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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Marco Civil da Internet: “a força da grana que ergue e destrói coisas belas”

Posted by Pax em 20/03/2014

O que está por detrás da derrubada da cláusula de neutralidade no projeto do Marco Civil da Internet? Grana. Os maiores grupos empresariais no Brasil, as teles, fazem o que querem.

Vendem lixo, atendem clientes como porcos ao matadouro, e compram o que querem no Congresso abastecendo campanhas eleitorais.

Segundo farto noticiário. Sugiro veementemente a leitura da notícia no link da Pública abaixo.

POR TRÁS DA DISPUTA POLÍTICA, A FORÇA DAS TELES Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

19.03.14 Por Felipe Seligman #MarcoCivil

De olho no financiamento eleitoral, PMDB defende interesse das Teles no Marco Civil da Internet e se une à oposição para derrotar governo; projeto coletivo pode ficar desfigurado

No dia 6 de novembro do ano passado, a bancada do PMDB, segunda maior da Câmara, se reuniu no Congresso Nacional para ouvir com exclusividade o que Eduardo Levy, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Telefonia (Sinditelebrasil), tinha a falar contra o projeto do Marco Civil da Internet, que já naquela época trancava a pauta da casa. Uma didática exposição concentrava as principais críticas sobre a tão falada neutralidade da rede e defendia a desnecessidade de um projeto sobre o assunto.

Diante das informações prestadas, o deputado Fábio Trad (PMDB-MS) levantou a mão. “A pergunta que eu faço ao Levy é a seguinte: se hoje nós temos uma desigualdade, afinal de contas todos pagam em tese o mesmo por serviços diferentes, existe algum estudo que demonstre prejuízo financeiro às empresas, às Teles, por exemplo, em virtude dessa igualdade diante de serviços diferentes?”

A resposta veio em seguida. “Não é que o projeto provoque prejuízo às Teles. O que está em jogo ai é que o projeto provoca uma necessidade de investimento maior para manter o nível de serviço igualitário, que acarretará, ao fim, no aumento do custo para o usuário”, afirmou um convicto Eduardo. Não o Levy, como seria de se esperar, mas Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, e apontado como o mais ferrenho defensor dos interesses das empresas de Telefonia nessa questão.

O objetivo da palestra de Levy era municiar os deputados peemedebistas para o debate que ocorreria naquele mesmo dia, à tarde, também convocado por Cunha, com a Comissão do Marco Civil. O encontro entre a bancada e o representante das Teles, disponível no Youtube, demonstra bem o grau de confusão de interesses na bancada do Marco Civil da Internet, que se agravou com a disputa política entre PMDB e o governo Dilma durante a votação do projeto neste ano, seguidamente adiada. (continua na Pública…)

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101 Respostas to “Marco Civil da Internet: “a força da grana que ergue e destrói coisas belas””

  1. Elias said

    Pax,

    Agora sim, dá pra discutir contigo a questão das teles em outros termos.

    Estou pondo um pouco de fé nos possíveis desdobramentos que o Gilberto Gil lançou no Avaaz (eu subscrevi).

    É difícil acreditar que os políticos brasileiros tenham uma conduta digna. Eles querem o dinheiro das teles, e, pra consegui-lo, são capazes de vender as próprias mães.

    A questão é saber se os brasileiros terão maturidade política pra encarar a parada. Tem gente que está se posicionando contra a neutralidade da internet, só porque o governo é a favor (se o governo fosse contra, essas pessoas seriam a favor…).

    Acho que a Dilma deveria convocar rede nacional pra expor a questão para a população.

    É absolutamente necessário que o Marco Civil deva passar por um referendo popular.

    É a única forma de se por cobro à canalha do Congresso…

  2. Chesterton said

    esse eleitorado do PT não tem jeito…

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2014/03/1428095-o-brasil-a-rotatoria-e-os-analfabetismos.shtml

  3. Jose Mario HRP said

    JB e seus delirios:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/joaquim-barbosa-denuncia-jornalista-ricardo-noblat-por-racismo,641dcacb114e4410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

  4. Pax said

    Este capítulo brasileiro é uma tristeza sem fim. As teles foram vendidas num processo complicado, suspeitíssimo. Ainda assim melhor que sob a gestão do governo, estava inacreditavelmente ruim. Uma linha telefonica chegava a valer um carro. Todos nos lembramos destes dias de incompetência e roubalheira geral.

    Pois bem, os mega grupos empresariais da área entraram, foi uma briga de foice, um vale tudo, todos se envolvendo em crimes e mais crimes. A Operação Satiagraha do Protógenes Queirós deu uma tangenciada no esquemão criminoso. Todos sabemos de parte da atuação dessa maneira mafiosa que tudo ocorre na área.

    Mesmo assim, é verdade dizer que melhorou. Agora, ao menos, tem linhas disponíveis. Mas com qual qualidade? Qual preço? Qual atendimento e proteção aos usuários?

    Dizer que a ANATEL e zero são quase a mesma coisa não é uma inverdade. O Sinditelebrasil monta em cima, faz o que quer. Imagine um sindicato das operadoras, os maiores grupos empresariais em atuação no país. De outro lado essa agência, responsabilidade do governo, presidente indicado pela presidente… dá no que dá. Nada.

    Agora esse modelo que querem – e vão, sim – implantar. A não neutralidade. Teremos uma internet como as tvs a cabo. Quem quiser assistir Youtube paga mais, quem quiser usar Facebook, paga mais, quem quiser fazer blog, paga mais. Eles vão determinar os pacotes que vão vender e nós, vítimas, pagaremos planos diferenciados.

    Só que isso encoberta um problemão. Na verdade eles vão investir menos, explorar mais a péssima capacidade instalada. Tirar mais lucro com o que tem ou o pouco que investirem.

    Estão errados? Não, lucro não é pecado. Pecado é não entregar o que vendem.

    E contra esse pecado não é igreja que deveria funcionar. É a Agência Regulatória. Que é, como disse, nada.

    Pior que isso é que se soma outro grande problema. A rede hoje é livre. Quem quiser desenvolver algum protocolo de comunicação, alguma novidade, é livre para pesquisar, desenvolver, empreender. Com a não neutralidade as teles serão donas das vias, das regras, de tudo. Só vai trafegar na rede o que eles quiserem, o que eles permitirem.

    Com um país e um governo corrupto como temos, vão entregar lixo, tratar gente como lixo, cobrar o que bem entenderem e ainda ficarão com as regras nas suas mãos.

    Em resumo, cairemos definitivamente nas mãos de poderosos sem qualquer lei que nos proteja. Algo como no sistema feudal, ao rei tudo, os súditos que entreguem suas virgens para que o soberano desfrute da forma que bem lhe prouver.

    E as desculpas de todos os canalhas são as mesmas. Os que fizeram as privatizações dizem que os subsequentes estragaram o modelo. Os subsequentes dizem que receberam uma armadilha e, no fundo, todos se rendem aos bilhões que rolam por cima e por baixo do pano, que bancam as campanhas eleitorais, tudo que sabemos como esse país funciona, em praticamente todas as áreas onde há governo, em todos os âmbitos.

    Não, essa desgraça não me diz que quero menos governo, que abandono meu ideal social democrata, estado do bem estar social.

    Essa desgraça só reforça minha visão que a Corrupção é uma chaga impede esse país de andar à frente. Chegamos num nível de corrupção que tudo deixa de funcionar.

    E continuamos com essa tacanhice que “meu corrupto é melhor que o teu”. E é disso que se tratarão as próximas eleições. Filmes maravilhosos, marketeiros pagos em contas no exterior, caixa 2 bombando pra todos os lados, disfarces gerais (as teles bancam partidos, você não sabe se o teu deputado, governador, senador etc é bancado (comprado) por tele etc).

    E as operadoras enviam para suas matrizes bilhões e bilhões. Salvo engano enviaram ano passado US$ 150.000.000.000,00 para suas matrizes. Se investissem uma pequena parte desse lucro em melhorias nós seríamos minimamente beneficiados. Mas não é isso que fazem, pouco importa o que entregam para os brasileiros, ninguém fiscaliza, cobra, multa (é uma falsa verdade dizer que sofrem multas, sofrem um mínimo numa tentativa de disfarçar o modelo todo corrompido).

    Ou seja, para os brasileiros lixo, para os donos, soberanos, reis, tudo.

    Tão simples quanto isso.

    Escrevam aí: NÃO HAVERÁ NEUTRALIDADE NA REDE! Essa luta, Avaaz, gritaria geral dos pesquisadores da área, de gente que vê com clareza o problema, é tudo fumaça pra disfarçar o fogaréu de realidade, que é: estamos completamente desprotegidos. Nosso governo não é para os brasileiros, é para os oligopólios. Neste caso, das teles, não há qualquer dúvida.

    O que Paulo Bernardo disser, desacredite, o que João Rezende (presidente da ANATEL reconduzindo para mais um período à frente dessa agência porcaria) disser, desacredite.

    E não espere que Dilma, que indica todos eles, fale qualquer coisa. Há compromissos maiores que a impedem de meter a mão neste farto caldeirão de financiamento eleitoral. Daniel Dantas que o diga. Zé Dirceu idem. FHC idem.

  5. Chesterton said

    que bobagem.

  6. Guatambu said

    O Brasil é um país vendido… loteado e vendido.

    Tudo o que acontece nesse país parece envolver uma mutretinha, um interesse de alguém que já foi dono de alguma coisa, alguém “mais velho”, alguém que veio primeiro e que, por conhecer as pessoas certas, e ter cedido algum poder às pessoas certas, conta com o apoio dessas para “proteger” esse grupo de novos entrantes, de concorrência, de variações no preço, etc.

    Quando eu vejo essas notícias e as discussões aqui, parece que eu estou dentro vendo o roteiro do Poderoso Chefão sendo construído.

    Um amigo resolveu tentar vida nova, em uma cidade turística do Nordeste. Não dá pra investir lá sem dar beijamão no pequeno grupo dominante da região. Histórias: o prefeito do partido A fez um plano de expansão da cidade, mas antes, fez amigos e família comprar todos os sítios, chácaras e pequenas propriedades dessa região. Depois ocorre o conhecido loteamento da região, o político se aposentou, hoje a família é a “dona da cidade”. Para abrir uma concessionária, teve gente “aconselhando fortemente”, que não era bom negócio… ele insistiu, sofreu boicote, penou e no fim teve que empregar como vendedor o playboy do filho do político do partido B.

    Meritocracia? Isso aqui só existe para a classe média. O resto tem sempre um nome melhor, alguém que não fez faculdade ou um curso técnico sequer, não tem um ano de experiência profissional, mas conhece “gente”. É assim que se faz negócio nesse país. Se é financeiramente viável ou não, não interessa, dá-se um jeito: proteção aqui, uma lei aprovada ali, e o cara fica com uma renda fixa para as três próximas gerações.

    E o que aconteceu parece que foi isso: os políticos ficaram cada vez mais criativos nos métodos de loteamento e aluguel ou venda de pedaços do país.

    Até hoje escutamos falar das famílias donas de transmissoras de TV no nordeste.
    A privataria das telecomunicações foi assim.
    A privataria das elétricas também.
    Todos os projetos de infraestrutura do governo parecem ter sido assim.

    E o mais interessante é que a coisa começa a ficar descarada: já ouvi algumas vezes pessoal de empresas de infraestrutura falando de mala de dinheiro para ajudar político. Já ouvi algumas vezes o pessoal falando sobre reuniões de quem vai ganhar e quem vai perder a licitação X. Eu sou um zé ninguém, não deveria saber dessas coisas!

    E como já conversamos antes, o problema não vai se resolver pelo voto. Quando o partido que está no poder é trocado, quem assume apenas começa um novo processo de loteamentos do Brasil, só isso.

    Todo mundo deve favor a todo mundo.

  7. Pax said

    Caro Guatambu,

    É exatamente assim. Aliás, esse modelo lá da tal cidade do NE é bastante conhecido. Um campeão de seu uso em SP foi Orestes Quércia, caso conhecido faz tempo. Campinas e região era sua área de atuação, salvo engano.

    Mas, pouco importa Quércia ou qualquer outro. Como você disse, os esquemas estão montados e ninguém quer desarmá-los. Pra quê, se estou no poder, pra quê vou mudar o esquemão?

    Não há, ou não vejo, nenhum risco de mudarem esse rumo. A não ser que a sociedade toda passe a gritar.

    E isso não ocorre. Não é nem pauta da grande mídia, que também deve um enorme monte de explicações.

    Triste.

  8. Patriarca da Paciência said

    HRP, comentário 03,

    é o Barbosão em toda a sua pujança ! O homem já demonstrou, de forma cabal, que não tem reconhecimento por aqueles que o ajudam. Os reinaldos rola-bosta, augustos boçais canalhas nunes , mervais et caterva, devem estar de cabelo em pé !

    Li todo o artigo do Noblat e não encontrei o menor resquício de racismo !

    Acho que o Barbosão vai se dar mal nessa !

  9. Patriarca da Paciência said

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2014/03/140320_ucrania_tv_briga_fn.shtml

    Alguém ainda tem dúvidas sobre o tipo de gente que está governando a Ucrânia ?

    Então o Putin é que é truculento ?

  10. Patriarca da Paciência said

    Chega a ser impressionante mesmo a Europa apoiar esse tipo de gente “democrática”.! !!!!

    Quanto aos Estados Unidos, nenhuma surpresa, estão fazendo aquilo que sempre fizeram, ou seja, apoiando ditaduras truculentas !

  11. Chesterton said

    para o Pax: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1824

  12. Chesterton said

    Já são 31 os mortos na Venezuela desde o dia 12 de fevereiro. Mais de 1.800 pessoas foram detidas. Na semana passada, foram presos os prefeitos Daniel Ceballos, de San Cristóbal, no estado de Táchira, e Enzo Scarano, de San Diego, em Carabobo. O primeiro foi acusado de incitar a violência; o segundo, de não ter impedido a formação de barricadas. É espantoso! O Brasil não apenas se cala diante da escalda ditatorial como também cala uma representante da oposição, tentando impedi-la de se manifestar até na OEA.
    O governo Dilma poderia se contentar em ser apenas medíocre. Mas não! A mulher está disposta a nos cobrir de vergonha.

    chest momento Reinaldão.

