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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Propinoduto tucano: Ministério Público denuncia cartel no Metrô e CPTM

Posted by Pax em 26/03/2014

Praticamente todos os dias os paulistas enfrentam falhas nas linhas da CPTM. Na capital, o Metrô é insuficiente, lotado. Uma das causas de ambos problemas envolve um cartel, segundo o Ministério Público, enorme. Os prejuízos aos cofres públicos chegam a quase R$ 850 milhões.

Segundo o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – este cartel atuou em âmbito nacional, envolvendo o Ministério das Cidades, nas mãos do PP (partido do Maluf), atuando no Trensurb (Porto Alegre) e CBTU (Belo Horizonte). Link para relatório do CADE aqui.

MP denuncia 30 executivos por envolvimento em cartel no Metrô e na CPTM

Camila Maciel e Marli Moreira – Repórteres da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) anunciou, hoje (25), que foi encaminhada denúncia à Justiça contra 30 executivos acusados de envolvimento em formação de cartel e fraudes em 11 contratos de licitações do governo paulista. As irregularidades foram verificadas em contratos de 12 empresas, firmados em cinco projetos do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (Gedec), as fraudes teriam ocorrido a partir de 1998. Os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 834,8 milhões. A expectativa de Mendroni é que os processos sejam analisados rapidamente para que todos os acusados respondam pelos crimes praticados.

O promotor explicou que a estratégia mais comum nos casos foi a de participação nas concorrências públicas de forma combinada. Parte das empresas perdia a licitação e as vencedoras rateavam 30% dos ganhos e, em contrapartida, contratavam os serviços das perdedoras. Os contratos somam R$ 2,7 bilhões.

Alguns dos executivos denunciados eram funcionários das empresas Siemens e da Alstom, que já são investigadas por denúncia de cartel em licitações do metrô. Também foram citadas as empresas Balfour Beatty Rail Power Systems Brasil Ltda, Bombardier, CAF, Daimler-Chrysler, Hyundai, MGE, Mitsui, Tejofran, Temoinsa e T’Trans.

“Houve um esquema profissional montado por todas essas empresas para roubar dinheiro público pela formação de cartel e fraude à licitação”, declarou o promotor. Ele avalia que, no caso de um ressarcimento ao erário, o valor deveria ser pelo menos o dobro do que foi fraudado. A investigação, iniciada em agosto do ano passado, teve como base os termos do acordo de leniência, firmado pela empresa Siemens com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os projetos em que foram verificadas fraudes foram as linhas 5 e 2 do Metrô, o projeto de manutenção das séries 2000, 2100 e 3000, o projeto Boa Viagem e duas licitações para aquisição de vagões, sendo uma para compra de 320 carros e outra para 64. No caso da manutenção, a investigação mostrou que a Siemens concorreu apenas pró-forma, pois a interessava apenas a licitação do modelo 3000. “Essa série foi construída por ela e fazer a manutenção sairia mais barato”, explicou o promotor.

No projeto de aquisição de vagões, apesar de o cartel formado não ter saído vencedor, Mendroni aponta que a fraude está confirmada. “Embora não tenham ganhado contrato, os crimes de fraude à licitação são consumados. A lei diz que o crime se configura quando se frustra ou se frauda o caráter competitivo da licitação”, avaliou.

Embora não faça parte da investigação do Gedec, o promotor acredita que houve participação de agentes públicos nas fraudes. “O texto da denúncia, que é público, mostra isso”, declarou. Mendroni informou que novos documentos foram enviados pelo Cade à promotoria. Com isso, outras provas podem ser juntadas aos processos ou novas denúncias podem ser abertas, caso surjam investigados que não foram apontados neste momento.

A Agência Brasil entrou em contato com as empresas denunciadas pelo Ministério Público. A Bombardier disse, por meio de nota, que segue padrões éticos em todos os países onde atua e tem confiança de que os funcionários agem de acordo com as leis e o código de ética da empresa. Disse ainda que colabora e continuará prestando informações às investigações em curso.

A MGE disse que, como a investigação está em andamento, não fará comentários. Ressaltou apenas que continua cooperando com as autoridades. A Mitsui & Co S.A também informou que não irá se manifestar. Informou ter conhecimento da investigação e, caso solicitada, irá cooperar com o processo. A Alstom e a CAF declararam que não se pronunciarão no momento.

As demais empresas não foram localizadas para comentar ou não retornaram ao contato até o momento da publicação da reportagem.

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31 Respostas to “Propinoduto tucano: Ministério Público denuncia cartel no Metrô e CPTM”

  1. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    segundo o telejornal da globo de hoje, a desvio já chega a 800 milhões ! Pelo andar da carruagem, ultrapassará logo o bilhão !

    Por incrível que pareça, o Paulo Henrique Amorim já vem denunciando o fato faz quase uma década. Várias denúncias do PHA já foram confirmadas. O homem não é mal jornalista !

    Fora do tema: hilária a declaração do Obama de que a incorporação da Criméia é uma “demonstração de fraqueza da Rússia”.

  2. Pax said

    Caro Patriarca,

    Me permito total discordância. Não consigo ler o PHA. Não é jornalista, mais parece assessor de comunicação estúpida de partido. É o outro lado da moeda desses jornalistas da Veja e quetais, titios de outra massa com malformação do tubo encefálico.

    Qualquer partidarismo exacerbado, no meu entender, desmerece o jornalista que for.

    — voltando ao post —

    O próprio MP já anuncia (escrevi acima) que os prejuízos aparentes, sem correção, já somam quase R$ 850 milhões.

    — e aí ? —

    E aí vamos confirmando cotidianamente que o Estado, no Brasil, em qualquer âmbito, Federal, Estadual, Municipal, passou a encobrir quadrilhas que não se satisfazem mais com mixaria. O papo agora é de bilhão pra cima.

