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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Paulo Roberto Costa preso novamente

Posted by Pax em 12/06/2014

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, apontado como participante de uma organização criminosa de lavagem de dinheiro, voltou a ser preso alguns dias depois de depor na CPI da Petrobras no Senado, a que já é uma grande pizza.

Ex-diretor da Petrobras volta a ser preso

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou hoje (11) a prisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Ele foi solto no dia 19 de maio, mas retornou hoje à prisão após o Supremo Tribunal Federal (STF) validar as provas da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), e determinar que as ações penais oriundas da investigação fossem devolvidas à Justiça Federal.

Costa foi preso pela PF no Rio de Janeiro, onde mantém residência, e será transferido para Curitiba.

Na decisão, Moro diz que o Ministério Público da Suíça informou que foram descobertas naquele país contas bancárias no valor de US$ 29 milhões. Segundo o órgão, foram identificadas 12 contas em bancos suíços sob o controle de Costa, suas duas filhas, genros e de um funcionário do doleiro Alberto Youssef. Deste total, De acordo com o Ministério Público suíço, US$ 23 milhões pertencem a Costa.

“O fato das contas terem sido descobertas pelas autoridades suíças – e eventualmente bloqueadas – não previne a fuga, pois não há nenhuma garantia de que, mesmo tendo sido bloqueadas, assim permanecerão, pois dependem da persistência do sequestro e do futuro confisco e de uma série de circunstâncias ainda incertas, bem como de um usualmente longo procedimento de cooperação jurídica internacional. Além disso, as contas secretas na Suíça podem apenas revelar um padrão de conduta, não se excluindo de antemão a possibilidade da existência de outras contas em outros países, eventualmente de difícil acesso pelas autoridades brasileiras”, ressaltou o juiz.

Costa é suspeito de ter ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis estados e no Distrito Federal, desarticulada na Operação Lava Jato. Em um dos processos, Costa e o doleiro Alberto Youssef e outros acusados de desvio de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo o Ministério Público, a obra foi orçada em R$ 2,5 bilhões e alcançou gastos de R$ 20 bilhões.

Na segunda ação penal, Costa é acusado de obstruir as investigações. No processo, também são réus as duas filhas dele, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros.

De acordo com o Ministério Público Federal, os desvios na construção da refinaria ocorreram por meio de contratos superfaturados feitos com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. Conforme a investigação, os desvios tiveram a participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da companhia, e de Youssef, dono de empresas de fachada.

Na defesa prévia apresentada à Justiça, os advogados do ex-diretor da Petrobras informaram que os pagamentos recebidos das empresas do doleiro, identificados como repasses ou comissões, foram decorrentes de serviços de consultoria prestados. No entanto, o juiz destacou que a Polícia Federal e o Ministério Público não encontraram provas de que os serviços foram prestados.

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437 Respostas to “Paulo Roberto Costa preso novamente”

  1. Patriarca da Paciência said

    Por incrível que pareça, a reportagem do jornal O Globo sobre mais esse ato de truculência do Barbosão, é uma reportagem absolutamente honesta:

    http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2014/06/barbosa-ordena-retirada-de-advogado-de-genoino-do-plenario-do-supremo.html

  2. Pax said

    Mais ou menos, caro Patriarca,

    Esquece de dizer a parte da fala do advogado dizendo que vai “pegar” o ministro. Me pareceu também um abuso. De um lado uma corte impedindo um advogado de defender os interesses de seu cliente, mesmo atravessando o rito estabelecido. De outro um advogado desrespeitando uma instituição.

    Houve um desastre de todos os lados.

    Os petistas acham que Joaquim Barbosa é um inquisitor. Condenou os réus petistas de seus crimes lotados de provas e mais provas de desvios de dinheiro público e não público. Foi o que bastou para que o ministro seja perseguido.

    Os oposicionistas idolatram Joaquim Barbosa o achando um herói nacional, esquecendo que é somente mais um juiz de um dos poderes que também deve muitas explicações.

    Não me parece que nenhum desses lados tenha muita razão. A mim parece que as emoções é que ditam essas análises e torcidas.

    De meu lado preferiria que as instituições fossem preservadas. Que a Justiça fosse confiável, equilibrada, colocasse na cadeia todos que cometem os crimes que os petistas condenados cometeram. Não é o caso. Eduardo Azeredo é só um dos exemplos de verdadeira impunidade. Sarney, Ranan, Maluf, há uma miríade de casos onde a Justiça não acontece e os meliantes estão soltos e sorridentes, livres para mais e mais crimes.

    Mas torcida é torcida, pensa pouco.

  3. Pedro said

    Calma Patriarca, logo, logo, o companheiro Teori solta o meliante.

    O petróleo é nosso, eu acredito.

  4. Zbigniew said

    O advogado quis criar um fato político. Para um julgamento dessa natureza, nada mais adequado.
    Na verdade, embora não tivesse constado na lista do aparte, e tenha “atravessado” como disse o Pax, foi importante ele ter rogado e se feito ouvir.

    A verdade é que não existe nenhum motivo para o Relator segurar o pedido. Principalmente por se tratar de uma ação penal e, ainda mais, com parecer favorável do Procurador. A única justificativa é que o Relator simplesmente não quer.

    Essa situação já passou do ponto. O subjetivismo superou o objetivismo e o Direito passou a ser um mero instrumento de revanche ou afirmação de personalidade. É lamentável.

  5. Pedro said

    Em tempo de copa, advogado quer instituir o direito do copo…..ic….

  6. Zbigniew said

    Em tempo de copa, no momento em que se passou a torcer tanto para que o Brasil dê errado, uma iniciativa que merece destaque:

    “O PONTAPÉ INICIAL HISTÓRICO DA COPA DE 2014

    “Também é a nossa intenção mostrar para o mundo um outro Brasil. Mostrar que aqui no Brasil também se pode fazer grandes projetos científicos com impacto humanitário e mostrar que existe um outro país, um país que cresceu muito nos últimos anos, melhorou a vida de muita gente, mas que ainda pode fazer coisas muito impressionantes não só para os brasileiros, mas para todo o mundo.” (*) – Miguel Nicolelis

    http://jornalggn.com.br/blog/alfeu/o-pontape-inicial-historico-da-copa-de-2014

  7. Chesterton said

    O “adevogado” enche a cara e vai no STF ameaçar de dar um tiro na cabeça do Barbosão. E a OAB , que não expulsa esse cara?

  8. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/advogado-de-genoino-estava-embriagado-e-ameacou-barbosa-diz-seguranca-do-stf

  9. Chesterton said

    Vândalos e vagabundos tem que ser tratados com firmeza

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/metroviarios-nao-retomam-greve-contra-a-baderna-e-a-ilegalidade-demissoes-e-multas-se-mostram-remedios-muito-eficazes-parabens-ao-governador-alckmin-e-a-justica-do-trabalho/

  10. Chesterton said

    emocionante quando colegas da gatunagem se encontram

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/06/12/maluf-pt-me-trata-com-respeito-gosta-de-mim/

  11. Elias said

    E o blogueiro, está ou não participando, conforme prometeu, das momentosas manifestações públicas contra a realização da Copa do Mundo no Brasil?

  12. Elias said

    “emocionante quando colegas da gatunagem se encontram”

    Papo furado de bruaca rejeitada… Quenga véia no encosto…

    Os tucanos imploraram o apoio de Maluf em 2012. Serra pediu publicamente. Só faltou fazer a dança do ventre em praça pública, tentando seduzir o turco.

  13. Pax said

    Claro que estou participando das manifestações: cerveja na geladeira, petiscos prontos, bacalhau pra entrar no forno no final, tudo certo, black bloc total.

    =)

  14. Chesterton said

    calma, Elias, sei que você é honesto (mas a direção de seu partido…..)

  15. Patriarca da Paciência said

    “Esquece de dizer a parte da fala do advogado dizendo que vai “pegar” o ministro”

    Essa história que o advogado falou que ia “pegar” o ministro, só quem viu foi “alguém” e apenas alguns órgãos do PIG noticiaram, dentre eles, é claro, a “óia”. É um típico “indício” da jurisprudência “mensalão”.

    Outra coisa ridícula é dizer que o advogado estava bêbado, alguém que falou de modo absolutamente equilibrado, coerente e convincente, não poderia estar bêbado, sendo que, inclusive, o advogado é declarou que sequer bebe. Esse segurança que quis botar panos quentes na truculência do Barbosão, vai se ferrar.

    O ministro Marco Aurélio praticamente repetiu todas as palavras do advogado.

    O vídeo não mostra o mínimo desequilíbrio do advogado.

    Toda a classe dos advogados e seus órgãos já declararam apoio ao advogado de Genoino.

    Torcida mesmo é de quem ainda tenta justificar os atos truculentos do Barbosão.

  16. Daise said

    Companmheiro Patrairaca da P.

    Um genial escritor italiano, Dino Segre, mais conhecido como Pitigrilli, descobriu que todas as pessoas têm seus cinco minutos diários de imbecilidade.
    “A diferença entre as pessoas brilhantes e os demais é que, em seus minutos de imbecilidade, os brilhantes ficam quietos”.

  17. Pax said

    Se for verdade, a verdade ficou pra trás

    http://oglobo.globo.com/brasil/assessor-de-jose-dirceu-treinou-nestor-cervero-para-depor-em-cpi-12838803

  18. Chesterton said

    Pax, você me parece de uma ingenuidade imensa.

  19. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    um espertíssima e velha raposa, das mais felpudas, “tomando aulas com um assessor de José Dirceu” ?

    Para mim isso é tão patético quanto o Barbosão se arvorar em tutor do Congresso Nacional.

  20. Patriarca da Paciência said

    “Vaiar autoridade em estádio é parte do espetáculo. Numa arena futebolística, dizia o mesmo Nelson Rodrigues, vaia-se até minuto de silêncio. Porém, ao evoluir do apupo para o palavrão, a classe média presente ao Itaquerão exorbitou. Mais do que uma pose momentânea, o presidente da República é uma faixa. Xingá-la significa ofender a instituição.

    Quando o xingamento é transmitido em rede mundial, adquire uma pungência hedionda. No limite, o que a torcida fez na tarde desta quinta-feira foi informar ao planeta que o Brasil está deixando de ter uma noção qualquer de civilidade.

    Quando o fenômeno atinge uma platéia como a do Itaquerão, com grana para pagar os ingressos escorchantes da Fifa, a deterioração roça as fronteiras do paroxismo. Evaporam-se os últimos vestígios de institucionalidade.”

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/06/13/xingar-dilma-roussef-foi-grosseria-indesculpavel/

    De minha parte, acho que isso é crime mesmo. A Polícia Federal tem mais é que identificar essas pessoas e investigá-las uma a uma.
    Dizer que “os brasileiros estão vaiando a Dilma” ? Ora, é claro que existem pessoas que não gostam da Dilma, agora, são TODOS OS BRASILEIROS ?

    É uma parte ínfima, marginalizada e tem mais é que ser punida por tamanha falta de respeito.

    Até entre gente que que recebe Bolsa Família há alguns malucos de extrema direita. É claro que isso não afeta em nada o programa.

    Entre estudantes que estudam gratuitamente em universidades federais e programas do governo há também várias pessoas de extrema direita, o que não vai afetar em nada as diretrizes do governo também.

    Agora, crime tem mais é que ser punido mesmo !

  21. Zbigniew said

    O Juca Kfouri também condenou a vaia da elite paulistana:

    “O colunista Juca Kfouri postou um duro comentário contra os torcedores que, ontem, xingaram a presidente Dilma Rousseff no Itaquerão; “gente que tem dinheiro, mas não tem educação nem civilidade” ”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/143375/Kfouri-condena-vaia-elite-branca-intolerante.htm

  22. Zbigniew said

    E o José Trajano:

    José Trajano e Arnaldo Ribeiro, durante o programa ‘Linha de Passe na Copa’, se demonstraram insatisfeitos com a postura dos torcedores que estiveram presentes na partida de abertura da Copa do Mundo entre Brasil e Croácia. Para eles, o que se encontrou nas arquibancadas foi uma ‘torcida elitizada e grosseira’.

    http://espn.uol.com.br/video/417678_publico-diferente-e-grosseiro-em-itaquera-especialistas-analisam

  23. Zbigniew said

    E o Kennedy Alencar:

    “Na abertura da Copa, houve um desrespeito e uma deselegância com a presidente Dilma Rousseff. A vaia tradicional é uma demonstração de insatisfação e deve ser aceita numa democracia. Mas xingamentos com palavrões ultrapassam os limites da civilidade e mostram como o debate público no Brasil regrediu e ficou radicalizado.”

    http://www.blogdokennedy.com.br/desrespeito-a-dilma-faz-mal-a-politica-e-ao-pais/

  24. Zbigniew said

    E por aí vai.
    Vaia de uma elite provinciana, que DETESTA o povo, assumindo um discurso de indignação e combate a “tudo que está aí”.

  25. Chesterton said

    o que o PT faz com o nível dos professores……

  26. Chesterton said

    xingar o presidente é crime?

  27. Chesterton said

    Vamos esclarecer as coisas. Dilma sim colhe o que plantou. Tratou de dividir o país sempre que pode, rico contra pobre, branco contra negro e por aí vai. Trouxe uma cambada de cubanos que atrapalham a vida de doentes e estudantes de medicina. Agora mesmo arrumou um decreto golpista que tira poder do legislativo dando poder a quem não tem um voto.
    E mais, Dilma foi alçada ao posto graças ao populismo do maior picareta que o país já viu (de tirar o chapéu para o malandro) mas isto é o oposto de honra. Ex guerrilheira marxista nunca arrependida, não é a pessoa adequada a agora ficar cheia de ui, ui, ui. Ela saiu para a guerra contra a sociedade brasileira e arrumou uma guerra.

  28. Chesterton said

    Kennedt

    Na abertura da Copa, houve um desrespeito e uma deselegância com a presidente Dilma Rousseff. A vaia tradicional é uma demonstração de insatisfação e deve ser aceita numa democracia.

    chest- até aí, tá.

    Mas xingamentos com palavrões ultrapassam os limites da civilidade e mostram como o debate público no Brasil regrediu e ficou radicalizado.

    chest- para quem quer matar a “burguesia” é pouco palavrão.

    A presidente não é imune à críticas, mas é uma pessoa séria e honesta, dona de uma biografia que deveria ser respeitada.

    chest- sei, é uma das responsáveis por dar enorme prejuizo a Petrobras e foi guerrilheira…ora vá plantar batatas.

    É importante que uma mulher que foi presa e torturada na ditadura militar tenha chegado à Presidência da República.

    chest- importante para quem deseja ver a Venezuela no Brasil. Vá ao lixo.

    Jornalistas e personalidades públicas devem tomar cuidado ao propagar ideias regressivas e xingamentos. E candidatos da oposição perderam chance de condenar um ataque à figura da presidente, que representava o país. Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) já sofreram ataques de baixo nível.

    chest- jornalistas devem parar de dar guarida e elementos que “odeiam a classé média”, que querem destruir a burguesia, que querem fazer a revolução, que querem relativizar o direito a propriedade, que querem limitar a liberdade de expressão.

    Kennedy, vai tomate cru você tambem.

  29. Chesterton said

    Pelo menos esse guerrilheiro é arrependido

    http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-e-as-uvas,1506649

  30. Zbigniew said

    Parte da classe média DETESTA o povo. DETESTA o PT, tem ódio e encara de forma pessoal toda e qualquer situação que envolva o partido.

    Existe nesta camada social uma incapacidade enorme de raciocinar em termos de Brasil. Raciocinam apenas o Brasil deles e para eles.

    Até aqui pode-se aceitar o posicionamento mesquinho e egoísta de uma classe enquanto opinião e posição política. O que não dá é para aceitar o ódio, a necessidade de destruição do outro, a agressão gratuita e a rotulação daqueles que pensam diferente.

    Isto é abrir mão da civilidade quando num processo maduro deveríamos respeitar as opiniões contrárias resguardando a dignidade de todos, inclusive das autoridades, ainda que não gostemos das mesmas.

    E olhe que a Dilma tem uma história reconhecida e respeitada, até por próceres da oposição.

  31. Chesterton said

    se não colocar essews ladrões safados e vagabundos em seu devido lugar, viraremos a Venezuela

    http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2014/06/13/editorial-aparelhamento-do-governo/

  32. Daise said

    A CIVILIDADE DOS PETISTAS É RELATIVA

    Zbigniew

    Qual é a diferença entre gritar Dilma a-e-i-o-u e atirar uma “bolinha de papel” no candidato Serra na eleição de 2010?

  33. Chesterton said

    Daise, esses parasitas ainda querem aplausos…..só mandando àquele lugar.

  34. Chesterton said

    Publicado no Estadão desta segunda-feira

    A crônica política brasileira é pródiga em episódios com os quais Luiz Inácio Lula da Silva ilustra o aforismo segundo o qual quem fala muito acaba dando bom-dia a cavalo. Em longa entrevista concedida a uma revista semanal, o ex-presidente exercita sua megalomania, insiste em conhecidas mistificações sobre os governos petistas e o papel de seu partido na vida política brasileira, repete ataques à imprensa e sofismas sobre o “controle social da mídia”, não se constrange em praticar o jogo do “faça o que eu digo, não o que eu faço”.

    Aflora em toda a extensão da entrevista a obsessão pelo confronto maniqueísta com uma “elite” retrógrada, inominada, a qual acusa de conspirar contra todas as fabulosas conquistas dos governos petistas. É o velho “nós” contra “eles”.

    http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,dando-bom-dia-a-cavalo-imp-,1508002

  35. Pax said

    Que varada da Holanda na Espanha!

    Enviada do meu iPhone

    >

  36. Pax said

    Ah se pegam o Joseph Blatter! Juro que dou uma festança.

    http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/13/interpol-vem-ao-brasil-para-apurar-possivel-manipulacao-de-jogos-na-copa.htm

    Enviada do meu iPhone

    >

  37. Daise said

    DILMA: VERDADES RELATIVAS

    Dilma ontem na Abertura da Copa, na Arena Corinthians:

    Percebam a linguagem do corpo que nunca mente

    Dilma hoje na NBR/PLANALTO:

    http://player.mais.uol.com.br/embed_v2.swf?mediaId=15075871&ver=2

    Teve que apelar para o vitimismo.

    Hey Dilma a-e-i-o-u

  38. Daise said

    e LA NAVE VA!

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/06/13/pf-apura-elo-entre-compra-de-refinaria-de-pasadena-e-operacao-lava-jato.htm

    E DOVE SEI LULA?

    VADA A BORDO, CATZO!

  39. Daise said

    DILMA HAPPY BIRTHDAY TO YOU, Mr. Presidente!

    “Por último, eu queria pedir a vocês que todos nós nos levantássemos e cantássemos parabéns para o senhor Ban Ki-moon. Queria cumprimentá-lo, juntamente com a senhora Ban Sun-taek. Vamos cantar Parabéns pra Você, cada um na sua língua”.

    Hey Dilma a-e-i-o-u!

  40. Patriarca da Paciência said

    “É esta gente sem educação que quer assumir o poder?”

    AURA CAPRIGLIONE

    Laura Capriglione, 54, é jornalista. Nasceu em São Paulo e cursou Física e Ciências Sociais na USP. Trabalhou como repórter especial do jornal “Folha de S.Paulo” entre 2004 e 2013. Dirigiu o Notícias Populares (SP), foi diretora de novos projetos na Editora Abril e trabalhou na revista “Veja”. Conquistou o Prêmio Esso de Reportagem 1994, com a matéria “Mulher, a grande mudança no Brasil”, em parceria com Dorrit Harazim e Laura Greenhalgh. Foi editora-executiva da revista até 2000.

    “O grito nasceu na ala vip e tomou a Arena Corinthians. Entre os mais entusiasmados estava a colunista social do jornal “O Estado de S.Paulo”, que deve ter achado muito fina, elegante e sincera a modalidade de protesto. Mas é isso que é a gente que diz que quer tomar o poder?

    “Isso não se faz com uma mulher, nunca”, disse o pedreiro Medeiros, que assistia ao jogo em pé, diante da televisão instalada no Bar do Grappite, logo na entrada da favela. “É covardia.”

    E olha que a favela do Moinho era no dia do jogo um reduto de manifestantes anti-Copa. Os “vândalos” que denunciaram os gastos excessivos com a construção de estádios escolheram a favela para assistir juntos ao jogo. Democraticamente, dividiram com torcedores fanáticos de Neymar, Fred e Oscar o chão de terra batida do Moinho (chama-se assim porque ali funcionou um antigo moinho das Indústrias Matarazzo).”

    https://br.noticias.yahoo.com/blogs/laura-capriglione/mas-%C3%A9-isso-que-%C3%A9-gente-que-diz-153758971.html

  41. Patriarca da Paciência said

  42. Chesterton said

    O povo não tem educação, não tem saúde e acaba de perder a paciência.

  43. Patriarca da Paciência said

    “O grito nasceu na ala vip e tomou a Arena Corinthians. Entre os mais entusiasmados estava a colunista social do jornal “O Estado de S.Paulo”, que deve ter achado muito fina, elegante e sincera a modalidade de protesto. Mas é isso que é a gente que diz que quer tomar o poder?”

    O povo brasileiro nada tem a ver com a minoria fascista endinheirada !

  44. Patriarca da Paciência said

    “ELITE RASTAQUERA E BOCA SUJA REELEGERÁ DILMA NO 1º TURNO”

    Lula Miranda

  45. Daise said

    A democracia também existe para aqueles que não fazem “mu”!

    A presidente Dilma passa a mão na cabeça de “Black Blocs” e de “Red Blocs”, que não respeitam nem a propriedade privada nem a propriedade coletiva, e se abespinha porque os “Green and Yellow Blocs” resolvem expressar a sua indignação? Palavrão em estádio? É uma luta com palavras, como outra qualquer.

    Quanto tempo vai demorar para que governantes comecem a sonhar com governados à altura de sua elegância? Os Cavalcantes só se incomodam com os Cavalgados quando estes apelam ao palavrão. Já lhes ocorreu que também há regras de decoro, além da lei, para o aplauso?

    Quando plateias controladas saúdam a presidente em solenidades oficiais, defendendo a sua reeleição –ou quando ela carrega candidatos a tiracolo–, não se ouve nem muxoxo. Entre a ilegalidade de exaltação e a esculhambação dentro das regras do jogo, escolho a segunda. A primeira se inscreve nos crimes impunes do poder. A outra é catarse. É preferível mandar um poderoso tomar no monossílabo tônico em “u” a sair quebrando tudo.

    Dilma apelou a seu passado de torturada e disse já ter suportado coisas piores. É um mau pensamento. Tenta transformar os que a hostilizaram em cúmplices de seu sofrimento. Tudo errado!
    Trata-se apenas de pessoas que não gostam do seu governo.
    Feio e autoritário é apelar à Rede Nacional para fazer proselitismo com a Copa. O Itaquerão só provou, presidente, que a senhora governa os vivos, não os mortos.
    A democracia existe também para quem não faz “mu”.

    CQD

  46. Patriarca da Paciência said

    Os cretinos do CQC provocaram um imenso constrangimento ao José Genoino, inclusive usando criminosamente um menor para as suas aberrações e, mereciam ser exemplarmente processados.

    Se não o foram , ainda poderão ser.

    Acho que o mesmo deveria acontecer com esses bocas sujas.

    Não tenho a mínima dúvida de que é dever da Polícia Federal identificar e processar a cada um desses criminosos !

  47. Patriarca da Paciência said

  48. Chesterton said

    Caramba!!

  49. Chesterton said

    alguem confirma isso aí?

  50. Chesterton said

    confirma

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/politica/eis-ai-o-moreninho-que-lula-queria/

  51. Patriarca da Paciência said

    “247 – O craque argentino Diego Armando Maradona foi ao Itaquerão, assistiu ao jogo entre Brasil e Croácia, mas se declarou escandalizado com as agressões dirigidas por parte da torcida brasileira à presidente Dilma Rousseff por parte da torcida. “Absurdo, absurdo”, afirmou à coluna da jornalista Mônica Bergamo.

    Maradona, que é simpatizante da esquerda latino-americana e foi amigo pessoal de Hugo Chávez, disse que não pretende assistir a outros jogos no estádio. “É uma vergonha. Eu não vou assistir a mais nenhuma partida nos estádios. Eu vou ver no hotel, pela televisão”, afirmou.

    Durante a partida, ele torceu pelo Brasil e acertou o placar de 3 a 1 para a seleção canarinho.”

  52. Daise said

    CAMELÔ DE EMPREITEIRA

    “Dilma, você foi no estádio ontem. Você viu que no estádio não tinha ninguém com a cara de pobre, a não ser você? Não tinha ninguém pelo menos moreninho. Era a parte bonita da sociedade…”
    Lula, ex-presidente e camelô de empreiteira, confessando em entrevista à Folha que o estádio de 1 bilhão que arranjou para a Odebrecht não tem lugar para pretos, pobres e feios.

  53. Daise said

    PROPAGANDA ENGANOSA

    Dilma inflou dado sobre a diminuição da miséria, diz IPEA
    Cálculos do instituto apontam que 8,4 milhões de pessoas saíram da miséria no Brasil e não 36 milhões, como declarou a presidente

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1469015-segundo-ipea-dilma-inflou-dado-sobre-diminuicao-da-miseria.shtml

    “É ESTA GENTE SEM EDUCAÇÃO QUE QUER ASSUMIR O PODER?” Laura Capriglione (247)

    Foto da gente sem educação lado a lado (247)

  54. Patriarca da Paciência said

    Eu não conhecia este texto de Darcy Ribeiro, mas acho que é o mesmo que penso, faz algum tempo:

    “Dois fatos que ficaram ululantemente óbvios. Primeiro, que não é nas qualidades ou defeitos do povo que está a razão do nosso atraso, mas nas características de nossas classes dominantes, no seu setor dirigente e, inclusive, no seu segmento intelectual. Segundo, que nossa velha classe dominante tem sido altamente capaz na formulação e na execução de projeto de sociedade que melhor corresponde a seus interesses. Só que este projeto para ser implantado e mantido precisa de um povo faminto, xucro e feio. Nunca se viu, em outra parte, ricos tão capacitados para gerar e desfrutar riquezas, e para sub- julgar o povo faminto no trabalho, como os nossos senhores empresários, doutores e comandantes. Quase sempre cordiais uns para com os outros, sempre duros e implacáveis para com subalternos, e insaciáveis na apropriação dos frutos do trabalho alheio. Eles tramam e retramam, há séculos, a malha estreita dentro da qual cresce, deformado, o povo brasileiro (…) porque só assim a velha classe pode manter, sem sobressaltos, este tipo de prosperidade de que ela desfruta, uma prosperidade jamais generalizável aos que a produzem com o seu trabalho.

    A primeira evidência a ressaltar é que nossa classe dominante conseguiu estruturar o Brasil como uma sociedade de economia extraordinariamente próspera. Por muito tempo se pensou que éramos e somos um país pobre, no passado e agora. Pois não é verdade. Esta é uma falsa obviedade. Éramos e somos riquíssimos! A renda per capita dos escravos de Pernambuco, da Bahia e de Minas Gerais – eles duravam em média uns cinco anos no trabalho – mas a renda per capita dos nossos escravos era, então, a mais alta do mundo. Nenhum trabalhador, naqueles séculos, na Europa ou na Ásia, rendia em libras – que eram os dólares da época – como um escravo trabalhando num engenho no Recife; ou lavrando ouro em Minas Gerais; ou, depois, um escravo, ou mesmo um imigrante italiano, trabalhando num cafezal em São Paulo. Aqueles empreendimentos foram um sucesso formidável. Geraram além de um PIB prodigioso, uma renda per capita admirável. Então, como agora, para uso e gozo de nossa sábia classe dominante. A verdade verdadeira é que, aqui no Brasil, se inventou um modelo de economia altamente próspera, mas de prosperidade pura. Quer dizer, livre de quaisquer comprometimentos sentimentais. A verdade, repito, é que nós, brasileiros, inventamos e fundamos um sistema social perfeito para os qe estão do lado de cima da vida.

    O valor da exportação brasileira no século XVII foi maior que o da exportação inglesa no mesmo período. O produto mais nobre da época era o açúcar. Depois, o produto mais rendoso do mundo foi o ouro de Minas Gerais que multiplicou várias vezes a quantidade de ouro existente no mundo. Também, então, reinou para os ricos uma prosperidade imensa. O café, por sua vez, foi o produto mais importante do mercado mundial até 1913, e nós desfrutamos, por longo tempo, o monopólio dele. Nestes três casos, que correspondem a conjunturas quase seculares, nós tivemos e desfrutamos uma prosperidade enorme. Depois, por algumas décadas, a borracha e o cacau deram também surtos invejáveis de prosperidade que enriqueceram e dignificaram as camadas proprietárias e dirigentes de diversas regiões. O importante a assinalar é que, modéstia à parte, aqui no Brasil se tinha inventado ou ressuscitado uma economia especialíssima, fundada num sistema de trabalho que, compelindo o povo a produzir, o que ele não consumia – produzir para exportar – permitia gerar uma prosperidade não generosa, ainda que propensa desde então, a uma redistribuição preterida.

    Enquanto isso se fez debaixo dos sólidos estatutos da escravidão, não houve problema. Depois, porém, o povo trabalhador começou a dar trabalho, porque tinha de ser convencido na lei ou na marra, de que seu reino não era para agora, que ele verdadeiramente não podia nem precisava comer hoje. Porém o que ele não come hoje, comerá acrescido amanhã. Porque só acumulando agora, sem nada desperdiçar comendo, se poderá progredir amanhã e sempre. O povão, hoje como ontem, sempre andou muito desconfiado de que jamais comerá depois de amanhã o feijão que deixou de comer anteontem. Mas as classes dominantes e seus competentes auxiliares, aí estão para convencer a todos – com pesquisas, programas e promoções – de que o importante é exportar, de que é indispensável e patriótico ter paciência, esperem um pouco, não sejam imediatistas. O bolo precisa crescer; sem um bolo maior – nos dizem o Delfim lá de Paris e o daqui – sem um bolo acrescido, este país estará perdido. É preciso um bolo respeitável, é indispensável uma poupança ponderável, uma acumulação milagrosa para que depois se faça, amanhã, prodigiosamente, a distribuição.

    A classe dominante brasileira inscreve na Lei de Terras um juízo muito simples: a forma normal de obtenção da prioridade é a compra. Se você quer ser proprietário, deve comprar suas terras do Estado ou de quem quer que seja, que as possua a título legítimo. Comprar! É certo que estabelece generosamente uma exceção cartorial: o chamado usucapião. Se você puder provar, diante do escrivão competente, que ocupou continuadamente, por 10 ou 20 anos, um pedaço de terra, talvez consiga que o cartório o registre como de sua propriedade legítima.

    Como nenhum caboclo vai encontrar esse cartório, quase ninguém registrou jamais terra nenhuma por esta via. Em consequência, a boa terra não se dispersou e todas as terras alcançadas pelas fronteiras da civilização, foram competentemente apropriadas pelos antigos proprietários que, aquinhoados, puderam fazer de seus filhos e netos outros tantos fazendeiros latifundiários. Foi assim, brilhantemente, que a nossa classe dominante conseguiu duas coisas básicas: se assegurou a propriedade monopolística da terra para suas empresas agrárias, e assegurou que a população trabalharia docilmente para ela, porque só podia sair de uma fazenda para cair em outra fazenda igual, uma vez que em lugar nenhum conseguiria terras para ocupar e fazer suas pelo trabalho. A classe dominante norte-americana, menos previdente e quiçá mais ingênua, estabeleceu que a forma normal de obtenção de propriedade rural era a posse e a ocupação das terras por quem fosse para o Oeste – como se vê nos filmes de faroeste. Qualquer pioneiro podia demarcar cento e tantos acres e ali se instalar com a família, porque só o fato de morar e trabalhar a terra fazia propriedade sua. O resultado foi que lá multiplicou um imenso sistema de pequenas e médias propriedades que criou e generalizou para milhões de modestos granjeiros uma prosperidade geral. Geral mas medíocre, porque trabalhadas por seus próprios donos, sem nenhuma possibilidade de edificar Casas-grandes & Senzalas grandiosas como as nossas”.

  55. Daise said

    PT: Pornografia e Política
    Ruy Fabiano

    A novidade da vaia dada no Itaquerão à presidente Dilma foi o seu teor ofensivo, de baixíssimo calão. Sempre se vaiou tudo num estádio de futebol, mas apenas ao juiz estavam reservados os palavrões mais cabeludos. Dilma foi brindada com a novidade, que Lula, com toda razão, classificou de “falta de educação”.

    O estranho, no entanto, é que tal puxão de orelha tenha partido de alguém que, no cargo de presidente da República, quebrou todos os protocolos verbais, chamando seus adversários de “babacas”, proferindo com a maior naturalidade e frequência as expressões mais chulas – como “merda”, “tira a bunda da cadeira” – e reclamando do falso moralismo de quem o criticava.

    O presidente da República, seja ele quem for, tem, por força do cargo, papel de referência perante o público. Se ele pode dizer palavrões do alto dos palanques, todos se sentem com o mesmo direito. É ele quem, mais que qualquer outro, estabelece os limites verbais e comportamentais que o público há de seguir.

    Deve-se ao PT, aliás, a quebra de todos os limites protocolares na política. Pornografia verbal é sua manifestação menos ofensiva. Quando deriva para atos – e atos com dinheiro público -, eis sua forma mais abjeta e deplorável.

    A privatização dos bens públicos, por exemplo. Quando Lula mudou a lei da telefonia e permitiu que seu filho intermediasse a bilionária fusão da Telemar (Oi) com a Brasil Telecom, praticou um ato moral? Antes, a Telemar, da qual o BNDES era sócia, já havia injetado R$ 5 milhões numa empresa de fundo de quintal de Lulinha, a Gamecorp. Isso, sim, é pornografia.

    E a Petrobras, que a Polícia Federal diz estar infiltrada por uma “organização criminosa”? E o Mensalão? Lula chamou repetidas vezes José Dirceu de “capitão do time”. Trancafiado na Papuda, seu capitão deixou de ser alguém de sua confiança, como disse em recente entrevista em Portugal. Só faltou dizer quem nem o conhecia. Pode haver algo mais pornográfico?

    Na campanha eleitoral passada, no cargo de presidente da República, burlava a lei e debochava das multas do TSE, perguntando à multidão quem lhe ajudaria a pagá-las.

    No Mensalão, uma pornografia institucional, produziu algumas amoralidades. Disse que fora traído, sem mencionar por quê ou por quem. Disse que o PT errara e tinha que pedir desculpas ao povo brasileiro. Depois – e desde então -, disse que o Mensalão jamais existiu, que havia sido uma tentativa de golpe contra ele e o PT.

    Tentou induzir o ministro Gilmar Mendes a adiar o julgamento, ameaçando denunciar supostas – e devidamente desmentidas – mordomias que teria recebido por parte do bicheiro Cachoeira.

    Reclamou da “infidelidade” de Joaquim Barbosa, dizendo que o nomeara por ser negro e não um jurista competente. Racismo pornográfico, jamais reclamado pelo movimento negro. Sigamos.

    Ao receber a faixa presidencial de FHC, disse, com emoção: “Fernando, aqui você tem um amigo”. No dia seguinte, passou a atribuir ao “amigo” todas as mazelas do país, debitando-lhe uma suposta “herança maldita”. Quando se viu ameaçado de impeachment, ao tempo do Mensalão, correu ao “amigo” para pedir auxílio, que estranhamente recebeu.

    E a Rosemary Noronha? Tratava-se de “uma amiga íntima”, sem qualificações técnicas. Mesmo assim, ganhou cargo de primeira na República. Lula, além de levá-la clandestinamente nas viagens internacionais a que a primeira dama Marisa não comparecia, criou um escritório da Presidência da República em São Paulo – que não existia antes e deixou de existir depois de exposto o escândalo – e a brindou com a chefia.

    De lá, como se sabe, ela passou a influir na nomeação de figuras carimbadas para os mais altos postos da República – figuras que hoje estão aos cuidados da Polícia Federal.

    Rosemary perdeu status e regalias, mas tem a defendê-la um dos mais caros escritórios de advocacia de São Paulo (remunerado não se sabe como). Mais pornográfico é saber que o caso está envolto em um manto de silêncio.

    Mil vezes menos escandaloso é o grito ofensivo da multidão no estádio, cuja construção se deve a Lula, que, por cautela, ausentou-se de sua inauguração. Bertolt Brecht perguntava, com sarcasmo: “O que é um assalto a banco diante do próprio banco?”

    A pergunta cabe perfeitamente no caso presente. Não aprovo a conduta da multidão do Itaquerão, mas quem sou eu para lhe dar lições de moral? Transfiro a tarefa a Lula, o grande pedagogo das multidões, que as acostumou ao convívio constante com palavrões e atos políticos pornográficos.

  56. Daise said

    DILMA A-E-I-O_-

    Agora em Cuiabá e Belo Horizonte.

    Veja Cuiabá:

  57. Chesterton said

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1876

  58. Chesterton said

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/15258-2014-06-12-23-30-52.html

    chest- é chegada a hora?

  59. Daise said

    Duvido prezado Chesterton

    Lula é “Après moi, le déluge”

    LULA E A LENDA DE SATURNO, QUE COMIA OS FILHOS

    Em recentíssima conversa com um interlocutor, Lula respondeu assim a uma provocação sobre se não era a hora de ele apresentar-se candidato na eleição de outubro, dada a queda da taxa de aprovação de Dilma Rousseff nas pesquisas: “Ainda não é a hora”.

    Por essas e outras é que o “Volta, Lula” não morre. Mesmo que de modo oblíquo, Lula alimenta o movimento.

    A propósito, aos mais próximos Lula revela grande pessimismo com os candidatos petistas aos governos dos quatro maiores colégios eleitorais do Brasil. Embora nem sob tortura vá admitir de público, avalia que Alexandre Padilha, Lindbergh Farias e Fernando Pimentel não serão governadores.
    E teme pelas baixas chances de Rui Costa na Bahia e de Tarso Genro no RS.

    LJA

  60. Daise said

    enquanto isso na Bahia…

    Metrô de Salvador: PT: ZORRA TOTAL, AO VIVO

    Vitor Hugo Soares

    Esta semana, na Bahia, a realidade mais uma vez superou a farsa (no sentido estrito que a expressão tem no teatro e na TV). Para comprovar, basta ver as fotos oficiais distribuídas pela Secretaria de Comunicação do Governo Jaques Wagner sobre o “comício” que marcou, quarta-feira, 11, a entrada do Metrô de Salvador na fase inaugural de “operação assistida”, com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff.

    As imagens foram produzidas um dia depois do “palanque” gratuito de propaganda em rede nacional de rádio e televisão. A título de pronunciamento presidencial sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil (evento planetário aberto quinta-feira em São Paulo sem um “boa tarde” de Dilma sequer, inútil tentativa de escapar de vaias).

    Na mais mostrada fotografia em Salvador, vê-se uma sorridente Dilma na cabine de maquinista, no aparente comando do metrô que ela entregou aos soteropolitanos em meio aos improvisos de praxe que tem marcado sua gestão. Apenas sete quilômetros de trilhos (dos 14 previstos na primeira etapa) e quatro estações em funcionamento, depois de 14 anos de obras e mais de R$ 1 bilhão enterrados em vários governos e campanhas eleitorais.

    Dilma aparenta estar tranqüila e feliz na Bahia. Sem os tiques e toques denunciadores de tensão, medo e raiva que ela exibiu alternadamente nos diferentes momentos em que foi flagrada por câmeras inclemente de TV na tarde incandescente e histórica do Itaquerão. Uma data de nunca esquecer. Para o bem ou para mal.

    O governador Jaques Wagner está ao lado da presidente, na cabine do metrô “enfeitado” inesperadamente com tinta vermelha – como pedia a festa petista – sobre seu original tom “azul cobalto”.

    Em outra imagem, feita minutos antes de sentar na cadeira de comando da locomotiva, a presidente aparece abraçada ao companheiro de partido, governador do Estado, que não se candidatou a nada, em 2014, para dedicar-se inteiramente à tarefa de coordenador, no Nordeste, da campanha de reeleição da atual ocupante do Palácio do Planalto.

    Diante das fotografias da Secom-BA, estampadas nos jornais e blogs locais, é praticamente impossível não lembrar do programa Zorra Total, o humorístico semanal da TV Globo, sucesso nacional há tempos.

    Principalmente da personagem “Dilmaquinista”, um dos quadros de maior apelo popular da engraçada atração dos sábados à noite na TV.

    Na festa política quase particular – com a área cercada de seguranças por todos os lados – proibida a participação popular, mas aberta aos maiorais do PT e aliados governista de todas as plumagens, boa parte ex-carlistas -, o próprio Wagner se encarregou de fazer a associação. Afinal, fora dele próprio a idéia e sugestão de fazer a companheira sentar na cadeira de comando do trem, como uma Dilmaquinista da vida real.

    “Tem um programa de televisão que colocaram uma figura muito simpática conduzindo o trem Brasil. Aí eu perguntei: presidenta, posso lhe pedir uma coisa, a senhora pode sentar na cabine do metrô? Ela sentou e estava uma graça conduzindo o metrô de Salvador”, disse governador em seu discurso.

    Risos, palmas. De aliados e claque presentes.

    Estava formado então o cenário de Zorra Total político-eleitoral encenado no começo desta semana em Salvador. “No clima da pré campanha, com direito a “baianas”, Olodum e Ilê Aiyê. E a presidente caprichou na interpretação. Em sua fala, fez graça até com o apelido de “calça curta”, dado pela população ao metrô em fase experimental.

    “Mas estamos inaugurando aqui o “metrô calça comprida”, porque a linha vai ter continuidade. Nós já temos recursos inteiramente reservados para continuidade da linha 1”, registra a Tribuna da Bahia sobre a fala da presidente na festa baiana.

    Ainda bem, respiram mais aliviados os soteropolitanos atravancados em uma das capitais brasileiras mais caóticas em termos de mobilidade urbana do Brasil. Já imaginaram o que seria a presidente dizer agora – já com a sua campanha de reeleição a pleno vapor, apesar das vaias e insultos de quinta – feira em São Paulo – que vai faltar dinheiro para concluir a primeira etapa de uma obra que se arrasta há quase uma década e meia?

    Para completar, Dilma, batizada pelo ex-presidente Lula de “mãe do PAC”, quando comandava a Casa Civil do governo petista, chamou o ex-secretario Rui Costa, que Wagner empurrou como candidato à sua sucessão, “Pai do PAC na Bahia” na festa do metrô.

    Costa carrega a lanterna nas pesquisas de intenção de voto entre os três principais candidatos ao Palácio de Ondina. Com 9% de aceitação popular, segundo o IBOPE, perde para Paulo Souto, do DEM, com 40%, e a socialista Lídice da Mata, com 11%.

    Zorra Total é pouco. Ou não?

  61. Patriarca da Paciência said

    Redação da “óia”.

  62. Zbigniew said

    Dêem uma olhadinha:

  63. Patriarca da Paciência said

    Bem isso aí, caro Zbigniew,

    como disse aquele Grande Carpinteiro, dois mil anos atrás:

    “Perdoai, eles não sabem o que fazem” e completo, sequer o que dizem.