  13. Chesterton said

    O PT levou o país ao brejo internacional

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-trata-a-politica-externa-brasileira-com-o-mesmo-cuidado-e-habilidade-dispensados-a-petrobras-ou-a-mais-recente-delinquencia-do-itamaraty/

  14. Pax said

    Caro Chesterton, velho, bom, e rabugento, obrigado por me apresentar o tal site IMB – Instituto Ludwig von Mises do Brasil.

    Ao investigar um pouquinho mais, descobri finalmente o que é o tal Liberalismo Clássico: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=34

    Será que dá pra exorcizar isso? Vade retro!

    =)

    (cada coisa que o Chesterton faz para confirmar minha vontade social democrata, cara bom, juro, admiro…)

    Mas, voltemos ao tema do #VaiTerMarcoCivil.

    Sei que não teremos Neutralidade na rede. Só quero meu direito de apontar suas causas: a grana que ergue, mas destrói coisas belas (parodiando Caetano).

  15. Patriarca da Paciência said

    Uruguai quer trocar presos de Guantánamo por cubanos

    Presidente José Mujica pediu aos Estados Unidos que libertem presos cubanos em troca de o país concordar em receber detentos da penitenciária de Guantánamo; comentário foi provavelmente uma referência a três agentes de inteligência cubanos, condenados em 2001 por espionagem e são considerados heróis em Cuba

    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/134054/Uruguai-quer-trocar-presos-de-Guantánamo-por-cubanos.htm

    O Mujica é mesmo um cara fantástico !

    Que será que os supremos hipócritas irão responder ?

  16. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, caro Pax,

    Andei lendo o tal artigo do post 14.

    Só mesmo alguém totalmente alienado para acreditar em tal fantasia !

  17. Jose Mario HRP said

    Todos os paises estão , já, vendidos e ou loteados.
    Os EUA, por exemplo, não é um pais, mas a big business

  18. Elias said

    “Escrevam aí: NÃO HAVERÁ NEUTRALIDADE NA REDE! Essa luta, Avaaz, gritaria geral dos pesquisadores da área, de gente que vê com clareza o problema, é tudo fumaça pra disfarçar o fogaréu de realidade, que é: estamos completamente desprotegidos. Nosso governo não é para os brasileiros, é para os oligopólios. Neste caso, das teles, não há qualquer dúvida.” (Pax)

    Agora embolou tudo…

    Afinal, Pax, tu és a favor ou contra a neutralidade? És a favor ou contra a posição do governo?

    Não estou te entendendo…

    Nem eu e — acredito — a maior parte das pessoas que comentam neste blog.

  19. Chesterton said

    14, Pax, que você é socialista não é nehuma novidade.

  20. Elias said

    “Essa luta, Avaaz, gritaria geral dos pesquisadores da área, de gente que vê com clareza o problema, é tudo fumaça pra disfarçar o fogaréu de realidade, que é: estamos completamente desprotegidos. ” (Pax)

    Quer dizer, então, que a Avaaz está fazendo “fumaça pra disfarçar o fogaréu”?

    A Avaaz está ao lado das teles?

    Quem não está? Só tu?

    Caramba, Pax: tu estás lendo o que tu escreves?

  21. Chesterton said

    Cacá Diegues:
    O audiovisual é o espelho de uma nação. Sem ele, seria como se vivêssemos numa casa sem espelho, onde não vemos nosso rosto, não sabemos nos reconhecer. O crescimento, a diversidade e o sucesso de público recente dos filmes brasileiros podem fazer até com que não precisemos mais de cotas. Mas sem elas, nosso público estaria condenado a ver apenas comédias, não haveria mais espaço para filmes inovadores. Numa democracia, temos que respeitar o gosto do público e, ao mesmo tempo, criar condições para a manifestação das minorias que desejam mudá-lo.

    Constantino:
    Eis onde mora o perigo! Essas minorias, organizadas, da elite, em simbiose com o próprio estado, desejam mudar a sociedade, o gosto público. E não pretendem fazer isso competindo no próprio mercado, o que dá muito trabalho. Querem verbas estatais e reserva de mercado. Para produzir que tipo de filme? Lula, o filho do Brasil? Ou filmes enaltecendo os comunistas Olga e Che Guevara? Socorro!

  22. Pax said

    Elias,

    É claro que sou a favor da neutralidade. O que digo é que esta é uma luta perdida. Por mais que o Alessandro Molon tenha feito um belo trabalho relatando o projeto, de nada adianta se o governo não tem a menor vontade de sair do subjugo das teles.

    Basta ver uma #ANATEL pra entender que o governo está de quatro para as teles. Que vão derrubar a neutralidade para poderem investir menos, lucrar mais e entregar este lixo que recebemos.

    (o texto ficou mal redigido? ficou. é tão difícil ler tudo que escrevi e entender minha posição sobre o assunto? claro que não, basta um pouco de boa vontade. É isso que você quer? Discutir com um pouco de boa vontade, aceitar alguma contradição sobre uma opinião tua? Parece que não. Isso condiz com o que afirmas de ser um democrata? hum…)

  23. Elias said

    Da Newsletters do JusBrasil.

    Texto de Camilo Telles, da Agilize Contabilidade On Line

    =============================================================
    A forma como você usa a internet, o peso do acesso no seu bolso e o futuro da rede é assunto de uma das atuais batalhas entre o Poder Executivo federal e o Congresso Nacional. É uma parte do Marco Civil da Internet: a neutralidade da rede.

    Atualmente, no Brasil, seu provedor de internet não bloqueia seu acesso a um determinado conjunto de serviços, nem pode tornar o uso de uma rede social pior que outra. Isso é neutralidade da rede: significa a inexistência de discriminação sobre o que se trafega. A neutralidade da rede não está relacionada com a velocidade contratada.

    A empresa de telecom deve ter o direito de cobrar de forma diferenciada por ofertar uma internet mais rápida ou mais lenta. Se cair a neutralidade você poderá contratar 10 Mb de internet que não permite acesso a um serviço como Skype. De acordo com a neutralidade, depois de contratado um serviço de internet com uma determinada velocidade, o seu uso não deve ser discriminado. Foi este princípio que tornou a internet o berço de tanta inovação nos últimos 20 anos.

    É por causa da neutralidade da rede que empreendedores, no mundo inteiro, podem ter ideias inovadoras sobre como usar a internet. Mas será que algum empreendedor teria motivação para inovar sabendo que a empresa de telecom poderia, a qualquer momento, bloquear o serviço que ele criou? Ou seja, o fim da neutralidade da rede também implica o desincentivo para o surgimento de novos e inovadores serviços.

    Caso a neutralidade caia, no futuro você poderá comprar um pacote de dados da sua operadora de telefonia celular sem WhatsApp, pagando mais barato, ou com WhatsApp, pagando mais caro. Poderá ficar limitado a um serviço de filmes próprio da sua operadora de internet residencial ou pagar um pacote adicional para ter acesso ao YouTube. Talvez nem possa mais fazer uma chamada via Skype/Viber ou Hangout para um parente no exterior.

    O Marco Civil da Internet afeta diretamente seu estilo de vida. Como o deputado que você colocou no Congresso vai tratar deste assunto?
    ================================================================

    Camilo toca num ponto que, a meu ver, tem sido pouco debatido: a neutralidade como facilitador de inovações na internet.

    Mas já tenho a resposta para a pergunta do Camilo. Se o deputado em quem eu votei em 2010 votar pelo fim da neutralidade, esse cara jamais terá meu voto.

    Há algum tempo, eu vi, no ManagemenTV, uma entrevista que o Charlie Rose fez com uma executiva do Google (uma moça linda, bem jovem, judia, cujo nome esqueci… “Não sei o Quê” Mayer).

    Ela disse que o Google lançou o Orkut, inicialmente, no Brasil e na Índia, mas Não nos EUA, porque ele tornaria o uso da internet mais lenta.

    O Charlie Rose perguntou:

    — E não tornou mais lenta no Brasil e na Índia?

    — Sim. Tornou.

    — E…

    — Ah, mas no Brasil e na Índia ninguém reclama…

    Aí os dois caíram na gargalhada.

    Essa a questão, na internet, como na corrupção, e em muitas outras coisas mais…

    Uma sociedade civil desorganizada e passiva, faz o ambiente perfeito pra toda sorte de bandalheira.

    Não por acaso, Brasil e Índia se destacam internacionalmente pela corrupção generalizada que se instalou e se espalha feito impinge braba, nas respectivas instituições.

  24. Pax said

    Caro Chesterton, velho e rebugento Chesterton,

    Saca só o que está escrito no site que você indica, um trecho:

    …O presidente pode ser um herdeiro rico, um empresário de sucesso, um intelectual altamente preparado, ou um fazendeiro proeminente.*1 Independente disso, seus poderes são mínimos. A sua equipe é minúscula, e está quase sempre ocupada com assuntos cerimoniais, como a assinatura de proclamações e o agendamento de encontros com outros chefes de estado.

    A presidência não é uma posição a ser avidamente perseguida, mas, sim, concedida como honorária e temporária*2. Para garantir que isso ocorra, a pessoa escolhida para vice-presidente é o principal adversário político do presidente. O vice-presidente, portanto, serve como uma lembrança constante de que o presidente é eminentemente substituível. Dessa maneira, o cargo de vice-presidente é muito poderoso — não em relação ao povo, mas para manter o executivo sob estrita vigilância.

    Mas para pessoas como eu, que têm outras preocupações que não políticas, pouco importa quem seja o presidente. Ele e toda a sua equipe não afetam minha vida de maneira alguma. Sua autoridade é principalmente social, e deriva da respeitabilidade que ele tem perante as elites naturais da sociedade.*3 Essa autoridade se perde tão facilmente quanto se ganha, portanto é improvável que ela seja abusada.

    Minhas contextações:

    *1 – Ou seja, feudalismo, daí pra baixo.

    *2 – Concedido por quem, cara pálida? Pelo Rei, Imperador, Monarca, Ditador?

    *3 – Não serve pra nada a não ser para beijar o saco dos senhores feudais?

    Jura que você defende isso, caro Chesterton?

  25. Pax said

    E ainda entrei no link sobre as tais “Elites Naturais” que o site tem. http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=82

    Caramba. Caro Chesterton, não adianta, estamos em trincheiras completamente diferentes.

    E é isso que parece causar a completa falência, minha interpretação, de qualquer movimento liberal. Quando dizem que está intrinsecamente ligado a regimes totalitários os defensores do liberalismo reclamam. Mas, caramba, uma das facetas do totalitarismo não é exatamente o estado estar nas mãos de facções, classes, ou mesmo uma única pessoa?

    Supondo que se aceite um troço desses, toda a população de um estado neste regime ficaria a mercê da boa vontade dessa classe, dessa tal “elite natural”?

  26. Elias said

    “(o texto ficou mal redigido? ficou. é tão difícil ler tudo que escrevi e entender minha posição sobre o assunto? claro que não, basta um pouco de boa vontade. É isso que você quer? Discutir com um pouco de boa vontade, aceitar alguma contradição sobre uma opinião tua? Parece que não. Isso condiz com o que afirmas de ser um democrata? hum…)” (Pax)

    Cara, está ficando difícil continuar comentando aqui.

    Em primeiro lugar, SOU A FAVOR DA NEUTRALIDADE, como tu és (escrevi em caixa alta, para que não te sintas tentado a distorcer minhas afirmações, como tem ocorrido com tanta frequência, ultimamente).

    Tanto que, como disse acima, subscrevi o manifesto da Avaaz, encabeçado pelo Gilberto Gil.

    Então, é absolutamente descabido e impertinente dizer, no caso — como disseste — que preciso “aceitar alguma contradição sobre uma opinião” minha, já que minha opinião é a mesma tua.

    Eu disse que NÃO ENTENDI o que disseste (e acho que a maioria das pessoas que comentam no teu blog também não entenderam), porque tu passaste a conta ao governo, ao dizer: “NÃO HAVERÁ NEUTRALIDADE NA REDE! Essa luta, Avaaz, gritaria geral dos pesquisadores da área, de gente que vê com clareza o problema, é tudo fumaça pra disfarçar o fogaréu de realidade, que é: estamos completamente desprotegidos. Nosso governo não é para os brasileiros, é para os oligopólios.”

    Ora Pax, ao que eu saiba, o governo é A FAVOR da neutralidade. Como tu és a favor, segundo reafirmaste (e eu também, segundo reafirmei).

    Quem é CONTRA a neutralidade, como se sabe, é um monte de políticos, que se põem contra a neutralidade com os olhos postos nos financiamentos de suas campanhas eleitorais.

    E por esse motivo, os mesmos políticos estão às turras com o governo.

    Então, repito, NÃO ENTENDI por que tu, que és a favor da neutralidade, passaste a conta ao governo, que também é a favor.

    Perguntas: “é tão difícil ler tudo que escrevi e entender minha posição sobre o assunto?”

    Respondo: neste caso, é. É muito difícil, sim.

    Eu até compreendo a tua quase obsessão em colocar pelo menos uma crítica ao governo, em cada 5 linhas que escreves. É quase uma monomania, mas.. Va lá… Eu entendo. Cada doido com sua mania…

    Mas acho que poderias pelo menos tentar manter um mínimo de coerência interna no que dizes.

    Uma pessoa menos avisada, lendo o que escreveste, vai pensar que o governo é CONTRA a neutralidade (e a mais avisada vai pensar que tu és doido, mesmo…).

    Criticar o governo até quando ele tem opinião igual a tua, e enfrenta uma barra no Congresso, em defesa dessa opinião?

    Isso não é nem um pouquinho lúcido, Pax. Não é nada razoável.

    É coisa de doido, mesmo!

  27. Chesterton said

    Pax, as pessoas só são iguais perante Deus. No mais é impossível qualquer tipo de igualdade. O igualitarismo é um fetiche. Você sabe que o socialismo, mesmo o mais brando, a social-democracia, acaba em totalitarismo. É uma questão de tempo acabar o dinheiro dos outros.
    Bem, finalmente você se posiciona como socialista, igualitarista. Já é um começo.

  28. Chesterton said

    É o que digo, onde tem PT , tem ladrão

    http://linkis.com/blogs.estadao.com.br/t6fAq

  29. Otto said

    Elias, do jeito que o Pax está ficando, acho que ele vai na Marcha logo mais!

  30. Pax said

    O governo é a favor da neutralidade da rede. Ok. Finge ser. O Alessandro Molon fez um bom trabalho ao relatar o projeto, chamou interessados, o debate foi intenso, profundo.