    — donde —

    Tem gente que discorda de mim, com todo direito, quando afirmo que a corrupção virou uma chaga, um império.

    Não tem santo nessa história. Quem entra, vide o atual governo federal, adota o modelão.

  3. Otto said

    Pax: não há corrupção nos primeiros escalões do governo federal nem a uma parcela desse nível.

    Com o racionamento dágua em São Paulo mais esses escândalos, é Padilha no primeiro turno!

  4. Elias said

    Claro, Patriarca.

    Como é o PHA, tudo o que ele disser será mentira… Mesmo que seja verdade…

    Entendeste? Não?

    Pô, Patriarca… Tu não entendes nada de exacerbação…

  5. Patriarca da Paciência said

    É, caro Pax,

    concordo com o Elias, nessa você derrapou feio ! Isso é que é, verdadeiramente, querer matar o portador da má notícia !

    Creio mesmo que foi graças ao PHA que esse caso não foi esquecido !

    Houve época em que ele ficou sozinho, martelando e martelando, em cima dessa corrupção escancarada e escandalosa !

  6. Zbigniew said

    Rapaz!
    Os ânimos estão exaltados.

    Muitos que conheço estão contra Dilma. Representam uma parcela da sociedade que pouco ganhou com o governo do PT.

    Esse caso da Petrobrás é um exemplo e tanto e está sendo usado por esta parcela desgostosa com os rumos do governo federal. Reconheço que o cidadão responsável pelo relatório apresentado ao Conselho de Gestão deveria ter sido penalizado há mais tempo, bem como que o furdunço em torno do negócio pegou para colar a pecha de mal gestora na Presidenta. Pelo menos para esses desgostosos.
    Paciência. É do jogo.

    A verdade é que há muitos furos nessa história toda e em ano eleitoral não tem essa de segurar ou aliviar. Qualquer uma, por mais bizarra que seja (não esqueçamos da bolinha de papel no Serra) será sacada a nível de escândalo, imagine uma dessas que tem cara de ter sido uma grande m…, ainda que se possa diminuir ou até mesmo zerar o prejuízo.

    E aí se olha para o outro lado e o que vemos? Corrupção e desídia na mesma moeda. Esse caso dos trens em São Paulo é outro escândalo que deveria servir de exemplo para quem só tem interesse em alijar o PT do poder. Para colocar essa oposição? Que tem o rabo preso com todo aquele processo de privatização que, fartamente documentado num livro denúncia sequer foi aventada a possibilidade de investigação, nem tampouco o PT ou qualquer outro partido mais a esquerda procurou a Justiça para esclarecer tais informações.

    Realmente temos grandes problemas de opções.

  7. Pax said

    Não disse que tudo que PHA disse é mentira, assim como acho que tudo que os outros, do outro lado, dizem, também seja mentira.

    Isso é coisa do Elias que passou a esse estágio de policiamento, triste estágio.

    O que disse está escrito, afinal.

    E para provar que o Elias falta um pouco com a verdade nesse estágio policialesco de seu ser, aqui vai, a repetição do que disse:

    Caro Patriarca,

    Me permito total discordância. Não consigo ler o PHA. Não é jornalista, mais parece assessor de comunicação estúpida de partido. É o outro lado da moeda desses jornalistas da Veja e quetais, titios de outra massa com malformação do tubo encefálico.

    Qualquer partidarismo exacerbado, no meu entender, desmerece o jornalista que for.

    Agora o Elias, o novo policial de qualquer crítica, pode apontar pra gente onde disse que tudo que o PHA escreve é mentira.

    Caro Zbigniew,

    Não concordo 100% com tua afirmação que os desgostosos foram os que ganharam pouco com o PT. Não acho que seja bem por aí. Me permito essa discordância.

    Do que vejo, que é um universo pequeno, que não faz cócegas nas eleições:

    – pessoal natureba: muito chateados com essa adoração por agrotóxicos e o avinagramento (de sempre) da ANVISA. Qualquer remédio se vende nas farmácias brasileiras, mesmo os proibidos lá fora. A indústria farmacêutica deita e rola. A de agrotóxicos idem. Essa turma anda chateada, sim. Inclua aqui alguns sanitaristas, gente de saúde pública que conheço e são amigos. Essa gente não esperava “ganhar com o governo PT” nada além de um governo um pouco melhor na área. Inclua aqui desmatamentos, questão indígena, direitos humanos etc etc. Como disse, é uma turma mais antenada nestes assuntos e anda chateada, sim. Não concordam com o modelito Katia Abreu do novo PT. Não concordam com Lindbergh lambendo saco do Malafaia e do Padilha idem com os evangélicos em Sampa.

    – pessoal das minorias: feministas, LGBT etc. Outra turma que anda bem chateada.

    – pessoal ex-militante que se sentiu traído pela ausência de qualquer reforma que mitigasse o modelão corrupto de ser de qualquer governo brasileiro. Aqui tem de tudo, mas bastante gente chateada, de simpatizantes a militantes. Muitos se declaram ex-petistas.

