políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Arquivo da categoria ‘Agropecuária Santa Bárbara Xinguara’

Dantas tem posse sem registro de fazendas, aponta MP

Publicado por Pax em 27/07/2009

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, controlada pelo banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, não figura como proprietária oficial na maior parte das 27 fazendas que foram sequestradas pela Justiça Federal, dentro da Operação Satiagraha. Em pouco mais de três anos, Dantas criou um império do gado que envolve oficialmente cerca de 500 mil cabeças de boi e 500 mil hectares de terras. Concentradas no Pará, praticamente todas as áreas são consideradas irregulares pelo Ministério Público (MP).

Relatório das investigações federais acusa o empresário de usar as propriedades – 43 ao todo – e os negócios com gado para lavar dinheiro não declarado. O MP e a Polícia Federal (PF) apontam a aplicação de mais de R$ 700 milhões na atividade agropecuária do grupo e começaram a pleitear na Justiça o confisco desse patrimônio. Mas há problemas tanto quanto ao real número de bois espalhados pelos pastos da Santa Bárbara como em relação aos verdadeiros donos das fazendas.

Em pelo menos nove das 27 propriedades rurais sequestradas pela Justiça Federal, os donos definitivos dos imóveis ainda são os antigos proprietários. Em alguns casos os bens estão em nome de empresas ligadas ao grupo, como a Alcobaça Consultoria e Participações. Segundo a PF, a firma teria participação societária na Agropecuária Santa Bárbara e os donos são Dantas e sua irmã Verônica, uma das controladoras dos negócios rurais com o ex-cunhado do banqueiro Carlos Rodenburg.

Continua…

Enviado em Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, Carlos Rodenburg, Dantas, Operação Satiagraha, Opportunity, Verônica Dantas | Deixar um comentário »

Justiça libera fazenda de Dantas para vender rebanho

Publicado por Pax em 25/07/2009

Gazeta do Povo

A Justiça Federal autorizou ontem a Santa Bárbara Xinguara, suposto braço agropecuário do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a comercializar seu rebanho, desde que mantida a média atual de cabeças de gado – 453 mil espalhadas por 27 fazendas, alvos de sequestro decretado pelo juiz Fausto Martin De Sanctis nos autos da Operação Satiagraha.

Continua…

Enviado em Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, Dantas, Operação Satiagraha, Opportunity | 2 Comentários »

Dantas lavou vacas

Publicado por Pax em 22/07/2009

Segundo o Juiz Fausto de Sanctis, Dantas não lavou a égua, como diz o dito popular, mas lavou dinheiro em agronegócios. A justiça mandou sequestrar 27 de suas fazendas e 453 mil cabeças de gado.

Foto: site www.meionorte.com

http://www.meionorte.com/imagens/COL22Barras-nao-vacina-gado-contra-aftosa.jpg

De Sanctis decreta sequestro de 453 mil cabeças de gado de Dantas

De acordo com juiz, banqueiro teria usado suas 27 fazendas para lavagem de recursos de origem ilícita

Fausto MacedoEstadão

O juiz federal Fausto Martin De Sanctis decretou o sequestro de todo o complexo agropecuário do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity – 27 fazendas e 453 mil cabeças de gado. Amparado em investigação da Polícia Federal, na Operação Satiagraha, o juiz suspeita que Dantas teria usado suas propriedades rurais para lavar recursos de origem ilícita. A ordem judicial foi comunicada ontem ao Ministério Público Federal, à PF e à defesa.

É o segundo golpe da Justiça no coração financeiro do Opportunity. De Sanctis já mandara liquidar o Opportunity Special Fundo, que detém R$ 535 milhões, em valores de setembro de 2008 – medida suspensa ontem à noite.

Em julho de 2008, o juiz decretou duas vezes a prisão de Dantas, que reconquistou a liberdade por decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Na segunda-feira, De Sanctis abriu ação penal contra o banqueiro por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, quadrilha e fraudes financeiras, mas não mandou prender o réu. Escolheu outra arma para enfraquecer o dono do Opportunity.

As fazendas que caíram na malha judicial estão espalhadas por quatro Estados: 23 no Pará, 2 em Mato Grosso, uma em Minas e uma em São Paulo. Na decisão em que confisca os pastos e o rebanho do banqueiro, De Sanctis assevera que “se o produto do crime tiver sido misturado com bens adquiridos legalmente, estes bens poderão ser confiscados”. Relatório da PF sustenta que “uma das atividades em que atua a organização criminosa, liderada por Daniel Dantas, é na compra e venda de fazendas, gado e outros negócios agropecuários”.

