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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Posts de junho \29\UTC 2012

Mensalão do DEM: MPF denuncia 38

Publicado por Pax em 29/06/2012

Em agosto teremos o julgamento do mensalão do PT. Agora o mensalão do DEM tem 38 denunciados depois de três anos de investigações. José Roberto Arruda e Demóstenes Torres saíram do partido pela porta dos fundos e outros pela porta da frente, como Kátia Abreu, Kassab, Indio da Costa etc. O mensalão do PSDB segue na Justiça, porém sem notícias na grande mídia. Eduardo Azeredo, hoje deputado federal pelo PSDB, criador do esquema de desvios através das empresas de Marcos Valério, não tem qualquer questionamento do seu partido.

E o Brasil dos mensalões não vê qualquer iniciativa mais firme para que o modelo de financiamento de campanhas seja alterado. Continuaremos vivendo mensalões e mais mensalões, cachoeiras de escândalos e nada se altera no país que optou pela corrupção como principal método político.

Ministério Público denuncia Arruda e mais 37 investigados na Operação Caixa de Pandora

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Depois de quase três anos de investigações, o Ministério Público denunciou nesta semana 38 pessoas envolvidas na Operação Caixa de Pandora, que apurou esquema de corrupção na gestão de José Roberto Arruda no governo do Distrito Federal (GDF). A informação foi confirmada hoje (29) pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Segundo o procurador, as apurações provaram que empresas beneficiadas em contratos sem licitação com o GDF pagavam propina a políticos aliados do governo. Os envolvidos foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa (empresários) e passiva (políticos) e lavagem de dinheiro.

Gurgel informou que o líder do esquema era o próprio Arruda e que Durval Barbosa foi confirmado como um dos operadores do esquema. A denúncia também envolve deputados distritais e empresários. Apesar de não divulgar quanto dinheiro foi desviado, o procurador confirmou que o esquema começou pouco antes das eleições de 2006.

O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, que à época era senador, chegou a ser citado, mas não foi denunciado porque sua idade avançada impediria a punição.

Enviado em Mensalão DEM, Mensalão PSDB, Mensalão PT | 81 Comentários »

Liberado caixa 2 para as eleições 2012

Publicado por Pax em 29/06/2012

O TSE – Tribunal Superior Eleitoral – decidiu por 4 votos contra 3, que os chamados contas sujas podem disputar as eleições. Estes políticos, os tais contas sujas, são os que tiveram contas de campanha rejeitadas pela Justiça.

Os chamados mensalões (DEM, PSDB, PT) nasceram de empreiteiras, empresas de coleta de lixo, empresas de transporte urbano e um sem número de corruptores que financiaram os maiores escândalos políticos que temos acompanhado. A chaga nacional da corrupção tem nos caixas 2 de campanhas eleitorais o berço de uma interminável relação de políticos de todos os partidos que se entregam ao dinheiro recebido de superfaturamentos para abastecer suas campanhas. Há fartos indícios desta prática em todo território nacional, em todos os âmbitos, municipal, estadual e federal.

Quatro ministros entenderam que o TSE extrapolou o que a lei exige para a aprovação das contas.

Este blog – e outras opiniões – discordam desta decisão. Está mais que na hora de cortar o mal pela raiz. Por maior que seja o risco que uma ou outra injustiça seja cometida, no atacado o melhor seria o extremo rigor da lei neste caso.

* O título do post é forte, para provocar a reflexão, jamais para ofender o TSE. O grupo dos quatro ministros que formou a decisão tomada é composto de elogiáveis ministros.

Contas sujas poderão participar das eleições deste ano, decide TSE

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os políticos que tiveram contas de campanha rejeitadas pela Justiça poderão participar das eleições deste ano, segundo decidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de hoje. Por maioria de 4 votos a 3, o tribunal desfez decisão da própria corte que impedia a candidatura dos chamados contas sujas.

O julgamento foi retomado com o voto vista do ministro Antonio Dias Toffoli, que desempatou o placar de 3 votos a 3. Para Toffoli, a apresentação das contas de campanha – independentemente de elas serem aprovadas ou não – é suficiente para deixar o candidato quite com a Justiça Eleitoral.