    – pessoal que está pau da vida com Telecom (ANATEL), Saúde (ANS – que difere do problema da ANVISA) etc: e aqui vou contar uma historinha recente, de ontem. Alhures como aqui sento o cacete na ANATEL, esse antro de zeros à esquerda que permitem toda e qualquer suspeita. Pois bem, amigo meu, simpatizante, já militou, foi preso e torturado, enfim, a história é grande, muito amigo, sempre que podemos fazemos coisas juntas, desde atuar em comunidades, viajar juntos, conheço a família que é enorme, enfim, nos damos realmente muito bem. E brigamos um bocado, claro. Um dos motivos dessas brigas é eu reclamar de corrupção. Fala as mesmas coisas que vocês, que não é bem assim, que isso, que aquilo, enfim, isso tudo que rola aqui tenho na minha vida particular também, bem próximo. E eu enchi o saco de todos os chegados para que se mobilizassem numa campanha contra a incompetência da ANATEL. Deu em água, ninguém topa, acham um quixotismo louco da minha parte. Pois bem, esse tal amigo meu já teve arranca rabo mesmo, numa viagem internacional, em bate papo com chilenos e outro com argentinos, citei a questão de corrupção no Brasil em conversas políticas. Quase que o cara me bate, ficou com raiva mesmo, disse que eu não deveria falar isso no estrangeiro. Quando comecei a campanha #LINK_PADRÃO_DILMA, de novo, quis briga séria, disse que eu tinha virado um chato de galocha, que Dilma nem sabia de problemas de telecomunicações, que o ministro Paulo Bernardo tinha mais com o que se preocupar etc. E eu reclamando, claro. Pois bem, nada como um dia atrás do outro. Ontem liguei para ele. Começou a conversa assim: “cara, vou entrar contigo na tal campanha do #LINK_PADRÃO_DILMA, caramba, tá fogo. A telefonia parou de funcionar na cidade (pequena, do interior, onde mora metade do tempo), a internet parou também, os celulares idem. Vim pra São Paulo (onde tem outra casa) e a internet não está funcionando, os telefones também não. Como isso é possível etc etc”. Reclamou um bocado. E foi inevitável que eu dissesse a frase mais chata do mundo: “Eu já tinha te avisado”. Aí vocês vão dizer que o cara é um burguês, um classe alta e tudo que os novos policiais das críticas fazem (outro dia o Otto me acusou de ir/fomentar/apoiar a Murcha (não marcha) da Família com Deus – só pra ter uma ideia de onde foi parar a loucura dessa turma). E eu vou dizer, de novo, o cara (é 10 anos mais velho que eu) foi preso, torturado, parte de sua vida foi ganha cortando lenha e transportando em caminhão etc etc.

    Em resumo, caro Zbigniew, não vejo nessa turma qualquer frustração de “esperar alguma coisa para si” do governo PT. Vejo frustração de esperar alguma coisa pelas causas que defendem.

    Talvez incluísse aí outra turma, de pensadores como o Idelber e similares, mas não falo por eles.

  8. Zbigniew said

    Correto, caro Pax.

    O que quis dizer e, realmente não me expressei com clareza, é que me referia a uma classe média que se encaixa perfeitamente nessa classificação. Aqueles que estão na burocracia do poderes ou profissionais liberais como os médicos.

    Por outro lado, existem pessoas (conheço algumas) que estão passando por um drama parecido com o teu na questão da telefonia e banda larga, e que, apesar de tudo isso, em face, talvez, da falta de alternativas ou, sei lá, por convicção íntima, permanecem com o PT.

    Para esses o peso dos acertos é bem maior do que o dos erros.

    Obviamente que os homossexuais e ambientalistas entre tantos outros estão fulos com iniciativas do governo em face de projetos de poder ou mal planejados ou executados que contrariaram seus legítimos interesses.

    Ganhar pouco quer dizer ter interesses frustrados ou não atendidos ou parcialmente atendidos. Isso depende de cada um. Por enquanto a turma que não tinha nada ou quase nada ainda tem um peso grande na manutenção do partido no poder bem como os acertos do governo permanecem valorizados. Veremos se os “escândalos” como o da refinaria de Pasadena (e foi sim um mal negócio – mas longe de ser um escândalo – avalizado por gente da envergadura de um Jorge Gerdau (Siderurgia), Claudio Haddad (Banco Garantia), Fabio Barbosa (AbnAmro Bank, Febraban e atual Editora Abril) e que faziam parte do Conselho de Administração da estatal, e a Presidente Dilma), terão força suficiente para comprometer as intenções de voto que se mantém na faixa dos 40% para a Presidente.

  9. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Aí adentramos em outro erro grotesco dessa turma do policiamento, veja só. Boa parte dessa turma chateada por diversos motivos, como os que citei acima numa pincelada rápida, não necessariamente vota em outra opção.

    Porquê? Ora, por falta de opção.

    Mesmo tendo todas as críticas que têm, essas pessoas não veem na opção tucana, nem menos nessa opção Campos/Marina algo que pudesse ser minimamente melhor. Por outra série de motivos que podemos até desenvolver raciocínios, mas que agora me falta tempo. Mas, a síntese da síntese é que a maioria dessas pessoas tem pensamento original da esquerda, sim. Muito mais que essa turma abobalhada do mantra.

    Alguns, sim, não votarão mais no PT, os mais revoltados. Outros, os que ainda mantém algum raciocínio menos emocional, criticam pra caramba mas ainda assim acham que não há nada menos ruim. São os pragmáticos dos incomodados, diferente desses dito “pragmáticos da governabilidade”.

    E essa turma, que critica mas ainda tem possibilidade de votar no PT, está sendo policiada, por um bando de, me permito dizer, bobalhões mantristas.

    Aí vai uma galera para o PSOL, outra pro voto nulo, algumas ainda mais radicais para PSTU ou similares etc. Uma boa parte confessa que não sabe o que vai pregar no voto desse ano.

    O que se tem notado por aí é que esse policiamento do PT mais parece um tiro na culatra que qualquer outra coisa.

    Esses dias, por incrível que pareça, apareceu uma turma “motoqueira de vermelho” (ironia com o caso Venezuela) querendo que o Lulinha processe quem quer que seja que duvide de sua altíssima capacidade empresarial. Achando que é calúnia, injúria e difamação suspeitar dos milagrosos sucessos empresariais do rapaz, por coincidência após o pai ter virado presidente… enfim, papo longo, outro.

