Empreiteiras e Infraero na mira da PF
Publicado por Pax em 13/09/2009
Onde há grandes obras públicas, há corrupção. Essa é uma verdade universal, existe aqui e em todo lugar do planeta. A questão é que no Brasil ninguém vai preso. E se vai, logo está solto e cometendo os mesmos crimes. Nossa Legislação e Justiça não são capazes de combater esse mal como deveriam. O modelão é esse e parece não interessar a ninguém mudá-lo. Os governos parecem gostar, as empreiteiras idem, a Justiça não abre a boca e o pior Congresso de todos os tempos tem “assuntos mais importantes a tratar”, como aumentos de seus próprios salários ou mordomias e o emprego da parentada que não para de incomodar a família pedindo emprego para os namorados das netas e sobrinhas.
De grão em grão são R$ 200 bilhões desviados dos cofres públicos por ano em corrupção. Uma boa parte desse desvio tem essa origem.
Até quando? A Polícia Federal e o Ministério Público até que tentam. Mas…
| Aeroporto de Congonhas / São Paulo | |
|---|---|
| IATA – Wikipédia |
Só nessa investigação a suspeita de desvio é de R$ 500 milhões. E envolve a OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Nielsen, Queiroz Galvão e Gautama, entre outras.
PF investiga principais empreiteiras do País
Da Agência Estado – via MSN notícias.
As maiores empreiteiras do País estão sendo alvo de uma ampla investigação da Polícia Federal que apura o suposto desvio de dinheiro público em obras nos aeroportos do País, contratadas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A investigação, que poderá dar origem a uma operação de busca e apreensão nas sedes dessas empresas e até nos domicílios de seus principais diretores, estaria no seu estágio final, depois de apurações feitas nos últimos dois anos. A PF investiga o suposto superfaturamento, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O valor do desvio é estimado em torno de R$ 500 milhões.
Chesterton disse
A nora da Ideli.
Maria Solange Fonseca, CPF 192.226.348-61, que foi chefe de gabinete pessoal adjunta de Lula, doou R$ 1.500,00 para a campanha do presidente, em 2006. Em 2007, faturou R$ 14.831,63 como “pessoa física” na Presidência da República e na Escola de Administração Pública. Em 2008, também faturou uns “pilas” no IPEA. Ela é a nora “especialista em gestão” da senadora Ideli Salvatti, que vendeu um curso para a sogrinha, de R$ 70 mil, para ser feito no exterior. Tudo por conta dos cofres públicos. Como se não bastasse, também vendeu uma consultoria para o sogro, Eurides Mescolotto, que é presidente da Eletrosul. É uma legítima petista. Trabalha para a Newfield Consulting, que é de um companheiro ex-dirigente da CUT. Realmente, vender para a “parentalha” comprar com dinheiro público deve ser um “novo campo” de ganhos espetaculares para a nora da senadora Ideli. Melhor do que ficar só olhando e vendo, como nos velhos tempos em que ajudava a montar a agenda do Lula.
……………………………………………………………
chest- nem uma palavrinha, PAx?
Chesterton disse
http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2009/09/12/article-1213056-0666DB48000005DC-801_634x330.jpg
xii, o obrama se encrencou feio.
Pax disse
Chesterton,
Me manda o link da matéria sobre a Ideli para eu analisar.
Obama se encrencou?
Acho que ainda não, é o partido Republicano fazendo o papel dele. Obama prometeu o que não pode cumprir agora, um sistema de saúde melhor para os EUA que essa máfia das indústrias hospitalares, planos de saúde e farmacêutica que há por lá.
Mas, preste atenção, a agenda que o Obama definiu para os EUA será a agenda do planeta nesse século. Eles vão mudar a matriz energética, consumir menos petróleo, inventar fórmulas de explorar novas energias e sair da curva que o Bush os colocou, de enfraquecimento do império. Não é uma torcida, é uma observação.
Chesterton disse
Obama conseguiu criar o primeiro movimento de massa conservador nos EUA. É um feito e tanto.
Zbigniew disse
Tem uma boa análise sobre o assunto corrupção e governabilidade, do Ricúpero, lá na FSP.
O link é este:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1309200902.htm
Ou o inteiro teor:
“No país, substituíram-se a violência e a tortura como suposta condição para ter segurança e governar
A CORRUPÇÃO passou a ser condição da governabilidade. É essa a justificativa de dirigentes de partidos do governo para sua cumplicidade no enterro dos escândalos parlamentares. A diferença com o regime militar é uma só: substituíram-se a violência e a tortura pela corrupção como suposta condição para ter segurança e governar.
