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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Refinaria de Pasadena: trapalhada?

Posted by Pax em 20/03/2014

O governo diz que a compra da refinaria foi baseada em parecer técnico falho. Executivos da Petrobras rebatem a versão de Dilma.

Ou foi uma trapalhada ou?

Veja nas duas notícias abaixo, da Agência Brasil e Folha de São Paulo.

Compra de refinaria no Texas foi baseada em parecer técnico falho, diz governo – Agência Brasil

Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

O governo reconheceu hoje (19), por meio de nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006, foi embasada em um parecer técnico “falho”.

Em reportagem publicada hoje, o jornal O Estado de S. Paulo informa que a compra da refinaria teve o aval da presidenta Dilma Rousseff, que na época era ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

“A aquisição pela Petrobras de 50% das ações da Refinaria de Pasadena foi autorizada pelo Conselho de Administração, em 3 de fevereiro de 2006, com base em Resumo Executivo elaborado pelo diretor da Área Internacional. Posteriormente, soube-se que tal resumo era técnica e juridicamente falho, pois omitia qualquer referência às cláusulas Marlim e de Put Option que integravam o contrato e que, se conhecidas, seguramente não seriam aprovadas pelo Conselho”, diz a nota divulgada pelo Palácio do Planalto na manhã de hoje.

A compra da refinaria está sendo investigada pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público e Congresso Nacional por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas.

De acordo com a justificativa do governo, o Conselho de Administração da estatal só tomou conhecimento da existência das cláusulas Marlim e de Put Option em março de 2008, quando foi consultado sobre a compra da outra metade das ações da refinaria, prevista no contrato.

A cláusula Put Option obriga uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios. Após desentendimentos sobre investimentos com a belga Astra Oil, sócia no negócio, a estatal brasileira teve que ficar com toda a refinaria. Já a cláusula Marlim preve a garantia à sócia da Petrobras de um lucro de 6,9% ao ano, mesmo que as condições de mercado sejam adversas.

“Nessa oportunidade, o conselho tomou conhecimento da existência das referidas cláusulas e, portanto, que a autorização para a compra dos primeiros 50% havia sido feita com base em informações incompletas”, diz o texto.

Em seguida, de acordo com a nota da Secom, o conselho da estatal decidiu não comprar as ações e abrir processo arbitral contra o grupo belga Astra Oil. Em 2012, a Petrobras teve que concluir a compra, após decisão da Câmara Internacional de Arbitragem de Nova York, confirmada pelas cortes superiores do Texas.

Executivos rebatem versão de Dilma sobre a Petrobras – Folha de São Paulo

VALDO CRUZ, NATUZA NERY e ANDRÉIA SADI – DE BRASÍLIA
SAMANTHA LIMA – DO RIO

A presidente Dilma Rousseff e todos os demais membros do Conselho de Administração da Petrobras tinham à sua disposição o processo completo da proposta de compra da refinaria em Pasadena (EUA), segundo dois executivos da estatal ouvidos pela Folha.

Na documentação integral constavam, segundo os relatos, cláusulas do contrato que a petista diz que, se fossem conhecidas à época, “seguramente não seriam aprovadas pelo conselho” da estatal.

Reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” trouxe ontem a informação de que Dilma, na época presidente do Conselho de Administração da Petrobras, votou a favor da compra de 50% da refinaria em 2006, pelo valor total de US$ 360 milhões.

Em resposta ao jornal, ela justificou que só apoiou a medida porque recebeu “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”.

O episódio gerou mal-estar na Petrobras, tensão no Executivo e corrida no Congresso para a aprovação de uma CPI em pleno ano eleitoral para investigar o caso.

A compra da refinaria é investigada pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio e pela Polícia Federal. A principal polêmica é o preço do negócio: o valor que a Petrobras pagou em 2006 à Astra Oil para a compra de 50% da refinaria é oito vezes maior do que a empresa belga havia pago, no ano anterior, pela unidade inteira. (continua na Folha…)

Atualização: Gabrielli enalteceu compra de refinaria: ‘nenhuma anomalia’,disse no Senado – blog Josias de Souza – UOL

Presidente da Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, José Sergio Gabrielli foi chamado a dar explicações no Senado há sete meses, quando o negócio já havia se consolidado como um escândalo. Foi inquirido na Comissão de Fiscalização e Controle. Defendeu a operação sem titubeios (veja um trecho aqui).

“Não há por que levantar nenhuma suspeita sobre isso”, declarou, quando indagado sobre o prejuízo de mais de US$ 1 bilhão espetado no caixa da Petrobras. Espremido pela bancada da oposição, Gabrielli não fez nenhuma menção à precariedade do parecer —“técnica e juridicamente falho”— que Dilma Rousseff invoca agora para dizer que, se o contrato de compra da refinaria estivesse corretamente esmiuçado, as negociações “seguramente não seriam aprovadas pelo conselho” da Petrobras.

Na versão de Gabrielli, bem distante da de Dilma, o caso é de soltar fogos, não de apresentar desculpas: “É uma refinaria bem localizada, na costa do Texas, na beira do golfo do México, integrada a todos os oleodutos que alimentam o mercado do leste americano e tem espaço para crescer”, disse aos senadores. “Sofre efeitos das flutuações de margem que afetam o negócio de refino, mas é um ativo que permanece nas mãos da Petrobras, com grande oportunidade de retorno.” (continua no blog do Josias de Souza…)

Atualização 2: Blog do Camarotti “Renan indicou Cerveró para diretoria da Petrobras”, diz Delcídio

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78 Respostas to “Refinaria de Pasadena: trapalhada?”

  1. Chesterton said

    trapalhada? hahahahahahahahaha.

  2. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1428091-executivos-rebatem-versao-de-dilma-sobre-a-petrobras.shtml

  3. Pax said

    Teu link acima, caro Chesterton, já está no post.

  4. Patriarca da Paciência said

    Fora do Tema:

    Putin está morrendo de medo do Obama !

    Quem pode sair ganhando com os atos de “coragem” do Obama é o Brasil !

    “Enquanto Estados Unidos e Europa anunciam sanções à Rússia, governo de Vladimir Putin indica que irá reforçar alianças com outros países; “Se um parceiro econômico de um lado do globo impuser sanções, vamos prestar atenção aos novos parceiros do outro lado. O mundo não é unipolar, vamos nos concentrar em outros parceiros econômicos”, frisou Dimitry Peskov, porta-voz do Kremlin; em julho, logo após a Copa do Mundo, Brasil sediará encontro dos BRICs e a presidente Dilma determinou ao Itamaraty que se mantenha neutro na questão da Crimeia; postura de Obama não assusta a Rússia”
    (blog 247)

  5. Elias said

    Desonestamente eu estava evitando esse assunto, porque, se eu caísse na besteira de meter (epa!) tal coisa na conversa, o Chester iria tirar o maior sarro…

    Me ferrei!

    É poda esse Fax…

  6. Elias said

    O assunto a que me refiro é Pesadena, claro.

  7. Elias said

    Pasadena.

    Tás vendo, Chester?

  8. Chesterton said

    Então, Elias, o que você sabia a respeito? Afinal você tem conexões com altos nobres petistas e sabe tudo de petrobras. O que te fez comprar ações da Petrobras a 23 reais ? Achava que a refinaria de pasadena daria um bom lucro?

  9. Pax said

    Kotscho, como sempre, dizendo verdades. Como o cara que, segundo Dilma ferrou o país com um relatório falho, não foi demitido, mais que isso, ganhou de mimo uma diretoria em outra estatal.

    Dilma, a hábil, antes de combinar as desculpas com a turma de BR, emitiu nota. E aí os diretores negam.

    Mas, enfim, deve ser desonestidade de alguém, talvez minha, para os mantristas.

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/03/20/agora-dilma-vira-o-alvo-das-denuncias-contra-a-petrobras/

  10. Elias said

    Não, Joaquim Manoel, eu não sabia dessa trapalhada.

    Eu tomei conhecimento do assunto lendo o Ig Notícias.

    Entendeste, Manoel Joaquim?

    Aí eu deixei de comentaire o assunto, porque me pus a pensaire: “Se eu comentaire esse negócio lá no blog do Pax, o Joaquim Manoel vai tiraire o maior sarro comigo, por achaire que isso vai daire um grande prejuízo pra Petrobras. Aí ele vai começaire a falaire do preço de mercado das acções da Petrobras e outras coisas mais que ele sempre se põe a dizeire… Vai me daire uma trabalheira doida pra explicaire pro Manoel Joaquim que a compra da refinaria aconteceu há anos, e que, de até cá, a Patrobras continuou a daire lucro e a distribuire lucro.”

    Também me pus a pensaire que seria muito difícil explicaire pro Joaquim Manoel que, se a oposição decidire daire razão pro ex-presidente da Petrobras, ela não vai podeire fazeire muitas críticas ao governo. Afinal, por que que criticaire o governo por ele haveire feito uma boa compra?

    Por outro lado, se ela achaire que a compra não foi boa, ela vai concordaire com o que Dilma está a dizeire… E, como fazeire oposição a Dilma, se está a concordaire com ela?

    Vai daí que, a oposição terá que sapateaire no fio de uma navalha, estás a entendeire, Manoel Joaquim?

    Mas eu não queria abrire esse assunto aqui no PolíticAética, porque será muito trabalhoso discutire isso, e eu estou a entraire na roda viva em que sempre estão a mergulhaire os contadores, nos meses de março e abril. Compreendeste, Joaquim Manoel?

    Então, mesmo que não estejas a entendeire completamente o que estou a dizeire, Manoel Joaquim, lamentavelmente não poderei perdeire muito tempo ficando a discutire contigo, pelo menos de segunda a sexta (mas hoje até que a barra está mais tranquila…).

    Espero que consigas entendeire, ó puto, porque acho que mais tarde não terei tempo pra discutire contigo…

  11. Elias said

    E, Pax,

    Com relação ao fato da Dilma não dar o Ministério das Cidades pro PMDB… O Kotscho continua com a razão, ou tu mudaste de ideia, como é possível presumir daquele teu outro comentário?

    Ou será que não é uma coisa nem outra, antes pelo contrário, e vice-versa?

    Ou seja: na tua opinião, Dilma NÃO DEVERIA DAR o Ministério das Cidades para o PMBD, e sim, ao contrário, ela DEVERIA DAR o Ministério das Cidades para o PMDB…

    Acertei?

  12. Pax said

    O dedo de Renan Calheiros neste imbroglio?

    http://g1.globo.com/politica/blog/blog-do-camarotti/post/renan-indicou-cervero-para-diretoria-da-petrobras-diz-delcidio.html

  13. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/operacao-lava-jato-prende-um-ex-diretor-da-petrobras-tambem-envolvido-com-lambanca-de-pasadena/

  14. Pax said

    Entre Camarotti e titio da Veja, fico com quem merece crédito, caro Chesterton, leitor de más fontes.

  15. Chesterton said

    eles se contradizem?

    ____________________________

    Ex-diretor da Área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró viajou nesta quarta-feira à Europa de férias, segundo pessoa próxima ao atual diretor financeiro da BR Distribuidora. Em sua gestão na estatal, ele defendeu a compra da Refinaria de Pasadena e foi o responsável pelo “resumo executivo” sobre o negócio elaborado em 2006.

    chest- medo de morrer?

  16. Pax said

    sei lá se se contradizem, nem abro coisas da Veja, prefiro ficar com fontes fidedignas.

  17. Chesterton said

    então não vou mais colocar a fonte quando é da Veja, ok?

  18. Chesterton said

    Epa, mas Globonews? Esquerdista não lê rede Globo.

  19. Pax said

    Tem coisa/jornalista da Globo que dá pra ler, sim. Camarotti não é ruim.

  20. Chesterton said

    Ele é vendido para os imperialistas…..

