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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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STF absolve réus do mensalão do PT do crime de formação de quadrilha

Posted by Pax em 27/02/2014

Joaquim Barbosa lamenta absolvição por formação de quadrilha.

Barbosa diz que é uma tarde triste para o Supremo

André Richter e Luciano Nascimento – Repórteres da Agência Brasil Edição: Beto Coura
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou a absolvição dos condenados na Ação Penal 470, o julgamento do mensalão. “Esta é uma tarde triste para o Supremo Tribunal Federal, porque, com argumentos pífios, foi reformada, foi jogada por terra, extirpada do mundo jurídico, uma decisão plenária sólida, extremamente bem fundamentada, que foi aquela tomada por este plenário no segundo semestre de 2012”, afirmou.

No início da tarde, por 6 votos a 5, o Supremo absolveu oito condenados por formação de quadrilha. De acordo com o entendimento da maioria, os réus ligados aos núcleos financeiro e político não formaram uma quadrilha para cometer crimes. Os votos pela absolvição foram proferidos pelos ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Pela condenação, votaram Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Joaquim Barbosa.

Segundo o presidente do Tribunal, a atuação dos condenados em uma quadrilha ficou comprovada, porque a “estrutura delituosa estava em funcionamento” durante o período em que os crimes correram. A estrutura, segundo ele, era operada pelas empresas do publicitário Marcos Valério e pelos condenados ligados ao PT, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. “Como não dizer que toda essa trama não constitui quadrilha? Se não fosse a delação feita por um dos corrompidos [ex-deputado Roberto Jefferson] , muitos outros delitos continuariam a ser praticados”, disse.

Com a decisão da maioria dos ministros, as penas atuais ficam mantidas porque as condenações por formação de quadrilha não foram confirmadas. Os réus aguardavam o julgamento dos recursos. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu vai continuar com pena de sete anos e onze meses de prisão em regime semiaberto; o ex-deputado José Genoino, com quatro anos e oito meses, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, seis anos e oito meses.

O publicitário Marcos Valério foi condenado a 40 anos. Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, ex-sócios dele, cumprem mais de 25 anos em regime fechado. Todos estão presos desde novembro do ano passado, devido às penas para as quais não cabem mais recursos, como peculato, corrupção, evasão de divisas.

A sessão de hoje foi iniciada com o voto do ministro Teori Zavascki, que também absolveu os oito réus. Com o voto do ministro, o placar a favor do provimento dos embargos ficou em 5 a 1. Zavascki argumentou que as penas no crime de quadrilha foi “exacerbada” e sem a devida fundamentação jurídica.

O placar favorável aos condenados foi formado com o voto da ministra Rosa Weber, que reafirmou a posição na definição das penas, em 2012. A ministra reiterou que as provas não demonstraram um vínculo associativo entre os condenados de forma estável, fato de caracteriza uma quadrilha. Segundo ela, é necessário que a união dos integrantes seja feita especificamente para a prática de crimes. “Continuo convencida de que não se configurou o crime de quadrilha”, disse a ministra.

Em seguida, Gilmar Mendes acompanhou Luiz Fux e defendeu a condenação dos acusados. Marco Aurélio acatou em parte os embargos. O ministro considerou que houve o crime de quadrilha, pois “houve permanência e estabilidade na prática, e houve acima de tudo entrosamento” na prática criminosa. Mas, em seu voto, ele discordou da dosimetria da pena dada aos condenados. O ministro votou pela diminuição da pena, conforme votou nos embargos de declaração.

Antes de finalizar o voto, Marco Aurélio fez críticas ao novo entendimento firmado pelo Tribunal. “A maioria está formada. O Supremo de ontem assentou a condenação, e o fez por 6 a 4, e o de hoje muda a lógica e, com a devida vênia, inverte este placar”, disse.

Para o ministro, o resultado dos embargos, não levou em consideração as provas do julgamento. “O nosso pronunciamento se fez a partir da prova. E da prova, a meu ver, contundente, quanto à existência, não de uma simples coautoria, mas quanto à existência do crime previsto no artigo 288 do Código Penal.”

Em seguida, Celso de Mello votou contra os embargos e salientou que a decisão do STF de condenar pelo crime foi “corretíssima”. O ministro lembrou que o crime dispensa, “como diz a jurisprudência, o exame aprofundado do grau de participação de cada um”. E que o vínculo da quadrilha ficou demonstrado por ter se projetado entre 2002 e 2005. “O reconhecimento desse cenário põe em evidência, de forma clara, a ofensa que esses condenados cometeram contra a paz pública”, observou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma agora à tarde o julgamento para analisar os recursos de três condenados por lavagem de dinheiro, entre eles o ex-deputado João Paulo Cunha.

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594 Respostas to “STF absolve réus do mensalão do PT do crime de formação de quadrilha”

  1. Pax said

    peça de ficção?

    http://blogs.estadao.com.br/fausto-macedo/dirceu-chama-denuncia-do-mensalao-de-peca-de-ficcao/

  2. hrp said

    P

  3. hrp said

    Parabens stf.
    Legal ver o jb espenear.
    golpista se prima linea!

  4. c3c2 said

    Mensalão – Bom senso agredido, por Ricardo Noblat
    Em resumo: houve mensalão, sim, decidiu o Supremo Tribunal Federal. Quer dizer: houve crime de corrupção ativa e passiva.

    Mas não houve crime de formação de quadrilha. Isto é: pessoas que se conheciam e que costumavam almoçar juntas atuaram no mesmo sentido por mera coincidência. Apenas por mera coincidência. Não porque formassem uma quadrilha.

    Entenderam?

    A decisão do STF ofende o bom senso – no mínimo.
    —————————————————————————
    Joaquim só vence, por Ricardo Noblat
    É cada vez mais confortável a situação do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Joaquim ganha quando ganha. E ganha quando perde. Ou quando “aparentemente” perde.

    Confuso? Explico.

    A se acreditar nas pesquisas de opinião pública, a esmagadora maioria dos brasileiros queria a condenação dos mensaleiros. Joaquim também queria. Mensaleiros foram condenados.

    Agora, a esmagadora maioria dos brasileiros quer a condenação de alguns dos mensaleiros por crime de quadrilha. Joaquim também quer. O STF deverá absolvê-los.

    Então…

    Então por pensar nesse caso como pensa a maioria dos brasileiros, Joaquim ganhará outra vez.

    Com pouco espaço e pouco tempo para escrever, não consigo ser mais claro do que imagino que estou sendo.

    (Rezo para que me compreendam!)

  5. Pedro said

    O humor, sempre o humor. Do Tutty:

    Formação de família

    Com base na jurisprudência criada hoje no STF, os advogados dos Irmãos Metralha já encaminharam embargo infringente à Suprema Corte de Patópolis, alegando que seus clientes não se juntaram para a prática de crimes.

    Estiveram desde sempre unidos por laços familiares, o que também não chega a configurar formação de quadrilha.

  6. Patriarca da Paciência said

    Não sei se o José Dirceu fará isso, mas eu faria. Juntaria todos os artigos de jornalistas, nos últimos dez anos, que o chamaram de “chefe de quadrilha” e processaria a todos eles, em primeiro lugar o reinaldo rola-bosta e o augusto boçal canalha nunes.

    O PT deve começar a pensar seriamente no assunto!

  7. Patriarca da Paciência said

    E agora? O José Dirceu passou 10 (dez) anos sendo chamado de “chefe de quadrilha” e o STF o absolveu.

    Aquele pobre coreano, dono de uma modesta escola, foi linchado como pedófilo pelos jornais e revistas e, agora, conseguiu uma boa indenização!

    José Dirceu deveria fazer o mesmo!

    Ainda que os processos durasse dez anos, mas ele não deve deixar barato tamanho ato hediondo!

  8. chesterton said

    Continua bandido

  9. Patriarca da Paciência said

    “Os jornalões lançam a toda a hora o nome de Joaquim Barbosa à Presidência.

    Mas alguém já ouviu, leu ou soube de alguma vaga ideia de Sua Excelência sobre, por exemplo, macroeconomia, saúde, educação, transportes, habitação, segurança pública, ou seja, os temas que realmente importam numa campanha eleitoral e são de competência do chefe do Executivo central?

    O fato é que, além de sua verborragia anticorrupção, não se sabe mais nada sobre o que o digníssimo ministro pensa sobre coisa alguma.

    Ah, uma correção: a gente sabe que ele gosta de passar férias em Paris, namorar moças de 20 e poucos anos e de comprar imóveis em Miami.

    E que detesta o PT.

    Mas isso é suficiente para que lance a sua candidatura?”

    (Carlos Motta)

  10. Patriarca da Paciência said

    Charge do Bessinha. Finalmente o Ah é sim teve uma ideia original, vai propor uma lei par tornar o povo ilegal!

  11. Patriarca da Paciência said

    Correção: Charge do Bessinha. Finalmente o Ah é sim teve uma ideia original, vai propor uma lei para tornar o povo ilegal!

    E essa história de que o piloto dos “porrelas” deu curso para o PCC?

    Estranhíssima!

  12. Elias said

    Patriarca,
    Verdade: o Barbosão gosta de viajar (não só pra Paris), de namorar moças de 20 e poucos anos… E de bater em mulher, né?

    Mas, verdade seja dita: ele pode até ser doido, mas burro não é, não…

    Ele vai ficar abrigadinho, debaixo do guarda-chuva do STF o quanto puder ficar (ou seja, até 2015). Depois, ele se manda para os EUA, onde já montou apartamento, usando uma empresa fantasma, etc. e tal.

    Candidatura à presidência, nem pensar!

    Qualquer um que use a cabeça como algo mais que um separador de orelhas, sabe que, pro Barbosão se candidatar a qualquer coisa, ele terá que abrir mão do manto protetor do STF.

    Rapidinho seria esmagado. Se tornaria patê de doido varrido!

    Nem como factoide o Barbosão funciona.

    Se aconteceu o que estou pensando que aconteceu, o cerco a ele já está montado, até mesmo dentro do próprio STF. Esse cara foi muito doido, criando inimizades lá dentro. Acabou facilitando a montagem de uma maioria contra ele. Daqui pra frente, as coisas poderão ficar cada vez mais difíceis pro Barbosão .

    A mídia? Vai abandoná-lo, claro… Até porque cada coisa tem seu custo, né?

    Não por acaso, o que não falta é gente sugerindo que ele antecipe a aposentadoria ainda pra 2014.

    Por que estão sugerindo isso?

    Porque sabem que a utilidade dele no STF chegou ao fim. Lá dentro, ele praticamente já não serve mais pra nada. Fora do STF, ainda em 2014, ele poderia ser usado eleitoralmente, não como candidato, mas como cabo eleitoral. O candidato da oposição poderia apresentar o Barbosão como futuro Ministro da Justiça, ou como futuro “ombudsman” do governo, ou coisa parecida. Aí, abririam espaço na mídia pra ele dar o recado antipetista.

    O Brasil não é pra amadores…

    O problema do Barbosão é a volta do cipó de aroeira no lombo dele mesmo…

    A partir do primeiro minuto dele fora do STF, cada mal passo que ele der ou deu (e ele tem uma irrefreável propensão a fazer isso), terá seu preço e será cobrado…

  13. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, caro Elias.

    O Barbosão tem afrontado até lei da física ! Pelo jeito ele vai receber um asteroide, vindo do espaço com velocidade incontrolada, naquela cabeça dura ! Haja arrogância, prepotência, vaidade, megalomania, miopia, etc.etc.etc.

  14. Otto said

    A CASA CAIU, BARBOSÃO

    Do Breno Altman:

    “As palavras finais do presidente da corte suprema, depois da decisão que absolveu os réus da AP 470 do crime de quadrilha, soaram como a lástima venenosa de um homem derrotado, inerte diante do fracasso que começa a lhe bater à porta. A arrogância do ministro Barbosa, abatida provisoriamente pelo colegiado do STF, aninhou-se em ataque incomum à democracia e ao governo.

    “Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo”, discursou o relator da AP 470. “Esta maioria de circunstância foi formada sob medida para lançar por terra todo um trabalho primoroso, levado a cabo por esta corte no segundo semestre de 2012.”

    Sua narrativa traz uma verdade, um insulto e uma fantasia.

    Tem razão quando vê risco de desmoronamento do processo construído sob sua batuta. A absolvição pelo crime de quadrilha enfraquece fortemente a acusação. Se não há bando organizado, perde muito de sua credibilidade o roteiro forjado pela Procuradoria Geral da República e avalizado por Barbosa. A peça acusatória, afinal, apresentava cada passo como parte minuciosa de um plano concebido e executado de forma coletiva, além de permanente, com o intuito de preservação do poder político. Se cai a tese de quadrilha, mais cedo ou mais tarde, as demais etapas terão que ser revistas. Essa é a porção verdadeira de sua intervenção matreira.

    A raiva de Barbosa justifica-se porque, no coração desta verdade, está a neutralização da principal carta de seu baralho. O ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas materiais ou testemunhais, como bem salientou o jurista Ives Gandra Martins, homem de posições conservadoras e antipetistas. A base de sua criminalização foi uma teoria denominada “domínio do fato”: mesmo sem provas, Dirceu era culpado por presunção, oriunda de sua função de líder da eventual quadrilha. Absolvido do crime fundante, a existência de bando, como pode o histórico dirigente petista estar condenado pelo delito derivado? Se não há quadrilha, inexiste liderança de tal organização. A própria tese condenatória se dissolve no ar. O que sobra é um inocente cumprindo pena de maneira injusta e arbitrária.

    Derrotado, Barbosa recorreu a um insulto: acusa o governo da República de ter ardilosamente montado uma “maioria de circunstância”, como se a fonte de sua indicação fosse distinta dos demais. Aponta o dedo ao Planalto sem provas e sem respeito pela Constituição. Atropela a independência dos poderes porque seu ponto de vista se tornou minoritário. Ao contrário da presidente Dilma Rousseff, que manteve regulamentar distância das decisões tomadas pelo STF, mesmo quando eram desfavoráveis a seus companheiros, incorre em crime de Estado ao denunciar, através de uma falácia, suposta conspiração da chefe do Executivo.

    A conclusão chorosa de seu discurso é uma fantasia. Não se pode chamar de “trabalho primoroso” uma fieira de trapaças. O presidente do STF mandou para um inquérito secreto, inscrito sob o número 2474, as provas e laudos que atestavam a legalidade das operações entre Banco do Brasil, Visanet e as agências de publicidade do sr. Marcos Valério. Omitiu ou desconsiderou centenas de testemunhas favoráveis à defesa. Desrespeitou seus colegas e tratou de jogar a mídia contra opiniões que lhe contradiziam. Após obter sentenças que atendiam aos objetivos que traçara, lançou-se a executá-las de forma ilegal e imoral.

    O ministro Joaquim Barbosa imaginou-se, e nisso há mesmo um primor, como condutor ideal para uma das maiores fraudes jurídicas desde a ditadura. Adulado pela imprensa conservadora e parte das elites, sentiu-se à vontade no papel do pobre menino que é glorificado pela casa grande por suas façanhas e truques para criminalizar o partido da senzala.

    O presidente do STF lembra o protagonista da série House of Cards, que anda conquistando corações e mentes. Para sua tristeza, ele está se desempenhando como um Frank Underwood às avessas. O personagem original comete incríveis delitos e manobras para chegar à Presidência dos Estados Unidos, derrubando um a um seus adversários. O ministro Barbosa, porém, afunda-se em um pântano de mentiras e artimanhas antes de ter dado sequer o primeiro passo para atravessar a praça rumo ao Palácio do Planalto.

    Acuado e sentindo o constrangimento de sua nudez político-jurídica, o ministro atira-se a vinganças, recorrendo aos asseclas que irregularmente nomeou, na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, como feitores das sentenças dos petistas. Delúbio Soares teve o regime semiaberto suspenso na noite de ontem. José Dirceu tem contra si uma investigação fajuta sobre uso de aparelho celular, cujo único propósito é impedir o sistema penal que lhe é devido. O governo de Brasília está sendo falsamente acusado, com a cumplicidade das Organizações Globo, de conceder regalias aos réus.

    O ódio cego de Barbosa contra o PT e seus dirigentes presos, que nenhuma força republicana ainda se apresentou para frear, também demonstra a fragilidade da situação pela qual atravessam o presidente do STF e seus aliados. Fosse sólido o julgamento que comandou, nenhuma dessas artimanhas inquisitoriais seria necessária.

    O fato é que seu castelo de cartas começou a ruir. Ao final dessa jornada, o chefe atual da corte suprema sucumbirá ao ostracismo próprio dos anões da política e da justiça. Homem culto, Barbosa tem motivos de sobra para uivar contra seus pares. Provavelmente sabe o lugar que a história reserva para quem, com o sentimento dos tiranos, veste a toga dos magistrados.

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/131748/Cai-o-castelo-de-cartas-do-ministro-Barbosa.htm

  15. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/02/o-grito-do-sociopata.html

  16. Patriarca da Paciência said

  17. Patriarca da Paciência said

    Além de bonita é inteligente e hábil, Gleisi Hoffmann, para mim é a melhor candidata do PT. Depenou o tucano babaca!

  18. Patriarca da Paciência said

    Acho que a pressa do Eduardo Campos pode ser explicada pela competência da Gleisi. O Dudu sabia que não seria páreo para a Gleisi, numa eventual disputa pela candidatura presidencial.

  19. Zbigniew said

    Sabe de uma coisa? Cheguei a ter pena do Barbosão.

    Um espírito perturbado por uma idéia de certeza absoluta e incontestável. Ele se enroscou demais nesta empreitada, assumida como uma cruzada ou uma questão particular. Isso não dá certo. Não para um juiz, um magistrado que deva julgar com serenidade e firmeza.

    Devo dizer que a aplicação do domínio do fato foi um fator de surpresa, porque por esse caminho muitos corruptos poderiam ser pegos sem o acobertamento dos subterfúgios comuns a crimes de alta complexidade. Era um rumo que tanto se esperava da alta Corte que nunca teria condenado um político. Neste ponto acho que o Barbosão acertou, embora dando uma outra leitura à obra de Clauss Roxin, o que enfraqueceu sobremaneira o argumento apesar de acolhido pela Corte daquele momento. “Como ele não podia saber?” Esse o “núcleo” do fundamento jurídico, tornado frágil por estar amparado apenas pelos atos consequentes que o Relator (e a Corte) considerou como arcabouço lógico dos diversos delitos (corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, etc.). Isto, em particular, em relação ao José Dirceu.

    O problema, no entanto, foi a questão dos tipos penais. Em especial o crime de formação de quadrilha, com a exasperação da pena. Bem como se os valores do Visanet eram ou não públicos. No acórdão houve uma clara subjetividade que se revelou preponderante além dos cânones jurídicos.

    Ora, o acolhimento dos embargos pelo Barroso, para afastar o tipo, enfraqueceu em muito o domínio do fato na AP. Isso porque não há mais como colocar o Dirceu como “chefe de quadrilha”. Qual quadrilha? E se ele não era chefe, quais atos de ofício autorizariam a sua condenação?

    Para um magistrado com o grau de vaidade do Relator da AP 470, ver todo o seu raciocínio jurídico de mais de 8 mil páginas ser derrubado num embargo deve ser duro. Ainda mais quando se trata do Joaquim Barbosa. Isso sempre ficou evidente pelas reações destemperadas comuns ao citado Julgador durante todo o julgamento, mas em particular a do final deste, já no encerramento da sessão, quando o Presidente do STF repetiu como um bordão, dirigindo-se ao Barroso: “Então V. Exa. dá provimento aos Embargos para absolver todos os réus do crime de formação de quadrilha ?!!!”. Para depois, num ato de confissão afirmar que um trabalho primoroso da mais alta corte do país teria sido jogada por terra.

    Essa frase, da forma como foi dita, antes de revelar toda a dificuldade que existe naquela personalidade de conviver com o diferente de forma civilizada, revela o que realmente foi esse julgamento: um julgamento eminentemente político, influenciado pela opinião pública, potencializada pela oligarquia midiática e partidarizada, facilmente acolhida por quem sempre colocou-se acima de qualquer contestação.

    Se desde o início a Corte tivesse se portado com a imparcialidade que dela sempre se espera, julgando os processos na ordem de entrada no Tribunal, não fatiando onde não deveria, agindo com transparência (ver o caso do inquérito escondido pelo Barbosa), evitando polemizar pela imprensa, ou seja, guardando a sobriedade que se espera de um Tribunal desta natureza, provavelmente o Joaquim Barbosa não teria passado por este vexame.

  20. chesterton said

    O pt aparelhou o stfcom o objetivo de desmoraliza-lo. Os mensaleiros continuam cumprindo pena. Sera que esta manobra nao pode se voltar em breve contra o pt?

  21. c3c2 said

    Justiça abre ação criminal contra Rosemary Noronha e outros 17 investigados da Operação Porto Seguro

    Ex-chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo é acusada de formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção passiva

    http://blogs.estadao.com.br/fausto-macedo/justica-abre-acao-criminal-contra-rosemary-noronha-e-outros-17-acusados-da-operacao-porto-seguro/


    E a D. Marisa sabia ou não sabia?

  22. Pax said

    Caro Patriarca,

    Se Gleisi e Paulo Bernardo saírem candidatos em qualquer eleição que eu possa votar, tenha certeza que voto contra. Simples assim.

    De tão ruins que acho que sejam, Independe de quem for o adversário.

  23. Zbigniew said

    Pax,
    Eles podem até ser ruins, mas que a Senadora depenou o tucano, ah, depenou.

  24. Otto said

    Pax,

    então vota no Aébrio, ou melhor, Aócio, que é ótimo.

  25. Pax said

    Caro Otto,

    Aécio não disputa nada com Gleisi e Paulo Bernardo.

    Se disputasse, tenha certeza, não votaria neste casal do horror.

    Bastam as questões indígenas, a péssima condução política da Casa Civil e a criminalidade desenfreada nas telecomunicações para ter certeza que qualquer opção seria menos desastrosa que votar neste casal.

  26. c3c2 said

    Na minha opinião a corrupção dos crimes do colarinho branco só tende a aumentar a partir do resultado do STF.
    Pax deveria estar triste.
    Formam quadrilha no Brasil apenas pretos e pobres por crimes de sangue e/ou danos ao patrimônio privado.

    Por outro lado os delinquentes petistas definitivamente condenados estão hoje presos, continuarão na cadeia e o por fim o melhor:
    SÃO INELEGÍVEIS!
    Esses caras nunca terão mais ficha limpa:

    A Sociedade Brasileira baniu os principais dirigentes mensaleiros do PT, entre 2003 e 2005, por corrupção ativa e passiva , peculato e “co autores” em diversos crimes.
    Não existe lavanderia de reputações capaz de eliminar o cheiro nauseabundo que exala desses políticos presos na Papuda.

    O jogo acabou.

    Barbosão venceu sem querer querendo…
    e depois de ontem até poderá ser vice do Aécio, pra desespero do blog 171 e seus comentaristas papagaios enxadristas repetidores de asneiras patrocinadas pelo nosso dinheiro.

  27. chesterton said

    Aecio e socialista

  28. chesterton said

    http://www.libertarianismo.org/index.php/artigos/laissez-faire-suecia-rica/

  29. chesterton said

    https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&ei=KTcRU97jE6js0wHa8oH4Bw&url=http://www.mises.org.br/files/literature/O%2520CAMINHO%2520DA%2520SERVID%25C3%2583O%2520-%2520WEB.pdf&cd=10&ved=0CIEBEBYwCQ&usg=AFQjCNGPTZNVp_4ydFxENO1rvfd5vMD6jg

  30. chesterton said

    http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=31

  31. Patriarca da Paciência said

    “LELÊ TELES 28 de Fevereiro de 2014 às 11:43

    Bom, parece que arrancaram a máscara do nosso heroi. E assim, de cara limpa, nenhum black bloc enfrenta ninguém

    Desde que o julgamento da ação penal 470 se converteu em um reality show, alguns eminentes ministros, encantados com os holofotes, passaram a jogar para a plateia.

    Barbosa, grande ator, roubou a cena desde então.

    Ofendeu colegas, abusou de expressões de efeito midiático, fez caras e bocas, bateu boca e bateu, com muita força, o seu martelo.

    O nosso Thor negro, poderoso, andava por aí, no farfalhoso frufru da toga, martelo em punho, cravando sentenças: chamou advogados de dormiocos preguiçosos; jornalista, de porco chafurdento; colega, de chicaneiro; e a revistaveja, por tudo isso, pelo conjunto da obra, o chamou de heroi.

    Heroificado, Barbosa comprou um apê nos Esteites, terra de super herois, como se sabe. E como um super heroi moderno saiu a dar entrevistas, celebritante. Distribuiu autógrafos, marcou presença em eventos sociais, fez selfies, tirou fotos com fãs, desavisados e até com um bandido foragido, sempre risonho; foi a sambas, bares e até a um jogo de futebol, ao lado de Luciano Huck.

    Lavou a égua.

    Midiatificado, viciado no espetáculo e na bajulação, bateu o martelo com muita força e mostrou ter-se deixado trair pela emoção.

    Fez de réus, inimigos; de colegas, adversários; da mídia, uma aliada.

    Ordenou prisões no feriado e montou em excelente cenário: avião, veículos da Polícia Federal e todo mundo junto indo para a mesma penitenciária. Semiabertos foram trancafiados, tripudiou da enfermidade de um dos réus e foi condescendente com outro já convalescido.

    Depois foi às compras na Europa, mas antes deu uma palestra em uma universidade nas estranjas, convidado para ninar um reitor com a sua conversa pra boi dormir. Os caras não lhe pagaram cachê e nem o café da manhã do hotel, tudo veio da viúva.

    Assim, ele passou de um mero ator – sempre de pé e nunca de costas para a plateia – para um hábil roteirista e promissor autodiretor.

    Aí vieram os Embargos Infringentes. Barbosa, o altivo, sofreu uma fragorosa goleada de 4×1. Ao sentir que perderia o jogo, foi pro ataque qual um legítimo black bloc.

    Como se gritasse a plenos pulmões Não Vai Ter Copa, a barra passou a pesar para Barbosa, e o nosso heroi começou a desferir socos, cabeçadas e rabos-de-arraia, quebrar vidraças e tocar fogo no prédio público símbolo da burguesia, o STF.

    Chamou Toffoli de hipócrita e acusou o fleumático Barroso de fazer política, veja você.

    Mongicamente, Barroso, olhando para o bípede implume e togado – sempre de pé, por conta das hemorroidas (por que não se trata?) – afirmou: “Considero, com todas as vênias de quem pense diferentemente, que houve uma exacerbação nas penas aplicadas de quadrilha ou bando”.

    “Como é isso?”, perguntou o surpreendido Barbosa. “É fácil fazer discurso político”, afirmou o nosso candidato Joaquim, vendo que o outro tentava lhe roubar a cena.

    Com mil diabos, parece que surgiu um deus ex machina por trás da cortina.

    A certa altura, Barroso disse: “O discurso jurídico não se confunde com o discurso político. O STF é o espaço das razões públicas e não das paixões inflamadas”.

    Joaquim Barbosa inflamou-se e, como se tivesse em um campo de várzea, tratou o colega simplesmente de “Barroso”, como se tivesse em uma discussão no quintal de casa com um compadre, quiçá se soubesse o apelido de Barroso o teria usado.

    Ainda com toda a sua fleuma, Barroso disse que Joaquim sofria de déficit civilizatório.

    Bom, parece que arrancaram a máscara do nosso heroi. E assim, de cara limpa, nenhum black bloc enfrenta ninguém.

    Como um quixote às avessas, Barbosa achou que lutava contra moinhos de vento, deparou-se com gente de carne e osso, e sangue frio.

    Talvez esse tenha sido o último ato de Barbosa nessa ópera bufa escrita por ele mesmo, só lhe resta ser o candidato da revistaveja e, depois, o ostracismo.

    Como se vê, vai ter copa!”

  32. Patriarca da Paciência said

  33. Pax said

    Impressionante o impacto da absolvição por formação de quadrilha na sociedade…do que reparei, da minha lavra e não de qualquer notícia de jornal.

    Digo por:

    1 – impressões colhidas nas redes sociais – que estão cada vez mais confusas, polarizadas, histéricas, de todos os lados.

    2 – digo mais pelo pouco que conversei com o povão da rua mesmo, de todas as classes que ando, da média, a nova classe C e alguns da média alta.

    Mais impressionante é o fla x flu, como se Joaquim Barbosa representasse um lado político ao invés de um poder da república.

    Confuso pacas.

    Na real a roubalheira é tão escancarada que a revolta é grande. Só que a roubalheira é de todo lado, absolutamente desenfreada. E a sociedade apartada da política acaba achando que o Gremio é o melhor time, ou o Internacional. Ou azul, ou vermenlho. E sai comprando qualquer baboseira que lê por aí.

    Sem mesmo cair na real que tanto Grêmio quanto Internacional são todos times de gaúcho que jogam o mesmo jogo, esse de ensacar bola.

  34. Patriarca da Paciência said

    “Informação consta em planilhas encontradas em computadores do ex-diretor dos Correios Maurício Marinho e de outro assessor da diretoria da estatal; propina teria sido paga pela multinacional para obter um contrato com a empresa pública em 2005; após suspeitas de envolvimento em desvios da estatal, o então presidente do PTB denunciou o chamado “mensalão”, que resultou na AP 470 do Supremo Tribunal Federal; em razão das irregularidades, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal impediu a alemã de fechar contratos com a administração pública até 26 de julho de 2018 ”
    (blog 247)

    Acho que, finalmente, estão pegando o fio da meada. É bem por aí, espero que continuem!

    O Grande corrupto mesmo é o Bob Jeff! Sentindo-se acuado e desesperado, partiu para o ataque suicida e agarrou-se ao José Dirceu com o nítido-do propósito de afoga-lo junto, como ele mesmo já declarou várias vezes.

    Ao poucos, com serenidade, a verdade virá à tona!

  35. Pax said

    a verdade, parece bem clara, a quadrilha era grande e incontrolável, segundo o que penso, caro Patriarca

    uma coisa é a realidade, outra é se é ou não configurada no nosso Código do Processo Penal, que gerou a última enorme discussão em plenário e cujo resultado me omito de tecer juízo de valor

    a realidade é que havia, há, sempre haverá, quadrilhas que assaltam os cofres públicos, no modelo político brasileiro, que ninguém da classe faz a mínima questão de mudar

    outra coisa é o modelo judiciário, outro estrupício que gera distorções tais e quais a quadrilha, que tem pra todo gosto

    sem nem precisar entrarmos no modelo legislativo que só funciona mesmo no cabresto dos patacões

    ficar com partidarismos nesta hora é o mesmo que defender virgindade de profissionais em puteiro com equipe de mais de 20 anos de experiência no ramo

    achar que o PT é virgem no ramo me parece um tanto risível

  36. Patriarca da Paciência said

    “Barbosão venceu sem querer querendo…
    e depois de ontem até poderá ser vice do Aécio, pra desespero do blog 171 e seus comentaristas papagaios enxadristas repetidores de asneiras patrocinadas pelo nosso dinheiro.”

    Acho que o Chavez é bem mais inteligente que o Barbosão!

    Caro Pax,

    A besta desvairada não vive dizendo que mora nos Estados Unidos Maravilha? Então, como é que essa ameba gelatinosa e cara de pau tem a coragem de falar em “nosso dinheiro”?

    Oh besta desvairada, teu dinheiro é do Obama, nada tem a ver conosco! Vê se te enxerga!

  37. Otto said

    Viram esta matéria do Estadão (aqui comentada pelo Fernando Brito), Pax, Patriarca, Zig et outrem?

    Do Estadão: como Joaquim Barbosa planejou friamente sentença e pena para fechar José Dirceu na cadeia

    Não é um petista, embora seja um desafeto do Ministro Joaquim Barbosa, que já o mandou chafurdar no lixo.

    É Felipe Recondo, o repórter que o Estadão, corretamente, bancou como setorista do Supremo Federal contra a vontade de seu presidente que, inclusive, tentou vingar-se sobre a mulher do jornalista, funcionária concursada do tribunal.

    Ele narra, com destalhes escabrosos da perfídia, como Joaquim Barbosa deliberou condenar sem provas o ex-ministro José Dirceu e “calculou” a pena de forma que, além de não haver prescrição, garantisse a prisão do réu em regime fechado.
    Uma armação que, quando apontada pelo Ministro Luís Roberto Barroso, a megalomania de Barbosa o fez admitir com um ”Foi para isso mesmo, ora!”

    Diz Recondo, e eu grifo:

    “A porta mal abrira e ele (Barbosa) iniciava um desabafo. Dizia estar muito preocupado com o julgamento do mensalão. A instrução criminal, com depoimentos e coleta de provas e perícias, tinha acabado. E, disse o ministro, não havia provas contra o principal dos envolvidos, o ministro José Dirceu. O então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fizera um trabalho deficiente, nas palavras do ministro.
    Piorava a situação a passagem do tempo. Disse então o ministro: em setembro daquele ano, o crime de formação de quadrilha estaria prescrito. Afinal, transcorreram quatro anos desde o recebimento da denúncia contra o mensalão, em 2007. Barbosa levava em conta, ao dizer isso, que a pena de quadrilha não passaria de dois anos. Com a pena nesse patamar, a prescrição estaria dada. Traçou, naquele dia em seu gabinete, um cenário catastrófico.

    O jornal O Estado de S. Paulo publicou, no dia 26 de março de 2011, uma matéria que expunha as preocupações que vinham de dentro do Supremo. O título era: “Prescrição do crime de formação de quadrilha esvazia processo do mensalão”.
    Dias depois, o assunto provocava debates na televisão. Novamente, Joaquim Barbosa, de pé em seu gabinete, pergunta de onde saiu aquela informação. A pergunta era surpreendente. Afinal, a informação tinha saído de sua boca. Ele então questiona com certa ironia: “E se eu der (como pena) 2 anos e 1 semana?”.

    Trata-se, portanto, de uma inversão completa da ética da magistratura e do princípio da impessoalidade na aplicação da lei.
    Joaquim Barbosa, como relator do processo definiu a sentença e a pena que desejava para o acusado e não, ao contrário, escrutinou a culpabilidade nos autos e a ela adequou sentença e pena.
    “Sim, ele calculara as penas para evitar a prescrição. Ora!”, diz Recondo.

    O que o repórter do Estadão narra não é um comportamento de magistrado, é um comportamento inadmissível, perante a ótica e a ética do exercício da magistratura.

    Luís Roberto Barroso, diz o repórter, “não sabia dessa conversa ao atribuir ao tribunal uma manobra para punir José Dirceu e companhia e manter vivo um dos símbolos do escândalo: a quadrilha montada no centro do governo Lula “…
    Mas “ apenas repetiu o que os advogados falavam desde 2012 e que outros ministros falavam em caráter reservado.”

    Agora é público, e é um escândalo.

    Não houve alguém que veio “com o voto pronto”, como acusou Barbosa a Barroso.

    Houve alguém, relator do processo, que veio com uma sentença e uma pena prontas, independentes dos autos, com o propósito específico e deliberado de evitar uma prescrição e encarcerar um réu em regime fechado.

    É, em tese, crime de responsabilidade.

    Mas não há nem onde nem quem possa ser capaz de julgar o imperador.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=14744

  38. Elias said

    “A porta mal abrira e ele (Barbosa) iniciava um desabafo. Dizia estar muito preocupado com o julgamento do mensalão. A instrução criminal, com depoimentos e coleta de provas e perícias, tinha acabado. E, disse o ministro, não havia provas contra o principal dos envolvidos, o ministro José Dirceu. O então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fizera um trabalho deficiente, nas palavras do ministro.” (Otto, citando matéria do Estadão)

    Nada não, mas… Venho cantando essa pedra desde o primeiro momento.

    Qualquer indivíduo com um mínimo de capacidade de raciocínio, desconfiaria. Se houvesse alguma prova contra o Dirceu, detestado como ele é, essa mínima prova seria tonitruada a torto e a direito pela mídia.

    Em vez disso, ficaram enrolando idiotas com essa história de “indícios”, “verdade sabida” & outras conversas de camelô vigarista…

    Se “indício” fosse prova, não se chamaria “indício”…

    Acreditou quem é idiota, e/ou quem tinha necessidade de acreditar. Só precisava que dissessem alguma coisa, qualquer coisa, pra isso…

    Dá pra imaginar o tipo de coisa fedorenta que vai boiar feito m… n´água, quando o Barbosão perder o guarda chuva do STF…

    Quanto ao Roberto Gurgel, insisto: esse cara deveria ter sido demitido por desídia.

    E todo servidor público demitido por desídia deveria devolver o salário que recebeu sem executar o serviço pelo qual foi pago.

  39. Patriarca da Paciência said

    “Não houve alguém que veio “com o voto pronto”, como acusou Barbosa a Barroso.

    Houve alguém, relator do processo, que veio com uma sentença e uma pena prontas, independentes dos autos, com o propósito específico e deliberado de evitar uma prescrição e encarcerar um réu em regime fechado.

    É, em tese, crime de responsabilidade.

    Mas não há nem onde nem quem possa ser capaz de julgar o imperador.”

    Caro Otto,

    Eu espero que outros senadores do PT, mirando-se no esplêndido exemplo da Senadora Gleisi Hoffmann, comecem a criar coragem!

    Vamos lá, gente, mirem-se no exemplo de Gleisi!

    Gleisi sim, é um exemplo a ser seguido por todos os brasileiros e brasileiras!

  40. Elias said

    Patriarca,
    Acho que vou mandar fazer e distribuir um adesivo:

    BARBOSA, para presidente.
    Ou vice. Ou senador. Ou deputado federal ou estadual.

    Tô cuíra pra ver esse cara sem a proteção do STF, e gente começar a porradar em cima dele…

  41. Elias said

    “Mais impressionante é o fla x flu, como se Joaquim Barbosa representasse um lado político ao invés de um poder da república.” (Pax)

    E a Presidente da República, representa ou não um “Poder da República”?

    Sendo assim, ela não representa “um lado político”?

    E o Presidente do Senado? E o Presidente da Câmara?

    Ora, neném: o que faz um indivíduo representar ou não “um lado político”, não é o cargo público que esse indivíduo.

    O que faz um exercente de cargo público representar ou não “um lado político”, é a conduta desse indivíduo, no exercício de seu cargo público.

    O resto é — como diria Millôr — armazém de secos & molhados…

    Nas democracias, é praxe criticar a conduta dos exercentes de cargos públicos, exatamente por isso: por serem exercentes de cargos públicos. O fato do indivíduo “representar um Poder da República” só piora as coisas pra ele, porque limita muito a própria liberdade de expressão do dito cujo. Se o Pax resolver pular o carnaval fantasiado de Chiquita Bacana (segurando a minha banana), isso é problema meu e dele. Agora se o Joaquim Barbosa fizer o mesmo… Vai pegar com ele, né? (Desde já, vou logo avisando que eu jamais deixaria o Barbosão por a mão na minha banana, mesmo que ele se fantasiasse de Chiquita Bacana!).

    Por fim, não custa lembrar: criticar a conduta de um exercente de cargo público, não é criticar o cargo público…

    Aliás, nos países civilizados — e também no Brasil, embora ainda não civilizado — o Direito estabelece uma diferença abismal entre um gestor de empresa privada e o gestor de órgão público.

    Se um gestor de empresa privada, agindo nessa condição, comete um delito (administrativo, fiscal, trabalhista, etc.), são punidos o gestor e a empresa. Se o mesmo delito for cometido pelo gestor de um órgão público, agindo nessa condição, apenas o gestor será punido. O órgão público será considerado vítima, tal como o(a) prejudicado(a) direto(a) pelo delito.

    Deu pra entender?

    Putz!

    …É cada absurdidade que o Pax tem escrito, nos últimos meses…

  42. Patriarca da Paciência said

    Gisele Federicce, 247 – O deputado federal Vicentinho, líder do PT na Câmara, avaliou nesta quinta-feira 27, em entrevista ao 247, que a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em favor dos embargos infringentes e pela absolvição de oito réus por formação de quadrilha “repara um pouco” ações tomadas anteriormente pela Corte ao longo da Ação Penal 470, que classificou de “posturas equivocadas”.

    A decisão, segundo ele, “alivia”, de certa forma, o sentimento de que este é um “julgamento político”. O parlamentar mencionou o modo de vida levado pelo ex-deputado José Genoino, “professor, político, de classe média”, um dos réus acusados por formação de quadrilha, e também o do ex-deputado João Paulo Cunha, “morador da periferia de Osasco (SP)”, apesar de o ex-presidente da Câmara não fazer parte desse grupo.

    “Que diabo de quadrilheiros são esses que não têm nada na vida?”, questionou o líder do PT. Vicentinho aproveitou para criticar a postura do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, “carregada de ódio” e em “desrespeito à própria decisão do plenário”. Na sessão de ontem, Barbosa interrompeu o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que iniciou uma divergência pela absolvição dos réus por quadrilha.

    Para o deputado do PT, o STF “tem que ser firme, porém sereno”. O parlamentar brinca ao dizer que, acima deste tribunal, só há Deus. “O Supremo Tribunal é a última instância, depois dele, só Deus. E tem alguns ali que pensam que são os amigos mais próximos de Deus, e outros que são Deus. Isso é muito mal para o País”, criticou. Ele também disse que as condenações do julgamento do ‘mensalão’ ocorreram “sem provas”.

    Aleluia! aleluia! aleluia!

    Parece que outros parlamentares do PT já estão criando coragem, mirando-se no exemplo da admirável senadora Gleisi Hoffmann!

  43. Pax said

    cá só escrevo o que penso, caro Elias, de minha lavra, só coloco notícia pra poder blogar com amigos e desafetos… :-)

    André Singer, que foi e saiu fora, como Eugenio Bucci, por conta de … bem, eles que contem por quais cargas d’água não conseguiram ficar, faz uma boa provocação sobre Moral e política envolvendo a absolvição dos pecados

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/andresinger/2014/03/1419625-moral-e-politica.shtml

    como só sei responder sobre políticAética deixo com vocês as interpretações do artigo

    mas que é risível achar que tudo foi invenção, que os coitadinhos condenados são inocentes de todas as acusações, incluindo os dinheiriinhos apanhados para engordar o feijão de casa, ah, é sim, bem risível.

  44. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    eu também estou na maior torcida para que o Barbosão seja candidato a alguma coisa!

    Aí ele vai ver o que é ser um político!

    Um sujeito que não tem a menor noção do que seja um político, ou seja, ter toda a sua vida exposta ao público, se meter a tutorar os parlamentares e, agora, ao próprio STF.

    Como disse o Vicentinho, ele sequer se julga o amigo mais próximo de Deus…ele pensa que é o próprio Deus!

  45. Patriarca da Paciência said

    “mas que é risível achar que tudo foi invenção, que os coitadinhos condenados são inocentes de todas as acusações, incluindo os dinheiriinhos apanhados para engordar o feijão de casa, ah, é sim, bem risível.”

    Caro Pax,

    acho que é você que não entendeu até agora! O próprio Lula declarou que, em política, não há irmãs de caridade! Ninguém está aqui dizendo que os políticos do PT sejam “inocentes” (não no sentido jurídico, neste realmente são) assim como não há um só político “inocente” em qualquer partido. Se é “inocente” , não tem a mínima chance de prosperar na política!

    Eu venho dizendo isto desde o início do suposto “mensalão”, “o problema todo é a desproporcionalidade da coisa, como reconheceu o ministro Barroso”. O circo foi armado para fazer tempestade em copo d’água!

    A ex-mulher do José Dirceu conseguiu financiar um apartamento, isto é coisa par ao STF?

    A mulher do João Paulo sacou 50 mil na “boca do caixa”, isto é coisa para o STF?

    Como explicar que o Pizzolato seja julgado pelo STF?

    O José Genoíno assinou um contrato que foi liberado e pago, isto é crime?

    Tudo foi realmente um grande circo! O Delúbio, desde o início, reconheceu que houve Caixa 2, coisa que ninguém escapa, acredito que nem o partido da Marina ou do Campos !

    Que seja julgado então como Caixa 2, coisa que acontece em todos os partidos, não como exclusividade do PT, ou que seja “o maior escândalo da História do Brasil !”

    Como já disse o blog 247, “o castelo de cartas do Joaquim Barbosa desmoronou”

  46. Pax said

    Caro Patriarca,

    Desculpe-me, mas me fazes rir. Saca só:

    A mulher do João Paulo sacou 50 mil na “boca do caixa”, isto é coisa para o STF?

    E não? Dinheirinho vindo do Marcos Valério e quadrilha, em nome do presidente da Câmara, a esposa vai lá e pega e … não é coisa pra entrar no julgamento do STF? Em que país? Na Crimeia?

    Como explicar que o Pizzolato seja julgado pelo STF?

    A quadrilha do Marcos Valério manda por motoboy um pacotinho com R$ 326 mil reais em dinheiro vivo, pra modo de entregar o dinheirinho pro apaniguado do partido que comanda um esquemão de desvios dos fundos Visanet, incluindo uma parcela de dinheiro público, do BB, pra modo de agradecer favores irrestritos e não é caso para o STF haja vista que tá tudo no bolo da quadrilhagem geral da pilhagem nacional? E antes o fulano ainda prepara todo o esquema de fuga, transfere grana pro exterior, tira documentos pra fuga, ensaia a dita e, na hora agá, pula da jangada…

    O José Genoíno assinou um contrato que foi liberado e pago, isto é crime?

    Infelizmente o cara apostou sua rubrica na fraude e nas renovações da fraude, era presidente do partido, deputado, e isso não é caso para ser julgado pelo STF?

    A ex-mulher do José Dirceu conseguiu financiar um apartamento, isto é coisa par ao STF?

    Um apartamentinho, um empreguinho, uns negocinhos aqui e acolá, uma fortuna amealhada segundo o noticiário, o cara ministro chefe da Casa Civil, chefe da quadri… ops, do esquema, uma montanha de provas concretas (reuniões com os membros da quad… ops, do esquema, agendas, depoimentos, declarações de amor não correspondido etc) e outra cordilheira de conjunto indiciário e não é caso para ser julgado no STF?

    Se quiser reclamar, com toda razão, que o STF sentou o cacete em Chico e afagou Francisco, eu entro na festa de São João e até danço quadrilha vestido de noiva. Mesmo estando em pleno carnaval.

    Mas, outrossim, convenhamos.

  47. Elias said

    Pax, não estás bem…

    Teu comentário # 43 não tem lhufas a ver com nada que eu tenha escrito.

    Em meu comentário, eu me referi à bobagem de achar que, pelo fato de Barbosão “representar um Poder da República”, não se poder atribuir a ele um posicionamento político-partidário. Logo ele, cuja candidatura à Presidência (ou Vice Presidência) da República vem sendo agitada e pedida por um monte de gente de direita, à tanto tempo.

    Não sejamos mais ignorantes que o necessário.

    Vamos respeitar a inteligência alheia, e a nossa própria…

  48. Elias said

    “…à tanto tempo.”?

    “HÁ tanto tempo”.

    PUTZ!

  49. Elias said

    Diz o André Singer, no artigo linkado pelo Pax: “A maioria dos juízes referendou, assim, algo que está na base de certa defesa moral – não jurídica – dos dirigentes do PT presos neste país.”

    E vai por aí, dando a entender que a defesa reconhece o cometimento do crime, mas não o crime de associação para cometimento de crime.

    Mentira!

    As defesas dos réus do mensalão diferem em conteúdo, a depender da situação de cada um no processo.

    A defesa do Dirceu, por exemplo, em nenhum momento admite a participação do réu no cometimento de crime, seja ele qual for. E, se não admite o cometimento do crime, muito menos admite – tecnicamente, nem poderia – admitir a associação para cometimento desse mesmo crime.

    O tempo todo, a defesa do Dirceu argumenta que esse réu foi condenado em um processo cujos autos não contêm absolutamente nenhuma prova contra ele.

    Assim desafiados, os ministros do STF que condenaram Dirceu poderiam ter dito: “A defesa está errada (ou “labora em equívoco”, no jargão). As provas estão nos autos, às fls. tais e tais…”. Disseram? Não! Por que? Porque os autos não contêm provas. O STF decidiu, como ele próprio declarou, abertamente, baseando-se não em provas, posto que estas inexistem. A decisão do tribunal se baseou em “indícios” e em conceitos, como “verdade sabida”, “livre convicção” e sei lá o quê mais (aliás, é bom lembrar que, a legislação brasileira não recepciona o conceito de “livre convicção do juiz”, e sim o de “livre apreciação DAS PROVAS pelo juiz”).

    Agora, ao contrário, exatamente ao contrário, do que diz Singer, quem apelou para o argumento “moral”, “não jurídico”, foi o Barbosão, que ficou falando em “maioria de circunstância”, numa demonstração inequívoca de que — ao contrário, exatamente ao contrário, também, daquilo que o Pax pensa que pensa –, quem qualificou a votação como uma disputa política, rebaixando-a portanto, foi o próprio Barbosão, e não seus (dele) críticos.

    Aliás, o próprio André Singer, no artigo que o próprio Pax linkou, afirma, claramente, que a conduta do Barbosão foi política. Ele encerra o artigo dizendo que o discurso do Barbosão “já está pronto”. Antes disso, mais acima, ele diz que não se surpreenderia se, em outubro próximo, o nome do Barbosão aparecesse nas urnas, como estratégia para impedir a vitória de Dilma no primeiro turno.

    Agora vejam só: foi o Pax quem linkou esse artigo. Isso depois de ter escrito: “Mais impressionante é o fla x flu, como se Joaquim Barbosa representasse um lado político ao invés de um poder da república.”

    É… Pax, tu não estás bem… Não estás nada bem…

    Será que é o carnaval?

  50. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    faça consulta com qualquer advogado, mesmo um advogado iniciante.

    Todos esses casos que relacionei, com toda a certeza, não são casos para o STF?

    É um completo absurdo ver o STF se ocupando de tais casos.

    Todos os casos relacionados são para Juizados Criminais de Pequenos Delitos!

  51. Patriarca da Paciência said

    E concordo também com o Elias,

    José Dirceu foi condenado sem a mínima prova cabal ! Como diz Dalmo Dallari, “se foi condenado tendo como fundamento uma teoria, é porque, realmente, não foi encontrada qualquer prova”.

    E ainda por cima a teoria foi aplicada de modo equivocado! Em nenhum lugar do mundo, em processos criminais, mesmo utilizando a tal teoria, as provas são dispensadas!

    Em suma, a ação penal 470 é um monstrengo sem qualquer valor jurídico !

  52. Patriarca da Paciência said

    Balaio do Kotscho

    Com o resultado de 6 a 5 a favor dos réus no final do julgamento dos embargos infringentes, que derrubou a condenação por crime de formação de quadrilha e deixou os ex-dirigentes petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares fora do regime fechado de prisão, os “black blogs” da grande mídia e o presidente do STF, Joaquim Barbosa, além dos quatro ministros que o seguiram nos votos vencidos, acabaram sendo os grandes derrotados no último capítulo da novela do processo do “mensalão”.

    O chororô começou na véspera, quando Barbosa acusou de “ato político” o voto de Luís Roberto Barroso a favor dos réus, encerrando em seguida abruptamente a sessão quando o placar era de 4 a 1, já prevendo a derrota. Como assim? Quer dizer que só quem vota de acordo com o presidente do STF pratica um “ato jurídico”, como se político e midiático não tivesse sido todo o julgamento?

    O presidente do STF e seus fiéis aliados jornalistas chapas pretas ficaram tão inconformados que acabaram passando recibo por não poderem escrever o final feliz que imaginavam, ou seja, com os réus atrás das grades por um longo tempo. Para Barbosa, “foi uma tarde triste”. Triste para quem, se a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou contra a tese do relator do processo, que se mostrou desde o primeiro dia do julgamento, ao vivo e em cores, muito mais promotor do que juiz, fazendo parceria com o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o mesmo que engavetou o mensalão tucano?

    No voto decisivo, o ministro Teori Zavascki justificou sua posição: “É difícil sustentar que o objetivo comum, que a essência do interesse dos acusados tenha sido a prática daqueles crimes. Voto pelo acolhimento dos embargos infringentes”.

    Inconsolável, o ministro Gilmar Mendes fez um veemente discurso no qual reiterou que “houve quadrilha” e afirmou que “o projeto era reduzir a Suprema Corte a uma Corte bolivariana”, repetindo os mesmos argumentos usados nos últimos dias por blogueiros e colunistas que se empenharam até o fim em pedir a punição máxima aos petistas para dar uma ajudazinha à oposição neste ano eleitoral.

    Se, em 2012, exigiam respeito à decisão do STF de condenar os réus do “mensalão” a altas penas, deveriam fazer o mesmo agora em que eles foram absolvidos em um dos crimes de que foram acusados. O problema é que não havendo quadrilha, não poderão mais chamar o ex-ministro José Dirceu de “chefe da quadrilha”, como se habituaram a escrever.

    Para fazer Justiça, apesar de toda tristeza e sem mais delongas, antes de pedir a anunciada aposentadoria precoce, Joaquim Barbosa deveria agora dar a Dirceu o mesmo direito de trabalhar fora do presídio que foi concedido aos outros réus, ainda que correndo o risco de ser criticado pela mesma imprensa que o endeusou.

    Sem entrar no mérito do julgamento, já que não sou juiz nem li as trocentas mil páginas do processo, espero que, daqui para a frente, alguns ministros do STF se acalmem, e meus coleguinhas da imprensa voltem a exercer com mais civilidade, se possível sem tomar partido, a sua nobre missão de informar a sociedade sobre o que está acontecendo. Juiz é juiz, promotor é promotor e jornalista é jornalista. Simples assim. Ficaria tudo bem mais fácil, e com um clima de menos beligerância no ar. Não custa tentar.

    ***

  53. Patriarca da Paciência said

    Outra coisa que venho dizendo desde o início do famigerado processo, Joaquim Barbosa agiu o tempo todo como promotor, não como juiz! Só isto basta para considerar esse processo um monstrengo!

  54. Pax said

    Atenção srs navegantes. Caso não aceitem o mantra que todos os petistas condenados são santos, comprem capacete e colete à prova de balas.

    João Paulo Cunha: santo, a mulher é que é uma safada.

    Henrique Pizolatto: santo, quem errou na emissão de passaporte falso foi a PF! E quem mandou o irmão, pecador, morrer? E aquele motoboy deveria ser condenado por participar de quadrilha de incriminação de santos. Os R$326 mil, bem, já que apareceram, que mal há de ficar? Santo pode, sim.

    José Genoino: santo! Foi Chico Xavier quem psicografou os contratos fraudulentos encarnando Eduardo Azeredo. Quer dizer, se Eduardo Azeredo usou o que o PT usou depois, o esquema da quadril… quer dizer, o esquemão de desvi.. quer dizer, o esquema de caix 2.. quer dizer, o esquema de tirar dinheiro em banco, então Azeredo é santo, claro que é.

    José Dirceu: chefe de todos os santos, manda em santo, dita regra pra santo, define quem é santo e pronto. Santíssimo.

    Roberto Jefferson: era sub-santo (quem não é do PT não chega a santo, é sub), caiu em tentação, o anhangá se apoderou de sua língua, virou X9.

    Valdemar da Costa Neto: sub-santo! Santifica o PR, o DNIT, a ANTT, a quadrilha do porto de ….SANTOS – taí a prova cabal. É santo, sim!

    e por aí vai a coisa…

    =)

    (e nem tomei a primeira cerveja…)

  55. chesterton said

    Condenado sem a minima prova cabal……hahahaha

  56. chesterton said

    Vai domando a tigrada, Pax.

  57. Otto said

    O Pax surtou?

    Ninguém disse que o Dirceu ou os petistas são santos.

    Agora, JB revelou-se um judas. E já recebeu os seus 30 dinheiros.

    Agora lhe cabe o mesmo ostracismo de Demóstenes e outros fariseus.

  58. Elias said

    Patriarca e Otto,
    Se o Pax lesse o que ele mesmo escreve, sem que a cabeça estivesse entulhada de besteira, ele se tocaria (que nem aquela mulher do poema que ele citou, dia desses).

    Deem uma olhada no comentário # 54.

    No momento em que ele se refere ao Dirceu, tudo o que ele consegue dizer é que o cara é culpado porque não pode ser inocente…

    Que o Pax pense assim, não é problema. Há um monte de gente que acha e diz o mesmo. É oposição, e pronto! Não gosta do Dirceu (eu também não gosto), e pronto!

    A m… é quando esse tipo de mentalidade chega a um tribunal superior, como o STF…

    O pior é que tem quem acredite, sinceramente (e tolamente), que, condenando-se alguém sem prova, está se fazendo alguma coisa em favor da moralização da coisa pública…

    É preciso ser muito ruim de cabeça pra não perceber que isso apenas abastarda a justiça.

    Agentes da lei que necessitam espezinhar a lei para apresentar alguma produção judiciária são piores que os réus que eles conseguem condenar.

    Esse tipo de gente deveria ser responsabilizada criminalmente…

    Há alguns meses, li um estudo minucioso sobre como um pequeno grupo de magistrados honestos e corajosos peitaram a Máfia na Itália. A mínima comparação entre o trabalho desses magistrados e o que foi feito pela PGR e pelo STF mostra o quanto o Brasil necessita mudar, pra se tornar um país civilizado.

    Espero que os autores (brasileiros) decidam publicar esse trabalho. É uma abordagem nova, porque feita do ponto de vista de juristas brasileiros, com um monte de comparações, seja do ponto de vista do Direito, seja quanto aos procedimentos.

    Quem sabe, um dia acaba acontecendo algo parecido no Brasil…

  59. Elias said

    Pax,
    Por falar naquela mulher que, um dia se tocou, lembrei, agora, de um cara que conheci há uns 20 anos.

    Ele era que nem aquela mulher. Não dava certo com ninguém. Resolvia o problema dele na covardia, 5 contra um… Alguém me disse que esse cara chegou a um ponto em que descarregava a natureza cinco ou seis vezes num único dia. Viciado. Dependente…

    Acho que ele e aquela mulher se dariam bem, como casal: ela se tocando prum lado, ele punhetando pro outro…

    É cada doido que aparece…

  60. chesterton said

    E os ex-quadrilheirosvao para casa?

  61. chesterton said

    Uma das observações feitas ao longo desses anos por Dalrymple é que o mal, para florescer, precisa apenas de ter suas barreiras derrubadas. Sua vida matou nele a tentação de crer em uma bondade fundamental do homem, ou que a maldade é algo excepcional ou estranho à sua natureza. Basta ver o que o povo alemão, teoricamente civilizado, foi capaz de fazer, com a cumplicidade de muitos.

    Retirar a responsabilidade individual dos atos dos indivíduos, eis uma das barreiras mais importantes que acabou enfraquecida ou derrubada no mundo moderno. As teorias que transformam todo criminoso em vítima de forças maiores, da “sociedade”, ou o relativismo moral que proíbe julgamentos objetivos, isso contribuiu sobremaneira com o avanço do mal nas sociedades ditas civilizadas, como a própria Inglaterra. Um médico ou um intelectual, atentos a essa realidade, deveriam responsabilizar os indivíduos, em vez de pretender possuir alguma cura objetiva de fora, além de sua (do indivíduo) própria moral. Rc

  62. Zbigniew said

    Muito bom. Direto do face:

    “Algumas anotações sobre o julgamento dos embargos infringentes no processo do mensalão, ontem (26/2), no Supremo:

    1. O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, disse a certa altura algo como: “Temos a chance de fazer Justiça, de dar o exemplo”. Essa é apenas mais uma prova de que ele não vê a Ação Penal 470 como um processo, mas como uma causa política. E quando um juiz vê uma ação judicial como causa política as chances de que sejam cometidas injustiças crescem vertiginosamente. Processo penal não tem de servir “pra dar exemplo”. Foi “pra dar exemplo” que enforcaram, esquartejaram e penduraram pedaços do corpo de Tiradentes, entre outros vários, pelas ruas. Achei que havíamos evoluído um tantinho desde então.

    2. Barbosa também atacou o ministro Luís Roberto Barroso de todas as formas possíveis. Chegou a dizer que ele parece ter chegado ao STF “com o voto pronto”. A acusação é muito grave e feita claramente para desestabilizar o julgamento e atingir a credibilidade de Barroso. Causar-lhe embaraços com a opinião pública. Quase de dedo em riste, Barbosa sentenciou: “Seu voto não é técnico”. Barroso não caiu na armadilha.

