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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de 9 junho, 2009

Deputados do RS vão às ruas pedir assinaturas para CPI

Publicado por Pax em 09/06/2009

AE – via Correio Braziliense

Os deputados favoráveis à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o governo Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul vão coletar assinaturas da população a partir de amanhã para pressionar os demais parlamentares a aderirem à proposta. Para ser instalada, a CPI precisa de 19 assinaturas. O pedido conseguiu o apoio de 17 deputados desde 12 de maio, quando o PT começou a circular o documento. O parlamento gaúcho tem 55 deputados.

Além da coleta de assinaturas, os deputados vão entregar ao Ministério Público do Estado representação contra o secretário da Transparência e Probidade Administrativa, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, na qual pedem investigação sobre sua conduta. Entre os fatos citados para motivar o pedido, a representação afirma que o secretário atuou “de forma propositiva” para manter contrato que estaria ilegal – expirou no dia 3 de abril – no Detran-RS com empresa responsável pelo guincho de veículos. A empresa cobra do governo suposta dívida contestada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, que solicita inspeção no contrato.

continua…

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Impasse entre governo e oposição deve adiar CPI da Petrobras

Publicado por tgao em 09/06/2009

REUTERS via Estadão

BRASÍLIA - Governo e oposição não chegaram a um acordo e a instalação da CPI da Petrobras, marcada para quarta-feira no Senado, deve ser adiada mais uma vez.

O impasse nesta terça-feira se deu na CPI das ONGs (organizações não-governamentais) em que a oposição manteve o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, como relator. O governo pretendia retomar o posto.

“A tendência é que, não havendo colaboração em resolver o problema aqui (na CPI das ONGs) fica difícil se instalar a CPI da Petrobras”, disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo.

Governistas alegam que detêm a vaga da relatoria, ocupada por Inácio Arruda (PCdoB-CE) até ser deslocado para a CPI da Petrobras. Em seguida, agindo rápido, o presidente da CPI das ONGs, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), indicou Virgílio.

“Se o governo tem o comando da CPI da Petrobras e não divide, qual é a diferença de a gente fazer o mesmo aqui na CPI da ONGs?”, questionou Heráclito, que manteve Virgílio na relatoria.

continua… Estadão

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Só a rainha da motoserra desmatou 16 mil hectares em MT

Publicado por Pax em 09/06/2009

A proprietária Rosane Sorge Xavier desmatou 16 mil hectares no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). “Deve ser a rainha da motosserra”, brincou Minc.

Governo entra com 75 novas ações na Justiça contra desmatadores da Amazônia

Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil

Marcello Casal Jr./ABr

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala sobre o desmatamento na Amazônia
Brasília – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala sobre o desmatamento na Amazônia

Brasília – O Ministério do Meio Ambiente vai ajuizar 75 novas ações contra desmatadores e madeireiros ilegais da Amazônia, responsáveis pelo desmate de 80 mil hectares de floresta e pelo comércio ilegal de mais de 58 mil metros cúbicos (m³) de madeira, o equivalente a três mil caminhões. Das 75 ações, 74 são contra pessoas físicas e empresas de Mato Grosso, e uma do Pará.

Segundo o ministro Carlos Minc, a concentração de ações em Mato Grosso não é uma “perseguição” ao governador do estado, Blairo Maggi, com quem já divergiu publicamente sobre dados do desmatamento. “Não tem nada a ver com perseguição ao Maggi. Até já fizemos as pazes ,e Mato Grosso nem é o campeão de desmatamento. Foi apenas uma concentração técnica”, afirmou. Pará e Rondônia serão os próximos estados a receber a varredura nos processos.

As ações não atingem necessariamente os maiores desmatadores, mas os processos que estavam mais completos, com mais elementos de prova contra supostos crimes ambientais. “Procuramos não ajuizar ações sem provas consistentes. Esses são os processos com mais detalhamento, os mais constituídos entre os sete mil que tramitam somente em Mato Grosso”, detalhou a procuradora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Andrea Vulcanis.

