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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Archive for the ‘Associação Imobiliária Brasileira’ Category

Depois do Arruda, o Kassab

Posted by Pax em 21/02/2010

Gilberto Kassab (DEM), prefeito de São Paulo, e Alda Marco Antonio (PMDB), vice, tiveram seus mandatos cassados pelo juiz da 1a Zona Eleitoral por recebimento de doações ilegais na campanha de 2008 à prefeitura de São Paulo.

Gilberto Kassab Foto: Wikipédia

As doações são da AIB – Associação Imobiliária Brasileira, da Camargo Corrêa e da OAS.

A AIB, velha conhecida do catálogo do blog e do Ministério Público Estadual, é acusada de servir de fachada para o Sindicato da Habitação, o SECOVI-SP, que segundo seu portal é “o maior sindicato do mercado imobiliário da América Latina”. Nada menos que 14 vereadores paulistanos aguardam processos de cassação pelo mesmo motivo, recebimento de doações para suas campanhas da AIB. Esses processos são baseados no Artigo 24 da Lei 9.504/97, conhecida como Lei das Eleições, que determina que os candidatos não podem receber doações diretas ou indiretas de diversas entidades.

Teoricamente quem sofre as consequências é a cidade de São Paulo. São esses vereadores que alteram o Plano Diretor da Cidade. E há indícios que as alterações produzidas visam atender os interesses do mercado imobiliário, e não os da própria cidade.

A Camargo Corrêa e a OAS são “concessionários ou permissionários”, também proibidos por lei de fazerem doações para campanhas, por motivos óbvios. Em tese quem presta serviço não pode doar para a campanha de quem compra o tal serviço público.

Leia a notícia completa no Jornal da Tarde, via Estadão. Justiça Eleitoral cassa mandato de Kassab

É mais um duro golpe no DEM. Após todo o processo brasiliense que culminou na prisão de José Roberto Arruda, o único governador do partido, agora este processo contra Gilberto Kassab, um prefeito que tinha enorme apoio popular e também era uma das vitrines do partido.

Onde o DEM vai parar? É uma boa questão. Seus caciques, principalmente Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado, depois do golpe do Mensalão do DEM no DF e da saída de Arruda de seus quadros, estão em campanha pública para expulsar Paulo Octávio, o vice-governador do Distrito Federal que assumiu o governo contra sua vontade porque sabe que sua situação é insustentável. Paulo quer salvar os interesses de suas empresas que prestam serviços ao governo de Brasília. Uma situação complicada.

Ruim também para José Serra, eventual candidato à presidência pelo PSDB, que tem no DEM seu maior aliado. A tendência é que os escândalos mais recentes influenciem mais nas eleições.

Posted in Alda Marco Antonio, Associação Imobiliária Brasileira, Camargo Corrêa, Kassab, OAS, Pandorama | 45 Comments »

Destruindo São Paulo

Posted by Pax em 06/02/2010

As chuvas deste verão transformaram São Paulo num inferno molhado. Mas as causas dos problemas podem ser outras. O Plano Diretor Estratégico da cidade é alterado por 29  vereadores que receberam doações para suas campanhas da AIB – Associação Imobiliária Brasileira, ligada ao Secovi – Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo.

Tudo indica que os interesses econômicos imediatistas falam mais alto e a cidade não tem um planejamento compatível com seu crescimento. Diversas entidades tentam combater essas agressões que acabam por tornar São Paulo, a cada dia e obra mal instalada, uma região de sofrimento para seus moradores.

A Comissão de Política Urbana de São Paulo é presidida pelo vereador Carlos Apolinário (DEM). O relator é José Police Neto (PSDB). Esta comissão decidiu dar continuidade ao processo de tramitação do projeto de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade em outubro de 2009. Leia esta notícia completa aqui: Comissão de Política Urbana decide dar continuidade à revisão do Plano Diretor

Talvez os paulistanos devam procurar as causas de seus transtornos em sua própria Câmara Municipal e inquerir seus vereadores sobre os motivos que levam São Paulo a crescer de forma insustentável e insuportável.

Fica como sugestão uma visita na coleção de notícias que o blog tem sobre a AIB. Talvez haja surpresas como doações para políticos de todos os partidos, do DEM ao PT e PSDB, de governadores a ex-ministros e alguns candidatos para as próximas eleições.

