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Primeira mulher presidente do Brasil

Posted by Pax em 01/11/2010

Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil

Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Dilma Vana Rousseff, foi eleita hoje (31) presidente da República para o período de 2010 a 2014. Sem nunca ter disputado uma eleição, ela é a primeira mulher a chegar ao mais alto cargo do país. Economista, ex-ministra do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma teve a eleição definida quando atingiu 55,43% dos votos válidos no segundo turno das eleições, ante 44,57% do candidato do PSDB, José Serra
Na campanha, Dilma destacou as conquistas dos dois mandatos do governo do presidente Lula, que a indicou para concorrer à Presidência. O seu mote de campanha foi a necessidade de o Brasil continuar crescendo na economia com inclusão social. A presidente eleita ressaltou que 28 milhões de pessoas deixaram a situação de miséria ao longo desses quase oito anos e prometeu trabalhar para erradicar definitivamente a pobreza no país.

No comando da Casa Civil, a presidente eleita conhecida por seu estilo durona, coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais marcas do governo Lula, com ações em praticamente todas as áreas, desde infraestrutura até segurança pública. Dilma também foi responsável pelo lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, de forte apelo social.

Mineira de nascimento, Dilma começou na política no movimento estudantil, em Belo Horizonte. Combateu a ditadura militar (1964-1985), o que a levou à prisão, onde foi torturada. Em liberdade, recomeçou a vida em Porto Alegre, ao lado do ex-deputado Carlos Araújo, com quem era casada à época. Na capital gaúcha, participou da fundação do PDT de Leonel Brizola. Em 2000, deixou a sigla, junto com alguns trabalhistas históricos, como o ex-prefeito de Porto Alegre Sereno Chaise, e se filiou ao PT.

Dilma nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte, em uma família de classe média alta. Filha da professora Dilma Jane Rousseff e do advogado Pedro Rousseff, um búlgaro naturalizado brasileiro com quem adquiriu o gosto pela leitura. De acordo com pessoas próximas, Dilma era uma devoradora de livros, tendo construído uma sólida formação intelectual. Até os 15 anos, estudou no tradicional Colégio Sion, atual Colégio Santa Doroteia, escola onde eram educadas as filhas da elite da capital mineira. Ao ingressar no ensino médio, passou para o Colégio Estadual, escola pública mista, mais liberal, onde surgiram muitos dos líderes da resistência à ditadura em Minas.

Resultado final no site do TSE: Dilma 55.752.092 (56,05%) e Serra 43.710.422 (43,95%)

Os governadores eleitos nos estados – site Congresso em Foco

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86 Respostas to “Primeira mulher presidente do Brasil”

  1. Zbigniew said

    Enxergo a vitória da Dilma por vários ângulos. A continuidade do governo Lula (até porque ela fez parte importante deste governo) e o aprofundamento e consolidação das políticas por ele implementadas. A possibilidade de renovação de uma oposição, agora mais responsável, mais propositiva, menos truculenta e com novos atores. A vitória, pela primeira vez, de uma mulher. A sua força simbólica reforça os pilares da democracia brasileira, dando exemplo de que, embora precise evoluir em muitos sentidos (o trato com a coisa pública, a questão da corrupção, as relações passionais de parcela da mídia com grupos de poder), foi capaz de colocar um operário “iletrado” e agora uma mulher, e, com certeza, poderá colocar um negro ou qualquer outra pessoa, independentemente dos preconceitos instalados na sociedade. Evidentemente que isto é um aspecto, pois o caráter e a capacidade de aglutinar forças geradoras de políticas em prol do país e de toda a sua população devem estar sempre em evidência.

    O outro aspecto refere-se ao próprio Presidente Lula. Se rememorarmos o que aconteceu com Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart, três dos quatros Presidentes mais “populistas” do Brasil, é certo que com o Lula, finalmente, foi definitivamente alcançado o sonho de colocar o povo no centro das decisões políticas brasileiras, através de ações de cunho desenvolvimentista e social-democrático, observando-se que as campanhas tiveram que confirma a continuidade de ativos como o Bolsa-Família, a valorização do salário mínimo, a questão do saneamento e da habitação, bem como a continuidade da oferta de crédito e da construção de moradias, agora não mais sob a forma de promessa vazias, mas com base naquilo que o governo que se encerra efetivamente conseguiu realizar. Tudo isto deu amparo à decisão da sociedade de colocar a primeira mulher na situação de Presidente do Brasil, como a premiar aquilo que foi feito pelo Lula.

    A Dilma vem de um governo de boa cepa e com grife, mas deve ter luz própria, manter as boas políticas que aí estão e, nada mais, nada menos do que melhorá-las onde pode e deve melhorar. Tudo isto sob a intensa fiscalização da oposição, da mídia (responsável e irresponsável) e da web. A responsabilidade é grande, bem como o desafio, mas as bases já foram lançadas e, como se pode depreender do recado das urnas, não comporta retrocessos. Porque em política não existe vácuo, nem espaços em branco, porque serão rapidamente preenchidos. O PT que o diga.

  2. HRP said

    Parabens :
    Rio, MG, Bahia, Pe, e todos os estados que levaram Dilma a Brasilia!
    Até o Dunga deu de relho nos costados do carequinha!

    http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/09/5982-ironizado+por+tucano+dunga+afaga+lula+e+dilma.html

  3. Elias said

    Além de garantir a continuidade da orientação política adotada nos últimos 8 anos, as eleições de 2010 proporcionaram à nova Presidente da República um certo conforto operacional no Congresso. Condição que seus antecessores nem sonharam ter.

    O cenário é extremamente favorável à realização das reformas de que o país necessita para se lançar a vôos mais altos.

    A prioridade, claro, é acabar com a miséria estrutural.

    Mas as desigualdades intersociais e interregionais não serão afetadas sem as reformas tributária e fiscal que, por seu turno, dependem da reforma política. E as reformas tributária e fiscal arrastam, atrás de si, as reformas da previdência, do sistema de saúde, do sistema de segurança pública, etc, etc.

    É, portanto, pela reforma política que Dilma deve começar a deixar sua marca.

    Seus antecessores não poderiam iniciar nada por aí, porque tinham urgências maiores: estabilidade econômica (FHC), retomada do crescimento com inclusão social (Lula).

    A estabilidade econômica foi estabelecida por FHC; a retomada do crescimento com inclusão social foi deflagrada por Lula, sem prejuízo da estabilidade econômica que herdou de FHC.

    Dilma recebe de Lula um país economicamente estável, com a economia em expansão e onde a questão social deixou de ser palavrão e caso de polícia.

    Impossível imaginar momento melhor do que este, pra iniciar as reformas.

    E o melhor é que ninguém precisa correr pra apagar incêndio como se fosse tirar o pai da forca. Dá pra ser um negócio pensado, debatido em minúcias, mobilizando o país inteiro para esse propósito.

    O PSDB foi derrotado nas urnas. Mas poderá ser o grande vitorioso das reformas.

    Ou poderá se esfrangalhar. Neste caso, quem perde é o Brasil.

  4. Luiz said

    (Trago para cá comentário colocado no post anterior)

    Pouco a acrescentar ao que os companheiros já disseram acima.

    Linda vitória de Dilma e de todos os verdadeiros democratas deste país.

    Que ela governe bem.

    E só para não deixar passar: LAMENTÁVEL o discurso do Serra. Provou por A+B que o povo brasileiro está certo ao virar as costas para ele.

  5. Pax said

    Bem, alguns saem esfrangalhados, sim.

    O DEM acho que é o principal. Micou. Merecidamente. Quem definiu o DEM nem foi a situação, mas a própria base da oposição, nas palavras do presidente do PTB: “O DEM é uma m…”. Tá lá, registrado, mesmo que o cidadão tenha apagado e inventado história diferente depois.

    O PSDB ganhou para governador em muitos estados brasileiros. Mas em âmbito nacional a desunião acabou refletida na derrota nas urnas. Não foi avassaladora, mas 10% é uma derrota inquestionável. Aécio, mineiramente, tem lá sua participação nesta?

    O PSB cresceu um bocado.

    Resta saber, pra mim:

    – Como será o rateio político com o PMDB e os outros aliados. Torço, e muito, que Dilma seja mais firme que Lula neste rateio. Tomara que seja. Rateio há e sempre haverá, mas que quem assumir as pastas mostre serviço para o povo e não para o “seu povo” ou bolso. Sabemos do que estou falando. Se o camarada for safado e fizer canalhice, toda força para que Dilma mostre suas garras. Caso ela se perca aqui, põe em risco seu governo, seu nome e o futuro do PT que saiu, no meu entender, pior que entrou nestas eleições. O povo mandou esta mensagem, sim. Lula tem mais de 80% de aprovação, o PT talvez não tenha metade disso.

    – No primeiro discurso Dilma deu o tom: consumo interno, liberdade de imprensa, fim da miséria etc. Tomara que se lembre deste discurso sempre. Em especial tomara que lembre do que falou sobre liberdade de imprensa. Mesmo que seja para ser muito ruim.

    – Falando em imprensa, tem gente que saiu menor, bem menor, nesta área. Faço somente uma pergunta e confesso que não sei bem a resposta, mas lá vai: Supondo que Aécio seja o novo nome da oposição para a disputa em 2014, você acha que ele gostaria que seu nome fosse associado ao tio, por exemplo? Ao Diogo? Ao Olavo? Me parece que o Aécio é mais esperto que isso. Mas confesso a dúvida.

    – De novo imprensa: Folha e Veja saem pequenos. Estadão, que vinha melhorando, voltou para trás, piorou. Globo? Bem, melhorar não melhorou. Resumo: realmente o Brasil precisa não só de uma boa oposição, como diz o caro Elias, como também melhorar um bocado na impresa. Sem esquecer também que Carta Capital, Agência Brasil etc saíram piores que entraram.

    – Internet: Houve de tudo, mas se pegar o apanhado geral o que dá? O tamanho da baixaria não foi pequeno. Mas aqui não há controle e acho, em síntese, que sai maior que entra nas eleições. O rumo será definido, cada vez mais, acredito eu, pela qualidade. Alguns vão ter gás para continuar, outros perderão audiência. Aqui mesmo tenho certeza que a audiência ficará menor. Este blog precisa se repensar. Quem quiser ajudar, sinta-se à vontade. Continuo achando que o melhor daqui é o que rola abaixo dos posts, nas discussões, mas perdemos um bocado com muito lixo trazido, em minha opinião.

    – Independente de qualquer coisa, o mote, o carro chefe do blog, continuará. Onde houver corrupção apontada na grande mídia, aqui estará colecionada. E neste ponto continuo, como sempre, pedindo ajuda de todos.

