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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘Agaciel Maia’

O Senado e o suicídio

Publicado por Pax em 27/05/2010

José Sarney e Heráclito Fortes, presidente e primeiro secretário do Senado, parecem estimular o suicídio da casa.

Ano passado, após os escândalos dos Atos Secretos que nomeavam parentes e contratavam empresas suspeitas, entre outras falcatruas, José Sarney foi salvo de um processo na desacreditada Comissão de Ética da casa por uma manobra da base do governo chancelada pelo presidente Lula com a famosa frase “Sarney não pode ser julgado como um homem comum“. Os braços operacionais do esquema, seu afilhado e então diretor geral, o ex todo poderoso Agaciel Maia, e o diretor de recursos humanos, João Carlos Zoghbi, foram exonerados de seus cargos e a Fundação Getúlio Vargas foi convocada para fazer um plano de reestruturação moralizante, segundo Heráclito Fortes. Descobriram-se 181 diretorias para cuidar de 81 senadores, entre outros absurdos. Havia diretor até para cuidar do check in de suas excelências em aeroporto.

Mas a reestruturação era jogo para olhos ingleses. Ou, como disse Giuseppe Tomasi di Lampedusa em seu romance O Leopardo, “tudo deve mudar para que tudo fique como está“.

O novo diretor geral nomeado, Haroldo Tajra, foi à além do romance e partiu para o escárnio não só com os próprios senadores, mas principalmente com a sociedade brasileira que questiona com toda propriedade a real necessidade de uma casa fadada à improdutividade pública e aos assaltos diuturnos dos cofres da viúva. Tajra conseguiu produzir alterações no plano da FVG que elevam os gastos com as empresas terceirizadas em R$ 6 milhões e brindam os funcionários com um aumento de 30% em seus já gordos salários.

José Sarney afirmou em entrevista concedida ao Jornal Nacional de ontem que o Senado é o que há de mais moderno na administração pública brasileira e Heráclito Fortes afirma que as mudanças não podem ser produzidas em curto espaço de tempo.

Em outras palavras, Sarney e Fortes deram o tom para o escárnio de Haroldo Tajra que resolveu desafiar a paciência dos brasileros aumentando a farra do Senado, exatamente o oposto do prometido com as tais mudanças. Agora a subcomissão de Constituição e Justiça que analisou a reforma administrativa proposta quer a contratação da FGV novamente, segundo seu relator, Tasso Jereissati.

José Sarney apóia o governo, Heráclito Fortes é um dos pilares da oposição, e o povo brasileiro não parece merecer de ambos qualquer respeito.

A Reforma Política ainda entrará na pauta da sociedade que obrigará o Congresso a fazê-la, como foi com o Projeto Ficha Limpa. E nesta hora, entre tantos pontos a serem discutidos, voltará a discussão da necessidade ou não da existência do Senado, ou do seu tamanho e custo, que denotam não fazer qualquer sentido prático para o Brasil.

O Senado parece querer o suicídio. É a única mensagem possível de se entender dessa tamanha ofensa ao bom senso.

Leia as notícias que sustentam o post:

Quase um ano após crise dos atos secretos, gastos crescem no Senado
Senado pode contratar FGV pela 2ª vez para reforma administrativa
Senado – Quem pagará a conta? Quem será demitido?
Sarney, o homem incomum

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Agaciel Maia candidato

Publicado por Pax em 03/03/2010

Agaciel Maia, acusado por vasto noticiário de pilotar os famosos atos secretos do Senado, quer sair candidato a deputado pelo PTC – Partido Trabalhista Cristão. Segundo notícia do jornal Estadão, seu real objetivo é garantir foro privilegiado.

Agaciel Maia - foto da Wikepédia


O blog tem uma coleção de 82 notícias que citam Agaciel Maia. Fica a sugestão de pesquisa aos leitores que, eventualmente, estejam desavisados sobre o histórico de sua vida e sua saída pela porta dos fundos do Senado Federal.

E algumas fotos que podem ajudar no processo.

Foto do Estadão, casamento da filha de Agaciel, desembargador Dácio Vieira, que censurou o jornal, José Sarney e Renan Calheiros

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“O lugar é meu”

Publicado por Pax em 23/09/2009

Com essa frase indigesta do empresário Fernando Sarney, filho de José Sarney, o Senado Federal deixa de ser uma casa do povo brasileiro e passa a ser a casa da clã Sarney, segundo o patrimonialismo deles.

Justiça veta informações sobre Sarney

Foto: Estadão na matéria sobre a censura imposta ao jornal

“Boto quem eu quiser” no Senado, diz filho de Sarney

Folha de São Paulo – reportagem de Andréa Michael, Andreza Matais e Hudson Corrêa


“Se tiver que, de alguma forma, ter uma atitude, tiver que sair mesmo, ele [Cafeteira] já me disse que o lugar é meu, que eu boto quem eu quiser”, afirmou Fernando Sarney. Foi o que ocorreu. Menos de um mês após a demissão do filho, assumiu o cargo a mãe dele, Rosângela Terezinha Gonçalves.

Continua….

A matéria completa está disponível na página A4 da Folha Digital

Também disponível no Clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

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Quebrar o Senado a pedradas

Publicado por Pax em 21/09/2009

Segundo Cristovam Buarque a volta de Agaciel Maia ao Senado, agora no Instituto Legislativo Brasileiro, é um tapa na cara da opinião pública e que a inteligência do Senado parece querer que o povo quebre a casa a pedradas.