Obra O Dilúvio, Capela Sistina, de Michelangelo Buonarroti. (Da Wikpédia)


Procuradoria pede que 14 vereadores de SP tenham suas cassações confirmadas

5 de Fevereiro de 2010 – Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo pediu a confirmação da cassação de 14 vereadores paulistanos, devido à captação ilícita de recursos, para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Caso o TRE seja favorável, os vereadores perdem o mandato imediatamente, mas poderão disputar as próximas eleições, em 2012. A proibição de disputar eleições por três anos foi julgada improcedente pela procuradoria.

Os processos contras os veradores são baseados no Artigo 24 da Lei 9.504/97, conhecida como Lei das Eleições, que prevê que os candidatos não podem receber doações diretas ou indiretas de diversas entidades. Segundo a procuradoria, algumas instituições encaminharam doações para uma pessoa jurídica que não se enquadra nas proibições da lei (a Associação Imobiliária Brasileira) que repassou os valores aos vereadores.

A ação foi movida contra 22 vereadores. Destes, 16 foram julgados pela Justiça Eleitoral em primeira instância como procedentes pela justiça eleitoral e seis não. Ainda faltam dois recursos para serem julgados.

Os 16 vereadores são: Ushitaro Kamia, Domingos Odone Dissei, Adilson Armando Carvalho Amadeu, Dalton Silvano do Amaral, Paulo Sérgio Abou Anni, Carlos Alberto Eugênio Apolinário, Wadih Jorge Mutran, Gilson Almeida Barreto, Carlos Alberto de Quadros Bezerra Júnior, Cláudio Roberto Barbosa de Souza Ricardo Teixeira, Adolfo Quintas Gonçalves Neto, Marta maria Freire da Costa e Marcus Vinicius de Almeida Ferreira.

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AIB de novo

Posted by Pax em 24/10/2009

O caso paulistano da Associação Imobiliária Brasileira – AIB – reflete uma boa parte do que acontece no Brasil. O plano diretor da cidade está sendo alterado para o lucro de poucos, não para os cidadãos. Com o apoio da frouxa Justiça. Um mau cheiro danado.

Vereadores cassados aguardarão julgamento de recursos com mandatos

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Os 13 vereadores de São Paulo que foram cassados pela Justiça Eleitoral e tornados inelegíveis por três anos vão aguardar o julgamento dos seus recursos sem perder o mandato. O juiz Aloisio Sérgio Rezende, da 1ª Zona Eleitoral, concedeu na noite de ontem (23) o efeito suspensivo para a decisão de cassação do mandato do vereador Ricardo Teixeira (PSDB). Ele era o último que ainda não tinha obtido a concessão. Um suplente, que foi tornado inelegível, também teve a pena suspensa até o julgamento.

De acordo com o promotor do caso, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, o julgamento dos recursos no TRE deverá ocorrer nos próximos dias. O TRE é a última instância para esse tipo de ação.

A decisão da Justiça contra os 13 vereadores e um suplente considerou a acusação deles terem recebido doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) acima do limite previsto pela lei eleitoral. O promotor já moveu uma ação contra mais 17 vereadores pela mesma razão e espera o julgamento em primeira instância.

Palácios resistentes

José Luiz Teixeira – De São Paulo – no Terra Magazine

Andar pelo centro da cidade de São Paulo já não é tão perigoso quanto antigamente. Constatei esse fato esta semana, ao precisar ir a pé da Avenida São Luiz à Praça da Sé. Nesse trajeto de menos de dois quilômetros aparentemente não cruzei com nenhum elemento suspeito. Pude, então, apreciar um pouco o passeio.


Palácio Anchieta
Site Oficial da Câmara Municipal

Para dizer a verdade, só fiquei um pouco apreensivo ao passar em frente ao Palácio Anchieta, onde funciona a Câmara Municipal. Mas não houve nenhum incidente e segui meu caminho em paz.

Os vereadores paulistanos estão todos muito ocupados estes dias por causa do escândalo da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). Para quem não sabe, essa associação, segundo o Ministério Público, é uma empresa de fachada criada pelo sindicato imobiliário Secovi para poder doar altas quantias em dinheiro às campanhas de vereadores da Capital.

