

BRASÍLIA – Uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a Petrobras, protegida por um regulamento próprio, tem usado com frequência contratos turbinados por termos aditivos que elevam custos de obras e serviços da estatal. Mesmo quando não há aditivos, há estouros de orçamento de mais de 50% dos valores iniciais programados. É o que acontece com um gasoduto e uma plataforma, orçados em R$ 1,8 bilhão, cujo custo já chega a R$ 3,6 bilhões.

O aditivo é uma espécie de anexo ao contrato original. Pode ser usado para multiplicar os valores de obras e serviços e, assim, engordar os pagamentos às empreiteiras contratadas pela estatal, muitas delas sem licitação. Em apenas uma dessas obras, a construção e montagem do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, no Amazonas, dois contratos que somavam R$ 1 bilhão foram “aditivados” em mais R$ 612 milhões. Em outro projeto, destinado a modernizar o sistema de produção da refinaria de Duque de Caxias (RJ), ao longo dos 780 dias em que vigorou o contrato foram assinados 24 termos aditivos – praticamente um por mês.

O uso dos aditivos é apenas uma das irregularidades constatadas por auditores do TCU em cinco dos mais importantes e dispendiosos projetos da Petrobras. Os relatórios de auditoria que revelam os orçamentos dos projetos da estatal foram enviados ao Congresso pelo TCU. Depois de iniciadas as obras, os preços vão muito além daqueles previstos inicialmente pela Petrobras.

Além dos aditivos, as auditorias mostram casos concretos de superfaturamento. Num deles, serviços idênticos, numa mesma obra, tiveram diferença de preço de 2.000%.

Os aditivos ao projeto do gasoduto Urucu-Coari-Manaus foram incluídos em dois projetos da obra. Um deles refere-se a serviços de readaptação do gasoduto no trecho Urucu-Coari. O valor do adendo, nesse caso, foi de R$ 49,39 milhões. O aditivo que mais chama atenção, entretanto, integra o contrato de construção e montagem do gasoduto até Manaus, que fez o valor saltar de R$ 666,7 milhões inicialmente previstos para R$ 1,2 bilhão.

Continua no Estadão

Enviado em Camargo Corrêa, CPI da Petrobras, Gasoduto Cacimbas-Catu, Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, Iesa Óleo & Gás S/A, Operação Águas Profundas, Operação Castelo de Areia, Pandorama, Petrobras, Refinaria Abreu e Lima, Refinaria do Nordeste, Refinaria Duque de Caxias, Sinopec | 1 Comentário »

Parlamentar que causou acidente responde a seis ações no TRE

Publicado por Pax em 27/05/2009

Euclides Lucas GarciaGazeta do Povo

O deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB) – envolvido no acidente que deixou dois jovens mortos em Curitiba – responde a seis processos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Em três deles, a Polícia Federal (PF) determinou a instauração de inquérito para investigar eventuais irregularidades cometidas pelo parlamentar. Todos dizem respeito à campanha eleitoral que elegeu Carli Filho em 2007.

O pai do parlamentar e prefeito de Guarapuava, Fernando Ribas Carli (PP), também é investigado em dois inquéritos. Em um deles, é acusado de ceder servidores municipais, durante o horário de trabalho, para fazerem campanha para o filho. Além disso, os dois teriam feito propaganda irregular ao utilizarem símbolos e imagens alusivos à prefeitura e ao município de Guarapuava. O terceiro inquérito policial investiga o fato de Carli Filho ter dado calcário a agricultores, em troca de votos. Os três processos estão na Procuradoria Regional Eleitoral.

Continua na Gazeta do Povo

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Luiz Henrique, governador de SC: Processo está a uma semana do julgamento

Publicado por Pax em 27/05/2009

Processo está a uma semana do julgamento

Diário Catarinense

Ação contra Luiz Henrique poderá ser apreciada na terça-feira

Depois de 841 dias de espera, o processo de cassação contra o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) deve ir a julgamento na próxima terça-feira. Responsável pela relatoria no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Félix Fischer já encaminhou pedido para que o assunto seja colocado em pauta no início da próxima semana.

O julgamento somente será confirmado depois da publicação no Diário Oficial da Justiça, o que deve ocorrer em 48 horas. Os advogados de acusação, que representam a coligação Salve Santa Catarina, se preparam para desembarcar em Brasília no início da próxima semana e acompanhar o julgamento de perto.

– Agora vai. O elástico esticou ao máximo – afirma Gley Sagaz, advogado do candidato derrotado, Esperidião Amin.

Luiz Henrique é acusado pela coligação de abuso de poder econômico e político por supostamente ter feito propagandas sobre o governo em rádios e TVs para obter vantagens nas eleições de 2006. Responsável pelo caso no TSE, o ministro Fischer analisa o processo desde abril de 2008, quando o primeiro julgamento foi anulado. Ontem, a assessoria de Fischer informou que o voto está pronto para ser apresentado na próxima terça-feira em plenário.

Análise deveria ocorrer no segundo semestre

Em Brasília, o advogado do governador, José Eduardo Alckmin, esperava que o julgamento ocorresse somente no segundo semestre. A previsão era de que o pedido de cassação contra o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, pudesse ser analisado primeiro. Diante da definição do ministro, o advogado faz questão de afirmar que está otimista. Alckmin lembra que Luiz Henrique se afastou do cargo seis meses antes das eleições.

– A iniciativa já demonstra que ele não tinha disposição de fazer uso do cargo nas eleições – reforça o advogado.

Ontem, o governador Luiz Henrique afirmou que sempre teve a convicção de que o seu adversário entrou com a ação para tentar desviá-lo da atenção ao governo.

Continua no Diário Catarinense

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