Arquivo da categoria ‘Alexandrino Alencar’
Publicado por Pax em 06/07/2009
Lair Ferst faz denúncias contra o governo
Zero Hora
Pivô do escândalo do Detran entregou ao MPF acusações envolvendo campanha de Yeda e início da administração
Desde fevereiro, quando a deputada Luciana Genro deu entrevista ao lado do vereador Pedro Ruas, ambos do PSOL, revelando denúncias que teriam sido feitas por Lair Ferst contra a governadora Yeda Crusius, os gaúchos convivem com a dúvida sobre se o pivô do escândalo do Detran estaria colaborando com as investigações. A confirmação veio ontem por meio de documentos a que Zero Hora teve acesso.
No ofício OF/SECRIM/PRRS/Nº 2669, datado de 16 de abril, o procurador Alexandre Schneider encaminha ao então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, um texto escrito por Lair detalhando 20 supostas irregularidades que teriam sido cometidas na campanha de 2006 e no início do governo de Yeda. ZH teve acesso a 12 páginas das 13 páginas escritas em computador por Lair, rubricadas e numeradas pelo protocolo da Procuradoria-Geral da República.
Lair conta desde sua aproximação da campanha até suposta oferta de propina à governadora feita pelo grupo responsável pela fraude no Detran. No relato, afirma que a casa de Yeda foi comprada por R$ 1 milhão, e não por R$ 750 mil, como está no contrato, e que a diferença foi paga com caixa 2.
Continua…
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Publicado por Pax em 09/06/2009
AE – via Correio Braziliense
Os deputados favoráveis à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o governo Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul vão coletar assinaturas da população a partir de amanhã para pressionar os demais parlamentares a aderirem à proposta. Para ser instalada, a CPI precisa de 19 assinaturas. O pedido conseguiu o apoio de 17 deputados desde 12 de maio, quando o PT começou a circular o documento. O parlamento gaúcho tem 55 deputados.
Além da coleta de assinaturas, os deputados vão entregar ao Ministério Público do Estado representação contra o secretário da Transparência e Probidade Administrativa, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, na qual pedem investigação sobre sua conduta. Entre os fatos citados para motivar o pedido, a representação afirma que o secretário atuou “de forma propositiva” para manter contrato que estaria ilegal – expirou no dia 3 de abril – no Detran-RS com empresa responsável pelo guincho de veículos. A empresa cobra do governo suposta dívida contestada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, que solicita inspeção no contrato.
continua…
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Publicado por Pax em 08/06/2009
Paulo Azeredo assina pedido de instalação da CPI da Corrupção
Zero Hora
O deputado Paulo Azeredo (PDT) assinou nesta segunda-feira o requerimento de instalação da CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa. Ao assinar na 17ª posição das 19 exigidas pelo regimento interno, Azeredo agregou dois novos fatos para investigar, as fumageiras e o vice-governador Paulo Feijó. O presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Jr., acompanhou o ato de assinatura do deputado pedetista.
Continua…
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Publicado por Pax em 03/06/2009
Gestão da tucana é considerada ruim ou péssima por 51% dos entrevistados e 57% disseram acreditar em corrupção no governo de Yeda Crusius no RS.
Pesquisa Datafolha: reprovação a Yeda é a maior já registrada a um governador
Zero Hora
A gestão de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul é considerada ruim ou péssima por 51% dos entrevistados em pesquisa do Datafolha. O índice de reprovação é o maior já registrado a um governador nessas pesquisas — até então, o recorde era do governador de Santa Catarina Paulo Afonso (PMDB), com 48% em dezembro de 1998.
Além disso, 57% disseram acreditar em corrupção no governo estadual – desse total, 70% defendem o impeachment de Yeda. Ainda dentro desse grupo, 88% são favoráveis à criação de uma CPI para apurar o envolvimento da governadora. Outros 55% apontam que a tucana tem muita responsabilidade no caso. As perguntas sobre impeachment, responsabilidade da governadora e criação de CPI foram feitas apenas aos 57% que disseram existir casos de corrupção no governo Yeda.
