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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de janeiro \27\UTC 2011

A farra das aposentadorias

Publicado por Pax em 27/01/2011

Álvaro Dias (PSDB) disparou a pauta indigesta das aposentadorias dos ex-governadores. Posando de altruísta afirmou que a dinheirama seria destinada para assistência social, como se a opinião pública fosse absolutamente enganável. É esquecida, mas não enganável. Até ‘nota futura’ entrou no jogo do esconde-esconde. Enfim, agora é hora de inventar histórias para os ingleses verem.

Nesta farra não há inocentes, de partido algum. Pedro Simon (PMDB) e vários outros também caíram em tentação, se é que o pecado de invadir os cofres públicos sem qualquer escrúpulo, mesmo que embasados legalmente, possa ser assim considerado. Você pode estar se perguntando se não há algum partido que se salve? Talvez o PT? Não, são 60 ex-governadores que farreiam. Ana Júlia Carepa (PT) fez questão de colocar o PT no mesmo saco de desaforados para com a sociedade, ou saco de gatos – com todos os trocadilhos pertinentes – como queiram.

A sociedade brasileira é muito cordata. Não deveria ser. Enquanto discutimos um salário mínimo que obriga o trabalhador e o aposentado a contar moedas para não passar fome, o Congresso legisla em causa própria e concede aos seus ocupantes um reajuste de mais de 60%, ex-governadores e outros requerem suas mesadas indevidas e ainda tentam se colocar como homens públicos de valor. Pois sim.

Atualização: Há uma notícia em O Globo de hoje que reforça esta opinião. E inclui nomes na lista dos farristas. Como dito acima, não escapa partido algum, como José Sarney (PMDB), Edson Lobão (PMDB), João Alberto (PMDB), Epitácio Cafeteira (PTB), José Agripino (DEM) e Zeca do PT.

O sentido da aposentadoria de governador

O Globo – 27/01/2011

Nos últimos anos, a Justiça tem sido acionada para mediar conflitos de interpretação da Carta em temas fundamentais. Um exemplo foi a arguição levada ao Supremo Tribunal Federal da vigência da Lei de Imprensa, herança bastarda da ditadura militar. Com propriedade, a Corte revogou a legislação, por ela não ter respaldo na Constituição, promulgada em 88 para servir de lastro ao novo regime – democrático, garantidor de direitos civis, entre eles o da liberdade de expressão e imprensa. Liberdade que não é de intelectuais, jornalistas, empresas de comunicação, ou de quem seja, mas da sociedade.

O Supremo tem agido com eficiência dentro do papel institucional de guardião da Carta. Num país com um Estado historicamente avantajado – em todos os sentidos, fiscais e políticos -, é compreensível que assim seja, embora não devesse. Infelizmente, há sempre demandas para conter o expansionismo estatal sobre direitos civis.

Há outro aspecto negativo na formação social e política do Brasil, o patrimonialismo, que costuma gerar justas reclamações contra a “privatização” do dinheiro público, cujo dono é o contribuinte. Em breve, devido à correta mobilização da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também caberá ao Supremo decidir sobre um caso típico desta distorção: a farra de indevidas aposentadorias vitalícias de ex-governadores, mesmo de quem ficou poucos dias no cargo, em mais um atropelamento da Constituição. A benesse tem ficado para herdeiros, como se fosse um direito monárquico.

Não serviu de alerta a decisão tomada em 2007 pelo STF, com base na Carta, de cassar o benefício concedido ao ex-governador Zeca do PT, de Mato Grosso do Sul. Uma boa notícia é que a Procuradoria Geral da República deve seguir o caminho da OAB e reforçar a arguição junto ao Supremo, provavelmente por meio de um pedido de declaração de inconstitucionalidade destes benefícios. Assim, abre-se caminho para impedir os estados de continuarem a legislar sobre esta aposentadoria, que sequer o presidente da República tem.

Há subtrações estratosféricas do Tesouro para o pagamento cumulativo de parlamentares ex-governadores, beneficiados pela soma de subsídios e verbas de gabinete com a aposentadoria inconstitucional. A bancada do Maranhão no Senado é campeã neste aspecto: José Sarney, Edison Lobão – licenciado para exercer o cargo de ministro das Minas e Energia -, João Alberto, todos do PMDB, e Epitácio Cafeteira (PTB). O acesso fácil ao Erário é pluripartidário, dele não escapa também a oposição: encontram-se na mesma situação os senadores José Agripino (DEM-RN) e Álvaro Dias (PSDB-PR). Este se declara inclusive credor de atrasados junto aos cofres paranaenses. Outro aspecto do imbróglio é que os parlamentares ultrapassam o teto de rendimentos estabelecido para os servidores públicos. (continua em O Globo via Clipping do Min. do Planejamento…)

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Furnas: o custo PMDB não é pequeno

Publicado por Pax em 24/01/2011

O último post foi sobre a Funasa, agora o noticiário aponta que Furnas está no vermelho. A ECT já foi para o vinagre. O apetite do PMDB não é pequeno nem saudável, pelos fartos indícios.