    3. Os ministros queriam acabar ontem o julgamento dos infringentes. Barbosa não permitiu. Ele é o presidente e pode encerrar a sessão, o que fez. Barbosa sempre bradou que gostaria de “acabar logo com esse julgamento”. Ontem teve essa chance, e não o fez. Por quê? Para garantir a sequência do show hoje. Uma das justificativas dele era a ausência do ministro Gilmar Mendes na sessão. Sinal dos tempos. Eu já vi por diversas ocasiões o mesmo Barbosa pedir a continuidade de julgamentos e clamar a desimportância da presença de Gilmar Mendes no plenário. O que mudou?

    4. O mais grave, contudo, foi Barbosa ter admitido que as penas fixadas pelo crime de formação de quadrilha foram elevadas com o objetivo, sim, de evitar a prescrição. Com o objetivo, sim, de fazer com que determinados réus tivessem de cumprir pena em regime inicial fechado. Isso é julgar o processo de acordo com a cara do réu, não de acordo com o crime que ele cometeu. Aí, meus caros, me perdoem, mas o presidente do STF admitir isso, e ficar por isso mesmo, é o início de uma derrocada do sistema judicial sem precedentes desde a redemocratização. E triste mesmo é que poucos estejam se dando conta disso.

    Uma observação: se os réu fossem tucanos, democratas, o Jair Bolsonaro ou o general que escreveu que o Golpe de 64 foi uma “revolução democrática”, minhas críticas seriam as mesmas. O que está em jogo é um sistema de Justiça, mais do que um processo e alguns destinos.

    Abaixo, dois trechos do voto do ministro Luís Roberto Barroso que dispensam comentários. Enjoy it!

    “Fontes diversas divulgam o sentimento difuso de que qualquer agravamento das penas é bem-vindo e de que a imputação de quadrilha, em particular, teria caráter exemplar e simbólico. É compreensível a indignação contra a histórica impunidade das classes dirigentes no Brasil. Mas o discurso jurídico não se confunde com o discurso político. E o dia em que o fizer, perderá sua autonomia e autoridade. O STF é um espaço da razão pública, e não das paixões inflamadas. Antes de ser exemplar e simbólica, a Justiça precisa ser justa, sob pena de não poder ser nem um bom exemplo nem um bom símbolo”.

    “Minha posição é de que o marco institucional representado pela Ação Penal 470 servirá melhor ao país se não se apegar a rótulos infamantes ou a exacerbações punitivas. Justiça serena, como deve ser, rigidamente baseada naquilo que a acusação foi capaz de demonstrar, sem margem de dúvida. A condenação maior que recairá sobre alguns dos réus não é prevista no Código Penal: a de não haverem sequer tentado mudar o modo como se faz política no Brasil. Por não terem procurado viver o que pregavam. Por haverem se transformado nas pessoas contra quem nos advertiam”.

    ________

    Rodrigo Haidar é jornalista especializado na cobertura da área jurídica.

    Publicado originariamente no Facebook do autor, 27/2/2014.

    Clique aqui para ler o voto do ministro Luís Roberto Barroso nos embargos infringentes da AP 470.”

    http://www.osconstitucionalistas.com.br/anotacoes-sobre-o-julgamento-dos-embargos-infringentes

  63. Pax said

    As análises do caro Elias são ótimas. Só não são excelentes porque erram na base da tese. Um pequeno problema. Irrisório.

    As críticas que vocês fazem da personalidade de JB vão ao encontro do mesmo problema do Elias.

    Erram na base da tese.

    Só que mantras não são teses. Partem de crenças.

    Enviado via iPhone

    >

  64. Patriarca da Paciência said

    “Tudo isso, quem sabe, possa servir para entender o que se passa com o julgamento recente da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal. Não se trata de discutir o mérito da decisão. A decisão está fundamentada, o relator ministro Joaquim Barbosa disse expressamente que aumentou a pena para não prescrever, ou seja, o julgamento foi condicionado pela prescrição, e não pela pena adequada. Daí que a discussão precisa ser recomposta. Realinhar a discussão no campo jurídico, e não sob os holofotes, é um caminho importante em tempos de linchamento público e de pessoas amarradas em postes. O Poder Judiciário tem essa função de evitar a vingança privada, colocando-se como barreira. Isto não significa, todavia, que os juízes possam assumir o papel de mocinhos (e nem de bandidos). Sua função é resgatar o processo civilizatório dentro de limites democráticos. Todavia, nos últimos tempos, sua atuação ganhou contornos de Salvação dos Bons.

    Agostinho Ramalho Marques Neto nos pergunta: “Quem nos salvará da bondade dos bons?” O perigo de uma cruzada dessas foi representado na história por Robespierre e outros tantos, para os quais o discurso precisa ser forte, entendendo, todavia, que não adianta o querer convencer. Estão eclipsados em suas fantasias de mocinhos eternos, insuflados por eles mesmos, para os quais, nada adianta dizer…”
    (Alexandre Morais Da Rosa, juiz em Santa Catarina e professor de Direito)

  65. Zbigniew said

    “Quem nos salvará da bondade dos bons?”. Esse questionamento vai direto ao ponto do chamado déficit civilizatório, apropriadamente levantado pelo Min. Barroso.
    Os “bons” não admitem contestação, uma vez que a verdade posta, antes mesmo de um julgamento, não pode e não deve ser contrariada.
    Aos que pensam diferente, a guilhotina. Como nos tempos de Robespierre.

  66. Patriarca da Paciência said

    “Com todo o respeito às opiniões divergentes, mesmo porque eu não sou o Dr. Joaquim Barbosa que acha que suas opiniões devem prevalecer, invariavelmente sobre todas as outras, inclusive as de seus PARES-IGUAIS! Ora, a questão não é sair em defesa de corruptos (que também me envergonharam, principalmente porque depois de condenados, promoveram uma ação entre amigos-vaquinha para o pagamento das multas que lhes foram impostas), cujos corruptos, não só os do mensalão, mas todos, inclusive aqueles que, do seio do povo, em época de eleições prometem votar em determinado candidato mediante o pagamento antecipado do voto, seja por meio de valor em espécie, seja por meio de doações ou favores de qualquer natureza, acerca dos quais, também penso como a maioria dos brasileiros que trabalham duro, devem responder por todos os crimes PROVADOS NOS AUTOS! Todavia, o BRASIL É um Estado Democrático de Direitos, cuja essência constitui-se de garantias constitucionais como, por exemplo, a AMPLA DEFESA E O CONTRADITÓRIO COM TODOS OS MEIOS À ELA INERENTES! (Prova testemunhal, documental, perícias, vistorias, arbitramentos e outras e TODOS OS RECURSOS LEGALMENTE PREVISTOS, CPC, CF etc) destacando-se, ainda, no processo penal (caso concreto) o cabimento da aplicação do princípio do in dubio pro réo ou favor do rei, em que, sempre que há dúvida acerca do cometimento do crime imputado, decide-se a favor do réu, de modo que obstar ou tentar obstar o exercício de tais direitos e garantias CONSTITUCIONAIS, como fez o Sr. Ministro Joaquim Barbosa (inclusive cassando a palavra de advogados-defensores CONSTITUCIONALMENTE GARANTIDOS), cujos óbices, diga-se de passagem, opôs sem nenhum constrangimento de AFRONTAR A PRÓPRIA CARTA MAGNA (CF), CUJA CARTA, é cediço, ele TEM A OBRIGAÇÃO DE ZELAR, DEFENDER, PROTEGER! ESSA É A FUNÇAO PRECÍPUA DO STF! Logo, claro está que o comportamento e opiniões pessoais do n. Ministro Joaquim Barbosa, NÃO CONDIZ COM OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS REFERIDOS! Demais disso, insta dizer o STF é composto por 11 MINISTROS, TODOS, IGUALMENTE INDICADOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA (por previsão na CF que ele insiste em desrespeitar), tal como o Sr. Joaquim Barbosa, indicado em 2003 pelo presidente LULA, também do PT, tal como a Presidenta Dilma, sendo estranhíssimo e descabido que este Sr. Joaquim Barbosa, SE NEGUE À RESPEITAR OS ADVOGADOS, como fez em recente pronunciamento, afrontando o art. 133 da CF/88 que prescreve ser o advogado indispensável à administração da Justiça! Não bastasse, já atacou toda a MAGISTRATURA BRASILEIRA (composta, na esmagadora maioria, de homens honestos e honrados verdadeiramente interessados em distribuir Justiça, muitos, tão inteligentes quanto ou mais); já atacou, inclusive e de forma reiterada, os seus PARES DA CORTE SUPREMA, mormente os seus iguais RICARDO LEVANDOVSKI, GILMAR MENDES, MARCO AURÉLIO MELLO, DIAS TÓFOLLI E, POR ÚLTIMO, O NÃO MENOS DIGNO, MINISTRO BARROSO, ressaltando-se, como referiu Barroso, o voto de Barbosa não vale mais que o dos demais ministros, razões mais que suficientes para serem, igualmente respeitados e, em havendo discordância, que se exercitem argumentos sólidos, contundentes, respeitosos, juridicamente mais aprofundados e capazes de persuadir, convencer! Nunca, jamais, agressivos, desrespeitosos, grosseiros, constrangedores, humilhantes, arrogantes, presunçosos, etc! Ao final, o Dr. Barbosa RECLAMOU O STF como se seu fosse! Ou como se fosse representado/composto apenas por ele (Barbosa), eis que vociferou de sua tristeza (justificada até), como se fosse a do STF! Ora, repita-se, o STF é composto por 11 Ministros, dos quais, A MAIORIA, isto é, 06, votou pela reforma do respeitável acórdão anterior (decisão anterior) o que se fez nos moldes da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, vigente desde 05/10/88! Portanto, com a devida vênia, não há falar-se em quadrilha de ministros, decisão incorreta, decisão política etc., inclusive porque não há a possibilidade plena de se pronunciar sobre um processo sem ter acesso pleno ao mesmo, a todos os documentos que o integram, a todos os depoimentos prestados etc., lembrando que a opinião pública e a imprensa tendenciosa já condenou e lançou na cadeia muitas pessoas inocentes – Ex. casal dona de escola infantil em São Paulo! Por fim, agradável à maioria do povo brasileiro ou não, Certo é que a Decisão em questão se operou nos termos da CONSTITUIÇÃO FEDERAL VIGENTE, que deve ser respeitada por todos os brasileiros e, principalmente pelo PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, cuja conduta, REPITO, COM TODO O RESPEITO ÀS OPINIÕES CONTRÁRIAS, me remete aos tempos da ditadura, que obstava a manifestação do pensamento e negava vigência à Constituição Federal, impondo tortura à quem dela ousasse discordar!”
    ( Ismael Alves dos Santos, advogado, negro, Joinville/SC)

  67. Otto said

    A prova do crime de Barbosa:

    Assistam ao vídeo.

    Ela é a prova de crime contra a Constituição Brasileira, contra o direito moderno, contra o humanismo que marca o direito penal. Joaquim Barbosa confessa, despudoradamente, que aumentou a pena do crime de quadrilha para que Dirceu permanecesse em regime fechado, e não semi-aberto.

    Um juiz não pode aumentar a pena para “compensar” a demora de um tribunal em julgar uma causa.

    Pax, você ainda põe a mão no fogo por Brabosa?

  68. Otto said

    Enquanto isso, a UE e os EUA se cagando de medo da Rússia.

    Há muitas críticas ao Putin, mas o cabra tem colhões.

  69. Otto said

    Dessa vez, as peças do quebra-cabeça geopolítico foram montadas bem rápido. Apenas hoje lemos duas notícias bombásticas sobre o golpe na Ucrânia.

    Primeiro foi uma entrevista com Sara Burke, analista da fundação Friedrich Ebert, ligada à centro-esquerda alemã, em que ela faz afirmações alarmantes sobre o papel dos EUA em protestos na Venezuela, Síria e Ucrânia.

    E agora, a bomba maior de todas. Um artigo no Opera Mundi (reproduzido abaixo, com os links originais) no qual se afirma que há documentos provando o financimento do governo e empresas americanas aos protestos na Ucrânia.

    – See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/03/02/bomba-documentos-provam-que-eua-apoiaram-golpe-na-ucrania/#sthash.vq6wvBLq.dpuf

  70. Patriarca da Paciência said

  71. Pax said

    Caro Otto,

    você diz Pax, você ainda põe a mão no fogo por Brabosa?

    e eu te pergunto: me monstra onde foi que escrevi que ponho a mão no fogo por Brabosa, babosa, sabobra, brasabo ou Joaquim Barbosa. caso não consigas, sugiro que reflitas sobre ficar me acusando à revelia.

    agora, se vocês querem que eu repita o mantra que o julgamento da AP 470 não é baseado em crimes lotados de provas, desculpem-me, mas não consigo ir contra fatos.

  72. chesterton said

    Golpe bolivariano se aproxima da Ucrania…

  73. c3c2 said

    O POSTE
    (Estadão)

    Amarrei no poste mesmo! O cara tava roubando uma idosa na minha frente. Deu um soco na barriga dela. Uma senhora de 80 anos. Pra que isso? Me deu uma raiva daquele moleque. Na hora, dei-lhe uma porrada, ele caiu no chão e eu amarrei mesmo. A polícia não faz nada. Alguém precisa tomar alguma atitude. E as pessoas ao meu redor aplaudiram, hein. Claro, alguém que finalmente teve a coragem de dar a cara a tapa. Cadê os direitos humanos pra cuidar da velhinha que quebrou várias costelas? Aí se esconde, né? Só que um babaca resolveu vir tirar satisfação. Veio com o papo de que eu não podia fazer isso. Amigo, fica na tua! Vai se meter com a sua vida, otário! Eu não tô aqui interferindo na vida de ninguém, tô fazendo a minha parte! O cara tentou libertar o bandido, não teve jeito: poste nele. Amarrei o idiota no poste. Do ladinho do amiguinho ladrão dele. Não gosta tanto? Conversa aí então, seu merda!

    O cara da CET veio entender o que tava acontecendo, chegou querendo meter uma de dono da lei… Queridão, eu conheço tua laia. Fica multando geral só pra poder ganhar comissão em cima do cidadão de bem. Eu tenho nojo dessa indústria da multa. Eu já tava meio que de ovo virado, o cara veio crescendo pra cima de mim, não tive dúvida: poste! O mundo não precisa desse tipo de gente, entendeu?

    Uma mulher, acho que irmã do cara da CET, veio tentar ajudar. Sei, vestida com aquela roupinha de puta vem querer ajudar? Tá na cara que faz programa. E se passa uma criança ali e vê aquilo? Uma mulher da vida balançando o rabo daquele jeito? Poste nela! É claro que por ser mulher, veio uma gente desavisada tentando ajudar. Odeio putas!

    O cara da banca, que eu já vi vender cigarro de maconha pra menor, meti no poste em 30 segundos. Um camelô que não tinha nem nada a ver com a história foi pro poste porque vender DVD pirata e pedras de crack, é crime.

    Mendigo bêbado, motorista que parou na faixa de pedestre, uma menininha de uns 6 anos que tava respondendo à mãe como se fosse a rainha do Egito, a mãe imbecil que deixa uma filha falar dessa forma, gente pobre, intelectuais, preto, japonês, americano, turco, menininho rico, paulista, nordestino, argentino, veado, petista mensaleiro, político mentiroso, advogado, foi indo um a um, tudo pro poste. Meu poste já tava parecendo uma árvore de Natal humana, só que com gente da pior espécie. Era eu mostrando pro mundo que aqui pode ser um lugar melhor, eu saí da minha passividade para dar paz à sociedade.

    Foi aí, no meu auge, que me prenderam no poste. Do nada. Sem ninguém me falar nada, veio um pessoal, começou a me dar porrada e com um cadeado de bicicleta prenderam meu pescoço. Aí você vê a barbárie humana. Você querendo ajudar e transformar o mundo e a estupidez vem e vence mais uma vez. Agora são 4 da manhã, todo mundo foi solto do poste e só tem eu aqui, esperando chegar o bombeiro com o maçarico. Esse mundo não tem mais jeito não.

    F. Porchat

  74. Patriarca da Paciência said

    Olavão foge novamente do hospício e divulga comunicado em que se declara perseguindo pelo PT, o qual bloqueia o seu facebook !

    Levanta também a hipótese de que pode ser, inclusive, o Vladimir Putin que o está perseguindo !

    Em seus delírios de grandeza, o dito cujo só tem um rival, o onisciente e supremo sapiente reinaldo rola-bosta!

    Dizem que na França há milhares de “napoleões” internados em hospícios !

    Esses caras deviam se declarar “´napoleões” de uma vez e se internarem num hospício lá pela França, país que já está acostumada com esse tipo de loucura!

  75. Zbigniew said

    A “renovação democrática” na Ucrânia. A supremacia branca.

  76. Zbigniew said

    Aleksandr Muzychko, também conhecido como Sasha Branco, que aparece no vídeo anterior, é um dos líderes do Setor de Direita de Maidan. Ele lutou como mercenário contra os russos na Chechênia. No vídeo ele mantém um “diálogo” com um promotor do ministério público. Essa é a turma que a imprensa ocidental apresenta, como as forças ucranianas em prol da Europa, da democracia, pelos direitos humanos, contra a homofobia, blá-blá-blá, etc e tal.

    http://jornalggn.com.br/noticia/o-novo-poder-democratico-que-emergiu-de-maidan

  77. Patriarca da Paciência said

    Não existe nada mais ridículo do que os Estados Unidos Maravilha defendendo a “democracia” na Ucrânia !

    É uma moral de lascar! O “rei dos golpes”, patrocinador oficial de golpes em toda a América Latina, África, Oriente Médio, Ásia etc.etc.etc. e invasor oficial de vários países !

    É o muito sujo, sujíssimo, extremamente sujo, falando do mal lavado !

  78. Otto said

    Pax, realmente, você nunca disse explicitamente que botava a mão no fogo pelo Barbosa, mas isso estava nas entrelinhas…

    Bom, agora que sua mão está queimada, me diga uma coisa: por que o Zé Dirceu está preso? Senão há quadrilha, como o chefe da quadrilha pode estar preso?

  79. Otto said

    Olhem só:

    “Pesquisas: 85% dos venezuelanos condenam protestos e só 22% querem saída de Maduro.”

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=14856

  80. Pax said

    Caro Otto,

    Zé Dirceu está condenado por corrupção ativa, sete anos e 11 meses + 260 dias-multa de dez salários mínimos.

    Apesar de ser o santíssimo. Pra turma do mantra.

  81. Zbigniew said

    Pax,
    Não se trata de santidade ou não. Trata-se de se o julgamento teve ou não contornos políticos.
    Desculpe-me e com todo respeito, depois das ações e declarações do Joaquim Barbosa acreditar que o julgamento foi exclusivamente técnico é fechar os olhos e a mente para a realidade.
    O julgamento deve ser estritamente jurídico (ou deveria). A política admitida em cortes dessa natureza submisiria-se as interpretações dos princípios que regem o ordenamento jurídico, mas jamais submetida a uma ideologia ou partidarismo.

  82. Patriarca da Paciência said

    Para quem ainda duvida que o famigerada ação penal 470 é um monstrengo jurídico, veja só, agora é a Folha que está dizendo:

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/154728-comecar-de-novo.shtml

  83. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Se há um julgamento político, partidário ou ideológico, há motivo, para quem acredita nisso, para derrubar a corte.

    Não estarei nessa fileira.

    Mas basta percorrer os autos, todos registros ajuntados, inclusive televisivos, da denúncia até a dosimetria das penas e o julgamento dos embargos. O material está aí e é farto.

    Ficaria, confesso, muito feliz que me convencessem. Até agora não lograram este êxito.

    E, veja, em qualquer momento reclamei da revogação das penas por formação de quadrilha. Que houve um grupo articulado para cometimento de crimes eu não tenho dúvida. Se este modelo não se enquadra no tipo de quadrilha, que seja, assim é o CPP e deve ser respeitado, ou alterado no Congresso.

    Mas que o grupo se formou, que havia alguém que decidia que partidos seriam comprados, 10 milhões para o PR na mão do Valdemar Costa Neto, 4 milhões na mão do Roberto Jefferson para comprar o PTB etc etc, tudo nos autos, com provas, afora os agrados de 50 pra um, 326 pra outro, apartamentinho pra não sei quem, empreguinho pra acolá outrem etc, claro que houve, de novo, está fartamente documentado nos autos.

    Um mandava, o outro arrumava o esquema, o dinheiro aparecia, alguém determinava quem deveria apanhar quanto de fulano etc etc. Há uma fartura que documenta isso. Se alegam caixa 2, ok, é crime do mesmo jeito, se alegam que era compra de apoio, ok, é crime do mesmo jeito, e a dinheirama rolou de um lado para o outro, bancos envolvidos, contratos fraudados, enfim, tudo não vai passar de repetição do que já estamos cansados de saber.

    A tese que chamo de mantra é a tese que ataca personalidades e não os autos. Que adianta dizer se alguém é simpático, antipático, se tem bom ou mau hálito, se é nervoso ou calmo, se é arrogante ou prepotente, isso ou aquilo. A mim parece que pouco importa.

    Pouco me importa se Zé Dirceu é truculento, arrogante, prepotente, por exemplo. Tô nem aí. A mim importa se Zé Dirceu cometeu crime. A mim pouco importa se Genoino é um cara assim ou assado, a mim importa se cometeu crime ou não. Se Delúbio é pau mandado ou pau mandante, aí sim importa, mas se é meio lesado ou meio esperto demais, pouco importa.

    O mantra se perde exatamente por ser dogmático, religioso, fanático. É uma mistureba de agressões que vão até o mais baixo preconceito racial e aí, claro que sim, perde-se toda razão. Completa razão.

    De outro lado, já disse milhares de vezes, se ficassem no tratamento diferenciado, no arrazoado que um mensalão é julgado diferente de outro, a montanha de casos engavetados etc etc, aí me parece que tem um excelente caminho com argumentação farta e forte.

    O problema é que a turma não quer que todos sejam punidos, quer santificar que não é santo. E perde estribo, cai do cavalo, perde a cabeça e a razão na sequência.

    O pior de tudo, muito pior que punir ou não punir uma cúpula que chafurdou num jogo conhecido, é criar uma militância ao estilo dos tais motoqueiros de vermelho da Venezuela, que saem em diligências para bater em quem ousa pensar diferente.

    E é isso o que mais me assusta.

    Se persistirem nessa balada, onde vamos parar? Ninguém pode pensar diferente? Ninguém pode reclamar de nada?

    Isso eu também já vivi. E isso tem um nome que define tudo. Chama-se ditadura.

  84. Elias said

    “As críticas que vocês fazem da personalidade de JB vão ao encontro do mesmo problema do Elias. Erram na base da tese. Só que mantras não são teses. Partem de crenças. ” (Pax)

    Porra, Pax!

    Tu podes fazer melhor do que isso.

    As críticas que temos feito à personalidade do Barbosa são laterais… Acessórias. Complementares. Qualquer pessoa que esteja debatendo com honestidade terá percebido isso.

    No que respeita especificamente ao Dirceu, a crítica que foi feita aqui, REITERADAMENTE, está centrada no fato de que NÃO FORAM JUNTADAS PROVAS AO PROCESSO.

    Tanto não foram apresentadas provas, que os próprios ministros do STF ficaram apelando pra coisas como “indícios” (e indício não é prova), e conceitos como “verdade sabida” (e conceito também não é prova), etc. e tal.

    Isso foi o que se afirmou e reafirmou aqui: que não foram apresentadas provas contra o Dirceu. Li e reli a íntegra do voto do Barbosa, e, em nenhum ponto desse voto, ele menciona alguma prova. Desafio a ti e a qualquer outra pessoa a indicar em que ponto do voto do Barbosa ele menciona a prova na qual esse voto se baseia.

    ADICIONALMENTE a isso, há o comportamento público desse ministro, ridículo e absolutamente incompatível com a dignidade do cargo que ele ocupa.

    Como o Barbosa é ridículo, critica-se a ridicularia de sua conduta pública. Do fato dele ter transformado as sessões do STF em verdadeiros espetáculos de besteirol, mau gosto, falta de educação e demagogia.

    Mas essa crítica é acessória, Pax. Acessória.

    Vou repetir, porque, nos últimos tempos, tens desenvolvido uma enorme capacidade de não entender (ou dando uma doidinho, que finge não entender o que os outros dizem, pra facilitar a própria argumentação). E vou repetir em caixa alta, pra ver se assim não esqueces: A CRÍTICA QUE SE FAZ À PERSONALIDADE DO BARBOSÃO É ACESSÓRIA. ACESSÓRIA, Pax! ACESSÓRIA!

    Entendeu, agora?

    Essa crítica nem poderia deixar de ser acessória, até porque não foi Barbosão o único ministro do STF a condenar o Dirceu sem provas. Isso só foi possível porque a maioria dos ministros do STF votou a favor dessa decisão.

    Logo, a crítica a essa decisão não pode ser a crítica a um só ministro.

    Entendeu, Pax? Percebeu? Sacou? Precisa repetir ainda mais vezes?

    A diferença entre Barbosa e os outros ministros, é que estes últimos, porque se tocaram, ou porque são mais honestos, ou menos desonestos, ou mais espertos que o Barbosa, ficaram na deles. Não se expuseram. Deixaram que Barbosa, o Doido, se submetesse à ridicularia da carnavalização.

    Aí o Barbosa tomou um porre! Agora, vem a ressaca…

    Mas isso continua sendo ACESSÓRIO, entendeu, Pax? Acessório! Lateral! Secundário! Não essencial!

    Deu pra perceber?

    O essencial, Pax, o fundamental, o substantivo, o central, é que, para o aperfeiçoamento democrático acontecer, não se deve admitir que a mais alta corte do país se submeta ao “clamor das ruas” (o que quer que isso signifique, principalmente para quem e quando), e decida contra a lei.

    Até porque, se ela assim o fizer, estará fazendo qualquer outra coisa, menos contribuir para o aperfeiçoamento democrático, num país que tanto necessita disso.

    E principalmente porque, se ela assim o fizer, estará se desmoralizando. E ao fazer isso, estará dando a outros, o pretexto de que é necessário proteger o país e as leis, do STF, e proteger o próprio STF de si mesmo…

    Quem tem um mínimo de responsabilidade política, sabe o que isso significa, e o quanto isso é ruim.

    O problema de chocar ovos de cobra, Pax, é o risco de ser devorado pelo que sair desses ovos.

    Entendeu, agora?

    E recita “mantra”, Pax, quem fica repetindo frases feitas e lugares comuns…

    Antes de ficar olhando o rabo alheio, dá uma olhada pra ver se não estás deixando teu próprio rabo em cima do trilho…

  85. Elias said

    “Se há um julgamento político, partidário ou ideológico, há motivo, para quem acredita nisso, para derrubar a corte.” (Pax)

    Bobagem!

    Se houve um julgamento político (e não só houve, como os próprios ministros do STF admitiram isso, quando se declararam influenciados pelo “clamor das ruas), há motivo para se aperfeiçoar o aparelho judiciário, com leis mais bem feitas, com uma regulamentação dos procedimentos judiciais mais clara e menos vulnerável a manipulações, etc.

    Há motivos para se promover uma reforma do Judiciário, e esses motivos já existiam muito antes do mensalão.

    É preciso ser um completo idiota, ou agir em má fé, pra não perceber ou fingir que não percebe que o Judiciário é o poder mais corrupto e desmoralizado do Brasil.

    Muito mais corrupto e desmoralizado que o Executivo e o Legislativo, juntos.

  86. Elias said

    I
    “De outro lado, já disse milhares de vezes, se ficassem no tratamento diferenciado, no arrazoado que um mensalão é julgado diferente de outro, a montanha de casos engavetados etc etc, aí me parece que tem um excelente caminho com argumentação farta e forte.” (Pax)

    Então, tá…

    Aí, quando se diz exatamente isso, que um mensalão é julgado diferente de outro (o que caracteriza, por outras palavras, um julgamento político)… O que é que essa figura diz?

    “O problema é que a turma não quer que todos sejam punidos, quer santificar que não é santo. E perde estribo, cai do cavalo, perde a cabeça e a razão na sequência.” (Pax)

    Ou seja, ele nem deixou que dissessem o que ele diz admitir que se diga… Já vai desqualificando antes…

    Eu tô dizendo…

    Esse Pax tá mal… Tá muito mal… Ele já não consegue concordar nem com que ele mesmo diz… (Isso é um modo de dizer que ele não diz coisa com coisa, lé com cré, tacacá com tucupi…

    Tá mal…

    II
    “Santificar quem não é santo”?

    Quanta bobagem…

    Ninguém precisa ser “santo”, pra ter o direito de não ser condenado sem prova.

    Tua convicção “democrática” não ter permite chegar a essa conclusão?

    Quem é que tem empregado a palavra “santo”, nos debates? Os teus oponentes?

    Não, né, Pax?

    “Santo”, é só o modo que tu encontraste de DISTORCER o que as pessoas dizem, para que tu possas “contestá-las” com tua argumentação meio vesga…

    Ninguém jamais disse que Fulano ou Sicrano é “santo”. Isso fica por conta da tua forma menos leal de debater.

    O que se disse, apenas, é que pelo menos um dos réus do mensalão, o famigerado Zé Dirceu (de quem eu, pessoalmente, não gosto), foi condenado sem provas.

    Só isso, Pax. Pessoalmente, eu jamais disse nem mesmo acreditar na inocência dele.

    Eu só disse — e reafirmo! — que ele foi condenado sem provas.

    Não está nada bem, o Pax… Tá mal… Tá muito mal…

  87. Chesterton said

    Ah certo, depois que o pt aparelhou o stf o judiciario perdeu toda credibilidade

  88. Patriarca da Paciência said

    “Frota do Mar Negro do país de Vladimir Putin deu até as 5h de terça-feira (meia-noite, no horário de Brasília) para as forças ucranianas na Crimeia se renderem ou enfrentarão um ataque militar, informou a agência de notícias Interfax, citando uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia.”
    (blog 247)

    Profundamente ridícula a ameaça do secretário de defesa norte-americano de que iria “impor sanções econômicas à Rússia”. Eles não aprendem mesmo! Continuam berrando para que os faróis saiam do caminho, pois tem as forças armadas mais poderosas da Terra !

    Imagina se o Putin ia se amedrontar com uma boçalidade dessa! Muito pelo contrário, é a Europa inteira que depende da Rússia. Sem o gás russo a Europa congela!

    Como disse o jornalista chinês, “os norte-americanos sempre se comportam com aquele marido que, ao tentar se reconciliar com a esposa, começam o diálogo mais ou menos assim – Olha, eu sei que você é uma prostituta, mas como eu sou uma pessoa muito generosa, vou te dar mais uma chance”.

    É bem por aí!

  89. Pax said

    Depoimento – prova
    Ata de reunião – prova
    Confissão – prova
    Agenda de reunião – prova
    Atribuição do ministério – prova
    Composição política – prova
    Reunião com banqueiro do esquema – prova
    Farta atuação na área de telecom – prova (antes, durante e depois)
    Reunião com presidente de empresa de telecom do exterior – prova
    Reunião do chefe do esquemoduto geral com o presidente da empresa de telecom que tinha feito reunião com o … = prova

    de prova não tem caminhão, tem frota de caminhão carregado.

    Soma um conjunto de prova com um conjunto de indício e se chega numa conclusão, livre interpretação das provas pelo julgador = definição do CPP

    Enfim, ficaremos discutindo até a cobra morder o rabo da lemniscata.

    Ou então provaremos que Delúbio Soares definia as alianças que o governo teria na composição de sua base, estabelecia as negociações financeiras para tais “aquisições”, enganava o presidente do partido para assinar psicografando as fraudes e mandava o ministro chefe da casa civil, aquele pobre coitado sem nenhuma voz ativa no governo, calar a boca e aceitar as definições que o tesoureiro, o estrategista de todo o governo, definia.

    Arrãm… ah, tá, agora eu entendi tudo.

    Mas, não, claro que não, o juiz é arrogante, prepotente, antipático, tem mau hálito, alguns chegam a dizer que peida nas horas vagas etc.

    Sim, claro que sim, está tudo muito claro. Não fosse o mau hálito do cidadão, os santos estariam no reino dos céus, seus devidos lugares.

    mas, claro, como aceitei o julgamento da AP 470, claro que sou coxinha, imprestável, maluco etc.

    e ninguém tá fazendo papel de motoqueiro vermelho, imagina… viagem minha.

  90. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    permita-me discordar. Pelo pouco que sei de Direito:

    Depoimento – prova
    Depoimento não é prova, tanto que há inúmeros depoimentos falsos. Trona-se prova apenas quando é confirmado pelos fatos.

    Ata de reunião – prova
    Não há o menor cabimento de que ata de reunião seja prova! A não ser que todos os atos ilícitos sejam claramente relatados na ata!

    Confissão – prova
    Confissão? Quando que o José Dirceu “confessou” alguma coisa?

    Agenda de reunião – prova
    Agenda de reunião é prova? Essa nem lusitano acredita!

    Atribuição do ministério – prova
    Atribuição do ministério? Caramba Pax ! De onde você tirou isso? Como que uma atribuição do ministério pode ser ato ilícito?

    Composição política – prova
    Composição política? Caramba Pax, não tem a menor lógica!

    Reunião com banqueiro do esquema – prova

    Reunião com banqueiro? Caramba Pax. Seus conhecimento de Direito não estão muito bons!

    Isto que você apontou não fundamenta nenhum processo! A não ser, “processo político” !

    Processo Jurídico é outra coisa!

  91. Elias said

    Patriarca,
    Eu não disse?

    O Pax não está bem…

    O cérebro do Pax tá se transformando em espuma!

    A PROVA disso? É só ler que ele escreve…

    É só a gente provocar um pouquinho, que o Pax surta, e começa a chutar o próprio saco…

  92. Elias said

    “mas, claro, como aceitei o julgamento da AP 470, claro que sou coxinha, imprestável, maluco etc.” (Pax)

    Ihhhh!

    “Me chama de imprestável! De maluco! Diz que eu sou um vagabundo, que eu não presto…!”

    Autopiedade & histeria…

    Não tá nada bem, esse nosso Pax…

    Um amigo meu teve uma namorada que era assim.

    Uma noite, fechada com ele no camarote de um barco, essa mulher narrou, com detalhes, a transa que eles estavam tendo. Dizia essas coisas que o Pax agora deu de escrever, intercalando essas baboseiras com imitações caprichadas do Pato Donald…

    Será que ela é o ghost writer do Pax?

  93. Elias said

    “Mas, não, claro que não, o juiz é arrogante, prepotente, antipático, tem mau hálito, alguns chegam a dizer que peida nas horas vagas etc.” (Pax)

    Quem? O Barbosão?

    Magina…!

    O Barbosão é um cara educadíssimo!

    Prepotente, o Barbosão? De jeito nenhum! Ele é um exemplo de sapiência e humildade!

    Não sei se ele peida nas horas vagas, ou mesmo quando está ocupado. Prefiro não me meter (EPA!) nisso.

    Aliás, pelo que se noticia, o Barbosão tem o rabo podre. Tanto que ele nem consegue sentar.

    Imagina um peido saindo daquilo…

    Falar nisso, parece que o rabo do Barbosão é complicado, mesmo.

    Lembro que, há alguns anos, o Gilmar reclamou publicamente do Barbosão, porque este estava ganhando pra não fazer nada no STF. O Barbosão vivia viajando e faltando ao trabalho.

    Respondendo também publicamente ao Gilmar, o Barbosão disse que viajava constantemente ao exterior pra cuidar do próprio rabo, o qual tinha uma bicheira que ele não conseguira curar no Brasil.

    Interessante o Pax ter metido (EPA! EPA!) o rabo desse juiz neste debate, ainda que indiretamente, por meio da respectiva ventosidade.

    Mas o debate público do Barbosão com o Gilmar é um bom exemplo da saudável contribuição que esses dois ministros proporcionam à cena Jurídica e ao Direito brasileiro.

    São, ambos, homens ilustres, educados, cavalheirescos, sábios e humildes.

    Satisfeito agora, Pax?

    (É melhor não provocar demais. O cara pode ficar violento…).

  94. Elias said

    Uma trégua.

    Para reflexão.

    Do Luiz Flávio Gomes, oportuno como sempre, no JusBrasil:

    =================================================================
    Quase 10 milhões de jovens brasileiros (15 a 29 anos) no Brasil não trabalham nem estudam. É um exército de reserva que pode ser manobrado para o bem ou para o mal. A classe dominante brasileira sempre teve medo de uma rebelião dos escravos (Darcy Ribeiro). Mas são os antagonismos sociais (desigualdades) do nosso capitalismo selvagem e extrativista que podem um dia explodir por meio de uma violência coletiva devastadora. O IBGE (na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio de 2012) apontou que os jovens que não trabalhavam nem frequentavam a escola, os chamados de “nem-nem”, representavam 19,6%. Isso significa 9,6 milhões de jovens, de uma população estimada para o período de 48, 8 milhões de jovens, na faixa etária de 15 a 29 anos.

    O problema, aliás, é mundial. O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o desemprego entre os jovens continua aumentando. Em 2013, 73,4 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estavam sem trabalho – quase 1 milhão a mais do que no ano anterior. Isso representa uma taxa de desemprego juvenil de 12,6 %, mais do que o dobro da taxa de desemprego geral de 6,1%. A pesquisa revelou que o número de jovens que não trabalham nem estudam cresceu em 30 dos 40 países pesquisados. Em 2013, 1 milhão de jovens perderam seus trabalhos.

    Boa parcela desses milhões de jovens que não estudam nem trabalham conta, no entanto, com estrutura familiar (é o grupo Nem-Nem acolchoado). O restante é desfamiliarizado (não tem uma constituição familiar sólida nem amparo social, como é corrente nos países de capitalismo selvagem e/ou concentrador: Brasil, EUA etc., que nada têm a ver com os países de capitalismo evoluído e distributivo, civilizados, como Dinamarca, Noruega, Japão, Alemanha, Islândia etc.).

    Esse grupo desfamiliarizado (Nem-Nem+), nos países de capitalismo selvagem e extrativista, é uma verdadeira bomba-relógio, em termos sociais, de potencial criminalidade e de violência. Por quê? Porque os fatores negativos começam a se somar (não estuda, não trabalha, não procura emprego, não tem família, não tem projeto de vida…). Se a isso se juntam más companhias, uso de drogas, convites do crime organizado, intensa propaganda para o consumismo, famílias desestruturadas etc., dificilmente esse jovem escapa da criminalidade (consoante a teoria multifatorial da origem do delito). Milhões de jovens, teoricamente, estão na fila da criminalidade (e nossa indiferença hermética não se altera um milímetro com tudo isso).

    Diferentemente dos países civilizados de capitalismo evoluído e distributivo (que teriam todos esses jovens dentro da escola), nosso capitalismo bárbaro não se distingue pela educação de qualidade para todos, pelo ensino da ética, pelo império da lei e do devido processo e pela alta renda per capita. O Brasil, aliás, ocupa a vergonhosa 85ª posição no ranking mundial do IDH (índice de desenvolvimento humano). Estamos vivendo uma grave crise intergeracional. A cada dia é “roubado” o futuro de uma grande parcela das gerações mais jovens. Quando as esperanças desaparecerem completamente, o risco é de eclosão de uma grande explosão local e/ou mundial de violência.
    =======================================================================

    Luiz Flávio Gomes (ex-juiz, que nunca foi cogitado para nenhum Tribunal Superior do Brasil, o que diz muito sobre este país), sabe do que está falando, quando se refere ao “nem-nem” brasileiro: (1) não estuda, não trabalha, não procura emprego; + (2) não tem projeto de vida…; + (3) más companhias, uso de drogas; + (4) convites do crime organizado; + (5) intensa propaganda para o consumismo; + (6) famílias desestruturadas = criminalidade, da braba!

    É o que ensina a teoria multifatorial da origem do delito.

    Luiz Flávio Gomes me lembra demais o saudoso amigo Mário Frota, também juiz, que, na Vara da Infância e da Juventude, tanto lutou para que o “nem-nem” brasileiro tivesse um outro tratamento. Exatamente pelas mesmas razões que LFG tão bem expõe, no artigo acima.

  95. Pax said

    Caro Patriarca,

    Se queres saber o que é prova, no Processo Penal, tem um artigo no próprio STF (já linkei aqui várias vezes).

    Baixa aí, dá uma lida…

    http://www.stf.jus.br/repositorio/cms/portalTvJustica/…/Flavio_Cardoso.doc‎

  96. Patriarca da Paciência said

    Desculpe-nos. A página que você procurou não foi encontrada.
    Por favor, verifique se você digitou o endereço corretamente, sem espaços ou letras maiúsculas.

    Caro Pax,

    Olha só o que apareceu quanto tentei abrir o link acima

  97. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    eu fui jurado por algum tempo. Assisti muitos debates entre promotores e advogados de defesa. Tenho uma boa noção sobre o assunto!

  98. Patriarca da Paciência said

    Uma coisa interessante em julgamentos criminais, é que o Júri, formado por pessoas “normais”, tem liberdade para julgar pelo livre convencimento, ou seja, não é requisito para jurado ter grandes conhecimentos jurídicos, apenas bom senso, honestidade e idoneidade !

    Já para juiz não, de juiz é requisito essencial e indispensável que tenha um grande conhecimento jurídico !

    O Barbosão age como juiz ou um simples jurado?

  99. Chesterton said

    Aos peto-dirceuzistas, digue lá (um por um). O fato de aceitarem o resultado dos embargos infringentes com tanta alegria significa que aceitam as outras penas?

  100. Pax said

    Caro Patriarca, (aqui tb deu pau…) tente este outro abaixo, por favor

    Link Prova CPP

  101. Pax said

    Veja, caro Patriarca, no link acima vai fazer um download de um arquivo .DOC, depois tem que abrir em Word. Ok?

  102. Patriarca da Paciência said

    “Elemento de prova: todos os fatos ou circunstâncias em que reside a convicção do juiz (Tourinho). Ex. depoimento de testemunha; resultado de perícia; conteúdo de documento.”

    Caro Pax,

    consegui abrir o link!

    Veja só ! Quem define aí o que seja prova é o desembargador Tourinho, aquele que já foi responsável por vários HCs concedidos ao Carlinhos Cachoeira e o mantém solto até hoje!

    Não é lei ou faz parte de qualquer código penal!

    O entendimento mais profundo é o seguinte: depoimento é um meio de prova. Através do depoimento faz-se as averiguações necessárias até que não haja qualquer dúvida sobre o assunto. Se houve qualquer dúvida, o réu será favorecido!

    Os diários e revistas da Justiça e dos advogados publicam entendimentos e polêmicas sobre vários tópicos. Nada disso vale como lei, são apenas entendimentos!

    Até perícia exige contraprova. O acusado pode requerer novas perícias!

    Documento também, há que ser periciado e confirmado de modo cabal!

    É isso aí, é tudo que sempre foi negado na famigerada ação penal 470!

    Inclusive conservado sobre segredo de justiça um inquérito imenso que contém várias perícias que comprovam que não houve desvio de dinheiro público!

    Em suma, Barbosão agiu o tempo todo, ou como promotor ou como jurado. Nunca como juiz!

  103. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2014/03/1420625-menos-pessoal-menos.shtml

  104. Patriarca da Paciência said

    Correção: Inclusive conservando sob segredo de justiça um inquérito imenso, o qual contém várias perícias comprovadores de que não houve desvio de dinheiro público!

    Isto não é coisa de Juiz ! Barbosão não é, nunca foi e nunca será um bom juiz!

  105. Patriarca da Paciência said

    Pela primeira vez o Chesterton colocou um link de algo que se possa ler!

    Eu concordo com o artigo! Todos no PT estavam dispostos a arcar com o fato de terem usado o tal caixa 2 ! O Delúbio, desde o começo, nunca negou.

    O problema todo foi a desproporcionalidade e a seletividade ! E transformar tudo numa vingança ! E arrolar pessoas que não poderiam ser arroladas, como o José Dirceu e José Genoino ! E julgar pelo STF pessoas que não eram possuidoras de “foro privilegiado”.

    Juntando tudo isto com o destempero, arrogância, megalomania, despreparo etc.etc.etc. do Barbosão, o processo virou apenas um monstrengo jurídico!

    Terá que ser revisado mesmo!

  106. Patriarca da Paciência said

    Por que a Ucrânia é o plano mais idiota de Obama

    Entenda os riscos da ajuda dos Estados Unidos aos grupos neonazistas que derrubaram o presidente democraticamente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovych; segundo o New York Times, em 2004, o líder fascista do partido Svoboda, Oleh Tyahnybok, foi expulso da facção parlamentar do governo por conclamar os ucranianos a lutar contra o que chamou de máfia moscovita-judaica

    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/132088/Por-que-a-Ucrânia-é-o-plano-mais-idiota-de-Obama.htm

  107. Patriarca da Paciência said

    “Por todo o país, pessoas estão sendo espancadas e apedrejadas, enquanto os membros “indesejáveis” do Parlamento da Ucrânia estão sofrendo intimidação em massa. As autoridades locais vêem suas famílias e crianças sendo alvo de ameaças de morte caso não apoiem a instalação deste novo poder político. As novas autoridades ucranianas estão maciçamente queimando os escritórios de partidos políticos adversários, e anunciaram publicamente a ameaça de processo criminal e proibição de partidos políticos e organizações públicas que não compartilham a ideologia e os objetivos do novo regime.” (“EUA e UE estão erguendo um regime nazista em território ucraniano” , Natalia Vitrenko )

    Do link acima.

    Alguma semelhança com o regime implantado pelo homem do bigodinho?

    Mas como a História só se repete como farsa, creio que essa nova infâmia não vingará !

  108. Chesterton said

    Gregório Duvivier, imitando Dilma e seu idioleto ininteligível (artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo):

    Meus amigos e minhas amigas,

    Graças ao esforço de todos os brasileiros e de todas as brasileiras, o Brasil termina o ano… O Brasil termina. O ano. O Brasil. (silêncio constrangedor) Gente, apagou o teleprompter. Alguém sabe como é que conserta isso? Gleisi? Não?

    A Erenice sabia consertar essa joça. Alguém pode ligar pra ela? Deixa. Melhor não. Corta. Vamos chamar alguém pra consertar isso, depois a gente volta a gravar. Pode desligar. Tá esperando o quê?

    Ah. Tá ao vivo? Sem problema. Posso falar de improviso. Eu adoro falar de improviso. Problema nenhum, gente. Calma, Gleisi. Eu sei lidar com improviso. Não precisa ficar nervosa. Deixa comigo. Eu sou brasileira. Eu tenho o improviso no sangue. Você não faz ideia da minha ginga. Querem ver? Vamos lá.

    Bom. É. Bom. O Brasil é um país que.

    Desculpa, gente. Me perdi. Onde é que eu estava? Ah, sim. Vamos lá.

    Graças ao brasileiro de todos os esforços. Merda. Ih, gente, desculpa pelo merda. Ih, gente, desculpa ter repetido a palavra merda. Merda. Outra vez. Vamos lá.

    Graças ao esforço de todas as brasileiras e de todos os brasileiros. Urru! Consegui, porra! Chupa, Gleisi! Desculpa pelo porra. Desculpa pelo chupa. Corta. Não! Continua. Bom, deixa pra lá. Vamos lá. De onde eu parei? Ah sim.

    Graças a tudo isso que eu falei, o Brasil é um país. Mas não é qualquer país. O Brasil é um país que é muito brasileiro. Com muito esforço. Graças a Deus. E ao brasileiro. Precisa falar mais? Então vamos lá. O Brasil é um país que terminou o ano. Com muito esforço. Foi um ano de vitórias graças ao povo brasileiro.

    Na medida em que foi um ano especialmente brasileiro no que se refere à brasilidade. Como? Não resta dúvidas de que, na medida em que o Brasil, no que se refere ao ano que terminou, deixou um legado. Por quê? Porque graças aos esforços de todas as brasileiras e de todos os brasileiros o Brasil é uma referência no que se refere ao ano de 2014.

    Na medida em que o Brasil termina o ano ainda mais brasileiro graças aos esforços dos brasileiros no que se refere a ser uma referência internacional de brasilidade. E ponto final.

    Pronto? Acabou o tempo? Ufa. Agora, pelo amor de Deus. Alguém conserta esse teleprompter. A vida sem isso é muito complicada. Hoje à tarde eu preciso comprar pão e não vou saber o que dizer.

  109. Chesterton said

    http://reason.com/archives/2014/03/01/vladimir-putin-the-biggest-loser-in-soch

  110. Chesterton said

    Obama não tem plano para a Ucrania pelo simples fato de não ter condições de ter planos.

  111. Patriarca da Paciência said

    É uma charge: Barbosão dizendo para Gilmar – O problema, amigo Gilmar, é que esse povo não entende nada de golpe !

  112. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2014/03/1420665-o-ultimo-estertor-do-imperio.shtml

  113. Otto said

    As semelhanças entre 1964 e 2014:

    http://jornalggn.com.br/noticia/as-semelhancas-entre-1964-e-2014

    Pax, Patriarca, Zig, Elias e demais colaboradores deste blog democrático, adoraria ouvir a opinião de vocês sobre este artigo.

  114. Otto said

    Demolição tijolo por tijolo do mantra do Pax:

    Explicação a quem interessar possa sobre a Ação Penal 470

    Não, José Dirceu não foi jamais condenado por ter “roubado” alguma coisa. Também Genoíno não foi sequer acusado de ter “roubado” algo. Nem Delúbio Soares.
    Dirceu, Genoíno e Delubio também não foram condenados por serem “corruptos”.

    Ao contrário, todos eles foram condenados porque, segundo o Ministério Público, teriam “corrompido” deputados federais, dentre eles Roberto Jefferson, que só recentemente foi preso. Isso mesmo. É incrível, mas é a mais pura realidade. Foram condenados por “corrupção ativa”, ou seja, porque seriam “corruptores”.

    Na corrupção, o corruptor normalmente é o empresário, o sujeito que tem dinheiro, que “compra”, que corrompe um servidor público, para que este faça ou deixe de fazer alguma coisa, de modo a beneficiar o corruptor. É como quando você – você mesmo! – “molha a mão” do guarda para não levar uma multa.

    E como foi a “corrupção ativa” de Dirceu? Como Ministro de Estado – portanto, na condição de servidor público (o que já é uma inversão do que ocorre normalmente…), ele teria “comprado” deputados. E só deputados federais. E para quê? Com qual interesse? Segundo os Ministros que o condenaram, era para que esses deputados votassem a favor do governo. Para quê? Para que o partido dele se “perpetuasse no poder”.

    Por aí já dá para ver o motivo político da condenação. Ora, como é que o PT poderia se perpetuar no poder sem obter a segurança de que continuaria obtendo o voto popular?

    E mais: como poderia contar com o voto popular com medidas impopulares, embora necessárias para o futuro da Nação, como as reformas da Previdência e Tributária?

    São necessários os votos de 3/5 dos deputados federais e 3/5 dos senadores para aprovar uma reforma constitucional. Então, como é que Dirceu poderia garantir a aprovação que exigia votos favoráveis de mais de 300 deputados e senadores “comprando” apenas meia dúzia de deputados e nenhum senador?

    É preciso estar com a mente contagiada pelo bombardeio diário da TV ao longo dos últimos NOVE anos para acreditar numa trama fantasiosa como essa.

    O que está por trás dessa história é o ódio de classe. As elites brasileiras não perdoam quem, vindo de baixo, trouxe dignidade ao povo pobre do Brasil, que hoje tem acesso a shoppings, faculdades, aeroportos, créditos etc.

    Gilmar Mendes, de família tradicional de Diamantino (MT), onde sua família exerce o papel de “coronel” da política local; Marco Aurélio de Melo, primo de Fernando Color, cuja família domina a política de Alagoas; Celso de Melo, juiz conservador nascido em Tatuí, ex-braço direito de Saulo Ramos, ministro do governo Sarney; são os ministros do STF que hoje representam as elites naquele tribunal.

    A eles, somou-se, por um erro de cálculo e ingenuidade de Lula, Joaquim Barbosa, que serviu a Golbery do Couto e Silva durante os governos militares. Depois veio Luiz Fux, outro erro de indicação, agora de Dilma.

    Esses cinco ministros, conluiados com os PGRs anteriores, “compraram” a trama desenvolvida pela oposição, rotulada poir Jefferson (autor do título “Mensalão”) e patrocinada pela mídia conservadora. E empreenderam a mais nefasta perseguição aos réus da AP470.

    Razões politicas foram acintosamente utilizadas pelos ministros para condenar os réus. São, sim, presos políticos. Nada “roubaram”, tampouco “compraram” deputados.

    A absolvição por formação de quadrilha foi só o início do restabelecimento da justiça. A caminhada ainda será longa até que justiça efetivamente seja feita em sua plenitude.

    Luís Antônio Albiero
    Advogado na cidade de Americana/SP

    http://gestaopublicasocial.blogspot.com.br/2014/03/explicacao-quem-interessar-possa-sobre.html

  115. Patriarca da Paciência said

    Meu comentário sobre o link do comentário 113 é o mesmo que fiz sobre a Ucrânia, ou seja, acredito mesmo que a História só se repete como farsa!

    Gostei mais do texto do Luis Antônio Albiero. É um texto bem esclarecedor! Imagine-se só, o José Dirceu corromper o Roberto Jefferson ! Seria o sacristão ensinando o padre a rezar missa ! Só na cabeça de um aloprado cabe uma bobagem dessa !

    E também o que venho dizendo faz muito tempo, ondes estão os nomes completos, RGs, CPFs, quantias pagas etc. de todos os deputados “comprados”?

    E por que só deputados foram “comprados” e nenhum senador, já que o senador é tão ou mais importante que o deputado ?

    Apresentaram meia dúzia de deputados “comprados”… e os outros 294 necessários para promover qualquer emenda à Constituição, onde estão ?

    Mas o monstrengo começa a ser desconstruído !

    Terá que haver revisão ! Não há outra saída ! E a nossa jovem democracia resistiu e resistirá com solidez e segurança a tantas calamidades !

  116. Patriarca da Paciência said

    Caro Otto, o comentário acima é uma resposta sobre sua pergunta.

  117. Otto said

    Sim, Patriarca,
    um golpe hoje seria mais complexo e difícil, isto porque se em 1964 Getúlio estava morto, hoje Lula está não só vivo como gozando de excelente disposição.

  118. Elias said

    Otto # 113
    Insisto em dizer que são poucas as semelhanças entre 1964 e 2014.

    O que há de comum entre as duas épocas, é o papo remelento da direita, sobre “ameaça comunista”, etc. e tal.

    Mas, será que tem alguém que acredite que os militares brasileiros se deixariam levar por esse papo?

    Difícil! Muito difícil… Por exemplo: quem teve a oportunidade de frequentar um curso da ESG sabe que o pensamento político do militar brasileiro pós-AMAN, é infinitamente mais bem construído, embasado e refinado que o vigente há 50 anos, ainda sob influência de Realengo…

    O fato da direita brasileira viver tentando ressuscitar esse discurso, apenas expõe — para os militares e quem mais se disponha a pensar no assunto — a absoluta incompetência política dessa banda do espectro político brasileiro. Ela não consegue nem mesmo atualizar o próprio “pensamento”.

    Se, por absurdo, fosse tentado um golpe, e, por mais absurdo, ainda, esse golpe tivesse êxito, ele logo se desintegraria por causa da incompetência política dos parceiros à direita.

    Há uma outra diferenciação fundamental: na primeira metade dos anos 1960, o Brasil estava diante de uma encruzilhada. Havia projetos em disputa. Em um extremo, havia a proposta “socialista”, de fato apontando para um capitalismo de Estado (porém se dividindo quanto à estratégia de conquista do poder, que ia desde as táticas pacíficas e graduais defendidas pelo PCB à dita “Guerra Popular” agitada pelo PC do B, passando pelas aventuras foquistas estimuladas pela vitória de Fidel Castro em Cuba). No outro extremo estava a proposta do capitalismo liberal. Entre esses dois extremos, estava o desenvolvimentismo de JK (e da escola chilena), o programa de “Reformas de Base” de Jango, e por aí afora.

    Pra completar o quadro, como pano de fundo para essas ideias em choque, havia a bipolarização ideológica: EUA X URSS (com a China de Mao aproveitando as sobras). Qualquer discurso anticomunista, tinha, em princípio, o apoio dos EUA. Qualquer crítica ao capitalismo, tinha, em princípio, o apoio da URSS (e, eventualmente, da China). Isso favorecia a radicalização de parte à parte, além de fornecer um excelente caldo de cultura para ambições políticas espúrias, individuais ou de grupos.

    Hoje, um discurso anticomunista é visto pelos EUA como algo próximo da demência. No mínimo, uma excentricidade. Ninguém liga a mínima pra isso, a não ser pra fazer piada. O Olavo de Carvalho foi pros EUA fazer campanha anticomunista, achando que ia arrebentar a boca do balão. Se ferrou! Com alguns meses nos EUA, Olavo começou a dizer que aquele país tinha sido tomado pelos comunistas… (Ficou mais doido do que era, quando saiu daqui…).

    No final dos anos 1950 / início dos 1960, o papo era outro. Pra que tu tenhas uma ideia, vou lembrar aqui um lance ocorrido bem no início dos 1960.

    Lacerda tinha sido eleito governador da Guanabara. Ele partiu pra cima das melhorias infraestruturais. Modernizou o sistema de abastecimento de água, aliviou a barra do trânsito no Centro do RJ, com a construção do Aterro do Flamengo, e um monte de etc.

    O sistema telefônico do RJ, operado por uma empresa privada estrangeira, era uma josta. Lacerda deu um prazo pra empresa investir em infra e melhorar seu funcionamento. Esgotado o prazo, sem que isso houvesse acontecido, ele estatizaria a empresa.

    Como a empresa não fez nada disso, Lacerda partiu pra cima dela. Mandou iniciar os procedimentos para estatização.

    Jango entrou em pânico! Se a empresa americana fosse estatizada, iriam dizer que isso era o Brasil descambando para o comunismo…

    Resultado: Jango pediu a Lacerda que fosse um pouco mais tolerante, e não estatizasse a tal empresa (esta só seria absorvida pelo Estado durante o regime militar).

    Até o fim da vida Lacerda tirava sarro com isso: a bipolarização ideológica era tão intensa, que, por causa dela, um Presidente da República de esquerda se viu obrigado a pedir a um governador de direita, que este não adotasse uma medida passível de ser interpretada como “comunizante”.

    Hoje, o ambiente é diferente. A proposta socialista faliu. Ainda existem grupos políticos se dizendo socialistas, mas nenhum deles consegue sequer alinhavar no que consiste o “socialismo” deles.

    O que a esquerda mais consistente politicamente quer, é o chamado “capitalismo distributivo”, que foi adotado em países como a Coreia do Sul, parte dos países europeus, etc.

    Ou seja: são propostas que não negam o capitalismo; apenas rejeitam a selvageria do liberalismo.

    E é bom lembrar que a condenação do liberalismo não é monopólio de nenhum partido político. Sem negar o direito a propriedade privada, porém conferindo a esta uma função social, a crítica mais contundente ao liberalismo , foi feita por um Papa, Leão XIII, que estabeleceu as bases da doutrina social da Igreja Católica, lembra?

    Essa é a tônica de nossos dias: o respeito à propriedade privada, porém sem fazer dela a vaca sagrada do sistema. Vaca sagrada é conversa pra fanáticos e outros tipos de imbecis…

    Evidentemente que a direita brasileira tenta fazer com que a crítica ao liberalismo passe por ser uma rejeição ao capitalismo, mas ela é tão incompetente ao fazer isso, que o esforço dela acaba dando em nada.

    Enfim…

  119. Elias said

    Mas, Patriarca, tem algumas coisas de 2002 que, pra mim, nunca ficaram esclarecidas.

    Uma delas é: pra que foi, mesmo, que serviu o Roberto Jefferson, em 2002?

