O noticiário disponível na internet mostra que os atuais escândalos vividos pelo Senado têm sua origem no modelo de gestão de favores das presidências passadas.
Em dezembro de 2007 Garibaldi Alves (PMDB RN) assume a presidência substituindo Renan Calheiros (PMDB AL), que renunciou no dia 4 de dezembro daquele ano para evitar seu processo de perda de mandato.
O organograma do senado era assim.

Algumas das incontáveis notícias e fotos disponíveis na Internet sobre esse período:
4 de Dezembro de 2007 – Agência Brasil
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| Brasília – Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) durante discurso de renúncia à Presidência do Senado Foto: Valter Campanato/ABr |
BRASÍLIA - O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) foi eleito nesta quarta-feira, 12, o novo presidente do Senado. Candidato único ao posto, Garibaldi foi eleito com 68 votos. Foram oito votos contra e duas abstenções. Ele substitui Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou ao comando da Casa no dia 4. Com 20 senadores, o PMDB tem a maior bancada, prerrogativa que lhe garante a indicação do presidente da Casa.
Senado vai analisar denúncia de corporativismo para beneficiar suposto esquema de fraudes - GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília 06/08/2008
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta quarta-feira que vai analisar sem “corporativismo” as denúncias do suposto envolvimento do senador Efraim Morais (DEM-PB) e do secretário-geral do Senado, Agaciel Maia, em um virtual esquema de fraudes em licitações na Casa Legislativa. Garibaldi afirmou que vai esperar os esclarecimentos de ambos antes de definir eventuais punições ao parlamentar e ao secretário-geral –acusados de fechar acordos com empresas prestadores de serviços no Senado para que ganhassem licitações em 2006.
Senado quer excluir de novas licitações empresas acusadas de irregularidade- Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil 12/08/2008
Brasília – O Senado quer impedir que as empresas acusadas de irregularidades em licitações na Casa participem de nova concorrência. A decisão foi anunciada hoje (12) pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
“Estamos fazendo consultas jurídicas para impedir isso”, disse. Na semana passada, o Senado anunciou que fará nova licitação para substituir três empresas – Conservo, Ipanema e Brasília – na contratação de pessoal terceirizado. Denúncias mostram que essas empresas eram favorecidas por funcionários do Senado.
As suspeitas envolvem o primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais, e servidores como o diretor-geral, Agaciel Maia, cujos nomes foram mencionados em conversas gravadas pela Polícia Federal durante a investigação. O caso envolve ainda o diretor da Secretaria de Compras do Senado, Dimitrios Hadjinicolnou, o ex-diretor de compras Aloysio Vieira de Brito e dois empresários que mantêm contratos de terceirização com o Senado, Victor Cúgola e José Carlos Araújo.
Os contratos foram assinados na gestão de Renan Calheiros (PMDB-AL) como presidente do Senado e somam R$ 2,4 milhões, com a finalidade fornecer mão-de-obra para prestação de serviços especializados. O resultado das investigações, inclusive com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, estão sob análise do Ministério Público Federal (MPF).
O presidente do Senado ainda disse que espera votar durante a tarde as três medidas provisórias que trancam a pauta da Casa.
Garibaldi nega tentativa de proteger Efraim Morais das acusações de fraude no Senado – Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil – em 27/08/2008
Brasília – O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), negou hoje (27) que exista uma tentativa de proteger o primeiro secretário da Casa, Efraim Morais (DEM-PB), contra as acusações de envolvimento nas fraudes em licitações para contratação de empresas terceirizadas.
“Você acha que ainda pode haver uma tentativa de poupá-lo depois de tudo que está havendo? Não há essa preocupação. Há a preocupação de apurar os fatos, de se ter a verdade sobre o que está sendo dito”, disse. Ele acrescentou que vai aguardar relatório do corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), sobre o caso.
As denúncias resultaram no cancelamento dos contratos das empresas acusadas de fraude e no anúncio de nova licitação. “Vamos começar a ter a contagem regressiva para a realização de novas licitações com relação à contratação daqueles serviços”, explicou Garibaldi.
Garibaldi Alves Filho ainda disse que, por falta de pedido formal, o afastamento do senador do cargo não é possível no momento. “A não ser com um pedido dele, mas isso depende dele”.
NEPOTISMO Diretor do Senado não demite esposa – MARIÂNGELA GALLUCCI E ROSA COSTA – Da Agência Estado -Brasília, DF 17/10/2008
Com sete parentes empregados no Senado – três deles exonerados nos últimos dias por imposição da súmula anti-nepotismo do STF – o diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi, disse ontem que não vê motivos para afastar sua mulher Denise Zoghbi da diretoria do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB). O órgão é um centro de capacitação do Senado, cuja função não difere muito da diretoria ocupada por ele.
O episódio mostra a dificuldade encontrada pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves, para levar adiante seu empenho em atender a súmula do STF. Funcionário do quadro, João Carlos Zoghbi virou diretor graças ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), em cujo gabinete sua mulher, Denise, exercia a função de chefe de gabinete. Foi Lobão que mandou criar a diretoria hoje ocupada por ele, nos dois meses em que exerceu a presidência do Senado, substituindo o então licenciado titular, senador Jader Barbalho (PMDB-PA).
Agência Brasil – 10/09/2008
Brasília – O senador Efraim Morais, durante leitura relatorio do senador Romeu Tuma, com o nome Mão de Obras, onde inocenta o senador Efraim Morais e o diretor geral do Senado Agaciel Maia Foto: José Cruz/ABr
Observação: Este é um estudo incompleto. Não tive mais tempo. Prometo prosseguir assim que o tempo permitir. Sugiro clicar nos links acima indicados para ler as matérias em seus sites originais.