Continua…
Leia mais sobre Yeda na coleção do blog, clique aqui
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Publicado por Pax em 27/05/2009
Otaviano de Moraes deve ir à PF saber se gravações telefônicas integram Operação Solidária
Plantão Zero Hora
O secretário da Transparência, Otaviano Brenner de Moraes, abriu nesta quarta-feira procedimento para analisar ligação entre a assessora direta da governadora Yeda Crusius, Walna Menezes, em suposto esquema de fraude em obras públicas.
De Moraes deve ir à Polícia Federal (PF) ainda hoje saber se as gravações telefônicas fazem parte da Operação Solidária.
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Publicado por Pax em 25/05/2009
Até o momento, o requerimento conta com 17 assinaturas, duas a menos do que o necessário
Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira na sede estadual do PDT, em Porto Alegre, a cúpula do partido decidiu convocar os 200 integrantes do diretório estadual para decidirem no voto se o partido deve ou não apoiar a abertura de uma CPI que investigaria supostas irregularidades no governo Yeda. O encontro que definirá a posição do partido ocorrerá no dia 15 de junho.
Caso o diretório vote pela abertura da comissão, os deputados Kalil Sehbe, Gerson Burmann e Giovani Cherini ficarão obrigados a assinar o requerimento. Caso descumpram a orientação, pode estar expostos a um processo de desfiliação. Com isso, a oposição conseguiria as assinaturas necessárias para a abertura das investigações.
O presidente nacional do partido, Vieira da Cunha afirma que a bancada na Assembleia não pode ficar dividida.
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Publicado por Pax em 24/05/2009
Conflito entre governadora e vice não tem paralelo na política do Estado, avaliam historiadores – Zero Hora
Num conflito sem precedentes na história do Estado, a governadora Yeda Crusius e o vice Paulo Afonso Feijó atingiram nos últimos dias o pior momento num relacionamento conturbado que já dura quase três anos. Feijó confirmou a suspeita da existência de caixa 2 na campanha da governadora em 2006 – um delito que, se comprovado, turbinaria os setores da oposição que propõem CPI e impeachment da tucana. Os aliados de Yeda contra-atacaram com a ameaça de impeachment do vice.
Não faltam agravos a Yeda na trajetória recente de Feijó: campanha pela rejeição de um pacote de tributos em dezembro de 2006, proposta de afastamento do presidente do Banrisul, Fernando Lemos, apoio à CPI do Detran, gravação de inconfidências do então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, crítica ao empréstimo de US$ 1,1 bilhão do Banco Mundial e, mais recentemente, suspeitas sobre a campanha de 2006.
Nos bastidores, integrantes do Piratini e do PSDB não perdoam Feijó por ter transformado o Palacinho, na Avenida Cristóvão Colombo – sede da vice-governadoria –, em uma central de conspiração contra Yeda. Até mesmo o trânsito de veículos de integrantes da oposição, como o vereador da Capital Pedro Ruas (PSOL), foi monitorado em frente ao local.
No início do mês, ao conceder entrevistas sobre suspeitas de caixa 2 contra Yeda levantadas pela viúva do ex-assessor em Brasília Marcelo Cavalcante, Magda Koenigkan, Feijó revelou a existência do que pode ser um verdadeiro arsenal contra o Piratini: um disco rígido com mais de 800 e-mails trocados por ele com ex-integrantes da campanha, alguns com cópia enviada para a própria governadora.
Como dirigente empresarial, Feijó assumiu no primeiro turno do pleito de 2006 a missão de conquistar doações de campanha. A revista Veja publicou alguns desses e-mails. Num deles, refere-se a uma doação de R$ 25 mil de uma concessionária de automóveis, que teria sido entregue ao tesoureiro de campanha Rubens Bordini em uma mochila de academia. Bordini nega.