    E o que acontece agora?

    O tal governo que finge ser a favor da neutralidade, como sempre, tudo indica, é minha aposta, vai se render às forças das teles.

    Ou seja, faz uma ceninha aqui, outra acolá e as teles enfiam o projeto que quiserem.

    Caso o governo consiga manter a neutralidade da rede, eu volto aqui, retiro o que disse, me rendo, dou a mão a palmatória.

    Vejamos, mais à frente.

    Caro Otto,

    Vou na marcha? Vou, sim, se for em alguma marcha contra esse patrulhamento neopetista, vou sim. Me admira, caro Otto, que você tenha entrado nele.

    Mas, que fazer? Paciência.

    Quando o blog é criticado pelos dois lados, sempre achei um excelente sinal.

    Na medida que acho idiotizado esse discurso que “meu corrupto é melhor que o teu” e que todos os lados são isso mesmo, corruptos, então o tema está com tratamento como afirma a declaração do blog.

    E tudo porque eu não aderi ao mantra que Dirceu é um santo, vítima, mártir do Brasil… vejam só.

    Espera aí que vou ali abrir uma consultoria no Panamá para fazer um lobizinho pra umas empresas de backbone da internet e volto já, beleza?

  31. Pax said

    Chesterton,

    Aponte-me onde disse que todos devem ser exatamente iguais?

    O que sempre disse é que gostaria que todos recebessem do Estado a mesmíssima educação básica e direitos à saúde, segurança etc.

    Onde disse que não se pode empreender? Onde disse que não se pode ter propriedade privada?

    Mostra pra mim, acho que estou ficando louco ou, o que é verdade: nunca escrevi isso!

  32. Chesterton said

    Eu não quero nenhuma educação do estado.
    Se você não é a favor de que todos sejam iguais tem que aceitar a noção de elites naturais.
    Na verdade você não compreende o alcance das coisas que diz, deveria pensar mais.

  33. Chesterton said

    Pax, 24…hein? Não acredito que tenha chegado a essas conclusões. Não é possível.

  34. Pax said

    E vou deixar mais uma vez bem claro o que penso, o que acho (achismo) que vai acontecer, dentro do contexto conhecido:

    1 – As Teles bancam a politicagem de quinta categoria que todos chafurdam, um ou outro cai numa honrosa exceção, mas cada vez mais raro encontrar um sequer. As teles, as construtoras, a indústria farmacêutica, a de agrotóxicos, fornecedores de trens, metros etc etc. Mas vale lembrar quem são os maiores grupos empresariais em atuação no país: sim, as Teles.

    2 – Esse Eduardo Cunha, o tal revoltado do PMDB é o papagaio de pirata do verdadeiro fundo da história toda. Fez um racha, montou o cenário e colocou a questão da neutralidade da rede como objeto de negociação.

    3 – Só que ele, está na matéria que linkei do post, já disse claramente a que veio, defender que as Teles não façam os devidos investimentos e continuem enviando as centanas de bilhões de lucros às suas matrizes, ou que paguemos mais e mais pelo lixo que recebemos:

    4 – As teles mandam e desmandam. Se você souber de algum filho de político que levou uma bolada de uma tele pra virar empresário, desconfie, assim, só pelo exercício do ceticismo, que talvez esse filho do tal político seja fachada para comprarem o tal político. Mas só desconfie. Um pouquinho.

    5 – Se algum governo deixa uma agência regulatória ficar um lixo, sem fazer o que deve corretamente, “regular, outorgar, FISCALIZAR”, desconfie que os agentes que deveriam estar regidos pela tal regulação podem estar atuando para que possam nadar de braçadas, fazerem o que quiserem.

    6 – Coloque um político fazendo lobby para que os maiores grupos empresariais entrem e dominem um mercado, a via central de tráfego, desconfie um pouquinho que este político esteja levando bolada para isso.

    7 – Se os mais poderosos grupos empresariais do país bancam os partidos, desconfie que estes partidos se renderão aos interesses destes grupos empresariais em detrimento dos usuários.

    8 – Se tudo isso acima se juntar num caldeirão e houver alguma chance que o Congresso decida sobre a neutralidade da rede, raciocine e pense o que vai sair deste Congresso, mais que conhecido por todos nós.

    Se, ao contrário disso, percebermos que uma Agência Regulatória passa a funcionar, que os crimes de propaganda enganosa, venda sem entrega, tratamento indigno, que tudo isso passará a ser devidamente cobrado, investimentos necessários atualizados etc etc, aí você pode fazer outro exercício: que talvez este governo que comanda a tal Agência Regulatória começa a defender os interesses da sociedade.

    Simples, bem simples.

  35. Pax said

    Esqueci do crime de cobrança indevida acima. Incluam. Praticado à farta.

  36. Chesterton said

    Peter Evans escreveu, em 1979, que as empresas estatais no Brasil da ditadura militar funcionavam como elos indispensáveis para os negócios das multinacionais. Mas mesmo ele se surpreenderia com a notícia da transferência líquida e direta de recursos da Petrobras para a belga Astra Oil na transação da refinaria de Pasadena. Os detalhes, que começam a emergir, descortinam uma hipótese “benigna”, de incompetência crassa de Dilma Rousseff e da diretoria da Petrobras, e uma maligna, fácil de imaginar. Abaixo da superfície, porém, o episódio lança luz sobre um tema político crucial: o tórrido amor da esquerda brasileira pelas empresas estatais.

    É um amor recente –ou melhor, um renascimento recente da chama extinta de uma paixão antiga. Evans, sociólogo americano de esquerda, publicou “A Tríplice Aliança” no outono da ditadura militar. O livro analisa a articulação do capitalismo de Estado brasileiro, de Getúlio Vargas a Ernesto Geisel. Nele, delineiam-se os contornos do tripé formado por estatais, multinacionais e empresas privadas nacionais que sustentou a modernização econômica do país. As estatais, prova o autor, operavam como alavancas da acumulação de capital privado, subsidiando as multinacionais e as empresas privadas de grande porte. A crítica de esquerda ao modelo econômico do regime militar inspirou-se largamente no estudo de Evans.

    Três décadas atrás, a esquerda brasileira não era estatista. Confrontada com o modelo da “tríplice aliança”, que alcançara o zênite nos anos de Geisel, a esquerda aprendeu que as estatais não representavam um “patrimônio do povo” –nem, muito menos, um degrau na escada utópica que conduziria ao socialismo. A vertente social-democrata, fixada nas ideias de democracia e de combate às desigualdades, pensava o futuro em termos de direitos sociais universais (salários, educação, saúde). A vertente revolucionária, por sua vez, almejava a destruição de um capitalismo que andava sobre as próteses das empresas estatais. As duas sorriam, ironicamente, diante dos nostálgicos do varguismo, apontando as linhas de continuidade entre o nacionalismo populista e o modelo estatista do regime militar.

    A paixão reativada pelas estatais é um indício, entre outros, da regressão política e intelectual da esquerda brasileira. O amor à Petrobras –que corresponde, no plano iconográfico, à associação das imagens de Vargas e Lula– revela uma dupla renúncia: à revolução socialista e ao horizonte democrático de universalização de direitos sociais. No lugar daquelas metas de um passado esquecido, a esquerda entrega-se a um projeto restauracionista que obedece a razões de poder. No capitalismo de estado, descobriu o lulopetismo em sua jornada rumo ao Palácio, as estatais oferecem ao governo as chaves de comando da política e da economia.

    O amor recente às estatais é uma história de conveniência, não de paixão ideológica. Do ponto de vista do lulopetismo, as estatais funcionam como portas de entrada na esfera das altas finanças. Controlando mercados, formando parcerias de negócios ou adquirindo equipamentos, elas fornecem as ferramentas para a subordinação do empresariado ao governo. Servem, ainda, como porto seguro para aliados políticos e como nexos entre a militância partidária/sindical e a tecnoburocracia estatal. Finalmente, operam nas catacumbas da baixa política, transferindo recursos a empresas de publicidade selecionadas, financiando “movimentos sociais” e pagando os serviços baratos do “jornalismo” chapa-branca.

    É um amor que mata. Dilma, a gerente perfeita (ui!), já desviou R$ 15 bilhões do Tesouro para cobrir o rombo que abriu no setor elétrico. A Petrobras, com produção estagnada e eficiência declinante, vive de aportes multibilionários do BNDES –isto é, no fim, nossos. Pasadena? US$ 1,1 bilhão? Dinheiro de troco.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2014/03/1429282-voces-que-amam-tanto-as-estatais.shtml

  37. Patriarca da Paciência said

    ” Outro negócio polêmico, feito pelos tucanos em 2001, já está no Superior Tribunal de Justiça, onde se contesta uma troca de ativos entre Petrobras e a espanhola Repsol, que teria causado um prejuízo também bilionário.”
    (blog 247)

    É isso aí, com a Petrobrás é assim, um bilhão pra cá, um bilhão para lá, vamos ver no que isso vai dar !

    É claro que um mesmo fato pode ser analisado das mais diversas maneiras.

    Quanto vale a tal refinaria hoje ?

    A refinaria deu algum lucro ?

    Havia alguma vantagem estratégica para a Petrobrás ?

    É claro que a maior parte das pessoas não vai querer se aprofundar no assunto, quer mais é apreciar o espetáculo dos gladiadores e torcer para o verde ou para o amarelo !

    No fim a eleição passa e a coisa só volta depois de quatro anos .

  38. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax, 34,

    acho que é bem por aí mesmo. Agora você imagina se todos os bancos tivessem sido privatizados, a Petrobrás e tudo o mais.

    Caso todos os empresários fossem cultos, bem intencionados e de bom caráter, estaríamos no Paraíso, segundo a fantasia do Chesterton !

    Agora, como homens de negócios e políticos nunca foram e nunca serão santos, imagina só a suruba que estaria acontecendo !

  39. Chesterton said

    Patriarca, tente imaginar que somos todos empresarios quando saimos para comprar, ou quando vendemos alguma coisa.

  40. Chesterton said

    para o Pax

  41. Chesterton said

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,dilma-aprovou-refinaria-no-japao-ciente-de-clausula,1143789,0.htm

  42. Patriarca da Paciência said

    Marcha com Deus e pela família, em Florianópolis, reúne 3 (três) pessoas !

    Não só cabem num fusca, como até em uma moto !

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/

  43. Patriarca da Paciência said

    “Belo Horizonte, em Minas, reuniu cinco manifestantes; Florianópolis, em Santa Catarina, três; Recife, em Pernambuco, seis; e Natal, no Rio Grande do Norte, nove. Em Belém (Pará), as vinte pessoas que posaram para registrar o protesto deixaram a bandeira do Brasil de cabeça para baixo (confira aqui).

    Em São Paulo, a adesão foi maior: cerca de 700 pessoas, mesmo número de participantes de uma marcha contra o golpe. A presença de policiais que trabalharam no ato que defendeu os militares, no entanto, era tão grande que o evento mais se pareceu com uma reivindicação da categoria. No Rio, foram cerca de 150 pessoas, responsáveis pela principal notícia do dia sobre o tema: um confronto com militantes contra o regime.

    No Twitter e no Facebook, onde usuários publicam dezenas de fotos das marchas em suas cidades, os movimentos já ganharam o apelido de “Murcha da Família” ou então uma definição que caracteriza muito bem o movimento minguado, feita pelo usuário @cellso89: “a Marcha da Família começou em marcha lenta e terminou em marcha ré”.

    “Intervenção militar já!”, “o Brasil exige: Ordem e Progresso”, “Socorro, forças” e “eleição não, intervenção sim” foram alguns dos cartazes levantados sobre o golpe. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) compareceu à marcha do Rio de Janeiro, mas não se posicionou a favor do pedido de intervenção militar, por entender que isso descaracteriza o movimento. “Estou aqui como um patriota”, disse o parlamentar.”
    (blog 247)

  44. Patriarca da Paciência said

    “Patriarca, tente imaginar que somos todos empresarios quando saimos para comprar, ou quando vendemos alguma coisa.”

    Não dá Chesterton ! Esta é uma visão muito estreita do mundo !

    A beleza do mundo é, justamente, a diversidade.

  45. Jose Mario HRP said

    O ar patético dos gatos pingados na manifestação pela pátria e familia de ontem em São Paulo deu dó!
    Só faltaram gritar “Heil Hitler”!
    os comunistas estão chegando…….
    BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!

  46. Patriarca da Paciência said

    Post 40,

    é a confirmação de uma das mais famosas teorias do bom e velho Karl Marx, ou seja, “sempre que a humanidade tem absoluta necessidade de alguma coisa, a humanidade a faz surgir “.

    Malthus havia prevista que, ainda no século XIX, ou no máximo no século vinte, a humanidade seria extinta pela fome, uma vez que o crescimento demográfico é geométrico e a produção de alimentos cresce de modo aritmético.

    É que o apocalíptico Malthus não levava em consideração as possibilidades da tecnologia e do controle da natalidade !

    Já o bom e velho Karl Marx sim, teve uma visão bem mais ampla e considerou outras variáveis !

    Muitos “esperto e realistas” costumam dar com os burros n’água. O nosso “mui hábil” Monteiro Lobato, previu que, quando houvesse possibilidade de ser eleito um presidente negro nos Estados Unidos, a elite branca daria um jeito de esterilizar todos os negros !

    Depois outros “mui hábeis” continuaram afirmando que o Obama, mesmo que fosse eleito, só governaria alguns meses !

    Os “mui hábeis e experts” , na maioria das vezes, apenas fazem previsões fantasiosas !

  47. Jose Mario HRP said


    O golpe contra Chavez….serve para a canalha daqui e os pilantras de lá perceberem que não enganam ninguém.

  48. Patriarca da Paciência said

    Caro HRP,

    no Brasil o PIG está dando um verdadeiro tiro no pé, queimando a Dilma e dividindo o PMDB.

    O que restará então ao PT ?

    Minha opinião será compor uma chapa “puro sangue” colocando o Lula como cabeça e a Gleisi como vice!

    É a chapa dos meus sonhos. Espero que assim aconteça !

  49. Jose Mario HRP said

    Gostei muito Patriarca……
    Sou suspeito em falando em Lula.
    É o cara!

  50. Chesterton said

    44, Patriarca, o que eu quero que você entenda é que no mundo livre todos compramos e vendemos.