O ministro ressaltou, no entanto, que caso as contas sejam apresentadas sem documentos, “de forma fajuta”, a Justiça irá desconsiderá-las e o político será barrado. Durante a proclamação do resultado, o ministro Henrique Neves fez questão de ressaltar que a decisão diz respeito apenas a contas de campanha, e que os gestores públicos com a contabilidade reprovada por tribunal de contas continuam inelegíveis, conforme determina a Lei da Ficha Limpa.

Os ministros analisaram um pedido do PT e de mais 17 partidos para que o TSE reavaliasse a decisão de março deste ano que, por 4 votos a 3, passou a exigir a aprovação das contas de campanha para liberar candidaturas. A decisão tornou mais rigorosa a regra vigente até então – retomada esta noite – que pedia apenas a apresentação da contabilidade dos candidatos.

A inversão do placar foi possível porque, de março para cá, a composição do TSE mudou, com a entrada dos ministros Antonio Dias Toffoli no lugar de Ricardo Lewandowski e do ministro Henrique Neves substituindo Marcelo Ribeiro.

Toffoli seguiu a posição dos ministros Gilson Dipp, Henrique Neves e Arnaldo Versiani. Eles defenderam que o TSE havia extrapolado o que a lei exige ao cobrar a aprovação das contas. Na outra vertente, estavam os ministros Nancy Andrighi Cármen Lúcia e Marco Aurélio, para quem a intenção da lei é moralizar a atuação política, mesmo que isso não estivesse escrito expressamente no texto.

Enviado em Projeto de lei Ficha Limpa, Projeto de lei Ficha Suja, Projetos de Lei | 2 Comentários »

Mais suspeitas: Perillo e Cachoeira

Publicado por Pax em 27/06/2012

Apesar da vergonhosa atuação do relator Odair Cunha (PT), escorado pela tropa de choque do governo na CPMI do Cachoeira, agora engordada por Ricardo Berzoini, ex-presidente do partido, aumentaram as suspeitas que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), vendeu a casa em que o mafioso Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal.

O arquiteto decorador contratado pela esposa do bicheiro-amigo de Demóstenes, abriu o bico e contou detalhes dos serviços prestados à bela Andressa Mendonça.

De um lado o governador goiano fica cada vez mais comprometido com o esquema de Cachoeira e, de outro, a evidente atuação política de direcionar as investigações somente para os inimigos. Odair Cunha insiste em não convocar Fernando Cavendish, peça chave do esquema. Arrisca enterrar sua carreira política ao se mostrar um menino de recados obediente, sem qualquer personalidade capaz de aprofundar as investigações.

A CPMI pode atingir o objetivo de comprometer Marconi Perillo e apoiar a cassação de Demóstenes Torres, mas ficará registrada como uma manobra política inaceitável do governo: aos amigos o vale-tudo, aos inimigos a mais rigorosa lei.

Atualização: o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni na CPMI compromete, ainda mais, Marconi Perillo. Um trecho de notícia da Folha de São Paulo:

O jornalista contou que o acordo era receber R$ 120 mil mais R$ 40 mil de bônus se o candidato vencesse a eleição, o que ocorreu. Do total, segundo ele, R$ 40 mil lhe foram entregues em dinheiro pelo próprio governador; R$ 30 mil pelo financeiro da campanha e 10 mil por Jayme Rincon, chefe da agência de transporte de Goiânia.

Outros R$ 45 mil vieram da Alberto e Pantoja, empresa fantasma do esquema Cachoeira, e o restante da empresa empresa Adecio e Rafael, também vinculada a Cachoeira, segundo a Policia Federal.

Bordoni disse ainda que “todos sabiam” que Eliane Gonçalves, ex-chefe de gabinete de Perillo, era ligada a Cachoeira e andava com um radinho nextel. Eliane foi convocada a depor na CPI hoje, mas se recusou a falar.

