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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de maio \30\UTC 2012

Convocados Agnelo e Perillo

Publicado por Pax em 30/05/2012

CPMI convoca Agnelo Queiroz e Marconi Perillo para depor e poupa Sérgio Cabral

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em uma reunião tumultuada, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira decidiu convocar hoje (30) dois governadores para prestar depoimento. Foram convocados os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). A convocação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi rejeitada pelo plenário da CPMI.

Perillo foi convocado com votação unânime. Ontem (29), ele já havia informado à CPMI que gostaria de prestar depoimento. Já a convocação de Agnelo foi aprovada por 16 votos favoráveis e 12 votos contrários. Em relação ao pedido de convocação de Cabral, 17 parlamentares foram contra e 11 a favor do seu comparecimento à CPMI.

Perillo e Agnelo terão que prestar esclarecimentos sobre a ligação com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido com Carlinhos Cachoeira, ou com a Delta Construção, empresa suspeita de fazer parte de esquema criminoso investigado pela Polícia Federal, de favorecimento em contas com o governo.

Durante a votação, o debate ficou entre os aliados do governador Perillo, que defendiam a votação em bloco, ou seja, tratando de forma igual os três governadores, e os parlamentares do campo governista, que alegaram que o grau de envolvimento de Perillo com o suposto esquema criminoso é bem maior que o envolvimento de Agnelo e Cabral. Com isso, os líderes governistas exigiram a votação em separado dos nomes dos três governadores.

“A comissão abre portas para a condenação, mas também pode abrir portas para as justificativas. Não podemos tratar coisas iguais como coisas diferentes”, disse Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado.

“Não podemos tratar o diferente como igual. Quem faz isso aqui na CPMI está na tentativa de partidarizar o debate”, considerou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

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Demóstenes no Conselho de Ética: “eu não sabia”

Publicado por Pax em 29/05/2012

Demóstenes diz no Conselho de Ética que não sabia das relações de Cachoeira

por Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em depoimento que presta na manhã desta terça-feira (29) ao Conselho de Ética do Senado, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) negou envolvimento com jogos ilegais e disse que não sabia das relações do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes disse que só depois da prisão do empresário e com a deflagração da Operação Monte Carlo é que teve consciência das relações que Cachoeira mantinha com outros políticos, governadores e demais agentes públicos. O senador chegou ao plenário do Conselho de Ética com 40 minutos de atraso.

“Eu não tinha uma lanterna da popa, não tinha como saber no que eu me relacionava com esse empresário e que ele mantinha relações com cinco governadores”, disse Demóstenes. “Hoje, com essa lanterna na popa, eu dou conta de ver, mas antes, com essa lanterna na proa, eu não via”, disse o senador.

Demóstenes é suspeito de ligações estreitas com Carlinhos Cachoeira e de ter usado seu mandato para beneficiar o suposto esquema comandado pelo empresário, que está preso desde o dia 29 de fevereiro, acusado de comandar jogos ilegais e de liderar uma rede de influência envolvendo agentes públicos e privados.

Em sua defesa, Demóstenes usa um tom emocional para convencer os senadores de sua inocência no processo aberto contra ele para apurar quebra de decoro parlamentar. “Eu redescobri Deus. Parece um fato pequeno, mas minha atuação era mais pautada pelos homens que pela fé”, disse o senador, ao se referir à sua postura antes da investigação vir a tona.

Demóstenes sempre manteve uma postura crítica a atos de corrupção e era um dos senadores que mais evocavam as questões éticas contra os demais colegas, principalmente contra os senadores governistas. “Eu pude ver o quanto fui cruel com os outros. Isso fazia com que essas pessoas pudessem ficar com uma imagem ruim”, disse.

“Devo dizer aos senhores que vivo o pior momento da minha vida, que eu jamais imaginaria passar por isso. A partir de 29 de fevereiro desse ano [quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela Polícia Federal], eu passei a enfrentar algo que nunca tinha passado em toda minha vida. Depressão, remédio para dormir que não funcionam, fuga dos amigos. É talvez a campanha sistemática mais orquestrada da história do Brasil”, disse o senador.