Documento expõe crise em Furnas – PMDB causa curto-circuito em Furnas
Chico Otavio – O Globo – 24/01/2011

Documento relaciona prejuízos financeiros da estatal a aparelhamento político

Na agenda de Dilma Rousseff, outra negociação difícil à vista: mudança total em Furnas, joia do setor elétrico e considerada feudo do PMDB fluminense. Sob o risco de fechar o segundo ano consecutivo no vermelho, Furnas é cenário de uma queda de braço entre peemedebistas e petistas pelo controle da empresa sediada no Rio. A crise foi exposta em documento recente, elaborado por engenheiros da estatal, que vinculam o aparelhamento político da direção aos recentes prejuízos financeiros.

O texto, já entregue a autoridades federais e parlamentares, irritou o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), citado nominalmente pelos engenheiros como líder da ala peemedebista em Furnas. Ele acusou os petistas de estarem por trás das denúncias. O secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar (PT), um dos que recebeu o documento, demonstrou preocupação e, como está licenciado do parlamento, disse ter enviado o material ao ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio:

- Fiquei fortemente impactado pelo documento, que recebi com preocupação e tristeza.

De acordo com fontes do governo, o atual presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, não ficará no cargo. O PMDB mineiro disputa a indicação com dois nomes: o deputado Marcos Lima e o senador Hélio Costa. Mas Dilma já avisou que deseja um nome técnico.

Desde 2007, quando o ex-prefeito Luiz Paulo Conde assumiu a presidência de Furnas, é conhecida a influência do PMDB em áreas estratégicas da empresa. Doente, Conde foi substituído por Carlos Nadalutti, também indicado pelos peemedebistas liderados por Cunha. O partido controlaria ainda as diretorias Financeira e de Construções.

Em 2009, a estatal encerrou o ano com prejuízo líquido de R$129,15 milhões, contra lucro líquido de R$454,52 milhões em 2008. Em março, quando será divulgado o balanço de 2010, espera-se um novo resultado negativo.

Nos últimos quatro anos, a entrada do PMDB na empresa foi alvo de polêmica e protestos. A Associação dos Aposentados de Furnas (Após Furnas) chegou a ir às ruas, em pelo menos duas ocasiões, para denunciar as pressões do grupo de Eduardo Cunha para destituir a direção e assumir o controle da Real Grandeza, o fundo de pensão dos funcionários da empresa, um dos maiores do país. (continua no clipping do Ministério do Planejamento…)

Enviado em Furnas | 48 Comentários »

PMDB: R$ 500 milhões desviados da Saúde Pública

Publicado por Pax em 17/01/2011

Notícia na Folha de São Paulo informa que auditorias da Controladoria Geral da União apontam para desvios de R$ 488,5 milhões de verbas da FUNASA entre 2007 e 2010.

Em 2008 o então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, quis enfrentar o problema acusando a corrupção vigente, mas o modelo foi mais forte. Temporão quase perdeu o cargo. Há áreas no governo em que o a turma instalada não permite alteração em seus esquemas montados para desvios do dinheiro público.

As disputas pelos cargos de segundo escalão tem na FUNASA as principais complicações para o novo governo Dilma.

Desvios na Funasa chegam a R$ 500 milhões, diz CGU

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Auditorias concluídas nos últimos quatro anos pela CGU (Controladoria Geral da União) revelam que a Funasa foi vítima de desvios que podem ultrapassar a cifra de meio bilhão de reais.

O órgão está sob comando do PMDB desde 2005 e é o principal alvo do partido na guerra por cargos no segundo escalão do governo Dilma.

Levantamento feito pela Folha mostra que a CGU pediu a devolução de R$ 488,5 milhões aos cofres da Funasa entre 2007 e 2010. O prejuízo ainda deve subir após novos cálculos do TCU (Tribunal de Contas da União), que atualiza os valores ao julgar cada processo.

De acordo com os relatórios, o dinheiro teria sumido entre convênios irregulares, contratações viciadas e repasses a Estados e prefeituras sem a prestação de contas exigida por lei.

