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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de 25 agosto, 2009

Em fotos, os fatos

Publicado por Pax em 25/08/2009

Brasília - O senador Eduardo Suplicy mostra, em plenário, um cartão vermelho, dirigido simbolicamente ao presidente do Senado, José Sarney, pedindo seu afastamento  Foto: Wilson Dias/ABr
Brasília – O senador Eduardo Suplicy mostra, em plenário, um cartão vermelho, dirigido simbolicamente ao presidente do Senado, José Sarney, pedindo seu afastamento Foto: Wilson Dias/ABr
Brasília - O senador Heráclito Fortes discute com Eduardo Suplicy e o acusa de
Brasília – O senador Heráclito Fortes discute com Eduardo Suplicy e o acusa de “não ser sincero” em relação à crise no Senado, depois que o petista apresentou um cartão vermelho, em plenário, em alusão a um pedido de afastamento do presidente da Casa, José Sarney Foto: Wilson Dias/ABr

Suplicy pede a Sarney que renuncie e discute com Heráclito

Um cartão vermelho, acusações, gritos e muita confusão marcaram nesta terça-feira (25) o pronunciamento em que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu ao presidente do Senado, José Sarney, que renuncie ao cargo. Imitando o gesto dos juízes de futebol quando expulsam um jogador, o senador mostrou simbolicamente um cartão vermelho a Sarney, que não estava presente.

A atitude levou o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) a acusá-lo de não estar sendo sincero, sugerindo que apresentasse o cartão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “o verdadeiro responsável por essa crise”. Os ânimos se exaltaram.

Na avaliação de Suplicy, a renúncia de Sarney faria com que o Senado funcionasse normalmente e poderia garantir a imparcialidade das apurações relativas às denúncias que, para ele, ainda não foram satisfatoriamente explicadas. O senador ressaltou que o arquivamento das representações no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar não resolveu todas as dúvidas.

- O Senado já sofreu desgaste incomensurável com o arrastar dessa situação. A Casa está paralisada há meses. As grandes questões nacionais não são discutidas. Parlamentares e partidos políticos estão derretendo frente à opinião pública. Ainda não conseguimos votar uma proposição importante neste segundo semestre no Plenário do Senado e não se vislumbra como será possível isso acontecer enquanto não for resolvida a questão relativa ao presidente José Sarney – afirmou.

O senador Heráclito Fortes disse que Suplicy estava tentando se justificar pelo desgaste sofrido no final de semana perante a opinião pública de São Paulo. Heráclito sugeriu que Suplicy desse um cartão vermelho para o presidente Lula, “o responsável pela crise”. No entender do parlamentar piauiense, Lula “invadiu o campo do Senado e deu cartão amarelo para o líder do seu partido”, senador Aloizio Mercadante (SP). Heráclito ainda acusou Suplicy de se calar diante da corrupção e d que chamou de “intromissão indevida” do governo na Receita Federal.

- Não queira ser juiz de futebol. Queira ser um senador da República que honra os milhões de votos que teve em São Paulo. Não use isso, que o diminui. Use a palavra e não o cartão. Use o argumento e não o gesto. Esse gesto envergonha São Paulo – afirmou.

Muito nervoso, Suplicy rebateu as afirmações de Heráclito e assegurou que tem sido consistente, desde o início de julho, em sua recomendação para que o presidente José Sarney se afaste do cargo. Ele chegou a mostrar o cartão vermelho para Heráclito também. Suplicy disse que foi cobrado por muitas pessoas, e até por um antigo professor para que falasse o que fosse preciso e acusou Heráclito de estar querendo desviar o assunto.

O senador José Nery (PSOL-PA) elogiou, em aparte, a coragem e a coerência de Suplicy e ponderou que a abertura de processos no Conselho de Ética não significa a condenação antecipada de alguém. Ele assegurou que a crise do Senado não se encerrou com o arquivamento das representações feitas contra Sarney e anunciou que encaminhará nesta quarta-feira (26) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra essa decisão.

O senador Almeida Lima (PMDB-SE) saiu em defesa de Sarney e disse que o pronunciamento de Suplicy “é um abuso das prerrogativas de parlamentar” por não aceitar o resultado do Conselho de Ética. Na sua avaliação, os senadores que insistem em pedir investigação estão enxovalhando a imagem do Senado. Ele acrescentou que Sarney já deu todas as explicações necessárias sobre as denúncias.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse não entender porque Sarney e seus aliados não deixaram o Conselho de Ética investigar as denúncias, de modo que todas as explicações de Almeida Lima fossem apresentadas lá, inocentando o presidente do Senado. Ele disse que o símbolo do cartão vermelho dado por Suplicy a Sarney poderá ser usado pelos brasileiros a partir de amanhã.