  51. Chesterton said

    Caetano Veloso escreve aos domingos
    Diapasão
    Uns colegas chegaram de fora dizendo que parássemos tudo: um golpe estava em curso
    Na noite de 31 de março para primeiro de abril de 1964 eu estava numa reunião para preparar os cursos do método de alfabetização Paulo Freire, num salão da faculdade de Economia da UFBA. Uns colegas chegaram de fora dizendo que parássemos tudo e voltássemos para nossas casas: um golpe estava em curso. Eles estavam muito bem informados e pareciam muito pessimistas. À minha pergunta sobre se não haveria resistência um deles disse que não acreditava e acrescentou que achava que os militares de direita (sim, é preciso lembrar que não o eram — nem o são — todos) tomariam o poder e ficariam lá por uns dez anos. Hoje a previsão parecerá otimista, já que o governo militar durou o dobro disso.
    Em meu livro “Verdade tropical” conto essa noite e os dias e anos que se seguiram. O crítico literário Roberto Schwarz escreveu em seu artigo sobre esse livro que eu, que me sentia envolvido pelo entusiasmo esquerdista que precedeu 1964, terminei por aprovar ou aplaudir a ditadura em nome de algumas superstições a respeito do Brasil. Não me lembro de ter escrito algo que significasse isso. Mas não reli o livro desde que o artigo foi publicado. Um dia pretendo estudar e escrever algo longo, que não caberia aqui. Posso adiantar que nunca senti aprovação íntima ao governo militar que veio em seguida ao golpe civil e fardado de março/abril. Ao contrário, a repulsa pelo Estado autoritário, a simpatia pelos ideais de justiça social e, finalmente, minha prisão e exílio (uma experiência que quase não fui capaz de suportar) me predispuseram a odiar todas as feições daqueles anos, tendo de fazer sempre grande esforço para entender seu significado — e pesar seu valor — de modo mais corajosamente realista. Acabo de ler os dois volumes do “Getúlio” de Lira Neto e estou na parte final de “Ditadura à brasileira”, de Marco Antonio Villa. Faz alguns anos, li a série de livros de Elio Gaspari sobre o assunto. Desta última quero reler muitos capítulos. Sempre me esforçando para pôr os acontecimentos que vivi na perspectiva de uma visão mais abrangente da História do Brasil. As fantasias míticas de um destino grandioso para nosso povo estão presentes na construção, sempre falha, da estrutura dessa visão. Desse ponto de vista, todos os acontecimentos são aproveitáveis em algum nível. Claro que maluquices desse tipo também acontecem em Hegel e no que há de Hegel em Marx e nos marxistas. Atentar para uma mitologia que, de cara, não merece respeito científico é bom exercício para quem quer saber o que é mesmo que há. As ideias críticas muito negativas sobre o nosso país são igualmente fortes em mim, o que não cria apenas uma tendência bipolar. Os pesadelos são igualmente desrespeitados. As visões desencantadas, pedestres, também são bem-vindas — na verdade, são a base permanente sobre a qual esses temperos fortes são lançados.
    O que não pude deixar de contar a quem me lesse é que vi que a ilusão de que o povo brasileiro se levantaria pelo igualitarismo era nada mais que uma ilusão. Meus amigos da esquerda em 1963 não estavam menos enganados do que os promotores da chamada “intentona” de 1935. Somos um povo que, tal como nas outras nações latino-americanas, precisou de líderes patriarcais e soube, no máximo, animá-los a tomar medidas populistas que fizessem andar os direitos dos trabalhadores, tudo isso num diapasão nitidamente conservador. Ou que pode ser chamado de conservador se apreciado por um ouvido esquerdista.
    Outro dia recebi uma carta de leitor, assinada por um homem que serviu na Força Aérea, influenciado pelo pai, um militar que o ensinou a ser anticomunista visceral. Ele diz que esse ódio nasceu em seu pai por causa dos militares mortos por colegas comunistas enquanto dormiam, no levante de 35. (Essa versão foi utilizada por Vargas para justificar a virada autoritária, mas não há prova de que seja verídica.) O mesmo missivista diz que se lembra com clareza de me ouvir dizer numa entrevista que eu tinha “uma aversão quase sexual ao socialismo”. Eu nunca disse isso. A carta dele era de identificação por causa da influência da figura paterna. Fiquei tocado. Ele conta que há agora o temor de nova ameaça comunista. Sei que não há. E não quero que haja uma reação como se houvesse. Nada de querer interromper esse primeiro período respeitavelmente longo de democracia em nossa história. Sinto que mudanças estão em curso. Acho que o Quinto Império de Vieira me dá mais luz para entendê-las do que a ditadura do proletariado. Prefiro dizer agora, como tropicalista, que o eurocentrismo racista de Marx e Engels comentado por Rodrigo Constantino merece minha atenção. E talvez a da esquerda crítica.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/diapasao-11957110

  52. Patriarca da Paciência said

    “44, Patriarca, o que eu quero que você entenda é que no mundo livre todos compramos e vendemos.”

    É isso aí mesmo que eu não valorizo, ou seja, valorizar todas as coisas tendo como parâmetro o dinheiro !

    Para mim Beethoven sempre será muitíssimo mais importantes que os picaretas riquíssimos da sua época !

    Trata-se de amesquinhar a vida ao extremo, ou seja, todas as pessoas vivendo apenas em função de ganhar mais e mais dinheiro, É o capitalismo selvagem em toda a sua plenitude !

    “Mundo Livre” é conversa para boi dormir ! Os Estados Unidos apoiam as ditaduras mais truculentas e não respeitam a manifestação livre do povo da Criméia.

    Mundo Livre é pura babaquice !

    Nunca existiu nem existirá em qualquer parte do planeta Terra e é possível apenas na quantificação infinita do Universo !

  53. Patriarca da Paciência said

    Prefiro olhar as pessoas como o nosso bom e velho Machado de Assis e não vê-las apenas como um bando de arrivistas, sempre em busca de dinheiro e sucesso !

    “Você é aquilo que ninguém vê. Uma coleção de histórias, estórias, memórias, dores, delicias, pecados, bondades, tragédias, sucessos, sentimentos e pensamentos. Se definir é se limitar. Você é um eterno parênteses em aberto, enquanto sua eternidade durar.”
    Machado de Assis.

  54. Chesterton said

    É isso aí mesmo que eu não valorizo, ou seja, valorizar todas as coisas tendo como parâmetro o dinheiro.

    chest- se você não acha que o dinheiro é importante abra mão do seu.

  55. Pax said

    Tudo indica que votarão o Marco Civil amanhã. Caso queira fazer alguma coisa a favor do projeto original, com Neutralidade, aqui está o link para o email dos deputados:

    http://www2.camara.leg.br/participe/fale-conosco/fale-com-o-deputado

  56. Jose Mario HRP said

    Isso é que é justiça!
    Salve Dom Sebastião Joaquim Barbosa e Sir Gilmar da Boca Mole!

    http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/03/abominavel-silencio-sobre-caso-dirceu.html

  57. Patriarca da Paciência said

    “chest- se você não acha que o dinheiro é importante abra mão do seu”

    Quá, quá, quá, quá Quá, quá, quá, quá Quá, quá, quá, quá Quá, quá, quá, quá Quá, quá, quá, quá Quá, quá, quá, quá….

    Dinheiro é importante sim, principalmente para mantermos a nossa dignidade, alimentação e moradia saudáveis e poder de locomoção etc.etc.etc.

    Mas a partir do momento em que se torna necessário perdermos a dignidade para conseguirmos mais e mais dinheiro, aí o dinheiro deixa de ser importante !

    Parafraseando o Lua, “acho dinheiro tão importante que quero que todo mundo tenha pelo menos o mínimo para que todos possam viver com dignidade !

    Conseguir mais e mais dinheiro, às custas da própria dignidade ou da dignidade dos outros, aí dinheiro não faz nenhum sentido !

  58. Patriarca da Paciência said

    Correção: Parafraseando o Lula, “acho dinheiro tão importante que quero que todo mundo tenha pelo menos o mínimo para que todos possam viver com dignidade !”

    “Lua” na verdade foi outro grande pernambucano e grande brasileiro, Luiz Gonzaga, o gigante, também com pouca educação formal, mas que se tornou, talvez, o maior compositor e cantor popular do Brasil.

  59. Pax said

    Off Topic

    O fim do estado laico parece se anunciar.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1429815-psdb-e-pt-buscam-apoio-evangelico-em-sp.shtml

    (claro, a Folha joga Padilha à frente, mas a Folha é a folha, faz a manchete padrão Folha)

    Padilha e Alckmin, dois candidatos correndo atrás de 1/4 do eleitorado. Para tal…. ajoelham.

    (nem é tão fora do título do tema: “a força da grana que ergue e destrói coisas belas”

  60. Elias said

    Patriarca e Otto,

    I
    Gosto do Caetano Veloso não só pelas belas músicas que ele compôs, mas também pelo gosto que ele tem de provocar reflexões e polêmicas sobre certos tabus políticos e ideológicos.

    Pois não é que o cara achou algo que vale a pena nos escritos de Rodrigo Constantino? “o eurocentrismo racista de Marx e Engels comentado por Rodrigo Constantino merece minha atenção. E talvez a da esquerda crítica.”

    É isso aí! Rodrigo Constantino é como um relógio parado…

    E não só isso.

    Marx foi o gênio que elaborou a mais contundente crítica ao capitalismo da segunda metade do Século XIX.

    Não é pouca coisa.

    Agora, pretender que Marx tenha respostas para os desafios do nosso tempo, é pular uma passagem. Marx é tão desatual quanto a teoria econômica liberal (que o pariu, não custa lembrar).

    Além do mais, tem essa questão do eurocentrismo (que, não por acaso, também é outra característica do liberalismo).

    Os marxistas que se dizem “bolivarianos”, deveriam ler o que Marx escreveu acerca de Bolívar (e da doutrina do “Equilíbrio Continental”, nome de salão do bolivarianismo).

    II
    Sobre a “murcha da família”.

    A direita brasileira elabora a proposta direitopata mais tacanha que consegue, e acha que, com isso, vai “sensibilizar” e manipular os militares.

    Os militares mais influentes no pensamento na tropa se sentem intelectualmente insultados com isso.

    Os próprios militares de 1964 tinham uma matriz política ideológica que não passava nem perto da matriz da direita brasileira tradicional.

    Os militares de 1964 eram, em sua maioria, “cesaristas” (o típico direitopata brasileiro nem sabe o que é isso; os que lerem isso, agora, vão correndo clicar no Google).

    A diferença é que, para os militares de 1964, a liderança cesarista seria exercida não por uma pessoa, mas pelo Estado.

    Daí porque, no Brasil, se instituiu uma ditadura exercida não por um ditador, mas por um sistema de poder político. Diferentemente do Chile, p.ex., onde o Pinochet mandou, matou e roubou por décadas a fio, no Brasil era irrelevante que quem estivesse no poder fosse o Fulano ou o Sicrano, desde que as linhas básicas do sistema cesarista fossem observadas.

    Acontece que o cesarismo brasileiro nunca fechou questão com relação à política econômica (até porque o cesarismo sempre elaborou para a política, mas não para a economia). Castelo era mais próximo dos liberais, enquanto Costa e Silva tinha mais a ver com os keynesianos. (O fato de Roberto Campos e Octavio Gouveia de Bulhões terem quase falido o país, mergulhando-o numa recessão brabíssima, acabou favorecendo Costa e Silva na luta pelo poder; no desdobramento, Bob Fields foi afastado para sempre do centro das decisões.)

    Daí a polêmica “desenvolvimento X equilíbrio econômico”, que, a partir de 1966, saiu dos palácios e entrou nos quartéis… E, com Castelo, acabou vitimando generais 4 estrelas como Justino Bastos, Amaury Kruel, dentre outros… (mais tarde, com “seu” Arthur, continuaria vitimando outros, só que, agora, do outro lado…).

  61. Patriarca da Paciência said

    Nem queria interromper meu sagrado domingo com os netos no sítio para falar desta bobagem, mas depois de ler o noticiário e ver as imagens das tais “Marchas da Família” programadas para este sábado em várias capitais, quase 50 anos depois do golpe militar _ e civil _ que derrubou o presidente João Goulart e implantou uma ditadura assassina, não poderia ficar calado diante deste retumbante fracasso que levou seus parcos manifestantes ao ridículo, expondo os fantasmas que sobreviveram às trevas. Entre as viúvas da ditadura, foram notadas as ausências de alguns blogueiros e comentaristas de televisão.

    É revoltante ver, em meio ao mais longo período de amplas liberdades democráticas da nossa história, um bando de malucos celerados carregando santos e terços para pedir a queda do governo e a volta da ditadura. Um grito de guerra entoado por vozes cansadas pregava “Fora PT, não queremos eleições, queremos intervenção”, expressando o que uma certa elite financeira e midiática até deseja, mas não tem coragem de dizer, exatamente como fez em 1964 com Jango.

    Querem fazer de Dilma um novo Jango, mas se esquecem que o Brasil de hoje é outro Brasil, e o povo não vai abrir mão das conquistas destes anos de democracia plena, que resgataram 40 milhões de cidadãos da miséria e promoveram a maior inclusão social da história recente, devolvendo a cada um de nós o orgulho de ter nascido nesta terra.

    Não por acaso, certamente, o cerco a Dilma promovido pela oposição partidária e midiática, tendo como pretexto velhas denúncias contra a administração da Petrobras, aumentou exatamente na mesma semana em que uma nova pesquisa Ibope indica a reeleição da presidente no primeiro turno. Sem esperanças nas urnas, querem retomar o poder por outros meios. Aa baixaria das “Marchas da Família” _ da familia de quem? _ serviu apenas para demonstrar, mais uma vez, a distância entre o país real e aquele que uma minoria imagina ser de sua propriedade.

    Entre tantas outras, como a de uma marchadeira em Brasília, de quepi na cabeça, discursando para ela mesma com um guarda chuva na mão, uma cena resume bem o que foi este dia triste na nossa história. Em São Paulo, sete manifestante _ exatamente sete _ que promoveram um protesto junto ao Obelisco do Ibirapuera, marcharam até o Comando da 2ª Região Militar para pedir a volta da ditadura.