  21. Chesterton said

    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/03/aecio-quer-cpi-da-petrobras-para-saber.html

  22. Chesterton said

    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/03/executivos-da-petrobras-desmentem-nota.html

  23. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2014/03/1428101-pocos-de-silencio.shtml

  24. Chesterton said

    Nem o Patriarca para defender a Dilma e o PT no caso da refinaria…que coisa, é serio o negócio.

  25. Chesterton said

    Quem levou uma comissão de pelo menos US$ 20 milhões na temerária compra da refinaria Pasadena pela Petrobras? Os nomes dos beneficiados surgem em uma investigação particular promovida por investidores da Petrobras – que preparam uma ação judicial individualizada, na Justiça de Nova York, contra os diretores e conselheiros da empresa que avalizaram a negociata que gerou um prejuízo de US$ 1 bilhão 180 milhões à petroleira estatal de economia mista – um dos símbolos do capimunismo tupiniquim.

    A “novidade” das ações criminais individualizadas contra os gestores e conselheiros apavora o governo – acostumado a contar com a costumeira impunidade em ações judiciais genéricas, cujo o alvo impreciso era a União, controladora da Petrobras. Agora, a individualização criminal, principalmente na Justiça norte-americana, que costuma pegar mais pesado em casos de corrupção, se transforma em um problema concreto para a petralhada e seus aliados. Dilma Rousseff, reeleita ou não, pode ser um dos alvos. Lá fora, ela é apenas uma ex-presidente do “Conselhão” da Petrobras…

    A ação judicial de responsabilização individual tem respaldo no próprio Estatuto da Petrobras – que prevê que seus dirigentes podem ser diretamente responsabilizados judicialmente por atos temerários contra a governança corporativa. Conforme o Art. 23 do Estatuto Social da Petrobras, os membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva responderão, nos termos do art. 158, da Lei nº 6.404, de 1976, individual e solidariamente, pelos atos que praticarem e pelos prejuízos que deles decorram para a Companhia.

    Tem mais: Em seu Art. 28, o Estatuto estipula que ao Conselho de Administração compete: fiscalizar a gestão dos Diretores; avaliar resultados de desempenho; aprovar a transferência da titularidade de ativos da Companhia, inclusive contratos de concessão e autorizações para refino de petróleo, processamento de gás natural, transporte, importação e exportação de petróleo, seus derivados e gás natural. E, em seu Art. 29, o Estatuto determina: compete “privativamente” ao Conselho de Administração deliberar sobre as participações em sociedades controladas ou coligadas.

    A negociata texana foi fechada em 2006 – durante a presidência de José Sergio Gabrielli na Petrobras. Naquela época, a então chefe da Casa Civil de Lula da Silva, a gerentona Dilma Rousseff, presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. Dilma foi obrigada a engolir a operação Pasadena – que não a agradou. Na época, Dilma teria sido contra o negócio, mas a reclamação formal dela no Conselho de nada adiantou. Afinal, o presidente da empresa era homem de super-confiança do eterno chefão Lula. Esse foi um dos motivos pelos quais Dilma, quando assumiu o Planalto, substituiu, imediatamente, Gabrielli por Graça Foster, mesmo contra a vontade de Lula

    O Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva entra na dança do escândalo Pasadena por causa de personagens ligadíssimos a ele e que serão alvos por ligação com o escândalo. O caso Pasadena mexe com Guido Mantega (ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás), José Sérgio Gabrielli (ex-presidente da estatal de economia mista), Almir Guilherme Barbassa (diretor financeiro da empresa e presidente do braço internacional PFICo – Petrobras International Finance Co – que é uma das grandes caixas-pretas no sistema Petrobrás), além de Nestor Cerveró (atual Diretor financeiro da BR Distribuidora, indicado para o cargo pelo agora reeducando José Dirceu de Oliveira e Silva) e Alberto Feilhaber (que foi empregado da Petrobrás durante 20 anos e que agora é vice-presidente da Astra Oil – segundo ficha dele no Linkedin).

    Na Edição de 25 de fevereiro de 2013, o Alerta Total resumiu a falcatrua. Em janeiro de 2005, a empresa belga Astra Oil comprou a Pasadena Refining System Inc por US$ 42,5 milhões. Em 2006, os belgas venderam 50% das ações da empresa para a Petrobrás por US$ 360 milhões. Como a refinaria, defasada tecnologicamente, não tinha como processar o pesado petróleo brasileiro, belgas e brasileiros fizeram um contrato para dividir o megainvestimento de US$ 1,5 bilhão.

    Se houvesse distrato, uma das partes teria de reembolsar a outra. Em 2008, como houve briga, os belgas acionaram a Petrobrás a pagar U$ 700 milhões. Estranhamente, a Petrobras chegou a contratar, por US$ 7 milhões e 900 mil dólares, um escritório de advocacia (ligado aos belgas) para defendê-la nos EUA. Perdendo a causa, em 2012, a Petrobrás se viu obrigada a torrar US$ 839 milhões para assumir o controle da Pasadena. No final, o prejuízo chegou a US$ 1 bilhão 180 milhões.

    Agora, para desespero dos petralhas, o caso deve parar, também, na Justiça dos EUA, graças a indignação de investidores da Petrobras lesados pela desgovernança corporativa do governo federal petista.

    http://www.alertatotal.net/

  26. Chesterton said

    O pax reclama de meus links, o Elias diz que soube de tudo no jornal o Dia.
    Porém, como vou provar, dia 6 de fevereiro de 2013, mais de uma ano atrás, já tinha eu colocado um texto sobre o escândalo que foi a compra da refinaria pelo PT com nosso dinheiro através da Petrobras.

    http://politicaetica.com/2013/02/01/senado-suicida/#comments

    147-Chesterton disse

    06/02/2013 às 18:44
    Exclusivo – O Ministério Público Federal abrirá uma investigação contra José Sérgio Gabrielli por indícios concretos de superfaturamentos na maioria dos contratos firmados durante a presidência dele na Petrobrás. Os inchaços contratuais seriam as verdadeiras causas do aumento de prejuízos, perda de eficiência produtiva e consequente queda nos lucros da estatal de economia mista – que perde cada vez mais valor de mercado.

    LEIAM e divirtam-se.

  27. Pax said

    Se é fato ou não, não sei, a fonte, digamos, falha muitas vezes. Mas a notícia está aí

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1428684-para-lula-dilma-agiu-por-impulso-e-deu-tiro-no-pe.shtml

  28. Patriarca da Paciência said

    “Nem o Patriarca para defender a Dilma e o PT no caso da refinaria…que coisa, é serio o negócio.”

    Acho que essa tal refinaria, além de ser assunto requentado, é um contraponto aos escândalos de metrôs etc.

    1º lugar – ninguém diz quanto a tal refinaria vale hoje !

    2º Ninguém diz se houve lucro e qual o lucro durante o período desde a compra até agora !

    3º Então essa história de prejuízo de 1 bilhão de dólares não está devidamente contada por inteiro.

    4º Agora até o diretor da Abril, que à época também era conselheiro da Petrobrás, está falando que o negócio foi totalmente justificável para as condições da época !

    5º O assunto parece ser eleitoreiro mesmo !

  29. Chesterton said

    aha, saiu o jabá do Patriarca.

  30. Pax said

    Infelizmente, caro Patriarca, há fortes indícios que não é um assunto eleitoreiro.

    É uma varada que implica em corrupção em alguma instância, ou em várias, que acabou numa decisão equivocada do Conselho da Petrobrás. Tudo indica que sim.

    É claro que vai ser explorado em ano eleitoral, sem dúvida, mas dizer que é essa a causa não me parece muito correto com a realidade do que está bastante noticiado.

    Ceticismo (desconfiar da mídia) é sempre bom, mas difícil dizer que o negócio dessa refinaria ainda possa ser provado como bom. Muito difícil.

  31. Chesterton said

    E Lula e Dilma em guerra.

  32. Pax said

    Tenho sérias dúvidas sobre tua afirmação, Chesterton, velho e bom Chesterton.

    Acho mesmo que a possibilidade mais concreta é que essa tal guerra seja mais desejo da oposição que realidade.

    Que o diga o resultado do Ibope de ontem. Primeiro turno, como já venho comentando.

    Não há oposição. O que é ruim, mesmo se torcesse pela opção Dilma. Ou não.

    Hoje em dia torço que a sociedade pressione todos. O rumo e a velocidade da carruagem, a meu ver, andam bem ruins.

    Apesar do pleno emprego, do consumo etc etc.

    Há, no meu entender, pilares ameaçados, de todos os lados. Um deles é a Justiça. A segurança outro.

    Afora o básico do básico, agora aparecendo com a falta da elementar água.

    Educação, Saúde, enfim, áreas estruturais que andam muito mais devagar que as necessidades.

    ps. Trabalhei para o governo do Rio logo no início, tinha 20 anos. Desde lá a roubalheira na Cedae era um absurdo. Em SP basta ter eleições para a Sabesp entupir as mídias de propaganda. E? E essas empresas são fonte não de água, mas de desvios e anomalias, recheadas de corrupção. Uma hora verte merda e aí falta água na torneira. Afora o Blairo mexendo pauzinho na Anvisa e liberando mais 19 agrotóxicos para uso indiscriminado. Beberemos dioxinas dentro em breve, ou vamos captar água potável em Marte. Exagero meu? Claro que sim. Vai demorar mais uns poucos anos.

    Enviada do meu iPhone

    >

  33. Chesterton said

    O PT só tem ladrão e incompetente. Estão comendo o patrimonio publico com uma voracidade alucinante. O mais engraçado é que as ações da Petrobras sobem quando há um boato que a popularidade de Dilma caiu. Logo, para recuperar seu investimento, Elias terá que torcer contra Dilma. Que coisa.

  34. Patriarca da Paciência said

    “O Chesterton é ladrão e incompetente. Está comendo o patrimonio publico com uma voracidade alucinante. O mais engraçado é que as ações da Petrobras sobem quando há um boato que ele vai se aposentar . Logo, para recuperar seu investimento, Elias terá que o Chesterton se aposente . Que coisa !.”

    Para efeito de lógica, faz alguma diferença ?

  35. Pax said

    Demitiram o tal diretor que ganhou diretoria em outra área, para registro do blog

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-03/petrobras-distribuidora-demite-diretor-envolvido-na-polemica-compra-de

  36. Chesterton said

    a diferença é que petista ladrão e desonesto sem competência é um fato.

  37. Chesterton said

    A Dilma mandou demitir. Porque só agora:?

  38. Chesterton said

    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/03/o-dinheiro-da-refinaria-pasadena-na.html

  39. Pax said

    Ricardo Boechat, agora de manhã, em seu editorial na BandNewsFM, defende Dilma neste episódio de Pasadena. Segundo ele vários outros jornalistas de peso fizeram o mesmo. Cabe ouvir.

    Tenho todas as críticas que tenho. E as faço em público.

    Mas… uma coisa é uma coisa, outra é outra. Há, sim, a chance dela não ter culpa na tal clausula de put option. Numa reunião de Conselho não se debruçam sobre detalhes de contratos. Para isso há uma equipe abaixo que, supostamente, deveria trazer o problema mastigado para uma decisão executiva, estratégica.

    Então, vamos devagar nas pedras, o caso precisa ser investigado a fundo antes que saiamos disparando culpas.

    A pergunta do Chesterton, em #37 acima, neste post, é um bom contraponto. Se o troço todo é realmente um problema, se o tal diretor foi finalmente demitido, porque cargas d’água não o foi antes? Outro ponto interessante é o comentário do Chesterton em #26 acima. Havia alertas sim, porque não foram devidamente apurados? Segundo essa fonte do Chesterton, o tal Serrão, tudo era coisa do Gabrielli e foi motivo para Dilma trocá-lo por Graça Fortes (Chesterton não dizm mas é seu comentário seguinte, o #149 — vale ler o #147 e o #149 lá no post indicado pelo rabugento Chesterton — está aqui, vou repetir o post para que vocês, se quiserem, façam o mesmo que eu: http://politicaetica.com/2013/02/01/senado-suicida/#comment-33496 (aponta pro #147… daquela época)

    Então, se há dúvidas de um lado e de outro, mais um motivo para que esse negócio seja aberto em seus mínimos detalhes para sabermos exatamente o que aconteceu, se é que os malabarismos políticos permitirão esse descobrimento.

