Estado de Minas via Correio Brasiliense
O número de funcionários terceirizados no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) é um grande mistério. Documento publicado no Minas Gerais, diário oficial do estado, informa que, durante todo o ano de 2008, não houve despesas com a contratação de terceirizados. Entretanto, a Polícia Federal chegou a prender, durante a Operação De Volta para Pasárgada, em junho, um desses funcionários. Cássio Dehon era contratado pela empresa Elite Serviços e trabalhava no gabinete do antigo presidente da corte de contas Elmo Braz. O conselheiro foi indiciado pela PF por envolvimento em esquema que teria desviado mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos, juntamente com outros dois integrantes do pleno, o corregedor Antônio Andrada e o presidente do TCE, Wanderley Ávila.
Há quase um mês, o Estado de Minas revela, em uma série de reportagens, que o tribunal não cumpre sua missão: zelar pelo bom uso do dinheiro público. Os sete conselheiros, responsáveis por cumprir a lei, integram uma corte de marajás, que recebem acima do teto definido pelo estado, de R$ 22,1 mil, e ainda têm benefícios e privilégios que contrariam a legislação. Documentos mostram que os supersalários ultrapassam os R$ 50 mil mensais. A maioria dos integrantes do conselho é de ex-deputados e acumula uma série de benefícios do Legislativo e do Judiciário, já que são equiparados, por lei, aos desembargadores, para engordar os vencimentos. Os penduricalhos são proibidos pela legislação desde 2006.