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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘Alberto Cascais’

350 servidores do Senado têm salário maior que STF

Publicado por Pax em 23/06/2009

FolhaNews via Correio Braziliense

O Senado paga para cerca de 350 funcionários salários maiores do que os dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O número de servidores que recebem mais do que R$ 24.500 por mês, teto definido pela Constituição para o serviço público, é 10% do total de funcionários efetivos da Casa.

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Os pagamentos se baseiam em parecer da Advocacia Geral do Senado de 2005, feito um mês depois de a emenda constitucional que estabeleceu o teto salarial ter sido sancionada.

O documento considera como indenização vários dos benefícios pagos pela Casa, manobra que impediu que servidores tivessem cortes nos salários com a definição do teto. Na época, o Senado era presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele não respondeu às ligações da reportagem ontem.

A lei 8.112, que estabelece o regime jurídico dos servidores, prevê como verba indenizatória só os seguintes benefícios: ajuda de custo, diária, transporte e auxílio-moradia. O Senado, porém, trata dessa forma os pagamentos de adicionais pelo exercício de função comissionada, de participação em comissão especial, em comissão de sindicância e de gestor de contrato, em vez de considerá-los como remuneratórios.

O Senado também não computa como salário o pagamento do 13° salário. Sobre a lei 8.112, a direção da Casa informou que ela é de 1990 e está defasada, uma vez que de lá para cá vários benefícios foram criados.

Até março deste ano, os pagamentos desses benefícios não apareciam nos contracheques. A informação só foi detalhada no documento depois que reportagem revelou que os valores não eram identificados.

Um servidor que tem cargo comissionado FC-8, terceiro mais alto na Casa, participa de duas comissões (limite máximo) e recebe o teto da hora extra pode aumentar em até R$ 9.964 seu salário por mês.

A reportagem apurou que ganham acima do teto em sua maioria consultores, chefes de gabinete e diretores que têm mais de 15 anos de trabalho.

O parecer jurídico é assinado por Alberto Cascais, na época advogado-geral do Senado, Shalom Granado, que era seu adjunto e atualmente ocupa a Secretaria de Controle Interno, e por Ralph Campos Siqueira, que respondia pela coordenadoria de processo administrativo. Atualmente, ele é o diretor de Recursos Humanos do Senado. Segundo ele, a interpretação do Senado também é adotada em outros órgãos.

Ontem uma matéria revelou que o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia recebeu salários mensais acima de R$ 30 mil em 2006 e 2007. Agaciel engordava seu contracheque ao participar de comissões especiais, a maioria criada por ato secreto.

Em 2007, após o jornal Folha de S. Paulo publicar que muitas dessas comissões eram de fachada, o então presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), cancelou os pagamentos -restabelecidos por Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Agaciel argumentou que tudo que recebeu “passou pela Advocacia do Senado”. Ele disse ainda que todos os benefícios extras incorporados a seu salário-base também foram pagos aos demais servidores.

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Enviado em Agaciel Maia, Alberto Cascais, Congresso Nacional, Garibaldi Alves, PMDB, Ralph Campos Siqueira, Renan Calheiros, Senado, Shalom Granado | Deixar um comentário »

Efraim e Sarney no Senado: pouca vergonha

Publicado por Pax em 13/06/2009

Sobrinha de Sarney, morando no MS, foi contratada por ato secreto. Outro assinado por Efraim Morais nomeou atual diretor-geral e ex-advogado-geral do Senado para comissão especial. Com efeitos retroativos, medida garantiu aos escolhidos adicional salarial por 10 meses

10 de Setembro de 2008 – 20h48 – Última modificação em 10 de Setembro de 2008 – 20h48
Brasília - O senador Efraim Morais, durante leitura relatorio do senador Romeu Tuma, com o nome Mão de Obras, onde inocenta o senador Efraim Morais e o diretor geral do Senado Agaciel Maia    Foto: José Cruz/ABr
Brasília – O senador Efraim Morais, durante leitura relatorio do senador Romeu Tuma, com o nome Mão de Obras, onde inocenta o senador Efraim Morais e o diretor geral do Senado Agaciel Maia Foto: José Cruz/ABr

Figurões do Senado ganharam aumento em segredo

Marcelo Rocha – Correio Braziliense

Exemplos de manobras administrativas irrigadas com verbas públicas pipocam no Senado. E mais uma vez envolvem o nome do atual diretor-geral da Casa, José Alexandre Lima Gazineo, autoridade que tem o dever de zelar pela rotina interna. Em meio aos atos secretos revelados nesta semana, o Correio identificou uma portaria da Primeira Secretaria que, numa só canetada, beneficiou Gazineo e outros três servidores com dez meses de adicionais nos salários.

A portaria leva a assinatura do senador Efraim Morais (DEM-PB), antecessor de Heráclito Fortes (DEM-PI) na Primeira Secretaria. A norma criou comissão especial para analisar “processos da licença para capacitação” dos funcionários. Gazineo e demais integrantes foram escalados para a missão em 8 de outubro de 2008. Mas o ato embutiu um prêmio. Teve “efeitos financeiros a partir de 2 de janeiro” do ano passado. Mal começou, a tarefa de revisar processos beneficiou o quarteto com 10 meses de adicional nos salários.