A principal fazenda do grupo é a Santa Bárbara Xinguara, “que controla, através da empresa Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, as demais propriedades”. A PF afirma que Dantas e sua irmã, Verônica, “têm participação efetiva nos negócios”. Segundo o relatório, foi encontrado no Opportunity “gráfico demonstrando que o grupo investiu mais de R$ 700 milhões na atividade agropecuária, ficando Dantas diretamente responsável pelo aporte de mais de 20% deste valor”.

O juiz sustenta que a medida tem respaldo em convenções internacionais, de Palermo e de Viena, além da recomendação número 3 do Grupo de Ação Financeira (Gafi), organismo internacional que dita regras no combate à ocultação de valores de organizações criminosas, e que “revelam a necessidade de perda de bens em caso de futura e eventual condenação para fins de restituição do ofendido que, no caso, é o Estado”. De Sanctis nomeou fiel depositário das fazendas o empresário Carlos Bernardo Rodenburg, que a PF aponta como responsável pela gestão dos investimentos no setor.

Continua…

Enviado em Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, Carlos Rodenburg, Dantas, Operação Satiagraha, Opportunity, Pandorama, Verônica Dantas | Deixar um comentário »

Procuradoria pede indenização de pecuaristas por desmatamento

Publicado por Pax em 02/06/2009

Pecuaristas e frigoríficos comercializaram animais criados em fazendas que desmataram ilegalmente 157,1 mil hectares na Amazônia.

Fonte: Folha de São Paulo – via clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

Órgão quer compensação de R$ 2 bi por danos; citados dizem que seguem a lei

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELÉM

O Ministério Público Federal no Pará ajuizou ontem um pacote de ações pedindo uma indenização total de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente.

São 21 ações civis públicas, que visam reparar o suposto dano ambiental. Cada uma delas se refere a uma área diferente, a maior parte delas espalhada pelo sudeste do Estado. Juntas, têm 157,1 mil hectares de mata derrubada sem autorização, extensão pouco maior do que a da cidade de São Paulo.

Nove delas são da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, ligada ao grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas.

Dentre os outros proprietários, estão Léo Andrade Gomes, listado pelo Ministério do Meio Ambiente no ano passado como a pessoa física que mais destruiu a floresta no país.

O frigorífico Bertin, o segundo maior do país, também é processado, assim como ao menos outros dez. Para a Procuradoria, ele também negociava gado criado em terra indígena em São Félix do Xingu (PA).

O órgão também recomendou a 69 empresas, que seriam clientes dos frigoríficos, que parem de comercializar com eles. Dentre elas, estão gigantes varejistas como Pão de Açúcar, Wal-Mart, Carrefour. A Perdigão também foi apontada como compradora.

Se continuarem como clientes, serão consideradas coautoras dos crimes ambientais e podem responder a processos.

Além disso, o Ministério Público quer que elas passem a dizer, nos rótulos dos produtos vendidos, que eles foram feitos a partir de bois da Amazônia.

Todas as fazendas estão hoje embargadas -ou seja, não podem produzir nada sem antes sanar seu passivo ambiental.

Continua…

Veja também

Ibama abre sindicância sobre multa do Bertin

Fonte: Estado de São Paulo, via clipping da ANPR

Servidores públicos e funcionários terceirizados serão investigados

Luciana Nunes Leal

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pediu à corregedoria do órgão, ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal a abertura de investigações para apurar responsabilidades no caso da multa de R$ 3 milhões aplicada ao frigorífico Bertin em 27 de julho do ano passado, mas que só foi desengavetada e formalizada nove meses depois, em 23 de abril deste ano. O Ministério Público e a corregedoria do Ibama vão investigar possíveis irregularidades cometidas por servidores públicos e o inquérito da PF vai apurar envolvimento de funcionários terceirizados. Os pedidos de apuração foram feitos pelo diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo.

A empresa multada é a mesma que, em agosto de 2008, “salvou” o Ministério do Meio Ambiente de um grande fracasso ao arrematar 3.046 bois apreendidos por ordem do ministro Carlos Minc, por serem criados em área da Amazônia desmatada ilegalmente. Em grande estilo, na ocasião, Minc anunciou o leilão do gado apreendido, mas nenhum frigorífico tinha se interessado pela compra até que o Bertin arrematou os “bois piratas” por R$ 1,2 milhão. O engavetamento da multa contra o Bertin foi revelado pelo Estado na edição de domingo. Além da negligência administrativa, as investigações poderão esclarecer se houve ingerência política para beneficiar o frigorífico.

