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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘Análise Consultoria e Desenvolvimento’

Entenda a CPI da Petrobras

Publicado por Pax em 16/05/2009

A CPI da Petrobras nos jornais de hoje, o descuido da situação, o uso político da oposição e vários links disponíveis sobre possíveis irregularidades.

Agência Brasil:
Governo não consegue retirar assinaturas necessárias para impedir a CPI da Petrobras

Estadão:
Oposição aproveita descuido da base e cria CPI da Petrobras

Folha:
Ação de Lula não evita criação da CPI da Petrobras

O Globo:
Governo não consegue impedir a CPI da Petrobras

Villas-Bôas Corrêa
As derrotas do governo e o líder ausente

Alguns dos itens passíveis de investigação:

Operação Águas Profundas: (definição e algumas notícias)
Polícia Federal
Tribunal Regional Federal
Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal
Superior Tribunal de Justiça
Instituto PNBE
Coleção do blog

Refinaria Abreu e Lima
(Coleção do blog)

Operação Royalties
(Coleção do blog)

Manobras Contábeis
(Estadão)

Enviado em Ana Celeste Alves Bessa, Análise Consultoria e Desenvolvimento, Angraporto, ANP, Carlos Alberto Pereira Feitosa, Carlos Heleno Netto Barbosa, CPI da Petrobras, Fernando da Cunha Sterea, Josenia Bourguignon Seabra, Mauro Zamprogno, Operação Águas Profundas, Operação Royalties, Pandorama, Petrobras, Rômulo Miguel de Moraes, Refinaria Abreu e Lima, Refinaria do Nordeste, Ricardo Moritz, Victor Martins, Wladimir Pereira Gomes | 1 Comentário »

CGU fará auditoria do método usado para o cálculo de royalties

Publicado por Pax em 24/04/2009

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Diante das irregularidades apontadas pela Polícia Federal (PF) no repasse de royalties da Petrobras para estados e municípios produtores de petróleo e gás, a Controladoria-Geral da União (CGU) vai fazer uma auditoria no método usado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para esses pagamentos.

A CGU solicitou ao diretor-geral da agência, Haroldo Lima, esclarecimento sobre as denúncias envolvendo o diretor da ANP, Victor de Souza Martins, apontado como beneficiário do suposto esquema irregular.

De acordo com reportagem da revista Veja, publicada neste mês, Martins teria usado o cargo para emitir pareceres favoráveis ao pagamento de royalties às prefeituras que fechassem contratos com a Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa pertencente a ele e à sua esposa, Josenia Bourguignon Seabra, também apontada como beneficiária.

“A respeito das denúncias veiculadas na imprensa sobre possíveis irregularidades no processo de concessão de royalties pela Agência Nacional de Petróleo, a Controladoria-Geral da União está aprofundando o exame da metodologia e do sistema de cálculo utilizado pela ANP para esta finalidade. Para isso, já expediu à regional do Rio de Janeiro ordem de serviço que tem prioridade na sua execução”, diz a CGU em nota.

Ainda conforme a revista, Victor Martins estaria sob investigação da PF, que confirma ter aberto inquérito para investigar desvios no pagamento de royalties da Petrobras a prefeituras do estado do Rio de Janeiro.

A CGU informou que já havia apurado anteriormente a concessão de royalties pela ANP, atendendo pedido da PF por causa de uma ação judicial movida por um município nordestino. Conforme a nota da CGU, na época, não foi constatada irregularidade, mas foi decidido avaliar o sistema da ANP. A controladoria não informou o nome da cidade porque o processo corre em sigilo de justiça.

De acordo com a CGU, não foi estabelecido prazo para conclusão da auditoria e nem para o envio das explicações sobre Victor Martins, que é irmão do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, realizada ontem (22), Victor Martins negou favorecimento à sua empresa e disse que o pagamento de royalties aos municípios tem sido feito de forma legal.

A esposa dele, que também esteve na audiência, afirmou que o marido está afastado da administração da Análise Consultoria e Desenvolvimento desde 2005, quando assumiu a diretoria da ANP. Segundo ela, a consultoria tem apenas um cliente e nenhuma relação com royalties pagos pela Petrobras.

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Deputados querem ouvir chefe da ANP

Publicado por Pax em 12/04/2009

Christiane Samarco, BRASÍLIA – Estadão

O diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Victor Martins, e sua mulher e sócia na Análise Consultoria, Josenia Bourguignon Seabra, serão convidados a comparecer à Comissão de Minas e Energia da Câmara, na próxima semana, para falar sobre suspeitas de irregularidades na partilha de royalties de petróleo.

