Funcionários da Câmara dos Deputados contrataram funcionários fantasmas para receber salários, auxílios-creche e vales-transporte.
Em outro modelo de falcatrua 83 funcionários alegavam residir em Formosa, distante 80km da Câmara, para receberem R$ 480 a mais em seus contracheques a título de vale transporte. Quando a fraude foi alertada, nada menos que 48 destes espertalhões promoveram suas mudanças relâmpago de domicílio para a capital.
O Congresso Nacional virou um covil, um verdadeiro abrigo de salteadores dos cofres públicos.
Salvam-se poucos. Há fortes indícios que Senadores, Deputados e funcionários têm como único objetivo se locupletar sem limites do erário. Afinal o úbere é farto e “o dinheiro público é de ninguém”, segundo suas inexistentes consciências.
Enquanto isso o Projeto de Lei Ficha Limpa patina na Câmara com uma série de medidas protelatórias, como os pedidos de vista. Um verdadeiro desrespeito à vontade popular de discutir e implementar algum mecanismo que impeça criminosos de entrarem no Congresso. E a possibilidade de Deputados e Senadores limpos contratarem funcionários limpos é maior que o contrário dessa verdade.
A sociedade ainda não descobriu os caminhos mais apropriados de pressão em sua própria casa. Os escândalos da farra das passagens aéreas e das verbas indenizatórias não foram suficientes para os atuais presidentes da Câmara e do Senado colocarem na pauta do Congresso o que está na pauta da sociedade.
Ninguém além dos congressistas e funcionários aguenta mais a roubalheira do Congresso.
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