    Não foi pra voto, porque isso ele nunca teve a ponto de influir numa presidencial. Com Jefferson ou sem, o PT venceria em 2002… Sem Jefferson, foi até mais fácil vencer em 2006 e 2010.

    Não foi, também, pra fazer caixa de campanha: ao contrário, ele mesmo disse que pirangava dinheiro do PT (que teria prometido X, e, no fim, no passou X menos Y, e sei lá o quê…).

    Se não foi pra voto nem pra dinheiro, pra que o PT se juntou a esse saco de m…?

    Desse tipo de papagaio de pirata houve um monte em 2006 e em 2010… E, provavelmente, haverá outro monte em 2014…

    Sinceramente, não seria melhor descartar esses trastes?

  120. Patriarca da Paciência said

    Obama recebe mensagem de Putin

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/03/obama-recebe-mensagem-de-putin.html

  121. Otto said

    Elias,boa análise!

    Se bem que parte da direita trocou o espantalho do comunismo pelo do bolivarismo…

    Espero que sejam inexpressivos como o Chesterton…

  122. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    acho que o Lula cometeu dois erros enormes, um foi o Barbosão, o outro o Jefferson!

    Eu torço até para que o PT promova uma “dissolução consensual” do PMDB.

    Mas a coisa é muito complicada! Porque a coisa teria que ser consensual mesmo. Se for litigiosa e o PMDB se transformar numa “mulher magoada”, aí a coisa fica difícil !

    O PMDB ainda é o maior partido do Brasil, recheado das raposas mais felpudas !

    Enfim, o Brasil não é mesmo para amadores e o PT até que tem se saído bem !

  123. Chesterton said

  124. Chesterton said

    Mais uma utopia de “um mundo melhor”. Capitalismo distributivo ou coisa parecida nada mais é que aumento da carga tributária. Leiam sobre a Civilização da Empatia

    http://en.wikipedia.org/wiki/The_Empathic_Civilization (dele eu li O Fim do Trabalho).
    O que deveria tomar o tempode vocês é isto daqui

    http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=44

    São mil paginas, sei que para a esquerda brasileira a tarefa é quase impossível, mas tentem.
    Se querem saber o que o capitalismo distributivo fez com a França, leia aqui:

    http://www.city-journal.org/2014/24_1_france.html

    Que tédio.

  125. Chesterton said

    quem sabe?

    http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=271

    duvido que leiam.

  126. Patriarca da Paciência said

    O Chesterton colocou um vídeo onde alguns papagaios, falando em espanhol, voltam a afirmar que a ESALQ (Universidade Agrícola Luiz de Queiroz) é propriedade particular do filho do Lula!

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Superior_de_Agricultura_Luiz_de_Queiroz_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo

  127. Otto said

    O pavor do Chesterton é encontrar o Lula debaixo da cama…

    E de pau duro.

  128. Chesterton said

    o fígado dele não mais permite tal estado fisiológico.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/franciscodaudt/2014/03/1420876-o-coitadismo.shtml

  129. Otto said

    Desculpem-me a licença poética, mas são os resquícios do carnaval…

  130. Chesterton said

    O consumo de cocaína no Brasil mais que dobrou em menos de dez anos e já é quatro vezes superior à média mundial. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), em seu informe anual.

    A entidade também critica a liberalização do consumo de maconha no Uruguai e regiões dos EUA e alerta: jovens sul-americanos parecem ter uma “baixa percepção do risco” que representa o consumo de maconha.

    Em 2005, a entidade apontava que 0,7% da população entre 12 e 65 anos consumia cocaína no Brasil. Ao fim de 2011, a taxa chegou a 1,75%. De acordo com os dados da ONU, o consumo brasileiro é bem superior à média mundial, de 0,4% da população. A média brasileira também supera a da América do Sul, com 1,3%, e é mesmo superior à da América do Norte, com 1,5%.

    O Brasil, segundo o informe anual, se consolidou não apenas como rota da cocaína dos Andes para a Europa como também passou a ser um mercado fundamental. Em 2012, as maiores apreensões de cocaína no Brasil ocorreram a partir de carregamentos da Bolívia, seguidos por Peru e Colômbia.

    Citando o governo brasileiro, a ONU aponta que o Brasil apreendeu em 2012 um volume recorde de 339 mil tabletes de ecstasy, cerca de 70 quilos. A média dos últimos dez anos aponta que as apreensões são de menos de 1 quilo por ano.

    Em 2012, houve ainda 10 mil unidades de anfetamina retidas, além de 65 mil unidades de alucinógenos, o maior volume desde 2007. O centro da produção de heroína no mundo continua sendo o Afeganistão, onde o cultivo bateu recordes em 2013 – 39% acima da área de 2012.

    Se o consumo brasileiro cresceu, a ONU constatou uma queda no cultivo da coca na América do Sul em 2012. No total, 133 mil hectares foram plantados, 13% menos do que em 2011. O Peru se consolidou como líder, com 45% do total, seguido por Colômbia e Bolívia, com 36% e 19%, respectivamente.

    Na Bolívia, o maior fornecedor brasileiro, a queda no cultivo foi de 7% – e 11 mil hectares de coca foram erradicados. Em 2012, a Colômbia erradicou 30 mil hectares, 25% do total. A área total de plantação chegou a 48 mil hectares, o menor nível registrado desde 1995. “O fornecimento da cocaína sul-americana no mercado global parece se estabilizar ou mesmo cair em comparação a 2007″, indica o informe.

    Se a cocaína cai, o confisco de “grandes quantidades de maconha” na América do Sul “sugere um possível aumento na produção de maconha da região nos últimos anos”, segundo a ONU. A apreensão de maconha teve uma forte queda no Brasil entre 2011 e 2012, de 174 toneladas para apenas 11,2 toneladas. Além disso, 21,7 hectares de cultivo foram erradicados no ano.

    Segundo a ONU, a maconha continua sendo a droga mais consumida na América do Sul, por cerca de 14,9 milhões de pessoas. O número é 4,5 vezes o total dos usuários de cocaína. Uma vez mais o Brasil é destaque. “A prevalência do abuso de maconha aumentou significativamente na região nos últimos anos, em especial no Brasil.”

    A entidade ligada à ONU deixou clara sua preocupação diante de leis que regularizam o consumo. “O Conselho nota com preocupação a baixa percepção de risco diante do consumo da maconha entre a população jovem em alguns países sul-americanos”, indica, apontando para estudos que mostram que 60% dos jovens no Uruguai consideram o risco do uso baixo. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

  131. Otto said

    Chesterton: culpa do da dupla Aécio/Perrella.

  132. Chesterton said

    resquício do carnaval? hahahaha, então usa hipoglóss, os médicos recomendam nesta situação.

  133. Patriarca da Paciência said

    Claro Chesterton, 128,

    o tal fascista aí dá a entender claramente que o negócio dele, como do Carlos Lacerda, é pegar todos os mendigos e jogar em alto mar para servir de comida para tubarões!

    Eu andei lendo o artigo do link 125.

    O sujeito escreve bem e é bastante coerente, o problema dele é que, como o Friedman, é um total bitolado !

    Reduzir a humanidade a simples “coisas” em busca do sucesso e do dinheiro, é rebaixar muito os seres humanos !

    Então não existe solidariedade, generosidade, sobriedade, honra, sentimento do dever cumprido, ou seja, tudo que distingue os seres humanos dos outros animais ?

    A vida é uma simples lutar sem fim pelo sucesso e pelo dinheiro ?

    O que levaria Beethoven, surdo e doente, a compor suas magníficas obras, sabendo que, em sua época, milhares de picaretas estavam ganhando dinheiro aos tufos, com simples picaretagens ?

    Reduzir a importância de um ser humano pelo tamanho da sua renda, é apequenar demais o mérito !

    Em suma, a total insensibilidade social, ganância pelo dinheiro e pelo sucesso, só para pessoas que não enxergam um palmo à frente do nariz pode servir !

    Nunca acreditarei que dinheiro e sucesso justifiquem todo e qualquer procedimento !

  134. Elias said

    “Capitalismo distributivo ou coisa parecida nada mais é que aumento da carga tributária.” (Chester)

    Claro, ó gajo!

    Com que dinheiro tu pensas que a Dinamarca paga seguro-desemprego de até 90% do último salário, e por até 4 anos? Com que dinheiro tu pensas que Israel faz praticamente o mesmo?

    Só pode ser com dinheiro de impostos, ó puto!

    Nenhum governo tem um único centavo pra dar a alguém, que não tenha sido tirado de outrem.

    O que interessa é: (a) de quem se tira e pra quem se dá; (b) se o resultado final é bom ou ruim.

    Pergunta pra um dinamarquês, de qualquer classe social, se ele trocaria Dinamarca dele pela selvageria neo-lib dos teus sonhos.

    No mínimo, ele vai te mandar roçar nas ostras…

    Mas a onda agora será essa, Chester: capitalismo distributivo! Quem não optar por ele, vai ficar pra trás, trambolhando miséria.

    Isso implica, evidentemente, aumento de carga tributária.

    Lembras do que venho te dizendo, há vários meses?

    Por isso mesmo, em todo o mundo, vai aumentar a carga tributária. Já está aumentando, aliás.

    Pode começar a encher teus paneiros de lágrimas…

    Mas isso faz parte da ordem natural das coisas. Estás velho, não te atualizaste, e ficaste pra trás. Vives com a cabeça nos anos 1960, com “pensamento binário”, feito chave de interruptor. Estás praticamente pronto pra ser conservado em naftalina, pelos teus netos (que ainda não tens), no quarto dos fundos. Envelhecimento precoce… Síndrome de Matusalém.

    Tuas fantasias neo-libs são tão adequadas para o mundo de hoje, quanto a máquina de escrever manual Olivetti Studio 44… Ou Lettera 22…

    Tu és o antigamente, Chester. Entendes?

  135. Chesterton said

    Elias, eu sou o futuro, o presente é Cuba, Venezuela, Obama, Putin, Hollande. É só esperar a falência das utopias para as coisas entrarem nos eixos. Ta certo, as vezes corre muito sangue.

    Não existe “capitalismo” distributivo. Naõ adianta mais uma vez mudar o nome do igualitarismo. Mais uma vez querem transformar o mundo num zoo . Ração igual para todo mundo. Chega a ser entediante.

    Estudem.

  136. Patriarca da Paciência said

    Não, Chesterton.

    os picaretas são habilíssimos na arte de ganhar dinheiro ! Bem mais que as pessoas honestas ! O total liberalismo levaria o mundo ser totalmente dominado pelos picaretas !

  137. Chesterton said

    Uma coisa que vocês não entendem é o seguinte. a partir do momento que acumulei (ou qualquer outra pesoa) um certo capital, eu decido quanto vou pagar de imposto. Eu decido inclusive que outros vão pagar meus impostos. Daí a necessidade dos governos socialistas serem autoritários, pois são cada vez mais incapazes de arrecadar. Uma coisa é subir a aliquota, outra bem diferente é ver a grana pingando. Por isso os governos acabam cobrando dos pobres, que são a parte da população que menos sabe se defender (se soubessem se defender de governoa não seriam pobres).

    Bom, esse sistema funciona como uma grande piramide, isto é, tem que constantemente entrar mais gente para “contribuir”. O que ocorre no Brasil é que a taxa de fecundidade das mulheres brasileiras está diminuindo. Vai faltar gente para contribuir

    http://ignorantsky.tumblr.com/post/49946564684/revista-piaui-edicao-80-maio-de-2013-o

    Como todas as piramides, estoura.

    O que mais me surpreende é que os auto-denominados progressivistas prescrevam uma politica de auto-fagia absurda- raise taxes!

    Antigamente o modelo era a Suécia, quebrou e fez reformas. Depois foi a Noruega, mas aí o Pax viu que nosso petroleo não é suficiente, agora é a Dinamarca o modelo, e o próximo será Liechtenstain, tenho certeza.

  138. Chesterton said

    Os picaretas são habilíssimos na arte de ganhar dinheiro ! Bem mais que as pessoas honestas !

    ” Os capazes são mais hábeis na arte de satisfazer os desejos do homem comum e assim ganham um prêmio destes homens: dinheiro. Os que se acham honestos na verdade tem inveja dos que tiveram mais sucesso que eles.

    post 125 , item 3.

  139. Chesterton said

    Neste livro você verá que os aristocratas tem o mesmo ódio ao capitalismo que os “intelectuais” que se acham injustiçados.

  140. Chesterton said

    O professor mineiro argumenta que, no fundo, esquerda e direita tratavam os pobres como irracionais, incapazes de responder aos estímulos que a urbanização criava para que tivessem um número menor de filhos. “Os pobres surpreenderam os intelectuais brasileiros”, ele comentou, rindo.(do mesmo link 137)

  141. Chesterton said

    Tuas fantasias neo-libs são tão adequadas para o mundo de hoje, quanto a máquina de escrever manual Olivetti Studio 44… Ou Lettera 22…

    Tu és o antigamente, Chester. Entendes?

    chest- se tua capacidade de prever o futuro for a mesma de lidar com ações da Petrobrás……….

  142. Chesterton said

    uma biblioteca inteira http://www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99

  143. Guatambu said

    Elias,

    Vc prescreve o tal do “capitalismo distributivo” para o Brasil?

    27,5% de impostos não são suficientes? Tem que ser mais?

    Viemos tendo recordes de arrecadação nos últimos 10 anos.

    A educação pública continua ruim. Se estivesse boa teríamos notícias de que as escolas particulares estão perdendo alunos para escolas públicas.

    A saúde pública continua ruim. Saneamento, que é o básico, nem sequer é noticiado… mas gastamos com médicos cubanos. Além disso, planos de saúde é algo essencial para a nova classe média. Por que não permanecem somente com o SUS?

    Segurança não há o que falar. Qual o interesse em um governo de esquerda em apoiar militares?

    Etc.

    Explique melhor a sua ideia, ou a ideia do PT de “capitalismo distributivo” no Brasil.

  144. Elias said

    Chester,

    Claro que “prescrevo” o capitalismo distributivo para o Brasil!

    E claro que 27,5% de impostos não são suficientes! A meu pensar, o ideal seria uma carga nominal 35%.

    Sou contra elevar a carga tributária no Brasil, no momento, porque acho que, antes disso, é necessário fazer uma reforma tributária e fiscal, que implique, entre outras coisas:

    a) a simplificação da malha (os impostos brasileiros poderiam, sem muito esforço, ser reduzidos a menos da metade do que são, atualmente);

    b) a extinção dos benefícios fiscais por atividade econômica, substituindo o critério por porte de renda, produto e localização geográfica;

    c) a criminalização da sonegação (de verdade; não essa de mentirinha que existe hoje);

    d) o restabelecimento da autonomia tributária dos Estados e Municípios, na tributação da competência de cada;

    e) a revisão da distribuição do bolo tributário entre os entes da Federação, compatibilizando a participação de cada categoria com as respectivas responsabilidades (não dá, p.ex., pra continuar jogando um monte de responsabilidades nas costas das prefeituras, enquanto se mantém a receita tributária concentrada na União, transformando os prefeitos em pedintes e reféns políticos do poder central).

    Feito isso — aí, sim! — se elevaria gradualmente a malha tributária NOMINAL, até que ela atingisse o limite de 35%% da RIB.

    Evidentemente que a carga tributária REAL seria, sempre, inferior à carga tributária NOMINAL, devido à redução ou à isenção fiscal que se concederia a empresas conforme o faturamento bruto ou área de localização, ou a produtos como a carne, o leite, medicamentos, etc., a exemplo do que já ocorre atualmente: a alíquota geral do ICMS, p.ex., é 17%, mas, de fato, o ICMS incidente sobre a carne nunca é maior do que 4% (chega a 2%, em alguns Estados). O mesmo acontece com o leite, com remédios e com uma infinidade de outros produtos.

  145. Elias said

    Guatambu,

    Desculpa.

    A resposta era para ti.

    Escrevi “Chester”.

    Ato falho…

  146. Guatambu said

    Elias,

    A ideia central é tornar o sistema tributário mais simples e mais efetivo, tanto para o objetivo de arrecadação quanto para o objetivo de fiscalização?

    Se for isso, concordo com tudo o que vc disse. Duvido que qualquer pessoa de esquerda ou de direita discorde. Até aí meu voto é seu.

    Mas isso resolveria o problema de uso das verbas?

    Pelo que eu entendi os seus itens “d” e “e” ajudariam, mas outras mudanças seriam necessárias, certo?

    Quais seriam essas outras?

    Uma delas é dita no item “c”, que eu concordo, apesar de achar que isso pode provocar uma quebradeira em vários setores da economia.

    Mas e do lado do Estado? O que garante que não vai haver corrupção, sei lá.. favores em licitações? A legislação para o empenho de verbas, na sua visão é ok?

  147. Chesterton said

    35%…porque não 45%?

  148. Chesterton said

    QUARTA-FEIRA, 5 DE MARÇO DE 2014
    O inevitável fim do populismo fascista
    Artigo de Alberto Medina Méndez, da fundação argentina Club de la Libertad, joga mais uma pá de cal sobre o “socialismo do século XXI”, esta perversa combinação de marxismo e fascismo:
    Hace tiempo que los manipuladores del discurso político se vienen ocupando de tergiversar el significado de las palabras. No es casualidad. Lo hacen con una intencionalidad inocultable.
    Buena parte de la explicación de sus éxitos electorales tienen que ver con que han conseguido instalar determinadas visiones, apelando a las más elementales enseñanzas de Antonio Gramsci, pero siempre con la necesaria complicidad de la holgazanería ciudadana que opta por aceptar linealmente el adoctrinamiento que propone esa dinámica panfletaria y superficial, que se esfuma ante el primer razonamiento relativamente sensato.
    Han construido una caricatura de la historia que les resulta inmensamente funcional. Así le dieron nacimiento al perverso “Socialismo del Siglo XXI” que es sólo la peor combinación de marxismo y fascismo, y la empírica demostración de su innegable parentesco. Solo le han agregado ciertas aristas folclóricas para brindarle un aire más domestico y regional, bajo un formato y presentación más amigable para estas latitudes.
    Estos regímenes vienen con la pretensión de quedarse. Es por ello que su impulso inicial se orientó, en casi todos los casos, a modificar sus constituciones, para garantizarse reelecciones indefinidas o ciertos mecanismos de centralización del poder que le permitieran continuar.
    Han destrozado deliberadamente la república, vulnerando la división de poderes que evita los abusos, fracturando principios básicos como el estado de derecho, la periodicidad de los mandatos y al mismo tiempo cooptando a los miembros de la Justicia para asegurarse impunidad y convirtiendo a los legisladores en la virtual escribanía del mandamás de turno.
    Son sistemas de gobierno autoritarios, donde el poder se concentra en una sola persona que aglutina las decisiones, como si fuera un monarca con plenos poderes y sin limitaciones, lo que siempre viene acompañado de obscenos negocios, corrupción indisimulable y un descaro difícil de ocultar.
    El fascismo como sistema político tiene algunas características que le son propias y son parte de su esencia, como su totalitarismo, el desprecio por el capitalismo, un nacionalismo premeditadamente extremo y el infaltable enemigo social específico, siempre seleccionado cuidadosamente, al que se responsabiliza de todas las calamidades que se puedan padecer.
    Un líder carismático siempre es el que encarna el proyecto, difundiendo el odio sobre otros, pero también montando ese imprescindible aparato de propaganda enorme que intenta convertir premisas falsas, que de tanto repetirse parezcan indiscutiblemente verdades repletas de verosimilitud.
    El continente tiene en Venezuela al máximo exponente de este desarrollo, el que a medida que pasa el tiempo y sigue obtenido triunfos electorales ha profundizado su autoritarismo como así también el resto de las características de este régimen político. Las confiscaciones son cada vez más burdas y carecen de pudor, mientras las libertades se diluyen una a una, hasta desvanecerse, como parte del atropello a los derechos de forma siempre gradual, sistemática y progresiva.
    Otros países del continente tienen intenciones de seguir ese recorrido y vienen haciendo los deberes como buenos alumnos, siempre con sus necesarios matices y estilos de liderazgos circunstanciales.
    En realidad se trata de un sistema insostenible en el tiempo. No existe forma de sostenerlo demasiado porque cada vez precisa de mayores dosis de totalitarismo para proseguir su rumbo. El fracaso anunciado de sus políticas, los lleva a necesitar de mayor control y eso irremediablemente significa que necesitan retirar más libertades para mantenerse en el poder.
    La cobardía de los primeros mandatarios del resto de las naciones es difícil de explicar. El silencio que legitima las tropelías cotidianas es difícil de comprender. Los ciudadanos del mundo ya han tomado nota de este hecho.
    Lo que resulta incomprensible es la cantidad de personas que pareciendo inteligentes y bien intencionadas, lejos de los intereses del poder, bajo el pretexto de coincidir con algunas posturas demagógicas como el supuesto enfrentamiento al imperialismo y otras actitudes típicas del nacionalismo fingido, terminan avalando y aplaudiendo los despropósitos de esta época.
    La lista es larga. Supresión de la libertad de expresión, represión en las calles a manifestantes que reclaman, intimidación a medios de prensa locales e internacionales, restricciones a las libertades en todas sus formas, a lo que se agrega con crueldad los ciudadanos condenados a la pobreza, al desabastecimiento y a la inflación, mientras la violencia desenfrenada provoca muertes en hechos delictivos, que a veces hasta sirven de pantalla para enmascarar persecuciones políticas.
    La estrategia es clara. Quedarse en el poder a cualquier precio. Los pilares de este sistema están a la vista. Un nacionalismo político que exacerba la soberanía de la mano de un odio contra lo foráneo, un intervencionismo económico que hace estragos y destruye la riqueza a su paso, generando un paulatino empobrecimiento, una hipócrita religiosidad contradictoria con su accionar permanente y ese despiadado monopolio de la fuerza que les permite controlar militarmente cualquier manifestación ciudadana. (Continua).
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    Postado por Orlando Tambosi às 19:04

  149. Chesterton said

    05/03/2014 às 18:30 \ Cultura, História
    As distopias de Huxley e Orwell e a importância do passado

    “Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo.” (George Santayana)

    As duas mais famosas distopias do século 20 foram escritas por britânicos. Uma por Aldous Huxley e a outra por George Orwell. Outro britânico, o médico Theodore Dalrymple, faz uma análise interessante delas em seu livro Our Culture, What’s Left of It, levantando a hipótese de que o declínio do poderio britânico no mundo pode ter sido uma época propícia a esse tipo de pessimismo com o futuro.

    O livro Admirável Mundo Novo, de Huxley, foi publicado em 1932, e 1984, de Orwell, foi publicado em 1949. Quando as esperanças são irrealistas, os medos se tornam exagerados. Quando os sonhos sozinhos ditam os rumos dos acontecimentos, o resultado costuma ser um pesadelo. O otimismo ao término do século 19, após longa era de prosperidade liberal, chegou a patamares de utopia. A realidade iria decepcionar quase todo mundo.

    Tanto Huxley como Orwell iriam imaginar um futuro sombrio para a humanidade, extrapolando tendências daqueles tempos, com uma capacidade profética muitas vezes impressionante. Huxley, por exemplo, foi capaz de desenhar um mundo futurístico onde crianças eram erotizadas cada vez mais cedo, a família tradicional era uma bizarrice, e para toda angústia havia o soma, uma espécie de Prozac que ajudava a driblar os sentimentos.

    Pessoas egoístas vivendo pelo prazer do momento e nada mais, assim era o futuro imaginado por Huxley. E quem poderia dizer que ele errou feio? A solidão não mais existiria, para que ninguém tivesse reflexões introspectivas muito profundas e angustiantes (parece o mundo do Facebook?). O resultado era uma legião de seres infantilizados: os desejos aos 64 eram os mesmos que aos 17 anos. Não vemos isso nos “adultescentes” de hoje?

    No caso de Orwell, o “Big Brother” que ele descreve é o retrato perfeito de regimes totalitários que espionam até os pensamentos das pessoas, até as conversas que ocorrem dentro de suas casas. Esse tipo de regime não é mais a regra após a queda do comunismo, sobrevivendo apenas em Cuba e na Coreia do Norte.

    Mas como negar que a intromissão estatal em nossas vidas chegou ao absurdo, mesmo em democracias como a inglesa, recordista de câmeras de vigilância da população? Como não comparar o eufemismo do politicamente correto moderno com o duplipensar orwelliano? Como ignorar a tentativa de rescrever o passado para controlar o futuro, tão presente em iniciativas como a “Comissão da Verdade” petista?

    O principal elo entre ambas as distopias, segundo Dalrymple, seria a mensagem de como é fundamental preservar um senso de história e tradições culturais para que nossas vidas sejam suportáveis. O tema é ainda mais poderoso quando lembramos que Huxley e Orwell eram radicais, diziam-se socialistas, e desafiavam o status quo.

    Nada disso os impediu de perceber que, para mudar de forma positiva, preservar certas coisas e valores também era fundamental. Ambos viram como o passado era importante para o presente e o futuro, em uma época em que muitos desejavam fazer tabula rasa de todo o estoque de conhecimento dos antepassados e criar um “novo mundo” do zero.

    O “selvagem” de Huxley, não custa lembrar, tinha lido várias obras de Shakespeare, e foi isso que manteve nele um antídoto contra o “racionalismo” pseudo-científico de Mustapha Mond, um dos controladores do “admirável mundo novo”. Já em 1984, o herói Winston acorda um dia com uma única palavra em sua mente: Shakespeare.

    Coincidência? Ou será que ambos os autores foram capazes de compreender a importância do passado, da cultura, da literatura, das emoções, do aprendizado acerca da natureza humana? Sempre que algum revolucionário tentar vender uma ideia fantástica de algum “mundo melhor” possível, de um “novo homem”, de uma sociedade parida da tabula rasa somente com base na “ciência” e na “razão”, seria bom o leitor lembrar dessas distopias e responder: Shakespeare!

    Viva o passado, a cultura e as tradições, fundamentais para a continua construção de um futuro realmente melhor, ainda que sempre imperfeito e sob pilares frágeis, pois frágil é a civilização criada a partir da natureza humana.

    Rodrigo Constantino

    Tags: Huxley, Orwell, Theodore Dalrymple

  150. Chesterton said

    As distopias precisam de agentes

  151. Patriarca da Paciência said

    Link do post 125, item 5

    “É o que acontece com as pessoas normalmente chamadas de intelectuais. Tomemos o exemplo dos médicos. A rotina diária e a experiência fazem com que todos eles estejam cientes do fato de que existe uma hierarquia na qual os membros do corpo médico são classificados de acordo com seus méritos e esforços. Os mais qualificados do que ele, aqueles cujos métodos e descobertas ele deve assimilar e praticar a fim de se manter atualizado, foram seus colegas de faculdade, de estágio no internato, e juntos participam dos congressos de associações médicas. Encontra-se com eles à cabeceira dos pacientes bem como em reuniões sociais. Alguns são seus amigos pessoais ou seus conhecidos, e todos se comportam com ele com a maior amabilidade, tratando-o de caro colega. Estão, porém, muito acima dele na apreciação do público e quase sempre também na importância dos rendimentos. Eles o sobrepujaram e agora pertencem a uma outra classe de homens. Quando se compara a eles, sente-se humilhado. Mas deve policiar-se com cuidado a fim de que ninguém perceba seu ressentimento e inveja. Mesmo a mais leve indicação de tais sentimentos seria considerada como péssimas maneiras e o depreciaria aos olhos de todos. Deve dominar esse aborrecimento e desviar sua indignação para um outro alvo. Ele denuncia a organização econômica da sociedade, o abominável sistema capitalista. Se não fosse esse regime injusto, suas habilidades e talentos, seu zelo e seus feitos lhe teriam proporcionado a alta recompensa que merece.

    O mesmo acontece com muitos advogados e professores, artistas, escritores, jornalistas, arquitetos, cientistas, engenheiros e químicos. Também eles sentem-se frustrados por serem atormentados pela supremacia de seus colegas mais bem-sucedidos, seus antigos companheiros de escola e amigos íntimos. O ressentimento torna-se mais agudo justamente por causa dos códigos de conduta e ética profissional que lançam um véu de camaradagem e coleguismo por sobre a realidade da competição.

    Para compreender a aversão que o intelectual tem pelo capitalismo, convém lembrar que, na sua opinião, este sistema é encarnado por um certo número de companheiros cujo êxito ele inveja e a quem responsabiliza pela frustração de suas próprias vastas ambições. Sua veemente aversão ao capitalismo não passa de simples subterfúgio do ódio que sente pelo sucesso de alguns “colegas”.

    Viu aí, Chesterton,

    a grande maioria dos médicos não passa de um bando de invejosos!

    “O mesmo acontece com muitos advogados e professores, artistas, escritores, jornalistas, arquitetos, cientistas, engenheiros e químicos. Também eles sentem-se frustrados por serem atormentados pela supremacia de seus colegas mais bem-sucedidos, seus antigos companheiros de escola e amigos íntimos. O ressentimento torna-se mais agudo justamente por causa dos códigos de conduta e ética profissional que lançam um véu de camaradagem e coleguismo por sobre a realidade da competição. ”

    Então a grande maioria da humanidade não passa de um bando de invejosos?

    Será que esse “escritor” fez um mínimo de pesquisa para escrever seu “ensaio” ?

    Então um intelectual só desejo um mundo melhor quando não alcança o sucesso dos colegas ?

    Por acaso existe algum escritor no Brasil que teve mais sucesso que Jorge Amado ?

    Ele continuou sendo de esquerda e desejando um mundo melhor por toda a vida.

    Por acaso teve algum arquiteto no Brasil que teve mais sucesso que Oscar Niemeyer ?

    Ele continuou firme na esquerda na esquerda até os seus 104 anos.

    Por acaso tem alguma compositor popular que tenha mais sucesso que Chico Buarque ?

    Ele continua firma e forte na esquerda e apoiando a esquerda !

    Por acaso tem algum político no Brasil que tenha mais sucesso que Lula?

    Ele continua firme na esquerda !

    Aliás toda a esquerda do Brasil é de homens vencedores : Josué de Castro, Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro, etc.etc .etc. todos foram vencedores.

    Fracassado no Brasil é a Direita: Paulo Francis, morreu por ter caluniado diretores da Petrobrás, foi processado, viu que seria condenado a pagar uma dívida milionária e morreu de excesso de stress.

    Reinaldo rola-bosta e augusto boçal canalha nunes, simples blogueiros da “óia”.

    Bob Freire, um político totalmente decadente!

    E por aí vai!

    O tal “ensaio” não tem a mínima sustentação na realidade !

  152. Chesterton said

    a grande maioria dos médicos não passa de um bando de invejosos!

    chest- tem muito, principalmente os que tem emprego publico.

    O resto, bem, leia de novo.

  153. Patriarca da Paciência said

    Está bom, Chesterton,

    pode continuar na tua ilusão delirante de que as pessoas morrem de inveja ti !

    Isto sim, é um consolo de fracassado !

    A grande maioria das pessoas apenas cuida da própria vida e quer mais é que os outros cuidem da sua também e o deixem viver em paz !

    Só os frustrados delirantes que se julgam “bons demais para o mundo” vivem com essa paranoia de que são “invejados” !

    O tal “ensaio” não tem o mínimo valor científico !

  154. Pax said

    O assalto ao trem pagador está em processo … o naco será ainda maior. Em ano eleitoral é preciso comprar tudo e o vendedor sabe que há mais demanda que oferta.

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/03/eduardo-cunha-diz-que-pmdb-deve-repensar-alianca-com-pt.html

  155. Pax said

    Kotscho volta ao trabalho em seu blog, aos poucos

    Aécio e Campos se aliam para dizer que não tem muito a dizer, em resumo.

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/03/04/aecio-e-eduardo-dois-em-um-empacam-na-mesmice/

  156. Elias said

    “Pelo que eu entendi os seus itens “d” e “e” ajudariam, mas outras mudanças seriam necessárias, certo? Quais seriam essas outras?” (Guatambu)

    Existe uma imensa montanha de propostas em discussão, em todo o Brasil, sobre a simplificação dos mecanismos de arrecadação tributária.

    Uma delas, p.ex., é a chamada “substituição tributária”, nos impostos indiretos.

    Trata-se de concentrar a tributação em um determinado ponto da cadeia produtiva, dispensando as fases à montante e à jusante, do recolhimento de impostos indiretos.

    Vou te dar um exemplo onde isso já acontece, com êxito: o setor de carne.

    A tributação indireta do setor carne é centrada nos matadouros. Este, ao cobrar pelos serviços que presta, já inclui o ICMS que recolherá aos Estados. Os marchantes, os açougues avulsos, os supermercados, etc., ficam dispensados do recolhimento desse imposto. A carne foi tributada nos matadouros, e pronto!

    Com a tributação concentrada nos matadouros, basta o Estado fiscalizar estes últimos, que o setor inteiro estará fiscalizado, para fins de tributação indireta estadual.

    É muito mais simples, mais fácil, mais barato e mais eficaz, fiscalizar uns 20 ou 30 matadouros, do que fiscalizar milhares de açougues e lojas de supermercados.

    Quem conhece minimamente a máquina pública sabe que, na maior parte dos casos, ela pode ser substancialmente simplificada, com imensos ganhos de eficácia.

    O problema é que os poderes legislativos do país não param de complicar as coisas, com centenas de novas leis a cada mês.

    Isso piorou nos últimos anos.

    Há uns 30 anos, qualquer contador com experiência mediana conhecia o Regulamento do Imposto de Renda de memória.

    Hoje, nem pensar…

    Num dos anos do governo Sarney, o CRC do Pará divulgou uma coletânea de modificações aprovadas num único ano: foram mais de mil…

    Isso é típico de um país que não encara o assunto com seriedade.

    Não raro, as alterações no sistema tributário são contraditórias entre si. Num dado momento, simplificam. Logo em seguida, complicam terrivelmente.

    Claramente, o país não tem uma direção. Não há, pelo menos aparentemente, um “ponto futuro” em direção ao qual as modificações aprovadas no dia-a-dia se movimentariam.

    Pra complicar, ainda há a porra do lixo ideológico, que entulha qualquer tentativa de se discutir o assunto com seriedade…

    É uma pena…

  157. Patriarca da Paciência said

    Parlamento da Crimeia vota por fazer parte da Rússia

    Segundo a agência de notícias RIA, foi acertado “entrar na Federação Russa com os direitos de um sujeito da Federação Russa”, diz o texto; região vive clima tenso desde que Vladimir Putin contestou a destituição do presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich e passou a exigir direitos sobre o território, que abriga base naval russa no Mar Negro; vice-premiê da região afirmou que um referendo sobre o status da região será realizado em 16 de março”
    (blog 247)

    O Putin continua ganhando de goleada ! E dá uma volumosa banana para o Obama !

  158. Pax said

    #LINK_PADRÃO_DILMA – carnaval praticamente sem internet, quase zero. Uploads impossíveis. Para complementar 2 dias inteiros sem telefones na região.

    E as operadoras (em especial a Vivo) vão sofrer alguma sanção? Alguma penalidade? Claro que não, nosso ministro é o Paulo Bernardo, o presidente da Anatel é o João Rezende, seu apaniguado do Paraná, e a campanha 2014 está aí, não é mesmo, há que se coletar uns caraminhguás para o tal caixa 2 que, segundo uma visão um tanto estranha, não é nada de anormal.

    E a mídia sobre esses péssimos serviços? Claro que nada, ou praticamente nada. São os maiores anunciantes, os malacos vão querer perder a boquinha?

    Sigamos que é assim que se vive quando os oligopólios mandam e desmandam e o governo lambe o saco por absoluta falta de coragem pra não dizer a verdade mais dura.

    E a JBS Friboi? Que verdades há por detrás de tanta fofocaria?

    E a Ambev? Repararam no preço das cervejas quando uma empresa domina 4/5 do mercado?

    Mas vamos em frente que, apesar da indigesta governabilidade, estamos sob um governo dedicado aos interesses do povo. Se é que você realmente acredita nisso, entre no mantra.

  159. Elias said

    “Uma delas é dita no item “c”, que eu concordo, apesar de achar que isso pode provocar uma quebradeira em vários setores da economia.” (Guatambu)

    Nem tanto, cara.

    Quando se estrutura uma empresa, leva-se em conta os impostos a que ela está sujeita. O imposto que não se recolhe aumenta o lucro (ou reduz o prejuízo de quem não soube administrar).

    Vê o caso do ICMS. Ele já está incluído no preço da mercadoria. Quando tu compras um produto qualquer — um aparelho de tevê, um carro, um liquidificador — já estás pagando o ICMS. Quem paga o imposto és tu, o consumidor, não a empresa que te vendeu. Ela apenas INTERMEDIA o recolhimento.

    Se essa empresa deixa de recolher o ICMS que tu pagaste, ela não está apenas sonegando. Ela está ROUBANDO! É como se tu entregasses uma certa quantia a um empregado teu, pra ele pagar um débito teu, no banco, e esse empregado simplesmente embolsasse o dinheiro. Isso é roubo!

    No entanto, acontece de montão. E isso é uma imensa fonte de corrupção ativa e passiva.

    Agora mesmo, está rolando em São Paulo, capital, um processo contra alguns fiscais de tributos, que atuavam empresas pelo não recolhimento de ISS e, em seguida, acertavam com ela a redução da autuação, em troca de um gordo suborno.

    Se a malha tributária e o mecanismo de arrecadação fossem simplificados, esse tipo de bandalheira ficaria, no mínimo, bem mais difícil.

    O Estado brasileiro já tem tecnologia pra isso.

    Vê só o que está acontecendo com a implantação da nota fiscal eletrônica: aumento generalizado da arrecadação, sem que fosse necessário gastar um centavo a mais com fiscalização.

    A melhoria da eficácia, a meu pensar, deve se dar a partir de dois vetores: (a) simplificação; (b) tecnologia.

    A NF-e torna praticamente impossível as antiquíssimas e utilizadíssimas práticas da “nota fiscal calçada”, “nota fiscal viajada” & quejandos…

    E assim por diante…

  160. Patriarca da Paciência said

    É bem por aí, Elias,

    mas esse pessoal (globo, direitona, chesterton etc.etc.etc.) sequer toca no assunto. Médicos, advogados, dentistas, todo esse pessoal que recebe diretamente do cliente, dificilmente declara o que recebe. Bares, restaurantes etc. geralmente declaram um faturamento mínimo !

    Eu sempre achei que a carga tributária real do Brasil não passa de 20% ! Os grandes contribuintes hoje são os pagadores de emergia e telefone, justamente porque são cobrados na fonte !

  161. Pax said

    os grandes pagadores de impostos estão lá na ponta, no arroz, no feijão, no pão, na carne, na cerveja, no cigarro etc

    mas a gente não pode falar verdade né não, senão vira coxinha.

    a gente tem que dizer que é governo do povo, que nunca antes na história deste país…

  162. Chesterton said

    Olha, respondendo as calunias (crime) do Patriarca, um inútil semi-aposentado, declaro tanto que tenho tido devolução. Atendo muitos convenios e ja vem descontado o IR. A questão é que eu posso parar de atender e aí a arrecadação vira zero.

  163. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    crime de calúnia é uma acusação infundado dirigida a determinada pessoa! Como o fazem com o Lula, José Dirceu, Genoíno etc.etc.etc.

    Eu falei de modo genérico! Faz poucos dias que o STF exarou um acórdão, “só pode haver crimes em acusações específicas”.

  164. Elias said

    Guatambu,
    Uma revista francesa que citei há alguns dias — cujo nome não me ocorre, agora — mas que é a mais importante publicação esportiva da Europa, saiu, há poucas semanas, com uma matéria de capa sobre o Brasil e a Copa de 2014. Foi comentadíssima na internet. O título da matéria é: “O mundial do medo”.

    Na matéria, ela mostra uma carrada imensa de razões que desaconselhariam a realização da Copa de 2014 no Brasil.

    Um dos tópicos abordados pela revista é a corrupção.

    Ela diz, acertadamente, que o Brasil é um país corrupto, do povo ao governo. Ela diz que, de modo geral, se o brasileiro tiver oportunidade de roubar, ele rouba…

    E desfia uma porção de exemplos. Um deles: um médico “privado”, no Brasil, cobra 100 euros ou mais por uma consulta de 20 minutos…

    A maior parte das patricinhas & patricinhos que vive berrando slogans e outros lugares comuns “contra” a corrupção não gosta de ouvir coisas assim, porque, compreensivelmente, querem que se pense que eles são diferentes. Não só diferentes: são “melhores”. “Superiores”.

    Então tá…!

    É comum, p.ex., que esse tipo de gente se declare “traída” pelo PT, porque o PT “prometeu acabar com a corrupção” (na verdade, o PT prometeu lutar contra a corrupção, o que nem sempre fez, especialmente depois que chegou ao poder — como, aliás, todos os demais partidos que chegaram ao poder ou se aliaram ao poder, neste país).

    Ora, se alguém é tão idiota a ponto de acreditar que um partido político possa “acabar” com a corrupção num país, essa pessoa é tão idiota, mesmo, que nem dá pra discutir política seriamente com ela. Ou, então, essa pessoa está fingindo que é imbecil, pra facilitar sua encenação no papel de vítima. Também não dá pra ser levada a sério. O jeito é partir do deboche…

    Um partido político é uma instituição. Não tem vontade própria… Como qualquer ente ou órgão, público ou privado.

    Os partidos políticos brasileiros são tão corrompidos quanto todas as demais instituições do país.

    Os partidos políticos pouco podem fazer para combater a corrupção, até porque ela está dentro deles mesmos. Eles próprios necessitam ser “descorrompidos”.

    Em todos os países onde se estabeleceu um combate eficaz à corrupção, a ação anticorrupção não foi deflagrada “de dentro para fora”, e sim “de fora para dentro” das instituições.

    As instituições não são, nem jamais foram, em lugar algum, em época alguma, os AGENTES da luta anticorrupção. Elas são o OBJETO dessa luta.

    As instituições não saneiam. Ao contrário: elas são saneadas.

    A gente sabe que isso começou a acontecer quando se torna perceptível que a SOCIEDADE começou a exigir mais, de si mesma, de seus representantes e de suas instituições.

    Se e quando isso está acontecendo, a sociedade tende a ser mais seletiva, e mais exigente, quando vota.

    Um eleitor que elege um ladrão, não pode esperar nem tem o direito de esperar nada mais que roubalheira.

    No Brasil, infelizmente, ainda nem começamos a debater seriamente a corrupção. O Brasil ainda está na fase protocivilizada, em que as pessoas caçam apenas os ladrões inimigos (ou seja, os que fazem parte dos grupos adversários), protegendo os ladrões amigos.

    Ou seja, no Brasil de hoje, o que passa por ser uma “luta anticorrupção”, é, na realidade, apenas uma variante da luta política (ou seja, da luta pelo poder). As ações “anticorrupção” estão, na realidade, subordinadas a interesses e propósitos da luta política.

    Por isso mesmo, podemos dizer, sem medo de errar, que, no Brasil, a luta contra a corrupção ainda nem começou. Isso só começará a acontecer, quando o sentimento anticorrupção for transversal às concepções político-ideológicas. Aí a sociedade começará a ser mais exigente e seletiva, etc. e tal.

    Trata-se, pois, de um “guarda-chuva” muito mais amplo, muito acima das reformas tributária, judiciária, etc.

    Não por acaso, diz-se que a “reforma política” é a mãe de todas as reformas.

    E, não por acaso, nenhuma reforma política eficaz acontece por iniciativa exclusiva dos políticos, por motivos óbvios. Ou tu consegues imaginar os políticos brasileiros aprovando limitações às suas (deles) remunerações? Ou reduzindo o número de vagas nos parlamentos federal, estaduais e municipais, e assim por diante?

    Ou a coisa acontecerá de fora para dentro, ou simplesmente não acontecerá.

    A reforma política é a vitrine de quanto o país avançou — se avançou — na luta contra a corrupção.

    Daí porque, enquanto a reforma política não acontece, os avanços na tributação, no judiciário, etc., têm que se limitar ao plano técnico.

  165. Elias said

    “os grandes pagadores de impostos estão lá na ponta, no arroz, no feijão, no pão, na carne, na cerveja, no cigarro etc.” (Pax)

    Dessa lista aí, só a cerveja e o cigarro. Ambos são supertributados. Cigarro, principalmente, até porque o objetivo do país — assim como de vários outros — é erradicar por completo o uso do cigarro. Então, tome de tributo em cima desse propagador de câncer! (Eu acho é pouco… Por mim, o ICMS sobre o cigarro seria de, no mínimo, 50%).

    Os demais: arroz, feijão, pão e carne, gozam, todos, de substanciais reduções fiscais. Com as óbvias variações de Estado para Estado, ICMS de 2%, 3,4%, por aí, ou menos… (contra 17% da alíquota padrão).

  166. Patriarca da Paciência said

    Golpe militar marcado para este mês expõe ultradireita ao ridículo no Brasil

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/golpe-militar-marcado-para-este-mes-expoe-ultradireita-ao-ridiculo-no-brasil/689435/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140306

  167. Elias said

    “Olha, respondendo as calunias (crime) do Patriarca, um inútil semi-aposentado, declaro tanto que tenho tido devolução.” (Chester)

    I
    Ter devolução do IR não é evidência de que não há sonegação. Às vezes, é exatamente o oposto.

    Agora, se o contribuinte não está, nem jamais foi retido em uma dessas malhas finas da vida, aí, sim, é uma poderosa evidência de que, no mínimo, jamais pairou sobre ele até mesmo uma suspeição de sonegação.

    II
    O Patriarca, ao dizer que médicos sonegam impostos (e sonegam mesmo; se a gente não exigir o recibo, eles fazem cara de paisagem…), NÃO É uma calúnia, porque ele não se referiu a ninguém em particular. No máximo um sindicato de médicos poderia publicar uma nota de repúdio à declaração do Patriarca.

    Já o Chester dizer que o Patriarca é “um inútil semi-aposentado”, isso sim, poderia ser considerado um crime de calúnia, porque se referiu especificamente a uma pessoa.

    Também pode ser considerado crime de injúria (caso o Patriarca se considere ofendido com a afirmação do Chester).

    E de difamação, já que a calúnia e a injúria ocorreram num meio de comunicação, o que fez com que a afirmação caluniosa e injuriosa fosse propagada por todo o país.

    (Putz! E eu, que, num comentário mais acima, me referi ao “rabo podre” do Barbosão? E se o rabo do Barbosão não for podre — e for, apenas, verruguento e maltratado? Terei que pedir desculpas ao doido… Mas exigirei examinar pessoalmente o rabo do péssimo, após o que publicarei um extenso relatório, explicando as razões pelas quais aquela Excelência não consegue acomodar o bundão numa poltrona…).

  168. Guatambu said

    Elias,

    Muito interessante a sua visão sobre esses aspectos.

    Qual é o tamanho do esforço político necessário para produzir as reformas que você sugere? (simplificação e tecnologia?)

    Seria necessário haver uma reforma política antes dessas reformas?

    O que faz do PT o partido mais adequado (ou menos pior) para caminharmos na direção dessas reformas? O partido não deveria ter endereçado esses temas mais cedo? Tem algum motivo pelo qual não fez?

  169. Elias said

    Sobre o golpe.

    Só pra lembrar: em 1961, logo após a renúncia de Jânio, os três ministros militares tentaram impedir a posse do vice, Jango.

    Os golpistas consultaram a Casa Branca e o Pentágono.

    Respostas (narradas por um oficial superior, que, pessoalmente, era contra o golpe, mas foi incumbido de participar das consultas):

    a) do Pentágono: vão em frente; vocês têm o nosso apoio;

    b) da Casa Branca: nem pensar! Se houver golpe, serão imediatamente cortadas todas as linhas de crédito para o Brasil, etc., etc., etc.

    Três anos depois o golpe saiu, na santa paz, com as bênçãos da Casa Branca e do Pentágono…

  170. Chesterton said

    E o IR dos medicos e dentistas vai curar o deficit fiscal do pía….ai, ai, ai, que tédio. Patriarca é funcionario publico e passa o dia neste site. Tem dúvidas que é um inútil?

  171. Chesterton said

    Elias, declaro um rendimento muito alto, não há maneira de suspeitarem que eu ainda ganho mais e sonego.

  172. Patriarca da Paciência said

    Ô Chesterton, você é autônomo e passa o dia neste site ! Será que você não tem coisa melhor para fazer ! Não sei se você observou, mas em dias úteis, do meio dia às nove das noite, eu nada posto !

    Mas eu não tenho a mínima intenção de te processar ! Sequer passa pela minha cabeça !

    Elias,

    já lá se vão mais de vinte anos, o filho do dono de uma empresa em que eu trabalhava, ao retornar de um “rolê” pelas “Orapas”, me disse que por lá as notas fiscais destacavam sempre os impostos e estes eram depositados diretamente na conta do governo.

    Acho que o Brasil já tem tudo para Implantar esse sistema ! Garanto que aí poderemos baixar a “carga tributária” para 20% !

  173. Elias said

    Guatambu,

    “Simplificação e tecnologia”, são, a meu ver, os caminhos possíveis, sem as reformas.

    Há um imenso espaço que pode e deve ser percorrido, com ou sem as reformas.

    Já PT, segundo entendo, é um produto de sua época. Ao longo do processo de conquista do poder, ele se desnaturou e se corrompeu.

    O mesmo aconteceu com o PSDB. Lembra que esse partido surgiu de uma dissidência do PMDB, que não concordava com o vale tudo em que este último se transformara.

    No poder, o PSDB fez o mesmo que o PMDB fizera. Até pior! Alguém é tão tolo, a ponto de acreditar que a emenda da reeleição não foi aprovada a peso de suborno? E a privatização?

    O fato de que os líderes do PSDB jamais foram processados nem condenados por isso, não só não os torna melhores que o pessoal do mensalão, como, ao contrário, faz deles muito piores, exatamente porque impunes (como, provavelmente, acontecerá com o pessoal de São Paulo, agora…).

    A questão é: por que o PSDB se corrompeu, assim como o PT, e como o próprio PMDB (antes, um crítico corajoso, ainda que impotente, da corrupção do regime militar)?

    Sei lá!

    Pra mim, a resposta mais óbvia é de que qualquer partido que chegue ao poder, no Brasil, vai se deixar corromper, porque é representativo de uma sociedade corrupta, que abastardou seus valores e é incapaz de impor uma diretriz ética e moral às suas próprias instituições.

    É uma doença na sociedade, que só a sociedade pode curar.

    É como penso.

  174. Pax said

    Bem, o carnaval terminou, então vamos voltar ao batente (o caro Elias bate de lá e eu bato de cá)

    Elias diz (em negrito):

    Um partido político é uma instituição. Não tem vontade própria… Como qualquer ente ou órgão, público ou privado.

    Eu respondo: alto lá, nem todo mundo é corrupto assim, caro Elias. Desculpa mais que esfarrapada para justificar a corrupção generalizada dos partidos brasileiros (e nem todos são tão corruptos como um PMDB, um DEM, um PSDB, um PT, um PP, um PR, um PTB, um PCdoB… não mesmo). Esses que listei aí estão entre os campeões dos campeões. E há empresas que não são corruptas nem no chulé dessa turma porcalhada. Outro ponto é esse de dizer que partido não tem vontade própria. Alto lá, de novo. O PT é o que o Lula quer que ele seja. Simples assim. Vai negar essa realidade? Não é o Lula quem decide a chapa que ganha para dirigir o partido? Não é o Lula quem decide quem vai sucedê-lo? Não é o Lula quem decide quem vai disputar prefeitura de SP? Governo de SP? Alianças? Claro que é. Pode parar de mascarar verdades, caro Elias.

    Os partidos políticos brasileiros são tão corrompidos quanto todas as demais instituições do país.

    Eu respondo: Não mesmo! Inverdade completa. Tem muita instituição limpa. Não é porque a casa está cagada que todo mundo tem casa cagada.

    Os partidos políticos pouco podem fazer para combater a corrupção, até porque ela está dentro deles mesmos. Eles próprios necessitam ser “descorrompidos”.

    Caramba, que visão torta. E que mudança de discurso… impressionante. É o mesmo caminho que o PMDB (antigo MDB) tomou. Deu no que deu. O mesmíssimo que o PSDB tomou. E deu no que deu. E o mesmo que o PT tomou. E deu no que deu. Estão emparelhados na porquice geral.

    Quando um dono de partido (ex: Valdemar Costa Neto – dono do PR, Paulo Maluf – dono do PP, Lula – dono do PT, Roberto Jefferson – dono do PTB etc) resolve chafurdar, a coisa vai para o brejo total. Aí vale amante dando carta em estatal e agência regulatória, mulher vendendo frango superfaturado em merenda escolar, filho fazendo a estrepulia que quiser. No fundo o cara, o tal dono, chuta o pau da barraca, manda um ferre-se geral e vai se divertir com dinheiro público.

    Sejamos um pouquinho sinceros. Um mínimo que seja.

    Quando o dono do partido dá o tom, liga o mantra, a boiada vai atrás.

  175. Elias said

    Patriarca,

    Por mim, sempre defenderei uma carga tributária nominal de 35%.

    Com as reduções e isenções, talvez ela chegasse ao nível real de 30%. Talvez.

    A eliminação da miséria a níveis residuais (qualquer coisa abaixo de 3% da população total), vai demandar muita despesa pública, até porque o brasileiro é egoísta, e está anestesiado contra o incômodo da miséria alheia.

    Aqui, a gente vê um bando de miseráveis no sinal de trânsito. Aí a luz verde acende e a gente segue em frente. Cinco minutos depois, nem lembra dos deserdados que nos assediaram no sinal. Não perdemos o sono por causa deles…

    O jeito é delegar ao Estado. E, pra isso, é necessário arrecadar…

    Infelizmente, tem a porra da corrupção. Num mundo perfeito — ou pouquinha coisa menos defeituoso que no Brasil — isso não preocuparia.

    Há uns meses, reli uma revista espanhola bastante antiga, de uns 25 anos, que guardo por motivos sentimentais.

    Uma das reportagens é sobre um político sul-coreano, acusado de corrupção. O cara ficou puto da vida, e, em protesto contra o que ele considerou ser injúria, calúnia e difamação, se suicidou diante das câmaras de tevê…

    Imagina se a moda pega no Brasil… Teríamos que ampliar quase todos os cemitérios…

    É a questão cultural. Os valores.

    Bem, acabou o ócio. Quem vai pro batente, agora, sou eu.

  176. Elias said

    Já ia desligar, mas…

    “Os partidos políticos pouco podem fazer para combater a corrupção, até porque ela está dentro deles mesmos. Eles próprios necessitam ser “descorrompidos”.” (Elias)

    “Caramba, que visão torta. E que mudança de discurso… impressionante. É o mesmo caminho que o PMDB (antigo MDB) tomou. Deu no que deu. O mesmíssimo que o PSDB tomou. E deu no que deu. E o mesmo que o PT tomou. E deu no que deu. Estão emparelhados na porquice geral.” (Pax)

    “Quando um dono de partido (ex: Valdemar Costa Neto – dono do PR, Paulo Maluf – dono do PP, Lula – dono do PT, Roberto Jefferson – dono do PTB etc) resolve chafurdar, a coisa vai para o brejo total. Aí vale amante dando carta em estatal e agência regulatória, mulher vendendo frango superfaturado em merenda escolar, filho fazendo a estrepulia que quiser. No fundo o cara, o tal dono, chuta o pau da barraca, manda um ferre-se geral e vai se divertir com dinheiro público.” (Pax)

    “Sejamos um pouquinho sinceros. Um mínimo que seja.” (Pax)

    Aí eu pergunto: o Pax está ou não está completamente doido?

    Ele repete a mesma coisa que eu disse — só que fulanizando, como ele deu de fazer de uns tempos pra cá — e acha que me contestou.

    É como alguém dizer que, se matarem o Pax, os brasileiros vão ficar mais inteligentes…

    Pirou! E piora a cada dia!

  177. Pax said

    E você, caro Elias, partiu do princípio que eu li teu comentário antes de escrever o meu.

    Precisas ficar um pouco mais alerta, caro Elias. Será a idade?

    =)

  178. Pax said

    Como não fulanizar o PT em nome de Lula. Alguém consegue me explicar?

    Conta aí, caro Elias, conta pra gente como a gente mascara a realidade. Queria aprender a fazer isso…

  179. Chesterton said

    http://www.perito.med.br/2014/03/fakenews-noticia-que-poderia-ter-sido.html

  180. Chesterton said

    Por mim, sempre defenderei uma carga tributária nominal de 35%.

    chest- porque não 45% ou 55%?

    Com as reduções e isenções, talvez ela chegasse ao nível real de 30%. Talvez.

    A eliminação da miséria a níveis residuais (qualquer coisa abaixo de 3% da população total), vai demandar muita despesa pública, até porque o brasileiro é egoísta, e está anestesiado contra o incômodo da miséria alheia.

    chest- o brasileiro desde sempre foi espoliado pelo governo. Por isso é que a miséria não caba, alguns acham que o governo é a salvação…

    Aqui, a gente vê um bando de miseráveis no sinal de trânsito. Aí a luz verde acende e a gente segue em frente. Cinco minutos depois, nem lembra dos deserdados que nos assediaram no sinal. Não perdemos o sono por causa deles…

    chest- no Rio de janeiro pedinte é profissão, logo logo a prefeitura vai dar alvará e terão que recolher taxas e impostos.

    O jeito é delegar ao Estado. E, pra isso, é necessário arrecadar…

    chest- sim, o lobo cuidando das ovelinhas…. ai, ai, ai

    Infelizmente, tem a porra da corrupção. Num mundo perfeito — ou pouquinha coisa menos defeituoso que no Brasil — isso não preocuparia.

    chest- quanto mais governo, mais corrupção.

    Há uns meses, reli uma revista espanhola bastante antiga, de uns 25 anos, que guardo por motivos sentimentais.

    chest- ah, que covardia, 5 contra 1…

    Uma das reportagens é sobre um político sul-coreano, acusado de corrupção. O cara ficou puto da vida, e, em protesto contra o que ele considerou ser injúria, calúnia e difamação, se suicidou diante das câmaras de tevê…

    Imagina se a moda pega no Brasil… Teríamos que ampliar quase todos os cemitérios…

    É a questão cultural. Os valores.

    Bem, acabou o ócio. Quem vai pro batente, agora, sou eu.

  181. Guatambu said

    Chesterton,

    Sejamos práticos: existe alguma possibilidade de se reduzir o Estado no Brasil?

  182. Pax said

    Caro(a) Guatambu,

    Na prática não. Não há qualquer partido liberal no Brasil. Pior que isso, todo liberalismo é ligado a uma direita que é ligada a um saudosismo da ditadura, uma distorção fenomenal.

    Basta ver o que restou do PSDB que se dizia social-democrata, passou a namorar, quase morar junto com o liberalismo e deu no que deu.

    O que temos à disposição são partidos que adoram um estado grande para ter uma teta farta.

    Mas eu reformularia a pergunta, se é que me permite. Queremos um estado menor? Um estado menor é melhor que um estado maior, mais forte? Porquê?

    Um tempo atrás, lembrei ao escrever esse comentário, escrevi um pouco sobre isso.

    http://politicaetica.com/2010/02/07/o-estado-forte-comunismo-e-capitalismo/

  183. Chesterton said

    Sejamos práticos: existe alguma possibilidade de se reduzir o Estado no Brasil?

    chest- meu caro, em termos absolutos ou termos relativos. Em termos absolutos diria ser impossível, só com uma quebradeira generalizada. Em termos relativos há, como no caso de um crescimento acelerado por uns 15 anos seguidos.
    Claro que com esses jumentos no governo seremos eternamente medíocres, nos aproximando da Argentina, que tem 50% da força de trabalho no setor público.
    Mas só o fato de o Pax começar a namorar o liberalismo mostra que a esperança é a última que morre.
    Sim, continuarei pregando no deserto (de idéias) que o petismo.

  184. Chesterton said

    O que temos à disposição são partidos que adoram um estado grande para ter uma teta farta.

    chest- avisa ao Elias que este é o real motivo da miséria no país.

  185. Pax said

    Caro Chesterton, rabugento Chesterton,

    Desde quando estou namorando o liberalismo?

    Sou social-democrata.

    O que sinto muito é que o estado forte no Brasil descambou para a corrupção da teta farta.