    É mais que de dar risada. É um início mesmo de um perigoso fascismo. Que existe, sim. De ambos os lados. Nada de assustar, por enquanto.

    Basta ver a “murcha da família com deus”, o outro lado da mesmíssima moeda.

  10. Zbigniew said

    Pax,
    extremismos geram extremismos.

    Lembremos de 2010.
    Houve um recrudescimento na disputa eleitoral, com inclusão de elementos religiosos e intolerância nos sítios da internet. É o que estamos vendo acontecer novamente, só que agora com a tensão do enfraquecimento cada vez mais evidente de um grupo político aliado do mercado financeiro e dos grupos midiáticos pontas-de -lança, e a, hoje, cada vez mais provável continuação do projeto petista por mais quatro anos (lá se vão 12). E ainda as primeiras expressões de grupos fascistas, como podemos ver nas recentes manifestações de rua, que, embora bastante modestas demonstraram que “o perigoso réptil” existe e tem potencial para agregar mentes e vontades.

    A isso some o advento do pré-sal. Não à-toa a Petrobrás estará cada vez mais no centro da discussão político-econômica neste certame, com um lado defendendo que a ingerência do Estado provoca o enfraquecimento da empresa pelos casos de corrupção e de estratégia de política econômica a deteriorar os fundamentos econômicos que devem dar sustentação a uma S.A. O outro a defender que a privatização de um ativo do povo brasileiro trará enormes prejuízos à nação porque apenas os acionistas se beneficiarão dos lucros da empresa, e por aí vai.

    Acho mais que natural que outros grupos políticos desejem alcançar o poder. Acho natural e até salutar a alternância de poder, mais como um meio do que mesmo um fim, não se devendo resvalar para a crença de que trata-se de um princípio de tal porte capaz de sobrepor-se à vontade de uma maioria. Acho natural e até necessário que, numa sociedade complexa como a nossa, nem todas os estratos sociais sejam contemplados e que isto resulte em movimentos de descontentamento que ganhem às ruas e transformem-se num elemento de pressão a mais, especialmente numa sociedade como a nossa, comumente apática.

    Entretanto devemos cuidar para que os extremismo não tomem conta de nossas posturas, a fim de evitarmos confrontos que, antes de ajudar a formatar uma nova ordem trará, sem sombra de dúvidas, retrocessos. A indignação deve atuar no campo das cobranças, mas a moderação no trato das questões e nas negociações.

  11. Pax said

    A questão, caro Zbigniew, é que a turma do mantra, essa que não aceita qualquer crítica, passou a adotar as práticas mais deploráveis que uma democracia pode ter.

    As práticas fascistas.

    De um lado, e de outro.

    Quando se cobra que a BR seja investigada, quando se sabe que numa empresa deste tamanho rola muita coisa indevida, a turma vem de pedra. Quando se cobra e uma ANATEL, idem. Quando se cobra de uma ANVISA, idem. De uma ANTT, idem. Enfim, passaram a essa postura fascista que qualquer crítica deve ser apedrejada.

    Aí a coisa bagunça mesmo.

    Essa turma da patrulha é o pior que poderia acontecer.

    Não existe, a menos que eu saiba e não sou tão desinformado assim, alguma proposta que mereça atenção. Senão vejamos:

    1 – PDSB + DEM – só pela aliança já podemos pressentir, mesmo afirmar, a que vem. Afora o próprio candidato que é fraco e cheio de explicações a dar.

    2 – PSB + REDE – basta ver que procuram a tal dissidência do PMDB, esse aventureiro do Eduardo Cunha, o Kassab, outro aventureiro lambido pelo PT, enfim, os sinais são claros que não há bem o que propor.

    Em resumo, não há oposição. E aí o governo fica como está, se joga às cordas, não faz nada para mudar. Até existe uma lógica, mudar para quê se não há ameaça de perder o poder – ou as tetas?

    Mas a turma da patrulha adentrou para esse caminho fascista mesmo. Quem quer que diga um ai sobre inúmeros problemas graves que ocorrem, é porque está associado aos porcos, é um traidor, um idiota etc etc. Essa turma passou a não pensar mais. Passou a recitar mantras e mais mantras. Idiotizaram-se completamente.

    A BR é uma ameaça? Sua privaticacão?

    Claro que existem interesses de toda sorte nesse jogo. E é claro evidente que nem tudo que ocorre na BR é da mais limpa virgindade.

    Cá, na minha liberdade de opinião, prefiro uma BR ainda estatal, ou mista com maioria de ações na mão do estado. Mas enche o saco de tanta história de desvios e má vontade de apurar.

    Entre nós, tenho amigos na BR que me dizem que tá na hora de fazer uma puta faxina lá dentro.

    Que problema há em que sejam conduzidas diligências para que meia dúzia de corruptos sejam expelidos?

    Evidente que o uso político desse caminho deve ser combatido no âmbito político. Mas me parece também eviente que o caminho investigativo, policial mesmo, deve ser produzido, bem feito, doa a quem doer.

    Se não pudermos reclamar dos desvios da BR, da corrupção que existe, então qual o sentido de tudo? Aí, sim, abre brecha pra turma privatizante. Que terá seus pontos a defender com suas razões. É o que acho melhor? Não, deixa eu fincar essa posição. Não quero que seja privatizada. Mas quero que funcione com a maior eficiência possível e a menor corrupção que se possa compreender como possível.

    A turma do mantra parece dizer: olha, deixa a corrupção do jeito que ela está que o governo é isso e aquilo. Com licença. Me incluam fora dessa.

