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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘ACM’

O Dia do Fico

Publicado por Pax em 05/08/2009

“Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”.

José Sarney, que ordena as decisões de Lula e desordena o Senado, repete o príncipe regente D Pedro I e diz ao povo brasileiro que se é para o bem do status quo, ele fica.

A sequência do Dia do Fico em 9 de janeiro de 1822 foi a declaração da Independência do Brasil em 7 de setembro do mesmo ano.

A consequência do Dia do Fico de Sarney, de 5 de agosto de 2009, será percebida em 3 de outubro de 2010.

Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal – Foto: Wikipédia

Sarney reafirma que não renunciará à presidência do Senado

Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reafirmou há pouco que não renunciará por conta da pressão de partidos e senadores de vários partidos. No discurso que faz em plenário, o parlamentar disse que “nenhum senador é maior que o outro” e, por isso, não podem pedir a ele que renuncie.

Brasília - Senadores acompanham o pronunciamento do presidente do Senado, José Sarney, no plenário da Casa Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Brasília – Senadores acompanham o pronunciamento do presidente do Senado, José Sarney, no plenário da Casa Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Sarney também comentou as representações e denúncias apresentadas ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Segundo ele, há decisões judiciais que proíbem a abertura de processos no conselho com base em denúncias publicadas pela imprensa. “O Conselho de Ética é um conselho julgador. Há diversas decisões judiciais que não permitem a abertura de processo por causa de notícia de jornal.”

O presidente disse ainda que não foi responsável por todos os atos secretos descobertos pela administração da Casa, como vem sendo noticiado pela imprensa.

Sarney apresentou os números de atos secretos nos últimos 14 anos. Na primeira vez que administrou a Casa, em 1995, Sarney ele disse que foi um. Na gestão de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), já falecido, foram 11. Na administração de Jader Barbalho (PMDB-PA), um boletim. Na de Edison Lobão (PFL-MA), não foi publicado nenhum ato secreto.

Na segunda administração de Barbalho, foram três boletins administrativos secretos. Na segunda presidência de Sarney, foram 33 atos secretos. Nas duas gestões de Calheiros, foram 229 atos secretos. Nos dois meses em que Tião Viana (PT-AC) presidiu a Casa foram editados nove atos secretos. Durante a presidência de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), foram 106 atos secretos.

Enviado em ACM, Atos Secretos, Edison Lobão, Garibaldi Alves, Jader Barbalho, José Sarney, Pandorama, Renan Calheiros, Senado, Tião Viana | 5 Comentários »

Agaciel diz que senadores sabiam de ‘atos secretos’

Publicado por Pax em 13/06/2009

Josias de Souza – Folha Online

Em entrevista à repórter Adriana Vasconcelos, Agaciel Maia, o ex-todo-poderoso diretor-geral, joga gasolina na fogueira que arde no Senado.

Em timbre ameaçador e peremptório, Agaciel diz que “ninguém pode alegar que não sabia” dos atos secretos editados na Casa.

Contabilizaram-se, por ora, 500 decisões secretas. Muitas delas referem-se à efetivação de servidores –parentes e amigos de senadores e de altos funcionários.

Segundo Agaciel, foram os próprios senadores que preencheram as vagas ocupadas secretamente, à margem do boletim diário do Senado.

Agaciel diz, de resto, que “as decisões foram referendadas por um colegiado”, a Mesa diretora do Senado.

Durante os 14 anos do mandarinato de Agaciel, responderam pela presidência do Senado: José Sarney, ACM, Jader Barbalho, Renan Calheiros e Garibaldi Alves.

Continua…

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E o Edmar Moreira do castelo? Uma operação abafa é montada para protegê-lo

Publicado por Pax em 26/03/2009

Um comentário no post abaixo me fez ir ao blog do comentarista.

Sugiro aos leitores que o conheçam também. Há um bom vídeo sobre a operação abafa que estão fazendo pra proteger o Edmar Moreira, o tal deputado do castelo mineiro. O vídeo é do Fernando Rodrigues, jornalista do UOL, mas respeito os caminhos da teia da internet e coloco o blog do comentarista a quem agradeço a dica.

Enviado em ACM, DEM, Edmar Moreira | 1 Comentário »

Sarney, ACM e Renan criaram 4.000 vagas no Senado

Publicado por Pax em 26/03/2009

da Folha de S.Paulo, em Brasília

Nos últimos 14 anos, atos assinados por três senadores ajudaram a inchar o Senado, que hoje tem cerca de 10 mil servidores para atender a apenas 81 congressistas. Deste total, cerca de 4.000 vagas foram criadas a partir de 1995 e são preenchidas por indicação política, os chamados comissionados.

Nem todas as vagas são preenchidas. Mesmo assim, o número atual de comissionados (3.000) e terceirizados (3.500) é 116% maior do que os 3.500 concursados.