  64. Chesterton said

    essa mulher pegou em armas como guerrilheira marxista, isto não é honra em lugar algum .

  65. Patriarca da Paciência said

    “essa mulher pegou em armas como guerrilheira marxista, isto não é honra em lugar algum” .

    Patético !

    George Washington, Wiston Churchil

  66. Patriarca da Paciência said

    Continuando…

    Charles De Gaulle , Tiradentes, Júlio César, Ernest Hemingway, Errol Flynn, Getúlio Vargas etc.etc.etc….

    Pegar em armas para defender uma causa, na qual acredita, desqualifica alguém ou, pelo contrário…

  67. Zbigniew said

    E o Bresser Pereira, pelo twitter:

    “As vaias e ofensas de que foi vítima ontem a Presidente do Brasil são uma desmoralização para os paulistas.

    Ou melhor, foram uma demonstração da incivilidade das classes dominantes paulistas, porque só seus membros podiam pagar os ingressos.

    Há uma preocupação com o aumento das manifestações populares, mas muito mais preocupante é a radicalização política da burguesia brasileira.

    Porque a burguesia nunca foi governada pela esquerda, porque os políticos estão sendo acusados indiscriminadamente de corruptos, e porque a Presidente Dilma cometeu alguns erros, essa burguesia virou-se feroz e desrespeitosamente contra ela, embora saiba que é honesta.

    Ela não entendende que o Brasil não é uma Venezuela; que sua democracia está consolidada, e que vaias e obscenidades não fazem sentido aqui.

    Mas esta atitude não deixa de ser preocupante. Não há espaço para o fascismo no Brasil, mas há para radicalização e retrocesso .”

  68. Otto said

    Só lembrando:

    O TSE adverte: PSDB é campeão em ficha suja

    http://www.ocafezinho.com/2012/09/10/o-tse-adverte-psdb-e-campeao-em-ficha-suja/

  69. Patriarca da Paciência said

  70. Patriarca da Paciência said

    Caro Otto,

    No Ranking da corrupção, para cada corrupto do PT, o PSDB tem 6, conforme link do mesmo cafezinho.

  71. Chesterton said

    65, Washington e Churchill guerrilheiros marxistas? Superação da ignorância é isto

  72. Daise said

    DILMA PARA PADILHA: sÃO PAULO NÃO PODE MAIS CONFIAR EM VOLUME MORTO

    Alegando compromissos mais importantes, Dilma com medo de ser vaiada (volta lula!) por algum lulista mais fervoroso decidiu não ir ao “bota-fora”do Quadrilha, digo Padilha.

    De acordo com as pesquisas 97% dos paulistas concordam com ela.

  73. Daise said

    DILMA: PERDEU O RESPEITO PORQUE PERDEU A VERGONHA

    “Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”.

    A frase e do filósofo alemão Georg Lichtenberg (1742-1799).
    Até hoje o PT não aprendeu.

  74. Daise said

    DILMA A-E-I-O-U

    Na Carta Capital

    http://www.cartacapital.com.br/cultura/os-palavroes-transmitem-emocoes-melhor-do-que-quaisquer-outras-palavras-diz-pesquisadora-4504.html

  75. Daise said

    Dr. Chesterton em #71

    Complementando:

    E ainda colocar Dilma e Getúlio Vargas (ditador facista por 15 anos) na mesma categoria de Charles De Gaulle , Tiradentes, Júlio César, Ernest Hemingway, Errol Flynn, etc.etc.etc….

    WOW!

    Eu chamo isto de paralogismo galopante!

  76. Chesterton said

    Patriarca é impagável…

  77. Daise said

    Ótimo texto!

    A POLIDEZ SELETIVA
    Paulo Rosenbaum (ESTADO)

    Era melhor nem comentar. Nem iria, se não fosse a comoção histérica que passou a monopolizar as conversas. Acontece toda vez que a impopularidade dos populistas aparece. Decerto foi indelicado. Novo padrão estético mereceria ter chance nos coros de protesto. Sem refrões mais criativos seria preferível manter a elegância da vaia. Ela demonstra repúdio mais civilizado, impessoal. Pode ser gutural, mas é universal. Claro que aos ofendidos interessava tomar como desonra e contra-atacar.
    Mas é o poder que estava sendo recriminado. O espantoso são os critérios de equivalência usados pelos comentaristas chapa branca.

    Um juiz pode ser humilhado e testemunhar sua reputação sofrer pesada campanha difamatória, racista e caluniosa sem que se levante um pio. Enquanto ao presidente do partido que está no poder é facultado insinuar que o adversário político consome drogas. Quem não se lembra do séquito de indelicadezas indiscriminadas – dossiês sujos, ataques de intelectuais à classe média, o despudor do “relaxa e goza”, insinuações homofóbicas nas campanhas eleitorais, desqualificações sistemáticas daqueles que discordam, o clamor em rede nacional contra a mediocridade dos pessimistas – e do abuso do linguajar hostil, por vezes espalhado com subsidio federal.

    A tragédia nacional não é bem essa. Chocante é o nível com que hoje se expressa o diálogo político.
    Criticar tornou-se escandaloso. Vaiar, ilicitude. De repente, xingamentos nas arenas serão criminalizados.

    Como se catarses não fossem imprevisíveis.
    Como se as massas dos estádios lá não estivessem para se desvencilhar da autocensura.
    Como se qualquer pagante fosse culpado.
    Como se eles não fossem co-autores do esbanjamento e do clima de animosidade.
    Como se a elite estivesse fora das tribunas de honra.
    Como se o ópio não liberasse insultos sufocados nas gargantas. Como se fosse tremenda novidade que árbitros, bandeirinhas, times e jogadores não tivessem que ouvir as mesmíssimas expressões. Palavrões e insultos que agora maculam o aveludado ouvido de autoridades, locutores e militantes indignados.

    A hipocrisia fica muito mais insuportável quando escolhida a dedo. Sob um puritanismo distorcido, escolheram a polidez seletiva para se solidarizar.

    Sinto muito, mas aí o cinismo escapa do centro da meta.

  78. Patriarca da Paciência said

    Chesterton, analfabeto funcional,

    Hemingway lutou ao lado da esquerda marxista espanhola, perdeu a causa mas é considerado o maior escritor norte-americano de todos os tempos.

    Errol Flynn lutou ao lado de Fidel Castro, ganhou a causa, os embargos norte-americano continuam até hoje, e, nada atrapalhou a carreira do astro.

    Chaplin não pegou em armas, mas foi perseguido pelo “caçadores de bruxas” por ser de esquerda, exilou-se e continuou o grande astro de sempre.

    Apenas o abilolado Chesterton acredita que alguém seja desclassificado por ser marxista ou ter combatido em luta armada.

    Deu para entender, analfabeto funcional ?,

    É isso aí, Chesterton, teu negócio mesmo é guerra fria.

  79. Daise said

    Dr. Chesterton

    Como os “patriarcas da p.” não tem nenhum líder do presente, acabam sempre citando supostos ídolos do passado.
    O tempo passou mas…
    Ficaram presos na Guerra Fria. O muro de Berlin nunca caiu.
    O Homem não chegou à Lua.Dilma não é incompetente.
    Nada de novo.
    Nem lula, o “vendedor de óleo de cobra” é citado.
    Um vexame.

  80. Chesterton said

    Um ilustríssimo político brasileiro ficou inteiramente PT da vida com os suíços que resolveram cooperar com a Operação Lava Jato.

    O cabra perdeu nada menos que US$ 10 milhões que estavam confiados ao doleiro Alberto Youssef, em uma das contas confiscadas na Suíça.

    O mais triste é que o malandro nem vai reclamar das verdinhas perdidas, já que seu patrimônio familiar, conquistado na boa e corrupta vida pública do Brasil, supera a marca de US$ 4 bilhões…

    O escroque só precisa tomar cuidado porque tem uma turma do Judiciário, do Ministério Público e das inteligências da Receita e da Polícia Federal de olho nele e nos seus pupilos…

    Alerta Total

  81. Chesterton said

    Patriarca, Hemingway é notório pela literatura, não por suas posições políticas.
    Você é notorio por sua burrice.

    Errol quem?

  82. Pax said

    Depois de 500 bombas e furos jornalísticos furados e não confirmados, só o Chesterton, velho e bom Chesterton continua lendo esse tal Alerta Total.

    Mas o arbítrio, felizmente, é livre, sim.

    =)

    —-

    Nunca vi um “Tomá no C” sair tanto pela culatra.

    Uma meia dúzia continua gostando, mas boa parte da própria oposição caiu na real. De novo, ainda bem que o arbítrio é livre e as pessoas torcem pelo que bem entendem.

  83. Pax said

    Em SP um ex-braço direito do governo Covas, lotado de denúncias e mais denúncias, esquemas mais que conhecidos etc e continua firme, forte e apoiado pelo governo tucano. Impressionante.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1470973-conselheiro-do-tce-usou-paraiso-fiscal-para-ocultar-conta.shtml

    Mas a turma diz que é diferente. É sim. É educada. Manda presidente tomar no c no meio da Copa do Mundo.

    Até Abílio discorda.

    http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/06/1470823-abilio-diniz-alegrias-e-tristezas.shtml

  84. Pax said

    O pelegão Paulinho da Força Sindical já tem teta escolhida

  85. Pax said

    não, não é de um blog sujinho… é na Folha

    Os esqueletos de Aécio

    A questão das farras e da cocaína, afora a grana da Saúde e outras farrinhas, ainda incomodam menos que a perseguição implacável que faz com jornalistas que o criticam.

    Democrata complicado quem tem esse tipo de prática.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/171394-os-esqueletos-de-aecio.shtml

  86. Pax said

    Vou comprar, sim

    http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-93/vultos-da-republica/o-publico-e-o-privado

  87. Chesterton said

    Você lê Carta Capital e reclama do Alerta Total?

    Dilma: decreto bolivariano 8243

    Povo: Dilma, vtc.

  88. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/para-juristas-decreto-de-dilma-coloca-o-pais-na-rota-do-bolivarianismo

  89. Guatambu said

    É impressão minha ou o Pax anda mais figadal ultimamente?

  90. Pedro said

    Não sei o que foi pior:
    Mandar a Presidente tomar dentro, na hora e local errados. ou
    A festa de abertura da copa. O que foi aquilo?
    Pelamordedeus, qualquer carnavalesco faria melhor.

    No mais, a copa é um grande espetáculo. A FIFA é uma organização mafiosa, mas tem um produto imbatível no quesito entretenimento. Copa do mundo é show.

  91. Guatambu said

    Sobre os xingamentos, é claro que não é a melhor forma de criticar uma presidente da república.

    Mas, diante da falta de discurso da Dilma, foi a maneira que o pessoal encontrou.

    Ridículo mesmo é o PT se fazer de vítima e apelar para aquele discurso de 2002:

    – conflito de classes
    – preconceito

    Até parece que depois de 12 anos no poder o PT não conseguiu mudar o Brasil… e se mudou, com essa crítica, parece que mudou pra pior.

    O próprio “povo” está cansado de assistir a demonstrações de educação vindos do PT:

    – Videos do Zé Dirceu instigando o “povo” a “bater nas urnas e bater na rua”, essa “elite branca”.
    – Marilena Chaui chamando a classe média de terrorista, desprezível, etc etc.
    – Um grupo de professores(!) atirando frutas e até cadeiras no Mário Covas, então com câncer.

    Se xingar é ruim, imagina partir pra porrada.

    Essa vitimização é de uma infantilidade elementar.

    Eu acho inacreditável que a mídia queira fazer juizo de valor sobre isso.

    Lição de educação mesmo foram os japoneses, que depois do jogo recolheram o lixo no estádio.

    Mesmo perdendo.

  92. Elias said

    “Ela (a burguesia) não entende que o Brasil não é uma Venezuela; que sua democracia está consolidada, e que vaias e obscenidades não fazem sentido aqui.” (Bresser Pereira)

    1 – Ora, seu Luiz Carlos, exatamente por entender que o Brasil não é uma Venezuela, é que a direita faz o que faz… A tática de fomentar a desordem para, em seguida, clamar pela “ordem” (a bordo de um golpe, evidentemente), é mais antiga que a posição de fazer cocô…

    2 – Democracia consolidada? Não mesmo! Se estivesse consolidada, o artigo do seu Luiz Carlos teria outro tema. Se o Brasil vai ou não colocar a direita no lugar que lhe cabe, é outro papo… (E, se colocar, talvez a democracia se consolide. Talvez…).

    3 – Vaias e obscenidades fazem todo sentido, sim. Dizem muito sobre quem vaia e rosna obscenidades, e sobre o que deve ser feito com essa canalha…

  93. Guatambu said

    Pedro,

    Outra coisa que não entendo: parece ser difícil demais separar as coisas!

    Por que não podemos nos divertir com a Copa e ao mesmo tempo criticarmos a organização e a política por trás disso?

  94. Pax said

    Caro Chesterton, rabugento Chesterton,

    Você diz que eu leio Carta Capital. E eu digo que o que você diz não é verdade. Pra ser educado.

    Não vou mandar ninguém tomar no fiofó.

    O decreto da Participação Social não tem absolutamente nada de bolivarismo. Mas a Veja é a Veja, então você entende o que a Veja publica. Ao menos veja o GloboNews Painel que discutiu o assunto com bem mais profundidade, caro Chesterton. Fica a dica.

    Caro Guatambu,

    Não acho que esteja mais biliático ou fidagal. Hoje acordei bem mais cedo que o normal, talvez um pouco ensonado.

    Mas confesso que fiquei incomodado com a turma mandando a presidente tomar no c. Você é de São Paulo, sabe como a turma é. Fica na fila do restaurante medindo o ano do carro que você chega, a marca do tênis que você usa etc etc. E foi, sim, essa turma que mandou a presidente tomar no fiofó.

    Essa turma é que vota em Maluf, Alckmin, etc. Estou dizendo que a turma do Rio, ou de POA, ou de BH ou qualquer outra capital são diferentes? Hum… a se pensar. Um pouco me parece que sim.

    Cá sempre disse que todos são muito parecidos, os partidos, os políticos. Ladroagem? PSDB e PT são diferentes? Hum… sei não. E fico incomodado que efetivamente não haja uma oposição que preste. Vi o programa da Renata Lo Prete na Globonews, com o Aécio. Cara, como é que alguém se engana com as figuras carimbadas como essa?

    Quando Renata perguntou sobre a corrupção do PSDB, de SP, a resposta do candidato foi: mas você não viu que foram os funcionários públicos, que não há acusação dos políticos do PSDB? Você, Renata, acha que Alckmin estaria envolvido? Algo do gênero.

    Essa, então é a tese de defesa do candidato? Que Covas, Serra, Alckmin, todos são santos incapazes de qualquer deslize? Ah, tenha dó.

    Outro ponto que tem me incomodado com essa campanha paupérrima: O Brasil está na beira do abismo, se o PT não sair do poder o Brasil afunda… putz, só se for na lama da Guarapiranga. Quase 100% de pleno emprego e os caras dizendo que o Brasil vai afundar?

    É claro que hoje em dia o PT não me representa. Exatamente por ter tomado o mesmíssimo caminho do PMDB, do PSDB etc. E aí você fica incomodado. O governo atual, como o próprio Elias, petista, disse, já deu o que tinha que dar, já fadigou. Ok, hora de mudar então.

    Mas mudar pra isso que se oferece?

    Quando vejo essa turma fazendo política fico realmente incomodado.

    Há riscos no Brasil. As contas públicas estão num caminho ruim, mais pra frente não vão fechar, como não fecharam nos governos sociais democratas da Europa. E aí vem crise sim. Mas isso é mais à frente. E as contas públicas não chegam onde deveriam chegar. E isso não é à frente, é agora.

    Só que…. de novo, o que se oferece de renovação? De alternância no poder?

    Isso, essa carreira “empoeirada”. Pior que isso, mofada mesmo.

  95. Pax said

    Caro Pedro,

    Sobre a Fifa, um pouco de jornalismo…

    http://apublica.org/2014/06/a-falencia-moral-da-fifa-3/

  96. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2014/06/1470848-ubss.shtml

    União Brasileira Socialista Soviética

  97. Pax said

    E aí vem o Chesterton com seus filósofos. Pondé, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Olavo de Carvalho, Lobão etc etc….

    E aí a gente tem certeza que essa oposição com esses ídolos, vale o que vale.

  98. Chesterton said

    O decreto da Participação Social não tem absolutamente nada de bolivarismo

    chest- hahahahahahahahahahaha, leia o Ponde aí na Folha (ou a Folha tambem não pode?)

  99. Chesterton said

    Pax, caiu no bolivarianismo de cabeça, esse final-de-semana foi a conversão total.

    PAX! VTC você tambem.

  100. Pax said

    A Folha pode. O Pondé é que é difícil, muito “filosófico”… kkkk

  101. Chesterton said

    O Melo, vermelinho até não mais poder, tá na Folha. Ora, VTC todo mundo.

    Como bem salienta Ponde, os conservadores em vez de fazer passeata o dia inteiro tem que trabalhar, e vão trabalhando até que a situação chegga num ponto onde a estrutura da vida privada de cada um fica ameaçada. Esses movimentos que o Pax tanto simpatiza vão apertando, apertando, os conservadores nada fazem, até que apertam tanto que há uma explosão . A reação da maioria calada (maioria da ordem de 85%) vai para as ruas .

  102. Chesterton said

    “Esse decreto diz respeito à participação popular no processo legislativo e administrativo, mas a Constituição, quando fala de participação popular, é expressa ao prever como método de soberania o voto direto e secreto. É o princípio do ‘um homem, um voto’. Mesmo os casos de referendo, plebiscito e projeto de iniciativa popular têm de passar pelo Congresso, que é, sem dúvida, a representação máxima da população na nossa ordem constitucional”, diz o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso.

    “Sem dúvida isso é coisa bolivariana, com aparência de legalidade, mas inconstitucional. Hugo Chávez sempre lutou para governar por decreto. Nicolás Maduro, a mesma coisa. Isso está ocorrendo também na Bolívia e no Equador. É um movimento sul-americano esse tal constitucionalismo bolivariano, mas é algo que pugna pelo fortalecimento do Executivo, por uma ditadura e que prega a vontade dos detentores do poder. O problema desse constitucionalismo é que ele é um constitucionalismo que não é. Constitucionalismo pressupõe liberdade, Estado constitucional e vontade da lei, e não dos homens”, afirma Velloso.

    Para o ex-ministro da Justiça Miguel Reale, o decreto é eleitoreiro: “Dilma ganha diálogo com os movimentos sociais e pode dizer ‘eu dei poder para vocês’”.

    “É uma democracia pior que a Venezuela, uma balbúrdia, um caldeirão. É mais grave do que os governos bolivarianos da América do Sul, porque esse decreto reconhece que movimentos não institucionalizados têm o poder de estabelecer metas e interferências na administração pública. Qualquer um pode criar um organismo para ter interferência”, completa Reale. O jurista se refere ao fato de que o decreto, no inciso I do artigo 2o., traz uma definição de sociedade civil que compreende “os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados

  103. Chesterton said

    do 88

  104. Guatambu said

    Pax,

    “Você é de São Paulo, sabe como a turma é.”

    Eu sou de São Paulo sim, mas não sei se sei como a turma é.

    Eu sei que tem uma turminha, aquela que vc gosta de dizer que é chegada numa teta.

    Essa turminha sim: só gente do mesmo círculo, só gente com nome, padrinho, gente que sabe do esquema é que está disposto a chafurdar nele. Essa turma de que falamos há um tempo, e que acabou fazendo você parar de ir àquela comunidade que atendia para “dar um tempo”.

    Eu não sei como essa turminha pode se transformar em uma maioria de uma hora para outra.

    Não acredito que seja.

    Eu percebo que para você a vivência e a experimentação fazem sentido como meio de análise.

    Pois bem, como qualquer pessoa do interior, eu sofri no processo de adaptação em SP, isso há quase 20 anos atrás.

    Era uma época diferente: a galera do colégio se separava em grupinhos; a galera da faculdade também.

    Tenho vários amigos mais novos, muitos que foram estagiários e analistas meus, vieram para SP do NE, do N, do CO e do interior de SP. Gente simples, que se adaptou fantasticamente: o que os torna mais interessantes é justamente o fato de serem diferentes, de olharem as coisas sob outra perspectiva.

    A sociedade paulistana (se é que podemos chamar assim a classe média onde me incluo), está mais aberta, mais politizada, mais socialmente ativa e muito mais racional.

    Por isso provoquei o Pedro.

    No meu círculo, está bastante clara a diferença entre a organização da Copa (seja o papel da corrupta Fifa, seja o papel de cada esfera de governo no projeto da copa aqui no Brasil), e a Copa espetáculo, com times, e a torcida cantando o hino nacional à capela.

    Se isso me faz “elite branca”, burra, preconceituosa, machista, etc etc… que em nada enobrecem o debate, tudo bem, não tem problema nenhum.

    Agora sobre o Aécio.

    Estou aguardando as propostas dele.

    E até o momento estou muito chateado porque não vejo nada de surpreendente. Demonstra de fato como a oposição está enfraquecida.

    No momento estou gostando muito mais do Eduardo Campos e da Marina.

    Vi o Roda Viva com ele, e achei bacana.

    Sinceramente, Pax, eu aposto sim na alternância de poder. Para mim é darwinismo político. O próximo que subir lá terá que se esforçar se quiser permanecer. E até por isso acho a reeleição algo interessante.

    Para tal fim eu não teria dó de gastar meu voto no Skaf pra SP e no Aécio para o Brasil (mesmo preferindo o Campos como alternativa).

    Novamente: se isso me faz “elite branca”, burra e outros adjetivos, ok, não me importa.

  105. Chesterton said

    União Brasileira Socialista Soviética. Piada de mau gosto mesmo,
    também acho, mas a pena mesmo é que a discussão política entre nós seja da idade
    da pedra e o socialismo ainda seja levado a sério. A piada de mau gosto mesmo é
    que estamos à beira de um golpe de Estado invisível no Brasil.
    O leitor e a leitora já estão a par do decreto do governo que institui a
    Política Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação
    Social? Trata-se de decreto para aparelhar movimentos como o MST (gente que quer
    tomar a terra alheia), o MTST (gente que discorda da ideia de que se deve pagar
    pelo teto em que mora) e outros movimentos que englobam gente “sem algo” e acham
    que a sociedade deve dar pra eles. Esses grupos darão um golpe de Estado
    invisível. Tudo fruto, é claro, de setores do PT radical e os raivosos ex-PT,
    hoje em pequenos partidos.
    Esse decreto é um golpe de Estado sem dizer que é. Lentamente, os setores mais
    totalitários do país, amantes de ditaduras do proletariado (ou bolivarianas)
    voltam à cena no Brasil. Comitês como esses tornam os poderes da República
    reféns de gente que passa a vida sendo profissional militante. Quando você
    acordar, já era, leis serão passadas sem que você possa fazer algo porque estava
    ocupado ganhando a vida.
    Pergunte a si mesmo uma coisa: você tem tempo de ficar parando a cidade todo
    dia, acampando em ruas todo dia, discutindo todo dia? Provavelmente não, porque
    tem que trabalhar, pagar contas, levar filhos na escola, no hospital, e, acima
    de tudo, pagar impostos que em parte vão para as mãos desses movimentos sociais
    que se dizem representantes da “sociedade”.
    Mas a verdade é que a maioria esmagadora de nós, a “sociedade”, não pode
    participar desses comitês porque não é profissional da revolução.
    Tais movimentos que se dizem sociais, que afirmam que as ruas são deles, mentem
    sobre representarem a sociedade. Mesmo greves como a do metrô, capitaneada por
    uma filial do PSTU, não visa apenas aumentar salários. Visa instaurar a desordem
    para que o Brasil vire o que eles acham que o Brasil deve ser.
    Afinal, de onde vem a grana que sustenta essa moçada dos movimentos sociais? A
    dos sindicatos, sabemos, vem dos salários que são obrigatoriamente onerados para
    que quem trabalha sustente os profissionais dos sindicatos. Mas, até aí, estamos
    na legalidade de alguma forma. Mas e os “sem-Macs” ou “sem-iPhones”, vivem do
    quê? Quando os vemos na rua, não parecem estar passando fome e frio como dizem
    que estão. Essa gente é motivada e sustentada de alguma forma.
    Por que não se exige entrar nas contas do MST e MTST e descobrir de onde vem a
    grana deles? Quem banca toda essa estrutura militante? Temo, caro leitor e cara
    leitora, que sejamos nós, os mesmos que eles consideram inimigos, a menos que
    concordemos com eles.
    Uma das grandes mentiras desses movimentos sociais é dizer que combatem a “elite
    econômica”, que, aliás, em dia de greve, fica em casa porque não precisa de fato
    se virar pra ir trabalhar.
    Quem sofre com esses movimentos que arrebentam o cotidiano é gente que perde o
    emprego, perde o negócio, perde a vida se fica parada no trânsito ou na fila. É
    gente que, quando muito, anda de carro 1.0, não gente que anda de helicóptero.
    É diarista, empregada doméstica, porteiro de prédio, professor, estudante sem
    grana e que tem que pagar a faculdade, não riquinhos da zona oeste paulistana
    que fazem sociais para infernizar a vida dos colegas.
    É médico que tem três empregos, é dona de casa que cuida de filhos e trabalha
    fora, é trabalhador da construção civil, é gente “mortal”, comum, que não pode
    se defender dos caras que fecham a cidade dizendo que fazem isso em nome do
    “povo”.
    Os movimentos sociais têm demonstrado seu caráter autoritário. Pensam que as
    ruas são o quintal de seus comitês, que aparelharão os poderes da República.
    Se não bastasse isso tudo, vem aí o controle social da mídia. Dizer que será
    apenas para evitar monopólios é achar que somos idiotas. Veja o que aconteceu na
    Argentina.
    Ponde na FSP

  106. Chesterton said

    “instaurar a desordem
    para que o Brasil vire o que eles acham que o Brasil deve ser.”

    chest- logo, vtc.

  107. Pax said

    Caro Guatambu,

    Você não me parece fazer parte dessa tal turma que idolatra Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo, que acha o Lobão um filósofo etc.

    Nem a minha turma de SP faz parte dessa “elite” que gosta de roupa Zara. Não foi a você a direção do meu comentário.

    Se você desconhece essa turma que gosta de posar nas passarelas do Shopping Iguatemi, sugiro prestar atenção.

  108. Guatambu said

    Pax,

    Mas é isso que eu quis dizer: se é que ainda existe essa elite a qual você se refere, essa elite é uma minoria, e não tem nada a ver com a maior parte da classe média.

    Se vc assistiu aquele programa com as socialites há alguns anos atrás (nem sei se existe aquela porcaria ainda), talvez seja aquele tipo a que vc se refere, eu reitero: aquilo é uma minoria.

    E pasme, se me permite uma generalização, até pelo público-alvo do programa: aquilo é mais referência para a classe média baixa do que para a classe média.

    Desculpe-me Pax, mas eu acho que vc está julgando o caráter de uma classe inteira de gente que também batalhou para chegar a algum lugar, com base em poucas evidências…

    Desde quando ler Reinaldo Azevedo é demonstração de caráter?
    Desde quando comprar roupa da Zara é demonstração de caráter?

    É o mesmo que eu virar pra vc e dizer que todo pobre é bandido.

    Esse discurso já morreu há uns 10 anos…

  109. Patriarca da Paciência said

    “Patriarca, Hemingway é notório pela literatura, não por suas posições políticas.”

    Chesterton, vou desenhar mais uma vez.

    É exatamente isso que quero dizer, ou seja, o fato de Hemingway ter participado de luta armada, ao lado da esquerda marxistas, contra o ditador Franco, em nada o desqualificou, muito pelo contrário. E suas posições políticas também nunca o desqualificaram.

    Aliás, outro grande artista, este da Espanha, Pablo Picasso, também era claramente de esquerda. Cervantes, o maior escritor espanhol de todos os tempos e, um dos cinco grandes escritores ocidentais, ombreando com Homero, Dante, Shakespeare e Dostoiewski, também participou de lutas armadas, tendo sido inclusive aprisionado e transformado em escravo por vários anos.

    Analfabetismo funcional não é irreversível ! Faz um pouquinho de esforço que você acaba compreendendo o que as frases dizem.

  110. Patriarca da Paciência said

    “Tratamento como aquele não deveria ser dispensado a quem quer que fosse. Nenhum precedente o justifica, nenhum. Nada o ameniza ou o torna menos bárbaro”, escreve o colunista do Globo; jornalista cobrou ainda a imprensa, a quem cabe, segundo ele, “explicar o que houve. E deplorar”; e criticou os adversários de Dilma Rousseff nas eleições: “aproveitaram a ocasião para tentar tirar proveito político. Que feio!”
    (247)

    Até o Noblat está contra ! Barbosão também já se pronunciou contra !

    Por que será que alguns cabeças duras ainda teimam em justificar quem fala obscenidades para um Presidente da Republica ?

  111. Chesterton said

    Desisto, patriarca.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2014/06/1470923-o-mundo-e-dos-barbaros.shtml

  112. Chesterton said

    Clkientes antigos torcedores radicais do Lula falando das falcatruas do PT na sala de espera….sei não, mas se eles estão ficando putos é que a casa caiu.

  113. Pax said

    Caro Guatambu,

    Se você sabe que a Zara utiliza mão de obra similar à escrava e continua comprando roupa dessa marca… Sinto muito, mas diz sim sobre teu caráter.

    Enviada do meu iPhone

    >

  114. Pedro said

    Guatambú #93, sim, concordo.
    O espetáculo dentro dos estádios é uma coisa. A política, a roubalheira e as safadezas dentro da FIFA, são outra coisa.

    Claro que no episódio da abertura, a Dilma tem sua parcela de culpa. Ela não se comporta como presidente, chefe de governo de todos os brasileiros. Ela se comporta como candidata do PT.
    Mas não justifica. A reação veio de forma errada, na hora errada, no lugar errado.

  115. Daise said

    DILMA A-E-I-O-U

    A tal elite branca, paulista rica e educada diretamente da ala VIP elogiando a suprema presidanta:

  116. Guatambu said

    Pax,

    De maneira semelhante, estaríamos praticamente proibidos de comprar quaisquer produtos advindos da China, ou do SE asiático.

    Sapatos, bolsas, capinhas de celular, relógios, eletrônicos de baixa qualidade, bijuterias… etc… etc… etc…

    Me diga Pax, comprar na 25 de março ou na galeria Pajé diz alguma coisa sobre o caráter das pessoas?

  117. Guatambu said

    Pedro,

    Mas o ponto é esse: ninguém está achando que foi certo.

    A vitimização é que é errada.

  118. Pax said

    Não me parece vitimização.

    Qual o problema de comprar produto da China?

    O que vende na galeria Pajé? Juro que não conheço.

    Enviada do meu iPhone

    >

  119. Guatambu said

    Pax,

    Você diz que a Zara emprega pessoas em condições semelhantes à escravidão.

    Pois bem, não sou advogado da Zara, e mesmo que quisesse, a Zara não me veste bem… (hehehe)

    Portanto, a minha crítica não é em defesa da Zara, mas sobre a generalização que você faz.

    O que significa empregar pessoas em condições semelhantes à escravidão?

    – Não ter um contrato de trabalho com as pessoas?
    – Não ter qualquer tipo de auxílio transporte, insalubridade, moradia, etc?
    – Não recolher impostos e taxas trabalhistas?
    – Falta de condições básicas de higiene como banheiro e água?
    – Falta de horários de pausa e folga?
    – Manter uma relação de trabalho em que o funcionário acaba tendo que pagar pra trabalhar?

    O que estou fazendo é simplesmente lembrar você que em países como a China, Índia, Malásia, Vietnã, etc, milhares de pessoas trabalham exatamente como nas condições supracitadas.

    Por vários motivos: a falta de legislação, falta de fiscalização dos governos, excesso de mão-de-obra, falta de escrúpulos de empresários locais, etc.

    Nesses países são produzidos diversos produtos:

    – tênis
    – roupas
    – carregadores de celular
    – brinquedos
    – capinhas para celular
    – relógios
    – perfumes falsificados
    – equipamentos de som
    – mochilas e acessórios de cozinha
    – e vários outros itens

    Hoje a mais variada oferta desses produtos acima é oferecida: na 25 de março; na Galeria Pajé, nas lojas de roupas do Brás; galerias presentes na Av. Paulista apelidadas de xing-ling pelos paulistanos; etc.

    Entre um trimestre e outro sempre se vê notícias de jornais falando de confecções no Brás usando mão-de-obra boliviana em situação semelhante à escravidão.

    A maioria dos “empresários” da 25 de março e da Galeria Pajé são imigrantes Chineses, Koreanos e agora de origem Árabe, todos parcialmente escravizados por mafiosos de origem dos próprios países.

    Não há emissão de notas fiscais, não há nenhum tipo de denominação de origem dos produtos além das famigeradas inscrições “made in china”.

    Esses produtos chegam a estes locais mais baratos que o normal porque não pagam impostos e concorrem com produtos importados que pagam.

    Então eu pergunto: qual é a diferença entre comprar na Zara e comprar em qualquer barraquinha de ambulante na 25 de março?

    Se, saber que a Zara mantém relações de trabalho escravo com seus funcionários e comprar roupas da Zara denota caráter, e o caráter desses que compram na 25 de março etc?

    Estamos falando de milhares de paulistanos de todas as classes: A, B, C e D que além de comprar sobrevivem desse submundo do trabalho desqualificado oriental, sustentando não só o trabalho escravo naqueles países como também a máfia local.

    Ou seja, Pax: generalização.

    Você generaliza para o lado de quem compra da Zara, e esquece que tem muito mais gente comprando em situação tão horrível quanto ou pior.

    A minha dúvida é se vc esquece por conveniência ou esquece por ignorância.

  120. Guatambu said

    Pax,

    Por vitimização entenda o discurso do ex-presidente Lula e da militância retomando a velha ladainha petista de 12 anos atrás:

    – conflito de classes
    – preconceito

    Como disse o outro:

    Até o momento o Brasil nunca ninguém abriu a boca para falar de educação quando uma torcida xingava um juíz, ou jogador, ou o adversário, ou quem quer que fosse.

    Mas agora que põe no centro a presidente do Brasil, há uma correria para tentar “censurar” a torcida.

    Isso é ridículo.

  121. Pax said

    Caro Guatambu, vamos por partes que essa conversa desvirtuou um bocado,

    1 – Zara: procure no Ministério Público a acusação. Não é minha. Eu só sei é que foi multada sim e isso é mais que motivo pra eu não comprar da marca, como não compro nem uso nada da Nike pela mesmíssima acusação. Não conheço esse comércio que você cita, não sou comprador da Galeria Pajé nem mesmo de produtos falsificados.

    2 – Você parece entender que estou em defesa do PT ou algo do gênero. Não, não estou mesmo. Estou em defesa que haja alguma oposição que preste no Brasil. O PT não me representa e eu me aborreço um bocado ao ver que a oposição é tão cabeça oca e tão sem propostas que acaba nisto que estamos vendo.

    Se você se ofendeu porque falei dos paulistas, dessa turma que gosta de desfilar de carrão e olhar você de cima abaixo pra “medir” o que você tem, desculpe-me, ela é real pacas, sim. E um monte de gente com educação de quinta. Não estou ofendendo os paulistas, estou dizendo que esse tipo de gente é muito vazia, muito egoísta, muito non sense. E confesso que não consigo, de forma alguma, concordar com seus valores.

  122. Pax said

    Pro Chesterton, velho e rabugento Chesterton, estrilar:

    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/532297-cientistas-pedem-a-suspensao-dos-transgenicos-em-todo-o-mundo

  123. Daise said

    DILMA A-E-I-O-U

    A tal elite branca, paulista rica e educada diretamente da ala VIP elogiando o governo do PT:

  124. Daise said

    DILMA A-E-I-O-U

    enquanto isso:

    Só desenhando pra petista entender!

  125. Guatambu said

    Pax,

    Agora entendi o que vc quis dizer. Também não tenho a intenção de ser ríspido, quero só entender a base sobre a qual você está construindo seu raciocínio. Se a Zara tem uma multa trabalhista, putz… bem feito pra ela por não cumprir com suas obrigações. Quem sou eu para dizer o oposto. Eu soube da história, não sabia que ela tinha sido condenada, ainda assim: não comprava e nem compro roupas dela.

    Peço apenas que considere o que eu disse: já que você gosta de empirismo, convido você a dar uma passada no sábado pela manhã ali na 25 de março e abordar os chineses ali e perguntar como é o esquema deles…. vc vai se decepcionar.

    E eu fico pensando: po, num lugar onde o comércio é agitado e livre desse jeito, por que não aparece um fiscal de impostos, ou um fiscal trabalhista ali?

    A única conclusão que eu chego é que se aparecer, o maior ponto comercial de São Paulo vai por água abaixo (mesmo com toda a seca na cantareira).

    Agora, posto que cada fiscal deve ter uma região para cobrir, o que faz o fiscal que esteja nessa região?

    Vistas grossas?
    Ordens superiores para não fazer nada?
    Corrupto?

    Eu tenho certeza que tem fiscal sobrando para fazer a fiscalização detalhada desse lugar… só que por algum motivo, nunca aparece nada.

    A Zara, Pax, é a ponta do iceberg.

    A questão é generalizar: a empresa é grande e foi multada, então ela é maligna, e quem compra de empresa maligna é mau caráter.

    Estou dizendo que não precisa ser grande pra ser maligno.
    Não precisa comprar de empresa maligna para ser mau caráter.

    Não tem nada a ver com o PT.

    Em relação aos paulistanos, fique tranquilo que não estou ofendido.

    Novamente, a questão é generalização: vc ir 1 dia no iguatemi e ser medido da cabeça aos pés por uma socialite que aparece na sua frente não diz nada!

    O iguatemi é 1 shopping, nem de longe é o mais frequentado de SP.

    Nem de longe a classe social de lá é a dominante (mesmo pq eles são minoria)

    Nem de longe a classe social de lá serve de referência para o resto dos paulistanos (hoje não)

    Estou “reclamando” da sua análise porque você gosta de falar da experiência que teve no lugar X ou Y, e eu estou dizendo que tive uma experiência diferente.

    Com a diferença que você está distante dessa realidade, e eu moro nessa realidade.

    A minha experiência não tem relevância na sua análise?

    Aliás, sabe onde eu acho que o povo da classe média-alta é muito mais metido que o paulistano?

    Em Campinas. Continua sendo uma minoria, mas lá acontece ainda acontece exatamente isso que você descreve.

    Felizmente não é essa a classe média-alta politizada e racional de que eu ando falando aqui.

  126. Pedro said

    Vamos ao futebol, pra descontrair:

    Depois de perder de 4 x 0 para Alemanha o técnico de Portugal disse… tá FADO!

  127. Daise said

    LULA A-E-I-O-U

    LULA TOMA UM CALABOCA DE FHC

    “Lamento que o ex-presidente Lula tenha levado a campanha eleitoral para níveis tão baixos. Na convenção do PSDB, não acusei ninguém; disse que queria ver os corruptos longe de nós. Não era preciso vestir a carapuça. A acusação de compra de votos na emenda da reeleição não se sustenta: ninguém teve a coragem de levar essa falsidade à Justiça.
    Não é verdade que a oposição pretendesse derrubar o presidente Lula em 2005. Na ocasião, pedimos justiça para quem havia usado recursos públicos e privados na compra de apoios no Congresso, o que foi feito pelo Supremo Tribunal Federal.
    Apelo às lideranças responsáveis, do governo e da oposição, para que a campanha eleitoral se concentre na discussão dos problemas do povo e nos rumos do Brasil.”

    Traduzindo as entrelinhas…

    Lula por sua baixeza não é uma liderança responsável

  128. Daise said

    LULA A-E-I-O-U

    “O ex-presidente Lula disse que o suposto ódio da oposição contra o governo do PT resultará em uma campanha eleitoral ‘atípica’ e ‘perigosa’ em 2014.
    “Se em 2002 tínhamos que fazer a esperança vencer o medo, agora a campanha consiste em esperança vencer o ódio”, disse. De acordo com ele, a campanha deste ano deverá conter “uma boa dosagem de debate ideológico”. Estadão, 15/06/2014″

    Debate ideológico? Desde quando o PT tem uma ideologia?

    Ô, Lula, larga o torno e cai na real.

  129. Chesterton said

    Guatambu, querer alguma coerência do Pax é pedir demais.

  130. Pax said

    Mas, Chesterton, velho e bom Chesterton, onde está a coerência neste teu comentário ad hominem?

    =)

    Enviada do meu iPhone

    >

  131. Chesterton said

    Proprietários de obras de artistas nacionais, galerias, colecianadores, marchands etc, agora tem suas pro´riedades passíveis de “musealização”, eufemismo para expropriação da propriedade particular pelo estado. Já há início de uma correria para levar os ítens mais valiosos para o exterior, algum lugar seguro.

    Do outro lado da ponta, artistas nacionais não conseguem mais vender suas obras, pois ninguem vai colocar seu rico dinheirinho num ativo que pode virar pó de acordo com a vontade de um burocrata em Brasilia.

    http://www.dcomercio.com.br/2014/03/04/a-obra-que-paralisou-o-mercado-de-arte

  132. Chesterton said

    é um fato.

  133. Chesterton said

    quem mistura partido e estado?

  134. Patriarca da Paciência said

    “Dudu abandonou o bando de raposas e se juntou ao cardume de traíras”
    — Cezar Gouvêa(pha)

  135. Otto said

    Para a Daise, com um beijinho no ombro:

    “A matéria de hoje em O Globo é apenas um exemplo do mal que fizeram ao este país.
    Quanta gente deixou de vir ao Brasil por conta do terrorismo que se fez sobre a capacidade de o país oferecer condições ao deslocamento aéreo dos turistas, durante a Copa.

    O Wall Street Journal, há apenas dois meses, repercutia a preocupações dos empresários e até do Pelé com a incapacidade dos aeroportos brasileiros.

    Que foi parar, em vídeo, no Huffington Post falando de “caos aéreo”.
    German Efromovich, dono da Avianca – e sempre o homem da afundada plataforma P-36 do Governo FHC – falava que os aviões podiam ficar voando três horas sem ter onde pousar.

    Bem, se não houvesse um gringo no Brasil, até poderíamos falar que o caos não aconteceu porque não veio ninguém.
    Mas as cidades-sede, nas áreas turísticas, estão parecendo uma babel mundial.

    E, com tudo isso, os atrasos de vôos são apenas um terço da média mundial e 50% abaixo do que acontece na Europa.
    Até uma semana atrás, nos nossos jornais, tudo era poeira, tapumes, atrasos.

    Um busca por “caos aéreo na Copa”, no Google, dá 800 mil citações.

    Mais que o dobro de “saci-pererê” e de “mula sem cabeça”.

    Esse é o padrão que tomou conta do jornalismo de nosso país.

    Você pode escolher em que acredita, ainda bem.”

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=18382

  136. Daise said

    Otto

    Esta NÃO é uma homenagem pra você (no original):

  137. Patriarca da Paciência said

    O Augusto Boçal Canalha Nunes fez um texto acusando a presidenta Dilma de ter feito um Dossiê contra a dona Ruth Cardoso.