Brasília - Agaciel Maia fala sobre o pedido de afastamento do cargo de diretor-geral do Senado, depois de denúncias sobre um imóvel no valor de R$ 5 milhões que não teria sido declarado à Receita Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr Brasília – Agaciel Maia fala sobre o pedido de afastamento do cargo de diretor-geral do Senado, depois de denúncias sobre um imóvel no valor de R$ 5 milhões que não teria sido declarado à Receita Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

Agaciel é compadre de Sarney, o homem responsável por pelo menos 511 atos secretos que nomearam parentes dos senadores, aumentaram os salários dos funcionários e acusado de esconder do fisco uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

Brasília - O presidente do Senado, Jose Sarney, e o primeiro secretário, senador Heráclito Fortes, deixam a solenidade de entrega do estudo da  Fundação Getulio Vargas sobre a reforma administrativa da  Casa Foto: Marcello Casal Jr./Abr Foto: Marcello Casal Jr./Abr


Realmente Sarney e Heráclito parecem querer ofender a sociedade brasileira com a não investigação de Agaciel e promover seu retorno a casa como se nada houvesse.

Veja a reportagem de Marcelo Cosme no Uol Notícias

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Oportunismo de Arthur Virgílio no caso Estadão

Publicado por Pax em 03/08/2009

Arthur Virgílio (PSDB-AM) vai ao Conselho Nacional de Justiça defender o jornal Estado de São Paulo no caso da censura estabelecida pelo juiz Dácio Vieira, curiosamente um magistrado que priva da intimidade de Agaciel Maia e José Sarney.

Realmente a hora é boa para aproveitar a carona num episódio que, se levado adiante e com maiores consequências para o Estadão, atrairá a mobilização da sociedade civil.

Mas o senador Arthur Virgílio, ele próprio com débitos morais e éticos pendentes e com ações no Conselho de Ética por causa do pagamento absurdo de 2 anos de salários para um assessor estudar teatro na Espanha, além de outras questões, parece querer se aproveitar do caso para comover a opinião pública a seu favor.

O jornal Estado de São Paulo, ao que tudo indica, tem um forte setor jurídico, além do apoio da ANJ – Associação Nacional dos Jornais, OAB e outras entidades para se defender.

Bola fora, senador Arthur Virgílio.

Virgílio vai ao CNJ contra decisão de desembargador de censura a jornal

Da Agência Senado

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), confirmou que entrará ainda nesta segunda-feira (3) com uma denúncia junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

[Foto: líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM)]

Na última sexta-feira (31), o desembargador proibiu, com uma liminar, o jornal O Estado de S. Paulo de publicar informações sobre o inquérito da Polícia Federal, que tramita em segredo de justiça, envolvendo o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

- O fato demonstra que José Sarney usou o seu peso político e a amizade com o desembargador Dácio Vieira para censurar previamente o jornal, de forma criminosa, na tentativa de proteger o seu filho Fernando. Isso complica ainda mais a situação do presidente do Senado e mostra que o grupo dele parece uma centopéia que tem tentáculos espalhados por tudo quanto é lugar – afirmou o senador.

Arthur Virgílio reafirmou a opinião de que a presença de Sarney na direção da Casa “tornou-se ilegítima, diante de tantas denúncias”. Para Virgílio, o Senado não reiniciará os trabalhos legislativos, com a votação de projetos, caso Sarney permança no cargo. Entre as várias matérias que aguardam deliberação, o senador pelo Amazonas destacou a reforma política, a criação do cadastro positivo e a reestruturação do sistema de concorrência.

O senador voltou a afirmar que não fará concessões em sua “luta para reestruturar o Senado”. Disse também que está tranquilo com relação à apuração de denúncias de que manteve no exterior um funcionário do seu gabinete pago pelo Senado.
- Irei cumprir o meu dever e não serei moeda de troca para que a impunidade permaneça no Senado – afirmou Arthur Virgílio.

Cláudio Bernardo / Agência Senado

Arthur Virgílio diz que também poderá entrar com representação contra Renan

Cristovam: fala de Lula é o fim do apoio a Sarney
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Ditadura da Corrupção

Publicado por Pax em 01/08/2009

45 anos depois do Golpe Militar de 1964 vivemos outro golpe que também nos impõe uma ditadura. A da corrupção.
Estadão Online

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Arthur Virgílio: telhado de vidro

Publicado por Pax em 30/07/2009

Principal voz da oposição sobre os problemas éticos de Sarney chamusca sua imagem. Senador Arthur Virgílio (PSDB) começa a devolver os mais de R$ 200 mil do Senado que pagaram curso de teatro na Espanha para seu assessor.

Entre mortos e feridos na luta pela preservação de Sarney a tendência é que todos se salvem e a viúva pague a conta, como sempre.

Brasília - Em entrevista, o líder do PSDB, Arthur Virgílio, informa que, nos próximos dias, apresentará nova denúncia ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney Foto: Valter Campanato/ABr Brasília – Em entrevista, o líder do PSDB, Arthur Virgílio, informa que, nos próximos dias, apresentará nova denúncia ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney Foto: Valter Campanato/ABr

Estadão:

Virgílio terá de devolver mais de R$ 200 mil

70% do Conselho de Ética tem ficha com problemas

Uol Notícias:

Conselho de Ética do Senado: uma cassação, quatro renúncias e muitos arquivamentos

Renan diz que PMDB vai representar contra Arthur Virgílio no Conselho de Ética na próxima semana

Marcos Chagas e Ivan Richard – Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Em resposta à decisão do PSDB, que entrou ontem (28) com três representações no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o PMDB prometeu hoje (29) apresentar representação contra o líder tucano, Arthur Virgílio (AM), logo no início dos trabalhos legislativos, na próxima semana.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou há pouco à Agência Brasil que a decisão tomada pela bancada peemedebista representa um ato de “reciprocidade” pela decisão dos tucanos de transformar em representações as denúncias anteriormente apresentadas por Virgílio ao Conselho de Ética contra Sarney.