  6. Pax said

    Esqueci de comentar: e agora Marina? Pra que lado os ventos te levarão. Há um fenômeno nestas eleições que indicam um capital político razoável, muito razoável. Ao mesmo tempo há uma sinuca danada.

    Ou se abraça, ou se despedaça.

    Melhor que a causa tenha um bom rumo. Ainda mais sabendo que ela é inexorável, em minha opinião. Há uma turma que acha que não, que isto pouco importa. Esta não é minha turma.

  7. Pax said

    Alguém tem o link para o discurso do Serra? Não vi.

  8. Sem polemizar:
    PT tem a maior bancada na camara.

  9. Luiz said

    Pax,

    Tenta este: http://www.youtube.com/watch?v=01h6ukBFMTQ

  10. Pax said

    Não é polêmica, caro HRP, é um bom ponto, sim.

    Mas continuo achando que o PT saiu pior que entrou, não menor que entrou.

    Opinião pessoal, sujeita à críticas e trovoadas, claro.

  11. Luiz said

    Pax,

    Uma reforma política é inevitável. Até Dilma sinalizou.

    A questão será a forma de conduzí-la e seus reais objetivos.
    Via Congresso (esse eleito ou qualquer outro), sem chance. Sairá um monstrengo no rumo da partidocracia.

    Uma mobilização popular tipo Ficha Limpa será necessária para termos algo que represente avanço real, contornando as burocracias partidárias (todas elas).

  12. Chesterton said

    Mudança estratégica. se antes a tática era derrubar a Dilma e depois o Serra, Agora é só derrubar a Dilma.

    Abaixo Dilma!

  13. Chesterton said

    Elias, a Ana Julia não iria ganhar o governo do Pará?

  14. vilarnovo said

    Luiz – Vc não acha que já vivemos hoje uma partitocracia??

    Caríssimos, sem querer ser chato. Dilma só está esquentando a cadeira…

    Apesar de ter gostado bastante da análise do Elias, não tenho a menor ilusão de que não andaremos para o lado. Mais uma vez.

    Bom, para mim já seria bom demais se ela substituisse o Mantega pelo Palocci. Não aguento mais o Mantega falando merda.

  15. vilarnovo said

    Luiz – O que foi de tão lamentável no discurso do Serra. Achei bem chapa branca… quer dizer, não falou nada demais.

  16. vilarnovo said

    Pax – http://www1.folha.uol.com.br/poder/823627-leia-a-integra-do-discurso-do-candidato-derrotado-a-presidencia-jose-serra.shtml

  17. vilarnovo said

    Ah, e podem esperar, a CPMF vai voltar.

  18. vilarnovo said

    Ah, e podem esperar, a CPMF vai voltar. Para a felicidade geral daqueles que querem trabalhar mais uns dias para dar ao governo. Acham que os cinco meses que fazemos isso ao ano não bastam…

    Alguém aqui quer apostar??? 100 reais??

  19. vilarnovo said

    Até quando comete seus crimes, o PT consegue uma maneira de colocar as mãos nos bolsos dos contribuintes:

    Quem tem uma dívida com a Receita e precisa pedir a um contador para calcular o parcelamento agora tem de dar uma autorização expedida em cartório. Custa R$ 160.

  20. Olá!

    “Luiz – O que foi de tão lamentável no discurso do Serra. Achei bem chapa branca… quer dizer, não falou nada demais.”

    Vilarnovo, o que lhe escapa nessa questão não é se, realmente, o José Serra disse ou não algo lamentável, mas, sim, o fato de que, para os esquerdo-petistas, qualquer coisa que não seja na mesma linha ideológica deles é ruim, golpista, lamentável, elitista, americanizado e etc.

    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

    Depois do PNDH-3 a Dilma Rousseff vir falar de irrestrita liberdade de imprensa chega a ser uma enorme palhaçada. Mas, enfim, é o PT. Esperem mais estatismo, mais Estado atuando como vendedor de adubo, gasolina, plano de Internet banda larga, seguros e etc — fora os mares de corrupção que converteram as instituições do país na casa da Mãe Joana.

    Nos EUA há uma piada política de que por lá existem o partido capitalista e o outro partido capitalista. Adaptando esse contexto para o Brasil, bem que poderia ser dito que por cá existem o partido esquerdista e o outro partido esquerdista.

    Enquanto o Brasil não passar por profundas reformas estruturais, é triste afirmar isso, mas este pobre país dificilmente atingirá um patamar mínimo de civilização. O problema é que os valores que construíram o mundo civilizado não são defendidos honestamente por nenhum partido brasileiro — quando o fazem é no sentido demagógico da coisa.

    Enfim, a vida e a história seguem adiante.

    Até!

    Marcelo

  21. Luiz said

    Vilarnovo,

    #14,

    Concordo, a partidocracia já existe, mas pelo gosto deles seria consideravelmente ampliada.

    #15,

    Foi rancoroso, arrogante, pedante, falou para o público interno tucano ao invés de para a população inteira,…
    Continuo?

  22. vilarnovo said

    Mas Luiz, em que parte???

    “Eu disputei com muito orgulho a Presidência da República. Quis o povo que não fosse agora. Mas digo, aqui, de coração, que sou muito grato aos 43,6 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em mim. Sou muito grato a todos e a todas que colocaram um adesivo, uma camiseta que carregaram uma bandeira com Serra 45. ”

    Aqui ele fala para os 43,6 milhões de votos que teve. E olha só, não é pouca coisa não.

    O único ponto que vc poderia dizer algo é o final:

    “Para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade. Nós vamos dar a nossa contribuição ao país, em defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar e de serem ouvidos. Vamos dar a nossa contribuição como partidos, como parlamentares, como governadores. Essa será a nossa luta.”

    O que há de arrogância aqui?? O que há de pedantismo?? O que, na sua opinião, ele deveria falar? Que desiste da política? Que o negócio agora é ter um único partido sendo esse o PT?

    Dá uma dica aí…

    Ou será que estou lendo o discurso errado??

  23. Luiz said

    Vilarnovo,

    Pra começar, além do “que” se diz, importa “como” se diz. O texto frio do discurso não revela tudo que ele significa. Se você assistiu “ao vivo” vai saber a diferença…

    A arrogância e o pedantismo transpareceram, por exemplo (mas não só aí…), no segundo trecho que você transcreveu. Caramba, ele perdeu a eleição. O povo recusou esse discurso alarmista e exagerado de “defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar e de serem ouvidos” (lembra quando alguém falou em mexicanização da política brasileira? Pois é…). Se ele tivesse dito que eles iriam para uma oposição vigilante, atenta, tudo bem, ótimo até. Mas ele se ocupou em avisar que iriam “cavar trincheiras”. Dose…

    Repare: não estou dizendo que ele devia fazer um discurso de rendição incondicional. Mas o que ele fez foi chamar pra briga desde já, começando dentro do próprio partido (Aécio que se cuide…).

    E a expressão “Quis o povo que não fosse agora”, me desculpe, é arrogante, algo como “vocês vão ter de me engolir”. Ele poderia ter dito o mesmo conteúdo (o povo decidiu por outro caminho) de dezenas de formas diferentes sem soar arrogante. Mas não o fez. Não tem grandeza pra isso.

    Pena. Nem de longe ele é a pior figura que estava naquele palco ontem.

  24. vilarnovo said

    Luiz – Aí tudo bem… realmente só li o texto. Não vi o discurso.

    “O povo recusou esse discurso alarmista e exagerado de “defesa da pátria, da liberdade, da democracia, do direito que todos têm de falar e de serem ouvidos” (lembra quando alguém falou em mexicanização da política brasileira? Pois é…). ”

    Não concordo com vc. Dilma venceu porque teve mais votos. Você está generalizando a coisa. Parece que 100% dos brasileiros votaram em Dilma. Vc não pode esquecer que mais de 40 milhões de pessoas não compraram também o discurso alarmista e exagerado de “defesa do Bolsa Família, da Petrossauro, do fim da liberdade de imprensa” da Dilma.

    40 milhões de pessoas não é um número pequeno. Não se esqueça disso.

    “E a expressão “Quis o povo que não fosse agora”, me desculpe, é arrogante, algo como “vocês vão ter de me engolir”. ”

    Porque?? Discordo também. Não consigo achar que alguém em um país democrático, que reconhece a legitimidade da decisão de uma eleição nas mãos do povo, como algo arrogante? Arrogante é dizer “a opinião pública somos nós (eu)”. Percebe a diferença?

    Sinceramente, pelo menos no texto, não vi arrogância alguma.

  25. vilarnovo said

    Luiz – Só para complementar. Acho sim Serra um poço de arrogância. Acho que a derrota é muito reflexo disso. Mas mesmo assim não consegui ver isso no texto do discurso.

    Abraços.

  26. Luiz said

    Vilarnovo,

    Permita que eu me corrija (e talvez o que eu disse faça mais sentido): deveria ter dito “soou algo como “vocês vão ter…”.

    E em nenhum momento eu quis passar a impressão de que 100% dos brasileiros apoiaram Dilma. Para ser mais rigoroso, considero as votações no primeiro turno mais verdadeiras em termos de apoio incondicional (ou algo assim). Os acréscimos do segundo turno eu computo em boa parte ao voto no “menos pior”, que é exatamente o que acontece em qualquer democracia com esse mecanismo (dois turnos). Os franceses tem até uma expressão que diz que votam no 1º turno com a mão no coração e no 2º com a mão no bolso… Enfim, o que eu dizer é que uma maioria do nosso povo recusou a visão de país da chapa derrotada (repare: da chapa…).

    E, aqui pra nós, nossas liberdades nunca estiveram realmente ameaçadas durante o governo Lula ou pela campanha de Dilma. Da mesma forma, e concordando em parte com você, o Bolsa Família e a Petrobrás também não estavam sob risco pelo menos imediato. Cada campanha vendeu o fantasma que lhe convinha…

  27. Anrafel said

    Tancredo Neves, convicto de que ganharia a eleição indireta, formou uma comissão para elaborar as diretrizes econômicas do seu governo. Para chefiar essa comissão, Franco Montoro indicou e Tancredo aceitou o nome de Serra.

    Admirado com a disposição de trabalho de Serra, o ex-quase presidente teria dito: “Esse rapaz não quer ser ministro, não. ele quer ser é presidente”.

    E isso aí. José Serra se preparou a vida toda para ser presidente do Brasil. Não deu sorte. O segundo governo de FHC não lhe ajudou em 2002 e o bom governo de Lula semeou a confusão em sua campanha.

