Segundo denúncia do Ministério Público que a Justiça Federal acatou, consórcio formado pela Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez comprou o primeiro lugar da licitação do metrô de Salvador.
MPF/BA denuncia sete dirigentes de empreiteiras ligadas ao metrô de Salvador
Site do Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República
Os dirigentes foram denunciados pela prática de crimes da Lei de Licitações e do Código Penal
O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou, no fim de outubro, sete dirigentes de empreiteiras que participaram da licitação para construção do metrô de Salvador. Atribui-se aos denunciados a prática de crimes da Lei de Licitações (Lei n.866/93) e do Código penal.
A denúncia foi recebida pelo juiz da 17ª Vara da Justiça Federal em Salvador na última quarta-feira, dia 4.
O processo está sob segredo de Justiça, decretado pelo Judiciário Federal de São Paulo, de onde o inquérito foi redistribuído, após a deflagração da Operação Castelo de Areia.
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Bahia
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Juiz federal acata denúncia contra consórcio da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez por fraude na licitação do metrô de Salvador
Empresas negam acusação; Ministério Público diz que a italiana Impregilo recebeu quase R$ 11 milhões para abandonar a concorrência
MATHEUS MAGENTA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR – Via Clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República.
A Justiça Federal na Bahia acatou denúncia contra dois executivos da construtora Camargo Corrêa, dois da Andrade Gutierrez e três da Impregilo sob acusação dos crimes de formação de cartel, formação de quadrilha e fraude na licitação para o metrô de Salvador.
As empresas negam a acusação. A obra, ainda não concluída após dez anos, já consumiu R$ R$ 525,5 milhões, incluindo gastos com 6 trens e 24 vagões.
A denúncia do Ministério Público Federal é um desdobramento da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, deflagrada em março último. Segundo a denúncia, o consórcio Metrosal (Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens) “comprou” o primeiro lugar na licitação por quase R$ 11 milhões do consórcio Cigla, que venceu a disputa, mas desistiu a seguir. O consórcio vencedor era formado pela italiana Impregilo e pela Soares da Costa.
O pagamento foi feito através de uma falsa operação de compra e venda de caminhões, segundo o Ministério Público, que se baseou em documentos encontrados na casa de um investigado na Castelo de Areia.
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