Estes dias, dois anos depois das eleições, um juiz julgou essas contribuições irregulares e cassou o mandato de 13 parlamentares. Suas excelências, no entanto, nem chegaram a deixar os cargos: uma liminar conseguida na última quinta-feira manteve-os em suas confortáveis cadeiras.

Nessa história, me chamou a atenção uma entrevista de um deles, Wadih Mutran (PP), a uma emissora de rádio, na qual justificava singelamente o recebimento do dinheiro. Contou que antes das últimas eleições, estava tranqüilo em sua sala, quando um representante da AIB bateu à porta, apresentou-se e disse que queria doar cerca de cem mil reais para sua campanha.

O vereador respondeu que aceitava o dinheiro, agradeceu e mandou o bondoso senhor cuidar dos trâmites legais com sua secretária. Era tudo o que tinha a declarar sobre o assunto. Simples assim.

Mais engraçado foi o advogado dos cassados. Declarou ao Terra que a culpa toda dessa confusão era da AIB, que deveria saber que estava doando dinheiro ilegalmente. Seus clientes, segundo ele, receberam de “boa-fé”. Como são ingênuos e puros esses parlamentares!

Outra curiosidade que me chamou a atenção foi a de que entre esses edis está o presidente da Comissão de Revisão do Plano Diretor da Cidade de São Paulo, vereador Carlos Apolinário (DEM). Não é difícil prever quem sairá ganhando e quem sairá prejudicado nessa futura revisão.

De minha parte, como munícipe, espero que depois desse escândalo desistam de rever a atual legislação. Mesmo sem revisão, ela já prejudicou muito meu bairro. Com uma eventual revisão, não sei o que acontecerá.

Moro no alto da Vila Madalena, em São Paulo, onde, após a aprovação do mais recente Plano Diretor, há cerca de oito anos, começaram a surgir prédios de alto padrão por todos os lados da minha outrora tranquila rua.

Aumentou a demanda por água, luz, gás, tubulação de esgoto e a poluição e o trânsito ficaram insuportáveis nos horários de pico – agora há semáforos e congestionamentos em todas as esquinas.

A voracidade das construtoras foi tanta que seus engenheiros passaram a desrespeitar até mesmo a Lei da Gravidade, construindo edifícios em pirambeiras em que, nos velhos tempos, nem cabritas subiam. Recentemente, cinco residências aqui perto de casa desabaram parcialmente por negligência dos construtores de um prédio vizinho.

Explica-se, portanto, porque em São Paulo basta uma chuvinha para que desmoronem barracos, casas e até estações de metrô. Enquanto isso, os palácios, nos quais se realizam negócios suspeitos, continuam firmes e fortes. Balançam, mas não caem.

José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde.

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Salvem São Paulo da AIB

Posted by Pax em 22/10/2009

Segundo a reportagem vinculada no portal Nossa São Paulo, vereadores financiados pela AIB, ligada ao Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), insistem em alterar o Plano Diretor da cidade de São Paulo para beneficiar empresários do setor imobiliário.

Leia abaixo.

Comissão de Política Urbana decide dar continuidade à revisão do Plano Diretor

Em reunião, nesta quarta-feira (21/10), vereadores marcaram cinco audiências “devolutivas” para os dias 7, 8 e 9 de novembro

A Comissão de Política Urbana decidiu, em reunião realizada nesta quarta-feira (21/10), dar continuidade ao processo de tramitação do projeto de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade. Com este objetivo, marcaram cinco audiências públicas “devolutivas” para os dias 7, 8 e 9 de novembro.

De acordo com o presidente da Comissão, vereador Carlos Apolinário (DEM), será realizada uma “devolutiva” em cada região da cidade: Norte, Sul, Leste, Oeste e Centro. Nos eventos, o relator José Police Neto (PSDB) deverá informar aos participantes as propostas da sociedade civil que foram incorporadas ao seu parecer, as que não foram incorporadas e os motivos da decisão.

Apolinário informou ainda que o relatório final de Police Neto deverá estar pronto para ser debatido e votado na Comissão no dia 16 de novembro. O relator concordou com o prazo estabelecido.

O objetivo da Comissão é transferir a decisão de votar ou não a proposta do Executivo este ano para o conjunto da Câmara Municipal. “No que depender do presidente desta comissão e do relator não haverá atraso na tramitação do projeto”, afirmou Apolinário.

