Antonio Palocci deve explicações ao Brasil. Ou sai ou se explica convincentemente o mais rápido possível. E Dilma precisa tomar as rédeas do governo ou tende a comprometer todo o percurso de seu mandato.
O PMDB torce para o enfraquecimento de Dilma. Quer cobrar o apoio para a falta de força política da presidente com as chaves de ministérios e outros cargos que detenham fartos orçamentos. A eventual saída de Palocci provocará uma reforma ministerial que aguça a fome. E nenhum destes desejos peemedebistas está no bojo de um projeto de país que se tenha notícia.
Michel Temer se vangloria de ter colocado Palocci “em seu devido lugar” numa tal conversa em tom mais alto que o normal no episódio de votação (e derrota para o governo) do novo Código Florestal. O maior mérito do atual vice-presidente, até o momento deste governo, é fazer o sentimento de saudades de José Alencar aumentar significativamente.
Se compararmos o mandato de presidente com uma competição de salto de obstáculos do hipismo podemos imaginar que Dilma está com enorme dificuldade no primeiro obstáculo. E não será Lula que a fará terminar bem a pista à frente. Muito ao contrário, quanto mais o ex-presidente aparece mais a sensação que a cavaleira perdeu as rédeas de sua montaria e o mal causado aumentam exponencialmente.