A multiplicação dos cargos de livre nomeação no Senado começou a partir do primeiro mandato de José Sarney (PMDB-AP), e continuou nas gestões de Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Por atos administrativos, criaram cargos e permitiram aos senadores dividirem as novas vagas.

A divisão possibilitou que com o salário de um cargo (o maior valor é de R$ 10.869,34), os senadores pudessem contratar até oito pessoas com salários menores. O pagamento de hora extra cheia (R$ 2.650) para servidores do Senado é uma forma de aumentar os salários, que ficam menores com a divisão dos cargos. Os pagamentos de hora extra e outros adicionais não são registrados nem nos contracheques para evitar a divulgação do subterfúgio.

Sarney inaugurou a prática da multiplicação dos cargos no seu mandato de 1995 a 1997, repetida por outras gestões.

Por isso atualmente cada gabinete pode contar com até 53 servidores nomeados, além de até nove efetivos, o que corresponde a números de uma pequena empresa, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Na Mesa Diretora, que reúne sete senadores, com essa regra, cargos comissionados podem chegar a 692. A média salarial destes servidores sem concurso é de R$ 8.000.

Até 1995, os gabinetes funcionavam com um assessor e três secretários parlamentares, estrutura que perdurava havia 20 anos. Sarney criou dois cargos e permitiu a divisão de um deles em quatro. Com isso, o número de vagas comissionadas passou de 400 para 900.

Sucessor de Sarney, ACM, morto em 2007, que presidiu de 1997 a 2001, ampliou o poder de indicação dos senadores. Criou dois cargos e permitiu que um deles fosse dividido em até oito e o outro em até quatro, o que provocou nova explosão de comissionados –mais 1.200 cargos. Também foi ACM quem permitiu aos senadores lotar servidores não concursados em qualquer local do país. Sarney, em nova gestão, de 2003 a 2005, criou mais um cargo multiplicado em oito.

Renan presidiu a Casa de 2005 a 2007, quando criou três cargos comissionados para atender a presidentes de comissão. Foi na gestão de Renan que os suplentes com cargo na Mesa (quatro, no total), também ganharam metade da estrutura dos membros titulares.

O desdobramento dos cargos fica a critério dos senadores. Eduardo Suplicy (PT-SP), por exemplo, tem 12 comissionados. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que apresentou projeto cortando esses cargos em 50%, tem 30.

“Trem da alegria”

Entre os servidores efetivos, nem todos são concursados. Estes somam cerca de 1.200.

Entre 1971 e 1984, os senadores aproveitaram para efetivar servidores por meio de atos administrativos, embora isso fosse vedado pela Constituição. A atual líder do governo no Senado, Roseana Sarney (PMDB-MA), é servidora do Senado graças a um “trem da alegria” de 1982 assinado pelo então senador Jarbas Passarinho. O último foi pilotado por Moacyr Dalla, em 1985, e colocou 500 pessoas na Casa.

O Senado também tem 3.500 servidores terceirizados. Na sua primeira gestão, Sarney permitiu a contratação de empresas para fornecer mão de obra à estrutura de comunicação da Casa. A Constituição, porém, permite apenas a terceirização no caso de função atípica ao serviço público.

Em 2008, o Senado gastou R$ 128 milhões com empresas de terceirização. Vinte e nove empresas têm contratos com a Casa desde 2006.

Os gastos com servidores no Senado no ano passado foram de R$ 2,3 bilhões, contra R$ 2,6 bilhões da Câmara que tem 513 deputados e cerca de 15 mil funcionários.

Outro lado

O senador José Sarney (PMDB-AP) disse, por meio da assessoria, que o crescimento na estrutura administrativa do Senado é fruto de várias gestões e de práticas do passado em que as áreas administrativas levavam propostas para a comissão diretora, formada por um grupo de senadores, avalizar.

As mudanças propostas pelos servidores eram vistas pelos senadores como meros atos burocráticos. Na semana passada, ele anunciou um acordo com a Fundação Getúlio Vargas para uma auditoria administrativa na Casa.

Renan Calheiros (PMDB-AL) vai mais longe. Para ele, “os servidores do Senado acumulam privilégios desde que a Casa foi transferida do Rio para Brasília. Naquele momento Juscelino Kubitschek dobrou o salário dos servidores, o que gera distorções até hoje. É por isso que muitos servidores ganham mais que os senadores. Isso precisa ser enfrentado”. Sobre os cargos que criou, Renan disse que essa é mais uma atribuição do primeiro-secretário que do presidente.

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”Clube de amigos” do Senado faz folha de pagamento crescer 42%

Publicado por Pax em 22/03/2009

Gasto com pessoal saltou de R$ 2,1 bilhões em 2007 para R$ 3 bilhões neste ano; diretor recebia até R$ 20 mil

Marcelo de Moraes, BRASÍLIA – Estadão

Nos últimos 45 dias, sem votar projetos, o Senado foi atropelado por uma crise ética que paralisou a Casa e deixou como saldo a pior imagem para uma instituição pública: a de que virou um espaço para servir a interesses privados. Pela boca dos próprios parlamentares e de representantes da sociedade civil, que acompanharam de perto o desenrolar da crise, as práticas do Senado são vistas como típicas de “um clube de amigos” que fez “um pacto de silêncio”.