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Publicado por Pax em 23/05/2009
Lideranças da legenda divulgam apoio à governadora do RS
Brasília (22 de maio)- A Direção Nacional do PSDB, os governadores eleitos pelo PSDB e os líderes partidários vêm reiterar o enorme respeito que têm pela governadora Yeda Crusius e por toda a sua longa trajetória política, construída com competência e respeito a princípios éticos.
Estamos seguros de que a governadora saberá responder a cada uma das acusações que lhe são imputadas por seus opositores no Estado.
Lamentamos ainda que a radicalização do quadro político no Rio Grande do Sul esteja colocando em segundo plano a importante obra administrativa do Governo Estadual, que vem buscando, com extrema seriedade, o equilíbrio das contas públicas e o resgate da credibilidade interna e externa do Estado.
Com este documento tornamos pública nossa total solidariedade à governadora Yeda Crusius, ao PSDB do Rio Grande do Sul e aos nossos aliados.
Assinam:
Senador Sérgio Guerra- presidente nacional do PSDB
Senador Arthur Virgílio- líder do PSDB no Senado
Deputado José Aníbal- líder do PSDB na Câmara
Governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho
Governador de Minas Gerais, Aécio Neves
Governador de Roraima, José de Anchieta Júnior
Governador de São Paulo, José Serra
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Coleção do blog sobre Yeda Crusius
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Publicado por Pax em 21/05/2009
Agência Estado via Correio Brasiliense
Os deputados estaduais Paulo Borges e Marquinho Lang, do DEM, assinaram hoje o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no governo da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). Com isso, a proposta feita pela bancada do PT passa a ter 16 das 19 assinaturas necessárias para ser aprovada a criação da CPI. A 17ª assinatura deve ser do deputado Paulo Azeredo, do PDT.
O quadro, no entanto, permanece inalterado, sem indicativos de que a comissão será aprovada. Os deputados favoráveis à instauração da CPI ainda trabalham para obter os apoios de Gerson Burmann (PDT), Cassiá Carpes (PTB) e Nelson Härter (PMDB). Mas nenhum deles sinalizou qualquer intenção de assinar o documento se não surgirem fatos novos nos próximos dias. Os outros 33 deputados se manifestaram contrários à CPI.
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Veja também no Zero Hora com uma cronologia da crise, clique no link abaixo
Veja também no blog A Nova Corja
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Publicado por Pax em 19/05/2009
Idealizadora da proposta de CPI para investigar o Executivo, a deputada estadual Stela Farias (PT) admitiu ontem a possibilidade de excluir suspeitas de caixa 2 das investigações a fim de assegurar apoio do PDT ao requerimento da comissão.
A bancada pedetista deverá anunciar hoje seu apoio – essencial para a proposta alcançar as 19 assinaturas necessárias para a instalação da CPI. Se a hipótese cogitada por Stela for aceita, suspeitas de irregularidades na campanha da governadora Yeda Crusius em 2006 ficariam de fora dos trabalhos da comissão. O foco dos deputados ficaria restrito aos delitos envolvendo dinheiro público. Caberia à Justiça Eleitoral investigar eventuais irregularidades durante a corrida ao Piratini.
Com esse foco, dos quatro itens elencados no requerimento apresentado pela oposição – supostos desvios de recursos, fraude à lei de licitações e atos de improbidade levantados pela Operação Solidária, da Polícia Federal (PF), conexões dessa operação com a CPI do Detran, suposta interferência irregular na gestão do Detran e procedência das denúncias levantadas pelo PSOL –, ficariam de lado as denúncias de crime eleitoral, inclusive as que partiram do vice-governador Paulo Feijó no final de semana.