Ao evocar sua família, Demóstenes disse que ainda precisa dar explicações para esclarecer suas ações. “Tive que enfrentar não só a desconfiança de todos, tive que enfrentar tudo”, disse.

O senador ainda negou que se patrimônio teria quadruplicado nos últimos anos. Segundo ele. Ele relatou a compra de um apartamento no valor de R$ 1,2 milhão, cuja entrada de R$ 400 mil teria sido dada por sua mulher. A outra parte, R$ 800 mil, seria financiada. “Eu só vou terminar de pagar quando tiver 80 anos”, defendeu-se.

O senador confirmou que recebeu um aparelho de celular via rádio do empresário Carlinhos Cachoeira, mas alegou que não tinha informação que esse celular era sigiloso. “Recebi para meu conforto. Era um celular que falava nos Estados Unidos, não era com exclusividade, eu falava com muitas outras pessoas, nunca tive essa informação de que era sigiloso. Se era sigiloso, como é que foi grampeado? Aliás, a maneira mais fácil de se grampear é através de rádio”, questionou.

O depoimento no Conselho de Ética ainda prossegue com a apresentação inicial de Demóstenes Torres.

Enviado em CPI do Cachoeira, Demóstenes Torres | 10 Comentários »

Lula, Gilmar, Jobim e a reunião que não deveria ter acontecido

Publicado por Pax em 29/05/2012

Notícia da revista Veja desta semana dá a versão de Gilmar Mendes, ministro do STF, de um encontro entre ele, Gilmar, Lula e Nelson Jobim, que aconteceu no escritório deste último, ex-ministro da Defesa e do STF, em 26 de abril de 2012.

Nesta reportagem ficam suposições que Lula teria sugerido que o Mensalão do PT não fosse julgado este ano e que, segundo Gilmar Mendes, como Lula afirmaria ter poderes na CPMI de Carlinhos Cachoeira, uma tal viagem a Berlim com Demóstenes Torres não seria objeto de investigações.

O site do Instituto da Cidadania, emitiu nota oficial em que Lula diz estar indignado com as supostas acusações.

Nelson Jobim afirmou que não houve tal conversa sobre o julgamento do Mensalão. Gilmar confirmou que houve. Lula, na nota oficial, não deixa claro nem que sim, nem que não.

Segundo Wálter Maierovitch, jurista e ex-desembargador, Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de do ex-presidente e que “Lula deve explicações. E deveria propor uma ação penal de iniciativa privada, por crimes contra a honra, contra Gilmar Mendes”.

O resultado desta reunião é um infindável conjunto de afirmações e desmentidos, opiniões de todos os lados. Como consequência final, corolário de um encontro mal explicado, o Mensalão do PT e seu iminente julgamento pelo STF tomam à frente da pauta política nacional com mais peso que o julgamento de Demóstenes Torres pelo Conselho de Ética do Senado e a CPMI do Cachoeira.

Atualização: Em tempo – segundo o site Terra, “O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou nesta terça-feira que encaminhou para o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) a representação protocolada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por supostamente ter pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para adiar o julgamento do mensalão. Segundo Gurgel, como Lula não tem mais foro privilegiado – e a representação não cita o ministro -, não cabe à PGR analisar o caso.”

Enviado em Mensalão PT | 110 Comentários »

Vaccarezza e o pecado da soberba. Quem paga a conta é Odair Cunha e o PT.

Publicado por Pax em 18/05/2012

O deputado Cândido Vaccarezza cometeu o pecado da soberba ontem, ao entender que pode fazer política à sua equivocada maneira e macular a imagem do PT da forma que bem entende.

No meio sessão da CPMI do Cachoeira emite uma mensagem por celular, para lá de suspeita, deixando a forte impressão de blindagem inadmissível do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), estado que agraciou com as maiores obras e aditivos a construtura Delta, de Fernando Cavendish.


Dica do vídeo do comentarista Zbigniew.

A mensagem enviada: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”.

Hoje em seu blog coloca uma explicação infantil, afirmando que só queria preservar as boas relações entre os partidos PT e PMDB. Pois sim.