Em outubro de 2008, o governo ajuizou 104 ações contra 81 desmatadores da Amazônia. Até agora, não há balanço do andamento dos processos na Justiça. “Já combinei com o ministro Toffoli e daqui a três meses vamos apresentar um balanço do que aconteceu com aquelas 100 ações e com essas 75 de hoje”, prometeu Minc.

O ministro disse que espera mais colaboração da Justiça na análise dos processos e defendeu a parceria entre procuradores da área ambiental, juízes e promotores. “A impunidade é a mãe do desmatamento. Precisamos de varas ambientais na Justiça para que os crimes ambientais não fiquem embaixo de uma pilha de outros processos. O crime continua porque a impunidade continua.”

A lista de desmatadores é encabeçada pela proprietária Rosane Sorge Xavier, que desmatou 16 mil hectares no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). “Deve ser a rainha da motosserra”, brincou Minc. Em seguida, estão João Ismael Vicentini, que derrubou 7,2 mil hectares de floresta m Feliz Natal e Mário Quirino da Silveira, que desmatou 5,3 mil hectare em São Félix do Xingu (MT).

Entre os denunciados por comércio ilegal de madeira, o primeiro lugar da lista é a empresa Lagoa das Conchas Agrofloresta Ltda, responsável por mais de 13 mil m³ de madeira, seguida por Célio José de Paula, que vendeu 12 mil m³ de madeira sem licença e a madeireira Barazetti e Barazzeti Ltda, também autuada por ter em depósito e vender cerca de 12 mil m³ de madeira sem autorização.

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Justiça determina interdição de dois presídios capixabas

Publicado por Pax em 09/06/2009

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

Divulgação CNJ

Vitória (ES) - Juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante inspeção a unidade prisional no Espírito Santo
Vitória (ES) – Juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante inspeção a unidade prisional no Espírito Santo

Brasília – O presídio de Jardim América, em Cariacica, e a cadeia de Novo Horizonte, na Serra, que protagonizaram recentes denúncias de graves violações aos Direitos Humanos, foram interditados pelos juízes das Varas de Execuções Penais do Poder Judiciário do Espírito Santo. Em decisão tomada na noite de ontem (8), os magistrados proibiram a inclusão de qualquer preso, seja provisório ou condenado, nas instalações das duas unidades e determinaram à Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social a imediata desocupação dos locais .

As cadeias deverão permanecer apenas com a quantidade de presos equivalente à capacidade máxima projetada para cada uma delas. Em Novo Horizonte, as celas de alvenaria com capacidade para 28 presos abrigavam 313 presos na última sexta-feira. As celas metálicas (contêineres), com capacidade para 140 internos, contavam com 302. Em Jardim América, a capacidade é para 32 presos, mas atualmente estão detidos 227.

Na justificativa para a interdição das unidades, os juízes capixabas afirmam que a superlotação ” favorece a ocorrência de rebeliões e fugas, além de criar situação desumana e insustentável”. A interdição resguardaria a integridade física e a vida dos internos em virtude do estágio “crítico” de precariedade dos presídios.

Outra unidade prisional capixaba, a Casa de Custódia de Viana (Cascuvi), na região metropolitana da capital Vitória, encontra-se interditada desde o dia 25 de maio. A decisão foi tomada pela Justiça estadual, com base nos relatos feitos pelos juízes auxiliares da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Erivaldo Ribeiro dos Santos e Paulo Tamburini, que vistoriaram o presídio.

Na tarde de hoje (9), será divulgado pelo CNJ o relatório final da inspeção realizada pelo órgão no mês passado nos presídios capixabas. O documenta detalha as condições degradantes às quais se submetem muitos presos do Espírito Santo.

Um mutirão carcerário está em curso no estado e amanhã (10) o governo estadual assinará um termo de compromisso com o CNJ, que prevê a criação de mais de 2.000 vagas no sistema prisional até o fim deste ano e prazo imediato para a higienização das unidades prisionais. .