    Qual o seu destino agora? A presidência do PSDB fatalmente irá parar nas mãos de Aécio. Eleições federais só em 2014, quando o neto de Tancredo dificilmente abrirá mão de sua candidatura.

    (Por falar em pessoas que sonharam com a Presidência da República, lembro de Brizola e Ulysses Guimarães. o primeiro atropelado por um sujeito lá das Alagoas e pelo sapo barbudo, e o segundo, à frente do maior partido do Brasil à época, com menos de 5% dos votos. A política é cruel).

  28. Elias said

    Pax,

    Não tá nada fácil enviar um comentário pro PolíticaÉtica. O que está havendo?

    Chester,

    Nunca disse que a Ana Júlia venceria no Pará. Disse que Jatene havia vencido o 1º turno e que, no 2º, os dados estavam rolando.

    Acho que Ana Júlia fez um bom governo e uma boa campanha eleitoral.

    Só que, em termos de campanha, a do Jatene foi muito mais bem feita. Bateu duro, mas jogou limpo. Sem baixarias. Venceu bem.

    Principalmente no 1º turno, ele se manteve bem distante de Serra. Só no 2º turno apareceram uns adesivos vinculando o Jatene ao Serra.

    No passado, muita gente pensou — erradamente — que Jatene era um poste. Isso porque ele chegou à meia idade sem nunca haver disputado uma eleição, nem pra grêmio estudantil. Era um economista, funcionário público de carreira que se ligou primeiro à Jader e, depois, a Almir Gabriel. Foi secretário de Estado de ambos (e secretário geral de todos os ministérios que Jader assunmiu).

    De repente, Almir sacou Jatene do bolso do colete pra disputar a eleição pra governador, em 2002. No 2º turno, Jatene venceu Maria do Carmo (PT), hoje prefeita de Santarém. Passou-se a dizer que Jatene era um poste, que só tinha vencido a eleição por causa de Almir Gabriel, etc, etc.

    Pode ser. Mas o fato é que, ao final de seu mandato, em 2006, Jatene liderava todas as pesquisas de intenção de voto para governador. Se ele houvesse se candidatado em 2006, provavelmente teria sido reeleito sem muitas dificuldades.

    Acontece que o PSDB deu o golpe nele, e lançou Almir Gabriel, que acabou perdendo pra Ana Júlia e culpando Jatene pela derrota. De mestre (Almir) e discípulo (Jatene), eles se tornaram inimigos desde crianças.

    Ao longo dos últimos 4 anos Jatene depurou o PSDB. Descartou Almir Gabriel (que acabou saindo do partido), juntou os cacos, se recompôs com o antigo desafeto, Flexa Ribeiro (que se elegeu senador, com mais votos que Jader Barbalho), e, pacientemente, transformou o PSDB numa máquina de ganhar eleição.

    Todas as sondagens feitas de 2007 pra cá deram Jatene como vencedor nas eleições para governador em 2010. Por algum tempo, as sondagens davam a vitória a ele no 1º turno (o que quase acabou acontecendo).

    Acontece que o cabra é bom de voto. No PT, todos sabiam desde sempre que enfrentar Jatene em 2010 seria quebrar uma pedreira.

    Não deu. Agora é a vez do PT se rearrumar, se depurar e recuperar a garra que teve no passado e que só se fez presente nas 2 últimas semanas da campanha do 2º turno.

    Creio que o PT terá que se reinventar no Pará. A geração que fundou o partido, no início dos 1980, e que tinha seus trinta e poucos na época, hoje está sessentona e já deu o seu recado. Um recado com muitas coisas boas e outras nem tanto, como seria de se esperar numa realização humana… Mas o saldo é positivo.

    De qualquer modo, essa geração já deu tudo ou quase tudo o que tinha pra dar. Agora, acho que chegou a hora de abrir espaço para as gerações mais novas que já estão pintando no pedaço, com muita gente boa, trabalhadora e honesta.

  29. Pax said

    Elias, aqui tá tudo normal.

    Alguém mais está com dificuldades de mandar comentários?

    O servidor deste blog é fora daqui do Brasil, não tenho controle sobre ele. Nada foi mudado.

  30. Pax said

    Elias,

    Se você puder, faça um teste, por favor.

    Se usa Windows faça:

    Executar –> cmd

    vai abrir uma tela com fundo negro

    faça

    ping http://www.politicaetica.com

    para parar faça + letra C

    aí faça o mesmo para qualquer outro site

    por exemplo

    ping http://www.terra.com.br

    e veja se os n[umeros em milisegundos estão muito diferentes.

    Se puder, dá para sabermos se o problema é daí até o servidor

    outra forma é usar o comando tracert

    tracert http://www.politicaetica.com

    dá pra saber por onde está sendo resolvido o caminho do teu servidor até o servidor deste blog

    enfim…

  31. Elias said

    “Nos EUA há uma piada política de que por lá existem o partido capitalista e o outro partido capitalista.”

    Certo.

    Alguém já ouviu falar na Iridium?

    Foi uma empresa criada pela Motorola, pra desenvolver o que seria o ancestral do telefone celular. Um telefone conectado a uma caixa com uma antena, que captava sinais recebidos e transmitidos de satélites de baixa altitude. Usei uma geringonça dessas, nos confins da Amazônia.

    Os satélites eram lançados na China, dentro de um programa chamado “Longa Marcha”, alusão à marcha liderada por Mao Tse Tung. A Motorola escolheu esse nome com o claro propósito de puxa-sacar o governo chinês, a essa altura ainda não liberto do culto à personalidade de Mao.

    A geringonça da Iridium não deu certo. Era cara pra caramba (15 mil dólares, em média), e funcionava mal (mal pra cacete, a bem da verdade!). Além disso, a filial israelense da Motorola
    acabou desenvolvendo o telefone celular, como o conhecemos hoje.

    Ficou caduco o trambolho da Iridium, que faliu.

    Probleminha: o que fazer com o porradal de satélites da Iridium, que ficaram bundando lá em cima? Como fazer pra evitar que esse lixo aeroespacial acabe entrando na atmosfera terrestre e, isso ocorrendo, algum caco dele se despedace contra a cabeça do Chesterton?

    Resposta: manutenção, paga pela Motorola, a quem coube a massa falida da Iridium, até que seja possível tirá-los da órbita terrestre.

    E sabem como Motorola banca a manutenção desse lixo? Com um subsídio do governo americano. Mais ou menos uns 45 milhões de dólares por ano.

    Já ouviram falar no risco, como algo inerente ao capitalismo? Pois é…

    Nem vou falar dos trilhões de dólares que Paulson, Secretário do Tesouro de Bush, injetou no sistema financeiro americano, inclusive comprando ações dos 9 principais bancos do país (comprar banco = comprar dívida), capitaneando a mais intensa intervenção estatal americana no domínio econômico desde o New Deal.

    Darvin já deixou bem claro que quem sobrevive não é o maior, nem o mais forte, nem mesmo o mais inteligente. Quem sobrevive é quem melhor se adapta.

    Os americanos são fortes porque são práticos. Sabem quando e como se adaptar. Sabem que ortodoxia ideológica é papo de fanático ou de otário (que, no frigir dos ovos, são exatamente a mesma coisa).

    Paulson sempre foi um defensor do liberalismo. Escreveu zilhões de textos defendendo o liberalismo; a não intervenção do Estado na economia. Foi assim a vida toda. Fez sua carreira acadêmica e, mais tarde, no serviço público, defendendo essas idéias.

    Mas, na Secretaria do Tesouro, Paulson não precisou de 2 semanas pra tomar decisões críticas que, de fato, colidiam com tudo o que ele defendera ao longo de toda a vida.

    Paulson não vacilou: mandou a ortodoxia ideológica à merda, e fez o que era necessário pra estancar a crise.

    O mundo agradece.

    Espero que exemplos como esse continuem pautando o governo brasileiro. O melhor local pra se guardar as ortodoxias é a lata de lixo.

    Quem tem idéia fixa é doido!

  32. Patriarca da Paciência said

    Ainda bem que a “guerra” terminou.

    Acho que merece investigação a verdadeira enxurrada de e-mails infames contra a Dilma e o Lula que entulhavam as caixas dos brasileiros todos os dias.

    Aquilo só poderia ser coisa de profissional e… remunerada!

    Mas o povo brasileiro resistiu bravamente. Assim como resistiu aos bombardeios diários da Globo, Veja, Folha etc.

    Minha opinião sobre o Serra continua a mesma. Ele até que não é mau tecnocrata… mas é tem um caráter tortuoso e não tem nada de político.

    É um péssimo político e um péssimo estrategista!

    Vejam que no seu discurso de “derrotado”, ignorou totalmente o Aécio e o FHC. Bela “pavimentação” para seu futuro político!

    Não desautorizou o índio em suas papagaiadas, tampouco a própria mulher com suas insinuações hipócritas.

    Serra saiu bem menor da campanha ou, talvez… com sua real estatura.

    Já acho que a Dilma se mostrou uma verdadeira guerreira.

    Seria o fim da picada que com promessas claramente eleitoreiras: salário mínimo de R$ 600,00; 10% de aumento para aposentados e mais desqualificações da adversária e incensos ao próprio ego, Serra vencesso a eleição.

    E por último apareceu até o papa!

    E o povo brasileiro mostrou que não é bobo.

    O Serra é bobo e os marqueteiros dele também.

    O povo brasileiro não se deixa enganar por promessas de docinhos ou ameaças de castigos.

    Comno disse o próprio Guerra – a próxima campanha será totalmente diferente.

    O povo brasileiro jogou no lixo as campanhas baseadas em baixarias.

  33. Nooooooooooooossa, aparecereram os nossos comentaristas liberais!
    Faz tempo que não os lia!
    Que choradeira!
    Tipo armagedon!
    Vejamos a futuro!

  34. Jose Mario(HRP) said

    apareceram!
    Riscos de desintustrialização!
    Clobonews/Valor!
    Dilma!
    A pesteceifadora do capitalismo!
    AHAHAHAHAHAHHHA!

  35. Chesterton said

    Pra começar, além do “que” se diz, importa “como” se diz. O texto frio do discurso não revela tudo que ele significa. Se você assistiu “ao vivo” vai saber a diferença…

    chest- bobagem, Serra foi um gentleman.

  36. Chesterton said

    Pax, o wordpress é lenha.

    HRP, nós conservadores nunca sumimos daqui, você é que estavam com medo danado.

    Agora sério, Serra teve um a votação surpreendente, dos 3% que Lula dizia estarem descontentes recebeu 43 milhões de votos , 1.300%.

    Dilma falou que não vai gastar mais do que arrecada nem aumetnar impsotos. cadê aquela do ” deficit público é vida!”?