Corrupção e violência, ensinava o filósofo Norberto Bobbio, são os dois tipos de câncer que destroem a democracia. No regime militar sacrificou-se a democracia em nome da segurança, elemento da governabilidade. Hoje a situação mudou e se usa o mesmo pretexto para fazer engolir o conluio ou a indulgência com a corrupção. Não sendo apanágio apenas de um governo, o vício se agrava ano a ano.
Nem a seriedade dos últimos escândalos, que comprometem instituições inteiras, conseguiu alterar a complacência dos governos, que pode não ser eterna, mas tem se revelado infinita enquanto dura.
Outro escândalo, agora de caráter intelectual, é que os politicólogos julgam o sistema de “presidencialismo de coalizão” como perfeitamente funcional, pois produziria governabilidade. Aparentam-se os nossos sábios aos fundamentalistas do mercado, que também acreditavam na neutralidade moral do mercado, que seria autorregulável, capaz de se corrigir automaticamente.
Em ambos os casos, os resultados justificariam os meios. Contudo, o derretimento do mercado financeiro mostrou que as torpezas e as falcatruas dos operadores acabam por provocar degeneração funcional, destruindo a própria instituição. A moral e a ética não são adornos para espíritos delicados, mas componentes indispensáveis ao bom funcionamento de qualquer sistema.
Isso não vale apenas para os mercados. A Primeira República italiana, que resistira ao desafio de governabilidade devido à presença do maior Partido Comunista do ocidente, se desmoronou à luz da corrupção desvendada pela Operação Mãos Limpas. A República Velha brasileira afundou no pântano da corrupção eleitoral e foram os escândalos que puseram fim à carreira e à vida de Getulio Vargas.
Não passa de autoilusão a ideia de que a economia cresce e o país se desenvolve apesar da corrupção e dos escândalos. Também na Itália, o “milagre econômico”, o dinamismo, a inovação pareciam legitimar um sistema decadente. Com o tempo, a corrupção e o fracasso na reforma das instituições produziram o inevitável: a estagnação e o desaparecimento do dinamismo. Seria diferente aqui onde os mesmos vícios tendem a produzir idênticos efeitos?
Quando foi assassinado o juiz Giovanni Falcone, Bobbio chocou a opinião pública ao declarar que sentia vergonha de ser italiano e deixaria o país se fosse mais jovem. Recompôs-se depois desse momento de abatimento moral. Neste centenário do seu nascimento, a capacidade de se indignar do velho filósofo tem sido evocada ao lado da lição do grande poeta Giacomo Leopardi.
Numa das incontáveis horas amargas da Itália, dizia o poeta: “Se queremos um dia despertar e retomar o espírito de nação, nossa primeira atitude deve ser não a soberba nem a estima das coisas presentes, mas a vergonha”.
No panorama de miséria moral de nossas instituições, deve-se escolher entre a atitude de soberba e estima das coisas presentes da propaganda complacente e a vergonha regeneradora do país futuro.
RUBENS RICUPERO, 72, diretor da Faculdade de Economia da Faap e do Instituto Fernand Braudel de São Paulo, foi secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e ministro da Fazenda (governo Itamar Franco). Escreve quinzenalmente, aos domingos, nesta coluna.”
Muito sensata a análise, sem torcidas, vai bem no ponto.
Pax disse
Boa mesmo.
Zbigniew disse
O problema do Ricúpero foi aquela famosa frase: “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde…”.
Frase infeliz que o marcou para sempre. Quem neste país pode então criticar? Sobrará alguém?
Com certeza é um movimento gradual e lento, sujeito a avanços e retrocessos. O segredo é garantir os avanços e diminuir os retrocessos.
Chesterton disse
Mas, preste atenção, a agenda que o Obama definiu para os EUA será a agenda do planeta nesse século. Eles vão mudar a matriz energética, consumir menos petróleo, inventar fórmulas de explorar novas energias e sair da curva que o Bush os colocou, de enfraquecimento do império. Não é uma torcida, é uma observação.
chest- Pax, essa frase é a perfeita uniõa de imaginação com “wishfull thinking”. Você é incorrigível.
Zbigniew disse
Com relação ao sistema de saúde americano seria interessante que ouvíssemos o que diz o Michael Moore no seu interessante Sicko. Dá pra ter uma boa idéia do porquê do Obama está sendo tão defenestrado quanto ao seu programa de reformas do sistema de saúde americano.