A decisão tomada hoje contrasta com a avaliação predominante no dia anterior, quando o próprio presidente da Comissão de Política Urbana chegou a afirmar que não havia pressa de votar a revisão do PDE.

Na visão de diversos parlamentares, a decisão da Justiça, que na segunda-feira (19/10) cassou o mandato de 13 vereadores sob a acusação de terem recebido recursos irregulares da empresa AIB-Associação Imobiliária Brasileira, teria criado um clima desfavorável à votação da proposta do Executivo ainda em 2009.

O Ministério Público afirma que a AIB é uma associação ligada ao Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Além disso, diversas organizações contrárias à revisão do Plano Diretor argumentam que algumas mudanças em relação ao plano atual visam beneficiar os empresários do setor imobiliário.

A AIB doou recursos de campanha para 29 dos 55 vereadores paulistanos. Além dos 13 cassados, um foi declarado inelegível por três anos e quatro foram inocentados – os valores doados pela associação foram considerados irrelevantes em relação ao total arrecadado por estes parlamentares. Outros 11 vereadores aguardam pronunciamento da Justiça.

REPORTAGEM: AIRTON GOES

Leia também o recente post ligado ao assunto

1/4 da Câmara de SP é cassada

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1/4 da Câmara de SP é cassada

Posted by Pax em 19/10/2009

A AIB – Associação Imobiliária Brasileira, velha conhecida do blog, segundo o noticiário braço das Imobiliárias e Administradoras, financiou ilegalmente os vereadores cassados. A maioria deles do PSDB e do DEM.

Veja as notícias:

Uol

Justiça cassa 13 vereadores em São Paulo; advogado diz que lei não proíbe doações

Estadão

Justiça cassa um quarto da Câmara de Vereadores de São Paulo

Os cassados:

Adilson Amadeu (PTB)
Adolfo Quintas Neto (PSDB)
Carlos Alberto Apolinário (DEM)
Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB)
Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB)
Dalton Silvano do Amaral (PSDB)
Domingos Odone Dissei (DEM)
Gilson Almeida Barreto (PSDB)
Marta Freire da Costa (DEM)
Paulo Sérgio Abou Anni (PV)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Ushitaro Kamia (DEM)
Wadih Mutran (PP)

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Ushitaro Kamia – direito de resposta

Posted by Pax em 18/06/2009

Em 06/04/2009 fiz um post de uma notícia que saiu sobre o vereador Ushitaro Kamia.

Aqui:

Mais um escândalo envolvendo mansões de políticos.

Em 07/04/2009 houve outra notícia colecionada

Aqui:

MP-SP investiga vereador do DEM por omissão de bens

Em, 07/05/2009, numa notícia sobre a AIB – Associação Imobiliária Brasileira, apareceu, de novo, o nome do vereador (DEM-SP) Ushitaro Kamia.

Aqui:

MP vê ilegalidade em doações a Kassab

Ontem houve um comentário anônimo avisando que havia uma posição do vereador Kamia sobre essas notícias. Entendo que o blog deva colocar sua versão dos fatos.

Aqui está:

O outro lado

Por Ushitaro Kamia

Artigo publicado no Jornal Utiná Press – edição Maio/2009

Devido a grande onda de informações veiculadas nos meios de comunicação do país, venho a público manifestar as minhas palavras sobre uma suposta casa no valor de R$ 6 milhões, com elevadores panorâmicos, cascatas de R$ 200 mil, piscinas e estacionamento para mais de 5 carros.

Gostaria de dizer a vocês, meus amigos, que isso é pura inverdade. Possuo sim uma residência, localizada na zona norte de São Paulo. Terreno que adquiri em 1991 e registrado devidamente no Cartório de Registro de Imóveis competente.

Em uma área de 415m², estou construindo há 17 anos a minha casa, que quando pronta terá pouco mais de 300m² de área edificada. Quando pronto, pois até hoje ainda não consegui concluir. Faço à medida que tenho condições. E como podem agora dizer este valor irreal? As obras tampouco se encerraram para valer essa cifra, nem mesmo com a valorização natural, o seu valor não chega a 10% da quantia astronômica mencionada nas reportagens.