“Conversei com o líder Arthur Virgílio e o senador Sérgio Guerra [PSDB-PE, presidente nacional do PSDB]. Falei com eles que não teria como a bancada do PMDB deixar de agir com reciprocidade a essa marcha da insensatez”, afirmou Calheiros.

O líder peemedebista acrescentou que uma coisa eram as denúncias feitas por Virgílio, “que se colocou na vanguarda deste movimento contra o presidente Sarney”, e outra é o peso que o PSDB dá a este movimento quando assume partidariamente as ações tomadas pelo líder tucano.

O líder peemedebista ressaltou que a postura tomada pelo PSDB pode criar uma situação política ainda mais grave no Senado. Ele admitiu, por exemplo, que o movimento adotado pelo tucanos pode gerar outras decisões partidárias tomadas por outras bancadas. “Essas representações [do PSDB contra Sarney] são uma insensatez completa”, reforçou o líder peemedebista.

Calheiros disse ainda que a decisão da bancada do PMDB em também apresentar representações no Conselho de Ética por enquanto atingirá apenas o líder Arthur Virgílio. Perguntado se o PMDB poderia adotar a mesma postura contra os senadores que defendem a saída de Sarney, Renan disse que “a decisão da bancada é de representar contra o líder Arthur Virgílio”, por conta da decisão do PSDB.

Entre outras irregularidades, Arthur Virgílio é acusado de manter em seu gabinete um funcionário do Senado, recebendo salário, enquanto fazia um curso no exterior. O tucano também é acusado de ter recebido dinheiro do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia durante viagem com a família à Europa.

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Trio Agaciel: Sarney, Renan, Mão Santa

Publicado por Pax em 25/07/2009

Os Atos Secretos de Agaciel Maia favoreciam os indicados pelo trio pmdbista Sarney, Renan e Mão Santa

Agaciel usou vagas como instrumento de poder

Agência Estado via Correio Braziliense

A nomeação do namorado da neta do presidente José Sarney (PMDB-AP) na diretoria-geral do Senado confirma que o ex-diretor Agaciel Maia usava as vagas de confiança do órgão como instrumento de poder para agradar aos senadores. A diretoria-geral possui cerca de 200 vagas comissionadas disponíveis para um pequeno espaço no terceiro andar do prédio principal do Senado. Muitos desses cargos foram criados por atos secretos. Agaciel aproveitou para empregar indicados de Sarney, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Mão Santa (PMDB-PI).

continua….

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Agaciel sorteava dinheiro público

Publicado por Pax em 22/07/2009

Agaciel sorteou bônus no Senado, dizem servidores

Agência Estado via Correio Braziliense

A abertura da caixa-preta da gráfica do Senado revela que gratificações teriam sido sorteadas pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia entre os funcionários. O sorteio beneficiou nos últimos anos servidores com FC-6 e FC-7, funções comissionadas que variam de R$ 1,3 mil a R$ 1,8 mil mensais. A denúncia foi feita por chefes de serviço da gráfica numa reunião na sexta-feira e deve ser investigada internamente a partir de hoje

Segundo servidores, Agaciel não só decidiu transformar a concessão do bônus num jogo, como acompanhava pessoalmente esse método de distribuição. Um dos sorteios ocorreu no antigo auditório da gráfica, onde funciona hoje a seção de edição em braille. Com um saco na mão e os números de matrícula dos servidores dentro dele, assessores de Agaciel sorteavam os beneficiados. Durante a festa, quem era sorteado recebia aplausos dos demais colegas. O sorteio, conhecido pelo nome de “mão no saco”, era um “espetáculo”, contam servidores. Até hoje essas pessoas recebem o dinheiro extra no salário.

O presidente do Sindicato dos Servidores Legislativos (Sindilegis), Magno Mello, confirma que a prática é conhecida no Senado. “É uma história que já me foi contada, dizem que é quente, mas eu não tenho nenhuma prova.” Na época, Agaciel teria argumentado aos servidores que recebia muita pressão para distribuir esses bônus. Em vez de optar pelo critério de merecimento, ele decidiu então sortear o benefício para evitar reclamações. A iniciativa, no entanto, criou um problema interno de hierarquia: alguns funcionários sortudos passaram a receber uma gratificação maior do que a do próprio chefe.

continua…


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Inacreditável desdém da família Sarney

Publicado por Pax em 22/07/2009

O Estadão publica os diálogos entre neta e filho de Sarney. Tratam o Senado como patrimônio da família. O capataz Agaciel Maia, compadre de Sarney, se tornou tão poderoso que a própria família o chamava de “doutor” e lhe pedia favores às custas do dinheiro do povo brasileiro. Vale a audição.

Gravação liga Sarney a atos secretos

Rodrigo Rangel, BRASÍLIA – Estadão Online

Uma sequencia de diálogos gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos. Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

Ouça a seguir os diálogos que ligam Sarney a atos secretos e a favores de Agaciel:

som Diálogo 1 (30/3/2008 – 15h14min04s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa

som Diálogo 2 (31/3/2008 – 11h34min54s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa

som Diálogo 3 (01/4/2008 – 15h57min00s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para namorado na Casa

som Diálogo 4 (01/4/2008 – 21h00min53s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa

som Diálogo 5 (02/4/2008 – 09h36min17s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, tenta agilizar a contratação do namorado da filha

som Diálogo 6 (02/4/2008 – 10h32min21s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, fala com o pai e  pede que ele dê “uma palavrinha com Agaciel” para a contratação e os dois conversam sobre “negócio da TV”

som Diálogo 7 (25/03/2008 – 19h31min29s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, conversa com o filho João Fernando sobre o emprego dele como funcionário do senador Epitácio Cafeteira

Continua…

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Os seis pecados de Arthur Virgílio

Publicado por Pax em 09/07/2009

De um lado temos Lula com Sarney, de outro temos Arthur Virgílio posando de santo. É?