    Podem tirar seus cavalinhos da chuva. Se tem alguem neste país que não quer nem ouvir falar em novo golpe militar são exatamente os militares, profissionais formados na democracia e dedicados unicamente às suas funções constitucionais.

    Num país de 200 milhões de habitantes, o que são 500 marchadeiros em São Paulo, outros tantos no Rio, 50 em Fortaleza, 30 em Manaus, 25 no Recife, em sua maioria homens mais velhos e senhoras histéricas cantando o Hino Nacional? Em todos os lugares, havia mais policiais e jornalistas do que manifestantes acenando com o perigo do comunismo, algo em que nem Putin acredita mais, e Roberto Freire já abandonou há muito tempo, em troca de algumas boquinhas, num patético retrato em branco e preto de um tempo que já morreu e esqueceu de dizer adeus.

    Ditadura nunca mais!

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

  62. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    eu, sinceramente, nunca fui admirador do Caetano. Depois que ele se bandeou para renegar a esquerda, aí então é que perdi “a fé nele mesmo!”

    Tem muitas coisas que ele diz que eu também concordo, mas é como a história do relógio parada !

    Das músicas dele, eu só gosto mesmo do Sampa.

  63. Chesterton said

    Dinheiro é importante sim, principalmente para mantermos a nossa dignidade, alimentação e moradia saudáveis e poder de locomoção etc.etc.etc.

    Mas a partir do momento em que se torna necessário perdermos a dignidade para conseguirmos mais e mais dinheiro, aí o dinheiro deixa de ser importante !

    chest- meu Deus do céu, desisto.

  64. Chesterton said

    Cesarismo de estado……

  65. Chesterton said

    Viagra Estatal, Padilha e o Crime Organizado Turco-Libanês
    Associam comumente o crime organizado na selva com heróis da imprensa como Escadinha, Fernandinho Beira-Mar e Marcola. Seus impérios são favelas, sua base o tráfico de drogas. Parece haver um esforço em ignorar a existência de uma máfia muito maior e mais organizada, a máfia turco-libanesa que infesta o Brasil. Não há crime no código penal que ela ignore, da chantagem a lavagem de dinheiro, há sempre um turco-libanês drenando uns 15% de comissão. Ela é especialmente eficiente quando se trata de sugar dinheiro público, não se sabe bem o porquê, mas turco-libanês adora o dinheiro do contribuinte. É uma máfia poderosa que não usa laranjas, ela mesma ocupa seu espaço politico com seus representantes turco-libaneses infiltrando todos os partidos. No mais novo escândalo da corja petista temos o envolvimento do candidato do PT ao governo de São Paulo, um elemento que atende pelo codinome de Padilha, com um esquema genial para roubar o dinheiro público: o Viagra estatal. Vejam os detalhes: Guardem este nome: Labogen Química Fina e Biotecnologia. Segundo a Polícia Federal, trata-se de um dos braços do esquema de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, o mesmo que levou à prisão o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que colaborou com o rolo da refinaria de Pasadena.Pois bem: essa tal Labogen assinou com o Ministério da Saúde um contrato de R$ 150 milhões para o fornecimento de citrato de sildenafila, o princípio ativo do Viagra. A PF descobriu que essa “empresa” não tem planta industrial e que o remédio seria fabricado por outro laboratório, ao qual a Lobogen repassaria 40% do contrato. Ou por outra: segundo a Polícia, a turma pagaria R$ 60 milhões pelo remédio e embolsaria nada menos de R$ 90 milhões. Uma beleza!“Eles” estão começando a perder qualquer modéstia, né? Os escândalos subiram de patamar. Já começam na casa dos R$ 100 milhões. Leiam reportagem publicada na VEJA desta semana.*Pré-candidato petista ao governo de São Paulo nas eleições deste ano, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha é citado nominalmente no inquérito da Polícia Federal que investiga a rede de lavagem de dinheiro comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Em um dos relatórios da Operação Lava-Jato, há ainda uma foto de Padilha ao lado de um homem que os investigadores apontam como laranja de Alberto Youssef, no ato de assinatura de um contrato que levou a investigação para dentro do Ministério da Saúde.
    POSTED BY SELVA BRASILIS A

  66. Chesterton said

    Será que o Viagra broxou o Padilha?

  67. Chesterton said

    Programa Mais Picaretas ou Mais Bandidos
    Todo militante petista é burro e picareta, logo não passam no vestibular . O PT inventou uma forma de dar um bacharelado para seus militantes. Eles são mandados para Cuba e Venezuela, onde aprendem a pilotar motocicletas e atirar no público que protesta contra o socialismo. O mais interessante é que eles ganham um diproma de médico e quando voltam para a selva só arrumam emprego na empulhação dos mais medicos: Bolsistas do PT e do MST, matriculados na Venezuela, entram para o Mais Médicos sem terminar o curso.
    POSTED BY SELVA BRASILIS A

    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/03/bolsistas-do-pt-e-do-mst-formados-na.html

  68. Pax said

    off topic: alimentava alguma esperança, mesmo que ruim, que o tal avião tivesse sequestrado em algum lugar por aí… pena. Que papo louco, como desviaram tanto e foram parar lá na cucuias? Quem? Porquê?

  69. Chesterton said

    muslim shit

  70. Mona said

    Pax, mizifio
    Ouvi, em algum lugar, que o piloto do avião que caiu tinha sido chifrado pela mulher e que ela estaria a bordo, com o amante. Assim, o desvio da rota do boeing e sua posterior queda teria sido em represália à situação. Ou seja, a tradicional dor-de-corno causando estrago generalizado… Nada chique, essa teoria, não?
    Mas, dentre as trouxentas teorias conspiratórias que andam disseminando por aí, essa é a que possui, a meu ver, mais verossimilhança, justamente por conta de sua simplicidade.

  71. Pedro said

    Minha própria teoria da conspiração: A ideia era chegar na Antártida, se é que não chegou….

  72. Elias said

    Fora do tópico:

    O Senado brasileiro mostra, uma vez mais, porque ele deve ser considerado uma instituição de inutilidade pública, cuja extinção só trará benefícios à sociedade brasileira.

    Seguinte:

    1 – Uma jovem de 14 anos foi assassinada com requintes de crueldade, por seu namorado, ou ex-namorado, que ainda filmou o assassinato para melhor se gabar de tê-lo cometido.

    2 – O delinquente tem menos de 18 anos (segundo se noticia, tem “quase” 18 anos). Pela legislação brasileira, não pode ser responsabilizado penalmente, portanto.

    3 – Um senador do PSDB — Aloysio Praga de Mãe (ou Coisa Ruim, ou Cara de Cavalo, sei lá…) –, de bate pronto, apresentou um PEC (Projeto de Emenda Constitucional), que, mantendo a maioridade penal atualmente existente, abre exceção para “crimes hediondos”, possibilitando responsabilizar penalmente a pessoa com mais de 16 anos.

    4 – O PEC tucano está tramitando normalmente no Senado, e irá a plenário, para votação.

    Tudo encenação de político vigarista. Puro estelionato político…

    O senador Aloysio Coisa Ruim está, apenas, se aproveitando da desgraça que vitimou a família da moça assassinada, e da repulsa que o crime provocou, pra faturar politicamente em cima disso.

    O senador bicudo finge que propõe alguma coisa pra aplacar o sentimento de revolta que um crime como esse suscita, e os demais membros daquela inútil e cara casa de tolerância fingirão que debaterão seriamente a proposta tucana, para, ao fim, rejeitá-la.

    O artigo 228 da Constituição Federal Brasileira é cláusula pétrea. Não pode ser emendado (as emendas a um diploma legal podem ser de 3 tipos: aditiva, supressiva e modificativa; o senador deve estar propondo uma adição ao artigo 228, provavelmente um parágrafo, abrindo exceção à norma geral).

    Só quem pode modificar uma cláusula pétrea é uma Assembleia Constituinte.

    É o que o Brasil está necessitando dramaticamente: uma Assembleia Constituinte, para revisão da Constituição, dando o pontapé inicial para as reformas estruturais que, se viessem agora, já viriam tarde.

    O assunto “maioridade penal”, que é da maior urgência, estaria dentro da Reforma do Judiciário.

    Mas, qual o político brasileiro que deseja uma revisão constitucional, sabendo que, com ela, estarão em risco os absurdos privilégios de que eles desfrutam? Qual deles quer isso, especialmente uma Assembleia Constituinte Exclusiva?

    Nada disso! Para eles, é preferível deixar como está, e, sempre que acontecer algo como o que vitimou a garota assassinada, a canalha senatorial promoverá outra encenação. E ainda vai faturar popularidade com isso…

    Mesmo pra quem já está acostumado com a canalhice típica do político brasileiro, ainda assim é deprimente ver a desfaçatez, a cara de pau, a insensibilidade cruel, o oportunismo sociopata e cínico, com que essa corja tira proveito da miséria, da desgraça e do sofrimento de seres humanos.

    Impossível tomar conhecimento disso e não ficar enojado…

  73. Mona said

    Elias,
    o CAPÍTULO VII DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM E DO IDOSO, onde se insere o artigo 228, está cheio de artigos que foram objeto de emenda. Onde está dito que o artigo 228 é cláusula pétrea? Segue ele, literis:
    Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às
    normas da legislação especial.

    A meu ver, isso aí em cima apenas diz que há necessidade de uma legislação especial para tratar do assunto (como foi ocaso do ECA).

  74. Pax said

    Cara Mona,

    Bem-vinda de volta!

  75. Mona said

    Oi, Pax
    como eu falei no outro post – aquele sobre a eficiência energética do governo petista e sua relação com o seu, o meu, o nosso dinheirinho – nunca me ausentei. Só num tava dando pitaco…
    Kisses, baby.

  76. Patriarca da Paciência said

    “A meu ver, isso aí em cima apenas diz que há necessidade de uma legislação especial para tratar do assunto (como foi ocaso do ECA).”

    Cara Mona,

    discordo da sua interpretação.

    Em nenhuma hipótese o menor de 18 anos deixa de ser inimputável, pela atual Constituição. A legislação especial regulamenta apenas os diversos tratamentos que possam ser dados ao menor, tipo educativos, corretivos, privativos de alguns direitos etc.etc.etc., mas nunca receber punição como adulto !

  77. Patriarca da Paciência said

    Pelo meu ponto de vista, a única obra-prima do Caetano Veloso:

  78. Mona said

    Oi, Patriarca
    O que questionei não foi a iniputabilidade ou não do menor de 18 anos, o qual é responsabilizado sim, por seus atos, mediante lei especial, que se consubstanciou no ECA. Tanto que nossos fofos assassinos e ladrões – O que estou pondo em dúvida é o fato de a maioridade penal de 18 anos ser clásula pétrea. No capítulo citado, o qual alberga o art. 228, há diversos artigos que foram objeto de emenda constitucional.
    Pax, desculpe por termos nos desviado do assunto ptoposto no post. Confesso que não entendo P.N. dessa questão do marco civil da internet, se o projeto proposto é bom, se é ruim… Pelo que li, o goberno parecer estar disposto a recuar em alguns pontos que engessarima a livre circulação de conteúdos na rede, tais como a exigência de os servidores estarem localizados aqui no Brasil e a questão de ter de pagar para ter acesso a determinados sites, tal como acontece com nossas assinaturas de TV fechada. Por mim, internet continuaria extamente do jeito que está, essa selva incontrolável de informações e conteúdos. O que deveria ser objeto severo de controle é justamente a defesa do consumidor da rede, no sentido de termos assegurada uma infra estrutura condizente com nossa eterna busca por mais informações. Ou seja, e aí esbarro nos seus problemas de conectividade, Pax: o que deveria termos garantido era, em primeiro lugar, o acesso à rede. Em segundo lugar, a certeza da velocidade à qual temos direito, se assim pagamos por ela. Em terceiro lugar, a inexistência de quedas, e por aí vai: acesso, navegabilidade e manutenção.
    Creio que isso tem muito mais a ver com a rede de comunicação, com questões de logística, enfim, do que com conteúdo, que nem deveria ser objeto de preocupação. As leis que tratam do direito à privacidade, da defesa da honra e da dignidade de cada um, caso se sintam ofendidos, poderiam dar conta do relacionamento dentro da rede, a partir das analogias aplicáveis a cada caso.
    Essa questão de infraestrutura me remete aos posts das pessoas que aqui comentam as quais têm tendências mais liberalizantes: temos ambiente empresarial para permitir os investimetnos necessários que possam nos dotar de uma infra decente? Não é nem que exista insegurança jurídica, a qual pode trazer risco aos investimentos. Antes fosse isso, pois bastaria a formulação e a aplicação das leis para equacionar a questão. O ambiente é nque está contaminado por patrimonialismo, por corrupção, por uma atroz capitalismo de estado que torna o custo de tudo aqui elevadíssimo.
    É foda, irmão…

  79. Mona said

    Pax,
    para seu deleite, pesquei o comentário abaixo no Blog do Nassif. Alguém se deu ao trabalho de pegar o projeto de lei do marco civil e analisá-lo todinho. Se preferir, siga o link:

    http://jornalggn.com.br/noticia/fora-de-pauta-172#comments

    Beijo, bombom.

    Referente ao Projeto de Lei 5403/2001, apensado ao PL 2126/2011

    CAPÍTULO I
    DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

    Art. 1º Esta Lei estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação à matéria.

    primeira grande falha do texto. A internet é uma rede global. Logo, setoriar para campos específicos, já é não entender a amplitude do sistema. Fronteiras na internet não existem, e delimitar funções específicas para entes políticos, numa linguagem técnica, é inútil

    Art. 2º A disciplina do uso da Internet no Brasil tem como fundamentos:
    I – o reconhecimento da escala mundial da rede;

    o que não é feito no art. 1°

    II – os direitos humanos, o desenvolvimento da personalidade e o exercício da cidadania em meios digitais;

    Bla bla bla

    III – a pluralidade e a diversidade;

    como assim? Esse trecho é extremamente vago, e mais uma vez, inútil.

    IV – a abertura e a colaboração;
    V – a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e
    VI – a finalidade social da rede.

    Esses incisos são pura demagogia

    Art. 3º A disciplina do uso da Internet no Brasil tem os seguintes princípios:
    I – garantia da liberdade de expressão, comunicação e manifestação de pensamento, nos termos da Constituição;
    II – proteção da privacidade;
    III – proteção aos dados pessoais, na forma da lei;

    Aqui está o primeiro equívoco. Proteção de dados pessoais na forma da Lei? Haverá LEIS REGULAMENTANDO A DISPOSIÇÃO DA SEGURANÇA NA INTERNET? Como que a legislação brasileira irá abarcar informações de protocolos estrangeiros? Não faz sentido!

