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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘Andrade Gutierrez’

Suspeita de fraude nas licitações do Metrô de São Paulo

Publicado por Pax em 26/10/2010

O jornal Folha de São Paulo registrou em cartório o resultado das licitações do metrô paulistano seis meses antes da da divulgação oficial do resultado. Os indícios de fraude são muito fortes. O governador, à época em que o jornal anunciou previamente a concorrência, era José Serra.

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
RICARDO FELTRIN – DE SÃO PAULO

A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.

O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) –ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.

O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório.

O Metrô, estatal do governo paulista, afirma que vai investigar o caso. Os consórcios também negam irregularidades ou “acertos”.

O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões. A linha 5 do metrô irá do Largo 13 à Chácara Klabin, num total de 20 km de trilhos, e será conectada com as linhas 1 (Azul) e 2 (Verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.

Continua na Folha...

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Fraude no metrô de Salvador

Publicado por Pax em 10/11/2009

Segundo denúncia do Ministério Público que a Justiça Federal acatou, consórcio formado pela Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez comprou o primeiro lugar da licitação do metrô de Salvador.

MPF/BA denuncia sete dirigentes de empreiteiras ligadas ao metrô de Salvador

Site do Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

Os dirigentes foram denunciados pela prática de crimes da Lei de Licitações e do Código Penal

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou, no fim de outubro, sete dirigentes de empreiteiras que participaram da licitação para construção do metrô de Salvador. Atribui-se aos denunciados a prática de crimes da Lei de Licitações (Lei n.866/93) e do Código penal.

A denúncia foi recebida pelo juiz da 17ª Vara da Justiça Federal em Salvador na última quarta-feira, dia 4.

O processo está sob segredo de Justiça, decretado pelo Judiciário Federal de São Paulo, de onde o inquérito foi redistribuído, após a deflagração da Operação Castelo de Areia.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Bahia

Leia mais sobre o caso na Folha

Construtoras vão responder por cartel na BA

Juiz federal acata denúncia contra consórcio da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez por fraude na licitação do metrô de Salvador

Empresas negam acusação; Ministério Público diz que a italiana Impregilo recebeu quase R$ 11 milhões para abandonar a concorrência

MATHEUS MAGENTA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR – Via Clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República.

A Justiça Federal na Bahia acatou denúncia contra dois executivos da construtora Camargo Corrêa, dois da Andrade Gutierrez e três da Impregilo sob acusação dos crimes de formação de cartel, formação de quadrilha e fraude na licitação para o metrô de Salvador.

As empresas negam a acusação. A obra, ainda não concluída após dez anos, já consumiu R$ R$ 525,5 milhões, incluindo gastos com 6 trens e 24 vagões.

A denúncia do Ministério Público Federal é um desdobramento da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, deflagrada em março último. Segundo a denúncia, o consórcio Metrosal (Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens) “comprou” o primeiro lugar na licitação por quase R$ 11 milhões do consórcio Cigla, que venceu a disputa, mas desistiu a seguir. O consórcio vencedor era formado pela italiana Impregilo e pela Soares da Costa.

O pagamento foi feito através de uma falsa operação de compra e venda de caminhões, segundo o Ministério Público, que se baseou em documentos encontrados na casa de um investigado na Castelo de Areia.

Continua na Folha

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MPF denuncia consórcio por possíveis irregularidades em obras do metrô de Salvador

Publicado por Pax em 05/06/2009

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou à Justiça quatro executivos – dois da construtora Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez – por supostas formação de cartel e de quadrilha e fraudes no processo de licitação das obras do metrô de Salvador. A denúncia é baseada em investigações da Operação Castelo de Areia, deflagrada em março deste ano pela Polícia Federal (PF) para investigar supostos crimes financeiros cometidos pelo Grupo Camargo Corrêa, entre eles, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

Segundo a denúncia, as construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez se uniram à Siemens para criar o consórcio Metrosal. Em 1999, o Metrosal participou da licitação para as obras do metrô de Salvador, vencida pelo consórcio Cigla, formado pela italiana Impregilo e pela construtora Soares da Costa. Conforme o Ministério Público, a Metrosal foi declarada vencedora da licitação após a “suposta” desistência da Cigla.

Para o Ministério Público, a exclusão da Cigla se deu de forma ilegal, já que o consórcio recebeu uma compensação financeira de cerca de R$ 11 milhões, paga pelo Metrosal, para deixar a disputa. De acordo com a denúncia, o plano teria sido elaborado pelos diretores Pietro Francesco Giavina Bianchi e Saulo Thadeu Vasconcelos, da Construções e Comércio Camargo Correa, e por Marcio Magalhães Pinto e Casildo Quintino, então diretores da Andrade Gutierrez. Se a Justiça aceitar a denúncia do MPF, os quatro diretores poderão responder a processo por formação de quadrilha, fraudes em licitação e crime contra a ordem econômica (formação de cartel).