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MPF denuncia ex-prefeita por desvio de verba em AL

Publicado por Pax em 09/06/2009

RICARDO RODRIGUES - Agencia Estado

MACEIÓ - O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) denunciou hoje a ex-prefeita de Rio Largo, Vânia Paiva (PMDB), por desvio de verbas públicas federais destinadas ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no período 2005 a 2008, quando foram repassados ao município mais de R$ 2 milhões. Além dela, também foram denunciados e deverão responder a ação penal da Justiça Federal o ex-secretário de Finanças do município, Sérgio Ricardo Scavuzzi de Carvalho (marido da ex-prefeita), a ex-secretária Municipal de Educação, Edlene Martins de Miranda, o ex-presidente da Comissão de Licitação, Glauco Lízias Correia Pereira, e a ex-procuradora-chefe do município, Wedja Lima dos Santos.

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Operação prende 41 pessoas suspeitas de envolvimento com milícias no Rio

Publicado por Pax em 09/06/2009

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Policiais civis e militares prenderam 41 pessoas na manhã de hoje (9), numa operação que buscava 66 envolvidos na milícia que atua na Zona Oeste da cidade do Rio Janeiro. Entre os presos estão 16 policiais militares e três policiais civis. Entre os procurados, há 24 policiais militares, seis policiais civis, um bombeiro e um agente penitenciário. A operação deve se estender no período da tarde, segundo a assessoria da Polícia Civil.

Batizada de Têmis – deusa grega guardiã dos juramentos dos homens e da lei –, a ação conta com cerca de 250 policiais civis de 16 delegacias distritais e de seis especializadas, além de 190 policiais militares. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, esta é a maior operação conjunta para desarticular a milícia da Zona Oeste, chefiada pelo ex-policial militar, Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman.

Desde 2007, quando a polícia iniciou o combate às milícias no Rio de Janeiro, já foram presas cerca de duzentas pessoas, sem contar o saldo desta terça-feira.

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PF e Anvisa fazem operação contra comércio ilegal de medicamentos pela internet

Publicado por Pax em 09/06/2009

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizam hoje (9) a Operação Virtua Pharma, para coibir o comércio ilegal de medicamentos pela internet. Estão sendo cumpridos 36 mandados de busca e apreensão na Bahia, no Ceará, em Minas Gerais, no Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.

Segundo informações da PF, remédios para emagrecer, de disfunção erétil e abortivos eram comercializados por meio de páginas de relacionamento, sites próprios e fóruns de discussão.

Os suspeitos de envolvimento no esquema podem responder por contrabando e crime contra a saúde pública.

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A eterna roubalheira nas obras para os nordestinos

Publicado por Pax em 09/06/2009

Obra do PAC chamada Canal do Sertão, que levaria água para nordestinos, parada por  superfaturamento, sobrepreço, jogo de planilhas e aditivos ilegais.

Parada por irregularidades, obra de irrigação no nordeste está atrasada

Lúcio Vaz – Correio Braziliense

Delmiro Gouveia (AL) — Maria José Azarias, 33 anos, mãe de oito filhos, tem “fé em Deus” que o Canal do Sertão vai chegar às suas terras. Trata-se da maior obra da região de Xingó, que reúne os sertões de Alagoas, Sergipe, Bahia e Pernambuco. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 593 milhões no empreendimento até 2010. Mas os trabalhos estão atrasados. O projeto recebeu escassos recursos de 2003 a 2005. Nos últimos três anos, foram liberados R$ 96 milhões e construídos apenas 28,5km de canais. O plano era entregar 97,5km até o fim do governo Lula. O pior de tudo é que a construção está parada desde janeiro. Auditoria do Tribunal de Contas da União apontou irregularidades graves na obra, como superfaturamento, sobrepreço, jogo de planilhas, aditivos ilegais. A empreiteira Queiroz Galvão apresentou garantia de R$ 66 milhões para continuar os serviços, mas depois aceitou readequar o projeto e repactuar os preços.