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Lula pensando 2010, segundo um “passarinho grande do governo”

Publicado por Pax em 25/08/2009

Segundo Renato Rovai, Editor da Revista Forum, Lula sabe muito bem o que está fazendo nesse apoio ao Sarney. Vale dar uma conferida.

Um trecho do post em seu Blog do Rovai,:

“Alguém ainda acha que essa será a eleição pós-Lula?

Mas a eleição não será pós-Lula também para outros cargos. Um passarinho grande do governo me disse que Lula vai fazer de tudo para eleger uma grande bancada de senadores. E que por isso tem tentando convencer petistas a deixar a cabeça de chapa para o PMDB em estados os as chances de vitória são pequenas, trocando apoio para o Senado. Ele acha que em eleições acirradas para o Senado, seu apoio valerá muito. Principalmente porque estarão em disputas duas vagas.
Além disso, Lula pretende, sim, influenciar nas eleições estaduais. E já está fazendo isso buscando articulações que isolem a oposição ao seu núcleo duro: DEM, PSDB e PPS. O presidente avalia que mesmo que não consiga, em alguns estados, unificar o palanque de Dilma é possível firmar acordos para que essas candidaturas apóiem a que se sair melhor no segundo turno. Isso principalmente no Norte e no Nordeste, onde abrir mão da popularidade do governo é quase um suicídio político.
Além disso, Lula acha, por exemplo, que dos grandes estados é possível recuperar Minas e o Rio Grande do Sul do bico tucano. E está disposto a fazer um esforço especial para que isso aconteça.
No caso de Minas, está disposto a fazer o PT apoiar Hélio Costa, se essa for a conta a pagar. Mas também cogita convidar o mineiro para ser vice de Dilma, o que por hora é a hipótese mais forte a lhe rondar a cabeça. Claro que a definição do vice de Dilma vai sair apenas quando o PSDB fechar sua chapa.”

“Quem conhece Lula garante que poucas vezes o viu tão animado para uma eleição. Ou seja, quem acha que essa é a eleição pós-Lula, engana-se.

Ele acha que essa é a sua eleição. Aquela onde ele joga boa parte da sua biografia.”

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Palloci, a Justiça e 2010

Publicado por Pax em 25/08/2009

Três notícias coletadas sobre o deputado federal Antonio Palocci, PT-SP.

Na quinta o STF julga processo de quebra e distribuição do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Tarso Genro fala da torcida que tem pela absolvição.

O Estado de São Paulo alerta que Palocci tem mais uma penca de processos em instâncias inferiores, algumas já julgadas nas quais há condenação.

Fica a dúvida: apesar de Palocci ter apresentado um bom desempenho quando ministro da Fazenda, será um bom nome para o PT lançar em 2010, talvez para governador de SP?

Veja os links, abaixo

Brasília - O presidente da comissão que analisa a reforma tributária, Antonio Palocci, após reunião dos líderes da base com o governo para tentar fechar reforma tributária Foto: Janine Moraes/ABr Brasília – O presidente da comissão que analisa a reforma tributária, Antonio Palocci, após reunião dos líderes da base com o governo para tentar fechar reforma tributária Foto: Janine Moraes/ABr

Agência Brasil:

Supremo julgará processo contra deputado Palocci na próxima quinta-feira

Tarso espera que Supremo rejeite denúncia contra Palocci

Estadão (via ANPR – Assoc. Nacional dos Procuradores da República):

Palocci é alvo de 10 ações civis como ex-prefeito

Enviado em Antonio Palocci, PT | 2 Comentários »

DEM em 2010

Publicado por Pax em 25/08/2009

No site do DEM, quem fala é Ronaldo Caiado e Rodrigo Maia.

O que dá a entender, agora neste flash, é que só querem atacar a imagem de Dilma em dois artigos, um de Caiado e outro de Rodrigo Maia, o presidente do partido.

Caiado: Pedido de demissão de dirigentes da Receita é reação a tentativa de ingerência

DEM protocola no MPF representação contra o GSI

O Democratas protocolou hoje, terça-feira, representação contra o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), pedindo ao Ministério Público Federal que abra procedimento investigatório em relação às condutas praticadas pelo ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, General Jorge Armando Félix. Na última sexta-feira, o governo informou, por meio de nota do GSI, que não há imagens, registros de placas de carros nem de autoridades que estiveram no Palácio do Planalto no final do ano passado.