É certo que a concepção do projeto, devidamente aprovado na Prefeitura Municipal de São Paulo, tem ar diferenciado e que remete a minha ancestralidade japonesa, porém, não se trata de uma “mansão” ou um “palacete imperial”, como noticiado. Não existem elevadores panorâmicos, piscina ou cascata de R$ 200 mil, nem mesmo no desenho da planta.

Tudo o que foi publicado até agora na mídia é apenas sensacionalismo. Como cidadão e como representante dos paulistanos, eu cumpro com meus deveres e obrigações. De maneira nenhuma lesei ou tive a intenção de lesar o Governo. Destaco ainda, que o terreno sofreu valorização natural e hoje, não condiz com o valor que foi pago na época, conforme tenho documentado.

Gostaria de esclarecer também a respeito do nome que se encontra na escritura. O terreno sempre foi meu, mas em 1999, em um momento de dificuldade, precisei de uma ajuda financeira. Estava com câncer maligno no sistema linfático. O fato, na ocasião, se restringiu a apenas aos meus familiares a fim de me resguardar diante de uma doença avassaladora, a qual hoje devo colocar a público. Por conta disso, como garantia de pagamento do empréstimo que pedi a um amigo, o pai do sr. Marcelo Hideshima, passei a escritura da casa para seu filho, o próprio Marcelo Hideshima. Caso viesse a falecer, uma vez que meu tumor era maligno, não poderia deixar dívidas e transtornos a minha família.

Uma atitude que julgo ser do próprio instinto ao se deparar com uma realidade tão cruel. Vivi dias em que temia pelo futuro e o que eu não queria de maneira alguma era deixar problemas às pessoas que mais amo.

Continua no site do vereador Ushitaro Kamia.

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MP vê ilegalidade em doações a Kassab

Posted by Pax em 07/05/2009

46 dos 55 vereadores e 30 doadores de campanha também são investigados

Bruno Tavares e Diego Zanchetta – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O Ministério Público Eleitoral vai pedir a impugnação das contas de campanha do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e de 46 dos 55 vereadores. A investigação aberta após as eleições de 2008 encontrou irregularidades – de doações proibidas pela lei ao uso de notas fiscais falsas em uma prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se condenados, os envolvidos podem ficar inelegíveis.

“Estou surpreso. A Justiça Eleitoral já aprovou as contas do prefeito, seguindo o parecer do próprio Ministério Público Eleitoral”, argumentou na quarta-feira, 6, o advogado do DEM Ricardo Penteado.

A investigação atinge ainda 30 doadores de campanha, entre empresas, concessionárias de serviços públicos e associações. Embora as contas do prefeito e dos 55 vereadores tenham sido aprovadas pelo TRE, o juiz eleitoral Marco Antonio Martins Vargas inseriu em seus despachos a possibilidade de reabertura das investigações. “Foi uma aprovação condicional”, explica o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral. “Desde que começamos a apuração minuciosa, já identificamos empresas e entidades proibidas de fazer doações de campanhas”, afirmou.

Os nomes dos vereadores e das empresas suspeitos de irregularidades são mantidos sob sigilo. O Estado apurou que entre os alvos do Ministério Público estão a Associação Imobiliária Brasileira (AIB), que representa os interesses do setor imobiliário, e os 27 parlamentares beneficiados por doações da entidade. Também devem fazer parte da lista os parlamentares Ushitaro Kamia (DEM), investigado por não incluir na declaração de bens uma mansão avaliada em R$ 2 milhões na Serra da Cantareira, e Wadih Mutran (PP), por ter recebido doações ilegais. “Eles confiaram na impunidade”, disse o promotor eleitoral. “Recomendo aos parlamentares que usam barba que as coloquem de molho.”

Continua no Estado de São Paulo, clique aqui

Obs.: Mais sobre a AIB – Associação Imobiliária Brasileira, clique aqui

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Vereadores propõem projeto de interesse de seus doadores

Posted by Pax em 23/04/2009

Nota minha: recebi a dica por e-mail de entidades envolvidas com o Movimento Defenda São Paulo.

Folha Online

Reportagem de Fernando Barros de Mello e Mariana Barros, publicada na edição de hoje da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL), informa que vereadores beneficiários das doações da AIB (Associação Imobiliária Brasileira) apresentaram projetos que propõem mudanças de zoneamento capazes de atender a interesses específicos do setor.

