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Governo revalida concorrência vencida pela Andrade Gutierrez no regime militar; especialistas questionam
O governo decidiu retomar nos próximos dias as obras de Angra 3, a terceira usina do programa nuclear brasileiro, paradas há 23 anos. Para isso, revalidou a concorrência ganha pela construtora Andrade Gutierrez em 1983, no governo de João Baptista Figueiredo (1979-1985), relatam Marcio Aith e Flávio Ferreira. A construção fora suspensa em 1986 por falta de recursos públicos e dúvidas sobre os riscos. Hoje, porém, a obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento. Estima-se que seu custo tenha saltado de US$ 1,8 bilhão para cerca de US$ 3,3 bilhões. Segundo a Eletronuclear, a alta se deve à variação cambial. Parada, Angra 3 custava US$ 20 milhões por ano, pagos pelo governo para que se preservasse o canteiro de obras. Especialistas questionam o “descongelamento” da licitação e vêem necessidade de nova concorrência. A Andrade Gutierrez, que está entre os maiores doadores do PT, nega favorecimento. (págs. 1 e Brasil)