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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo para 30 setembro, 2010

Genro de Ayres Britto pede R$ 4,5 milhões para livrar Roriz no Ficha Limpa

Publicado por Pax em 30/09/2010

A notícia abaixo, no site iG, expõe uma situação constrangedora para o ministro Ayres Britto, do STF. Seu genro pede R$ 4,5 milhões para Joaquim Roriz para que o sogro não vote no julgamento do recurso ao impedimento de sua candidatura pela Lei Ficha Limpa.

Ayres Britto foi o relator deste processo e votou contra Joaquim Roriz. Seu genro parece não honrar a família, caso esta acusação se confirme.

Em vídeo, genro de ministro do STF discute Ficha Limpa com Roriz – do site iG
Adriano Borges pede R$ 4,5 milhões para defender ex-governador, o que poderia tornar Ayres Britto impedido de julgar Ficha Limpa

Severino Motta e Danilo Fariello, iG Brasília

O delegado da antiga coligação encabeçada por Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal, Eri Varela, disse ao iG que vai ingressar nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma queixa-crime contra o ministro Carlos Ayres Britto, sua filha, Adriele Ayres de Britto, e seu genro, Adriano Borges. Eri Varela está de posse de uma gravação de video feita no começo do mês mostrando uma conversa entre Adriano Borges e o ex-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz. Na gravação, o advogado e o então candidato discutem uma forma de interferir no resultado do julgamento que o STF faria dias depois sobre recurso que o ex-governador moveu contra sua inclusão na lei do Ficha Limpa decidida pela Justiça Eleitoral. Caso sua inclusão no Ficha Limpa fosse mantida pelos ministros do Supremo, Roriz não poderia mais ser candidato. No video, Borges e Roriz falam em honorários na casa de 4,5 milhões de reais para a missão. Eri Varela diz ainda que a representação incluirá o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, cujo nome é citado num trecho do video.

Nas gravações, o genro do ministro diz que sua assinatura e o papel timbrado de seu escritório na representação feita por Roriz ao STF levariam seu sogro, Ayres Britto, a se declarar impedido. Segundo as regras regras vigentes, ter o genro como advogado de uma das partes é motivo bastante para que um ministro se declare impedido. Roriz dá a entender na gravação que, caso permanecesse na votação, Ayres Britto seria contrário ao seu pleito. A conversa entre os dois não prosperou. Dias depois, na madrugada de sexta-feira 24, o Supremo Tribunal Federal encerrou a sessao de votação do recurso de Roriz com um empate, 5 a 5. Ayres Britto votou contra Roriz. Diante do impasse, na manhã seguinte o candidato ao governo do Distrito Federal renunciou a favor de sua mulher, Weslian.

Continua no iG

Enviado em Adriano Borges, Joaquim Roriz, Projeto de lei Ficha Limpa | 17 Comentários »

Folha versus Serra e Mendes

Publicado por Pax em 30/09/2010

José Serra e Gilmar Mendes, através de suas assessorias, afirmam que a Folha publicou notícia falsa, que o candidato tucano teria ligado para o Ministro, ontem, antes da deliberação do STF sobre a necessidade de dois documentos para votar nas eleições de domingo próximo.

O STF interrompeu seu julgamento por conta de um pedido de vista do processo pelo Ministro.

Uma hora a Folha terá que esclarecer sua notícia. E se for confirmada?

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar

MOACYR LOPES JUNIOR e CATIA SEABRA
Folha.com – DE SÃO PAULO

Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.

Continua na Folha

Atualização: E já tem tititi falando em impeachment de Mendes. O blog acredita que não passará disso. Todo caso, vejam o que diz Wálter Fanganiello Maierovitch – Nos corredores do Supremo, fala-se em impeachment de Gilmar Mendes
– no Terra Magazine

Atualização2: Mais notícias sobre o caso no site Terra:

AMB diz que Mendes não permitiria interferência de Serra

OAB: suspeita de interferência de Serra no STF é “preocupante”

Jefferson no Twitter: Serra “mandou mal e expôs Gilmar Mendes”

Esta última, do twitter do Roberto Jefferson, claro, a melhor de todas. Aliado bom este. Só não se sabe de quem, se de Serra ou de Dilma.