Na semana passada, a Folha revelou que o Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário de São Paulo) usou a AIB para doar dinheiro a políticos. A lei proíbe sindicatos ou entidades de classe de fazerem esse tipo de doação.

Outro lado

Vereadores que receberam doações da AIB dizem que as propostas buscam melhoras em áreas determinadas.

Leia a notícia completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

Leia mais sobre o assunto também no blog do Noblat

Obs.: Todas as matérias sobre a AIB colecionadas neste blog estão aqui.

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AIB caiu também na “malha fina” da Receita

Posted by Pax em 22/04/2009

FELIPE SELIGMAN
RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Entidade usada pelo setor imobiliário de São Paulo para driblar a legislação que proíbe o financiamento eleitoral por sindicatos, a AIB (Associação Imobiliária Brasileira) caiu na “malha fina” de uma investigação inédita do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e da Receita Federal por ter feito doações consideradas ilegais em 2006.

Justiça Eleitoral e Receita cruzaram dados fiscais dos doadores daquele ano com o que eles declararam ter direcionado aos candidatos e identificaram 18,3 mil pessoas físicas e jurídicas que fizeram doações em desacordo com a legislação, em um total de R$ 328 milhões.

Continua na excelente reportagem da Folha de São Paulo, clique aqui, mas coloco o último parágrafo também, por considerar relevante. Insisto na leitura no site da Folha.

“Entre os candidatos que receberam doações –diretamente ou por meio dos comitês– da associação em 2006 estão o governador José Serra (PSDB-SP), com R$ 100 mil, e os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ), com R$ 100 mil, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), com R$ 80 mil, Antonio Palocci (PT-SP), com R$ 75 mil, José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), com R$ 50 mil, e Michel Temer (PMDB-SP), com R$ 30 mil.”

Sugiro a leitura de todas as matérias vinculadas sobre a AIB – Associação Imobiliária Brasileiro – aqui no blog, clique aqui. Lembro que as primeiras notícias que chegaram vieram do Movimento Nossa São Paulo.

Posted in Antonio Palocci, Associação Imobiliária Brasileira, DEM, José Eduardo Martins Cardozo, José Serra, Marcelo Itagiba, Michel Temer, PMDB, PSDB, PT, Rodrigo Maia | Leave a Comment »

PV recebeu doação de R$ 1,35 mi de associação

Posted by Pax em 16/04/2009

Clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República de hoje

Fonte: FOLHA DE S. PAULO Em: 16/04/2009 DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Aliado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), em sua campanha à reeleição, em 2008, o PV recebeu R$ 1,35 milhão da AIB (Associação Imobiliária Brasileira), usada pelo setor imobiliário paulista para driblar a lei que proíbe doação eleitoral por sindicatos. Foi a segunda sigla que mais recebeu recursos da associação.

O partido obteve apenas a 11ª posição, entre os partidos, no número de prefeitos e vereadores eleitos em São Paulo. Dos 55 vereadores, 13 são do PSDB, 11 do PT, 7 do DEM e 3 do PV.

O valor destinado aos verdes só é menor do que o doado ao PSDB (R$ 1,51 milhão). O DEM recebeu da AIB R$ 1,32 milhão e o PT, R$ 566 mil.

Presidente nacional do PV, o vereador paulistano José Luiz de França Penna diz desconhecer a associação, não ter “ideia” de como foi feita a negociação nem “notícia” de que Kassab, que tem bom trânsito no setor imobiliário, intermediou doações. “Tudo do PV que foi captado está nos TREs”, disse. Sua campanha não foi diretamente financiada pela AIB, mas R$ 221 mil, quase 50% do que declarou ter arrecadado, veio do Comitê Financeiro Municipal para Vereador do PV, que recebeu R$ 750 mil da entidade.

A assessoria da Prefeitura de São Paulo não quis responder, e sugeriu falar com Kassab, o que não foi possível ontem.

A Folha revelou anteontem que a AIB, que não tem sede ou receita, foi usada pelo Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário) para fazer doações.

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, disse ter visto “indícios de grave irregularidade” no episódio. O TSE e a Promotoria Eleitoral de São Paulo disseram que vão apurar o caso.