Segundo o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, caso fique comprovado que houve queima de arquivo público em benefício do próprio GSI ou do Palácio do Planalto, que o chefe do GSI seja responsabilizado pelos crimes de destruição de documento público ou ainda sonegação ou inutilização de livro oficial ou qualquer documento, crimes previstos nos artigos 305 (Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor) e 314, (Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente), do Código Penal.

Continua no site do DEM


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PSDB em 2010

Publicado por Pax em 25/08/2009

PSDB lançou um site para falar do partido e das eleições 2010.

Como de costume não diz nada. Não é possível saber o que pensam. Até em sites ficam em cima do muro. Inacreditável.

Acesse o site Tucano.Org.br

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PT, PSDB e PV. Só sem Zé.

Publicado por Pax em 25/08/2009

Alfredo Sirkis, um dos fundadores do PV, fez uma declaração abrindo diálogo sobre a eventual união do PT com o PSDB e o PV nas disputas em 2010. Zé Dirceu fechou a cara e a porta. Não é seu desejo compartilhar o poder. Fala por todo o PT? Creio que não.

Colho informações aqui e acolá para uma visão do cenário para as eleições 2010, com 13 meses de antecedência. Com certeza este quadro vai se alterar.

Peguei trechos dos dois sites, do PV e do Zé Dirceu, como mostra. Sugiro a leitura in loco.

O direito de ter um sonho de país e lutar para tirá-lo do papel é inalienável. Os verdes não abrem mão dele mas também reconhecem que transcende suas limitadas fileiras. Nesse momento é impossível saber, de fato, se Marina será ou não candidata. É uma decisão difícil, de fé íntima, que há que se aguardar. O caminho político, no entanto, é claro: não é anti-PT. Nossa fraternidade, muito particularmente com o PT do Acre, remonta a Chico Mendes. Também não é anti-tucanos. Certamente não é anti-Lula embora não possamos abrir mão de criticar sua postura frequentemente atrasada e deseducativa na questão ambiental. Pode, eventualmente, vir a ser pós-Lula…

Em seu blog, Zé Dirceu enterrou o diálogo e jogou uma pá de cal em cima.

24/08/2009 17:01
Uma hipótese rechaçada por ser inviável
–>Com o título “Alternativa verde?”,  publiquei…Com o título “Alternativa verde?”,  publiquei artigo neste fim de semana (domingo, 23.08) na Folha de S.Paulo, no qual rechaço hipótese levantada pelo vice-presidente nacional do PV, vereador carioca Alfredo Sirkis, de  aproximação PT-PSDB-PV. Sirkis aponta sua sugestão como uma alternativa à “compulsória aliança das duas vertentes da social-democracia com as oligarquias políticas na busca da governabilidade”.

Meu artigo é resposta a um de Sirkis – publicado no mesmo jornal e espaço no último dia 9 – no qual ele aponta o eventual ingresso da senadora Marina Silva (AC-sem partido) e sua possível candidatura à presidência da República como o momento para esse realinhamento.

Um dos pontos que mais me chamaram a atenção em sua proposta é ele considerar o PSDB uma vertente socialista. “O PSDB fez uma opção, há quase 15 anos, por ser o partido das elites financeiras, quando a transição conservadora entrou em colapso após o impeachment de Collor” contesto-o em meu texto.”

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O PSOL em 2010

Publicado por Pax em 25/08/2009

Luciana Genro colocou em seu site um balanço do Congresso que o partido acabou de realizar, assinado por Roberto Robaima. Destaco alguns trechos.

Luciana Genro

Foto: wikipédia

“O PSOL segue comandado por aquela que é a nossa maior guerreira, o símbolo da luta sem quartel contra o PT e o PSDB, aquela que não vacilou na luta contra a reforma da previdência, que confrontou Lula desde o primeiro momento contra Sarney e Henrique Meirelles, que conduziu o nosso partido nestes 5 anos de forma vitoriosa, fazendo do PSOL uma referência para amplos setores de massas que graças a nossa denúncia permanente “dos segredos profissionais” dos políticos corruptos sabem que o PSOL não faz parte deste balcão de negócios.

“Após meses de uma falsa polarização entre os que supostamente não dão bola para a crise e os que a denunciam, a declaração de Ivan pós congresso permite-nos identificar uma divergência importante sobre o tema da corrupção. Para nós a bandeira da luta contra a corrupção é da esquerda, está nas mãos da esquerda, e só a esquerda pode ser conseqüente nesta luta. É PSOL e não o DEM que pode , e já está se credenciando junto ao povo por denunciar a corrupção. Outros podem fazer discursos mas que não se sustentam pela sua história passada e a sua prática presente. Parte da nossa tarefa política é demonstrar ao povo esta incoerência, o que só pode ser feito se formos os primeiros e os mais combativos na denúncia e na exigência de punição aos corruptos. Uma das razões pelas quais esta bandeira é tão importante para o PSOL é justamente porque não podemos deixar que o povo se engane achando que “para ser contra a corrupção não é necessário ser de esquerda. ” É necessário sim!”