    (sim, quando tenho tempo, e link, dou atenção ao que as pessoas dizem por aqui).

    (resumo, há suspeita que a “coisa” possa expor José Sérgio Gabrielli, que os artigos do Chesterton dizem que é um protegido do Lula).

    Cabe apurar bem.

    A oposição, que não tem muito a apresentar, claro que vai usar o caso. Direito dela, sim. E vai se perder nisso, os eleitores mais comuns não darão antenção ao caso.

  40. Chesterton said

    Dilma é uma idiota completa, isso se vê em qualquer discurso. Ela não leu de preguiça e agora trata de colocar a culpa em alguem (só porque saiu em público). O problema não é a clausula ( é só a desculpa que ela arrumou para mandar o sujeito embora) , é a briga iniciada de modo voluntarista contra o sócio (hummmmmmm, foi briga mesmo?). O que eu suspeito é de lavagem de dinheiro, imaginem como. A la mais médicos.
    Petrobrás deu PT ( Perda Total)

  41. Pax said

    Aí você sai julgando sem saber, caro Chesterton… calma, rabugento Chesterton.

  42. Mona said

    Meninos, saudade!
    Continuo lendo vcs religiosamente todos os dias, mas sem me pronunciar.
    Contudo, não resisti em dar meu pitaco, principalmente depois de ver umas coisinhas aqui e outras ali. Um negócio é arriscado por natureza. Está sujeito a dois fatores primordiais: competência de quem o gere e à conjuntura. Assim, de princípio, afirmo: a transação com a refinaria de Pasadena poderia ser um bom negócio? SEm dúvida. Comprar uma refinaria prontinha a um preço abaixo do de mercado… Supimpa! A questão estava nas letras miúdas do contrato. Ok. É ocmum as cláusulas que causram preju? O mercado diz que sim. O governo agora diz que sim, apesar da Dilma ter deixado explícito que – se soubesse dessas cláusulas – não o teria assinado. O contrato foi denunciado em 2008. O que a Petrobrás espera com a denúncia? Vender mais barato? Creio que aí começa ou o verdadeiro show de incompetência ou a grande maracutaia envolvida. Como é que uma compra que poderia ter saído por volta de U$ 400 mi, poder ter subido aos píncaros de quase U$ 1 bi? Nem aqui, com nosso histórico de juros e de inflação essa conta fecha… Quem foi o grande negociador? O que espera conseguir com as protelações? Mistério…
    Bem, para não dizer que não falei das flores, Pasadena é ficnhina perto do que aconteceu com o processo de contrução da Abreu e LIma. Segue matéria do Estadão. Beijo, garotos. Chest, vc é meu ídolo!

    Documentos inéditos da Petrobras aos quais o Estado teve acesso mostram que a empresa brasileira abriu mão de penalidades que exigiriam da Venezuela o pagamento de uma dívida feita pelo Brasil para o projeto e o começo das obras na refinaria Abreu Lima, em Pernambuco. O acordo “de camaradas”, segundo fontes da estatal, feito entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez deixou o Brasil com a missão de garantir, sozinho, investimentos de quase US$ 20 bilhões.

    O acordo previa que a Petrobras teria 60% da Abreu e Lima e a Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), 40%. Os aportes de recursos seriam feitos aos poucos e, caso a Venezuela não pagasse a sua parte, a Petrobras poderia fazer o investimento e cobrar a dívida com juros, ou receber em ações da empresa venezuelana, a preços de mercado. Essas penalidades, no entanto, só valeriam depois de assinado o contrato definitivo, de acionistas. Elas não chegaram a entrar em vigor, já que o contrato não foi assinado.

    Os documentos obtidos pelo Estado mostram que a sociedade entre a Petrobras e PDVSA para construção da refinaria nunca foi assinada. Existe hoje apenas um “contrato de associação”, um documento provisório, que apenas prevê, no caso de formalização futura da sociedade, sanções pelo “calote” venezuelano.

    Desde 2005, quando esse termo de compromisso foi assinado pelos dois governos, até o ano passado, a Petrobras tentou receber o dinheiro devido pela PDVSA – sem sucesso. Em outubro do ano passado, quando o investimento na refinaria já chegava aos U$ 18 bilhões, a estatal brasileira desistiu.

    Os venezuelanos não negam a dívida. No item 7 do “contrato de associação” a PDVSA admite sua condição de devedora (ver ao lado). Antes desse documento, ao tratar do fechamento da operação, uma das condições era o depósito, pelas duas empresas, dos recursos equivalentes à sua participação acionária em uma conta no Banco do Brasil – o que a o governo da Venezuela nunca fez.

    Em outro documento obtido pelo Estado, a Petrobras afirma que estariam previstas penalidades para o “descumprimento de dispositivos contratuais”. Como nos outros casos, essa previsão não levou a nada, porque as penalidades só seriam válidas quando a estatal venezuelana se tornasse sócia da Abreu e Lima – e isso não ocorreu.

    Chávez e Lula

    A ideia de construir a refinaria partiu de Hugo Chávez, em 2005. A Venezuela precisava de infraestrutura para refinar seu petróleo e distribuí-lo na América do Sul, mas não tinha recursos para bancar tudo sozinha. Lula decidiu bancar a ideia. Mas Caracas nunca apresentou nem os recursos nem as garantias para obter um empréstimo e quitar a dívida com a Petrobras.

    Em dezembro de 2011, em sua primeira visita oficial a Caracas, a presidente Dilma Rousseff tratou o assunto diretamente com Chávez, que prometeu, mais uma vez, uma solução. Nessa visita, o presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, chegou a anunciar que “havia cumprido seus compromissos” com a empresa e entregue uma “mala de dinheiro em espécie” e negociado uma linha de crédito do Banco de Desenvolvimento da China. Esses recursos nunca se materializaram.

    O projeto inicial, que era de US$ 2,5 bilhões, já chegava, em outubro do ano passado, aos US$ 18 bilhões, quando a Petrobras apresentou ao seu Conselho de Administração a proposta de assumir integralmente a refinaria. A estimativa é que o custo total fique em torno de US$ 20 bilhões.

    Para justificar os novos valores, a empresa cita ajustes cambiais e de contratos, gastos com adequação ambiental e o fato de ter ampliado a capacidade de produção de 200 mil para 230 mil barris por dia. Os novos itens e a ampliação da produção explicariam o custo oito vezes maior que o inicial. Procurada pelo jornal O Estado de S. Paulo, para falar sobre o “calote” da Venezuela, a Petrobras informou que nada comentará. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  43. Olá!

    Esses escândalos na Petrobras tornam mais verdadeiros e atuais do que nunca alguns comentários que fiz a respeito da mentalidade estatista e do mercantilismo patrimonialista que reinam no Brasil desde sempre.

    Reproduzo abaixo dois desses comentários, mas, antes, uma pequena introdução para contextualizá-los.

    O primeiro comentário foi feito no ano passado quando comentei uma colocação do Zbigniew sobre o controle dos recursos minerais e petrolíferos pelo Estado seguindo aquela ideia de que esses recursos pertencem a todos, isto é, ao povo. A minha crítica a esse argumento é a de que tal ideia facilita bastante a corrupção e as falcatruas, já que, pelo fato de os recursos minerais/petrolíferos pertencerem a todo mundo (o povo), eles não pertencem a ninguém, daí a facilidade para que roubalheiras sejam feitas.

    Nesse mesmo comentário, contrastei essa ideia bananeira de que os recursos minerais/petrolíferos pertencem ao povo a aquilo que ocorre em países como o EUA. Nesse país, se um cidadão encontra uma reserva de minério/hidrocarbonetos, ela é de propriedade dele. Os resultados práticos que essas diferentes abordagens trazem são infinitamente diferentes. Exemplo disso é o caso do engenheiro americano George Mitchell, que investiu recursos próprios para tornar viável a extração do gás de xisto, o que poderá revolucionar a indústria de energia ao redor do mundo. Comparei o caso do George Mitchell ao do Eike Batista, um cidadão que investiu dinheiro público (BNDES) em monopólios cedidos pelos governo e ainda conseguiu a proeza de ter prejuízo e falir.

    No final do comentário, lancei uma singela pergunta à ala esquerdista do site. Bom, as respostas foram as mais toscas possíveis, havendo até mesmo os mais vis ataques ad hominem.

    O segundo comentário foi feito há alguns dias e faz uma comparação entre as estruturas institucionais e de empreendedorismo do Brasil e do EUA.

    Nesse comentário, coloco dois exemplos de como os empreendedores americanos atingem a fortuna e contrasto isso ao estilo brasileiro de parasitar as estruturas do Estado visando o enriquecimento via dinheiro público, colocando em prática as piores coisas em termos de corrupção, como o nepotismo, o patrimonialismo e etc. Vale a pena a leitura.

    Os comentários serão postos logo abaixo deste.

    Até!

    Marcelo

  44. COMENTÁRIO 01

    Olá!

    Zbigniew,

    “[A questão dos minérios] “é um exemplo claro do despreparo do Estado em controlar a sanha predatória sobre riquezas minerais por parte do capital. [. . .]“

    Parece que tais palavras saíram diretamente de algum manual de economia marxista-leninista.

    Zbigniew, isso que você afirmou acima já aconteceu no Brasil. Houve uma época em que o Estado tinha total controle da exploração dos minérios em solo brasileiro. Nesses tempos, era comum a Vale do Rio Doce ter prejuízos atrás de prejuízos, sem dizer que a corrupção rolava solta e era frequente o Estado ter de desembolsar uma vultuosa soma de dinheiro para cobrir esses rombos, o que resultava em menos recursos aplicados na formação e desenvolvimento de capital humano, como educação.

    Na década de 1980, esses déficits provenientes das estatais trouxeram consequências ainda piores, pois o governo decidiu que não havia mal nenhum em cobrir tais rombos simplesmente mandando imprimir dinheiro, o que contribuía para mandar os índices inflacionários para a estratosfera. A Petrobras e a Vale eram as duas mais célebres estatais que contribuíam para que esse tipo de coisa acontecesse. Eram as mais corruptas também.

    Uma informação interessante: Nos idos dos anos de 1980, o Brasil tinha 425 estatais! Agora, imaginem todas essas estatais funcionando de maneira ineficiente; sendo controladas por políticos corruptos; a corrupção, o nepotismo, o coronelismo, o patrimonialismo rolando soltos; gerando rombos atrás de rombos; e índices inflacionários estratosféricos! É uma receita para o desastre.

    E o desastre realmente aconteceu: O Brasil perdeu toda a década de 1980 por causa dessa intromissão do Estado na economia e sua sanha de querer controlar os recursos minerais/petrolíferos/etc., impedindo que instituições de livre mercado fossem estabelecidas e melhoradas.

    “[. . .] Não houve uma estratégia, não houve uma política voltada para o desenvolvimento da sociedade quando das privatizações neste setor. [. . .]“

    Há uma certa ironia histórica nisso, pois, antes de privatizarem certas empresas que eram consideradas “estratégicas”, os estatistas afirmavam algo muito semelhante a isso, isto é, que apenas o planejamento estratégico do Estado seria capaz de converter em desenvolvimento social os benefícios materiais provenientes daquilo que as estatais exploravam. O resto é história, já que, mesmo quando havia estatais, tal desenvolvimento nunca apareceu.