Fruto de um financiamento de US$ 118 milhões obtido pelo governo federal no Banco Mundial em 1999, as obras compreendem oito estações entre o trecho Lapa-Pirajá, com cerca de 11,9 quilômetros de extensão. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), entre os anos de 2000 e 2007, o trecho Lapa-Pirajá recebeu cerca de R$ 465 milhões do governo federal. As obras deverão estar concluídas até dezembro de 2010.

Documentos apreendidos pela PF durante a Operação Castelo de Areia também teriam mostrado que a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez se uniram a outras concorrentes no processo de licitação para firmar outro acordo, também ilegal: independentemente de qual delas saísse vencedora, as demais participariam da execução da obra e de sua remuneração. Entre essas empresas estariam a Odebrechet, a OAS, a Queiroz Galvão, a Constram e a Alstom. Responsável pelas obras do metrô de São Paulo, a Alstom está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual por possíveis irregularidades em licitações com o metrô.

“Ora, se a Camargo Corrêa já participava da licitação em consórcio com a Andrade Gutierrez e a Siemens, obviamente, não poderia participar, novamente, consorciada com as empresas perdedoras”, afirma a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia.

Em resposta, o consórcio Metrosal divulgou nota dizendo que ainda não tinha sido notificado sobre os documentos da denúncia. “O consórcio reafirma que participou e venceu a concorrência pública respeitando integralmente as regras do edital de licitação”, diz a nota.

No ano passado, uma auditoria do Tribunal de Contas identificou indícios de “irregularidades graves” nas obras do metrô de Salvador. De acordo com o relatório de 2008, estariam ocorrendo atrasos na entrega da obra, pagamentos de serviços já realizados e até superfaturamento, já que a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não foi excluída em valores pagos a empresas contratadas.

“Esse atraso nas obras não somente traz prejuízo à população, como causa vultosos danos ao erário”, apontou o relatório do TCU, ressaltando que a demora fez aumentarem as despesas com contratos de consultoria para gerenciamento, supervisão e fiscalização da obra e obrigou ao pagamento de uma renovação de apólice de seguros. “A vigência do ajuste iniciou-se em 10 de dezembro de 1999 e a previsão inicial para o final das obras era 10 de abril de 2003, uma vez que o prazo acordado foi de 40 meses. Porém, decorridos cerca de 108 meses, foram executados apenas cerca de 62,7% do contrato (em termos financeiros)”, dizia o relatório do TCU, após fiscalização do metrô feita em junho do ano passado.

Também houve indícios de superfaturamento em um contrato relativo ao custo da Estação Brotas “da ordem de 26,21%”. Segundo o TCU, o superfaturamento nesse contrato seria de cerca de R$ 13 milhões.

A Agência Brasil tentou contato com a empresa Soares da Costa, do consórcio Cigla, mas, até o momento, não obteve retorno.

Em nota, a Companhia de Transportes de Salvador (CTS), gestora das obras do metrô, afirma que a licitação não ocorreu na gestão do atual prefeito, mas diz que está à disposição para cumprir as decisões da Justiça e do Tribunal de Contas. “A CTS tem atendido a todas as determinações do TCU, a exemplo da recente retenção do pagamento das parcelas finais dos recursos destinados ao Consórcio Metrosal.”

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Procuradoria denuncia executivos na Castelo de Areia

Publicado por Pax em 05/06/2009

Agência Estado via Correio Brasiliense

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou na quinta-feira (4/6) dois executivos da construtora Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez, por suposta formação de cartel, quadrilha e fraude no processo de licitação do metrô de Salvador, na Bahia. A denúncia é desdobramento da Operação Castelo de Areia, deflagrada em março pela Polícia Federal (PF) para investigar evasão, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

A concorrência, com recursos da União e a partir de financiamento do Banco Mundial, foi aberta em 1999. As obras tiveram início em 2000, mas ainda não foram concluídas. Segundo a Procuradoria da República, as construtoras montaram o consórcio Metrosal para disputar a licitação, vencida pelo consórcio Cigla. Após desistência do vencedor, o Metrosal foi escolhido. A troca teria custado R$ 11 milhões para as duas empreiteiras. Não há menção sobre envolvimento de autoridades da prefeitura da capital baiana.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou dez irregularidades, inclusive superfaturamento. “Existem recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da ordem de R$ 488 milhões para a segunda etapa do metrô, mas a obra não acaba nunca”, denuncia o deputado Ricardo Gaban (DEM), ex-presidente da Assembleia da Bahia.