Para relator, depoimento de arquiteto serviu para mostrar que Perillo mentiu

Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Após ouvir o depoimento do arquiteto Alexandre Milhomen, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), concluiu que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mentiu em depoimento prestado à comissão no dia 12 de julho.

De acordo com o relator, Perillo teria “montado” a história da venda da casa para esconder sua relação com o empresário Antônio Carlos de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa que envolve políticos e empresários.

Ao ser indagado se o governador teria mentido em seu depoimento, Cunha respondeu: “Com certeza. Está evidente que a história foi uma história montada. A história da casa é para negar a relação do governador com o senhor Carlos Cachoeira”, disse o relator.

Milhomen disse na CPMI que foi contratado por Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, para decorar a casa na qual que ela moraria provisoriamente. Pelo serviço, o arquiteto disse ter recebido R$ 50 mil, pagos em cinco parcelas de R$ 10 mil. O arquiteto também calculou que as compras de móveis e objetos de decoração para a casa somaram cerca de R$ 500 mil, pagos por Andressa.
“Quem comprou a casa foi o senhor Carlos Cachoeira, os áudios mostram isso, e aqui o arquiteto disse que quem o contratou foi a senhora Andressa”, disse o relator.

As gravações interceptadas pela Polícia Federal indicam que os serviços prestados pelo arquiteto foram contratados em maio de 2010, antes que ocorresse a negociação do imóvel da forma que o governador informou à comissão. Em fevereiro desse ano, a Polícia Federal prendeu Cachoeira nessa casa.

Perillo, em seu depoimento, negou ter vendido a casa para Cachoeira. Ele disse que vendeu o imóvel ao empresário Walter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão. “Está evidenciado que a prestação do serviço foi antes da aquisição da casa pelo senhor Walter Paulo e que quem contratou o arquiteto foi o senhor Carlos Cachoeira, para fazer uma decoração vultosa que custou mais de R$ 500mil com a aquisição de móveis”, disse o relator.

O relator avaliou que não há necessidade de se tomar um novo depoimento de Perillo. “Nós vamos agora continuar buscando meios de prova para desmontar a tese aqui desenhada, a historia montada pelo governador Marconi Perillo”, afirmou.

Segundo Odair Cunha, “fica cada vez mais evidente pelos áudios da Polícia Federal, que dão conta que Carlos Cachoeira queria comprar a casa em fevereiro, que dão conta da preocupação de Carlinhos Cachoeira com a casa estar no seu nome em abril, que dão conta da decoração dessa casa, que dão conta de que Cachoeira queria vender a casa no final de junho e no começo do mês de julho”.

Outro ponto confirmado pelo arquiteto durante o depoimento é que parte do pagamento pela decoração foi paga pela empresa Alberto e Pantoja, que, segundo a Polícia Federal, recebeu repasses da Delta Construções, investigada como parte do esquema atribuído a Carlinhos Cachoeira.

O relator informou que os próximos passos da CPMI buscarão estabelecer os vínculos de Cachoeira dentro da estrutura do governo de Goiás. Ele rebateu as críticas de outros parlamentares que o acusam de direcionar as investigações da comissão para o governador Marconi Perillo.

” Nós, aqui, não queremos defender governador nenhum. Nós temos uma organização criminosa que se apoderou do aparelho de segurança pública do estado, que ameaça promotores, que ameaça juízes, e vamos continuar investigando essa organização criminosa. Quem quer defender a organização criminosa, a turma do Cachoeira, vai ter que vir aqui”, destacou, referindo-se às críticas feitas principalmente pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Cunha evitou falar sobre os requerimentos de convocação do ex-diretor da matriz da empresa Delta, Fernando Cavendish, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot. As duas convocações vêm sendo defendidas na CPMI pelos parlamentares de oposição. “Vamos tratar desse assunto só no próximo dia 5 de julho”, limitou-se a responder o relator, referindo-se à próxima reunião administrativa da CPMI.

Enviado em CPI do Cachoeira, Marconi Perillo | 40 Comentários »

O Senado como réu da opinião pública

Publicado por Pax em 25/06/2012

Hoje ocorre o julgamento do processo no Conselho de Ética do Senado contra o senador Demóstenes Torres, mas não saberemos como votarão os senadores.