O colegiado tem pressa em ouvi-los, mas precisará fazer um acerto de agenda com os convidados, porque só tem poder para convocar ministros de Estado. A data da audiência terá de ser definida em comum acordo.

A iniciativa partiu da oposição – o autor do primeiro requerimento é o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) -, mas teve o apoio dos aliados do governo. O segundo requerimento, para ouvir Josenia, foi proposto por Alexandre Santos (PMDB-RJ).

Continua no Estadão, clique no link acima

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A ANP sob suspeita

Publicado por Pax em 11/04/2009

Criada para fiscalizar o setor, a Agência Nacional do Petróleo virou caso de polícia por dois escândalos: liberar subsídios suspeitos para usineiros e royalties de exploração de petróleo para empresa ligada a um de seus diretores

Isabel Clemente e Andrei Meireles – Revista Época

Nos últimos anos, quando a crise global não aparecia nos pesadelos de ninguém, o petróleo do pré-sal e a exportação de etanol eram celebrados como promessas de ganhos fabulosos e imensa prosperidade para o Brasil. Em 2009, em plena recessão global, o pré-sal foi para os arquivos à espera de uma melhor oportunidade e nossas principais matrizes de energia ocupam um universo de escândalos, suspeitas e operações obscuras ocorridas no interior da Agência Nacional do Petróleo (ANP), agência nascida para regular o funcionamento de empresas ligadas ao petróleo e a outros combustíveis, como o etanol.

Num país onde a aparelhagem política é um expediente frequente para entregar fatias inteiras do Estado à exploração dos amigos, não chega a ser surpresa que a ANP tenha se transformado numa reserva do PCdoB, legenda que nasceu como braço nacional da versão albanesa do comunismo e hoje é uma aliada disciplinadíssima do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Em torno de Haroldo Lima, ex-deputado e membro do Comitê Central do PCdoB que ocupa o cargo de diretor-geral na ANP – o posto máximo na estrutura da agência –, gravitam nove dirigentes em posições estratégicas de comando, participação tão destacada que determinados observadores fazem justiça ao lendário bom humor do Rio de Janeiro, onde fica a sede da ANP, dizendo que o governo Lula criou a ANP do B. Membro da Comissão Estadual do PCdoB do Maranhão, Allan Kardec Duailibe Barros Filho comanda uma diretoria. Outros três dirigentes do partido são chefes de escritório, em São Paulo, no Distrito Federal e na Região Nordeste. Outros dois são superintendentes. Os demais ocupam lugares em diversas assessorias (confira quadro na próxima página).

Clássica barreira destinada a impedir a transparência de órgãos públicos, o aparelhamento da ANP conseguiu manter na sombra, por anos, duas situações escandalosas e preocupantes. Na área do etanol, a agência transformou-se numa usina de subsídios envoltos em mistério. Além de um pacote de R$ 178 milhões, revelado por ÉPOCA na semana passada, dirigido a usineiros que afirmam não ter recebido o dinheiro, sabe-se agora de novos acertos. Eles totalizam R$ 50 milhões, saídos dos cofres do governo em condições parecidas. Na liderança das operações, distribuindo pagamentos e fazendo contatos em Brasília, aparece um empresário conhecido nos gabinetes políticos: o lobista Paulo Afonso Ricardo Braga, de São Paulo.

Há muitas interrogações sobre os negócios do lobista Paulo Afonso. De acordo com um documento registrado em cartório por Paulo Afonso e pelos usineiros – ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade –, a comissão cobrada por ele na operação ficou entre 28% e 31% do total que fosse obtido – uma margem altíssima, sob qualquer aspecto. Ela lhe daria uma remuneração em torno de R$ 50 milhões pelo negócio. Uma soma tão grande reforça o mistério sobre o verdadeiro destino de parte do dinheiro, num ambiente em que a troca de favores com políticos e personalidades influentes no governo muitas vezes é indispensável para fechar um acordo financeiro como o obtido pelos usineiros.

Paulo Afonso é procurador da Binfield Overseas Co., uma empresa offshore com sede no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. De acordo com a documentação, Paulo Afonso tem poderes absolutos sobre a Binfield Overseas, embora não seja seu proprietário. Oficialmente, a offshore é sócia da brasileira Binfield Participações. A outra sócia é Cilene de Oliveira, ex-empregada doméstica da família de Paulo Afonso. Cilene reside numa casa simples de alvenaria num bairro pobre da Zona Sul de São Paulo. A suspeita é que Cilene ocupe o papel de laranja de Paulo Afonso – o que só contribui para tornar seus negócios ainda mais estranhos.