    No meu ideal teríamos, sim, um estado forte, até dono de alguns meios de produção. Mas o resto seria bastante liberal, garantindo a propriedade privada e incentivando a livre iniciativa, o empreendedorismo. Cobrando uma baba de impostos que, não desviados, garantiriam Educação Pública, Saúde Pública e Segurança Pública de primeiríssimo mundo. Afora uma infraestrutura suficiente para que o país andasse.

    Áreas estratégicas o Estado não pode deixar solto para os liberais oligopolistas. Não mesmo.

    Afora isso, essa questão de equilibrar o starting gate (Educação igual para todas na mão do Estado e Saúde idem), a regulamentação do Estado de forma eficaz, não essa roubalheira desenfreada do aparelhamento que se tornaram nossas agências, onde até amante de capo dá as cartas.

  186. Chesterton said

    Na prática não. Não há qualquer partido liberal no Brasil.

    chest- voce deseja diminuição do estado e admite que só um partido liberal (inexistente) poderia realizá-la. Isso já é noivado.

    Guatambu, ainda tenho esperança que o Pax largue o socialismo.

  187. Chesterton said

    No meu ideal teríamos, sim, um estado forte, até dono de alguns meios de produção. Mas o resto seria bastante liberal, garantindo a propriedade privada e incentivando a livre iniciativa, o empreendedorismo.

    chest- mas voc~e não percebe que a primeira parte da sentença impede a segunda? Como incentivar empreendedorismo se o estado é empreendedor? Quem é tolo o bastante para concorrer com o estado?

  188. Pax said

    E já faz muito tempo que afirmo que o liberalismo deveria ter lugar ao Sol, deveria estar presente e forte no Congresso, fazendo pressão constante para redução de impostos e do Estado. Brigaria com um governo social-democrata que deveria provar que ele é melhor em algumas áreas. Essa disputa me parece salutar.

    Assim como deveríamos ter um partido verde decente. E também partidos socialistas que não fossem essas minúsculas patotas.

    Todas as forças deveriam estar presente e apresentando propostas, programas, desafiando constantemente o governo (seja qual for) em cima de ideias, de propostas para os problemas e caminhos nacionais.

    Que vencesse sempre a melhor ideia em todas as áreas, ora bolas.

    Jamais, por exemplo, gostaria de ter um modelo americano em Saúde. Aquilo é um absurdo dos absurdos. Basta ver as soluções Canadenses, Inglesas etc, nem precisa ir para os países nórdicos (meu sonho) para perceber que Saúde não pode ser negócio como é nos EUA.

  189. Chesterton said

    equilibrar o starting gate

    chest- sei, usando o BNDES.(o dinheiro do pobre contribuinte, e do contribuinte pobre distribuido para apaniguados)….cara, você hoje está mais engraçado que nunca. Explique oa Elias que este é o motivo da miséria.

  190. Pax said

    Quem disse que deveria concorrer com o Estado, Chesterton?

    Tem áreas que o Estado deveria ser único. Educação e Saúde são exemplos, mas há outras que podem ser discutidas, Energia, Portos, Aeroportos, Estradas… depende, não estou dizendo que nestas eu gostaria que fossem exclusivas do estado, mas o que digo é que sim, há áreas que deveríamos discutir se é melhor deixar na mão da iniciativa privada ou na mão do Estado.

  191. Chesterton said

    se o estado tem ALGUNS meios de produção, alguem vai se meter neste setor? Não. Logo será um setor monopolizado e sujeito a interferencia politicas. Educação estatal proibindo escolas particulares e o mesmo para hospitais? Sovietizou geral.

  192. Pax said

    A questão brasileira é que temos um país inculto. Nesse meio de cultura nada nasce direito.

    Por isso que afirmo com enorme convicção, o que vai mudar este país é um projeto em Educação muito consistente. Se ele iniciar, daria pra fazer em duas, três gerações, uma mudança completa do quadro.

    Vai mudar completamente o atavismo corrupto nacional? Não. Temos exemplos de países educados e super corruptos.

    Mas não há outro caminho se quisermos algum futuro.

    E aí não tem PT, PSDB, PMDB, ditadura militar… todos eles destruíram a Educação nacional. Todos, sem tirar nem por.

    O último exemplo é esse do PT. São 12 anos de poder praticamente. E qual foi a redução do analfabetismo neste tempo todo? 1%. Isso mesmo: 1%.

    Tem gente que fica acreditando nas mentirinhas etc etc. Mas basta essa informação cabal pra mostrar que o PT não quer um país Educado. Faz um monte de remendo aqui, remendo ali, mas projeto consistente mesmo é zero.

    O século XXI já mostrou os dentes faz tempo. Só sociedades muito educadas, com capital humano de ponta, terão países de ponta, sejam eles sociais-democratas, liberais ou o diabo que for. Se não tem mão de obra super qualificada o que tem é um país que, quando muito, é exportador de matéria prima.

  193. Chesterton said

    todos eles destruíram a Educação nacional.

    chest- então ela já existiu um dia? Quando?

  194. Chesterton said

    E você quer proibir escolas particulares e acha que o estado vai melhorar a educação das pessoas….Pax, sem pe´nem cabeça.
    Vou te dar uma dica, educação está no berço. Berço de uma familia. Familia que tem pai e mãe investindo na criança. Onde vamos arrumar isto agora, que por causa da revolução cultural está tão fora de moda?

  195. Chesterton said

    Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo (02/02/2014):

    ‘A decisão do TSE, sob a presidência de LEVANDOWISKI, determinou a
    retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do
    presidente ‘Lula’ , feriu o preceito constitucional da liberdade de
    imprensa.
    ‘Não deixem de ler e reler o
    texto abaixo e passem adiante':

    A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.
    (ARNALDO JABOR)

    O que foi que nos aconteceu?
    No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,
    ‘explicáveis’ até demais.
    Quase toda a verdade já foi descoberta, quase todos os crimes
    provados, quase todas as mentiras percebidas.
    Tudo já aconteceu e quase nada acontece. Parte dos culpados estão
    catalogados, fichados, processados e condenados e quase nada rola.
    A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe, tais são as
    manobras de procrastinação, movidas por um sem número de agentes da
    quadrilha. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!!
    Nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão
    inútil, impotente e desfigurada!!!!!!!!
    Os fatos reais mostram que, com a eleição de Lula, uma quadrilha se
    enfiou no governo, de cabo a rabo da
    máquina pública e desviou bilhões de dinheiro público para encher as
    contas bancárias dos quadrilheiros e dominar o Estado Brasileiro,
    tendo em vista se perpetuarem no poder, pelo menos, por 70 anos, como
    fizeram os outros comunas, com extinta UNIÃO SOVIÉTICA!!!!
    Grande parte dos culpados, já são conhecidos, quase tudo está
    decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes,
    as provas irrefutáveis, mas os governos psicopatas de Lula e Dilma
    negam e ignoram tudo!!!!!
    Questionado ou flagrado, o psicopata CHEFE, não se responsabiliza por
    suas ações.
    Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
    O outro não existe para ele e não sente nem remorso, nem vergonha do
    que fez!!!!!
    Mente, compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir
    o poder. Estes governos são psicopatas!!! Seus membros riem da
    verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade
    se
    encolhe, humilhada, num canto. E o pior, é que a dupla Lula-Dilma,
    amparada em sua imagem de ‘povo’, consegue transformar a Razão em
    vilã, as provas, em acusações ‘falsas’, a condição de Cúmplices e
    Comandantes, em ‘vítimas’!!!!!
    E a população ignorante e alienada, engole tudo.. Como é possível isso?
    Simples: o Judiciário paralítico entoca a maioria dos crimes, na
    Fortaleza da lentidão e da impunidade, a exceção do STF, que, só daqui
    a seis meses, na melhor das hipóteses, serão concluídos os julgamentos
    iniciais da trupe, diz o STF.
    Parte dos delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem, com a ajuda
    sempre presente, dos TÓFFOLIS e dos LEVANDOWISKIS. (Some-se à estes dois: Barroso, Teori Zawaski e Rosa Weber.)
    A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização.
    Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a
    indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que
    escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da
    mentira desses últimos dois governos.
    Sei que este, é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tinha de ser escrito…
    Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me:
    Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?’
    A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.
    Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.
    A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio,
    tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
    A cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação
    de que as idéias não correspondem mais aos fatos!!!!!
    Pior: que os fatos não são nada – só valem as versões, as manipulações.
    Nos últimos anos, tivemos um grande momento de verdade, louca,
    operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson
    abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa
    política.
    Depois, surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da
    CPI dos Correios e a Denúncia do Procurador-geral da república,
    enquadrando os 39 quadrilheiros do escândalo do MENSALÃO. Faltou o
    CHEFÃO.
    São verdades cristalinas, com sol a Pino.
    E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de ‘gafe’.
    Lulo-Petistas clamam: ‘Como é que o Procurador Geral, nomeado pelo
    Lula, tem o desplante de ser tão claro! Como que o Osmar Serraglio
    pode ser tão explícito e, como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do
    PT ? Como pode ser tão fiel à letra da Constituição, o infiel Joaquim
    Barbosa ? Como ousaram ser tão honestos?’
    Sempre que a verdade eclode, reagem.
    Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista’. Quando
    apareceu aquela grana toda, no Maranhão, a família Sarney reagiu
    ofendida com a falta de ‘finesse’ do governo de FH, que não teve a
    delicadeza de avisar que a polícia estava
    chegando….
    Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.
    Assim como o stalinismo
    apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo
    de Lula, foi criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da
    ciência política. Uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos
    preparando para o futuro político simplista, que está se consolidando
    no horizonte.
    Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de
    palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e
    oposições, como tendem a fazer o Populismo e o Simplismo.

    (censurado)

  196. Chesterton said

    Nós, abaixo assinados, Oscar Arias Sánchez, Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Lagos e Alejandro Toledo, concordamos em formular a seguinte declaração conjunta:

    Temos observado com preocupação e alarma os acontecimentos que vêm ocorrendo na Venezuela durante as últimas semanas. Manifestações estudantis de protesto pacífico contra as políticas do governo, fato normal em qualquer sociedade democrática, têm sido objeto de uma repressão desmedida por parte das forças de segurança e de ataques por parte de grupos armados ilegais que alguns meios de comunicações vinculam com partidos políticos no governo.

    Estes fatos estão na origem de uma alarmante escalada de violência e de uma rápida deterioração da situação dos direitos humanos no país.

    A violência já custou a vida de várias pessoas atingidas por balas; estudantes presos declararam publicamente terem sido submetidos a torturas e tratamento desumanos e degradantes por parte das autoridades; a imprensa independente tem sido perseguida e dificuldades foram criados para impedir que os meios de comunicação informem sobre os acontecimentos, incluindo a retirada do ar de um canal internacional de televisão e ameaças de fazer o mesmo com outro, agressões físicas a jornalistas e limitações à aquisição de papel para a imprensa escrita.

    Além disso, o protesto cívico e da oposição democrática tem sido criminalizado. Numerosos estudantes presos estão sob a ameaça de processos penais; o senhor Leopoldo López, líder de um partido de oposição, foi sumariamente privado de liberdade e acusado, por motivos políticos, de diversos delitos. Outros líderes democráticos também têm sido submetidos a perseguições judiciais por razões políticas.

    Condenamos estes fatos e instamos o Governo venezuelano e todos os partidos e atores políticos a estabelecer um debate construtivo no marco de referência dos princípios democráticos universalmente reconhecidos, tal como definidos na Carta Democrática Interamericana.

    Fazemos um apelo especial ao governo para que contribua para a criação, sem demora, das condições propícias para esse debate, com uma agenda compartilhada e sem exclusões. Para tanto é imperativo que se ponha fim de imediato à perseguição contra os estudantes e os líderes da oposição, colocando em liberdade o senhor Leopoldo López e todos os demais detidos ou perseguidos por razões políticas. Faz-se também necessária a condução de uma investigação independente e transparente sobre as denúncias de torturas e outras violações de direitos humanos. Devem cessar as restrições e hostilidades impostas à imprensa independente, o que inclui o restabelecimento do sinal do canal internacional de televisão bloqueado pelo governo.

    É igualmente necessário que as manifestações de protesto dos partidos de oposição e de outras organizações sejam conduzidas de forma pacífica, como ocorre nas sociedades democráticas e com o respeito devido ao mandato das diferentes autoridades do país, nos termos definidos pela Constituição venezuelana.

    Na condição de amigos da democracia venezuelana, confiamos que esse país será capaz de superar a extrema polarização e a intolerância que dominaram a cena política nos últimos anos – males que minaram a eficácia dos mecanismos internos de debate democrático e a confiança na independência e imparcialidade de numerosas e relevantes instituições. Ao mesmo tempo, fazemos um chamamento à comunidade internacional para que se junte a um esforço concertado em prol do fortalecimento da democracia e da preservação da paz na Venezuela.

  197. Elias said

    Movimento fraco, hoje…

    Guatambu,
    Agora e nos próximos anos, não haverá redução do Estado em lugar nenhum deste planeta.

    Ao contrário, haverá aumento da participação do Estado no domínio econômico, com os EUA puxando o cordão (os EUA aumentaram a participação do Estado na economia desde o último semestre da gestão Baby Bush, lembra?).

    Seja por motivos econômicos, seja por motivos militares, seja por ambas as razões, é isso que vai acontecer. Já está acontecendo, aliás…

    E, consequentemente, a outra tendência será o aumento da carga tributária, também em todo o mundo.

    Pode ser que, no futuro essa tendência seja revertida. Pode ser… Mas duvido que qualquer um de nós viverá pra ver esse dia.

    Pra mim, a questão é que proveito tirar dessa tendência, que é inevitável.

    Alguns construirão um país melhor; outros, apenas se tornarão mais ricos, porém mais desiguais, mais injustos e mais corruptos.

  198. Elias said

    “E você, caro Elias, partiu do princípio que eu li teu comentário antes de escrever o meu.” (Pax)

    Eu não disse que o Pax tá doido?

    Ele reproduziu em negrito vários trechos de um comentário meu. Depois, saiu escrevendo um monte de besteiras que não refutam nada do que eu disse.

    Agora, ele diz que NÃO LEU o meu comentário que ele reproduziu e criticou…

    Doido de pedra!

    Não diz coisa com coisa…

  199. Chesterton said

    Bem, Elias, a carga tributária aumentou, tirar a conclusão que continuará a aumentar a meu ver é precipitado. A questão é: até quando? Até quanto? Será que os contribuintes vão suportar a carga com esses serviços medíocres que tem de volta? O que se denota desses protestos do ano passado é que a corda ja anda meio esticada.
    Por outro lado, como esses governos proto-facistas tem ainda uma sobrevida nesta década, podem querer ainda mais, mas daí terão que enfrentar a violência.
    Reformas:
    27% da prestação de saude na Suecia é feita por firmas privadas lucrativas. Em escolas, a mesma coisa. 400 novas escolas particulares. “A recent Swedish study found that children at free schools achieved better grades and were more likely to go to university than state-run schools, with no increase in cost.” Notas melhores em escolas privadas, acesso mais frequente a universidade com custos iguais. Aposentadoria a mesma coisa, fundos privados acessíveis aos cidadãos.
    Tem o caso chines, que saiu de uma carga tributária de 100% (ok, isto é impossível) e hoje anda na faixa de 17%. A questão é que uma carga tributaria elevada castiga mais um país pobre que um país rico, tirar 50% da renda de um trabalhador do Brasil é muito mais empobrecedor que 50% da renda de um trabalhador suiço (por exemplo), que talvez compre menos queijo apenas.
    O Brasil, um país que está ficando velho antes de ficar rico ainda sofre um problema demográfico: não nascem bebês em numero suficiente para garantir que exista alguem trabalhando para pagar a aposentadoria de quem hoje tem 30 anos de idade. 1,9 bebes por mulher não repõe a população que morre, além de tudo vamos ver a população diminuindo em algumas décadas se isto não mudar.
    Daí que não se pode comparar cargas tributárias de países maduros com países em desenvolvimento, com baixa renda per cápita. E ainda, não se pode supor que foram as altas cargas tributarias que enriqueceram esses países maduros. (nada a ver com a besta venezuelana).
    Quem compete com o Brasil, os suecos ou os chilenos? Os alemães ou os chineses?
    Chile, 17%, Argentina 22%, Indonesia 11%, Japão 27%, Coreia do Sul 28%, Paraguai, 12%, Peru 15%, Filipinas 14%, Tailandia 17%, Equador 13%, não é a toa que vivemos de vender soja e minerios para o mundo.

  200. Chesterton said

    Timor-Leste4 109.7 meu Deus
    Kiribati Kiribati 91.6 hein?
    Dinamarca Denmark 50.0 país menos populoso que a cidade do Rio, renda percapita 3 x maior que o Brasil
    Suécia Sweden 49.7 pais da população da cidade de SP, renda 3x maior que o Brasil, teve que reformar
    Zimbabwe Zimbabwe 49.3 cu do mundo socialo-africano
    Bélgica Belgium 46.8 mais gente que a Suecia, 1o milhoes, riquissima, não precisa crescer
    França France 46.1 a gozação do mundo, se acha a tal e virou cliente no sec 20. Rica, e decadente.
    Cuba Cuba 44.8 nem existiria se não fosse ajuda externa sem retorno (ai meu dinheirinho…)
    Finlândia Finland 43.6 outro pais menor que cidades brasileiras, 40mil dolares de renda per capita, rica demais
    Noruega Norway 43.6 4,5 milhoes de pessoas acharam o maior poço deóleo, não precisa crescer.
    Áustria Austria 43.4 menos gente que o Rio, rica de séculos, não precisa enriquecer
    Lesoto Lesotho 42.9 fudido país de coitados, nunca vai crescer
    Itália Italy 42.6 60 mi de pessoas, rpc 30 mil dolares, ta quebrada sob risco de falencia total ha anos
    Bósnia e Herzegovina 41.2 que porra é esta?
    Alemanha Germany 40.6 potencia , carrega o resto da EU nas costas,trabalham até morrer, donos do mundo
    Islândia Iceland 40.4 menos gente que Juiz de Fora, muito ricos, 90% dw renda dos Alemaes pc.
    Suazilândia Swaziland 39.8 canto do inferno na terra condenado a pobreza eterna.

  201. Chesterton said

    Bom, conclusão . O Brasil tem rpc de 12 mil dolares, tiram 40% sobrM 7200 dolares no bolso. Com isso tem que viver nas cidades mais caras do mundo, sem médico decente e sem escolas decentes. Os alemães tem rpc de 44 mil dolares e deixam 40% sobram 26400mil dolares E ja esta incluido escola e hospitais decentes.

    Como é que o brasileiro vai ficar rico como os alemães com essa conta? Nunca!

  202. Chesterton said

    06/03/2014 às 20:12
    Dilma, que compra médicos de Cuba, elogia campanha da CNBB contra o tráfico de pessoas. Ou: Vender gente, para Cuba, é mais lucrativo e seguro do que vender droga

    A equipe que cuida do Twitter da presidente Dilma decidiu que ela deveria fazer algumas considerações sobre a Campanha da Fraternidade de 2014 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”. Neste ano, a Igreja Católica no Brasil decidiu denunciar o tráfico de pessoas.

    A marquetagem de Dilma então recorreu ao Twitter: “”Saúdo a decisão da @CNBBNacional de se lançar na luta contra o #traficodepessoas”. A pessoa que escreveu em nome da presidente observou ainda que esse é um “crime difícil de combater”. Nem diga! Tanto é verdade que o governo do Brasil está diretamente envolvido com a maior operação de tráfico de pessoas de que se tem notícia no mundo hoje em dia. O Brasil é o comprador, e Cuba é o país fornecedor. É evidente que me refiro aos médicos oriundos da ilha comunista. Acaba de chegar uma nova leva de 4 mil.

    Já são 11.400 os cubanos que aqui trabalham nas condições que conhecemos: seus familiares não os acompanham; o salário é repassado ao governo, que transfere apenas uma pequena parcela aos profissionais, que estão impedidos de deixar o programa porque não têm autorização para exercer a medicina fora dele. Cada um recebe hoje apena US$ 400. Generosa, Dilma quer que seu amiguinho Raúl Castro eleve esse valor para US$ 1 mil.

    O ghost writer da presidente ainda filosofou sobre o tráfico de pessoas: “Suas vítimas têm medo e vergonha de denunciar a prática. Por isto, é decisiva a participação da sociedade por meio de campanhas como esta”. Bidu! No caso dos cubanos, há principalmente o medo, já que podem sofrer represálias do governo ditatorial.

    Uma das características do tráfico de pessoas é o trabalho análogo à escravidão. A vítima tem dificuldades de romper os vínculos que a ligam aos agressores. É precisamente esse o caso dos médicos cubanos, que podem ser devolvidos a Cuba a qualquer momento.

    O texto oficialista do Twitter afirma ainda: “Desde 2006 o Brasil tem uma política nacional para combater esse crime que atinge, principalmente, as mulheres jovens”. Dilma se refere à exploração sexual. Ocorre que essa é apenas uma das modalidades do tráfico de pessoas, segundo a campanha da CNBB. A entidade lembra que há outras, como a extração de órgãos, a doação irregular de crianças e, atenção!, os “trabalhos forçados”. Eis aí. Esse é precisamente o caso dos cubanos.

    E deixo claro que, ao associar a forma como o Brasil contrata os cubanos ao tráfico de pessoas, não estou tentando ser irônico ou recorrendo a um exagero apenas para chamar a atenção para o fato. Trata-se literalmente disso. Como sabem, gosto de números. Cada cubano custa ao país R$ 10 mil por mês; no total, então, R$ 114 milhões — ou R$ 1,368 bilhão por ano. Convertido esse dinheiro em dólares, na cotação de hoje, chegamos a US$ 589.401.120. A cada médico, Cuba paga apenas U$ 400, ou R$ 928,4. Mensalmente, o desembolso da ilha será US$ 4.560.000 — ou US$ 54.720.000 anuais. Atenção! A operação rende à ditadura cubana US$ 534.681.120 — na nossa moeda: R$ 1.240.994.879,52. Ainda que a ditadura aceite a proposta de Dilma, de elevar o ganho de cada médico US$ 1 mil, o lucro de Raúl Castro com o tráfico de pessoas será de US$ 452.601.120 — R$ 1.050.487.199,52.

    Nem o tráfico de drogas rende tanto, não é mesmo? E, como se sabe, o comércio de pessoas, nesse caso, é bem mais seguro para quem compra — Dilma — e para quem vende: Raul Castro. No caso de Cuba, rende a fama de país exportador de mão de obra humanitária; no caso do Brasil, rende votos.

    Por Reinaldo Azevedo

  203. Patriarca da Paciência said

    DEM, reinaldo rola-bosta, augusto boçal canalha nunes, caiado, et caterva, pensaram que com a deserção daquela sebosa que já veio para cá com intenção de fugir para Miami, iriam implodir o Mais Médicos!

    E o que que aconteceu ?

    Simplesmente nada !

    A deserção de cubanos é mínima, ao contrário dos médicos brasileiros, ganhando um bom salário e, assim mesmo, todos querem mesmo é ficar no conforto ganhando ainda mais !

    Há casos de médicos recusando remunerações de 30 mil reais !

    O problema não é dinheiro, principalmente para os cubanos ! É muito estranho falar em escravidão para quem se propõe a ser solidário e falar em liberdade para quem é totalmente escravizado pelo dinheiro !

  204. Chesterton said

    E o medo de represalias que a familia, presa em Cuba, pode sofrer? Você é um anão moral. Trinta mil por mês é oferta comum, pagar 30 mil….aí não pagam. Bait and switch.

  205. Patriarca da Paciência said

    Obama diz que :” referendo na Crimeia viola lei internacional”.

    Fantástico ! É cúmulo do extremo da cara de pau !

    Desde quando os Estados Unidos respeitaram alguma lei internacional ? O Iraque foi invadido passando por cima de resolução da ONU !

    Invadiram Vietnã, Afeganistão, Líbia etc. etc. etc.

    Ou seja, o que o Obama quer dizer mesmo é, “apenas nós, os Estados Unidos Maravilha, temos o direito de violar leis internacionais e invadirmos o país que quisermos !

    Chesterton,

    Eu sou um anão moral ? Quá quá quá quá Quá quá quá quá Quá quá quá quá Quá quá quá quá Quá quá quá quá…

    Quem apoia quem chuta costelas de indigentes é muito moral ? (Lembra do história, posso de relembrar, aquela mulher que chutou as costelas de um indigente que estava no seu caminho e que você achou muito justo !)

    Quem apoia condenar milhões de pessoas no Brasil a não receberem qualquer assistência médica, pelo simples fato de que não dispõe de “instalações adequadas” ( salário também “adequado”, ou seja, milhões ! ) é muito moral ?

    Chesterton, você é o vírus, que vive na bactéria, que vive no saco do mosquito da dengue !

  206. Chesterton said

    IO brasileiro precisa de médico de verdade, não esse arremedo arrumaram. Papinho para lá, e para cá e dê-lhe encaminhar (para os PS onde existem médicos de verdade).

  207. Chesterton said

    Esse link é só para os que tem maioridade mental, mas vou colocar aqui para chocar o Patriarca, que vai chiorar, espernear e ter um ataque de fígado.

    http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=27

  208. Chesterton said

    Lei das consequencias não previstas..

    http://www.perito.med.br/2014/03/governo-brasileiro-arrasa-programa-de.html

  209. Patriarca da Paciência said

    “A diferença entre o comércio do sexo, como o que acontece na prostituição, e outros comércios, como a transação do pão e do leite, parece basear-se – ou, pelo menos, vincular-se a – na vergonha que sentimos ou que fomos educados para sentir da possibilidade de termos de “comprar sexo”. Dificilmente se será um “homem de verdade”, é tampouco seremos confundidos, de forma alguma, com uma atraente mulher, se tivermos de pagar pelo sexo. ”

    Do link do comentário 207,

    E o Chesterton diz que isto é filosofia para quem tem maioridade mental!

    São mesmo impressionantes os conceitos dessa gente !

    A coisa toda se resume ” na vergonha que sentimos ou que fomos educados para sentir da possibilidade de termos de “comprar sexo”.

    Caramba ! Isso não é mais visão bitolada – é cegueira total !

    Uma mulher que vive de prostituição, simplesmente se torna um “farrapo humano”, ao ser exposta a todo tipo de degradação moral, doenças, drogas, velhice precoce, associação com bandidos e tudo o mais.

    Mas o sujeito tem a cara de pau de dizer que tudo se resume a uma questão de timidez ou educação !

    Comer pau ou leite pode trazer todos os males a que um prostituta está sujeita ?

    Realmente, Chesterton, você não é bom da cabeça !

    Espero que suas filhas, se você as tem, nunca descambem para o caminho da prostituição !

  210. Elias said

    Luiz Flávio Gomes na Newsletter do JusBrasil, hoje, sobre o Brasil, gigantesco, ignorante, violento e corrupto:

    ========================================
    “População: 201.032.714 (estimativa do IBGE, em 2013). Quinto maior território do planeta: 8.515.767,049 Km2. Maior país da América do Sul. Quase 8 mil km de litoral; 30,3 anos é a idade média do povo, que nasce com a expectativa de vida de 73 anos. É um gigante, que já evoluiu bastante, desde que aqui chegaram os 13 primeiros barcos cheios de portugueses, inaugurando nosso mercantilismo/capitalismo selvagem, extrativista e patrimonialista, mas ainda continua pobre, ignorante, corrupto e muito violento.”

    A qualidade de vida dos países é medida pelo IDH. O Brasil é o 85º entre os 187 países analisados (0,730, em 2012). Esse índice mede a escolarização, a expectativa de vida assim como a renda per capita. Em 1980 nosso IDH era de 0,522; em 1990, 0,590; em 2000, 0,669; em 2010, 0,726; em 2012, 0,730. O crescimento na melhora das condições de vida do brasileiro é visível, mas continua lento. Os dez primeiros países têm IDH entre 0,955 (Noruega) a 0,912 (Japão). O Brasil está no meio do caminho entre os primeiros colocados (IDH acima de 0,800) e a Índia, por exemplo, com 0,554.
    =========================================

    Bem, segundo o Chesterton, a Noruega faliu, junto com a Suécia (!).

    Como ele ainda não foi lá, avisar, os noruegueses e suecos, ignorantes como são, continuam vivendo no bembom…

    (Chester, quando tu fores à Suécia e à Noruega, avisar que eles estão falidos e ferrados, não esquece de nos mandar nome e endereço do hospital psiquiátrico em que vais ficar internado…).

    Do lado de cá, e de qualquer modo, a série alinhavada pelo Luiz Flávio denota uma tendência consistente: o IDH brasileiro subiu quase 40%, de 1980 pra cá. Tudo faz crer que, em 10 anos, mais ou menos , o Brasil atingirá — ou ultrapassará — a marca dos 0,800, passando a fazer parte do primeiro pelotão.

    Bem que poderia ser mais rápido, mas… De 2010 a 2012, em 2 anos, portanto, o país subiu 5,5%, o que representa 64,7% do crescimento alcançado de 2000 a 2010, que foi 8,5%. Ou seja, houve uma aceleração a partir de 2010. Se ela se mantiver, pode até ser que o Brasil estoure a marca dos 0,800 antes de 2020…

    A propósito: é bom lembrar que o IDH brasileiro cresceu 13,0% de 1980 a 1990. Já de 1990 a 2000, esse crescimento foi 13,4%. Ou seja: tanto no período Figueiredo/Sarney, como no período Collor-Itamar/FHC, a melhoria no IDH brasileiro foi até mais intensa que no período FHC/Lula (este último respondendo por 80% do intervalo). De 1980 até aqui, os melhores resultados foram colhidos por Dilma.

    Antes da cumpanherada recomeçar a jogar pedra no Barão da Boca Mole, SMRI FH do Vosso C., é bom fazer uma rápida reflexão sobre o significado dessas taxas…

  211. Pax said

    O Elias quer que o Brasil chegue numa Noruega e Suécia passando por período Venezuela…

    =)

    (só pra provocar, é que como aceitei que os corruptos fossem julgados como corruptos agora sou doido de pedra, imprestável e direitopata coxinha neoliberal saudosista da ditadura)

  212. Pax said

    Quando a turma passa a aceitar que corrupção faz parte, acaba dando nisso:

    Prefeitos, funcionários públicos, donos de carros de luxo, todo mundo mamando na teta … e a verba era para socorrer quem está passando necessidade por conta da seca.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1421826-politicos-e-donos-de-carros-de-luxo-ganham-verba-antisseca.shtml

  213. Elias said

    I
    “…27% da prestação de saude na Suecia é feita por firmas privadas lucrativas.” (Chesterton)

    Pois é…

    No Brasil, mais de 80% da prestação em saúde é feita por empresas privadas (se formos considerar somente a prestação de serviços hospitalares, provavelmente a taxa será muito maior que 80%).

    II
    Evidentemente que não tenho a menor ideia de por quanto tempo a carga tributária vai continuar a aumentar, em todo o mundo.

    Só acho que não vou viver pra ver uma redução na carga tributária.

    Até hoje, só soube de uma redução substancial na carga tributária em um país com economia de grande porte. Foi na Inglaterra, durante o governo de Margaret Thatcher.

    Mas lá, a coisa havia chegado ao paroxismo: imposto de até 94% (isso mesmo: 94%!) sobre a renda bruta!

    Roqueiros como Rolling Stones se autoexilaram (na França, quando lançaram o álbum “Exile”), em protesto contra os impostos que roía quase tudo o que eles ganhavam. Os Beatles chegaram a agitar a ideia de comprar uma ilha e “fundar um país”.Depois, sacaram que a paquidérmica carga tributária inglesa penalizava o “free-lancer”, mas protegia o assalariado: aí criaram algumas empresas e se tornaram empregados delas… George Harrison — dos Beatles, o mais ácido crítico da absurda tributação inglesa — depois lamentou o amadorismo deles. Quase todo mundo que ele conhecia, e que ganhava acima da média, tinha um esquema “empresarial” pra pagar menos impostos. Todo mundo sabia disso. Só eles não… E, por causa disso, pagaram uma fábula de impostos durante um bom tempo…

    Dona Thatcher baixou a bola, tornando a tributação inglesa mais racional…

  214. Elias said

    “….agora sou doido de pedra, imprestável e direitopata coxinha neoliberal saudosista da ditadura.” (Pax)

    Não, Pax.

    Além de doido, és, apenas, um poço de autopiedade…

    Que coisa nojenta!

    Para com isso, rapaz! Seja homem!

  215. Elias said

    Pax,

    Sei que tu estás doido, mas, vou perguntar assim mesmo: qual foi a alguma coisa que eu disse, que te fez delirar que eu tenho, ou tive, algum dia, a mínima simpatia pela política econômica do Hugo Chavez?

    Outro coisa: aquela fantasia que sugeri pra ti, no carnaval (Chiquita Bacana segurando a minha banana), era só brincadeirinha, viu? Não foi pra valer.

    Eu trabalho com outro artigo…

  216. Chesterton said

    Elias, tem que achar um monte de petroleo para pagar isso, pois não somos ricos feitos os nordicos. O presal até agora não dá conta nem do consumo interno, quanto mais exportar e viver de renda. Ao trabalho, vagabundos, pois a Sena não saiu opara nos esta semana.
    O que quebrou foi o welfare state, não a economia sueca, o que quebrou foi o socialismo.

    Dizem que os Beatles se separaram por causa dos impostos socialistas.

  217. Chesterton said

    No Brasil, mais de 80% da prestação em saúde é feita por empresas privadas

    chest- e segundo o Lula o SUS esta proximo da perfeição. De qualquer modo esta tua estatistica está certa? Mostre o link.

  218. Guatambu said

    Pax (182),

    “Não há qualquer partido liberal no Brasil. Pior que isso, todo liberalismo é ligado a uma direita que é ligada a um saudosismo da ditadura, uma distorção fenomenal.” (Pax)

    “Todo liberalismo é ligado a uma direita” ok, ” que é ligada a um saudosismo da ditadura” – isso é uma generalização que vc não tem condições de provar. É o mesmo tipo de generalização que outros fazem chamando sociais-democratas de socialistas… Não dá pra saber.

    Se vc parar alguém na rua e fazer meia dúzia de perguntas sobre posicionamento político, o cara não vai saber nem começar a te responder. Mas se vc perguntar pra ele o que ele acha de impostos, eu tenho certeza que vc vai ouvir que estão altos (isso por acaso é alinhamento com estado mínimo?); ao mesmo tempo, se vc perguntar pro mesmo cidadão se ele acha que o sistema de saúde público deveria melhorar, vc vai ouvir que ele deveria (isso por acaso é alinhamento com socialismo?).

    Será que não estamos “jumping to conclusions”? Vamos devagar. A única coisa que eu posso concluir disso é que o brasileiro médio está distante de se posicionar ideologicamente.

    Para ter uma ideia da distância: a ideologia partidária aqui, não raro, diz uma coisa, e a propaganda eleitoral prega uma segunda, as entrevistas dos políticos que elegemos encontramos uma terceira, e as ações políticas desses mesmos sujeitos representam ainda uma quarta. A ideologia diz o que eles acham que a maioria quer ouvir (isso é uma teoria).

    Mas acho que vc mesmo concorda com isso:

    “Basta ver o que restou do PSDB que se dizia social-democrata, passou a namorar, quase morar junto com o liberalismo e deu no que deu.”

    E eu acrescentaria: o PT se associando livremente a Maluf, Renan Calheiros, etc. Cadê a ideologia sólida?

    Essa ideologia foi, como disse o Elias, há tempos (desde o PMDB) substituído pelo tal do “pragmatismo político”.

    Para que? Pelas tetas fartas, claro. Só pode ser… não há um partido que consiga demonstrar o contrário, com reformas consistentes.

    Até mesmo o Elias, que, pelo que eu entendi, é de esquerda e defende o PT, assumiu em nossa conversa que o projeto de poder do PT o desnaturou.

    “Ao longo do processo de conquista do poder, ele se desnaturou e se corrompeu.” (Elias)

    “O que temos à disposição são partidos que adoram um estado grande para ter uma teta farta.” (Pax)

    Estou dizendo isso pra que?

    Porque esse seu pedido: “Mas eu reformularia a pergunta, se é que me permite. Queremos um estado menor? Um estado menor é melhor que um estado maior, mais forte? Porquê?” (Pax)

    Não faz sentido pra mim. Até permito, mas não produz resultado prático nenhum. O site é seu, discuta ideologia à vontade. Só não sei se sairemos do lugar. Tem gregos e tem troianos, tem direitistas e esquerdistas… e temos o Brasil, que está à deriva, como demonstrado acima.

    Se vc me permite, Pax, o que eu quero saber, e por isso que eu iniciei a conversa com o Elias, é:

    1. Quais as reformas necessárias para tornar o estado mais eficiente.
    2. Qual é o esforço político necessário para cada reforma (é necessário só uma cadeira executiva, ou é necessário maioria de congresso?)
    3. Qual é o partido que apresentou propostas sólidas nessa direção?
    4. Esse partido efetivamente tem condições de cumprir o que prega?
    5. Se esse partido é o PT, que já está no poder, por que não fez? Ele precisa de que? De mais apoio? De mais oposição?

    Observe que essas perguntas são meio “chapa branca”. Particularmente ficaria feliz se houvesse um partido de direita a fazer isso, mas se o PSOL for o mais adequado, talvez eu tenha que considerar seriamente a votar nele.

  219. Guatambu said

    Chesterton (183),

    Até concordo, mas quem é o partido que defende o crescimento acelerado? Além disso, qual é o partido que, prevendo um crescimento acelerado, não aumenta automaticamente o tamanho do Estado?

    Além disso, o crescimento acelerado, no Brasil, depende exclusivamente do Estado, porque as fontes de financiamento dos empresários dependem do Estado:

    1. O BNDEs é o bolsa empresário: nenhuma empresa grande faz investimentos vultosos sem bater na porta do BNDES.
    2. O mercado de capitais brasileiro é dominado pelos títulos públicos, que por sua vez são marcados a mercado à taxa de juros. Isso impede que empresas médias simplesmente emitam debêntures busquem outras fontes de recursos a juros mais baixos que os empréstimos de capital de giro dos bancos.
    3. A Bolsa de valores soluça sempre que há declarações políticas que o mercado não gosta. Quem se arrisca a ir para um IPO com esse cenário?

    Tudo isso amarra o empresariado brasileiro ao Estado, pior, à política. Esse deve ser um dos motivos pelos quais o financiamento privado de campanhas é distorcido no Brasil. Todo mundo deve favor a todo mundo. É uma roda-viva.

    Aí volto a pergunta: qual é o partido que vai querer largar esse osso?

    Difícil…

    O Elias tá certo… se houve um período de neoliberalismo, talvez estejamos vivendo em uma era de neokeynesianismo… ahahahahah, se é que isso existe!

  220. Guatambu said

    Elias, (197).

    “Pra mim, a questão é que proveito tirar dessa tendência, que é inevitável.” (Elias)

    O que vc quer dizer por “tirar proveito dessa tendência”?

  221. Chesterton said

    Além disso, o crescimento acelerado, no Brasil, depende exclusivamente do Estado, porque as fontes de financiamento dos empresários dependem do Estado:

    chest- pela baixa poupança do povo, que é extorquido pelos impostos imbutidos, pelo fechamento das fronteiras, pelo ódio ao capital estrangeiro, enfim, basil é bazil….os empresarios brasileiros não são capitalistas, nunca foram expostos ao capitalismo e quanto mais impostos mais dificuldade de aparecer concorrencia.

    ———————-

    1. O BNDEs é o bolsa empresário: nenhuma empresa grande faz investimentos vultosos sem bater na porta do BNDES.

    chest- pois é, que capitalismo é esse?

    2. O mercado de capitais brasileiro é dominado pelos títulos públicos, que por sua vez são marcados a mercado à taxa de juros. Isso impede que empresas médias simplesmente emitam debêntures busquem outras fontes de recursos a juros mais baixos que os empréstimos de capital de giro dos bancos.

    chest- pois é, o Brasil prefere dívidas a ter sócios.

    3. A Bolsa de valores soluça sempre que há declarações políticas que o mercado não gosta. Quem se arrisca a ir para um IPO com esse cenário?

    chest- só louco, ou o Elias que acha bom quando uma ação que comprou a 23 reais, depois mais um pouco a 19 reais cai a 13 reais. Ta comemorando até hoje o grande investimento que fez.

  222. Chesterton said

    1. Quais as reformas necessárias para tornar o estado mais eficiente.

    chest- aumentar a produtividade do funcionario publico, para que produza mais a um custo menor, podendo assim demitir metade.

    2. Qual é o esforço político necessário para cada reforma (é necessário só uma cadeira executiva, ou é necessário maioria de congresso?)

    chest- esforço hercúleo.

    3. Qual é o partido que apresentou propostas sólidas nessa direção?

    chest- pequenos partidos conservadores sem expressão no caldo político do povo queremista.

    4. Esse partido efetivamente tem condições de cumprir o que prega?

    chest- nem com banda de música, estamnos condenados a mediocridade eterna

    5. Se esse partido é o PT, que já está no poder, por que não fez? Ele precisa de que? De mais apoio? De mais oposição?

    chest- o P é a causa do problema. Aliás, O PT é a origem de todos os males do mundo e Lulla é seu pastor.

  223. Elias said

    Guatambu,

    I
    “Tirar proveito dessa tendência”, é o que está lá, no comentário: construir um país melhor. Acho que o Brasil vai conseguir isso. Acho, aliás, que está conseguindo. Poderia ser mais rápido, claro. Mesmo assim, o país tá melhorando. Dá uma olhada na evolução do IDH, de 1980 pra cá.

    Claro que os perdedores políticos profissionais, a galera que vem sendo surrada nas urnas, têm que dizer que não.

    É o catecismo deles.

    Desde 2002, eles vêm “profetizando” que o Brasil vai falir. Todo ano, é a lesma lerda: a inflação vai explodir, o déficit público vai bater com a cabeça no teto, as exportações vão despencar, o desemprego vai se alastrar…

    Ano que vem, mês que foi / é a lesma lerda, meu boi…

    É a maldição de Cassandra, na razão inversa.

    A pitonisa tebana acertava todas… Mas ninguém acreditava nela! A oposição brasileira consegue convencer um monte de gente… Mas não acerta uma!

    II
    “Neo-Keynesianos”? Existe, sim, essa corrente. O grande embate na teoria econômica é, exatamente, entre os “neo-liberais”, também chamados “neo-clássicos”, e os “neo-keynesianos”. O PT e o PSDB têm neo-keynesianos de montão (no PT, aliás, os majoritários são uma combinação Keynes/Kalecki).

    Na verdade, esse papo de ficar pendurado numa doutrina econômica, e só pensar (ou fingir que só pensa, ou pensar que só pensa) por meio dela, é conversa pra quem nunca teve experiência prática na máquina estatal, nem jamais se dedicou a pensar com seriedade no assunto.

    Economias totalmente privadas, ou totalmente estatizadas, existem, apenas, sob a forma de modelos teóricos.

    O que existe, de fato, no mundo todo, são as “economias mistas”. Ou seja: economias que combinam iniciativa privada com intervenção do Estado no domínio econômico. Todas as economias do planeta são “mistas”.

    Essas economias diferem, entre si, pela maior ou menor intervenção estatal no domínio econômico, mas o fato é que essa intervenção existe em todas elas.

    O inverso é verdadeiro: até no falecido “socialismo real”, os países ditos “comunistas”, nunca erradicaram totalmente a iniciativa privada. Inclusive a iniciativa privada estrangeira, e mesmo para bens supérfluos. A Coca Cola, p.ex., era produzida e vendida em vários países da chamada “cortina de ferro”.

    É notório que está havendo um incremento da intervenção do Estado no domínio econômico. Na minha opinião, isso continuará a acontecer, nos próximos anos.

    Foi a estratégia que as principais economias encontraram, pra sair da crise. Como a superação da crise será gradual, o mais lógico é supor que o incremento da intervenção estatal vai se manter ao longo do processo de escape.

    Aí, é aquele negócio: colocar o Estado no domínio econômico é fácil (porque sempre que há crise, as pessoas se voltam para o governo, pedindo ajuda)… Tirar do Estado do domínio econômico, pelo oposto, é dificílimo (porque contraria interesses, e se torna um problema político).

    Entonces…

  224. Pax said

    1. Quais as reformas necessárias para tornar o estado mais eficiente.

    Reforma da sociedade.

    2. Qual é o esforço político necessário para cada reforma (é necessário só uma cadeira executiva, ou é necessário maioria de congresso?)

    Diz o Elias, que briga com a sobra dele, que a Reforma Política é a mãe de todas as reformas. E ninguém quer fazer, todos partidos que estão aí não mexem uma palha neste sentido, ninguém quer mexer qualquer ponto que ameace as mamatas que arrumaram, caiamos na real. E eu já acho que a mãe de todas as reformas deveria ser a Reforma da Educação Pública, tempo integral, gratuita.

    3. Qual é o partido que apresentou propostas sólidas nessa direção?

    Nenhum.

    4. Esse partido efetivamente tem condições de cumprir o que prega?

    Nem apresentaram proposta, como vão ter condições de fazer o que não querem fazer? Parece conversa de doido.

    5. Se esse partido é o PT, que já está no poder, por que não fez? Ele precisa de que? De mais apoio? De mais oposição?

    O PT não precisava de mais nada a não ser vontade de fazer. Não tem a mínima, não quer, adorou jogar o jogo jogado, aprendeu a fazer tudo igual. No campo político o PT é isso.

    Caro(a) Guatambu, você, acima, diz que eu falei mal do PSDB mas não falei mal do PT de Maluf, Collor, Sarney etc? Bem, nem vou responder essas. Basta ver a turma do PT me chamando de doido, imprestável etc.

    Em outro ponto você critica o que disse, que as forças políticas que defendem o liberalismo estão ligadas a certo saudosismo da ditadura. E reafirmo o que disse. Basta ler essa meia dúzia de histéricos que são os heróis, ídolos da oposição brasileira e você facilmente constata a afirmação.

  225. Guatambu said

    Elias,

    Se por “tirar proveito” devemos entender “construir um país melhor”, quais seriam as prioridades?

    O que vem primeiro?

    Infraestrutura, hoje projetos do PAC?
    Investimentos em educação, projeto do PAX?

    Obviamente um não exclui o outro, inclusive porque não são independentes, um provavelmente deve facilita o outro, à medida em que todos envolvem gastos de governo, que fazem a economia girar.

    Mas qual a prioridade?

    Só a título de observação:

    Em relação ao fato de que o Brasil melhorou concordo, mas não me interessa saber se poderia ser melhor.

    Futuro do pretérito não é um tempo verbal que eu gosto muito, a não ser, como vc disse outro dia, para pensar em cenários.

    Cenários existem quando estamos planejando, e, pelo que eu entendo, a liderança política brasileira não está com planos para o Brasil, está com planos de poder.

    Então eu volto à pergunta: em qual dos partidos o plano de poder puxa o plano para o Brasil com mais consistência, menos desvio, ou sei lá o que?

    Assim eu posso substituir o poderia por: o que o partido X vai fazer. E eu consigo avaliar se esse partido merece meu apoio ou não, independentemente de ideologia.

  226. Guatambu said

    Chesterton,

    Quem são esses pequenos partidos que vc diz?

  227. Pax said

    O enorme favor que o atual PT fez ao país foi nos mostrar que não há partidos políticos. Há quadrilhas políticas.

    Na boa, na real, me parece que é bem por aí.

    Vejam a roubalheira do tucanato em SP, vejam a roubalheira do PT no governo, vejam como o PMDB é a quadrilha simbiótica, quem estiver no poder o PMDB vai lá sugar o sangue e o tal partido tem que dar. Não que o tal partido, seja PSDB, seja PT, seja DEM, o que for, não roube. Rouba, mas o PMDB rouba o roubado.

    Quando vamos para os partidos menores a coisa é ainda mais “quadrilátera”. Alguns bons exemplos são esse PR do Valdemar Costa Neto, o PP do Maluf e vários outros.

    Do DEM, a direita mais representativa, nem precisamos falar, de Demóstenes Torres a José Roberto Arruda, todos seguiram o mesmo caminho do mestre ACM.

    Aliás, o genro do ACM (caso não esteja enganado) é o presidente da OAS, um dos caras mais ricos do Brasil. E de onde são a grande maioria dessas obras? Ora, claro, do governo PT.

    Idem ibidem para Camargo Correa e outras. Todas tem envolvimento com as obras, os desvios, e … as campanhas políticas de toda essa turma.

    Agora tem a JBS Friboi que entrou na parada. As más linguas dizem que será a principal fonte de caixa de um conhecido partido…

  228. Guatambu said

    Pax,

    1. Que reforma da sociedade?

    2. Interessante. Eu gosto da ideia de investirmos em educação, pelo menos é garantia de que no longo-prazo tudo possa ser mais eficiente. Mas o que eu quero saber é: quais são as propostas em pautas, pelos partidos, hoje?

    3. Nenhum, ou não está claro? A minha dificuldade é que não parece estar claro. O Elias parece ter bastante familiaridade com o que acontece no PT e no PSDB. Por isso dirigi as perguntas a ele. Me parece melhor que me basear somente em noticiário…

    4 e 5. Por condições eu me referi a fatores limitadores. Serei obrigado a usar o detestável futuro do pretérito: se o partido X sobe ao governo, mas não tem apoio de outros partidos, ele não governa. Falta da apoio é um limitador. Aparentemente o PT conta com o apoio necessário, mas não faz reformas. Porque, como vc bem disse, não quer, e como o Elias bem disse, se desnaturou… se não for o PT, vai ser quem?

    Quanto ao restante: Pax, eu não tenho interesse em ser partidário aqui. Desculpe se soou como crítica.

    A crítica não é sobre a defesa desse ou daquele partido, mas sobre a generalização das pessoas. Histéricos e heróis polarizadores há de todos os lados, e vc sabe que o resultado prático disso é uma polarização que não nos leva a lugar nenhum.

    Se você acreditar que todas as pessoas que lêem o RA são completos idiotas de direita defensores ferrenhos à ditadura vc fez 3 coisas:

    1. Assumiu que essas pessoas não são capazes de pensar por elas mesmas.
    2. Criou um preconceito seu com essas pessoas.
    3. Automaticamente se tornou incapaz de ouvi-las.

    O mesmo ocorre se vc assumir que todos os que lêem PHA são comunistas comedores de criancinhas.

    Esse tipo de generalização polariza, e leva a uma briga de torcidas. Quando na verdade, me parece que o problema não é de ordem ideológica, mas de ordem prática.

    Então, se vc me permite, esqueça isso, vamos buscar alguma coisa mais prática.

  229. Guatambu said

    To parecendo a Dilma:

    “Histéricos e heróis polarizadores há de todos os lados, e vc sabe que o resultado prático disso é uma polarização que não nos leva a lugar nenhum.”

    Por favor:

    “Histéricos e heróis polarizadores há de todos os lados, e vc sabe que o resultado disso não nos leva a lugar nenhum”

  230. Pax said

    PHA e o titio da Veja são duas faces da mesma moeda (e seus similares). São tintas tortas, biliáticas e suspeitas.

    E você me perdoe, mas generalizo sim, quem se baseia nestes caras é incapaz de análises mais isentas. Aí sim vira o Fla x Flu que vivenciamos.

    Basta ver a turma que repete os mantras do PT no caso da AP 470. Todos na mesma ladainha, julgamento político, julgamento de exceção, não há uma prova sequer, nunca antes na história deste país…

    E do outro lado é esse mantra do velho e rabugento Chesterton: “O PT é a origem de todo mal…”

    Essa turma contribui com o quê mesmo? Só reforça a mediocridade que se tornaram os partidos, agremiações de criminosos que convencem uma militância acrítica.

    Olhe por outro lado, suponha que a mesma militância do PT se revoltasse com um Lula e um Haddad beijando o saco do Maluf, se envolvendo com Walfrido Mares Guia, lambendo bota de um Valdemar Costa Neto etc etc. Será que o próprio PT não tenderia a se repensar? Idem ibidem para um PSDB.

    O que acontece é que a generalização acerta, os bandos param de ter qualquer crítica ao seu time favorito, tudo de errado que acontece é por conta do outro time e ficamos nesta política falsa, sem qualquer ideologia ou programa que seriam as verdadeiras bases que deveriam nos convencer.

    Você fica perguntando que partido tem melhor proposta para isso ou aquilo. Na verdade os partidos não representam mais propostas. Essa é a questão.

  231. Guatambu said

    Pax (227),

    Concordo, mas e agora?

    Estamos diante de uma eleição presidencial.

    Vi vc falando em mobilizar o povo a sair às ruas. Isso vai resultar no que?

    O Haddad e o Alckmin engoliram os 30 centavos. Agora, a partir de abril se não me engano, os taxistas ficarão proibidos de trafegar nas faixas de ônibus.

    Em compensação, nada. As empresas de ônibus não compraram 1 ônibus novo. O tráfego continua lento, faixas de ônibus vazias, com atrasos ou horários irregulares, e para piorar, a população não se sente segura nos ônibus: especialmente quando está na moda queimá-los.

    Da maneira como as coisas andam, parece-me que estamos passageiros desse grande ônibus.

    A situação ruim.
    A oposição pior.

    E o carnaval acabou, mas não tiramos a fantasia de palhaço.

  232. Pax said

    Na real entramos com fantasia de bunda em festa de pinto…

    Caro(a) Guatambu,

    O povo foi às ruas reclamar, em junho. Se você esquecer o estopim, que foi a covardia que os governadores e prefeitos fizeram de sentar o cacete na molecada, ato seguinte o povo foi reclamar de tudo que sente, na pele, na real, no dia a dia.

    E as reclamações foram tabuladas. Corrupção, Educação Pública, Saúde Pública eram as campeãs de audiência.

    O establishment, o status quo (na essência de cada uma dessas expressões) foi extremamente capaz de desarticular a revolta popular. Somado a eles uma meia dúzia de bandidinhos e outra meia dúzia de quebradores só por quebrar. Desmontou o que deveria, no meu entender, continuar.

    Este blog nasceu e existe porque acho que corrupção é um dos mais graves problemas nacionais. Por isso coleciono (não crio) notícias sobre o tema, tento entender, tento tabular, enfim, gosto de política. Sou um completo amador, mas gosto muito de política. É através dela que faremos alguma coisa. Caso contrário estaria como alguns, criando um mito, um herói, um santo salvador e correria atrás desta farsa.

    Se o povo às ruas extrapolasse, arrancasse um Renan Calheiros de dentro do Senado, um Henrique Alves de dentro da Câmara, acredito, sim, que o resto do Congresso começaria a reagir. Eles só tem medo disso. Estou falando só do Legislativo nacional. Tem o Executivo, tem o Judiciário e tem todos os âmbitos, Estaduais e Municipais.

    Se o povo tomar gosto de expulsar os maiores símbolos da corrupção na base do cacete das manifestações, não tenho a mínima objeção contra isso. Muito ao contrário.

    E vou te dizer o que penso. As revoltas estão latentes. A qualquer hora a coisa explode. Basta um novo estopim. Só que o establishment, o status quo, está preparado pra abafar.

    Incluindo aqui o aparato federal do executivo e do legislativo.

    Que, no meu entender, só vai colocar mais lenha nesta fogueira.

  233. Elias said

    Guatambu,

    Prioridades?

    ENERGIA, um exemplo.

    Qual foi o último grande investimento em energia elétrica, antes dos atuais? Foi Tucuruí, certo? Ainda durante o regime militar. Depois de Tucuruí, o que aconteceu?

    Nada, até agora, com Belo Monte (no Rio Xingu), Santo Antônio e Jirau (no Rio Madeira), esta última entrando em operação exatamente agora, enquanto estamos debatendo…

    (Por falar nisso, Jirau também está enfrentando seu primeiro desafio técnico: como ela funciona quase a fio d´água, não tem barragem para conter um lago de grande porte, como Sobradinho e Tucuruí. Isto significa que o lago da hidrelétrica inundou somente uma pequena área — o que os ecologistas aprovam. Como a barragem é baixa, entretanto, pouco pode fazer pra conter uma grande cheia do Madeira: neste momento, ele está despejando 51 milhões de litros d´água por segundo, e Porto Velho, a capital de Rondônia, com 500 mil habitantes, está ameaçada de sofrer uma grande inundação).

    Dá uma comparada. Há poucos anos (“poucos anos”, em termos de instalação de infra pra geração de energia), o Brasil viveu um apagão, lembra? Cada domicílio teve que manter seu consumo dentro de uma cota, estabelecida com base na média do consumo anterior, durante um certo período. Quem ultrapassasse esse limite, pagava uma sobre-tarifa. Foi só acontecer uma estiagem de pouco mais de 3 meses, e… O Brasil apagou!

    Lembra disso?

    Já agora…

    Mas ainda tem quem pense que o país — ou seja, o atual governo — não tem plano de infraestrutura. Tu mesmo confundiste plano de infraestrutura com PAC, cujo objetivo é completamente outro…

    EDUCAÇÃO, outro exemplo:

    O antigo FUNDEF, que era um fundo para o desenvolvimento do Ensino Fundamental (criado no governo FHC), foi ampliado, e se transformou no FUNDEB, que é um fundo para desenvolvimento da Educação Básica (envolvendo o Ensino Fundamental e a Educação Infantil, que não recebia apoio do FUNDEF).

    Os investimentos do FUNDEB passaram de pouco mais de R$ 2 bilhões em 2007, para R$ 96,2 bilhões em 2012, sendo R$ 64,3 bilhões destinados aos Estados e R$ 31,9 bilhões destinados aos municípios (quem quiser detalhes, é só entrar no site do FNDE, que terá os valores mês a mês, detalhados por fonte de recursos).

    Além disso, verifica quantas universidades públicas foram criadas de 2002 pra cá, e compara com o que aconteceu nos 20 anos anteriores.

    Depois me diz quem fez mais…

    Mas a turminha do ramerrão remelento enche a boca pra falar de “educação”, como se, antes, o país estivesse em situação muito melhor.

    Desse pessoal do ramerrão remelento, quantos movem uma palha pra cobrar alguma ação do governo do Estado e/ou do município em que vivem?

    Pouquíssimos! Quase ninguém!

    A gente sabe disso, pelo próprio discurso remelento. Fica na generalidade. Não aprofunda nada, porque, na realidade, isso não é um centro de interesse efetivo… É só um tema pra ter o que falar e posar de porta voz de uma demanda nacional. Papo furado pra enganar trouxa…

    Os grandes nós da educação no Brasil estão na Educação Infantil (responsabilidade dos municípios), e no Ensino Fundamental (responsabilidade dos Estados e Municípios).

    Ao fim de cada ano, dotações orçamentárias inteiras — e imensas! — do Orçamento da União, destinadas à Educação Básica, são canceladas (para reabertura no ano seguinte), porque os Estados e Municípios, que deveriam mobilizá-las, simplesmente não apresentaram projetos para esse fim. No ano seguinte, a coisa se repete. E depois… E depois… Ano que vem, mês que foi… É a lesma lerda, meu boi…

    A turma do ramerrão remelento pelo menos tomou conhecimento disso?

    Duvido!

    Se tomou conhecimento, prefere manter um silêncio obsequioso e conivente.

    Pra quê? Pra continuar a bosquejar generalidades, passando a conta ao governo federal, como se este, além de proporcionar recursos, ainda tenha a responsabilidade de carregar nas costas as obrigações operacionais das secretarias estaduais e municipais de educação.

    Mas, acompanhar, estudar, refletir e se mobilizar pra encarar os problemas de educação do próprio Estado e/ou do próprio município, dá trabalho. É mais fácil bosquejar generalidades, surfar na onda do senso comum…

    Com esse tipo de “cidadão”, vai ficar difícil avançar, mesmo…

  234. Chesterton said

    Qual foi o último grande investimento em energia elétrica, antes dos atuais? Foi Tucuruí, certo? Ainda durante o regime militar. Depois de Tucuruí, o que aconteceu?

    chest- porra nenhuma, por isso os petistas querem mudar o nome da ponte Rio-Niteroi. Nada constroe, mas a-la faraós das piramides, mudam os nomes. Que coisa, né? Aliás, a única grande obra que entregaram foi o porto de Fidel. Cambada de safado.