Existem alguns projetos que eliminam o voto secreto em deliberações legislativas. Indecentemente são engavetados pelo corporativismo da casa. Senadores preferem se esconder da opinião pública ao invés de permitirem que todos saibam como se comportam em casos onde seus membros são acusados de quebra de decoro parlamentar.

Sabem que um dia a maré muda e eles próprios poderão, cedo ou tarde, ocupar a cadeira dos réus. Sabem que é melhor manter o status quo onde o vale tudo é a regra. Mais apropriado deixar a opinião pública afastada do funcionamento da casa quando interesses particulares se soprepõem aos interesses republicanos.

O resultado do processo contra Demóstenes Torres, a contagem final dos votos, nos dará uma boa dimensão de quão apodrecidos andam os interesses do Senado Federal. Será, talvez, um bom motivo para a sociedade brasileira colocar à pauta a discussão sobre o unicameralismo e o fim do Senado, ao menos, do modo como se encontra e funciona hoje em dia.

Conselho de Ética, CPMI e votações importantes marcam semana no Congresso

Mariana Jungmann e Iolando Lourenço – Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Depois de uma semana parado em função da participação de parlamentares na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o Congresso deverá ter uma semana cheia a partir de amanhã (25), a começar pelo julgamento do processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética. Torres responde a processo em função de suas relações com o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado como controlador de um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção de agentes públicos. (continua na Agência Brasil…)

Enviado em Demóstenes Torres | 57 Comentários »

Demóstenes para presidência do Congresso

Publicado por Pax em 16/06/2012

A CPMI do Cachoeira virou piada. Já soltaram quase todos os presos e Carlinhos Cachoeira prepara as malas para voltar ao conforto do lar, ou da máfia, como preferirem. Possível que marque a celebração desta liberdade com Fernando Cavendish em algum dos mais luxuosos restaurantes de Paris. O empreiteiro costuma levar para estes caríssimos repastos os que lhe atendem. Qualquer superfaturamento a posteriori faz com que estas contas sejam pagas pelo contribuinte brasileiro sem maiores reclamações. Só falta sabermos quem do Congresso e dos governos estaduais e federal serão convidados para celebração da canalhice nacional.

Cavendish tem a base aliada para blindá-lo de qualquer convocação e explicação. Está mais solto que passarinho de marido infiel.

Demóstenes Torres tenta suspender o processo que corre na Comissão de Ética no Senado via Supremo Tribunal Federal. Talvez consiga.

O PT se alia a Maluf em São Paulo a troco de alguns minutos de televisão na campanha para a prefeitura paulistana. Em outras palavras, vende sua história a troco de pinga.

Sodoma e Gomorra foram cidades cidades destruídas por Deus, com fogo e enxofre, por práticas de atos imorais. A militância petista precisa se informar com a atual direção do partido se, à semelhança destas cidades, a destruição do partido incluirá seus habitantes. Qualquer semelhança é mera conjectura.

O próximo passo pode ser a indicação de Demóstenes para a presidência do Congresso. Faria todo sentido.

Só a ironia para evitar o desespero.

Demóstenes Torres volta a acionar STF contra processo no Conselho de Ética

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Depois da tentativa fracassada de suspender o processo que enfrenta na Comissão de Ética no Senado, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) voltou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) apresentando outro mandado de segurança com o mesmo objetivo, nesta sexta-feira (15). O processo foi distribuído novamente para a ministra Cármen Lúcia Rocha. A defesa também recorreu da primeira decisão.

No segundo mandado de segurança, os advogados alegam que a Comissão de Ética está desrespeitando prazos processuais ao marcar para a próxima segunda-feira (18) tanto a apresentação do relatório do relator Humberto Costa (PT-PE) quanto a votação desse documento pelos colegas.

A defesa de Demóstenes argumenta que o Código de Ética e Decoro Parlamentar do Senado prevê prazo de dez dias úteis para apreciação de relatório pelo conselho, após a apresentação do relator.