    “[. . .] Não se prestigiou a ideia de que o que está no subsolo é do Estado (mais precisamente da União) e, por dedução lógica, do seu povo. [. . .]“

    Eis o adágio preferido de 10 em cada 5 brucutus populistas e corruptos. E essa preferência não é à toa, porque esses brucutus sabem exatamente qual é o significado prático de tal adágio: Pelo fato de pertencer a todo mundo (do povo), não pertence a ninguém e eles podem impunemente praticar todo tipo de roubalheiras, maracutaias e afins para beneficiar a si mesmos.

    Há um tempo atrás, o Villarnovo me falou que, nos EUA, se um cidadão encontra uma jazida mineral ou uma reserva de petróleo dentro da sua propriedade, tal recurso pertence de fato a ele, ao cidadão. Essa é uma abordagem que difere profundamente dessa ideia bananeira de que recursos minerais/petrolíferos são do “povo”.

    As consequências que essas diferentes abordagens trazem são gritantes. Peguem o caso do engenheiro americano George Mitchell, responsável por tornar economicamente viável a extração de gás de xisto através do método de fracking. Esse engenheiro investiu recursos próprios para aperfeiçoar e viabilizar tal técnica, não foi necessária nenhuma estrovenga dinossáurica e corrupta como a Petrobras, não foram necessários rombos bilionários nos cofres públicos para tornar isso possível.

    Com isso, os americanos estão prestes a entrar no que alguns analistas chamam de a “Revolução do Gás de Xisto”, cujas reservas poderão durar mais ou menos uns 100 anos.

    O pessoal aqui do site está comentando sobre a formação de capital humano. A história do engenheiro George Mitchell é bem ilustrativa sobre como formar esse tipo de capital: Ele se formou em engenharia de petróleo pela Texas A&M University. Depois, abriu sua própria empresa de exploração/extração de petróleo e, a partir da década de 1980, começou a investir na pesquisa do método de fracking, que tornou possível a obtenção de gás de xisto.

    Ele se tornou uma das 500 pessoas mais ricas do mundo e não se conformou apenas em pagar impostos e gerar empregos, sendo o maior doador individual da universidade na qual estudou e onde patrocina a construção de um telescópio para estudar a Grande Nuvem de Magalhães.

    Façam, agora, um breve paralelo entre pessoas como o George Mitchell e os típicos “empreendedores” brasileiros extensamente bancados pelo BNDES, gente como o Eike Batista. O primeiro nunca teve acesso a monopólios cedidos pelo governo do seu país e não pode contar com financiamentos camaradas bancados pelo contribuinte americano. Já os “empreendedores” brasileiros investem dinheiro público em monopólios cedidos pelo governo e conseguem a proeza de ter prejuízo e falir. É um troço ridículo.

    A questão que eu levanto aos esquerdistas daqui do site é a seguinte: Vocês estariam dispostos a implementar e/ou apoiar reformas que tornassem o nosso país mais próximo da realidade institucional que tornou possível o surgimento de pessoas como o engenheiro George Mitchell?

    Aposto que vocês não dariam apoio a esse tipo de coisa, até porque vocês não acreditam nos valores que permitem o surgimento de pessoas como esse engenheiro. O que a esquerda brasileira gosta, realmente, é de estatal, sobretudo se quem for comandá-la pertencer ao partido político que o esquerdista apoia.

    Não faz tanto tempo assim que um esquerdista afirmou que a causa da riqueza das nações nada tem a ver com a liberdade de empreender. O caso desse engenheiro americano é uma boa resposta a esse tipo de retórica tosca.

    Até!

    Marcelo

  45. COMENTÁRIO 02

    Olá!

    Da Série “Liberdade de Empreender é Potoca“:

    Dois exemplos que mostram como há um abismo de civilização entre os sistemas econômicos de certos países.

    No primeiro caso, há, de fato, um país cujo sistema econômico é fortemente baseado em instituições de livre mercado, ao passo que, no segundo caso, há um país onde predomina o Capitalismo de Estado Patrimonialista em que não existe uma linha separando o público do privado, sendo que, em muitos dos casos, sequer existe uma realidade que permita afirmar que há algo que possa ser considerado de bem público, já que tal bem, invariavelmente, é apropriado pelo grupo político que, no momento, é o dono do poder.

    Esse é o Estado dos cartórios e das concessões. É o Estado da burocracia burra e corrupta que sobrevive às custas da criação de dificuldades para, posteriormente, vender facilidades. É o Estado dos bancos estatais criminosos que oferecem empréstimos e financiamentos bilionários à curriola dos amigos do Rei que, não raro, em troca desses empréstimos costuma oferecer garantias como um fuscão velho, quando não simplesmente manda a conta para o povo pagar. É o Estado que fornece monopólios bancados com dinheiro público ao “empresarido” local e este ainda conseguem a proeza de ter prejuízo e falir. É o Estado das empresas estatais corruptas que distribuem volumosos benefícios e gratificações aos seus funcionários mesmo quando dão prejuízos. É o Estado cuja mentalidade patrimonialista e mercantilista conseguiu o “grande” feito de estatizar a economia e privatizar o Estado.

    O primeiro exemplo consiste na aquisição da empresa responsável pelo aplicativo Whatsapp numa operação avaliada em quase U$ 20 bilhões. Tal empresa não tem pré-sal, não tem minério de ferro, não é estatal e coisas afins. Basicamente o que essa empresa faz é ordenar sequências binárias de zeros (0) e uns (1). É uma empresa que é fruto da livre competição e de um ambiente receptivo aos empreendedores. Seus fundadores e funcionários enriqueceram, alguns se tornaram bilionários, ao oferecer um produto que muitas pessoas querem consumir e não através do parasitismo do dinheiro público.

    Agora, o segundo caso que é exemplo emblemático do capitalismo patrimonialista, do pior tipo de mentalidade mercantilista: Genro de político, dono de empreiteira vira bilionário graças à Copa do Mundo. Bom, não precisa explicar. . .

    Até!

    Marcelo

  46. Pax said

    Quer saber o programa de governo que será apresentado na campanha da oposição?

    Vou te contar, numa avant premiere, o conteúdo programático:

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/03/oposicao-vai-tentar-aprovar-convite-para-ouvir-ex-diretor-da-petrobras.html

    Ou você conhece alguma outra proposta? Se sim, por favor, nos conte.

    Enquanto isso, o PT se associa com os evangélicos, deixa o Ministério das Cidades com o PP, a infra das estradas com o PR, as Agências Regulatórias ao deus dará etc etc etc e a vida segue em frente.

    Sigamos, que lá vem a Copa.

  47. Pax said

    E, para encerrar, evoluímos….

    De BBB+ para BBB- pela Standard and Poor’s…

    O que quer dizer? Que a gente paga mais por dinheiro e alguns bancos ganham mais emprestando para o Brasil. Passaram a desconfiar que podemos dar mais calotes que poderíamos dar sendo BBB+. Muitos fundos internacionais param de emprestar etc etc.

    E acompanhem os mantras da semana, algo como: “Agência errou…”, “Essa agência é porca imperialista…””

    Vão esquecer os mantras de quando elevaram o Brasil (acho que em 2008): “A mais importante agência….”.

    =)

  48. Elias said

    “Zbigniew, isso que você afirmou acima já aconteceu no Brasil. Houve uma época em que o Estado tinha total controle da exploração dos minérios em solo brasileiro. Nesses tempos, era comum a Vale do Rio Doce ter prejuízos atrás de prejuízos, sem dizer que a corrupção rolava solta e era frequente o Estado ter de desembolsar uma vultuosa soma de dinheiro para cobrir esses rombos, o que resultava em menos recursos aplicados na formação e desenvolvimento de capital humano, como educação.” (Marcelo Augusto)

    “Nesses tempos, era comum a Vale do Rio Doce ter prejuízos atrás de prejuízos…”?

    Mentira!

    Diz aí qual foi o ano que a Vale teve prejuízo.

    Definitivamente, tu não entendes o mundo em que vives.

    A Vale sempre foi uma empresa de economia mista. Ou seja, sempre teve participação do capital privado. E sempre foi uma empresa de capital aberto, ou seja, com ações negociadas na bolsa.

    A União detinha a maioria do CAPITAL VOTANTE (o que nem sempre implica ter a maioria do capital total).

    Se a Vale começasse a dar prejuízo, o acionista privado simplesmente caía fora.

    A participação da União no capital da Vale aumentou com o PGC, por exigência dos sócios privados. Mais especificamente, dos sócios japoneses.

    Para entrar como parceiros no PGC, os japoneses exigiram que a União casasse o custo da logística, sem a qual o PGC seria inviável.

    A logística implicaria a construção de 3 novas cidades, o remanejamento de 4 outras cidades (sendo uma delas de bom porte), a construção de uma hidrelétrica de grande porte (a 3ª maior do mundo, e a maior totalmente brasileira), a construção de três megaportos (sendo 2 fluviais e um na fachada atlântica), mais de 800 Km de ferrovia (onde trafega a maior composição ferroviária de carga do mundo, com mais de 4 KIm de extensão), mais de 1.500 Km de rodovias, mais de 2.000 Km de linhão de transmissão de energia elétrica em alta tensão, uma ponte rodoferroviária com mais de 3 Km de extensão, uma eclusa com capacidade para megacargueiros (para transporte transcontinental de minério), e um montão de etc.

    Se o Estado brasileiro não bancasse essa logística (que foi implantada ao longo de quase 25 anos), o capital japonês (e, depois, o capital chinês, norueguês e sueco) simplesmente não viria, e o PGC simplesmente não existiria.

    E uma boa parte dessa logística (como a ferrovia, dois megaportos fluviais, duas cidades, etc.), foram incorporados ao patrimônio da Vale, como parte da integralização do aumento da participação da União no capital da empresa.

    Isso é que transformou a Vale, de mineradora que era, na empresa de logística que é hoje.

    Marcelo, tu não sabes nem o endereço do Brasil…

  49. Chesterton said

    Eis o ambiente que garantiu a decadência da maior empresa do país, que perdeu mais de R$ 200 bilhões em valor de mercado em três anos e que viu a sua dívida saltar R$ 180 bilhões para R$ 300 bilhões no período. Escolham o que vocês acham que poderia render uma CPI na Petrobras. Prejuízo de US$ 1,18 bilhão na compra de uma refinaria nos EUA? Sim, tem isso. O confisco de duas refinarias da Petrobras por Evo Morales, aliado dos petistas? Tem isso também. Uma refinaria orçada em US$ 2,5 bilhões que já está custando US$ 20 bilhões e ainda não começou a operar? Ora, é claro que tem! Atraso de quatro anos na construção de um complexo petroquímico, no Rio, cujo custo já saltou de R$ 19 bilhões para R$ 26,6 bilhões? É só pedir, que a Petrobras produziu esse escândalo. Negócios suspeitos com uma empresa de plataformas holandesa? É claro que esse produto não poderia faltar!

    Reinaldão

  50. Olá!

    Elias,

    ‘Zbigniew, isso que você afirmou acima já aconteceu no Brasil. Houve uma época em que o Estado tinha total controle da exploração dos minérios em solo brasileiro. Nesses tempos, era comum a Vale do Rio Doce ter prejuízos atrás de prejuízos, sem dizer que a corrupção rolava solta e era frequente o Estado ter de desembolsar uma vultuosa soma de dinheiro para cobrir esses rombos, o que resultava em menos recursos aplicados na formação e desenvolvimento de capital humano, como educação.’

    ‘Nesses tempos, era comum a Vale do Rio Doce ter prejuízos atrás de prejuízos…’?

    “Mentira!”