A mistura de ineficiência e desmando político-administrativo consentida pelos próprios senadores pode ser medida só com os números da galopante folha salarial. Os R$ 2,1 bilhões gastos em 2007 subiram para R$ 2,8 bilhões no ano passado. Para este ano, a folha salarial é de R$ 3 bilhões – 42,8% de aumento em dois anos. Uma conta fácil de explicar porque muitos dos diretores do Senado, que cuidam só de serviços gerais, ganham até R$ 20 mil mensais.

Foram as feridas políticas abertas com a disputa pelo controle da Presidência – ganha pelo senador José Sarney (PMDB-AP) contra Tião Viana (PT-AC) – que destravaram a briga fratricida entre setores de PMDB e PT e deflagraram uma onda de revelações sobre os maus costumes da Casa.

Isso resultou na descoberta de pagamentos de horas extras em mês de recesso parlamentar (janeiro), fartura de cargos de direção (leia na página 6), uso indevido de imóveis funcionais por diretores, má utilização de verbas indenizatórias, entre outros problemas. Em um mês e meio, esse turbilhão se tornou o centro de cada conversa no Senado, e nada foi discutido ou votado fora dessa “agenda”.

“O Senado está praticando uma autofagia. Descemos abaixo do limite que poderíamos ir. Não se vota nenhum projeto aqui dentro e nem a crise financeira internacional está na pauta”, constata o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mensalão, em 2005. “Vou ser sincero. Posso ser muito mais útil como homem público não vindo ao Senado e discutindo fora daqui questões que tratam do pré-sal ou do projeto do cadastro positivo, por exemplo”, acrescenta o senador petista.

Delcídio e outros senadores concordam que a crise ética que explodiu em 2009 é fruto de um longo período de hábitos inadequados na Casa.

Desde o início do ano, esses problemas já provocaram, por exemplo, a queda de dois dos principais diretores do Senado (Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi) e a descoberta do gigantesco e inexplicável organograma da Casa, que comportava absurdas 181 diretorias – sexta-feir”a, depois de muita pressão social, 50 desses cargos foram cortados.

“CLUBE DE AMIGOS”

“O Senado se tornou um clube de amigos”, reconhece o senador Renato Casagrande (ES), líder do PSB. “Alguns condutores do Senado transformaram o ambiente em algo muito ruim nos últimos anos”, avalia. E completa: “Há muito tempo, o Senado tem gestões ineficazes, muito viciadas. É uma instituição que ficou anacrônica e desconectada da sociedade”.

A sequência de revelações negativas envolvendo o Congresso não aconteceu por acaso. O marco dessa crise é a eleição no dia 2 de fevereiro dos novos presidentes do Senado e da Câmara: José Sarney e Michel Temer (PMDB-SP), respectivamente. Veteranos da vida política, a vitória dos dois foi interpretada como uma sinal de conservadorismo do Congresso. No caso da eleição de Sarney, o grupo derrotado por ele – liderado pelo senador Tião Viana – qualificou o resultado como um atraso para o Parlamento.

A partir daí, começam as denúncias no Senado, fruto da não cicatrização da disputa de poder, embora Sarney e Viana neguem qualquer envolvimento com a produção dos escândalos. O senador acreano acabou tendo, inclusive, que explicar o empréstimo de um telefone celular da Casa usado pela filha dele numa viagem ao México – ele pagou a conta, mas não revelou de quanto foi o gasto.

“A sensação que tenho é que, por conta dos efeitos da disputa pela Presidência, se quebrou uma espécie de pacto de silêncio que existia entre os senadores sobre os problemas que existiam lá. Porque não é possível se esconder dos senadores a quantidade de diretorias existentes ou o pagamento de horas extras quando não há trabalho. Sabiam de tudo isso, mas a insatisfação mútua entre os dois grupos que disputaram o comando provocou a quebra desse paradigma do pacto do silêncio”, avalia o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto.

JADER E ACM

A situação lembra a briga de 2001 que envolveu os então poderosos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), já falecido, e Jader Barbalho (PMDB-PA), hoje deputado federal. Jader conquistou a Presidência do Senado e passou a ser torpedeado por ACM, seu inimigo declarado. A guerra entre os dois senadores provocou o surgimento de uma série de dossiês com denúncias contra ambos, tornando a situação dos dois insustentável – ambos renunciaram para escapar da cassação.

A guerra atual chegou a um grau de belicismo que assustou até o Planalto. No meio da semana, a pedido do presidente da República, PT e PMDB anunciaram uma trégua.

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