  37. Chesterton said

    Aliás, já viram o mapa das eleições, Serra ganhou nos estados que trabalham, Dilma no norte, nortão de MG, onde comprou votos com bolsa familia.
    ISSO é retrocesso.

    PS Rio de Janeiro é o fim da picada politicamente.

  38. Anrafel said

    A reforma politica, que seria a mãe de todas as outras reformas, não foi feita nos governos de dois craques da negociação política, FHC e Lula. Dilma, que não tem esse pedigree, terá que fazê-la. A acompanhar com o máximo interesse e expectativa.

  39. Olá!

    Apenas respondendo ao Elias.

    Primeiro, os erros factuais:

    “Os satélites eram lançados na China, dentro de um programa chamado ‘Longa Marcha’, alusão à marcha liderada por Mao Tse Tung. [. . .]“

    Falso. Os satélites da constelação Iridium foram lançados por três tipos de veículos:

    01. Delta II da McDonell Douglas (EUA)
    02. Proton K da Krunichev (Rússia)
    03. Longa Marcha IIC da CASTC (China)

    “A Motorola escolheu esse nome [Longa Marcha] com o claro propósito de puxa-sacar o governo chinês, a essa altura ainda não liberto do culto à personalidade de Mao.”

    Falso. Longa Marcha não é o nome de nenhum programa comercial de lançamento de satélites ou qualquer outro tipo de carga desse gênero, mas, sim, é o nome da mais recente família de veículos lançadores chineses.

    “[. . .] Além disso, a filial israelense da Motorola
    acabou desenvolvendo o telefone celular, como o conhecemos hoje.”

    Falso. O desenvolvimento dos primeiros sistemas de telefonia celular (TDMA e CDMA) com algum parentesco com os sistemas atuais foi feito nos EUA pelos Laboratórios Bell. O aparelho de telefone celular foi, sim, fruto da Motorola, mas da matriz americana nos idos de 1973.

    “Probleminha: o que fazer com o porradal de satélites da Iridium, que ficaram bundando lá em cima? Como fazer pra evitar que esse lixo aeroespacial acabe entrando na atmosfera terrestre e, isso ocorrendo, algum caco dele se despedace contra a cabeça do Chesterton?”

    Falso. A não ser que haja uma boa proteção térmica, se um satélite Iridium entrasse na atmosfera, ele seria pulverizado em decorrência das elevadíssimas temperaturas ocasionadas pelo atrito com o ar — lembrem-se do recente caso do ônibus espacial Columbia (muito maior do que um satélite) e da estação espacial MIR (maior do que um ônibus espacial) que foram pulverizados ao reentrarem.

    Quatro mentiras até aqui.

    “E sabem como Motorola banca a manutenção desse lixo? Com um subsídio do governo americano. Mais ou menos uns 45 milhões de dólares por ano.”

    Se você, Elias, pudesse trazer referências sobre esse subsídio, seria interessante para embasar o seu argumento.

    Ao que parece, o governo americano era um dos investidores nesse sistema Iridium:

    “A few loyal subscribers still get free service. Motorola sent out notices saying that service would end at 11:59 p.m. on March 17. But the company continues to offer limited service, largely because the federal government, an early investor, is still trying to wean itself away from the global network.”

    É um tanto diferente do que você afirmou.

    “Já ouviram falar no risco, como algo inerente ao capitalismo? Pois é. . .”

    Resta saber se, nos EUA, capitalistas como Eike Batista são tão comuns por lá quanto são por aqui. Curiosidade: Existe nos EUA algo como o BNDES? E capitalistas de BNDES, existem por lá?

    “Os americanos são fortes porque são práticos. [. . .]“

    Aqui está o seu erro mais tosco. Os americanos são o que são pelo fato de terem construído instituições que permitiram a eles um ambiente propício para a prosperidade e o progresso econômico. E essas instituições foram construídas tendo os valores liberais como pilares (fato histórico). Vejam lá se os americanos querem que o governo venda gasolina, adubo, plano de Internet banda larga, seguros e outras quinquilharias que não são função de um Estado.

    Nos EUA, petróleo não passa de hidrocarbonetos e minério de ferro não é utilizado como loucura ideológica para justificar uma atitude econômica primitiva. Proponha a um esquerdista brasileiro (ou a um “social-democrata” petista) a privatização da Petrobras e espere aquela velha ladainha de que esse é um setor estratégico para o país, para a segurança nacional, o desenvolvimento do país e etc. . . Para um americano, petróleo não passa de uma simples oportunidade para fazer negócios. Já em um país sem cultura capitalista, que não pôde viver e nem absorver valores liberais, petróleo vira demagogia, populismo e ideologia.

    Quanto ao New Deal e ao período pós Crise de 1929, o governo americano agiu corretamente ao lançar programas sociais para amenizar a situação de calamidade de então. Aliás, esse programa foi apenas possível por causa do capitalismo e dos valores liberais. Afinal de contas, de algum lugar tinham que vir os recursos para bancá-lo. Além do que, vejam lá se, mesmo após as crises do capitalismo, os americanos perderam o espírito capitalista e empreendedor e/ou ficaram clamando por Estado forte na economia, estatização e coisas tais.

    “[. . .] Sabem quando e como se adaptar. Sabem que ortodoxia ideológica é papo de fanático ou de otário (que, no frigir dos ovos, são exatamente a mesma coisa).”

    O liberalismo, dada a sua flexibilidade, sequer é uma ideologia ao estilo do marxismo e outras maluquices ideológicas.

    Esse é o problema de argumentar com um esquerdista: Por mais que lhe sejam oferecidos argumentos e fatos, o esquerdista dificilmente retribui na mesma moeda. Limita-se a tagarelar um bando de mentiras e fatos deturpados. Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  40. Olá!

    Apenas respondendo ao Elias.

    Primeiro, os erros factuais:

    “Os satélites eram lançados na China, dentro de um programa chamado ‘Longa Marcha’, alusão à marcha liderada por Mao Tse Tung. [. . .]“

    Falso. Os satélites da constelação Iridium foram lançados por três tipos de veículos:

    01. Delta II da McDonell Douglas (EUA)
    02. Proton K da Krunichev (Rússia)
    03. Longa Marcha IIC da CASTC (China)

    “A Motorola escolheu esse nome [Longa Marcha] com o claro propósito de puxa-sacar o governo chinês, a essa altura ainda não liberto do culto à personalidade de Mao.”

    Falso. Longa Marcha não é o nome de nenhum programa comercial de lançamento de satélites ou qualquer outro tipo de carga desse gênero, mas, sim, é o nome da mais recente família de veículos lançadores chineses.

    “[. . .] Além disso, a filial israelense da Motorola
    acabou desenvolvendo o telefone celular, como o conhecemos hoje.”

    Falso. O desenvolvimento dos primeiros sistemas de telefonia celular (TDMA e CDMA) com algum parentesco com os sistemas atuais foi feito nos EUA pelos Laboratórios Bell. O aparelho de telefone celular foi, sim, fruto da Motorola, mas da matriz americana nos idos de 1973.

    “Probleminha: o que fazer com o porradal de satélites da Iridium, que ficaram bundando lá em cima? Como fazer pra evitar que esse lixo aeroespacial acabe entrando na atmosfera terrestre e, isso ocorrendo, algum caco dele se despedace contra a cabeça do Chesterton?”

    Falso. A não ser que haja uma boa proteção térmica, se um satélite Iridium entrasse na atmosfera, ele seria pulverizado em decorrência das elevadíssimas temperaturas ocasionadas pelo atrito com o ar — lembrem-se do recente caso do ônibus espacial Columbia (muito maior do que um satélite) e da estação espacial MIR (maior do que um ônibus espacial) que foram pulverizados ao reentrarem.

    Quatro mentiras até aqui.

    “E sabem como Motorola banca a manutenção desse lixo? Com um subsídio do governo americano. Mais ou menos uns 45 milhões de dólares por ano.”

    Se você, Elias, pudesse trazer referências sobre esse subsídio, seria interessante para embasar o seu argumento.

    Ao que parece, o governo americano era um dos investidores nesse sistema Iridium:

    “A few loyal subscribers still get free service. Motorola sent out notices saying that service would end at 11:59 p.m. on March 17. But the company continues to offer limited service, largely because the federal government, an early investor, is still trying to wean itself away from the global network.”

    É um tanto diferente do que você afirmou.

    “Já ouviram falar no risco, como algo inerente ao capitalismo? Pois é. . .”

    Resta saber se, nos EUA, capitalistas como Eike Batista são tão comuns por lá quanto são por aqui. Curiosidade: Existe nos EUA algo como o BNDES? E capitalistas de BNDES, existem por lá?

    “Os americanos são fortes porque são práticos. [. . .]“

    Aqui está o seu erro mais tosco. Os americanos são o que são pelo fato de terem construído instituições que permitiram a eles um ambiente propício para a prosperidade e o progresso econômico. E essas instituições foram construídas tendo os valores liberais como pilares (fato histórico). Vejam lá se os americanos querem que o governo venda gasolina, adubo, plano de Internet banda larga, seguros e outras quinquilharias que não são função de um Estado.

    Nos EUA, petróleo não passa de hidrocarbonetos e minério de ferro não é utilizado como loucura ideológica para justificar uma atitude econômica primitiva. Proponha a um esquerdista brasileiro (ou a um “social-democrata” petista) a privatização da Petrobras e espere aquela velha ladainha de que esse é um setor estratégico para o país, para a segurança nacional, o desenvolvimento do país e etc. . . Para um americano, petróleo não passa de uma simples oportunidade para fazer negócios. Já em um país sem cultura capitalista, que não pôde viver e nem absorver valores liberais, petróleo vira demagogia, populismo e ideologia.

    Quanto ao New Deal e ao período pós Crise de 1929, o governo americano agiu corretamente ao lançar programas sociais para amenizar a situação de calamidade de então. Aliás, esse programa foi apenas possível por causa do capitalismo e dos valores liberais. Afinal de contas, de algum lugar tinham que vir os recursos para bancá-lo. Além do que, vejam lá se, mesmo após as crises do capitalismo, os americanos perderam o espírito capitalista e empreendedor e/ou ficaram clamando por Estado forte na economia, estatização e coisas tais.

    “[. . .] Sabem quando e como se adaptar. Sabem que ortodoxia ideológica é papo de fanático ou de otário (que, no frigir dos ovos, são exatamente a mesma coisa).”

    O liberalismo, dada a sua flexibilidade, sequer é uma ideologia ao estilo do marxismo e outras maluquices ideológicas.