A primeira funcionária apontada como responsável pela demora na abertura do processo de cobrança da multa foi Cleonice Aires Pereira , que, segundo Luciano Evaristo, teria esquecido o auto de infração em um armário da gerência do Ibama em Marabá (PA). Cleonice, que trabalha em uma empresa prestadora de serviços – a E.B. Cardoso – , informou ontem, no entanto, que o documento da aplicação da multa só chegou a Marabá no dia 30 de dezembro de 2008, cinco meses depois do flagrante dos fiscais do Ibama.

A informação foi confirmada pelo gerente do Ibama em Marabá, Weber Rodrigues Alves. Segundo ele, os documentos referentes à multa de R$ 3 milhões ao Grupo Bertin S/A foram encontrados em março deste ano, quando a sede do Ibama em Brasília (Weber Alves não soube apontar o nome do funcionário) cobrou informações sobre o auto de infração. Estavam em um armário, esquecidos por Cleonice, que tinha entrado em férias em fevereiro. “Minha parte era encaminhar o aviso para a empresa tomar conhecimento da multa. Mandei no dia 9 de janeiro, mas o Correio devolveu no dia 13. Coloquei em uma pasta, mas esqueci de passar para a colega quando saí de férias, em fevereiro. Você também já deve ter esquecido alguma coisa no trabalho”, declarou Cleonice ao Estado.

O gerente de Marabá defendeu a funcionária. “Não houve a intenção de ocultar documentos ou de conseguir algum tipo de benefício para adiar a abertura do processo”, assegurou Weber Alves, funcionário do Instituto Chico Mendes cedido ao Ibama , na gerência de Marabá há quatro meses. Ele informou que deve ser formada uma comissão de sindicância para fazer a investigação interna.

O pedido de apuração do caso foi informado pela assessoria de imprensa do Ibama na tarde de ontem. Pela manhã, o instituto divulgou nota no portal da internet, sem mencionar a investigação. A assessoria procurou desvincular os dois episódios – o atraso na cobrança da multa de R$ 3 milhões e o leilão do gado apreendido pelo Ministério do Meio Ambiente, ao qual está subordinado o Ibama.

O instituto informou que o frigorífico Bertin, entre 2008 e 2009, sofreu sete multas, somando R$ 4,461 milhões, “antes, durante e depois do pregão” eletrônico que vendeu os bois. A nota informa ainda que o pregão foi organizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura, e não envolveu o Meio Ambiente. Quatro multas aplicadas estão na alçada da gerência de Marabá e as outras três na de Barra do Garças (MT). O Ibama informou que as multas da Bertin estão entre 180 mil processos semelhantes em tramitação no instituto.

Ministro não quis comentar atraso para cobrança

Felipe Werneck

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou ontem que “não foi nenhum erro”, mas não quis comentar o atraso de quase nove meses na aplicação de uma multa de R$ 3 milhões ao Grupo Bertin S/A, uma das maiores redes de frigoríficos do País. O grupo teria salvo a Operação Boi Pirata de um final constrangedor ao arrematar, em 2008, 3.062 bois apreendidos pelo ministro em área desmatada.

Segundo reportagem publicada domingo pelo Estado, a multa só saiu da gaveta quando a denúncia de que teria sido “negociada” começou a circular em Brasília. “O Ibama vai lançar uma nota explicando isso. O pregão eletrônico foi organizado pela Conab, que é do Ministério da Agricultura. Quem fala sobre isso é o Ibama. Está tudo certo, a nota vai esclarecer”, declarou Minc.

Antes, em discurso no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, o ministro fez referência indireta ao anúncio de que poderá ser convocado pela Comissão de Agricultura da Câmara para prestar esclarecimentos sobre o caso Bertin.

“Quero dar um recado para todos aqueles que acham que, com gritaria, ameaça e convocação, vão nos desviar do nosso papel de proteger a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Não vamos nos desviar um centímetro. Quem quiser bater, pede senha. A luta é a defesa do Brasil. Não vão destruir a Amazônia”, ressaltou o ministro.

Continua…

Enviado em Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, Dantas, Frigorífico Bertin, Léo Andrade Gomes, Meio Ambiente, Opportunity | 1 Comentário »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.