Os advogados também criticam o fato de a apresentação do relatório ocorrer no dia útil seguinte à anexação das alegações finais do senador, entregue nesta sexta-feira (15) . “Tal prematuro agendamento denota claramente que o senador relator, ao que parece, não pretende levar em consideração qualquer tese defensiva que será aposta em alegações finais, num evidente prejulgamento que, salvo melhor juízo, parecer atender a inclinações nocivas à presunção de inocência”.

Nesta sexta-feira, a ministra Cármen Lúcia negou o primeiro mandado de segurança para suspender o trabalho da Comissão de Ética no caso Demóstenes. O documento, protocolado ontem (14), argumenta pela ilegalidade das interceptações telefônicas que estão sendo usadas como prova de envolvimento do senador com o grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de liderar esquema de jogos ilegais em Goiás.

Cármen Lúcia rejeitou o primeiro mandado de segurança alegando que não cabe interferência do Judiciário em atos internos do Legislativo. “Está-se diante de matéria configuradora de ato interna corporis, imune ao controle judicial”, justificou a ministra.

Os advogados de Demóstenes recorreram hoje contra essa decisão alegando que cabe intervenção judicial nos trabalhos do Conselho de Ética porque a votação que impediu perícia nas escutas telefônicas não tinha quorum suficiente.

“Resta evidente que não se trata aqui, pura e simplesmente, de questão interna corporis, sendo imperioso buscar o crivo do Poder Judiciário, máxime dessa Corte Suprema, para garantir a primazia e irrestrita observância da Constituição Federal”, sustenta a defesa de Demóstenes, que pede anulação do resultado e nova votação.

Nos dois instrumentos jurídicos apresentados, os advogados pedem que a ministra suspenda liminarmente os trabalhos do Conselho de Ética enquanto o mérito dos pedidos não forem apreciados.

Enviado em CPI do Cachoeira, Demóstenes Torres | 252 Comentários »

CPMI: Chacrinha fez escola

Publicado por Pax em 14/06/2012

Nos saudosos programas do grande comunicador Chacrinha havia competições de calouros que eram decididas pelo aplauso da platéia. Quem recebesse o mais sonoro era o vencedor.

A CPMI do mafioso Carlinhos Cachoeira conseguiu se aproximar dos programas televisivos do mestre que não só tinham enorme audiência como servem de modelo para muitos apresentadores atuais.

Os depoimentos dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), antes de ontem e ontem, expõem ao grande público a capacidade inesgotável do atual Congresso em se mostrar como o pior de todos os tempos.

Não só ficou clara a blindagem preparada com claques e animadores do auditório como fica a suspeita de um acordo entre situação e oposição para que tudo seja levantado e nada seja apurado.

O senador Vital do Rêgo chegou a puxar a torcida com suas intervenções patéticas. Um bom exemplo de ontem, quando Agnelo abriu seus sigilos, o presidente da CPMI se pronunciou e brindou a platéia com sua sabedoria popular: “quem não deve não teme”. O responsável pela CPMI mais esperada pela nação julgou e absolveu antes mesmo que a farsa do depoimento se consumasse.

O deputado Odair Cunha insiste em sepultar sua breve biografia ao impedir, via força da maioria nas reuniões administrativas, que importantes depoimentos sejam realizados. Fernando Cavendish, presidente da Delta, estrategicamente afastado, amigo íntimo de Sérgio Cabral, governador do RJ, com indícios de associação com o “capo” Cachoeira e Luiz Antônio Pagot, ex diretor do DNIT, departamento de dezenas de bilhões e alvo prioritário da máfia, não têm agenda para depor. São dois bons exemplos da atuação vergonhosa do jovem relator. Um afirma que compra senadores e outro quer dizer o que sabe sobre o esquema mafioso e Odair acha que é perda de foco ouvi-los.

Agora temos notícia que todas as provas produzidas podem ser anuladas. Três anos de investigações da Polícia Federal poderão ser jogados no lixo.

