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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘Admaster Participações’

Operação Caixa de Pandora

Publicado por Pax em 27/11/2009

Operação da PF envolve deputados, secretários e conselheiro do Tribunal de Contas do DF

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje (27), a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), envolve pelo menos três deputados distritais, secretários de governo e um conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Segundo a assessoria do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (DEM), um dos envolvidos na operação da PF, os policiais teriam levado documentos e os computadores do chefe de gabinete da presidência e do chefe do gabinete pessoal de Prudente.

Brasília - O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, diuscursa na abertura do seminário Gestão Pública: Profissionalismo, Eficiência e Experimentalismo, promovido pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) de São Paulo Foto: Gervásio Baptista/ABr Brasília – O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda

Foto: Gervásio Baptista/ABr

Ainda de acordo com a assessoria do deputado, não havia, entre os mais de 20 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorização para que os agentes entrassem no gabinete da presidência, mas Prudente teria autorizado os agentes a ingressar no local e levar o que julgassem necessário.

Os policiais também estiveram nos gabinetes dos deputados Eurides Brito (PMDB) e Rogério Ulysses (PSB). Em ambos, teriam levado apenas documentos como registros de chamadas e outros papéis de menor importância. De acordo com a assessoria dos dois parlamentares, os advogados de ambos já estão tentando obter, no STJ, acesso ao processo para saber o motivo das buscas.

A casa e o gabinete do secretário de Educação, José Luiz Valente, também foi alvo dos policiais. Em nota, o secretário diz que os agentes pediram para ele entregar documentos e um notebook. “Tiveram acesso a tudo o que desejavam. Estou à disposição do Departamento de Polícia Federal para o que for necessário, mas me reservo o direito de só me pronunciar publicamente sobre o assunto quando tiver informações completas do que se trata”.

No Tribunal de Contas, os agentes apreenderam documentos do conselheiro Domingos Lamoglia. ex-chefe de gabinete do governador José Arruda, que foi o responsável por indicá-lo para o tribunal. Lamoglia tomou posse no cargo há um mês. O conselheiro não foi ao tribunal hoje.

Procurada pela reportagem, a PF informou que o processo corre em segredo de Justiça e que, portanto, os detalhes sobre a operação não podem ser divulgados.

Leia mais no link do Estadão abaixo, em reportagem de João Bosco Rabello

Escuta flagra Arruda orientando distribuição de propina

E na Agência Estado

Líder do DEM diz que partido mantém confiança em governador do DF

Enviado em Adler, DEM, Domingos Lamoglia, Eurides Brito, Gilberto Lucena, Infoeducacional, Joaquim Roriz, José Arruda, José Geraldo Maciel, José Luiz Valente, Leonardo Prudente, Linknet Tecnologia e Comunicações Ltda, Operação Caixa de Pandora, PMDB, PSB, Rogério Ulisses, Rogério Ulysses, Vertax | Deixar um comentário »

Doleiro e laranja são presos no Rio por saques em conta de empresa fantasma

Publicado por Pax em 23/06/2009

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O doleiro Jadair Fernandes de Almeida e o laranja Raimundo Antônio de Oliveira foram presos na manhã de hoje (23), no Rio, por determinação do juiz federal Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O doleiro já era investigado pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia e Oliveira, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), acabou sendo incluído pelo juiz entre os réus dessa operação.

Segundo o Ministério Público Federal de São Paulo, Oliveira tentou sacar R$ 370 mil da Admaster, empresa criada para simular remessas de diretores do grupo Camargo Corrêa ao exterior, que teve os bens bloqueados pela Justiça Federal. De acordo com o Ministério Público, a Admaster, que simulava ser uma empresa de softwares (programas de computador), é de propriedade de Jadair Fernandes de Almeida e teria Oliveira como sócio.

Conforme a denúncia, a Camargo Corrêa simulava importar softwares da Admaster, que funcionava apenas como laranja, servindo para dar aparência de legalidade às remessas de dinheiro do grupo para uma empresa com sede no Uruguai, de onde era então remetido para contas particulares em outros países.

Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu que a Admaster ficava localizada numa estrada de terra em um bairro de Saquarema, no Rio de Janeiro, sem indícios de que haveria atividade empresarial no endereço indicado.