Do excelente blog do Mario Marona

Arthur Virgílio: o pior é que as calúnias são verdadeiras

* sugiro a leitura completa do post do Marona, aqui somente os seis pecados de Arthur Virgílio

Arthur Virgílio foi beneficiado por pelo menos cinco ou seis mamatas da gestão Agaciel, a saber:

1. Estava passeando com a mulher em Paris, seu cartão de crédito foi bloqueado e Agaciel, aqui do Brasil, pagou a conta, de 10 mil dólares.

2. Sua mãe precisou de um tratamento médico sofisticado e o Senado pagou todas as despesas, de R$ 723 mil, embora ela não fosse dependente de Arthur no plano de saúde da Casa.

3. Empregou no Senado os três filhos, a mulher e a irmã do seu chefe de gabinete.

4. A irmã do chefe do gabinete de Arthur foi contratada por um daqueles escandalosos atos secretos, com salário de mais de R$ 7 mil.

5. Um dos filhos do chefe de gabinete de Arthur ganhava R$ 10 mil como funcionário do Senado, mas nunca trabalhou, e nem podia, porque morava na Espanha, onde estudava.

6. Há uma história ainda não explicada sobre o emprego que Arthur teria dado no Senado ao seu professor de jiu-jitsu, que vive no Amazonas.

Continua…

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Polícia Federal no Senado

Publicado por Pax em 08/07/2009

Ministério Público quer a Polícia Federal investigando atos secretos no Senado.

Ministério Público Federal pede à PF que investigue atos secretos do Senado

Agência Brasil

Brasília – O Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal quer que a Polícia Federal investigue o escândalo dos atos secretos do Senado. Em requerimento apresentado hoje (7), o MPF argumenta que “a instauração de um inquérito policial é uma medida imprescindível para identificar e responsabilizar os responsáveis e os beneficiários da prática de usar atos administrativos secretos para criar cargos, nomear parentes, amigos e correligionários de senadores e conceder gratificações salariais”.

O pedido toma por base as informações e os depoimentos colhidos tanto no inquérito civil público, instaurado em junho pelo próprio MPF, quanto pela Comissão de Sindicância do Senado, que analisou a responsabilidade pela edição dos atos secretos.

Até o momento não há indícios de que senadores tenham participado diretamente do esquema, segundo o MPF. Contudo, caso o inquérito conduzido pela PF aponte o envolvimento ou a necessidade de novas investigações contra parlamentares, a investigação será remetida à Procuradoria da República no DF para encaminhamento aos órgãos ministeriais competentes. As diligências solicitadas pelo MPF à polícia não serão divulgadas para não prejudicar as investigações.

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Lula: “Não existe crise”

Publicado por Pax em 07/07/2009

Lula não vê crise do Senado e Heráclito Fortes cria mais uma comissão para não apurar nada.

Senado cria comissão para investigar denúncias contra ex-diretores

Mylena Fiori – Repórter da Agência Brasil

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Brasilia - O 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes, fala sobre a autorização para instauração de processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades de Agaciel Maia, João Carlos Zoghbi e outros cinco servidores pela não publicação de mais de 600 atos da Mesa nos últimos 14 anos
Brasilia – O 1º secretário do Senado, Heráclito Fortes, fala sobre a autorização para instauração de processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades de Agaciel Maia, João Carlos Zoghbi e outros cinco servidores pela não publicação de mais de 600 atos da Mesa nos últimos 14 anos

Brasília – O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), assinou hoje (7) portaria criando uma comissão para investigar as denúncias contra os ex-diretores da Casa Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. Agaciel foi diretor-geral e João Carlos Zoghbi, diretor de Recursos Humanos.

Segundo Heráclito, a medida atende a pedido da comissão de sindicância, que identificou a existência de mais de 600 atos não publicados no boletim administrativo do Senado.

A abertura do processo administrativo contra os ex-diretores foi determinada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com base no trabalho da comissão de sindicância ,que investigou a existência de atos secretos que tratavam de contratação e exoneração de servidores, algumas vezes amigos ou parentes de parlamentares.

Lula: eu estou tranquilo de que não existe crise no Senado

Notícias Terra

Após um encontro a portas fechadas com o colega francês Nicolas Sarkozy, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou em entrevista em Paris as denúncias enfrentadas pelo Senado. “Eu estou tranquilo de que não existe crise, existem denúncias que têm que ser apuradas e apresentado à opinião pública o que é verdade e o que não é verdade, só isso”, respondeu Lula, após ser questionado sobre a situação na Casa.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tem sido alvo de um série de denúncias de irregularidades. Sarney é acusado, entre outras, de envolvimento nos atos secretos do Senado, que foram usados para nomear parentes e aliados em gabinetes de senadores. DEM, PSDB e PDT já pediram publicamente o afastamento de Sarney. PT e PMDB apoiam sua permanência.

Continua…

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A BMW e o KY da secretária

Publicado por Pax em 07/07/2009

As tardes molhadas de Agaciel

Andrei Meireles – Revista Época

Em 14 anos no poder, o ex-diretor criou um Senado secreto de privilégios e prazeres ocultos, em que ele tinha até um bunker para encontros íntimos

Desde que Agaciel da Silva Maia deixou há quatro meses a diretoria-geral do Senado, o país assiste a uma série de escândalos sobre seus 14 anos no comando da administração da instituição. Em todos eles, descobriram-se artifícios criados por Agaciel para preservar as irregularidades sob segredo. O mais novo mistério é um cofre de aço Pavani, com mais de 1 metro de altura, trancado em um armário em frente à mesa de trabalho usada por Agaciel. Funcionários do Senado dizem que ele guardava ali dinheiro e documentos. Como Agaciel não revelou o segredo para abrir o cofre, seus sucessores ainda não sabem o que há lá dentro. Vão chamar especialistas para arrombá-lo. Ao sair, Agaciel fez uma limpeza em seus arquivos. Mesmo assim, deixou vestígios.