Maria José não sabe nada disso. Moradora do município de Delmiro Gouveia, a 290km de Maceió, ela sabe apenas o que lhe disseram: o tal canal vai passar “no fundo das terras”. Cada agricultor vai “pegar três tarefas (cerca de um hectare)”. Enquanto a irrigação não chega, ela mantém os filhos como diarista, mas não tem trabalho todo dia. “O dia de serviço é R$ 12. Às vezes, a gente consegue arrumar R$ 40 (por mês). Outras vezes, não arruma serviço, porque as pessoas são fracas de condições e não podem pagar direto (em dinheiro). E, se a gente trabalhar só pros outros, não cuida da roça”, diz. O que ajuda mesmo é o Bolsa Família: “Recebo R$ 82 por mês”. Dá para todos comerem? “Dá, é uma boa ajuda”, responde, resignada. E segue trabalhando a sua roça. Ela planta feijão de corda, milho e abóbora.

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Governo estadual tenta retomar obra do Canal do Sertão com redução dos valores

Lúcio Vaz – Correio Braziliense

O Canal do Sertão Alagoano estava tomado por fraudes, segundo apontou auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovada no ano passado. Foi constatado superfaturamento decorrente de inconsistências no edital e no contrato, sobrepreço decorrente de jogo de planilha, acréscimos ao valor contratual superiores ao limite legal, preços acima do mercado e superfaturamento decorrente de serviços com preços unitários superiores aos de mercado. Após cinco meses de paralisação, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela, anunciou na última quinta-feira a retomada da obra, após readequação do projeto, com a adoção dos preços apontados pelo TCU.

O diretor do Núcleo de Coordenação e Planejamento do Canal do Sertão, Ricardo Aragão, da Secretaria de Infraestrutura de Alagoas, explica por que a construção parou: “A obra foi paralisada porque há uma decisão do governador de que nada seja feito em desacordo com o governo federal e descumprindo orientação do TCU. O tribunal apontou indícios de irregularidades, como sobrepreço. Mas a análise foi muito superficial, estabelecendo comparativos com outras obras. Não se pode falar em sobrepreço sistêmico”.

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Arquivada representação contra juiz De Sanctis

Publicado por Pax em 09/06/2009

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO – O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, rejeitou recurso administrativo do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) e confirmou arquivamento de reclamação disciplinar contra o juiz da 6ª Vara Federal Criminal, Fausto Martin De Sanctis. O magistrado, da Operação Satiagraha, teria autorizado o delegado federal Protógenes Queiroz a receber senhas de acesso ao cadastro e histórico de ligações de todos os assinantes das companhias telefônicas, alvos ou não da investigação.

A petição de Jungmann foi protocolada em 10 de outubro, dois dias após vencido o prazo regimental do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dipp destacou que o recurso foi interposto na vigência do regimento interno do CNJ, que estabelecia prazo de 10 dias. Jungmann tomou ciência do arquivamento da reclamação em 26 de setembro.

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Desmoralização: Servidora que tentou subornar policiais já está solta

Publicado por tgao em 09/06/2009

Correio Braziliense via clipping Radiobrás de hoje

Ana Maria de Almeida Gomes Fontes, servidora do Senado presa após oferecer R$ 600 a PMs numa blitz de trânsito, é solta a mando da Justiça. Ela responderá ao processo por corrupção ativa em liberdade. (págs. 1 e 29)

leia mais no site da Polícia Militar do Distrito Federal

Correio Braziliense – 08JUN09 – Cidades

MAU EXEMPLO / Servidora oferece propina e é presa
De acordo com a polícia, analista do Senado, de 50 anos, prometeu dar R$ 600 a dois PMs para não ter o carro apreendido em uma blitz no Lago Norte. Pena para o crime varia de dois a 12 anos de cadeia

Da Redação
Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press

O Citroën C3 dirigido por Ana Maria Gomes: dívida em multas e impostos soma R$ 4,2 mil

O PM Antônio José (e) e o delegado Laercio Alves: Justiça vai decidir se concede liberdade às duas acusadas