    Esse é o problema de argumentar com um esquerdista: Por mais que lhe sejam oferecidos argumentos e fatos, o esquerdista dificilmente retribui na mesma moeda. Limita-se a tagarelar um bando de mentiras e fatos deturpados. Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  41. Eduardo said

    Vamos festejar, afinal teremos mais 4 anos que justificam os dizeres do politicaética…Corrupção, Desvios, Anomalias,…

  42. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Sei muito mais sobre a Iridium do que você imagina, por motivos que, pelo menos por ora, prefiro não declinar.

    Por isto mesmo, vou usar como fonte para confirmar o que escrevi, um livro que nada tem a ver com os motivos pelos quais sei o que sei sobre a Iridium.

    Trata-se do livro: “The Bin Ladens: an arabian family in the american century”, do jornalista americano Steve Colll. Meu exemplar foi publicado pel The Penguin Press. Não sei se existe edição em português.

    De cara, te informo que Steve Coll não é comunista. A propósito: foi diretor de redação do Washington Post e ganhou o Pulitzer por 2 vezes (ou seja: currículo modesto em comparação ao teu, mas, mesmo assim, é alguma coisa…).

    Nesse livro, Coll resume a história da Iridium com muito mais detalhes do que mencionei em meu comentário. A Iridium está vinculada à biografia da família Bin Laden porque esta era uma das acionistas dessa empresa. Os Bin Laden entraram no capital societário da Iridium por meio da Trinford Investiments, afiliada ao Saudi Bin Laden Group. Com a aquisição de uma participação gateway da Iridium, os Bin Laden ganharam o direito de indicar 2 diretores da empresa, de um total de 6.

    Long March Rockets era (não sei se ainda é) um programa aero-espacial chinês que, no início de 1997, lançou os satélites de baixa altitude da Iridium. A fala inaugural da geringonça foi feita nessa época pelo então vice-presidente americano, Al Gore, que telefonou para o bisneto de Alexander Graham Bell.

    A Iridium vendeu apenas 55 mil aparelhos (usei um deles por um certo tempo). Acabou dando um prejuízo de 2,5 bilhões de dólares. Em 1999, pediu falência.

    Para evitar que o lixo aero-espacial caísse e se queimasse na atmosfera terrestre — com o risco de algum caco se espatifar na sua cabeça ou na cabeça do Chester — o Pentágono fechou contrato com a Motorola (de quem a Iridium era subsidiária), subsidiando a manutenção do sistema. O custo é de aproximadamente 40 milhões de dólares por ano.

    Detalhes sobre o assunto podem ser obtidos no documento “Informações para as notícias” do Departamento de Defesa dos EUA, datado de 8 de dezembro de 2000. Parte do documento acha-se transcrito no livro de Steve Coll.

    Você diz que a queda dos satélites, e o consequente choque com a atmosfera terrestre não oferece nenhum risco aos habitantes deste planeta.

    Quem sou eu pra contestar sua excelsa sapiência?

    Mas o pessoal do Pentágono acha que há risco, sim. Tanto que paga US$ 40 milhões/ano pra neutralizar esse risco, como declarou — por escrito! — o próprio Departamento de Defesa.

    Talvez o pessoal do Pentágono necessite aprender um pouco com o Marcelo Augusto que, como se sabe, entende do assunto pra cacete.

    Pior: talvez o Marcelo Augusto esteja certo e o pessoal do Pentágono, que tá empurrando US$ 40 milhões/ano na Motorola, esteja levando algum na mão grande…

    Que falta o Marcelo Augusto faz aos EUA…

    Em vez de ficar aqui, comentando no PolíticaÉtica, ele bem poderia estar assessorando o governo americano. De cara, proporcionaria uma economia de US$ 40 milhões por ano!

    Ah, sim!

    Esqueci o nome dos cientistas israelenses, funcionários da filial da Motorola, que desenvolveram o telefone celular. Pela manhã, vou arranjar um tempo pra pesquisar e volto aqui pra informar.

    Outro que necessita aprender com o Marcelo Augusto é Paulson, ex-Secretário do Tesouro dos EUA.

    Pois esse cara jura que a concepção econômica liberal constitui, sim, um conteúdo ideológico.

    Mais: Paulson acredita firmemente que sua intervenção no sistema financeiro americano, injetando zilhões de dólares — inclusive na compra de ações dos 9 principais bancos do país — significa o reconhecimento da derrota da crença que sustentou por toda a sua vida, até então, de que o mercado é capaz de se auto-ajustar. Para Paulson, a crise que ele debelou é uma definitiva demonstração de essa capacidade de auto-ajustamento simplesmente não existe.

    Nada contra Paulson, sempre respeitado por sua capacidade administrativa, integridade, etc.

    Mas é certo que Paulson teria muito a ganhar, intelectualmente, se ouvisse umas palestras de Marcelo Augusto, o cara que entende de satélites espaciais mais que os especialistas do Pentágono e, nas horas de folga, arrasa no domínio da ciência econômica.

    Napoleão de hospício…

  43. Elias said

    Ah, sim: o título Long March Rockets foi, sim, escolhido pela Motorola que, através da Iridium financiou parcialmente o programa chinês, viabilizando-o economicamente.

  44. Lenga lengas a parte aí vem a G 20!
    Depois as especulações sobre ministérios, então a posse, os primeiros 100 dias, as entre safras das comodities, lá pelo meio de 2011 as primeiras avaliações com bases sobre o desempenho da Dilma e de sua equipe.
    Ufa! uns 160 dias sem bolinhas de papel,abortos, caroliçes, mas com um monte de choradeira dos perdedores!
    FIM:
    Voltemos as considerações dos economistas neoliberais…..Assunto interessantissimo!

  45. MR.HRP!!!!!reloaded! said

    Uma visão mais profunda do nosso inconfessavel:
    por Luiz Carlos Azenha

    Nem de longe é uma tentativa majoritária. E a imensa maioria dos analistas tem dito isso: o mapa que divide o Brasil entre azul e vermelho não conta toda a história da escolha de Dilma Rousseff.

    Mas o mapinha simplório e simplista serve aos que pretendem ligar Dilma Rousseff ao suposto “atraso” das regiões Norte e Nordeste. O preconceito sempre dá um jeito de reaparecer, sob outros disfarces.

    Dilma teve 58% dos votos de Minas Gerais, mais de 60% dos votos do Rio de Janeiro, quase 50% dos votos no Rio Grande do Sul e quase 46% dos votos em São Paulo.

    Se todos os votos dos dois candidatos no Nordeste fossem descartados, ainda assim Dilma venceria a eleição, mas dizer isso assim pode soar — ao gosto dos que semeiam preconceitos — como desqualificação do voto do nordestino.

    Individualmente, os governadores Eduardo Campos, Jacques Vagner, Sergio Cabral, Cid Gomes, a família Sarney e o vice-presidente José Alencar foram os grandes cabos eleitorais de Dilma.

    Quanto ao preconceito, foi o alimento de uma das candidaturas e não há de desaparecer assim, por encanto. Neste momento, serve às tentativas de “deslegitimar” o resultado das eleições

  46. HRP PETRALHA FELIZ! said

    No Uruguay os caras enchergam a verdade que nós fingimos não existir!

  47. Zbigniew said

    O preconceito é um m…! Mas existe e deve ser combatido. Não podemos, nem devemos generalizar. Algumas amebas preconceituosas e frustradas tendem a apontar “culpados”, e, terminam por contaminar a análise política com este infeliz viés. Daí a culpa nos nordestinos. Assim como outros teimam em fazer uma análise do porquê de São Paulo se entregar aos encantos tucanos há tanto tempo. Tendem a tachar o paulista de arrogante e ignorante politicamente. O resultado em São Paulo nos indica que o governo tucano está longe de ser uma unanimidade. Mas cada sociedade tem características próprias. São Paulo é um estado rico e escolarizado, assim como os do sul do país. São menos sensíveis às mudanças sociais que ocorreram, principalmente no Norte e Nordeste do país. Mas isto também passa pela politização da população. Pessoas mais politizadas tendem, ainda tenham alta escolarização e rendimento, a perceber avanços sociais e colocá-los como decisivos na convicção do voto. Fora disto resta o preconceito.

  48. Elias said

    HRP,

    Em grande medida, a campanha do Serra refletiu e amplificou a obtusidade política da direita brasileira.

    Aqui, no PolíticaÉtica, você já observou como os caras de direita debatem?

    Eles tentam fortalecer os argumentos deles desqualificando a pessoa com quem eles debatem. Usam e abusam de referências pessoais, como “petralha”, “esquerdopata”, etc.

    Só um completo imbecil pode acreditar que, com isso, parecerá mais inteligente e mais bem informado e preparado — ou menos idiota — do que é.

    Mas os caras acham isso o máximo. E, quanto mais acham, mais detestados ficam, pela maioria das pessoas que apenas acompanham os debates.

    Se você duvidar disso, faça uma enquete usando o próprio PolíticaÉtica como referência.

    Parece uma tendência atávica da direita brasileira.

    Observe que essa foi uma das falhas graves cometidas pela campanha do Serra. O site da BBC está com um artigo onde aponta esse idiotice como uma das falhas da campanha tucana.

    Serra partiu pra desqualificar Dilma, tentando fazer crer que ela é uma despreparada, que não reúne condições mínimas pra governar o país, etc, etc.

    Ao mesmo tempo, Serra é que se mostrava um sujeito politicamente despreparado. Não conseguiu unir seu próprio partido em torno de sua candidatura nem mobilizar seus aliados políticos.

    A crítica que ele fazia a Dilma voltou-se contra ele. Foi o tal do “efeito bumerangue” de que os cientistas políticos estão falando atualmente.

    Ao insistir na estratégia da desqualificação pessoal, Serra acabou fixando para si mesmo a imagem de uma pessoa arrogante, presunçosa e pernóstica.

    Agora, nos momentos subsequentes à derrota de Serra, um monte de gente ainda procura identificar traços dessa arrogância nas mais banais atitudes dele. Às vezes, ele nem está sendo arrogante, mas muita gente acha que está.

    O fato é que essa arrogância é característica do típico direitista brasileiro. Ele fala — ou escreve — como se fosse o único portador da verdade e do conhecimento. Todos os demais, em especial o que se opõem a ele, não passam de imbecis.

    No passado recente, jornalistas como Paulo Francis fizeram muita gente acreditar que essa seria uma forma inteligente de se portar. Depois que Francis morreu, brotou de seu túmulo, feito cogumelos, um porradal de “covers”, tentando fazer o que ele fazia, sem o talento e sem a bagagem cultural que ele tinha.

    Mas os caras seguem trotando pra trás, sentindo-se como se estivessem galopando pra frente.

