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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘Operação Castelo de Areia’

Justiça ininteligível

Publicado por Pax em 15/01/2010

O Superior Tribunal de Justiça suspendeu o andamento da ação contra os principais diretores da Camargo Corrêa, alvos da Operação Castelo de Areia.

Segundo o presidente do STJ, ministro Cesar Rocha, a investigação da Polícia Federal teve como base uma denúncia anônima e não tem valor jurídico. Abro um parêntesis para perguntar onde vão parar os Disque Denúncia espalhados pelo Brasil afora?

Em 22 de dezembro passado tivemos notícias que as ações contra Daniel Dantas foram também suspensas pelo STJ.

Ambas processos sob responsabilidade do juiz federal Fausto de Sanctis.

Quais as mensagens que a Justiça passa para a sociedade? Seria bom trocar em miúdos, haja vista que o país está impregnado de corrupção em todas as esferas de poder a boa parte da sociedade civil empresarial que se agarram e sugam os cofres públicos como morcegos hematófogos.

STJ suspende ação contra dirigentes da Camargo Corrêa

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar suspendendo o andamento da ação penal que tramita na Justiça Federal em São Paulo contra três diretores da empresa Camargo Corrêa. Pietro Francesco Giavina Biachi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes foram denunciados com base nas investigações da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (PF).

Segundo o presidente do STJ, ministro Cesar Rocha, como a investigação da PF foi iniciada com base em uma denúncia anônima, não tem valor jurídico. “É inegável o desvalor jurídico de qualquer ato oficial de qualquer agente estatal que repouse o seu fundamento sobre comunicação anônima”, afirmou o ministro.

Rocha também considerou irregular a quebra do sigilo telefônico durante as investigações. De acordo com ele, a abertura do sigilo era muito abrangente e teve grande duração, por isso, “poderia até invadir a reserva da intimidade de toda e qualquer pessoa que utiliza os sistemas de telecomunicações”.

A denúncia contra três executivos da Camargo Corrêa pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro havia sido recebida nesta semana pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Em outra decisão, relativa à mesma operação, o juiz havia autorizado a polícia a aprofundar as investigações sobre 12 obras desenvolvidas pela construtora em São Paulo, no Ceará, no Pará e no Espírito Santo.

Atualização: mais uma notícia sobre as paralisações do STJ, no Valor Econômico, via clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República.

Em 27 dias, STJ paralisa principais operações da PF

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2010: vices e os problemas

Publicado por Pax em 14/12/2009

Serra chegou a cogitar José Roberto Arruda. Dilma tem problemas com Temer. Em 2010 os candidatos à vice-presidência serão analisados não somente por suas carreiras políticas e suas capacidades de sustentar alianças.

Leia notícia no link abaixo, do Uol Notícias

Operações da Polícia Federal acirram disputa por candidaturas a vice-presidente

Maurício Savarese – Do UOL Notícias – Em São Paulo

A chapa governista à Presidência da República já parecia definida com a petista ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o peemedebista presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Oposicionista líder nas pesquisas de intenção de voto, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), chegou a dizer que em 2010 o eleitor poderia “votar em um careca e ganhar dois” ao lado do colega do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Foi então que a Polícia Federal colocou a primeira fórmula em dúvida e inviabilizou a segunda.

Continua no Uol…

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TCE-SP e Camargo Corrêa

Publicado por Pax em 04/12/2009

A Operação Castelo de Areia tem rendido acusações em todas as esferas de poder. Segundo reportagem do jornalista Fausto Macedo no jornal Estado de São Paulo de hoje, há indícios que dois conselheiros do TCE-SP estariam entre os beneficiados da contabilidade paralela de Construtora Camargo Corrêa.

Se essa informação se confirmar, será mais um caso em que o esquema abrange a cadeia completa, ou seja, desde o governo pagador até os responsáveis pela fiscalização do emprego do dinheiro público juntos com empresas privadas e partidos políticos.

Há fortes indícios que não só a Camargo Corrêa como todas as grandes construtoras de obras públicas no Brasil tenham práticas semelhantes. E não só as construtoras como boa parte dos fornecedores de todos os governos em todos os âmbitos, seja na União como nos Estados e Municípios.

