O debate entre Dilma e Serra, proporcionado pela Rede TV – Folha e com pico de 7 pontos no Ibope em São Paulo, foi cansativo. Há uma pesquisa qualitativa com 27 participantes dos quais 22 se declararam realmente indecisos. Serra teve avaliação um pouco melhor que Dilma.
A questão do aborto deu lugar a questão das privatizações.
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Em debate, Dilma e Serra tentam desviar de escândalos – Nara Alves e Ricardo Galhardo, iG São Paulo
Assuntos como as suspeitas envolvendo Paulo Preto e o caso Erenice Guerra só apareceram em perguntas de jornalistas
Em mais um debate na televisão neste segundo turno da eleição presidencial, os candidatos ao Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tentaram deixar de lado as polêmicas e escândalos de corrupção. Embora tenham mantido o tom duro ao longo do confronto, realizado pela Rede TV na noite deste domingo, ambos preferiram falar sobre temas como privatizações, transportes e combate às drogas.
Denúncias que pautaram a campanha deste ano só apareceram no terceiro bloco, trazidas pelos jornalistas dos veículos organizadores do evento. A jornalista Renata Lo Prete questionou Serra sobre o fato de ter dito não conhecer Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana. “Eu sou vítima disso”, disse Serra, negando que tenha dito não conhecer o ex-diretor da Dersa. “Me perguntaram se eu conhecia um Paulo Preto e eu disse que não, pois o conheço como Paulo Souza”, emendou.
A jornalista Patricia Zorzan encarregou-se de trazer ao debate o caso da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço direito de Dilma e deixou o cargo em meio a denúncias de um suposto esquema de lobby envolvendo seu filho. “Eu vejo a situação da Erenice com muita indignação. Não concordo com a contratação de parentes e amigos”, respondeu Dilma.
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Serra vai um pouco melhor que Dilma em debate morno – Estadão por Jose Roberto de Toledo
Pesquisa qualitativa feita durante o debate da RedeTV! mostrou que, para eleitores indecisos paulistanos, José Serra (PSDB) foi um pouco melhor do que Dilma Rousseff (PT): ele manteve uma média mais alta, embora não muito, durante o confronto, foi melhor em mais blocos e, ao final, virou mais votos a seu favor.
Os resultados não podem ser extrapolados para todo o eleitorado brasileiro. Serve como indicativo dos pontos altos e baixos das falas dos presidenciávels. E dá pistas de quem foi melhor ou pior.
Numa escala que vai de 0 a 100 e 50 é o ponto de partida dos eleitores, Dilma e Serra nunca ficaram abaixo de 40, na média, nem ultrapassaram 75. O tucano passou mais tempo entre 60 e 70, enquanto a petista ficou mais vezes entre 50 e 60.
Ambos bateram em 75, mas Serra o fez mais vezes. Dilma chegou a 40, logo no primeiro bloco, ao enrolar-se em uma resposta sobre educação. Serra nunca teve menos do que 45.
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Outras notícias:
1 – A campanha do PT parece mais fraca na internet. Tudo indica que o guru Marcelo Branco não tem tanta competência como foi alardeado: Termômetro da Política – iG
2 – A gráfica que imprimiu 2,1 milhões de planfetos religiosos anti-Dilma é de uma filiada ao PSDB: Gráfica de tucana fez panfletos anti-Dilma – Folha
3 – O PSDB bate no caso Erenice: Na reta final, PSDB insiste no elo entre Dilma e Erenice – Estadão
Atualização: Há uma crítica sobre o debate ainda melhor que acaba de sair – Oportunidade desperdiçada – por Alberto Dines – Observatório da Imprensa.
Mais um debate desperdiçado. É o segundo do segundo turno. As mensagens de propaganda política nos intervalos dos blocos foram mais incisivas e contundentes, inclusive o comercial da Folha de S.Paulo, com forte conotação antitotalitária.
Os candidatos continuam engessados pelos marqueteiros e pelas respectivas fragilidades programáticas. A questão ambiental sequer foi aflorada. Os vinte milhões de eleitores de Marina Silva mereciam uma palavra sobre o assunto.
O único dado positivo do debate Folha-Rede-TV! foi a eliminação da histeria religiosa. Acabou o Auto da Fé, o surto inquisitorial foi dominado. O Todo Poderoso só foi invocado uma vez e erroneamente: no lugar de acreditar na vitória “com a ajuda de Deus”, saiu um “graças a Deus”. Não é pecado: nosso compromisso laico não chegou a ficar ameaçado.
Continua no Observatório da Imprensa…