Há dez dias, epoca.com.br revelou que Agaciel mandou construir uma escada secreta. Ela ligava seu gabinete no 3o andar do Anexo I do Senado – a torre onde estão os escritórios mais disputados pelos senadores – ao pavimento de baixo, onde mantinha uma espécie de bunker. Com cerca de 130 metros quadrados, ele tinha banheiro privativo, sofás e tapetes vermelhos, spots com luz especial, frigobar, equipamentos de som e de vídeo e um telão. Uma mesa de reunião e cabos de computadores – as máquinas foram retiradas antes de a sala ser descoberta – sugerem que o bunker pode também ter sido usado para atividades e encontros reservados. Algumas delas bem íntimas, por algumas evidências encontradas no local: manchas nos sofás, revistas e vídeos eróticos – um deles com o título de Tardes molhadas – e uma bisnaga pela metade de KY, com prazo de validade até dezembro de 2009. O KY é um gel lubrificante indicado para sexo.

Depois de descobrir a escada secreta, os servidores do Senado acharam uma porta com três fechaduras. Tiveram de chamar um chaveiro para abri-la. Tomaram um susto. O lugar estava muito sujo e fedorento. Como só Agaciel tinha as chaves para acesso, os serventes do Senado não podiam fazer a limpeza. Espalhadas pelo chão, foram encontradas mais de 20 caixas de lenços de papel da marca Yes. Do lado de dentro do bunker, foi afixada uma placa com os dizeres “Comissão Diretora Presidência do Senado Federal” – algo parecido com o que há do lado de fora dos gabinetes do Senado.

Para chegar ao bunker, havia dois caminhos: um era pelo elevador privativo dos senadores, que permite a entrada em uma saleta com acesso ao gabinete do diretor-geral por uma porta também exclusiva, fora da visão dos funcionários. Outra porta nessa saleta dá acesso à escada secreta. Essa saleta, com bonitos móveis antigos, era o escritório da telefonista do Senado Cristiane Tinoco Mendonça, uma moça elogiada pela beleza e boa forma física, que era apresentada como uma das secretárias de Agaciel Maia, mas fazia muito mais que atender telefonemas ou atender recados.

Cristiane virou notícia no dia da eleição de José Sarney para a presidência do Senado. Da tribuna, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) descreveu o espanto do colega Tasso Jereissati ao ser informado de que o BMW estacionado em uma das vagas destinadas a carros de senador era de Cristiane. Depois se descobriu que Cristiane mora num apartamento funcional do Senado. Até março, ela tinha status de diretora como secretária de Controle e Execução do Senado. No auge do poder de Agaciel, eram famosos entre os funcionários da Diretoria-Geral do Senado os despachos das 5 da tarde entre Cristiane e Agaciel. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, mandou abrir uma sindicância para apurar como foi construída a escada – obra não prevista na reforma do prédio e nem no projeto do arquiteto Oscar Niemeyer – e para que servia o bunker de Agaciel.

Agaciel já responde a várias investigações sobre outras ações secretas. Primeiro ele escondeu sua mansão em nome de um de seus irmãos, o deputado federal João Maia (PR-RN). Depois, baixou atos secretos para nomear e demitir funcionários e conceder reajustes salariais para a alta burocracia do Senado. Na quinta-feira, ele prestou depoimento à Polícia do Senado sobre a nomeação clandestina da filha de um de seus principais auxiliares para o gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Disse que sua assinatura foi falsificada e atribuiu a culpa ao ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. Zoghbi é aquele diretor – de acordo com a revelação de ÉPOCA – que era o dono oculto de empresas abertas em nome de sua ex-babá para receber dinheiro de empresas com contratos com o Senado.

Na semana passada, em seu site, epoca.com.br divulgou a declaração do senador Tião Viana (PT-AC) de que, num momento em que estava em dificuldade financeira, teria recebido de Agaciel Maia uma oferta de dinheiro como um empréstimo “a fundo perdido”. Quer dizer, não precisava pagar. Nessa conversa, Agaciel teria dito que já teria feito isso com vários senadores. Agaciel nega. Tião Vianna diz que só não demitiu Agaciel quando presidiu o Senado porque estava no cargo como interino. Ele afirma que relatou os fatos ao procurador-geral da República e tinha como primeiro compromisso, se tivesse sido eleito presidente do Senado na disputa com José Sarney, a demissão de Agaciel.

O senador Arthur Virgílio confirmou ter recebido um empréstimo de Agaciel, no valor de R$ 10 mil, para desbloquear seu cartão de crédito durante uma viagem com a família a Paris. Segundo ele, dois amigos se cotizaram e pagaram o empréstimo. Virgílio também contou, da tribuna, que uma secretária do Senado, ao abrir a porta de um armário de Agaciel, ficou surpresa com um monte de dinheiro que caiu. Funcionários do Senado dizem que Agaciel guardava dinheiro vivo porque todas as vezes em que senadores passavam por um aperto financeiro recorriam a seus préstimos.

Continua…

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Sarney joga as culpas nos ‘mordomos’

Publicado por Pax em 06/07/2009

Sarney vai abrir processo contra ex-diretores do Senado
[Foto: (E/D): Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, e João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos]

O presidente do Senado, José Sarney, deve abrir nesta segunda-feira (6) processo administrativo contra Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, e João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos, por prevaricação e improbidade administrativa. Segundo a assessoria da Presidência, a decisão foi tomada por sugestão da comissão de sindicância do Senado, criada para investigar a existência de atos administrativos não-divulgados na instituição.

