OAB quer afastar Arruda
Publicado por Pax em 05/02/2010
Segundo o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o bilhete apreendido agrava a situação do governador.
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Foto: Antônio Cruz/ABr – Brasília – O novo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante Júnior, durante entrevista coletiva sobre as denúncias de corrupção no governo do Distrito Federal |
OAB avalia medidas para pedir afastamento de Arruda
Lísia Gusmão – Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) avalia uma medida judicial para pedir o afastamento do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), se ficar comprovado seu envolvimento com a tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, testemunha do suposto esquema de pagamento de propina denunciado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF Durval Barbosa.
Com a colaboração de Sombra, a Polícia Federal (PF) flagrou ontem (4) o encontro do jornalista com Antonio Bento para o recebimento de R$ 200 mil em espécie para alterar seu depoimento sobre o caso.
Com Bento, que trabalha em um jornal de propriedade de Sombra e integra o Conselho Fiscal do Metrô desde 2007, a PF encontrou um bilhete que teria sido escrito pelo governador Arruda.
Segundo o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o bilhete apreendido agrava a situação do governador. “A Ordem já está estudando uma nova medida judicial para pleitear o afastamento do governador. Dependerá, obviamente, dos elementos probatórios. Já há um link maior que pode atribuir ao governador a condição de estar obstruindo as investigações. Isso pode ser feito”, disse o presidente da OAB.
Ophir Cavalcante pediu o afastamento do governador Arruda do cargo para garantir a celeridade das investigações e não descartou a hipótese de pedir sua prisão temporária, por meio de uma ação civil pública, por tentativa de obstrução. “Esperamos que o governador se afaste voluntariamente ou que a Justiça determine seu afastamento”, afirmou.
A OAB entrou hoje (5) com uma ação civil pública na Justiça Federal de Brasília pedindo a indisponibilidade dos bens de Arruda e dos deputados distritais investigados pela PF por participação no suposto esquema de pagamento de propina.
“Não se está aqui julgando, até porque não é nosso papel, mas exercendo um papel de controle social de zelar neste momento, em havendo desvio de recursos, para que seja devolvido à sociedade aquilo que dela foi retirado”, justificou Cavalcante, fazendo um apelo ao Superior Tribunal de Justiça, onde tramita o inquérito. “Esperamos que o STJ seja rigoroso e tome este caso como paradigma do combate à corrupção.”
Atualização: Leia também no Congresso em Foco
José Antonio Lahud Neto disse
Pax,
Antes tarde do que nunca. Repetindo o que perguntei outra dia : Ainda não vi nenhum deputado ou senador fazer um depoimento contundente contra Arruda e seus larápios. Nem o Gilmar Mendes!
Não é possivel, tem uma quadrilha no comando da capital do país e parece a coisa mais normal do mundo.Desculpe, esqueci que a dita capital é Brasília. Acho que os galinheiros de lá não têm mais galinhas. Só raposas…
Pax disse
Impressionante, José Antonio.
O corporativismo até já era esperado, mas o silêncio do STF na questão me parece um absurdo. Está na pauta da sociedade e parece que os digníssimos ministros não estão nem aí. Nem ao menos para uma explicação sobre porque o julgamento da constitucionalidade da lei orgânica do DF entra ou não na pauta.
José Antonio Lahud Neto disse
Pax,
É só desgraça,sabe o que descobri?
O Arruda e o Renan,é o Calheiros, torcem pro Botafogo. Além dos seis do Vasco, sou obrigado a suportar mais essa. Pobre Botafogo!!!
Pax disse
Muito bom este texto do Milton Hatoum no Terra Magazine:
Imunidade rima com impunidade
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4250378-EI6619,00-Imunidade+rima+com+impunidade.html