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Arquivo para 7 agosto, 2012

O Brasil e seu faroeste mafioso

Publicado por Pax em 07/08/2012

Em vários municípios e estados brasileiros máfias se instalam nos poderes executivos, legislativos e até nas instituições judiciárias. Sabemos muito pouco como agem estas quadrilhas. O noticiário é repleto para as quadrilhas de traficantes, assaltantes e toda sorte de bandidos. Boa parte da televisão brasileira vive de um sangrento noticiário sobre os crimes comuns.

Mas há outros que talvez sejam ainda piores. Crimes cometidos pelos políticos locais, envolvendo ameaças, assassinatos, envolvimento com tráfico de drogas, grilagem de terras e um sem número de absurdos a que são submetidos os cidadãos brasileiros.

Este caso do Carlinhos Cachoeira é um exemplo de muitos. Agora sua bela esposa tem que depor na CPI. Ela foi acusada de tentar chantagear o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha.

Mulher de Cachoeira presta depoimento à CPI nesta terça-feira – no G1

Na semana passada, Andressa foi acusada de tentar chantagear juiz.
Advogado tentou adiar depoimento, mas presidente da CPI manteve.

A CPI Mista, que investiga as relações entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários, ouve nesta terça-feira o depoimento da atual mulher do contraventor, Andressa Mendonça.

Segundo a secretaria da CPI, Andressa Mendonça poderá usar o direito de ficar calada, uma vez que está sendo investigada pela Polícia Federal, suspeita de participar do grupo de Cachoeira. Se viesse apenas na condição de testemunha, Andressa só poderia ficar calada se tivesse conseguido um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal.

O advogado de Andressa, José Gerardo Grossi, entrou com um pedido para adiar o depoimento, mas o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI Mista, negou.

O advogado alega não ter havido intimação pessoal e informa que sua cliente se dispõe a comparecer em nova data a ser posteriormente definida pelos parlamentares. A intimação teria sido entregue ao motorista de Andressa. O depoimento de Andressa está marcado para às 10h15.

Na semana passada, a mulher do contraventor foi acusada de tentar chantagear o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha. Ela foi levada à sede da Polícia Federal de Goiânia para prestar depoimento, e teve de pagar fiança de R$ 100 mil para não ser presa. Além da fiança, Andressa foi proibida pela Justiça de visitar Cachoeira. (continua no G1…)

Enviado em Andressa Mendonça, CPI do Cachoeira | 82 Comentários »

A defesa de José Dirceu

Publicado por Pax em 07/08/2012

Defesa de José Dirceu contesta acusações do Ministério Público no processo do mensalão

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, nunca negociou compra de apoio parlamentar e desconhecia detalhes da administração do PT enquanto ocupou o cargo no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Esses foram os argumentos apresentados hoje (6) pelo advogado de Dirceu, José Luis de Oliveira Lima, durante o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Oliveira Lima refutou as acusações do Ministério Público destacando que as principais provas colhidas no processo – os depoimentos de mais de 500 testemunhas – desconstruíram a tese de que Dirceu foi o mentor do mensalão. “O Ministério Público não comprovou sua tese não por incompetência, mas porque não existiu a tão propalada compra de votos”.

O advogado confirmou a influência do ex-ministro no governo e no PT, inclusive na negociação de cargos, mas lembrou que isso não é crime. O mesmo argumento foi usado para explicar o bom trânsito de Dirceu com empresários e representantes de instituições financeiras quando chefiava a Casa Civil, incluindo Marcos Valério, que está sendo julgado por intermediar as operações do chamado núcleo operacional com o núcleo financeiro do esquema.

Oliveira Lima ainda argumentou que, apesar da influência política, Dirceu não conhecia detalhes da gestão do PT. “Não estou afirmando que é um homem sem importância [no partido], que não teve relevância, é lógico que teve. Mas, quando assumiu a chefia da Casa Civil, deixou de participar da vida do partido e quem fala isso não é a defesa, são as testemunhas”.

A tática adotada pelo advogado para neutralizar os depoimentos contra Dirceu foi desqualificar os autores. Foi o que aconteceu na referência a Roberto Jefferson, principal acusador do ex-ministro, classificado como “um homem eloquente, um belo orador, que conseguiu fazer um bom teatro”.

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