Desde a primeira notícia da Operação Castelo de Areia que uma pergunta retorna ao desafio para um Brasil mais eficiente: como sair desse modelo? Mesmo que não consigamos sair completamente, como o mundo inteiro indica pela máxima – “onde há grandes obras públicas, há corrupção” – pelo menos como reduzir o nível dos desvios de dinheiro público das grandes obras e fornecimentos públicos por empresas privadas?

No vasto noticiário da Operação Caixa de Pandora há revelações assustadoras que a prática dos supostos 10% de desvios agora passam a 30 a 40% nos contratos com fornecedores dos governos.

O Brasil passa por um bom momento econômico, mas poderia estar num momento mágico de crescimento se a sociedade como um todo se mobilizasse na luta pela redução dos nossos altos índices de corrupção comprovados pelo vasto noticiário cotidiano que abrange todas as esferas de poder, sem praticamente distinção alguma de quem quer que esteja nos governos, seja da situação ou da oposição.

Qualquer fração destes desvios aplicadas em Educação, Saúde e Segurança Públicas seriam muito bem-vindas. Quanto maior a fração, melhor para a sociedade brasileira.

O lado bom é que o noticiário é tão vasto que parte da sociedade começa a se entusiasmar em fazer algo contra essa roubalheira generalizada. Uma hora pega no tranco.

Leia a notícia abaixo, de Fausto Macedo do jornal Estadão:

Arquivo indica US$ 1,37 mi para TCE

Conselheiros Robson Marinho e Eduardo Bittencourt estão entre os apontados em papéis apreendidos pela PF

Fausto Macedo – Estadão

Planilha secreta da Construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, cita nove vezes o Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo como “cliente”. Cada citação à sigla TCE é acompanhada de valores em dólares – ao todo, US$ 1.378.732. Os registros são relativos ao período de 26 de março a 2 de outubro de 1998.

Nesse documento, apreendido pela Polícia Federal na residência de Pietro Bianchi – executivo da empreiteira sobre o qual pesa acusação por lavagem de dinheiro e evasão -, há menção à Companhia Paulista de Ativos e à obra do metrô linha 2-Oratório. Aparecem as iniciais de supostos beneficiários: E.B. e R.M.

Outros documentos – muitos manuscritos e uns digitalizados – apontam quantias mais elevadas supostamente repassadas para o “cliente” TCE. Há referências às obras das linhas Amarela e Verde do Metrô e os nomes de dois conselheiros – Eduardo Bittencourt e Robson Marinho – são citados por extenso, alinhados a valores em dólares.

O Ministério Público Federal avalia que as anotações não são prova de pagamento de propinas, mas vai encaminhar cópias dos arquivos ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e ao procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella, para que decidam sobre eventual abertura de investigações, uma de âmbito criminal, outra civil por improbidade.

Bittencourt e Marinho desfrutam de foro privilegiado no aspecto penal perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos já são alvos de investigações sobre suposto enriquecimento ilícito. Bittencourt sofre devassa no STJ. Marinho é foco de inquérito na Promotoria de Defesa do Patrimônio sobre o caso Alston – empresa francesa que teria pago propina a servidores.

Continua no Estadão…

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Deputados vão recorrer à Justiça contra acusações de envolvimento no caso Arruda

Publicado por Pax em 03/12/2009

Da Agência Brasil

Deputados vão recorrer à Justiça contra acusações de envolvimento no caso Arruda

Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse à Agência Brasil que entrará ainda hoje (3) na Justiça com processos contra o empresário de Brasília, Alcir Collaço, e o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa. Membro da cúpula do PMDB, o parlamentar é acusado pelo empresário e o ex-secretário de receber propina do esquema de corrupção supostamente montado pelo governador José Roberto Arruda (DEM).

Na conversa, de acordo com informações publicadas na imprensa, também receberiam dinheiro deste esquema o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN); o presidente da Câmara, Michel Temer; e o deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF).

“Hoje ainda adotarei as medidas judiciais cabíveis contra essas pessoas”, disse Cunha. Ele acrescentou que não conhece Durval Barbosa nem Alcir Collaço e qualificou de “estapafúrdias” as citações de seu nome. O deputado afirmou que estuda com sua assessoria jurídica as ações cabíveis neste caso.

