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Arquivo da categoria ‘Action Group International Limited’

Mais denúncia contra Marcos Valério

Publicado por Pax em 18/09/2009

As notícias chegam atreladas, o MP de MG acaba de oferecer mais uma denúncia contra Marcos Valério: foram efetuadas, entre os anos de 1998 e 2000, várias remessas ilegais de dinheiro ao exterior, em valores que ultrapassaram US$ 620 mil

Foto: José Cruz/ABr

MPF/MG oferece mais uma denúncia contra Marcos Valério e ex-sócios por lavagem de dinheiro

17/9/2009 15h43 – Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

De acordo com a denúncia, foram efetuadas, entre os anos de 1998 e 2000, várias remessas ilegais de dinheiro ao exterior, em valores que ultrapassaram US$ 620 mil

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) ofereceu nova denúncia contra Marcos Valério Fernandes de Souza e seus ex-sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso. Eles são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com a denúncia, foram efetuadas, entre os anos de 1998 e 2000, várias remessas ilegais de dinheiro ao exterior, em valores que ultrapassaram US$ 620 mil. Os valores foram movimentados através da conta Beacon Hill, pertencente ao esquema do Banestado.

A Beacon Hill Service Corporation funcionava como uma espécie de “instituição financeira” através de uma conta mantida no JP Morgan Chase/NY. Apelidada de conta-ônibus, ela abrigava dezenas de outras subcontas, pertencentes em sua maioria a doleiros brasileiros, que operavam entre si por meio de um sistema de compensação paralelo, à margem da lei. Uma das subcontas mantidas junto à Beacon Hill era justamente a conta da Lonton Trading, uma offshore, constituída pelas leis das Ilhas Virgens Britânicas, que foi utilizada pelos acusados para movimentar ilegalmente divisas no exterior.

Os recursos eram transferidos para o exterior, via contas CC5, e a Lonton Trading, por sua vez, emitia cheques no Brasil com o objetivo de quitar supostos débitos de responsabilidade da SMP&B, empresa pertencente aos acusados. Durante as investigações, apurou-se que os valores eram remetidos ao exterior, mas, na contabilidade da SMP&B, apareciam como lançamentos a favor de empresas brasileiras.

Na verdade, segundo o MPF, esse processo de lavagem de dinheiro tinha o objetivo de viabilizar a dissimulação da natureza e origem dos valores provenientes de crimes contra a Administração Pública decorrentes do esquema que ficou conhecido como mensalão mineiro.

Brasília - O senador Eduardo Azeredo fala durante a reunião das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática para analisar mudanças no relatório do projeto que institui a reforma eleitoral  Foto: a

Foto: Agência Brasil (no site não diz o nome do fotógrafo)

Campeonato Mundial de Supercross – O esquema que deu origem ao chamado mensalão mineiro foi descrito minuciosamente na denúncia oferecida pelo procurador-geral da República perante o STF em 20 de novembro de 2007. A denúncia relatava que as empresas DNA Propaganda e SMP&B, pertencentes a Marcos Valério, Clésio Andrade, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, supostamente criadas para atuar na área de comunicação e publicidade, mas sabidamente voltadas para a atividade de lavagem de dinheiro, foram utilizadas para desviar quantias milionárias de estatais mineiras. Destinados a patrocinar eventos esportivos, os recursos, na verdade, eram repassados clandestinamente à campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo.

Um dos eventos esportivos citados na denúncia do mensalão mineiro foi justamente o Campeonato Mundial de Supercross, Etapa Brasil, 1999/2000. Esse campeonato, juntamente com o Iron Biker – O Desafio das Montanhas e o Enduro Internacional da Independência, foi utilizado como pretexto para que empresas estatais – no caso a Comig, a Copasa e o extinto Bemge – pudessem repassar recursos para a SMP&B. Durante as investigações, foram encontradas movimentações financeiras diretamente relacionadas com o Campeonato Mundial de Supercross, em transações envolvendo a Lonton Trading e a empresa Action Group International Limited, a mando da SMP&B, numa triangulação contábil que evidenciou o ciclo da lavagem de dinheiro.

O grupo também esteve envolvido em crimes contra o sistema financeiro nacional. Em novembro do ano passado, o MPF em Belo Horizonte denunciou Marcos Valério, Ramon Holerbach e Cristiano Paz, juntamente com gestores do Banco Rural, por negociações envolvendo empréstimos temerários, que tinham o único objetivo de movimentar os recursos empregados na campanha eleitoral ao governo do estado e remunerar os acusados pelos serviços criminosos prestados.

Para o MPF, todos esses crimes – evasão de divisas, crimes contra a Administração Pública e contra o sistema financeiro – são antecedentes do crime de lavagem de dinheiro de que são agora acusados Marcos Valério, Ramon Rhollerbach e Cristiano Paz.

“Apesar de já terem sido oferecidas outras denúncias, as investigações quanto à movimentação ilegal de recursos no exterior prosseguiram. Nessa nova denúncia foi imputada ao grupo a evasão de divisas e lavagem de dinheiro referente a transações bancárias não albergadas nas outras denúncias, pois quando aquelas foram oferecidas ainda não havia prova hábil para tanto”, afirma o MPF.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Minas Gerais

Enviado em Action Group International Limited, Banco Rural, Banestado, Beacon Hill Service Corporation, Bemge, Clésio Andrade, Comig, Copasa, Cristiano de Mello Paz, Eduardo Azeredo, Lonton Trading, Marcos Valério, Operação Satiagraha, Ramon Hollerbach Cardoso, SMP&B | Deixar um comentário »

 
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