    Acho que o dito cujo vai levar um bom processo nos costados.

    Essa história de dossiês etc.etc.etc. é igual as provas do suposto mensalão, “indícios” “agendamentos”, “alguém que falou” etc.etc.etc.

    Já a amante do Fernando Henrique Cardoso, sustentada nas Oropas pelo dito cujo, é um fato completamente real, tal como as compras de parlamentares para a reeleição do mesmo dito cujo.

    O corno contente inclusive registrou um filho do ricardão.

    Quem desrespeitou a dona Ruth?

  138. Pax said

    Sugiro a todos gastarem 16 pilas e comprarem a Revista Piauí – edição de Junho, número 93.

    Traz uma enorme reportagem sobre Aécio Neves da jornalista Malu Delgado.

    Muito boa.

  139. Zbigniew said

    Ainda sobre as vaias.

    “Carta de Augusto de Campos à Folha de S.Paulo.

    “Prezados Senhores.

    Esse jornal utilizou, em 14 de junho de 2014, com grande destaque, o poema VIVA VAIA, de minha autoria, como ilustração de matéria ambígua sobre os insultos recebidos pela presidente Dilma, na partida inicial da seleção.

    Utilizou-o, sem minha autorização e sem pagar direitos autorais: sem me dar a mínima satisfação.

    Poupo-me de comentar a insólita atitude da FOLHA , a quem eu poderia processar, se quisesse, pelo uso indevido de texto de minha autoria.

    A matéria publicada, composta de três artigos e do meu poema, cercado de legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos xingamentos da torcida, ainda que majoritariamente os condene, e por tabela me envolve nessa forjada querela.

    A brutalidade da conduta de alguns torcedores, que configura até crime de injúria, mereceria pronta e incisiva condenação e não dubitativa cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto.

    Os xingamentos, procedentes da área vip, onde se situa gente abastada e conservadora, evidenciam apenas o boçalidade e a truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim como a inferioridade civilizatória do brasileiro em relação aos outros povos.

    Escreveu, certa vez, Fernando Pessoa: “a estupidez achou sempre o que quis». Como se viu, até os candidatos de oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões espúrios. Pois eu lhes digo. VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS.”

    Augusto de Campos.

    Em tempo, o publicitário Maurício Machado que me enviou esta preciosidade esclarece em seuFacebook:

    Augusto ficou P da vida! Mandou a carta e o jornal não publicou. Ele então, resolveu tornar pública a íntegra, me contou há pouco o filho dele, meu amigo Cid Campos!”

    http://jornalggn.com.br/noticia/augusto-de-campos-critica-folha-por-usar-poema-para-ilustrar-vaias-a-dilma

  140. Chesterton said

    http://selvabrasilis.blogspot.com.br/2014/06/o-maior-beico-financeiro-de-todos-os.html

  141. Otto said

    A Daise revelando toda sua deseducação!

    Quer eleger o Aécio com isso!!

    Só se a eleição fosse na área vip do Itaquerão!!!

  142. Chesterton said

    Presidente do PT abandona companheiro Andre Vargas

    O presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP), disse que não comparecerá ao Conselho de Ética da Câmara na próxima quarta-feira (18), onde está prevista a primeira oitiva das testemunhas de defesa do deputado André Vargas (sem partido-PR). Segundo a assessoria de imprensa do petista, ele sequer foi notificado ou convidado a comparecer no Conselho de Ética.

    Mais cedo, o relator do processo contra Vargas, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), disse que havia um acordo com o líder da bancada petista na Casa, Vicentinho (SP), para que dirigentes do PT comparecessem à audiência. Além de Rui Falcão, estava previsto também o depoimento do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

    André Vargas responde a um processo por quebra de decoro parlamentar que pode culminar com o pedido de cassação de mandato. O ex-petista é acusado de ter uma relação próxima com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal. (Estadão)

  143. Pedro said

    Vaia ou não vaia, ladroagem versus roubalheira, não importa. O que vai decidir a eleição é a economia.

    E o cenário não tá nada bom.

    “Brasil está entre os líderes em piora de previsões econômicas
    Fernando Nakagawa, Estadão

    O Brasil está no grupo dos dez países que mais sofreram com a piora das previsões do mercado financeiro para o crescimento econômico neste ano. Estudo com 62 nações feito pela consultoria britânica Consensus Economics mostra que a expectativa média de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014 caiu pela metade: de 3,42% há um ano para 1,61% atualmente.

    Por outro lado, nove dos dez países que mais registraram melhora dos prognósticos são europeus. O Reino Unido lidera. Os últimos trimestres têm gerado frustração para os economistas. Diante da inflação que resiste em desacelerar mesmo com o aperto nos juros, os números relacionados à atividade econômica brasileira decepcionaram mês após mês.”

  144. Guatambu said

    Pedro,

    E a nossa vizinha, a Argentina, está passando por maus bocados.

  145. Chesterton said

    O Ministério Público Federal suspeita que as obras da Petrobrás na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, tenham sido alvo do mesmo esquema investigado na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Relatório de procuradores que atuam no Estado diz que recursos de contratos superfaturados na unidade de refino paranaense podem ter abastecido empresas ligadas ao ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e ao doleiro Alberto Youssef.

    Conforme o documento, concluído em maio, há “conexão entre os desvios” na refinaria pernambucana, um dos focos da Operação Lava Jato, e supostas irregularidades em contratos para modernizar a Repar. A Petrobrás contratou para as obras no Paraná cinco consórcios de empreiteira por R$ 7,5 bilhões. Laudo da Polícia Federal, feito em abril, diz que as planilhas dos contratos têm sobrepreço de R$ 1,4 bilhão.

    Os procuradores sustentam que parte do dinheiro pago às construtoras na Repar pode ter sido repassado a empresas suspeitas de integrar o esquema, como teria ocorrido em Abreu e Lima. Além disso, uma planilha apreendida na Operação Lava Jato sugere que o ex-diretor da Petrobrás negociou doações eleitorais com empreiteiras, entre elas três contratadas para as obras no Paraná (UTC/Constran, Mendes Júnior e Toyo Setal).

    Ao quebrar o sigilo da MO Consultoria – empresa de fachada que pertenceria a Youssef -, os investigadores encontraram depósito de R$ 617 mil feito pela construtora OAS. A empresa, a Odebrecht e a UTC integram o Consórcio Conpar, que tem um dos contratos na Repar. Segundo a PF, nessa fatia das obras o superfaturamento seria de cerca de R$ 132 milhões.

    O relatório do Ministério Público Federal aponta ainda um repasse de R$ 3,6 milhões “da Repar à Sanko-Sider”, empresa citada na Lava Jato como peça do esquema de desvios da Petrobrás para a MO Consultoria. A informação consta de uma planilha apreendida pela PF.

    Histórico. Segundo denúncia aceita pela Justiça, na construção da Refinaria Abreu e Lima a Petrobrás pagava por serviços superfaturados ao Consórcio Nacional Camargo Corrêa, que mantinha contratos para a compra de material como a Sanko. “Dali para frente, o dinheiro ilícito do peculato e da corrupção foi pulverizado mediante diversas operações de lavagem de capitais”, sustenta relatório do Ministério Público.

    O documento foi enviado ao juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. Em decisão de 12 de maio, ele reconhece a conexão entre o caso de Pernambuco e o caso do Paraná. “Se valores pagos nas obras da Repar foram destinados às empresas de Youssef, haveria conexão entre crimes antecedentes e de lavagem”, escreveu o magistrado.

    A suspeita de superfaturamento na Repar é investigada pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União. (Estadão)

    chest- é só falcatrua essa gestão petista.

  146. Pax said

    E não é que o manifestante deu uma no coronel porta voz da PM mineira?

    .https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=13jeZ7QBbYw

    1 – o coronel não precisava fazer o espetáculo
    2 – será que o cara tava com coquetel molotov mesmo? hum…

  147. Guatambu said

    Bateram no comediante que imita a Dilma…

    Tremenda falta de respeito.

  148. Chesterton said

    http://www.implicante.org/noticias/advogado-de-genoino-vai-responder-por-desacato/

  149. Chesterton said

    CRISE NO PSOL
    Randolfe Rodrigues abandona candidatura à presidência pelo PSOL e em entrevista à imprensa fez declarações assombrosas:
    “A esquerda brasileira ainda vive no século XIX;”
    ““O povo tem paixão pelo futebol e não deveríamos ter patrocinado o ‘não vai ter copa’.”
    “ indicou para o seu lugar o deputado estadual Marcelo Freixo (RJ). Freixo, que teve 914 mil votos quando concorreu à prefeitura do Rio, em 2012, disse que prefere concorrer à reeleição na Assembleia Legislativa do Rio.”
    “A esquerda está falando uma língua e a sociedade outra completamente diferente. “
    “As esquerdas não farão as mudanças necessárias se não pensar diferente do que pensa hoje.”
    “É claro que a copa foi um erro. Não faz sentido se gastar R$ 8 bilhões com estádios faraônicos se temos 15 milhões de analfabetos.”
    “Mas o povo quer futebol.”
    Além de deixar bem claro sua descrença nas propostas da esquerda, Randolfe ainda detona sua sucessora Luciana Genro na disputa pela presidência. E é só ver os pensamentos do grupo de Luciana Genro para perceber que com ela o caos está garantido, é completamente contra o capitalismo, do qual só quer os impostos de quem trabalha para distribuir para quem não trabalha, e ainda está sempre junta com os estudantes que não estudam da UNE e com o JUNTOS, um coletivo que está sempre enrolado com a policia nas manifestações em Porto Alegre e participou ativamente da arrancada das manifestações no Brasil exatamente em Porto Alegre contra aumento das passagens de ônibus, que como alguém tem que pagar, já voltaram ao preço anterior.
    Randolfe erra feio ao colocar a culpa pela Copa do Mundo no povo. Não foi o povo, foi azelite amiga dos empreiteiros quem decidiu isso.

  150. Pax said

    Fui conferir a notícia do Guatambu. Procede, claro. E a reação foi à altura também. O prefeito sifu.

    http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/humorista-e-expulso-do-proprio-show-em-buzios-e-acusa-funcionario-da-prefeitura-de-agressao-16062014

    .https://www.youtube.com/watch?v=QOpPvDpzAQQ — mostra a revolta do povo, o babaca contratou e mandou o humorista apear do palco. Absurdo.

  151. Chesterton said

    A elite branca

  152. Chesterton said

    pro Pax infartar: Olavão na Folha

    http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/06/1471554-olavo-de-carvalho-assassinos-da-inteligencia.shtml

  153. Daise said

    LULA A ESTRELA DECADENTE

    No Piauí petistas tentam esconder que visita de Lula a Teresina foi um grande fracasso

    http://www.tribunadopiaui.com.br/noticias/petistas-tem-esconder-que-visita-de-lula-a-teresina-foi-um-grande-fracasso-1952777.html

  154. Chesterton said

    falta muito para a seleção apresentar um futebol do nivel que a Espanha apresentou….

  155. Daise said

    Na minha opinião, o Brasil jogou melhor, mas o Mexico venceu.
    Se o time não se acertar, o Brasil terá que escolher por quem torcer nas finais.
    Pior dos mundos.
    Deus nos salve!

  156. Patriarca da Paciência said

    “falta muito para a seleção apresentar um futebol do nivel que a Espanha apresentou….”

    É piada ?

  157. Chesterton said

    MANIFESTO

    Eu tenho o testemunho de todos que me esforço sobremaneira para fazer o patriarca
    ter um mínimo de entendimento sobre a realidade que nos cerca, sobre a natureza humana,
    sobre questões tão variadas como saúde humana e polinização das colméias.
    Todos tem assistido meus esforços para esclarecê-lo sobre alguns tópicos da política nacional
    onde ele não consegue se livrar de crendices advindas da fé na seita religiosa petista.
    Mas não dá, chega um ponto onde simplesmente não dá para continuar.
    Por isso peço a ajuda de vocês, alguem, uma alma caridosa, que tenha um pouco de pena
    da minha pessoa e assuma esse papel importante aqui no meu blog (ôpa, do Pax) que é
    cuidar do Patriarca.
    Não dá, explicar piada não dá (choro de desespero)

  158. Pedro said

    Assim como o coro pra Dilma, na abertura da copa, foi um gol contra, para os próprios manifestantes. A ausência dela, no jogo de hoje, foi gol contra dela.
    Tava com medo da elite paulista de Fortaleza?

  159. Chesterton said

    Pedro, será que a frase 2 não contradiz a frase 1?

  160. Pedro said

    A segunda foi só provocação.

  161. Chesterton said

    Pedro, se ela fez gol contra em não ter aparecido, a vaia pode não ter sido um gol contra?

  162. Pedro said

    Chesterton, eu acho errado, mandar a presidente tomar dentro, na abertura de uma copa do mundo, aqui no Brasil.
    Assim como acho errado, a presidente não comparecer a todas as partidas da seleção, no seu próprio país.

  163. Pedro said

    Onde escrevi acho, leia-se penso.
    Ultimamente não tô achando nada, a não ser, ingressos para jogos da copa.
    Ao contrário do que andam anunciando, muitos estrangeiros, não estão conseguindo voos ou aeroportos no Brasil. Estão desistindo dos ingressos.

  164. Chesterton said

    Pedro, independente do que é certo errado de bom tom, mal-criado, etc…acho que há relação direita entre o vtc e a não ida de Dilma a mais jogos, fazendo do vtc um fato político importante.

  165. Patriarca da Paciência said

    “falta muito para a seleção apresentar um futebol do nivel que a Espanha apresentou….”

    É piada ?

    Se a ironia tivesse sido escrita pelo Elias, seria perfeitamente natural.

    Agora… O Chesterton escrever uma frase assim… é algo realmente espantoso !

    Estou assustado até agora !

  166. Zbigniew said

    E o tiro realmente saiu pela culatra. Taís o que os coxinhas, grife Itaú, queriam:

    “Segundo levantamento feito pelo PT, até a abertura da Copa, de uma média de 30 mil citações diárias à presidente, dois terços eram negativas, puxadas pela campanha #NãoVaiTerCopa; com a reação geral às ofensas da torcida e o sucesso das partidas, o jogo virou: 60% de menções positivas em um universo de 300 mil posts no Twitter, Facebook e Instagram”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/143884/Xingamento-mudou-imagem-de-Dilma-nas-redes-sociais.htm

  167. Patriarca da Paciência said

    Este epíteto cai como uma luva para o FHC, ou seja, Fernando Henrique Cardoso, o corno contente do Brasil.

  168. Patriarca da Paciência said

    Em uma das suas fugidas do hospício, Olavo de Carvalho publicou um texto onde apresentou ao mundo a espantosa tese de que “a verdadeira intenção de Isaac Newton ao publicar a Teoria da Gravitação Universal foi destruir o Cristianismo Trinitário” e ainda completava, “só os sonsos não entendem”.

    O Chesterton trouxe o texto aqui para o blog do Pax e ainda comentou todo orgulhoso.

    “Este é o Olavão”.

    E eu comento, este é o verdadeiro Chesterton.

    Agora, o Chesterton fazendo ironia com o futebol espanhol é algo totalmente inusitado, incrível, surrealista, espantoso.

    Continuo assustado !

    Será que o Chesterton está, finalmente, deixando de ser analfabeto funcional ?

  169. Elias said

    Patriarca,

    Depois dessa, não há mais dúvida: o Olavo de Carvalho está plenamente capacitado a explicitar a influência dos ventos alísios na menstruação da borboleta azul…

    Desde que ele continue não mordendo os países baixos das pessoas, nem comendo cocô em público, nada tenho a objetar.

  170. Elias said

    Patriarca,

    O “caos aéreo da copa” parece ter sido outra profecia do astrólogo da Veja/FSP… Aquele que previu que, a partir de agosto de 2010, quando Saturno entrasse em conjunção carnal com Netuno e Júpiter (uma suruba astrológica), as intenções de voto no Serra iriam disparar, e ele venceria fácil a eleição…

    É como a inflação, que ia disparar em 2002… Depois ficou pra disparar em 2003… Depois em 2004… Depois em 2005… (a bem da verdade, a inflação acabou subindo de 12% no último ano FHCista para 6% em 2014).

    Se não foi profecia do astrólogo da Veja/FSP, o caos aéreo da Copa deve ter sido calculado pelo tal “software” tucano… Aquele que o PSDB usou pra planejar as vitoriosas campanhas presidenciais tucanas de 2002, 2006 e 2010…

  171. Patriarca da Paciência said

    É, caro Elias,

    o tal “filósofo-astrólogo”, ídolo do Chesterton, é mesmo um cara de nível interplanetário!

  172. Guatambu said

    Pax,

    Falando em trabalho escravo, você viu isso aqui?

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2014/06/18/mp-denuncia-odebrecht-por-trabalho-escravo-e-trafico-internacional-de-pessoas.htm

    Agora me responda: o que fazer quando um partido político é um dos maiores sócios de uma empresa que não só possui em seus quadros colaboradores em condições análogas a trabalho escravo e tráfico internacional de pessoas?

    Isso denota o caráter de um partido inteiro?

  173. Chesterton said

    Ora, se o ministerio da saude pode importar trabalhadores escravos, porque o Odebrecht não poderia. Ta liberado.

  174. Guatambu said

    Então não entendo pq o Pax fala sobre o caráter de quem compra roupa da Zara…

    Pax, o cidadão que vai no posto de saúde ser atendido por um cubano também possui caráter duvidoso?

  175. Patriarca da Paciência said

    Guatambu,

    eu considero que o caro Pax tem grandes qualidades democráticas, mas ainda possui um certo ranço de preconceito.

    Eu já lembrei a eles várias vezes o sábio pensamento de Luigi Pirandelo, “a verdade mais pura, mais cristalina, pode brotar da boca de quem menos a merece”.

    Eu também não acho quem compra roupas na Zara seja passível de condenação apenas por isso.

    O escritor Ariano Suassuna também já explicou: “o momem pode comer quantos hamburguers quiser, desde que não se torne também um hamburguer !

  176. Guatambu said

    Patriarca,

    Não é nem questão de preconceito.

    Porque preconceito todos nós temos. Para mim não tem nada de errado você não gostar disso ou daquilo.

    O que está errado é você publicamente menosprezar alguém porque a pessoa é assim ou assado.

    Para mim um dos grandes atrasos pelos quais estamos passando, principalmente nós que vivemos debatendo política, é o atraso da generalização.

    Eu já disse antes: o Brasil é um país grande e diverso.

    E temos generalizações de todos os lados do espectro político:

    A direita diz que todo maconheiro é viciado e ladrão.

    A esquerda diz que todo empresário é ladrão.

    A direita diz que todo gay é contra a família.

    A esquerda diz que todo hétero que não curte estar na presença de gays é homofóbico.

    A direita diz isso e a esquerda diz aquilo.

    Se estamos todos no mesmo barco: temos que conviver diariamente com maconheiros, viciados, ladrões, empresários, gays, héteros e homofóbicos, por mais que nós não gostemos da presença deles.

    A linha entre admitirmos essas pessoas na sociedade ou não é via legal… e também sabemos que a via legal no Brasil é o caos.

    Então eu penso que essas generalizações não nos levam a nada.

    Daí para um briga de torcidas é um passo.

    E isso não nos leva a lugar nenhum.

    Deveríamos estar discutindo como convivemos com problemas, e não como nos livramos deles por decreto.

  177. Chesterton said

    Mas então, querer coerência do Pax é impossível. Pax está preocupado com os escravos chineses que fabricam Nike, mas não está preocupado com escravos cubanos. Aliás, esses são os escravos da esquerda, China e Cuba, que agora deu para querer virar capimunista.

    Não me canso de rir (deles esquerdistas).

    (este não é um argumento, é a constatação óbvia decorrente da demonstração do Guatambu)

  178. Otto said

    Olha, o nível dos Yellow Blocs, amigos da Daise:

    http://mais.uol.com.br/view/e0qbgxid79uv/coro-antidilma-e-coxinha-de-ossobuco-recheiam-festa-de-yellow-blocs-04028D9C3164E0815326?types=A&

  179. Daise said

    LULA E DILMA DESMENTIDOS: A COISA DESCEU

    Palavrão contra Dilma não partiu só da elite, diz ministro: ‘A coisa desceu’
    RANIER BRAGON
    DE BRASÍLIA

    18/06/2014 18h07
    Contrariando o discurso público e privado do governo, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou nesta quarta-feira (18) que os xingamentos contra Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo não partiram só “da elite branca.

    Segundo ele, a avaliação de que a gestão petista é corrupta “pegou”, percepção que, partindo das classes alta e média, vem “gotejando” no setor mais pobre da população.

    “Me permitam, pessoal, no Itaquerão não tinha só elite branca não. Não fui pro jogo, mas tive no Itaquerão, ao lado, numa escola acompanhando as movimentações, fui e voltei de metrô. Não tinha só elite no metrô. Tinha muito moleque gritando palavrão dentro do metrô que não tinha nada a ver com elite branca”, afirmou Carvalho durante encontro com ativistas e blogueiros de esquerda no Palácio do Planalto.

    “A coisa desceu. Isso que foi gotejando, de água mole em pedra dura, esse cacete diário de que inventamos a corrupção, de que nós aparelhamos o Estado brasileiro, de que somos um bando de aventureiros que veio aqui para se locupletar, essa história pegou. Na elite, na classe média, e vai gotejando, vai descendo. Porque não demos o combate, não conseguimos fazer o contraponto.”

    Na jogo entre Brasil e Croácia –abertura do Mundial, no último dia 12–, Dilma foi alvo de vaias e de xingamentos. O coro “ei, Dilma, vai tomar no cu” começou na ala VIP do estádio, mas se espalhou.O povo gritou várias vezes.

    DILMA E LULA

    No dia seguinte, a presidente disse que os ataques partiram de gente que não representa o povo brasileiro. “O povo brasileiro não age assim. O povo brasileiro não pensa assim e, sobretudo, o povo brasileiro não sente da forma como esses xingamentos expressam. O povo brasileiro é um povo civilizado e extremamente generoso e educado.”

    Petistas, como o ex-presidente Lula, atribuíram os xingamentos no estádio a integrantes das classes privilegiadas da população.

  180. Daise said

    Camarada Otto

    Em 2013 o povo de Salvador já sabia!

  181. Chesterton said

  182. Daise said

    LULA, O LINCOLN DE GALINHEIRO

    Lula ganhou a Copa das Frases Cretinas

    Caprichando na pose de presidente da Associação Protetora de Senhoras Ofendidas, Lula aproveitou a discurseira na convenção do PT paulista para consolar Dilma Rousseff pelo que ouvira no estádio que construiu em parceria com a Odebrecht. Por decisão unânime do corpo médico e da equipe de enfermeiros do Sanatório Geral, ganhou a Copa da Cretinice com a seguinte frase:

    “Você viu que não tinha ninguém com a cara de pobre, a não ser você, Dilma… não tinha nenhum pelo menos moreninho, era a parte bonita da sociedade”.

    Com apenas 28 palavras, o palanque ambulante fez seis revelações imediatamente incorporadas à Ópera dos Idiotas:

    1) O governo lulopetista enterrou mais de 25 bilhões de reais num evento que só permite a entrada da alta classe média ou de sócios do clube dos ricos.

    2) Não existem ricos feios.

    3) Não existem pobres bonitos.

    4) Dilma é feia porque é pobre (ou é pobre porque é feia).

    5) Todos os negros e moreninhos são pobres e feios.

    6) Como não havia um único negro no estádio onde o presidente do STF assistiu ao jogo do Brasil contra a Croácia, fica combinado que o ministro Joaquim Barbosa é loiro e tem olhos azuis.

    A Seleção terá de melhorar para passar das oitavas de final. Nosso Lincoln de galinheiro só precisou do jogo de estreia para levar a taça.

    A. N.

  183. Daise said

    Companheiros

    Eis os benefícios de não ser petista:

    – não tenho de defender os hóspedes corruptos da Papuda;
    – não tenho de defender o desvio virtuoso de dinheiro público;
    – não tenho de defender a corrupção na Petrobrás;
    – não tenho de defender aliança com José Sarney;
    – não tenho de chamar Maluf de “Doutor Paulo”;
    – não tenho de ficar adorando lula,o mentiroso decadente.
    – não tenho que votar na dilma, a versão de motogirl.Fui,né.

    “Eu sou hoje uma versão de motogirl. Fui, né? Porque não tenho atualmente mais tempo de ficar andando de moto”, disse a presidente, que, ao ser presenteada pelos motoqueiros na solenidade no Palácio do Planalto, vestiu capacete e colete. “O motoboy é uma realidade dos grandes centros urbanos do país, nós sabemos disso. É aquele negócio que você presta atenção quando falta. Se não tiver motoboy para levar e trazer as coisas com urgência, até na área econômica, na relação entre empresas, eles cumprem um papel muito importante”, disse.

  184. Daise said

    A COISA DESCEU!

  185. Daise said

    A COISA VERSÃO MOTOGIRL

  186. Daise said

    LULA, O LINCOLN DE GALINHEIRO, PEGO NA MENTIRA, DE NOVO

  187. Patriarca da Paciência said

    “Dudu vai levar Diego Costa para sua equipe”
    — Silnesio dos Reis(PHA)

    Ou seja, dois traíras se entendem !

  188. Daise said

    Camarada Pararaca da P.

    É OFICIAL: PT QUER A MINHA CABEÇA
    Agora é oficial. A caça às bruxas começou. Não, ninguém vai atirar na Marta Suplicy. É o Partido dela que está querendo atirar nos outros.
    O PT colocou em seu site que quer a minha cabeça – e também a de outros jornalistas e artistas que cometeram o terrível crime de discordar deles. Portanto se você tem um cérebro e é alfabetizado cuidado, você pode ser o próximo.
    Eles dizem no site deles que eu devo ser perseguido porque odeio pobres. Se fosse verdade que eu só gosto de ricos eu seria amigo do Filho do Lula.
    Mas a real é que o PT está oficialmente encorajando seus eleitores a me agredirem e hostilizarem pelas ruas. E dá até medo. Se os eleitores do PT conseguiram fuder um Pais inteiro imagina o que não podem fazer comigo.
    Mas mesmo assim preciso dizer que acho demais estar na lista negra do PT. Estar na lista negra do PT é como ser algo que está no meio da podridão sofrendo ataques constantes e ainda assim resiste. É como se eu fosse o fígado do Lula.
    Enfim, PT, vocês querem minha cabeça?
    Podem vir pegar. Mas não venham usando camisetas com foto da Dilma senão a cabeça que querem estará mole.

    Danilo Gentille

  189. Patriarca da Paciência said

    É muita pretensão do reinaldo rola-bosta, augusto boçal canalha nunes e outros menos cotados.

    Quem está preocupado com esses indignos ?

    Quem vai se sujar com tamanhos estrumes ?

    Só na cabeça desses loucos mesmo !

  190. Daise said

    Camarada Pararaca da P.

    Quem está preocupado?

    Apenas você. E o PT.

  191. Pax said

    Caro Guatambu,

    Sobre o trabalho escravo e a Odebrecht, que seja julgada e pague pelos seus crimes. Com todo o rigor da lei.

    Agora dizer que os médicos cubanos se encaixam na mesma situação é forçar uma barra como um Olavo de Carvalho que diz que não houve milhares de perseguidos na ditadura.

    Mas, enfim, a época do besteirol está aí, a temporada mal começou.

    Desculpem-me não ter acompanhado ontem. Passei um belo “afrouxamento de esterco” ontem com um prego fazendo o serviço no pneu de uma moto que estava acima da velocidade legal (sim, também cometo minhas ilegalidades, queria chegar antes do início de Espanha e Chile e acabei vendo o jogo numa telinha no borracheiro, quase com as fraldas, digo, cuecas, recheadas).

    Confesso, como diz amigo meu, que “não aconselho” pilotar uma moto bambeando num estrada cheia de carros e caminhões.

    Ainda bem que minha coxinha de ossobuco teve as manhas de chegar no acostamento. Entre mortos e feridos só a Espanha mesmo.

  192. Patriarca da Paciência said

    Leandro Fortes
    “O blogueiro da Veja (Dr. rola-bosta) teve um ataque de pânico porque teve o nome citado em um artigo de Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, sobre os brucutus da mídia.

    Esse é um traço comum aos colunistas de direita no Brasil. Quando estão na coleira do patrão, latem alto e arreganham dos dentes.

    Mas basta alguém bater o pé para colocarem o rabo entre as pernas e ficar gemendo embaixo da cama.

    Para a trupe de dementes que o segue, o blogueiro tenta passar a ideia de que está sendo vítima de uma fatwa, nos moldes da que foi proferida por radicais islâmicos contra o escritor inglês Salman Rushdie.”

  193. Zbigniew said

    Sobre os médicos cubanos “escravizados”:

    “(…)
    Dois dos médicos cubanos são Orlando Maure Ceballo, 47 anos, e Tamara Delgado Riesgos, 51 anos. Eles chegaram na unidade em dezembro do ano passado e já conseguiram resolver o atraso nas consultas de pré-natal, desenvolveram um programa de atendimento para os casos de hipertensão e diabetes e tiveram a iniciativa de sistematizar as consultas domiciliares.

    “Ainda temos que organizar muita coisa, mas estamos felizes com o resultado do nosso trabalho. Estamos ajudando a quem precisa”, afirma Tamara.

    Já no posto de saúde de Taquara I, na periferia de Serra, Orelys Reyes Madrazo, médico cubano de 39 anos, explica que não é a primeira vez que sai de Cuba para trabalhar em – como ele mesmo define – uma missão humanitária internacional.

    “A demanda aqui é bem alta”, diz o médico. Com uma população de aproximadamente 5 mil pessoas na região, foi em dezembro de 2013 que a unidade recebeu o reforço do Programa “Mais Médicos”.

    “Nós fomos premiados com a vinda dele para cá. Ele é um médico sensacional”, afirma a gerente de serviços de saúde, Zilá Gonãlves Fausto.
    (…)”

    http://jornalggn.com.br/noticia/medicos-cubanos-revolucionam-atendimento-em-comunidades-no-espirito-santo

  194. Zbigniew said

    Escravos estranhos, não? Felizes com o trabalho, população satisfeita. Será que tem algum agente dos Castro apontando uma arma pra cabeça deles?!!!!

  195. Patriarca da Paciência said

    “Ainda temos que organizar muita coisa, mas estamos felizes com o resultado do nosso trabalho. Estamos ajudando a quem precisa”, afirma Tamara.”

    Caro Zbigniew,

    como contador, eu trabalhei em algumas empresas em ótima situação financeira e em algumas em péssima situação financeira. Observei um “fenômeno” curioso. Nas empresas em ótima situação financeira, os gerentes de bancos tomavam grandes “chás de cadeira” à espera de serem atendidos pela área financeira das empresas. Já nas empresas em péssima situação financeira, eram os gerentes de empresas que tomavam grandes “chás de cadeira” para serem atendidos pelos gerentes de bancos. Ninguém é mais capitalista do que bancos, portando, eis a grande lei do capitalista, atender a quem não precisa.

    É isso que parte da nossa classe médica não perdoa, que os brasileiros vejam claramente que os nossos médicos não fazem a menor questão de atender a quem realmente precisa e, fazem o maior esforço, para atender a quem paga melhor.

    O Pax que o diga. Imagina se todos os nossos bancos, Correios, Petrobrás, empresas de energia elétrica e água tivessem sido privatizadas.

    Seria exatamente esse “fenômeno” que, ainda hoje, se observa nos procedimentos dos bancos.

  196. Chesterton said

    “..como um Olavo de Carvalho que diz que não houve milhares de perseguidos na ditadura.”

    chest- Pax, poderia dizer quando e onde o Olavão disse isso?

  197. Chesterton said

    a felicidade ou tristeza do trabalhador não define a condição de escravo, havia milhares de bolivianos trabalhando em SP na década passada muito felizes na condição de escravos. A situação de penúria em Cuba é tamanha que sair de lá já deixa todo cubano um pouco aliviado.

  198. Pax said

    no artigo que passei vista d’olhos… vc que traz essas merdas, caro Chesterton, rabugento e leitor de porcaria.

    nem vou abrir mais esses links. é sempre baixaria.

    como não abro PHA, titio Rei… tudo quinta categoria.

    Mas acho ótimo, mostra como pensa essa turma do Fla x Flu — > porcaria.

  199. Chesterton said

    você mente.

  200. Zbigniew said

    Caro Patriarca,

    a cultura de grande parte de nossas elites ainda está muito impregnada da máxima que dizia “a mente em Paris e o bolso em Londres”. Para o povo, o desprezo. Diria que muitos incorporaram Gobineau e suas teorias racistas, e estou falando sério. Daí o famoso complexo de vira-latas tão bem refletido pelo Nelson Rodrigues.

    Por isso que entendo que o PT no poder quebrou muitos paradigmas e paga por isso.

    Um outro ponto interessante, “ironic mode on”, lembrando que a indigitada revista Veja “previu” que os estádios da Copa só estariam prontos em 2038 (esses já perderam o medo do ridículo há muito tempo).

    E a copa fracassou:

    “A direita estava certa, sou obrigado a concordar

    Hoje está fazendo uma semana que a Copa do Mundo se iniciou.

    Conforme prognosticaram os jornalistas, embasados em vasta experiência jornalística, honestidade de propósitos, compromisso com a verdade e isenção política, infelizmente está tudo acontecendo como o esperado.

    Parabéns às tevês Globo e Band, à revista Veja, aos jornais Folha de São Paulo e O Globo, pela perfeita percepção da realidade, o que só os que fazem jornalismo sério, não corrompido por interesses políticos e pecuniários, podem ter.

    Como era esperado, o vexame é total, o que enxovalha o Brasil aos olhos do mundo e mostra toda a incompetência política e administrativa desse governo, nos expondo assim a humilhante situação, da qual demoraremos muitos anos para nos livrarmos.

    Para fazer as afirmações que se seguem, pautei-me pelo que tenho lido na imprensa internacional, a partir de jornalistas estrangeiros e turistas do mundo todo, e postado pelos bravos militantes da direita, intelectualizados e precisos nas suas análises e críticas.

    Os estádios todos inacabados, de arquitetura no mínimo duvidosa, feios, mal iluminados… Acertaram os que disseram que só ficariam prontos na próxima década.

    As chamadas obras de infrestrutura, no entorno dos estádios, foram uma balela. Os engarrafamentos, nos momentos que antecedem os jogos, são quilométricos, com os torcedores chegando atrasados, inclusive com muitos deles desistindo de entrar nos estádios.
    Os aeroportos superlotados, com voos atrasados e cancelados, filas imensas nos guichês, bagagens extraviadas… Com todos os aeroportos por terminar, cheios de materiais de obras espalhados, numa imundície só.

    Um outro fiasco que não poderia passar em branco é o das comunicações, com os correspondentes sem poder fazer contatos com suas bases, os links interrompidos ou com interferências, nos isolando nos momentos de pico, que antecedem e durante os jogos.
    E o apagão, a suprema humilhação? Como é que em pleno século XXI um país inteiro pode ficar sem energia elétrica por horas, em silêncio, no escuro, envergonhado?

    O apontado infelizmente aconteceu: um surto de dengue em pleno inverno, com os hospitais lotados, sem ambulâncias para transportar doentes, medicamentos em quantidade insuficiente, com muitos turistas debandando, voltando para os seus países, com medo.

    Mas… O que mais temíamos e tínhamos certeza que aconteceria e ficaria fora de controle… A violência generalizou-se de tal maneira que nem mesmo as Forças Armadas estão tendo força suficiente para, se não debelar, pelo menos minorizar: brigas generalizadas entre torcidas, resultado de um serviço de segurança ineficiente, pequeno no número de homens, e despreparados.

    As delegacias policiais já não dão conta de tantos registros de ocorrências de roubos, assaltos e sequestros, com balas perdidas em grandes aglomerações de turistas, os arrastões, promovidos por facções criminosas, com gente descida dos morros e vindas dos subúrbios.
    Perdeu-se a conta de ônibus queimados, vitrines quebradas, lojas comerciais saqueadas…

    Claro que uma situação dessa, e que só surpreendeu aos mal informados, não leitores de nossos jornais e revistas e telespectadores, só poderia gerar protestos, indignação, e então o que se viu foi o coro, em São Paulo, usando palavras de baixo calão, dirigidas à presidente da república.
    Não passou pela cabeça de ninguém que deixar o povo ter acesso aos estádios seria uma temeridade? Como esperar civilidade, educação, postura, respeito e até caráter de pessoas de pouco estudo, baixos salários, residindo em áreas longínquas? Como esperar dessa gente qualquer coisa como simpatia, hospitalidade, cortesia? São ogros.

    Só devedria ter acesso aos camarotes vips dos estádios os grandes empresários, os políticos de direita, os artistas e apresentadores da televisão, gente polida, educada, respeitadora, como não mostram no vídeo, em pleno exercício de monetário cinismo.

    O país está um caos, e não foi por falta de aviso: a mídia avisou que seria assim, a oposição ao governo provou que seria assim, uma multidão de internautas inteligentes e bem informados mostraram todas as evidências de que seria assim, mas o governo não quis ouvir e pôs avante esse sonho megalômano de realizar uma Copa do Mundo aqui.

    O Brasil nunca mais será o mesmo aos olhos do mundo, que agora entendeu que, aqui, a mídia e os partidos de direita (Dem, PSOL, PSDB…) são mais criminosos que o Comando Vermelho e o PCC.”

    http://jornalggn.com.br/noticia/a-imprensa-e-o-fracasso-da-copa

  201. Daise said

    DILMA A COISA DESCEU

    Ibope: popularidade do governo Dilma cai de 36% para 31%

  202. Daise said

    DILMA A COISA DESCEU

    Resultados do Ibope

    1)a tentativa de vitimização de Dilma Rousseff por causa dos xingamentos no Itaquerão não teve êxito.

    2)o percentual de brasileiros que diz “confiar” em Dilma caiu de 48% para 41%; e dos que “não confiam” subiu de 47% para 52% – ou seja, sua rejeição cresceu.

  203. Patriarca da Paciência said

    Muito bom o texto do Nassif !

    Pois é, o governo não deu ouvidos aos inteligentíssimos, bem informados, bem intencionados, seres especiais que são as nossas “elites”, os quais só querem o bem do povo e do Brasil e, deu nisso aí, um verdadeiro caos durante a copa. E os estádios todos inacabados e todos os serviços péssimos !

    Mas em 2038 os estádios estarão concluídos, como acertadamente previu a nossa “grande” mídia.

    E em 2038 o Aécio será eleito e, aí sim, todos os problemas do Brasil serão resolvidos.

  204. Daise said

    Há alguns dias atrás o camarada Patriiotto da P. queria que a Polícia Federal prendesse todo o povo presente no Itaquerão por desrespeito à presidanta. Estava sem saber revelando seu lado Ernst Röhm, o chefe da SA nazista. Ou mais recentemente reproduzindo o general Pinochet aprisionando os opositores no maior estádio de futebol de Santiago no Chile.

    Agora depois que Gilbertinho desmentiu lula e dilma…e que A COISA DESCEU, “gotejando” sobre o povo que gritou Dilma a-e-i-o-u tanto no estádio quanto no Metro, o guarda livros camarada resolve cozinhar a contabilidade eleitoral e atacar a Veja, pensando assim se redimir da sua constante paralogia galopante.

  205. Patriarca da Paciência said

    Ofender a maior autoridade do país com palavras chulas não é crime para prisão, mas é crime para responder processo sim, tipo, pagar multa, assinar uma folha todos os meses no Forum, ficar proibido de viajar sem a devida autorização de um juiz e prestar serviços comunitários, para quem aprendam um pouco de civilidade.

    Continuo pensando a mesma coisa. Acho que a Polícia Federal tem o dever de identificar e processar a cada um desses malfeitores.

  206. Daise said

    Reunião de Lula com petistas cria mal-estar
    ANDRÉIA SADI
    VALDO CRUZ
    DE BRASÍLIA

    19/06/2014 02h00
    A ausência do assessor mais próximo da presidente Dilma Rousseff numa reunião dos coordenadores da sua campanha à reeleição, em São Paulo, gerou mal-estar no Palácio do Planalto, criando ruído entre aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua sucessora.

    Ex-chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo não participou de um encontro de Lula com coordenadores da campanha petista há cerca de dez dias, realizado logo após reunião do Instituto Lula em cerca de 30 pessoas discutiram a conjuntura econômica.

    Lula aproveitou a presença dos coordenadores da campanha de Dilma para tratar de assuntos da eleição presidencial em seguida.

    A ausência de Giles Azevedo, fiel escudeiro da presidente que deixou o governo em abril para participar do comando da campanha, não agradou à presidente Dilma, informada do encontro depois que ele foi realizado.

    Participaram da reunião com Lula o presidente do PT, Rui Falcão, o tesoureiro da campanha, Edinho Silva, o ex-ministro Franklin Martins e o marqueteiro João Santana.

    Interlocutores de Dilma acham que Lula isolou Azevedo para discutir à vontade mudanças que julga necessárias na campanha. Nas palavras de um auxiliar da presidente, Azevedo representa “os olhos e ouvidos de Dilma” no comando da campanha.

    Petistas ligados a Lula confirmaram o mal-estar, mas buscaram contemporizar argumentando que a reunião não estava agendada oficialmente. Lula teria apenas aproveitado presença dos peetistas para “pacificar” divergências que os separam.

    O ex-ministro Franklin Martins, escalado para cuidar da comunicação da campanha na internet e mais alinhado a Lula, quer que Dilma assuma a linha de frente do embate político com seus adversários na disputa eleitoral. O marqueteiro João Santana discorda da tática.

    Há também diferenças sobre a melhor maneira de formatar a mensagem da presidente. “O desafio é: como vamos mostrar uma Dilma diferente, que continuará mudando, sem se distanciar do Lula?”, afirmou um coordenador da campanha, que pediu para não ser identificado.

    Para os lulistas, a notícia da ausência de Azevedo no encontro foi transmitida de forma distorcida à presidente, levando-a a crer que o objetivo do encontro era fazer uma avaliação crítica do seu comportamento no governo.

    Embora neguem publicamente a existência de qualquer divergência entre eles, a relação de Dilma com o PT não é das melhores, e ela tem sido alvo frequente de críticas de Lula nos bastidores.

    Lula, que afastou em maio a possibilidade de se candidatar à Presidência agora no lugar de Dilma, tem defendido mudanças na economia em conversas com empresários e até mesmo em público.

    Num seminário recente, ele cobrou do secretário do Tesouro, Arno Augustin, medidas para aumentar a oferta de crédito. As críticas causaram estranheza, porque Augustin não é responsável pela liberação de crédito, e Lula disse depois que tinha apenas feito uma brincadeira com ele.
    Mas seu discurso foi interpretado no governo como um recado dirigido à presidente.

    Procurado, o Instituto Lula informou que o encontro realizado em São Paulo não era uma reunião da coordenação de campanha de Dilma, tanto que entre os participantes estava o ex-ministro Walfrido Mares Guia, que não participa da campanha.

  207. Patriarca da Paciência said

    Quem é da área jurídica, ou quem não é totalmente ignorante em assuntos processuais, sabe que existem milhões de ações , nos milhares de Juizados criminais do Brasil, devido ao fato de que valentões ofendem aos policiais com palavras chulas.