O deputado Michel Temer, por sua vez, também deve acionar judicialmente o empresário Alcir Collaço responsável pelas declarações. Ontem (2), em nota à imprensa, o presidente da Câmara qualificou de “irresponsável e descabida” a citação de seu nome na conversa entre Collaço e Barbosa. No texto, ele ainda negou o recebimento de propina recebida suposta da Construtora Camargo Correia. A empresa foi investigada pela Polícia Federal no Operação Castelo de Areia.

O líder peemedebista Henrique Eduardo Alves viajou ontem à noite para a Europa com a família. De acordo com sua assessoria, a viagem estava agendada há três semanas e ele deve ingressar com uma queixa crime contra Collaço. O deputado Tadeu Filippelli negou as acusações e disse que divulgará hoje, pela manhã, uma nota à imprensa sobre o assunto.

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Temer nas planilhas da Camargo Corrêa

Publicado por Pax em 02/12/2009

Segundo notícia do jornal Estado de São Paulo, há 21 citações do nome de Michel Temer, presidente da Câmara e eventual candidato à vice de Dilma, nas planilhas da Camargo Corrêa.

O blog tem noticiado que o projeto de Lei Ficha Limpa não anda no Congresso e uma das razões é o pouco caso de Michel Temer com o assunto.

Se analisarmos o comportamento do deputado nos casos do ParlamenTurismo e das Verbas Indenizatórias podemos perceber um tanto da complacência do presidente da Câmara com as irregularidades gerais dos deputados da casa envolvidos.

Se ligarmos A com B …

Atualização em 03/12: O site iG – Último Segundo noticiou que um novo vídeo gravado pode envolver quatro deputados federais do PMDB. Um dos citados é, também, Michel Temer. Complica um pouco mais o caso do deputado e da composição da chapa PT-PMDB para o ano que vem.

Veja a notícia no iG e assista ao vídeo, clique aqui.

Brasília - O presidente da Câmara, Michel Temer, prevê que não deve se encerrar hoje a discussão sobre o projeto que cria o regime de partilha de produção do pré-sal Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Brasília – O presidente da Câmara, Michel Temer – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/AB

Michel Temer aparece em lista secreta de empreiteira

Presidente da Câmara refuta com veemência citação em arquivo da Camargo Corrêa apreendido pela PF

Fausto Macedo e Ricardo Brandt, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O nome do deputado Michel Temer (SP), presidente da Câmara e do PMDB, aparece no arquivo secreto da Construtora Camargo Corrêa – documento com 54 planilhas que sugerem contabilidade paralela da empreiteira. Temer é citado 21 vezes, entre 9 de outubro de 1996 e 28 de dezembro de 1998, ao lado de quantias que somam US$ 345 mil. Ele refutou com veemência a citação ao seu nome.

O documento que aponta o parlamentar foi recolhido pela Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Castelo de Areia, na residência de Pietro Bianchi, executivo da construtora. A busca, realizada no dia 25 de abril, foi autorizada pelo juiz Fausto De Sanctis (6.ª Vara Criminal Federal). As planilhas constam dos autos da Castelo de Areia, missão integrada da PF e Procuradoria da República.

Continua no Estadão…

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Camargo Corrêa, empresa do Brasil

Publicado por Pax em 01/12/2009

A Camargo Corrêa está no noticiário da corrupção quase ininterruptamente desde a Operação Castelo de Areia. O Ministério Público fez nova denúncia contra os principais diretores da área de construção.

Vale ressaltar que é uma das financiadoras do filme “Lula, filho do Brasil”. Também participa do consórcio que administra as maiores concessões de rodovias e caros pedágios de São Paulo, além da construção de parte do Rodoanel.

Pois é. O vale tudo não cessará enquanto depender dos governos ou desse Congresso. Nem mesmo dessa Justiça.

A única solução possível virá de uma enorme pressão da sociedade civil que, ainda apática, nem começou. Os últimos acontecimentos em Brasília ajudam para que um dia esse movimento se realize.

Independente de torcidas ou ideologias.

MPF denuncia três diretores da Camargo Corrêa por lavagem de dinheiro

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Ministério Público Federal em São Paulo fez uma nova denúncia contra três diretores da empresa Camargo Corrêa, alvo de investigações na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. Segundo nota do Ministério Público, os denunciados são Pietro Francesco Giavina Bianchi, Darcio Brunato e Fernando Dias Gomes.