  12. Zbigniew said

    Pax,
    você tem toda a razão na sua indignação e no desejo de que tais desmandos sejam devidamente investigados. Ora, não é isso que se deve fazer numa democracia madura? Não deveríamos ter instituições suficientemente independentes para apurar tais desvios e responsabilizar aqueles que cooperaram para a existência de tais ocorrências?

    Tenho apenas que o patrulhamento tem muito a ver com o surgimento de extremismos cuja gênese é facilmente identificada no fato de alguns meios de comunicação erigirem determinados “jornalistas” à categoria de verdadeiros cães de guarda, como bem sabemos quem são, adontando a postura identificada como “neocon” em assimilação àquela praticada por canais de televisão estadunindenses como a Fox News, e, no âmbito político, o surgimento de um “Tea Party”, apêndice raivoso do Partido Republicano. Logicamente associadas às iniciativas de uma oposição que não sabe fazer outra coisa a não ser levantar escândalos e utilizar de diversionismos quando a assunto é proposta de governo.

    Assim, elementos do pensamento de esquerda enxergam nos meios de comunicação oligopolizados a ponta-de-lança que necessariamente está serviço de derrubar o governo do PT, de uma forma ou de outra.

    Deveríamos duvidar dessa postura, mas depois que a Presidente da ANJ afirmou peremptoriamente que os meios de comunicação em face da fragilidade das oposições deveria agir como oposição ao governo, ficou difícil entender de outra forma. Exemplos temos, desde o emblemático debate Collor x Lula, até a hodierna AP 470.

    Digo que esses foram fatos que potencializaram o surgimento de confronto que, ao que parece, está começando a contaminar a sociedade, conforme citei acima, referindo-me às eleições de 2010.

    Não estou justificando o patrulhamento mas apenas tentando entender o porquê desse FLAxFLU que virou o jogo político brasileiro e reforçando a ideia da moderação para que não cheguemos ao ponto de deixarmos o bom debate e as ideias de lado e partirmos para o confronto e eliminar quem debate ou produz as ideias. Nessa todos sairão perdendo.

  13. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Não é a imprensa que faz a corrupção de quem quer que seja.

    É o corrupto que a pratica.

    Claro que devemos olhar desconfiados para uma imprensa que faz parte de um contexto corrupto.

    Mas vamos colocar as coisas em seus devidos trilhos.

    Patrulha ideológica, de opinião, de expressão é, sim, perigoso sinal fascista.

    Neste caso da BR, os acionistas querem saber do que passa. Têm todo direito a esclarecimentos.

    A fascistada de plantão é que anda arvorada à acima de qq razoabilidade.

    Enviada do meu iPhone

    >

  14. Chesterton said

    Resista à patrulha, Pax.

  15. Chesterton said

    A Crise Argentina, de Maurício Rojas.

    “Não há como escapar das inexoráveis leis do mercado.” (Ludwig von Mises)

    Uma das maiores inverdades já proferidas pela esquerda diz respeito às causas da longa crise que assola os nossos vizinhos argentinos. Culpam, na maior inversão de fatos já vista, o suposto liberalismo pela miséria que tomou conta do país. Vamos esclarecer essa questão, e mostrar como a realidade é outra: a ausência do liberalismo é que levou às ruínas a nação do tango! Antes seria oportuno voltarmos um pouco no tempo.

    O período entre 1860 e 1930 compreendeu os anos dourados da Argentina. Milhões de imigrantes oriundos do sul da Europa rumaram para o país, e Buenos Aires transformou-se numa gigantesca metrópole, assim como capital cultural da América hispânica. O foco estava na exportação, e a Argentina era o celeiro do mundo.

    O valor total das exportações multiplicou-se mais de 13 vezes entre 1865 e 1914. Os investimentos britânicos foram especialmente importantes. O padrão de vida do argentino estava entre os melhores do mundo, e uma próspera classe média surgiu. Mas nem tudo que reluz é ouro, e como Gregor Samsa, na obra de Kafka, a Argentina foi dormir bem e acordou um inseto feioso, fruto de uma grande metamorfose.

    A burocracia estatal no país crescia rapidamente, tendo mais que triplicado o número de funcionários entre 1900 e 1929. O surgimento de uma retória nacionalista exigia a intervenção política contra a competição de produtos importados. A guerra mundial primeiro, e a crise de 29 depois, geraram enormes dificuldades para o país, dependente da exportação de seus recursos naturais.

    Foram introduzidas tarifas protecionistas, que foram sucessivamente elevadas. A Argentina encontrava-se muito distante de ser um paraíso do livre comércio, como alguns acreditavam. O controle da máquina política tornou-se o elemento chave para o sucesso ou fracasso dos negócios, incitando a formação de grupos de interesse na luta política, suplantando os mecanismos econômicos da competição. Após o golpe de 1943, o intervencionismo estatal rapidamente expandiu-se, chegando ao auge durante a presidência do populista Perón, de 1946 a 1955.

    Perón era inspirado em Mussolini, e buscou inicialmente apoio nas bases sindicais. A proteção tarifária contra a importação de artigos de consumo foi elevada a níveis sem precedentes, e quotas também foram introduzidas. O coronel baixou grande número de decretos conferindo vastos benefícios para os trabalhadores. A longo prazo, estas e outras medidas demagógicas de Perón e sua esposa, Eva, lastrearam o declínio espetacular da Argentina como nação exportadora, e lançaram a nação no caos hiperinflacionário.

    A indústria de base estava totalmente sucateada, sem condições de competir globalmente. Algumas empresas foram nacionalizadas, e outras foram criadas pelo setor público, gerando déficits estratosféricos, que somaram algo como US$ 50 bilhões entre 1965 e 1987. Um culto à personalidade emergiu, como em ditaduras. Foi posta em marcha uma “peronização” do Estado argentino, com opositores sendo perseguidos.

