Na próxima quinta, dia 02 de agosto de 2012, começa o julgamento do mensalão do PT. Ninguém sabe o que vai dar, somente as consciências dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal poderão dirimir esta dúvida nacional.
A justiça que impera em estados democráticos de direito apregoa que todos os acusados tenham amplo direito de defesa.
Os indícios do relatório do delegado da Polícia Federal, Luís Flávio Zampronha, são fortes. Tudo indica que houve movimentações ilegais de dinheiro público que chegou às mãos de políticos e partidos.
E temos um jogo de torcidas organizadas. Os simpatizantes e militância do PT enchem a internet afirmando que não há qualquer prova de nada. De outro lado simpatizantes e militância da oposição já julgaram e condenaram os réus antes mesmo que os ministros do STF.
Independente das torcidas, temos um momento ímpar na história política brasileira pós ditadura militar de 64: o STF obrigado a julgar importantes forças políticas. Não é a primeira vez, mas talvez seja o mais importante julgamento envolvendo a política nacional. Dos últimos tempos, com certeza.
A grande imprensa tem emitido noticiário um tanto precipitado. Ao mesmo tempo que parece esquecer onde o esquema do valerioduto teve sua gênesis, com o mensalão do PSDB em MG.
O melhor para o país é que este julgamento seja feito sem emoções, dentro dos autos, com acusação e defesa com amplos direitos de estabelecerem suas teses e os 11 ministros livres para suas decisões, como teoricamente são e devem ser.
Caixa 2 de campanhas políticas é uma das principais fontes da corrupção política brasileira. Se este for o caso, que o STF coloque uma pedra sobre a questão e puna devidamente os envolvidos. Quem sabe desta forma o país se veja obrigado a encarar esta realidade que muitos consideram normal, mas que no fundo é desvio de dinheiro público e deve ser devidamente julgado e condenado. Seja de que lado for, tanto para gregos como para troianos.
Alea jacta est.