Composta por cinco membros – três servidores do senado, um do Tribunal de Contas da União (TCU) e um da Procuradoria Geral da República (PGR) -, a comissão elaborou relatório em que recomenda também a abertura de processo administrativo contra os servidores Franklin Paes Landim, chefe do Serviço de publicações do Senado, Celso Menezes, ex-chefe de gabinete de Agaciel, e Ana Lúcia Gomes, ex-chefe de gabinete de Zoghbi, além de Jarbas Mamede e Washington Reis, auxiliares de Landim. 

Processo

O servidor alvo de um processo administrativo pode ser punido com penas que vão de suspensão por até 90 dias e demissão, quando na ativa, ou cassação da aposentadoria, se já estiver aposentado.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o relatório exclui das investigações o ex-diretor-geral do Senado Alexandre Gazineo, primeiro substituto de Agaciel Maia, e senadores que tiveram parentes nomeados e exonerados por atos secretos.

Valéria Castanho / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Sarney: cachaça e ressaca

Publicado por Pax em 01/07/2009

José Sarney vive a ressaca do poder. DEM, PSDB e PDT pedem seu afastamento e o PT decide hoje sua posição, que poderá não ser mais unânime. A questão que fica: algo mudará?

Três partidos pedem afastamento de Sarney, mas presidente diz que saída não está em análise

Agência Senado

[Foto: presidente do Senado, José Sarney]

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou nesta terça-feira (30), por meio de sua assessoria de imprensa, que a possibilidade de afastar-se da presidência da Casa “sequer está em análise”. Sarney disse ainda que, diferente do que foi publicado pela imprensa, não está recebendo qualquer pressão familiar para deixar a Presidência do Senado e que, de qualquer forma, a decisão seria dele e não da família ou de outras pessoas.

A declaração de Sarney foi divulgada no fim da tarde, depois que as bancadas de três partidos – DEM, PSDB e PDT – pediram o seu afastamento do cargo enquanto estiverem sendo realizadas investigações sobre supostas irregularidades administrativas na Casa. Já o PMDB e o PTB confirmaram o apoio a Sarney.

O PT, por sua vez, decidiu, após reunir a bancada ao final do dia, que anunciará sua posição apenas nesta quarta-feira (1º de julho), após encontro com Sarney.

No fim da manhã, o PSOL já havia protocolado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar representação contra Sarney e o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

No Plenário após reunião da bancada, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), anunciou que o partido defende o licenciamento do presidente durante as investigações das irregularidades administrativas.

- Não peço a renúncia, mas sim que Sarney se afaste pelo tempo necessário às investigações – disse Arthur Virgílio.

Por entender que está difícil enfrentar as bases partidárias com as acusações de irregularidades que pesam sobre a instituição, o Democratas decidiu por consenso, em reunião da bancada pela manhã, pedir a Sarney que se afaste da Presidência para assegurar completa isenção nas investigações que estão sendo conduzidas por comissões de sindicância, Ministério Público, Tribunal de Contas da União e Polícia Federal.

O líder do PDT, senador Osmar Dias (PR), também anunciou em Plenário que a bancada de seu partido decidiu recomendar que Sarney se licencie do cargo. Ele afirmou que não se trata de um prejulgamento de Sarney.

- O que estamos fazendo é pedir que, ao se licenciar, ele permita uma investigação livre de qualquer influência e um julgamento isento – disse.

Já o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) leu em Plenário nota na qual o PMDB reitera o apoio ao presidente José Sarney. Ao comentar o pedido, feito por DEM, PDT e PSDB, de que Sarney se licencie do cargo durante as investigações, Raupp afirmou que o afastamento seria um “prejulgamento”.

- Por que não se inverte isso? Em vez do afastamento, que se dê 60 dias para que Sarney prove sua inocência – argumentou Raupp.

A nota do PTB em favor da permanência de Sarney e dos demais integrantes da Mesa foi lida no Plenário à noite pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). De acordo com a nota, sob a presidência de Sarney, a Mesa vem realizando esforços para tornar mais transparente a estrutura do Senado.

Silvia Gomide / Agência Senado

Sarney: afastamento não está em análise

Permanência de Sarney é inviável, diz Arthur Virgílio em nome do PSDB

Raupp lê nota em que PMDB confirma apoio a Sarney

DEM pede o licenciamento de Sarney

PDT recomenda que Sarney se licencie da Presidência do Senado

Mozarildo diz que PTB continua apoiando Sarney

PSOL protocola representação contra Sarney e Renan

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

PT deve anunciar nesta quarta-feira decisão sobre Sarney, diz Mercadante

[Foto: líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP)]

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), anunciou que os integrantes do partido pretendem se reunir na manhã desta quarta-feira (1º) com José Sarney, para só então decidir qual a posição da legenda quanto à situação do presidente da Casa. Ele fez o anúncio na noite desta terça-feira (30), após reunião com os outros senadores do partido – apenas Delcídio Amaral (MS) não participou do encontro.

- O PT anuncia amanhã [quarta-feira] sua posição – disse Mercadante.

DEM, PDT e PSDB pediram que Sarney se licencie enquanto se realizam as investigações sobre irregularidades no Senado. Já PMDB e PTB confirmaram seu apoio ao presidente da Casa.

Mercadante também informou que o PT vai sugerir a criação de uma comissão com o objetivo de “promover uma profunda reforma no Senado, o que incluiria uma ‘lei de responsabilidade fiscal’ para a Casa e o fechamento de algumas de suas estruturas”. Essa comissão, acrescentou o senador, seria formada por senadores, “que representariam os blocos partidários”, e funcionários da Casa, “principalmente consultores”.

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Sarney: Retrato em Branco e Preto

Publicado por Pax em 30/06/2009

A base aliada resolveu instalar duas CPIs em troca de um pouco de sossego para José Sarney envolvido em escândalos por todos os lados: Petrobras e Dnit. A música de Chico Buarque na voz de Elis Regina parece dizer tudo a respeito.