  208. Pax said

    Recebi por email. Muito bom.

    .https://m.youtube.com/watch?v=DPmtjJfO_nA

    Enviada do meu iPhone

    >

  209. Chesterton said

    VOU TE PROCESSAR POR CALÚNIA, INJÚRIA E DIFAMAÇÃO!

    As pessoas adoram gritar isso. Calúnia, injúria e difamação não são os três porquinhos, não andam sempre juntos. Cada um é um crime diferente, com características próprias e dificilmente uma pessoa comete os três de uma vez só. Quando aquele seu vizinho te mandar tomar no cu, não saia gritando que vai processar por caluniainjuriadifamação, pois vai passar vergonha jurídica. Culpa do legislador, que foi comedido na hora de descrever cada crime. Vamos conhecer melhor cada um:

    Calúnia
    Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime
    Tecla SAP da Tia Sally: Calúnia é atribuir a alguém DE FORMA FALSA a responsabilidade pela prática de um FATO descrito como CRIME pelo Código Penal. É preciso IMPUTAR UM FATO + FATO ESTE FALSO + QUALIFICADO COMO CRIME. Imputar um fato não é chamar de “ladrão”. Imputar um fato é dizer que roubou o objeto tal. Nessa muito advogado bom escorrega. FATO. FA-TO.

    Difamação
    Art. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação
    Tecla SAP da Tia Sally: Difamar é imputar um FATO ofensivo à reputação da pessoa. O FATO tem que ser ofensivo mas não pode ser criminoso, se não vira calúnia. Novamente, falamos em FATO. Dizer que Fulano é um bêbado não é difamação, pois não há fato. Dizer que fulano foi trabalhar bêbado na semana passada é difamação, pois ir trabalhar bêbado sim é um fato.

    Injúria
    Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro
    Tecla SAP da Tia Sally: Na injúria você atribui uma QUALIDADE NEGATIVA a uma pessoa, como por exemplo, chamar de bêbado, ladrão, Lula e similares. “Mas Sally, roubar não é crime? Porque chamar de ladrão não é calúnia?” Porque no crime de calúnia se atribuí um FATO, enquanto que na injúria se atribuí uma qualidade negativa

    Imputou fato criminoso = calúnia
    Imputou fato ofensivo = difamação
    Imputou qualidade negativa = injúria

    Dica: Geralmente na Difamação a frase começa com “Fulano fez tal coisa” e na Injúria com “Fulano é tal coisa”

    http://www.desfavor.com/blog/2011/06/em-direito-mitos-juridicos-iii/

  210. Daise said

    Foto não autorizada do nosso guarda livros camarada, o Patriotto da P…lidando com débitos e créditos na platéia do Itaquerão, vulgo Arena Corinthians, o Tajmahal de lula

  211. Patriarca da Paciência said

    Chesterton, você fez a pesquisa errada.

    O nome que se dá ao ato de alguém xingar uma autoridade com palavras chulas chama-se DESACATO.

    E faz uma pesquisa nos diversos Juizados Criminais do Brasil para ver quanto processos por desacato existem, somente porque valentões e valentonas xingam policiais com palavras chulas. São mesmo milhões. E todos os valentões pegam multa, viajam apenas com autorização de um juiz, assinam uma ficha no Forum todos os meses e ainda prestam serviço comunitário.

    E vizinho é uma coisa, autoridade constituída é outra.

    Se xingar um policial com palavras chulas é crime de DESACATO, imagina xingar a Presidente da República com palavras chulas.

  212. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    a pesquisa certa na wikipédia:

    “O Desacato, é um crime previsto pelo Código Penal Brasileiro em seu art. 331 que consiste em desacatar, ou seja, faltar com o respeito para com um funcionário público no exercício da função ou em razão dela. 1

    Isto é, incorre nesse crime aquele que ofende o agente público em serviço, bem como aquele que ofende alguém em razão de função pública que este exerce. A pena prevista é de detenção, de 6 meses a 2 anos, ou multa, segundo o artigo 331 do Código Penal, sendo, portanto, considerado infração de menor potencial ofensivo. É vulgarmente conhecido como crime de “desacato à autoridade”, mas se deve observar que a lei não fala em autoridade, mas em funcionário público. Assim, o direito protege não somente a dignidade da função de juízes, membros do Ministério Público, policiais ou chefes dos poderes, mas de qualquer servidor de todas as esferas da administração pública. O Supremo Tribunal Federal detém 27 decisões relevantes sobre o tema”

  213. Chesterton said

    A Dilma vai processar o estádio, Patriarca? Tenha dó, até você sabe que não dá.
    ——————————

    Origens Sociológicas do Discurso Governamental sobre Elites Brancas
    Publicado em junho 19, 2014 por Claudio Shikida
    Investigando a “elite branca”

    Os porta-vozes do governo resolveram racializar a oposição, criando o repudiável termo “elite branca”, numa tentativa de criar uma dicotomia na sociedade brasileira, associando os ricos com a maldade, a sogra, o demônio, além da cor branca, claro. Já o resto, bem, vocês entenderam. O discurso é tão ruim que eles mesmos já se tentam se retratar, timidamente, aqui e acolá.

    Mas não custa fazer uma breve investigação sobre as origens destes preconceitos. Eis aqui um belo exemplo. O leitor mais jovem poderá achar que se trata de um sociólogo marxista. Vejam o tom do anti-americanismo tímido, mas visível, unido a uma suposta neutralidade ideológica (à primeira vista, pelo menos) com as críticas ao marxismo soviético.

    Realmente, foram os americanos, com as suas numerosas hostes de engenheiros e técnicos, buscando em massa, por assim dizer, na América do Norte, que levaram aos russos, apesar de fanatizados pelo igualitarismo da doutrina marxista, os novos cultos e os novos deuses da Burguesia argentária da Wall Street. Foi justamente esta burguesia – inquieta, ativa, aquisitiva – que lhes levou o Mecanicismo, a Tecnocracia, a Usina-Monstro, a Mass-Production, a Bonanza Farm. Não lhe levou, é verdade, os outros numerosos deuses do seu Politeísmo monetário: a Corporation, o Holding, o Trust, o Pool, o Merger, o Combine, o Businessman, o Captain of Industry, o Business Principle, o Trader’s Point of View; mas isto somente porque ali a free competition não existe – e é o Estado o único e exclusivo Capitalista…[Oliveira Vianna, História Social da Economia Capitalista no Brasil, 1987, 257, Ed. Itatiaia, Belo Horizonte]

    Sentiu saudades da fazendinha? Pois é. O autor aí não era fácil não. Mas o melhor é o seu discurso. Já desde os anos 50, quando Oliveira Vianna escreveu os manuscritos que resultaram neste livro, tínhamos o mesmo discurso contra a “elite branca” no Brasil. Quem estudou um pouco de História no colégio deve se lembrar dos integralistas, por exemplo.

    Havia até um pensador que achava que a raça (palavra que voltou à moda graças ao pessoal da esquerda) brasileira seria gradualmente “branqueada” pela miscigenação. Ou seja, desde os anos 30, 40 e 50, nossas elites (sejam lá quem forem, mas o pessoal do governo deve saber, já que criaram este termo) já tentavam dar um jeito de colocar todo mundo no topo da pirâmide.

    Mas o Oliveira Vianna é insuperável. Mudando algumas palavras aqui e acolá, a gente pode transformar o texto dele em um destes que se vê por aí em blogs pagos que fornecem “fast-food-for-brain” para alguns aspirantes a intelectuais. Tem tudo lá: o elemento “anti-norte-americano”, o suposto progressismo (“sim, eu sei, erramos na URSS, mas a intenção é boa, viva!”) e aquele discurso tupiniquim, nacionalista, que exalta o matuto brasileiro, latino-americano, contra as malignas invenções do capitalismo mundial.

    É, a origem é meio fascistóide mesmo. Esta mania de socialismo com nacionalismo que, etmologicamente, deveríamos chamar de nacional-socialismo, embora alguns se ofendam (não sem razão, eu sei, mas não cobertos da mesma, é bom lembrar…) com isso.

    Minha conclusão? Uma só: vade retro, Oliveira Vianna!

    http://gustibusgustibus.wordpress.com/2014/06/19/origens-sociologicas-do-discurso-governamental-sobre-elites-brancas/

  214. Chesterton said

    Alias, se pudesse prender alguem por desacato, FHC teria prendido milhões e o Cabral milhares de oposicionistas.

  215. Pax said

    muito bom… como convencer o povo a subir na escada fixa ao invés da rolante?

    com diversão

  216. Patriarca da Paciência said

    Não Chesterton, não precisa processar todas as pessoas que estavam no estádio. Mesmo porque, sequer era maioria o coro de infames. Espalha-se uma claque no meio de uma multidão e depois fala-se que toda a multidão estava gritando tal coisa. Com os recursos de hoje, é possível identificar a cada um dos “puxadores” do coro. Aliás, uma foi identificada de pronto, é uma certa colunista social do Estadão.

    Reafirmo, a Polícia Federal tem o dever de identificar e processar todos esses malfeitores !

  217. Daise said

    Chesterton

    O camarada guarda livros Patriotto da P. já decidiu.!!!
    Se ele tivesse poder mandaria prender 70 % do povo do estado de São Paulo por DESACATO.

    Pera aí existe também processo e pena pra DESACATO À VERDADE?

    LULA, O LINCOLN DE GALINHEIRO, PEGO NA MENTIRA, DE NOVO

    Não sei se existe, mas creio que por isso é que o grão-petralha chefe continua “preso”. É obrigado a assistir a Copa em “prisão domiciliar”.

    Ele está impedido de ir ao seu Tajmahal. Se for acontecerá um lula a-e-i-o-u.

  218. Patriarca da Paciência said

    Os últimos artigos do reinaldo rola-bosta indicam que o dito cujo pirou de vez. Eu sempre dou uma olhada nos títulos de textos do dito cujo, por diversão e curiosidade. A última dele, é que está desafiando a associação de promotores de São Paulo !

    A claque dele, pelo jeito, vai junto para o hospício !

  219. Patriarca da Paciência said

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/144058/NY-Times-e-a-Copa-E-o-tal-do-mundo-n%C3%A3o-se-acabou.htm

    NY TIMES E A COPA: “E O TAL DO MUNDO NÃO SE ACABOU”

  220. Daise said

    O camarada guarda-livros Patriotto da P. se confessa um dos milhares de leitores diários do Reinaldo Azevedo.
    Diz que lê só pra criticar….e “cozinhar” alguns demonstrativos de origem e destino” na contabilidade eleitoral.

    DILMA A COISA DESCEU
    kkkk

  221. Patriarca da Paciência said

    “A Associação Paulista do Ministério Público (APMP), entidade que representa Promotores e Procuradores de Justiça do Estado de São Paulo, da ativa e aposentados, vem a público refutar e repudiar as declarações feitas pelo colunista Reinaldo Azevedo nesta quarta-feira, 18/06/2014, em seu blog hospedado no site da revista Veja, contra o Promotor de Justiça José Carlos de Freitas e o Ministério Público do Estado de São Paulo.

    O direito à livre imprensa é fundamental no estado democrático de direito. A divergência de opinião, saudável e necessária. Por acreditar nisso, o Ministério Público, em São Paulo e em todo o país, sempre lutou por essas garantias. E foi exatamente pelo seu papel de relevância na redemocratização do país, na elaboração de nossa Constituição e na defesa da cidadania que jornalistas como Reinaldo Azevedo têm, hoje, direito e espaço para opinar.

    Porém, nada autoriza a veiculação de agressões e ofensas gratuitas, e pior, com acusações infundadas e injustas. Não se pode tratar um agente público, que trabalha pela e para a população, de tal maneira. Não se podem permitir ataques baixos e grosseiros contra uma das instituições mais respeitadas de São Paulo e do Brasil. E, particularmente, contra um colega Promotor de Justiça cuja conduta prima pela seriedade, responsabilidade e qualidade do trabalho desenvolvido.

    Por tudo isso, a APMP avaliza e defende a atuação do Promotor de Justiça José Carlos de Freitas e condena com veemência a postura lamentável do colunista Reinaldo Azevedo com relação ao colega e ao Ministério Público.

    São Paulo, 18 de junho de 2014

    Diretoria da Associação Paulista do Ministério Público”

  222. Patriarca da Paciência said

    Pelo jeito a Associação Paulista do Ministério Público vai enquadrar o ofensor por Desacato.

  223. Chesterton said

    Vão processar o Reinaldão? Essa eu quero ver, vou cobrar depois.

  224. Patriarca da Paciência said

    “O ET de Varginha vai dar entrevista à Fel-lha e ao Globo. Exclusiva !”
    — Olavinho(PHA).

    FOLHA E GLOBO COMETEM BARRIGADA COM ENTREVISTA DE SÓSIA DE FELIPÃO

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/144112/Folha-e-Globo-cometem-barrigada-com-entrevista-de-s%C3%B3sia-de-Felip%C3%A3o.htm

    É a “nossa” “grande” mídia apresentando claras demonstração do que seja jornalismo de “alto nível”.

  225. Chesterton said

    http://oglobo.globo.com/opiniao/a-lista-do-pt-12915771

    O PT encontra seu berço no Nazi-fascismo.

  226. Patriarca da Paciência said

    A barrigada da “grande” mídia é piada internacional:

    https://uk.eurosport.yahoo.com/blogs/the-rio-report/oops-brazil-websites-run-interview-scolari-look-alike-165639641.html

  227. Patriarca da Paciência said

    “O PT encontra seu berço no Nazi-fascismo.”

    É isso aí, Chesterton,

    Depois de profundos estudos realizados pelas mais famosas universidades dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França, a verdade finalmente veio à tona – O Lula é ariano puríssimo. 100% ariano, coisa raríssima. PO, ou seja, puro de origem. A aparência do Lula é apenas um bem planejado e caríssimo disfarce.

  228. Chesterton said

    Já ouviu falar de Vargas?

  229. Daise said

    CCA NISCIUNO È FESSO

    O nosso surpreendente camarada guarda livros mistura débitos e créditos de novo.

    Por isso dizem que quem nasceu pra contador nunca chega a Gerente Financeiro.

    A barriga foi do autor da coluna Mário Sergio Conti , que foi demitido recentemente da TV Cultura de Sampa ( RODA VIVA) por incompetência.

    A opinião do colunista não é necessariamente a opinião dos jornais.Qualquer idiota sabe.

    Mas o Patriotto da P. lançou tudo como débito.
    Cozinhando lançamentos pra justificar suas “atitudes nazifascistas”

    Mussolini em napolitano diria:
    Ccà nisciuno è fesso ( Qui nessuno è stupido)

    Patriotto da P, il contabile è eccezione.

  230. Daise said

    IBOPE “COZINHA” PESQUISAS

    Seguindo a prática do camarada guarda livros os números foram “martelados” …
    Antes ou agora.
    mesmo assim DILMA A COISA DESCEU
    Daqui a pouco novas informações…

  231. Daise said

    O VARGAS TAMBÉM NÃO SABIA

    André Vargas apelou: enviou aos integrantes do Conselho de Ética da Câmara uma carta com dezessete parágrafos, na prática, pedindo clemência aos seus pares.

    Vargas reitera a relação fraterna com Alberto Youssef e, como costuma acontecer nesses casos, tenta jogar a lama no colo do doleiro.

    Diz Vargas, em tom de catástrofe:

    – Devido a um equívoco que cometi, de excesso de confiança em uma pessoa que conhecia há anos, minha vida e a de minha família passaram a ser devassadas de maneira poucas vezes vista neste país.

    No mesmo comunicado, Vargas tenta sensibilizar a turma dando exemplos de sua trajetória – sobrou até para os velhinhos do Paraná:

    – Aos 18 anos, trabalhei na Direção da Associação Londrinense de Assistência, entidade mantenedora do Albergue Noturno de Londrina, do Lar de Idosos e de escolas profissionalizantes instaladas em comunidades carentes de Londrina.

    Em seguida, Vargas comprova saber exatamente o que muita gente pensa dele, embora diga não estar sendo alvo de nenhuma investigação oficial:

    – De uma hora para outra, fui transformado em um pária, um bandido, um oportunista.

    Por Lauro Jardim

  232. Daise said

    Patriotto da P em # 227

    O companheiro lula não é nada disso.
    Ele é pior. É mentiroso, é corrupto, é covarde e enganador.
    Sua tentativa de vitimizar a presidanta, acabou rendendo apenas um CALA BOCA com classe de FHC.

    E lula calou…

  233. Patriarca da Paciência said

    Site MUDA MAIS:

    “A Copa está rolando, as pessoas estão felizes, os turistas estão se divertindo e os jogadores e jornalistas estrangeiros estão se encantando. Os estádios ficaram prontos, o caos aéreo não rolou, nem mesmo todos os apagões previstos: de energia elétrica, de mão de obra, telefonia e internet.

    Sim, se você não se lembra, tudo isso foi previsto pela mídia tradicional no Brasil nos meses que antecederam a Copa do Mundo. Disseram que os estádios – elemento básico para o evento – só estariam prontos em 2038.

    Chegou a Copa e os jogos não estão acontecendo em estádios de hologramas, porque, afinal, estão todos prontos. O caos aéreo não só não rolou, como o índice de voos atrasados (4,2%), durante a Copa, está menor do que o padrão internacional (15%) e o europeu (8,4%). E também menor do que a média brasileira ao longo do ano.

    Também previram que alguns estádios inspiravam preocupação com a iluminação e os serviços de telefonia e internet. Pelas fotos postadas nas redes sociais do pessoal durante o jogo, parece que não rolou o apagão da comunicação nos estádios. E o consumo de energia? Caiu durante os jogos. Logo depois do primeiro jogo da Copa, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), informou que o consumo de energia elétrica chegou a cair mais de 20% no Brasil.

    Também não foi preciso recorrer à mão de obra estrangeira para suprir a demanda por mão de obra temporária. Os mais de 700 mil empregos temporários gerados estão sendo ocupados por brasileiros.

    Mas parece que o caos se deu mesmo, foi na mídia, que quis brincar de vidente e acabou fazendo previsões furadas. De acordo com o dicionário Aulete, jornalismo é “atividade profissional de levantamento, apuração e transmissão de notícias – fatos atuais de interesse público”. Quem faz previsão, é cartomante.”

  234. Patriarca da Paciência said

    Ótima essa: De acordo com o dicionário Aulete, jornalismo é “atividade profissional de levantamento, apuração e transmissão de notícias – fatos atuais de interesse público”. Quem faz previsão, é cartomante.”

    Ou seja, fazer JORNALISMO é tudo que a “nossa” “grande” mídia não faz. Ao contrário, faz trabalho de cartomante !

  235. Patriarca da Paciência said

    “A opinião do colunista não é necessariamente a opinião dos jornais.Qualquer idiota sabe.”

    Como já é de conhecimento público, não só o reinaldo rola-bosta, como toda a sua claque, estão completamente pirados !

    Uma “entrevista”, realizado por um “jornalista” e publicada pelos “maiores” da “grande” mídia, é opinião ou é fato ?

  236. Patriarca da Paciência said

    Não só foi uma tremenda barrigada, como foi uma das maiores de todos os tempos. Vai ficar histórica !

  237. Zbigniew said

    Coisas que só acontecem em São Paulo (além da mal educação dos VIPs etiqueta Itaú):

    Polícia militar assistir passivamente a depredação de patrimônio público e privado por ter um “acordo” escrito dos manifestantes.

    É carimbar na testa do contribuinte paulistano a palavra “idiota”.

  238. Zbigniew said

    Porque a Direita anda tão raivosa (muito bom):

    Os barões das grandes corporações midiáticas perceberam que, para haver uma oposição de direita forte, é preciso uma ampla opinião pública direitista.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Por-que-a-direita-anda-mais-raivosa-do-que-nunca-/4/31189

  239. Elias said

    Patriarca,

    As previsões publicadas pela FSP são tão furadas, que ela já merece ser chamada “Falha de São Paulo”.

  240. Patriarca da Paciência said

    De acordo com o último levantamento do IBOPE, há estabilidade nas intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff (PT), com leve alta de 1 ponto percentual – 38% para 39% -, enquanto Aécio Neves (PSDB) foi para 20%, queda de 2 pontos percentuais..

    E o Ah é sim papagaiando que a Dilma está “desesperada”.

    O cara continua com a metade das intenções de voto, com viés de baixa, e “cantando vitória”?

    Será que ele pensa que se ganha eleições jogando truco ?

  241. Guatambu said

    Elias,

    O que está acontecendo com a Dilma?

    Ela aumentou o crédito ao empresário via BNDES e ampliou o Refis, tem ideia de onde está saindo essa grana, e pra quê isso? Achei que o empresariado andava bem com o governo dela.

  242. Zbigniew said

    A Copa está sendo um sucesso. Para a população é importante a vitória da seleção, como também fazer bonito perante o mundo.
    A mobilidade está na ordem do dia.
    O brasileiro está se saindo um ótimo anfitrião. Agora há pouco vi estrangeiros sendo festejados no meio da rua, pelo brasileiro comum, o povão, tão esquecido, desacreditado, desprezado e odiado por parte de nossas elites. Pelo vendedor de rua, pelo comerciário, pelos transeuntes.
    Sim, temos problemas, mas, o mais importante: estamos enfrentando-os e buscando resolvê-los ou minorá-los.
    As mudanças serão lentas. Melhor assim. Teremos tempo para o amadurecimento necessário.
    Que bom que a Copa veio para o Brasil!

  243. Guatambu said

    A todos,

    Vocês viram a situação da Argentina?

    E pra piorar, os políticos da Argentina estão escondendo as negociações feitas com os fundos.

    É impressionante o descaso dos políticos com a população quando o objetivo é se proteger da opinião pública… agora é a hora que o povo mais precisa saber o que está acontecendo, para apoiar as medidas do governo, e o governo dá uma dessa.

    Espero que isso sirva de aprendizado para os políticos brasileiros.

  244. Zbigniew said

    Guatambu,
    vocês sempre tão preocupados com as equações. Mas, também tenho um questionamento: fechar uma conta, no caso de gastos públicos com insumos e incentivos, não fica sempre para posteriori, quando se somam às equações os resultados dos investimentos (neste caso públicos pelos subsídios)? Por que tem que sempre fechar a priori? Ou o não retorno ou o fracasso da iniciativa já está sendo previsto?

    E se isso é sabido e consabido, por que acreditar que a iniciativa é meramente eleitoreira? Vai ou não trazer benefícios para o país? E se ela teve problemas com o setor pela postura de confronto, se mudou por questões eleitorais, fez errado?

  245. Patriarca da Paciência said

    É bem isso aí, caro Elias,

    quando jornalistas deixam de lado seu trabalho e, passam a concorrer com cartomantes, dá nisso.

    Minha impressão é que a tal “grande” imprensa está totalmente desesperada e atirando no escuro.

    Por incrível que pareça, a Globo está apresentando um melhor instinto de sobrevivência. De vez em quando, jornalistas da Globo apresentam matérias honestas.

  246. Guatambu said

    Zbigniew,

    Tenho família em Natal, e vou tomar o exemplo dessa cidade para tentar te explicar por que eu compartilho somente em parte do que você escreveu.

    Eu daria nota 10 para o brasileiro (todos) e nota 3 para o governo e autoridades.

    Não adianta olhar o lado cheio do copo porque acho que não é assim que vamos melhorar o serviço público brasileiro.

    Onde eu acho que a Copa falhou:

    Próximo do início da Copa, o novo aeroporto prometido ainda não estava concluído, as vias de acesso não estavam preparadas, não havia, e se não me engano, ainda não há acesso como um transporte de ônibus para aquele local, que é bastante distante da cidade de Natal.

    Se não me engano, a maioria dos vôos ainda estão chegando no aeroporto antigo da cidade.

    O acesso ao estádio, outro problema:

    Transporte público deficiente e não resolvido.

    O próprio entorno do estádio completamente em construção, coberto por tapumes.

    Isso demonstra o tanto que o cronograma e as obras foram mal planejadas. Isso sem contar o dinheiro investido.

    A Copa surgiu num momento em que o estado do RN passava por um dos piores momentos em termos de infraestrutura médica e de transportes.

    Os hospitais tinham se tornado filas de “morte assistida”.

    Quanto a isso, nada foi feito, inclusive, desviou totalmente a prioridade do Estado e da Cidade para a Copa.

    Isso mostra o tanto que a Copa pode “entorpecer” os sentidos do povo, e desviar a atenção do que é mais importante: que é uma vida, para um evento de entretenimento.

    Um dia antes do primeiro jogo, choveu na cidade e as empresas de ônibus entraram em greve.

    Com a infraestrutura de transporte já precária pela falta de taxi e ônibus, os mexicanos hospedados, nem mesmo os brasileiros turistas, conseguiriam alcançar o estádio.

    Muitos carros foram soterrados por quedas de barranco. Algumas casas foram perdidas. A população sofreu bastante, principalmente a população de um morro.

    Mas a polícia e os bombeiros estavam ocupados com a Copa… então demoraram para ajudar a população local.

    Além disso, como solução mágica, as autoridades começaram a espalhar por whatsapp (acredite se quiser), para que os cidadãos oferecessem carona para grupos de estrangeiros que encontrassem.

    Isso demonstra, depois das autoridades responsáveis pela organização não terem o mínimo de organização para o evento, ainda apelam para a bondade do povo na maior cara-de-pau.

    E agora o porquê de eu concordar contigo em parte:

    Felizmente o povo brasileiro é bom o suficiente para aceitar a cara-de-pau das autoridades.

    Muitos moradores que tinham carro (isso inclui a tão detestada classe média e elite), ofereceram carona aos turistas.

    A festa foi feita.

    Toda a sociedade se uniu para torcer, trocar figurinhas, comemorar, abraçar e das boas vindas aos visitantes.

  247. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    entende de uma vez que o nazismo foi uma ópera wagneriana, escrita por um louco e que provocou toda uma loucura coletiva.

    A ideia central, básica, a cerne ou seja lá o que for, era a tal “pureza racial”.

    Os “arianos” eram “superiores” e por isso “mereciam” dominar o mundo.

    Todos os outros povos seriam escravos ou servos, sendo reservado aos servos, os povos que apresentassem algumas características dos arianos e totalmente escravos, aqueles que estivessem mais distantes dos arianos.

    Judeus, mestiços, negros, indígenas e ciganos, estavam na escala mais baixa, logo seriam completamente escravos ou mesmo “eliminados”.

    Entre os “arianos puros” reinaria a total democracia. Entre eles, todos seriam iguais e tudo seria de todos. Consta que até irmãs e esposas seriam “propriedades” de todos, é claro, desde que fossem “arianos puros”.

    Essa história de querer comparar PT com nazismo é totalmente surrealista e PROFUNDAMENTE RIDÍCULO E TAMBÉM IDIOTA E CRETINO !

  248. Guatambu said

    Zbigniew,

    Não é nem a questão de contas ou o propósito do benefício.

    Eu achei que mesmo em política fosse necessária uma certa dose de coerência.

    Mas eu volto ao que já disse aqui.

    Eu acredito muito que com a evolução tecnológica e, principalmente, da internet, a transparência e coerência no discurso político serão cada vez mais cobrados pelo povo.

    O povo quer saber, quer se informar. Claramente a mídia tradicional não está dando conta do recado.

    Essa inconsistência entre atacar o empresariado e a “elite branca” no palanque da militância e autorizar pacotes de “bondades” para o empresariado e “elite branca” não vai demorar para cair por terra.

    Isso foi o discurso que o Lula usou em 2002. De lá pra cá, muita coisa aconteceu.

    Pelo jeito os partidos não evoluiram.

    Talvez isso ainda resolva essas eleições pra Dilma, mas faço votos de que esse tipo de incoerência não dure muito tempo.

  249. Zbigniew said

    Guatambu,
    Natal tava se acabando debaixo d’agua. Tá certo, os problemas existem, independentemente de chuvas ou não. Mas a Copa é um sucesso, mesmo no que se refere à infra-estrutura, ainda que não seja o ideal.

    Coerência por querer se ajustar com o empresariado? Uma coisa nada tem a ver com a mal educação de uma elite provinciana. Afinal a Dilma é presidente de todos, mesmo dos mal educados. Constatar e protestar por um comportamento, comportamento da qual está impregnada parte de nossas elites não invalida ou torna incoerente iniciativas que beneficiem o país como um todo. Muito pelo contrário.

  250. Zbigniew said

    Hehehehehehe, a Copa VIP dos “yellow blocks”:

  251. Chesterton said

    237 e eu concordo Zbg&¨%$#$#@

  252. Chesterton said

    Nazismo é nacional socialismo, Patriarca. Uma espécie de coletivismo onde o inimigo era o judeu e o capitalista. Assim como o marxismo tem como inimigo o burguês e o capitalismo. Já o PT é apenas uma quadrilha que no poder usa elementos de todos regimes facinorosos que passaram pela terra no século 20.

  253. Chesterton said

    http://mises.org/daily/1937

  254. Chesterton said

    as that the common good comes before the private good and the individual exists as a means to the ends of the State.

    O Bem comum vem antes do Bem do individuo e o individuo existe como um meio de o estado atingir seus objetivos

    chest- sacou, patriarca, como é o coletivismo do socialismo e do facismo?

  255. Chesterton said

    Patriarca, será que o Reinaldão tá assistindo nossa discussão?

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2014/06/1473310-o-nacional-socialismo-petista.shtml

  256. Guatambu said

    Zbigniew,

    Acho que sobre a copa, encerramos, não tenho mais nada a dizer.

    Também estou me divertindo, apesar de futebol não ser meu esporte favorito.

    Eu me emociono também com o hino à capela, e torço muito para que o Brasil seja hexa.

    Amo meu país, não gosto dos políticos.

    Não sei se nos entendemos…

    Como pode um presidente ser “de todos” quando há uma parte da população odiada no discurso do partido?

    Estou dizendo simplesmente que se a Dilma quer agradar a gregos e troianos, ela não pode cometer os deslises de generalização no discurso dela. Nem ela, nem o Lula, ao repudiarem o coro da Copa.

    A generalização do discurso político é um perigo para os políticos. Hoje pode não mudar nada, mas no futuro, eu acredito que isso vá fazer grande diferença ao avaliarmos os nossos candidatos.

    Veja alguns exemplos:

    O PT subiu ao poder em 2002 após um extenso período criticando ferrenhamente a política econômica do período FHC, mas para conquistar a confiança do empresariado, e, principalmente de investidores estrangeiros, teve que explicar que não iria fazer muito diferente em sua carta aberta.

    Mesma coisa quando Lula disse que a crise era de “loiros de olhos azuis”, mas tomou medidas econômicas bastante profundas para equilibrar o Brasil no meio da tal marolinha.

    A Marilena Chaui prega essa discurso de ódio aplaudida por Lula, contra classe média.

    Dessa vez ele usa esse mesmo discurso para falar de machismo e da elite branca.

    Como se cada um desses grupos representasse um ameaça, e não uma parte de um todo que, como você bem disse, eles estavam lá para governar por eles também.

    Ora, se eles estão lá para governar por eles, qual o sentido desse tipo de discurso polarizante?

    O que eu quero dizer é que eu estou me atentando para esse fato. Você pode pensar que é um detalhe, que é algo sem importância, aquela história de “faz parte do jogo político”.

    Mas tudo isso que eu escrevi está documentado nas redes sociais. E mais: há videos no youtube mostrando exatamente essas situações.

    Hoje talvez o povo dê pouca importância a essas generalizações e pequenas demonstrações de ódio para se alinhar a esse ou àquele público.

    Torço para que os políticos se preocupem mais com o que dizem.

    Eu não posso votar em alguém que me odeia. Mesmo que me dê alguns presentinhos depois.

    Porque ou isso é falta de caráter, ou isso é falta de respeito.

    Sacou?

  257. Daise said

    ÓTIMO VÍDEO

  258. Zbigniew said

    Caro Guatambu,

    essa polarização não é de hoje, ela apenas está mais evidente e mais consciente para o povo. Não foi o PT, ou a Dilma, ou o Lula que a inventaram.
    Está na nossa história, na nossa formação, no nosso ethos. E está na hora de acabarmos com isso.
    Somos todos irmãos. Que todos tenham uma chance de uma vida digna, e que aqueles que já vivem bem se alegrem com a melhoria da vida dos que antes viviam em dificuldades. Entretanto, para chegarmos a este desiderato precisamos quebrar paradigmas e privilégios. E isso incomoda pra caramba.

    Quanto ao episódio da vaia, quem foi ofendida foi a Dilma. Se você observar o vídeo produzido pela TV Folha vai perceber que foi de forma gratuita, por um sentimento de ódio e desrespeito pela pessoa e pela instituição.

    Gosto de enfatizar que parte de uma elite é que se porta desta maneira. Há os que acreditam num país de todos e para todos ainda que não topem com o PT. Isto é legítimo e democrático. Não vejo o PT se insurgir contra os que o criticam. Vejo se insurgir contra manifestações como essa, o que também é legítimo e democrático. Ou rebater as críticas, contestar julgados e enfrentar outros poderes, em especial os dos oligopólios de mídia.

    Assim, com todo o respeito, não posso concordar que o PT seja responsável pelo discurso polarizado quando o nível das últimas eleições foram manchados por episódios como o da bolinha de papel do Serra, ou o do discurso do aborto, do Lula ter estuprado alguém na prisão, e todos os discursos raivosos que são proferidos contra o partido e seus líderes em todos esses anos, em especial nas redes sociais.

    Não vou ficar aqui ressaltando que o partido não é santo, que tem seus erros e etc. Só quero terminar dizendo que a polarização se deu pelo esforço que a direita no país está fazendo para voltar ao poder central e que não está conseguindo, porque, em vez de trazer propostas concretas prefere criminalizar um partido e seus líderes.

  259. Guatambu said

    Zbigniew,

    Será mesmo?

    De quais paradigmas e privilégios você fala?

    Eu não vejo a direita tão esforçada assim em polarizar o discurso, o Elias tem razão: faz tempo que eu não vejo nem sequer uma direita no Brasil.

    Não há direita se manifestando no Brasil.

    A menos que chamemos o PSDB de direita, o que eu acho um grande erro… mas enfim…

  260. Daise said

    Guatambu

    O problema dos petistas é outro:

    Imagina na campanha, por Mara Bergamaschi

    Quem diria: o futebol, ópio do povo, virou, nesta Copa no Brasil, combustível que alimenta o debate político. E os xingamentos à presidente Dilma no Itaquerão, em São Paulo, elevaram ainda mais a temperatura das discussões.

    Não pretendo voltar a isso, já exaustivamente comentado, com bom senso ou sem nenhum, mas tão somente dar, a partir deste fato, uma olhadinha em volta – no tal contexto em que tudo se insere.

    Estamos a pouco mais de três meses das eleições e, como sinalizam desde 2013 as manifestações críticas à Copa, parece ter se esgotado entre nós a eficácia da consagrada fórmula “pão e circo”.

    O comportamento dos torcedores, que na hora H festejam a seleção, os visitantes e o país, mas não seus mandatários, é a expressão, desrespeitosa ou não, dessa insubmissão. Jogo é jogo; urna é urna. É este cenário que também se reafirma a cada divulgação de pesquisas pré-eleitorais.

    Com ou sem gol de Neymar, persistem a insatisfação da maioria com a economia e as políticas de educação, saúde, segurança; o desejo de mudança e a recusa de boa parte do eleitorado, enquanto o voto útil não vem, a se encaixar no velho maniqueísmo governo x oposição.

    O interessante é que os que estão no poder – e, portanto, têm muito a perder – insistem em recorrer a um modelo superado para interpretar a conjuntura atual. Só assim, com os olhos no passado, é possível entender a reação do comando petista, que optou por ressuscitar a pregação contra “a elite branca de São Paulo” – agora identificada como responsável pelas agressões verbais à presidente durante a abertura do Mundial.

    Estratégia perigosa, pois ainda que fosse dos “ricos” a voz majoritária no Itaquerão – o alto preço dos ingressos é uma das contradições desta Copa -, talvez ela refletisse e ecoasse além de si mesma. Só pra lembrar: segundo a última pesquisa DataFolha, se a eleição ocorresse apenas entre os quase 32 milhões de eleitores de São Paulo, a presidente, cuja rejeição chega a 46% no Estado, seria vencida facilmente pelos seus dois principais adversários num eventual segundo turno.

    Mesmo que se mantenha hoje como favorita nacionalmente, Dilma não pode se dar ao luxo de não tentar conquistar o maior colégio eleitoral do país, cujo governo seu partido também disputa. No quadro atual, há risco de danos colaterais: a virulenta resposta do PT pode sim ser explorada como desprezo e discriminação contra São Paulo, dificultando ainda mais a reversão de votos no Estado.

    Enfim, se a tal “elite branca” destilou ódio, o PT, como em outros episódios, não agiu muito diferente. E claro: culpou, como sempre, a imprensa, inclusive atacando nominalmente jornalistas. Isso apesar de a categoria ter, quase em bloco, defendido Dilma e condenado o VTC. Imagina na campanha.

  261. Daise said

    DILMA O VERDADEIRO PROBLEMA

    Esse papo de direita x esquerda é “papo flácido pra apascentar bovinos”

    O problema está aqui:

  262. Zbigniew said

    Guatambu,
    Direita são valores. No Brasil (e no mundo, em geral) são os rentistas e os financistas.
    Quem defende esses valores e o Estado na sua função de intervenção mínima? Como centro de suas ações (neste ponto o conteúdo programático do estatuto partidário nem sempre coincide com as ações do partido).
    Quanto a privilégios e paradigmas, reconhecida a diminuição da concentração de renda, a mobilidade social, a valorização de salário de referência, valorização do ensino técnico, desconcentração de investimentos por região, tudo isso, acredite, mexe com o status quo, porque altera os núcleos de poder.

  263. Guatambu said

    Zbigniew,

    Eu não entendo onde que diminuir a concentração de renda, mobilidade social, valorização do ensino técnico, desconcentração de investimentos, mexe com o status quo.

    Pelo que me consta, isso é agenda de propaganda política dede a época do Sarney…

  264. Guatambu said

    Desculpe, status quo mexe, o que não mexe é com privilégio.

    Não entendo onde isso mexe com privilégio.

  265. Pax said

    Não entendi essa discussão entre Guatambu e Zbgniew.

    Sei que a Copa tá ótima.

    E que estou tomando uma surrinha de um tablet samsung que deu mole e caiu na minha mão.

  266. Guatambu said

    Pax,

    Para mim é a mesma que tivemos acima: transparência, generalizações, preconceito e polarização do discurso.

    Meu argumento é que isso é um ponto que passa despercebido pela maior parte da população, mas que, se tudo der certo, vai passar a contar pesadamente para o futuro.

  267. Chesterton said

    a esquerda caviar de tablet Samsung…..

  268. Zbigniew said

    Pax,
    a Samsung evoluiu muito nos seus dispositivos, mas a Apple é a Apple, mesmo com todas as restrições. É o estado de arte. O Steve Jobs foi realmente um gênio.

    Guatambu,
    houve uma época que, no bairro onde morava, não era incomum ver pessoas catarem comida do lixo produzido pelos mais afortunados. Isso era fome, a miséria na sua face mais cruel porque, para poucos sobrava, mas para muitos faltava.

    E aí eu me perguntava: Meu Deus! Por que isso ocorre? Meu país tão rico e esse povo passando necessidades! Que tristeza!
    Bom, isso me estimulou a, entre outras coisas, procurar entender o motivo de tanta desigualdade e de tanta insensibilidade com os que mais precisavam.

    Pois bem, um país é feito uma pessoa, guardadas, evidentemente, as devidas proporções e medidas. Para entendê-la você precisa conhecer a sua história e os fatores que influenciaram na sua formação e desenvolvimento ao longo do tempo.

    Foi aí que descobri alguns pensadores como Gilberto Freyre, Darci Ribeiro, Raimundo Faoro, e tantos outros, que cascavilharam as diversas nuances que contribuíram para a nossa formação enquanto povo, enquanto nação.

    Foi aí, também, que descobri que fomos colonizados por um processo de exploração baseado numa ética inquisitorial muito diferente daquele que partiu das treze colônias estadunindenses, protestantes, meritocráticas, e que influenciou no espírito do capitalismo, como bem explicado por Max Weber.

    Fomos colonizados por uma pequena nação que conseguiu empreender as grandes navegações mas foi incapaz de gerar riqueza para seu próprio povo, apequenando-se e contentando-se em transformar-se num mero entreposto comercial, enriquecendo uma pequena parcela de sua população, formada pela nobreza, funcionários públicos e militares. A tarefa de fazer as engrenagens de produção funcionarem ficou para os ingleses e franceses, sendo que a esses primeiros – os ingleses – foi destinado o advento da Revolução Industrial. Resultado? Portugal virou colônia da própria colônia, quando a Corte fugiu para o Brasil.

    Só para não me alongar vou te dizer que esse foi o espírito de nossa formação: poucos sempre preponderaram sobre muitos, e essa preponderância é que criou os privilégios que se refletiam no acesso às universidades gratuitas por parcela mais rica da população até a participação restrita no mercado de consumo e na elaboração das políticas públicas (orçamentos participativos, programas de participação social), da implantação do programa Mais Médicos, quebrando com a lógica de mercado no sistema de saúde, até a redução momentânea dos juros, duas das iniciativas que tiveram as mais virulentas reações do status quo existente. E esse é o ranço que permanece até hoje, destacando-se três momentos que, na minha humilde visão, aprofundaram esse aspecto: o donatarianismo, a proclamação da república e a política dos governadores.

    Daí o status quo, hoje bem mais complexo, como mais complexo é o Brasil dos tempos atuais. Os soluços que procuraram colocar o povo no centro das transformações da nação foram: o Estado Novo, com Getúlio Vargas, embora aqui tivéssemos uma ditadura; JK e Jango, com o desenvolvimentismo, sendo este último mais populista; e o lulismo, com o PT no poder, sendo que este conseguiu a permanência das políticas interrompidas ou parcialmente implementadas pelos períodos anteriores citados.

    Nos dois períodos anteriores o status quo conseguiu derrubar as iniciativas populares. Neste terceiro, já com uma democracia consolidada, o status quo, ou se juntou ao governo (Sarney e PMDB governista), ou se juntou as oligarquias modernas mais poderosas (mídia e partidos de oposição) na busca pela reconquista do poder. É esse o momento que vivemos e que, no meu sentir, é de suma importância para a quebra definitiva dessa lógica que vem desde a gênese de nossa nação.

  269. Pax said

    Tivesse sobrando comprava iPad rabugento Chesterton. =)

  270. Pax said

    Sim, caro Zbigniew, Apple é Apple. Só que o tablet é 4 vezes mais caro. Eu como pastel de feira e não coxinha de ossobuco como o rabugento Chesterton. =)

    Esses dias estava assistindo um documentário sobre a Amazônia e um medico de lá disse algo como: “pouco importa a discussão política, importa que esses médicos estão fazendo a diferença aqui”

  271. Patriarca da Paciência said

    Relincho de Rodrigo Constantino ecoa no mundo

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/relincho-de-rodrigo-constantino-ecoa-no.html

  272. Patriarca da Paciência said

    “RESTA À GRANDE IMPRENSA LANÇAR ‘EM 2016 NÃO VAI TER OLIMPÍADAS!”

