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Caso Alston: propinas para o tucanato vem desde 1989

Posted by Pax em 20/03/2014

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, o propinoduto com a Eletropaulo, trens, metrô e sabe-se lá mais o quê, vem de longe. Documento mostra que em 1989, no governo Covas, a ladroagem já estava ativa. Há fortes suspeitas, o noticiário é farto, que nunca parou.

Papel da Alstom diz que secretário de SP pediu propina em 1989 – Folha de São Paulo

MARIO CESAR CARVALHO e FLÁVIO FERREIRA – DE SÃO PAULO

Nove anos antes de estatais paulistas assinarem, em 1998, um contrato de R$ 263 milhões com a Alstom, o secretário de Energia João Oswaldo Leiva pediu propina de 10% para que o negócio fosse fechado, segundo documento entregue por um ex-executivo da multinacional ao Ministério Público.

O executivo é considerado pelos promotores como a mais importante testemunha no caso Alstom por apresentar detalhes e documentos sobre o suborno, como a Folha revelou ontem. Até então, a apuração dependia de papéis vindos da França e da Suíça. Ele colabora com as investigações e não está na lista de suspeitos da Promotoria.

A Alstom é suspeita de ter pago propina a políticos e servidores para obter um contrato com Eletropaulo e EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) para fornecer subestações de energia elétrica. Apesar das negociações de 1989, o contrato só foi fechado em 1998, no governo de Mário Covas (PSDB).

O documento cita as iniciais J.L., que, segundo a testemunha, são as do secretário do então governador Orestes Quércia (PMDB). Leiva morreu em 2000. Na correspondência entregue aos promotores, de dezembro de 1989, Michel Cabane, executivo da Cogelec, empresa do grupo Alstom, relata a diretores que recebera o pedido de 10% de J.L.

Um ano depois, em 1990, outro documento interno do grupo Alstom mostra que os executivos já tinham reservado valores para a propina. Um estimativa de custos prevê 15% para “outras comissões”, eufemismo para suborno, diz a testemunha.

Outro documento indica propina a ser repassada ao sociólogo Claudio Petrechen Mendes, apontado por uma outra testemunha como lobista ligado à administração estadual de Luiz Antonio Fleury Filho (1991-1994).

O colaborador da Promotoria apresentou um contrato de 1994 pelo qual a empresa Santo Trading, da Irlanda, receberia 7% quando o contrato da Alstom fosse assinado. O representante da Santo Trading no Brasil era Mendes, segundo a testemunha. Uma das assinaturas do contrato é atribuída a ele. (continua, na Folha…)

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4 Respostas to “Caso Alston: propinas para o tucanato vem desde 1989”

  1. Jose Mario HRP said

    Bob Fernandes e a seria advertencia:

  2. Pax said

    Esse troço só cresce…

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2014/03/20/cade-ve-indicios-de-cartel-em-licitacoes-de-metros-em-quatro-estados-e-df.htm

  3. Pax said

    Não fiz um post, e acho que é uma incompletude do blog… (chato, não gosto de deixar passar elefantes com asas passando, sem anotar).

    Então, ao menos, fica aqui nos comentários o documento do CAD. Que aponta o cartel dos Trens e Metrôs envolve um nome tão grande de empresas e nomes que fica impeditivo eu colocar um por um. Precisaria de um auxiliar pra isso. Ainda mais com esse link que só me permite navegar, às vezes, de manhã bem cedo, como é o caso desse exato momento, mesmo assim falhando. (mas não posso reclamar do #Link_Padrão_Dilma que viro coxinha pra alguns…)

    Mas vamos lá, aqui está o documento do CAD que lista empresas e nomes do suposto cartel.

    http://www.cade.gov.br/upload/NT%20n%C2%BA%20081_PA%20n%C2%BA%2008700%20004617%202013-41_Instaura%C3%A7%C3%A3o%20de%20PA.pdf

    Cá nas minhas desconfianças, para o tucanato envolvido a notícia foi ótima. Explico. O CAD aponta o Trensurb e a CBTU (que são controladas pela União). Segundo o relatório há suspeitas na instalação de equipamentos em Belo Horizonte e Porto Alegre (Trensurb).

    E aí?

    Ora bolas, e aí o escândalo do tucanato fica didivido com o governo federal porque envolve o Ministério das Cidades que é “propriedade” do PP, esse mesmo, o partido do Maluf.

    E colocou o governo no meio do escândalo do tucanato.

    Pode ser viagem minha… pode ser. Acho que não é.

    Resultado: a Petrobras tirou os holofotes do propinoduto tucano.

  4. Pax said

    Mais notícia sobre a questão, o tal relatório do CADE aponta que o atual presidente da CPTM (Cia Paulista de Trens Metropolitanos) sabia da existência do CADE.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1428673-chefe-da-cptm-sabia-de-cartel-aponta-cade.shtml

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