  235. Pax said

    Com esses números todos que o caro Elias traz fica difícil entender porque em quase 12 anos o analfabetismo no Brasil passou de 12% para 11%.

    Vai ver que a dinheirama foi para …. o duto.

  236. Chesterton said

    http://otambosi.blogspot.com.br/2014/03/estudantes-venezuelanos-acusam-dilma-de.html

  237. Chesterton said

    Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
    Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

    O mais perigoso inimigo-aliado do governo, o líder do PMDB na Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem tudo para implodir o governo da Presidenta Dilma Rousseff. Basta que Cunha e seu vice-líder, deputado Lúcio Vieira Lima (BA), se juntem ao líder do PSDB, o também baiano Antônio Imbassahy, e a pelo menos oito partidos de oposição, para conseguir instalar a CPI da Petrobras. A investigação, em pleno ano reeleitoral, facilmente destrona a petralhada do Palácio do Planalto. O PT fará obstrução nas votações para impedir que se crie a fatal comissão que cuidaria de casos já investigados pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União.

    Pelo menos três escândalos envolvendo a Petrobras já bastam para transformar a CPI no purgatório dos petralhas. O primeiro é a compra superfaturada, por de R$ 1,18 bilhão, dez vezes mais que o valor de marcado, da refinaria de Pasadena, nos EUA, negócio feito com o grupo belga transcor/Astra. O segundo é a investigação da justiça holandesa de que a empresa SBM Offshore teria pago US$ 139,2 milhões a funcionários e intermediários para fechar contratos de fornecimento de navios plataforma para a estatal. O terceiro é a denúncia de superfaturamento em um contrato de US$ 820 milhões com a Odebrecht para fazer estudos nas áreas de segurança e meio ambiente no Brasil e mais nove países. Os escândalos Alston e Gemini também podem entrar na parada da CPI – que todo mundo sabe como começa, mas não como acaba…

    A presidenta Dilma Rousseff tem um fato concreto e objetivo que a coloca no centro de todos esses escândalos. Ela presidia o Conselho de Administração da Petrobras quando todos os negócios foram decididos ou sacramentados. O Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva também será alvo indireto, já que as decisões de negócios foram tomadas por seu afilhado, o baiano José Sérgio Gabrielli. Há risco até que sobre para o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, já que problemas investigados vêm desde a gestão na estatal de Henri Philipe Reichstull (que hoje é conselheiro da Repsol). Como mexe com os três últimos governo, uma grande operação abafa já está em andamento para tudo dar em nada…

    Se os casos não acabarem impunes em uma CPI (que sempre tende para pizza no Brasil) podem terminar processos movidos por investidores nos tribunais de Nova York e na temida SEC (Security and Exchange Comission), órgão regulador do mercado de capitais norte-americano. Neste caso, o rolo holandês é o mais perigoso porque já está sob investigação de autoridades da Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, por causa de denúncias concretas de pagamento de suborno a várias empresas petrolíferas pelo planeta afora.

    Uma CPI da Petrobras será a pá de cal no desgoverno Dilma. Por isso, os petralhas farão de tudo para que ele não seja instalada. E, se for, acabe em nada.

  238. Elias said

    “Com esses números todos que o caro Elias traz fica difícil entender porque em quase 12 anos o analfabetismo no Brasil passou de 12% para 11%.” (Pax)

    Neném, depois que tomares teu tarja preta, dá uma olhada nos números do FNDE: a atual estratégia começou a ser implantada em 2007/2008.

    Daí pra março de 2014 dá algo um tanto diferente de 12 anos…

    Eu sei, eu sei… Ainda não vais entender direito. Por isso eu disse pra ver isso DEPOIS de tomar o tarja preta…

    Tu, que tanto falas em educação, analfabetismo, etc., já paraste pra dar uma olhada na matriz do analfabetismo brasileiro?

    Já percebeste que o analfabetos estão, cada vez mais, se concentrando nas faixas etárias mais elevadas?

    Nunca ouviste dizer que essa é, exatamente, a característica do país que está vencendo a guerra contra o analfabetismo?

    Nunca te disseram que alfabetizar adultos é praticamente impossível? Que há um fenômeno chamado “regressão ao analfabetismo”, que afeta cerca de 80% dos adultos pretensamente alfabetizados em programas de alfabetização funcional?

    Nunca ouviste falar num extenso estudo feito pela ONU, em sete países da África, Ásia e América Latina, sobre a “regressão ao analfabetismo”? E que esse estudo desaconselha que a estratégia para erradicação do analfabetismo seja centrada em programas de alfabetização funcional para adultos? E que esse tipo de programa tenha caráter apenas residual?

    Nunca pegaste pra ler o relatório da “CPI do Mobral”, que chegou exatamente às mesmas conclusões da ONU, inclusive quanto às taxas de regressão ao analfabetismo, de adultos supostamente alfabetizados em programas de alfabetização funcional?

    Nunca ouviste dizer que se ganha a guerra contra o analfabetismo impedindo que as crianças de hoje se tornem os adultos analfabetos de amanhã?

    Nunca te disseram que, quando o país se concentra nesse tipo de estratégia, o analfabetismo tende a se concentrar nas faixas etárias mais elevadas? E que, por isso mesmo, esse analfabetismo só desaparece quando essas pessoas morrem?

    JÁ SEI! Como não se consegue alfabetizar adultos — exceto como exceção — tu estás querendo que os adultos analfabetos do Brasil sejam, todos, assassinados. Estaria erradicado o analfabetismo em pouco tempo.

    Além disso, como disse L. F. Veríssimo em sua poesia (“O último”): pobre tem esse pequeno defeito: quer viver de qualquer jeito! E os adultos analfabetos que teimam em não morrer, estão irritando o Pax…

    O que tu recomendas, Pax? Um tiro na nuca ou câmara de gás?

    Doido de pedra!

  239. Elias said

    “Qual foi o último grande investimento em energia elétrica, antes dos atuais? Foi Tucuruí, certo? Ainda durante o regime militar. Depois de Tucuruí, o que aconteceu?” (Elias)

    “Porra nenhuma, por isso os petistas querem mudar o nome da ponte Rio-Niteroi. Nada constroe, mas a-la faraós das piramides, mudam os nomes. Que coisa, né? Aliás, a única grande obra que entregaram foi o porto de Fidel. Cambada de safado.” (Chester)

    Olhaí outro direitopata histérico… Baba no teclado, e já nem consegue escrever direito. É Niteroi, “constroe”, “piramides”…

    Além de doidinho e emocionalmente desequilibrado, é burrinho… Jirau e Santo Antônio dariam um farto material pra oposição atacar o governo.

    O pessoal da tarja preta nem sabe o que é isso…

    E eu me divirto desestabilizando emocionalmente os direitopatas hidrófobos…

    Nada não, pessoal… Logo depois das eleições, vou propor ao governo, como contrapartida ao “Mais médicos”, a gente enviar algumas levas de vocês pra uma temporada de ressocialização na ilha-presídio da família Castro Ruiz.

  240. Zbigniew said

    Hehehehehe,
    É realmente difícil sair do senso comum.
    Pros que não têm recursos há a desculpa do acesso.
    Mas pra quem tem um smartphone com serviço de internet e pode pagar a assinatura de uma tv a cabo, aí não tem perdão. Falta discernimento e boa-vontade.
    Mas o que mais me deixa perplexo é ver um cara vencer na vida tendo trabalhado na roça e hoje dizer ser de direita. Tipo o ranço que nega as origens, a la Machado de Assis.

  241. Chesterton said

    Toquei no nervo, uma vez que o Googlias reclamou da grafia. Falta de argumento, hein? Agora estou no teclado normal, Está contentinho?

    Zbgn¨&%$, todo mundo que cresce trabalhando desde baixo sabe o tanto de esforço pessoasl que está envolvido no sucesso. Esquerdinha fica quem acha que tudo é fácil e é possível apagar fogo com querosene se houver bastante vontade política.

  242. Pax said

    Pronto, caro Elias, tomei meu tarja preta.

    – Educação no Brasil é de primeiro mundo.

    Pra quem gosta de mantra, esse é bom mesmo.

    Nunca antes na história deçe paíz a educassão foi tam boa.

    era só o que me faltava ouvir.

    Reza a lenda que aqueles comedores de criancinhas, o Fidel e o Che, em um ano acabaram com o analfabetismo na ilha. Mas, sabe como é, os caras comeram os analfabetos…

  243. Zbigniew said

    Pax,
    Cuba teve suas políticas sociais implantadas por decreto. É um país bem pequeno e muito menos complexo do que o Brasil. Os interesses são outros e homogêneos.
    Não dá pra comparar. São escalas totalmente distintas.

  244. Chesterton said

    Eu: O PT é uma merda por causa disso e daquilo que fez ao país

    Elias: Não é não.

    Eu: É sim

    Elias: Ora , tem muitas outras coisas ruins que o PT fez e você não sabem criticar (??? TÓINGGGG)

  245. Chesterton said

    Tráfico humano é o tema da Campanha da Fraternidade de 2014. Boa escolha. Essa é uma área sombria na qual crimes graves são cometidos. Para que possamos dar-lhes a devido peso, é necessário distinguir melhor condutas com diferentes implicações morais, mas que costumam ser apresentadas sempre num mesmo pacote.

    É decerto errado, além de ilegal, arregimentar trabalhadores com falsas promessas, submetê-los a condições insalubres e vinculá-los ao empregador através daqueles sistemas de dívidas. Incomoda-me, porém, chamar isso de “escravidão” ou de “condições análogas à escravidão”.

    Sei que o cérebro humano não resiste a analogias, mas, neste caso, fazê-la significa a um só tempo banalizar a escravidão histórica e ignorar uma das mais importantes conquistas morais da humanidade. Por pior que possa ser a situação de alguns trabalhadores modernos, ela não se compara, por exemplo, à dos negros escravizados na Américas. Ali, o cativo era propriedade de seu senhor, que podia fazer com ele praticamente tudo o que quisesse, inclusive puni-lo com castigos físicos. E esse “direito” era exercido à larga. Se o escravo fugisse, a própria estrutura do Estado era mobilizada para recapturá-lo e devolvê-lo a seu “legítimo” dono.

    As coisas mudaram, se nem tanto na prática, ao menos no direito. Mesmo que subsistam casos extremos, em que pessoas são encarceradas e submetidas a chibatadas, eles se tornaram universalmente ilegais. A Mauritânia foi o último país a abolir a escravidão, tendo-o feito em 1981.

    Pode parecer um detalhe burocrático, já que trabalhadores continuam a ser maltratados por lá (e não só lá), mas seria um equívoco deixar de reconhecer o fato de que nossa espécie foi capaz de, através de reflexão moral, rechaçar um instituto como a escravidão, que acompanhava a civilização desde seus primórdios, e passar a combatê-lo, ainda que com diferentes graus de empenho.

    Hélio Schwartsman

  246. Chesterton said

    SEXTA-FEIRA, 7 DE MARÇO DE 2014
    Autópsia do chavismo

    Do site Puente Democrático, uma condenação assinada já em fevereiro contra a tirania venezuelana, que é apoiada por Dilma, Lula e o Partido Totalitário (PT):

    Desde que el ex militar golpista Hugo Chávez Frías llegó al poder por la vía democrática en Venezuela, este país ha visto erosionar su estado de derecho y las libertades fundamentales. Pero Chávez no se limitó a gobernar de manera autocrática Venezuela, sino que también apoyó política y económicamente la erosión de la institucionalidad democrática en otros países de América Latina e incluso ha defendido a las peores dictaduras que quedan en el mundo, como las de Corea del Norte, Siria y Bielorrusia.

    Aliado incondicional del régimen de partido único que con mano dura gobierna en Cuba reprimiendo los derechos fundamentales, Chávez fue un factor decisivo en la supervivencia económica de los hermanos Fidel y Raúl Castro. Para el régimen cubano, Chávez y ahora Nicolás Maduro, son el oxígeno que les permite sobrevivir internamente y seguir influyendo regionalmente.

    Y si tanto los gobernantes de países con mejor calidad democrática de América Latina, como aquellos que por su peso geopolítico son actores determinantes en la región, no supieron o no quisieron reclamar la apertura política en la dictadura remanente de la región, mucho menos estuvieron dispuestos a llamar la atención al avance autoritario del chavismo.

    Por eso mismo, en los asesinatos, lesiones y vejaciones que en estos días se están produciendo en Venezuela y en la represión implacable que desde hace más de medio siglo se produce en Cuba, no son únicamente responsables sus gobernantes represivos. También son responsables los que han convalidado que los hermanos Castro, Hugo Chávez y ahora Nicolás Maduro, hagan en Cuba y Venezuela, aquello que en sus propios países sería inconcebible.

    Lamentablemente es muy larga la lista de mandatarios y funcionarios regionales cómplices en la permanencia ilegítima en el poder por parte del Partido Comunista de Cuba y en la instalación de un régimen autoritario en Venezuela, en especial aquellos que supuestamente ostentan credenciales de líderes democráticos y que sin embargo contribuyeron a avalar la impunidad política en ambos países.

    Si la democracia en América Latina no estaba consolidada debido a la permanencia de una dictadura militarista de partido único en Cuba, más lejos está ahora la región en afianzar los valores que caracterizan a los países del mundo que han alcanzado los más altos niveles de desarrollo. Al respecto, es muy preocupante que el recrudecimiento de la represión en Venezuela, que ha despertado condenas de organizaciones internacionales, desde Human Rights Watch hasta la Internacional Socialista, sin embargo haya recibido el apoyo de sectores políticos y sociales de distintos países latinoamericanos.

    Si en países como, por ejemplo, Argentina y Uruguay, hay voces que justifican o relativizan la violación de los derechos humanos en Venezuela y en Cuba, eso implica que los valores democráticos allí tampoco están firmes. Por eso, al alzar la voz por quienes en Cuba y Venezuela, pero también en otros países de la región y del mundo, sufren la represión de sus libertades fundamentales, también estamos alzando la voz defendiendo los derechos humanos en nuestros propios países.

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    Postado por Orlando Tambosi

  247. Zbigniew said

    O verdadeiro poder do Brasil. Esses sabem mandar. Tudo em nome da intocabilidade dos meios de comunicação (leia-se: oligopólios).

  248. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Mas as políticas sociais no Brasil não foram implantadas por decreto também?

  249. Pax said

    Creio que a questão não é bem essa, caro Zbigniew. A questão é que não temos uma política nacional para Educação que precisamos ter.

    O Brasil não será um país de primeiro mundo com a Educação que temos. Basta-me essa certeza.

    Não adianta espernear que “nunca antes na história deste país…” e todas as baboseiras que queiram. Não adianta comparar merda com estrume. O que interessa é a constatação que nossa Educação é muito aquém do que precisamos.

    Nossas escolas públicas são insuficientes, nossos professores recebem salários de fome, são despreparados. Isso é fato. Não adianta ter torcida organizada querendo me dizer que a realidade não é essa.

    Nem estou falando que é um problema nacional, ou estadual ou municipal. É um problema geral.

    Ficar discutindo que melhorou um tiquinho aqui, um cadinho acolá, é tapar o Sol com peneira.

    Vá em qualquer escola pública brasileira e veja constate que os jovens terminam o ensino básico e fundamental e mal sabem interpretar um texto ou traduzir matematicamente um problema qualquer. Quanto mais falar alguma outra língua, saber que Belém do Pará não é onde Jesus Cristo nasceu ou que os pré-socraticos não eram aqueles jogadores de futebol que atuaram antes do Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira.

    Nossa educação é um lixo. Ponto. Com essa educação não teremos um futuro digno. Ponto.

    Mais fácil é dizer que quem não aplaude o PT é louco, coxinha etc. Esse novo PT está tão simpático que qualquer coisa que se aponte de errado é logo com ele, falou de corrupção, mexeu com a mãe, falou de educação, xingou o pai, falou de segurança cuspiu na cara. Esse novo PT está tão ruim e chato que qualquer coisa que se fale é motivo para esse nível de discussão.

    Paciência, é com isso que temos que lidar, então vamos em frente.

  250. Pax said

    boa pensata (dica do Bob Fernandes)

    sobre Ucrânia e Criméia

    http://brasil.elpais.com/brasil/2014/03/06/internacional/1394135494_689022.html

  251. Zbigniew said

    Bom,
    Cuba fora da equação comecemos nos perguntando: o que é o Brasil?
    Uma economia de mercado com sistemas político e jurídico elitistas.
    O que isso significa?
    Que economia, governo e leis, antes de tudo, devem atender a interesses específicos daqueles que dominam o poder.
    E por que isto?
    Porque a construção da nação passou ao largo da população e concentrou-se nas mãos de uma classe de pessoas que foram incapazes de trazer o povo para a tomada de decisões.
    Isso desde quando? Desde sempre.
    Agora, responda-me, caro Pax, com toda a honestidade: um história de dominação como essa pode ser mudada do dia pra noite?
    Outra: algo começou a mover-se neste sentido?
    Outra: já que queremos acelerar o processo por que esperar pela Copa do Mundo para protestar e pressionar os governos?
    Veja o caso do vídeo do Requião. Uma emissora que prega a retidão dobra Senadores em seu próprio interesse e contra os do país.
    Vc acha que educar o povo é prioridade pra essa gente?

  252. Chesterton said

    250, muito bom. De qualquer modo há muito gas ára explorar na Europa, basta querer e deixar os eco-chatos de lado.

  253. Chesterton said

    A valorização da educação não é característica do brsileiro. Se assim fosse, o PT nunca chegaria onde chegou. Dizem que o problema é o clima muito ameno…(hahahahahah)

  254. Chesterton said

    na mesma linha do 250

    http://www.nationalreview.com/article/372890/russia-great-power-no-more-john-yoo

  255. Elias said

    I
    “Pronto, caro Elias, tomei meu tarja preta. – Educação no Brasil é de primeiro mundo. Pra quem gosta de mantra, etc., etc., etc., etc.” (Pax)

    Infelizmente teu tarja preta não te capacita nem te induz a debater com honestidade.

    Quem disse, aqui, que “Educação no Brasil é de Primeiro Mundo”?

    Que eu lembre, eu disse que:

    1 – FHC criou o FUNDEF, que passou a garantir recursos para o desenvolvimento do Ensino Fundamental.

    2 – O Lula ampliou o alcance do FUNDEF, transformando-o num fundo (FUNDEB) que apoia a Educação Básica (ou seja, incluindo a Educação Infantil), e não apenas o Ensino Fundamental. (*)

    3 – Em 2012, o FUNDEB investiu R$ 96,2 bilhões, sendo R$ 64,3 bilhões nos Estados e R$ 31,9 bilhões nos municípios.

    4 – O pessoal que vive bosquejando generalidades sobre educação, não mexe o rabo gordo da cadeira, pra fazer com que os Estados e Municípios melhorem seu desempenho. Se isso não acontece, hoje em dia — e não acontece! — não é por falta de dinheiro (que, todo ano, sobra e passa pro ano seguinte). Se a melhoria do desempenho não acontece, é por inércia dos Estados e Municípios, que não conseguem formular nem executar projetos de qualidade, e por passividade dos cidadãos brasileiros, inclusive os abobrinhas que vivem bosquejando generalidades sobre educação, mas não mexem os respectivos rabos gordos pra lutar por uma educação melhor.

    Dizer isso é dizer que o Brasil tem “educação de primeiro mundo”? No primeiro mundo é assim?

    PUTZ!

    Estás ficando pior, a cada dia… Tens certeza de que teu tarja preta tá fazendo algum efeito?

    II
    “Projeto para Educação”? Claro que tem, bobão… Só eu, conheço uns três… Podem ser diferentes do teu, mas que existem, existem.

    III
    Falar nisso, Pax: tu tens algum “projeto para educação”? Como é ele?

    (*) Pra não deixar em brancas nuvens: a transformação do FUNDEF em FUNDEB foi algo muito importante, e atende reivindicações dos profissionais da Educação no Brasil (independentemente de partidos políticos), de longa data.

    Era do conhecimento geral que um dos gargalos do Ensino Fundamental se situava, exatamente, na primeira série. E as altas taxa de repetência na primeira série eram decorrência, sobretudo, da ausência ou insuficiência na Educação Infantil (Jardim I, Jardim II e Alfa).

    Acontece que o Brasil enquadrava a Educação Infantil como “Educação Pré-Escolar”, ou seja, algo “antes” e “fora” da escola. Logo, o Estado não tinha responsabilidades quanto a isso. A Educação Infantil não recebia, por isso, o respaldo legal — inclusive para destinação de recursos orçamentários.

    A Educação Infantil era, assim, uma atividade residual nos sistemas estaduais e municipais. Observe-se que, mesmo no governo FHC, quando se começou, efetivamente a fazer algo substancial para a melhoria do Ensino Fundamental, ainda assim a Educação Infantil continuou de fora (posto que implicava a materialização de um projeto, que o Pax não consegue identificar).

    A nova conceituação mudou isso (o que implica outro projeto, que o Pax também não consegue ver), o que, pelo menos do ponto de vista da disponibilização de recursos, abre uma nova perspectiva para a melhoria do desempenho do Ensino Fundamental, já que incide diretamente sobre o que, na avaliação dos pedagogos brasileiros, era a principal causa do desempenho insatisfatório.

    Também pra registro: o Pax não conseguiu entender que existiu um projeto do Paulo Renato (ou seja, do PSDB) para a educação no Brasil, assim como não consegue entender que existe um atual. E que o atual, sem negar os avanços do anterior, é diferente (observe-se que o mecanismo do FUNDEB é o mesmo do FUNDEF; a mudança foi conceitual, contemplando o diagnóstico e as proposições dos profissionais da Educação brasileiros).

    O Pax está se tornando aquele sujeito que olha, olha, olha, olha… E não vê!

    É mais fácil — porém infinitamente mais burro! — dizer que o PSDB e o PT destruíram a educação no Brasil…

    Como se, antes, a educação no Brasil fosse alguma coisa que prestasse…

    Decadência…

  256. Chesterton said

    A educação publica no Brasil era ótima antes de pretenderem que fosse para todos.

  257. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Há vários exemplos de países que vivenciaram a mesmíssima equação, e saíram do elitismo para uma justiça social em curto espaço de tempo (curto no sentido Histórico).

    Os nórdicos por exemplo. Coréia do Sul, outro exemplo. Há vários.

    Tua pergunta “algo começou a mover-se neste sentido” tem uma resposta, para quem consegue um distanciamento crítico, um belo não. A concentração de riqueza e a desigualdade aumentou ou diminuiu no Brasil?

    Porque esperar a copa do Mundo para protestar? Ora, porque os garis que ganham 800 reais por mês esperaram o Carnaval para protestar? Porque as greves bancárias são às vésperas do dissídio coletivo? Porque comemoramos o reveillon no dia 31/12? Porque é momento apropriado, de maior impacto.

    Mesmo assim chego a concordar contigo, por mim o povo estava às ruas desde já.

    Mesmo que esses governos canalhas estejam às raias de nos colocar goela abaixo leis de mordaça. Como disse acima, só vai piorar a situação. Quanto mais os governos, em todos os âmbitos, quiserem reagir com porrada às legítimas manifestações, ao invés de se moverem no atendimento de demandas mais que concretas e corretas, mais o caldeirão vai ferver.

    É o que penso. Não adianta querer impedir uma enxurrada de passar. O que adianta é não permitir que se construa às margens de onde a água vai passar inexoravelmente.

    Nesta metáfora a enxurrada é a insatisfação do povo. Ano passado ela se mostrou muito clara, muito evidente. O establishment foi capaz de conter aquela quebra de barragem, mas a água só subiu de nível. Uma hora as paredes vão romper.

    Não, não são os black blocs (et caterva, de todos os lados), o povo insatisfeito está pau da vida que esses caras e tomaram as ruas que são suas. Esse ponto precisa ser reforçado: as ruas são do povo, da massa que tem inúmeras reclamações extremamente pertinentes. Claramente tabuladas no inverno passado. Corrupção, Educação, Saúde, Segurança foram as principais reclamações.

    E aí fica a pergunta que dá um xeque mate em quem tem medinho de manifestação: o povo estava errado ao reclamar destes itens?

  258. Pax said

    Fundef, Fudeb, fun-foda-se.

    A escola pública no Brasil piorou. Esse petismo patrulhento já deu no meu saco. Se aumentaram a dotação orçamentária, por tudo que temos de prova cabal do que virou o PT, foi pra desviar mais dinheiro.

  259. Chesterton said

    Na minha época de vestibular os concorrentes mais fortes eram do Julio de Castilho e do Militar.

  260. Chesterton said

    fila da comida em?

  261. Chesterton said

    É incrível, isto é, não dá para acreditar que a Defensora do Povo, na Venezuela, defenda numa entrevista coletiva à imprensa, a tortura que vem sendo infligida aos estudantes presos pela polícia política do ditador comunista Nicolás Maduro.
    Na maior cara de pau, como se pode conferir na matéria que transcrevo abaixo, do site do jornal El Nacional, um dos principais diários da Venezuela, a tal Defensora do Povo, Gabriela Ramírez afirma:
    Segundo El Nacional, “Ramirez ecplicou que uma coisa é que alguns dos jovens tenham sido torturados para obter uma confissão e outra é que tenham sido vítimas do uso de força excessiva”.
    “Se prendem 15 jovens e uma pessoa é golpeada ou maltrada, a tortura tem um sentido, se emprega para obter uma confissão, se inflige um sofrimento físico para obter uma confissão e temos que diferenciar isso de um tratamento excesivo ou uso desproporcionado da força”.
    Esse é o governo “democrático” da Venezuela, que tem o apoio de Lula, Dilma e seus sequazes. É uma barbaridade.

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2014/03/defensora-do-povo-da-ditadura-comunista.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoAluizioAmorim+(BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM)

  262. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ong-ligada-ao-psol-e-a-marcelo-freixo-fica-com-69-do-dinheiro-arrecadado-para-familia-de-amarildo-para-que-para-projetos-ainda-indefinidos/

  263. Chesterton said

  264. Pax said

    Idelber Avelar
    há 8 horas
    Eles enfrentaram: um sindicato pelego, um prefeito truculento, uma das polícias que mais mata no mundo, o maior império de comunicação da América do Sul (que hoje dedicou três páginas inteiras de seu jornal a desqualificar a greve e puxar saco do prefeito) e as tradicionais milícias governistas, que disseminaram mentiras de todo tipo, como a de que a greve era ação de uma minoria de 300 pessoas.

    E venceram! Obrigado, garis do Rio de Janeiro, por ensinar de novo o mapa da luta! Pelegos em todo o Brasil estão, neste momento, tremendo, porque sabem a enormidade do precedente que se abriu nesta semana. Notem que a derrota do governo foi tão retumbante que a reunião que selou a vitória dos garis aconteceu no TRT. Paes jamais os recebeu.

    Que aqueles que desqualificaram luta tão justa se recolham agora à sua vergonha. E vem mais por aí!

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-03/com-aumento-de-37-garis-do-rio-encerram-greve

    show de bola

    Que venham mais greves e mais manifestações.

  265. Chesterton said

    sobre a Venezuela Idelber tem algum comentario?

  266. Pax said

    não lembro de ter visto, caro Chesterton, rabugento

  267. Patriarca da Paciência said

    Eu tenho um comentário sobre a Venezuela. Em todas as Américas, 29 países a apoiam e três são contra !

    Não esquecer também que o PIG começou na Venezuela. Montaram descaradamente um golpe, o qual foi humilhantemente derrotado pelo Chavez!

    Maduro também derrotará essa nove tentativa de golpe pelo PIG !

  268. Pax said

    A inutilidade do Senado custa caro…

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,senadores-pedem-reembolso-de-ate-r-70-mil-por-tratamentos-dentarios,1138720,0.htm

  269. Patriarca da Paciência said

    Pedro Malan

    “Passados 20 anos, deitou raízes entre nós a percepção de que é obrigação de qualquer governo preservar a estabilidade do poder de compra da moeda do País. E vale lembrar, mais uma vez, que para os envolvidos com o Plano Real e sua consolidação o controle da inflação nunca foi um objetivo único, um fim em si mesmo, uma estação a que se chegasse, e pronto.

    Para nós, a agenda brasileira pós-1994 seria a própria agenda do desenvolvimento econômico e social do País. O que o Real fez foi permitir que o Brasil, antes drogado pela inflação desmedida, pudesse descortinar de forma menos obscura a natureza e a dimensão dos outros (inúmeros) desafios por enfrentar. Procurando tornar-se um país capaz de crescer de forma sustentável, com inflação sob controle, mais justiça social, finanças públicas em ordem e maior eficiência nos setores público e privado.

    Como sabemos, 20 anos são pouco para a magnitude dessa empreitada. E também que a capacidade que têm governos (e sociedades) de identificar desafios, riscos e oportunidades depende da qualidade do seu entendimento sobre o seu passado. É difícil que alguém saiba para onde vai (ou pode ir, ou gostaria de ir) se não sabe de onde veio, como veio e como se encontra agora.

    E o que temos agora? Temos hoje cerca de 20 anos de inflação relativamente civilizada desde o lançamento do Real. Não é coisa pouca para um país que foi recordista mundial de inflação acumulada nos 30 anos do início dos anos 1960 ao início dos 1990. Temos hoje mais de 20 anos desde que restabelecemos o nosso relacionamento com a comunidade financeira internacional, renegociando nossa dívida externa pública com credores privados e oficiais.

    Temos hoje mais de 20 anos desde que demos um salto qualitativo e quantitativo no processo de abertura de nossa economia ao comércio internacional. Temos hoje bem mais de 20 anos desde que iniciamos o processo de privatização/concessão no Brasil, infelizmente interrompido durante longo tempo e só recentemente retomado. Temos mais de 20 anos de autonomia operacional do Banco Central na condução da política monetária – e existe hoje uma percepção mais ampla de quão fundamental para o País é preservar a credibilidade dessa instituição.

    Passaram-se 17 anos desde que resolvemos problemas de liquidez e de solvência bancária, tanto no setor público quanto no setor privado – e desde então nunca mais tivemos problemas sérios em grandes bancos. Temos mais 15 anos, feitos em janeiro de 2014, de um regime de taxa de câmbio flutuante. Teremos, em junho agora, 15 anos do regime monetário de metas de inflação. Temos quase 14 anos desde que, em maio de 2000, foi aprovada a crucial Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Temos 13 anos decorridos desde o início dos processos de transferência direta de renda para as populações mais pobres do País por meio dos vários programas que foram criados a partir do ano de 2001- consolidados e ampliados pelo governo Lula a partir de outubro de 2003. Como é sabido, qualquer governo em qualquer parte do mundo constrói, sim, sobre avanços alcançados pelo país na vigência de administrações anteriores. O Brasil não é exceção a essa regra. Olhando os últimos 20 anos, há elementos de continuidade e de mudança, assim como há acertos e erros em todos os governos.

    Mirando à frente, deveria ser possível, com um mínimo de boa-fé, honestidade intelectual e de recusa ao uso de rotulagens vazias, buscar construir as convergências possíveis (ou clarificar diferenças de forma honesta) pensando na próxima geração. A seguir, apenas dois exemplos de questões sobre as quais um debate sério me parece inadiável, para um país que pretende, e pode, mostrar que é capaz de escapar da chamada “armadilha da renda média”, que aqui ainda é cerca de um quarto da renda média atual dos principais países desenvolvidos.

    O Brasil tem hoje a quarta maior população urbana do mundo. E esta aumentou em mais de 150 milhões de pessoas nos últimos 60 anos. Nossas carências sociais e de infraestrutura urbana são enormes e se expressam sob a forma de demandas por mais e melhor saúde, educação, emprego e renda e por mais e melhor infraestrutura de transporte, energia e saneamento. Que são tidas, todas, como altamente “intensivas em Estado”. Que para tal precisaria tributar, endividar-se e gastar ou transferir os recursos assim obtidos – sempre escassos em relação às demandas e expectativas. Nosso futuro depende de mais clareza nessa discussão – e sobre prioridades no uso de recursos escassos. Há prioridades que estimulam maior crescimento, outras que o inibem. A questão não é sobre a necessidade de Estado, mas sobre a forma como governos específicos atuam.

    O outro desafio vem da extraordinária velocidade de transcrição demográfica no Brasil. A população brasileira, que crescia a 3,1% ao ano na década de 1950 e a 2,4% no início dos anos 80, está crescendo a 0,7% ao ano nesta década. Na qual a faixa etária até 29 anos está diminuindo. A faixa até 39 anos diminuirá na próxima década, quando a população estará crescendo a 0,44% ao ano. Como escreveu Fabio Giambiagi, esse é “um desafio cujas dimensões ainda não foram percebidas pela opinião publica – e, o que é mais grave, nem pelo governo”.

    Os efeitos dessa transição já se fazem sentir hoje na oferta de mão de obra e na população ocupada. A partir de agora, o crescimento da população ativa “garante” pouco mais que um ponto porcentual de crescimento do produto interno bruto (PIB). Como mostram vários estudos, crescer muito além disso (1.2% a 1.4%), só com aumentos de produtividade. Que dependem de acumulação de capital físico e humano por trabalhador, de inovações técnicas e de mudanças nas áreas previdenciária, trabalhista e tributária.

    Agenda para os próximos 20 anos. Com o Real.”

    Eis alguém da oposição que tem algo a dizer, de modo sério e coerente !

    Apesar de tudo, Pedro Malan e Fernando Henrique se mantém fora do maniqueísmo babaca do Serra, Aécio, Campos, Marina et caterva !

  270. Otto said

    Pax, a Coreia do Sul e os países nórdicos não acabaram com a iniquidade social em 11 anos (período em que o PT está no poder).

    Estude e verá que foram décadas.

    Aliás, até hoje, na Coreia do Sul exitem inúmeras favelas. E miserabílissimas.

  271. Chesterton said

    Otto, você usa o termo iniquidade como se fosse desigualdade.

    Significados de Iniquidade :

    1. Iniquidade

    Tornar normal o que é pecado, não sentir culpa pelo pecado cometido, de tanto uma pessoa cometer o mesmo pecado ou coisa errada, não se arrepender pois já acha o que fez absolutamente normal.

    2 Significado de Iniquidade

    s.f. Particularidade do que ou de quem é iníquo; que se opõe à equidade.
    Ato ou comportamento contrário à moral, à religião, à justiça, à igualdade etc.
    Comportamento ou ação perversa e maldosa.
    O que é iníquo.
    (Etm. do latim: iniquitas.atis)

    Sinônimos de Iniquidade

    Sinônimo de iniquidade: arbitrariedade, crime, culpa, injustiça, maldade e pecado
    ——————————-

    como você vê, se existe alguma iniquidade é fruto do esquerdismo do mundo.

  272. Elias said

    Da Reuters, hoje:

    ===================================================
    Governos da União Europeia e parlamentares tentarão chegar a um compromisso nesta semana sobre como lidar com bancos em colapso, em uma maratona de negociações que tem como objetivo definir quem decidirá pelo fechamento de instituições financeiras em crise e quem ficará com a conta.

    Um acordo nas negociações, que devem durar três dias, será o passo final para uma união bancária europeia que marcará a criação de um órgão supervisor sobre todos os bancos da zona do euro, além de um conjunto de regras para fechamento ou reestruturação de instituições com problemas e um fundo comum.

    A união bancária, e o processo de fiscalização dos balanços dos bancos, tem como objetivo restaurar a confiança entre as instituições financeiras e impulsionar o crédito a empresas e famílias.

    Novos empréstimos têm sido contidos por esforços dos bancos para levantar capital e reduzir perdas com crédito que se proliferaram na recessão disparada pela crise financeira global e que foram aprofundadas pela crise de dívida soberana da zona do euro.

    No ano passado, autoridades concordaram que o Banco Central Europeu (BCE) será o único supervisor de todos os bancos da zona do euro, função que vai assumir a partir de novembro
    ====================================================

    Mais Estado na economia: (a) pra “reestruturar” o sistema bancário europeu; (b) pra injetar dinheiro nos sistemas (assumindo a conta dos quebrados); (c) pra regular o funcionamento do sistema, reduzindo o risco de novas crises, causadas pelo “excesso de liberdade econômica”.

    Vai anotando aí, Chester…

  273. Elias said

    “Fundef, Fudeb, fun-foda-se. A escola pública no Brasil piorou. Esse petismo patrulhento já deu no meu saco. Se aumentaram a dotação orçamentária, por tudo que temos de prova cabal do que virou o PT, foi pra desviar mais dinheiro.” (Pax, cada dia mais doido)

    ISSO É QUE É ARGUMENTAR COM INTELIGÊNCIA E RACIONALIDADE!

    Quer dizer, então, que o PT é responsável pelos recursos do FUNDEB que Estados e Municípios desviam…

    “Pensar” que, pra ser oposição, tem que culpar o PT de tudo e de qualquer coisa, por tudo e por todos, chega às raias da imbecilidade.

    Melhor fazer como o Chester, que diz que “o PT é a raiz de todo o mal”, porque, no mínimo, isso passa por ser pura sacanagem (e não simples idiotice ao paroxismo, como à primeira vista parece).

    “Patrulhamento” é o cacete!

    É outro papo furado de pseudo democrata, que se mete em debate, sem ter argumento pra debater.

    Sempre que se mostra as muitas brechas da argumentação imbecil, o imbecil começa com o chororô de que está sendo “patrulhado”.

    Só não “patrulha” o imbecil quem concorda com todas as imbecilidades que ele diz.

    E o imbecil ainda quer se fazer passar por “democrata”…

    Um direitoso como o Chester é mais democrata que esse tipo de imbecil. Pelo menos, o Chester não reclama de ser patrulhado, por quem discorda dela.

    Olha a que ponto tu estás chegando, Pax…

  274. Elias said

    “…por quem discorda dela”?

    O Chester?

    Terá sido ato falho?

  275. Elias said

    Do Estadão, linkado pelo Pax (# 268), que consegue errar até quando acerta:

    “A ex-senadora Ana Júlia Carepa (PT) aproveitou o plano, entre 2007 e 2011, e fez vários implantes.”

    Mentira!

    Em, 2006 a Ana Júlia foi eleita governadora e renunciou ao mandato no Senado.

    Quem assumiu a vaga, e exerceu o mandato, de 2007 a 2010, foi o José Nery, que era suplente da Ana Júlia, e que, desde 2005, saíra do PT e ingressara no PSOL.

    Vale dizer: o mandato, a partir de 2007, além de não ter sido exercido pela Ana Júlia, deixara de pertencer ao PT e passara a ser do PSOL, que, aliás, era e é oposição ao PT.

    Mas a matéria do Estadão “reproduz” uma declaração de Ana Júlia, como se ela, senadora entre 2007 e 2011 (caso ela houvesse permanecido no mandato, ele teria encerrado em 2010, e não em 2011), houvesse admitido o uso de esquemas de reembolso para implante dentário…

    Notoriamente trata-se de algo forjado… E mal feito, porque facilmente desmontável…

    Sabe-se lá quanto mais isso acontece…

    Que m… de imprensa…

    Quem linka uma b… dessa, linka uma b… dessa porque quer, certo? Não tem condições de checar cada b… que linka, certo?

    Certo… Mas, também, não dá pra ficar pagando esse tipo de mico, e questionar a credibilidade do cafezinho, do leitinho ou da bolachinha…

    OK?

  276. Chesterton said

    Elias, dá uma sintetizada…

  277. Pax said

    Caro Elias,

    Estou atacando o PT e não você. Se você acha que o PT é você o problema é teu.

    Que o PT virou um lixo político, corrupto até o pescoço, não tenho menor dúvida.

    Quando a amante do chefe dá cartas em Agências Regulatórias, o filho do chefe enche o rabisteco de dinheiro, a cúpula toda se mete na roubalheira geral e a militância entra no patrulhamento ideológico, não há outra forma de ver senão a de aceitar a realidade que o PT virou um lixo político.

    Caso você vista tanto a camisa de achar que este lixo, real, seja igual a você, de novo, isso é um problema teu, não meu.

    Então sugiro um pouco mais de ponderação no que tens me atribuído porque, aqui, eu bato em chico, em francisco, mas esses personagens são instituições, não pessoas.

    Mas, quer saber, com muita sinceridade, pouco me importa. Só reforças esse sentimento que se aprofunda que esse tipo de política que não aceita o contraditório, é igual, tal e qual, o que há de pior em todos os exemplos que pudermos elencar. De qualquer cor da paleta ideológica.

    Continue, caro Elias, você dá um tom bem preciso do que o PT se tornou.

  278. Chesterton said

    É , Pax, custou, mas entendeu. Só tenho uma coisa a falar: ” Eu não disse?” :)

  279. Chesterton said

    Mais médicos e menos improviso – JOSEF BARAT
    O ESTADO DE S. PAULO – 22/02

    No jargão dos economistas, o termo estrutural expressa algo decorrente de características essenciais ou duradouras da economia -tratando, portanto, de mudanças que delineiam o longo prazo -, enquanto o termo conjuntural é relativo a variações ou ocorrências no curto prazo. Dar soluções conjunturais a problemas de natureza estrutural, visando ao curto prazo, pode representar uma séria contradição quando se trata de formular políticas públicas.

    Por outro lado, fomentar conflitos para justificar políticas de curto prazo é postura de alto risco. Portanto, não é correto insuflar a população contra os médicos brasileiros. Os hospitais públicos e postos de saúde funcionam graças à abnegação de médicos, enfermeiros e atendentes brasileiros. Mal remunerados, sem equipes de apoio e sem equipamentos, dedicam-se a dar assistência médico-hospitalar com grande sacrifício pessoal. Claro que qualqueriniciativa que vise a melhorar o alcance e os padrões de qualidade dos serviços merece aprovação. Mas, dada a extrema complexidade da saúde pública no Brasil, é necessário fazer uma avaliação isenta e objetiva do Programa Mais Médicos, sem ideologias nem reações emocionais.

    É sempre oportuno lembrar que os problemas da saúde pública nas áreas desassistidas se acumulam há mais de duas décadas. Mais precisamente,desde que foram extintos, no Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu) ea Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), criados em 1956 e 1970. Junto com a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), essas organizações de Estado davam suporte a um corpo de médicos sanitaristas de carreira, que exerciam uma função importante com relação não só às endemias, mas também à educação sanitária em comunidades afastadas e carentes.

    Foram modelares os programas que contemplaram, de forma integrada, fossas sépticas, tratamento de água e educação sanitária, entre outros. Havia, pois, uma visão estrutural para a solução dos problemas de saúde pública, mesmo considerando a carência de recursos para investimentos e operação. Infelizmente, no governo Collor essas instituições e carreiras médicas foram desmanteladas e sua experiência acumulada se dispersou. A criação da Funasa deixou muito a desejar e se perdeu a visão dos médicos sanitaristas como merecedores de uma carreira de Estado, como têm os magistrados, diplomatas e militares.

    Na gestão do ministro Adib Jatene foi criado o programa Médicos de Família, de alcance extraordinário na época, pela objetividade na concepção e condições de baixo custo na sua execução. Infelizmente, esse programa – que tinha visão de mudanças no longo prazo – foi também desestruturado, seguindo a terrível maldição das políticas publicas brasileiras de fazer malograr tudo o que dá certo.

    A esta altura, é preciso separar bem e sem paixão a solução tapa-buraco, pela importação de médicos sub-remune-rados e de qualificação duvidosa, do que seriam soluções sérias para cobrir de forma duradoura as deficiências dos serviços públicos de saúde, especialmente os que poderiam estar sendo prestados por médicos com carreiras de Estado estruturadas. É pertinente perguntar: 1) se os médicos cubanos terão permanência temporária, pois são impedidos de fixar residência no País, quem irá substituí-los?; 2) Se esses médicos não tiverem suporte de equipes e equipamentos, farão – só no curto prazo – o papel dos antigos médicos sanitaristas?; 3) Existe algum plano de estruturação de serviços de saúde, por meio de equipes multidisciplinares e equipamentos adequados,juntamente com a importação dos médicos?; e 4) Já se pensou em dar aos médicos brasileiros a oportunidade de uma carreira estruturada, com salários dignos e possibilidades de progressão, para alocá-los em áreas carentes, como se faz com magistrados e militares?

    Infelizmente, em meio a tanta improvisação, como diria Nelson Rodrigues, o subdesenvolvimento não se improvisa, é obra de séculos…

  280. Chesterton said

    Dona da marca Friboi é condenada em R$ 9 milhões

    O grupo JBS, dono da marca Friboi, foi condenado a pagar R$ 9 milhões de indenizações por dano moral coletivo por violar direitos trabalhistas, normas de segurança e expor à contaminação os empregados do frigorífico na unidade de Juruena, a 740 quilômetros de Cuiabá. A condenação ocorreu em três ações ajuizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) que foram julgados pela juíza Mônica do Rêgo Barros Cardoso, na Vara do Trabalho de Juína (MT).

    Em dezembro de 2012, a juíza Claudirene Ribeiro concedeu liminar e suspendeu o funcionamento da caldeira da unidade por apresentar uma série de problemas que colocavam em risco trabalhadores de todo o complexo industrial. Entre as irregularidades estavam a iluminação e saída de emergência inadequados, técnicos sem capacitação e vazamento de gás amônia, utilizado na refrigeração. Desde então, a empresa optou por fechar a unidade por tempo indeterminado.

    Os trabalhadores estavam expostos a insetos de um lixão vizinho à empresa e ao vazamento do gás amônia. Almoçavam em local sem a mínima higiene, trabalhavam em jornadas superiores a 10 horas diárias e não possuíam equipamentos de proteção individual (EPIs) suficientes.

    Refeitório – Além disso, não havia higiene no refeitório. A JBS chegou a servir alimentos aos trabalhadores com larvas de moscas e insetos. A empresa só concedia cesta básica e o prêmio por produtividade aos trabalhadores que não apresentassem faltas, ainda que justificadas e com atestado médico. As ações, que atualmente são conduzidas pela procuradora do Trabalho Fernanda Alitta Moreira da Costa, foram resultado de inspeção realizada no frigorífico pelo procurador Jefferson Luiz Maciel Rodrigues, em novembro de 2012.

    Processos:

    0000382-60.2012.5.23.0081
    0000394-74.2012.5.23.0081
    0000395-59.2012.5.23.0081

  281. Chesterton said

    Geraldo Almendra

    A presidenta Dilma precisa ser destituída do governo por um impeachment por diversas razões e agora, também, como resultado das absurdas transferências do dinheiro público para países controlados por regimes ditatoriais, enquanto o Brasil enfrenta uma falência na saúde e na segurança pública, no saneamento, na educação, no sistema de transporte, na sua estrutura produtiva e em muitas outras áreas sociais e econômicas não atendidas devido à má fé do desgoverno petista, que pouco faz além das fronteiras assistencialistas compradoras de votos e da omissão da sociedade menos favorecida, mas investe pesadamente em todos os instrumentos possíveis e ilícitos para garantir sua perpetuação no poder.

    Vamos fazer algumas ponderações sobre as criminosas atitudes tomadas pelo desgoverno petista nesse caso dos empréstimos internacionais:

    – Legalmente a sociedade precisa ser compulsoriamente informada, com uma exposição de motivos e fontes de recursos, sobre os empréstimos feitos pelo BNDES a outros países, o que não está acontecendo pois, por ordem do Poder Executivo, essas negociatas lesa pátria estão sendo tratadas como confidenciais por esse poder público Covil de Bandidos.

    – Durante os desgovernos petistas os empréstimos internacionais não passaram pelo crivo do poder Legislativo independentemente de ser um lacaio do Poder Executivo.

    – Evidencia-se cada vez mais pela mídia a participação do ex presidente Lula na intermediação desses empréstimos, mais uma vez o configurando como o presidente de fato do país.

    – A Odebrecht uma das maiores doadores, senão a maior, para as campanhas do PT aparece em quase todos os empreendimentos estrangeiros que recebem empréstimos do Brasil.

    – Este processo de ausência do Poder Legislativo na apreciação e aprovação dessas operações de empréstimos é absolutamente criminoso pois a Constituição determina que todos os empréstimos internacionais devem ter a prévia aprovação do Congresso Nacional.

    – Os acordos feitos entre governos estrangeiros e o governo brasileiro sem a aprovação do Parlamento são ilegais, inconstitucionais e não têm eficácia jurídica. Os acordos feitos nessa condição são todos juridicamente nulos e não servem para defender o país da falta de pagamento dessas dívidas.

    – Os contratos de empréstimos não podem ser secretos pois, como determina a Constituição, sua compulsória passagem pelo Parlamento os colocaria no domínio público, o que não tem acontecido durante os desgovernos petistas

    – As ações diretas de inconstitucionalidade que não são tomadas por quem de direito demonstram o grau do sórdido corporativismo jurídico que protege os que cometem graves crimes de lesa pátria, ou seja, o Procurador Geral da República e a OAB, principalmente, por omissão ou cumplicidade, que se apresentam à sociedade como também responsáveis pelos crimes cometidos pelo Poder Executivo.

    – O BNDES, criminosamente, subtrai do seu site as informações sobre os empréstimos internacionais feitos pelos desgovernos petistas, agredindo frontalmente o princípio da transparência do uso do dinheiro do contribuinte para operações lesivas ao interesse nacional.

    – As fontes de recursos para esses empréstimos não são também informadas para que a sociedade possa avaliar como o desgoverno petista usa o dinheiro público para fazer empréstimos a governos estrangeiros.

    – Em princípio o absurdo grau de endividamento do governo depõe contra a existência de superávits em qualquer rubrica orçamentária que pudessem justificar a utilização desses recursos, na verdade utilização absolutamente injustificável diante das necessidades internas do país que se encontra na estrada da falência econômica e social.

    O país aguarda as consequências jurídicas do pedido do senador Álvaro Dias de uma ação direta contra a presidenta Dilma, contra o ministro Mauro Borges e contra o presidente do BNDES Luciano Coutinho.

    A aceitação do pedido pelo presidente do STF Ministro Joaquim Barbosa, pelos graves crimes de lesa pátria que estão sendo cometidos pelo desgoverno petista é compulsória, para que a Justiça do nosso país não se transforme, definitivamente, em um departamento jurídico lacaio do PT no seu projeto de comunização do país.

    Conforme o pedido do senador Álvaro, são colocados objetivos argumentos contra o desgoverno petista:

    “Está clara a obscuridade que o Poder Executivo, representado na figura de sua Presidente, lança sobre os princípios constitucionais da Administração Pública”.

    Frisa também o senador que o artigo 49 da Constituição Federal deixa bem claro que é de competência do Congresso nacional chancelar os acordos internacionais de empréstimo.

    A Oligarquia Financeira Transnacional está babando de felicidade com a destruição do Brasil pelo projeto de poder do PT.

    Dos escombros do nosso país sairá a exploração definitiva de todas as nossas riquezas pelos que já ocupam mais da metade da Amazônia com títulos de direito de propriedade.

    Para que serve ao mundo um país rico como o nosso nas mãos de gente honesta, honrada, inteligente, competente e patriota?

    Nada melhor do que uma sociedade transformada em um Paraíso de Patifes dominado por um Covil de Bandidos para atender as ambições de uma geopolítica hipócrita e genocida que já colocou o Brasil na margem de qualquer projeto que possa torna-lo uma potência social e econômica.

    A impunidade e posterior reeleição da presidenta, mesmo diante de tantos e graves crimes cometidos contra o nosso país, será o apagar da luz no final do túnel de nossas esperanças de viver em uma sociedade que não seja dominada por vagabundos, canalhas, corruptos e subornadores, uma sociedade dominada por um Covil de Bandidos, o poder público em todas as suas instâncias.

    Geraldo Almendra é Economista.
    Postado por Jorge Serrão

  282. Pedro said

    Chesterton, por hoje chega de ser rabugento (como diz o Pax), dá logo a dica musical de domingo. :-)
    Pax, abre este espaço para o Chest, dica musical de domingo.

  283. Pedro said

    O Putin vai ver o que é bom pra tosse……

    http://www.laranjasnews.com/politica/pmdb-indica-nomes-para-compor-o-novo-governo-da-crimeia

  284. Pax said

    O rabugento não tem cabresto, caro Pedro. Mas te dou uma: novo disco da Alzira Espindola. Tem grátis no soundcloud

    Enviado via iPhone

    >

  285. Chesterton said

  286. Chesterton said

  287. Chesterton said

    09/03/2014 às 12:05 \ Saúde, Socialismo
    A CNBB deveria condenar o PT. Ou: O maior traficante de escravos do mundo

    A Campanha da Fraternidade da CNBB escolheu como tema em 2014 o tráfico humano. Boa escolha. Trata-se de uma prática abjeta, nefasta, inadmissível em pleno século 21. Acho que a CNBB deveria, inclusive, condenar abertamente o governo do PT por ter se tornado o maior traficante de escravos do mundo, importando mais de 10 mil cubanos como se fossem gado.

    Sim, porque é inegável que o programa Mais Médicos seja feito sob medida para trazer os cubanos, que serão mais de 80% do programa, assim como é inegável que venham em condições ilegais de trabalho, acordadas diretamente com um regime ditatorial que manda nesses médicos como um escravocrata mandava em seus escravos. O PT é cúmplice dos irmãos Castro em um esquema podre de tráfico humano.

    Esse tema nunca será cansativo, pois representa uma das maiores atrocidades do governo petista, e olha que a lista de concorrentes é grande. Recomendo a reportagem de Hugo Marques na Veja desta semana. Segue um trecho:

    IMG_0044 http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/files/2014/03/IMG_0044.png

    Rodrigo Constantino

  288. Patriarca da Paciência said

    “Quando a amante do chefe dá cartas em Agências Regulatórias, o filho do chefe enche o rabisteco de dinheiro, a cúpula toda se mete na roubalheira geral e a militância entra no patrulhamento ideológico, não há outra forma de ver senão a de aceitar a realidade que o PT virou um lixo político.”

    Caro Pax,

    Não é o que pensa o Pedro Malan, por exemplo !

    Isto não é conversa de gente séria ! Você acredita mesmo nessas bobagens que você anda escrevendo ?

    Acho que de tanto o Chesterton linkar textos do reinaldo rola-bosta, você também ficou contaminado !

    Está escrevendo igualzinho !

  289. Pedro said

    Boas dicas, Steve Howe, já assisti ao vivo, num show do Yes, em Floripa….. http://www.youtube.com/watch?v=KszpLjnwkQg……..e Pax, Espindola é meu sobrenome. A “prima” Alzira manda bem :-)

    …………………

    Agora depois das amenidades, vamos a rabugice:
    Acabou de passar uma reportagem sobre educação no cansástico.
    Deve estar no G1. Vão dizer que sou marionete da Globo, e aquilo ali é invenção do PIG, ou culpa do Fernando Henrique…..pois é,,,

    Boa noite do mesmo jeito, vamos em frente.

  290. Pax said

    Caro Patriarca,

    Antes eu reclamava para ver se o PT desentortava… agora percebi que o partido quer o rumo que adotou. O do lixo mesmo. Sinto muito. Isso quer dizer que acho os outros mais ou menos lixo? Não.

    A militância passou a aceitar o papel triste de patrulhamento pela rede.

    Continuo com as mesmas convicções de sempre. Quem endireitou, quer sarneysou não fui eu.

    Peguei dois simples exemplos, concretos, baseados em notícias que todos sabem, da amante e do filho do chefe, do capo.

    Mas há muitas outras. Quer uma de um site que nem uso, por bem, cá está, sobre o tal ministro Paulo Bernardo, o arrecadador.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=15148

    Divirta-se. A parte final:

    Na TIM, 67% dos dividendos vão para o caixa da Telecom Italia.
    A Telefônica (dona da Vivo) destina 73,8% de seus dividendos para a Espanha.
    Até 2012, os lucros das empresas de telefonia, desde 2005, crescia a uma média de 8,3% ao ano.
    E os investimentos, apenas 3%.
    O Ministro Paulo Bernardo tem gordos motivos para ser considerado “um petista que presta” pela mídia.

    Durma com um barulho desses. Se acham que vir aqui me xingar vai mudar o meu modo de pensar, ledo engano. Me deixa mais triste e com mais vontade de apontar a porcalhice que se tornou o partido que um dia disse ser diferente.

  291. Pax said

    Caro Pedro Espindola,

    Essa família tem dom.

    O rabugento Chesterton me fez gastar a porcaria indecente do #LINK_PADRÃO_DILMA para ouvir Vivaldi.

  292. Pax said

    Provável que o caro Elias chegue ao ponto de dizer que o Tijolaço atucanou, que não presta, que imbecilizou. Essa turma da patrulha virou isso.

    No próximo passo vão comprar motocicletas e camisas vermelhas. É só esperar mais um pouco.

    =)

  293. Chesterton said

    Pedro, e o Williams?

  294. Chesterton said

    O rabugento Chesterton me fez gastar a porcaria indecente do #LINK_PADRÃO_DILMA para ouvir Vivaldi.

    chest- você chega lá

  295. Chesterton said

    Acho que de tanto o Chesterton linkar textos do reinaldo rola-bosta, você também ficou contaminado !

    chest- viu, pax, ainda há esperança.

  296. Pax said

    Chesterton, rabugento, eu adoro Vivaldi. Gastei meu LINK_PADRÃO_DILMA com muito gosto.

    Rolabosta não dá, impossível.

    #LINK_PADRÃO_DILMA

    http://oglobo.globo.com/economia/remessa-de-teles-brasileiras-as-sedes-sobe-ate-150-11828644

    Mas, claro, a militância vai dizer que eu sou imprestável por falar certas… verdades.

  297. Chesterton said

    ah, que susto.

  298. Patriarca da Paciência said

    Comentário 296,

    É isto aí, caro Pax,

    É o milagre da “PIRATIZAÇÃO DAS TELES”.

    É o grande milagre que alguns malucos andam apregoando por aí, “as telecomunicações melhoraram absurdamente depois das privatizações”.

    O Celular e o smartphone ficaram baratíssimos ! Como se uma coisa que acontece no mundo todo tivesse alguma coisa a ver com as privatizações da teles.

    Sempre disse e volto a repetir, a única forma de melhorar isso aí é o retorno da teles para o Estado!

  299. Patriarca da Paciência said

    “A NOVA RECEITA DOS GOLPES DE ESTADO MADE IN USA

    Nas décadas de 60 e 70, os Estados Unidos derrubavam governos democraticamente eleitos alegando razões geopolíticas: era preciso deter o avanço soviético; hoje, o modelo é mais sofisticado; envolve protestos de ruas, campanhas nas mídias sociais e atentados contra civis, para que os governos sejam responsabilizados pelas mortes de seus próprios cidadãos; foi o que aconteceu na Ucrânia, onde atiradores ligados às forças que hoje estão no poder alvejaram civis; na Venezuela, roteiro é o mesmo e vice-presidente americano Joe Biden deu a senha para o golpe; melhor ficar em estado de alerta”
    (blog 247)

    É o sujo, muito sujo, sujíssimo, extremamente sujo, falando do mal lavado !

  300. Elias said

    “Caso você vista tanto a camisa de achar que este lixo, real, seja igual a você, de novo, isso é um problema teu, não meu.” (Pax)

    Doidim… Doidim…

    Um porrilhão de vezes eu já disse que o PT se desnaturou, se corrompeu, etc., etc., etc.

    Tu, mesmo, já me pediste desculpas por ignorar isso, e argumentar comigo como se outra fosse a minha opinião a esse respeito.

    Tu, mesmo, admitiste que foste desonesto, ao agir assim.

    Agora… Lá vens tu, com o mesmo ramerrão…

    Pax, o negócio é o seguinte: no poder, o PT se corrompeu, assim como o PMDB, o PSDB, o PSD, o PTB, a Igreja Católica…

    Claro que se deve criticar e denunciar isso… Principalmente quem é oposição.

    Agora, pra crítica ser honesta, não deve mentir, nem distorcer…

    Imagina um sujeito que, estando na oposição, e debatendo política, distorce o que os outros dizem; atribui aos seus oponentes declarações e condutas que eles jamais praticaram, etc., etc.

    Dá pra acreditar que, se esse cara chegasse ao poder, procederia de modo mais honesto do que aqueles que ele critica?