O vídeo produzido pelo SBT mostra que não é bem esse o tom da mensagem. Não fala em preservar as relações das agremiações políticas, mas sim de emprestar apoio – ou blindar, com pouca margem de erro esta segunda interpretação – ao governador que gosta de andar nos helicópteros e aviões de Cavendish, assim como frequentar restaurantes de luxo em Paris em companhia do empresário envolvido diretamente com os negócios mafiosos de Carlinhos Cachoeira, segundo farto noticiário.

Se esta refeição italiana será servida em fatias, para que mesmo constituir esta CPMI? Qual o ganho se os pré-condenados Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira poderiam ser excluídos pela Comissão de Ética do Senado e prisão do mafioso respectivamente?

Quem pagará a conta desta pizza será o jovem deputado Odair Cunha (PT, relator desta CPMI. Ficará como garoto de recados de uma articulação porca liderada por Vaccarezza. Sua carreira nunca mais será a mesma nesta trilha apodrecida.

E a imagem do PT, indefensável nesta altura do campeonato. Há uma militância aguerrida que hoje se envergonha das atitudes deste líder do governo na Câmara.

Lá vai a fatia Sérgio Cabral acompanhada de Marconi Perillo e Agnello Queiroz. Como acompanhamento chique, Fernando Cavendish. Todos blindados pelo enorme deslize deste deputado que perdeu a grande oportunidade de ficar calado, ou com as mãos amarradas, para não se entregar tão infantilmente à frente de um batalhão de jornalistas atentos.

Agora só falta o PT manter o deputado como líder do governo na Câmara. A lambança estará completa.

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Farpas quentes: PGR e Vaccarezza

Publicado por Pax em 10/05/2012

O dia de ontem foi marcado por tiros de mais grosso calibre envolvendo a CPI do Cachoeira.

De um lado (fonte Bom Dia Brasil – tv Globo) o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) acusa o Procurador Geral da República de retardar a abertura do processo contra o senador Demóstenes Torres (ex DEM) em 2009, que provavelmente atrapalharia sua reeleição ao Senado. Roberto Gurgel já tinha recebido informações da primeira operação da Polícia Federal. Não sabemos exatamente o conteúdo destes indícios pois a senadora Kátia Abreu (ex DEM, hoje PSD) sugeriu – e a maioria dos membros da CPI acatou – que os depoimentos dos delegados da PF fossem secretos, na terça feira passada.

De outro lado Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, afirma que os indícios apresentados à época não tinham elementos suficientes para determinar abertura de processo contra Demóstenes Torres no STF. Segundo sua afirmação essa atitude permitiu que a nova operação da PF concluísse o conjunto de indícios para encaminhamento dos processos.

Mais que isto, Roberto Gurgel, devolvendo pedras atiradas, disse que as insinuações sobre seu comportamento neste caso vem de quem teme o iminente julgamento do processo do Mensalão do PT. Gurgel será o promotor neste julgamento.

Cândido Vaccarezza nunca se mostrou um grande articulador político. Parece agir sob comando das vísceras, mais que com o cérebro.

Desta feita traz definitivamente o Mensalão do PT para o bojo da CPI do Cachoeira, como queria a oposição.

Roberto Gurgel, de outro lado, poderia ter evitado o envolvimento mais acalorado nesta questão. É o comportamento que se espera para o cargo que ocupa.

A CPI do mafioso Cachoeira começou com mortos previsíveis e passa a ter baixas imprevisíveis.

A platéia e os leões se excitam com o cheiro de sangue no ar.

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Cassação de Demóstenes não depende da CPMI do Cachoeira

Publicado por Pax em 03/05/2012

O relator do caso Demóstenes, no Conselho de Ética do Senado, pediu abertura de processo disciplinar contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM).

O julgamento é político. Demóstenes mentiu para seus pares ao afirmar, em 6 de março, que não conhecia as atividades de Carlinhos Cachoeira, o mafioso que lhe brindava com presentes caros e recebia em troca favores e informações privilegiadas, no mínimo.

O relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), apresentou, ontem, o plano de trabalho para o colegiado. Foi aprovado com algumas emendas. Parte do noticiário está bastante distorcida da realidade da reunião de ontem, televisionada. Não foram poucos os elogios à estrutura do plano. E as ressalvas e correções foram anotadas e discutidas no final da primeira reunião da CPMI.