O Congresso Nacional se tornou uma vergonha e um vasto celeiro de clientes para advogados caríssimos especializados em defesa de conhecidos corruptos e corruptores.

Como diria o mestre Chacrinha: “vocês querem bacalhau?”

Só precisamos providenciar o enorme relógio e a famosa buzina pendurados no peito para que o risível quadro se complete.

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Mensalão do PT vai a julgamento

Publicado por Pax em 07/06/2012

O colegiado do STF definiu o calendário do julgamento do Mensalão do PT. Há uma otimista previsão que se inicie e termine em agosto.

Provavelmente será utilizado à exaustão pelas campanhas municipais das eleições deste ano.

Mensalão começará a ser julgado no dia 1º de agosto

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O processo do mensalão começará a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 1º de agosto. O processo apura responsabilidades no suposto esquema de compra de votos de parlamentares revelado em 2005. A decisão foi tomada hoje, por unanimidade, em sessão administrativa da Corte. Não participaram da reunião os ministros Ricardo Lewandowski, revisor do processo, e Antonio Dias Toffoli.

A data do início do julgamento foi marcada a partir da garantia de que Lewandowski entregará seu voto ainda em junho. Como revisor do processo, ele é responsável por liberar a ação penal para a pauta do Supremo. Depois da reunião desta noite, a assessoria de Lewandowski voltou a dizer que o ministro entregará seu voto neste mês, mas ainda não definiu a data.

Os ministros também decidiram hoje que a primeira etapa do julgamento terá sessões de segunda a sexta-feira até 14 de agosto, com exceção do dia 3 de agosto. Nessa fase, serão apresentados o relatório resumindo o caso, as alegações do Ministério Público e as alegações dos advogados dos 38 reús. As sessões começarão às 14h e irão até as 19h. O Ministério Público terá direito a fazer a acusação por cinco horas, e os advogados dos réus falarão por uma hora cada um.

Na segunda fase, que terá os votos dos ministros, as sessões ocorrerão apenas nas tardes das segundas, quartas e quintas. As sessões também começarão às 14h, mas segundo o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, não há previsão do horário de encerramento, já que essa fase seguirá o ritmo do voto de cada ministro.

O presidente do STF não fez previsão da data exata do final do julgamento, embora acredite que tudo termine até o final de setembro. Britto também disse que “há expectativa” da participação do ministro Cezar Peluso, embora ele tenha que se aposentar compulsoriamente no final de agosto por completar 70 anos.

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Marconi Perillo sangra o PSDB

Publicado por Pax em 01/06/2012

O jornalista Luiz Carlos Bordoni assessorou o tucano Marconi Perillo em sua campanha de 2010 ao governo de Goiás. Era responsável pelas propagandas no rádio.

Quando Demóstenes Torres foi ouvido na Comissão de Ética do Senado lhe perguntaram sobre um certo pagamento feito a Bruna Bordoni, filha do jornalista. O dinheiro era de uma empresa fantasma do esquema de Carlinhos Cachoeira.

Foi a gota d’água para o jornalista que denunciou o modelo de caixa 2 utilizado por Perillo envolvendo a máfia objeto da CPMI.

Marconi nega e afirma que vai processar o jornalista, mas o senador Álvaro Dias já fala em sangramento do PSDB.

Veja no Estadão.

Oposição quer quebrar sigilo de Marconi

Sexta, 01 de Junho de 2012, 20h42
RICARDO BRITO

O cerco ao governo de Goiás, o tucano Marconi Perillo, começa a se fechar na CPI do Cachoeira. A revelação feita nesta sexta pelo jornal O Estado de S. Paulo de que uma empresa fantasma controlada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi utilizada para quitar dívidas de campanha de Perillo fez com que parlamentares voltassem a defender a quebra dos sigilos bancários, fiscal e telefônico do governador goiano. O líder tucano no Senado, Álvaro Dias (PR), falou que o partido está “sangrando”. (continua…)

http://m.estadao.com.br/noticias/nacional,oposicao-quer-quebrar-sigilo-de-marconi,881174.htm

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