Continua no Zero Hora
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Publicado por Pax em 18/05/2009
Requerimento já tem a adesão de 12 deputados, sete a menos que o mínimo necessário para o início dos trabalhos
Integrantes do governo gaúcho traçam estratégias para impedir a instalação da CPI na Assembleia com o objetivo de investigar denúncias de caixa 2 na campanha da governadora Yeda Crusius. O principal objetivo é fazer com que o PDT não assine o requerimento, que já tem a adesão de 12 deputados, sete a menos que o mínimo necessário para o início dos trabalhos. O presidente do PDT, Romildo Bolzan Junior, defende uma investigação sobre o assunto.
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Publicado por Pax em 18/05/2009
“Tenho outros e-mails que são comprometedores”, diz Feijó
Vice-governador confirmou que repassou R$ 25 mil de uma concessionária a Bordini
Marciele Brum – Zero Hora
Depois de passar o final de semana recolhido em Punta del Este, o vice-governador Paulo Feijó (DEM) retornou a Porto Alegre e confirmou ontem que repassou R$ 25 mil da concessionária de veículos Simpala dentro de uma mochila da sua academia a Rubens Bordini, o tesoureiro da campanha da governadora Yeda Crusius em 2006. O dinheiro não consta na prestação de contas da campanha.
O vice nega que tenha repassado e-mails à revista Veja, que na edição desta semana divulgou a troca de mensagens entre Feijó e Bordini acertando o repasse da doação de R$ 25 mil.
A seguir, a entrevista de Feijó a Zero Hora concedida ontem à noite por telefone:
Zero Hora – O senhor repassou em 2006 R$ 25 mil da Simpala para Rubens Bordini?
Paulo Feijó – Tenho esse e-mail onde aparece o Bordini respondendo “muito obrigado” pelos brindes. A Veja só colocou um pedaço do e-mail. Naquela semana, eu tinha inaugurado a minha academia. E dei para todo mundo que ia na academia como brinde um boné, uma mochila, uma garrafinha térmica. Daí, apareceram os R$ 25 mil. Não sabia que era em dinheiro. Eu mandei lá buscar. O que eu fiz? Melhorei o embrulho. Eu ia mandar o dinheiro para o Bordini mas não sabia por quantas mãos ia passar antes de chegar nele. Então botei dentro da mochila. Tenho o e-mail dele me respondendo “obrigado pelos brindes. Ainda bem que a embalagem estava mal e tu teve que melhorar”. O Marco Antonio Kraemer (gerente de relações institucionais da GM) não tem nada a ver com isso. Como meu amigo no meio empresarial, ele me disse: “Olha, uma revenda nossa quer contribuir com a campanha. É a Simpala”. Ele fez contato com a Simpala e marcou horário: pode procurar o fulano com telefone tal que ele vai contribuir. Mandei uma pessoa lá que esperava receber um cheque e recebeu o dinheiro. O que eu fiz? Não ia mandar um maço de dinheiro para o Bordini. Botei dentro de uma camiseta, dentro de uma mochila e disse: “Isso é brinde da academia, entrega para Bordini”. Bordini tinha de emitir um recibo eleitoral, entregar à Simpala e declarar na campanha.
ZH – O senhor repassou e-mails pessoais à revista Veja?
Feijó – Não entreguei.
Continua, clique aqui, em Zero Hora.
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Publicado por Pax em 16/05/2009
Zero Hora – A governadora anunciou que vai processar a revista
A edição deste fim de semana da Revista Veja traz novas suspeitas de caixa 2 na campanha da governadora Yeda Crusius em 2006. A reportagem mostra uma troca de e-mails entre o vice-governador Paulo Feijó e um representante de revenda de veículos.
Além dos R$ 400 mil supostamente doados por duas empresas fumageiras à campanha da governadora, outra doação entra no foco das suspeitas: o vice-governador Paulo Afonso Feijó teria captado R$ 25 mil junto à concessionária de veículos Simpala e repassado ao tesoureiro tucano, Rubens Bordini — mas o dinheiro não apareceu na prestação de contas da governadora.