Chesterton disse
Moore? Você está de gozação, né?
Pax disse
Chesterton em #8
Você precisa ler mais notícias de outras fontes, Chesterton. Fica só no Reinaldo Azevedo, Mainardi e Olavo de Carvalho e acaba se limitando um tanto.
Escreve essa discussão aí e guarda num cofre. Quando a gente estiver de bengalas por aí, abra o cofre e confirme o que estou falando.
Ontem no programa do William Waak o Delfim Neto falava a mesma coisa, por exemplo.
Não citou, mas cito eu, a questão do consumo de combustível dos carros americanos. Vai dar uma reviravolta nesse mercado que você não faz ideia.
Mas, ok, vá lá beber na fonte do Olavão que ainda quer derrubar o Obama porque ele não é americano rednek ou coisa parecida.
Pax disse
Não pode falar de Michael Moore nem de Al Gore perto do Chesterton.
Eles dizem muitas “Verdades Inconvenientes”.
E o Chesterton não gosta disso. Nem o Bush.
Zbigniew disse
Qual o problema do Moore?! Talvez ele não tenha a genialidade autorizadora de suas críticas (como um Jabor, talvez? Argh!), mas tem coragem de jogar na cara do sistema algumas cretinices que passam despercebidas de forma conveniente. Como por exemplo, perguntar a um Senador americano o porquê do filho não ter ido à Guerra do Golfo, ou, especificamente, no caso de Sicko, consguir tratamento médico para voluntários das torres gêmeas em Cuba, cujos remédios são oferecidos por frações de dólar.
Chesterton disse
falacias…
Pax disse
É, são falácias sim, todos os filhos dos Congressistas Americanos se alistaram e foram trocar tiros com os Iraquianos e Afegãos.
O Chesterton sempre tem razão.
[mode ironia = off]
Zbigniew disse
Sobre o sistema de saúde americano, observamos o que diz o Paul Krugman sobre a crise neste mesmo sistema e da complexidade do problema no seu âmbito político(do original em http://www.ionline.pt/conteudo/10387-a-crise-no-sistema-saude-americano):
“A cena política dos Estados Unidos mudou imenso desde a última vez que um presidente democrata tentou reformar o sistema de saúde. Como, aliás, mudou o cenário do sector da saúde: com os custos a dispararem e os seguros em retracção, ninguém pode dizer com honestidade que o sistema de saúde dos EUA está em boa situação. A acreditar em sondagens como a do “New York Times”/CBS News recentemente divulgada, os eleitores preparam-se para grandes mudanças. A questão está em saber se, apesar disso, vamos continuar na mesma, porque um punhado de senadores democratas ainda não se convenceu de que já não estamos em 1993.
E, sim, refiro-me a senadores democratas. Os republicanos, com talvez algumas excepções, decidiram fazer tudo o que podem para tornar a administração Obama um fracasso. O seu papel no debate sobre o sistema de saúde é meramente o de desmancha-prazeres que persistem em gritar velhas palavras de ordem – “Sistema de saúde gerido pelo governo! Socialismo! Europa!” – na esperança de que alguém ainda se importe.
As sondagens indicam que quase ninguém importa. Os eleitores, ao que parece, têm marcada preferência por uma garantia universal de cobertura e, na sua maioria, aceitam a ideia de que ela pode exigir um aumento nos impostos. E, mais ainda, são esmagadoramente a favor dos planos dos democratas que os republicanos denunciam mais aguerridamente como sendo uma “socialização da medicina” – isto é, a criação de um modelo de seguro de saúde público, em concorrência com as seguradoras privadas. Por outras palavras, os eleitores apoiam de facto o plano de saúde divulgado conjuntamente por três comissões da Câmara dos Representantes, que assenta numa combinação de subsídios e de regu- lação para conseguir uma cobertura universal e lança um plano público para competir com as seguradoras e assim controlar os custos.
Mesmo assim, continua a ser muito possível que a reforma do sistema de saúde venha a fracassar, como já aconteceu tantas vezes. Não estou preocupado com a questão dos custos. O fundamental é que podemos pagar um seguro de saúde universal e, mesmo altos, os valores dessas estimativas ficam aquém dos 1,8 biliões de dólares da baixa de impostos de Bush. Além disso, os líderes democratas sabem que têm de aprovar uma lei do sistema de saúde a bem da própria sobrevivência do partido.