No capítulo petróleo, a situação também é suspeita. Acumulam-se episódios, em várias áreas da ANP. Muitos deles começaram a ser investigados pela PF, mas, em seguida, o caso foi se arrastando, se arrastando, até parar sem conclusão clara. Um deles envolve um episódio de extorsão. A história é chocante pelo início, pelo meio e pelo fim. Interessada em registrar uma empresa, uma advogada denuncia que lhe pediram uma propina de R$ 50 mil para conseguir o que queria. Ela chegou a gravar conversas com um alto funcionário que lhe dizia estar fazendo o pedido em nome do braço direito de Haroldo Lima, o superintendente de abastecimento Edson Menezes Silva, ex-deputado federal pelo PCdoB. Mas o assunto não andou. O registro não saiu e a denúncia ainda não levou a lugar nenhum. A ANP diz que colabora com as autoridades e aguarda o desfecho das investigações.

Outro caso, mais grave, está registrado num relatório atribuído à área de inteligência da Polícia Federal. O suspeito é o engenheiro Victor de Souza Martins, diretor da ANP, acusado de usar o cargo em benefício de uma empresa de consultoria, chamada Análise, de que detém 80% de participação acionária – a fatia restante pertence a sua mulher, Josënia Bourguignon Seabra.

Continua no link, clique aqui

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Diogo Mainardi – CPI da Petrobras. Já.

Publicado por Pax em 04/04/2009

Do blog do Reinaldo Azevedo

Reproduzo, abaixo, a íntegra da coluna de Diogo Mainardi, que está em link aberto na sua página na Veja.com.

Uma das qualidades do estado de direito, nas democracias, é punir quem merece ser punido. E a polícia, o Ministério Público (ou congênere) e o Judiciário são sempre justos, jamais seletivos. Todas essas instâncias devem ter, a exemplo da estátua da Justiça, os olhos tapados. Para que não possam distinguir, em sua ação, amigos de inimigos, aliados de adversários.
Essa é a democracia que queremos, certo?
Segue a coluna.
*
Victor Martins está sendo investigado pela Polícia Federal. Num relatório interno, sigiloso, ele é tratado como suspeito de comandar um esquema de desvio de 1,3 bilhão de reais da Petrobras.

Quem é Victor Martins? Já tratei dele alguns anos atrás. Talvez alguém ainda se lembre. Ele é diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É também irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins.

Vamos lá. Ponto por ponto. Em meados de 2007, a PF prendeu treze pessoas na Operação Águas Profundas. Elas eram acusadas de fraudar e superfaturar contratos com a Petrobras. Durante as investigações, os agentes da polícia fazendária do Rio de Janeiro descobriram outro esquema fraudulento, envolvendo empresas de consultoria, prefeituras e a ANP. Segundo a denúncia, tratava-se de um esquema de desvio de dinheiro de royalties do petróleo. A PF abriu uma nova investigação, batizada de Operação Royalties.

Nos primeiros meses de 2008, o delegado responsável pela Operação Royalties preparou um relatório sobre o resultado de suas investigações. O que tenho na minha frente, no computador, é justamente isto: a cópia integral desse relatório.

De acordo com os dados recolhidos pelos agentes da PF, Victor Martins, apesar de ser diretor da ANP, continuaria a se ocupar dos interesses da Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa da qual ele seria sócio com sua mulher, Josenia Bourguignon Seabra. Victor Martins se valeria de seu cargo para direcionar os pareceres da ANP sobre a concessão de royalties do petróleo, favorecendo as prefeituras que aceitassem contratar os préstimos de sua empresa de consultoria. Num episódio descrito pela PF – e reproduzo o trecho mais escandaloso do relatório –, Victor Martins “estaria ajeitando uma cobrança de royalties da Petrobras, no valor de R$ 1 300 000 000,00 (um bilhão e trezentos milhões de reais), através da Análise Consultoria, e teria uma comissão de R$ 260 000 000,00 (duzentos e sessenta milhões de reais), a título de honorários”.

continua no blog do Reinaldo Azevedo

Nota minha: Fui procurar outros dados sobre a Operação Águas Profundas. Alguns links aqui:

Na Folha – TCU quer auditoria e fim dos sigilos da Petrobrás

Na Folha – Petrobrás demite dois funcionários supostamente ligados à fraudes nas licitações

No Portal Exame – Treze são presos na Operação Águas Profundas da PF

Na JusBrasil Notícias – Operação Águas Profundas: policial federal tem liminar negada pelo STJ

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