Uma servidora de carreira do Senado Federal foi presa na tarde de ontem sob a acusação de tentar subornar policiais militares após abordagem em uma blitz na DF-005, próxima ao Varjão. A servidora acumulava uma dívida de R$ 4.262,59 em multas e impostos atrasados de seu veículo, um Citroën C3. Para não ter o carro apreendido, Ana Maria de Almeida Gomes, 50 anos, e uma amiga teriam oferecido dinheiro aos policiais, que fizeram o flagrante. As duas foram presas pelo crime de corrupção ativa, cuja pena vai de dois a 12 anos de prisão, mais pagamento de multa. Até as 20h de ontem, elas aguardavam uma viatura que as levaria ao Presídio Feminino do DF. Segundo o delegado Laercio de Carvalho Alves, o crime de suborno, quando a uma autoridade policial, é inafiançável. De acordo com a polícia, Ana Maria é analista legislativo e servidora do Senado há 28 anos. Segundo consta no documento do veículo apreendido, ela mora em um apartamento na 104 Norte. Ana Maria estava acompanhada da amiga Shirley Oliveira Souza, 27 anos, quando foi parada em uma blitz, próximo à entrada do Varjão. “Decidimos abordá-la porque estava sem o cinto de segurança”, contou o soldado Jesse Santana de Oliveira, o primeiro policial a receber a suposta proposta de suborno. Segundo ele, o dinheiro teria sido oferecido logo após ele ter informado a motorista que o sistema da PM apontava débitos referentes a seu veículo, em uma quantia superior a R$ 4 mil. Levantamento feito pelo Correio no site do Departamento de Trânsito (Detran) revela que, só em multas, são 18 registros, somando R$ 2.873,06. O carro também está com duas parcelas em atraso do seguro obrigatório (Dpvat), totalizando R$ 178,74, além dos licenciamentos de 2008 e 2009, no valor total de R$ 93,21. A servidora também não havia pago o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) deste ano, no valor de R$ 1.117,58. Segundo relataram os policiais militares, após ser informada de que teria seu carro guinchado ao depósito do Detran, a servidora do Senado teria oferecido R$ 200 ao soldado Jesse. Ele não aceitou e chamou seu superior na operação, o soldado Antônio José de Oliveira. Ana Maria teria então oferecido a mesma quantia em dinheiro ao cabo. “Eu perguntei para ela se era mesmo aquilo que ela tinha em mente para conseguir a liberação. Foi quando ela aumentou a proposta. Disse que daria R$ 300 para cada um”, detalhou o cabo Antônio José. Eles simularam aceitar a proposta para poder ter em mãos as provas do suborno. Para não levantar pistas, os quatro entraram no carro da servidora do Senado, por volta das 15h50. O destino foi uma agência bancária localizada no Shopping Deck Norte, no Lago Norte. “Mas não deu certo, pois o sistema estava fora do ar”, detalhou o soldado Jesse. Segundo os policiais, a servidora ainda tentou sacar o dinheiro em um caixa eletrônico 24h, mas ele também estava fora do ar. Eles ainda tentaram sacar dinheiro em outro caixa, no hipermercado Pão de Açúcar, também no Lago Norte, mas novamente não conseguiram. “Foi quando ela disse que a colega (a auxiliar de cozinha Shirley) tinha dinheiro guardado em casa”, descreveu o policial.
Prova
Shirley mora no Conjunto C da Quadra 08 do Varjão. Na casa, pegou R$ 200, que foram entregues à amiga Ana Maria. “Era o que precisávamos para constituir a prova do crime”, explicou o cabo Antônio José. Toda a ação, desde o início da abordagem até a entrega do dinheiro, durou pouco mais de 40 minutos. Ana Maria e Shirley foram indiciadas como autora e coautora, respectivamente, de crime de corrupção ativa. A servidora do Senado, segundo informação da Polícia Civil, já havia sido indiciada pelo crime de furto em 2002. A ocorrência teria sido registrada na 3ª DP, que cobre a área do Cruzeiro. Shirley não tinha antecedentes criminais. De acordo com o delegado plantonista da 9ª DP (Lago Norte) Laercio de Carvalho Alves, as duas iriam ser levadas para o presídio feminino ainda ontem, onde devem ficar à disposição da Justiça. Ele explicou que comunicará hoje à Justiça a prisão das duas. “Depois disso, a Justiça só tem duas opções: ou processa as duas com elas ainda presas ou concede a soltura para que respondam ao processo em liberdade”, disse o delegado. A reportagem tentou ouvir Ana Maria e Shirley, mas segundo uma agente da 9ª DP, as duas disseram que não falariam à imprensa. Até o fechamento desta edição, nenhuma das acusadas havia apresentado um advogado de defesa.