A pesquisa somou as quantias cobradas em 948 tomadas de contas especiais instauradas nos últimos quatro anos. As investigações começaram no Ministério da Saúde, ao qual a Funasa é subordinada, e foram referendadas pela CGU.

O volume de irregularidades que se repetem atrasa a tentativa de recuperar o dinheiro, e os processos não têm prazo para ser julgados pelos ministros do TCU.

Além das auditorias, balanço feito pela controladoria a pedido da reportagem aponta a existência de 62 processos simultâneos contra a direção da Funasa.

Outros seis apuram supostas irregularidades cometidas por dirigentes e servidores, e podem culminar em punições como a demissão e a proibição de exercer novos cargos públicos.

Em 2009, o ex-presidente Paulo Lustosa, o primeiro indicado ao cargo pelo PMDB, foi banido da administração federal por cinco anos.

A CGU o responsabilizou pelo superfaturamento de contratos de R$ 14,3 milhões da TV Funasa. Em parecer, ele foi acusado de exibir “verdadeiro desprezo e desapego” aos recursos públicos.

No mesmo ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Covil, contra pagamentos de propina em Tocantins, e a Operação Fumaça, que desarticulou um esquema de desvio de repasses da Funasa a prefeituras do Ceará. As investigações constataram desvios de R$ 6,2 milhões.

Apesar dos escândalos, os peemedebistas mantêm o controle sobre a Funasa. (Continua na Folha.com – a notícia completa só para assinantes neste link)

Enviado em Danilo Forte, Funasa, Henrique Eduardo Alves, Operação Covil, Operação Fumaça, Pandorama | 661 Comentários »

Nova sede do TSE: vergonha orçamentária

Publicado por Pax em 11/01/2011

Segundo o jornal Estado de São Paulo a nova sede do TSE orçada em R$ 89 milhões já consumiu mais de R$ 360 milhões e vai chegar no custo total de R$ 440 milhões.

A suntuosa nova sede do TSE

Em construção há quatro anos, quando finalmente terminada a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá pôr fim a uma dúvida que assalta os contribuintes: qual é o “palácio” mais suntuoso do Poder Judiciário? O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que hoje disputam essa ominosa honraria, perderão a vez.

Com 115,5 mil metros quadrados, mobiliário luxuoso, gabinetes privativos com banheiros majestosos e 23 pórticos com detectores de metais, a obra, repetindo o que aconteceu nas construções das demais sedes de tribunais superiores no Distrito Federal, estourou o orçamento original – e ninguém, até recentemente, achou isso estranho. Quando o projeto foi anunciado, em 2007, a nova sede do TSE tinha um custo estimado em R$ 89 milhões. Em 2008, a dotação prevista pelo Orçamento-Geral da União foi aumentada para R$ 120 milhões. Em 2010, o TSE informou em seu site ter gasto nas obras cerca de R$ 285 milhões até o mês de julho. E, na semana passada, segundo os números do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), a construção já havia consumido mais de R$ 360 milhões. (Continua no Estadão…)

Enviado em TSE | 22 Comentários »

Diretrizes do governo Dilma

Publicado por Pax em 07/01/2011

O site da Presidência da República divulgou as diretrizes definidas por Dilma para seu governo.

(dica do blog do Fernando Rodrigues – Uol)

  • Expandir e fortalecer a democracia política, econômica e socialmente.
  • Crescer mais, com expansão do emprego e da renda, com equilíbrio macroeconômico, sem vulnerabilidade externa e desigualdades regionais.
  • Dar seguimento a um projeto nacional de desenvolvimento que assegure grande e sustentável transformação produtiva do Brasil.
  • Defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável.
  • Erradicar a pobreza absoluta e prosseguir reduzindo as desigualdades. Promover a igualdade, com garantia de futuro para os setores discriminados na sociedade.
  • O Governo de Dilma será de todos os brasileiros e brasileiras e dará atenção especial aos trabalhadores.
  • Garantir educação para igualdade social, a cidadania e o desenvolvimento.
  • Transformar o Brasil em potência científica e tecnológica.
  • Universalizar a Saúde e garantir a qualidade do atendimento do SUS.
  • Prover as cidades de habitação, saneamento, transporte e vida digna e segura para os brasileiros.
  • Valorizar a cultura nacional, dialogar com outras culturas, democratizar os bens culturais e favorecer a democratização da comunicação.
  • Garantir a segurança dos cidadãos e combater o crime organizado.
  • Defender a soberania nacional. Por uma presença ativa e altiva do Brasil no mundo.

Veja a íntegra do documento no site, neste link.

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