Além de Gazineo, foi escolhido para desempenhar as funções Alberto Cascais, ex-advogado-geral do Senado, afastado dias antes de suas funções após a elaboração de um parecer que abria brecha para a Casa descumprir a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a contratação de parentes (nepotismo) na administração pública. Outra vaga na comissão seria destinada ao diretor do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), centro de capacitação do Senado. Na época do ato assinado por Efraim Morais, quem comandava o ILB era Denise Zoghbi, mulher do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.

Na avaliação de servidores consultados pela reportagem, a missão designada ao grupo deveria ser uma rotina normal no Senado, dispensando a constituição de comissão especial. No entanto, a Casa tem-se notabilizado pela criação de grupos especiais para tudo. Já foi criada, por exemplo, missão especial para levantar as multas da frota de carros oficiais. A razão para isso pode estar na gratificação a que fazem jus os escolhidos. Pelas normas internas, quem participa dessas tarefas tem direito a adicional que pode chegar a R$ 2,6 mil.

Prorrogações
Não se sabe publicamente a quantidade de comissões especiais em funcionamento no Senado. Uma parcela significativa delas tem caráter formal temporário, mas funciona há dois, três anos, graças a seguidas prorrogações. Em 2007, quando assumiu a interinidade na Presidência, o senador Tião Viana (PT-AC) as congelou. Ao tomar as rédeas da Casa em dezembro de 2007, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) cedeu à pressão e, aos poucos, muitas foram restabelecidas. Entre os atos secretos, há normas que transformam algumas em permanentes.

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Ato secreto deu cargo no Senado a sobrinha de Sarney que mora em MS

Apesar dos 1.079 quilômetros que separam sua casa de Brasília, ela foi contratada para vaga de confiança

Rosa Costa, Rodrigo Rangel e Leandro Colon – Estadão

Os boletins secretos que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirma desconhecer foram utilizados em maio de 2003 para nomear sua sobrinha Vera Portela Macieira Borges para um cargo na Casa. Apesar de morar em Campo Grande (MS), a 1.079 quilômetros de Brasília, ela foi contratada para exercer o cargo de confiança de assistente parlamentar, com salário de R$ 4,6 mil, originalmente na presidência do Senado. Sarney exercia, na ocasião, seu segundo mandato como presidente da Casa. Vera está na folha de pagamento do Senado até hoje.

Assinada pelo então diretor-geral Agaciel Maia, a primeira nomeação de Vera foi publicada, às claras, no dia 24 de março de 2003, mas ela não tomou posse. Um mês e meio depois, porém, Agaciel assinou duas outras medidas, mas com caráter de sigilo. Uma delas, só agora divulgada, tratava da nomeação da sobrinha do presidente do Senado.

Procurada ontem, a assessoria de Sarney confirmou o parentesco, a nomeação e informou que, na verdade, Vera dá expediente no escritório político do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande. De acordo com os assessores de Sarney, ela é funcionária de carreira do Ministério da Agricultura e está “cedida” ao Senado, lotada na assessoria do parlamentar petista. No entanto, o Estado telefonou ontem para o escritório de Delcídio em Campo Grande e, lá, funcionários disseram – em entrevista gravada – não conhecer nenhuma Vera Macieira.

“Não tem ninguém aqui com esse nome. É estranho isso”, disse um assessor do petista em Campo Grande. No gabinete do senador em Brasília, que faz contato diariamente com o escritório de Delcídio na capital sul-mato-grossense, Vera também é uma desconhecida, de acordo com outros assessores consultados pela reportagem.

O Estado falou com o próprio Delcídio, que afirmou ter Vera Macieira entre os funcionários de seu escritório em Campo Grande. “Ela trabalha comigo, sim, e dá expediente de segunda a sexta-feira”, disse o senador. Delcídio, porém, não soube informar o nome completo da assessora nem precisar há quanto tempo trabalha em seu escritório. “Eu acho que tem quatro ou cinco anos. Ela veio do Ministério da Agricultura.”

O senador disse que foi Sarney quem lhe pediu que acolhesse Vera em seu escritório. “Ele me solicitou, porque ela estava aqui, em Campo Grande, e eu atendi”, disse. Delcídio afirmou ter “de cinco a seis” funcionários no escritório – o que diminuiu sensivelmente a possibilidade de não conhecerem a suposta colega. “Ela exerce funções administrativas no escritório e quem disse que ela não trabalha lá está sendo leviano.”