“Por fim, o fato do nome de Heloísa Helena não ter sido oficialmente apontado como candidata a presidente da república não tem maior importância. Nem Dilma, nem Serra, nem Marina, nenhum dos prováveis candidatos foi ainda apontado oficialmente por seus partidos. Heloísa é nossa candidata natural e assim permanecerá até que seja realizada a conferência eleitoral do partido e a decisão final seja tomada. Não temos dúvida da importância da candidatura de Heloísa à presidência da república.”

Dica do twitter de Luciana Genro

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Suplicy, a pedra no meio do caminho de Sarney

Publicado por Pax em 25/08/2009

Drummond: “No meio do caminho tinha uma pedra…”. Ontem Suplicy foi a pedra no meio do caminho de rosas que Sarney quer para o seu Senado do seu Brasil, como se tudo fosse “seu”.

Obrigado, senador Eduardo Suplicy. Pode ser que Lula o chame e o repreenda. Pode ser que Berzoini e Dirceu também façam o mesmo. Perdoe, eles não sabem o que fazem.

Brasília - O senador Eduardo Suplicy voltou a pedir para o presidente do Senado, José Sarney, o esclarecimento de denúncias que levaram à apresentação de representações contra Sarney no Conselho de Ética Foto: Wilson Dias/ABr

Wilson Dias/ABr

Brasília – O senador Eduardo Suplicy voltou a pedir para o presidente do Senado, José Sarney, o esclarecimento de denúncias que levaram à apresentação de representações contra Sarney no Conselho de Ética Foto: Wilson Dias/ABr

Sarney tenta não falar de crise, mas Suplicy lembra denúncias

Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A tentativa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de colocar o Senado em um clima mais ameno acabou não surtindo efeito na tarde de hoje (24). Depois de ter visto, na semana passada, o Conselho de Ética do Senado arquivar as denúncias que pesavam contra ele, com ajuda de senadores do PT, Sarney tentou discursar somente sobre o centenário da morte de Euclides da Cunha, comemorado no último dia 15.

No entanto, ao final do discurso que durou mais de meia hora, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) voltou a pedir esclarecimentos sobre as denúncias de quebra de decoro que provocaram as representações contra o presidente do Senado.

“A situação não está bem resolvida. O arquivamento das representações não resolveu suficientemente os problemas do Senado”, disse Suplicy. O petista ainda criticou o presidente Sarney dizendo que a entrevista concedida por ele à Globo News não cumpriu a função de “reconhecer os próprios erros”.

“Quando Vossa Excelência observou que não cometeu qualquer falta, que não sente culpa de coisa alguma, ora presidente Sarney. Há ocasiões que, se erros cometemos, é importante reconhecermos”, disse.

“Se Vossa Excelência não se deu conta que alguns procedimentos não foram adequados, seria importante ouvir seus companheiros no Senado sobre algumas coisas que muitos de nós não consideramos o mais adequado e gostaríamos de transmitir isso a Vossa Excelência. O reconhecimento dos próprios erros também é importante”, disse Suplicy.

Sarney reagiu irritado dizendo que Suplicy não o tratou com educação ao questioná-lo em plenário, quando discursava sobre o escritor. Para Sarney, Suplicy agiu por “paixão política”.

“Vossa Excelência coloca neste gesto um gesto que não é de Vossa Excelência. A não ser que tenha sido tomado por paixão política para que tenha desrespeitado as regras da educação e convivência parlamentar. Eu coloquei todas as acusações feitas à minha presidência do Senado. Se Vossa Excelência tiver alguma a apontar, coloque se é da minha primeira presidência, da segunda. Se naquela época não protestou, qual tomamos nos últimos cinco meses se não corrigir o Senado? Mas não quero arranhar a memória de Euclides da Cunha”, afirmou.

A reação de Sarney deu início a uma troca de farpas entre os dois senadores. “As pessoas desejam um esclarecimento mais cabal que as dúvidas sobre os conteúdos das representações sejam dirimidas. Eu ouvi discursos de Vossa Excelência, fiquei com muitas dúvidas, gostaria de vê-las esclarecidas”, retrucou o petista.

Desde que o Conselho de Ética decidiu arquivar 11 processos contra Sarney, é a primeira vez que ele discursou no plenário do Senado. Além de Sarney e Suplicy, mais quatro senadores estavam em plenário no momento do debate: Mão Santa (PMDB-PI), Mozarildo Cavancalti (PTB-RR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

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