    E logo depois você escreveu isto daqui:

    A logística implicaria a construção de 3 novas cidades, o remanejamento de 4 outras cidades (sendo uma delas de bom porte), a construção de uma hidrelétrica de grande porte (a 3ª maior do mundo, e a maior totalmente brasileira), a construção de três megaportos (sendo 2 fluviais e um na fachada atlântica), mais de 800 Km de ferrovia (onde trafega a maior composição ferroviária de carga do mundo, com mais de 4 KIm de extensão), mais de 1.500 Km de rodovias, mais de 2.000 Km de linhão de transmissão de energia elétrica em alta tensão, uma ponte rodoferroviária com mais de 3 Km de extensão, uma eclusa com capacidade para megacargueiros (para transporte transcontinental de minério), e um montão de etc.

    Se o Estado brasileiro não bancasse essa logística (que foi implantada ao longo de quase 25 anos), o capital japonês (e, depois, o capital chinês, norueguês e sueco) simplesmente não viria, e o PGC simplesmente não existiria.”

    E tudo isso foi feito seguindo o mais elevado rigor administrativo, os mais altos standards da transparência pública, o mais avançado que existe em termos de prestação de contas ao povo quanto ao uso do dinheiro público, houve accountability do começo ao fim desses projetos e etc. Claro, né Elias?

    Tudo isso foi feito sem corrupção, desvios, apadrinhamentos, nepotismos, coronelismo, surpefaturamentos, compadrios, conchavos, patrimonialismo e coisas tais.

    Talvez, pela contabilidade que você aprendeu na faculdade, quando uma obra que está orçada em X bilhões acaba, no final, saindo por 5 ou 10 vezes o valor inicial, então, não há prejuízo aos cofres públicos e nunca que o Estado brasileiro das décadas de 1970 e 1980 recorreu ao banco central para cobrir esses rombos usando dinheiro impresso do nada.

    E detalhe: Pelo o que você mesmo escreveu, esses projetos minerais faraônicos abriram uma janela de oportunidades para a corrupção de pelo menos 25 anos.

    A sua sorte, Elias, é que hoje estou bem humorado e sem tempo para devastar o restante das suas imposturas. Portanto, prefiro parar por aqui, pois já começo a sentir vergonha alheia.

    Até!

    Marcelo

  51. Elias said

    “E tudo isso foi feito seguindo o mais elevado rigor administrativo, os mais altos standards da transparência pública, o mais avançado que existe em termos de prestação de contas ao povo quanto ao uso do dinheiro público, houve accountability do começo ao fim desses projetos e etc. Claro, né Elias?” (Marcelo Augusto)

    Não, doido!

    Eu disse, apenas, que o governo brasileiro aumentou a aposta na Vale, por exigência dos parceiros externos. Eles só aceitavam se associar ao governo. Recusaram todas as alternativas que lhes foram oferecidas para se associar a parceiros privados brasileiros.

    Por que recusaram os parceiros privados? Sei lá! Pergunta pra eles.

    Transparência?

    Tu és doido, mesmo… Isso foi feito durante a ditadura militar, caceta!

    Quem iria cobrar transparência da ditadura? Tu? Por que tu não cobraste, maluco?

    Posso te dizer o que depois disse o Eliezer Baptista, que era presidente da Vale, nessa época.

    Eliezer diz que roubalheira foi tão grande que ela repercute até hoje no preço da energia elétrica para o cidadão brasileiro.

    Ele quer dizer, com isso, que até hoje, a TUA conta de luz está inflacionada com a roubalheira que houve no PGC.

    E ninguém investiga. Sabes por que? Nem imaginas?

    Tem até um bolão, pra vem que ganha a aposta, advinhando quanto tempo de vida terá quem se propuser a investigar isso.

    Nenhuma aposta passa de 6 meses…

    Marcelo, tu não sabes nem o endereço do Brasil…

    E como é que foi, mesmo, essa história de que a Vale dava prejuízo… Aí o governo privatizou e ela… Zás! Passou a dar lucro?

    Quando é que foi isso, mesmo?

    Teu pai te contava essa história da carochinha, pra te fazer dormir, é?

    Pirado!

  52. Elias said

    Burraldo,

    Se a Vale fosse amortizar o custo da construção de 3 megaportos (um oceânico, no Maranhão, e dois no Pará, em Porto Trombetas e Vila do Conde), uma ferrovia de mais de 800 Km, uma cidade em Porto Trombetas, uma cidade no platô 4 da Serra Norte), pra falar somente em alguns itens que foram incorporados ao patrimônio da empresa, ela levaria pelo menos uns 50 anos pra recuperar o investimento, e não teria como dar lucro aos acionistas.

    A Vale só dá esse lucrão todo aos acionistas, bobão, porque foi passado ao bolso de todos nós a conta pesada dos investimentos que foram feitos pra colocar o monstrão em condições de operar e dar lucro.

    A logística pesadíssima que foi montada ao longo de quase duas décadas e meia, entrou na empresa a custo zero. Ela não necessitou amortizar. Não foi investimento da empresa, e sim do Estado.

    Os sócios estrangeiros exigiram isso. Se não fosse assim, ela levaria décadas pra começar a dar lucro, e eles queriam lucro já.

    Ainda não entendeste?

    Vou ser mais claro: isso aí é pra que tu tenhas uma ideia de como é otária essa tua conversa de que a Vale dava prejuízo.

    Não dava, bobão! Os parceiros externos jamais permitiriam isso. Os japoneses marcavam a Vale em cima do lance.

    E o custo da roubalheira? Jamais foi repassado a Vale, bobão. Até porque a logística criada entrava como participação societária da União.

    Marcelo, tu não sabes nem onde fica o Brasil…

  53. Elias said

    “Talvez, pela contabilidade que você aprendeu na faculdade, quando uma obra que está orçada em X bilhões acaba, no final, saindo por 5 ou 10 vezes o valor inicial, então, não há prejuízo aos cofres públicos….” (Marcelo Augusto)

    Tu não sabes nem ler, Marcelo.

    Quem disse que “não há prejuízo aos cofres públicos”?

    Eu disse que A VALE não deu prejuízo, Marcelo! A Vale, Marcelo! A Companhia Vale do Rio Doce, Marcelo!

    Ela, a Vale, não deu prejuízo, Marcelo.

    Ao contrário da história da carochinha, doida e mentirosa, que tu conteste mais acima. A história mentirosa e doida, de que a Vale dava prejuízo e o governo entrava com dinheiro público, pra cobrir o rombo.

    A sacanagem é mais sofisticada do que teu raciocínio simplório consegue imaginar, rapaz!

    O Estado brasileiro assumiu a bimbarra, Jeca Tatu, exatamente pra manter a Vale absolutamente saneada, e, assim, receber a parceria dos sócios estrangeiros.

    Ou seja: o Estado brasileiro roeu o osso, pra deixar o filé pra empresa.

    Ainda não entendeste, Jeca?

    Se a empresa tivesse que assumir a barra pesada necessária pra botar o PGC em pé, os sócios estrangeiros simplesmente não viriam.

    Marcelo, tu não sabes nem onde fica o Brasil.

  54. Mona said

    Uau, Elias,
    gostei da aula de “O Brasil como ele é”. O que me leva a concluir que a melhor coisa que foi feita com relaçao à Vale foi sua privatização. Estou começando a achar que o mesmo deveria acontecer com a Petrobrás. Esses negócios obscuros, que favorecem mais ao bolso de alguns – que não são exatamente os seus acionsitas – seriam corretamente precificados e o pau cairia em cima de quem os engendrou. Garanto-lhe que nós, enquanto sociedade, não ficaríamos sem os produtos do refino do petróleo, além de termos as vantagens sem riscos dos royalties e dos impostos gerados pelos lucros obtido. Pois onde há demanda, há quem oferte.

  55. Elias said

    “E tudo isso foi feito seguindo o mais elevado rigor administrativo, os mais altos standards da transparência pública…” (Marcelo Augusto)

    Jeca Tatu, sei que tu não sabes ler, mas… O que eu disse foi o seguinte:

    a – o PGC só dá lucro por causa da baita logística que ele mobiliza;

    b – essa logística foi totalmente instalada pelo Estado brasileiro;

    c – o Estado brasileiro montou a logística por exigência dos parceiros externos, que condicionaram seu ingresso nos empreendimentos à instalação da tal logística.

    Não mencionei “rigor administrativo” nem “altos standards” de transparência coisa nenhuma. Isso é papo furado teu, pra desviar do assunto que estamos debatendo, e que é o seguinte: a Vale dava ou não dava prejuízo.

    Segundo tuas palavras, a Vale dava prejuízo, que eram cobertos pelo governo, com dinheiro público.

    Segundo minhas palavras, a Vale não dava prejuízo.

    No mais, há anos que repito, no Weblog e neste blog, as denúncias do Eliezer Baptista sobre a corrupção no PGC.

    Eliezer foi um dos criadores do PGC e um dos artífices da transformação da Vale no verdadeiro Estado dentro do Estado em que ela se tornou. Foi presidente da Vale durante um porradal de tempo. Sabe, portanto, do que está falando.

    Nem vem com essa história de que eu nego, ou mesmo minimizo ou relativizo a corrupção que cercou a transformação da Vale na Mega empresa que ela é hoje.

    Estás parecendo cego em tiroteio… E, decididamente, estás atirando na direção errada.

    Marcelo, tu nem sabes pra que lado fica o Brasil…

    Pirado!

  56. Elias said

    Mona,

    Se o Estado brasileiro não houvesse bancado o que bancou, a Vale não existiria.

    Privatização da Vale?

    Mona, procura na internet informações sobre a composição societária da Vale.

    A maior parte do capital da Vale continua sendo pública, Mona.

    A União continua sendo sócia majoritária da Vale, por meio dos fundos de pensão das estatais brasileiras (da Petrobrás, do Banco do Brasil…).

    O direito de indicar o presidente da Vale é que passou aos acionistas privados, por causa de um “acordo de acionistas”. A legislação brasileira permite que o sócio majoritário abra mão dos direitos de controlador. Foi isso que a União fez.

    Lembra que o Lula ficou pau da vida com o Roger Agnelli, por causa de uma compra de navios?

    O Roger comprou os navios no exterior, e não em estaleiros brasileiros, no exato momento em que o Brasil fazia das tripas coração pra segurar o nível de emprego no país.

    Aí, o que aconteceu com o Roger, no fim do mandato dele? Foi reconduzido, como nas vezes anteriores? Não, né? Ele rodou. Advinha por quê?

    A privatização da Vale consistiu em meter no jogo o dinheiro dos fundos de pensão, que, até então, estavam de fora.

    FHC precisava dessa grana, pra fechar o caixa na União. Ele teve que despatrimonializar.

    Os caixas dos fundos de pensão estavam empanturrados de dinheiro. A privatização da Vale foi uma operação triangular, que permitiu que uma parte do caixa dos fundos de pensão fosse transferido para o caixa único da União, ou seja, o caixa do orçamento fiscal.

    Em troca, os fundos de pensão, que são geridos pela União, se tornaram os principais acionistas da Vale.

    Dá uma olhada nos documentos da privatização, Mona, e verás que o que menos entrou na conversa foi dinheiro privado…

    Ah, sim! Uma outra consequência do processo foi que a Vale saiu do “controle” da gestão pública. Na Vale, o dinheiro público está fantasiado de dinheiro particular.

    Os meganavios que Roger Agnelli comprou, p.ex., nunca navegaram. Estão parados. E a empresa norueguesa que ele comprou (parte), também deram prejuízo de US$ 4 bilhões. Ele comprou ações bichadas, dando em troca a Albrás e a Alunorte, dois gigantescos filés de alumínio e alumina, híper-lucrativos. O resultado foi um rombo de 4 bilhões de dólares, segundo a própria Vale.

    Só que, a Vale é, teoricamente, uma empresa totalmente privada (na verdade, não é), e a hoje oposição foi quem privatizou a Vale… Logo, ninguém fala nada… Ninguém reclama…

    Mas… Se a Vale quebrar os fundos de pensão, sabe quem vai pagar a conta, Mona? Nós! Eu, tu…

  57. Pax said

    Acabo de ver pronunciamento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Fraco, na minha opinião.