O verdadeiro risco é que a reforma da saúde seja minada pelos senadores “centristas” do Partido Democrata, que impeçam a aprovação da lei ou insistam em tirar força a elementos-chave da reforma proposta.
A propósito, usei aspas em “centristas” porque, se o centro significa a posição da maioria das pessoas dos Estados Unidos, os autoproclamados centristas estão, na realidade, bastante à direita. O que os democratas bloqueadores parecem mais determinados a fazer é matar a opção pública, seja eliminando-a, seja usando uma táctica de “isco e troca”, substituindo o modelo verdadeiramente público por outra coisa vazia de significado. Registe-se que nem as cooperativas regionais de saúde nem os planos públicos a nível estadual (dois esquemas propostos como alternativa) teriam a estabilidade financeira nem o poder de negociação necessários para fazer baixar os custos dos cuidados de saúde. Seja o que for que motive os democratas em causa, o facto é que eles não parecem ser capazes de explicar publicamente as suas razões.
O senador Ben Nelson, do Nebraska, começou por declarar que a opção pública era a “negação do negócio”. Porque não achava que as seguradoras privadas ficassem em condições de competir? Mas o propósito da reforma do sistema de saúde não é justamente proteger os cidadãos dos EUA e não as companhias de seguros?!
Já o senador Kent Conrad, do Dakota do Norte, apresentou um argumento perfeitamente circular: não podemos apostar na opção pública porque, se o fizermos, a reforma do sistema de saúde não terá os votos de senadores como ele.
É verdade que alguns dos senadores do bloqueio recebem grandes donativos de campanha do complexo médico-industrial, mas quem na política não os recebe? Se tivesse de arriscar uma opinião, diria que o que se passa é que os democratas relativamente conservadores ainda se apegam ao velho sonho de se tornarem fiéis da balança, de recriarem o centro bipartidário que em tempos governou os Estados Unidos – uma fantasia. Desta vez, o autoproclamado centro não pode levar a sua avante.”
Pax disse
Boa, Zbigniew.
Chesterton disse
Então, Pax, depois do jogo do Gremio, repetiu o programa Painel da Globonews com Delfim. Só tinha visto o finalzinho, por isso segui o programa com atenção máxima.
Delfim Neto fez ode ao sistema de preços, a iniciativa e imaginação do seto privado, e crê que em 8 anos um proálcool de celulose vai permitir a independencia energética deles, que aliás, ressaltou que não são o bando de idiotas que a esquerdalha supõe.Bem, proálcool ná é energia limpa como sabemos bem aqui no Brasil, ele não falou de nada de energia eólica como você sugeriu, e o Gianetti falou bem que se 8 milhões de carros se ligarem a tomada toda noite em los Angeles, algumas Itaipu teria que ser conectadas para alimentar essas baterias.
O risco de dar certo e levar o preço do petróleo lá embaixo (com o queria o Bush, para sacanear a Venezuela, e não conseguiu) é a certeza de condenar o petróleo do pré-sal a ficar lá enterrado para sempre.
Não sei qual a pior opção.
Só sei que suas conclusões nada tem a ver com o que foi dito no programa.
Zbigniew disse
Rapaz! Essas coisas não se dão da noite para o dia. É claro (e inteligente) que o mundo irá buscar cada vez mais energias alternativas (assim como o Brasil, que tem o etanol e os biocombustíveis estimulados pelo governo – engraçado que chegaram a ridicularizar as iniciativas neste sentido, mas agora com o pré-sal…).
Teremos matrizes energéticas diversificadas, inclusive aqui no Brasil, e isto já está bem avançado, como se verifica da notícia abaixo:
“Parque eólico no Ceará entra em operação em março
Antonio Gaspar
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O Grupo IMPSA Wind espera ter os três parque eólicos que está construindo no Ceará totalmente operacionais no início de março. Às unidades do Nordeste, com capacidade de geração em torno de 100 megawatts (MW), serão acrescidos dez parques em Santa Catarina, no próximo ano, o que vai permitir uma geração total de 317 megawatts. Cada MW é suficiente para fornecer energia para 10 mil pessoas. “Nós acreditamos no potencial do Brasil para geração de energia eólica, por isso acabamos de inaugurar nossa fábrica de aerogeradores no Porto de Suape, no Recife”, diz José Eduardo Teixeira, diretor de serviços da companhia.