Enviado em Eleições 2010 | 48 Comentários »

Estadão vai de Marta (ano: 2000)

Publicado por Pax em 30/09/2010

Em meio ao quiprocó de tantos mais exaltados por conta dos editoriais do Estadão e da Folha neste fim de semana passado, Eugênio Bucci, um estudioso professor de jornalismo, lembra que em 2000 o Estadão declarou que ia de Marta Suplicy que disputava a prefeitura de São Paulo com Paulo Maluf.

O blog sugere a leitura completa do post no Observatório da Imprensa. Abaixo a primeira parte:

Memórias sonolentas para eleições violentas

Por Eugênio Bucci em 30/9/2010

Nas eleições que correm, alguns veículos declararam seu apoio a um ou a outro candidato ao Planalto. Primeiro foi a revista CartaCapital, que afirmou sua preferência por Dilma Rousseff. O diário O Estado de S.Paulo, no domingo (26/9), manifestou-se favorável ao candidato tucano, José Serra.

Há um frisson em torno do tema. Mais que frisson. Os cabos eleitorais se excitam, exaltam-se, gritam de punhos cerrados, socando o ar. Acreditam que, com seus decibéis a mais, desmascaram as “mídias” tendenciosas que, finalmente, deram nomes a seus próprios bois. Discursam com fúria justiceira.

E vã. Rigorosamente, ninguém deveria perder muito tempo com isso. Desde os tempos da máquina de escrever, ou mesmo antes, desde os tempos do Lívio Xavier, de Rui Barbosa, e mais longe ainda, desde as eras de Hipólito da Costa, jornais no Brasil e no mundo tomam partido num debate ou noutro, às vezes discretamente, outras vezes com alarde. Também em eleições, claro. Há diários que cerram fileiras com um partido e não nominam candidatos. Outros, menos reservados, personalizam a questão e pedem voto num sujeito de carne, osso, nome e sobrenome. O que não contraria em nada a tradição jornalística. Desde que não contamine a cobertura honesta dos fatos, um editorial de apoio a uma campanha (cívica, eleitoral, militar, desportiva, o que for) não mata a credibilidade de ninguém. Antes o contrário: declarar abertamente a preferência partidária, ao menos nas condições normais de temperatura e pressão, é uma forma de jogar mais limpo com o leitor.

Só o que é preciso é saber que não estamos diante de um imperativo incontornável. A imprensa conhece mil maneiras de se posicionar – ou de não se posicionar. Mil maneiras e mais outras mil. Só é preciso saber que os jornais têm o direito de declarar ou de não declarar em quem os seus dirigentes pretendem votar, assim como têm também o direito de não declarar coisa alguma. A declaração de voto não é obrigatória, assim como não é errada. Um diário pode, com toda a legitimidade, preferir não tomar partido – ainda que sua cobertura sugira uma inclinação para esse lado ou aquele lado da disputa. Se essa inclinação ferir ou frustrar a justa expectativa dos leitores, o problema é desse jornal. Ele terá que pagar o preço pelas forçadas de mão.

Não há neutralidade na imprensa, já se sabe desde a invenção da escrita. O que pode haver, se quisermos ser otimistas, é um pouco de objetividade (no sentido de fazer com que o relato decorra mais do objeto que é a pauta e menos do sujeito que a escreve). O que pode haver é boa fé. O que pode haver é transparência. Agora: declarar voto não é sinônimo automático de transparência. Assim como é possível mentir dizendo só (fragmentos d’) a verdade (“a verdade é seu dom de iludir”), é possível ser opaco e traiçoeiro declarando voto a todo momento.

Nessa matéria, vale repetir, não há receita universal. A única receita é o respeito pela autonomia de cada um e pelo público leitor. Cada órgão jornalístico é autônomo para decidir sobre o modo de se conduzir – e a instituição da imprensa será tanto mais saudável quanto mais diversidade comportar. No mais, cada um que resolva o pacto que quer firmar – e respeitar – com o seu público. É assim que funciona. Aliás, é só assim que funciona.

Continua no Observatório da Imprensa

Enviado em Eleições 2010 | 26 Comentários »

 
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