    Aí me lembro do ministro da Justiça do FHC.

    Era Renan Calheiros. Hoje aliadíssimo do PT.

    Pois é… Cada um interpreta como bem lhe prouver.

    Mas o pronunciamento, pois sim, mais me pareceu Advogado Geral da União.

    Mas não se pode falar. Qualquer crítica será castigada.

    Enviada do meu iPhone

    >

  58. Chesterton said

    Parece evidente que a compra da refinaria de Pasadena incide em todos eles, não? Sim, é verdade: Dilma era apenas a presidente do Conselho, e já se sabe que o memorial executivo preparado omitiu as cláusulas “Marlim” e “Put Option”, que estão no cerne do espeto de US$ 1,18 bilhão com o qual arcou a Petrobras na compra da refinaria de Pasadena.

    A questão, reitero, é saber por que, mesmo sabendo das cláusulas danosas a partir de 2007, Dilma nada fez como presidente do Conselho de Administração, como ministra ou como presidente da República.

    A lei é dura. Vejam o que dispõe, por exemplo, o Artigo 7º:
    Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.

    Mas, pior do que isso, é o que está no Inciso II do Artigo 12 — que é o que se aplicaria no caso:
    II – Na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos;

    do Reinaldão

  59. Elias said

    “A questão, reitero, é saber por que, mesmo sabendo das cláusulas danosas a partir de 2007, Dilma nada fez como presidente do Conselho de Administração, como ministra ou como presidente da República.” (Reinaldo A., citado por Joaquim Manoel Juão)

    Pois é… Por que será que Dilma não fez nada?

    Não sei, mas… Será que foi porque o processo já estava sendo apurado pelo Tribunal de Contas da União?

    E como é que esse processo foi parar no TCU?

    Será que foi porque a Dilma…

    Mas, se ela não fez nada…

    Ou fez?

    Sei lá, entende…?

    E tá lá oposição — coitada! — se pendurando na Petrobrás, já que o mensalão não rendeu voto em 2006… E não estava rendendo intenção de voto em 2014…

    Mas tem, também, o rebaixamento da nota de risco do Brasil, pra BBB, a primeira em 12 anos…

    É bem verdade que, com os tucanos, a nota era bem mais baixa, mas… Quem sabe? Pode ser que isso renda alguma coisa…

    Se nada disso der certo, o jeito vai ser a oposição sonhar com um terremoto… Ou um tsunami… Não será melhor um furacão?

    Tenho uma sugestão: a oposição deve pedir a Deus, e, por via das dúvidas, também pedir a Tupã, a Alá, a Buda, a Javé, aos quatro cavaleiros do Apocalipse e ao diabo que a carregue, uma tempestade de raios no Brasil. Um milhão, três milhões… Dez milhões de raios, acompanhados de uma enchente continental, um terremoto, cinco furacões e uma onda gigante…

    Um treco assim que matasse centenas de milhares de pessoas, destruísse todas as hidrelétricas do país, que, além de ter toneladas de defuntos pra enterrar, ainda ficaria às escuras.

    Pronto! Quem sabe, assim ficaria mais fácil vencer as eleições…

    Putz!

  60. Elias said

    Vamulá, pessoal!

    Vamubutá pra quebrar!

    Tem só abril e maio…

    Depois, é correr atrás do prejó…

    Tem que transformar Petrossauro em voto, ou… Vai todo mundo comer capim pela raiz!

  61. Pax said

    Para registro, entrevista com Graça Foster

    http://oglobo.globo.com/economia/pasadena-graca-diz-que-extirpara-erros-investigara-tudo-que-precisa-11985412

    No fundo, por mais histeria que uma turma que não consegue mais fazer qualquer crítica, acho que não só Pasadena deve ser investigado.

    Mas, principalmente, a Abreu e Lima.

    Se há qualquer dignidade no governo PT, supondo essa hipótese (Alessandro Molon nos indica que há essa possibilidade de ainda restar alguma), creio que Dilma, Graça Foster e quem eventualmente não tem a bunda suja nas possíveis maracutaias, deveriam agradecer as investigações.

    Papo de CPI é papo político. Se o PT estivesse na oposição estaria forçando para implantar.

    Mas não é lá que vai rolar qualquer possibilidade de uma limpeza de eventuais quadrilhas implantadas na BR. Talvez MP com PF etc, ai sim pode sair alguma coisa.

    Bastam esses diretores recebendo boladas, segundo o noticiário farto (alguns suspeitos, mas são muitos), para que fique claro que é necessário investigar a fundo. Claro que sim.

    Existem corruptos no alto escalão da empresa? Quem são? Formam quadrilha? Quem é o capo? Mais de uma quadrilha? Tem envolvimento do partido?

    São inúmeras perguntas e confesso que adoraria vê-las esclarecidas.

    Claro que a turma do mantra vai espernear, mas é para isso mesmo que devotos e fiéis servem. O primeiro item do método cartesiano não existe pra quem se presta a ser mantrista: ceticismo, dúvida, questionamento… enfim.

  62. Elias said

    Claro que não sai CPI, até porque, a partir de junho, a canalha estará toda atirada na campanha eleitoral, tentando manter a boquinha.

    Investigar? Apurar? E o que é que o TCU está fazendo?

    Já se sabe o resultado da apuração? É insatisfatória? O TCU também é corrupto? Não apurou?

    Dilma deveria agradecer? A quem? Ao TCU, por ele estar investigando?

    Agradecer por que? Não é essa a obrigação dele? Não é para isso, dentre outras coisas, que o TCU existe?

    E não é a Dilma quem vem falando, há anos, que a manifestação técnica que embasou a decisão de compra continha graves omissões? Que o conteúdo omitido implicaria uma decisão oposta à que foi tomada? Não é ela que vem dizendo isso, há vários anos?

    É muito conveniente fingir que ignora isso, e ficar atirando dejetos no ventilador, como se o governo estivesse tentando abafar o caso…

    Sem o esperneio da Dilma, provavelmente esse caso nem se tornaria público.

    No mais, como ministra ou como Presidente da República, ela não pode sair por aí, chamando as pessoas de desonestas, sem dispor de provas.

    Um blogueiro pode fazer isso. Um(a) Ministro(a) de Estado ou um(a) Presidente da República, não. O(a) Ministro(a) de Estado, e o(a) Presidente da República devem aguardar a apuração dos fatos, antes de qualificar alguém como desonesto.

    É a tal da presunção da inocência, tão importante nos Estados de direito e tão ignorada nos debates políticos. Principalmente nos debates políticos com interesse eleitoral.

    Não que eu seja contra atirar coisas no ventilador, pra atingir adversários políticos. Eu!? Magina! Logo eu…

    Mas, uma coisa é uma coisa… Outra coisa é a conduta pública de quem exerce um cargo público…

    (E, no caso, não que eu pense que não correu grana braba, por baixo dos panos, pra garantir a omissão da qual resultou a compra bichada. Claro que acredito que houve dolo! E espero que quem de direito tenha competência suficiente pra reunir provas disso. Como tenho parte de minhas mirradas economias aplicadas em papéis petrossauricos, tô louco pra que a maracutaia fique bem provada, e que haja a competente ação para regresso aos cofres da empresa daquilo que lhe foi dolosamente retirado. Como o vendedor recebeu parte do pagamento em ações de empresas do grupo Petrobras, a Justiça pode, preliminarmente, decretar a indisponibilidade, e, mais à frente, o confisco dessas ações, como consequência do processo).

    Antes que comecem a repetir o mantra de que quem discorda da opinião do dono do boteco está sempre repetindo “mantras” (embora o repetitivo seja o próprio dono do botecos), faço questão de repetir:

    1 – Creio que foi dolosa — repito: DOLOSA! — a omissão na manifestação técnica que embasou a compra da refinaria de Pasadena. Em outras palavras: creio que a omissão decorreu de suborno. Repito, de SUBORNO.

    2 – Espero que o TCU e os demais órgãos a quem compete — incluindo a CVM — tenham competência técnica suficiente pra por essa maracutaia em pratos limpos.

    3 – Isso feito, que a própria Petrobras promova as providências administrativas e judiciais para se ressarcir do prejuízo, usando, para isso — mas sem se limitar a isso, se for o caso — a própria participação societária do ex-proprietário da refinaria, em empresas do grupo, assim como em outras empresas brasileiras.

    Assim esclarecida minha opinião, sinto-me à vontade pra tirar sarro com quem depende do bombardeio de dejetos no ventilador pra achar que tem alguma chance na disputa eleitoral de 2014.

    Ô gentinha ruim de bola…!

  63. Chesterton said

    Graça Foster confessa: não sabia que quem mandava em Pasadena era Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso por lavagem de dinheiro.

    O jornal O Globo traz, hoje, uma entrevista bombástica com a poderosa presidente da estatal, Graça Foster. Só agora, depois de dois anos no cargo, Foster abre uma comissão interna para investigar a negociata de Pasadena, que gerou prejuízo de mais de U$ 1 bilhão para a Petrobras. Leiam, abaixo, as respostas em que ela revela que o ex-diretor preso era quem comandava os negócios junto à Astra Oil, representando a estatal brasileira acima do Conselho de Administração e da Diretoria. Uma irregularidade que, por si só, já justifica uma CPI.

    O que decidiu sobre Pasadena?

    Ontem, tomamos a decisão de abrir uma comissão de apuração interna na Petrobras sobre Pasadena. Fui eu que abri. Isso é extremamente importante para esse caso. Temos até 45 dias para poder nos manifestar a uma série de processos que já estávamos em avaliação de forma administrativa. Eu já vinha tratando disso, pois sou a diretora da área internacional e fiz várias mudanças na busca de melhorias. Essa comissão não foi aberta motivada se a cláusula devia ou não estar no resumo executivo. Entendo que a demanda do conselho de administração é correta e justa e precisa ter informações. Não é preciso fazer uma comissão de 45 dias para se chegar a conclusão sobre a importância de tê-las no resumo executivo. É muito importante que se saiba que a Petrobras tem comando. A Petrobras é uma empresa de 85 mil funcionários e tem uma presidente. Sou eu. Eu respondo pela Petrobras. Temos uma diretoria colegiada que trabalha pela busca da melhoria. E o que precisa ser investigado é investigado nessa empresa. Esse é o ponto fundamental. Aqui, tem normas, procedimentos e ela investiga.

    Qual foi a gota d’água para essa decisão?

    Foi um somatório de fatos. As últimas discussões sobre a relação eventual do diretor Paulo Roberto (ex-diretor) com Pasadena. Eu descobri ontem (segunda-feira) , não sabia que existia um Comitê de proprietários de Pasadena no qual o Paulo Roberto era representante da Petrobras. Esse comitê era acima do board. Depois que entramos em processo arbitral esse comitê deixou de existir.

    Qual era a função desse comitê de proprietários?

    Não sei ainda e esse é um ponto que a comissão está procurando, quais eram os estatutos, quais eram as atribuições, qual era o poder e onde estão as datas. Eu não sei nada.

    Como a senhora reagiu a descoberta da existência desse Comitê de proprietários?

    Fui surpreendida com essa informação. Eu tenho sim que buscar a informação.

    Ter descoberto a existência desse comitê de proprietários, leva à alguma suspeita de irregularidade?

    Nada quer dizer que possa ter havido qualquer ato falho, negativo, prejudical à companhia. Mas eu não posso. Pelo fato de ter havido esse comitê e o Paulo (Paulo Roberto) estar nesse comitê não significa que esse comitê não tenha executado as melhores práticas.

    Como a senhora se sentiu ao descobrir esse comitê?

    Eu não posso saber disso dois anos depois de estar na presidência da Petrobras. Eu não posso ser surpreendida com informações que me dão o desconforto necessário para que eu busque uma comissão para apuração.