Há um enorme temor que esta comissão se torne mais uma enorme pizza do nosso desgastado Congresso. Após um mês de farto noticiário, com exposição de inúmeros áudios, vídeos e documentos que indicam uma intrincada rede de corrupção envolvendo o Senador Demóstenes Torres (ex-DEM GO), o mafioso Carlinhos Cachoeira, o empresário Fernando Cavandish e sua empresa Delta Contrução, os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), policiais civis e federais, servidores públicos de todos os níveis e todos os ingredientes indigestos deste caldeirão de malfeitos e malfeitores.

O próprio ex-presidente Lula fez questão de aportar seu apoio à comissão parlamentar para esta investigação. Há quem diga que para desviar o foco do iminente julgamento do mensalão do PT pelo STF.

Caso esta CPMI acabe em pizza o tiro sairá pela culatra. De cara teremos o enterro político do jovem deputado petista Odair Cunha. Na sequência o próprio PT e seus candidatos nestas próximas eleições. Será um prato cheio para qualquer oposicionista apontar esta atitude incompatível com qualquer boa intenção pública.

A oposição tem a maior perda política evidente neste processo. O senador Demóstenes Torres era um dos principais mastros da furada bandeira de peregrinação ética e moral dos principais partidos oposicionistas, seus discursos e declarações à imprensa eram aplaudidos e comemorados. Há indícios que o senador chegava a participar da elaboração de alguns editoriais quando queria atender aos interesses de Cachoeira. O governador Marconi Perillo é outro peso considerável neste jogo de motoserra política.

Do outro lado tem o desgastado governador do DF, Agnelo Queiroz, que muito bem pode ser lançado rio abaixo, como boi de piranha. O PT não perderá muita coisa. A questão é que esta CPMI envolve a jogatina que lembra as loterias e acaba chegando em Waldomiro Diniz e sua imagem plantada no Palácio do Planalto como assessor de José Dirceu à época do primeiro governo Lula.

Já o governador Sérgio Cabral do Rio de Janeiro tem uma forte espada sobre seu pescoço. Se forem comprovadas as ligações pouco republicanas de Fernando Cavendish nas contas das viagens nababescas ao sul da Bahia – que acabou e forma trágica e abafou seu pano de fundo – e capital francesa, sua imagem política vai para o esgoto. Já seu partido, o PMDB de Sarney, Renan, Jucá etc, nem tem mais imagem a defender.

As torcidas organizadas estão em polvorosa. Cada lado tenta defender seus acusados como se corrupção só existisse fora de suas searas. Mas todos sabem que esta chaga se apoderou do tabuleiro político nacional como uma epidemia que não poupa nenhum dos grandes partidos nacionais.

Para o povo, o bravo povo brasileiro que paga todas as contas ao final, desde os voos de helicóptero, as viagens em jatinhos, as cozinhas importadas, os vinhos franceses e jantares luxuosos, será uma lástima que esta CPMI se torne uma fraude generalizada pelo corporativismo geral.

Que os envolvidos sejam jogados aos leões, sejam eles quem forem. Alguma hora um ou outro acusado se cansará, se perderá e abrirá o bico. É nesta hora que o sangue correrá no Coliseu brasiliense.

Relator pede processo disciplinar contra Demóstenes – Estadão

Humberto Costa lembrou discurso de Demóstenes em 6 de março, quando ele negou conhecer Cachoeira

Denise Madueño e Eugênia Lopes

O Conselho de Ética do Senado deu mais um passo no processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com a apresentação do parecer do relator, senador Humberto Costa (PT-PE). O relator pediu a abertura de processo disciplinar contra Demóstenes, que aparece na operação Monte Carlo, da Polícia Federal, como um dos integrantes da organização do empresário do jogo Carlos Augusto Ramos, conhecido por Carlinhos Cachoeira. O presidente do colegiado, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), afirmou que, depois da reunião do conselho, dará início à discussão do parecer ainda nesta quinta-feira, permitindo a participação da defesa de Demóstenes. (continua no Estadão…)

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