José Serra precisa ratificar seu vice, Álvaro Dias, e dizer não ao DEM. Marta Suplicy precisa cuidar do seu suplente ou da sua imagem.
Este post é uma miscelânea, um caso nada tem com o outro. Mas é a tentativa de matar dois coelhos com uma cajadada, ou não deixar em branco duas informações que passaram pelos bits da web e fazem pensar.
Começo pelo mais simples, como apregoava o Discurso Sobre o Método, do Descartes.
Marta Suplicy, segundo o twitter do Fabiano Angélico, coordenador de projetos da Transparência Brasil, especialista em Transparência e Combate à Corrupção, que evidentemente este blog acompanha, anunciou que seu suplente será Antonio Carlos Rodrigues (PR). Veja os dois microposts que Fabiano colocou ontem e chamaram a atenção:
1 - E a peemedebização do PT não tem mais fim: “Disputada, suplência de Marta Suplicy fica com presidente da Câmara de SP” http://bit.ly/cTscrw
2 - Eis a ficha corrida do suplente de Marta Suplicy http://migre.me/SP1K Vote Marta e leve ao Senado um político com várias ocorrências
Intrigantes, não? Sim, claro que sim se analisarmos a notícia do portal SigaMPost indicada na notícia (1). E lá afirma que esta vaga de suplente de Marta era disputada a tapas porque Marta já havia anunciado que não pretende ficar os 8 anos do mandato de senadora, caso venha a ser eleita e Dilma vença as eleições. Ou seja, Marta, eventualmente irá para um posto no governo de Dilma. E o suplente assume. Mas que é este suplente? Palocci declinou, e na briga de foice pela boca no senado quem venceu foi Antônio Carlos Rodrigues, atual presidente da Câmara de Vereadores da cidade de São Paulo. E qual o problema?
Bem, sua ficha. Não é nada que podemos chamar de tranquila. Como indica o post (2) do Fabiano. E que pode ser analisada neste link aqui.
Sinto muito, mas não consigo ajudar a colocar alguém com estes indicativos no Senado brasileiro. Aliás, nem mesmo acho que o Senado tenha lá grandes razões para existir, como já discutimos anteriormente, ainda mais povoado da forma que está e que pode vir a estar. Como diria Madre Tereza de Calcutá: “Me inclua fora dessa”.
Agora o caso de desamor entre o DEM e a escolha do vice de Serra, senador Álvaro Dias, do PSDB do PR, numa chapa puro sangue.
Ao acompanhar online, realtime (uma lista no twitter que monto e desmonto, dependendo de qual galo esteja cantando no momento) os presidenciáveis e as vozes dos principais atores dos partidos envolvidos nas alianças, que os jornais depois analisam, a crise com o DEM se desenhou. Sérgio Guerra bateu para o Roberto Jefferson quem seria o vice e o Bob bateu para o mundo. O blog viu o anúncio na hora, no momento do pênalti (ok, estamos no espírito da copa, então…). Quem resolveu tomar as dores foi o Ronaldo Caiado, também via twitter. E o quiprocó se tornou público. E notório. A jurupoca piou.
A partir daí todo mundo ficou sabendo que a aliança do PSDB com o DEM está em situação complicada, apesar de vários bombeiros aparecerem para apagar o incêndio.
Acontece que enquanto uns apagam, outros jogam gasolina no fogo. E essa briga pode, sim, afetar sobremaneira a campanha do Serra. No mínimo perder um espaço enorme na televisão. Mas é muito mais que isso.
Amanhã haverá a convenção do DEM, em um hotel em Brasília. Nem encomendaram fotos de José Serra para o evento, segundo a Folha de São Paulo, alertando sobre a questão.
Agora é acompanhar, um olho no gato e outro no peixe, um nos jogos da copa de amanhã e outro na convenção do DEM, um no TweetDeck e outro nas análises de jornalistas que valham a pena ler.
Atualização: enquanto escrevia o post, o colega Elias fazia um comentário sobre a celeuma do vice do Serra, que pode ser lida aqui, neste link. Sugiro com veemência sua leitura. Opinião importante.
Atualização 2: do blog do Noblat, do blog do Ilimar, via tweetdeck: “Alô, Rodrigo, é o Álvaro!” – Presidente do DEM descredita o vice do Serra.
Atualização 3 No Estadão: PSDB e DEM se reúnem novamente para tentar selar acordo sobre vice