    O típico direitista brasileiro é incapaz de perceber que, agindo assim, ele é que está se portando como imbecil.

    Foi o que aconteceu com o Serra. Ele ficou dizendo que Dilma é uma despreparada, quando ele é que se portava como um despreparado.

    A trajetória dele na campanha de 2010 foi a trajetória de um cavalo de carrossel: Serra rodou, rodou, rodou… e não saiu do lugar.

    Terminou o 2º turno praticamente no mesmo lugar em que estava quando deu início à campanha.

  49. Pax said

    Algumas obviedades, chutando como todo mundo está neste momento:

    Lado bom:

    – Dilma pega o país no embalo, vento de popa, crescimento de 7% ou mais este ano.
    – Há uma base de apoio interessante no Congresso, independente de julgarmos sua qualidade, somente olhando o lado numérico
    – As principais reformas que todos falam, política, tributária e fiscal, trabalhista etc não são diferentes das que a própria oposição aponta como necessárias
    – Oposição, aliás, que não sai tão fraca assim destas eleições, ainda bem, saudável que exista, mais que isto, essencial
    – Teremos uma copa de mundo e umas olimpíadas e isto gera movimento, investimento
    – Tem o movimento de investimentos no pré-sal
    – O mercado interno brasileiro está forte, demanda em alta, a meta de erradicar a miséria não só aumenta esta demanda como cumpre um papel mais que necessário para um país que quer passar de “em desenvolvimento” para “desenvolvido”
    – etc (tô me lembrando de alguns pontos)

    Lado ruim:

    – Há uma crise/guerra internacional que ainda não sabemos dimensionar (eu, pelo menos, não sei), a crise monetária que pode gerar uma guerra comercial e aí o grande barco não sai do lugar por um tempo. Os catastrofistas de plantão já estão a milhão.
    – Há uma péssima qualidade na política que precisa ser toreada, não só dentro do PT, uma parte dele, como nas alianças, e aqui o maior e mais guloso de sempre é o velho e ruim PMDB. Há poucos bons nomes neste partido e as escolhas, muito provavelmente, não acertarão só em indicações palatáveis na formação da equipe mais direta. Daí para baixo a coisa só piora.
    – Várias estatais já estão num rumo à além de torto e não é fácil acertar de uma hora para outra. Um só exemplo para mostrar o ponto: Correios. Dá para tirar o dia apontando outras.
    – As agências regulatória, as ANAs, ANAC, ANATEL, ANEL etc estão em frangalhos cuja maior característica é incompetência, sem falar em corrupção política em alto grau.
    – o Meio Ambiente não parece grande prioridade

    Bem, provavelmente esqueci de trocentas e noventa e tantas coisas, talvez as mais importantes, mas como o dia é morno, o palpite é livre.

  50. Chesterton said

    Probleminha: o que fazer com o porradal de satélites da Iridium, que ficaram bundando lá em cima? Como fazer pra evitar que esse lixo aeroespacial acabe entrando na atmosfera terrestre e, isso ocorrendo, algum caco dele se despedace contra a cabeça do Chesterton?”

    chest- hein?

  51. Chesterton - quem é John Galt? said

    São muito engraçadas as queixas dos esquerdinhas contra suposta baixaria nas campanhas

    – Vamos roubar, saquear e matar os burgueses!
    – Seus petralhas.
    – Buá, ele me chamou de petralha, que baixaria….

    Enquanto isso Chaves desapropria mais uma siderúrgica na Venezuela….

  52. Chesterton said

    Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.

    Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.

    Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral. Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!

    Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, “The Economist”), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.

    Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.

    Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.

    Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.

    Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.

    Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!

    João Pereira Coutinho,

  53. Chesterton said

    DOMINGO, 31 DE OUTUBRO DE 2010

    Quem sabe a Dilma ouve um bom conselho…
    Para mostrar que gosto de contribuir, informo aqui o programa MÍNIMO, mas suficiente, para garantir a riqueza, a prosperidade, e o desenvolvimento econômico e social de uma nação.

    Abaixo seguem as recomendações de políticas econômicas para o futuro governo Dilma. Nos próximos dias estarei comentando especificamente uma a uma as 5 recomendacoes abaixo. Elas não abrangem todos os problemas de uma sociedade, mas o governo que adotá-las terá direcionado definitivamente seu país no rumo do sucesso econômico e social.

    1) Abertura comercial progressiva e unilateral

    2) Corte brutal na burocracia requerida para a abertura de novos negócios

    3) Reforma tributária que progressivamente, e no longo prazo, reduza a carga tributária para valores ao redor de 20% do PIB. Reforma essa acompanhada de uma imediata, e progressiva, redução nos gastos do governo de modo a preservar o equilíbrio fiscal

    4) Flexibilização gradual das leis trabalhistas

    5) Política monetária consistente com uma inflação abaixo de 4% ao ano.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  54. Chesterton - quem é John Galt? said

    CONSUMMATUM EST

    Foi uma segunda-feira sem novidades. As primeiras páginas dos jornais estavam previstas há meses. Eleita a primeira mulher presidente da República, dizem as manchetes. Pode ser. Mas vejo a coisa por outro lado. Vinte anos depois da queda do Muro, da dissolução da União Soviética e do desmoronamento do comunismo, foi eleito o primeiro presidente da República marxista. Pois, pelo que sei, dona Dilma nunca renegou publicamente sua filosofia de juventude. Pelo contrário, orgulha-se discretamente de ter lutado para transformar o Brasil numa republiqueta soviética.

    Meu correio é inundado diariamente por mails de almas ingênuas que contam os dias que faltam para findar o governo Lula. São bobalhões que ainda não se deram conta de que o inimaginável acabará acontecendo: ainda vamos sentir saudades do Supremo Apedeuta. Há uma direita histérica no Brasil, liderada pelo astrólogo Aiatolavo de Carvalho e seus acólitos, que via em Lula uma ameaça comunista. Ora, Lula nunca teve ideologia. Só se apegou a um ismo, um único ismo, o oportunismo. Se alguma virtude teve, foi jogar na lata do lixo os propósitos socialistas do PT.

    Mas Dilma tem ideologia. É atrabiliária e vai mostrar as garras. O PNDH-3 aí está, esperando aprovação de uma bandeira sempre cara aos velhos comunistas, a censura de imprensa. Alguns Estados, apressadinhos, ao arrepio da Constituição, já criaram seus conselhos de controle da mídia. O tal de plano legisla em todas as áreas, é quase uma nova Constituição. Parece ter sido elaborado por um analfabeto em termos de legislação. Mas apenas aparentemente. Em verdade, é obra de alguém que, por muito entender de leis, não as respeita.

    Antes mesmo de tomar posse, Dilma já está acenando com a reabilitação de um corrupto envolvido no escândalo da máfia do lixo, em Ribeirão Preto. Que teve de renunciar ao ministério da Fazenda por ter violado o sigilo bancário de um humilde caseiro. Por seus feitos, ao que tudo indica, Palocci será contemplado com um ministério.

    Imaginei que a fatura, neste 2010, seria liquidada no primeiro turno. Não foi. O que só prolongou a agonia tucana. Serra não ousou atacar Lula. Nem poderia. São farinha do mesmo saco. Não houve oposição nestas eleições. Ambos os candidatos reivindicavam a continuidade do governo Lula. A tal ponto que Serra, supostamente oposição, grudou um bonequinho de Lula em sua campanha. Houve dois partidos, é verdade: o do sim e o do sim senhor. Dilma prometia manter a Bolsa-Família, Serra prometia um décimo-terceiro salário para a bolsa. O PSDB sequer ousou em propor um governo distinto ao de Lula. Criou a infeliz expressão “pós-Lula”. Ora, se é para dar continuidade ao governo de Lula, melhor então votar em quem Lula indica. Este foi o recado que Serra passou aos eleitores.

    Os tucanos amanheceram, nesta segunda-feira, contando mortos e feridos. ”Não é um adeus, é um até logo”, disse Serra após sua derrota. Santa ingenuidade. Serra saiu politicamente morto deste pleito. Tem 68 anos e o máximo que pode esperar é uma secretaria de Alckmin como prêmio-consolação. Tinha dezenas de trunfos em mão para enfrentar o PT. O assassinato de Celso Daniel, o mensalão, dinheiro nas cuecas, quebras de sigilo fiscal e bancário, nepotismo, proteção às falcatruas de Sarney, em suma, corrupção foi o que não faltou para denunciar. Serra preferiu manter um silêncio obsequioso. Se usasse as armas que tinha em mãos, mesmo que perdesse, cairia em pé. Não as usou. Sai aviltado do pleito.

    Dilma mentiu descaradamente durante toda a campanha. Há três anos se pronunciava a favor do aborto, publicamente. De repente, virou defensora da vida. Não teve sequer a hombridade de dizer que mudara de idéia. Preferiu entoar o mantra dileto do PT: são boatos e calúnias. Marxista convicta, divulgou fotos de um encontro com o papa e deixou-se fotografar fazendo o sinal da cruz. Serra não deixou por menos, saiu a beijar terços. Só faltou aos candidatos papar hóstias. O Brasil engoliu prazerosamente as mentiras da candidata.

    Leitores mais antigos devem lembrar quando o PT, em seus anos irados, denunciava o regime assistencialista das sociais-democracias européias. Hoje, o PT fez sua presidenta graças ao regime assistencialista que instalou no país. A vitória de Dilma se deve fundamentalmente ao Nordeste que não trabalha e vive das esmolas do Estado. As mesmas esmolas que Lula denunciava, quando eram dadas por Fernando Henrique. Os tucanos não podem queixar-se. Prepararam o ninho para os chupins.

    Consummatum est. Teremos pelo menos mais oito anos de lulismo e populismo pela frente. Quanto a mim, estou vacinado. Se sobrevivi a oito anos de Lula, acho que sobrevivo a Dilma. O duro vai ser ver aquele rosto emético nas primeiras páginas dos jornais nos próximos anos. Duro também é ver uma remanescente das tiranias comunistas assumir o poder, vinte anos após a queda do Muro.

    Isto é Brasil. Janer

    chest- a gozação do Aiatolavo é boa, mas o próprio Olavão sempre advertiu que Lula seria o Kerenski.

  55. Olá!

    Maluquice total

    Quando nestas recém-terminadas eleições, a esquerda leva quase 100% dos votos, ainda vem doido varrido atacar uma suposta direita?

    Depois os esquerdistas reclamam e se fazem de coitados quando alguém critica o seu baixo nível mental-cognitivo — sem contar a sua formidável capacidade para mentir.

    Até!