Eu perguntei para ela se era mesmo aquilo que ela tinha em mente para conseguir a liberação. Foi quando ela aumentou a proposta. Disse que daria R$ 300 para cada um

Antônio José, cabo da PM que foi alvo da tentativa de corrupção



As dívidas
18 multas – R$ 2.873,06
Licenciamento 2008 e 2009 – R$ 93,21
DPVat 2008 e 2009 – R$ 178,74
IPVA 2009 – R$ 1.117,58
Total – R$ 4.262,59



O que diz a lei
A corrupção ativa, também conhecida como suborno, é prevista no Artigo 333 do Código Penal Brasileiro. O crime existe quando é comprovado o ato de oferecer ou prometer vantagem a funcionário público, com a intenção de fazê-lo praticar, omitir ou retardar “ato de ofício”, afetando a moralidade da administração pública. A pena varia de dois a 12 anos de cadeia, podendo ser aumentada em um terço caso o corrompido execute a tarefa pela qual recebeu o suborno.

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Lula deve ignorar pressão e vetar um só artigo da MP da Amazônia

Publicado por tgao em 09/06/2009

Apesar da cobrança de ambientalistas, PT e PSDB, deve cair apenas a regularização de áreas das empresas

João Domingos – Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tende a ignorar os apelos do PT, dos tucanos e dos ambientalistas para que vete artigos tidos como nocivos ao meio ambiente da medida provisória que permite a regularização de posses de até 1,5 mil hectares na Amazônia. De acordo com informações do Palácio do Planalto, a maior probabilidade é de veto apenas ao artigo que permite a regularização das terras ocupadas por empresas.

link Entenda a polêmica envolvendo o ministro do Meio Ambiente

“A MP está bem do jeito que foi aprovada. Meu único questionamento é sobre a parte que permite a legalização de terras de pessoas jurídicas”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que considera o projeto “muito bom” e, por isso, acha que deve ser mantido. Afirmou que pedirá três vetos, embora não possa garantir que o presidente os fará. Ele quer que saia do texto a parte relativa às empresas, a que reduz o prazo para a concessão do título definitivo de 10 para três anos e a que permite a concessão da posse a quem não mora no município.

A Casa Civil informou que Lula tem prazo até o dia 25 para sancionar a lei integralmente ou com vetos. Antes, todo o texto da medida passará pelo crivo da subchefia jurídica do órgão, quando haverá decisão sobre a necessidade de algum veto.

De acordo com o Meio Ambiente, o texto final aprovado pelo Congresso foi amplamente negociado pela liderança do governo com todos os partidos da base aliada. Coube ao deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA) costurar o acordo até o momento da votação. As emendas apresentadas pelo PPS – em particular pelo deputado Moreira Mendes (RO), todas tidas como desvirtuadoras da ideia original da medida provisória – foram todas rejeitadas.

Mendes queria, por exemplo, que os ocupantes das terras pagassem apenas pelos 20% que podem ser legalmente desmatados em cada propriedade. Os 80% restantes, necessários para a reserva legal, sairiam de graça. O deputado argumentava que essa área não poderia ser cobrada porque o proprietário não teria o usufruto dela para a produção.

RESISTÊNCIA

Durante a votação da medida provisória na Câmara, o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), informou que o texto era fruto de acordo – até mesmo a parte que permite a regularização das terras ocupadas por empresas. No Senado, porém, o PT, sob o comando da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, resolveu protestar. Em carta a Lula, o PT argumentou que a MP, como foi aprovada pelo Congresso, representou a “legalização da grilagem”.

Na carta, Marina e o PT do Senado pediram o veto à parte que permite a posse a quem não mora no município ou que tem outra propriedade.

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PSDB ameaça trancar votações do Senado em protesto à manobra para tirar Virgílio de CPI

Publicado por Pax em 09/06/2009

FolhaNews via Correio Braziliense

O PSDB vai obstruir as votações no plenário do Congresso Nacional nesta terça-feira em represália à decisão da base aliada governista de tentar retirar o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) da relatoria da CPI das ONGs. Na obstrução, os partidos dificultam a votação de matérias usando estratégias previstas pelo regimento do Congresso para tentar impedir a análise das matérias.