    IV – preservação e garantia da neutralidade da rede;

    Na realidade, a Internet é NEUTRA! Essa lei é redundante e inútil. A informação não é privilegiada, nem segmentada a privilegiar dados. PESSOAS SÃO TENDENCIOSAS, e agem por interesse próprio. A internet é só um instrumento.

    V – preservação da estabilidade, segurança e funcionalidade da rede, por meio de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e pelo estímulo ao uso de boas práticas;

    Mais demagogia

    VI – responsabilização dos agentes de acordo com suas atividades, nos termos da lei; e

    Agora fica realmente preocupante. Responsabilização em que sentido? Cível, criminal? Responsabilizar os agentes de que atitude? Percebam, essa lei é propositalmente VAGA e abrangente, para abrir inúmeros precedentes para o controle e a restrição, detrás de um discurso aparentemente positivo.

    VII – preservação da natureza participativa da rede.

    Isso não possui lógica. O que o governo pode fomentar para tornar a internet mais acessível? Criando programa com a Regina Cazé de garota propaganda? Aliás… como bem disse o Dâniel Fraga, quem mais deu acesso à internet foi a própria INICIATIVA PRIVADA

    Parágrafo único. Os princípios expressos nesta Lei não excluem outros previstos no ordenamento jurídico pátrio relacionados à matéria, ou nos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

    Art. 4º A disciplina do uso da Internet no Brasil tem os seguintes objetivos:

    I – promover o direito de acesso à Internet a todos;

    Como expliquei, a iniciativa privada pode muito bem garantir isso

    II – promover o acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos;

    Demagogia

    III – promover a inovação e fomentar a ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso; e

    Mais demagogia

    IV – promover a adesão a padrões tecnológicos abertos que permitam a comunicação, a acessibilidade e a interoperabilidade entre aplicações e bases de dados.

    Quanto vale um programa aberto? O suporte? Quanto de tecnologia foi investido nele? Ele satisfaz sua necessidade? Resolve o problema? Não adianta IMPOR um software livre se o mesmo não supre as necessidades que um fechado possa a ter, devemos usar o BOM SENSO, sempre! E para que as bases de dados funcionem, se comuniquem sem lentidão (receita, caixa, Secretarias da fazenda) PASSEM FIBRA ÓPTICA PELO BRASIL INTEIRO, CARALHO!

    Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:

    I – Internet: o sistema constituído de conjunto de protocolos lógicos, estruturado em escala mundial para uso público e irrestrito, com a finalidade de possibilitar a comunicação de dados entre terminais por meio de diferentes redes;

    II – terminal: computador ou qualquer dispositivo que se conecte à Internet;

    III – administrador de sistema autônomo: pessoa física ou jurídica que administra blocos de endereço Internet Protocol – IP específicos e o respectivo sistema autônomo de roteamento, devidamente cadastrada no ente nacional responsável pelo registro e distribuição de endereços IP geograficamente referentes ao País;

    IV – endereço IP: código atribuído a um terminal de uma rede para permitir sua identificação, definido segundo parâmetros internacionais;

    V – conexão à Internet: habilitação de um terminal para envio e recebimento de pacotes de dados pela Internet, mediante a atribuição ou autenticação de um endereço IP;

    VI – registro de conexão: conjunto de informações referentes à data e hora de início e término de uma conexão à Internet, sua duração e o endereço IP utilizado pelo terminal para o envio e recebimento de pacotes de dados;

    VII – aplicações de Internet: conjunto de funcionalidades que podem ser acessadas por meio de um terminal conectado à Internet; e

    VIII – registros de acesso a aplicações de Internet: conjunto de informações referentes à data e hora de uso de uma determinada aplicação de Internet a partir de um determinado endereço IP.

    ARTIGO EXTREMAMENTE REDUNDANTE E IRRELEVANTE.

    Art. 6º Na interpretação desta Lei serão levados em conta, além dos fundamentos, princípios e objetivos previstos, a natureza da Internet, seus usos e costumes particulares e sua importância para a promoção do desenvolvimento humano, econômico, social e cultural.

    Demagogia

    CAPÍTULO II
    DOS DIREITOS E GARANTIAS DOS USUÁRIOS

    Aqui que a coisa fede. Tudo que a gente leu foi só balela, discurso polido.

    Art. 7º O acesso à Internet é essencial ao exercício da cidadania e ao usuário são assegurados os seguintes direitos:

    I – à inviolabilidade da intimidade e da vida privada, assegurado o direito à sua proteção e à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

    Esse inciso é perigoso! Quais são os parâmetros da privacidade numa rede social, por exemplo? O inciso, que é vago (geralmente um inciso, dentro de uma Lei, propicia especificidade de questões. O que é contraditório com esse. Ele abrange demais). A única questão CLARA nesse texto é a INDENIZAÇÃO pelo dano moral. O que é desnecessário, pois tal instituto já é previsto em legislação Penal e Cível.

    II – à inviolabilidade e ao sigilo de suas comunicações pela Internet, salvo por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

    A inviolabilidade do sigilo das comunicações JÁ É DEFENDIDA pela Constituição. Essa questão é redundante. Porem quem mais está preocupado, faz isso com frequência, e terá ferramentas é o próprio governo, sendo ele vago e abrindo margem para qualquer tipo de desculpa para poder acessar tais dados.

    III – à não suspensão da conexão à Internet, salvo por débito diretamente decorrente de sua utilização;

    ahuahuahuahauhahauhau que idiotice

    IV – à manutenção da qualidade contratada da conexão à Internet;

    mais HIPOCRISIA. A banda larga brasileira é ridícula, muito por conta da infraestrutura e o mercado ridiculamente fechado, e quem determina os “limites mínimos (20%)” é a própria ANATEL.

    V – a informações claras e completas constantes dos contratos de prestação de serviços, com previsão expressa sobre o regime de proteção aos registros de conexão e aos registros de acesso a aplicações de Internet, bem como sobre práticas de gerenciamento da rede que possam afetar sua qualidade; e

    Isso já É DEFENDIDO PELA PORRA DO CDC (Código de Defesa do Consumidor)!!!

    VI – ao não fornecimento a terceiros de seus registros de conexão e de acesso a aplicações de Internet, salvo mediante consentimento livre, expresso e informado ou nas hipóteses previstas em lei;

    Mais uma vez o CDC já regula, o uso indevido de informações sempre foi crime, se o serviço contratado necessitar faze-lo, deve estar expresso em contrato. Nada mais lógico não?

    VII – a informações claras e completas sobre a coleta, uso, tratamento e proteção de seus dados pessoais, que somente poderão ser utilizados para as finalidades que fundamentaram sua coleta, respeitada a boa-fé;

    Isso é um pressuposto contratual do Código Civil. Mais uma vez, redundância

    VIII – à exclusão definitiva dos dados pessoais que tiver fornecido a determinada aplicação de Internet, a seu requerimento, ao término da relação entre as partes; e

    Isso é um bom ponto. Mas quem fará o controle disso? Haverá uma agência reguladora disso?

    IX – à ampla publicização, em termos claros, de eventuais políticas de uso dos provedores de conexão à Internet e de aplicações de Internet.

    CDC já prevê isso, caralho. Princípio da transparência da relação de consumo

    Art. 8º A garantia do direito à privacidade e à liberdade de expressão nas comunicações é condição para o pleno exercício do direito de acesso à Internet.

    Hipocrisia governamental. Nosso governo é um dos campeões de censura nos meios de comunicação.

    CAPÍTULO III
    DA PROVISÃO DE CONEXÃO E DE APLICAÇÕES DE INTERNET

    Seção I
    Do Tráfego de Dados

    Art. 9º O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicativo.

    Isso aqui é uma cagada. A verdadeira limitação é estrutural. Exemplo: Se uma rede tem capacidade de transmitir 100 mb/s, não adianta 1000 pessoas querendo o mesmo pacote, acreditando que ele irá chegar na velocidade máxima. .

    § 1º A discriminação ou degradação do tráfego será regulamentada pelo Poder Executivo e somente poderá decorrer de:
    I – requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações, e
    II – priorização a serviços de emergência.

    REGULAMENTAR QUESTÕES TÉCNICAS DE PROFISSIONAIS DE TI… PARABÉNS, GOVERNO BRASILEIRO. PARABÉNS PELA INOVAÇÃO DE MERDA. TI É SÓ A PROFISSÃO MAIS LIVRE DO MUNDO, E SEQUER POSSUI UM CONSELHO PROFISSIONAL

    § 2º Na hipótese de discriminação ou degradação do tráfego prevista no § 1º, o responsável mencionado no caput deve:

    I – abster-se de causar prejuízos aos usuários;

    Quem ficará no prejuízo é o usuário, que deverá custear com a AGÊNCIA REGULADORA DA INTERNET QUE DEVERÁ SER CRIADA, para garantir isso

    II – respeitar a livre concorrência; e

    Na realidade, quem está DESRESPEITANDO ESSE PRINCÍPIO É O GOVERNO! ELE QUE CRIA CONDIÇÕES DE “ISONOMIA”, para que não dê liberdade ao provedor prover planos diferenciados a quem se disponha de custear mais por uma conexão.

    III – informar previamente de modo transparente, claro e suficientemente descritivo aos seus usuários sobre as práticas de gerenciamento ou mitigação de tráfego adotadas.

    Traffic Shaping (limitar abaixo do mínimo exigido) seria considerado quebra de contrato. CDC, CC, ANATEL, cadê vocês? .

    §3º Na provisão de conexão à Internet, onerosa ou gratuita, bem como na transmissão, comutação ou roteamento, é vedado bloquear, monitorar, filtrar, analisar ou fiscalizar o conteúdo dos pacotes de dados, ressalvadas as hipóteses admitidas na legislação.

    A cagada dessa lei será o SALVO AS HIPÓTESES ADMITIDAS NA LEI. Que hipóteses? E que Leis? Porra, abre-se vertentes para A CENSURA, ou o controle de informação, como por exemplo, a título de “segurança”, e outras hipóteses que o governo inventar.

    Seção II
    Da Guarda de Registros

    Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de Internet de que trata esta Lei devem atender à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas.

    Esse dispositivo é uma redundância dos próprios dispositivos anteriores. Mas o problema maior não é isso, é que esse preceito é respeitado, mas não é aplicável “nas hipóteses previstas por lei”. Logo, a Internet, que é uma rede naturalmente LIVRE, está sujeita a regulamentação excessiva (e onerosa) do governo

    § 1º O provedor responsável pela guarda somente será obrigado a disponibilizar os registros mencionados no caput, de forma autônoma ou associados a outras informações que possam contribuir para a identificação do usuário ou do terminal, mediante ordem judicial, na forma do disposto na Seção IV deste Capítulo.

    Essa lei PRECISA NACIONALIZAR OS SERVIDORES, PARA SER APLICADA. E se isso acontecer, quem se achar com o direito ofendido, terá um poder muito maior para censurar a comunicação.

    § 2º As medidas e procedimentos de segurança e sigilo devem ser informados pelo responsável pela provisão de serviços de conexão de forma clara e atender a padrões definidos em regulamento.

    UMA AGÊNCIA REGULADORA DE SEGURANÇA DE DADOS DA INTERNET. PUTA MERDA. ISSO É O PURO CONTROLE GOVERNAMENTAL DE TODOS OS NOSSOS DADOS E TRANSFERÊNCIAS

    § 3º A violação do dever de sigilo previsto no caput sujeita o infrator às sanções cíveis, criminais e administrativas previstas em lei.

    MENOS A AGÊNCIA REGULADORA ILUMINADA, QUE TERÁ ACESSO A TODAS INFORMAÇÕES E DADOS, PARA QUE NENHUMA EMPRESA “VIOLE” TAL QUESTÃO

    Subseção I
    Da Guarda de Registros de Conexão

    Art. 11. Na provisão de conexão à Internet, cabe ao administrador do sistema autônomo respectivo o dever de manter os registros de conexão, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de um ano, nos termos do regulamento.

    Regulamentação sobre a administração de Dados. Isso pode tornar serviços mais caros, conexões mais lentas, e o pior: o governo terá mais controle sobre sua informação.

    § 1º A responsabilidade pela manutenção dos registros de conexão não poderá ser transferida a terceiros.

    Isso é outra arbitrariedade. Não há problema algum nesse dispositivo, visto que estamos falando de serviço de provedor. Isso é uma mera arbitrariedade que visa impor restrições a uma atividade que se desenvolveu de forma absoluta e livre

    § 2º A autoridade policial ou administrativa poderá requerer cautelarmente que os registros de conexão sejam guardados por prazo superior ao previsto no caput.

    Autoridade administrativa. Isso goza poderes à agência reguladora.

    § 3º Na hipótese do § 2º, a autoridade requerente terá o prazo de sessenta dias, contados a partir do requerimento, para ingressar com o pedido de autorização judicial de acesso aos registros previstos no caput.

    Controle à informação. Veja que acima tem todo um texto bonitinho, dizendo maravilhas, mas que no final, na prática, está se criando poderes de controle sobre a informação circulada na internet brasileira.

    § 4º O provedor responsável pela guarda dos registros deverá manter sigilo em relação ao requerimento previsto no § 2º, que perderá sua eficácia caso o pedido de autorização judicial seja indeferido ou não tenha sido protocolado no prazo previsto no § 3º.

    Eles pedem a 1 juiz, ele nega! Pede a outro, ele nega! Vai pedindo até que algum deles permita bisbilhotar seus dados, e NINGUÉM fica sabendo quantas vezes eles tentaram

    Subseção II
    Da Guarda de Registros de Acesso a Aplicações de Internet

    Art. 12. Na provisão de conexão, onerosa ou gratuita, é vedado guardar os registros de acesso a aplicações de Internet.

    Óbvio, caso alguém tivesse acesso mesmo que por medida judicial as minhas senhas de banco, redes sociais, e-mails, iria caracterizar literalmente em espionagem e roubo.

    Art. 13. Na provisão de aplicações de Internet é facultada a guarda dos registros de acesso a estas, respeitado o disposto no art. 7º.