    Uma nova Constituição foi adotada em 1949, e a doutrina social do “justicialismo”, derivado de “justiça social”, tornou-se o fundamento ideológico da nação. As despesas públicas explodiram, mais que dobrando em relação à renda nacional. A corrupção e a briga por privilégios tomaram proporções alarmantes, por conta do modelo estatal. A conseqüência disso tudo foi, logicamente, a aceleração brutal da inflação.

    Desde então a Argentina nunca mais seria a mesma. Houve um risco de guerra civil, e após a ameaça da marinha de bombardear o palácio presidencial, Perón renunciou, em 1955, deixando o país. Entretanto, o peronismo lá ficou. O papel asfixiante do Estado estaria sempre pesando sobre os ombros do povo, e a competitividade das empresas havia desaparecido. Entre 1958 e 1968, as exportações argentinas cresceram menos de 1% anualmente, enquanto o comércio mundial cresceu 7,8% por ano, no mesmo período. O neomercantilismo afundou de vez aquela que já foi a mais próspera nação da região.

    Alguma reação ocorreu quando Alfonsin assumiu o poder, encontrando uma inflação na marca dos 400% anuais, e uma dívida externa superior a US$ 40 bilhões, exigindo pesados pagamentos de juros. No começo, o novo presidente adotou a veia populista, e a situação piorou ainda mais. Mas em 1985, ele declarou o estado econômico de guerra e anunciou um novo plano econômico, o Plano Austral. O déficit orçamentário foi reduzido, mas isso não adiantava muito, já que os déficits das províncias explodiram no mesmo período. La Rioja, por exemplo, uma pobre região sob o comando de Carlos Menem, viu o número de funcionários públicos sair de 12 mil para mais de 40 mil entre 1983 e 1989 (grande liberal!).

    Quando o próprio Menem foi eleito presidente, para a surpresa de todos, sua bandeira peronista foi deixada um pouco de lado em troca do bom senso na economia. Mas suas medidas não bastaram para estancar a sangria desatada do Estado. Rápidas privatizações foram realizadas, a toque de caixa e com fortes acusações de corrupção. Ocorreram cortes nos empregos e gastos públicos.

    Foram abolidos controles de preços, e o Plano Bonex confiscou as poupanças privadas em moeda nacional, para enxugar a liquidez e combater a inflação. Restrições às importações foram abolidas. Com estas medidas mais liberalizantes, um forte processo de crescimento econômico ocorreu, e em 1998 a economia argentina era 50% maior do que em 1990.

    Mas era muito pouco, muito tarde, e a Argentina iria colher as sementes plantadas no passado. A corrupção já havia se alastrado como uma epidemia pelo país, e o próprio governo Menem sofreu sérias acusações, incluindo envolvimento com a máfia. O esforço de controle de gastos do governo central seria ofuscado pela gastança irresponsável das províncias, que emitiam títulos o tempo todo para pagar os funcionários públicos e cobrir seus rombos.

    O modelo de conversibilidade da moeda gerou a supervalorização do peso, reduzindo a competitividade do país, ainda mais agravada após a desvalorização do Real em 1999. O financiamento externo, que garantia a sobrevida desse modelo, evaporou-se após a crise asiática em 1997. Enquanto isso, nos anos de 1999 e 2000, o endividamento das províncias cresceu uns 50%.

    O colpaso argentino era iminente. Suas causas podem ser rastreadas desde o passado peronista, com um Estado cada vez mais presente na economia. O “mercado” não foi causa de crise alguma, apenas foi um termômetro para apontar a febre alta do paciente, já muito doente por conta da asfixiante estatização. O “neoliberalismo” não foi o responsável pela bancarrota argentina, mas sim a gastança estatal descontrolada. O choro da Argentina foi mais um exemplo das nefastas consequências da falta do livre mercado, cedendo lugar ao poder arbitrário do Estado, sempre em nome da “justiça social”.

  16. Chesterton said

    Tristes e lamentáveis notícias emergem dos descuidos da Petrobras na compra de uma refinaria no exterior. Desde sempre uma velha esquerda que namora a construção de uma economia centralizada, que ela pensa ser o “socialismo”, o identifica com uma organização por meio de “empresas de propriedade do Estado”.

    O problema é que qualquer economista razoavelmente bem informado sobre a sofisticada discussão teórica dos anos 20/30 do século passado a respeito da possibilidade de se construir uma economia centralizada eficiente, sabe que não é possível organizá-la (“racionalmente”) sem o uso das informações produzidas pelos “mercados”. O colapso da URSS, depois de 70 anos de um desenvolvimento material sem atender à exigência básica do processo civilizatório, que é a mais completa liberdade de iniciativa individual, foi uma espécie de prova empírica do prognóstico teórico.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antoniodelfim/2014/03/1430918-aparelhar.shtml

  17. Patriarca da Paciência said

    “Sr. Diretor de Redação,

    A matéria “Não serei candidato a presidente” divulgada na edição nº 823 dessa revista traz em si um grave desvio da ética jornalística. Refiro-me a artifícios e subterfúgios utilizados pelo repórter, que solicitou à Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal para ser recebido por mim apenas para cumprimentos e apresentação. Recebi-o por pouco mais de dez minutos e com ele não conversei nada além de trivialidades, já que o objetivo estabelecido, de comum acordo, não era a concessão de uma entrevista. Era uma visita de cunho institucional do Diretor da Sucursal de Brasília da Revista Época. Fora o condenável método de abordagem, o texto é repleto de erros factuais, construções imaginárias e preconceituosas, além de sérias acusações contra a minha pessoa.