    E se não gostarem pela evidente falta de criatividade, aqui temos outro bordão que eles criaram, festejaram e deu no que deu: Imagina nas Olimpíadas! Quem viver verá.

    http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/144114/Resta-%C3%A0-grande-imprensa-lan%C3%A7ar-'Em-2016-n%C3%A3o-vai-ter-Olimp%C3%ADadas!’.htm’

  273. Patriarca da Paciência said

    “Aliás, Aécio Neves anuncia um tsunami para varrer o PT da face da terra. Em qual país democrático e civilizado frase similar cairia da boca de um candidato ao se referir ao adversário? Algo é certo: o tsunami não partirá da tribuna vip do Itaquerão. A tigrada, além de tudo, é velhaca.”
    (Mino Carta)

  274. Zbigniew said

    #naovaitercopa_melhor

    Aeroportos brasileiros batem recorde de passageiros 20-06-2014 Na primeira semana da Copa do Mundo, 3,7 milhões de passageiros se deslocaram de avião nos 20 principais aeroportos do país que atendem às cidades-sede e representam 90% do fluxo de passageiros. Os dados são da Secretaria de Aviação Civil (SAC), divulgado nesta sexta-feira (20). O Brasil deve receber 600 mil turistas estrangeiros e outros 3,1 milhões de brasileiros durante o torneio, segundo o Ministério do Turismo. O dia mais movimentado foi a véspera do segundo jogo no Brasil (16), com 501,2 mil circulando pelos aeroportos. A média diária tem sido de 471 mil. No Rio de Janeiro, cidade que concentra o maior fluxo de turistas, a quinta-feira (18) foi o dia com maior número de voos nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont, com quase 250 pousos e decolagens. A cidade receberá meio milhão de pessoas durante a Copa, segundo dados do Ministério do Turismo. O avião é o principal meio de transporte dos brasileiros, revela pesquisa do Ministério do Turismo. Ele corresponde a 60,2% dos entrevistados que manifestaram intenção positiva de viajar pelos próximos seis meses. Entre as capitais monitoradas o destaque é Brasília, com 78,8% dos moradores declarando a intenção de viajar de avião. Na sequência estão as cidades de Belo Horizonte (72,3%), Recife (65,7%) Salvador (62,5%), Porto Alegre (60,2%), Rio de Janeiro (28,3%) e São Paulo (57,3%). http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas14/2006201411.htm

  275. Patriarca da Paciência said

    Obras do PSDB, conforme a Tia Carmela: ” construir o melhor acelerador de propinas do Brasil.”

    Na verdade o metrô de São Paulo é apenas um disfarce. A verdadeira “obra”, é científica e, vai provocar uma total renovação em toda a ciência.

  276. Patriarca da Paciência said

    Mercado de Voto: Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição por R$ 200 mil

    FERNANDO RODRIGUES, da Sucursal de Brasília, Folha, Editoria: BRASIL, Página: 1-6

    13/05/1997

    O deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) vendeu o seu voto a favor da emenda da reeleição por R$ 200 mil, segundo relatou a um amigo. A conversa foi gravada e a Folha teve acesso à fita.
    Ronivon afirma que recebeu R$ 100 mil em dinheiro. O restante, outros R$ 100 mil, seriam pagos por uma empreiteira -a CM, que tinha pagamentos para receber do governo do Acre.
    Os compradores do voto de Ronivon, segundo ele próprio, foram dois governadores: Orleir Cameli (sem partido), do Acre, e Amazonino Mendes (PFL), do Amazonas.
    Todas essas informações constam de gravações de conversas entre o deputado Ronivon Santiago e uma pessoa que mantém contatos regulares com ele. As fitas originais estão em poder daFolha.
    O interlocutor do deputado não quer que o seu nome seja revelado. Essas conversas gravadas com Ronivon aconteceram ao longo dos últimos meses, em diversas oportunidades.

  277. Pax said

    Caro Guatambu,

    Lembra da discussão sobre alimentação. Pois bem, se tiver um pouco de paciência, olhe esse vídeo (e não deixe o Chesterton, o rabugento, ver, pra modo dele não ter uma crise de nervos)

    .https://www.youtube.com/watch?v=RT-3LAgbtBE

    Se preferir ver legendado acho que há opção aqui:

    http://awebic.com/cultura/ninguem-aplaude-essa-mulher-palco-porque-todos-estao-assustados-demais-para-isso/

  278. Pax said

    Desculpem-me a falta de modéstia, mas meu amigo Zé Miguel Wisnik mandou bem.


    Zé Miguel Wisnik
    31 min ·
    SUPERFICIAL E PESADO
    Coluna publicada no jornal O Globo – 21 de junho de 2014

    Não gostei de me ler no Globo falando sobre a vaia verbal a Dilma na abertura da Copa. Quando recebi o telefonema da repórter, imaginei que se tratava do formato enquete, em que se colhe uma frase de cada uma entre muitas pessoas, e não uma entrevista com destaque e fotografia, sugerindo a intenção de um pensamento completo. Prezo muito o esforço para se chegar à formulação de um pensamento minimamente sustentável. É o que tentarei fazer aqui.

    Vaias e aplausos são ruídos com sinais opostos. Não têm palavras, mas têm direção e sentidos. Ruídos são ondas sonoras desorganizadas, caóticas, com poder destruidor e mortífero. Mas na forma de aplausos, produzidos pela cascata do bater das mãos, resultam numa soma de frequências graves, médias e agudas que se parecem com o chamado “ruído branco” do mar, lavando o aplaudido num banho consagrador. Já os apupos são viscerais, guturais, contínuos, monocórdicos, como se tentassem soterrar a vítima num monte de excremento sonoro.
    Discursos em estádios de futebol são candidatos praticamente eleitos a tomarem vaias. O jogo de futebol, que não se faz com palavras, ocupa um espaço imaginário que está no avesso dos cerimoniais e das solenidades. Estas afirmam as hierarquias, os papeis e os valores que sustentam a ordem estabelecida. A massa no estádio de futebol, que tem muito de um carnaval acirrado pela disputa, quer se ver livre disso. É o que diz a frase de Nelson Rodrigues, “estádio de futebol vaia até minuto de silêncio”. A massa vaia o presidente, a presidenta, o juiz, o morto, o que estiver atrapalhando a promessa de gozo. E os brasileiros, diferentemente dos argentinos, vaiam a sua seleção, se esta estiver atrapalhando a promessa de gozo.
    A famigerada vaia a Dilma, na abertura da Copa, tem alguma coisa desse destampatório infantil. Mas é menos, ou nada, inocente. Mais que vaia, era um mote verbal ofensivo, dirigido, pontual. Sem nada de original, adaptava uma frase ritmada recorrente em estádios, especialmente em São Paulo, onde a massa é menos imaginativa: “ei, juiz, vai tomar no cu”. Sempre achei esse mote, mesmo no contexto futebolístico, um atestado de primarismo, com sua métrica estropiada e sua rima caolha. Com o nome “Dilma” mal ajambrado ritmicamente no lugar de “juiz”, resulta em definitivo no que há de mais tosco em matéria de “dinamogenia política”, como chamava Mário de Andrade essas manifestações de massa, cuja riqueza ele analisou num comício em São Paulo em 1930.

    Frases ritmadas, cantadas em coro pelas multidões, em aglomerações esportivas ou políticas, são sintomáticas do que está acontecendo ali, tanto nos conteúdos quanto nas formas, que são, aliás, inseparáveis. Há uma rica variedade de cantos de torcidas, por exemplo, no futebol do Rio de Janeiro. Freud fala em chistes, cuja elaboração verbal, brotada do inconsciente, com suas rimas, ritmos e duplos sentidos, gratifica o prazer da língua, ao atingirem seus alvos de maneira tendenciosa. Cita chistes agressivos, que substituem com palavras o ataque físico, e chistes obscenos, que desnudam e humilham alguém perante outros. Mas, num caso ou no outro, justificados pela engenhosidade do trocadilho, pelas aliterações, pela imaginação que faz rir, por um senso certeiro da carnavalização. O ataque verbal a Dilma no Itaquerão era, além de tudo, um chiste destituído de qualquer chispa de inteligência, um exemplo quimicamente puro da liga do agressivo com o obsceno, inconscientemente orgulhoso de ser burro, no grau zero da dignidade civil.

    Já que os estádios não são mais caldeirões sociais, mas arenas para o consumo abonado (e por isso mesmo foram todas construídas ou reconstruídas para a Copa), faço coro à vaia aos vips, como escreveu Augusto de Campos ao protestar contra o uso banalizador e distorcido do seu poema VIVA VAIA pela “Folha de S. Paulo”. E também, em desagravo, ao seu VIVA DILMA. A vaia tem um recorte de classe.
    Ao mesmo tempo, reverbera aquelas vibrações rancorosas e obscuras que perpassam a sociedade brasileira. As culturas combinam seus aspectos superficiais com seus aspectos profundos, seus pesos com suas levezas. No Brasil, reina uma conhecida alergia àquilo que é profundo e pesado, e uma considerável congratulação com o que é leve e superficial. No entanto, muito das suas mais geniais criações, na literatura, na canção e no futebol, participam de uma etérea e singular leveza profunda. Muito da alegria da Copa do Mundo, agraciada pela dimensão latino-americana que ela assumiu em território brasileiro, é expressão disso. A vaia verbal a Dilma, por sua vez, representa o que pode haver de pior nisso tudo, numa direção ou noutra: a sombria conjunção do superficial com o pesado.

    Um pouquinho mais educado, mais inteligente, mais certeiro que esses bobalhões histéricos de todos os lados.

    Este “vai tomar no cu” para a Dilma foi um belíssimo tiro pela culatra de uma turma que não tem o que oferecer.

    Sem prejuízo algum de todas as críticas ao PT que não me representa mais.

  279. Patriarca da Paciência said

    …”Num caso notável, Paulo Francis chamou diretores da Petrobras de corruptos. Como a acusação foi feita no Manhattan Connection, os executivos puderam processar Francis na Justiça americana, a despeito da pressão de FHC, então presidente, para que não agissem assim.

    Os americanos pediram provas a Francis e ele nada tinha além de sua verve. Na iminência de uma multa que talvez o arruinasse, ele se atormentou. Morreu de enfarto durante o processo, e amigos atribuíram o coração quebrado ao pavor da sentença iminente.

    Não espanta que, anos depois da queda de Collor, ele tenha sido absolvido no STF por ausência de provas.

    Este fato é, em si, uma prova espetacular da inconsistência da cobertura da Veja.

    Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros.

    Mario Sergio posaria, depois, como “derrubador de presidente”, o que não fez bem a sua carreira na Veja.

    O dono da Veja, Roberto Civita, também gostou do título de “derrubador de presidente”, e a revista, embora grande, era pequena demais para dois derrubadores.

    RC, pouco depois, deu um jeito de mandar embora Conti. (Antes de ser demitido, ele teve a chance de inventar Mainardi como colunista.) Foi uma demissão florida: Conti teve dois anos remunerados ao longo dos quais escreveu Notícias do Planalto, um livro sobre o episódio Collor.

    É um livro no qual ele bajulava todos os donos de jornais e revistas, e ao mesmo tempo atacava jornalistas dos quais não gostava, a começar pelo homem a quem devia o cargo de diretor da Veja, JR Guzzo.

    Um dia o jornalismo brasileiro haverá de realizar um trabalho arqueológico sobre o caso Collor.

    E então se perceberá que a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti, o cara do Felipão.”

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-verdadeiro-pecado-de-mario-sergio-conti/

  280. Zbigniew said

    Por falar em Manhattan Connection, muito boa a entrevista com Silvia Salek, Diretora de Redação da BBC Brasil (representando o novo) em contraponto ao Diogo Mainard (representando o velho).

    http://vimeo.com/98464508

    Ou

  281. Chesterton said

    Pax, porque se precisa de modéstia quando se copia o texto de um amigo para aqui no blog?

  282. Patriarca da Paciência said

    A Mona Lisa fumando um baseado e o gato assustado com o tamanho do baseado do malandro:

  283. Chesterton said

    Guatambu, acho que você pode gostar desse livro

    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=%20%208565339254

  284. Chesterton said

    PT condena “sincericídio” de Gilberto Carvalho sobre as vaias para Dilma.

    Embora dirigentes do PT reconheçam que a avaliação não está de todo errada, a declaração do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, de que os xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff, na abertura da Copa do Mundo, não partiram apenas da “elite branca”, repercutiu mal na cúpula do partido. Às vésperas da convenção que oficializará, sábado, a candidatura de Dilma à reeleição, a fala de Gilberto mina o discurso, encabeçado pelo ex-presidente Lula, de que as camadas mais ricas da sociedade estariam estimulando o ódio contra Dilma e o PT.

    – O Gilberto está meio fora da casinha! Depois de todo esse estrupício que fizeram com a Dilma na Copa, ela está melhor do que eu imaginava. Esta declaração está fora de propósito – criticou o vice-líder do PT, deputado José Guimarães (CE).

    O líder do PT na Cãmara, deputado Vicentinho (SP), também reprovou as declarações de Gilberto Carvalho. – Eu discordo dele. Eu vi no estádio que o povo não estava lá. Pode ter insatisfação, mas aquele palavreado (os xingamentos do estádio) não representa o povo de São Paulo. É coisa de gente pobre de espírito. Vai ver que ficaram chateados porque tiveram que andar de metrô e nunca tinham andado – reagiu Vicentinho.

    Apesar disso, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), concordou em parte com a avaliação feita pelo ministro: – Não digo que os xingamentos tenham partido de outros segmentos, isso eu não concordo. Mas que esse mau humor contaminou outros segmentos, eu concordo. A nova classe média foi contaminada – disse o líder petista.

    O ministro Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) disse, nesta sexta-feira, discordar da avaliação do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República). – É uma opinião respeitável do ministro Gilberto, você sabe que qualquer governo tem muitas opiniões, mas não reflete a opinião de todos. Eu não concordo. Existe um quadro no Brasil de disputa política e, em alguns momentos, algumas ações são preparadas para ter um determinado resultado. Eu acho que o que aconteceu (no Itaquerão) foi um movimento de um determinado setor que se organizou para fazer aquilo. O PT apoia incondicionalmente a presidente Dilma – disse Berzoini, que não quis especificar que setor seria esse.

    A oposição usou as declarações do ministro para tentar desgastar o governo. O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), disse que Gilberto acabou desmentindo o ex-presidente Lula, que afirmara que as vaias tinham partido da elite: – O ministro Gilberto desmentiu o seu ex-chefe, desmentiu o ex-presidente Lula. O homem de confiança de Lula deu um testemunho de que o povo está descontente – disse Imbassahy.

    Para o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), o ministro fez um mea culpa ao reconhecer que as vaias à presidente Dilma não foram apenas de uma parcela da sociedade com mais recursos financeiros. – O ministro fez uma mea culpa do governo de forma reta, admitindo uma insatisfação que se percebe nas ruas. É uma realidade o fato de que há grande insatisfação e de que as vaias não foram isoladas – disse Mendonça Filho. ( O Globo )

  285. Patriarca da Paciência said

    E o PIG continua com essa história ridícula de que a presidenta Dilma foi “vaiada”.

    Vaia é um coisa, proferir obscenidades e insultos para com a Presidenta da República é outra, totalmente prevista e punível pelo artigo 331 do Código Penal.

    Afirmo e reafirmo, é dever da Polícia Federal Federal identificar e processar a cada um desses malfeitores !

  286. Patriarca da Paciência said

    Art. 331 – Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:
    Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
    Exploração de prestígio
    Decreto Lei 2848 de dezembro de 1.940.

  287. Patriarca da Paciência said

    Guatambu,

    o livro que o Chesterton recomenda, discorre sobre o primado da lucidez e do equilíbrio, ou seja, exatamente aquilo que são os ídolos do Chesterton, quais sejam, o olavão e reinaldo rola-bosta.

  288. Daise said

    Companheiro Patriarca da P #285 e 286

  289. Daise said

    Companheiro Pax #278

    O João Rock no fim de maio, onde foi lançado o Dilma A-E-I-O-U, não ocorreu em nenhum estádio de futebol.
    A platéia do show de rock era diferente do público presente no Itaquerão.

    http://musica.terra.com.br/festival-joao-rock-homenageia-raul-seixas-e-falcao-em-sp,79225f3005656410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

    Seu amigo mandou mal.
    “Martelou a realidade” para fazer um comentário “politicamente conveniente”.

  290. Chesterton said

    ainda não entendi a questão da modéstia do Pax….

  291. Chesterton said

    Aí, Pax, leia a Nova Revolução Verde.

  292. Elias said

    Guatambu,

    Ampliar o Refis não implica desembolso de dinheiro.

    Ampliar Refis implica ampliar o parcelamento da grana que não entrou…

  293. Daise said

    DILMA A-E-I-O-U

    O Palácio do Planalto questionou a Fifa por ter lançado nos telões do Itaquerão a comemoração de Dilma Rousseff no segundo gol da seleção contra a Croácia.

    A imagem produziu mais uma saraivada de vaias e xingamentos dos torcedores. Como resposta ouviu que a Fifa, apesar dessa cena, protegeu Dilma ao abafar o som dos impropérios no áudio da transmissão exibida pelas TVs brasileiras.

    Radar

    Esta história fica cada dia mais ridícula

  294. Elias said

    Patriarca,

    O Mário Sérgio Conti é só um jagunço… Ele fez na Veja o que mandaram que ele fizesse.

    É como o Raimundão, empregado de um tio meu. A piada (velha) que se conta até hoje na família, é que meu tio chamou o Raimundão e perguntou:

    – Ô Raimundão, tu conheces o Dr. Maneco Pax?

    – Num cunheço não, mas já tô cum raiva dele…!

    – Que é isso, cabra?! É só pra levar um quarto de bode pro homem!

    Assim é o Mário Sérgio Conti. Se o patrão dele mandar meter bala nos cornos da mama Conti, o Mário Sérgio nem pisca…

    O relato que ele faz, em “Notícias do Planalto”, do ingresso da Globo na campanha das “Diretas”, é uma obra prima do puxa-saquismo militante… Uma aula magna, pra quem quer vencer na vida babando testículos…

  295. Elias said

    E o Pax, está ou não participando das manifestações contra a Copa?

    Ele prometeu aqui que participaria… Está ou não cumprindo a promessa?

  296. Chesterton said

  297. Daise said

    LULA x DILMA: O MEU TEM DONO


  298. Daise said

    CONGRESSO DO PT: 2014

    DILMA VAI MUDAR PORQUE DEU CERTO

  299. Daise said

    Camaradas

    O PT ACABOU? REINALDO AZEEVEDO DIZ QUE SIM.

    Os últimos dias do PT no poder : a hipótese otimista e a pessimista

    O PT realizou a sua convenção nacional neste sábado e oficializou a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Ela vai ganhar? Ela vai perder? Não sei. Seja como for, estamos assistindo a um capítulo do fim de um ciclo. Se o PT tiver mais um mandato, o que espero que não aconteça, vai se arrastar no poder pelos próximos quatro anos, como um cadáver adiado. Não tem mais nada a oferecer ao país. Restará torcer para Dilma terminar o mandato sem uma crise de proporções gigantescas.

    Acabou! Os petistas não têm mais futuro a oferecer. E explico o que quero dizer com isso. Um partido não tem de estabelecer com a sociedade e uma relação de doador e donatário de benesses. Até porque a riqueza que se distribui tem de ser produzida por alguém — e, por certo, não é pelos partidos, não é mesmo? Quando afirmo que o petismo não tem mais “futuro” a oferecer, refiro-me à perspectiva de mudanças que possam efetivamente melhorar a vida dos brasileiros no médio e no longo prazos, fazendo deles mais do que pedintes e beneficiários de migalhas.

    O repertório do PT se esgotou. Os programas sociais estão aí, em curso, mas a gestão não sabe como conciliar, em proporções ao menos razoáveis, crescimento econômico, combate à inflação e juros civilizados. Ao contrário: a realidade se tornou perversa, descompensada: inflação e juros altos para crescimento baixo. O que restou ao PT? justamente a relação viciada de doador e donatário.

    Para que esse discurso convença, é preciso demonizar o outro; transformá-lo na fonte de todos os males do Brasil e da política, a exemplo do que se viu, mais uma vez, neste sábado. A convenção petista, dados os discursos que lá se fizeram — inclusive o da presidente —, oferece aos brasileiros apenas um debate sobre o passado. Lula, ele mesmo, foi bastante explícito a respeito. Convidou os presentes para a dialética do obscurantismo. Disse ser preciso convencer os eleitores que tinham 7, 8 anos quando o PT chegou ao poder e hoje estão com 19, 20. Afirmou que é preciso lhes dizer que quão ruim era o país…

    Ocorre que só havia país em 2003 porque os tucanos haviam chegado ao poder em 1995 e porque o PT perdeu a guerra contra o Plano Real. Só havia país em 2003 porque havíamos vencido a batalha contra os fatores estruturais da hiperinflação. Só havia país em 2003 porque havíamos vencido a batalha em favor da privatização, que dotou o país de infraestrutura em setores essenciais. Quem, em 2002, votava pela primeira vez, aos 16, 17, 18, tinha de 8 a 10 em 1994, quando o plano foi implementado. A propósito: uma pessoa que nasceu em 1986 era uma criança no ano do do Real, está hoje com 28, é um adulto, e não sabe o que é um país com hiperinflação. E só não sabe porque o PT foi derrotado em 1994 e 1998 e porque teve de jogar fora o seu programa para se eleger em 2002.

    A disputa sobre o passado, como a propõe o partido, é essencialmente desonesta; é intelectualmente vigarista, porque define o adversário como um monopolista do mal e se coloca como um monopolista do bem. “E os adversários do PT? Não fazem o contrário?” Não. Desconheço quem lastime ou reprove a ampliação de programas sociais que o partido levou adiante no poder. Podem não ser, e não são, a resposta para todos os males, mas se trata de um ativo que a legenda tem — e reconhecido por todos. O PT, no entanto, é incapaz de admitir que é uma realidade derivada da estabilidade econômica contra a qual lutou. “Fez isso porque era mau?” Não! Porque, em razão de preconceitos ideológicos, não reconhecia seus instrumentos como válidos. E estava, obviamente, errado.

    Agora o país chegou a um nó que requer mais do que o tatibitate redistributivista do PT. E a turma não sabe o que fazer. Está ilhada em seus próprios preconceitos e na sua falta ade alternativa. Daí que pretenda fortalecer essa fachada de grande doador de benesses, acusando o adversário de verdugo das causas sociais. Como resta pouco a oferecer no terreno da doação, os petistas repetem a sua propaganda de TV, inventam um passado que não existiu e o colocam como uma sombra a ameaçar o futuro.

    Na convenção, em suma, o PT apelou a um passado que não houve para capturar as pessoas para um futuro que, com o PT no poder, jamais haverá. Não sei se vai funcionar. Caso seja bem-sucedido, depois de uma luta difícil — o que o obrigará a multiplicar o “promessismo” —, uma coisa é certa: será a última vez. O PT está por pouco: na hipótese otimista, seis meses. Na pessimista, quatro anos e meio. E aí o país se liberta de uma formidável teia de mistificação. Até poderia se cobrir de glórias. Mas, para tanto, teria de ser um defensor incondicional da democracia. O partido que faz lista negra de jornalistas, no entanto, gosta mesmo é de ditadura. “Ah, mas não é um ditador!” É só porque não pode, não porque não queira.
    __________

    P.S. POR FAVOR USE A INTELIGÊNCIA, SE DISCORDAR.
    (SEM ESCREVER AS ASNEIRAS DO COSTUME)
    .

  300. Patriarca da Paciência said

    Reinaldo rola-bosta cada vez mais pirada.

    Uma vez o Diogo Mainardi “decretou” a morte do Lula.

    Uma turma de gozador fez um túmulo em frente à editora abril e escreve na lápide – Aqui Jaz Diogo Mainardi.

    Lula continua firme e forte, prestigiadíssimo, ganhando diplomas e mais diplomas das mais famosas universidades do planeta, respeitado e admirado pela maioria do povo brasileiro, enquanto o Diogo Mainardi, um verdadeiro rato, se esconde na cidade dos ratos, para não pagar as dívidas a que foi condenado por decisão judicial.

    O PT acabou?

    Delira, rola-bosta, delira.

  301. Pax said

    Das auto? Não. Das Coligações, essa maravilha da política nacional. Pois bem, vamos a algumas notícias:

    1 – PTB apeou do governo e montou no bonde do Aécio:

    http://g1.globo.com/bahia/eleicoes/2014/noticia/2014/06/presidente-do-ptb-confirma-apoio-aecio-neves-apos-ruptura-com-o-pt.html

    2 – PR não sabe se compra uma bicicleta ou faz uma nova transamazônica, se fica no governo com os cofres do Ministério dos Transportes (+ANTT, +DNIT esses órgãos da baixa genitália dos cofres públicos) e tenta barganhar algo ainda maior com o PSDB, ou mesmo com o PSB:

    http://g1.globo.com/bahia/eleicoes/2014/noticia/2014/06/presidente-do-ptb-confirma-apoio-aecio-neves-apos-ruptura-com-o-pt.html

    3 – No fundo, no fundo, estamos no fundo do modelo político, essas coligações deveriam todas serem tratadas na Papuda:

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/06/21/no-fim-todas-as-coligacoes-tem-um-pe-na-cadeia/

    4 – #OcupaEstelita dá o tom, indepente do nome do bicho, vai dar ladrão mesmo, e as empreiteiras é quem mandam com as operadoras de telecom, as multinacionais, os oligopóilios da carne e por aí vai.

    E todos se dizem governantes do povo, claro.

  302. Patriarca da Paciência said

    “PiG não se conforma em não ser mais província. A Europa ainda é a pátria deles.”
    — Quixano(PHA)

  303. Pax said

    Caro Chesterton, rabugento,

    A questão da modéstia? Ora, não faz muito tempo falei que era amigo de não sei quem e ficaram me enchendo o saco aqui dizendo que eu queria pareccer isso ou aquilo.

    Só isso.

    Quer que desenhe?

  304. Pax said

    Caro Patriarca,

    Assim como digo para o rabugento parar de ler porcaria, me permito, com todo respeito, o direito de dizer o mesmo pra você, considerando tantos anos de amizade e compartilhamento.

    PHA é porcaria, sim.

  305. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    Eu respeito sua opinião, mas continuo acreditando que a verdade não é privilégios dos “bons e puros”. E se “uma verdade pura e cristalina sai da boca de quem menos a merece’ (Pirandello) não deixa de ser uma verdade pura e cristalina.

    Minha opinião também é que o PIG não se conforma pelo fato do Brasil ter deixado de ser província.

  306. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    e ao contrário do reinaldo rola-bosta, o Paulo Henrique Amorim tem vários pontos positivos. Granças a ele é que o escândalo do metrô de São Paulo não foi esquecido. Tentaram de todas as formas colocar o caso na mais profunda gaveta e o PHA ficou batalhando, enfrentando inúmeros processos, mas nunca deixando que o caso fosse esquecido.

    Além do mais é uma pessoa humorado e que escreve ótimas sátiras, ao contrário do reinaldo rola-bosta, o qual parece saído de um filme ambientado na Transilvânia.

  307. Pax said

    Caro Patriarca de tantos anos, é que os comentários de tua própria lavra são melhores que as fontes extremadas que trazes, na minha opinião.

  308. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    Mas veja só:

    …”O maior legado dessa Copa, em minha opinião, é imaterial: o resgate da imagem internacional do país, tão vilipendiada pela nossa direita midiática, e o encontro de seu povo com a própria – e boa – imagem. Não me admira que Veja já o ameace; a parcela venal da imprensa brasileira só não está falando mal do país durante a Copa porque está tendo de dividir espaço com a cobertura internacional. Quando os correspondentes forem embora, aí sim, começa a tarefa de desconstruir o maior legado do evento – a nova imagem do Brasil no mundo. Tudo farão para tirar o sorriso da boca e o orgulho do peito dos brasileiros; para que tenham o sucesso eleitoral que almejam precisam semear desesperança e ódio. Tentarão transformar o legado da Copa, o material e o imaterial, em fatos negativos. Dirão que a Copa não resolveu os problemas sociais que persistem, como se dela fosse esse o papel. Esquecerão que o caos que previram não veio e preverão as mesmas catástrofes outra vez.

    É uma pena ter uma mídia assim porque ela interdita o debate real sobre nossas possibilidades e perspectivas; há, é certo, correções de rumo a fazer e mudanças que devemos ter a coragem de propor a nós mesmos. Mas é fundamental também um debate honesto sobre o quanto já avançamos. É preciso discutir o modelo de desenvolvimento do país e os valores que vão orientar os processos futuros. É preciso, sobretudo, discutir sobre quais valores queremos assentar a sociedade que pretendemos ser. Mas como fazer isso se os meios de comunicação tem uma pauta própria, inegociável, e vinculada aos interesses econômicos de grandes corporações e que nada tem a ver com mais igualdade, com mais direitos, e com mais bem estar social? Como fazer se esses meios, de propriedade da elite nacional, detestam com fervor o povo brasileiro?”…

    Carlos Odas

  309. Chesterton said

    mas ninguem conhece esse teu amigo, e o texto do cara nada tem de mais.

  310. Patriarca da Paciência said

    Finalmente foi explicado o tal de “O Brasil acabou”.

    São os abjetos privilégios da “classe privilegiada” que acabaram !

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/o-brasil-acabou.html

  311. Daise said

    A Zelite Branca

    A Zelite Branca é uma sociedade secreta brasileira mais ou menos equivalente à Klu Klux Klan norte-americana. A odiosa Zelite Branca adora xingar oprimidos em geral e mulheres negras, pobres e exploradas em particular, principalmente as oriundas de classes baixas e desassistidas, como Marta Suplicy e Dilma Rousseff. A expressão maior da Zelite Branca é o juiz Joaquim Barbosa, branco elitista, nascido em família rica e abastada, descendente direto da nobreza imperial. Como dizem negros pobres referindo-se a Michael Jackson, fazendo valer a cota de retaliação histórica que lhes é permitida por tantos anos de opressão: branco rico é foda, quando não caga na entrada, caga na saída.

    A Pretobrasbank

    A Pretobrasbank, cujo nome é um verdadeiro trava-línguas, é uma empresa estatal brasileira mais ou menos equivalente à Petrobras. De forte inspiração nacionalista, a Pretobrasbank foi batizada em homenagem a “Pretobrás”, disco seminal do músico Itamar Assumpção. Porém a imprensa, ou alguma outra nefasta organização golpista e antinacionalista, conseguiu infiltrar agentes na empresa. Estes, com o intuito de desmoralizar o governo, começaram a desviar grandes somas de dinheiro público para suas contas particulares na Suíça. O líder socialista e ex-pantera negra Paulo Maluf, velho aliado de governos populares e democráticos, garante que não tem nada a ver com isso.

    Tony Bellotto

  312. Chesterton said

    http://oglobo.globo.com/brasil/nosso-debate-orcamentario-indigente-da-vergonha-diz-especialista-em-financas-publicas-12960233

  313. Chesterton said

    O senhor é um estudioso da Previdência social no Brasil. O que ela diz sobre como decidimos nossos gastos?

    É uma tristeza. Frequentemente, nota-se uma total falta de seriedade no tratamento das principais questões. A despesa do INSS era 2,5% do PIB em 1988, quando foi sancionada a Constituição. Hoje é 7,5% do PIB. E estamos numa situação em que o contingente de idosos se encaminha para um crescimento de 4% ao ano. A economia mal consegue crescer 2%. Qualquer pessoa minimamente preocupada com o futuro que legaremos aos nossos filhos deveria pensar em equacionar o problema. Entretanto, o que mais se vê são iniciativas que agravam, como projetos que aumentam pensões, diminuem contribuições ou permitem aposentadorias mais cedo. É um caso de esquizofrenia nacional.

    Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/nosso-debate-orcamentario-indigente-da-vergonha-diz-especialista-em-financas-publicas-12960233#ixzz35OQF6Ezs

  314. Daise said

    DILMA: “NA ELEIÇÃO,A VERDADE VAI VENCER A MENTIRA” (247)

    Por que o PT precisa mentir sempre?
    Eis a resposta segundo Josias de Souza:

    Dilma repete em discurso de relançamento promessas da posse que não cumpriu

    Ao discursar na convenção do PT, neste sábado (21), Dilma Rousseff pronunciou 47 vezes palavras ou expressões com o significado de recomeço ou de ajuste. Considerando-se que o pronunciamento ocupou 17 páginas, o conceito de correção de rumos foi evocado, em média, 2,7 vezes por folha.

    Dilma mencionou 17 vezes o vocábulo ‘transformação’, duas das quais no infinitivo, uma no plural e uma no gerúndio. Citou 12 vezes a palavra “reforma”. Repetiu sete vezes a expressão “novo ciclo”. Referiu-se uma vez a “novo salto”. Falou em “mudança” cinco vezes, duas no plural. Por fim, utilizou cinco vezes o verbo “melhorar”.

    Tomado isoladamente, o discurso revelou o esforço notável de uma governante com a popularidade em queda para ajustar o vocabulário ao desejo de mudança manifestado por 74% do eleitorado, segundo o Datafolha. Comparado à peça que Dilma leu no Congresso Nacional no dia de sua posse, em 1º de janeiro de 2011, o texto se torna matéria prima para a oposição —uma espécie de autodenúncia de tudo o que não foi feito.

    A três meses da eleição, a presidente repetiu na forma de promessas compromissos que assumira na posse e que não conseguiu executar. Fez isso sem pronunciar nenhuma frase que pudesse ser entendida como uma autocrítica. Ao contrário. Em algumas passagens de sua fala, Dilma culpou terceiros pelos malogros do seu governo.

    No discurso da posse, Dilma afirmara que a reforma política era “tarefa indeclinável e urgente” de sua gestão. Acenara com “com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.”

    Na bica de encerrar o mandato, Dilma salta o mea-culpa e admite que a “tarefa indeclinável e urgente” de três anos e meio atrás é uma obra por realizar. Ela já não avoca para si toda a responsabilidade. Prefere dividir o esforço com o povo: “Não vejo outro caminho para concretizar a reforma política do que a participação popular, mobilizando todos os setores da sociedade por meio de um Plebiscito.”

    No dia da posse, Dilma arrancara aplausos de deputados e senadores ao declarar que, “no plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.”

    A presidente do discurso inaugural, considerava “tarefa indispensável” do seu governo liderar “uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.”

    Nos lábios da Dilma deste sábado, o compromisso de melhorar os serviços públicos, antes “decisivo, irrevogável e indispensável”, virou um objetivo impalpável a ser obtido num futuro incerto, no bojo de um ambicioso ‘Plano de Transformação Nacional’. Desde que governadores e prefeitos deixem de ser um estorvo para as boas intenções do governo federal.

    “Um Plano de Transformação Nacional desta envergadura, só pode se concretizar com uma ampla reforma, capaz de redefinir os papéis dos entes federados”, disse Dilma, antes de transferir para as instâncias inferiores as culpas pelo insucesso de Brasília: “Não é por acaso que alguns dos serviços públicos que apresentam mais deficiência são os que têm interface entre os governos federal, estaduais e municipais.”

    Dilma enfatizou: “É preciso reestudar e redefinir novos papéis e novas funções para os entes federados, porque a complexidade crescente dos nossos problemas exige esta mudança.” Ela enganchou uma reforma na outra: “É importante que a redefinição do pacto federativo integre o âmbito da grande reforma política que o Brasil necessita. Esta reforma é fundamental para melhorar a qualidade da política e da gestão pública.”

    Vendida pela propaganda de 2010 como supergerente, a Dilma do dia da posse falava em “consolidar o Sistema Único de Saúde”. Dizia isso num tom tão peremptório que a coisa parecia simples. “Será outra grande prioridade do meu governo”, ela declarava. “Vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro”, ela prometia. “Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo”, ela sonhava.

    Sob essa Dilma em início de jornada, o SUS trataria sua clientela como nunca antes na história desse país. Os hospitais públicos proveriam “todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.”

    A presidente de então empregaria “a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.” Ela estabeleceria “parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.”

    No discurso da nova Dilma, o sonho da saúde perfeita virou um pesadelo do qual a candidata à reeleição tenta acordar. Transformou-se também numa nova promessa: “A reforma dos serviços públicos dará atenção especial à melhoria da qualidade da saúde”, informou a presidente aos convencionais petistas. Misturando programas deflagrados sob Lula a iniciativas adotadas na sua gestão, Dilma ainda tentou remediar o fiasco:

    “Fizemos o Samu, as Upas, os medicamentos gratuitos do ‘Aqui Tem Farmácia Popular’, a Rede Cegonha e o Mais Médicos, um programa estratégico que fortalece o SUS”, disse a recandidata. Na sequência, reconciliando-se com o óbvio, ela admitiu: “Temos nos esforçado muito, mas os serviços de saúde precisam sofrer, ainda, uma transformação mais profunda para ficar à altura das necessidades dos brasileiros.”

    Dilma sofreu um choque de realidade também na área educacional. No dia da posse, ela dizia que, a despeito dos avanços obtidos nesse setor, “só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.”

    Nessa época, Dilma sustentava que “somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.” Pois bem. A candidata à reeleição agora fala em “novo ciclo”. Mas com objetivo velho. “Este novo ciclo fará o ingresso decisivo do Brasil na sociedade do conhecimento, cujo pilar básico é uma transformação na qualidade da educação”, discursou Dilma na convenção deste sábado.

    Considerando-se as palavras ex-gerentona, a sala de aula ideal, que parecia roçar-lhe o nariz em janeiro de 2011, perdeu-se nos desvãos da ineficiência da engrenagem governamental. “E não adianta ficar dando voltas”, declarou a neo-Dilma. “A transformação da Educação só se consolida com a valorização plena e real do professor —com melhores salários e melhor formação”, ela acrescentou, como se tratasse do tema pela primeira vez.

    A três meses e meio das eleições, Dilma reposicionou-se em cena: “Já começamos a fazer isso e vamos acelerar muito mais quando ingressarem os 75% dos royalties do petróleo e os 50% do excedente em óleo do pré-sal. Todos destinados à Educação.”

    A oradora só esqueceu de mencionar o seguinte detalhe: nas previsões mais otimistas, o óleo do pré-sal jorrará em escala comercial apenas num ponto longínquo do calendário, nos arredores de 2020. Quer dizer: a “valorização plena e real do professor” é coisa para o segundo ano do mandato do sucessor do próximo presidente da República.

    Há duas Dilmas também na área mais importante, a econômica. A Dilma do discurso da posse escorava a superação da miséria do país em “um longo ciclo de crescimento”. Falava coisas assim: “É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações. É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.”

    A Dilma atual, gestora de um PIB miúdo e declinante, já não fala de crescimento com tanto entusiasmo. Ela prefere discursar sobre as desculpas. Nessa matéria, a candidata põe a culpa no mundo: “Quando eu assumi o governo, o mundo era um. Pouco tempo depois, o mundo era outro.”

    Acrescentou: “A verdade é que a crise econômica e financeira internacional ameaçou não apenas a estabilidade das maiores economias do mundo, mas boa parte do sistema político e econômico mundiais, ao aumentar o desemprego, abolir direitos e semear a desesperança.”

    Depois de desenhar essa conjuntura de fim do mundo, Dilma se absteve de mencionar o Pibinho. Discorreu sobre a maneira “competente” como administrou o Apocalipse financeiro. “O Brasil, dessa vez, não se rendeu, não se abateu, nem se ajoelhou!”, disse (o ponto de exclamação consta da versão escrita do discurso. “O Brasil soube defender, como poucos, o mais importante: o emprego e o salário do trabalhador –e foi o país que melhor venceu esta batalha!” Mas como sustentar a tese de que o salário se manteve a salvo das oscilações inflacionárias?

    Munida de autocritérios, Dilma disse aos petistas que a aclamaram como candidata oficial do partido: “Pela primeira vez em nossa história, o trabalhador não pagou o preço da crise. Enquanto no resto do mundo a crise devorou, desde 2008, 60 milhões de empregos, aqui foram criados 11 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.” De resto, afirmou a candidata, o governo “manteve a política de valorizaçãoo do salario mínimo” e reajustou o Bolsa Família “acima da inflação.”

    A Dilma da posse reiterava o compromisso de “manter a estabilidade econômica como valor absoluto.” Ela dizia que “já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.”

    Hoje, informam as pesquisas, a percepção do eleitorado sobre o aumento da carestia é um dos elementos que roem a popularidade do governo e o volume de intenções de voto de Dilma. Ao que a candidata responde: “O povo quer mais e melhor —e nós e também.” Ironicamente, Dilma só fala de economia no plural. Ela não toma o seu período de governo isoladamente. Refere-se aos “últimos onze anos”, como se a sua gestão e os oito anos de Lula, espécie de presidente emérito, formassem um único mandato hipertrofiado.

    Foi “o mais longo período de inflação baixa da história brasileira”, declarou Dilma, pulando o fato de que a taxa inflacionária distanciou-se do centro da meta oficial, que é de 4,5% ao ano. Mantém-se teimosamente acima dos 6%, com tendência de furar o teto da meta, de 6,5%, até o final de julho. Como não pode modificar o passado nem reverter o presente, Dilma trata do futuro, a única fase do tempo que não pode ser conferida ou cobrada.

    “Temos, agora, uma oportunidade rara na história”, ela discursou. “Criamos as condições para defender os grandes resultados de um ciclo extraordinário e, ao mesmo tempo, temos força para anunciar o nascimento de um novo ciclo de desenvolvimento”. Em meio à pompa da convenção, Dilma soou como se não tivesse receio de tropeçar nas circunstâncias.

    “Este novo ciclo manterá os dois pilares básicos do nosso modelo —a solidez econômica e a amplitude das políticas sociais —e trará avanços ainda maiores na melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos, na qualidade do emprego, no desenvolvimento tecnológico e no aumento da produtividade da nossa economia.”

    O lema da nova campanha de Dilma é “Mais Mudanças, Mais futuro.” Ela antevê “grandes batalhas” até o dia da eleição. Pediu ajuda à militância petista. “Se na eleição do presidente Lula a esperança venceu o medo, nessa eleição a verdade deve vencer a mentira e a desinformação. O nosso projeto de futuro deve vencer aqueles cuja proposta é retornar ao passado”, afirmou.

    Dilma se referia, evidentemente, às duas presidências tucanas de FHC. Para ela, o Brasil dessa época não produziu senão arrocho, alienação do patrimônio público e endividamento externo. Muita gente dirá que, no discurso da candidata do PT, a mentira e a desinformação prevalecem sobre a verdade. Dilma se livraria da polêmica se, em vez de recuar até a era tucana, estacionasse no início do seu próprio governo.

    Se o Brasil de 2014 tivesse 10% das maravilhas daquele país esboçado no discurso de janeiro de 2011, a eleição de outubro poderia ser cancelada. Dilma estaria reeleita.</b

  315. Daise said

    DILMA: “NA ELEIÇÃO,A VERDADE VAI VENCER A MENTIRA” (247)

    Por que o PT precisa mentir sempre?