O Nordeste é a região do País que apresenta maior potencial para geração de energia por meio do sistema eólico, especialmente Estados como Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão. Para especialistas, os ventos no Brasil oferecem o dobro da qualidade da média mundial. “Os ventos nesta parte do País são regulares. No primeiro semestre, quando há chuva, eles são mais fracos, mas na segunda metade do ano, quando cessam, os Ventos Alísios são fortes”, diz Teixeira.(…) (Fonte: http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/interna/0,,OI3187601-EI10430,00.html).
Quanto ao pré-sal, deixa o bichinho, ele também tem sua contribuição a dar. Há, e o Delfim não precisa lembrar de tudo.
Zbigniew disse
Ainda sobre fontes alternativas no Brasil (embora ainda ache que devemos dar um crédito ao pré-sal):
“Biodiesel: B5 confirmado para Janeiro de 2010
Blog Brasil Bio – Um total de 64 empresas autorizadas a produzir biodiesel e uma capacidade nominal autorizada acima dos 4 bilhões de litros, permitiu ao Governo Federal a bater o martelo e determinar a entrada em vigor, a partir de 1º de janeiro de ano que vem, da obrigatoriedade de um novo percentual de mistura do biodiesel ao diesel comum. O chamado B5, que prevê 5% de mistura no combustível, deve ampliar os investimentos na indústria e consolidar o programa nacional de biodiesel, com maior participação também dos produtores rurais.
Biodiesel de dendê vai abastecer 216 locomotivas em Carajás
Hoje, o Brasil usa uma mistura de 4% o B4. No inicio do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), o B5 estava previsto para entrar em vigor a partir de janeiro de 2013, com a evolução do plano e apoiado na resposta positiva dada pelo mercado tanto por parte dos produtores de biodiesel, quanto da industria de fabricantes de automóveis (Anfavea), permitiu a antecipação da mistura. A antecipação para 2010 agrada o setor.
No Brasil, já se tem feito testes com percentual de 20% a 50% na indústria automobilística normal. A indústria de implementos agrícolas tem equipamentos, tratores com B50 até B100. A Vale do rio Doce já usa B20 em suas locomotivas e se prepara para o uso do B100. Curitiba começou a usar, agora em agosto, ônibus com o B100.
Esta boa resposta do mercado já permite o Governo Federal planejar algumas novas medidas almejando um acréscimo gradativo de 1% na mistura por ano, e, no caso das áreas metropolitanas, poder falar na mistura de 20%, o chamado B20 metropolitano.
Quanto mais aumenta a capacidade de produção de biodiesel no Brasil, maiores são os desafios. Como atender a demanda deste mercado crescente, principalmente pela ampliação da mistura do produto ao diesel? Qual a capacidade de produção no campo. A capacidade da indústria também?
Segundo o diretor-presidente da Brasil Ecodiesel, uma das maiores produtoras de biodiesel no país, Mauro Ceter, a capacidade é total.
“A indústria ainda tem uma sobrecapacidade e ainda convive com o problema de excesso de capacidade. Porém, na medida em que o governo vem aumentando estes índices de utilização do biodiesel no diesel mineral, vem obviamente ajudando o setor a se melhor posicionar”, disse Cerchiari.”
E esse Lula que só pensa em petróleo.
Chesterton disse
Pax, avidei que você se decepcionario com o PT, não eu outra. Avisei que o Lula não era o santo que você achava, finalmente você se deu conta. Avisei que o aquecimento global era manobra polkítica, e hoje você nem toca no assunto.
Agora aviso novamente. Energia alternativa? Ilusão. Não coloque seu rico dinheirinho aí. Daqui a 100 anos talvez as coisas mudem.
Chesterton disse
Pax, avisei que você se decepcionaria com o PT, não deu outra. Avisei que o Lula não era o santo que você achava, finalmente você se deu conta. Avisei que o aquecimento global era manobra política, e hoje você nem toca no assunto.
Agora aviso novamente. Energia alternativa? Ilusão. Não coloque seu rico dinheirinho aí. Daqui a 100 anos talvez as coisas mudem.
Pax disse
Chesterton,
De onde você tirou que estou investindo em energia alternativa?
Chesterton disse
Que alívio, você não colocou seu dinheiro onde sua boca (pela fala) está.
Infraero e o desvio de 1 bi « políticAética disse
[...] Atualização: Em setembro de 2009 a Agência Estado já havia anunciado a investigação da Política Federal. E a notícia foi colecionada no blog. Clique aqui. [...]