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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de 26 agosto, 2009

Um problema do PV

Publicado por Pax em 26/08/2009

Não há “um” PV com quem o PT ou qualquer outro partido possa discutir em termos nacionais.

Elias, um comentarista elogiado quase unanimente pela comunidade do falecido blog do Pedro Doria, fala que minha torcida por uma aliança entre PT, PSDB e PV é impossível. Segundo Elias, o PV não pode entregar o que promete.

Autorizado, reproduzo abaixo seu comentário do post, PT, PSDB e PV. Só sem Zé.

Não há “um” PV com quem o PT ou qualquer outro partido possa discutir em termos nacionais.

O PV é uma federação de grupos locais. É impermeável a uma política de aliança em âmbito nacional, salvo se, por coincidência, os partidos com quem ele se aliar localmente, também estejam aliados em âmbito nacional. Mas, se isso ocorrer, não será por causa do PV e sim apesar dele.

Esse é outro motivo pelo qual insisto em que o Sirkis está pondo a venda um produto que o PV não tem pra entregar.

O PV não pode ser alternativa às oligarquias porque:

a – está, ele próprio, aliado a essas oligarquias;

b – é inexpressivo eleitoralmente (não constitui, assim, um substitutivo aos votos que se perderia, caso o exercício da opção política se desse nos termos propostos pelo Sirkis);

c – na esfera da prática política, o PV em nada se diferencia das oligarquias às quais, no discurso do Sirkis, ele pretende pintar como alternativa.

Nem Sirkis, Gabeira, nem Marina, nem os 3 juntos, têm força pra mudar isso. Pior: eles nem tentarão. O discurso do Sirkis — insistindo em que o PV não é contra isto, isso e aquilo — já é uma evidência disso, pondo uma pá de cal nas ilusões de quem sonhava com algo melhor.

A questão é que os carinhas que o PV tem, na maioria dos estados, são altamente poluentes. Ruim andar com eles, portanto. Para Marina, pior sem eles, entretanto (sem as estruturas estaduais, a candidatura de Marina vira piada).

Em tais circunstâncias, Pax, não há muito o que negociar com o PV. Se o PT negociasse com o PV em âmbito nacional, estaria fazendo papel de bôbo. Na prática, a negociação inevitavelmente afunilaria no sentido do PT pedir, e o PV prometer, aquilo que este não pode nem quer fazer. Ou seja: seria perda de tempo.

Nada disso significa, evidentemente, que não serão feitos acordos com o PV, em âmbito local.

Ao contrário, exatamente porque é assim, é que esses acordos locais acontecerão. Em algumas áreas, por causa do pessoal que, acompanhando Marina, sairá do PT pra entrar no PV; em outras, por puro pragmatismo do PT.

Mas isso apenas consolidará a condição do PV como sigla de aluguel, sem fisionomia própria. Não é alternativa a nada. É só mais uma sigla.

Enviado em Eleições 2010, Opinião de outros, Pandorama | 21 Comentários »

Contraponto ao perigo, é a fraquíssima oposição

Publicado por Pax em 26/08/2009

O contraponto ao perigo da estratégia que mencionei no post abaixo, P(T)erigoso caminho, é a fraqueza da oposição.

O bom Terra Magazine traz a entrevista com Everardo Maciel, ex-secretário da Receita de Fernando Henrique Cardoso, onde afirma que “Casos contra Petrobras e Dilma são “farsa e factóide”

Vale a leitura. Trago a síntese, que tudo diz.

Everardo: Casos Petrobras, Dilma/Lina “são farsa”

Antonio Cruz/Agência Brasil

Casos contra Petrobras e Dilma são farsa e factóide, diz Everardo Maciel, ex-secretário da Receita de FHC

Everardo Maciel, ex-secretário da Receita de FHC no
Terra Magazine – onde sugiro a leitura completa da entrevista.

Sobre a suposta manobra contábil que ganhou asas e virou fato quase inquestionável, diz o ex-Secretário da Receita Federal de FHC:

-É farsa, factóide… a Petrobras tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares.

E o caso Dilma/Lina?

- Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal. Se era banal deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era grave deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.

Continua no Terra Magazine

Atualização: O Tiago Mesquita, do blog Guaciara, fez a gentileza de indicar o vídeo do Entre Aspas de ontem, programa da GloboNews conduzido pela Mônica Waldvogel.

Sugiro que assistam ao vídeo. Não sobra muito da imagem de Lina Vieira. Todos da entrevista deixam claro que o que Lina fez foi um enorme factóide e uma farsa. Não só o caso do encontro com Dilma como o caso da mudança de regime para tributação da Petrobrás. Assista aqui.

Enviado em CPI da Petrobras, Eleições 2010, Lina Vieira, Opinião pessoal, Petrobras | 7 Comentários »

P(T)erigoso caminho

Publicado por Pax em 26/08/2009

Eduardo Suplicy canta Cat Stevens e levanta o cartão vermelho que muitos gostariam de dar para Sarney. É maltratado por Berzoini, que está com Zé Dirceu, que está no comando da campanha de Dilma a pedido de Lula.

O caminho desenhado por Lula para as eleições 2010, ao que tudo indica, é garantir que sua enorme aprovação popular esteja colada na imagem de Dilma Roussef no dia 3 de outubro de 2010.

As alianças regionais que estão sendo tricotadas em salões de beleza pouco convencionais pelo Brasil afora, principalmente com o grande fisiologista de plantão, o  “PMDB corrupto” (afirmação de gente de dentro do partido), visam que o PT consiga o máximo de cadeiras no desmoralizado Senado, além de uma boa fatia de governos estaduais, como numa partilha de bens e terras onde a família não é lá de todo harmônica.

Há um risco nesse caminho. Boa parte da sociedade brasileira está cansada de tantos escândalos de corrupção. As antigas imagens do mensalão e as novas fotos e vídeos associando a imagem do PT ao Sarney, Renan e Collor, podem virar um enorme braseiro no coletivo nacional.

O risco, o perigo, tentando olhar pelo lado da estratégia do PT, é que a sociedade civil pode se envolver mais que imaginam os atuais articuladores políticos a quem Lula confia o destino do pleito de 2010.

Se isso vier a acontecer, será que a sociedade incomodada poderá se unir num coro suprapartidário e influenciar nas mensagens que chegarão nos rincões do populismo?

Foto da urna eletrônica: Wikipédia

Atualização: A bem do entendimento deste post, sugiro a leitura de dois outros posts  publicados. Um fala que, de tão fraca, não temos oposição no Brasil, o que é um mal para o país. O outro é o post acima, onde a pauta do DEM e do PSDB é pega de calças curtas, ou seja, o caso Dilma e o das manobras contábeis da Petrobrás – que tudo indica querem privatizar – são farsas e factóides, segundo Everardo Maciel, que trabalhou com FHC.

Enviado em Eleições 2010, Pandorama | 19 Comentários »

 
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