    A matéria é quase toda construída em torno de um crasso erro factual. O texto afirma que conheci o ministro Celso de Mello na década de 90, e que este último teria escrito o prefácio do meu livro “Ação Afirmativa e princípio Constitucional da Igualdade”. Conheci o ministro Celso de Mello em 2003, ano em que ingressei no STF. Não é dele o prefácio da obra que publiquei em 2001, mas sim do já falecido professor de direito internacional Celso Duvivier de Albuquerque Melo,que de fato conheci nos anos 90 e foi meu colega no Departamento de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.”…
    (ministro Joaquim Barbosa)

    Noblat, Época e vamos esperar pelos seguintes!

    O ministro Joaquim Barbosa vem com tudo !

  18. Jose Mario HRP said

    Patriarca, esse link para voce.
    http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/03/barbosa-e-o-reporter-da-epoca.html~

    Pois esta ai a roubalheira dos tucanalhas paulistas!
    850 mi sem correção!

  19. Patriarca da Paciência said

    “Senador Mário Couto (PSDB-PA) acusa a presidente de ter praticado crime de improbidade administrativa, por aprovar, em 2006, a compra de uma refinaria nos Estados Unidos, com base em um laudo falho, que recomendava a transação: “Ela que não veio fazer a mesma coisa que o Lula, que nunca sabe e nunca viu. A presidente sabia. Ela declarou isso por escrito, que ela sabia”
    (blog 247)

    Viver numa democracia significa, antes de tudo, conviver com as diferenças. Agora, suportar esse político de boteco, está quase além das minhas forças. Que sacrifício ouvir esse canastrão falar ! É uma provação e tanto !

  20. Jose Mario HRP said

    Vai ter CPI na copa?
    Vai ter eleição pos copa?

  21. Jose Mario HRP said

    Patriarca, amebas são seres vivos.
    Respeite a vida!
    KKKKKKKK……

  22. Patriarca da Paciência said

    Obrigado, caro HRP, li o texto.

    Por incrível que pareça, o Barbosão parece ter razão nesse caso. O “repórter” fez má literatura em cima da biografia do Barbosão e agora vai ter que aguentar as consequências !

    Faz décadas que essas revistas de má literatura, não de informação, fazem má literatura em cima da biografia do José Dirceu, José Genoino e outros e nada aconteceu !

    Foi uma falha enorme do PT. Deveria ter cortado o mal pela raiz. Agora tem que correr atrás do prejuízo !

  23. Patriarca da Paciência said

    O mais incrível é que o texto é altamente elogioso a D. Joaquim I, :

    “Mas não era uma admiração puramente intelectual. Celso se impressionava com a orgulhosa altivez de Joaquim(…). Num traço que se acentuou com o avanço dos anos e a concomitante ascensão na elite do Direito brasileiro, Joaquim nunca permitia, recorrendo a gestos e a palavras duras, talvez mais do que o necessário, que o reduzissem ao papel do negro subserviente, cordial – do negro que se força a esquecer o racismo, em nome de uma igualdade racial que, infelizmente, inexiste no Brasil. No que muitos outros enxergavam um exagero, quiçá um complexo de inferioridade, Celso percebia a necessária afirmação do que Joaquim era, por inteiro. E como essa afirmação moral de indignação moldaria o juiz que Joaquim se tornaria.

    Não foi por acaso, portanto, que, em 2001, Celso escreveu o prefácio de um livro em que Joaquim disseca a legalidade de medidas como cotas raciais: Ação afirmativa e princípio constitucional da igualdade. Nele, Celso defende o trabalho – e a visão de mundo – de Joaquim. Como continuou a fazer, quando os dois se encontraram no Supremo em 2003, a partir da posse de Joaquim. Votaram de modo semelhante em todos os casos que, na década passada, estabeleceram o Supremo como uma instituição progressista em questões comportamentais(…)É o que se convencionou chamar de ativismo judicial – aquilo que a Suprema Corte americana fizera nos anos 1960, e Celso e Joaquim, além de outros ministros, tanto admiravam. Autorizado pela Constituição, o Supremo começara a fazer o trabalho de que o Congresso abdicara.”

    Penso que o “repórter” sabendo do ego imenso do Barbosão, pensou que este ficaria altamente agradecido.

    Mas parece que o Barbosão percebeu a jogada, ou seja, a Globo que pretendia mantê-lo prisioneiro das lisonjas e partiu para o ataque quase preventivo !

  24. Patriarca da Paciência said

    Incrível ! Toda a história do “repórter” é tão verdadeira quanto uma nota de três reais !

    E ainda tem gente que acredita nessas revistas de má literatura !

  25. Pax said

    off topic

    Tem coisas que ou a gente coloca o rabo entre as pernas ou a gente compra a briga.

    Um cidadão endinheirado comprou o sítio vizinho do meu. E ligou o foda-se geral. Aqui é cheio de lei ambiental, tem uma reserva, tem uma APA, tem uma APP, enfim, lei é o que não falta.

    Pois bem, o cidadão, sabe-se lá como, prossegue com uma obra que já foi visitada inúmeras vezes pelas autoridades (PM Ambiental, Prefeitura, etc). E foi chegando perto do meu terreno.

    Hoje fui ver e tinha uma cerca minha caída, o cara meteu a motosserra em várias árvores nativas e os galhos derrubaram a cerca.

    Chamei o encarregado do tal cidadão, o capataz, e perguntei quem consertaria a cerca. O fdp me diz: essa cerca já estava caída.

    Duas opções: ficar quieto ou fazer alguma coisa?

    Acionei o diabo, chamei a PM, o comandante da CIa da Região, que acionou a PM Ambiental, liguei pro diretor de Meio Ambiente da Secretaria da prefeitura e agora a tarde tenho que ir na delegacia da Pol Civil do Meio Ambiente. Só falta a Promotoria do Meio Ambiente da Cidade, passo que deve se seguir.

    Tirei um bocado de fotos, mandei para todos eles.