Em sua mais recente edição, publicada na internet na madrugada deste sábado, a revista Veja reproduz um e-mail trocado durante a campanha entre Feijó e Bordini. Na mensagem, Feijó diz a Rubens: “recebi R$ 25 mil em cash da Simpala. Está comigo”.
Continua no Zero Hora
Mais no site: Nova Corja
Então, terás
Quer mais transtorno?
Yeda provas quer, Yeda provas terá
Atualização: Uma boa matéria para arquivo, no Estadão
Veja a cronologia do caso Yeda Crusius no Rio Grande do Sul
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Publicado por Pax em 15/05/2009
José Eduardo Alckmin participou de reunião na Capital nesta sexta-feira
Marciele Brum – Zero Hora
Depois de duas horas de reunião no Palácio Piratini, a governadora autorizou o advogado José Eduardo Alckmin a ingressar com uma ação judicial por danos morais contra a Revista Veja, que no último final de semana acusou a governadora de utilizar sobras de campanha para comprar uma casa no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre.
Na segunda-feira, ele vai tentar marcar uma audiência com o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para trazer o material que foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, na tentativa de verificar informações sobre o caso. Alckmin indica que, pelo momento, não pensa em entrar com ações contra o PSOL, Luciana Genro ou contra a viúva de Marcelo Cavalcante, Magda Koenigkan.
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Publicado por Pax em 15/05/2009
Agencia Folha via Associação Nacional dos Procuradores da República
Sob chuva, protesto no centro de Porto Alegre reuniu 1.600 pessoas, segundo a polícia; governadora estava no interior do Estado
Outros dois deputados assinam o requerimento para criar CPI; faltam 7 das 19 assinaturas necessárias para abrir a investigação
GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE
Sob uma chuva fina e permanente, servidores públicos e estudantes fizeram um protesto pelo impeachment da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), na manhã de ontem, em Porto Alegre. A tucana enfrenta denúncias de suposto caixa dois na campanha eleitoral e uso do dinheiro para compra de uma casa.
O protesto reuniu entre 1.600 e 3.000 manifestantes, conforme os cálculos da Brigada Militar e dos organizadores, respectivamente. A manifestação foi organizada pelo Cpers (Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul), que fez inserções no horário nobre de TV para divulgar o ato.
Depois de 45 minutos em uma passeata pelas ruas do centro da cidade, os manifestantes, usando guarda-chuvas ou capas impermeáveis, fizeram um ato público em frente ao Palácio Piratini (sede do governo gaúcho). Yeda cumpria agenda no interior do Estado.
Com as cores da bandeira do RS (vermelho, amarelo e verde) pintadas no rosto, eles carregavam faixas e cartazes pedindo a saída da governadora. Numa delas aparecia uma foto da casa da governadora e a mensagem: “Esta é uma das provas da corrupção no RS”.
Além de sindicalistas e estudantes, políticos de partidos de oposição ao governo Yeda (PT, PSOL, PCB e PSTU) fizeram discursos no comício em frente à sede do governo. Após o ato público, um grupo de cerca de 50 estudantes fez um protesto no saguão da Assembleia Legislativa, que fica ao lado do Piratini. Houve apitaço. O presidente da Casa, Ivar Pavan (PT), recebeu os manifestantes.
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Publicado por Pax em 14/05/2009
Adriana Irion
O procurador regional eleitoral, Vitor Hugo Gomes da Cunha, confirmou que vai remeter à Procuradoria-Geral da República em Brasília, no Ministério Público Federal, o caso envolvendo a compra da casa da governadora Yeda Crusius. Vitor Hugo pediu ao Ministério Público de Contas e ao Ministério Público Estadual cópias das apurações feitas por eles sobre o tema.