    A primeira vítima – DORA KRAMER
    ESTADÃO – 22/06

    A frase é conhecida: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”. A autoria é controversa, mas a aplicação cabe de maneira inquestionável à reação do PT ante à constatação do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, de que a avaliação negativa sobre o governo não é coisa só da “elite branca”.

    Baixou o desconforto no partido após a divulgação da conversa dele com blogueiros amigos, justamente às vésperas da convenção que oficializaria neste sábado a candidatura de Dilma Rousseff com ato de desagravo à presidente devido à agressão verbal sofrida na abertura da Copa.

    Se de um lado Carvalho enfraqueceu o estratagema com seu testemunho imune à acusações de “golpismo”, de outro o PT demonstrou que encara essa eleição como uma guerra e não se intimida em fazer da verdade sua primeira vítima. Qualquer coisa serve para construir uma narrativa que sirva para desviar a conversa dos problemas concretos. Da economia que patina, do atendimento de saúde sofrível, da educação vergonhosa, da segurança pública abaixo da crítica, da inflação ameaçadora, do crescimento pífio, do envio da ética às favas, da transformação do Estado em aparelho partidário etc.

    Os companheiros de Gil­berto Carvalho acharam que ele deu munição ao adversário ao dizer aos blogueiros, em conversa transmitida pela internet, coisas que os entusiastas do “Volta, Lula” dentro do partido dizem de Dilma Rousseff com palavras muito menos gentis. Algumas não ficando nada a dever às pronunciadas naquela tarde no Itaquerão.

    Ora, o primeiro a fornecer munição contra si foi o próprio governo produtor de todos os escândalos, trapalhadas políticas, desacertos administrativos e zigue-zagues na política econômica; e também o partido na aflição de ver Dilma fora da disputa pelo medo de perder a eleição. A oposição, como se sabe, em todo o período teve desempenho pífio.

    O “erro” do secretário-geral for ter dito isso no momento em que os petistas acreditaram ter achado uma mina para explorar, fazendo de Dilma a vítima de falta de educação alheia. Já haviam tentado a tática dos fantasmas; ninguém deu bola, as pesquisas continuaram no mesmo diapasão negativo. Veio em seguida a história do ódio que seria vencido pela esperança e, de novo, nada. Por último, deu-se o inusitado: vaia transformada em elogio, em trunfo eleitoral a ser explorado até o osso.

    Saiu a primeira pesquisa realizada depois de iniciada a Copa e onde estava registrada aquela solidariedade toda à presidente? Pelos números, ateve-se às manifestações ao terreno da civilidade, nada tendo a ver com política ou eleições. Na realidade, a pesquisa do Ibope mostra que, em termos de decisão de voto do eleitor, as intenções estão temporariamente suspensas, porque os interesses estão voltados para os jogos. Os candidatos, todos eles, variaram pouca coisa, para mais ou para menos. Quadro, portanto, estável.

    Essa estabilidade também se repete nos índices negativos de avaliação do governo, cuja desaprovação se mantém superior (33%) à aprovação (31%). Todas as políticas públicas tiveram altas taxas de rejeição, sendo que a saúde atingiu 78%, mesmo com toda a propaganda em torno do programa Mais Médicos. Com Bolsa Família e tudo, a desaprovação para a área de combate à pobreza é de 53%.

    Os que não confiam na presidente são 52% dos pesquisados. Ela continua na frente com 39% das intenções de votos, o mesmo patamar de 2010 a essa altura do ano. Com uma diferença: estava em ascensão e representava um governo com avaliação negativa de 4%. Dilma é conhecida por 99% dos que responderam à pesquisa, sendo que 43% dizem que não votam nela de jeito nenhum.

    Convenhamos, haja elite branca para dar conta disso tudo. Essa é uma verdade expressa em números que o PT insiste em abater a golpes de invencionices que seriam apenas infantis, não fossem motivadas por boa dose de má-fé.

  316. Patriarca da Paciência said

    …”Uma elite que em seus convescotes hedonistas, em varandas gourmet em apartamentos suntuosos à beira de avenidas oceânicas, cheira cocaína da pura em bandejas de prata com canudinhos de ouro; bebe champanhe Cristal (cerca de R$1.600,00 a garrafa) e se distrai/diverte escarrando ou atirando ovos frescos nos “podres” pobres que, desavisados, passam na calçada lá em baixo. Ou que, no silêncio e anonimato das madrugadas, joga jatos de água de extintores em mendigos nas sarjetas das ruas das grandes cidades.

    Uma elite que, falso moralista e hipócrita, condena os políticos e a corrupção, mas que, apesar de não enxergar a sua imagem real nos espelhos embaçados de suas suítes de banheiros com carpetes felpudos, é ela mesma corrupta e corruptora. E que é composta por indivíduos que cometem em seu cotidiano, alguns sem sequer se aperceberem, mas outros sem pudor ou pejo, pequenos e grandes delitos, crimes e, sobretudo, atos de corrupção e vilania.

    Cabe a pergunta: é viável e possível construir um grande país a despeito de uma elite dessa natureza?

    Sim, apresso-me em lhes responder antes que lhes assalte o desalento. Não só é viável e possível, como é esse o nosso inadiável destino.

    Não somente porque jamais entregaríamos o nosso destino e o futuro do Brasil a gente dessa laia. Mas porque já não somos os escravos de antanho, amontoados, escondidos e humilhados nas senzalas – haja vista a força dos movimentos sociais, as recentes greves e as organizações dos trabalhadores hoje. Porque somos, há muito, donos do nosso destino e não entregaremos o nosso futuro nas mãos de “dondocas” e “playboyzinhos”.

    Para a nossa maior fortuna, essas pessoas desprezíveis, mas ruidosas (e ruinosas), representam apenas uma parte da nossa elite – mas, felizmente, não toda a nossa elite. Pois a nossa elite tem gente decente, trabalhadora, educada, humana, culta e de fato preocupada com os rumos do país. E, sobretudo, ocupada/empenhada em construir uma nação menos injusta e desigual. Aliás, esta é a nossa verdadeira elite.

    Essas pessoas dessa outra, a “pseudo-elite”, estou seguro, são apenas os chamados “emergentes” ou “novos ricos”; aqueles que se perderam em seu despudor e ignorância, em sua falta de vergonha e escrúpulos, em sua sanha arrivista por mais e mais dinheiro, no seu esforço desmedido/desmesurado por galgar degraus na pirâmide social, na tola busca pelo ouro dos tolos, pela riqueza dos pobres de espírito.

    E perdidos querem nos levar com eles para o fundo do poço de sua vidinha estéril e ordinária, sem sentido, desprezível.”

    LULA MIRANDA

  317. Daise said

    Mas por que os petistas mentem sempre?
    Esta é a questão.

  318. Daise said

    Mas por que os petistas mentem sempre?
    Esta é a questão.

    Rico não elege ninguém

    SÃO PAULO – Uma das vacinas recomendadas contra as bobagens disseminadas em época de eleição no Brasil é a que evita cair no conto da gincana de classes.

    Uma divisão entre eleitores ricos e pobres, diz a lenda, seria o motor da política. O processo levaria a um confronto final entre o candidato dos abastados, de um lado, e o dos despossuídos, do outro.

    Os lamentáveis insultos dirigidos à presidente Dilma Rousseff na partida de abertura da Copa parecem ter redespertado esse mito da dicotomia eleitoral. Quem estava no Itaquerão há de ter notado o perfil mais elevado de renda da grande maioria dos espectadores.

    A campanha da reeleição habilmente iniciou uma contraofensiva de marketing na manhã seguinte. Tratava de situar a presidente como vítima da intolerância de uma elite egoísta. Daí a identificar Dilma como a candidata do polo pobre, dentro daquele esquema lendário, foi apenas um pequeno passo.

    Para o bem da presidente, o estrato de renda representado no estádio do Corinthians em 12 de junho não é capaz de eleger ninguém. Nem prefeito de São Paulo, nem governador de Minas, nem presidente da República. Se houvesse escrutínio para subprefeito de Pinheiros ou do Leblon, talvez conseguisse.

    Famílias com renda mensal per capita acima de R$ 3.600 não chegam a 5% da população brasileira. No país, 150 milhões –3 de cada 4 habitantes– dispõem de menos de R$ 1.500 para passar o mês. Estes brasileiros decidem quem ganha e quem perde votações majoritárias.

    Mas o lado ruim da equação para Dilma é que nenhum presidente recebe baixa aprovação –como os 33% conferidos a ela no mais recente Datafolha– sem frustrar expectativas de dezenas de milhões de brasileiros mal remediados.

    Não são os ricos que estão turvando a perspectiva da reeleição, e a campanha de Dilma Rousseff sabe disso.

  319. Chesterton said

  320. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/06/1472461-em-novo-filme-sergio-bianchi-critica-a-busca-pelas-indenizacoes-por-tortura.shtml

  321. Daise said

    Chest

    Sergio Bianchi vamos destacar:

    Folha – Seus filmes fazem denúncias sociais. Acha que o cinema tem de ser político?
    Bianchi – Não faço crítica social: retrato o momento que estou vivendo. Não é cinema militante. Procuro as contradições da realidade. Estou falando das pessoas que, mesmo estando no poder, continuam se achando perseguidas.

  322. Chesterton said

    Made in USA
    postado em Artigos | Istoé

    Revista IstoÉ
    05/2013
    Por Ricardo Amorim

    Há anos, a produção da indústria brasileira está estagnada em níveis atingidos no final de 2008. Ao invés de enfrentar as causas estruturais da baixa competitividade da nossa indústria – infraestrutura precária, carga tributária excessivamente elevada, ambiente de negócios instável e produtividade da mão de obra muito baixa – o governo preferiu concentrar seus esforços em desvalorizar o real e conceder algumas isenções tributárias temporárias e concentradas em poucos subsetores. Em paralelo, agiu para reduzir as margens de lucro e a rentabilidade dos negócios em vários setores, como elétrico, financeiro, mineração e petrolífero. Empresários, preocupados, reduziram investimentos.

    A forte concorrência chinesa tem sido uma realidade para a indústria brasileira e para toda a indústria global. Já passou da hora de nos prepararmos para outra competição, agora com a indústria americana.

    Como alertei ainda em 2010, a crise dos países desenvolvidos é na essência causada por excesso de endividamento. Ela só pode ser resolvida com um forte aumento de poupança e diminuição do consumo por lá. Acontece que menos consumo levará a menos crescimento, mais desemprego e salários menores.

    Este processo é exatamente o reverso da medalha do que está acontecendo no Brasil e nos países emergentes. Aqui, o crédito sobe, o desemprego cai e os salários aumentam, sustentando a expansão do consumo e ganhos socioeconômicos.

    O único instrumento de estímulo macroeconômico que restou aos países ricos são doses cavalares de impressão de dinheiro, com a consequente desvalorização de suas moedas. Com salários menores e moedas desvalorizadas, a perda de participação na produção industrial mundial de todos os países desenvolvidos na última década será revertida em algum momento nos próximos anos.

    Nos EUA, este momento já está chegando. Não bastassem o dólar em desvalorização há uma década e os salários em contração em termos reais há seis anos, ocorre uma revolução na produção de energia, que deve levar os EUA de maior importador mundial de petróleo a exportador ainda nesta década. Tudo isto está reduzindo substancialmente o custo de se produzir nos EUA e aumentando a competitividade da indústria americana.

    Por outro lado, tão cedo o consumo dos americanos não retomará a pujança anterior à crise de 2008. Isto significa que os produtores americanos direcionarão partes crescentes do que é produzido lá para outros mercados, aumentando sua participação nas vendas para o resto do mundo, incluindo o Brasil. Os EUA voltarão a ofertar produtos de menor valor agregado e retomarão mercados há muito perdidos. Prepare-se para o retorno do Made in USA.

    Pode demorar mais para sentirmos seus efeitos, mas processos similares estão acontecendo na Europa e no Japão. Em paralelo, o crescimento chinês migra gradualmente para mais consumo interno e serviços, reduzindo o ritmo de crescimento da demanda por nossos metais e minerais.

    Com mais competição dos desenvolvidos e menor fome chinesa por nossas matérias primas, o Brasil precisa urgentemente fortalecer seu potencial produtivo, estimulando investimentos, melhorando a infraestrutura, reduzindo os impostos permanentemente e qualificando sua mão de obra. O modelo de crescimento baseado na expansão do consumo, adotado pelo Brasil nos últimos 10 anos, se esgotou. O fraco crescimento e a aceleração da inflação deixam isso claro. Não dá mais para postergar soluções. A hora de cuidarmos do Made in Brazil está passando.

    Ricardo Amorim

    Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.

  323. Daise said

    A Copa que dependia da Dilma é um fracasso.
    A Copa que depende do povo é um sucesso.

    TCU mostra a incompetência do governo em mais um relatório.

    O Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou hoje um levantamento sobre a execução de obras incluídas na Matriz de Responsabilidade para a Copa do Mundo. A auditoria aponta que as obras de mobilidade foram, de fato, as mais prejudicadas. De acordo com o levantamento, dos 34 empreendimentos que ainda fazem parte da carteira da Copa, 20 projetos (59%) estavam com menos de 50% de desembolso até fevereiro. Desse total, quatro projetos estavam ainda sem qualquer repasse financeiro.

    “O panorama das ações de mobilidade urbana para as cidades-sede da Copa, vigentes no período de fevereiro de 2014, revela que grande parte dos projetos em andamento apresenta atrasos e baixa execução em relação ao cronograma previsto”, afirma o ministro-relator Walton Alencar Rodrigues.

    Do total de projetos previstos para o mundial, em fevereiro de 2014, consta como concluso apenas as obras de adequação viária Boulevard Arrudas – Teresa Cristina, executada em Belo Horizonte (MG).

    “Além disso, foram identificadas obras com descompasso entre os cronogramas físico e financeiro, incompatibilidade entre a situação das obras em atraso e com baixa execução orçamentária e física e a previsão de término do empreendimento próximo ao início do mundial, além de obras com estimativa de conclusão após a realização do evento”, diz Rodrigues.

    O Brasil foi anunciado pela Federação Internacional de Futebol Associação (Fifa) como sede da Copa do Mundo em outubro de 2007. Em maio de 2009 foram anunciadas as 12 cidades que sediariam os jogos. A criação da Matriz de Responsabilidades foi determinada pelo TCU, por conta de dificuldades verificadas no planejamento e execução das ações dos jogos pan-americanos, no Rio de Janeiro.

    O TCU voltará a fazer um novo levantamento de todas as obras relacionadas à Copa 90 dias após o fim do mundial. (Valor Econômico)

  324. Pax said

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1474553-psol-lanca-candidatura-de-luciana-genro-a-presidencia-com-propostas-polemicas.shtml

    Vai tirar um caminhão de votos da Dilma e do Aécio. Do Campos até acho que não, nem tem.

  325. Otto said

    Colocam, no Facebook, mais um artigo de Reinaldo Azevedo contra Trajano.

    É uma perseguição ao mesmo tempo selvagem, pela intenção de quem a faz, e inútil, porque fora dos círculos dos analfabetos políticos ninguém leva a sério Reinaldo Azevedo.

    Por isso, Trajano pode receber as agressões com suspiros de tédio, ou simplesmente com estrepitosa indiferença.

    O que eu gostaria de sublinhar, aqui, é o método de RA de polemizar. São sempre os mesmos truques, que conheço desde que se manifestou, há alguns anos, sua obsessão por mim.

    Sua primeira investida contra mim veio em 2007 quando, num texto na revista Época, critiquei Mainardi e a “marnardização” da Veja.

    Ele tomou as dores de Mainardi, sua alma gêmea, e tentou me indispor com a direção da Globo.

    Os truques frequentes:

    1) Ele desqualifica o alvo dizendo que não o conhece, como se isso significasse alguma coisa que não sua própria ignorância.

    Afora a infantilidade do “argumento”, é algo que não se sustenta minimamente. Imagine, por acaso, que Glenn Greenwald decidisse responder a um dos múltiplos ataques de Azevedo a ele.

    Jamais, repito, jamais Greenwald utilizaria este expediente primitivo: ele me conhece, e eu não o conheço.

    Numa palavra, é uma estupidez.

    2) Azevedo se autoglorifica. Eis uma infantilidade doentia. Em sua insegurança patética, nascida do fato de não ter carreira decente até se prestar ao papel de sicário da plutocracia, ele se autoenaltece sem freios.

    Diz que é lido por milhões de pessoas, alega uma erudição que nega ao oponente e parece o Leonardo di Caprio em Titanic quando grita: “Sou o Rei do Universo”.

    Se alguém verificar a sério a audiência de Azevedo, provavelmente se decepcionará: são as mesmas pessoas que entram a todo instante em seu blog, saúdam o seu “rei” e deixam os comentários idiotas de praxe. (O mais comum é: “na cascuda!”, signifique isso o que significar.

    3) Reinaldo Azevedo se vitimiza e bravateia.

    Com Trajano, ele prometeu processá-lo até por racismo. E por injúria, difamação etc. Isso tudo no mesmo tempo em que chamava Trajano de babaca, feio, velho e outras coisas de seu infame arsenal.

    No prontuário de Reinaldo Azevedo consta “nassífilis”, como ele se referiu a Nassif alguns anos atrás.

    E ele, a despeito de todos os insultos que atira contra os outros, deu agora para ameaçar processar por difamação.

    4) Ele se declara um cruzado da “imprensa independente”.

    Independente de quê? Do governo? Passemos para outra piada. As empresas jornalísticas sempre se abarrotaram de dinheiro público de administrações federais, estaduais e municipais.

    Ou por propaganda – durante anos a preços de tabela quando todos os anunciantes privadas obtinham descontos enormes – ou por expedientes como o lote de assinaturas da Veja que o governo de São Paulo compra da Abril com dinheiro do contribuinte paulista.

    Diversos governos estaduais sempre compraram livros da Editora Globo também com dinheiro público. Em meus anos na editora, tive uma briga memorável com o governador do Amazonas porque ele imaginava que, comprando lotes de livros da Globo, teria em troca cobertura favorável da revista Época.

    Isso para não falar dos empréstimos do BNDES, a juros maternos. Gráficas, equipamentos televisivos, tudo isso, essencialmente, é fruto do BNDES.

    É pedagógica a foto de Roberto Marinho com FHC na inauguração de uma gráfica da Globo feita, pausa para risadas, para imprimir 1 milhão de Globos.

    A despeito da fortuna da família, foi com recursos do contribuinte que a gráfica foi erguida.

    Isso para não falar da reserva de mercado que existe para a mídia nacional. Para ganhar o mundo, o australiano Murdoch teve que se arriscar, primeiro na Inglaterra, depois nos Estados Unidos.

    Isso se chama capitalismo. Aqui, as famílias conseguiram ser protegidas por uma reserva que governo nenhum ousou desafiar.

    5) Ele diz estar se divertindo nas polêmicas.

    Bom, quem acredita nisso acredita em tudo. O que emerge nas polêmicas de Reinaldo Azevedo é um sujeito atormentado, cheio de ódio, complexado, inseguro.

    Foi o último citado na lista quádrupla de Trajano, mas mesmo assim sempre que fala nela coloca seu nome em primeiro lugar. É como se tivesse ficado ofendido com a ordem estabelecida por Trajano.

    Não sei se Trajano está aflito com a perseguição. Não deveria. Ninguém que não seja um analfabeto político leva a sério Reinaldo Azevedo.

    Repito: ninguém.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-perseguicao-a-trajano/

  326. Daise said

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

    Ou seja…um blog .hehehe

  327. Daise said

    Por isso proponho que daqui por diante chamemos o nosso companheiro Pax de fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Políticaética.O Pax também merece. Pô!

    Enquanto isso assistam o xoxote da Dilma Brave Heart no qual o protagonista morre no fim. Meus pêsames.

  328. Daise said

    O PT ACABOU

    PT erra no diagnóstico sobre a insatisfação com o governo

    MINISTRO VÊ SENTIMENTO GENERALIZADO E DIZ QUE PARTIDO ALIMENTA ‘ILUSÃO’ DE QUE ‘POVO PENSA QUE ESTÁ TUDO BEM’

    NATUZA NERY
    DE BRASÍLIA

    O ministro Gilberto Carvalho afirma que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação da população com o governo da presidente Dilma Rousseff e tem alimentado a “ilusão” de que “o povo pensa que está tudo bem”.

    “Acho um erro de diagnóstico”, diz o ministro, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, em entrevista à Folha. “E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio.”

    Carvalho, que condenou as vaias e xingamentos dirigidos a Dilma na abertura da Copa do Mundo, contrariou o discurso adotado pelo PT para reagir ao dizer, na semana passada, que os ataques não partiram só da “elite branca”.

    O ministro diz que seu objetivo foi alertar para a generalização da insatisfação com o governo, fenômeno que, na sua opinião, tem origem num pensamento conservador ampliado com ajuda da mídia.

    Carvalho acredita que a presidente vai se reeleger em outubro, porque aposta que o PT conseguirá “furar esse grande bloqueio” na campanha e mostrar aos eleitores as realizações dos governos petistas nos últimos 12 anos.

    Folha – A afirmação de que o xingamento contra Dilma não partiu só da “elite branca” foi uma espécie de sincericídio?

    Gilberto Carvalho – Não. Foi muito consciente. Tenho feito esforço enorme para ter muita sintonia com as ruas e para não romper com aquilo que considero justo e honesto, mesmo que me custe. Prefiro ser criticado de sincericídio do que me omitir.

    Levou puxão de orelha?

    Nenhum.

    Mas reclamaram anonimamente pelos jornais…

    Só pelas costas [risos]. A única coisa que me incomoda é que a palavra “sincericídio” me subestima, me desqualifica, como se fosse um igrejeiro ingênuo. Repudio [o xingamento]. Uma chefe de Estado, uma mulher, uma pessoa que dá a vida pelo país, por sua história passada e presente, não pode ser alvo disso.

    Já houve xingamentos antes.

    No show do Rappa [em Ribeirão Preto, em maio]. Quando ouvi o xingamento no estádio, lembrei do show. Confirma um clima estimulado por opiniões na linha de criminalizar tudo que é da política com ódio e adjetivação. A pregação reiterada, acentuada no tempo do mensalão, difere de outros erros.

    Como assim?

    Não nego atos de corrupção que tivemos. Infelizmente, eles aconteceram, têm de ser reprovados. Esses atos nos doem primeiro a nós mesmos.

    O problema é o tratamento que se dá a erros dos outros, como o mensalão tucano, que se chama de mensalão mineiro, nem do PSDB dizem que foi. A compra de votos para reeleger [o ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso], que não passou por nenhuma investigação porque havia naquele tempo um esquema para impedir.

    Precisamos ter clareza disso e combater, porque, do contrário, começa a ganhar corpo uma opinião cada vez mais ampla de que nós estamos prejudicando o país, de que inventamos a corrupção.

    O que baseou sua constatação sobre a “elite branca”?

    Quando chego em Curitiba e encontro um garçom falando que o PT é o mais corrupto da história. Quando vejo em Fortaleza meninos cobrando a questão da corrupção. Quando vi no metrô meninos entrando e puxando o coro do mesmo palavrão usado no estádio, não posso achar que é um fenômeno apenas na cabeça daquilo que está se chamando de elite branca.

    Há, sim, um pensamento conservador que se expressa fortemente por meio dos veículos de comunicação e que opera um cerco contra nós. E esse cerco tem dado resultado, na medida em que ganha amplitude.

    E qual o efeito sobre a eleição?

    Tenho muita convicção de que vamos ganhar. Conseguiremos furar esse grande bloqueio porque vamos poder mostrar para o país, num debate aberto, sem mediações, o que de fato foi e está sendo realizado. Essa minha fala está muito voltada para a necessidade de fazermos uma grande mobilização que não parta da ilusão de que o povo pensa que está tudo bem.

    Mas estão negando isso no PT.

    Acho um erro de diagnóstico. E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio.

    Para petistas, o xingamento surgiu da área VIP do estádio.

    Difícil identificar. Nem quero entrar nessa polêmica. O problema não é de onde surgiu, é a generalização. Olha, nós estamos felizes com a Copa, festejando até agora [bate três vezes na madeira, com punho direito fechado], porque nenhuma previsão catastrófica desses setores conservadores se confirmou. O país passa até agora muito bem pelo teste.

    A frase da “elite branca” renega a ideia de Copa para todos?

    Nós não trabalhamos como trabalhamos para popularizar a Copa para isso. Os estádios estão povoados de brasileiros e estrangeiros que vêm também de setores populares. Fizemos coisas importantes como meia entrada, ingressos para áreas do Bolsa Família, para idosos, portadores de deficiência. Brigamos com a Fifa.

    Então não vou entrar nessa contradição de dizer que só a elite estava no Itaquerão. Se começou com a elite, e pode ter começado, preocupa ter ganhado adesão mais ampla.

    Mas foi Lula quem puxou esse discurso…

    Não vou polemizar com Lula nem com meus companheiros. Quero é trazer de volta essa gente, não quero generalizar e colocar os torcedores do Itaquerão do outro lado. Mesmo aqueles que xingaram a Dilma, de maneira inadequada, eu os quero conosco. Quero fazer pontes, não jogá-los do outro lado, na mão de quem quer tê-los.

    O sr. disse que a imagem de partido corrupto “pegou” em setores mais populares.

    Tenho certeza de que o PT tem na sua imensa maioria uma gente muito séria, honesta. Agora, precisamos de fato ter um rigor interno ético muito grande. Lutar desesperadamente pela reforma política para mudar o indutor da corrupção, que é o financiamento empresarial de campanha. Sinto isso na carne.

    Na carne?

    Porque vejo companheiros que acabam se enrolando muitas vezes nesses processos de corrupção, em grande parte induzidos por uma prática tradicional no país e que antes, insisto, não aparecia, porque não se investigava.

    Se houvesse o mesmo padrão de investigação que nós tivemos nesses últimos 12 anos, muita gente do governo anterior estaria na cadeia.

    Fala de quais companheiros?

    Não quero personalizar.

    O sr. é responsável pela interlocução com os movimentos sociais, mas hoje o PT paga militância em campanhas.

    Acho que que, na justa medida em que nós nos tornamos uma grande instituição, fomos nos burocratizando. O PT trouxe inovações fundamentais para a ampliação da participação das pessoas na política e dar protagonismo a setores populares marginalizados. Mas o vírus da velha política também nos contaminou, em parte.

    Acho que não temos que sonhar romanticamente em reconstruir o PT de 1982, mas precisamos reconquistar o sentido coletivo de fazer política. Reanimar a militância. Na medida em que a gente foi se verticalizando, fomos nos tornando mais pragmáticos, perdendo a nossa mística.

    Será uma eleição mais difícil?

    Não tenho dúvida. Mas vamos ganhar. Há três candidaturas com certa viabilidade, com gente que saiu do nosso projeto [Eduardo Campos].

    Dói para Lula ter Eduardo Campos como adversário?

    Sempre percebo um lamento. Não só pelo fato de ser amigo, também por ser do nosso projeto. Mas acho que não é o fim da linha. Espero que a gente se reencontre.

    O sr. falou que o PT se burocratizou. Como mudar?

    Precisamos produzir um grande debate interno. Acho que Lula tem toda condição de capitanear isso. Temos que rejuvenescer o partido.

    Com Lula candidato em 2018?

    Não acho que é contradição. Ele tem uma incrível capacidade de criar o novo.

  329. Daise said

    O PT ACABOU

    Valdo Cruz

    Dilma Arantes do Nascimento

    BRASÍLIA – Contestada dentro de sua própria equipe, Dilma Rousseff ganhou um voto de confiança de seu time e foi indicada novamente pelo PT, no último sábado, candidata à Presidência da República.

    Agora, vai ter de mostrar serviço dentro de campo. Seu criador, Lula, ficou no banco de reservas, mas deseja que sua pupila volte a brilhar como nos velhos tempos em que era chefe da Casa Civil de sua seleção.

    Numa reflexão sobre o governo de sua criatura, Lula já fez a seguinte avaliação a interlocutores. Dilma era o Pelé de sua equipe. Driblava, armava as jogadas, fazia gol, dava até canelada quando preciso, mas fazia a diferença dentro de campo.

    Depois que assumiu o comando do time, porém, não manteve o mesmo rendimento. Caiu de produção. Lula teme que Dilma seja mais um caso muito comum no futebol. Nem sempre um grande craque nas quatro linhas vira um excelente treinador. Pelé nunca se tornou um.

    Ameaçada de perder a posição, Dilma passou a ouvir mais as dicas de seu mentor e a treinar fundamentos em que é questionada, como dialogar mais com empresários, políticos aliados e movimentos sociais.

    Terá de suar a camisa para entusiasmar a torcida que anda avaliando mal o desempenho de seu governo. Precisa, por sinal, começar o trabalho dentro de sua própria casa.

    A convenção petista do último sábado em nada lembrou os eventos do passado. Tudo muito sofisticado e tecnológico, mas a empolgação soava artificial. Até Lula não estava nos melhores dias. Fez um bom discurso, mas longe dos memoráveis.

    Talvez por isso ele tenha conclamado a militância petista a ir para as ruas, algo que deixou de fazer depois que o PT chegou ao poder e virou farinha do mesmo saco político.

    Foi emblemático, por sinal, chegar ao local da convenção e encontrá-lo cercado por grades, com seguranças barrando a entrada até de convencionais. Era o partido do povo cercando o seu próprio povo.

  330. Daise said

    O PT ACABOU

    Pouca mudança (FSP)

    Discursos na convenção do PT não ocultam contradições do partido e repetem visão estereotipada sobre o debate político brasileiro

    Continuidade e mudança: este seria o eixo que, nominalmente, orienta a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff à Presidência da República. Não sem habilidade, o lema procura dar conotação positiva às atuais dificuldades da postulação petista.

    Com a popularidade em baixa, num clima de pessimismo econômico, Dilma não tem como se apresentar ao eleitorado sem acenar com alguma correção de rumos.

    Ao mesmo tempo, busca reassegurar os que a apoiam –e a manutenção das políticas sociais aprofundadas a partir do governo Lula constitui, por assim dizer, o marco mínimo a partir do qual traçar o discurso de campanha.

    Embora o binômio da continuidade e da mudança expresse um equilíbrio retórico delicado, não se trata, em tese, de nenhuma quadratura do círculo. Mas os problemas dessa formulação se amplificam quando se tenta concretizá-la.

    Vieram acrescidos de sérias contradições, aliás, na cerimônia de oficialização da candidatura Dilma, ocorrida neste sábado (21).

    Mudanças, por certo, são necessárias; mas quais? Além de promessas requentadas sobre desburocratização, universalização da banda larga e reforma política, em torno de que prioridades se aglutina o heterogêneo espectro de alianças partidárias que, agora com a exceção do PTB, supostamente daria base parlamentar aos projetos legislativos de Dilma?

    Quanto à “continuidade”, tampouco é claro o que significa. Até mesmo os setores mais entusiastas do petismo sabem que a lista das demandas sociais tende a ser inesgotável, e que a pauta de benefícios agora colocada pela sociedade é de outra natureza.

    A bandeira da continuidade só se sustenta, em termos eleitorais, por meio de outro recurso: o da demonização do adversário. Seria para evitar uma “volta ao passado” –com o fantasma de um declínio no nível de renda dos mais pobres– que valeria a pena manter tudo como está.

    Surge a partir daí um outro binômio, este sim perverso, na orientação da campanha petista. Enquanto a candidata Dilma Rousseff aposta num perfil mais simpático e aberto ao diálogo com outros setores da sociedade, em especial o empresariado, Lula e outras figuras do PT alimentam a sede de maniqueísmo da militância.

    Na convenção de sábado, alternou-se a atitude vitimizante que atribui a conspirações de direita o “ódio” contra o PT e o discurso inverso, o do ataque indiscriminado.

    Nesse mar de contradições em que o partido navega, o dedo apontado contra as “elites brancas” não impede a mão estendida a antigos defensores do regime militar.

  331. Daise said

    NADA DE BRASIL, SÓ ARENAS FIFA

    Ruy Castro

    Solene esnobada

    RIO DE JANEIRO – Quem imaginava que a Copa seria uma vitrine para o Brasil vender seu potencial turístico –com clipes espetaculares de paisagens brasileiras, antes e depois da transmissão dos jogos pelo pool controlado pela Fifa– já tirou o cavalo da chuva. As vinhetas oficiais se limitam a um desenho chinfrim e a um rápido sobrevoo de cada cidade-sede, logo cortando para o estádio visto de cima e mergulhando direto no gramado. O governo, ao sentar-se com a Fifa para planejar a Copa, esqueceu-se de reservar uma cadeira para o ministro do Turismo.

    Com isso, a plateia de bilhões da Copa continuará alheia à Floresta Amazônica, às cidades mineiras, às igrejas baianas, às cataratas do Iguaçu, ao Pantanal, ao Círio de Nazaré, ao bumba meu boi, ao Carnaval etc. Nem mesmo a orla do Rio mereceu um singelo take. Só há uma explicação para essa solene esnobada: a Fifa não conseguiu registrar o domínio dos nossos postais. E ela só se interessa pelos produtos e marcas que detém.

    Daí que as únicas imagens oficiais da Copa são as que se passam dentro das “arenas”. E nada mais parecido com uma “arena” da Fifa do que outra “arena” da Fifa. A grã-fina de Nelson Rodrigues pode ter entrado no Maracanã e perguntado quem era a bola, mas sabia que estava no Maracanã. Hoje, para identificar um estádio brasileiro, só lendo o nome da cidade na lateral à beira do gramado.

    O SporTV faz bem em cobrir a Copa a partir de um cenário querido dos cariocas e, até então, nunca usado para esse fim: a ilha Fiscal. Palco do último baile do Império, com o Pão de Açúcar e a baía de Guanabara ao fundo, a ilha Fiscal não tem nem sombra da visitação que merece ter. A tremenda exposição que está recebendo deverá multiplicar seu apelo no turismo interno.

    Só falta algum governante em fim de mandato criar coragem e resolver dar um baile por lá.

  332. Patriarca da Paciência said

    …”Para a nossa maior fortuna, essas pessoas desprezíveis, mas ruidosas (e ruinosas), representam apenas uma parte da nossa elite – mas, felizmente, não toda a nossa elite. Pois a nossa elite tem gente decente, trabalhadora, educada, humana, culta e de fato preocupada com os rumos do país. E, sobretudo, ocupada/empenhada em construir uma nação menos injusta e desigual. Aliás, esta é a nossa verdadeira elite.

    Essas pessoas dessa outra, a “pseudo-elite”, estou seguro, são apenas os chamados “emergentes” ou “novos ricos”; aqueles que se perderam em seu despudor e ignorância, em sua falta de vergonha e escrúpulos, em sua sanha arrivista por mais e mais dinheiro, no seu esforço desmedido/desmesurado por galgar degraus na pirâmide social, na tola busca pelo ouro dos tolos, pela riqueza dos pobres de espírito.

    E perdidos querem nos levar com eles para o fundo do poço de sua vidinha estéril e ordinária, sem sentido, desprezível.”

    LULA MIRANDA

  333. Pax said

    No Rio é Aécio com Pezão.

    Coisas do Vaccarezza…

  334. Pax said

    Excelente entrevista com Gilberto Carvalho.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1474735-pt-erra-no-diagnostico-sobre-a-insatisfacao-com-o-governo.shtml

    acho que ele tem razão em muitos pontos.

    Só o PT é que não vê. Pelo menos boa parte do PT, essa que é histérica. Será maioria?

  335. Elias said

    Se há uma verdade absoluta em política, é a de que elogio de adversário político pra boa coisa não serve.

    Lembrando o que disse aquele russo velho: é como olhar um carro fúnebre e desejar que ele tenha sempre algo pra levar…

  336. Pax said

    Luciana Genro vai empurrar o PT à esquerda ou o PT vai se agarrar com as forças à direita que optou por caminhar?

    Eis uma boa questão.

    Pros marqueteiros…

    Pesquisa, pesquisa, pesquisa. Aí vem declarações e mais declarações…

    O quadro, na real é:

    – PT com suas forças, PP (do Maluf), PR (do Valdemar Costa Neto, que ameaçam apear…) etc.
    – PSDB com suas forças, SOLIDARIEDADE (do Paulinho da Força), DEM (dos coronéis todos) etc.
    – PSB com suas forças (namora com 21 desses partidecos dizendo que vai fazer uma política diferente)
    – E agora aparece o PSOL, dispensou o Randolfe e colocou Luciana.

    O PSOL vai roubar um caminhão de votos. Anota aí. Depois me cobra, caro Elias, assim como me cobras se estou ou não nas passeatas da Copa.

    Claro que estou, entre a copa e a cozinha pra buscar mais uma cerveja, estou em todas as manifestações da Copa de todas as Copas e todas as Zebras.

  337. Elias said

    “Pois a nossa elite tem gente decente, trabalhadora, educada, humana, culta e de fato preocupada com os rumos do país. E, sobretudo, ocupada/empenhada em construir uma nação menos injusta e desigual.” (Lula Miranda, citado pelo Patriarca)

    “Essas pessoas dessa outra, a `pseudo-elite`, estou seguro, são apenas os chamados `emergentes` ou `novos ricos`; ” (Lula Miranda, citado pelo Patriarca)

    Patriarca, tu que me perdoes, mas… Isso aí é pura flatulência!

    Bobagem desse rapaz sugerir uma diferença entre “dinheiro novo” e “dinheiro velho”, como se este fosse melhor que aquele.

    Os “novos ricos” brasileiros são reacionários, perdulários, pernósticos, etc., antes de mais nada porque imitam os “velhos ricos” em cada um dos mais nojentos detalhes de sua conduta egoísta, mesquinha, arrivista, gananciosa, socialmente insensível, ou, numa só palavra: escrota!

    E que história é essa de “pseudo-elite”? O que significa esse termo? Porra nenhuma!

    Se o cara se tornou rico, num mar de miséria, então o cara passou a ser elite, goste-se disso ou não. É elite, porque faz parte de uma minoria privilegiada economicamente (e politicamente, por via de consequência). Seus filhos e netos provavelmente farão parte, também, da elite cultural.

    Não tem nada de “pseudo” nisso!

    A nossa elite tem gente decente? Deve ter. Em todo canto, lugar e época tem.

    Só que, no Brasil, a elite — cultural, política, econômica, e o escambal — sinceramente empenhada em “construir uma nação menos injusta”, é insignificante, do ponto de vista estatístico. Um ou outro gato pingado, do qual ninguém toma conhecimento…

    Se não fora assim, a situação do país já seria outra, e há muito tempo!

    Por que as reformas estruturais não saem? Pra início de conversa, porque as “zelites” não movem uma palha pra que as reformas aconteçam, certo?

    Mesmo aquelas “zelites” que, da boca pra fora, vivem falando em “reformas”…

  338. Elias said

    “Claro que estou, entre a copa e a cozinha pra buscar mais uma cerveja, estou em todas as manifestações da Copa de todas as Copas e todas as Zebras.” (Pax)

    Nem precisarias me dizer, guri…

  339. Guatambu said

    Zbigniew e Pax,

    Eu não sou historiador, mas chego a estar cansado de ouvir a mesma ladainha, desde a quarta série.

    O Brasil foi um país colonizado num modelo extrativista, diferente do modelo expansionista inglês…

    O Brasil colônia foi vilipendiado por barões de Portugal…

    O Brasil escravizava e dizimava índios e negros…

    Etc.

    Eu entendo.

    Eu só não consigo entender qual a relação da classe média, odiada pela esquerda, com a elite propriamente dita. E não consigo entender porque há tanta generalização no discurso sobre essas duas classes em plenos anos 2000.

    A classe média se formou ao longo de muito tempo, e principalmente depois da proclamação da república, evoluindo em paralelo a esse poder familiar no Brasil. Às vezes mais próximo, às vezes mais distante e isso por si só já deveria requerer cuidado com o discurso.

    Houve ondas de imigração, o modelo mudou, uma classe média inteira se formou independente das “famílias históricas”. E quase nem há sequer reconhecimento dessas famílias.

    Então eu pergunto: quem é esse “inimigo”? Quem é essa classe média, branca, preconceituosa e terrorista, tão preocupada assim com o status quo?

    Para mim, esse é um exemplo do discurso que está perdendo a força. A classe média é heterogênea, amorfa, não é passível de generalização. Nunca foi.

    Vou além.

    Quem é esse empresário que esfola a população? O Pax atacou a Zara corretamente por ter sido condenada por condições de trabalho semelhante ao escravo.

    Mas por que comprar da Zara torna as pessoas de caráter questionável? Que sentido tem essa afirmação?

    E agora que a Odebrecht, um dos maiores patrocinadores de campanha para o PT, é acusada de condições de trabalho semelhante ao escravo?

    Generalização por generalização, podemos considerar todos que se relacionam com a empresa de caráter questionável? Se a Odebrecht for condenada a pagar uma multa, o Pax vai repudiar o PT para sempre e nunca mais vai votar em seus quadros?

    O mesmo para produtores rurais.

    Então produtores rurais que usam transgênicos de repente viraram inimigos da humanidade, agricultores que usam pesticidas então, deveriam ser crucificados.

    Só que, como comentamos aqui, eu e o Chesterton, há muito o que evoluir para nos livrarmos de pesticidas. No entanto, já hoje parece que há um decreto condenatório aos que tentam sobreviver com a tecnologia existente no momento.

    Considero esse tipo de discurso puro preconceito.

    Eu sou classe média e me sinto ofendido, claro, porque minha família nunca foi rica, minha família nunca teve relação com nenhum político ou família rica, tudo o que minha família construiu foi com base em esforço pessoal. Não somos empresários, sempre fomos funcionários, trabalhamos duro, compramos nossas coisinhas e continuamos na luta.

    Eu não posso admitir alguém que não faz a menor ideia da minha realidade suba em qualquer lugar e comece a esbravejar que eu sou preconceituoso, terrorista, o que há de pior, etc, ser aplaudido por Lula. E agora que a Dilma foi vaiada na Copa, o Lula retoma esse mesmo discurso, me atacando gratuitamente como se eu tivesse culpa.

    Eu não aceito, que o Pax apelide amigos que estudaram comigo de “paulistano que desfila no shopping iguatemi e compra zara”, sob a justificativa de que fazer essas duas coisas são denotadores de caráter. Ele não faz a menor ideia da origem, das aspirações, das ambições e da realidade dessas pessoas. E digo porque conheço: isso é uma generalização rasa.

    Esse tipo de discurso, cheio de generalizações, é velho, está cada vez mais sendo desmascarado por inconsistências com a prática justamente nas redes sociais.

    E eu torço para que cada vez mais esse tipo de discurso seja desconstruído, até porque ele é o tipo de discurso que não agrega nenhum valor ao futuro.

  340. Guatambu said

    Zbigniew e Pax,

    Podemos observar essa generalização nitidamente no texto acima do Elias.

    Essa Zelite da qual você fala, você não consegue dizer precisamente de quem se trata, acaba incluindo no mesmo bolo todo o tipo de gente.

    E eu discordo em particular dessa frase:

    “Por que as reformas estruturais não saem? Pra início de conversa, porque as “zelites” não movem uma palha pra que as reformas aconteçam, certo?”

