A mais recente pesquisa de intenções de votos à presidência confirma a tendência das curvas e Dilma passa Serra pela primeira vez, com margem de 5 pontos percentuais . Marina sobe discretamente.
A pesquisa do Ibope, encomendada pela CNI, Confederação Nacional das Indústrias, e divulgada hoje, aponta Dilma com 40% das intenções, Serra com 35% e Marina aparece com 9%.
A análise mais simples que se pode fazer é que a estratégia da campanha da oposição não achou nem um rumo nem um discurso apropriados. Salvo engano, em um ano Dilma cresceu de 18 para 40% (+22 pontos) e Serra caiu de 38 para 35% (-3 pontos), no mesmo Ibope – fonte da coleção de pesquisas do blog do jornalista Fernando Rodrigues do Uol. Há inúmeras variáveis a serem consideradas, mas cabalmente temos uma candidata em constante ascensão e o outro candidato se movendo pouco, mas em declínio, agravado pelo fato que recentemente houve uma intensificação da campanha tucana ocupando espaços nos horários publicitários do PSDB e dos partidos aliados.
Uma destas tais variáveis é a definição da candidata em terceira colocação, Marina Silva do PV e a saída de Ciro Gomes da disputa, do PSB.
Marina tem ganhado um espaço bastante razoável na mídia, mas ainda não empolgou uma massa suficiente de votos que impeça a eleição plebiscitária que Lula desejou desde o começo dos movimentos eleitorais.
O fato concreto é que Dilma ganhou muito terreno na disputa. Talvez mais que o próprio PT acreditasse, mas ainda não o suficiente para uma definição em primeiro turno como alguns situacionistas mais otimistas querem declarar. A estratégia do PT de colar a imagem de Lula em Dilma parece dar certo.
Se a oposição teimar na agenda negativa, na tentativa de acusar a situação de incompetência e corrupção, problemas que ambos têm em vários setores e elementos de seus partidos, quem sabe a decisão realmente não aconteça no primeiro turno?
Se o tempo parasse, ou se as eleições fossem amanhã, Marina Silva seria, ou será, neste raciocínio, o fiel da balança no segundo turno.