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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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PT, PSDB e PV. Só sem Zé.

Publicado por Pax em 25/08/2009

Alfredo Sirkis, um dos fundadores do PV, fez uma declaração abrindo diálogo sobre a eventual união do PT com o PSDB e o PV nas disputas em 2010. Zé Dirceu fechou a cara e a porta. Não é seu desejo compartilhar o poder. Fala por todo o PT? Creio que não.

Colho informações aqui e acolá para uma visão do cenário para as eleições 2010, com 13 meses de antecedência. Com certeza este quadro vai se alterar.

Peguei trechos dos dois sites, do PV e do Zé Dirceu, como mostra. Sugiro a leitura in loco.

O direito de ter um sonho de país e lutar para tirá-lo do papel é inalienável. Os verdes não abrem mão dele mas também reconhecem que transcende suas limitadas fileiras. Nesse momento é impossível saber, de fato, se Marina será ou não candidata. É uma decisão difícil, de fé íntima, que há que se aguardar. O caminho político, no entanto, é claro: não é anti-PT. Nossa fraternidade, muito particularmente com o PT do Acre, remonta a Chico Mendes. Também não é anti-tucanos. Certamente não é anti-Lula embora não possamos abrir mão de criticar sua postura frequentemente atrasada e deseducativa na questão ambiental. Pode, eventualmente, vir a ser pós-Lula…

Em seu blog, Zé Dirceu enterrou o diálogo e jogou uma pá de cal em cima.

24/08/2009 17:01
Uma hipótese rechaçada por ser inviável
–>Com o título “Alternativa verde?”,  publiquei…Com o título “Alternativa verde?”,  publiquei artigo neste fim de semana (domingo, 23.08) na Folha de S.Paulo, no qual rechaço hipótese levantada pelo vice-presidente nacional do PV, vereador carioca Alfredo Sirkis, de  aproximação PT-PSDB-PV. Sirkis aponta sua sugestão como uma alternativa à “compulsória aliança das duas vertentes da social-democracia com as oligarquias políticas na busca da governabilidade”.

Meu artigo é resposta a um de Sirkis – publicado no mesmo jornal e espaço no último dia 9 – no qual ele aponta o eventual ingresso da senadora Marina Silva (AC-sem partido) e sua possível candidatura à presidência da República como o momento para esse realinhamento.

Um dos pontos que mais me chamaram a atenção em sua proposta é ele considerar o PSDB uma vertente socialista. “O PSDB fez uma opção, há quase 15 anos, por ser o partido das elites financeiras, quando a transição conservadora entrou em colapso após o impeachment de Collor” contesto-o em meu texto.”

6 Respostas para “PT, PSDB e PV. Só sem Zé.”

  1. Elias disse

    Como pode o PV ser uma alternativa à aliança com as oligarquias, se ele próprio está aliado — em não poucos casos, submisso — a essas mesmas oligarquias?

    Respeito o Sirkis, mas ele está vendendo um produto que o PV não tem pra entregar.

    O discurso dele apenas confirma as piores expectativas em relação ao PV em 2010.

    Isso de dizer que o PV não é anti-PT, nem anti-PSDB, nem anti-isso-ou-aquilo, é só um modo de dizer que, em 2010, o PV poderá fazer alianças nos estados ao sabor das circunstâncias: aqui com o partido tal, ali com o partido aquele, e assim por diante.

    Ou seja: exatamente o que fizeram, fazem e farão as legendas de aluguel que se reproduzem como ervas daninhas na política brasileira.

    Com isso, o PV poderá, finalmente, contabilizar aqui e ali alguns bons resultados eleitorais, coisa que as urnas sempre lhe negaram. Mas ficará ainda mais distante de uma fisionomia própria. Vai se desnaturar ainda mais do que já está.

    Pena… No Brasil, um verdadeiro Partido Verde viria a calhar.

  2. Pax disse

    Elias,

    1 – concordo – o discurso do Sirkis não está bom.

    2 – concordo – o Brasil merecia um PV melhor. Muito. Tomara que Marina faça alguma coisa nesse sentido.

    3 – discordo – você não toca num ponto que o post quis provocar ao pinçar a questão nos blogs de referência: o Zé Dirceu fechou a porta ao diálogo. (num, carregando nas tintas, “não, aqui é meu e pronto, não quero dividir nem discutir a questão”) É isso mesmo? Prefere trabalhar com o PMDB que é exatamente a maior legenda de aluguel que existe?

    Volto num ponto que pode gerar uma boa discussão, acredito eu:

    PT e PSDB são muito mais parecidos que PT com PMDB e PSDB com DEM.

    Não?

  3. Elias disse

    Pax,

    Não há “um” PV com quem o PT ou qualquer outro partido possa discutir em termos nacionais.

    O PV é uma federação de grupos locais. É impermeável a uma política de aliança em âmbito nacional, salvo se, por coincidência, os partidos com quem ele se aliar localmente, também estejam aliados em âmbito nacional. Mas, se isso ocorrer, não será por causa do PV e sim apesar dele.

    Esse é outro motivo pelo qual issisto em que o Sirkis está pondo a venda um produto que o PV não tem pra entregar.

    O PV não pode ser alternativa às oligarquias porque:

    a – está, ele próprio, aliado a essas oligarquias;

    b – é inexpressivo eleitoralmente (não constitui, assim, um substitutivo aos votos que se perderia, caso o exercício da opção política se desse nos termos propostos pelo Sirkis);

    c – na esfera da prática política, o PV em nada se diferencia das oligarquias às quais, no discurso do Sirkis, ele pretende pintar como alternativa.

    Nem Sirkis, Gabeira, nem Marina, nem os 3 juntos, têm força pra mudar isso. Pior: eles nem tentarão. O discurso do Sirkis — insistindo em que o PV não é contra isto, isso e aquilo — já é uma evidência disso, pondo uma pá de cal nas ilusões de quem sonhava com algo melhor.

    A questão é que os carinhas que o PV tem, na maioria dos estados, são altamente poluentes. Ruim andar com eles, portanto. Para Marina, pior sem eles, entretanto (sem as estruturas estaduais, a candidatura de Marina vira piada).

    Em tais circunstâncias, Pax, não há muito o que negociar com o PV. Se o PT negociasse com o PV em âmbito nacional, estaria fazendo papel de bôbo. Na prática, a negociação inevitavelmente afunilaria no sentido do PT pedir, e o PV prometer, aquilo que este não pode nem quer fazer. Ou seja: seria perda de tempo.

    Nada disso significa, evidentemente, que não serão feitos acordos com o PV, em âmbito local.

    Ao contrário, exatamente porque é assim, é que esses acordos locais acontecerão. Em algumas áreas, por causa do pessoal que, acompanhando Marina, sairá do PT pra entrar no PV; em outras, por puro pragmatismo do PT.

    Mas isso apenas consolidará a condição do PV como sigla de aluguel, sem fisionomia própria. Não é alternativa a nada. É só mais uma sigla.

  4. Pax disse

    Elias,

    Se você autorizar, coloco teu comentário em um post do blog.

    Obrigado.

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