    O que essas “zelites” deveriam fazer?

    Pelo discurso do Elias, ele parece partir do princípio que as “zelites” tem mais poder que outras pessoas. Por que teriam? Por que elas teriam mais condições de fazer reformas estruturais?

  341. Guatambu said

    Elias,

    Eu me senti ofendido:

    “Os “novos ricos” brasileiros são reacionários, perdulários, pernósticos, etc., antes de mais nada porque imitam os “velhos ricos” em cada um dos mais nojentos detalhes de sua conduta egoísta, mesquinha, arrivista, gananciosa, socialmente insensível, ou, numa só palavra: escrota!”

    Isso ajuda em que?

  342. Elias said

    Pax,

    Duvido que o PSOL tire “um caminhão de votos” de quem quer que seja.

    Pra início de conversa, o PSOL já entra na briga rachado…

    Essa história de “pedir uma ampla auditoria na dívida pública” é conversa fiada, de quem não sabe o que dizer.

    É aquela velha história: no passado, quando o cara não sabia o que falar da dívida externa, ele falava numa “ampla auditoria” (ampla?). Não tinha peito de propor o não pagamento, então falava em “ampla auditoria”.

    É a mesma coisa com a Luciana Genro.

    Ela jamais terá a coragem de propor o calote da dívida pública, porque isso não dá voto (ao contrário: tira de montão!).

    Só que quem está na oposição tem que dizer alguma coisa sobre a dívida pública. A crítica à dívida pública é o ganha-pão de 99% dos políticos de oposição em 99% do planeta…

    Solução: “ampla auditoria da dívida pública”. Um modo de dizer alguma coisa sem dizer porra nenhuma…

    Pede pra Luciana Genro falar 5 minutos sobre a dívida pública. Saem, no máximo, os mesmos lugares comuns que os liberais costumam defecar pela boca quando não estão no governo (quando estão no governo, eles viram o focinho pro outro lado fazem cara de paisagem pra dívida pública…).

    Legalização do aborto? Casamento homo?

    Sinceramente, Pax, não creio que essas coisas — sejam as propostas contra ou a favor — sustentem uma candidatura à Presidência da República. São assuntos importantes mas, convenhamos, em que pese a merdolência generalizada, o Brasil é muito mais que isso…

    Com esse tipo de proposta, Luciana vai conseguir, no máximo, ser uma Marina do avesso.

    No primeiro turno, ela pode até conseguir uns trocados, como a Marina conseguiu em 2010 (pendurando-se no que há de mais retrógrado, reacionário, preconceituoso e imbecil na sociedade brasileira: porque diabos o Estado tem que chafurdar a vida da dona Fulana, que resolveu se casar com a Srta. Beltrana? Quem é que tem alguma coisa a ver com isso, além delas duas?).

    Num 2º turno, mesmo esses trocados viram pó… Como viraram pó em 2010… E ainda fizeram o romaneio da Marina, do centro do palco para a calçada dos fundos do teatro… Lembras do que eu dizia que aconteceria? (E tu dizias que não?)

    Caminhão de votos? É… Pode ser.

    Mas vai ser um daqueles caminhõezinhos bem zititinhos… E batendo os pinos!

  343. Pax said

    Vejamos à frente, caro Elias.

    No meu DataPax a coisa não parece assim. Vejamos.

    Luciana Genro apeou ou foi apeada do PT (não lembro) exatamente pelo “endireitamento” deste. No espaço amostral do DataPax há uma enorme parcela LGBT, fumantes de bosta seca de vaca, estudantes universitários de esquerda, claro que rachados etc. Gente que um dia (exceto os estudantes) estava na arca de Noé-Lula.

    Essa turma tá pau da vida mas não vota em Aécio com DEM, claro que não. E não vota em Campos com Marina. Num momento achei que pudessem carrear para a Marina, os esverdeados, mas ninguém comprou o projeto PSB+REDE.

    Creio – e aí é chute – que uma parte dessa turma insatisfeita, mas que não vota na direita, vai carrear para o PSOL.

    Tem o Freixo, tem o Jean Wyllys, tem a Luciana Genro, enfim, tem gente com mais cara de esquerda que esse PT-Maluf de hoje em dia.

    Vejamos mais à frente.

    O Gilberto Carvalho tem razão em sua entrevista que linkei acima. O PT não sabe ler o quadro atual.

    O PSDB acha que sabe, mas não convence ninguém que é diferente.

    Vejamos o quê os marketeiros de plantão tem pra dizer para gente como:

    1 – o carinha lá do rincão, NE, N, CO principalmente, esse que melhorou de vida, que passou a comprar mistura e fazer carnê nas Casas Bahia.

    2 – a classe média bombardeada pela campanha da grande mídia que o Brasil está à beira do abismo (e não está).

    3 – parte dessa mesma classe média que é chegada na esquerda mesmo, essa que apeou ou vira a cara para o PT-Maluf.

    Dessa massa aí de cima é que saem os milhões de votos.

    Não é da meia dúzia que come coxinha de ossobuco.

  344. Pax said

    Caro Guatambu,

    Sinceramente não consigo acompanhar teu raciocínio sobre generalizações. Elas existe na medida que você é capaz de agrupar pessoas, interesses, torcidas, religiões etc.

    Se não houver nenhuma generalização então a gente vai ter que discutir 200 milhões de casos, para cada brasileiro.

    Como isso não é possível, agrupamos.

    Devolto teu problema com uma questão, pra me ajudar a pensar melhor.

    Como é que você agrupa as pessoas de hoje do Brasil

    Quando vc souber me responder essa questão, talvez seja mais fácil responder às tuas insatisfações ou inquietações. Não é um truque, é real, eu quero entender como você pega esse espaço amostral brasileiro e coloca alguma taxonomia nele.

    Aí a conversa fica mais inteligível.

  345. Elias said

    “Pelo discurso do Elias, ele parece partir do princípio que as “zelites” tem mais poder que outras pessoas.”

    Claro que têm mais poder! Do contrário, não seriam elites.

    Quem governa? Uma elite política!

    Quem produz culturalmente? Uma elite cultural! (E nem me vem com esse papo de obras primas da música popular, do folclore, etc., feitas por “homens do povo”. Mesmo esses “homens do povo” que produzem obras primas, fazem parte da elite cultural, embora sejam pobres, notadamente num país como o Brasil, onde a espinha dorsal da cultura popular foi proporcionada por escravos…).

    Quem hegemoniza os esportes? Uma elite esportiva!

    Quem realiza os avanços científicos e tecnológicos? Uma elite científica!

    Quem gerencia o aparelho produtivo? Uma elite econômica, auxiliada por uma elite técnica.

    Numa democracia, o homem do povo, o operário, o feirante, a dona de casa, etc., toma a decisão final, por meio do voto, a partir de propostas que as elites lhe oferecem.

    No caso das elites políticas, elas têm mais sucesso quanto maior for o poder e a sensibilidade delas, de manejar as expectativas das parcelas majoritárias da população (é o que sobra no Lula, p.ex., e o que falta a Hillary Clinton, de quem se diz que está sempre um passo atrás daquilo que os eleitores esperam que ela diga ou faça).

    Mas isso não muda a escrita, antes a confirma. O poder — político, econômico, cultural, etc. — é sempre exercido por uma elite.

  346. Elias said

    Sem generalização não há ciência.

    Quando uma hipótese é considerada cientificamente aceitável?

    O que se deve discutir é se tal ou qual generalização tem fundamento ou não.

    Rejeitar a generalização, só por ser generalização, é praticar o pior tipo de generalização: aquele que não foi testado pelo critério da verdade.

  347. Elias said

    Pax,

    Não discuto a origem política da Luciana Genro (a propósito: fui amigo do pai dela, o Adelmo Genro Filho, já falecido, sem nenhuma dúvida o sujeito mais inteligente que conheci pessoalmente, e também o mais íntegro intelectualmente; pau a pau com o Lúcio Flávio Pinto…).

    O que eu questiono são as propostas dela. As propostas dela — e do PSOL — mesmo quando tratam de temas atuais, não estão na agenda do eleitor brasileiro.

    O PSOL não tem proposta para o Brasil de hoje. Ele parou no tempo. O PSOL fez política para um Brasil que não existe mais, e acena com um Brasil que dificilmente o eleitor brasileiro deseja.

    Quanto ao Gilberto, ele já errou antes — e feio! — e, no momento, não há evidências de que ele esteja mais certo que os demais, em termos de estratégia política. E bem da verdade, jamais soube de qualquer contribuição relevante do Gilberto, para a estratégia eleitoral do PT. Que eu saiba, ele sempre atuou muito bem como secretário particular do Lula, fazendo aquilo que os bons secretários particulares fazem: executar as tarefas que lhe são passadas, sem dar pitaco.

    Agora o Gilberto já se vê como estrategista político. Tudo bem… É direito dele, como de qualquer outra pessoa.

    E aí, convém pensar no quê ele está pensando ou pretendendo. Será que, falando o que falou na entrevista, Gilberto pensava em contribuir positivamente para o desempenho eleitoral da Dilma?

    Se ele pensou que estava fazendo isso, eu sou obrigado a concluir que ele tá doido!

    Se, ao contrário, ele tinha a intenção de prejudicar eleitoralmente a chefe dele, creio que a opinião dele passa a ter, para o PT, menos valor do que no passado, quando esse valor era nenhum…

    Enfim… Eles que agora são brancos, que se entendam…

  348. Elias said

    “Não discuto a origem política da Luciana Genro (a propósito: fui amigo do pai dela, o Adelmo Genro Filho, já falecido, sem nenhuma dúvida o sujeito mais inteligente que conheci pessoalmente, e também o mais íntegro intelectualmente; pau a pau com o Lúcio Flávio Pinto…).”

    Claro que o Adelmo não era pai dela… Era TIO. Irmão do Tarso.

  349. Guatambu said

    Pax e Elias,

    “O que se deve discutir é se tal ou qual generalização tem fundamento ou não.”

    Então podemos partir do princípio que eu estou questionando o fundamento dessas generalizações feitas:

    Toda elite é zelite.

    Toda zelite é: “Os “novos ricos” brasileiros são reacionários, perdulários, pernósticos, etc., antes de mais nada porque imitam os “velhos ricos” em cada um dos mais nojentos detalhes de sua conduta egoísta, mesquinha, arrivista, gananciosa, socialmente insensível, ou, numa só palavra: escrota!”

    Não posso concordar com isso. Tudo bem que não sou rico, mas conheci um monte de gente que é, trabalhei com um monte de gente que é e sei como eles pensam e sei que é bastante diferente do que o Elias diz.

    Minha abrangência estatística pra isso é muito restrito, claro, se restringe ao meu círculo de amigos e conhecidos.

    Tem outro tipo? Tem sim! Já vi “zelite” como o Elias denomina acima, claro.

    Só que vcs dizem que a maioria se comporta como o Elias define, e se precisamos aceitar uma hipótese cientificamente aceitável, onde está a ciência nessa generalização?

    Quem é que fez a pesquisa para julgar a classe média ou a zelite e colocar todo mundo nesse mesmo saco de ódio?

  350. Guatambu said

    Elias,

    Então, pela ordem das elites que você propõe, quem manda não é a elite econômica, porque esta depende da elite política.

    A elite econômica investe, produz, emprega, paga impostos e vota.

    Quem diz como investir, produzir, empregar e pagar impostos é a elite política.

    A menos que haja uma promiscuidade entre a elite econômica e a política.

    E como podemos acreditar que a iniciativa de se evitar essa promiscuidade devesse vir da elite econômica?

    É isso que você diz quando afirma que a moralização da política deveria vir da sociedade?

    A elite econômica não é organizada, o máximo que acontece nesse sentido é o Paulo Skaf e sua FIESP…

    A elite política é bem organizada e totalmente comprometida em manter o status quo…

  351. Pax said

    Caro Guatambu,

    Não posso responder pelo que não disse, pelo que não escrevi.

    Nem lembro mais quais foram as tais generalizações que você reclamou que teu tivesse feito. Mas posso fazer algumas se você quiser, do que eu me lembro.

    1 – reclamei da turma do “vai tomar no cu” nos estádios. Disse algumas vezes que me pareceu o “vai tomar no cu” mais pela culatra que já vi. E continuo achando isso. Quem fez? Uma turma babaca, novos ricos, gente que paga R$ 1.000 pra estar numa festa chinfrim só porque tem algum artista ou gente famosa, que faz questão de usar roupa de grife, que faz questão de mostrar o seu pinto em forma de carro novo etc etc.

    2 – reclamo da direita brasileira, essa turma que adora Reinaldo Azevedo, Mainardi, Olavo de Carvalho, Constantino, Lobão etc. Me parecem viúvas do poder, acreditam que os governos devem governar para os poderosos, reclamam do bolsa família, do mais médicos etc etc. Essa turma, que tem algumas coincidências com a turma de cima, não suporta que a fila do checkin seja maior porque tem pobre na frente, porque tem gente que leva Turbaína e sanduba de mortadela pra esperar no aeroporto, porque tira foto da primeira viagem que fez de avião etc etc. E essa turma tem um cheiro que gosta ou namora um retorno aos tempos dos milicos no poder. São todos assim? Não, mas tem uma turma que é bem assim. Dizem-se democratas mas não são. Gente que namora a ditadura não tem qualquer afinidade com democracia.

    3 – reclamo um bocado dessa turma neopetista que suporta e aplaude todas as ações do PT, essas que o Gilberto Carvalho reclama e que digo que me parece uma boa análise, esse PT que se corrompeu, esse PT do Vaccarezza, do André Vargas, da turma da Papuda, da turma que sacou dinheiro vivo do BMG por ordem do Marcos Valério, essa turma que invadiu as Agências Reguladoras, essa turma cabideira de emprego e essa turma que não reclama de nada disso dizendo que “o governo não poderia fazer diferente”.

    Em três exemplos eu te mostro uma lógica de alguma taxonomia que crio pra mim. Há uma miríade de lógicas que eu poderia fazer. Como qualquer um pode fazer.

    O IBGE faz, coloca em classes A, B, C, D, E, os religosos fazem, colocam em cristãos, judeus, muçulmanos, umbandistas, candomblesistas, espíritas, ateus, os boleiros colocam em torcedores do Flamengo, Fluminense, Vasco, Cotinthians, São Paulo, Palmeiras etc.

  352. Pax said

    Outra taxonomia possível:

    Turma que reproduz textos do Reinaldo Azevedo e quetais. De um lado.

    Turma que reproduz textos do Paulo Henrique Amorin e quetais. Do outro lado.

    Fla x Flu político de quinta categoria. Os dois lados.

    (desculpem-me a mais absoluta sinceridade).

  353. Elias said

    I
    “Então, pela ordem das elites que você propõe, quem manda não é a elite econômica, porque esta depende da elite política.”

    Isso que transcrevi acima é conclusão tua. Não tenho nada com isso. Não escrevi isso, não acho que seja assim, etc., etc.

    Além do mais, tá mais do que na cara que parcelas da elite política atuam como correias de transmissão de setores da sociedade. Na elite política, há representantes da elite econômica (em seus diferentes segmentos), assim como de outros setores da sociedade.

    O teor das decisões tomadas pela elite política é definido pela correlação de forças entre os setores sociais que elas representam.

    Quando da elaboração da C.F. de 1988, p.ex., aprovou-se um dispositivo que dá imunidade tributária a estações de rádio e tevê, jornais, revistas, etc. Isso criou, no Brasil, a situação esdrúxula em que uma panificadora de subúrbio paga mais impostos — em termos absolutos, inclusive! — que a Rede Globo, a Editora Abril, a FSP, etc., todas elas organizações que, num único dia, têm lucros infinitamente maiores que o faturamento bruto da panificadora de subúrbio em vários anos.

    Esse dispositivo surgiu por acaso? É ingenuidade extrema pensar na elite política como uma autarquia… Ou como se houvesse uma contradição essencial entre a elite política e a elite econômica…

    Só pensa assim quem não tem ideia de como são feitas as linguiças…

    II
    Eu disse — e mantenho o que disse — que as reformas estruturais de que o Brasil necessita — e nisso incluo a moralização não só da política em si, mas também das relações entre o indivíduo e o Estado, o indivíduo e a sociedade, etc. — só acontecerão se forem promovidas pela sociedade, e não pelos partidos políticos, até porque estes nada mais são que representantes e operadores políticos de parcelas da sociedade (daí o termo “partido”, né?).

    Isso não elide o conceito de “elite”, até porque as organizações da sociedade se manifestam por meio de lideranças (que, por definição, fazem parte da elite política).

  354. Pax said

    Tem a elite religosa…. já está com mais de 20% do Congresso, também não paga imposto, namorada por gregos e troianos, bajudala e com saco lambido pelo neoPT e LibPSDB etc etc.

  355. Elias said

    “Só que vcs dizem que a maioria se comporta como o Elias define, e se precisamos aceitar uma hipótese cientificamente aceitável, onde está a ciência nessa generalização?”

    Guatambu, não sou eu… É a história…

    Como é que tu achas que se estabeleceu a enorme desigualdade social que caracteriza o Brasil?

    Na semana que passou, vi um documentário alemão sobre o Brasil. Logo de cara, ele fala que o Brasil tem uma das piores distribuições de renda do planeta.

    É a mais absoluta verdade. O Chile é mais pobre que o Brasil, mas tem distribuição de renda muito melhor. A Bolívia, idem. E por aí afora…

    Como foi que isso surgiu?

    É uma questão de preferência, como ironizou o chargista francês Sinè?

    Há um trabalho interessante do historiador americano Billy Chandler, sobre a formação da miséria (e do cangaço) no Nordeste brasileiro. Mutatis mutandi, essa análise pode ser facilmente aplicada a todas as regiões brasileiras. É quase que um modelo matricial, em que as decisões são tomadas no plano macro tendo-se o povo como supérfluo ou meramente complementar.

    Em minha primeira metida (epa!!!) de colher-de-pau nesse pirão, eu ressalvei que, na elite econômica brasileira, existem pessoas decentes.

    Só que elas não são maioria. A maioria tá andando e andando pro miserê generalizado que campeia em todo o país. É uma conduta suicida, mas… Que jeito?

    E é claro que essa conduta se esparrama pelos demais segmentos da sociedade, até porque os segmentos mais baixos tendem a imitar os mais altos, seja na opção de consumo, seja no posicionamento político (o que mais existe no Brasil são pessoas que, não sendo ricas, defendem ferrenhamente os privilégios dos ricos, o que não é novidade: na Roma antiga, Cícero, que não era aristocrata, defendia ferrenhamente os privilégios dos aristocratas.

    No Brasil, as classes mais baixas imitam as mais altas inclusive na insensibilidade social. O cara para o automóvel no sinal de trânsito e nem se toca pro garoto de 9 ou 10 anos que vende chiclete ou limpa parabrisa. Esse garoto tá comendo nas ruas o pão que o diabo amassou com os pés. Ninguém se importa, achando que não tem nada a ver com isso…

    Mas tem. Um dia, esse garoto, já com seus 17 anos, pode pintar na frente do motorizado, com um três oitão na mão, e tendo pela vida da sua vítima a mesma consideração que tiveram para com a vida dele: nenhuma!

    Sabe o Cícero, senador romano que, não sendo aristocrata, defendia ferrenhamente os privilégios dos aristocratas? Pois é… Acabou com a cabeça e as mãos decepadas, e a língua ferina espetada com um grampo de cabelo.

    É como dizia meu pai: quem sai aos seus, não degenera…

  356. Chesterton said

    A Luciana Genro não é filha do Tarso Genro?

  357. Chesterton said

    ah bom….

  358. Patriarca da Paciência said

    “Os “novos ricos” brasileiros são reacionários, perdulários, pernósticos, etc., antes de mais nada porque imitam os “velhos ricos” em cada um dos mais nojentos detalhes de sua conduta egoísta, mesquinha, arrivista, gananciosa, socialmente insensível, ou, numa só palavra: escrota!”

    Caro Elias,

    acho que você está generalizando demais. Durante minha vida eu tive contato com bastante gente “de elite” “decente, trabalhadora, educada, humana, culta e de fato preocupada com os rumos do país. E, sobretudo, ocupada/empenhada em construir uma nação menos injusta e desigual. Aliás, esta é a nossa verdadeira elite.”

    A começar pelos nossos grandes representantes das artes e da cultura, quase todos de esquerda e gente da verdadeira elite, quais seja, Oscar Niemeyer, Jorge Amado, Florestan Fernandes, Josué de Castro, Darcy Ribeiro, Chico Buarque, Ségio Buarque, Portinari, etc.etc.etc. são milhares !

    E também conheço muitas pessoas anônimas que também são “decentes, trabalhadoras, educadas, humanas, cultas e de fato preocupadas com os rumos do país

    Então minha opinião é que não podemos generalizar mesmo. Quem generaliza sempre erra.

  359. Chesterton said

    Não há como esconder. Somente uma pessoa teve participação em todos os escândalos da Petrobras, de 2003 a 2010: Dilma Rousseff. Ela presidiu o Conselho de Administração da estatal de janeiro de 2003 a março de 2010. Mudaram conselheiros, mudaram diretores, mudaram fornecedores, só ela continuou incólume, no maior posto da empresa. Nas duas gestões do governo Lula, Dilma foi a toda-poderosa, a dona da caneta, a que podia prender e mandar soltar dentro da maior empresa brasileira. Sempre saudada como uma sumidade na área de energia, Dilma liderou, porque presidente de Conselho de Administração lidera, as maiores negociatas realizadas pela companhia, hoje a empresa pública mais endividada do mundo , que amarga a perda da metade do valor de mercado. Uma gestão catastrófica na Petrobras, mas que pelas mentiras de Lula a levaram até a presidência da República, onde repete o mesmo pífio e trágico desempenho, trazendo de volta a inflação e condenando o país a um crescimento econômico vergonhoso, abaixo da grande maioria dos países.

    Por responsabilidade direta de Dilma Rousseff, a Petrobras está debaixo de duas Comissões Parlamentares de Inquérito, uma chapa-branca no Senado e outra mista também dominada pela base do governo, que só não chamam a presidente da República a explicar os seus atos, especialmente a compra superfaturada da refinaria sucateada de Pasadena, nos Estados Unidos, porque ela mesma determinou que tudo fosse abafado e escondido do país.

    Por responsabilidade direta de Dilma Rousseff, lemos com espanto nos jornais que a refinaria Abreu e Lima, uma decisão estúpida e prepotente de Lula, foi considerada economicamente inviável pelos técnicos da Petrobras. A diretoria executiva da empresa recebeu um claro alerta, por escrito, na segunda quinzena de novembro de 2009: “Sob a ótica empresarial, sem considerar as análises complementares, o projeto não apresenta atratividade econômica”, informaram os técnicos da estatal encarregados das análises de estratégia, desempenho empresarial, planejamento financeiro e de risco. Conforme aquela avaliação, a Petrobras não perderia dinheiro, mas também não lucraria, caso limitasse o investimento em Abreu e Lima em US$ 10,4 bilhões. Naquele ano, porém, a previsão de gastos com obras e equipamentos já estava em US$ 13,4 bilhões. Dilma teve conhecimento deste relatório. Dilma, com certeza, aprovou a continuidade do investimento e, hoje, os custos já chegam a U$ 18 bilhões, com previsão de ultrapassarem U$ 21 bilhões até a conclusão das obras. Um orçamento dez vezes maior do que o previsto, inicialmente. Não é à toa que a Petrobras virou um caso de polícia e não de política, como diz Aécio Neves.

    A Operação Lava-Jato escancarou a corrupção existente dentro da estatal. As CPIs tentam desvendar os meandros de uma verdadeira organização criminosa que tomou conta da Petrobras. O governo federal tenta, de todas as formas, impedir as investigações, para que a lama e a sujeira não cheguem até a maior responsável por todos estes escândalos: a presidente da República, Dilma Rouseff.
    POSTADO POR O EDITOR coronel noturno

  360. Pax said

    Rabugento Chesterton, quando digo que você só lê lixo, você reclama.

  361. Chesterton said

    quem é você para julgar algum escrito?

  362. Chesterton said

    GERAL
    Passe livre diz que quebra-quebra ‘faz parte’ da luta popular
    O Globo

    O Movimento Passe Livre (MPL) divulgou nota neste fim de semana afirmando que não cabe ao grupo legitimar a violência ocorrida na última quinta-feira, durante o protesto “Não vai ter tarifa”, que marcou um ano da revogação do aumento da passagem de ônibus em São Paulo.

    Segundo o MPL, embora os atos de violência não estivessem entre os objetivos da manifestação, historicamente, os quebra-quebras fizeram parte das lutas populares. Durante o ato do MPL, black blocs mascarados promoveram a depredação de agências bancárias e de uma concessionária de carros de luxo, deixando prejuízo estimado em R$ 2 milhões.

    chest- logo, são criminosos comuns.

  363. Pax said

    Na blogosfera me chamo Pax, rabugento Chesterton. Pq?

    =)

  364. Chesterton said

    Porque isto é credencial insuficiente para o cargo de censor-mor.

  365. Chesterton said

    depoisnde Stalin, o PT é a origem de todo mal.

  366. Patriarca da Paciência said

    Agora, além da “apavoradinha do Brasil”,(Regina Duarte) do veinho apavoradinho do Brasil” (Jabor) temos também o bostantino apavorado do Brasil”

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/06/avanco-comunista-assusta-bostantino.html

  367. Patriarca da Paciência said

    Olha só, caro Pax, como Pirandello tem razão em dizer que a verdade pode brotar da boca, ou da pena, de quem menos a merece:

    Complexo de vira-lata
    “Como reconhecê-lo? Segundo o articulista Luiz Felipe Pondé, o vira-lata é aquele que fala com frequência em primeiro mundo, fala mal do Brasil e imagina a possibilidade de uma vida chique e diferenciada do outro lado do Atlântico; “No final das contas, como sempre, toda elegância é discreta, assim como toda virtude é silenciosa”, diz ele
    O filósofo Luiz Felipe Pondé, articulista da Folha, publicou artigo sobre como reconhecer um autêntico vira-lata. “A afetação vira-lata vai muito além da consciência de nossas mazelas. Vejamos. Ela se manifesta na mania de usar expressões (hoje um pouco fora de moda) como “coisa de primeiro mundo”. A tentação de comparar o Brasil com a Europa é a mais “chique”, porque inclusive mostra que o fulano é “viajado” – expressão triste por definição. Os mais ingênuos comparam o Brasil com os EUA, os mais afetados comparam com a Europa ocidental porque os EUA “eram” capitalistas selvagens”, diz ele. Leia abaixo:
    Afetações de um vira-lata
    Sofrer de bovarismo cultural é achar que existe uma vida maravilhosa do outro lado do Atlântico
    A afetação com vinhos é um sintoma clássico. Chegamos ao ponto de ser melhor não falar sobre vinhos em jantares inteligentes para que não pensem que somos gente que faz curso de enologia. Na verdade, quem entende mesmo de vinhos deve ficar calado quando os outros começam a expor seus cursos feitos por aí. Nunca se deve usar expressões como “amadeirado”.
    o artigo completo:

    http://saraiva13.blogspot.com.br/

  368. Patriarca da Paciência said

    D mesmo artigo:

    “Mas, voltemos ao exemplo banal. Dizer que no Brasil não se respeita fila e que na Europa se respeita é coisa de quem nunca viajou muito mesmo. Muitos europeus furam a fila na maior cara de pau, dando as mais variadas razões. Às vezes, tenho a impressão que os brasileiros respeitam fila com muito mais frequência.

    Outra afetação é querer ir a restaurantes “melhores do mundo”. A fila de espera pode durar meses. Restaurantes assim são aquele tipo de lugar que você vai mais pra ser visto lá do que pela comida mesmo, que às vezes é tão chique que o gosto se perde na sofisticação fake.

    Claro, bons restaurantes existem, mas nada tem a ver com excessos de propaganda.”

  369. Patriarca da Paciência said

    Jornais elogiam Copa, e Ruy Castro diz: ” (A “grande”) Imprensa brasileira teve espírito de porco antes do evento começar “

  370. Patriarca da Paciência said

    Se tem “espírito de porco”, então, é PIG mesmo !

  371. Chesterton said

    SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2014
    O que realmente é o fascismo? Qualquer semelhança com o petismo não será mera coincidência.

    Artigo de Lew Rockwell, no site do Instituto Mises, mostra que o fascismo deixou marcas profundas nas sociedades contemporâneas. Sistema fascista, segundo o autor, é aquele que estabelece o planejamento central da economia, subsidia grandes empresários com boas relações políticas, exalta o poder do Estado, tolhe as liberdades fundamentais e transforma o governo em patrão da sociedade. Dada a definição, não há dúvida de que o partido que mais carrega tinturas fascistas é o PT – que pratica e defende exatamente as ideias centrais do fascismo:

    Todo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se descrever qualquer posição política da qual o orador não goste. Não há ninguém no mundo atual propenso a bater no peito e dizer “Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social.”

    Porém, afirmo que, caso fossem honestos, a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.

    O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.

    Tente imaginar algum país cujo governo não siga nenhuma destas características acima. Tal arranjo se tornou tão corriqueiro, tão trivial, que praticamente deixou de ser notado pelas pessoas. Praticamente ninguém conhece este sistema pelo seu verdadeiro nome.

    É verdade que o fascismo não possui um aparato teórico abrangente. Ele não possui um teórico famoso e influente como Marx. Mas isso não faz com que ele seja um sistema político, econômico e social menos nítido e real. O fascismo também prospera como sendo um estilo diferenciado de controle social e econômico. E ele é hoje uma ameaça ainda maior para a civilização do que o socialismo completo. Suas características estão tão arraigadas em nossas vidas — e já é assim há um bom tempo — que se tornaram praticamente invisíveis para nós.

    E se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso. Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos. O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica. (Continua).

    http://otambosi.blogspot.com.br/2014/06/o-que-realmente-e-o-fascismo-sirva-de.html

  372. Patriarca da Paciência said

    E o Chesterton em plena Guerra Fria!

    Quem vive preocupado com fascismos a não ser os a turma de pitbulls da “grande” imprensa e respectivas claques ?

    De vez em quando era encontrado algum japonês que, décadas, estava se escondendo da Segunda Guerra Mundial. Hoje em dia está mais difícil porque, ou foram todos encontrados ou já morreram de velhice. Mas nunca acreditaram que a Segunda Guerra tivesse acabado !

    O Chesterton tem o mesmo espírito desses japoneses. Não consegue acreditar que da Guerra Fria acabou.

  373. Pax said

    Rabugento Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Esse vídeo aqui é pra você.

    .https://www.youtube.com/watch?v=_R0ogHeYpZ8

    Sobre os tais médicos cubanos, num veículo de “extrema esquerda”.

    =)

  374. Pax said

    Bob Fernandes, numa excelente crônica…

    Resumo: todo mundo rouba, todo mundo tá solto…

  375. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax, 373,

    ótimo vídeo de um “veículo de extrema esquerda”.

    Concordo em gênero, número e grau. Esse é o grande problema, a mudança de modelo. Mas como fazer com que pessoas que ainda vivem em plena Guerra Fria aceitam alguma coisa nova ?

    Ainda mais se essas pessoas são as herdeiras naturais da cultura coronelista ?

    Realmente é uma batalha homérica !

    É por isso que o PT ainda tem que governar por alguns anos.

  376. Pax said

    Caro Patriarca,

    O PT tem que mudar o rumo que tomou. Por mais que tenha seus feitos (o PSDB também teve, o PMDB também teve…) acabou tomando o rumo do PMDB.

    Se o PT continuar seu caminho de hoje, basta olhar para o PMDB e verá o que vai ser dentro de muito pouco tempo.

    Se a militância, os simpatizantes, quem quer que seja, não cobrarem do partido essa atitude, o vinagre é logo ali. Aliás, já está bem azedado.

    Desculpe-me a mais absoluta sinceridade.

    Não é porque o PSDB é ainda pior, pra quem acredita em Bem Estar Social, não é porque o PSDB tem ídolos como Rodrigo Constantino que vê no vermelho da copa um stalinismo evidente, ou no titio das neuras, que tem lá seu público do tamanho de seu umbigo etc etc que o PT pode continuar nesse rumo.

    O vídeo é ótimo, já disse inúmeras vezes que aprovo o Mais Médicos, mas isso não justifica o vinagre geral.

    PS,: José Roberto Arruda, aquele do DEM (ex) que recebia boladas, parece que vai se candidatar ao governo do DF de novo, formando chapa com a filha do Joaquim Roriz…. eita Brasil.

    Ontem foi 4 a 1 — > mas não me convenceu ainda.

    Bem, na verdade quase ninguém convenceu. Até a Alemanha deu uma micada com Gana no 2 a 2 — jogaço.A França ainda convence (falando dos que pareciam ser os fortes candidatos ao título), vejamos contra o Equador na quarta.

    Hoje tem jogão de bola, caso de vida ou morte, Itália e Uruguai.

    Vou direto pra passeata, da Copa pra cozinha…. =)

  377. Pax said

    Off topic (já que durante a Copa, como previsto, as notícias de corrupção geral deram uma acalmada – se alguém tiver dica de post, por favor…)

    Este ano não haverá caça às baleias na Antártica. Graças a muita gente boa que lutou por isso…

    http://www.greenpeace.org/new-zealand/en/blog/breaking-japans-research-whaling-ruled-illega/blog/48741/#update

  378. Chesterton said

    médico cubano….ai, ai , ai….45 mil pessoas tentaram fugir a nado da ilha ano passado. Se isto não é fascismo, não sei mais o que pode ser. Coitados dos médicos cubanos, imagina se 85% do salario do Patriarca fosse confiscado e mandado para Fidel…que alegre estaria, não é?

    Vocês estão nem aí para os cubanos.

  379. Chesterton said

    http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/24/detroit-eua-que-pediu-concordata-leiloa-casas-a-partir-de-r-2200.htm

    chest- Detroit foi quebrada pelos salarios e aposentadorias pagas aos funcionarios publicos. Tanto espremeram que mataram a galinha dos ovos de ouro.

  380. Guatambu said

    Elias,

    “Em minha primeira metida (epa!!!) de colher-de-pau nesse pirão, eu ressalvei que, na elite econômica brasileira, existem pessoas decentes.

    Só que elas não são maioria. A maioria tá andando e andando pro miserê generalizado que campeia em todo o país.”

    Existe algum estudo que comprove que não é a maioria?

  381. Chesterton said

    Quem cuida da própria vida não é decente, Guatambu?

  382. Guatambu said

    Chesterton,

    Não sei! Mas é isso que eu estou tentando descobrir.

    Porque pra dizer precisamente que “a maioria da elite econômica brasileira está andando e andando pro miserê”, o estudo feito pelo IBGE, IPEADATA, qualquer coisa que o valha, deve ter adotado premissas interessantíssimas.

    Imagine: o que significa “andar e andar” pro miserê?

    Significa “não se tocar para o garoto de 9 ou 10 anos que vende chiclete no semáforo”?

    Como será que qualquer desses institutos foi avaliar o “não se tocar”, hein?

    Será que eles pegaram uns 20 semáforos de capitais e interior do país e foram anotar quantas pessoas da elite se “tocavam”?

    Por “se tocar” o que será que eles avaliavam? Comprar o chiclete? Dar atenção? Por dentro do carro e pagar um lanche?

    E como será que eles vão identificar quem é a pessoa de elite que para no semáforo? Ter o carro da marca A ou da marca B, que valha mais de X mil reais?

    Será que, depois de tudo, esse estudo vai ter relevância estatística?

  383. Elias said

    Nesta 4ª feira, dia 21, o STF derrubou uma regra que havia sido imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinando que o Ministério Público só poderia investigar suspeitas de crimes eleitorais com autorização da Justiça Eleitoral. A partir de agora, o MP está autorizado de realizar essas investigações, independentemente de determinação da Justiça especializada.

    Com essa decisão, o STF dá mais uma contribuição (ele, que já deu tantas…) para a esculhambação definitiva do aparelho judiciário do Brasil, que, na prática, já tem 4 poderes: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público, este último ainda mais fora de controle que os três outros.

    Dentre outras belezuras, o Ministério Público já conta com o insólito poder de instaurar e executar “Inquérito Civil”. Pouca gente sabe disso, ou mesmo o que é isso.

    O “Inquérito Civil” foi instituído por lei federal. É um tipo de inquérito privativo do Ministério Público (Federal e estaduais). Por lei, o MP pode abrir um “Inquérito Civil” contra qualquer cidadão, sem estar obrigado nem mesmo a informar ao dito cujo que ele está sendo investigado, nem por quê. Como o tal sujeito investigado não necessita nem ser informado do inquérito, evidentemente que não pode exercitar o direito de ampla defesa, que, aliás, constitui garantia (???) constitucional.

    Segundo a lei e a “doutrina”, do “Inquérito Civil” não resultam acusações nem punições.

    É mesmo? Então, pra que serve essa porra? Pra chafurdar a vida alheia e fomentar fuxicaria? (Como se a Pátria Verde-e-Amarela do fuxico necessitasse de lei pra fomentar fuxicaria…).

    Aí o STF considera que cagada pouca é besteira, e coloca mais lenha na fogueira.

    É mais um estímulo para o aumento da corrupção (como se já não bastasse, ou melhor, como se já não fosse excessiva) a corrupção que já existe. Tanto mais ao se ter em conta as relações promíscuas existentes entre MPEs e Governos Estaduais, MPF e poderes Judiciário e Legislativo, e por aí afora…

    Parafraseando FDR: é necessário — e urgentemente! — proteger o Brasil do STF, e proteger o STF de si mesmo…

  384. Elias said

    “Existe algum estudo que comprove que não é a maioria?”

    Por óbvio, quando a maioria se sensibiliza com um problema, ela passa a combater esse problema, e ele diminui ou deixa de existir.

    Mas existem outros indicadores, facilmente perceptíveis. Um deles, são as iniciativas das elites econômicas, no sentido de atuar em problemas sociais que elas consideram relevantes.

    Nos EUA, p.ex., é comum que milionários destinem boa parte de sua fortuna a fundações ou a programas filantrópicos. É raro, quase impossível, encontrar um milionário norte-americano que não esteja profundamente envolvido em projetos dessa natureza. Entre eles, há mesmo alguns que destinam mais de 90% de suas fortunas para esse fim (como Bill Gates e Warren Buffett, dentre vários outros).

    No Brasil, isso é raro. Raríssimo. Aliás, mesmo algumas das mais prestigiadas fundações particulares costumam operar mais com recursos governamentais e/ou de instituições estrangeiras.

    Estudos?

    Conheço alguns. Um deles é o do americano Billy Chandler, que já citei mais acima.

    Outro é o da revista “Economist”, que é atualizado anualmente.

    Do IBGE não sei de nenhum. Se existe, gostaria de conhecer.

  385. Elias said

    ” Detroit foi quebrada pelos salarios e aposentadorias pagas aos funcionarios publicos. Tanto espremeram que mataram a galinha dos ovos de ouro.”

    Cada um é livre pra acreditar nas bobagens que quiser.

    Detroit foi quebrada pela concorrência japonesa e coreana… Que pagam salários mais altos que a indústria americana e transformaram Detroit numa cidade fantasma…

  386. Patriarca da Paciência said

    Para refrescar um pouco a memória. Até agora o fato do Carlinhos Cachoeira ter “trabalhado” muito tempo como co-editor da ´”óia” não deu em nada:

    http://rederecord.r7.com/video/documentos-da-pf-mostram-que-veja-atendia-a-interesses-de-cachoeira-4fa7165c6b71517ecda2e07e/

  387. Elias said

    Ah, sim… As indústrias automobilísticas italiana e alemã pagam salários melhores que os salários da congênere americana, com encargos sociais europeus (que não são piada), e… Vão bem, muito bem, muito bem, bem, bem…

    E Detroit? Ah, sai lá! Tenta design mais atualizado, eficiência energética, motores menos “goelas”… Por aí…

  388. Guatambu said

    Elias,

    Filantropia ou crédito tributário? Ou qualquer uma das duas está valendo?

    Há muitos casos dessas no Brasil: basta ver a quantidade de ONGS, Institutos e Fundações existentes por aqui… elas não sobreviveriam se não fossem as doações.

  389. Elias said

    Pax,

    Voltando ao assunto Luciana Genro.

    Suponhamos que ela tenha caminhões e caminhões de votos no 1º turno… (Certo que não terá, mas, por absurdo, suponhamos que tenha).

    Na sincera, pra onde tu achas que esses votos vão, no 2º turno?

    Vão pro PSDB?

  390. Chesterton said

    Algemas Verdes

    Os ambientalistas são uma seita que mascara profundo desprezo pelo avanço capitalista e tenta monopolizar a legítima preocupação com o meio ambiente

    Nosso planeta está na iminência de derreter e, para salvá-lo, é preciso mudar radicalmente nosso estilo de vida, abandonar o progresso industrial e delegar poder absoluto aos governos. Ao menos é isso que muita gente quer que acreditemos. São os ambientalistas, uma seita que mascara profundo desprezo pelo avanço capitalista e tenta monopolizar a legítima preocupação com o meio ambiente.

    Contra essa ameaça, o ex-presidente da República Tcheca Vaclav Klaus escreveu o excelente livro “Planeta azul em algemas verdes”, afirmando que é a liberdade, não o clima, que corre verdadeiro perigo atualmente. Klaus considera o risco “verde” mais sério do que o comunismo, e isso, vindo de alguém que sofreu intensamente sob o regime comunista, é algo que merece atenção.

    “O aquecimento global tornou-se símbolo e exemplo da luta entre a verdade e a propaganda. A verdade politicamente correta já foi estabelecida e não é fácil opor-se a ela”, diz ele. A postura de muitos ambientalistas remete àquela de seitas religiosas fanáticas. Há uma “verdade” absoluta revelada, os “profetas” (como Al Gore e companhia), e os “hereges”, que adotam posição mais cética e demandam cautela.

    O regozijo pessoal que vem com a sensação de superioridade moral apenas por pertencer a esse grupo de “escolhidos” que deseja “salvar o planeta” fica acima dos fatos e da razão, impedindo qualquer debate construtivo. É preciso atacar o “inimigo”, rotular com adjetivos chulos aqueles que não aceitam sem reservas o catastrofismo vendido pelos ambientalistas.

    No começo, muitos se mostraram preocupados com os rumos dos “debates”, com o excesso de pânico infundado que foi incutido nos mais leigos, com a politização oportunista da ciência. Hoje, como confessa Vaclav Klaus, a preocupação deu lugar à fúria, pois é revoltante ver como a coisa desandou, transformando-se em uma perigosa ideologia coletivista que asfixia nossas liberdades.

    O tcheco, que é economista, afirma que o problema com as mudanças climáticas tem mais a ver com as ciências sociais do que com as naturais. Citando os austríacos Hayek e Mises, o ex-presidente lembra que a “arrogância fatal” e o “cientificismo” ofuscam toda a ignorância das autoridades e dos especialistas em relação a um fenômeno complexo como o clima. A analogia com os planejadores centrais comunistas em relação à economia é evidente demais.

