O caso Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André assassinado em 2002, precisa ser esclarecido. Este crime é envolto em quase uma dezena de outros assassinatos e fortes indícios de desvio de verbas públicas para financiamento de campanhas eleitorais.
O modelo de financiamento político corrupto é conhecido, muito bem estabelecido e compartilhado por todos, mas em Santo André a situação parece ter fugido completamente de controle.
Os irmãos do ex-prefeito insistem em afirmar que Gilberto Carvalho lhes teria dito que Celso coletava dinheiro de contratos superfaturados da prefeitura e enviava para a direção do PT financiar suas atividades eleitorais. Ele mesmo, Gilberto, atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, teria levado dinheiro para o então presidente do partido, José Dirceu.
Celso Daniel provoca a lembrança do também assassinato de Antonio da Costa Santos, o “Toninho do PT”, ex-prefeito de Campinas-SP. As circunstâncias deste segundo caso são ainda mais misteriosas. Mas envolvem revisão contratos com empresas de coleta de lixo e transporte coletivo, mesma situação em Santo André e, provavelmente, na maioria dos municípios brasileiros. A viúva de Toninho afirma que o crime foi político.
Leia abaixo a notícia no site Brasil247.
Bruno Daniel: Gilberto levava dinheiro para o PT
IRMÃO DE CELSO DANIEL, CUJO ASSASSINATO COMPLETA DEZ ANOS NESTA QUARTA, DEU ENTREVISTA BOMBÁSTICA À BAND; DISSE QUE O ATUAL SECRETÁRIO-GERAL DA PRESIDÊNCIA LEVOU R$ 1,2 MILHÃO DA PROPINA ARRECADADA EM SANTO ANDRÉ PARA A CAMPANHA DE LULA EM 2002; “MEU IRMÃO DEU A VIDA PELO PT”, DISSE ELE
17 de Janeiro de 2012 às 22:26
247 – Depois de se exilar em Paris, Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP) que foi assassinado brutalmente no dia 18 de janeiro de 2002, está de volta ao Brasil. E deu uma entrevista exclusiva à TV Bandeirantes, que acaba de ser levada ao ar no jornal da Band. “Meu irmão deu a vida pelo PT”, disse Bruno Daniel. Ele afirmou que o ex-prefeito comandava um esquema de arrecadação de propinas em Santo André, para financiar campanhas do PT – inclusive a disputa de 2002, que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder. Bruno conta que a revelação foi feita pelo ex-secretário de Santo André e atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. “Ele nos contou que levou R$ 1,2 milhão em espécie para o PT no seu corsinha preto”, disse Bruno Daniel. O valor teria sido entregue ao então presidente nacional do partido, José Dirceu.
O assassinato de Celso Daniel completa dez anos nesta quarta-feira. O empresário e ex-assessor da prefeitura de Santo André Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, deve ser julgado neste ano como mandante do crime. De acordo com a reportagem exibida pela Band, Celso Daniel comandava o esquema de arrecadação de propinas, mas não concordava com a destinação de recursos para finalidades não partidárias. Por isso, teria sido assassinado, assim como várias pessoas que presenciaram o jantar entre Celso Daniel e Sérgio Gomes da Silva numa churrascaria de São Paulo, antes do sequestro do ex-prefeito. Bruno Daniel conta que se exilou em Paris por medo de ser assassinado. Mas diz que decidiu voltar para resgatar a verdade e a memória do irmão. “Fatos como esse não podem se repetir”, disse ele. (continua no site Brasil247…)
Complementos em vídeo sobre a notícia:
Vídeo 1 – Celso Daniel: crime completa dez anos sem solução – Band
Vídeo 2 – Irmão de Celso Daniel concede entrevista – Jornal da Band