O líder da minoria no Congresso, Otavio Leite (PSDB-RJ), disse que a oposição não vai aceitar que o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) retorne à relatoria da CPI. “Enquanto o governo não recuar da tentativa de destituir o senador Arthur Virgilio, não vamos aprovar nada. O senador Virgílio foi aprovado legitimamente, não faz sentido destituí-lo”, afirmou Leite.

Virgílio foi designado relator da CPI das ONGs pelo presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), depois que Arruda se tornou suplente da CPI. O regimento do Senado não permite que um suplente ocupe cargos de comando nas comissões, por isso Arruda deixou automaticamente o cargo.

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Minc quer as pazes com Kátia Abreu

Publicado por Pax em 09/06/2009

“Se eu fiz as pazes com o governador Maggi [Blairo Maggi, de Mato Grosso], com o pessoal da soja e com o pessoal da cana, por que não posso fazer as pazes com a senadora Kátia Abreu, que é muito mais articulada e muito mais bonita?”

Foto: José Cruz/ABr

Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala à imprensa antes da   palestra sobre o desafio de incorporar a sustentabilidade socioambiental à dinâmica do novo ciclo de desenvolvimento, durante oficina promovida pela Fundação Perseu Abramo Brasília – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fala à imprensa antes da palestra sobre o desafio de incorporar a sustentabilidade socioambiental à dinâmica do novo ciclo de desenvolvimento, durante oficina promovida pela Fundação Perseu Abramo

Minc baixa o tom e diz que quer fazer as pazes com Kátia Abreu

Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, baixou o tom contra os ruralistas e voltou a afirmar hoje (8) que irá procurar a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), para buscar entendimento entre os interesses dos ambientalistas e dos produtores rurais em relação a mudanças na legislação ambiental.

Minc, que há duas semanas chamou os ruralistas de “vigaristas”, foi denunciado pela CNA na Comissão de Ética Pública da Presidência da República e na Procuradoria-Geral da República por crime de responsabilidade. “Não guardo ressentimento. Sou bom de fazer briga e bom de fazer as pazes”, afirmou.

“Se eu fiz as pazes com o governador Maggi [Blairo Maggi, de Mato Grosso], com o pessoal da soja e com o pessoal da cana, por que não posso fazer as pazes com a senadora Kátia Abreu, que é muito mais articulada e muito mais bonita?”, acrescentou.

O ministro disse que vai propor à senadora uma aliança entre o meio ambiente e o agronegócio, mas sem as facilidades acordadas com os agricultores familiares. “Não existirá aliança para o Brasil que não inclua também a grande produção. Tem que ter um tratamento diferenciado, mas isso não significa discriminação”, apontou Minc.

Entre as concessões para os agricultores familiares na mudança do Código Florestal, por exemplo, estão a soma da Área de Preservação Permanente (APP) e da reserva legal no cálculo da parte da propriedade a ser preservada, o uso de espécies não nativas para recomposição do que foi desmatado, com a utilização de árvores frutíferas, por exemplo, e a simplificação da averbação da reserva legal.

“Para os grandões, que têm muita terra e muito dinheiro, a gente também vai simplificar, talvez não tanto assim”, avaliou.

Em relação à Medida Provisória 458 – que facilita a venda de terras na Amazônia – relatada por Kátia Abreu e aprovada pelo Senado na última semana, Minc reafirmou que pedirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que vete alguns pontos do texto.

“Não se trata de derrubar tudo. No essencial o projeto vai ser benéfico para a Amazônia, se trata de tirar pontos que abrem brecha para, em vez de beneficiar o posseiro, beneficiar o grileiro. O projeto foi desfigurado. Vamos pedir o veto. Não significa que o veto será dado. É uma decisão do presidente.”

Entre as modificações que o texto da MP recebeu no Congresso estão a possibilidade de venda da terra três anos após a regularização – e não dez como queria o governo – e a extensão das facilidades de compra da terra para pessoas jurídicas.

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