    Vou passar muitas noites dormindo com um olho aberto e outro fechado. Muitas noites.

    Mas se não fizesse isso não dormiria me achando um covarde. Simples assim.

    Com certeza o cipó foi. Quero ver de que forma vai voltar.

  26. Elias said

    Patriarca: “Por incrível que pareça, o Paulo Henrique Amorim já vem denunciando o fato faz quase uma década. Várias denúncias do PHA já foram confirmadas. O homem não é mau jornalista !”

    Pax: “Me permito total discordância. Não consigo ler o PHA. Não é jornalista, mais parece assessor de comunicação estúpida de partido. É o outro lado da moeda desses jornalistas da Veja e quetais, titios de outra massa com malformação do tubo encefálico.”

    Elias: “Claro, Patriarca. Como é o PHA, tudo o que ele disser será mentira… Mesmo que seja verdade…”

    Pax: “Não disse que tudo que PHA disse é mentira, assim como acho que tudo que os outros, do outro lado, dizem, também seja mentira. Isso é coisa do Elias que passou a esse estágio de policiamento, triste estágio.”

    Verdade…

    A expressão “me permito total discordância”, no contexto, significa que o autor da mesma considera que nem tudo “o que PHA disse é mentira”, mesmo que, como o mesmo autor da expressão também disse, ele não consegue ler o PHA.

    Novamente não entendi: se a criatura não consegue nem ler o que o PHA escreve, como pode dizer se é verdade ou mentira aquilo que ele nem sabe o que é, porque não leu?

    Entender, quem há de…?

    Pax de salto alto: tua transformação em bate-pau da oposição está te fazendo mal ao cérebro…

  27. Elias said

    Patriarca,
    Há tempos venho dizendo que o Barbosão tem tendência à autodestruição.

    É mais forte que ele.

    Barbosão simplesmente não se controla. Ele tem que fazer alguma bobagem… Sempre! Quanto maior, melhor!

    Pelo que eu li, o tal jornalista cometeu alguns erros factuais. Na imprensa brasileira de hoje, isso está longe de ser novidade.

    Referindo-se ao prefácio do livro do Mr. Ego, p.ex., ele errou de Celso… Grande m…!

    Mas o Mr. Ego viu, aí, um motivo pra chutar o saco. Tudo, pra ele, é motivo pra chutar o saco (e olha que eu também adoro chutar no saco, mas… Esse cara é um espanto! Nunca vi nada igual!).

    No mais, e já que estou falando de saco, o tal jornalista só faltou lamber o saco do Barbosão.

    No máximo, caberia um bilhetinho bem humorado fazendo as devidas correções.

    Mas Mr. Ego nem sabe o que é isso. Ele só sabe partir pra cima, feito aqueles cachorros adestrados pra brigar.

    Se o “nosso companheiro, jornalista Roberto Marinho”, ainda fosse vivo, ele provavelmente iria tirar por menos, e, discretamente, mandaria um terno recado ao Barbosão, tipo “se fizer m… de novo, quem vai chutar no saco sou eu…”.

    Caso o artista botasse o rabo entre as pernas, e ficasse quieto, ficaria o dito pelo não dito… Do contrario, seria deflagrada uma minuciosa operação de desconstrução, ao cabo da qual não restaria pedra sobre pedra, do boteco do Barbosa…

    Acontece que o “nosso companheiro” não habita mais este vale de lágrimas. Então, é de se ver se o pessoal terá a mesma paciência…

  28. Pax said

    Para registro, mais notícias sobre o tema.

    http://blogs.estadao.com.br/fausto-macedo/presidente-da-cptm-abre-sigilo-para-procuradoria/

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1433984-justica-de-sp-abre-processo-contra-dez-executivos-por-formacao-de-cartel.shtml

  29. Chesterton said

    cumé kié?

    http://poncheverde.blogspot.com.br/2014/03/joao-luiz-vargas-denuncia-o-peremptorio.html

  30. Chesterton said

    cumé kié 2?

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mais-um-petista-graudo-aparece-perto-do-doleiro-youssef-andre-vargas-vice-presidente-da-camara-e-o-ministerio-da-saude-estava-na-pauta/

  31. Chesterton said

    Presidente da Petrobrás América entre 2007 e 2008, o engenheiro Alberto Guimarães se opôs à proposta da estatal de comprar 100% da refinaria de Pasadena. Ele também se mostrou preocupado com o alto valor oferecido para a sócia belga Alstra Oil.

    Sob o comando de José Sérgio Gabrielli, a Petrobrás comprou 50% de Pasadena em 2006 por US$ 360 milhões e ofereceu US$ 700 milhões aos belgas para ficar com toda a refinaria em dezembro de 2007. Quem assinou a proposta foi o então diretor da área internacional, Nestor Cerveró. Em setembro, porém, o então presidente da Petrobrás América, braço da estatal nos EUA, fez os alertas por e-mail aos executivos do Brasil.

    Guimarães havia assumido o cargo em 1.º de janeiro de 2007. Em outubro de 2008 ele acabou substituído por José Orlando Azevedo, primo de Gabrielli. Naquela época, a Petrobrás e Astra Oil já haviam se desentendido e estavam em litígio. Azevedo ocupou o cargo até 2012, quando a estatal brasileira foi obrigada pela Justiça dos EUA a comprar os 50% da empresa belga, num negócio que superou US$ 1,2 bilhão.

    Funcionário de carreira da estatal, o primo de Gabrielli foi afastado do cargo que vinha ocupando em uma subsidiária da Petrobrás na quinta-feira passada, um dia após o Estado revelar seu parentesco com o hoje ex-presidente da estatal. (Estadão)
    POSTADO POR O EDITOR Coronel ÀS 07:21:00 0 COMENTÁRIOS

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