Ontem (22), o juiz recebeu a primeira denúncia do Ministério Público sobre a operação, apontando a participação de 11 pessoas em crimes de fraude em operação financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Enviado em Admaster Participações, Jadir Fernandes de Almeida, Operação Castelo de Areia, Raimundo Antônio de Oliveira | Deixar um comentário »

Executivos da Camargo Corrêa denunciados por evasão e lavagem de dinheiro

Publicado por Pax em 01/06/2009

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) denunciou três executivos da construtora Camargo Correa e quatro doleiros por fraude em operação financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

MPF/SP denuncia executivos da Camargo Correa por evasão e lavagem de dinheiro

Do site do Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

Operação Castelo de Areia trouxe provas documentais que confirmaram o conteúdo das interceptações telefônicas que deram origem à operação

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) denunciou três executivos da construtora Camargo Correa e quatro doleiros por fraude em operação financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Os crimes foram descobertos pela Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, realizada em março deste ano. Um quarto executivo da empresa e duas secretárias da empresa podem responder por evasão de divisas e quadrilha.

Para a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia, as buscas e apreensões realizadas nas casas e nos endereços comerciais dos acusados permitiram a apreensão de uma “farta gama de provas”, que comprovou “a existência de articulada e sofisticada organização criminosa operada por doleiros e diretores da empresa Construções e Comércio Camargo Correa (CCCC) para a prática de atividades de câmbio ilegal paralelo, inclusive dólar-cabo, evasão de divisas, fraude contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

O principal esquema de evasão, câmbio ilegal e lavagem desvendado pela operação, na avaliação do MPF, foi a criação de um esquema de importação de softwares pela CCCC, por meio de contratos de câmbio forjados firmados entre a Empresa Admaster Participações Ltda. com o Unibanco e com o Banco Central, mas sob aparente legalidade. Na prática, entretanto, havia simulação de importações e os pagamentos eram feitos, sob ordens dos diretores da CCCC para a empresa Surpark no Uruguai, pertencente a um dos doleiros integrantes do grupo.

A partir da Surpark, as quantias eram remetidas pelos doleiros integrantes do esquema, via dólar-cabo, para outros países, por ordem de Pietro Bianchi, Fernando Dias Gomes e Dárcio Brunato, diretores da CCCC, com suposto destino a contas particulares dos diretores, da empresa ou do grupo. Bianchi e Dias Gomes participam também de outras empresas do grupo Camargo Correa. Dólar-cabo é uma operação ilegal de câmbio em que o dinheiro é remetido via compensação, sem transferência física e sem controle dos órgãos estatais.

A empresa Admaster Participações, pertencente ao doleiro carioca Jadair Almeida, e que foi utilizada como “laranja” das operações de importação, constava em 2008 como empresa sem movimentação financeira na Receita Federal. Além disso, não há registros de importações em nome da Admaster.

Segundo o esquema montado pela organização, e para ocultar os executivos da CCCC como os verdadeiros autores das remessas, foi firmado contrato entre a companhia e a Soft Consultoria Ltda, para fornecimento de softwares. Para simular a importação, a Soft subcontratou a Admaster, que formalmente importava os produtos da Surpark, com sede no Uruguai. A partir daí, o dinheiro era remetido via-cabo para a Surpark Cayman e, de lá, para vários países da Europa, Ásia e África.

Pelo confronto entre as interceptações telefônicas e o material apreendido “in loco”, ficou patente que o doleiro Kurt Paul Pickel coordenava as operações que eram executadas, na prática, por Almeida e pelo parceiro Diney Matos e os doleiros Paco e Raul, os dois últimos, baseados no Uruguai, sob as ordens de Bianchi, Brunato e Dias Gomes.

Cabia a Pickel a indicação de contas no exterior para as devidas remessas e compensações dos valores a serem creditados ou debitados em contas no exterior. Contabilidade paralela dessas operações foi encontrada pela PF nas operações de busca realizadas. Apenas em um dos documentos encontrados na busca está registrado que as remessas efetuadas por tais doleiros, durante o ano de 2008, somaram mais de US$ 30 milhões.

Continua…

Enviado em Admaster Participações, Camargo Corrêa, Dárcio Brunato, Diney Matos, Fernando Dias Gomes, Jadair Almeida, Kurt Paul Pickel, Operação Castelo de Areia, Pandorama, Pietro Francesco Giavina Bianchi, Soft Consultoria Ltda, Surpark | 4 Comentários »

 
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