    Clique aqui para ler toda a entrevista em O Globo.
    POSTADO POR O EDITOR Coronel

  64. Mona said

    Elias,
    interessante. A Vale foi privatizada mas sua estrutura societária é recheada de instituições de direito privado formadas a partir de entes públicos. Assim, para petistas, uma hora ela foi privatizada (corolário: pau nas privatizações); outra hora, não, não é bem assim, houve privatização, mas a gestão tem toda a força do Estado brasileiro (viva o Estado!).
    Então, vamos combinar:
    1) nada mais de meter o pau nas privatizações;
    2) o FHC e sua equipe foram uns gênios, pois privatizaram um bem da União, mas a União (no seu sentido mais amplo) nunca deixou de ser o seu dono.
    3) um negócio assim com a Petrobrás, ou melhor, PTrobrax, seria o ideal, não? E a companheirada tá fazendo um excelente trabalho no que se refere à desvalorização dela. Na hora de vender, vai sair bem baratinho para quem quiser comprar…

  65. Olá!

    Elias,

    “Eu disse, apenas, que o governo brasileiro aumentou a aposta na Vale, por exigência dos parceiros externos. Eles só aceitavam se associar ao governo. Recusaram todas as alternativas que lhes foram oferecidas para se associar a parceiros privados brasileiros.”

    “Transparência?

    Tu és doido, mesmo… Isso foi feito durante a ditadura militar, caceta!

    Quem iria cobrar transparência da ditadura? [. . .]

    “Posso te dizer o que depois disse o Eliezer Baptista, que era presidente da Vale, nessa época.

    Eliezer diz que roubalheira foi tão grande que ela repercute até hoje no preço da energia elétrica para o cidadão brasileiro.

    Ele quer dizer, com isso, que até hoje, a TUA conta de luz está inflacionada com a roubalheira que houve no PGC.

    E ninguém investiga. Sabes por que? Nem imaginas?

    Tem até um bolão, pra vem que ganha a aposta, advinhando quanto tempo de vida terá quem se propuser a investigar isso.

    Nenhuma aposta passa de 6 meses…”

    Esses trechos do seu comentário apenas corroboram o que coloquei naquele meu comentário (e no outro também): A falta de transparência com o dinheiro público e a falta de prestação de contas ao povo apenas facilitavam que a corrupção e a roubalheira rolassem soltas durante e após o período de implantação desses projetos minerais faraônicos e coisas tais, gerando prejuízos e rombos aos cofres públicos e à própria empresa que, por ser estatal, tinha o privilégio de repassar seus déficits ao governo e/ou à população.

    Nas décadas de 1970 e 1980, o governo simplesmente mandava imprimir dinheiro para cobrir os rombos das estatais e das demais áreas sob sua tutela. O jornalista Paulo Francis chegou a escrever um punhado de artigos sobre como as estatais contribuíam para gerar hiperinflação, citando a Vale e a Petrobras como os exemplos mais representativos. Procurei por esses artigos e não os encontrei. São da década de 1980, parece.

    A bem da verdade é que as estatais brasileiras sempre foram pouco ou mesmo nada transparentes. Nos períodos autoritários, essa transparência era nenhuma e o grupo político que era o dono do poder no momento podia colocar o que bem entendesse nos cadernos contábeis, balanços e afins das estatais. É necessário ter uma fé muito grande para acreditar que, durante a Ditadura Militar, estatais como a Vale e a Petrobras tenham sido sempre lucrativas e nunca que o uso das estatais como moeda de troca política tenha gerado prejuízo nelas, sem contar os níveis estratosféricos de roubalheira. No final, os militares e os seus asseclas poderiam escrever o que bem entendessem nos cadernos contábeis das estatais e se houvesse prejuízos causados por corrupção e/ou má gestão, ali estavam o Banco Central para cobrir esses rombos via inflação e o povo para pagar durante gerações pela roubalheira.

    Empresas estatais que funcionam assim nem deveriam ter esse nome, pois não são empresas, mas uma forma de rapinagem do dinheiro público, e não são estatais (do povo), pois não há participação do povo, mas, na realidade, foram privatizadas pelo grupo político que as domina. O povo só é lembrado na hora de pagar a conta. Eis um exemplo típico de realidade institucional onde não há algo que possa ser considerado de bem público, já que tal bem, invariavelmente, é apropriado pelo grupo político que, no momento, é o dono do poder.

    Tudo isso apenas corrobora aquilo que coloquei no meu segundo comentário sobre as respectivas estruturas do Estado em que reina o mercantilismo patrimonialista e aquela outra em que há instituições fortemente baseadas em princípios de livre mercado.

    “Se a Vale fosse amortizar o custo da construção de 3 megaportos (um oceânico, no Maranhão, e dois no Pará, em Porto Trombetas e Vila do Conde), uma ferrovia de mais de 800 Km, uma cidade em Porto Trombetas, uma cidade no platô 4 da Serra Norte), pra falar somente em alguns itens que foram incorporados ao patrimônio da empresa, ela levaria pelo menos uns 50 anos pra recuperar o investimento, e não teria como dar lucro aos acionistas.

    A Vale só dá esse lucrão todo aos acionistas, bobão, porque foi passado ao bolso de todos nós a conta pesada dos investimentos que foram feitos pra colocar o monstrão em condições de operar e dar lucro.”

    Eis um excelente exemplo daquilo que coloquei no terceiro parágrafo do segundo comentário postado acima (aquele do “Liberdade de Empreender é Potoca“). Está tudo aí, veja:

    “Esse é o Estado dos cartórios e das concessões. É o Estado da burocracia burra e corrupta que sobrevive às custas da criação de dificuldades para, posteriormente, vender facilidades. É o Estado dos bancos estatais criminosos que oferecem empréstimos e financiamentos bilionários à curriola dos amigos do Rei que, não raro, em troca desses empréstimos costuma oferecer garantias como um fuscão velho, quando não simplesmente manda a conta para o povo pagar. É o Estado que fornece monopólios bancados com dinheiro público ao “empresarido” local e este ainda conseguem a proeza de ter prejuízo e falir. É o Estado das empresas estatais corruptas que distribuem volumosos benefícios e gratificações aos seus funcionários mesmo quando dão prejuízos. É o Estado cuja mentalidade patrimonialista e mercantilista conseguiu o ‘grande’ feito de estatizar a economia e privatizar o Estado.”

    Mudando uma ou outra palavra e adicionando um ou outro termo, esse trecho descreve muito bem o que você expôs. É o mercantilismo patrimonialista sem riscos, no qual estão enraizados o nepotismo, o coronelismo, os compadrios, os conchavos e todas as práticas que destroem o dinheiro público nas roubalheiras mais vis.

    “A logística pesadíssima que foi montada ao longo de quase duas décadas e meia, entrou na empresa a custo zero. Ela não necessitou amortizar. Não foi investimento da empresa, e sim do Estado.”

    Custo zero? Pode ter sido para a Vale, que ganhou um montão de coisas do governo e pôde contar com os malabarismos contábeis e falcatruas das mais diversas, mas, no final, alguém teve de pagar a conta.

    Até!

    Marcelo

  66. Chesterton said

    Follow the money. Gabrielli nomeou o primo para cuidar da Petrobras América durante a negociata de Pasadena.

    Os dois primos, Azevedo e Gabrielli, dando uma “conferência” de como perder U$ 1,18 bilhão de dólares nos Estados Unidos.

    Presidente da Petrobrás na época da compra da refinaria de Pasadena, José Sérgio Gabrielli nomeou o primo para cuidar da estatal nos EUA, a Petrobrás América, quando a petroleira e a empresa belga Astra Oil estavam em litígio em torno do negócio. José Orlando Azevedo foi o responsável por conduzir a disputa judicial que culminou com uma vitória dos belgas e numa conta de US$ 820,5 milhões a mais para a estatal brasileira pagar.

    Azevedo presidiu a Petrobrás América entre outubro de 2008 ao final de 2012. A nomeação do primo foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobrás, na época presidido pela presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil acabou pagando US$ 1,2 bilhão pela refinaria de Pasadena após o litígio, concluído em 2012. O litígio ajudou a encarecer o negócio. Em 2005, a belga havia comprado a planta de Pasadena por US$ 42,5 milhões.

    Gabrielli informou a nomeação do primo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Security Exchange Commission (SEC). No comunicado, a Petrobrás diz aos órgãos reguladores que “o engenheiro de equipamentos sênior José Orlando Melo de Azevedo é primo em primeiro grau do então presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli de Azevedo.” Desde 2010, a CVM exige que as empresas comuniquem ao preencher o formulário de referência grau de parentesco até o segundo grau entre administradores de uma empresa.

    Segundo a autarquia fiscalizadora, contudo, Gabrielli não precisaria cumprir esse ritual porque trata-se de um parentesco de terceiro grau, mesmo sendo primos diretos – os dois têm os mesmos avós. Gabrielli informou, por meio da assessoria, que não vê “ilegalidade” na nomeação do seu primo, que é uma “pessoa experiente”. Com mais de 30 anos de Petrobrás, Azevedo só ocupou um cargo na alta cúpula da petroleira, justamente o da Petrobrás América. Antes, foi apenas gerente. Hoje ele exerce a função técnica de engenheiro na Transportadora Associada de Gás, subsidiária da petroleira, com sede no Rio de Janeiro.

    Saída. Azevedo foi afastado do cargo na Petrobrás América pela atual presidente da estatal, Graça Foster. Além de primo de Gabrielli, José Orlando era muito próximo de Jorge Zelada, ex-diretor de Assuntos Internacionais da empresa, cargo atualmente também ocupado pela presidente da Petrobrás, Graça Foster. (Estadão)

    blog do Coronel

  67. Olá!

    Eis aqui mais um exemplo daquilo que escrevi nos dois comentários acima (introdução, comentário 01 e comentário 02) de como essa mentalidade bananeira de que os recursos minerais/petrolíferos pertencem ao povo unida à uma estrutura econômica em que reina o mais brutal mercantilismo patrimonialista são forças extremamente destrutivas ao desenvolvimento de qualquer país, sem contar o conjunto de atitudes autoritárias e práticas anti-liberais que ficam no seu rastro.

    Gabrielli Nomeou Primo Para Estatal Nos EUA

    Brasília – Presidente da Petrobrás na época da compra da refinaria de Pasadena, José Sérgio Gabrielli nomeou o primo para cuidar da estatal nos EUA, a Petrobrás América, quando a petroleira e a empresa belga Astra Oil estavam em litígio em torno do negócio.

    José Orlando Azevedo foi o responsável por conduzir a disputa judicial que culminou com uma vitória dos belgas e numa conta de US$ 820,5 milhões a mais para a estatal brasileira pagar.

    [. . .]

    Isso não aconteceu por acaso. Esse é o resultado inescapável que ocorre quando são unidas a mentalidade estatista, a ideia de que os recursos petrolíferos são do povo (ou seja, de ninguém) e uma estrutura econômica atrasada, fortemente baseada no patrimonialismo, nepotismo, coronelismo e coisas tais.

    Até!

    Marcelo

  68. Chesterton said

    Marcelo Auguisto, todos os petistas daqui sabem disso, cansei de explicar o óbvio ululante. Nem o Pax admite que mais estado seja igual a mais corrupção.