Continua

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PF indicia ex-lobista e consultor de Dantas

Publicado por Pax em 30/04/2009

Fonte: O ESTADO DE S. PAULO Em: 30/04/2009 via clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

Roberto Amaral trabalhou por 30 anos para Andrade Gutierrez

Fausto Macedo

O executivo Roberto Amaral caiu na malha da Operação Satiagraha – investigação da Polícia Federal sobre envolvimento do banqueiro Daniel Dantas em suposto esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Ele foi indiciado pela PF por crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha e ligação com organização criminosa.

Amigo e consultor empresarial de Dantas, Amaral é um dos 13 indiciados no inquérito Satiagraha. O enquadramento formal do executivo ocorreu há uma semana. Ele ficou em silêncio na audiência com o delegado Ricardo Saadi, que ontem concluiu a polêmica investigação. O relatório final do caso deve chegar hoje à Justiça Federal.

Amaral é um dos 3 indiciados da Satiagraha que não integram os quadros do Opportunity. Além dele, foram enquadrados o advogado Rodrigo Bhering Andrade e o investidor Willian Yu, sócio de uma consultoria financeira. Os outros 10 que a PF incluiu no relatório são todos os grupo de Dantas.

Personagem emblemático, com trânsito livre na administração pública, Amaral trabalhou durante 30 anos como lobista da Andrade Gutierrez, empreiteira que detém importantes contratos com governos estaduais, municipais e federal para obras de grande porte.

Reverenciado por governantes e autoridades, especialmente entre os anos 70 e 90, Amaral sempre desfrutou de um círculo de amizades influentes no poder. Paulo César Farias, tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor, chamava-o de mestre.

A PF apurou que as relações de Amaral com Dantas foram reforçadas a partir de Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom Participações, empresa que controlava as operadoras Telemig, Amazônia Celular e Brasil Telecom. Condenado ao lado do banqueiro por suposto crime de corrupção ativa, Braz teria participado das negociações de suposto suborno de um delegado da PF em troca do arquivamento da Satiagraha.

No dia 16 de dezembro, a PF vasculhou os endereços de Amaral em busca de indícios de seu vínculo com Dantas em transações ilícitas. A PF recolheu o disco rígido do computador e um punhado de CDs que abrigam os contatos e movimentos do executivo.

A PF liga Amaral a operações do controlador do Opportunity para ocultação de valores e remessas para paraísos fiscais. Segundo os federais, ele teria o comando de uma offshore, criada para fazer o fluxo e integração de recursos que teriam como origem um fundo do grupo de Dantas no exterior e como destino final um braço do Opportunity no País.

A PF assinala que o fundo do Opportunity planejava financiar uma empresa do grupo no Brasil. Para escapar do foco de órgãos de fiscalização, adquiriu debêntures – títulos de crédito representativos de empréstimo. Pelo menos dois intermediários participaram da transação.

PEÇA DE FICÇÃO

Para o criminalista José Luís Oliveira Lima, que defende Roberto Amaral, o inquérito Satiagraha “é um prejulgamento escandaloso”.

Oliveira Lima avalia que o indiciamento de Amaral “é um ato arbitrário praticado pela autoridade policial com base em uma investigação maculada pela ilegalidade e pela inconsistência”.

continua…


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Com licitação feita há 26 anos, obra de Angra 3 é retomada

Publicado por Pax em 19/04/2009

Folha de São Paulo via Clipping Radiobrás de hoje

o link para a capa da Folha está aqui

Governo revalida concorrência vencida pela Andrade Gutierrez no regime militar; especialistas questionam

O governo decidiu retomar nos próximos dias as obras de Angra 3, a terceira usina do programa nuclear brasileiro, paradas há 23 anos. Para isso, revalidou a concorrência ganha pela construtora Andrade Gutierrez em 1983, no governo de João Baptista Figueiredo (1979-1985), relatam Marcio Aith e Flávio Ferreira. A construção fora suspensa em 1986 por falta de recursos públicos e dúvidas sobre os riscos. Hoje, porém, a obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento. Estima-se que seu custo tenha saltado de US$ 1,8 bilhão para cerca de US$ 3,3 bilhões. Segundo a Eletronuclear, a alta se deve à variação cambial. Parada, Angra 3 custava US$ 20 milhões por ano, pagos pelo governo para que se preservasse o canteiro de obras. Especialistas questionam o “descongelamento” da licitação e vêem necessidade de nova concorrência. A Andrade Gutierrez, que está entre os maiores doadores do PT, nega favorecimento. (págs. 1 e Brasil)

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Empreiteira é alvo de ações por obras no RJ, BA, DF e ES

Publicado por Pax em 03/04/2009

da Folha de S.Paulo, em SP e no Rio
da Agência Folha

A empreiteira Camargo Corrêa, principal alvo da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, é parte em ações movidas pelo Ministério Público Federal por conta de obras no Distrito Federal, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e na Bahia.