    Claro que não, né Pax? Se, no “menos”, ele já é desonesto, imagina no “mais”…

    Se esse cara se tornasse ministro, ele mentiria, ele falsificaria estatísticas, ele falsearia análises, etc., para “demonstrar” que ele tem razão e que seus críticos estão errados.

  301. Elias said

    Patriarca,

    O pessoal que hoje critica as agências reguladoras, é o mesmo que dizia que a privatização era a pedra de toque, o passe de mágica que resolveria o problema brasileiro de telecomunicações, de distribuição de energia, etc.

    São hipócritas e moralmente covardes. Não têm coragem moral de criticar abertamente as empresas que hoje operam esses setores. E ficam culpando as agências reguladoras, porque, assim aproveitam pra fazer oposição.

    A teles, por exemplo, foram cantadas em prosa e verso pelo rebanho reacionário, porque estavam inundando o Brasil de celulares. Faltou pouco pra eles dizerem que a vulgarização e a miniaturização do celular se devia à privatização.

    Ninguém deu a mínima para o fato de que as teles privadas não estavam investindo; estavam, apenas, saturando a capacidade instalada implantada pelo Sistema Embratel.

    A situação é essa que está aí. O sistema está saturado. Tem que investir mais. A agência reguladora já penalizou as teles até o limite. O que elas devem de multa é uma fábula.

    Isso não resolve o problema. A solução é investir.

    A pergunta é: quem vai investir? O Estado?

  302. Guatambu said

    Elias,

    Se eu entendi direito, a única maneira de podermos fazer alguma coisa seria participarmos de alguma entidade de pressão política?

    Veja se meu raciocínio faz sentido:

    O voto não contribui para mudanças. Pelo que entendi, qualquer partido pode se apresentar como idôneo, e até mesmo ter propostas para mudanças como reforma política e tributária, mas quando alcança o poder é desnaturado por outros partidos. Por isso quem vota fica refém de um sistema político que não evolui, baseado em troca de favores: partidos versus partidos; partidos versus empresários; políticos versus políticos e assim por diante, numa roda que nunca acaba.

    Qual é a maneira de fazer com que políticos priorizem coisas que são importantes para a população, ou, no mínimo, determinado grupo de pessoas? Pressão política. Hoje eu entendo que existem algumas entidades que fazem isso: a mídia; sindicatos; associações; movimentos (sem terra, sem teto, etc); e outros.

    Ou seja, sem organização e participação, o povo não consegue alcançar a agenda política do Brasil. E enquanto isso não acontecer, vamos ficar discutindo ideologia, como se isso resolvesse, e vamos ficar votando em “mais do mesmo”.

    Um parênteses: (quando o FHC montou o plano real, esse plano só saiu porque a situação estava insustentável? Os políticos da maioria dos partidos, na época, enxergavam a inflação como um “inimigo comum”? Por que o plano real acabou se concretizando? Não estaríamos na mesma situação em relação à questão tributária e política?)

    É por isso que a reforma, política, como disse o Pax, é a mãe das reformas?

    Inclusive, sobre a questão da verba para a educação, o controle sobre a aplicação das verbas destinadas à educação faz parte dessa reforma política ou de reforma tributária? To confundindo as duas coisas?

    Sobre energia, eu acho mesmo que o investimento em usinas fez diferença, eu ampliaria esse escopo para a questão da infraestrutura, que parece que houve um foco maior nessa última década, e que o Brasil também é carente.

  303. Pax said

    Caro Elias,

    Você diz:

    A agência reguladora já penalizou as teles até o limite. O que elas devem de multa é uma fábula.

    E o Tijolaço diz:

    O ministro Paulo Bernardo, em lugar de apertar as empresas a cumprirem suas obrigações com o Brasil – como as matrizes as apertam para aliviar sua situação no exterior com os lucros daqui, continua dizendo acreditar na “boa vontade” delas em investirem espontaneamente.
    E, para isso, lhes desonera impostos e anistia multas.

    Precisam com certa urgência montar uma central de ajustamento de mentiras.

    Ou é uma coisa, ou outra.

  304. Pax said

    Parece até piada. As Agências Regulatórias se tornaram advogadas de defesa das operadoras (Teles, Planos de Saúde etc). Não cumprem suas missões: Regular, Outorgar e Fiscalizar.

    E a patrulha petista diz que quem reclama das operadoras: E ficam culpando as agências reguladoras, porque, assim aproveitam pra fazer oposição.

    Dá licença: Tá ficando até vergonhoso.

    As agências estão sendo administradas pelas amantes dos apaniguados dos protegidos dos acabidados. As operadoras de todos os lados estão abastecendo às fartas os caixas de campanha.

    E a culpa é de quem reclama.

    Matemos os arautos que as notícias são ruins.

    FHC entregou o patrimônio? Sim. E o PT diz que 12 anos não são suficientes para multar as operadoras e exigir que cumpram suas obrigações.

    Tadinho do PT, culpado de tudo, tão honesto esse PT e tão injustiçado.

    Fazer oposição, caro Elias, ora bolas, se preste rapaz.

    E eu lá acho que tem alguma coisa que valha a pena neste quadro político? Diga-me, mostre-me, onde fiz oposição.

    Sentar a pua no governo é obrigação, não oposição.

    Mas, vamos lá, se você acha que Educação está ótimo, que Telecom está ótimo, que Energia está ótimo, que estradas estão ótimas, algum motivo você deve ter pra ver a realidade de forma tão diferente da minha.

    Conte-nos, caro Elias, que motivos são estes.

  305. Pax said

    Caro(a) Guatambu,

    Neste modelo político apodrecido o que temos é:

    1 – Todos que participam do butim são contra as reformas. Reformas significariam mudança do esquemão onde todos se fartam. Hoje o PT reclama de quem reclama exatamente porque entrou de cabeça no butim. Disse que seria diferente e na verdade, na realidade, é igual, absolutamente igual. Nestas questões éticas e morais chega-se a pensar se não está aprofundando a podridão. Quando começam esse tipo de patrulhamento, que ninguém mais pode reclamar de vírgula sequer, a coisa começa a ficar perigosa mesmo.

    2 – Toda pressão política, por mais legítima que seja, é combatida pelos participantes do butim (a pilhagem geral). Repare que esse combate é de todos, não há partido político que tenha chegado ao poder que mova palha no sentido de reformar o modelo.

    3 – Qualquer movimento de ameace o status quo deve ser combatido. Em qualquer âmbito. E por todos que participam da pilhagem.

    4 – O principal veículo de manutenção do butim se chama Congresso Nacional. Que hoje, da forma que está, se distanciou da sociedade de tal forma que ligou um ferre-se geral. Essa casa de tolerância não teme mais nada. Como o povo é desmobilizado, não há o que temer. E é por isso que toda mobilização popular é combatida severamente.

    5 – Para que o Congresso nada faça, rolam rios de dinheiro, de compra descarada da inatividade do mesmo.

    6 – Neste modelo, nada, abasolutamente nada será alterado.

    7 – Quem não gosta do que rola, reclama.

    8 – Quem reclama deve ser calado.

    Simples pacas.

  306. Elias said

    “Mas, vamos lá, se você acha que Educação está ótimo, que Telecom está ótimo, que Energia está ótimo…” (Pax)

    É uma m… esse pessoal que só consegue debater se distorcer o que seus oponentes dizem… Fica dando uma de doidim, que não entende o que lê (dá uma de analfabeto funcional e, contraditoriamente, vive falando em “projeto de educação”).

    Vamos lá, resumindo pro pessoal da disfuncionalidade:

    1 – A Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, são funções dos Estados e Municípios. A crítica que se fazia à União, era de que esta não apoiava adequadamente os Estados e Municípios, com recursos. Hoje, os recursos sobram, e passam de um ano para outro, porque Estados e Municípios não apresentam projetos para mobilizá-los. Ficar reclamando do governo federal, só porque se é de oposição, não é honesto nem produtivo. É, apenas, fazer parte do rebanho político, que fica balindo frases feitas oposicionistas.

    2 – Eu disse que a teles privadas saturaram a capacidade instalada que receberam do Sistema Embratel, e que, para resolver o problema, será necessário investir. LOGO… Eu NÃO estou dizendo que “Telecom está ótimo”!

    Enfim, Pax, eu não estou dizendo que esse pessoal é honesto.

    Apenas estou dizendo que, pelas evidências, tu não és mais honesto do que eles. Se, num debate desse tipo, que não vai alterar nada, não vai mexer com nada, tu já te portas desonestamente, dá pra imaginar o que serias capaz de fazer em uma circunstância mais severa…

  307. Elias said

    Guatambu,

    “Plano Real” e “reformas estruturais” são coisas absolutamente distintas.

    O Plano Real foi uma estratégia para vencer a inflação. Trata-se, portanto, de um problema CONJUNTURAL.

    Pra vencer a inflação — que era um problema conjuntural, de política econômica — não foi necessário mexer com as estruturas do país. Não foi necessário mexer nas leis que regulam a composição e o funcionamento do Congresso; não foi necessário mexer com a estrutura tributária nem com os mecanismos de distribuição da arrecadação tributária, etc., etc.

    Com as reformas, o papo é outro. E não passa pelo que o Pax argumenta, porque a lógica do Pax é a lógica da mesa de bar; a lógica do bebum que já encheu a cara e não quer, até porque não consegue, dizer coisa com coisa.

    Com as reformas estruturais, o buraco é mais embaixo.

    Em primeiro lugar, o Brasil ainda nem começou a debater as reformas estruturais. Não dá pra falar nas reformas, como se já houvesse, pelo menos, um direcionamento consensual a esse respeito. Isso é falsear a realidade. Vigarice política.

    Um monte de gente quer reformas, mas isso não significa que todos queiram as mesmas reformas.

    Um tema: composição do Congresso.

    Vamos alinhavar algumas perguntas sobre esse tema:

    1 – O Congresso brasileiro deve ser bicameral (Câmara dos Deputados e Senado) ou unicameral (só Câmara dos Deputados)? Isso aí já dá uma discussão de bom tamanho…

    2 – A atual proporcionalidade deve ser mantida, ou devemos reduzir a quantidade de vereadores, deputados estaduais e federai e de senadores (se é que devemos manter o Congresso bicameral)?

    3 – Devemos ou não estabelecer “cláusulas de barreira”, só admitindo a existência de partidos que obtenham um certo quórum mínimo de representação parlamentar? (Caso em que os partidos recém criados receberiam uma permissão provisória pra funcionar, durante as eleições; se não conseguisse a representação mínima, sua existência cessaria com a expiração da permissão provisória. Outra discussão de bom tamanho).

    4 – Voto proporcional puro ou voto distrital? (Mais uma discussão de bom tamanho)

    5 – Proporcionalidade direta, lista partidária pura ou mista? (outra discussão de bom tamanho).

    E assim por diante. Teríamos, ainda, decisões sobre financiamento de campanha, uso dos meios de comunicação, propaganda política em via pública e um monte de etc., cada um deles comportando um amplo conjunto de propostas (e, por isso, de divergências, ou seja, de necessidade de debate).

    E estou falando, apenas, da reforma política, que é a mais simples de ser debatida (*) e a mais difícil de ser feita (**).

    Além dela, tem a reforma tributária e fiscal, a reforma do Judiciário, a reforma do setor financeiro, onde as questões são ainda muito mais polêmicas que na reforma política.

    (*) A reforma política é a mais simples de ser debatida, porque há um sentimento generalizado de que os políticos brasileiros procedem mal. Nenhum político brasileiro tem peito, por exemplo, de ir à TV defender as mordomias que os vereadores, deputados estaduais e federais e senadores desfrutam, nas respectivas casas legislativas. Se o debate sobre isso viesse à público, eles teriam que botar o rabo entre as pernas. A maioria dessas mordomias é aprovada sem fazer alarde. Uma reforma política, poderia tornar ilegal esse tipo de “benefício parlamentar”.

    (**) A reforma política é a mais difícil de ser feita, porque necessita ser aprovada pelos políticos, e este dificilmente aprovariam medidas que tornariam mais difícil suas próprias vidas. Aparentemente, uma reforma política no Brasil teria mais chance de favorecer o país, caso fosse constituída uma Comissão de Reforma Constitucional Exclusiva. Ou seja: ela seria feita por pessoas eleitas exclusivamente para esse fim, e desde que essas pessoas, por um período de 8 anos, por exemplo, ficassem impedidas de se candidatar a cargo público eletivo, ou mesmo de exercer cargo público em comissão, salvo se já fossem exercentes de cargos ou empregos públicos efetivos ou estáveis, ou se o exercício de cargo público em data posterior ao encerramento das atividades da “Comissão de Reforma”, fosse decorrente da aprovação de concurso público. Algo assim… Aí haveria uma chance…

    Evidentemente que, se algo assim não acontece, não é por culpa de tal ou qual partido. Todos, sem exceção são culpados. E todos sabemos por quê…

    Claro que um paredão desse tipo só pode ser rompido por meio da pressão popular…

    O nosso problema, é que o cidadão brasileiro ainda nem se conscientizou disso.

  308. Elias said

    “O principal veículo de manutenção do butim se chama Congresso Nacional. Que hoje, da forma que está, se distanciou da sociedade de tal forma que ligou um ferre-se geral. Essa casa de tolerância não teme mais nada. Como o povo é desmobilizado, não há o que temer. E é por isso que toda mobilização popular é combatida severamente.” (Pax)

    Viu só, Guatambu?

    É o típico linguajar da direita golpista.

    Procura apresentar os problemas como se eles estivessem congestionando o país, e como se não houvesse solução dentro do quadro democrático.

    Aí, qual seria a saída? Um golpe de Estado! Um regime de exceção!

    (Claro que as pessoas que vivem no agit-prop desse discurso não admitem isso. Eles vivem apenas repetindo e propagando o ramerrão remelento golpista, mas isso não significa que eles queiram o golpe. Golpe? Nós? Nem pensar! Magina…!).

    Claro que, no Brasil de hoje, esse tipo de discurso é a típica “praga de urubu”… Aquela que não mata cavalo…

    Em primeiro lugar, porque, embora a corrupção seja uma desgraça, uma praga, ela não tem impedido que o Brasil continue progredindo.

    Dizer isso, evidentemente, não significa ser a favor da corrupção. Trata-se, apenas, de situar o combate à corrupção nos seus devidos termos. Trata-se de situar a corrupção no quadro de um aperfeiçoamento dos valores cultivados pela sociedade, desde logo reconhecendo que a desonestidade não é monopólio dos políticos. Ao contrário, ela só existe generalizadamente na política porque existe generalizadamente na sociedade (quem elege os políticos desonestos?). Situar a corrupção exclusivamente no quadro da atividade política, é vigarice política. A pessoa que faz isso é tão ou mais desonesta que os políticos que ela critica.

    Além do mais, o país não estagnou por causa da corrupção.

    A economia brasileira não parou de crescer ao longo dos últimos 25 anos, e quando cresceu menos intensamente, não foi por causa da corrupção. As condições gerais de vida da população brasileira também evoluíram positivamente, o que pode ser medido não só por índices como o IDH, mas também pelo perfil de consumo do brasileiro. O crescimento do mercado interno para determinados bens de consumo, em taxa superior à taxa de crescimento da população, indica claramente que o padrão de consumo (ou seja, o nível de vida), se elevou.

    A estrutura orçamentária e financeira para custeio da educação básica, melhorou substancialmente nos últimos 15 anos (ou seja, não foi obra de um só governo, ou de um só partido), o que permite projetar uma melhoria substancial nos próximos anos (antes, a formulação de qualquer proposta de melhoria, esbarrava na inexistência ou insuficiência de recursos).

    A estrutura reguladora da gestão dos recursos públicos melhorou substancialmente, em que pesem as manipulações e imprecisões que ela ainda contém (estou falando na Lei Complementar 101, a LRF).

    O problema do endividamento externo foi equacionado. O Brasil já não vive sendo submetido a auditorias do FMI, por causa do não cumprimento de compromissos com credores externos.

    E assim por diante.

    Se fôssemos fazer uma tabulação, com base num diagnóstico de 25 anos atrás (há alguns meses, li o trabalho de um diplomando da Escola Superior de Guerra, nessa linha), facilmente constataríamos que dezenas de problemas que afligiam o país naquela época, foram, têm sido ou vêm sendo enfrentados com êxito.

    Quando levamos o assunto para o ativismo político-partidário, o enfoque é outro.

    No ativismo político-partidário, ninguém tem a intenção de ser justo. Tem o propósito de ser politicamente eficaz.

    A estratégia da oposição, hoje, é “quanto pior, melhor”. A oposição acha que, se a situação piorar, ela tem mais chance de vencer eleição, ou de chegar a poder de qualquer modo.

    Daí o discurso, que aponta, sempre para a deterioração das condições gerais do país, ou para a impossibilidade de solução de certos problemas pelo processo democrático: “a inflação vai voltar”, “o desemprego vai disparar”, “o país vai falir”, e coisas do gênero, vêm sendo repetidas dia após dia, semana por semana, mês após mês, ano após ano, desde 2003.

    Desmoralizada pelos fatos, ao longo de 12 anos, a direita agora está mudando a cantilena. Ela se refere a certos problemas, agravando-os de forma exponencial, e apresentando-os como insolúveis no quadro democrático…

    Mas nunca diga que esse pessoal tá sonhando com golpe? Sonhando? Nunca!

    Eles estão só delirando, os doidins…

  309. Elias said

    Sempre que vejo o cantochão golpista (que nunca assume o golpismo do cantochão), lembro do “hino do SNI”, daquela época da vida, dita dura…

    “Shhh… Quem tá falando?
    Nós, do SNI?
    Amigo você tá delirando!
    Nós não estamos nem aqui…”

  310. Pax said

    Direita golpista?

    =)

    Onde chegou a patrulha.

    E eu pensando em votar nos deputados do PSOL ou de PSTU pra modo de ver se consigam dar um peso maior à esquerda.

    Mas a turma do Sarney, do Waldrido, do Vsldemar, do Maluf, do Malafaia, do Kassab, da Kátia, etc precisa desacreditar quem reclama dos bebês de Rosemary.

    Tá ficando engraçado.

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    >

  311. Pax said

    O delírio da patrulha só aumenta…

    Quanto pior melhor?

    Eu só quero um link decente, e que o PT inteiro não entre nessa loucura patrulhenta. Conta pra gente aí quantas multas as Teles receberam e ainda conseguiram enviar dezenas de bilhões às matrizes?

    Mas a turma é firme. Tadinha das operadoras. Como vão separar os caraminguás para bancar as campanhas, né não?

    =)

    Enviado via iPhone

    >

  312. Guatambu said

    Elias e Pax,

    Da maneira como vocês se posicionam, estamos reféns de um sistema que não mudará tão cedo.

    Não sei se adianta muito discutirmos esquerda e direita ou se é golpe ou não nesse estágio.

    Meu entendimento:

    Se o Brasil, ainda que aos trancos e barrancos, está evoluindo.
    Não há indignação suficiente para incubar uma revolução ou golpe.

    Além disso, não há instrumentos para cobrança política adequada da situação: seja pela população, seja pela oposição política.

    Ou seja, resta votar, apostando:

    a. Na continuidade (PT), se acharmos que com mais tempo o PT pode melhorar sua atuação.

    b. Num discurso alternativo (qualquer coisa que não seja PT), se acharmos que outro partido possa ser mais eficaz que o PT para qualquer proposta.

    E assim, qualquer partido que vença continuará resolvendo, com baixa eficiência, problemas de ordem conjuntural, oferecendo o mínimo para que a população não se irrite a ponto de incubar uma revolução ou golpe.

  313. Chesterton said

    A estupidez ideológica contra o comércio

    Utopistas e esquerdistas, em geral, abominam o comércio, esse motor do maldito capitalismo. Ora, o comércio é, de fato, “o coração de toda civilização que se preza”. Aliás, sem comércio jamais haveria civilização. Artigo de Luiz Felipe Pondé, na FSP:

    Quando não existe comércio, não há esperança. Afirmação estranha, eu sei, para um país atrasado como o nosso, que ainda não descobriu que quem faz “justiça social” verdadeira é o comércio.

    Um amigo esquisito que eu tenho me disse certa feita que, no século 19 no Brasil, era comum se usar a expressão “comércio de ideias”. A expressão me soou familiar de alguma forma.

    Acho que ela é melhor do que “mundo cultural” ou “ciências humanas”, porque ela descreve de forma mais precisa o que acontece quando as pessoas de fato debatem ideias.

    Um dos traços do atraso ancestral do Brasil está no fato de que a elite acha que as ideias não valem dinheiro. Hoje em dia, mesmo em pânico com a crescente violência de certas ideias totalitárias no país e com o crescimento do perigoso ressentimento social, a elite continua pensando como gente atrasada: quer que o produto (as ideias) caia do céu, como se amadores pudessem construir aviões ou erguer bancos. Triste país esse que ainda vive num mundo antes da escrita. Estamos às portas de uma guerra cultural e política.

    O comércio é o coração de toda civilização que se preza. Os delírios políticos dos últimos 250 anos têm sua pedra de toque na condenação sistemática do comércio. Enquanto pensarmos assim, não sairemos do buraco em que nos encontramos. Você identifica um mau filósofo quando ele se dedica a condenar o comércio. Toda ética que exclui o comércio é moral de amadores.

    O pior é que na prática todos nós sabemos disso, inclusive quem trabalha no comércio de ideias verdadeiro, aquele que faz circular ideias nos livros, nas revistas, nos jornais, na mídia, mesmo nessa masmorra sem luz, paraíso dos linchamentos e das bobagens, chamada redes sociais.

    No dia a dia, comercializamos terapias, aulas de ioga, esperanças transcendentais, sonhos futuros, curas, amores. Mas, ainda assim, insistimos na ideia primitiva de que um mundo sem comércio seria um mundo melhor. Quando vendemos algo, nem por isso partimos do pressuposto de que o que vendemos é “sujo” porque vendemos. Mas, como sempre acontece, condenamos no outro o mesmo interesse que temos em nós: ganharmos algo ao longo da vida.

    Sei que os primitivos dirão que a ganância estraga tudo. Mas o comércio institucionaliza a ganância, fazendo com que ela seja mais do que si mesma, fazendo com que ela produza todo um mundo material no qual nosso espírito sobrevive.

    Só gente semiletrada acredita que o espírito humano precisa de menos comércio do que o corpo. Na verdade, o espírito costuma ser mais caro do que o corpo, basta comparar o preço do amor com o do sexo. Sexo é sempre barato, mesmo que você pague R$ 5.000 por ele -por isso, aliás, é que seu efeito é tão efêmero se comparado ao do amor.

    Na Pré-História, por exemplo, dados arqueológicos mostram como, entre 30 mil e 20 mil anos atrás, na região que vai da Israel moderna até as fronteiras ocidentais da Índia, se desenvolveu uma robusta (para a época) rede de comércio entre vários povoados, que assegurou uma redução da violência generalizada que caracterizava a Pré-História.

    Quando você vai ao cinema, quando vai jantar com amigos, quando vai à praia, quando vai a uma exposição de arte, quando vai à Europa ou ao Vietnã, quando toma remédios, quando dá um presente, você está fazendo comércio.

    Quando acaba o comércio, perde-se a fé no mundo. A forma mais rude dessa ideia se manifesta no uso impensado da expressão “queda do crédito”, que nada mais é do que a redução do “quantum” de fé que se deposita nas relações de trabalho e de troca que sustentam uma sociedade. Homens civilizados se relacionam fazendo comércio.

    Nada aqui significa um mundo perfeito, mas um mundo possível. Mesmo os semiletrados sabem, apesar de não dizerem, que é o comércio que sustenta a civilização, principalmente a liberdade das ideias. Do que viveria o espírito se não existissem grandes livrarias, físicas ou virtuais, que fazem chegar até nós Shakespeare e Machado de Assis?

    Espero que um dia o Brasil saia desse pesadelo pré-histórico do ódio ao comércio.

  314. Pax said

    Chesterton, rabugento, esse texto acima não é teu.

    Caro(a) Guatambu,

    Não há qualquer ameaça de golpe ou revolução. Ninguém fala disso a não ser esse PT avenezuelado. Piraram, simplesmente estão assustadíssimos com a mínima possibilidade de haver um segundo turno que, tudo indica nem haverá.

    O país anda um pouco à frente, sim. Mas anda numa velocidade de tartaruga. E andou basicamente porque:

    1 – a moeda se estabilizou, como se estabilizou em vários países que tinham inflação estratosférica. Nem é lá um enorme mérito de Itamar Franco e FHC.

    2 – houve uma pequena distribuição de renda, aumento de crédito na praça e fortalecimento do salário mínimon. Esses itens levaram a um aumento enorme de consumo interno. Com esse consumo em alta houve, claro, uma redução incrível do desemprego.

    3 – o país carece de muita coisa, muita obra de infraestrutura, à além dessas roubalheiras descomunais que a Copa produziu. Outro fator de redução de desemprego.

    4 – nesses anos, também, as commodities tiveram valorização e somos exportadores delas. (hoje o quadro tende a mudar).

    Claro que é uma simplificação grotesca, mas me parece que não há muito mais explicação à além desses fatores. Um pouco de redução de juros e nada de redução de impostos.

    Politicamente andamos de lado, se não para baixo. O Congresso se afasta cada vez mais da sociedade, o modelão é cada vez mais do mesmo, partidos vendendo apoio, seja ganhando nacos de áreas (Energia, Telecom, Estradas, Aeroportos, Turismo, Saúde etc) ou na grana viva mesmo.

    Os sindicatos viraram um conjunto de pelegos que chega a dar nojo. Essa última greve dos garis no Rio nos fez o favor de ratificar o ratificado. Há uma meia dúzia que não está nas mãos da CUT ou Força Sindical. Essas duas viraram a peleguice em carne e osso. E detém, salvo engano, mais de 80% dos sindicatos.

    O movimento estudantil, uma parte foi cooptada (Une é um bom exemplo) e a outra, como sempre, rachada.

    O que se vê é um movimento aqui, outro ali, de significância abaixo de qualquer consideração.

    Mas, para mim, sinceramente, o pior que aconteceu foi a transfiguração do PT. Digo isso porque hoje uma massa (o PT foi o partido que mais cresceu, que mais se capilarizou, que mais militância angariou) se cala diante dos maiores absurdos, seja porque uma parte está apaniguada e outra hipnotizada pelos mantras de quem adotou o modelo corrupto geral e descarado que temos.

    Antigamente essa turma era combativa – que a turma tucana nunca foi – e reclamava pra caramba. Hoje? Hoje estão aí, espalhados pra todo lado, berrando contra quem quer que diga as verdades sobre a podridão em que o partido se meteu e não quer sair, muito ao contrário.

  315. Guatambu said

    Pax,

    Ainda que você tenha simplificado uma série de questões, não discordo – o que também não significa que eu concorde.

    Mas e aí?

    Você tem um blog que coleta notícias de corrupção. As põe em evidência. Isso em tese facilitaria o nosso voto, mas a conclusão que eu cheguei depois de dar uma sapeada pelo seu blog é que a corrupção é institucionalizada, e pra piorar, parece que chegou até no judiciário (posts sobre o mensalão).

    Ou seja, o voto não contribui basicamente em nada.

    Pela discussão, eu sinto que se eu votar no PT, estarei contribuindo para a concentração de renda de alguns grupos políticos e de alguns grupos de empresários; se eu votar no PSDB, estarei contribuindo para a concentração de renda de outros grupos políticos e de outros grupos de empresários; o mesmo se eu votar no PSB ou na Rede.

    A conjuntura irá caminhar, como andou caminhando, a passos de tartaruga, com alguns destaques: um bolsa-família aqui; um aumento real do salário mínimo ali; um programa de médicos acolá; umas obras; e um monte de promessa, que dependem de estados e municípios, e que não serão implementadas.

    Eu nem sei se vale a pena ficar buscando números do governo, porque a desordem é tão grande que não dá pra saber se é confiável ou não.

    Aí volto à pergunta: e aí? É pra eu me filiar a um partido? É pra eu fazer ativismo em rede social? É pra eu me juntar a você na próxima manifestação contra a copa que tiver?

    Ou, se eu não tiver vontade nem tempo para isso, pelo menos tem alguma saída pelo voto? E votar no que? Na continuidade do PT corrompido ou votar em uma descontinuidade sem projeto de governo claro?

  316. Guatambu said

    “As põe”

    Por favor

    Põe-nas

  317. Guatambu said

    “Na continuidade do PT corrompido ou votar em uma descontinuidade sem projeto de governo claro?”

    Por favor

    Na continuidade do PT corrompido ou votar em uma descontinuidade sem projeto de governo claro e também corrompido?

  318. Chesterton said

    é do Pondé, tá escrito

    —–

    Agora para Elias é todo mundo “doidim”…hummmmmmm…..

  319. Elias said

    Guatambu,

    “Na continuidade do PT corrompido ou votar em uma descontinuidade sem projeto de governo claro e também corrompido?”

    Taí um modo de expor, simplificadamente, o dilema brasileiro de nossos dias.

    Agora, vamos ver se procede a primeira parte da tua colocação: “Na continuidade do PT corrompido…”.

    A atual Presidente a República assumiu o governo em 2011. Estamos em 2014.

    Pergunto: durante esse período, qual foi o episódio de corrupção em que a atual Presidente da República agiu de maneira conivente? Quando foi que, havendo evidência de que um ministro se envolvera, ou se deixara envolver, num episódio de corrupção, esse ministro não foi imediatamente demitido ou foi “convidado” a demitir-se?

    Respondidas essas duas perguntas, eu perguntaria: ainda assim a reeleição da Dilma implicaria a “continuidade” de um governo corrupto?

    Não estou dizendo que o PT é um bom partido. Hoje, eu diria que esse partido há muito não me representa.

    O problema, a meu pensar, é que os partidos que se opõem ao PT são piores que eles. São corruptos, politicamente incompetentes e não têm projeto.

    A meu pensar, portanto, o PT é o menos pior.

  320. Elias said

    As “respostas” do Pax têm uma característica básica, da qual ele nunca abre mão.

    Ele está sempre distorcendo o que os oponentes dele dizem, pra facilitar a própria argumentação.

    O ramerrão remelento golpista brasileiro a que me refiro, vulgarmente conhecido como “discurso da direita golpista”, também tem uma característica básica:

    1 – O discurso da direita golpista brasileira, ou seja, ramerrão remelento golpista brasileiro, costuma se referir histericamente a certos problemas brasileiros como se eles tivessem uma importância muito maior do que realmente têm; como se eles estivessem destruindo o país.

    2 – O ramerrão remelento golpista brasileiro, ou seja o discurso da direita golpista brasileira, costuma apresentar esses ditos problemas, como insolúveis dentro do quadro democrático (o objetivo disso, é formar a “consciência” de que esses problemas só podem ser resolvidos por ato de força, ou seja, por um golpe de Estado). O objeto do discurso pode variar: corrupção aqui, ameaça comunista ali, Foro SP acolá… O objetivo é um só: formar uma “consciência” de que se está “à beira de um abismo”.

    Desde há algum tempo, venho demonstrando que o Pax vive reproduzindo esse tipo de ramerrão remelento golpista, ou seja, o discurso da direita golpista brasileira.

    Se, ele faz isso conscientemente ou não, evidentemente que não tenho condições de julgar. Pode ser que ele seja um cara extremamente astuto e malicioso. Pode ser que ele seja um cara extremamente ingênuo. Não conheço o Pax pessoalmente e não tenho condições de casar minhas fichas numa avaliação pessoal. Apenas concluo pelo conteúdo do que ele escreve e publica aqui.

    Claro que, no momento, o Brasil não está sob ameaça de golpe. Já disse isso várias vezes, inclusive nesta lista, respondendo a um questionamento do Otto.

    Só um tolo completo, ou um debatedor desonesto, de má fé, não percebe o abismo que há entre dizer: “esse discurso é golpista”, e “o país está sob ameaça de golpe”.

    Aí acima, eu qualifiquei o discurso golpista usando a expressão popular “praga de urubu não mata cavalo”.

    Claro que o Brasil não está, pelo menos no momento, sob ameaça de golpe.

    Mas isso não torna certos discursos, menos golpistas do que são.

  321. Elias said

    “O ramerrão remelento golpista brasileiro a que me refiro, vulgarmente conhecido como “discurso da direita golpista”, também tem uma característica básica: ”

    Não é uma. São duas.

  322. Elias said

    “Agora para Elias é todo mundo “doidim”…hummmmmmm…..” (Chester, um dos doidins)

    Não Chester!

    Só os caras que não dizem coisa com coisa, o pessoal que olha e não vê, os monomaníacos, os maniqueistas…

    Como tu, o Pax… (Em categorias diferentes, claro).

    Mas já disse: como eu gosto de ti, vou recomendar que te seja ofertada compulsoriamente uma temporada de ressocialização na ilha-presídio do Dr. Castro.

    Tenho certeza de que voltarás de lá forte, bem disposto, bronzeado e absolutamente sociável.

    Se não der totalmente certo, prescreverei outra temporada…

  323. Pax said

    Caro(a) Guatambu,

    Quem sou eu para te dizer o que deves fazer ou em quem votar. Não tenho competência nem compromisso com qualquer partido.

    A ponto de te afirmar que até agora não sei em quem vou votar para presidência.

    Independente dessa nova fase patrulhenta do nosso petista do Pará – que pena que chegou nisso – Elias diz uma verdade acima. Uma meia verdade.

    Diretamente Dilma, até onde acompanhei, não enriqueceu a filha nem deu cargo pra amante. Nem amante parece ter.

    Torci um bocado por Dilma, para que desse certo.

    Onde foi que a porca começou a torcer a rabo?

    Nas questões de meio ambiente tenho um abismo de distância nas visões. Enquanto a presidente é desenvolvimentista com pouco rumo (Belo Monte) e ligada ao que há de pior dos ruralistas (Kátia Abreu), acredito que o caminho brasileiro deveria ser no desenvolvimento de energias alternativas, na educação para combate de desperdícios e jamais abaixaria as calças para essa turma da Kátia Abreu, Monsanto e quejandos.

    O outro ponto que incomoda é a constatação que o país continua com os ditames anteriores, ou seja, tudo que Dilma eventualmente teria a dar melhor que os antecessores acaba abafado pelo real presidente. Algo como um Medvev para um Putin.

    E aí a gente não pode dizer o mesmo daquela questão de amante, filho etc, ou seja, o diferencial fica subjugado pelo de sempre, lembrando que o filho de FHC também tem umas coisinhas a esclarecer.

    Pelo iPhone é um saco. Mais tarde revejo e complemento esse comentário já com as histerias do Elias recheando a caixa de comentários.

    E, pela questão ambiental, talvez pudesse pensar na possibilidade de Marina. Só que.,.

    Enviado via iPhone

  324. Pax said

    Vamos lá, peguei o notebook para complentar meu raciocínio.

    Sobre o quê fazer? Essa é uma boa pergunta. Hoje em dia atuo em questões ambientais e sociais muito localizadas. E é o que consigo na medida que sou um nada. Mas me satisfaz, sim. Ao menos faço alguma coisa. Politicamente desisti de fazer qualquer coisa a não ser nunca me desligar, debater, apontar onde acho que os erros se tornam insuportáveis, como aqui neste minúsculo blog onde aponto uma questão atávica nacional. Acredito mesmo que uma leve mitigada nesse rumo apodrecido nos faria melhorar um bocado. Mas é um nada, de novo. Como disse acima, basta olhar os petistas, militantes e simpatizantes recitando os mantras para ver que o caminho, o viés, é de piora. Mesmo que Dilma não pareça ser adepta às maiores baixarias (amante, filha, amiguinhos etc).

    E discuto um bocado pessoalmente, discuto na comunidade que moro, discuto em outras comunidades, discuto em grupos que frequento etc.

    Há muita gente do PT, por exemplo, que não tem ataque histérico quando aponto esse descaminho. Ainda há. Uma pena que esse grupo é minoria, que a chapa mandante é isso mesmo, mandante, e está pouco se lixando para esse discurso.

    Com relação a questão da Marina e outros petistas que tiveram que sair do barco.

    Marina se mostrou fraca ao entrar no PV, não conseguiu mexer no partido fisiologista e corrupto que virou. Chega a dar nojo. Basta ver um Zequinha Sarney dando cartas pra ver no que deu. Enfim, foi um retumbante fracasso de Marina. Na tal Rede também foi incapaz de uma mobilização que desse gosto de participar. E pra piorar a situação entrou nessa barca furada do Eduardo Campos. Enfim, difícil acreditar que não seja mais do mesmo. Agora mesmo Eduardo Campos, aproveitando esse briga de ladrões do PMDB com o PT correu para tentar puxar uma banda do PMDB para si. Se bobear até leva alguma parte disso. E fica mais que comprovado que é um “mais do mesmo”.

    Com relação ao Aécio, bem, notoriamente um playboy, cheio de questões comportamentais que mais me lembram um Fernando Collor, afora a questão com a imprensa mineira. Tenho amigos na área por lá e ninguém pode falar mal do cara sem que perca o emprego no dia seguinte. Complicado. É de família política, tem no sangue a atividade, mas, sinceramente, não me convence. Até agora, por exemplo, um tempão na presidência do PSDB, não sei que proposta teria para tocar o Brasil de forma diferente de hoje em dia. Você, por acaso, sabe qual é o plano de Aécio? Nem eu…

    Espero que você nem me questione sobre o PSDB do Serra, Alckmin, Azeredo e caterva. Desnecessário né?

    Mas estamos aí, por enquanto, até que sejamos surrados pelos motoqueiros vermelhos, sempre há espaço para se fazer um blog, para falar o que se pensa num Twitter, num Facebook, num Instagram (que não é muito pra isso) etc.

    As pessoas não gostam que se fale de política no Facebook. A patrulha chegou lá também. E eu pouco me importo. Não devo nada a ninguém e briguei um bocado para poder ter minhas próprias opiniões e a liberdade para expressá-las.

    Em resumo:

    1 – Dilma não rouba, mas não manda. E deixa roubar, sim. Aquela braveza toda acaba numa inabilidade política e numa falta de eficácia. Infelizmente é isso. (como todos puxamos a brasa para nossa sardinha, a recondução de João Rezende à presidência da Anatel em dezembro do ano passado está absolutamente atravessada na minha garganta. Já disse e repito, se Paulo Bernardo for candidato à síndico do prédio e Serra seu concorrente, voto no Serra).

    2 – Marina não parece ter força para mudar, nem ela nem o grupo que representa. Com Eduardo Campos a coisa piorou.

    3 – Aécio tem o PSDB como partido, ligado ao DEM, que me parecem o que há de pior na política nacional. Acho que o PSDB não dura muito tempo. O PT ainda vira um novo PMDB, o PSDB acho que vira um DEM que é um morto insepulto.

    4 – As esquerdas, PSOL, PSTU etc, são fracas. Muito fracas. Mas deposito, sim, algumas simpatias com alguns componentes. Gostaria que se fortalecessem, sim.

    5 – O outro lado, o liberal, nem isso tem, nem qualquer representação. A não ser que achem que o PSDB e o DEM representem alguma coisa do que é o que penso ser o tal liberalismo. O PSDB é um adorador de imposto, antes que se arvorem a se dizer liberais. O DEM, bem, o DEM tem a cara de ACM, Arruda, Demóstenes etc. É isso, sim.

  325. Elias said

    É só demonstrar que o Pax está repetindo a lenga-lenga golpista, que ele aparece com um comentário ligeiramente mais moderado.

    Bipolar…

    Mas, é só a gente mostrar as debilidades do discurso dele, que ele tasca um “histérico”. Histericamente, e Pax considera “histérico” quem não concorda com ele.

    Além disso, está se transformando numa espécie de Napoleão de hospício, cargo até aqui monopolizado pelo Chester.

    Agora, ele já emite juízo de valor sobre a habilidade política da Dilma.

    A mulher foi mantida sob tiroteio constante desde o primeiro dia do mandato. No início do caminho, teve que purgar sete ministros envolvidos em escândalos. Governou com o partido dela tendo que pagar, politicamente e até penalmente, pelas bandalheiras cometidas durante o primeiro mandato Lula. E tome uma puta crise econômica… Mas… Termina o mandato como favorita nas pesquisas de opinião, para a reeleição.

    Qual o veredito do Pax sobre ela? Inábil politicamente! (Com um mínimo de “habilidade política”, o que essa mulher não faria?)

    Quem seria “politicamente hábil”, segundo o Pax? A oposição? Não… Essa é que não! Com grande imprensa a favor, e todas as coisas já citadas, não conseguiu nem alinhavar uma candidatura viável…

    Então, quem seria “politicamente hábil”, segundo o Pax?

    Vou arriscar: O PAX!

    Tomara que a Dilma nunca saiba desse comentário do Pax. Provavelmente ela não conseguiria dormir pelo resto do ano…

    E ainda tem aquele cacoete: ninguém presta! Nem a Dilma, nem o PT, nem o Eduardo Campos, nem o PSDB, nem o Aécio… Restou Marina, cujo principal defeito, segundo o Pax, é não ter “força” pra “mudar”

    Mudar o quê, homem de Deus? Logo Marina, que pula de uma legenda pra outra, como quem troca de roupa, monta partido sem militante e sem ideologia, na mais antiga, remelenta e reacionária tradição do típico político oportunista brasileiro — como Jânio, Collor e tantos outros…

    Marina pode representar qualquer outra coisa, Pax, menos a perspectiva de “mudança” do que quer que seja. E não é uma questão de “força”, Pax. É uma questão se opção política. Marina escolheu o rumo dela. E, com certeza, ela não ruma pra “mudança” nenhuma. A menos que seja mudar pra pior…

    Pra se ver como a “análise política” do Pax é vazia de conteúdo. Apenas repete chavões, frases feitas, sem nem se tocar para o fato de que, o que ele diz numa hora, contradiz noutra (às vezes, se contradiz num mesmo comentário, como o # 324).

    Decadência…

  326. Pax said

    meias verdades…

    1 – Dilma tirou os ministros corruptos porque os caras roubaram tanto que sujou demais, não porque exatamente ela teve força política. Até acredito que tenha moral, mas força e habilidade política? hum…

    2 – a minha análise política é essa mesmo, a minha análise política, de um amador que lê, observa e, infelizmente constata o triste fim da morte anunciada de um partido que se dizia diferente

    3 – quem, afinal, apita neste governo? Crise com PMDB, quem aparece? Crise dentro do PT, quem aparece? Crise sei lá onde, quem aparece? Torci um bocado para que Dilma se distanciasse das armadilhas que o capo deixou armadas, mas nem as armadilhas nem o capo deixaram de existir.

    4 – O PT teve que pagar pelas bandalheiras que cometeu. E daí? Onde mesmo está a desculpa? Não se sabia que cipó que vai, volta, que cofre mexido deixa rastro?

    5 – crise econômica: conte-me um governo que não tenha vivido crise econômica que te direi que mentes, descaradamente. Governar, quase sempre, é enfrentar crise.

    Mesmo assim, de novo, Dilma não parece ter enricado filha, apaniguado amante e chutado o pau da barraca, mandando um ferre-se geral. Só manteve uma equipe política de baixíssima competência ao seu lado, como Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann etc. Isso é equipe que se monte? Hoje paga pelos erros políticos que cometeu. E não é por causa da base, esse peso morto e faminto que é fixo porque não se faz reforma alguma, é por conta da equipe própria. Escolha dela. Triste escolha. A não ser que queiramos elogiar Gleisi e Ideli, aí a coisa não é mais de decepção, é questão de internação.

  327. Patriarca da Paciência said

    Já eu sou fã incondicional da Gleisi !

    Para mim é pessoa que estava faltando no PT !

    Bonita, fina, educada, hábil, inteligente !

    “247 – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está mostrando uma outra face além da apreciada pelos fotógrafos e o público. Com seus traços delicados, nariz arrebitado e elegância discreta, ela está provando que pode ser a melhor rebatora de ataques e desaforos que a presidente Dilma Rousseff já conheceu. Em outras palavras, a personificação do sempre útil – ainda mais em tempos eleitorais – ‘bateu, levou’.

    No espaço de uma semana, Glesi já mostrou que ter passado para o ministro Aloizio Mercadante as atribuições de chefe da Casa Civil a liberou para exercitar seus bons reflexos a partir da tribuna do Senado.

    Quando o ministro Joaquim Barbosa encerrou, na semana passada, a votação dos embargos infringentes da AP 470 acusando a existência de uma “maioria feita sob medida” pelo governo, Gleisi foi a primeira a responder-lhe na mesma moeda. Sem deixar barato, ela perguntou a Barbosa se, em sendo daquela maneira, ele também colocava e suspeição a própria indicação dele.

    – Por não estar de acordo com uma decisão da Suprema Corte, coloca em suspeição todo o processo de nomeação e designação dos membros do STF. Como se ele próprio não fosse resultado desse processo. Isso não faz bem à democracia brasileira. Esse é um processo que tem guarida na Constituição e na história da política brasileira.

    A argumentação da ex-ministra ficou se resposta por parte do valentão do STF.

    Cadidata ao governo do Paraná pelo PT, ela também está afiada na direção do atual governador Beto Richa, do PSDB. No mês passado, ele disse que a culpa pelas finanças do Estado estarem esfarrapadas é do governo federal, que teria negado empréstimos por questões políticas. Gleisi não deixou por menos:

    – O governador usa desculpas esfarrapadas para justificar a incompetência e a incapacidade de sua administração, reagiu ela. É vergonhoso!, exclamou, assegurando que foi com falta de garantias e documentos necessários que o Paraná não conseguiu o que desejava da União.

    – No governo Requião, por exemplo, o relacionamento com o governo Lula transcorria normalmente, mesmo sendo eles de partidos diferentes, lembrou.

    Nesta segunda-feira 10, a senadora mirou suas baterias anti-aéreas de volta a um ataque desferido por um dos maiores pesos-pesados da politica brasileira, o ex-presidente Fernando Henrique. Ele pubicou artigo criticando a “farra” feita no Palácio da Alvorada pela presidente Dilma e o ex-presidente Lula, na quarta-feira de cinzas, quando ambos foram fotografados em pose de campanha eleitoral entre sorrisos.

    A ministra não deixou por menos para o mau humor de FHC:

    – Não me passaria pela cabeça que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pudesse iniciar um artigo de opinião censurando o sorriso de alguém, inicou, da tribuna, a senadora. Daí em diante, avançou em críticas ao clientelismo praticado no governo tucano, lembrou a reforma política bancada por FHC que redeu-lhe o direito à própria reeleição e, por fim, ensinou defendendo o gesto efusivo de Dilma e Lula:

    – O futuro pode ser edificado sim com alegria e sorrisos.

    Sem perder a ternura e charme, mas dizendo o que pensa, Gleisi assumiu um papel muito útil em tempos eleitorais. Com ela, ‘bateu, levou’, que ninguém se engane pelas aparências.”

  328. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    acho que o grande problema do Pax é não ter estudado a História com um pouco de atenção! Ele vive num mundo onde é possível ser político e ser santo ao mesmo tempo !

    Basta ler a Bíblia para ver que as coisas não são assim ! Há exemplo de pessoa mais mau caráter de que o grande rei Davi ? Voltaire se dizia pasmo com os conselhos de alguns religiosos de que deveriam seguir o exemplo do rei Davi !

    E o “varões de Plutarco” ? Muitos pedófilos, parricidas, genocidas, adúlteros, corruptos, incestuosos etc.etc .etc. e, mesmo assim, muitos realizaram grandes obras !

    Cara Pax, a História humana é uma tragédia ! A grandeza do ser humano é sobreviver a toda essa tragédia !

    Pessoas com defeitos podem realizar boas coisas !

    Tentar melhorar sempre, eis a única grande virtude !

  329. Chesterton said

    A Petrobras recebeu cinco autos de infração da Receita Federal desde outubro, no valor de R$ 8,768 bilhões. O volume equivalente a 37,2% de seu lucro em 2013, de R$ 23,6 bilhões. A empresa recorre de todos e, por isso, decidiu não provisionar (lançar no balanço como perda provável) nenhum dos pagamentos. As informações constam em prospecto preliminar entregue pela empresa à SEC (Security and Exchange Comission, instituição que regula o mercado de capitais nos EUA) ontem, por ocasião da emissão de títulos para captação de US$ 8,5 bilhões.

    A divulgação dos casos é realizada como forma de alertar os investidores que compram os títulos sobre riscos de impactos potenciais no resultado da empresa. Segundo o documento, em outubro a empresa foi autuada em R$ 2,348 bilhões por supostamente não ter pago IOF por empréstimos entre suas controladas estrangeiras PifCo, Braspetro e Braspetro Oil Company, em 2009.

    Em dezembro, foram duas autuações relacionadas ao não pagamento de IR na fonte, no valor de R$ 2,347 bilhões, e de Cide (Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico), em R$ 1,539 bilhão, no afretamento de plataformas.

    No início de janeiro, o auto de infração apresentado foi de R$ 1,093 bilhão, sobre não pagamento de IR e CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) relacionado a lucros de subsidiárias no exterior.

    Os questionamentos da Receita sobre os dois primeiros episódios são anteriores à emissão dos autos de infração e constam nas demonstrações financeiras da empresa em 2012 e 2013. O episódio de janeiro é indicado como questionamento nas demonstrações de 2013.

    O mais recente episódio registrado ocorreu em janeiro. Trata-se de auto de infração no valor de R$ 1,442 bilhão devido ao não pagamento de contribuições previdenciárias sobre benefícios dados a um grupo de empregados e sobre remuneração de serviços médicos de terceiros, entre janeiro de 2009 e dezembro de 2011.

    A Petrobras informou no documento que está recorrendo de todos os casos. Nos quatro primeiros, a empresa considera que a chance de perda é possível, mas não provável. No último, prevê chance de perda remota. Nem a Petrobras nem a Receita comentaram o caso. (Folha de São Paulo)

  330. Pax said

    Caro Patriarca,

    E você acha realmente que o PT tenta melhorar sempre? Que o caminho desde que assumiu o pode foi de melhorar? Tens certeza dessa opinião?

    Você pode acreditar ou não, atualmente a patrulha resolveu que a melhor forma de combater minhas críticas à qualquer corrupção, se ela for do PT, é que eu não mereço mais crédito, mas o meu sonho seria que o PT descobrisse um caminho pra sair do lodaçal.

    Hoje já tenho minhas dúvidas se há retorno possível. De tudo que vejo, me parece que não.

    Lula melhorou? Qual Lula?

    O que se sentiu traído pelo partido? O que diz que tudo não passa de fazer igual ao que todos fazem? Ou o Lula que diz que tudo não passa da maior campanha contra um partido que nunca antes na História deste país…? Ou o Lula que anda de jatinho do Walfrido Mares Guia, o coordenador da campanha do Eduardo Azeredo no nascedouro dos mensalões?

    E aí volto a minha pergunta pra você, onde está a grande virtude se ela se resume, na tua opinião, em tentar melhorar sempre.

  331. Elias said

    “4 – O PT teve que pagar pelas bandalheiras que cometeu. E daí? Onde mesmo está a desculpa? Não se sabia que cipó que vai, volta, que cofre mexido deixa rastro?” (Pax)

    Que desculpa, tarja preta? Quem está desculpando ou pedindo desculpa?

    Para com essa histeria, rapaz! (E ainda fica dizendo que os outros é que são histéricos… Parece um doido que pensa que é o psiquiatra do hospício…).

    O que eu estou dizendo, rapaz, é que, em que pese todo o esforço de toda a grande mídia, o julgamento do mensalão não reverberou sobre a popularidade da Dilma.

    Isso como contraposição à tua afirmação de que Dilma é “politicamente inábil”.

    Ora, rapaz… Quem quer que seja do ramo, ou tenha a mínima capacidade de analisar politicamente, diz exatamente o inverso. Ela fez uma gestão política impecável, movendo-se no meio de um puta terreno minado, onde qualquer falha dela poderia acarretar um ônus político irreversível.

    No meio desse tiroteio todo, ela só fez ganhar popularidade…

    Já pensou se fosses tu, com tua imensa habilidade do paciente que pensa que é o psiquiatra do presídio?

    Entendeu, agora?

  332. Elias said

    Patriarca,

    Além de não ter estudado história, acho que o Pax não aprendeu a ler…

  333. Elias said

    “Já pensou se fosses tu, com tua imensa habilidade do paciente que pensa que é o psiquiatra do presídio?”

    MIL PERDÕES, PAX!

    Não é presídio. É HOSPÍCIO!

    Presídio é pro Chester…

  334. Elias said

    O Pax não aprendeu a ler…

    E eu não aprendi a escrever.

    Ainda bem que estamos em lados opostos.

    Os dois, no mesmo lado, seríamos uma espécie de implosão ambulante… E em larga escala.

    Aquele tipo de amigo que é melhor ter como inimigo…

  335. Elias said

    “A empresa (Petrobras) recorre de todos (os autos de infração) e, por isso, decidiu não provisionar (lançar no balanço como perda provável) nenhum dos pagamentos.” (FSP — claro! — citada pelo Chester)

    Faltou dizer uma coisinha: é que, procedendo assim, a Petrobras está aplicando a lei. Mais especificamente, a lei federal 6404, conhecida como “lei das S/As”. Ela não “decidiu” fazer isso. A lei decidiu por ela.

    Se ela provisionasse o pagamento da multa, seria a débito da despesa administrativa, o que reduziria o lucro a distribuir. Ela poderia ser processada pelos acionistas, sob a acusação de estar retendo, indevidamente, e em dinheiro vivo, aquilo que pertence a eles, como participantes do capital da empresa.

    Para que a sociedade anônima provisione uma autuação tributária, é necessário que ela não recorra da autuação (o que implica reconhecer sua procedência). Aí a autuação é debitada na despesa e creditada no passivo da empresa (na conta “Provisões”, tornando a autuação uma “obrigação tributária a recolher”). Até porque, reconhecendo a procedência da autuação, só resta à empresa pagar o que deve.

    Já se a empresa não reconhece a pertinência da autuação, ela deve ignorá-la contabilmente, em termos redituais. No máximo, deve contabilizá-la no ativo e no passivo compensado (i.é., sem repercussões no rédito da empresa), para simples controle.

    Nesses casos, a contabilização reditual só ocorre DEPOIS que a empresa superou as fases de recurso administrativo (ou seja, junto ao próprio órgão autor da autuação), e judicial (esta última, pelo menos em primeira instância).

    Uma vez condenada (ainda que seja somente em primeira instância), aí, sim, a empresa pode afirmar que há uma possibilidade de que aquela autuação vai, realmente, se converter em despesa.

    Antes disso, ela NÃO DEVE contabilizar a autuação em despesa, sob pena — como já disse — de ser acionada judicialmente pelos seus próprios acionistas.

    A “grande imprensa” brasileira é mesmo uma grande m…

    Ontem, o Pax linkou uma matéria do Estadão, na qual o jornalão paulista diz que a Ana Júlia Carepa era senadora de 2007 a 2011, e que, nessa época, usou o plano de assistência do senado pra fazer implante dentário. E até “reproduziu” uma declaração da “senadora” Ana Júlia.

    Na verdade, Ana Júlia renunciara ao mandato desde o final de 2006, até porque em janeiro de 2007 assumiria o cargo de governadora, para o qual fora eleita. De 2007 a 2010 (e não 2011, como diz a FSP), o mandato de senadora que Ana Júlia conquistou nas urnas, foi exercido pelo José Nery, que, aliás, nem é do PT; é do PSOL.

    Pergunta-se: de onde o Estadão tirou a declaração que ele publicou como sendo de Ana Júlia? Da cabeça de alguém da família Mesquita? Ou foi o próprio jornalista que escreveu a matéria, exagerando na babação dos ovos do patrão?

    Qual é a técnica? É noticiar, permanentemente, irregularidades supostamente cometidas por petistas, ainda que isso seja mentira. Um leitor de São Paulo, não tem condições de saber que o Estadão está inventando essa história toda. Esse leitor vai apenas lembrar que alguém do PT, uma senadora, “usou indevidamente o plano de assistência do Senado”. Depois o jornal faz o mesmo com alguém do Rio Grande do Norte, do Amazonas, de Pernambuco. Qual a imagem que fica? A de que esse tipo de coisa acontece generalizadamente no PT, em todo o Brasil.

    Agora, vem o Chester, com a FSP fazendo o mesmo. Ela diz que a Petrobras não lançou a autuação na despesa, mas não diz que isso é o que determina a lei.

    Um cabeça oca, ou um cara que finge ser cabeça oca, por ignorância (no primeiro caso), ou desonestidade (no segundo), propaga essa notícia, da forma como foi publicada, achando que está divulgando uma irregularidade cometida pela empresa.

    Outros cabeças ocas, ou outros que fingem que são cabeças ocas, por ignorância (no primeiro caso), ou desonestidade (no segundo), acreditarão (no primeiro caso), ou fingirão acreditar (no segundo) no que diz a matéria da FSP.

    Que coisa nojenta, né?

    Enfim…

  336. Elias said

    Aliás, se a empresa reconhece a pertinência da autuação, nem necessita provisionar. Ela pode creditar o trambolho diretamente no passível exigível de curto prazo (ECP).

    Algumas empresa assim mesmo provisionam, nos casos em que, tendo reconhecido a pertinência da autuação, a autuada entrou em negociação com o órgão autuador, para parcelar o débito e, se possível, expurgá-lo de alguma penalidade consectária. Nesse ínterim, o ano acaba e a negociação não foi concluída. Aí é melhor provisionar.

    Alguém poderá perguntar: por que, em vez de provisionar, não lançar logo no ECP?

    Isso dependerá da negociação. Se, por exemplo, o débito for parcelado em mais de 12 meses, só vai para o ECP a parte que será paga nos 12 meses seguintes. O que exceder esse período, vai para o Exigível de Longo Prazo (ELP). Os dois volumes alteram a análise da liquidez (ou seja, da capacidade de pagamento) da empresa (e, por via de consequência, sua capacidade de assumir novos endividamentos).

    Com esse monte de coisas em jogo, é melhor jogar o valor global nas Provisões. Quando a negociação for concluída, faz-se a contabilização definitiva, com valores precisos.

  337. Pax said

    O teu ato falho de me colocar na ala psiquiátrica de um presídio denota toda a patrulha a que passaste a se dedicar, caro Elias.

    Mas, vamos lá, enquanto não virarmos o fim deste caminho, continuo livre para ter minhas opiniões e expressá-las da forma que me der na telha.

    Sigamos.

  338. Guatambu said

    Depois desse debate eu fiquei desanimado.

    Não há nada a fazer!

    O jogo vai continuar sendo jogado e nós continuaremos passageiros.

    Pela nossa conversa, não há indicação nenhuma de que o PT irá fazer mudanças que garantirão a eficiência do Estado.

    Mas também não há indicação nenhuma de que qualquer um dos demais, se ocuparem a presidência, farão muito diferente.

    Continuaremos com o Brasil-feijão-com-arroz.

    Chegamos a um ponto em que não adianta sequer tentar olhar a proposta de governo dos partidos e dos candidatos. Ela é jogada fora no momento em que esta proposta conflita com o plano de poder dos partidos.

    No fim estaremos trocando os bolsos, estaremos trocando os favores. O resto deve continuar igual: as briguinhas, a mídia, o jogo de torcidas, etc.

    Alguma sugestão?

    Pax e Elias,

    Quem anda enchendo os bolsos de dinheiro com o governo do PT?

    Se o PT perder as eleições, como é que o PT vai saldar a dívida política que teria com os financiadores da campanha?

    Se o Aécio, por sua vez, levar as eleições, quem encheria os bolsos de dinheiro? Quem é que financia o Aécio?

    E o Eduardo Campos?

    Alguma ideia nesse sentido? O financiamento público de campanha já foi votado?

  339. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    essa história de você não conseguir enxergar nada de bom que Lula, Dilma ou o PT tenham feito, está me deixando entender que você foi mesmo contaminado pelo reinaldo rola-bosta e augusto boçal canalha nunes !

    Você não consegue enxergar nada de bom que os governos do PT tenham feito ?

    Atravessar crises calamitosas com pleno emprego ?

    Redução da pobreza ?

    Manter a estabilidade monetária ?

    Crescer pouco, mas crescer, enquanto a maioria dos países estão em recessão !

    Realmente, caro Pax, triste é ver pessoas descambando para o maniqueísmo do Carlos Lacerda, “mar de lama… mar de lama !,” quando não verdade o deplorável política era apenas um arrivista inescrupulosos que lutava deslealmente pelo poder !