  69. Chesterton said

    Augusto…

  70. Chesterton said

    Isto é PT

    Escândalo Monumental! Tocador de Tuba do Exército Avalia Defesa Antiaérea Russa para o Brasil Comprar
    A Súcia petralho-petista que pilha o Brasil tem uma nova vítima. Ela infestou e agora atua no Exército de forma desinibida. Este escândalo envolvendo o marido da ministra Ideli Salvatti, um tocador de tuba – ou seria zabumba? – enfim tocador de algum instrumento na bandinha do exército brasileiro derrubaria qualquer governo em um país sério e civilizado: Marido da ministra Ideli Salvatti, o subtenente músico do Exército Jeferson da Silva Figueiredo participou em janeiro de sua primeira missão internacional. Passou duas semanas na Rússia como integrante de uma comissão técnica de compras. Mas o militar músico não desembarcou em Moscou para renovar os instrumentos do Exército. Ele foi escalado pelo ministro Celso Amorim para avaliar o sistema de defesa antiaérea que o Brasil pretende comprar da Rússia. O Pantsir-S1, a escolha de Amorim, custa quase o triplo dos modelos preferidos pelos militares brasileiros que, ao contrário do marido de Ideli, realmente entendem do assunto.
    POSTED BY SELVA BRASILIS

    http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/ele-participou-em-moscou-da-avaliacao-de-um-sistema-de-defesa-antiaerea-que-o-brasil-pretende-comprar-da-russia-nao-se-trata-de-um-general-mas-de-um-subtenente-musico-do-exercito-so-que-ele-e-m/

  71. Chesterton said

    Isso é Brasiuuuuu!!!!

    http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/cansada-de-ouvir-choro-baba-mata-bebe-de-7-meses-no-rio-26032014

  72. Guatambu said

    Marcelo,

    Muito interessantes seus comentários.

    Penso que o Brasil é muito amarrado por forças estatais.

    As grandes empresas brasileiras estão se tornando paraestatais, já que os juros são muito altos para captarem recursos no mercado financeiro (também por conta do Estado), e acabam por depender da participação de fundos do BNDEs e investimentos de fundos de pensão, que acabam por interferir nas decisões dos conselhos das empresas.

    Além disso há as agências reguladoras, que, mais do que regular, operam somente na base da propina.

    Processo semelhante ocorre com a justiça, ou seja, de nada adianta denunciar o pedido de propina de uma agência reguladora para a justiça, porque as coisas simplesmente não funcionam.

    Apesar disso, continuamos pagando taxas de impostos altíssimas.

    A única classe que efetivamente se beneficia desse processo todo é a classe política.

  73. Olá!

    Guatambu, obrigado pelos elogios aos meus singelos comentários.

    “As grandes empresas brasileiras estão se tornando paraestatais, já que os juros são muito altos para captarem recursos no mercado financeiro (também por conta do Estado), e acabam por depender da participação de fundos do BNDEs e investimentos de fundos de pensão, que acabam por interferir nas decisões dos conselhos das empresas.”

    Você tem razão. No Brasil, o empresariado sempre gostou de uma teta estatal para sugar. São os “empreendedores” que recebem monopólios cedidos pelo governo, extensamente bancados por dinheiro público (BNDES) e que, ainda assim, conseguem a proeza de ter prejuízo e falir. E vale lembrar que, mesmo na falência, esses “empreendedores” pedem mais dinheiro público. É um troço ridículo.

    Esse comensalismo existente no Brasil entre o setor privado e os políticos é a Caixa de Pandora da corrupção brasileira. O caso mais emblemático disso são as relações do empresariado brasileiro com o BNDES e, como não poderia deixar de ser, com os políticos.

    A galera keynesiana tupiniquim e os esquerdistas locais gostam de se gabar de que não existe corrupção no BNDES e que tal banco é um exemplo de excelência na administração pública e coisas tais. A realidade é bem outra: O dia em que forem investigados os casos de corrupção envolvendo o BNDES e a curriola dos amigos do Rei por ele financiada, este pobre e miserável país virá ao chão, totalmente arruinado. Para cada financiamento que o BNDES libera, há um ou mais políticos esperando para receber o seu por baixo.

    Há ainda aquelas situações quando esses empresários patrocinados pelo BNDES vão à falência e não tem como pagar todo o dinheiro público que lhes foi dado. Aí então, quem paga a conta é o povo. O caso do Eike Batista está próximo disso.

    Se um dia essa Caixa de Pandora chamada de BNDES for aberta, não há de restar pedra sobre pedra das toscas instituições do Brasil.

    “Além disso há as agências reguladoras, que, mais do que regular, operam somente na base da propina.”

    Isso é mérito dos governos petistas que começaram a usar essas agências como moeda de troca política e não como instituições de Estado para servir aos cidadãos.

    “Apesar disso, continuamos pagando taxas de impostos altíssimas.”

    Sim, você tem razão. Existe uma coisa curiosa que acontece na esquerda brasileira, pois esta vive acusando os seus adversários políticos de serem partidários do Estado Mínimo, esquecendo-se de que o partido tão adorado e idolatrado por essa mesma esquerda, o PT, já instalou no Brasil um governo do Estado Mínimo. Mínimo, basicamente, em três coisas: Mínimo em educação, mínimo em saúde e mínimo em segurança pública.

    A grande ironia desse Estado Mínimo Petista em relação a um Estado Mínimo Liberal é que este último custa barato, enquanto que aquele outro é caríssimo. A esquerda brasileira conseguiu a grande proeza de construir o Estado Mínimo mais caro do mundo.

    “A única classe que efetivamente se beneficia desse processo todo é a classe política.”

    Correto. Esse é o resultado inescapável do estatismo.

    Até!

    Marcelo

  74. Olá!

    Nada como um dia após o outro!

    A esquerda brasileira gosta de se gabar da falta de espaço que há para o liberalismo e os liberais no ambiente acadêmico local e que apenas gente intelectualmente moribunda teima em seguir essa vertente de pesquisa na academia.

    Os esquerdistas locais falam como se os seus economistas tivessem dado significativas contribuições à teoria econômica e coisas do tipo. Mas, aí, vem a realidade. . .

    O volume I do mais recente Handbook Of Post-Keynesian Economics, da Oxford University Press, não contém um só capítulo que tenha sido contribuição dos pós-keynesianos brasileiros, tais como Bresser-Pereira, Belluzzo, Maria da Conceição Tavares e Nélson Barbosa.

    Aliás, se houver um volume II desse livro, bem que a Maria da Conceição Tavares poderia mandar o Plano Cruzado como exemplo pós-keynesiano de reduzir taxas inflacionárias estratosféricas. O Bresser-Pereira poderia mandar o Plano Bresser.

    Só no Brasil essa gente é levada a sério.

    Até!

    Marcelo

  75. Elias said

    “Custo zero? Pode ter sido para a Vale, que ganhou um montão de coisas do governo e pôde contar com os malabarismos contábeis e falcatruas das mais diversas, mas, no final, alguém teve de pagar a conta.” (Marcelo Augusto)

    Claro, bobão.

    Nós pagamos a conta….

    Como até hoje pagamos, na nossa conta de energia elétrica, o jabaculê da construção de Tucuruí e o subsídio à Vale, como principal consumidora da energia elétrica gerada naquela usina, e que é o principal insumo para a produção de alumínio que, por seu turno, é uma das principais fontes de lucro da Vale.

    Isso aí é só pra tu teres uma ideia do quanto foi tola — e falsa! — a tua afirmação de que a Vale dava prejuízo, que era coberto com dinheiro público.

    Ela nunca deu prejuízo, bobão, porque nada do que realmente importava entrava no custo ou na despesa dela.

    Como não entra até hoje. O custo da energia elétrica da Vale vai parar na conta de luz da tua casa, e tu nem sabes disso…

    A Vale sempre ficou só com o filé. Por isso, sempre deu lucro.

    E não só deu lucro, como ganhou, por longos anos, isenção dos impostos sobre os lucros que tinha. Durante um porradal de tempo, a Vale não pagou imposto de Renda nem CSL. A alegação era de que o imposto não pago serviria pra capitalizar a empresa.

    Muitos anos depois, sabes o que ela fez? Ela distribuiu esse grana toda entre os acionistas, alegando que havia “excesso de capitalização”.

    Foi até processada. Mas advinha quem ganhou a parada… E no STF…

    Marcelo, discurso ideológico é coisa pra tolos, como tu.

    No mundo das coisas reais, o papo é outro…

    Tu não sabes nem o nome do jogo, quanto mais as regras…

    E não tens a menor ideia de onde fica o Brasil…

  76. Chesterton said

    http://www.valor.com.br/empresas/3498124/eletrobras-tem-prejuizo-de-r-629-bilhoes-em-2013

    chest- prejuizo vai cair nas costas de quem?

  77. Olá!

    Elias,

    “Nós pagamos a conta….

    Como até hoje pagamos, na nossa conta de energia elétrica, o jabaculê da construção de Tucuruí e o subsídio à Vale, como principal consumidora da energia elétrica gerada naquela usina, e que é o principal insumo para a produção de alumínio que, por seu turno, é uma das principais fontes de lucro da Vale.”

    “Ela nunca deu prejuízo, bobão, porque nada do que realmente importava entrava no custo ou na despesa dela.

    Como não entra até hoje. O custo da energia elétrica da Vale vai parar na conta de luz da tua casa, e tu nem sabes disso…

    A Vale sempre ficou só com o filé. Por isso, sempre deu lucro.”

    E lá pelo meio do seu comentário tem um troço destes aqui:

    “Isso aí é só pra tu teres uma ideia do quanto foi tola — e falsa! — a tua afirmação de que a Vale dava prejuízo, que era coberto com dinheiro público.”

    Claro! Esperto e inteligente mesmo é a galera que acredita nos balanços contábeis e na prestação de contas de uma Ditadura Militar, o regime mais transparente na questão do uso dos recursos públicos em toda a história do Brasil, seguindo os mais elevados standards de accountability!

    Foi como eu escrevi em um comentário mais acima: A bem da verdade é que as estatais brasileiras sempre foram pouco ou mesmo nada transparentes. Nos períodos autoritários, essa transparência era nenhuma e o grupo político que era o dono do poder no momento podia colocar o que bem entendesse nos cadernos contábeis, balanços e afins das estatais. É necessário ter uma fé muito grande para acreditar que, durante a Ditadura Militar, estatais como a Vale e a Petrobras tenham sido sempre lucrativas e nunca que o uso das estatais como moeda de troca política tenha gerado prejuízo nelas, sem contar os níveis estratosféricos de roubalheira. No final, os militares e os seus asseclas poderiam escrever o que bem entendessem nos cadernos contábeis das estatais e se houvesse prejuízos causados por corrupção e/ou má gestão, ali estavam o Banco Central para cobrir esses rombos via inflação e o povo para pagar durante gerações pela roubalheira.

    Os trechos do seu comentário acima, em vez de negar, apenas reforçam o que vai nesse parágrafo anterior. E esse parágrafo tem ligação direta com o que foi colocado naqueles meus outros dois comentários (introdução, comentário 1 e comentário 2) sobre ideias bananeiras, patrimonialismo, nepotismo, corrupção, coronelismo, superfaturamentos, conchavos, compadrios e coisas tais.

    Aliás, mesmo hoje, em que há um pouco mais de transparência em certas estatais, negócios esdrúxulos continuam sendo feitos. Exemplo disso é essa refinaria sucateada no Texas que os petistas otários da Petrobras compraram a peso de ouro. Observe toda a movimentação que o governo está fazendo para que nada seja investigado e que tudo fique por isso mesmo. Imaginem, agora, o que não devia acontecer na Ditadura Militar, período em que a roubalheira era solenemente ignorada, quando não, jogada no ralo do esquecimento.

    E outra, Elias: Você fica muito preso ao período de instalação do Projeto Grande Carajás, esquecendo de que a Vale do Rio Doce já existia antes disso. Só falta agora você dizer que nesse período a Vale era uma estatal exemplar, livre de roubalheiras e coisas tais.

    Uma curiosidade que tenho é a de saber como o setor de mineração se desenvolveu em outros países e quantas empresas mineradoras foram estabelecidas usando os mesmos descalabros que aconteceram na Vale do Rio Doce, sobretudo na época do PGC.

    Elias, é até admirável o seu esforço em defender o indefensável, mas se quiser fazê-lo, faça-os através de argumentos que demonstrem a falsidade do que escrevi e não via algo que apenas reforça a lógica das minhas proposições.

    Até!

    Marcelo

  78. Chesterton said

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