O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou, em dezembro de 2008, ação de improbidade administrativa por supostas irregularidades nas obras de reforma e ampliação do aeroporto de Vitória (ES).

Entre os acusados estão o ex-presidente da Infraero Carlos Wilson (PT) e as empresas Figueiredo Ferraz, Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Estacom Engenharia. A Procuradoria aponta irregularidades na licitação, inexecução contratual, superfaturamento e subcontratações indevidas.

Ainda em 2008, a Procuradoria do Distrito Federal moveu ação civil pública para suspender as obras de construção da nova sede do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, em Brasília. A obra é um atentado ao princípio da economicidade, diz o Ministério Público. O mérito não foi julgado. Além da União, respondem Via Engenharia (líder do consórcio), OAS e Camargo Corrêa.

Rio de Janeiro

Já no Rio de Janeiro, três diretores da Camargo Corrêa respondem por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal por operações financeiras realizadas pela Ponte S/A. Entre os réus no processo está Pietro Francesco Giavina Bianchi, diretor preso na Operação Castelo de Areia.

Segundo o Ministério Público Federal, os dirigentes da Ponte S/A, com aval dos diretores da Camargo Corrêa, simularam três movimentações financeiras na contabilidade da empresa para justificar o envio de R$ 9 milhões em 1997 para uma conta da concessionária no banco Safra nas Bahamas.

Para a Procuradoria, as operações foram inventadas para lavagem de dinheiro.

Bahia

A Procuradoria da República investiga ainda suposto superfaturamento das obras do metrô de Salvador, sob responsabilidade do consórcio Metrosal, formado por Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens.

Suspeitas de irregularidades fizeram o TCU (Tribunal de Contas da União), que fornece informações para o inquérito, determinar a retenção de parte dos repasses para a obra. As auditorias do TCU apontaram que o valor de partes da obra foi alterado no contrato e recebeu aditivos irregulares.

O tribunal apontou que o contrato possuía uma cláusula “ilegal e imoral, extremamente desfavorável à administração”, segundo o relator do processo, que permitia o pagamento de serviços não realizados.

Outro lado

A Camargo Corrêa afirmou que responde a todos os questionamentos relativos a obras em que a empresa é a contratada ou faz parte dos consórcios responsáveis.

Segundo a assessoria de imprensa, o consórcio responsável pelas obras de ampliação do Aeroporto de Vitória “esclarece que os questionamentos do TCU à obra foram respondidos e agora busca, junto ao cliente, um acordo no âmbito judicial que possibilite a continuidade das obras, alternativa apontada pela Justiça como a mais vantajosa para todas as partes”.

Ainda de acordo com a assessoria, por questões contratuais, “mais informações sobre este empreendimento devem ser encaminhadas à própria contratante da obra [Infraero]“.

continua na Folha Online

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TCU vê possível superfaturamento em obras do Rodoanel

Publicado por Pax em 02/04/2009

Agência Estado via Correio Brasiliense

Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) entre janeiro de 2007 e julho de 2008 encontrou indícios de superfaturamento na construção do trecho sul do Rodoanel, em São Paulo, com participação direta da empreiteira Camargo Corrêa, alvo principal da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A Procuradoria da República e a PF requisitaram ao órgão detalhes do suposto prejuízo aos cofres públicos causado pela empreiteira, calculado em R$ 39,6 milhões.

Segundo o TCU, a obra, com valor estimado em R$ 3,6 bilhões, obteve “permissão de preços unitários até 30% acima dos preços de referência”. O ministro relator do processo, João Augusto Ribeiro Nardes, avalia o processo. A Camargo Corrêa, que trabalha em consórcio com a Serveng no lote 4 do Rodoanel, avisou que já apresentou sua defesa ao órgão.

O TCU apurou as supostas irregularidades por meio de exame de documentos, inspeções no canteiro de obras e entrevistas. Segundo a auditoria, além dos possíveis desvios da Camargo Corrêa, há indícios de sobrepreço em todos os cinco lotes. Os casos mais graves seriam os dos lotes 1 e 5, administrados pelos consórcios OAS/Mendes Júnior e Andrade Gutierrez/Galvão Engenharia, respectivamente. O suposto sobrepreço praticado pelas empreiteiras teria causado prejuízos na ordem de R$ 83 milhões.

Continua no site do Correio Brasiliense.

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