O material será mandado para análise do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que poderá entender pelo arquivamento do caso, pela denúncia — se ficar convencido de que já há provas de que houve crime — ou pelo pedido de investigação. Em qualquer hipótese a manifestação do PGR é submetida ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Uma investigação contra Yeda só pode ser aberta se o STJ autorizar.
— Do aspecto criminal, quem pode dizer se houve ou não alguma ação criminal, por exemplo sonegação fiscal, é o STJ — disse o procurador à Rádio Gaúcha.
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Zero Hora – Deputados do PSB assinam requerimento de CPI
Sobe para 12 o número de adesões ao pedido de CPI
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“O Flávio disse que o Carlos Crusius furtou dinheiro da campanha”
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Publicado por Pax em 14/05/2009
“Superintendente da Polícia Federal (PF), delegado Ildo Gasparetto, disse ontem que o procurador regional eleitoral, Vitor Hugo Gomes da Cunha, deverá pedir inquérito para apurar o caso.”
Segundo superintendente, a apuração deve se limitar no início a contas do PSDB em 2006
Adriana Irion e Fábio Schaffner
Depois de enviar ao Ministério Público Eleitoral o que considerou indícios de caixa 2 na campanha da governadora Yeda Crusius em 2006, o superintendente da Polícia Federal (PF), delegado Ildo Gasparetto, disse ontem que o procurador regional eleitoral, Vitor Hugo Gomes da Cunha, deverá pedir inquérito para apurar o caso. Cunha concentrará o pedido nas contas do partido, mas não está descartada investigação da campanha de Yeda – que dependeria de autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cunha havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral cópia da prestação de contas apresentada pela coligação União Rio Grande Afirmativo (PSDB-PSC-PL-PPS-PAN-PRTB- PHS- PTC-Prona-PT do B) relativa à campanha para o governo do Estado. A candidata da coligação foi a governadora Yeda Crusius. Na terça-feira, o procurador também pediu cópia da prestação de contas do PSDB referente ao exercício de 2006.
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Publicado por Pax em 13/05/2009
Yeda anuncia que vai processar a Revista Veja
Governadora contrata ex-ministro do TSE para fazer defesa contra denúncias
Rodrigo Orengo – Zero Hora
Após escolher o ex-ministro de Tribunal Superior Eleitoral José Eduardo Alckmin como advogado, a governadora Yeda Crusius anunciou nesta quarta-feira em Brasília que deve processar a Revista Veja. Alckmin tem entre seus clientes o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e nove deputados gaúchos processados por manter albergues no Rio Grande do Sul, que estão sob ameaça de cassação no Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo Yeda, chegou a hora de “defender o Estado”. A Revista Veja apresentou denúncias de caixa 2 na campanha eleitoral da governadora e fez críticas à administração gaúcha em seu editorial:
— A editoria da Veja vai ter que responder pelo que escreveu na Carta do Editor. Chega de atacar o Rio Grande do Sul! Chega de atacar a governadora do Rio Grande do Sul! — disse Yeda.
Continua, aqui em Zero Hora
Veja também:
Yeda entrega à Executiva do partido documentos que rebatem denúncias de caixa dois
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil
Brasília – A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), disse hoje (13) que pretende cobrar provas concretas das denúncias de que ela teria recebido R$ 400 mil de caixa dois após as eleições para o governo do estado.
A governadora classificou as denúncias como requentadas e disse ter documentos que comprovam sua inocência.
Ela informou que entregou hoje à Executiva Nacional do partido três documentos rebatendo as denúncias. O primeiro, segundo ela, comprova a legalidade da compra de sua casa. Ela também apresentou a prestação de contas da campanha que foi aprovada pelos órgãos de fiscalização.
O terceiro documento, segundo a governadora, comprova o falso testemunho do delegado da Polícia Civil Luis Fernando Tubino, que foi chefe da segurança do ex-governador petista Olívio Dutra, e foi responsável por uma investigação que supostamente ligava Yeda a lobistas.