    Marcelo

  56. Começou a cantilena do periodo entre eleições!
    Hora burros, ora monstros , hora ditadores, hora vencedores sem alternancia!
    Hora….ora ora ora!
    Que choradeira!

  57. Zbigniew said

    Tenho que concordar com o Elias (#48). Há sim uma dificuldade muito grande de parte do pessoal da direita que enveredeu por este caminho absurdo de baixarias na campanha em travar um diálogo ou um debate de alto nível.

    Digo e repito: isto é cacoete da extrema-direita americana, de quem anda muito nos blogs do Reinaldo Azevedo e o tal do Coturno Noturno que se espelham nos senhorios do Norte e suas más atitudes. Esses dois são um bom exemplo da linguagem neocon utilizada por parte de quem cercou a candidatura Serra. Apostaram na desqualificação, na desinformação e no confronto e se deram mal. Os próprios partidários do Serra (os mais lúcidos) se queixaram desta postura, e já colocam na conta como um dos motivos do Serra não ter se dado bem. Querem apostar o que vai acontecer com o Serra? Leiam a Veja (se conseguirem) e invertam o sinal.

    Sugiro aos que “pegaram” o cacoete que desçam das tamancas e revejam suas posições. Basta de inteligências embotadas pelo obscurantismo político.

  58. Chesterton said

    vou te mostrar em uma foto o alto nível da campanha:

  59. Chesterton said

    Depois de pressão do PMDB, o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) foi indicado na tarde desta terça-feira pela presidente eleita Dilma Rousseff para coordenar a equipe de transição que começará seus trabalhos, oficialmente, na próxima segunda-feira. Ontem, no primeiro dia após o resultado da eleição, Dilma havia se reunido com os seus coordenadores petistas, tendo definido que a coordenação política da transição caberia ao presidente do partido, José Eduardo Dutra, e a transição técnica ao ex-ministro Antonio Palocci.

    chest- esse negócio vai ser muito engraçado.

  60. Carlão said

    chest- esse negócio vai ser muito engraçado.

    A tragicomédia começou mais cedo do que eu esperava:
    A Fantástica Fábrica de Chocolate
    ou de merda como já anunciei antes…

  61. Carlão said

    “Eu tenho um compromisso forte com a questão dos pilares da estabilidade macroeconômica, um câmbio flutuante. E nós temos hoje uma quantidade de reservas que permite que a gente inclusive se proteja em relação a qualquer tipo de guerra ou de manipulação internacional.”
    dilma na TV

    porra o problema é exatamente ao contrário:
    Assim seria se o ataque se
    desse na forma de fuga de dólares.
    Só que o movimento, hoje, é contrário:
    o que se tem é uma entrada excessiva,
    com os juros americanos no chão,
    os investidores vêm aproveitar a nossa taxa, digamos, indecente!
    Assim, as vistosas reservas, longe de uma garantia contra o problema cambial,
    são parte fundamental do problema.
    Não há ataque especulativo como nas
    Não há a menor possibilidade de correção do problema comprando mais dólares, usando dólares.
    É como dizer…se o incêndio vier nós usaremos gasolina.
    Agora só falta chamar o Mercadante pra palpitar.
    Aí é certeza de caos econômico-financeiro no primeiro trimestre.
    Os famosos 100 dias.

    A tragicomédia começou mais cedo do que eu esperava:
    A Fantástica Fábrica de Chocolate
    ou de Merda</b. como já anunciei antes da eleição.
    Os petistas ainda poderão comemorar a eleição da
    …sem méritos próprios.

    A Fantástica Fábrica de Chocolate ou de Merda?
    é a dúvida que permanece escondida na superfície da euforia
    da eleição da Primeira mulher presidente do Brasil,criada em laboratório.
    Afinal, dilma: é merda ou chocolate?
    :(

  62. Carlão said

    corrigindo:
    “Não há ataque especulativo como nas crises cambiais ocorridas há no mínimo 10 anos atrás”
    eu não tinha terminado a frase.

  63. Jose Mario HRP RELOADED! said

    Zbi e Elias:
    Confiram no observatório de imprensa matéria sobre o futuro comportamento economico do futuro governo e manipulação de declarações.

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=614IMQ001

  64. Carlão said

    :)essa eu quero ver…hehehe

  65. Elias said

    HRP,

    Quando Lula tomou posse, a dívida pública interna brasileira representava mais que 50% do PIB. Foi reduzida pra 42%. Durante a crise, subiu e chegou perto dos 50% de novo. De 2009 pra cá, parece que voltou aos 42%.

    Dilma quer puxá-la pra 30%. É uma declaração e tanto!

    Se houver uma reforma tributária, que aumente a base contributiva na direção do alto da pirâmide, beleza.

    Claro que no Brasil inteiro vai pipocar gente defendendo, pura e simplesmente, um corte no gasto público federal.

    É a visão mais primária — melhor diria, primitiva — do problema.

    Quando o governo federal tranca o cofre, quem primeiro e mais sofre são os Estados e Municípios.

    Nenhum Estado ou Município brasileiro se mantém de pé, sem os repasses voluntários da União. Eu disse “repasses voluntários” (não estou me referindo, portanto, aos repasses obrigatórios, que correspondem à participação dos Estados e Municípios na arrecadação tributária federal).

    São Paulo, o Estado mais rico da Federação, não consegue bancar sozinho seu sistema de segurança pública.

    Aí a coisa se desdobra mais ou menos assim: (a) União tranca o cofre; (b) Estados e Municípios ficam à míngua; (c) Estados e Municípios se endividam pra concluir projetos prioritários, essenciais ou em andamento; (d) dívida pública cresce por causa do endividamento dos Estados e Municípios.

    Uma queda consistente na dívida pública, a modo de mantê-la num nível saudável, de aproximadamente 20% do PIB, só seria possível, a meu ver, com uma reforma tributária e fiscal.

    No mais, é bom lembrar que endividamento público não é, em si, um mal.

    Depende, basicamente, do destino que se deu aos recursos do endividamento, da distribuição da amortização no tempo, etc, etc.

    É só pensar, digamos, numa ponte rodo-ferroviária sobre um rio.

    Essa ponte é construída pra ser usada por uns bons 100 anos.

    É socialmente injusto e economicamente idiota, fazer com que uma única geração de contribuintes pague por um benefício que será usufruído por várias gerações.

    O correto é distribuir o custo pelo máximo possível de gerações de contribuintes, o que, de resto, permitirá a realização de outros investimentos, no presente e no futuro imediato.

    Faz-se isso por meio do endividamento.

    Agora, quando se recorre ao endividamento pra socorro de caixa, o papo é outro…

  66. Pax said

    Boa, Elias, farei um post sobre as principais promessas de Dilma. Mais tarde um pouco.

    Posso adiantar em Economia as principais que me lembro:

    – Reduzir a dívida pública para 30% (como você menciona acima)
    – Fazer a reforma tributária
    – Criar o Ministério da Pequena e Média Empresa

    Mais tarde faço um post sobre isto. É bom, acredito, que fique registrado.

    Se a presidente gosta de compromissos e metas, não custa ajudar a lembrá-la. Torçamos, agora, para que sejam cumpridas.

  67. Chesterton said

    baixar a dívida pública? Sei não,mas isso não é coisa da esquerda…Será que Dilma aburguesou de vez? Cadê aquela história de que gasto corrente é vida?

  68. HRP MAN RELOADED! said

    Esse papo de 30% estaria numa declaração da Dilma trazida por fonte não confirmada, como a matéria mesmo explica.Mas o artigo é muito bom.
    Digo que beira a especulação, mas como sou fraco de economia deixo a analise para o Elias, Pax, Zbi e Villarnovo!
    Abs. a todos!

  69. Elias said

    Pax,

    Ponho as 4 patas atrás quando ouço falar na criação de novos ministérios.

    A burocracia estatal não deve ser expandida. Deve ser modernizada.

    Há, por aí, um estudo feito por não sei quem, demonstrando que um posto de trabalho criado no setor público custa 3 ou 4 vezes mais que um emprego no setor privado.

    E o setor público ainda paga remuneração mais baixa, com as raras (e, quase sempre, revoltantes) exceções.

    A meu pensar, a máquina pública só deve ser expandida em áreas como educação, saúde, segirança, etc., e se isto significar mais e melhores serviços à população (mais escolas, mais universidades, mais unidades de saúde de alta e, principalmente, média e baixa complexidade, etc).

    HRP,

    A redução da dívida pública interna pra 30% do PIB é proposta antiga no PT.

    Durante o governo Lula, a queda foi de mais de um ponto percentual por ano.

    Se, nos próximos 4 anos, Dilma reduzir esse endividamento pra algo em torno de 35% do PIB, acho que já estaria de bom tamanho.

    No 2º mandato ela faria o resto (chora, Chesterton!).

    Seria uma meta desafiante, porém perfeitamente factível.

    É só fazer as contas: hoje, a dívida pública interna corresponde a 42% do PIB brasileiro. Se, nos próximos 4 anos, o PIB continuar se expandindo à taxa média de 4% ao ano, bastaria reduzir o valor da dívida pública interna em 2,4% sobre o valor atual, para que, ao final do mandato, essa dívida correspondesse a 35% do PIB.

    Na prática, quase que equivaleria a “congelar” a dívida. Impedir que ela se expandisse.

    Não é fácil fazer isso. Mas é possível, sem sacrificar o nível de investimento público federal.

  70. Chesterton said

    Há, por aí, um estudo feito por não sei quem, demonstrando que um posto de trabalho criado no setor público custa 3 ou 4 vezes mais que um emprego no setor privado.

    chest- meu Deus, o mundo está de cabeça para baixo, Elias virou um vcerdadeiro liberal.

  71. Eduardo said

    Com um eleitorado de 135 milhões e 800 mil votantes.

    Tivemos nesta eleição uma prorrogação de um péssimo governo petista pela margem de 12 milhões de votos.

    Para quem considerava este um governo de 82% de aprovação é nada, pois a diferença pró Dilma foi de 8,8% do eleitorado.

    Provavelmente continuaremos a marcha para um Estado aparelhado como efeito do espólio pós eleitoral, repleto de novos cargos, secretarias e ministerios para acomodar partidos e partidários em nome da ineficiência Estatal. Sem esquecer que foram gastos milhões nessa campanha e agora devem voltar para o bolso de investidores ávidos pelo lucro que o Estado possa proporcionar, ou que já esteja proporcionando.

    Continuaremos sem reformas, com o crescimento da Dívida Pública e com uma péssima admnistração econômica. Teremos bolsa miséria, mas sem saúde, segurança, infra-estrutura, educação e saneamento…

  72. Elias said

    Chester,

    Não é que eu seja liberal. Tu é que és meio… digamos… confuso.