    A “ordem espontânea” está no centro dos ataques dos ambientalistas, da mesma forma que faziam os marxistas. Eles rejeitam as liberdades individuais e depositam uma fé ingênua e absurda nos “clarividentes” e “onipotentes” tecnocratas e políticos. O modelo capitalista se tornou o principal alvo da ideologia ambientalista. Klaus resume: “Se levarmos o raciocínio dos ambientalistas a sério, descobriremos que defendem uma ideologia anti-humana. Essa ideologia vê como causa fundamental dos problemas do mundo a própria evolução do homo sapiens”.

    Para concentrar cada vez mais poder e recursos no estado, a sensação de grande perigo precisa ser constante. Somente assim se justificam medidas drásticas que ignoram completamente qualquer relação de custo e benefício, qualquer alternativa mais racional para o uso de recursos escassos. Se o que está em jogo é “salvar o planeta” que será destruído a qualquer momento, então pro inferno até com a democracia, bolas!

    S. Fred Singer, físico atmosférico da Universidade de Virgínia, faz uma pergunta importante: “Por que deveríamos dedicar nossos escassos recursos ao que é, em essência, um não problema, e ignorar os problemas reais que o mundo enfrenta: a fome, as doenças, o desrespeito aos direitos humanos — isso para não mencionar as ameaças de terrorismo e guerras nucleares?”

    A imprensa, que vende mais quando há desgraças e catástrofes iminentes, ajuda a disseminar o medo infundado. Não chegam aos leigos fatos importantes, como a enorme quantidade de cientistas renomados que rejeitam as mensagens e a linguagem catastrofista do IPCC, ligado à ONU. Tampouco há a consciência de que existem muitos interesses em jogo, já que os próprios governos financiam boa parte das pesquisas que dão respaldo às soluções propostas de mais poder aos governos.

    Václav Klaus conclui: “O atual debate sobre o aquecimento global é, portanto, essencialmente um debate sobre a liberdade. Os ambientalistas adorariam subjugar todos os aspectos possíveis (e impossíveis) de nossas vidas.” Se quisermos preservar nossas liberdades e o progresso capitalista, então é preciso combater a histeria dos ambientalistas.

    Roberto Carlos RC

  391. Elias said

    Guatambu,

    “Crédito tributário” pra ONGs? Não entendi.

    Estou falando de fundações particulares, mantidas com dinheiro próprio do instituidor. Modelo americano.

    Não tenho a menor simpatia pelas instituições particulares, ditas “animadoras de recursos”, que captam recursos estatais e/ou de outras instituições (modelo brasileiro). Estas, com raras exceções, são arapucas criadas e dirigidas por vigaristas, que, na maioria dos casos, servem apenas pra dar vida boa a uns gatos pingados, e arrecadar dinheiro em benefício de algum político desonesto.

    Sei bem do que estou falando. Conheço o truque, até porque já desmascarei algumas dessas arapucas…

  392. Chesterton said

    Elias, a cidade quebrou justamente por não saber se administrar.

    http://www.freep.com/interactive/article/20130915/NEWS01/130801004/Detroit-Bankruptcy-history-1950-debt-pension-revenue

  393. Guatambu said

    Elias,

    Veja só, o IBGE tem algo que pode nos ajudar a chegar a alguma conclusão:

    http://www.abong.org.br/ongs.php?id=18

    Estou linkando o site da abong, mas a página resume alguns dados do trabalho do IBGE.

    Informações interessantes:

    – Em 2010, havia 290,7 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil) no Brasil

    Divididas em:
    – religião (28,5%)
    – associações patronais e profissionais(15,5%)
    – desenvolvimento e defesa de direitos (14,6%)
    – saúde, educação, pesquisa e assistência social (18,6%)

    E regionalmente em:
    – Sudeste (44,2%)
    – Nordeste (22,9%)
    – Sul (21,5%)
    – Norte (4,9%)
    – Centro-Oeste (6,5%)

    Entre 2006 e 2010, observou-se um crescimento de 8,8% das fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil, expansão significativamente menor do que a observada no período de 2002 a 2005 (22,6%).

    Interessantes os números.

    Dá pra tirar um monte de conclusões precipitadas…

  394. Guatambu said

    Elias,

    Se for o modelo americano, precisamos desconsiderar o que linkei acima…

    Mas novamente, eu ainda acho que é uma generalização arriscada dizer que o rico brasileiro não faz nada.

  395. Elias said

    Falando em Detroit…

    Lamento pelo motor Detroit, uma obra-prima da engenharia mecânica americana. Na minha experiência de vida, o melhor motor “marinizável” que conheci.

    O Detroit foi fornecido pelos EUA para a URSS aos montes, durante a II GM (nos termos da “Lei de Empréstimo e Arrendamento”). Na URSS, ele foi usado pra mover trator, barco, tanque, caminhão, caminhonete, locomotiva, submarino e o diabo a quatro. Os soviéticos “fuzilaram” o Detroit e passaram a fabricá-lo em cópia idêntica. Depois, forneceram aos chineses, que fizeram o mesmo. Depois foram os indianos, e assim por diante.

    Vai daí que, em qualquer parte do mundo, quem tem Detroit nunca fica na pior. Numa grande cidade ou nos cafundós da baixa da égua, tem sempre peças de reposição e mecânicos familiarizados disponíveis, para se sair de qualquer sufoco…

    Com Detroit transformada em cidade fantasma, o que será do motor Detroit?

    Mas que josta!

  396. Chesterton said

    Será fabricado elsewhere.

  397. Chesterton said

    TERÇA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2014
    Sob comando de Dilma no Conselho de Administração, Petrobras sonegou informações exigidas pelo TCU. Resultado: Abreu e Lima vai custar dez vezes mais.

    A Petrobras trabalhou com um orçamento sigiloso de contratação de serviços e equipamentos para a Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Várias vezes o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu as estimativas de custos, mas só começou a receber a documentação anos depois do início das obras.

    A empresa ocultou, também, os estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental do empreendimento, cujos gastos foram multiplicados por nove nos últimos onze anos: o orçamento inicial de US$ 2,3 bilhões passou a US$ 18,5 bilhões e poderá chegar a US$ 20,1 bilhões até a inauguração, marcada para novembro, conforme projeções da estatal.

    O tribunal começou a fazer auditorias rotineiras em Abreu e Lima em 2008. Quando localizava indícios de erros ou sobrepreços, solicitava à Petrobras documentação complementar, sobretudo as estimativas de custos (“referências de precificação”) nas quais ela teria se baseado para realizar as contrações.

    “Sigilo” foi a alegação mais frequente da estatal para não entregar documentos, principalmente quando o TCU passou a cobrar os estudos de viabilidade. Eles contêm os cálculos de custos e projeções de receita do empreendimento. No caso de Abreu e Lima, isso inclui previsões de despesas com a construção e montagem dos dutos que ligam a refinaria ao Porto de Suape, por onde vai escoar a produção de derivados do petróleo.

    PETROBRAS ALEGA ‘DIVERGÊNCIAS’

    A Petrobras evitou repassar até análises de impacto ambiental da refinaria, localizada a 35 quilômetros de Recife, em área próxima do litoral e recortada por cinco rios. As negativas não se limitaram à obra em Pernambuco. Estenderam-se a empreendimentos no Rio de Janeiro (Comperj), no Ceará e no Maranhão.

    Em 2011, houve uma crise nas relações da estatal com seus fiscais. Auditores entenderam que havia uma deliberada obstrução ao trabalho do tribunal.

    Listaram indícios de sobrepreços, relataram a existência de “metodologias inadequadas para definição de viabilidade”, alinharam deficiências no projeto básico e citaram “contratações diretas e antieconômicas”. Sugeriram que o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, fosse autuado por “sonegação de documento”.

    A situação foi contornada com diplomacia pelo TCU. Gabrielli aceitou acordo para entrega dos documentos ocultados por anos. Não cumpriu, segundo o tribunal. Na época, o ministro Ubiratan Aguiar escreveu: “Não há evidência de que orçamento sigiloso aumenta a competitividade”. Acrescentou: “A opção da Petrobras em manter o absoluto sigilo de suas estimativas de custo (referências de precificação), antes do lançamento das licitações e após o seu encerramento, não tem amparo no ordenamento jurídico vigente.”

    Um ano depois, em 2012, quando Graça Foster já estava no comando da empresa, fez-se novo acordo. Gabrielli se livrou das sanções, e a documentação chegou ao tribunal.

    Em nota, a Petrobras explicou que até 2012 “havia uma divergência de entendimento” com o TCU “sobre o que exatamente deveria ser entregue e como deveriam ser entregues as estimativas de custos e os estudos de viabilidade técnica e econômica, bem como uma divergência sobre os aspectos de confidencialidade”. As divergências acabaram, completou, “e foi definido, por consenso, um termo de confidencialidade e um procedimento (o que e como) de encaminhamento destas informações. A partir daí, sempre que solicitado pelo TCU, a Petrobras passou a entregar os documentos dentro dos prazos requeridos por aquele órgão de controle”.

    No tribunal, os ministros fizeram questão de deixar registrado em ata: “Apesar do decurso de pouco mais de dois anos entre a primeira requisição dos EVTEs (estudos de viabilidade) das obras da refinaria e a efetiva entrega da documentação, em 14 de junho de 2012, há que se constatar o cumprimento do determinado. A estatal considerava que não deveria submeter a esta Corte documentos, sob a alegação de sigilo”.

    Abreu e Lima se tornou um dos mais caros projetos da indústria mundial de petróleo: vai gastar US$ 87 mil por cada barril de petróleo que refinar, mais que o dobro da média internacional. A escalada de aumento nos seus custos (mais de 770% em dólares) motiva múltiplas investigações. Um delas se desenvolve no Congresso, onde se prevê para amanhã um depoimento de Gabrielli, ex-presidente da empresa. Outras duas ocorrem em Pernambuco e no Paraná. Foram iniciadas por procuradores federais, que se reuniram na última quarta-feira, em Brasília, com auditores do TCU numa tentativa de união de esforços.

    MAIS FUNCIONÁRIOS SOB SUSPEITA

    O inquérito pernambucano se concentra em contratos feitos pela Petrobras para obras e equipamentos da refinaria, sobre os quais paira a suspeita de superfaturamento de até US$ 478 milhões. No Paraná, o foco é a lavagem do dinheiro supostamente obtido na cobrança de “comissões”, sob intermediação político-partidária, entre a estatal e fornecedores. Não se conhecem detalhes sobre a nova etapa dessa investigação. Na denúncia aceita pela Justiça em abril, que motivou a prisão do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e ex-presidente do Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima, Paulo Roberto Costa, procuradores escreveram: “eventual participação de outros funcionários do escalão superior dessa empresa estatal será investigada oportunamente”. O Globo

    blog do coronel

  398. Elias said

    “Mas novamente, eu ainda acho que é uma generalização arriscada dizer que o rico brasileiro não faz nada.”

    Guatambu, tu estás entendendo do jeito que tu queres entender.

    Eu disse que a MAIOR PARTE das elites brasileiras não está interessada em resolver os principais problemas do país. Não é só a elite econômica, mas TAMBÉM ela, além das elites política, religiosa, cultural, etc., etc., etc.

    O pensamento dominante está expresso no comentário # 381: “Quem cuida da própria vida não é decente, Guatambu?”

    Para quem vive em sociedade, como o ser humano, cuidar da própria vida não é suficiente.

    É como dirigir no trânsito: tu tens que cuidar do que tu fazes e do que os outros fazem. Caso contrário… Danças!

    Um amigo meu acha isso errado. Ele diz que, se ele cuidar só dele, caso aconteça algum imprevisto, ele estará com a razão.

    Eu sempre digo a ele que a “razão” nada lhe aproveitará, se ele estiver morto porque algum doido ou bêbado lhe arrebentou os cornos.

    Dá-se o mesmo com a miséria. Se não se cuidar dela, ela vem bater na tua porta, ou na tua frente, com o cano de um trabuco enfiado no teu nariz.

    Aí vêm os darwinistas de sempre, falar no sucesso dos mais capazes, e blá, blá, blá… Como se isso fosse alguma novidade! Que as capacidades humanas individuais são desiguais, todo mundo sabe… Que capacidades individuais desiguais geram desigualdades sociais, idem. E daí? Qual a novidade?

    A questão não é essa. A questão é saber o que fazer, diante disso.

    Tem quem ache que não se deve fazer nada. Que cada um deve cuidar de si e pronto! Esse tem sido o pensamento dominante no Brasil. E o resultado é esse que se vê.

    Mas, pensa: de que te adianta o sucesso, se te botarem pra comer capim pela raiz antes do tempo? Aliás, se te botarem pra comer capim pela raiz antes do tempo, tu achas mesmo que deverás ser considerado um “sucesso”?

    Se achas que sim, então nada mais temos a conversar. Felicidades!

    Caso contrário, melhor pensar no que um ex-chefe meu, Flexa Ribeiro, hoje senador (pelo PSDB), costumava dizer: “Não devemos colocar pressão demais no caneco, porque o caneco pode explodir…”.

  399. Chesterton said

    Todos tem o direito de ser deixados em paz.
    Tratar da própria vida sem tentar resolver as injustiças cósmicas é a única maneira de um dia sermos todos independentes e autônomos. Cumprindo a lei, não prejudicando os outros e fazendo seu trabalho.
    Ninguem de caráter pode exigir mais de outro.

  400. Chesterton said

    Essa comparação do bêbado com o miserável é muito ruim, hein?

  401. Patriarca da Paciência said

    Aécio quer ir no Mineirão !

  402. Patriarca da Paciência said

  403. Chesterton said

    http://www.infomoney.com.br/carreira/emprego/noticia/3074027/estudantes-desonestos-querem-emprego-governo-diz-pesquisa

  404. Chesterton said

    PQP, feriado amanhã de novo…assim o país não vai para frente.

  405. Pax said

    Os votos da Luciana Genro, no segundo turno, vão para Dilma. Alguns vomitando, mesmo assim nunca votariam em Aécio, 99,98%. Acho eu…

    Mas chego a chutar que uma parte anula o voto, haja vista a ojeriza que esse PT-Maluf-Sarney-André Vargas etc criou.

    Quem pensa só em si não é desonesto, não necessáriamente. Ninguém burro é necessáriamente desonesto.

    Quem acha que o entorno não necessita de atenção, bem, esse, necessariamente é burro mesmo.

    Tem coisa na BR, claro que tem. Roubaram um bocado. Há, quase tão certo que todos morreremos, que uma cambada acabidada por lá meteu a mão grossa.

    Dilma estava no meio?

    Tem um cheiro forte que não.

    Lula estava no meio? Sei lá… dizem que chamava o tal Paulo Roberto, esse do post, de Paulinho pra cá, Paulinho pra lá. O que isso quer dizer, se é verdade, eu sei lá.

    Dirceu estava no meio? Sei lá, em tudo que vi por aí dessas coisas grandes, o Dirceu sempre esteve no meio.

    O Chesterton, velho e bom Chesterton, adora um coronel…

    A campanha do PSDB era: Roubalheira na BR com Dilma… aí… miou, a “escravatura dos médicos cubanos”…. aí até a Globo diz que não é bem assim

    Aí deve ter um monte de gente procurando o que fazer na campanha.

    Mas o índice de Educação Básica em MG é o melhor do país. Ao menos está nos índices oficiais.

    Tem gente que bebe, tem gente que cheira, tem gente que não fede nem cheira.

  406. Elias said

    “Em 2010, havia 290,7 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil) no Brasil

    Divididas em:
    – religião (28,5%)
    – associações patronais e profissionais(15,5%)
    – desenvolvimento e defesa de direitos (14,6%)
    – saúde, educação, pesquisa e assistência social (18,6%)

    Isso aí soma 77,2%. E o resto?

    Mas, vamos em frente com o que está aí:

    1 – As instituições direcionadas à religião e as associações patronais e profissionais (44,0% do total), não estão, especificamente, focadas no enfrentamento de problemas sociais.

    2 – Das instituições dedicadas à saúde, educação, pesquisa e assistência social (18,6% do total), seria necessário retirar as escolas e universidades particulares, os hospitais particulares, os laboratórios de análises clínicas e exames especializados, etc., que também não estão focados em problemas sociais. Digamos que essas instituições representem dois terços de seu universo específico. Restariam, direcionadas a problemas sociais, 6,2% das instituições.

    3 – Somando-se esses 6,2% aos 14,6% de instituições de desenvolvimento e defesa de direitos, estaríamos com 20,8% de ONGs brasileiras supostamente dedicadas ao enfrentamento de problemas sociais. Seriam, aproximadamente, 60,5 mil instituições (abstraindo os 22,2% que não identificaste na tua compilação).

    Aí daria pra se chegar ao finalmente, se fosse o caso: quantas dessas instituições são efetivamente mantidas pelo(s) instituidor(es), e quantas delas se limitam a captar recursos estatais e/ou de outras instituições? Não faço a menor ideia…

    Só posso falar de minha experiência pessoal. Passei 4 anos de minha vida lidando diariamente com esse tipo de instituição. Jamais topei com uma única dessas ONGs, que tivesse fonte de renda própria capaz de financiar pelo menos metade de seus projetos. Todas elas, sem nenhuma exceção, viviam, basicamente, às custas de transferências governamentais…

    O que significa andar a passos largos em direção à corrupção. As ONGs “mantidas” por vereadores, deputados e senadores, p.ex., com raríssimas exceções, não passam de escritórios eleitorais sustentados por transferências governamentais. Aliás, não poucas das instituições “religiosas” também não passam de biombos a serviço da bancada evangélica.

    E por aí afora…

    Enfim, para os objetivos do que estamos falando, os dados do IBGE pouco dizem…

  407. Chesterton said

    você é filho de um, se não me engano….

  408. Chesterton said

    Só posso falar de minha experiência pessoal. Passei 4 anos de minha vida lidando diariamente com esse tipo de instituição. Jamais topei com uma única dessas ONGs, que tivesse fonte de renda própria capaz de financiar pelo menos metade de seus projetos. Todas elas, sem nenhuma exceção, viviam, basicamente, às custas de transferências governamentais…

    O que significa andar a passos largos em direção à corrupção. As ONGs “mantidas” por vereadores, deputados e senadores, p.ex., com raríssimas exceções, não passam de escritórios eleitorais sustentados por transferências governamentais. Aliás, não poucas das instituições “religiosas” também não passam de biombos a serviço da bancada evangélica.

    chest- assino embaixo.

  409. Chesterton said

    Essas Ongs são um exemplo daquilo que falo. Eles posam de beneméritos, de só quererem ajudar, fazer o bem. Estão preocupados com a miséria e a embriaguez alheia….e na verdade vivem isto.
    Sempre que aparece alguem com esse discursos de amor ao próximo, de altruismo tenho 2 reações. primeiro, ver se minha carteira está no lugar, segundo tapar o nariz, porque fede.
    “Amazing” que vocês acreditam em santos no século 21….

  410. Pax said

    Lido com ONG faz décadas. Se sustentam sem qualquer ajuda governamental.

    Sim, sou filho de um. Saí de casa com 18 anos exatamente por isso. Fui cuidar da minha vida, por minha conta.

  411. Chesterton said

    http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-pacto-furado-de-dilma-imp-,1516707

  412. Chesterton said

    então, coroneis não podem ser tão ruins assim.

  413. Chesterton said

    Esse é o preço da liberdade: a vigilância absoluta. Mas, o Brasil está seguro contra os perigosos agentes de direita, neoliberais e espiões do imperialismo. Vocês sabem que nós criamos os “sovietes” na Rússia, os conselhos, como chamam vocês… Parabéns. Os conselhos são um primeiro passo para controlar essa besteira de democracia representativa, que vocês tiveram a sabedoria de usar, mas agora atrapalha a construção do bolivarianismo (ah, esse meu filhote bastardo…). Ao menos minhas ideias ainda repercutem… Veja a Venezuela, Argentina, tantos seguidores. A única coisa que importa é o controle da sociedade. Temos de tutelá-la. Eu já disse uma vez: o povo deve ser educado com o mesmo cuidado com que um jardineiro cultiva uma árvore de estimação. As ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, por que deveríamos permitir que tenham ideias? Acho que seu país está no bom caminho: controlar a mídia, como vocês chamam hoje. A imprensa é a arma mais poderosa de nosso partido e vocês vão seguir nosso exemplo. Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão dos menos inteligentes. Como você vê, estou repetindo as frases da besta do Hitler. Mas ele nos deu um bom conselho, que serve muito para seu país, caro jornalista: “Quanto maior a mentira, maior é a chance de ela ser acreditada”. O povão não sabe nada. É isso aí, cumpanheiros: vão em frente que a luta continua…jabor

  414. Chesterton said

    Entrevista exclusiva com Stalin

    ‘O camarada está sendo relembrado em tantos países, inclusive na Rússia’

    “Entrevista? Eu?”

    — Sim, camarada Stalin… Estamos em um momento histórico importante… O camarada está sendo relembrado em tantos países, inclusive na Rússia. O camarada está na moda…

    — Você é do Brasil, não é? Saudades do Prestes… Ele está onde?

    — Morreu e deve estar por aqui.

    — Aqui neste limbo onde estou não tem ninguém. É o purgatório dos ditadores; não há ninguém para nos ouvir. Imenso céu branco e vazio. Esta é a nossa punição.

    — Você está feliz aqui, “tovarich”?

    — Eu virei uma sombra do que fui; sou até usado como xingamento, confundido com os fascistas e nazistas que eram uma imitação barata do bolchevismo. Esses merdas deviam me agradecer porque não existiriam se eu não tivesse mandado aqueles comunas alemães não votar na social-democracia, nossa principal inimiga. Aí, o nazismo ganhou. Se não fosse eu, o Hitler não tinha subido…

    — Você tem orgulho do comunismo?

    — O comunismo, camarada, é o substituto do sonho de “imortalidade” dos cristãos. Comunista não morre; vira um conceito. O homem é um ser social, não é? Pois é: o ser social nunca morre. O indivíduo é uma ilusão que criou essa dor melodramática. Quem morre é pequeno-burguês.

    — Mas, na boa, camarada, você matou muita gente…

    — Me acusam muito de crueldade, mas fazíamos uma mutação na vida humana e é impossível fazer uma revolução sem crueldade, sem tirania… O próprio Hitler, que me plagiava, disse: “Temos de ser cruéis. Temos de manter a consciência tranquila de sermos cruéis”. E eu digo que se não fôssemos cruéis não teríamos o socialismo. Como é que eu ia coletivizar a agricultura sem matar uns 800 mil “kulaks”, aqueles camponeses alienados, chupa-sangues, vampiros?

    — Mas, camarada, você não exagerou?

    — Ora, tanto faz. A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística. Temos de combater essas inibições pequeno-burguesas. Tivemos que dar muito conhaque para meus militares baterem um recorde: 28 mil traidores fuzilados em quatro semanas. Sete mil por semana. Os soldados, ainda calouros no bolchevismo, tinham de beber muito para cumprir minhas ordens… Vomitavam, choravam, mas deram conta. Foi um dos meus recordes. Sem contar os 40 mil oficiais do Exército que fuzilei. A única frase do canalha do Trotsky que presta é: “Quem foi que inventou que a vida humana é sagrada?”.

    — Mas o camarada não sentia culpa?

    — Nada. A compaixão é um sentimento de enfermeiras, assim como a gratidão é uma doença de cachorros… Cá entre nós, não tenho mais de esconder nada, a euforia que me tomava com a morte de milhares de homens por minhas ordens era uma deliciosa vertigem. Muita gente que justicei não tinha noção da maravilha que era construir o Homem Novo. Eu comecei a construção do soviético essencial: frio, fiel escravo do Partido que está sempre certo. Vocês têm na terra um bom exemplo: a Coreia do Norte. Mas aquele garoto é um estúpido feito o pai. São um exército de imbecis. Você viu o ridículo: todo mundo fingindo chorar quando morreu o papai do garoto? Eu fazia uma história nova; não esta historinha burguesa não, mas a História! Já pensou: milhões de homens iguais a mim? Eu, eu, eu, milhões de Stalins? O Homem Novo não sente falta da individualidade perdida. Ele ganha o encanto infinito da servidão, a religião, a alegria de pertencer a um partido infalível. Dá um alívio não ter que pensar, só obedecer. Ainda bem que os camponeses russos eram analfabetos e não podiam ler jornais e livros do país. Aliás, Hitler escreveu: “Que sorte para os ditadores que os homens não pensem.” A construção do Homem Novo custou muito sangue, eu sei, mas não tinha outro jeito. Difícil foi na Ucrânia, quando proibi comida naquele buraco de traidores e de “kulaks” reacionários. Morreram mais de 4 milhões de fome, teve até canibalismo, dizem, mas a Ideia justifica tudo.

    — Mas, camarada, você sempre falou que almejava a democracia…

    — Eu falei foi sobre o centralismo democrático do Partido; não essa besteira de democracia burguesa sem controle, sem comando. Eu comandei a democracia interna sempre. Quando tive de expurgar agentes trotskistas, foi também uma festa poder limpar as estrebarias do Comitê Central. Dos 139 membros, fuzilei 98… Ah… Saudades do Zinoviev, Kamenev, Rykov, Bukharin…

    — Eles tiveram liberdade de defesa?

    — “Liberdade para quê?”, como respondeu Lenin quando vencemos. Com liberdade não teríamos fuzilado a família do czar Nicolau II; só um bolchevique profundo teria sangue frio para ver as criancinhas morrendo sob balas. Esse é o preço da liberdade: a vigilância absoluta. Mas, o Brasil está seguro contra os perigosos agentes de direita, neoliberais e espiões do imperialismo. Vocês sabem que nós criamos os “sovietes” na Rússia, os conselhos, como chamam vocês… Parabéns. Os conselhos são um primeiro passo para controlar essa besteira de democracia representativa, que vocês tiveram a sabedoria de usar, mas agora atrapalha a construção do bolivarianismo (ah, esse meu filhote bastardo…). Ao menos minhas ideias ainda repercutem… Veja a Venezuela, Argentina, tantos seguidores. A única coisa que importa é o controle da sociedade. Temos de tutelá-la. Eu já disse uma vez: o povo deve ser educado com o mesmo cuidado com que um jardineiro cultiva uma árvore de estimação. As ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, por que deveríamos permitir que tenham ideias? Acho que seu país está no bom caminho: controlar a mídia, como vocês chamam hoje. A imprensa é a arma mais poderosa de nosso partido e vocês vão seguir nosso exemplo. Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão dos menos inteligentes. Como você vê, estou repetindo as frases da besta do Hitler. Mas ele nos deu um bom conselho, que serve muito para seu país, caro jornalista: “Quanto maior a mentira, maior é a chance de ela ser acreditada”. O povão não sabe nada. É isso aí, cumpanheiros: vão em frente que a luta continua…

    http://oglobo.globo.com/cultura/arnaldo-jabor/entrevista-exclusiva-com-stalin-12985749#ixzz35ZWogbLr

  415. Guatambu said

    Elias,

    “Eu disse que a MAIOR PARTE das elites brasileiras não está interessada em resolver os principais problemas do país. Não é só a elite econômica, mas TAMBÉM ela, além das elites política, religiosa, cultural, etc., etc., etc.”

    Mas deixe eu retomar um pouquinho.

    Você pode estar certo, e agora que discutimos mais, começo a concordar contigo.

    Mas em quê o discurso de “zelite” ajuda? Principalmente quando se faz parte dessa “zelite”?

    Por acaso mover o outras classes sociais contra essa massa disforme de elites vai ajudar alguma coisa?

    Incitar outras classes sociais a se rebelarem através do voto contra um suposto inimigo (um partido que supostamente defende essa elite) ajuda alguma coisa?

    Para mim não ajuda nada além da própria manutenção do status quo: um sistema político baseado, de um lado na polarização do discurso, que é o que vemos, e do outro lado baseado em alianças espúrias, que também vemos.

    Resultado: um circo montado de pseudo-realizações governamentais e o povo como massa de manobra da elite política.

    E o que eu acho: esse discurso polarizante e incoerente está sendo registrado… e vai cada vez mais ser exposto… e aí, como você diz, barata vai voar!

    Talvez não nessas eleições, talvez na próxima. Mas o que eu observo é que os partidos não mudaram em nada os seus discursos.

  416. Pax said

    Caro Guatambu,

    Polarização sempre existiu, existe e existirá. A discussão que me parece apropriada é o nível. Que abaixa cada vez mais com ajuda da internet.

    Olha o Jabor que o Chesterton traz… olha o que o PHA publica. Essa turma alimenta a baixaria.

    Outro ponto onde você me parece radicalizar é afirmar que tudo é pseudo realização. Há coisas concretas que boa parte dos governos fazem, sim. E um monte de porcaria e roubalheira, idem.

    Ao cairmos nesse fla x flu acho que obscurecemos a visão mais real.

    Aí tem o lado bom da internet que é a não monopolização da informação. Todos passam a ter direito de escolher entre um sortimento muito maior de notícias, análises etc.

  417. Chesterton said

    Deixem que as pessoas tratem de suas vidas, que trabalhem sem itnterferencia do estado, que é o principal causador da pobreza de um povo. Chegaremos logo a 50% de impostos sobre o PIB. Quem paga imposto? O pobre e o miserável. Não dá para entender que isto tem que acabar?

  418. Chesterton said

    Baixaria é o PT, que se pretende dono do país, aparelhou o estado, que de tão gordo e lerdo custa dívidas e mais dívidas ao povo.
    Deu bilhões de dólares a Fidel, sob pretexto de ajudar os “miseráveis” daquele desgraçado país, o que só serve para manter a ilha na eterna miséria.
    Baixaria é o decreto da Dilma, bolchevique até a alma, um verdadeiro golpe na democracia representativa, odiada pelos petistas, que a chama de “burguesa”, pois é um empecilho a seus planos totalitários.

    Mas vocês fingem não saber disto.

  419. Chesterton said

    http://ucho.info/livro-verde-coloca-mais-combustivel-na-discussao-sobre-ambiente-e-aquecimento

  420. Chesterton said

    Dilma não sabe

    Merval Pereira, O Globo

    Ao ser perguntada por jornalistas estrangeiros recentemente por que o país cresce tão pouco em seu governo, a presidente Dilma deu uma resposta espantosa, mas coerente com a atual situação: “Não sei”.

    É preocupante que ela não saiba, mas a resposta confirma a impressão generalizada de que temos à frente do governo uma pessoa incapaz de dar resposta à crise em que o país está instalado.

    O governo da presidente Dilma, com a previsão de que o crescimento do PIB este ano será em torno de 1%, terá o pior desempenho econômico da História republicana, com exceção de dois que tiveram crescimento negativo. O professor Reinaldo Gonçalves, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fez um ranking dos governos brasileiros com base apenas na avaliação econômica desde Deodoro da Fonseca.

    Ele classifica os que tiveram crescimento do PIB abaixo de 2,3% como os piores: além dos governos com queda do PIB durante os mandatos, Collor (-1,3%) e Floriano Peixoto (-7,5%), compõem a lista Venceslau Brás (2,1%) e Dilma Rousseff (2%), isso quando a previsão de crescimento era de 2,1% a 2,2% em 2013-14.

    Em termos de comparação, governos “medíocres” foram aqueles que tiveram crescimento do PIB entre 2,3% (Fernando Henrique) e 3,1% (Campos Salles). Entre eles estão Afonso Pena (2,5%) e João Figueiredo (2,4%). A taxa média anual de crescimento do PIB brasileiro é de 4,5% no período republicano; a taxa de crescimento médio anual do PIB mundial é 3,5%.

    Para o governo Dilma chegar à classe “medíocre”, seria necessário que as taxas de crescimento médio anual do PIB fossem maiores do que 2,8% em 2013-14, impossível de se concretizar diante do crescimento pífio de 2,5% ano passado e de previsão pior ainda este ano.

    chest- eu sei, porque seremos amanhã Detroit.

  421. Guatambu said

    Hahahaha

    E essa notícia?

    http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/06/1475199-invasao-latina-frustra-planos-de-prostitutas-no-rio.shtml

    A América Latina tá lascada mesmo…. prostitutas reclamando que os nossos hermanos não querem sexo, só apertam e vão embora… nem pagam drinks!

    hahahahahaha

  422. Pax said

    Do Pedro Doria em seu Facebook:

    Pedro Doria compartilhou um link.
    há 3 horas próximo a Rio de Janeiro
    No iG, Renato Janine Ribeiro faz uma leitura muito interessante da história recente do Brasil. Estamos vivendo a quarta onda pós Nova República. Ou, como ele chama, quarta agenda.

    A primeira foi pelo fim da ditadura.

    A segunda, a agenda do fim da inflação.

    A terceira é a agenda social.

    A quarta, iniciada nos protestos de 2013, clama por melhores serviços públicos.

    Segundo o professor, a implementação de cada uma destas agendas durou entre dez e vinte anos. Se ele estiver correto, há um novo processo de mudança em curso.

    É reconfortante ver essa mudança como um processo paulatino e contínuo. Mas, se ele estiver certo, esta quarta será a mudança mais difícil, que enfrentará mais resistências. É porque mexe na essência da estrutura de poder no Brasil. Aquela na qual ninguém jamais quis mexer. Sequer tentou.

    Raymundo Faoro e seu ‘Os Donos do Poder': o poder no Estado brasileiro se dá através do controle das grandes burocracias públicas — incluindo-se aí os serviços. Com estilos diferentes, os governantes, quase todos eles, utilizam-se do poder que têm sobre os serviços e as verbas do governo para eleger empresas, pessoas, beneficiar quem lhes interessa. Houve raros momentos em que se tentou mudar este processo — Rui Barbosa, nos primeiros anos da República, tentou implantar um regime liberal capitalista. Foi um desastre, tanto pela incompetência da política econômica quanto pela resistência.

    A elite é movel. Quando o poder muda de mãos, há quem ganhe, há quem perca. Às vezes gente nova ascende. Mas a estrutura pela qual o poder se dá não muda. É de onde nasce a expressão ‘Estado patrimonial’. O público é feito privado, usado em função dos interesses de quem está no poder em mantê-lo. É assim com o PT, foi com o PSDB. Sempre foi assim. Na Ditadura, na democracia de antes, com Vargas, na Velha República, no Império, na Colônia. Já era assim em Portugal antes de 1500.

    Para que os serviços públicos melhorem eles precisarão, ora, se voltar para o público. Muda a lógica de como o Brasil funciona. É aí que o Brasil muda mesmo.

    Tomara…

    Aqui o link

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-06-22/brasil-esta-diante-da-agenda-da-vida-da-liberdade-defende-filosofo-da-usp.html

  423. Guatambu said

    Pax,

    Gostei da análise.

    Para mim faz sentido.

  424. Chest said

    Pode esperar sentado, não tem dinheiro. Nem Sarney nem o barnabé da repartição quer perder a boquinha. Ou faz uma reforma capitalista ou essa social-democracia vira Detroit.

  425. Pax said

    Também gostei, caro Guatambu.

    Sem histeria, sem flaxfluzismo.

    Cá, por exemplo, acredito que as Agências Reguladoras, são um excelente exemplo onde Lula e Dilma erraram profundamente.

    Mas, sabe como é, compromissos são compromissos…

  426. Guatambu said

    Pax,

    A pergunta, no entanto é: quem é o partido que vai se encarregar de trazer eficiência para a máquina pública?

  427. Pax said

    Caro Guatambu,

    Não acho que vai ser partido a, ou b, ou c. No próprio artigo o Renato diz, são todos muito parecidos, cheios de rabos presos etc. A máquina pública vai funcionar quando o público lotar de reclamação, seja na internet, nas passeatas, onde for.

    Esses politicos de hoje são o que são, praticam as mesmas coisas, vivem de receber das empresas que pagam suas campanhas pra superfaturar à frente.

    Não mudou com FHC, nem com Lula, nem com Dilma. Neste aspecto são exatamente iguais.

    Talvez uns mais aporcalhados que outros, mas tudo a mesma porcaria.

  428. Pax said

    Com relação as Agências Reguladoras creio que Lula tenha sido o pior deles.

    Desde a moça, Rosemary, secretária de cama e mesa, colocou em Agência, pra você tomar por base o que rolou. Aí a moça que conheceu o mundo quando a primeira dama não ia, que exigia suítes nas embaixadas brasileiras, montou seu esqueminha com os irmãos Vieira, pra coletas gerais….

    Triste.

  429. Pax said

    Tô dizendo, o Lula… amém… putz, o cara não para de se rebaixar

    http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-06-24/ex-presidente-lula-pressiona-crivella-para-que-aceite-ser-vice-de-lindbergh.html

  430. Pax said

    Já, de outro lado, o Alckmin e seu secretariado… os caras não são black bloc, todo mundo sabe disso.

    http://folha-online.jusbrasil.com.br/noticias/124680939/manifestantes-presos-pertencem-a-organizacao-criminosa-diz-secretario

    Quero mais é que o Alckmin se ferre. O caldo vai engrossar pro lado dele, antes das eleições, é o que a molecada tá dizendo. Vejamos.

  431. Guatambu said

    Pax,

    Mas é isso o que eu estou tentando dizer: a maneira como os partidos estão fazendo política está velho.

    Polarização no discurso

    Aparelhamento da máquina estatal, sem pensar em eficiência

    Um monte de projetos voltados “para a população”, mas na realidade com o objetivo de abastecer os bolsos dos parceiros

    Isso a galera jajá não vai engolir mais.

    Por mais bizarro que pareça, eu vejo a aliança do Eduardo Campos com a Marina, sinalizando essa mudança de discurso, mas ainda assim, apontando para lugar nenhum. Eles entenderam que o modelo antigo já não cola, mas não criaram um modelo novo baseado no que realmente interessa.

    Aliás, acho até interessante as rejeições do próprio Eduardo e Marina:

    – o Eduardo repudiando a atuação da Dilma
    – a Marina repudiando a atuação do Alckmin

    Mas, essas rejeições passam mais uma sensação de falta de identidade que uma “linha de raciocínio” partidária, com propósito e com propostas claras.

    E com relação às propostas então… eu acho até meio vergonhoso, porque é tanta promessa, é um projeto tão ambicioso, que dificilmente sairá do papel. Não dá pra acreditar nisso.

    A coisa tem que ser pé-no-chão.

    Se não for, três coisas acontecem: ou superfatura, ou não acontece, ou acontece pelas metades (vide a Copa).

  432. Elias said

    Lá vou eu desafinar o coro (agora dos descontentes).

    Não acho que a análise desse Janine tenha pernas longas (ou fortes).

    É só um esforço de racionalização, mas sem levar em conta o mosaico todo.

    É como aquele cego que abraça a perna de um elefante e decreta: “O elefante é um animal que se parece com uma árvore!” Um outro cego que apalpasse apenas a tromba já acharia o elefante parecido com uma cobra… E assim por diante.

    O restabelecimento das liberdades democráticas e o combate à inflação, sim, estavam na agenda do brasileiro.

    Já a “agenda social” nunca existiu como preocupação nacional.

    O que aconteceu foi que, uma vez no Governo Federal, o PT ampliou o alcance de alguns programas assistenciais que estavam no seu projeto político desde a conquista das primeiras prefeituras. Mas é falso dizer que Lula foi eleito graças a isso. Esses programas assistenciais nem mesmo ocuparam lugar de destaque na campanha eleitoral de 2002…

    Também é falso dizer que a tal “agenda social” — como se ela existisse… — tenha sido cumprida, e, agora, deve dar lugar a outra agenda.

    Afirmar isso é pular uma passagem, até porque os programas assistenciais não impactam estruturalmente. Eles apenas servem de ponte… Têm caráter provisório e, acima de tudo, compensatório.

    Os programas assistenciais só têm eficácia se onde e quando a economia cresce a taxas significativas (ou seja, mais altas que o crescimento líquido da população), o que fará com que o aparelho produtivo absorva, progressivamente, parcelas da população que estão nas linhas assistenciais, de modo que estas se tornem progressivamente desnecessárias para quem foi absorvido, podendo ser redirecionadas para outros beneficiários. Esse é o tal “círculo virtuoso” do combate à pobreza.

    Isso é o óbvio do óbvio do óbvio da Administração Pública, de qualquer lugar e época, quando enfocado o combate à pobreza.

    Como a economia brasileira não está crescendo a taxas significativas, certo como dois e dois que os programas assistenciais deixam de apresentar a eficácia que deles se espera. Isso porque as parcelas da população que eles atendem, tendem a permanecer neles (já que não são absorvidas pelo aparelho produtivo), e o atendimento de mais parcelas passa a demandar mais recursos do que o Estado pode dispor.

    Em outras palavras: sem crescimento econômico significativo, os programas assistenciais se tornam tão pesados economicamente, que se torna impossível mantê-los, e, muito menos, aumentar o seu alcance.

    Aí a tal “agenda social”, supondo-se a absurda hipótese de sua fictícia existência, voltaria à estaca zero.

    Esse é, precisamente, o risco que o Brasil enfrenta agora: em termos sociais, o retorno à exata condição em que o país se encontrava, quando Lula deflagrou o processo de atenção às parcelas de mais baixa renda…

    Os protestos de 2013, por seu turno, foram extremamente multifacetados, a depender das características de cada local. Em SP, houve uma certa predominância das reivindicações pela melhoria dos serviços públicos. No Nordeste e no Norte, a coisa pegou mais por habitação, reforma agrária, titulação de terras, financiamento de pesca… Por aí.

    Não dá pra passar uma régua, e reduzir isso a uma bandeira comum.

    De mais a mais, manifestação pela melhoria dos transportes públicos nunca foi novidade no Brasil. No final dos anos 1950/início dos 1960 elas pipocaram em todo o Brasil…

    E por aí afora…

    Putz!

  433. Elias said

    Já seria um enorme avanço se a agenda nacional fosse o combate à corrupção; a moralização da política, da gestão pública, etc.

    Nem isso é verdade.

    Só um doido varrido não percebe que o debate sobre a corrupção está viciado, porque partidarizado. É aquele troço, do qual o Pax tanto falou, de dizer que “meu ladrão é menos ladrão que o teu…”.

    Na maior parte dos casos, que vocifera contra a corrupção, hoje, o faz apenas porque pretende substituir um ladrão inimigo por um ladrão amigo…

    É preciso ser muito tapado pra se deixar enganar por isso.

  434. Pax said

    Minha frase é um pouco diferente: meu ladrão é melhor que o teu.

  435. Otto said

    Criança feia não tem pais, mas as bonitas todo mundo quer. Por onde andam as pessoas que estavam com Lula, há 7 anos, na luta para trazer a Copa, inclusive Marina Silva? Sumiram todas, outras, como Cabral e Dudu, traíram o PT e se esconderam. Agora, como o patinho feio virou cisne, até Aécio já diz que quer ver o jogo no Mineirão, mas que não tem ingresso. O fato de não ter ingresso já demonstra qual era sua expectativa para a Copa. E, na cara dura, ele mente, diz que sempre foi aplaudido. Os neurônios queimados não lembram mais do coro de milhares de pessoas, lá mesmo, ecoando “ei Maradona, vai te foder, o Aécio cheira mais do que voce”. Ou será que ele considera isso aplauso?

  436. Chesterton said

    Até tu, Clóvis?

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2014/06/1475187-disparando-sobre-o-mensageiro.shtml

  437. Elias said

    “Minha frase é um pouco diferente: meu ladrão é melhor que o teu.”

    Que bom que tu percebeste a diferença.

    Agora posso dormir tranquilo…

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