    Não reconhecer que o Brasil tem melhorado sim… e muito, é não enxergar a realidade !

    Lula, Dilma e o PT tem defeitos ?

    Claro que sim.

    Será que o Obama ou os Estados Unidos maravilham sejam perfeitos ?

    Claro que não !

    Ainda hoje o telejornal da Globo noticiou que uma pequena cidade norte-americana vai deixar de ser cidade por “excesso de corrupção”.

    Todos os policiais são corruptos e o prefeito é traficante de drogas, inclusive está preso como traficante !

    Isto quer dizer que todos os norte-americanos sejam corruptos ?

    Claro que não!

  340. Pax said

    Caro Patriarca,

    Onde foi que eu disse que não houve nada de bom? Mostra o comentário ou post que eu disse isso, por favor.

    Caro(a) Guatambu,

    1 – Tudo indica que teremos mais 4 anos do mesmo, sim. Anda-se à frente, aos trancos. Muitas das vezes independente do governo da vez.

    2 – Quem enche o bolso com o governo do PT? Ora, uma cambada. Quer começar pela notícia que as operadoras das teles aumentaram o envio de lucros em mais de 150%? E as construtoras? Belo Monte, Refinaria Abreu e Lima, transposição do São Francisco, construtoras de estádios da Copa, obras do Minha Casa Minha Vida, todas do PAC, operadoras de energia, planos de saúde, apaniguados do BNDES (o JBS Friboi é um exemplo clássico), enfim, tem um porrilhão que enche as burras com dinheiro por conta do governo. E não seria muito diferente se fosse governo do PSDB ou outro qualquer. Afora os corruptos, os apaniguados políticos, a turma do cabidão de emprego, os filhos, amantes etc etc.

    3 – Financiadores da campanhas, compradores de políticos e partidos, corruptos em geral, apostam, jogam no risco. Ganhou ganham, não ganhou (seus apoiados) fica na linha de lucros e perdas. Neste caso nas perdas. É por isso que uma grande parte dos financiadores corrompem para todos os lados, principalmente os que têm alguma chance de vitória. Não raro uma construtora dá dinheiro para um político e/ou partido e dá, também, para o outro lado.

    4 – Do Eduardo campos temos notícia pública que há envolvidos do Banco Itaú e da Natura Cosméticos. Outros não sei dizer.

    5 – Financiamento público, que eu saiba, dorme solenemente no Congresso. E me pergunto se seria a solução. Me parece que não, que pessoas físicas e jurídicas deveriam ser liberadas para contribuir. A questão é a famosíssima caixa 2 que ninguém consegue controlar. E aí não há modelo, público, privado, misto, que consiga segurar essa ladroagem geral. E é dinheiro público sim. Uma empresa que tem caixa 2 para bancar o caixa 2 de um partido ou um político tem esse dinheiro porque sonegou imposto, que é do povo.

    6 – Nada a fazer? Creio que há, sim. Participar, colocar a boca no trombone, não se esquivar do debate político, registrar e se lembrar de quem votou, cobrar destes caras diuturnamente. Há um fenônemo novo na praça que são as redes sociais. Hoje mesmo já estive por lá falando da questão do PMDB estorquindo a pilhagem do PT. No âmbito do baixo clero manipulada por esse tal Eduardo Cunha que lida com o descontentamento dessa turminha que vive das emendas parlamentares para liberar verba do orçamento da União. Com elas pagam quem os financia. Mas tem o outro lado, mais alto, que é capitaneado pelo Michel Temer, trata dos nacos maiores, ministérios e palanques nos estados. É isso que disse, o PMDB vive da extorsão de quem é o pilhador da vez, numa tinta mais carregada.

  341. Chesterton said

    Pela nossa conversa, não há indicação nenhuma de que o PT irá fazer mudanças que garantirão a eficiência do Estado.

    chest- o Maduro vai fazer? A Cristina K vai fazer? A única coisa eficiente neste país é o agro-negócio, da Katia Abreu que o Pax tanto “adora”.

  342. Chesterton said

    Pro Patriarca,

    http://www.alertatotal.net/2014/03/investidores-ja-enxergam-que-governo.html

  343. Elias said

    Sigamos, Pax.

    Conheces o Projeto de Lei nº 8.035/2010? Não?

    É o projeto que dispõe sobre o Plano Nacional de Educação 2011/2020. Foi encaminhado pelo Lula ao Congresso Nacional em 2010.

    Tu, que vives falando na necessidade de se ter um “projeto de educação” para o país, tomaste conhecimento do PNE? Analisaste?

    Quais são as falhas desse plano? Em que medida ele conflita com tuas ideias sobre o assunto?

    Ou será que esse papo teu é só lero-lero? Papo furado? Conversa pra enganar trouxa?

    A título de provocação, segue a apresentação que esse projeto de lei recebeu na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

    =================================================================
    A educação brasileira passou por uma profunda transformação entre 2002 e 2010. A universalização dos primeiros anos do ensino fundamental foi consolidada. Criou-se a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica ofertando ensino médio para milhares de jovens. O governo federal apresentou a firme disposição de expandir as redes municipais de educação infantil. O atendimento especial e a educação de jovens e adultos foram impulsionados por ações concretas em particular de apoio do governo federal. A educação indígena, de quilombolas e de populações ribeirinhas foi reconhecida com identidades especificas e também focos de atenção especial.

    Esta nova situação foi possível por que o governo federal, na gestão Lula, decidiu investir efetivamente na educação básica e chamou para si a co-responsabilidade com estados e municípios. Para isto, instituiu o Fundeb, ampliou e qualificou o Saeb e criou o Ideb, além de diversas ações setoriais e específicas. Os professores, força motriz de todo o processo educacional, foram contemplados com o Piso Salarial Profissional Nacional, INFELIZMENTE CONTESTADO JUDICIALMENTE POR ALGUNS GOVERNADORES. (grifo do Elias)

    A educação superior viveu uma verdadeira revolução, com a expansão do setor público (com a ampliação das vagas em universidades federais e a criação dos Institutos Federais) e no setor privado (com a oferta de vagas pelo Prouni). Os novos campi das universidades e institutos federais permitiram a expansão da Ciência e tecnologia para diversas regiões desatendidas.

    Agora, a educação brasileira entra em um novo momento. O Plano Nacional de Educação é expressão desta proposição. Construído a partir da I Conferência Nacional de Educação – Conae – apresenta proposições concretas para a efetiva universalização de toda a educação básica, com atendimento em crescente da jornada escolar; a grande ampliação da educação superior possibilitando o acesso ao conhecimento, a ciência e a arte por todas as nossas crianças, adolescentes e jovens. Estamos construindo um novo país, com distribuição de renda, democratização, fortalecimento de nossa identidade nacional e o reconhecimento de nossa rica e profunda diversidade
    cultural.

    O PNE vai ser o instrumento para guiar a educação no processo da construção do Brasil do Futuro que estamos realizando hoje.
    ======================================================================

    A propósito, Pax: tu, que vives falando na necessidade de um “projeto de educação” para o país, tomaste conhecimento da tramitação desse projeto de lei na Câmara dos Deputados?

    Pelo menos escreveste um post sobre isso, no teu blog?

    Ou será que esse papo teu é só lero-lero? Papo furado? Conversa pra enganar trouxa?

  344. Elias said

    “Pela nossa conversa, não há indicação nenhuma de que o PT irá fazer mudanças que garantirão a eficiência do Estado.” (Chester)

    Depende de que eficiência estás a falaire, Joaquim Manuel.

    Se estás a falaire da eficiência arrecadadora, p.ex., devo dizer-te que saias um pouco de tua quitanda e venhas passaire uns tempos no Brasil…

    Pois…

  345. Guatambu said

    Elias,

    Fui eu quem disse essa frase.

    Desculpe se eu não apontei para qual eficiência me referia.

    A eficiência em uso dos impostos arrecadados.

    Quis dizer que, pelo que pude entender de nossas conversas, não devemos esperar muito mais em relação a isso.

  346. Chesterton said

    O Elias anda muito nervoso que nem mais sabe quem disse o quê. Será que há relação com Petr3 a 12 reais?

    Eficiência da arrecadação (ai, ai, ai) O objetivo do PT é estranguAR O BRASILEIRO?

  347. Chesterton said

    tem muita gente eficiente no PT

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/155771-cgu-ve-agio-de-8691-em-remedios-para-indios.shtml

  348. Chesterton said

  349. Pedro said

    Na correria:
    Chesterton, o Willians eu não conhecia, é outro patamar. Embora eu não tenha um ouvido assim tão sofisticado, mas, são estas coisas que nos levam a ter alguma esperança na humanidade.

    ……………………..

    Não sei se é a pressa que ando nas ultimas semanas, mas tem certas coisas que leio e não entendo.

    Alguém aí traduz o discurso da nossa Presidente.

    “Tem uma infraestrutura muito importante para o Brasil, que é também a infraestrutura relacionada ao fato de que nosso país precisa ter um padrão de banda larga compatível com a nossa, e uma infraestrutura de banda larga, tanto backbone como backroll, compatível com a necessidade, que nós teremos para entrarmos na economia do conhecimento, de termos uma infraestrutura, porque no que se refere a outra condição, que é a Educação, eu acho importantíssima a decisão do Congresso Nacional do Brasil em relação aos royalties”

    E olha que ela é habilidosa, competente, inteligente, limpinha, cheirosa e não solta as tiras……. imagina se não fosse :-)

    Tamufú

  350. Chesterton said

    Nossa presidanta é um robô tele comandado por uma pessoa analfabeta.

  351. Pax said

    O caro Elias comprou uma motocicleta e uma camisa vermelha e saiu por aí chutando sombra…

    =)

    Mas, caro Elias, isso é lá nas bandas da Venezuela. Se liga na geografia rapaz.

  352. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/ministro-da-justica-quer-repensar-a-separacao-dos-poderes-ou-forte-cheiro-de-golpe-no-ar/

  353. Pax said

    Lixo, rabugento Chesterton, velho e bom Chesterton. Esse link não passa disso.

    Enviado via iPhone

    >

  354. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/venezuela-filas-enormes-para-obter-comida-e-braco-marcado-feito-gado/

    chest- a verdade dói em que a nega. Vai estrilando à vontade, Pax.

  355. Pax said

    Chesterton, velho e bom Chesterton, rabugento leitor de lixo.

    Cardozo é um ministro fraco. Esse teu novo ídolo é um bobalhão. Achar que tem um golpe em andamento é uma viagem.

    O que temos é um lixo de situação política onde todos chafurdam.

    A Ditadura da Corrupção não tem qualquer ameaça à vista.

    Enviado via iPhone

    >

  356. Chesterton said

    abra os olhos de uma vez para a malignidade do PT.

  357. Chesterton said

    como é que você consegue acentuar no iphone?

  358. Pax said

    Segura o dedo na letra por um tempo que aparece. áéíóú

    Enviado via iPhone

    >

  359. Chesterton said

    ta brincando…legal.

    ———————-

    olha teu Lulla

  360. Pax said

    E você, Chesterton, rabugento, acha mesmo que eu consigo ver um vídeo de 35 min com esse #LINK_PADRÃO_DILMA?

    Quer dizer, para o Elias ficar calmo, claro que o link é ótimo, que tem velocidade maravilhosa, que a operadora é um mimo, trata os clientes como reis etc.

    =)

  361. matwinck said

    Agora o Pax, além do lacerdismo, aderiu ao discurso antichavista.

    Vai pra Marcha dia 22 com o rosário na mão!

  362. Chesterton said

    Peraí, Pax nunca foi chavista (neo-petralha pago com dinheiro do contribuinte? )

  363. Chesterton said

    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/03/extra-super-terca-pmdb-aprova-comissao.html

  364. Pax said

    Caro Matwinck,

    Esse patrulhamento que acusa para desqualificar é um dos maiores motivos que me afastam do atual neoPetismo.

    Mas sinta-se à vontade, este blog é democrático. Só inibe trollagem. O resto, pode, sim. Seja bem-vindo.

  365. Pax said

    Mas vai aqui uma declaração para todos:

    O fato de ter críticas ao governo – principalmente ao neoPetismo – gerou um movimento de ataques que incomodam pelo modelo. Chamar pessoas de lacerdistas, dizer que vão nessa tal Marcha da Família com Deus no dia 22, tantar idiotizar a imagem etc. Isso parece, sim, coisa de robôs dirigidos que desconhecem o histórico das pessoas.

    Se há alguma coisa que me afasta definitivamente de qualquer grupo político é o patrulhamento fascista, sim.

    Há de todos os lados.

    Outro dia sofri uma série de ataques, como exemplo, por afirmar que gosto do programa Mais Médicos.

    Continuo com minhas críticas, sejam elas para que lado forem, acho não só razoável reclamar pelos meus direitos. Acho necessário, saudável.

    Principalmente os direitos de opinião e expressão, pelos quais lutamos um bocado quando enorme parte dessa turminha nem tinha nascido.

    Fosse da direção do PT não estimularia a continuidade dessa forma de atuar.

  366. Chesterton said

    [Imgur](http://i.imgur.com/hOSTaUx.jpg)

  367. Chesterton said

    http://lucianoayan.com/2013/02/26/o-psiquiatra-lyle-rossiter-nos-comprova-que-o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental/

  368. Patriarca da Paciência said

    Deputados aprovam comissão externa para investigar denúncia sobre Petrobras

    Jornal do Brasil

    Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira, a criação de uma comissão externa para investigar denúncias de pagamento de propina a funcionários da Petrobras. O requerimento foi aprovado com apoio do PMDB, PR, PTB e PSC – partidos da base aliada ao governo.

    http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/03/11/deputados-aprovam-comissao-externa-para-investigar-denuncia-sobre-petrobras/

    De minha parte, acho ótimo. Parece que tanto a Dilma quanto o Lula também gostaram !

    É isto aí mesmo, é isto que funciona !

    Vamos investigar e cobrar, nunca simplesmente acusar, como os papagaios, rola-bostas, augustos boçais etc.etc.etc.

    É assim que os países civilizados fazem !

    Como disse o presidente da Câmara, “é uma comissão de investigação, não de acusação”

  369. Patriarca da Paciência said

    O Chesterton encontrou uma verdadeira mina de “filósofos” estapafúrdios !

    É gente que considera os picaretas o topo da evolução humana, é gente que defende a prostituição como uma “profissão como outra qualquer, de padeiro ou leiteiro, por exemplo” e agora pelo menos um que particulariza alguma coisa e simplesmente não fala bobagens:

    “Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo.”

    É isso aí, Chesterton, é “esquerda radical” , no Brasil os representantes são: PSTU e PSOL !

    PT defende o crescimento da indústria, do comércio, da agricultura e dos serviços com justiça social, ou seja, bons salários, boa saúde, boa educação e democracia .

    O outro lado dos esquerdistas radicais é o que você defende, ou seja, eliminação do Estado, eliminação de leis trabalhistas, eliminação de benefícios sociais etc.etc.etc.

    Esquerdistas radicais são tão malucos quanto os direitistas radicais !

  370. Pax said

    Caro Patriarca,

    Concordo completamente com tua afirmação abaixo:

    Esquerdistas radicais são tão malucos quanto os direitistas radicais !

    Não só malucos, mas se você analisar a História, são malucos e corruptos ao extremo.

  371. Pedro said

    Fora do contexto, mas acho que vale o registro:

    A WWW completa 25 anos. Longa vida a Web. Esta sim, uma verdadeira revolução na historia da humanidade.

    Existem pessoas que realmente fazem ou fizeram a diferença. Timothy Berners-Lee é uma delas.

  372. Guatambu said

    Patriarca e Pax,

    Inclui-se nessa lista os cegos?

  373. Pax said

    Vocês que falam tanto da Petrobrás… e do PMDB

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2014/03/1424082-o-pmdb-e-a-petrobras.shtml

  374. Pax said

    Como assim, caro(a) Guatambu?

    De que cegueira falas? A que não quer reconhecer que deixamos de ter partidos políticos e passamos a ter quadrilhas políticas?

    A que acha que o “meu corrupto é melhor que o teu”?

    Se é dessa cegueira que falas, sim, inclua estes cegos.

    Mas nem todo petista é cego. Não mesmo. O caro Elias, coitado, vai ter um ataque de nervos. Vão acabar chamando o Kotscho de lacerdista. Espera um pouco que chega nisso.

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/03/11/governo-x-pmdb-x-pt-quem-e-que-ainda-aguenta-isso/

  375. Guatambu said

    Pax,

    Essa mesma. Por isso que insisto que discutir ideologia de esquerda e direita nesse momento é bobagem.

    Eu li o RK, e o que ele escreve está alinhado ao que falamos aqui: a agenda de projeto de poder substituiu a agenda de projeto para o país.

  376. Zbigniew said

    Excelente o artigo do Kotcsho, Pax.
    O presidencialismo de coalizão já deu. Agora… o que colocar no lugar, lembrando que a lógica repete-se de baixo para cima em todo o sistema político brasileiro?

  377. Patriarca da Paciência said

    Já eu discordo totalmente do Kotscho. Ter o PMDB como um aliado problemático é uma coisa, ter o PMDB como inimigo é outra coisa bem diferente. As raposas mais felpudas estão no PMDB. São os velhos e matreiros políticos que são verdadeiros especialistas em “psicologia social” , se é que este termo existe ! No PMDB estão: o maior político de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira; o maior político do Maranhão, José Sarney, o maior político de Alagoas, Renan Calheiros etc.etc.etc. Esse pessoal sabe o que é “mexer pauzinhos”. É uma temeridade assanhar esse vespeiro !

    Se por um milagre houvesse uma “dissolução consensual” seria o ideal !

    Se não acontecer o milagre, o negócio é continuar como o PT tem feito, ou seja, avançar vagarosamente, mas de modo seguro !

  378. Pax said

    Caro Guatambu,

    Faz um tempo que acho absolutamente improdutivo discutir ideologia. Quero discutir programa de governo. Sou social-democrata convicto. O que podemos fazer para que o Estado utilize sua força em prol de uma sociedade melhor?

    Claro que Educação é o primeiro item dessa lista. Saúde e Segurança estão em segundo plano, mas bem próximos. O Elias anda nervoso, quando calmo ele pensa corretamente. Ele afirma – e tudo indica que sim – que o mundo do século XXI terá mais atuação do Estado, não menos como gostariam os liberais, pelo que me consta. Se essa tese é boa, e me parece que é, como fazer com que o Estado devolva a sociedade o que ela precisa para ser sustentável e evoluída?

    E aí chegamos na questão do caro Zbigniew, outro mais ponderado e muito razoável,

    O presidencialismo de coalizão já deu. Claro que deu. Deu nesta porcaria de situação que chegamos, num afastamento dos políticos da sociedade e vice-versa. A sociedade de hoje tem ojeriza à política como ela é. E esse meio de cultura é exatamente o que o status quo quer, o que o establishment força que não mude. E aqui ficar dizendo que a ou b são diferentes é burrice. Não são. Ninguém nas últimas décadas quis efetivamente mudar o modelo. Preferiram se render ao que há de pior. Jogar o jogo que leva a uma situação como essa onde o país para para que a extorsão do PMDB seja satisfeita e o governo volte a fazer de conta que governa para o povo. Seja ele qual for. À época do FHC era a mesmíssima coisa. Uma politicagem de lixo, uma bandidagem geral e as oligarquias deitando e rolando como hoje as teles (um de vários exemplos) rolam. À época praticamente ganharam do Estado toda a infra, pagaram quase nada para assumir a incompetência de um estado corrupto nas áreas privatizadas. Enfim… vamos voltar ao ponto.

    Um caminho que me parece possível é trabalhar em Educação em primeiro plano, um projeto realmente competente. O Elias anda chatinho pra caramba, querendo acreditar que o que o PT fez é bom. Não é. Um dia o Elias cai na real.

    Mas é muito mais que somente Educar. Há que politizar a sociedade. É ela que será a grande fiscal do poder do Estado, da aplicação de recursos que devem – no meu entender – estar na mão do Estado.

    Como fazer isso? Confesso que não sei, tenho várias dúvidas. Voto distrital, distrital misto, sei lá. Há exemplos por aí que funcionaram bem de um jeito, de outro. O que precisa é a sociedade discutir, decidir, tentar, errar, aprender com o erro, mudar de novo, ajustar e andar à frente.

    Alguém acredita que da forma que estamos realmente andamos à frente? Eu acho que não. Temos pequenas melhorias. Mas dizer que estamos no caminho certo não me parece saudável. Não aceitar críticas ao modelo corrupto que adentrou-se, de todos os lados, não me parece correto.

    Ou seja, fechando um comentário não muito estruturado, o post do Ricardo Kotscho é excelente.

    O país tem, sim, que discutir projetos, que inclui Educar e Politizar a sociedade.

    O PT não está fazendo isso. Muito menos o PSDB. E o PSB do Eduardo Campos ainda pior, agora namorando com parte do PMDB e do PSD do Kassab. Daí não sairá nada que não seja mais do mesmo.

    A discussão tem que passar por algo muito à além da baixaria dessa política improdutiva. Tem que vir do povo.

    E aí o governo se associa com a mídia e com a oposição pra lançar a nova lei da mordaça, essa do anti-terrorismo.

    Ao invés de trabalhar com inteligência que impeça o adonamento de grupelhos improdutivos e ladrões de ocasião nas passeatas, coloca tudo num mesmo saco e senta a porrada no povo que quer reclamar dos seus direitos.

  379. Patriarca da Paciência said

    “Mas nem todo petista é cego. Não mesmo. O caro Elias, coitado, vai ter um ataque de nervos. Vão acabar chamando o Kotscho de lacerdista. Espera um pouco que chega nisso.”

    Caro Pax,

    faz muito tempo que acompanho os comentários do Elias e não lembro de um comentário sequer onde ele defenda a esquerda radical.

    Lembro até de uma vez em que o Marcelo escreveu laudas e laudas tentando provar que os países escandinavos eram totalmente capitalistas e, tanto eu como o Elias concordamos, está bom, se os países escandinavos são capitalistas, não tem nenhum problema que o Brasil se torne um país capitalista segundo o modelo escandinavo!

  380. Patriarca da Paciência said

    E o ministro Joaquim Barbosa, é doido ou é maluco, ao acusar o STF de “maioria de circunstância” ?

  381. Pax said

    Alguém perguntou quem banca quem nas as campanhas? Aqui tem um quadro interessante que o Fernando Rodrigues publicou. Dados da campanha de 2012 para deputados, prefeitos etc. Dessas mega empresas, o total doado foi de R$ 265 milhões, dos quais R$ 88 milhões para o PT.

    Como disse, há várias empresas que doam para o peixe e para o gato ao mesmo tempo.

    Quer dizer, no Brasil doam para o gato vermelho ou gato azul, mas todos são gatos.

    http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/03/12/empresarios-reunidos-hoje-com-mantega-doaram-r-88-mi-ao-pt/

  382. Elias said

    Pax,

    Então tá! Falemos de Venezuela.

    A direita hidrófoba (contraparte da esquerda festiva), rosna porque o Brasil está “apoiando” o tal de Maduro. Os menos doentes dizem que o governo brasileiro está sendo excessivamente tímido, quando não omisso.

    É só dar uma lida nas bobagens que o Chester diz ou reproduz, nas caixas de comentários.

    É fácil falar assim, quando não se tem responsabilidade nenhuma com nada…

    E tome de lógica de quitandeiro!

    Quem vive no Brasil e é minimamente informado, sabe a razão do comedimento do governo brasileiro.

    A Venezuela tem uma dívida de curto prazo junto a empresas brasileiras que passa de 3,5 bilhões de dólares. São mais de 2 bilhões de dólares só pra construtoras brasileiras, e aproximadamente 1,5 bilhão para exportadores brasileiros.

    Se o governo brasileiro adotasse uma diplomacia de motorista de caminhão português semianalfabeto, isso em nada ajudaria a resolver a crise venezuelana, e ainda poderia prejudicar o relacionamento das empresas brasileiras que são credoras da Venezuela.

    É muito melhor o governo brasileiro manter a serenidade, trabalhar o máximo que puder nos bastidores, do que se submeter a esse bando de histérico que se agarra em qualquer pau de m… pra conseguir mais votos no Brasil.

    Até porque o pessoal do pau de m… é oposição ao governo atual, né?

    Essa gente que se esgoele e se estrepe.

    No mínimo, o empresariado brasileiro fica sabendo — em que pesem as compreensíveis antipatias ideológicas — quem tem a cabeça no lugar e, por isto, é mais apto a governar esta casa de Mãe Joana…

  383. Zbigniew said

    Caro Pax,
    conheço uma pessoa que tem uma empresa.
    Entre suas funções está a de administrar condomínios.

    Ele me confessou algo bastante significativo e que, no meu entender, guarda identidade com os costumes políticos brasileiros bem como com o ethos do nosso povo.

    Na sua revelação ele afirmou que mais de 90% dos condomínios que ele administra teve problemas com corrupção dos síndicos e que, mesmo sabendo desta situação, os condôminos mantinham-se refratários às assembleias, preferindo reclamar pelos corredores, à boca miúda. Isto em bairros de gente presumidamente educada, esclarecida, formada, etc.

    Ora, num sentido mais amplo, é mais ou menos o que ocorre no nosso país. Quem seriam os síndicos corruptos, os condôminos relapsos e preguiçosos e quem poderia fazer o papel da administradora (que necessariamente não será uma “salvadora da pátria”; pode até ser o contrário)? Está na cara, não?

    Sou contra a criminalização da política e de partidos, mas é certo que destes que aí estão, por estarem adaptados ao presidencialismo de coalizão, não se pode esperar qualquer mudança.
    Vejam esta questão da Dilma com o PMDB. Tem coisa mais “política brasileira” do que isto? Tudo por seis minutos a mais no guia. Tudo por um projeto de poder. Tem sua lógica? Tem. Entretanto para darmos um passo a frente nesses costumes precisamos de uma mudança no ethos da nossa sociedade.

    Mas como se insistimos em reclamar ao invés de agir, de paramos em filas duplas na frente de nossas escolas, de guardar lugar em filas de cinema ou de supermercados, de estacionarmos no lugar dos idosos por ser “bem rapidinho” e outras tantas pequenas corrupções que se somam para gerar as grandes pelos caminhos tortuosos da relativização da moral e da ética?

  384. Elias said

    Agora, vamos falar de idiotice.

    Qualquer pessoa com um mínimo de raciocínio político, e com um milímetro de bom senso, sabe que nenhum partido político brasileiro tem condições de chegar ao poder — e, chegando ao poder, governar — sem fazer aliança com outros partidos.

    O Pax, p.ex., admite isso (o que demonstra que pelo menos o mínimo ele tem).

    Dito isso, o que mais diz o Pax? Que o PT e o PASDB não devem fazer aliança com o PMDB, nem com o PL, nem com o DEM, nem com o…

    JÁ SEI!

    Vai ver, o Pax quer que se faça aliança com o PCPCP (Partido Comunista Pra Caralho de Portugal)!

    Infelizmente, não dá! A totalidade dos dirigentes e militantes desse partido morreu, quando a Kombi que os transportava se chocou violentamente com a traseira de um caminhão. É que o motorista da Kombi, e também Secretário Geral do Comitê Central do PCPCP, seguindo rigidamente as normas de segurança e clandestinidade partidária, dirigia numa autoestrada com os olhos firmemente vendados…

    Talvez o Pax deva criar um partido com o qual se possa fazer aliança…

    Não dá pra levar a sério um papo como esse…

    Putz!

  385. Elias said

    Zbigniew,
    O Pax sabe, como qualquer brasileiro sabe, que a desonestidade no país vai “do povo ao governo”, como disse aquela revista francesa.

    Qualquer brasileiro alfabetizado sabe que a corrupção no Brasil é uma questão social, e não apenas política. A política está contaminada pela corrupção, assim como a gestão empresarial, o exercício profissional, a atuação sindical, etc.

    É uma questão de valores que uma determinada sociedade cultiva.

    A tal revista francesa citou como exemplo de desonestidade, o “médico privado” brasileiro, que cobra mais de 100 euros por uma consulta de 20 minutos. Os valores cultivados pela sociedade brasileira são tão baixos e distorcidos, que médico brasileiro que faz isso ficará indignado em ser chamado de desonesto. Ele dirá que é uma questão de “mercado”. Que quem achar que é caro, que procure outro…

    Imagina uma coisa dessas para os ouvidos franceses. Ou ingleses. Ou alemães. Ou dinamarqueses…

    Não dá, né? Tanto que a revista europeia trata isso como escândalo…

    O Pax sabe disso?

    Sabe, claro! Mas ele prefere fingir que não sabe, porque assim, ele não perde o discurso e não precisa pensar…

    E ainda pode posar de bom rapaz, com as melhores intenções (aquelas que enchem um local quente pra diabo!).

  386. Patriarca da Paciência said

    Em Roma, primeiro-ministro ouve Lula por crescimento

    247 – Convidado do primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, para um almoço de avaliação do quadro político-econômico global, o ex-presidente Lula agiu rápido. Para angariar a simpatia do anfitrião, levou como presentes duas camisas da Seleção brasileira de futebol, tornando Renzi, mais jovem chefe de governo da história da Itália, um verdadeiro ‘tifosi’ (torcedor) do Brasil.

    O primeiro-ministro italiano assumiu o governo há menos de um mês, com a missão de levar a Itália a superar a estagnação de sua economia. O exemplo brasileiro de políticas econômica anti-cíclicas chamou a atenção dele, que procurou obter de Lula informações mais detalhadas. A fórmula que o ex-presidente tem defendido para a retomada do crescimento econômico mundial passa pela ampliação das redes de proteção de social e estímulos ao consumo interno nos países.
    (blog 247)

    É dessa vez que o reinaldo rola-bosta, augusto boçal canalha nunes et caterva vão cortar os pulsos !

  387. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Você diz:

    Vejam esta questão da Dilma com o PMDB. Tem coisa mais “política brasileira” do que isto? Tudo por seis minutos a mais no guia. Tudo por um projeto de poder. Tem sua lógica? Tem. Entretanto para darmos um passo a frente nesses costumes precisamos de uma mudança no ethos da nossa sociedade.

    E eu concordo em absoluto.

    Mas aí cabe a pergunta:

    Onde é mesmo, depois de tudo que aconteceu, que achamos que Dilma, Lula e, principalmente essa militância acrítica do PT atuam neste sentido de mudança do ethos da nossa sociedade?

    Onde? Só essa pergunta que fica. Onde?

    O nervosinho Elias fala das empresa brasileiras credoras da Venezuela. Claro que tem razão sobre este ponto. Mas estas empresas são, segundo o link que coloquei acima, dos patrocinadores de campanhas, informações constantes no site do TSE, as mesmas empresas que bancam qualquer governo brasileiro.

    A Venezuela chegou num ponto onde ninguém mais tem razão e todos têm inúmeras razões. O país rachou. Num Fla x Flu perigoso pacas. A ponto de termos que nos preocupar com o calote para as empresas brasileiras que sustentam um modelo corrupto de governo, empresas que tem pouco ou quase nenhum compromisso com o país, com o bem estar da sociedade brasileira.

    Eu gostaria de pensar um país que saísse desse lodaçal. A patrulha quer me chamar de lacerdista. Foda-se a patrulha.

    Eu quero discutir um país para o século XXI.

    Como podemos educar esse povo? Como podemos politizar esse povo? Como podemos fazer o povo entender que ser corrupto no seu dia a dia (aprendi que não tem mais hífen) gera uma política corrupta?

    Não sei as respostas, só quero a discussão.

    Você acha que o Elias, nesse caminho de destempero num blog que se acha democrático é esse caminho? Eu acho que não. Eu não sou político, não tenho vivência partidária, não tenho compromisso com porcaria nenhuma de canalha algum. Eu quero apontar onde me incomoda. Aqui tem um mote, apontar as notícias que denotam o modelo corrupto brasileiro.

    Por conta desse mote, claro que fui olhando a pauta, pra fazer um blog minimamente coerente, com algum sentido, anos se passam, acho que de forma democrática, afora a trollagem todos falam o que querem, agridem o blogueiro, ora porque fala da corrupção de um, ora porque fala da corrupção de outro, da falta de rumo de todos, mas faz parte dessa “brincadeira” de se expor, de tornar públicas as notícias colecionadas, de opinar sobre elas.

    E aí chega esse patrulhamento que, no meu ver, pouco produz para discutirmos um país um pouco melhor, um passo à frente.

    Mas, já disse, sigamos. Um dia um amigo nosso, hoje meio esquisito em seu posicionamento, mas acredito que honesto consigo mesmo, disse-me: pra ter blog precisa ter casca grossa.

    Isso acho que tenho, sim.

    Podem agredir à vontade. Não é por conta disso que vou adotar a complacência.

  388. Zbigniew said

    Pax e Elias,
    para buscarmos respostas que ajudem a compreender o nosso ethos é importante conhecermos a formação política do nosso povo.
    Não falo apenas na questão de lógica de poder, mas principalmente no que se refere à cidadania, à noção de fazer parte de um todo, de uma nação no seu sentido de conjunto e de respeito ao outro, ao diferente, ao semelhante, às minorias, às maiorias, à coisa pública, etc.

    Isso se chama caráter civilizatório. E aí perguntamos: a quantas anda o nosso?

    Para ficarmos num recente exemplo, se o Presidente de uma Suprema Corte do país não é capaz de separar o seu entendimento político do jurídico e passa a acusar um seu par de engendrar um julgamento por interesses escusos, isto por pensar diferente (e aqui não entro na questão da hipocrisia ou da construção de consensos por esforço alopoiético de influenciar o direito), isto é uma bofetada no que se conhece por civilidade, pela aceitação do diferente. Quanto mais distante da urbanidade e do respeito no trato dessas diferenças, menor o caráter.

    Imagine então como anda essa situação nas esferas comuns da sociedade, do seu dia-a-dia, onde pessoas morrem nas filas de hospitais, na maioria dos casos por desídia ou falta de planejamento e as pessoas justificam seus erros e omissões em face do Estado e dos políticos que elas mesmas ajudam a eleger.

    Não é um processo simples. Na verdade parece ser bastante complexo. Passamos mais de um século para que o povo começasse a fazer parte da República, proclamada numa época em que grande parte da população era rural e analfabeta, vivendo numa economia viciada e dependente do escravagismo.

    Isto deixou sequelas indeléveis que até hoje se expressam na nossa incapacidade de gerar uma política de qualidade voltada para os interesses da sociedade como um todo e seu povo.

    Como quebrar isto?

    Bom. A educação formal ao alcance de todos já é um bom começo. O acesso a informação de qualidade, no sentido de, como diria o mídia ninja, o oferecimento do maior conjunto de parcialidades possível, já seria outra. Educar as pessoas para, respeitando suas escolhas, acessar tais parcialidades e ter a liberdade de escolhê-las, poderia ser outra. A participação real e efetiva nas tomadas de decisões da comunidade e da cidade em que vive, é outra. A educação religiosa, qualquer que seja ela, respeitadas as escolhas e diferenças parece-me ser outra muito necessária. E por aí vai.

    É um processo lento e no nosso caso mais que urgente.

  389. Elias said

    “Onde é mesmo, depois de tudo que aconteceu, que achamos que Dilma, Lula e, principalmente essa militância acrítica do PT atuam neste sentido de mudança do ethos da nossa sociedade?” (Pax)

    O cara está querendo que uma mudança no ethos da nossa sociedade aconteça por conta de uma atuação de Dilma, do Lula e da militância do PT!

    Precisa comentar isso?

  390. Elias said

    Zbigniew,

    Concordo inteiramente com o que tu disseste. É a opinião que venho defendendo aqui, que passa longe das fulanizações do Pax (ele se tornou totalmente incapaz de desenvolver qualquer raciocínio político sem fulanizar…).

    Só as mentalidades totalitárias acreditam que as instituições — especialmente as instituições estatais — reformam a sociedade.

    Só os Estados totalitários impõem padrões de comportamento social.

    Os verdadeiros democratas preferem que a sociedade reforme o Estado, e não o inverso.

    Tem gente que, no mais central de seu pensamento, vive clamando por uma ditadura e nem se dá conta disso.

  391. Pax said

    Não estou fulanizando nada. Estou afirmando: o PT não faz qualquer coisa de boa no sentido de mudança do Ethos da sociedade brasileira.

    Ao contrário. O PT ferrou com qualquer esperança.

    Isso não é fulanizar nada. É dizer verdade.

    Se dói em quem está envolvido, paciência.

  392. Pax said

    Chega a ser engraçado. Agora o PMDB é que constrange o PT. A que ponto chegamos.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1424241-rebeliao-da-base-provoca-convocacao-em-serie-de-ministros-na-camara.shtml

  393. Elias said

    “Você acha que o Elias, nesse caminho de destempero num blog que se acha democrático é esse caminho? Eu acho que não.” (Pax)

    ISSO!

    E aí vai um exemplo do caminho “temperado” do PAX:

    “Fundef, Fudeb, fun-foda-se. A escola pública no Brasil piorou. Esse petismo patrulhento já deu no meu saco. Se aumentaram a dotação orçamentária, por tudo que temos de prova cabal do que virou o PT, foi pra desviar mais dinheiro.”

    Por “patrulhamento”, entenda-se: divergir do Pax. Mostrar que certas argumentações dele são simples montagens e repetições de frases feitas, chavões e lugares comuns, sem qualquer consistência e, por vezes, pura e simplesmente desonestas.

    Exemplo:

    Há um tempão, o Pax vem dizendo que o país não tem um “projeto de educação”, que o PT, o PSDB e o PMDB “destruíram” a educação brasileira, etc., etc. (como se, antes, a educação pública no Brasil fosse um primor…).

    Aqui mesmo, nesta lista, ele disse isso mais de uma vez.

    Alguém que diz uma coisa dessas, deve ter pelo menos uma vaga ideia do que seria um “plano de educação” para o país, certo?

    Errado, se esse alguém for o Pax. Ele nunca avançou uma linha, ou uma única palavra, para declinar essa ideia tão genial.

    Quando mencionei o Fundef (FHC) e o Fundeb (Lula), esperei uma crítica às falhas dessas iniciativas.

    A resposta dele foi essa transcrita aí acima (aliás, observe-se que Pax diz “aumentaram a dotação orçamentária”, referindo-se ao Fundef e ao Fundeb, o que demonstra que ele não sabe a diferença entre um Fundo e uma dotação orçamentária…).

    Ele usa a tática do desesperado: joga merda no ventilador. Todo mundo é desonesto, só o Pax que não (logo ele, que não consegue nem debater com honestidade). Dá shows de histeria e diz que os outros é que estão histéricos (como o paciente que pensa que é o psiquiatra do hospício).

    Lembrei a essa “temperada” criatura que, desde 2010, rola no Congresso um Plano Nacional de Educação (PNE) originalmente elaborado para o período 2011-2020. O PNE é produto do trabalho de milhares de profissionais da Educação, de todo o país. As linhas que ele estabelece foram objeto de debate em todos os Estados e praticamente todos os municípios brasileiros, ao longo de um bom período de tempo. Recepciona e instrumentaliza as reflexões, elaborações e proposições de milhares de pessoas que dedicam sua vida à Educação.

    Pergunto: esse pretenso profeta da educação pelo menos se deu ao trabalho de ler o plano? Ele sabe o que o plano contém? Ele seria capaz de apontar as falhas ou más intenções do plano?

    Nada disso! Claro que não! Isso dá trabalho (e ele vai dizer que não tem tempo).

    Mas ele também não quer reconhecer que não tem nenhuma reflexão amadurecida sobre o assunto. Que ele apenas escolheu um tema, forjou uma frase e saiu papagaiando…

    Então, o que ele faz? Só repete o ramerrão remelento de dizer que “o Brasil não tem plano para educação”.

    O Pax tem o direito de fazer isso? Claro que tem! Ainda mais no blog dele… Se ele prefere fazer da ignorância argumento, que vá em frente.

    Sendo assim, entretanto, a mim e a qualquer outra pessoa também assiste o direito de dizer que isso é errado. Que não é uma forma honesta de debater um problema. Que, ao agir assim, ele em nada contribui para que o problema seja enfrentado com responsabilidade.

    Aí ele diz que está sendo “patrulhado”.

    Quiéquieu posso fazer? Nada né?

    Não é isso, Pax. Apenas estou demonstrando — até factualmente — que tu continuas não sendo honesto ao debater.

    Nem vou responder a certas qualificações como “extrema esquerda”, “petismo acrítico”, e outras alusões que tens feito ao meu nome, porque seria perda de tempo. Uma pessoa da tua idade não muda o jeito de proceder e, de resto, as pessoas que frequentam estas caixas de comentários sabem o quanto estás sendo intencionalmente incorreto (ou seja, desonesto).

  394. Elias said

    “Onde é mesmo, depois de tudo que aconteceu, que achamos que DILMA, LULA E, PRINCIPALMENTE, ESSA MILITÂNCIA ACRÍTICA DO PT (grifei) atuam neste sentido de mudança do ethos da nossa sociedade?” (Pax)

    “Não estou fulanizando nada. Estou afirmando: o PT não faz qualquer coisa de boa no sentido de mudança do Ethos da sociedade brasileira.” (Pax)

    Doido de pedra!

  395. Elias said

    “Se dói em quem está envolvido, paciência.” (Pax)

    Envolvido no quê, Pax?

  396. Pax said

    Queria ver onde o maravilhoso projeto para Educação do governo chegou.

    Na ponta, na valorização dos professores, na escola pública, chegou?

    Onde? Como?

    Envolvido com esse partido que chafurdou. Se tomas as dores alguma coisa tem. Como não acredito que tenhas envolvimento com qualquer corrupção, por simples achismo meu, acho que você é envolvido emocionalmente com o partido que é filiado.

    É um direito teu, sim, claro que sim, ter envolvimento emocional, tomar as dores, ficar incomodado quando se apontam as verdades. Mas, fazer o quê?

  397. Elias said

    E pra não dizer que não falei das flores, vai aí, da Newsletter do JusBrasil:

    ============================================
    Projeto do deputado Domingos Dutra (PT-MA) institui o Estatuto Penitenciário Nacional e cria a cadeia cinco estrelas. Se aprovado, os presos terão direito a banho quente em locais frios, cela com calefação, academia de ginástica, material de higiene pessoal como desodorante, xampu, condicionador, hidratante de pele e camisinha.

    O projeto do deputado também prevê médico residindo no presídio ou próximo. Entre os 119 artigos, chama a atenção o que mantém direitos políticos dos presos e acesso a jornais, rádio, e TV a cabo. O deputado também sugere a criação dia do encarcerado, 25 de junho. Se fosse aplicado hoje, nenhuma cadeia brasileira se enquadraria na lei.
    =============================================

    Por que não, também, tornar obrigatório que cada município brasileiro tenha a sua “Praça do Bandido”?

    A estátua da Praça do Bandido poderia ser um assalto, ou um sociopata estuprando o deputado Domingos Dutra.

    Seria um modo do Domingos Dutra agradecer a esses profissionais que, com seus assaltos, latrocínios, sequestros, estupros, assassinatos em geral, tráfico de drogas, etc., deram ao deputado petista a oportunidade de chamar atenção nacional pra sua (dele, deputado)insignificância e desnecessariedade, e evidenciar, com vigor redobrado, a necessidade e conveniência de que eleitorado maranhense se manque, passe a ter mais cuidado, seriedade e responsabilidade ao votar, e dê um tempo nessa mania babaca de eleger essas nulidades.

    Mas, se o projeto passar, pra médico residente no presídio eu indico o Chester.

  398. Zbigniew said

    Elias (#390),
    mas há também a responsabilidade do Estado, bem como de suas instituições.

    Em tese aqueles que compõem a máquina estatal deveriam estar na vanguarda dos valores a serem cultivados e empreendidos pela super-estrutura, porque, em tese, também fazem parte dela. E aí temos a questão da responsabilidade.

    O que observo das ponderações do Pax é que ele não está enxergando esses valores, tão necessários para um padrão de mudança no trato da “res publica”. Para isso ele foca na questão da responsabilidade. E não sem razão.

    Neste ponto o PT tem que assumir sua parcela na manutenção do status quo em face do projeto de poder. E você pode fazer essa afirmação e crítica, mesmo reconhecendo os avanços em outros campos, em especial na infra-estrutura (aqui entendida como base econômica e social).

    Entendo a questão da corrupção como um elemento angustiante da vida do país. Mesmo que o Pax empreenda um discurso mais virulento, assim é que a sociedade deveria proceder, numa postura de intolerância absoluta em relação a esses desmandos.

    O que se tem que tomar cuidado, e aí concordo com você, é que se procure ao máximo evitar a instrumentalização de movimentos que, por fim, terminariam por manter o mesmo status quo que permanece inerte a tanto tempo no nosso sistema político.

    Neste ponto é que vem a parte mais angustiante: existe vida inteligente nas opções de oposição?

  399. Pax said

    Discurso virulento, caro Zbigniew?

    Até pode ser. Sei lá, cipó vem, a paciência reduz, cipó volta.

    Não é a forma como gosto de discutir. O que virou este jogo foi o julgamento da AP470.

    Há inúmeras razões para se reclamar do STF, do comportamento de JB, do MP etc. Claro que há. Mas há, antes de tudo, a exposição de uma ruptura conceitual na base do PT.

    E quando digo base, digo da turma debaixo mesmo, dos eleitores, dos simpatizantes, da militância. Essa chapa Construindo um Novo Brasil é apodrecida, essa não tem mais volta. Ainda mais quando a base adota o mantra que tudo pode.

    E esse tudo já passou dos limites faz um bom tempo.

    Aí o blog se mantém como sempre foi, tudo que sai de corrupção, seja de que lado for, é apontado. O pedido para que alertas sejam dados para que ninguém ou nenhum partido seja privilegiado com ausência de notícias está lá, desde o início.

    Mas quando as notícias são do governo, e qualquer governo neste modelo brasileiro chafurda, todos que já vivemos, e esse governo é dirigido por um partido dirigido por uma cúpula pra lá de corrimpida, você vira idiota, venal, lacerdista, louco e daí pra baixo.

    Isso se chama tapar Sol com peneira.

    Mais fácil é a base ir lá em cima e dizer: pô, pera lá, esse vale tudo já deu o que tinha que dar.

    Não é o que acontece, A base está firme, recitando os mantras. E isso é o que mais me incomoda.

  400. Pax said

    Já disse, vou repetir. Se esse ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, concorrer contra Serra, Maluf, Kassab, Kátia Abreu etc, voto contra ele.

    A Anatel agora, para reduzir suas reclamações registradas, tira sua telefonia do ar.

    Cá sou testemunha, meu protocolo foi aberto em 12/08/2013. Toda semana ligava para reabrir porque a operadora (#VIvo neste caso), fechava o mesmo alegando que tudo estava resolvido. Resolvi entrar num quixotismo, essa tal briga do #LINK_PADRÃO_DILMA. Vale lembrar que a presidente reconduziu João Rezende para mais um mandato à presidência da Anatel agora, em dezembro passado. Por conta de um pedido do Paulo Bernardo. João e Paulo são cupinchas do Paraná.

    Esse quixotismo já me levou até bem alto, coisa que não vou divulgar por aqui. O que descobri de podridão vocês não fazem ideia. Não posso abrir porque prometi a minha fonte que não faria.

    Só pra vcs terem ideia, uma vaga, a operadora tem uma área especial de atendimento, só para parentes dos funcionários. E nem essa área funciona. Funcionários mentem para funcionários. Tenho uma enorme quantidade de emails trocados entre eles.

    De outro lado familiares de quem acusei me abordaram e aqui tem uma outra longa história que também me comprometi em não abrir. Enfim, como disse meu quixotismo chegou bem alto. E vai continuar, sim.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,telefone-da-anatel-para-reclamacoes-de-telefonia-fica-fora-do-ar,179364,0.htm

    E agora a pergunta que fica: onde está a competência de Dilma nessa questão? Ou há mais comprimisso com as teles que com o povo brasileiro que se ferra?

    Desculpem-me, começou errado, com o famoso Sergio Motta do FHC? Sim. Mas e daí, 3 governos petistas e nada de melhorar porcaria nenhuma? Só piora. 12 anos não é tempo suficiente para tomar alguma providência?

    Só na cabeça de um imbecil.

  401. Pax said

    O Ricardo Kotscho não comunga a opinião de “extrema capacidade política de Dilma” ou algo que o Elias, nervosinho, quer nos impor goela abaixo com seu novo e delicado jeito de discutir, ameaçando de internar em hospício de colônia penal quem discorde de seus argumentos…

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/03/12/foto-desnuda-a-classe-politica-que-nos-elegemos/

    Realmente há algo de novo no ar. A bandidagem de hoje não é mais fiel a nada. Ladrão trai ladrão que trai ladrão que trai ladrão que trai ladrão.

    É o que dá virar tudo uma farinha gosmenta.

  402. Pax said

    Tomara que ganhem.

    http://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/proteste-processa-vivo-oi-claro-tim-por-3g-ruim-11858899

  403. Chesterton said

    de baixo para cima, “extrema capacidade política de Dilma”…. é, virou dr Simão Bacamarte.

  404. Chesterton said

    Como falam de mim na minha ausência…..calma, já volto, foi um dia difícil.

  405. Elias said

    Zbigniew

    I
    Se “aqueles que compõem a máquina estatal” estivessem “na vanguarda dos valores a serem cultivados e empreendidos pela superestrutura”, o Estado não necessitaria ser moralizado.

    Essa seria a conduta ideal, desejada e necessária. Infelizmente não é assim que as coisas estão, salvo como exceção. Daí a necessidade de se moralizar o Estado.

    Aí voltamos ao início: a quem compete fazer isso?

    Compete à sociedade, Zbigniew. Só a sociedade, e somente nas democracias, tem meios para purgar e moralizar as instituições. Onde e quando isso aconteceu, foi porque a sociedade passou a exercitar valores moralmente mais rígidos, passou a ser mais exigente na escolha de seus representantes, e por aí afora.

    II
    A revista Economist mantém uma instituição que “mede” a democracia no mundo. O critério de mensuração leva em conta conceitos como “liberdade de imprensa”, “liberdade de organização”, “liberdade de expressão”, “participação política”, etc. (estou citando de memória).

    O desempenho do Brasil é altíssimo, próximo das democracias europeias (como Dinamarca, Alemanha, Suécia…), enquanto se trata de questões como “liberdade de organização política”, “liberdade de expressão” e “liberdade de imprensa”. E cai para níveis africanos, quando analisado sob a ótica da “participação política”.

    Essa instituição cujo nome não me ocorre agora, ligada à Economist, deixa absolutamente claro que, no Brasil, o nó da questão é um cidadão “não-cidadão”, porque omisso, quando não totalmente irresponsável. Esse “cidadão” omisso ou irresponsável é quem está por trás da montanha de votos que, a cada ano, elegem políticos desonestos e oportunistas.

    É chato e antipopular colocar esse “cidadão” omisso e irresponsável no banco dos réus. Ninguém gosta de fazer isso, porque atrai antipatia. Mas é algo absolutamente necessário. Indispensável.

    III
    A CNBB e o TSE já fizeram campanhas recomendando cuidado e critério ao votar.

    Qual é o problema? O problema é que o próprio TSE, p.ex., se porta mal al julgar alguns processos de políticos. A população sabe disso. Quando um homem do povo ouve o “conselho” do TSE, pensa (e às vezes, diz): “Olha só quem está falando… Até parece…”

    Quer dizer: quem absolve político ladrão não tem moral pra dar conselho a ninguém.

    Sabe de onde tirei essas conclusões? Do relatório de avaliação uma pesquisa, que mediu a eficácia de uma campanha publicitária “moralizadora”, feita pelo TSE pouco antes das eleições municipais de 2008.

    Isso dá a medida das limitações das instituições, num processo de moralização das instituições.

    IV
    O Pax, se manifestando como quem está em campanha eleitoral, virulento e fulanizador, acha que a culpa é do PT, já que este está 12 anos no poder e “nada de melhorar porcaria nenhuma” (esse “nada de melhorar porcaria nenhuma” já desqualifica a crítica, porque ela denota estar contaminada por um propósito partidário ou protopartidário, além de contrariar o senso da própria população, de que muitas coisas estão, sim, melhorando, com o que aliás concordam instituições como a ONU e órgãos da imprensa como o New York Times e a Economist).

    Esse tipo de gente se torna praticamente inútil para o propósito moralizador, seja por suas críticas, histéricas e desequilibradas (o que coloca em cheque sua credibilidade), e porque essas críticas nunca afunilam para a formulação de soluções.

    Vê só o que o Pax escreveu, acima: “Já disse, vou repetir. Se esse ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, concorrer contra Serra, Maluf, Kassab, Kátia Abreu etc., voto contra ele.”

    Ou seja: ele diz que vota no Serra, ou no Maluf, ou no Kassab, ou na Kátia Abreu, pra não votar no Paulo Bernardo.

    E, como ele próprio diz, isso nada mais é do que a repetição do que ele já disse antes. Eu acrescento: centenas de vezes!

    Tu, Zbigniew, conheces um modo mais idiota, mesquinho e irresponsável de se manifestar contra a corrupção?

    Tu achas que alguém realmente comprometido com o combate à corrupção e com a moralização das instituições, escreveria uma m… dessas?

    E, depois, ele ainda diz que não fulaniza… Imagina se fulanizasse!

    Parece doido!

    Pax,
    Como tu te tornas cada dia mais denotativo, vou te explicar.

    Eu não tenho, Pax, poderes pra te internar num hospício. Muito menos tenho poderes ou motivos pra te internar na ala psiquiátrica de uma prisão (pelo menos, penso que ainda não tenho…).

    A alusão que tenho feito a hospícios, psiquiatras, doidins, etc., é, apenas, um modo irônico de me referir ao conteúdo às vezes nonsense, frequentemente contraditório, dos teus comentários.

    Mesmo que eu tivesse poderes pra te internar num manicômio, eu relutaria em fazer isso. Na hora do vamos ver, eu teria pena do hospício.

    Tu darias um trabalho insano (vou logo avisando: “insano”, aí, tem mais de um sentido, certo?), aos infelizes psiquiatras do indigitado manicômio. Com menos de 3 meses de tratamento, tu começarias a perambular pelos corredores, vestindo uma bata branca, com um estetoscópio pendurado no pescoço, tentando “tratar” os outros pacientes. O médico chega pra trabalhar no consultório, e… Quem ele encontra, sentado à mesa, de bata branca e com um estetoscópio pendurado no pescoço? Quem? Quem…?

    É só ironia, doidim…

    Ninguém aqui quer te internar, apesar da tua insanidade…

    Não precisas ter medo…

  406. Elias said

    Onde está escrito:

    “Esse ´cidadão´ omisso ou irresponsável é quem está por trás da montanha de votos que, a cada ano, elegem políticos desonestos e oportunistas. ”

    Leia-se:

    “Esse ´cidadão´ omisso ou irresponsável é quem está por trás da montanha de votos que, a cada DOIS ANOS, elege políticos desonestos e oportunistas.”

  407. Elias said

    Não disse que o que o Pax faz e diz não tem nada a ver com o combate à corrupção?

    A derrota do governo na votação da questão da Petrobras tem a ver com que?

    Com uma chantagem do PMDB. Ele quer ampliar sua participação no governo (no caso, quer o Ministério das Cidades), pra aumentar seu poder de fogo nas eleições deste ano.

    Se o governo desse o MC pro PMDB, ele estaria colocando a raposa pra tomar conta do galinheiro, etc., etc. Como não deu, e pagou o preço, é politicamente incompetente?

    Sei não…

    Ao contrário do que pensa o Pax, eu compreendo perfeitamente as razões do Ricardo Kotscho.

    Acho, aliás, que o Pax é que não entendeu direito o que o Kotscho quis dizer, quando se referiu ao silêncio da bancada petista, e ao fato da Dilma não ter sido adequadamente informada sobre a tendência da votação…

    Mas o Pax não entender o que lê já não é mais uma novidade.

    De minha parte, acho que a Dilma agiu corretamente. Qual o propósito político da Dilma? Se reeleger, certo? A entrega do MC para o PMDB facilita ou dificulta esse propósito? Se facilita, ela deve entregar. Caso contrário…

    No mais, é esperar pra ver. Sem o MC, vamos ver quantos dos deputados que aparecem na foto que o Kotscho comentou, vão conseguir se reeleger em outubro.

    Aliás, vamos ver o que acontecerá com a bancada do PMDB em outubro. Vamos ver se ela vai aumentar ou diminuir.

    Aí a gente fica sabendo quem foi mais competente politicamente…

    Ora, Pax…

  408. Zbigniew said

    Vai chegar a vez do PT, caro Pax. Mas, ao que tudo indica, não será agora.

    Não resta dúvida de que modelos se desgastam e outros também querem o poder, ora pois. Por isso esse discurso de alternância que, no fundo, não tem muito a ver com democracia. Tem a ver com “agora é minha vez, vocês já estão aí há muito tempo”; tem a ver com “vocês estão embaçando o meu lado”; e tem a ver também com o mercado financeiro que EXIGE governos confiáveis e dóceis aos seus princípios (por isso o “Fora Mantega” insistentemente proclamado pelos porta-vozes do mercado, como o FT, a Economist, etc.).

    Entretanto o PT conseguiu, como bem coloca o Elias, criar uma dinâmica de angariar votos que “nuncaantesnahistóriadestepaiz” (sublinho dos direitistas nos seus muxoxos inconformados) fora intentada.

    Obviamente que a base de comparação era quase nula, pelo grau de concentração de riquezas do país e pela pobreza então reinante nos estratos inferiores da sociedade.

    A combinação dessas iniciativas (distribuição de renda e diminuição da pobreza com aumento de postos de trabalho e da renda do trabalhador) tornaram, no campo pragmático, o PT um partido difícil de ser batido nas urnas. Pelo menos no âmbito nacional, embora isso pudesse ser diferente se tivéssemos uma oposição propositiva e de qualidade. Mas isto simplesmente não existe.

    Não desgosto do PT. Acho que deram uma grande contribuição ao país. Mais do que todos os outros partidos jamais pensaram em sequer oferecer. Tirar trinta milhões de almas da bacia da miséria N Ã O É P O U C A C O I S A! E outras tantas estão ultrapassando a linha imaginária da vergonha nacional. Esta maior do que a chaga da corrupção, muito embora a corrupção seja um dos fatores que contribuem para a miséria.

    Entretanto o PT não será o partido que vai acabar com a corrupção. Isto porque não foi capaz de mexer com o status quo. E nem poderia. Nem ele, nem outro qualquer. Mas desde o início, quando da carta aos brasileiros (leia-se: ao mercado), sabia-se que o partido não vinha para romper, mas para mudar o que poderia mudar. E o fez!

    Não vou crucificar o partido por isto. Posso não aceitar a tolerância à corrupção nos domínios loteados em nome da governabilidade titularizados por legendas coligadas e sabidamente fisiológicas, como o PMDB. Mas não crucificar o partido, no sentido de colocá-lo como anátema.

    Mas concordo contigo quando dizes que houve um desvirtuamento da agremiação. O poder faz isso. E fez com o PT. O tal do marido da Gleise Hoffman é um exemplo “acabado e escarrado”. O Vacarezza então… a questão do mensalão. E agora com as eleições e o projeto de mais 4 anos para Dilma e o Padilha em São Paulo, vai na base do pragmatismo nú e cru. É a tática do não rompimento que até hoje está dando certo (para o partido).

  409. Zbigniew said

    Elias,
    é certo que a sociedade é fonte dos que estão no poder. É dela que saem os representantes. O que digo é que, não apenas na questão dos políticos – menos exigidos pelo critério da capacidade intelectual e de conhecimento, mas pelo da representatividade – mas também dos que funcionam nas diversas instituições da República, como Ministros, Desembargadores, Auditores, Conselheiros, Advogados, Procuradores, Assessores, e toda uma miríade de atores, que ali estão por merecimento através de concurso público. E também de pensadores, acadêmicos, filósofos, onde estão as cabeças pensantes deste país que não são capazes de exigir uma mudança de rumo ou de fugirem do lugar-comum da lógica do poder, do toma-lá-dá-cá?