    Em sua esmagadora maioria, as administrações petistas governaram sem estourar o orçamento. Na maior parte dos casos, as gestões petistas saneiam as contas públicas (e, por isto, às vezes pagam um alto preço político, como aconteceu agora, no Pará).

    Compare, p.ex., Olívio Dutra com os seus sucessores.

    Houve exceções, claro, mas, na maior parte dos casos, as administrações petistas aplicaram o torniquete nos gastos públicos.

    Daí que, em sua esmagadora maioria, reduziram o nível de endividamento. Sei de gestões petistas que passaram quase meio mandato administrando em regime de caixa.

    Lula não foi uma exceção, portanto.

    No caso do Lula, o que acontece que vocês, da oposição de direita, é que ficavam falando em explosão do gasto público, explosão do gasto público, explosão do gasto público… enquanto Lula governava sentado num superávit imenso.

    Isso me faz lembrar um filme que vi, há muito tempo.

    Nesse filme, um sujeito, jornalista alemão durante a II GM, trabalhava no Ministério do Goebels. Sua função era reescrever o noticiário de guerra, para que ele parecesse favorável à Alemanha.

    A Alemanha estava levando farelo na frente oriental, mas ele redigia as notícias como se as tropas germânicas estivessem faturando todas. As vezes, simplesmente invertia os resultados das baixas: mortos, feridos e capturados. O que era alemão ele dizia que era soviético. E vice-versa.

    O problema desse cara era convencer sua namorada, nazista militante, que as notícias que ele redigia eram falsas. Ela preferia acreditar nas mentiras que ele escrevia do que nas verdades que ele lhe falava pessoalmente.

    É o teu caso. Estás dando muito crédito aos factóides que a direita inventou (e, com eles, vem dando com os burros n´água).

    Vocês, da oposição de direita, meteram na cabeça que o PT governa montado em déficit público. Não é verdade, com algumas exceções. Mas vocês acham que é, e pronto!

    Vocês, da oposição de direita, meteram na cabeça que equilíbrio fiscal é monopólio do liberalismo. Não é verdade. Mas vocês acham que é, e pronto!

    As divergências do PT em relação ao liberalismo passam longe disso, Chester. O buraco é noutro ponto.

  73. Elias said

    Quer um outro exemplo?

    15 em cada 10 comentaristas de direita falam em “expansão da dívida pública”.

    Ora, há 8 anos, a dívida pública era mais que 50% do PIB. Hoje, está em 42% do PIB.

    Cadê a “expensão”?

    O problema é que “expansão da dívida pública” sempre foi um dos graves problemas do Brasil. Se você queria criticar o governo, e não estava a fim de pensar muito, era só repetir bordões como esse.

    Só que a coisas mudaram. Começaram a mudar com o Plano Real. Grande parte da expansão da dívida pública decorria da instabilidade econômica.

    Com a economia estável, a inflação sob controle, um aumento da eficiência na máquina arrecadadora (que, com o SPED, tende a aumentar ainda mais), um discreto controle sobre a despesa pública e a retomada do crescimento econômico, o resultado não poderia ser outro senão a redução da dívida pública em relação ao PIB.

    Só que a direita congelou seu discurso, nos termos em que ele era feito há 15 ou 20 anos.

    Simplesmente não se atualizou. Ficou caduca.

  74. Chesterton said

    Nada disso Elias, o PT foi inclusive contra a lei de responsabilidade fiscal.
    Veja bem, o que você chama de direita não existe no Brasil, Sarney foi de esquerda.
    Lembra do discurso que “dinheiro tem, mas falta vontade política”?

    Como sou conservador, Elias, torço para que Dilma faça um bom governo, não tenho o espírito-de-porco do PT na oposição que apostava no quanto pior , melhor.

    O discurso da direita é sempre o mesmo, quem mudou foi o PT. parabens por terem atingido a “racionalidade econômica”..

    obs: Horrívio Dutra? pelamordedeus, a Ford está na Bahia por causa desse sujeito.

    Se Dilma cortar o gasto público…Viva Dilma. Quando Geisel estatizou…abaixo Geisel.

  75. Chesterton said

    Vocês, da oposição de direita, meteram na cabeça que o PT governa montado em déficit público. Não é verdade, com algumas exceções. Mas vocês acham que é, e pronto!

    Vocês, da oposição de direita, meteram na cabeça que equilíbrio fiscal é monopólio do liberalismo. Não é verdade. Mas vocês acham que é, e pronto!

    As divergências do PT em relação ao liberalismo passam longe disso, Chester. O buraco é noutro ponto.

    chest- estou em estado de graça. Aprenderam finalmente.

    mas lembra da Dilma? Gasto corrente é vida!

  76. Chesterton said

    Marta Suplicio questionada sobre o gasto publico no Governo Roussef

    ” É fantasia que existe muito funcionario público”.

    http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/multi/2010/11/01/04029B3968C48133E6.jhtm?marta-e-fantasia-que-existe-muito-funcionario-publico-04029B3968C48133E6

    chest- e agora, Elias?

  77. Pax said

    Caro Chesterton,

    Você está torcendo para que o governo Dilma dê certo? Inacreditável. Preciso respirar fundo e reler o que está escrito nos comentários acima, com calma.

    Só posso estar enganado.

  78. Eduardo said

    A conta é sempre pequena quando dita por um petista meio trilhão entre juros/amortizações de títulos públicos + custeio da máquina pública é pouco.

    Então vamos somar os 90 bilhões não pagos por lula em 2.010 referente a obras já realizadas…

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,governo-lula-vai-deixar-uma-conta-de-r-90-bilhoes-para-proximo-presidente,not_30669,0.htm

    Temos ainda a política petista de Estado grande, em contrapartida uma grande ineficiência e corrupção ainda maior…

  79. Chesterton said

    Pax, nem vem que não tem, não sou petista espírito-de-porco. Cuidado para não me julgar pelos defeitos dos esquerdistas-em-geral.

    Agora, tenho critérios objetivos para julgar se Dilma deu certo ou não, e são esses critérios que servirão de parâmetro para meu julgamento.

    E quando digo que torço por Dilma dar certo não é por nenyhum sentimento de altruismo, mas por individualismo mesmo.

    1. parar de implicar com a imprensa, que tem não só o direito, mas a obrigação de perseguí-la atentamente

    2. acabar com o deficit publico

    3. responsabilidade fiscal

    4. arrumar uma saida para os beneficiados do bolsa familia

    5. mandar o chavismo de uma vez por todos para a PQP

    6. apoiar o governo eleito da Colombia a exterminar com a guerrilha marxista

    7. Inibir o MESSETÊ garantindo a paz no campo, cobrando resultado produtivo dessa organização criminosa que é a maior latifundiária do Brasil

    8. baixar a carga tributária (para que todos possam gastar um dim-dim no meu consultório, na farmacia, na padaria do meu amigo, no baleiro do cinema…nada de altruismo)

    9. educar os professores para que finalmente essa numerosa classe cumpre com seu papel (o gasto per capita em educação é satisfatório, mas ineficiente)

    10. acabar com a corrupção, que no governo Lula atingiu seu grau máximo de expressão.

    11. botar a “Berenice” na cadeia,( duê-la a quem duê-la)

    12. investigar o enriquecimento do Lulinha através da Policia Federal e da receita.

    13. Não inventar um mensalão

    14, enfim, quero tudo e mais um pouco.

  80. Chesterton said

    03/11/2010 – 14h23
    Dilma diz que não vai tratar MST como ‘caso de polícia’, mas condena invasões
    Da Redação
    Em São Paulo

    A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira que não vai tratar o MST (movimento dos sem-terra) como “caso de polícia”, mas não vai permitir invasões em áreas produtivas.

    Veja a 1ª entrevista coletiva de Dilma

    “O MST não é um caso de polícia. Agora, eu não compactuo com ilegalidade, nem com invasão de prédios públicos, nem com invasão de propriedades que estão sendo produtivamente administradas”, afirmou.

    chest- começou mal, toda ilegalidade é caso de policia por definição.

  81. Carlão said

    É incrivel como tem gente que mente descaradamente.
    :( o que faria um petista parar de mentir…?
    A VERDADE
    um bate pau do partido aí em cima declarou:
    Ora, há 8 anos, a dívida pública era mais que 50% do PIB.
    Hoje, está em 42% do PIB.

    A VERDADE! em 2002 a divida pública era de 44,6 %
    e em 2009 foi de 52% pois 2010 ainda NÃO FECHOU.

    fonte: Banco Central do Brasil – 2001 a 2009.

    https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries

    -Net public debt (% GDP) – Total – Consolidated public sector

    Observação: É necessário falar ingles e ser inteligente
    :)

  82. Olá!

    O problema do PT com o liberalismo. . . aliás, para deixar numa linguagem mais petisto-friendly, neoliberalismo, é que o PT rejeita os valores que, basicamente, construíram todos os países civilizados do planeta. Além do que, dada a componente marxista que existe nesse partido, falar de liberalismo ali é pura maluquice.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Um convite: A Relação Entre o Índice de Percepção da Corrupção (CPI) e a Renda Per Capita (PPP). A Dora Kramer gostou!

  83. Chesterton said

    se mentiu, começou mal. Pau na Dilma!

  84. Carlão said

    :)
    uma dica aos “econo-petistas” de plantão…
    antes de falarem bobagens
    consulte um infográfico interativo da Veja.com sobre
    a Economia Brasileira em 23 indicadores interativos…
    montado a partir de dados e informações oficiais do Governo.
    É duca! Muito útil.
    Permite comparar todos os 23 indicadores entre si
    :(
    antes de mentir consulte:

    http://veja.abril.com.br/infograficos/economia_brasileira/

  85. Carlão said

    :)
    Marcelo Augusto

    Parabéns pelo excelente trabalho no seu blog.
    Vou divulgar.

    :)

  86. Elias said

    Não é necessário esperar o final do ano para se medir a dívida pública interna. Ela é apurada a cada mês, a cada trimestre e a cada quadrimestre, para atendimento às exigências da Lei Federal 4.320 e da Lei Complementar 101.

    No governo FHC, a dívida pública interna se manteve sempre acima de 50% do PIB.

    O nível mais alto foi alcançado exatamente quando Serra foi Ministro do Planejamento. Durante a campanha eleitoral, Mantega chamou atenção para esse fato várias vezes, o que levou Serra a evitar comentários sobre o assunto.

    No governo Lula, a dívida pública interna caiu para 42% do PIB. Durante a crise econômica, voltou a subir, ficando próximo a 50% do PIB. Agora, voltou ao nível anterior de 42% do PIB.

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