    Ignorância pura sobre a questão do controle de dados da internet. Aliás, os dados pessoais de internet são uma RESPONSABILIDADE do usuário e como isso foi contratado, por isso existe o “LEIA-ME / README” (que na verdade ninguém lê)! Mas as empresas se esforçam para manter a segurança de seus conteúdos!

    § 1º A opção por não guardar os registros de acesso a aplicações de Internet não implica responsabilidade sobre danos decorrentes do uso desses serviços por terceiros.

    § 2º Ordem judicial poderá obrigar, por tempo certo, a guarda de registros de acesso a aplicações de Internet, desde que se tratem de registros relativos a fatos específicos em período determinado, ficando o fornecimento das informações submetido ao disposto na Seção IV deste Capítulo.

    § 3º Observado o disposto no § 2º, a autoridade policial ou administrativa poderá requerer cautelarmente que os registros de aplicações de Internet sejam guardados, observados o procedimento e os prazos previstos nos §§ 3º e 4º do art. 11.

    Controles e regulamentos sobre a Internet

    Seção III
    Da Responsabilidade por Danos Decorrentes de Conteúdo Gerado por Terceiros

    Art. 14. O provedor de conexão à Internet não será responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros.

    Master of Obvious, mas você vai observar que o governo quer INTIMIDAR os provedores a retirar os conteúdos, vai lendo e se impressione!

    Art. 15. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e evitar a censura, o provedor de aplicações de Internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário.

    Esse artigo fala de liberdade de expressão, mas traz à tona da internet a verdadeira judicialização da liberdade de expressão. Muitos artistas têm se utilizado disso para fazerem censuras veladas. Esse artigo endossa a censura, mesmo que implicitamente.

    § 1º A ordem judicial de que trata o caput deverá conter, sob pena de nulidade, identificação clara e específica do conteúdo apontado como infringente, que permita a localização inequívoca do material.

    Querem amenizar o teor da questão

    § 2º O disposto neste artigo não se aplica quando se tratar de infração a direitos de autor ou a direitos conexos.

    Art. 16. Sempre que tiver informações de contato do usuário diretamente responsável pelo conteúdo a que se refere o art. 15, caberá ao provedor de aplicações de Internet comunicar-lhe os motivos e informações relativos à indisponibilização de conteúdo, com informações que permitam o contraditório e a ampla defesa em juízo, salvo expressa previsão legal ou salvo expressa determinação judicial fundamentada em contrário.

    Contraditório e ampla defesa para um serviço de internet. BUROCRATIZAÇÃO E CONGELAMENTO DO SERVIÇO DE INTERNET, quem sabe daqui 1 ano, 3 anos, o conteúdo possa voltar pra rede!

    Parágrafo único. Quando solicitado pelo usuário que disponibilizou o conteúdo tornado indisponível, o provedor de aplicações de Internet que exerce essa atividade de forma organizada, profissionalmente e com fins econômicos, substituirá o conteúdo tornado indisponível, pela motivação ou pela ordem judicial que deu fundamento à indisponibilização.

    Isso na realidade é uma coação, e uma regulamentação descabida. Na realidade, os serviços brasileiros de internet ficarão EXTREMAMENTE PREJUDICADOS em relação aos americanos, ou outros setores que a internet é verdadeiramente livre.

    Seção IV
    Da Requisição Judicial de Registros

    Art. 17. A parte interessada poderá, com o propósito de formar conjunto probatório em processo judicial cível ou penal, em caráter incidental ou autônomo, requerer ao juiz que ordene ao responsável pela guarda o fornecimento de registros de conexão ou de registros de acesso a aplicações de Internet.

    Judicialização do conteúdo da internet. Isso, de alguma forma, é benéfico, mas o preço que pagaremos por isso será altíssimo

    Parágrafo único. Sem prejuízo dos demais requisitos legais, o requerimento deverá conter, sob pena de inadmissibilidade:

    I – fundados indícios da ocorrência do ilícito;
    II – justificativa motivada da utilidade dos registros solicitados para fins de investigação ou instrução probatória; e
    III – período ao qual se referem os registros.

    O que ocorre aqui é a BUROCRATIZAÇÃO DOS PRINTS HUAHUAHUAHUAHUAUAHHU

    Art. 18. Cabe ao juiz tomar as providências necessárias à garantia do sigilo das informações recebidas e à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem do usuário, podendo determinar segredo de justiça, inclusive quanto aos pedidos de guarda de registro.

    Esse capítulo é uma aberração. ABRE PRECEDENTE INCLUSIVE PARA A CRIAÇÃO DE VARAS VOLTADAS À INTERNET. MAIS INCHAMENTO DA MÁQUINA JUDICIÁRIA, QUE JÁ É LENTA E DEFICITÁRIA

    CAPÍTULO IV
    DA ATUAÇÃO DO PODER PÚBLICO

    Art. 19. Constituem diretrizes para a atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios no desenvolvimento da Internet no Brasil:

    I – estabelecimento de mecanismos de governança transparentes, colaborativos e democráticos, com a participação dos vários setores da sociedade;
    II – promoção da racionalização e da interoperabilidade tecnológica dos serviços de governo eletrônico, entre os diferentes Poderes e níveis da federação, para permitir o intercâmbio de informações e a celeridade de procedimentos;
    III – promoção da interoperabilidade entre sistemas e terminais diversos, inclusive entre os diferentes níveis federativos e diversos setores da sociedade;
    IV – adoção preferencial de tecnologias, padrões e formatos abertos e livres;
    V – publicidade e disseminação de dados e informações públicos, de forma aberta e estruturada;
    VI – otimização da infraestrutura das redes, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação das aplicações de Internet, sem prejuízo à abertura, à neutralidade e à natureza participativa;
    VII – desenvolvimento de ações e programas de capacitação para uso da Internet;
    VIII – promoção da cultura e da cidadania; e
    IX – prestação de serviços públicos de atendimento ao cidadão de forma integrada, eficiente, simplificada e por múltiplos canais de acesso, inclusive remotos.

    Puro blablabla

    Art. 20. As aplicações de Internet de entes do Poder Público devem buscar:

    I – compatibilidade dos serviços de governo eletrônico com diversos terminais, sistemas operacionais e aplicativos para seu acesso;
    II – acessibilidade a todos os interessados, independentemente de suas capacidades físico-motoras, perceptivas, culturais e sociais, resguardados os aspectos de sigilo e restrições administrativas e legais;
    III – compatibilidade tanto com a leitura humana quanto com o tratamento automatizado das informações;
    IV – facilidade de uso dos serviços de governo eletrônico; e
    V – fortalecimento da participação social nas políticas públicas.

    Discurso demagogo. O que seria o fortalecimento da participação social nas políticas públicas? Via internet? Mais uma bolsa a caminho?

    Art. 21. O cumprimento do dever constitucional do Estado na prestação da educação, em todos os níveis de ensino, inclui a capacitação, integrada a outras práticas educacionais, para o uso seguro, consciente e responsável da Internet como ferramenta para o exercício da cidadania, a promoção de cultura e o desenvolvimento tecnológico.

    Mais demagogia

    Art. 22. As iniciativas públicas de fomento à cultura digital e de promoção da Internet como ferramenta social devem:
    I – promover a inclusão digital;
    II – buscar reduzir as desigualdades, sobretudo entre as diferentes regiões do País, no acesso às tecnologias da informação e comunicação e no seu uso; e
    III – fomentar a produção e circulação de conteúdo nacional.

    OUTRA CAGADA. FOMENTAR A PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE CONTEÚDO NACIONAL! Alguém já ouviu falar de RESERVA DE MERCADO? Nos celulares produzidos no Brasil já existe a imposição de Apps obrigatoriamente nacionais! Esperem impostos sobre aplicativos estrangeiros, subsídios, restrições de conteúdo para material estrangeiro… e essa redução das desigualdades? Bolsa internet a caminho, eu aposto, quer pagar pra ver?

    Art. 23. O Estado deve, periodicamente, formular e fomentar estudos, bem como fixar metas, estratégias, planos e cronogramas referentes ao uso e desenvolvimento da Internet no País.

    O Estado deveria facilitar condições para a iniciativa privada nesse setor

    CAPÍTULO V
    DISPOSIÇÕES FINAIS

    Art. 24. A defesa dos interesses e direitos estabelecidos nesta Lei poderá ser exercida em juízo, individual ou coletivamente, na forma da lei.

    Art. 25. Esta Lei entrará em vigor sessenta dias após a data de sua publicação oficial.

    Sala da Comissão, ____ em ___ de ___ de 2012.
    Deputado ALESSANDRO MOLON
    Relator

    http://www.canaldootario.com.br/wp-content/themes/sahifa/images/stripe.png); height: 10px; overflow: hidden; clear: both; color: rgb(51, 51, 51); font-family: ‘Droid Sans’, Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px;”>

    Os grandes problemas do marco civil da internet:

    1 – discurso redundante, praticamente uma repetição prolixa de dispositivos do código civil, do código de defesa do consumidor e do código processual civil
    2 – detrás do discurso, há uma forte demanda de duas medidas:
    A) nacionalização dos servidores de internet, para plena eficácia;
    agências reguladoras sobre a internet em específico. um verdadeiro big brother.
    3 – controle sobre a informação, devido amplos poderes dados ao controle sobre as informações
    4 – regulamentação ostensiva sobre a internet, o que pode encarecer o custo do serviço, além de torná-lo menos eficiente
    5 – o prestador de serviço brasileiro estará em desvantagem ao prestador dos serviço estrangeiros
    6 – judicialização da internet – haverão muitas, mas muitas mesmo, novas demandas judiciais. vai tornar o abarrotado sistema judiciário ainda mais inchado. acredito que chegará ao ponto de se criar varas específicas.
    7 – provedores de internet mais lentos, em decorrência da exigência de igualdade na transmissão de dados.
    8 – a lei não especifica em que questões podem-se controlar ou vedar conteúdos de internet. essa abrangência pode se tornar uma censura velada.
    9 – será necessária uma nacionalização forçada dos servidores de internet, para pleno uso dos dispositivos legais. logo, o modelo de internet brasileiro pode se tornar próximo ao modelo chinês.

    Conclusão: a pessoa que tem o mínimo de bom senso em relação ao uso da internet, sabe o quanto é nociva para a Livre circulação de informações essa medida.

    Escrito por Dirceu Zanchi Júnior

  80. Jose Mario HRP said

    Até quando o STF vai deixar Zé Dircei no regime fechado, quando ele desde o começo teria que que estar no semi aberto?
    Se não foi um julgamento politico, agora temos um prisão ilegal.
    E todos estamos vendo e nada é feito.Santa hipocrisia burguesa classe merdia!

  81. Jose Mario HRP said

    BBB-?
    Não…….

    http://www.maurosantayana.com/2014/03/o-gato-e-lebre-o-mexico-e-um-pais-pobre.html

  82. Guatambu said

    Essa fase da política brasileira está um circo… não que já não seja.

    Mas ultimamente a chapa tá esquentando.

    Nada como as eleições para atiçar os ânimos das turminhas.

    Uma das coisas que eu acho interessante é o seguinte: as eleições são o único período em que os políticos efetivamente sofrem “concorrência”.

    A concorrência faz todo mundo “ficar” mais bonzinho, pensar mais no povo, ficar mais altruísta, querer descobrir o erro do outro e se apresentar mais justo, mais nobre, mais honesto.

    E nós, mortais, ainda ficamos na briga de torcidas!

    Pra que? Nós definitivamente não ganhamos nada com isso.

  83. Pax said

    Cara Mona,

    Não consigo achar algo mais dispensável que os comentários desse cidadão no blog do Nassif.

    Quer ler algo interessante? Leia o link do post.

    Leia Sergio Amadeu.

    Mas ler um cara destes que você nos traz, sinto muito, é uma enorme perda de tempo. Aliás, pedido, não precisa trazer todo o texto, basta o link.

    Aqui um, caso queiras se inteirar.

    http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/11/marco-civil-da-internet-assista-aqui-a-entrevista-com-sergio-amadeu/

  84. Mona said

    Pax,
    e eu não consigo assitir nadinha que tenha a participação desses blogueiros tão isentos, tais como Maria Frô (?), EDuardo Guimarães (??)…
    Enfim, a questão que se levanta é: é necesária uma lei para regular as relações na internet? Qual a sua opinião?

  85. Chesterton said

    pAx, ad hominem, o que você faz. Isso irrita todo mundo, até o Elias.
    o que é dispensável no comentário xyz. Porque você acha dispensavel?

  86. Mona said

    Ah, sim. Só para esclarecer: como vc tava preocupado com a lei do marco civil, minha intenção foi só dar mais subsídios às suas análises. Puro gesto altruísta, kkk. Quando cliquei no link que eu disponibilzei, caiu em outra área do blog do Nassif. Por isso, talvez tenha sido acertada mina opçao por disponibilizar tanto o link quanto o texto em si. E o texto em si, apresar nos nossos comentários ad hominem (oh, vergonha!), é bastante interessante e faz muito sentido para algume com tendências mais liberais, como é o meu caso. Para mim, o estado deve ser um facilitador; jamais um engessador. SE, com suas ações, o estado conseguir instalar uma ambiente competitivo, com regras claras, com instituições que funcionem tanto para o lado dos consumidores/usuários/clientes, como para o lado dos prestadores de serviços/empresários/etx, BELEZA PURA! Utópico, né?

  87. Patriarca da Paciência said

    Fora do tema:

    Minha opinião é que o tal “rebaixamento” do Brasil, pela deplorável “agência de risco”, tem tudo a ver com a crise da Ucrânia. É uma retaliação pelo fato da Dilma ter se mantido neutra.

    Como se comentar, o Putin está morrendo de medo do Obama e Dilma também, está morrendo de medo da tal “S & P”.

  88. Patriarca da Paciência said

    Nesse ponto de marco civil ou marco qualquer coisa, eu sou absolutamente marxista, “uma lei só é criada quando se torna absolutamente necessária “.

    E digo mais, se a lei não for absolutamente necessária, ela “não pega” e cai pela falta de uso !

  89. Pax said

    Ad hominen o quê, caro Chesterton,

    O cara distorce tudo que um grupo enorme de gente da área produziu, item por item de distorções.

    Tenha santa paciência ficar lendo uma baboseira dessas.

    Nem sei quem é esse cara, mas estou afirmando que ele só distorce o conteúdo, fala asneiras. Nem dá pra começar.