Duas CPIs para amenizar crise do Senado e preservar Sarney

Correio Braziliense

Duas comissões parlamentares de inquérito e, em troca, um pouco de sossego ao presidente do Senado, José Sarney. Interessados em tirar de foco as denúncias sobre atos secretos e a série de reportagens que deixou Sarney na defensiva, os líderes aliados ao governo decidiram instalar a CPI da Petrobras e, ao mesmo tempo, indicar, ainda nesta semana, os integrantes da CPI que investigará suspeitas de irregularidades em obras tocadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

Continua…


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Virgílio lista 18 denúncias e vai ao Conselho de Ética contra Sarney

Publicado por Pax em 29/06/2009

Saiba quais são as 18 denúncias que Arthur Virgílio faz contra José Sarney pedindo que o Conselho de Ética abra investigação.

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Com uma lista de 18 denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), justificou o pedido que fez hoje (29) ao Conselho de Ética para que abra uma investigação contra Sarney. A denúncia foi feita de forma individual, sem a deliberação do partido.

No documento, o tucano diz que o fato do neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney, ter autorização para trabalhar com crédito consignado no Senado torna “imprescindível” a investigação do Conselho de Ética pela prática de facilitação na operação dos empréstimos com desconto em folha.

A situação, acrescentou Virgílio, caracteriza a “privilegiada situação de seu neto [de Sarney] nas autorizações junto ao Senado Federal”.

Virgílio subiu hoje na tribuna e disse que Sarney “não tem nenhuma condição” de permanecer do cargo. Ele cobrou uma investigação de todos os senadores que estiveram na presidência e na primeira-secretaria nos 14 anos que o Agaciel Maia foi diretor-geral da Casa.

Arthur Virgílio pediu que o Conselho de Ética escolha um relator para colher o depoimento de Sarney, num prazo de cinco dias úteis, a partir da intimação do parlamentar. As denúncias apresentadas por Virgílio para que o Conselho de Ética investigue o presidente do Senado são:

1) Maria do Carmo Macieira, sobrinha de Sarney, nomeada por ato secreto no gabinete da senadora Roseana Sarney, filha do presidente do Senado;

2) Vera Portela Macieira Borges, sobrinha de Sarney, nomeada por ato secreto no gabinete do senador Delcídio Amaral, em Campo Grande;

3) João Fernando Sarney, neto de Sarney, nomeado e exonerado por ato secreto no gabinete do senador Epitácio Cafeteira;

4) Rosângela Terezinha Michels Gonçalves, mãe de João Fernando Sarney, neto de Sarney, nomeada logo após a exoneração do seu filho;

5) Nathalie Rondeau, filha do ex-ministro Silas Rondeau e afilhado político do Sarney, nomeada para trabalhar no Conselho Editorial do Senado. Sarney preside o Conselho;

6) Amaury de Jesus Machado, funcionário da senadora Roseana Sarney na casa dela em Brasília, é lotado no gabinete da senadora;

7) José Sarney emprestou seu imóvel funcional ao ex- senador e seu aliado Bello Parga;

8) Elga Mara Teixeira Lopes, especialista em campanha eleitoral, nomeada e exonerada através de ato secreto entre o 1º e o 2º turnos da campanha de Roseana Sarney para o governo do Maranhão, em 2006. A exoneração foi cancelada posteriormente por meio de ato secreto;

9) Valéria Freire dos Santos, viúva de um ex-motorista do Sarney, mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para os senadores. Ocupa cargo comissionado no Senado Federal;

10) Fausto Rabelo Cosendey, gerente administrativo da empresa do neto de Sarney (SARCRIS, no Maranhão), José Adriano Sarney, é lotado no gabinete do deputado Sarney Filho;

11) Isabella Murad, sobrinha de Jorge Murad (marido de Roseana), nomeada por ato secreto para o gabinete de Epitácio Cafeteira. Ela mora na Espanha;

12) Virgínia Murad de Araújo, prima de Jorge Murad (marido de Roseana), nomeada no gabinete da liderança do governo no Congresso pela senadora Roseana Sarney;

13) Ivan Celso, irmão de Sarney, teve cargo de confiança no Senado;

14) Fernando Nelmásio Silva Belfort, diretor executivo do museu e também mausoléu de Sarney, foi lotado na Liderança do Congresso Nacional;

15) Shirley Duarte de Araújo, cunhada de Sarney, lotada durante seis anos no gabinete da senadora Roseana Sarney;

16) José Sarney encabeça os atos que criaram pelo menos 70% dos cargos de direção da Casa;

17) José Sarney recebia auxílio-moradia no valor de R$ 3,8 mil mesmo tendo casa em Brasília;

18) José Sarney ordenou que quatro servidores da área de segurança do Senado Federal fossem deslocados para reforçarem a segurança de sua casa no Maranhão.

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Virgílio rebate acusações de revista e anuncia apresentação de denúncia contra Sarney

Publicado por Pax em 29/06/2009

[foto: senador Arthur Virgílio ]

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) rebateu, nesta segunda-feira (29), em discurso de mais de três horas, reportagem da revista IstoÉ. Ele atribuiu a tentativa de implicá-lo nas irregularidades cometidas pelo ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, aos irmãos Gilberto Miranda Batista e Egberto Miranda Batista, que são seus adversários políticos no Amazonas. O senador disse que a revista “vende opinião”, classificou-a como uma “central de chantagem” e garantiu que não silenciará até que o presidente do Senado, José Sarney, seja substituído, pois “não tem mais a mínima condição moral de permanecer à frente da direção desta Casa”.

- Quero a saída da Presidência da Casa do presidente José Sarney. Funciona muito ao contrário comigo esse tipo de coisa – alertou.