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Veja as notícias colecionadas sobre o Senador Efraim Morais

Enviado em Agaciel Maia, Alberto Cascais, Congresso Nacional, Delcídio Amaral, DEM, Denise Zoghbi, Efraim Morais, João Carlos Zoghbi, José Alexandre Gazzineo, José Sarney, Pandorama, PT, Renan Calheiros, Senado, Vera Portela Macieira Borges | Deixar um comentário »

Congresso: Mesa não mostra disposição de punir burocratas da Casa

Publicado por Pax em 12/06/2009

Marcelo Rocha e Isabel Fleck – Correio Braziliense

A revelação da existência de atos secretos no Senado não causou o menor sentimento de indignação na cúpula que comanda a Casa. Apesar do discurso protocolar sobre a necessidade de adotar providências, integrantes da Mesa Diretora argumentam que possíveis punições só deverão ser definidas depois da análise do conteúdo das decisões adotadas em caráter sigiloso. Senadores afirmam que, apesar do descumprimento do princípio da publicidade, atos assinados pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia e pelo então adjunto e hoje titular do posto, José Alexandre Lima Gazineo, podem não ter conteúdo grave o suficiente para resultar em processos administrativos ou no afastamento de Gazineo do cargo.

A disposição de minimizar os estragos das medidas baixadas em sigilo pela direção da Casa fica bem clara na posição adotada pelo primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) sobre o caso. “Acho que temos de ver sobre o que foram esses atos. Se for sobre saúde ou licença, por exemplo, não vai ser tão grave. Qualquer punição deve levar em conta o teor dessas decisões. Não dá para se antecipar e falar em penas.” Fortes determinou a criação de uma comissão para analisar o conteúdo dos atos e disse que deve ler o relatório na próxima terça-feira.

Para o terceiro-secretário Mão Santa (PMDB-PI), o assunto deve ser analisado com cautela. “A Mesa ainda não discutiu isso. Todos concordamos que é preciso analisar os atos e ver sobre o que eles tratavam. Tudo que sabemos veio da mídia. Não se pode falar em punição só por conta disso.” Na avaliação de outro integrante da Mesa, a falta de disposição do Senado em investigar e punir Agaciel e Gazineo é uma demonstração de que a publicação de pelo menos parte dos atos não interessava aos parlamentares. Por enquanto, o risco de punição devido à falta de publicidade de decisões que resultaram na contratação de afilhados políticos e benesses salariais parte de quadros estranhos à Mesa.

Ontem, o Correio revelou a disposição do Ministério Público de anular os atos e recuperar eventuais desembolsos considerados irregularidades. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), promete reunir a bancada na terça-feira a fim de cobrar punições. Será analisada, entre outras, a possibilidade de apresentação de ações de improbidade administrativa. “Esses atos são nulos de pleno direito. Isso tem de significar devolução de dinheiro”, afirmou Virgílio.

Centenas
Há um volume significativo de boletins administrativos com atos de exoneração decorrentes da súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu o nepotismo na administração pública. Uma parte desses documentos ficou disponível para consulta no sistema interno da Casa com atraso, levantando a suspeita da manobra para mascarar informações que pudessem demonstrar vínculos de funcionários demitidos com senadores, caso do neto de José Sarney, e diretores. O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), pretende requisitar essa papelada para analisá-la.

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Senado quer responsabilizar só ex-diretores por atos secretos

Publicado por Pax em 12/06/2009

Para advogado-geral da Casa, ilícito foi não dar publicidade de decisões e “culpado é o autor dessa não-publicação”

Leandro Colon – Estadão

O departamento jurídico do Senado avalia que a solução para cobrar os prejuízos causados por atos secretos usados para distribuir privilégios a parlamentares e funcionários da Casa será responsabilizar quem escondeu os documentos – os ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi. Também está claro para o setor que pessoas nomeadas para os cargos criados pelos atos secretos não terão de devolver o dinheiro recebido, porque a lei não permite.

Entenda o escândalo dos cargos e benesses do Senado

Como a jurisprudência impede que se tomem salários de quem prestou serviços, é remota a hipótese de anulação dos 300 atos sigilosos descobertos pela Primeira Secretaria. Por outro lado, é viável cancelar, ao menos, as decisões que tratam de privilégios atuais e futuros, como o que estende a marido ou mulher de ex-parlamentar a assistência médica vitalícia.

A saída estudada pelo setor jurídico do Senado é uma forma de tentar diminuir a pressão política e de órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas da União (TCU), em cima do comando do Senado.

O tema fará parte da reunião da Mesa Diretora na próxima semana. E não será a primeira vez que o assunto estará em pauta. Agaciel e Zoghbi prestaram depoimento no dia 3 e negaram aos senadores a existência dessa prática. Mas ela existia. Agora, alguns parlamentares cobram punição – por quebra de dever funcional – e a anulação dos cerca de 300 documentos descobertos pela Primeira Secretaria e revelados pelo Estado na quarta-feira.

O advogado-geral do Senado, Luiz Fernando Bandeira de Mello, explicou ontem que deve apresentar parecer que tente diminuir o estrago para a imagem da Casa. “A princípio, não tem como pedir de volta o dinheiro de quem trabalhou. Apesar do ato secreto, o serviço, teoricamente, foi prestado. O culpado é o autor dessa não-publicação. O ilícito foi não dar publicidade. Se for comprovada a má-fé, caberá a ele (ex-diretor) esse ressarcimento”, afirmou.

NETO

A anulação de todos os atos implicaria o cancelamento de exonerações secretas, como a de João Fernando Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), lotado no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) até outubro de 2008. “Isso criaria um problema, pois ele continuaria empregado e teria de receber por esse período”, disse o advogado.

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