Nota minha: Interessante observar que a AIBAssociação Imobiliária Brasileira tem aparecido com frequência no noticiário. Faz um tempo que movimentos sérios da Sociedade Civil tem alertado sobre a questão, como o Movimento Defenda São Paulo e o Movimento Nossa São Paulo.

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Imobiliária banca vereador que atua pelo setor em SP

Posted by Pax em 15/04/2009

da Folha Online

Vereadores paulistanos que receberam doações da AIB (Associação Imobiliária Brasileira) atuam em áreas na Câmara Municipal de interesse do mercado imobiliário, informa reportagem de Fernando Barros de Mello e Mariana Barros, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Além disso, informa a reportagem, dos 41 projetos em tramitação que propõem alterações de zoneamento apresentados de 2005 em diante, 28 (68,3%) são de autoria de parlamentares que receberam doações da entidade em 2008.

Continua na Folha, recomendo a leitura, clique no linka acima.

Nota minha: A Associação Imobiliária Brasileira já consta em notícia colecionada aqui, clique aqui para ler.

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Entidade imobiliária financiou metade da Câmara

Posted by Pax em 27/03/2009

Entidade imobiliária financiou metade da Câmara
10/03/2009

Nota minha: recebi o material de uma fonte confiável. Envolvida com os movimentos de bairro e o Defenda São Paulo participante do movimento Nossa São Paulo, que apoio, mesmo sem participar. Não achei a matéria no site do Valor disponível, achei em vários blogs. Me permito colocar aqui depois de todas as verificações e pela qualidade da fonte. É assustador como o modelão funciona. Mas é bem conhecido. Não é uma notícia diretamente ligada à corrupção. Mas, segundo os movimentos com quem converso, merece alguma atenção. Afinal, estamos falando dos políticos brasileiros. E das imobiliárias. E sabemos como estão as classes hoje em dia. Basta acompanhar o noticiário.

Por seu nome, a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) parece ser apenas mais uma das centenas de entidades de classe que congregam empresas de um mesmo setor. Mas não é. Ao contrário da maior parte dessas associações, a AIB tem uma operação quase virtual. Sua sede, em uma sala em um edifício de escritório na avenida Brigadeiro Luís Antônio, está sempre fechada. Seus sócios não são conhecidos. Funcionários, não existem, assim como páginas na internet ou mesmo um número de telefone registrado em seu nome. Para entrar em contato com a entidade o melhor caminho é ligar diretamente para o seu presidente, o empresário do setor imobiliário Sérgio Ferrador.

Apesar da aparência quimérica, a AIB teve participação ativa na última eleição municipal de São Paulo. A associação foi uma das maiores doadoras de recursos para candidatos a vereador na cidade. Ao todo a AIB distribuiu quase R$ 4 milhões a 47 concorrentes a uma vaga na Câmara de São Paulo, sendo que 27 deles foram eleitos.

Os sócios da AIB, e os doadores destes valores, são as empresas de construção civil da cidade, em especial aquelas voltadas ao mercado imobiliário. Sérgio Ferrador não revela o nome dos sócios, mas não esconde que a maior parte das empresas de capital aberto do setor integra a entidade, que fez as suas doações de forma legal com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ferrador, dono de uma empresa de consultoria imobiliária, trata pessoalmente de toda a operação da ABI. Ele recolhe os recursos com a empresa e trata diretamente com os candidatos que receberão a doação. “Não há nada de ilegal nisso, somos uma entidade registrada, que defende os interesses do setor“, diz o empresário, claramente incomodado em falar sobre a associação que preside. De acordo com o empresário, a AIB não atua apenas como doadora de campanha. “Também fazemos estudos, mas é uma atuação extremamente específica, por isso não mantemos estrutura permanente”, diz.

O empresário afirma não ser remunerado pelo que faz e nem escolher quem receberá as doações. A decisão é da empresa contribuinte, de acordo com seus interesses específicos. “Meu trabalho é de um abnegado, estou apenas dando minha contribuição para o setor”, afirma. “Precisamos todos na vida fazer um trabalho pelo bem comum e estou fazendo minha parte na AIB”.

Fonte: Valor Online

Posted in Associação Imobiliária Brasileira, Sérgio Ferrador | 7 Comments »

 
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