“A resposta está dada. Chega de atacar o Rio Grande do Sul e a governadora do Rio Grande do Sul com fatos que já foram comprovados.”
Questionada se temia a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na assembléia estadual, a governadora afirmou que não haveria necessidade. “Para que uma CPI se tem as provas da lisura?”, questionou.
Yeda e integrantes do governo são suspeitos de participação num esquema de desvio de dinheiro no Detran-RS, além de caixa dois na campanha eleitoral de 2006.
Segundo reportagem da revista Veja desta semana, gravações feitas pelo empresário Lair Ferst, um dos acusados de participar dos desvios no Detran gaúcho, revelam que Carlos Crusius – marido de Yeda – teria recebido R$ 400 mil em espécie, supostas doações das fabricantes de cigarros Alliance One e CTA-Continental, das mãos do ex-assessor da governadora Marcelo Cavalcante. De acordo com a revista, as gravações mostram um diálogo entre Ferst e Cavalcante, assessor de Yeda entre 2002 e 2006 e coordenador de sua campanha eleitoral, encontrado morto em fevereiro, em Brasília.
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Publicado por Pax em 13/05/2009
Órgão aguarda proncuniamento do MPE e do STJ para iniciar a investigação
Depois de repassar ao Ministério Público Eleitoral (MPE) informações sobre suposto uso de caixa 2 na campanha de Yeda Crusius ao governo do Estado e suspeitas de irregularidades na compra da casa da governadora, a Polícia Federal (PF) aguarda pronunciamento do órgão e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para iniciar a investigação. Por ser governadora, Yeda só pode ser investigada com autorização do STJ.
Segundo a PF, há elementos que indicam a necessidade de aprofundar as investigações sobre as suspeitas, surgidas durante a CPI do Detran, no ano passado, e reforçadas pelo PSOL, em fevereiro deste ano.
– Os indícios nos mostram que as investigações têm de ser aprofundadas. Toda investigação tem de ter começo e fim com autorização do poder competente para evitar nulidade – afirmou o superintendente da Polícia Federal, delegado Ildo Gasparetto.
Continua no Zero Hora
Quarta-feira, 13 de maio de 2009
Pelo caminho judicial
ABERTURA DA PÁGINA 10 DE ZH
Convencida de que não conseguirá reverter a onda de denúncias contra seu governo pelo caminho da comunicação, a governadora Yeda Crusius decidiu recorrer à Justiça, providência que rejeitou quando foi acusada pela deputada Luciana Genro e pelo vereador Pedro Ruas, em fevereiro. O tipo de ação que vai mover contra seus acusadores será definido a partir de hoje, com a banca de advogados que o PSDB nacional vai colocar a sua disposição. Em princípio, será uma interpelação judicial à revista Veja e às pessoas que a acusaram.
— Vou buscar a verdade pelo meio judicial em nome do Rio Grande. Tenho o direito e o dever de pedir que tudo seja esclarecido.
Quem também mudou de postura foi o professor Carlos Crusius, ex-marido da governadora. Ela revelou ontem que Crusius vai processar o vereador Pedro Ruas, do PSOL, que no programa Conversas Cruzadas, da TVCOM, segunda-feira, o acusou de “furtar dinheiro da campanha”.
Continua no blog da Rosane de Oliveira, Zero Hora
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Publicado por Pax em 12/05/2009
Notícias coletadas ao fim do dia.
Terra Magazine – Wenzel: Renúncia não está no vocabulário de Yeda
Zero Hora – Presidente do PSDB descarta apoio nacional do partido para defender Yeda
Estadão – Oposição a Yeda precisa de 9 assinaturas para CPI
Noblat – Direção nacional do PSDB deixa Yeda Crucius de mão
Josias de Souza – Sob a ameaça de CPI, Yeda busca ‘apoio’ em Brasília
Nova Corja – Yeda mente e a culpa é dos outros
A coleção do blog: aqui
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