Segundo reportagem de Fausto Macedo e Bruno Tavares do Estadão, a Operação Caixa Preta da Polícia Federal aponta desvios por superfaturamento, por volta de R$ 1 bilhão, nas obras dos grandes aeroportos brasileiros . Uma complicação a mais para o PT, pois os indícios apontam para a gestão do falecido Carlos Wilson, que “foi filiado à antiga Arena, ao PMDB, ao PSDB e, por último, ao PT. Ele morreu em abril de 2009, aos 59 anos, vítima de câncer”.
As obras foram contratadas durante o primeiro mandato do governo Lula, segundo a notícia, entre 2003 e 2006.
Um grande problema. Do tamanho de R$ 991,8 milhoes. Leia abaixo.
Atualização: Em setembro de 2009 a Agência Estado já havia anunciado a investigação da Política Federal. E a notícia foi colecionada no blog. Clique aqui.
PF aponta superfaturamento de R$ 1 bi em obras de aeroportos
Relatório diz que esquema de fraudes em licitações foi feito pela cúpula da Infraero na gestão Carlos Wilson
Fausto Macedo e Bruno Tavares, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO – A Polícia Federal apontou superfaturamento de R$ 991,8 milhões nas obras de dez aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) – Corumbá, Congonhas, Guarulhos, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Macapá, Uberlândia, Vitória e Santos Dumont. Todas as obras foram contratadas durante o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2006.
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Relatório final da Operação Caixa Preta sustenta que o desvio é resultado de um esquema de fraudes em licitações arquitetado pela cúpula da estatal na administração Carlos Wilson, que presidiu a Infraero naquele período. Ex-deputado, ex-senador e ex-governador de Pernambuco (1990), Carlos Wilson foi filiado à antiga Arena, ao PMDB, ao PSDB e, por último, ao PT. Ele morreu em abril de 2009, aos 59 anos, vítima de câncer.
Os principais assessores de Wilson no comando da Infraero foram enquadrados pela PF: Josefina Valle de Oliveira Pinha, ex-advogada-geral do Senado que exerceu a função de superintendente jurídica da estatal; Adenahuer Figueira Nunes, ex-diretor financeiro, e Eleuza Lores, ex-diretora de engenharia – o indiciamento de Eleuza foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça.
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