Arthur Virgílio também apresentou, em caráter pessoal e não como líder de partido, uma denúncia ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra o presidente do Senado. Ele justificou a iniciativa com a reportagem que revelou o envolvimento de José Adriano Cordeiro Sarney, neto do presidente da Casa, com o licenciamento de instituições financeiras no Senado para atuar na área de crédito consignado. Virgílio também listou outras 18 irregularidades resultantes de atos secretos.

Referindo-se à IstoÉ, o senador disse que a revista pretendeu usá-lo como exemplo e intimidar terceiros para que fiquem calados diante da crise por que passa o Senado. Ele afirmou que não irá se calar.

- Quero a demissão do Sr. Agaciel Maia; quero a demissão do Sr. Zoghbi – disse o senador.

Arthur Virgílio também se referiu a Alexandre Gazineo, que substituiu Agaciel Maia na Diretoria Geral do Senado, dizendo que, embora não quisesse ser injusto, tinha dúvidas se ele merecia permanecer nos quadros do Senado Federal.

O senador defendeu “uma investigação dura” sobre “as correlações possíveis de todos os presidentes” e 1ºs secretários do Senado durante os 14 anos em que Agaciel Maia ocupou a Diretoria Geral.

Arthur Virgílio assumiu total responsabilidade pelo pedido, à Mesa, para que seu funcionário, Carlos Alberto Nina Neto, obtivesse licença para cursar pós-graduação no exterior no período de maio a julho de 2005 e retornou de outubro de 2005 a novembro de 2006 para cursar mestrado.

- Esse é um erro que cometi e é um erro pelo qual mereço ser, sim, criticado – disse o senador.

O senador também rebateu a informação de que sua mãe seria sua dependente no plano de saúde do Senado. Virgílio disse que a sua mãe, paciente de Alzheimer, é pensionista e dependente do seu pai, que também foi senador. Ele assinalou que sua mãe sequer sabia que podia recorrer ao Senado e não o fez por muitos anos. Acrescentou que foi um amigo da família, o procurador aposentado da Fazenda Nacional, Armando Marques da Silva, quem revelou à sua mãe o direito de receber ressarcimento pelo tratamento por ser viúva do senador Arthur Virgílio Filho.

Arthur Virgílio condenou as tentativas de Agaciel Maia de tentar transformá-lo em seu cúmplice, quando o acusa de ilegalidades, dizendo que o ex-diretor “é cúmplice de um bando de senadores covardes, que não estão tendo coragem de apresentar a face”.

- Nós temos o dever de saber quais são esses senadores covardes, corruptos, que protegeram esse desmando o tempo inteiro, porque ele não ficou aí sozinho. Então, tem senador, sim, que apadrinhou esse corrupto para fazer um roubo que não foi de usufruto apenas dele; deve ter dividido com muita gente com assento e com mandato nesta Casa – afirmou.

Em relação à viagem que fez com a esposa e filhos a Paris, o senador fez uma proposta: a abertura do seu sigilo bancário e o de Agaciel Maia para saber se o ex-diretor realmente pagou a sua conta de hotel. Ele apresentou cartões de embarque, contas, recibo de depósito e toda a documentação referente à viagem para provar que utilizou milhagem aérea e solicitou ajuda a um assessor porque seus cartões de crédito estavam bloqueados.

O senador ainda propôs a devolução de servidores de outros órgãos e o retorno dos servidores do Senado que estejam requisitados; o recadastramento de servidores efetivos, comissionados e terceirizados; a proibição de aditivos em contratos; e a redução no número de cargos comissionados nos gabinetes.

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Procuradores pedem anulação dos atos secretos do Senado desde 1995

Publicado por Pax em 28/06/2009

Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério Público no Distrito Federal recomendou a anulação de todos os atos secretos do Senado desde 1995, além de publicação de todos os atos da Casa no Diário Oficial ou no Diário do Senado e não só no boletim interno, sob pena de nulidade dos que não forem tornados públicos. A recomendação foi encaminhada ao procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, para envio ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que, após recebê-la, terá 30 dias úteis para informar as medidas adotadas.

“Em regra, quando determinado ato que exige ampla publicidade não é publicado ou não observa o instrumento adequado de divulgação, diz-se que o ato é nulo e por isso não pode gerar efeitos, visto que a simples omissão no dever de dar conhecimento à sociedade da prática daquele ato não publicado já implica prejuízo social manifesto”, afirmam no documento os procuradores Ana Cristina Resende, Bruno Acioli, José Alfredo Silva, Paulo Roberto Galvão, Raquel Branquinho e Marcus Goulart.

A recomendação é para que atos não publicados sejam declarados nulos e, em caso de atos de nomeação, o valor recebido pelo funcionário não seja restituído “desde que o trabalho tenha sido de fato prestado, o que pode ser aferido por meio de análise de frequência”. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-GO, criticou pedido: “Se o Ministério Público tem a solução é um problema a menos para nós; agora, ele que assuma a consequência dos efeitos. Anular o ato simplesmente, vai proteger quem cometeu o delito”, disse. “Quero trabalhar junto com o MP, mas quero que eles me ajudem a como proceder nesse caso”.

O documento prevê ainda a divulgação no portal da transparência do Senado dos nomes de todos os servidores da casa, incluído a natureza do vínculo mantido – se efetivo ou comissionado; a data de publicação do ato de nomeação no Diário do Senado; o cargo para o qual o servidor foi admitido; e o local onde é desempenhada a função, inclusive dos servidores que trabalham nos escritórios dos senadores nos estados.

É pedida, também, uma auditoria pelo Tribunal de Contas da União na Secretaria de Recursos Humanos, especialmente nas folhas de pagamento dos funcionários. O objetivo é verificar se os benefícios lançados no sistema do Senado estão devidamente amparados nos documentos constantes das pastas dos servidores.

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