  90. Pax said

    Pulem essas idiotices todas e se fixem nos seguinte problemas caso a clausula de Neutralidade caia:

    1 – As operadoras investirão ainda menos que investem, vão continuar fazendo propaganda falsa e não entregando o que vendem.

    2 – As operadoras começarem a cobrar pacotes diferenciados. Hoje você tem um link de 1Mbps ou de 10Mbps… tudo que você quer usar é possível, dentro dessa velocidade contratada. Se cair a cláusula a operadora vai te dizer: só pode usar email e site, não tem Facebook, Youtube etc. Quer Facebook? Paga mais tanto. Quer Youtube? Mais tanto e assim por diante. Teremos menos compromisso da operadora em investir porque ela só vai dar direito a coisas que demandam mais banda pra quem pagar mais… se liga no barato da coisa que vai ferrar com os usuários. Simples.

    3 – só vão trafegar na rede as tecnologias que a operadora quiser. Hoje os protocolos são livres, quem quiser desenvolver alguma tecnologia é livre pra isso, usa a estrada que é aberta e livre para todos. Sem essa neutralidade, a operadora só vai deixar trafegar na via o que ela quiser e pronto.

  91. Chesterton said

    Explique suas discordâncias uma a uma.

  92. Chesterton said

    Recebi de um amigo, sem fonte, delete se achar que deve, pax.

    Exclusivo – O executivo Octávio Florisbal será substituído da Direção-Geral da Rede Globo porque cansou de suportar as pressões diretas e indiretas do governo, sempre que o jornalismo da emissora detonava matérias negativas contra os esquemas petralhas e de seus aliados. Alegando que a maior rede de televisão do País não pode aceitar se submeter à censura, Florisbal pediu aos irmãos Roberto Irineu e João Roberto Marinho para sair do cargo que será ocupado por alguém com sangue mais frio para suportar tentativas constantes de ingerências políticas: o jornalista Carlos Henrique Schroder – atual diretor-geral de Jornalismo e Esportes.

    A versão de que a família Marinho preferiu se blindar contra as armações político-econômicas dos petralhas no poder vazou entre conversas de lobistas que trabalham para importantes afiliadas da Rede Globo. Os irmãos Marinho aceitaram a troca de Florisbal por Schroder porque as pressões sobre a Globo aumentaram, de forma insuportável, depois que o julgamento do Mensalão no STF ganhou os impensáveis desfechos de condenação para os principais réus políticos.

    Dirigentes globais foram “desaconselhados” por “emissários do governo” a não tentarem uma entrevista exclusiva com o publicitário Marcos Valério. Muito menos a Globo deveria cogitar de comprar e veicular o conteúdo das tais quatro bombásticas fitas que Valério teria mandado um famoso cineasta gravar e editar para comprometer o ex-presidente Lula da Silva e a cúpula do PT com os mafiosos esquemas do Mensalão. O comando das Organizações Globo preferiu acreditar nas ameaças e anunciou, depressa, a programada e futura substituição de Florisbal por Schroder. O ex-diretor-geral – que cansou de sofrer pressões – acabou “promovido” para um cargo no novo conselho da emissora, cujos sócios são os herdeiros do falecido Roberto Marinho.

    Bronca maior – Além de neutralizar a televisão Globo, a máquina de censura petralha gostaria muito de atingir três jornalistas que operam a contra-ofensiva da família Marinho no jornal O Globo : Merval Pereira, Ricardo Noblat e Miriam Leitão – que publicam artigos mais contundentes contra os esquemas mafiosos no governo federal – são os alvos preferenciais da petralhada.

    Se a pressão sobre os controladores da Globo aumentar e se tornar insuportável, pode sobrar alguma malvadeza contra um dos três.

  93. Chesterton said

    O Maior Escândalo do PT Ainda Está por Vir: A Implosão do Banco Nacional da Bandidagem
    Soltaram uma notinha no jornal para dizer que o presidente do banco nacional da bandidagem, vulgo BNDES, está em Brasília com o pires na mão, implorando para que o tesouro solte o leitinho das crianças subnutridas que mamam nas tetas do BNDES. Todos o ignoram. Querem dar a impressão de que ele está com o filme político torrefacionado. Nada disso, tolice. O fato é que a fonte dos recursos públicos do BNDES está secando. Quando a mamata acabar essa merda de banco de porta de cadeia vai implodir, deixando um buraco sem fundo, levando a economia brasileira consigo, numa crise sem precedentes. Vai também deixar claro que a carteira do banco reflete o maior esquema de corrupção de que se tem notícia no universo sideral. Vai ter nego fugindo de jangadinha com o dinheiro roubado.
    POSTED BY SELVA BRASILIS A

  94. Mona said

    Pax,
    Como eu lhe falei no início da minha ressurreição enquanto pitaqueira, não entendo P.N. sobre a questão do marco civil. Como usuária que sou, quero apenas acesso a qualquer site que eu queira ir e de modo rápido. Só isso e nada mais. Pois bem, lendo o material acerca dessa questão, incluindo a crítica aoprojeto de lei que por vc foi espinafrada , alguns pontos me chamaram a atenção:

    1) O Brasil estaria na vanguarda da legislação acerca da internet. Nenhum outro país teria legislado sobre temas específicos tratados ali.

    Hummm, não é querendo exercer o complexo de vira-latas, mas nessas coisas em que o Brasil é pioneiro, é o melhor, é o fodão, etc, o costume é dar merda. Eis aí o ECA – a legislação mais avançada em termos de direitos de crianças e adolescentes – que não me deixa mentir…

    2) As críticas feitas pelo cara que destrinchou o projeto trazem preocupação quanto ao não entendimento acerca do que é a internet, e essa falta de entendimento (acerca de sua completa liberdade, ausência de fronteiras, seu caráter anárquico) principiológica faz com que haja artigos incompatíveis com a essência da rede.
    Por exemplo, segue uma das críticas “in litteris”:
    “Aqui está o primeiro equívoco. Proteção de dados pessoais na forma da Lei? Haverá LEIS REGULAMENTANDO A DISPOSIÇÃO DA SEGURANÇA NA INTERNET? Como que a legislação brasileira irá abarcar informações de protocolos estrangeiros? Não faz sentido!”

    3) O projeto, em sua essência, dá garantias de que os serviços prestados pelos provedores serão melhorados?
    Eis mais algumas das críticas que o analista faz:
    “Quanto vale um programa aberto? O suporte? Quanto de tecnologia foi investido nele? Ele satisfaz sua necessidade? Resolve o problema? Não adianta IMPOR um software livre se o mesmo não supre as necessidades que um fechado possa a ter, devemos usar o BOM SENSO, sempre! E para que as bases de dados funcionem, se comuniquem sem lentidão (receita, caixa, Secretarias da fazenda) PASSEM FIBRA ÓPTICA PELO BRASIL INTEIRO, CARALHO!”
    “Isso aqui é uma cagada. A verdadeira limitação é estrutural. Exemplo: Se uma rede tem capacidade de transmitir 100 mb/s, não adianta 1000 pessoas querendo o mesmo pacote, acreditando que ele irá chegar na velocidade máxima.”

    4) No que se refere a questões de natureza criminal, parece-me que boa parte dos crimes cibernéticos têm similaridade com outros crimes. Mais uma vez, seguem as críticas do homem:
    “Esse inciso é perigoso! Quais são os parâmetros da privacidade numa rede social, por exemplo? O inciso, que é vago (geralmente um inciso, dentro de uma Lei, propicia especificidade de questões. O que é contraditório com esse. Ele abrange demais). A única questão CLARA nesse texto é a INDENIZAÇÃO pelo dano moral. O que é desnecessário, pois tal instituto já é previsto em legislação Penal e Cível.”
    “ Isso já É DEFENDIDO PELA PORRA DO CDC (Código de Defesa do Consumidor)!!!”
    “ Mais uma vez o CDC já regula, o uso indevido de informações sempre foi crime, se o serviço contratado necessitar faze-lo, deve estar expresso em contrato. Nada mais lógico não?”
    “Isso é um pressuposto contratual do Código Civil. Mais uma vez, redundância.”

    5) Será que para possibilitar a aplicação de algumas das disposições dessa lei haverá a necessidade de ser criado algum órgão de fiscalização, supervisão e controle? Mais uma agência?

    6) Por último: essa lei daria mais agilidade navegabilidade ou provocaria o seu engessamento, via burocratização, excessiva ingerência governamental, judicalização, etc, etc?

    O que vc acha, Pax, meu velho?

  95. Pax said

    Parece que terei que me render. Acho que o Marco Civil sairá bem razoável.

    Tomara, oxalá, amém.

    Enviada do meu iPhone

    >

  96. Patriarca da Paciência said

    “Brasília 247 – A conduta do juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, será examinada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Filho de um dirigente local do PSDB, ele mantém José Dirceu há mais de 120 dias em regime fechado, contrariando a decisão do próprio Supremo Tribunal Federal, que o condenou ao semiaberto, e se nega a avaliar seu pedido de trabalho externo, que conta com recomendação favorável do Ministério Público. O motivo é uma fantasiosa versão de uso de celular na Papuda, já desmentida por sindicância interna.

    As supostas “regalias” concedidas aos presos são também o motivo da investigação sobre Bruno Ribeiro. Isso porque ele cometeu um deslize. Decidiu questionar diretamente o governador Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, sem ter competência legal para tanto. Na resposta, Agnelo pontuou que o juiz não apresentou qualquer indício e ainda violou a lei, uma vez que não teria “jurisdição” sobre um governador de Estado.

    Agora, Ribeiro tem cinco dias para apresentar sua defesa. Dias atrás, ele decidiu não julgar o pedido de trabalho de Dirceu e repassou o caso ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, que também não tem competência sobre a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.

    Ao se negar a julgar, Ribeiro praticamente atirou Dirceu numa espécie de limbo jurídico, fazendo com que o ex-ministro da Casa Civil continue em regime fechado, ainda que esta não tenha sido sua condenação.

    No documento, Agnelo também destacou que a conduta do juiz Ribeiro mereceria “a devida apuração pelos órgãos correcionais competentes” e que o magistrado não teria “jurisdição” sobre ele.”

    Pois é, o ministro Barbosão já forneceu cabais provas de que não é detentor de “notável saber jurídico”.

    E um fiel discípulo, poderia ter ?

  97. Elias said

    Do Ig Notícias:

    =================================================
    O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira o Marco Civil da Internet. A proposta foi aprovada em votação simbólica e segue agora ao Senado. O projeto define os direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet. A aprovação abre caminho para que os internautas brasileiros possam ter garantido o direito à privacidade e à não discriminação do tráfego de conteúdos.

    O texto aprovado, do relator Alessandro Molon (PT-RJ), exclui a obrigatoriedade de instalação de data centers no Brasil para armazenamento de dados e mantém a regulamentação por decreto da neutralidade da rede, que deverá seguir os parâmetros estabelecidos na lei, conforme previsto na Constituição. Para elaborar o decreto, a Presidência da República deverá ouvir a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet (CGI).
    ===================================================

    Pax,

    Se tu tentasses ganhar a vida como cigana, estarias ferrado!

    “Anotem aí…” E tome bobagem…!

  98. Elias said

    Mona,

    Sobre as cláusulas pétreas:

    C.F. 1988
    ” Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
    OMISSIS
    § 4º – Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
    I – a forma federativa de Estado;
    II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
    III – a separação dos Poderes;
    IV – os direitos e garantias individuais. ”

    O artigo 228, da mesma C.F. estabelece:
    “Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial.”

    Esse artigo estatui um direito/garantia individual ao menor de 18 anos. Logo, é uma cláusula pétrea!

    Só pode ser modificado por uma Assembleia Constituinte. Não pode ser objeto de Emenda Constitucional (aditiva, supressiva ou modificativa).

    Qualquer tentativa no sentido de modificar esse artigo, nem pode ir a plenário, já que não pode ser objeto de deliberação. Se o Congresso aprovar semelhante disparate, a Presidente da República será obrigada a vetar.

    A legislação complementar específica (no caso, chamada “legislação especial”), não pode se contrapor ao ditame constitucional. Ela detalha o dispositivo constitucional, sem poder modifica-lo, até porque, essa legislação é hierarquicamente inferior à Constituição.

    Ou seja: se a Constituição estabelece que “são penalmente inimputáveis os menores de 18 anos”, não será uma “legislação especial” que modificará, suspenderá ou condicionará essa garantia.

    Reafirmo: o senador tucano, Aloysio Praga de Mãe, está apenas traficando politicamente com a desgraça e a dor da família da garota assassinada, pra tirar proveito eleitoral disso.

    E os inúteis de todos os partidos, que participam dessa farsa, em vez de denunciá-la como vigarice que é, são iguais ou piores que ele.

    Cambada de vagabundos!

  99. Mona said

    Elias,
    muito obrigada pelo retorno quanto às cláusulas pétreas. Mas ainda acho que a coisa não é tão imutável assim. Esperemos, pois. Creio que o assunto vai render horrores. E, mesmo que o Aloísio esteja querendo faturar politicamente em cima de um assunto com amplo apelo popular, isso não desmrece em nenhum momento o que ele está propondo.

  100. Elias said

    Mona,
    Modestamente, venho debatendo o assunto com um monte de gente, advogados, contadores, sociólogos, pedagogos, psicólogos, etc.

    Em geral, as “cláusulas pétreas” (isso é um conceito doutrinário, não um estatuto do direito positivo), se referem a assuntos com implicações estruturais.

    A alteração de inimputabilidade do menor, p.ex., só pode ser colocada em prática, se acompanhada de um conjunto de mudanças na própria estrutura do país.

    Um exemplo: o sistema penal teria que ser totalmente reestruturado. Teria que dispor de um subsistema específico para menores. Esse subsistema, por seu turno, teria que ser desdobrado por gênero…

    Mas não é só isso… A própria estrutura do Judiciário teria que ser redesenhada, etc., etc., etc.

    É algo que, depois de deliberado, definido e detalhado, necessita de vários anos pra ser posto em prática…

    Quando alguém como o Aloysio Praga de Mãe se restringe a uma emendinha de m…, ele não está falando sério… É pura vigarice… Balela pra enganar incauto.

  101. Chesterton said

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2014/03/senador-republicano-denuncia-no-senado.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoAluizioAmorim+(BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM)

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