    Ora, esses também fazem parte da sociedade, embora incrustrados numa super-estrutura. E é aí minha indagação: o que está faltando para uma mudança de paradigma?

  410. Guatambu said

    Pax,

    O que quer dizer com: “A bandidagem de hoje não é mais fiel a nada.” (Pax)?

  411. Guatambu said

    Elias,

    Por que um ministério nas mãos de um partido torna o partido mais poderoso eleitoralmente?

  412. Pax said

    Só uma provocação, caro(a) Guatambu #410.

    Ainda não achei um link pra fazer a matéria que vai produzir um ataque cardíaco no nosso velho e rabugento Chesterton.

    A que reporta a condenação da Veja a pagar para a família do Luiz Gushiken sobre a mentira plantada pela revista que o cara mantinha conta no exterior.

    Mas, não só vou achar o link como tentar avisar a família do Chesterton, pra modo de evitar que ele fique desamparado nesta crise cardíaca e depressiva que entrará, ao desnudar a instituição que abriga seus ídolos e mentores.

    Tadinho do Chesterton, não é porque é um conservador/liberal/de direita, que seja um moço ruim. Até brinca de Forte Apache com seus filhos…

    =)

  413. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Você é, talvez, o comentarista que ainda mantém alguma visão mais correta e aproximada do que sinto da política atual e do estado de desagregação moral que o PT se meteu.

    Algumas discordâncias, mas não está longe.

    Esse papo do caro Elias que a sociedade é culpada de tudo que o PT faz chega a dar náusea.

    O PT é corrupto porque o PT é corrupto. Não foi a sociedade que corrompeu o PT. E nem mesmo a imprensa corrompeu o PT.

    Seria o mesmo que dizer que os romanos enlouqueceram Nero. Algo por aí.

    Daqui a pouco vamos dizer que foi Deus que pirou o Marco Feliciano. Mesmo ateu vou acabar advogando em defesa do Sr.

    =)

  414. Guatambu said

    Pax e Elias,

    Falando em provocação.

    Se são nas pequenas coisas e na sociedade que as mudanças culturais devem ser feitas, permita-me apresentar, com indignação esse link.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/03/1424649-motorista-de-marta-para-em-vaga-de-deficiente-em-shopping-e-leva-bronca.shtml

    Alguém aí acha que?

    1. A Marta não tem nada a ver com isso?

    Ela é a representante do Estado, e é essa a “mudança cultural” que ela está promovendo.

    Ela é do PT, nasceu nele, dele vive.

    Por que alguém nomeia uma pessoa dessas para um ministério desses?

    Desculpe Elias, acho que a sociedade (a maioria) está longe de ser igual a uma pessoa dessas.

  415. Patriarca da Paciência said

    Comentário 414,

    achar que alguém do PT aprove uma boçalidade dessas é puro preconceito !

    Não digo que um ou outro maluco aprove… mas a grande maioria do PT quer mais é que esse motorista, ou quem for responsável pelo ato, que responda de modo bem rigoroso !

  416. Chesterton said

    Gushiken tem conta no exterior? Não sabia…..

  417. Chesterton said

    Toda vez que vejo escrito que os países nórdicos é que tem razão, e que devemos seguir o exemplo deles fico pensando: “será que querem pintar a pele e o cabelo dos brasileiros?”.

  418. Guatambu said

    Patriarca,

    1. Se a Marta manda no motorista, mesmo que o motorista insistisse, ela deveria mandar ele não fazer o que fez. Pelo jeito não foi o caso, então a culpa, no mínimo é de ambos.

    2. Se o PT confiou à Marta o Ministério da Cultura, é porque o PT sabia do comportamento histórico dela. Sabia do que ela era capaz, sabia da cidadã por baixo da pele de política, e confiou nessa cidadã.

    Se o problema de desvios políticos brasileiro é por conta do cidadão e não por conta do partido, o PT não teria nada a fazer, pois qualquer um que o PT nomeasse como Ministro da Cultura faria exatamente a mesma coisa.

    Não é o caso.

    Como vc mesmo diz, provavelmente até a maioria do PT se indigna com uma demonstração de cidadania dessas.

    Ou seja, era perfeitamente possível que o responsável pela nomeação da Marta pudesse nomear uma pessoa mais decente.

    Aí vem a provocação, que eu tendo a concordar com o Pax:

    Por que não o fez?

    O partido tem que ser capaz de eliminar esses desvios de conduta. É para isso que existe um código de ética.

    A menos que no código de ética do PT esteja escrito que políticos podem fazer coisas que não políticos não possam…

  419. Pax said

    Caro(a*) Guatambu,

    Melhor dividir o boi segundo os ensimamentos de Jack, the ripper, (o estripador).

    Questão CULTURA.

    1 – Na Cultura, pelo que me consta, quem melhor atuou na pasta nos governos PT foi o Gilberto Gil.

    2 – Confesso que em SP (e vou tomar pedrada pra todo lado agora), a pasta da Cultura é bem melhor tratada, sim. Governos tucanos lidam melhor com esse assunto que governos petistas. (e lá vem xingamento, espere para ler)

    3 – Aqui cabe uma frase atribuída ao Churchill, o buldog, quando disseram algo sobre não dar tanta importância em proteger museus, sel lá, não lembro, e o velho pinguço disse algo como: “mas então porque mesmo estramos nessa guerra?”.

    Questão IMPRENSA.

    1 – Tem que tomar uma série de cuidados com o que publicam. Eu tento filtrar o que posso. Essa notícia nem parece lá muito desvirtuada, mas fui ver quem era o jornalista, um tal de Jairo Marques, que desconheço. Tem alguns que, quando escrevem, paro pra ler, um exemplo é o Fausto Macedo, do Estadão, que investiga corrupção. Tem jornalista que nem leio, sei que é tinta vendida.

    2 – A grande mídia é pendular, sim. Pendida para a direita, sim. Mas não é ela a culpada pela corrupção, desvio ou anomalia de um miniistro de estado, também. Às vezes, não raro, inventa. Aí é crime do quarto poder. Agora mesmo a Veja foi multada em R$ 100.000,00 por inventar mentira sobre o Gushiken, segundo o Tribunal Superior de São Paulo. Uma frase que está no voto de um juiz de lá diz algo como: “falácia que agride a retina”. Procure que acha, ainda não achei link que uso pra fazer post, que merece, sim. O tal ataque cardíaco do nosso rabugento Chesterton.

    3 – Muitas vezes a imprensa pega um gancho de lambari e tenta pescar um tubarão, ou seja, não inventa, mais aumenta um bocado.

    Questão do FATO, MOTORISTA DE MINISTRO EM VAGA DE DEFICIENTE

    1 – Não acredito que Marta tenha dito pro tal motorista: pare na vaga de deficiente que eu sou ministra e ferre-se.

    2 – O cara deveria ser demitido e processado, se a notícia for apurada como verdadeira, que o motorista jogou o carro em cima do deficiente que tentava outro ângulo para foto.

    3 – Caso a Marta tenha alguma coisa com o fato, não só deveria ser demitida como processada também, mas parece-me o caso do anzol de lambari pra tentar pescar tubarão.

    CONCLUSÃO QUE NÃO TEM NADA COM NADA

    Acho a Marta ruim mesmo. Independente dessa notícia que olho com três pés atrás.

    (a*) – se quiser me fazer o favor de evitar três toques a mais no teclado só diga (é a, ou é o)

  420. Otto said

    Eu penso assim, Pax:

    Motim de “aliados” mostra como é difícil governar o Brasil

    No primeiro turno da eleição presidencial de 1989, votei em Mario Covas “por falta de opção”. Aos 30 anos, foi meu primeiro voto para presidente e eu, tanto quanto qualquer outro, sabíamos que teríamos que “acertar” na primeira eleição para esse cargo após quase três décadas sem votar. Nesse aspecto, Covas parecia mais “confiável”.

    Apesar disso, havia um frisson em torno da figura carismática de Lula, o que, no futuro, mostrar-se-ia justificado. Muitos entenderam que suas dificuldades em usar a norma culta do idioma, comendo esses e violando a concordância verbal, não impediriam que, caso fosse eleito, fizesse um governo do povo, pelo povo e para o povo.

    Contudo, não foram as suas dificuldades com o idioma ou a falta de um diploma universitário – argumentos dos seus adversários de então para desqualificá-lo – que me impediram de lhe dar meu voto no primeiro turno. Votei em Covas porque o PT me irritara profundamente ao se negar a assinar a nova Constituição, um ano antes.

    “O PT é muito radical”, dizia eu. Poucos anos antes – como praticamente toda a juventude –, eu fora à rua pelas Diretas Já porque acreditava que o mero direito de votar para presidente colocaria fim à terrível crise econômica que a ditadura militar legara ao país. A nova Constituição, pois, simbolizava a era de liberdade e democracia que se descortinava.

    Mas o PT, há um quarto de século, era o que o PSOL ou o PSTU são hoje; era contra “tudo isso que está aí”. Criticava todo mundo e acenava com soluções “milagrosas” que implantariam a felicidade e a prosperidade por decreto.

    No segundo turno, porém, agora tendo que escolher entre Lula e Fernando Collor de Mello, não tive dúvida: não apenas votei em Lula, mas revi meu ponto de vista sobre ser radical. Sem radicalizar, de fato não se chegaria a lugar algum. Ao menos era nisso que eu acreditava.

    Hoje, porém, como tantos outros entendo que foi melhor Lula não ter vencido. Se chegasse ao poder, acabaria deposto pelos militares. Se tivesse dado o calote na dívida externa, como o PT pregava ontem e o PSOL e o PSTU pregam hoje, teria sido um desastre. A interdependência mundial, produto da queda do Muro de Berlin, era inexorável.

    Ainda assim, votei em Lula no segundo turno de 1989. O que me fez mudar tanto de ponto de vista foram as sujeiras inacreditáveis que Collor e a mídia fizeram contra ele. Ao longo da década seguinte, os golpes baixos que Lula sofreu iriam unindo a nação em torno dele.

    Além disso, em minha visão o “caçador de marajás” tinha a palavra picareta estampada na testa. Era estupefaciente ver senhoras e mocinhas dizendo que votariam nele porque era “bonitão” e “falava bem”. Modéstia à parte, eu era um jovem politizado e não entendia como alguém poderia ser tão ignorante ao ponto de votar sob tal “critério”.

    Nem dois anos depois, achar um eleitor de Collor era literalmente impossível. Seus eleitores, em peso, alegavam que tinham “votado em branco” ou “anulado” o voto. Essa falta de vergonha na cara revoltava ainda mais. Aí foi nascendo o mito Lula. Ele se tornou o candidato dos que repudiavam a hipocrisia, acima de tudo.

    Até 1994, porém, a crescente força política de Lula era produto muito mais do emocional do que do racional, pois o PT ainda era uma espécie de PSOL vitaminado.

    O PT rejeitava alianças com partidos que não partilhassem, ponto por ponto, os dogmas socialistas. Acreditava ser possível disputar eleições sem dinheiro, com um discurso messiânico e promessas difíceis de concretizar em um mundo que se tornava interdependente, no âmbito do Consenso de Washington e do fracasso do socialismo soviético.

    Apesar de ter votado de novo em Lula, Fernando Henrique Cardoso – quem se apropriou do Plano Real, de Itamar Franco, por este tê-lo escolhido para ser a face política do plano, pois o tucano não era economista e não inventou plano econômico algum – salvou o país de ser governado por um partido que ainda não o entendia.

    Pensando exclusivamente em um novo mandato desde que venceu a eleição de 1994, FHC destruiu um plano que poderia ter funcionado. Acomodou-se com o apoio desmesurado da mídia, que lhe deu licença para tudo e se absteve de qualquer questionamento a trapalhadas como manter o câmbio sobrevalorizado.

    A derrota de Lula em 1994 – em uma eleição que parecia ganha, porque o desastre Collor, em tese, mostraria que o Brasil deveria ter votado no petista – fez o PT amadurecer. Em 1998, o partido já passara por um “aggiornamento”; entendeu a necessidade de alianças e que, sem dinheiro, ninguém chega ao poder.

    O PT poderia ter vencido a eleição de 1998 e, se isso tivesse ocorrido, o país não teria afundado como afundou ao longo do segundo governo FHC. Porém, aquele foi o ano do que talvez tenha sido praticado o maior estelionato eleitoral da história brasileira. Com ajuda da mídia, o presidente tucano conseguiu esconder do povo que o Brasil estava afundando.

    Em 2002, Lula e o PT chegaram ao poder por duas razões: a primeira, porque, após errar com Collor e com FHC, a parte dos brasileiros que usa o cérebro em vez do fígado entendeu que Lula era a última opção que restava. A segunda razão reside em Lula e PT terem entendido que o Brasil não é de esquerda e que só um governo de coalizão como o de FHC seria factível.

    Surgem, então, o “Lulinha paz e amor” e a “Carta aos Brasileiros”. Um e outro simbolizavam o amadurecimento do PT.

    Finalmente havia um partido realmente social-democrata para realizar o que fosse possível, em termos de justiça social. O PT chegou ao poder respeitando o fato de que esta é uma sociedade conservadora e de que com um ideário exclusivamente de esquerda seria impossível chegar ao poder.

    O resumo da ópera é que ninguém governa o Brasil sem alianças amplas, do ponto de vista ideológico.

    A direita não governa sem uma pitada de esquerda porque este é um país com carências sociais literalmente explosivas e só a esquerda tem soluções para essas questões; a esquerda não governa sem uma pitada de direita porque o poder de sabotagem de sua antítese ideológica é imenso, pois a direita controla a mídia e o grande capital.

    Chegamos, pois, a março de 2014. Lula, a sucessora que escolheu e o PT vêm sendo demonizados não só pelos ultraliberais tucanos e pela extrema-direita, mas pelo novo PT, ou melhor, pelos novos PT’s – pelo PSOL e pelo PSTU, sobretudo.

    Pela esquerda, Lula, Dilma e o PT sempre são acusados de se aliarem a Sarney, Renan Calheiros, Maluf etc. Inclusive pela mídia conservadora, diga-se, e pelos ultraliberais demo-tucanos. Como se fosse possível alguém governar o Brasil só com a esquerda ou só com a direita.

    A recente rebelião da base aliada – PMDB à frente – acaba de mostrar como é impossível governar o Brasil sem um leque amplo de alianças, inclusive com lideranças nitidamente de esquerda ou de direita.

    Sem Sarney, Renan etc., o Congresso se torna um muro intransponível à governabilidade. O governo não aprova nada. Não haveria essa miríade de programas sociais que tiraram dezenas de milhões da miséria, por exemplo. Mas, claro, a direita que integra a coalizão governista não vai aprovar programas sociais para pobres sem uma contrapartida.

    É uma hipocrisia desmesurada criticar a necessidade de governabilidade. É trapaça. É uma tentativa revoltante de enganar a sociedade.

    Esse discurso que nega a necessidade de alianças visa sobretudo a esses garotos que não viveram tudo o que relatei neste texto e que, por isso, acreditam que seria possível um presidente fazer o que a ex-senadora psolista Heloísa Helena prometeu em 2006, quando disputou a Presidência: resolver tudo com “uma canetada”.

    O melhor que qualquer governo de coalização – mas com viés de esquerda – pode fazer é exigir, como contrapartida aos cargos que tem que dar para saciar a direita, meios de ampliar o nível de escolaridade e de consciência política do povão, para que este entenda que pobre não pode votar em candidato que representa a “massa cheirosa”.

    A grande sorte do Brasil é que Lula entendeu que sem Sarney, Renan, Maluf e outras lideranças de direita, saciando sua sede por cargos, ninguém de esquerda governa este país. A alternativa a fazer governos de coalizão será voltar aos governos conservadores como os de Sarney, Collor e FHC. De triste memória.

    http://www.blogdacidadania.com.br/2014/03/motim-de-aliados-mostra-como-e-dificil-governar-o-brasil/

  421. Pedro said

    Zbigniew , vc tocou no assunto eleições.

    “A combinação dessas iniciativas (distribuição de renda e diminuição da pobreza com aumento de postos de trabalho e da renda do trabalhador) tornaram, no campo pragmático, o PT um partido difícil de ser batido nas urnas”

    Isto ajuda, mas o que torna o “PT” imbatível nas urnas, é a fantástica maquina eleitoral que ele criou.

    – 13 milhões de famílias no bolsa( Que deveria ser uma política de Estado, mas o PT transformou em instrumento eleitoral). Colocando por baixo 2 votos por família, são 26 milhões de votos.

    – 39 ministérios pra tornar o partido mais poderoso eleitoralmente.

    – Aproximadamente 10.000 equipamentos, caminhões, retroescavadeiras, motoniveladoras, etc, entregues diretamente aos prefeitos do interior. Imagina milhares de municípios vendo chegar aquele caminhão, acompanhado do tradicional foguetório, a foto do prefeito com a presidente no jornal local, etc. Isto pesa e muito (Cá entre nós…..Presidente da republica entregando chave de caminhão pra prefeito? Bota estadista nisto).

    – Tem a imprensa amiga.

    – Uma rede de ONGs patrocinadas pelos 39 ministérios e estatais. Sindicatos comendo na mão, UNE, etc.

    – O cofre do partido abarrotado, inclusive com aquele dinheiro não contabilizado. Que segundo alguns, não é crime nenhum.

    – E mais uma serie de ações menores que também contribuem eleitoralmente.

    – Tá tudo dominado. Pode botar o Zé Desceu de candidato que se elege, mesmo lá dentro da Papuda.

  422. Chesterton said

    DIÁLOGOS COMUNISTAS

    – Alou, Rosário?

    – Sim, quem é?

    – Manu, querida.

    – Oi Manuuuuuu. O que conta de bom? Tá em BSB?

    – Amiiiiga, nem te conto. To em Poa. Tava chegando em casa ontem com o Duka e duas vítimas da sociedade de cor parda socializaram meu carro.

    – Ui, que show, a amiga sempre contribuindo com a diminuição das diferenças sociais. amei. Mas o que posso te ajudar? Pegaste o fone deles pra que a gente possa emitir um vale combustível?

    – Sabe o que é, esqueci de pegar minha Louis Vuitton no banco de trás. Se as esposas deles não gostarem, eu queria ela de volta, pois domingo estou indo pra Paris.

    – Pode deixar. A gente tem o cadastro de todas as vítimas sociais dos governos reacionários de direita que nos antecederam.

    – Beijim.

    – Bisus.

  423. Guatambu said

    Pax,

    A questão que estou colocando não está focada no ministério, e nem na imprensa.

    Ela está focada na sociedade e no partido, tema de discussão sua e do Elias.

    O Elias diz que a política é resultado da cultura da sociedade.

    Se entendi o que o Elias disse, o PT é o que é por causa da sociedade; que a sociedade admite pequenos desvios (é fila dupla no colégio, é “caixinha” para ser atendido primeiro, é jogar papel no chão, etc). E é por tolerar esses desvios que o povo não discute, não cobra, é passivo politicamente, e acaba se tornando refém do próprio comportamento.

    A sociedade pode tolerar esses desvios. Como o da Marta e seu motorista, por exemplo.

    A sociedade pode se indignar, mas tem poder indireto sobre esse tipo de comportamento. O que a sociedade pode fazer?

    1. Processar? Quem está autorizado a fazê-lo? Não deveria ser o MP a fazê-lo? E por que não o faz?
    E quem mais poderia fazê-lo? Alguém tem tempo pra isso? E se fizer, a justiça brasileira contribui para alguma coisa?

    2. Manifestar contra? O resultado disso é um fla X flu que vemos sempre. Ou um partido político se apoderando das manifestações, como aconteceu na história das passagens de ônibus em SP.

    3. A imprensa atuar? O resultado também é fla X flu.

    4. O que mais? Não votar na Marta? A sociedade já não votou.

    Aqui, para mim, acaba o limite de responsabilidade da sociedade sobre a política.

    Ainda assim o PT arrumou esse cargo público pra ela.

    Daqui para a frente, a culpa recai sobre o PT, porque o partido tem poder direto sobre esse tipo de comportamento.

    1. Como instituição, deve ter um código de ética e de conduta, e, como o Patriarca disse, deve repudiar tal comportamento.

    2. Há um presidente do partido, para o qual a Marta se reporta. Ele pode tomar as medidas cabíveis de acordo com o código de conduta do partido e anunciar à sociedade (a quem deve respeito), sobre a medida que tomou.

    Mas o próprio PT, como instituição, agiu contra o desejo da população e está agindo contra a maioria de seus integrantes:

    1. Delegando a Marta a um cargo executivo sabendo do descontentamento do povo com ela.

    2. Não se manifestando sobre esse comportamento noticiado.

    E por isso, Pax, eu tendo a concordar com vc, que o partido deveria ter seus mecanismos para lidar com estes desvios. Isso é muito mais próximo e factível que ficarmos aguardando uma revolução cultural da sociedade para moralizar a política.

    De resto:

    Isso é só um exemplo, poderia ser qualquer ministério, poderia ser qualquer cargo público, poderia ser qualquer partido, poderia ser qualquer pessoa.

    Questão Ministério da Cultura. Eu até entendo a colocação do Churchill, não me interessa muito saber em qual partido ele poderia ser melhor gerido.

    Questão Imprensa. Também me interessa pouco. O máximo que eu digo sobre isso é que pessoas públicas tem que saber o que fazem, porque elas sabem, por princípio que a imprensa por bem ou por mal, vai estar próxima.

    Questão motorista X ministra. Se ele fez aquilo sem a permissão dela, novamente, culpa dela. Uma ministra que não consegue controlar o próprio motorista vai controlar como um ministério inteiro?

    Se me permite elucubrar um pouco mais isso:

    Será que é a primeira vez que esse motorista faz isso? Será que esse motorista é o motorista oficial do ministério há muito tempo? Se ele é motorista oficial há muito tempo, ele está lá por concurso ou cargo comissionado? Se ele está lá por concurso, que raio de concurso é esse que não avalia o conhecimento de um motorista oficial sobre vagas permitidas e não permitidas? Se ele está lá por comissionamento, quem contratou? Quem treinou esse motorista? Se ele não foi treinado a parar em vagas proibidas, quem ensinou ele, ou como ele decidiu, por conta própria a parar em uma? Será que outros motoristas oficiais não fazem isso?

    Se formos pensar nas respostas a essas perguntas, só piora a situação, principalmente sabendo que há toda uma legislação por trás, normas, etc, e que tanto motorista quanto Marta sabem (motorista pela função e Marta pela experiência como pessoa pública), e não fizeram nada a respeito. Talvez por partirem do princípio que ninguém se importaria (é um desviozinho).

    Questão que não tem nada com nada:

    Não estou julgando a Marta enquanto ministra, mas como cidadã.

    Como cidadã ela foi reprovada no meu conceito. Será que ela deveria ser aprovada como ministra? Se ela se permite uma “flexibilização” ética como essa. O que ela não faria com toda a verba dela?

    (*a) Sou o.

  424. Chesterton said

    http://www.juandemariana.org/comentario/6564/teoria/evolucion/institucional/

  425. Chesterton said

    A Marta, chifrar aquele marido é como ladrão que rouba ladrão e tem 100 anos de perdão?

  426. Elias said

    “A sociedade pode se indignar, mas tem poder indireto sobre esse tipo de comportamento. O que a sociedade pode fazer? ” (Guatambu)

    Poderia começar não elegendo picareta.

    Mais adiante, poderia fazer como fazem as sociedades mais amadurecidas: se manifestar diretamente ou por meio das organizações da sociedade civil, que, nos países civilizados, são temidíssimas.

    Enfim…

  427. Elias said

    “Esse papo do caro Elias que a sociedade é culpada de tudo que o PT faz chega a dar náusea.” (Pax)

    Tua conduta está se tornando nojenta, Pax.

    Onde, quando e como eu fiz semelhante afirmação?

    Deixa de ser desonesto, rapaz!

    Tá bom… Tá bom… Não és desonesto.

    És um imbecil, então. Não entendes o que lês.

    Sendo assim, vou explicar mais claramente:

    O que eu disse é que:

    1 – Nas democracias, o Estado não reforma a sociedade. Pelo inverso: nas democracias, a sociedade é que reforma o Estado (só o Estado totalitário é que impõe conduta à sociedade).

    2 – Nas democracias, os partidos políticos, sendo instituições da sociedade, também não a reformam. Pelo inverso: a sociedade é que reforma os partidos (porque não é o rabo quem abana o cachorro; é o contrário…).

    Se ainda não deu pra entender, lá vai um exemplo.

    Nas democracias, os partidos ganham participação na estrutura de poder através do voto. O voto materializa uma sensibilização em relação ao discurso partidário.

    Se a conduta, ou a proposta política, ou a ideologia de um determinado partido deixa de ter a aprovação de seus eleitores, o que acontece? Ele perde votos, e pode até desaparecer. Sumir. Nunca viste isso acontecer?

    Agora, se um partido tem muito voto, ele passa a ter muitos candidatos eleitos e tende a ter muito poder. Em qualquer democracia é assim.

    Se tu não aprovas a conduta de um determinado partido, porém, mesmo assim, ele tem muitos votos, elege uma bancada forte, etc., etc., isso significa que há uma enorme quantidade de pessoas que pensa diferente de ti. E que a conduta do tal partido, em que pese o que pensas dela, não constitui impeditivo para que esse partido continue a merecer o voto dessas pessoas.

    Essas pessoas, como parte da sociedade que são, não são culpadas do desvio de conduta de ninguém, porque o ser humano é dotado de livre arbítrio.

    VOU REPETIR, PAX: Estou dizendo que essas pessoas, como parte da sociedade que são, NÃO SÃO CULPADAS do desvio de conduta de ninguém, porque O SER HUMANO É DOTADO DE LIVRE ARBÍTRIO.

    Entendeu, Pax? Eu NÃO ESTOU DIZENDO que a sociedade é “culpada” dos ilícitos cometidos por políticos de qualquer partido, porque os políticos são seres humanos, e o ser humano é dotado de livre arbítrio. Cada um é responsável pelos seus próprios atos.

    Outra vez novamente, Pax: NÃO ESTOU DIZENDO que a sociedade é “culpada” dos ilícitos cometidos por políticos de qualquer partido, porque os políticos são seres humanos, e o ser humano é dotado de livre arbítrio. Cada um é responsável pelos seus próprios atos.

    Agora, a partir do momento em que o político, mesmo tendo pautado sua conduta pelo cometimento de ilícitos, ainda assim consegue ser eleito (e muitos o são com votação consagradora), é porque, para seus eleitores, os ilícitos que ele cometeu não são suficientes para torna-lo desmerecedor do voto.

    Entendeu, Pax? Não? Pede pra alguém ler pra ti, e explicar direitinho.

    Depois, volta pra ver se dá pra continuar a conversa.

  428. Elias said

    “Por que um ministério nas mãos de um partido torna o partido mais poderoso eleitoralmente?” (Guatambu)

    Ora…

  429. Pax said

    Caro Elias,

    Parta do princípio que tanto insiste, que sou desonesto. E me explica como Gandhi mudou o país?

    Parta do princípio que tanto insiste, que sou burro. E me explica como Fidel e Che conseguiram acabar com analfabetismo em 1 ano.

    Parta do princípio que sou desconfiado e me explica porque José Dirceu enricou e José Genoino não?

    Parta do princípio que sou um direitopata sujeito a internação em ala psiquiátrica de um presídio qualquer e me explica como posso aceitar o enricamento do filho do Lula, da primeira dama Rosemary e seus bebês e tenta me contar que diabos fez nascer a amizade entre Walfrido Mares Guia e Lula?

    Parta do princípio que talvez você não saiba direito quem sou e me explica como nenhum escândalo de corrupção é atribuído diretamente à presidente Dilma?

    Depois de tudo isso, como não sei exatamente o que é o tal Fundeb, Fundef etc, enfim, o tal PNE – e não sei mesmo – me explica porque não se vê melhorias chegando na ponta, na valorização dos professores e num resultado maior onde efetivamente se constrói um possível futuro, no desenvolvimento do capital humano do Brasil.

    (se quiser que eu fale um pouco sobre o PNE só posso dizer que li de cabo a rabo – e não mais que isso – mas é o Plano Nacional de Energia 2030 – leio quase todo ano e afirmo que é muito bem feito, sim, mas pela Empresa de Pesquisa Energética e, tudo indica, elaborado por técnicos de alto gabarito)

    Neste último item, esquece teu nervoso, e explica. De forma que até minha bistataravó possa entender. E de forma que eu possa colocar em forma de post neste blog para que você nos explique e nos introduza num assunto tão importante. Quem sabe o blog não acrescente esse mote e abra o leque para Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições, Meio Ambiente e Educação.

    Como bato nessa tecla, nada melhor que alguém como você, que parece não chafurdar – e, sim, claro que nem todo funcionário público é corrupto – e tem conhecimento no assunto, para introduzi-lo aqui.

    Vai, caro Elias, mas toma uma maracujina antes, por favor.

    Ou uma cerpinha cercada de bolinho de piracuí e pirarucu com muita pimenta-de-cheiro no molho de tucupi, evidentemente regado com um excelente azeite extra-virgem primeira prensa com, no máximo 0,5% de acidez.

    Então, caro Elias, acalme-se. E coloca a bola no chão pra gente voltar a jogar um jogo mais jogado e menos apeladado.

    Caríssimo Zbigniew,

    A abertura do teu pensamento político, acima, é de tal forma honesta com os leitores deste blog que preciso de um tempo para uma resposta respeitosa que você mais que merece.

    Me permita desenvolvê-la com mais calma, por favor.

    Neste exato momento tenho que fazer uma – e única – conta bancária sair do vermelho e entrar no azul.

    Sujeita a abertura de sigilo bancário, caso necessário se faça.

  430. Zbigniew said

    Pax,
    as discordâncias são naturais. Discutir aqui é sempre um prazer.

    Pedro,
    vc descreveu bem a estrutura que todo partido q assume o poder no país utiliza para, naturalmente, permanecer nele o máximo de tempo possível. É do nosso sistema político, da nossa cultura política. O PT há quase doze anos no governo federal, o PSDB há quase 20 em São Paulo, o Sarney como resquício anacrônico da política de governadores, eternizando-se no Maranhão, e tantos outros “oligarcas” nos municípios de brasilzão a fora.

    Só discordo de ti quanto à mídia amiga. Se formos falar de alguns blogs, posso até aceitar, mas os grandes grupos de mídia no país empresas estiveram alinhados com o mercado financeiro, e este não suporta o PT no poder.

  431. Chesterton said

    Poderia começar não elegendo picareta.

    chest- não adianta pintar o cabelo de amarelo, o eleitor brasileiro vota no seu semelhante.

  432. Patriarca da Paciência said

    “Presidente ignora chantagem comandada pelo líder Eduardo Cunha, na Câmara; ela define seis novos nomes do seu agrado pessoal para ministérios; técnicos como Clélio Campolina Diniz, reitor da UFMG que vai para Ciência e Tecnologia, são reconhecidos em seus ambientes de atuação, além de filiados ao PMDB, caso também de Neri Geller, da Agricultura; Dilma Rousseff reafirma autonomia e resgata viés anti-fisiológico de sua gestão; avalia-se no Palácio do Planalto que pauta de votações no Congresso é de importância apenas relativa para o governo; presidente prefere ser fiel a princípios do que ceder a circunstâncias; Dilma pode prescindir do PMDB que não é seu? ”
    (blog 247)

    Minha opinião é que a Dilma encontrou um caminho para sair do fisiologismo do PMDB. Cunha e sua turma de urubus vão ficar para um lado e o pessoal mais sério fica para o outro.

    Quem sabe o PMDB racha de vez e fica mais fácil conviver com uma parte !

  433. Patriarca da Paciência said

    “Patriarca,

    1. Se a Marta manda no motorista, mesmo que o motorista insistisse, ela deveria mandar ele não fazer o que fez. Pelo jeito não foi o caso, então a culpa, no mínimo é de ambos.

    2. Se o PT confiou à Marta o Ministério da Cultura, é porque o PT sabia do comportamento histórico dela. Sabia do que ela era capaz, sabia da cidadã por baixo da pele de política, e confiou nessa cidadã.

    Se o problema de desvios políticos brasileiro é por conta do cidadão e não por conta do partido, o PT não teria nada a fazer, pois qualquer um que o PT nomeasse como Ministro da Cultura faria exatamente a mesma coisa.”

    Guatambu,

    Li todo o texto e não encontrei uma única possibilidade, por menor que seja, de que a Marta soubesse o que o seu motorista andava fazendo !

    E você já fala em exonerar a Marta por causa disso ?

    Essa frase então é um primor de preconceito e arrogância: “Se o problema de desvios políticos brasileiro é por conta do cidadão e não por conta do partido, o PT não teria nada a fazer, pois qualquer um que o PT nomeasse como Ministro da Cultura faria exatamente a mesma coisa.”

    Então você acha que um ministro pode controlar os mínimos procedimentos de um motorista ?

    É a tal “teoria do domínio do fato” aplicada em toda a sua plenitude !

    Caramba !

    Cada vez mais me convenço de que os políticos do PT são extremamente corretos, a julgar pelo defeitos que os adversários conseguem apontar !

  434. Patriarca da Paciência said

    “Poderia começar não elegendo picareta.”

    Picareta, para a “filosofia” que o Chesterton segue, é simplesmente o topo da evolução humana, visto que é a pessoa que apresenta mais habilidade em ganhar dinheiro !

    Todos os picaretas ganham rios de dinheiro !

  435. Chesterton said

    Meu Deus. Alguem ilumine esse mentecapto.

  436. Chesterton said

    “Pelo histórico desse cara (Valcke), um dos maiores chantagistas do esporte mundial, ele teve um problema e fez chantagem com o presidente da Fifa (Blatter), que é um ladrão, corrupto e filho da puta, e é com isso que a gente convive: a CBF tem dois ratos, o Marin e o Del Nero, e a Fifa tem dois ladrões. Alguns políticos devem estar ganhando alguma coisa com isso, por estar endeusando este cara (Valcke). Ele vem aqui no país, manda e desmanda, fala e desfala e todo mundo bate palma, acha que está tudo certo. A Fifa têm dois ladrões conhecidos pelos brasileiros, porque lá são muito mais de dois, tanto na CBF quanto na Fifa, que é o Blatter e o Jérôme Valcke. Os caras vão ficar bilionários com a Copa do Mundo e está tudo certo. E esse é o nosso governo, a nossa presidenta, os nossos secretários, que também estão se enriquecendo”.

    Romário soltou o verbo em entrevista à ESPN Brasil…
    alertatotal

  437. Patriarca da Paciência said

    Romário, quando fica calado, é um poeta !

    Chesterton, quando nada escreve, é um sábio !

    Ô vírus, que vive na bactéria, que vive no saco do mosquito da dengue, você sequer compreende aquilo que você posta aos montes aqui no blog e também não compreende as poucas linhas que escreve !

    Sem sombra de dúvidas, você é um analfabeto funcional !

  438. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Este texto aqui (indicado pelo Idelber em seu Facebook) explica um pouco o estado atual pela ótica que vejo. Principalmente sobre essa reação “intelectual” contra as legítimas – na minha visão – manifestações. É artigo de gente intelectual do PSTU. Que não me representa. Mas que pensa, sim.

    Essa turma é trotskista como todos sabem. E eu não sou. Sou social democrata, como vocês daqui sabem muito bem.

    Só que gosto um bocado de ler textos inteligentes. E este é, sim.

    http://blogconvergencia.org/blogconvergencia/?p=2102

    (não responde o teu post, mas uma parte dele, fala bastante dessa mudança ocorrida no PT nestes anos)

  439. Chesterton said

    [Imgur](http://i.imgur.com/UkKhcfF.jpg)

  440. Elias said

    “E me explica como Gandhi mudou o país?” “E me explica como Fidel e Che conseguiram acabar com analfabetismo em 1 ano”. “me explica porque José Dirceu enricou e José Genoino não?” (Pax)

    Pax,
    Pra início de conversa, quero deixar registrado que essas perguntas nada têm a ver com o que estamos debatendo, e, por isso, não me sinto obrigado a respondê-las.

    Por que diabos tenho que te “explicar” essas coisas?

    Sei lá, se o Genoíno é pobre… Isso é o que dizem dele, mas, como vou saber se é verdade? E também não sei se Dirceu é rico, embora digam por aí que ele é. Não quero saber disso, Pax.

    Fidel e Che “conseguiram acabar com o analfabetismo em um ano”? Um ano, Pax? ADONDEQUEJÁ, doidão?

    E Ghandi “mudou” o país? Que país?

    Que eu saiba, Ghandi LIDEROU os indianos na luta pela independência. Mas, até hoje, pelo que eu sabia, o desejo de independência na Índia era mais antigo que a posição de fazer cocô… Ghandi apenas ASSUMIU A LIDERANÇA da luta, tornando majoritária a estratégia budista, de resistência ativa, porém pacífica (a mesma estratégia recomendada pelo Gene Sharp, autor do famosíssimo “Da ditadura à democracia”, verdadeiro manual de como se resistir e até derrubar uma ditadura, sem disparar um só tiro).

    Mas… “Mudar” a Índia? Acumaquifoi? Ele mudou a Índia de endereço?

    Como foi que Ghandi “mudou” a Índia? Ele inventou o budismo? Ele inventou o ativismo político pacífico?

    Tu também já escreveste uma “nova” História da Índia?

    A bem da verdade, a Índia nem mudou tanto assim… Ela se tornou politicamente independente da Inglaterra, mas continua tão injusta quanto sempre foi (ainda hoje, o IDH da Índia continua empacado lá por perto de 0,6).

    De qualquer forma, nossa divergência não tem nada a ver com “mudança” na Índia, nem com analfabetismo cubano.

    Estávamos falando de como enfrentar a corrupção de maneira consequente.

    Foi quando tu, DESONESTAMENTE, apareceste com a história segundo a qual o considero que a sociedade brasileira é “culpada” pelas bandalheiras cometidas por petistas.

    Claro que eu nunca disse isso, né Pax?

    E é loucura fazer uma coisa dessas, num debate onde tudo é dito por escrito. Tudo o que se diz fica registrado. Tu fazes uma m… dessas, e todas as pessoas que estão lendo os debates ficam sabendo que tu estás te portando desonestamente.

    Aí eu te chamei de DESONESTO, que é como devem ser chamadas as pessoas que cometem desonestidades.

    Como Batista Campos: “… de circunlóquios nada sei… Paca é paca, boi é boi / o caso eu conto / como o caso foi”.

  441. Guatambu said

    Patriarca,

    O que vc sugere que seja feito com a Marta?

  442. Guatambu said

    Elias,

    “Poderia começar não elegendo picareta.” (Elias)

    Se para vc a Marta é picareta, ok, ela foi mesmo eleita para apenas para 1 mandato.

    Então por que o PT reconduziu ela a um cargo executivo?

  443. Elias said

    E, Pax,
    Já que a conversa passou a tratar de honestidade e/ou idiotice, convenhamos:

    Só um idiota de carteirinha, ou um vigarista político, pode afirmar que o “o PT prometeu moralizar o país”.

    Nenhum partido brasileiro — PT incluso — prometeu isso, até porque cada partido fala apenas por si próprio. Um partido não pode “moralizar” os demais. Ele só pode responder por seus próprios atos.

    Um partido pode apresentar, como bandeira política, um dístico tipo: “Pela moralização da política”.

    Nesse caso, o que o tal partido está prometendo, é que, se votarem nele, ele se compromete a adotar uma conduta política pautada pela moralidade. Ele está falando por si, não pelos demais partidos.

    Se um partido adota essa bandeira política, e o eleitor vota nele, quem está agindo “pela moralização da política” é o eleitor, não o partido. Porque o partido não se elege sozinho. Quem elege é o eleitor, ou seja, a sociedade.

    Quando o partido apresenta a bandeiras “Pela moralização da política”, ele está se propondo ser a materialização de algo que O ELEITOR, ou seja, A SOCIEDADE quer que aconteça.

    Se apenas uns poucos eleitores desejam moralizar a política, podemos dizer que esse desejo não representa uma aspiração da sociedade.

    Se, ao contrário, a maioria dos eleitores deseja moralizar a política, pode-se afirmar que a aspiração moralizante reflete um desejo da sociedade.

    As condições “historicamente necessário” e “socialmente desejável”, nem sempre aparecem juntas.

    Às vezes, uma mudança historicamente necessária custa a se realizar, porque isso só acontece quando essa mudança, além de ser necessária do ponto de vista histórico, tem que se tornar desejável pela sociedade. Nas democracias, quando a sociedade se convence de que uma determinada mudança é necessária, ela passa a desejá-la, e se mobiliza no sentido de implementá-la.

    Nas democracias, Pax, o agente — da manutenção ou da mudança do status quo — é, sempre, a sociedade, por meio dos canais legais de participação política.

    As instituições são o OBJETO da mudança (ou da manutenção) do status quo, porque instituição não tem personalidade própria. Quem tem personalidade própria são as PESSOAS que atuam nas instituições.

    E as pessoas não se forjam no contato com as instituições. O ser humano é um indivíduo SOCIAL (ou, como dizem, “político”). Ele sobrevive e se forma em contato, pelo intercâmbio, com a SOCIEDADE. As instituições são, apenas, ferramentas que os seres humanos usam, para facilitar o intercâmbio com a sociedade.

    Isso é inerente à civilização, Pax. Lá no início da trajetória humana, os indivíduos sobreviviam pelo intercâmbio com a natureza. À medida que as associações humanas foram se amplificando, se tornando mais complexas, o homem foi se tornando, cada vez mais, um ser SOCIAL, até se tornar no que é hoje: um animal totalmente dependente do intercâmbio social.

    Dizer isso (que, aliás, está no bê-á-bá de coisas como Sociologia, Ciência Política e o escambal), de modo algum significa dizer que uma sociedade é “culpada” pelos desvios que um partido político perpetra.

    É preciso dizer isso para alguém como tu?

  444. Elias said

    Guatambu,

    Fica ruim quando tu me diriges uma pergunta tipo “por que o PT reconduziu ela (Marta Suplicy) a um cargo executivo?”

    Tu e eu quase não nos conhecemos.

    As pessoas que me conhecem há mais tempo (pelas opiniões que emito neste blog, e, antes, no Weblog), sabem que eu não simpatizo nem um pouco com a Marta Suplicy.

    Não gosto da Marta, nem do que ela representa, no PT e fora dele.

    Também não gosto do ex-marido dela, o senador Suplicy. O comportamento dele quando estourou o escândalo do mensalão, foi simplesmente deplorável. Execrável! Tão cretino quanto o do Gabeira, ou pior que isso (o Gabeira, pelo menos, a gente já sabia que era só um oportunista se pendurando no PT pra conseguir um mandato de deputado federal).

    Por mim, pessoas como a Marta Suplicy, assim como o Palocci, e tantos outros, nem deveriam estar no PT.

    Aí tu me perguntas “por que” a Marta foi nomeada ministra…

    Sei lá!

    Só sei que, por mim, ela nem precisaria estacionar em vaga pra portadores de necessidades especiais, pra não ser ministra.

    A meu pensar, a AUSÊNCIA de pessoas como Palocci e Marta, num ministério petista, preenche uma enorme lacuna…

  445. Guatambu said

    Elias,

    Uma instituição, ainda que tenha regras estabelecendo seus princípios de existência e o código de conduta dos seus membros, não orienta o comportamento dos seus membros?

    Desculpe-me, mas Isso não faz sentido.

  446. Guatambu said

    Elias,

    Obs: o comentário 445 foi feito sem ler o seu 444.

    Respondendo ao 444.

    “A meu pensar, a AUSÊNCIA de pessoas como Palocci e Marta, num ministério petista, preenche uma enorme lacuna…” (Elias)

    Não entendi a frase… desculpe-me novamente.

    A ausência ou existência?

    Significa que há falta de personalidades políticas melhores nos quadros do PT?

  447. Elias said

    ” De acordo com essa hipótese a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder expressava uma situação na qual as classes dominantes exerciam seu poder por meio de organizações políticas das classes subalternas.”

    Prometo que vou ler, quando tiver tempo, mas…

    Putz!

    A chegada de um partido como o PT ao topo do governo federal, alterou, de algum modo, a estrutura de hegemonia social?

    Ora nenéns… As classes dominantes NÃO NECESSITAM de nenhuma “organização política das classes subalternas”, para exercer a hegemonia social, e, portanto, o poder.

    Se elas dependessem disso, não seriam “classes dominantes”, né garotada?

    Isso é só uma maneira rebuscada, de construir uma tese igualmente rebuscada, em cima de uma formulação pré-elaborada.

    Quem está acostumado a redigir textos sobre assuntos complexos, manja a manobra a léguas de distância…

    Elabora-se uma formulação fechada, que serve como uma luva a um posicionamento político igualmente pré-formulado.

    Em seguida, constrói-se toda uma argumentação que “justifica” essa formulação com elementos retirados da realidade (mas sem mencionar o conveniente descarte de outros elementos da mesma realidade, que não coonestam a tese).

    Aí ficamos assim: se a realidade não corresponder à análise, é porque a realidade — e não análise — está errada. A análise está sempre correta e bem feita. A realidade é que não presta…

    Já vi esse filme! Todos os atores, o diretor, o editor, o roteirista, os técnicos, etc., morrem no fim…

  448. Elias said

    Guatambu,

    A frase é assim mesmo: “A meu pensar, a AUSÊNCIA de pessoas como Palocci e Marta, num ministério petista, preenche uma enorme lacuna…”

    Pensa num cara que vai promover uma festa.

    Aí ele convida um monte de pessoas, mas, secretamente, fica desejando que algumas pessoas que ele convidou, não compareçam…

    Se elas realmente não comparecem, ele fica felicíssimo.

    Pois é… Pra ele, a AUSÊNCIA dessas pessoas preencheu uma lacuna…

    Sacou?

  449. Elias said

    “Uma instituição, ainda que tenha regras estabelecendo seus princípios de existência e o código de conduta dos seus membros, não orienta o comportamento dos seus membros?” (Guatambu)

    Nesse caso, as regras da instituição valem para seus membros, não para a sociedade.

    E quem elaborou as regras para a instituição? Foi ela sozinha? Os teclados dos computadores se acionaram sozinhos, e produziram e aprovaram as tais regras? Ou será que foram os próprios membros dessa instituição que elaboraram e aprovaram as regras?

    Quem elaborou as normas da instituição não foi a instituição, e sim os membros dela. Pessoas. Gente, de carne e dente… Que criaram normas para disciplinar o próprio comportamento.

    Instituição não tem personalidade própria, não pensa nem age. Quem faz isso são as pessoas.

    Logo…

  450. Guatambu said

    Elias,

    447 – Sim! hahaha Entendi!

    448 – Também tenho o mesmo entendimento que você. No entanto, ou as normas da instituição estão mal elaboradas, ou para um partido, não refletem mais seus objetivos de representar a sociedade, ou a liderança do partido, que deveria zelar por essas normas está sendo irresponsável. Certo?

    Quando você fala sobre a desnaturação do partido, é disso que está falando?

  451. Zbigniew said

    Pax,
    li o texto atentamente.

    Pelo que entendi a academia foi cooptada pelo governo (assim como os sindicatos), pago o devido salário: “a expansão do sistema universitário brasileiro, a criação de mais instituições federais de ensino superior e a abertura de concursos públicos para a contratação de docentes”.

    Cooptadas porque, ditos “trotkistas” não comungavam com o rumo que o PT havia tomado desde a Carta aos Brasileiros. Após a paga, muitos mudaram de opinião e se alinharam, se assimilaram ao status quo.

    Daí a posição refratária aos movimentos de rua, identificados como originários de uma classe média politicamente rasa, cujos integrantes são brancos e burgueses, doravante denominados de “coxinhas”, por não admitirem outro tipo de recheio que não aquele proveniente de seus parcos conhecimentos políticos. Seria o típico cidadão de manada.

    Pois é. Acadêmicos e PHDs.

    Tenho um colega com doutorado em história colonial brasileira. Algo bastante específico. O cara é negro, franzino e terminou sua formação na Holanda. Lá teve contato com grandes pensadores, entre eles Jürgen Habermas. Confidenciou-me que nunca se sentiu vítima de preconceito naquelas paragens, entretanto sente que aqui no Brasil é diferente, o que, de alguma forma afeta a sua produção acadêmica. Não pela vontade de produzir, mas pela valorização do que cria. Ele tem me falado constantemente do ambiente universitário que frequenta e de como existe um patrulhamento contra aqueles que se rebelam ou não se deixam cooptar pela política partidária intra-muros. Esses são enquadrados e devidamente criogenados na posição que ocupam dentro da instituição. Se não, descartados.

    Não sei dizer se é uma regra, mas instituições acadêmicas são bem conhecidas pela vaidade de seus integrantes e a política que ali se desenvolve. Também não sei em que grau isto está acontecendo (o texto não deixa claro). Mas a verdade é que podemos transportar isto para outras instituições, observando o comprometimento destas com o poder político. E aí parece-me ocorrer o fenômeno que observamos quando do julgamento da AP 470. A política se sobressaindo à técnica. O desvirtuamento.

    Talvez aí esteja a linha que leva ao novelo capaz de explicar o porquê de nossas elites serem tão frias em relação aos anseios da sociedade.

  452. Chesterton said

    “E me explica como Gandhi mudou o país?” “E me explica como Fidel e Che conseguiram acabar com analfabetismo em 1 ano”. “me explica porque José Dirceu enricou e José Genoino não?” (Pax)

    chest- Gandhi e Che num mesmo raciocínio…assim não dá, Pax, Você é o rei do espantalho.

  453. Elias said

    Guatambu # 450

    É exatamente esse o ponto!

    O partido — ou seja, as pessoas que o constituem — elenca um conjunto de princípios, e, partindo deles, elabora um conjunto de propostas políticas.

    Como a verdade não tem dono e muda constantemente de figura, e quem tem ideia fixa é doido, as propostas políticas podem e devem ser constantemente reavaliadas e, se for o caso, modificadas, atualizadas, aprimoradas, adaptadas ao momento, ou seja lá que diabo de rótulo se quiser dar à reformulação das propostas políticas (um amigo meu, que adora frase feita, diz: “a política é cambiante”).

    Mas, qualquer que seja a formulação política, ela deve estar em sintonia com os princípios a que me referi inicialmente (no jargão dos partidos políticos, chamados de “princípios fundantes”).

    Quando a conduta política do partido se acha em oposição aos tais “princípios fundantes”, diz-se que o partido “desnaturou”, ou seja, ele está contrariando sua própria natureza.

    Algo assim como uma onça se tornar vegetariana ou um boi se tornar carnívoro… O partido se torna uma contrafação de si mesmo. Uma aberração.

    É isso que estou dizendo, quando digo que “o PT se desnaturou”.

    E é por isso que também digo que o PT não me representa mais. Só voto nele porque o resto é ainda muito pior… Inclusive o PSOL e o PSTU.

  454. Elias said

    Guatambu,

    Vê só (do texto “convergente” que o Pax linkou):

    ============================================
    “O segundo mandato de Luiz Inácio reaproximou o partido dos intelectuais. Crescimento do PIB, formalização do mercado de trabalho e políticas sociais compensatórias serviram como justificativas. Mas o que animou realmente os ex-dissidentes foi a expansão do sistema universitário brasileiro, a criação de mais instituições federais de ensino superior e a abertura de concursos públicos para a contratação de docentes. Estrangulados pela gestão do colega Paulo Renato no governo FHC um importante contingente de intelectuais universitários brasileiros viu ao longe, no segundo mandato de Lula, a terra prometida. Os dissidentes reconciliaram-se, assim, com o papado do Planalto Central e junto consigo carregaram os clérigos recém ordenados.”

    “A reconciliação foi, também, a vitória de um estilo de fazer política. Os ex-dissidentes rapidamente abandonaram o debate estratégico e começaram a participar das escaramuças sobre a avaliação de políticas públicas, conflitos palacianos e guerrilhas tecnocráticas. Reconvertidos, precisaram mostrar seu forte compromisso com o papado lulista e tomaram parte intensamente dos acalorados embates sobre juros ou inflação, pibinho ou pibão, privatização ou concessão, bolsa alimentação ou bolsa família, Marco Maciel ou José Sarney, tucanoduto ou mensalão, Joaquim Barbosa ou Ives Gandra.”
    =================================================

    De um lado, um pseudo “consciente politicamente”, que diz que o governo não está fazendo nada pela Educação.

    Do outro, um pensador que acha que os intelectuais brasileiros se deixaram cooptar pelo governo, porque este expandiu o sistema universitário, criou mais universidades federais e abriu concursos para a contratação de docentes (esse grande educador, ainda nem conseguiu perceber que o governo petista fez tudo isso, sim, mas o maior volume de investimento foi, mesmo, para educação básica… Ou seja, mal sabe onde fica o Brasil…).

    Ele diz isso, após fazer outra brilhante afirmação: a de que os próceres tucanos e petistas podem ser comparados a Torquemada e Cromwell (Claro…! Todo mundo sabe que, durante os governos FHC, Lula e Dilma, dezenas de milhares de pessoas foram presas, torturadas e mortas, por crime de opinião. Vai ver que é por isso que a Convergência Socialista quase não tem militantes nem simpatizantes…).

    Quer dizer, então, que, no Brasil, quando se amplia o ensino superior, quando se contrata mais docentes, e se investe mais em educação básica… O que acontece?

    Acaba-se com o “debate estratégico”!

    Brilhante! Genial!

    Quer dizer, então, que, reciprocamente, o “debate estratégico” estaria mais vivo e mais forte com menos universidades, menos professores, menos alunos, menos recursos para a educação básica, mais pessoas fora das escolas e mais analfabetos?

    Putz! É dessa matéria que é feita a oposição “à esquerda” do PT…

    Ora, caceta! O apoio que a comunidade universitária hoje meio que concede ao governo petista, é momentânea. Não vai se manter por muito mais tempo, a menos que o governo petista consiga acompanhar o andar do processo que ele mesmo deflagrou.

    O que aconteceu agora? O governo petista atendeu a algumas reivindicações históricas do setor Educação: ampliou a rede federal de ensino superior, disponibilizou mais recursos para a educação básica e formulou um bom plano de médio prazo para a educação brasileira.

    Essa era a “agenda mínima” do setor. E o setor reconheceu, como aconteceria com qualquer outro…

    Mas o governo petista ainda nem tangenciou o passo seguinte, que é a questão da pesquisa em ciência e pesquisa em tecnologia.

    Assim que a poeira do primeiro passo baixar, vai começar a porrada pelo passo seguinte. Aí veremos se a comunidade universitária ainda continuará governista (se é que, a essa época, o governo ainda será petista, o que quer que isso signifique, daqui a mais alguns anos…).

    Já dizer que os intelectuais brasileiros “abandonaram o debate estratégico”, é pura flatulência. VIGARICE!

    Esse “debate estratégico” nunca houve.

    A comunidade universitária brasileira jamais debateu nem mesmo coisas muito mais pé-no-chão, como uma reforma política, uma reforma do Judiciário, uma reforma tributária e fiscal… “Debate estratégico”? Dá câncer!

    A bem da verdade, a comunidade universitária brasileira ainda não debateu estrategicamente nem mesmo a própria universidade. O debate sobre a universidade não foi além da democratização das instâncias de direção. Mas as questões referentes a grade curricular, métodos e processos de ensino, etc., não foram cheiradas nem tocadas. No mais das vezes, as universidades brasileiras — as públicas e a particulares –ministram aula como há 50 anos, e não há nada no horizonte para mudar isso.

    Quando um “convergente” fala em “debate estratégico”, e não está cometendo estelionato político, ele está se referindo ao tal “socialismo” da Convergência, que nem mesmo a própria Convergência Socialista consegue explicar.

    A Convergência Socialista critica o burocratismo da estrutura soviética, mas, no frigir dos ovos, o limite da “elaboração estratégica” da Convergência Socialista nada mais é do que o capitalismo de estado soviético, com uns tons vermelho-preto de anarquismo…

    Algo tão moderno e atual quanto os absorventes íntimos da rainha Vitória…

    E tão ridículo quanto o Pax, parrudo e barbudo, fantasiado de Chiquita Bacana numa procissão do Senhor dos Passos…

  455. Guatambu said

    Elias,

    Sou ignorante demais pra esses textos. Faltam-me vocabulário e conceitos.

    Eu não consegui passar do terceiro parágrafo.

    Se vc puder me ajudar, talvez eu consiga dizer o que penso a respeito. Por exemplo:

    “De acordo com essa hipótese a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder expressava uma situação na qual as classes dominantes exerciam seu poder por meio de organizações políticas das classes subalternas.”

    O que são “organizações políticas das classes subalternas”?

    “Quando as classes dominadas assumiram o governo, a “direção moral” da sociedade, segundo Chico, a dominação burguesa se tornou mais descarada.”

    O que são “classes dominadas”, o que é “direção moral da sociedade”, o que é “dominação burguesa”?

    “Carlos Nelson reagiu à provocação de Chico de Oliveira argumentando que na sua opinião tratava-se de uma hegemonia da pequena política.”

    O que é “pequena política”? Existe, por acaso, “grande política”?

    “No poder, o lulismo teria abandonado o debate estratégico e reduzido a luta política e as disputas ideológicas às pequenas escaramuças palacianas.”

    O que é “lulismo”? Por acaso Lula fez algo tão diferente de outros políticos para caracterizar um jeito de fazer política?
    O que é “debate estratégico”? O que é “luta política”?
    O que são “escaramuças palacianas”?

    Enfim, sem saber nada disso, reservo-me o direito de ficar calado.

    Aliás, tenho uma crítica: acho que esse debate acadêmico, quando permanece nesse nível de linguagem rebuscada, é tão segregador quanto um shopping que proíbe a população de fazer rolezinhos. Não precisa escrever nós vai/nóis vem, mas não custa nada se preocupar um pouco mais com quem está recebendo a comunicação, quando se trata de um texto público.

  456. Guatambu said

    Elias,

    Voltando ao 453, então o PT é o menos pior em nível de desnaturação (de acordo com os princípios pregados do partido)?

    Você tem exemplos de desnaturação dos demais partidos, para pelo menos darmos uma comparada?

    Obs1: esse tipo de pergunta não é para irritar. É pura ignorância. Depois dos debates que acompanhei aqui, meus conceitos sobre política mudaram, então estou tentando reorganizar minhas ideias do zero. E gostaria de fazê-lo a tempo de votar mais conscientemente nas próximas eleições.

    Obs2: sei que temos um monte de partidos, e que uma análise exaustiva de exemplos de desnaturação de partidos levaria umas 3 gerações. Mas quer estar munido de informação suficiente para avaliar os partidos segundo os mesmos critérios.

  457. Pax said

    Pro Elias ficar “menas” nervosinho, aqui um outro texto perfeito, que não me tem sobrado tempo para linkar (no sub tema Eleições 2014 – que já deveria ter inaugurado):


    Idelber Avelar
    43 min ·
    Aécio Neves é um candidato tão fraco, mas tão fraco, que da internet ele ainda não descobriu a lei número um, que é o efeito Barbara Streisand: qualquer tentativa de silenciar judicialmente um conjunto de denúncias produzirá o efeito de multiplicá-las. É da natureza anárquica e disseminadora da rede. Até minha filha de 14 anos sabe disso.
    A justiça negou o pedido de Aécio de excluir do Google, do Yahoo, do Bing e de outros motores de busca os links que o relacionam ao consumo de drogas e ao desvio de dinheiro. Imaginem! Excluir da internet os links que relacionam Aécio ao pó e ao jabaculê! Isso é metade da internet brasileira!
    Por incrível que pareça, essa decisão judicial é a menos ruim para Aécio. Caso tivessem provido o pedido — e com o Judiciário brasileiro, tudo é possível –, nós já estaríamos vendo uma multiplicação anárquica dessas mesmas denúncias.
    Faz anos que eu digo que é mais fácil o Paulista de Jundiaí vencer uma Libertadores que o Aécio se eleger Presidente. Ele continua vencendo em Minas porque todas as outras forças políticas mineiras são uma piada. Numa eleição minimamente justa, com bate-boca aberto e igualdade de tempo e recursos, ele não ganha nem pra síndico de prédio. É um desastre completo a oposição também.

    Esse Aécio é mesmo uma piada pronta.