Os três foram denunciados pela procuradora Karen Louise Jeanette Kahn por lavagem de dinheiro oriunda de corrupção passiva e ativa e evasão de divisas. Além dos diretores da construtora, o Ministério Público também denunciou o doleiro Kurt Paul Pickel pela prática de câmbio ilegal e evasão de divisas.

Segundo as investigações, os diretores da empresa que foram denunciados teriam pago propina a partidos políticos, agentes públicos e pessoas com funções relevantes para que a Camargo Corrêa saísse vencedora no processo de licitação de três obras públicas: na construção de 23 embarcações petrolíferas para a renovação das frotas da Petrobras Transporte (Transpetro) no Rio de Janeiro; na construção de hospitais no Pará e na aquisição de um terreno para realizar uma obra para a prefeitura de Caieiras (SP). Para pagar essas supostas propinas, que podem ter chegado ao valor de R$ 4 milhões, a empresa transferia o dinheiro para contas bancárias em nome de offshores (quando o verdadeiro dono da conta não aparece) por meio do doleiro Kurt Pickel.

Além da denúncia, o Ministério Público também pediu à Justiça Federal a abertura de outros inquéritos para investigar os crimes de corrupção ativa e passiva que precederam o crime de lavagem de dinheiro. A intenção é identificar quais políticos e partidos políticos teriam sido beneficiados no suposto esquema.

A Operação Castelo de Areia foi deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano.

A Agência Brasil tentou contato com a assessoria de imprensa e com o advogado de defesa da Camargo Corrêa, mas até o momento não obteve resposta.

Atualização em 02/12/2009: Camargo deu propina a 200 políticos, diz PF

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Empreiteiras e corrupção: ovo e galinha

Publicado por Pax em 27/11/2009

Já passamos por problemas que pareciam insolúveis. Inflação é um dos exemplos que os brasileiros vivenciaram e não acreditavam existir saída. Houve.

Os esquemas entre as empreiteiras de grandes obras públicas e os políticos e partidos são situação parecida.

Propiciam cartéis na elaboração e condução de editais de concorrência, que montam sobrepreços das obras, que geram superfaturamentos, que garantem os subornos para políticos que favorecem empreiteiras com obras. E o povo paga a conta.

Como as notas ficam salgadas, via de regra são necessários aumentos de impostos para pagá-las.

A proposta atual, na contramão da lógica, é limitar a atuação dos tribunais de contas e outros órgãos de controles preventivos, em especial o TCU – Tribunal de Contas da União, na medida que eles paralizam obras com fortes indícios de irregularidades e travam o esquemão. Para os usuários do modelo canalha é um empecilho que deve ser reduzido. Melhor que atacar as causas, segundo o governo deixa transparecer.

A notícia abaixo, de Fausto Macedo – Estado de São Paulo, mostra parte desse esquemão:

Empreiteira pagou ‘mesada’ para políticos, aponta PF

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Fraude no metrô de Salvador

Publicado por Pax em 10/11/2009

Segundo denúncia do Ministério Público que a Justiça Federal acatou, consórcio formado pela Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez comprou o primeiro lugar da licitação do metrô de Salvador.

MPF/BA denuncia sete dirigentes de empreiteiras ligadas ao metrô de Salvador

Site do Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

Os dirigentes foram denunciados pela prática de crimes da Lei de Licitações e do Código Penal

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou, no fim de outubro, sete dirigentes de empreiteiras que participaram da licitação para construção do metrô de Salvador. Atribui-se aos denunciados a prática de crimes da Lei de Licitações (Lei n.866/93) e do Código penal.

A denúncia foi recebida pelo juiz da 17ª Vara da Justiça Federal em Salvador na última quarta-feira, dia 4.

O processo está sob segredo de Justiça, decretado pelo Judiciário Federal de São Paulo, de onde o inquérito foi redistribuído, após a deflagração da Operação Castelo de Areia.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Bahia

Leia mais sobre o caso na Folha

Construtoras vão responder por cartel na BA

Juiz federal acata denúncia contra consórcio da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez por fraude na licitação do metrô de Salvador

Empresas negam acusação; Ministério Público diz que a italiana Impregilo recebeu quase R$ 11 milhões para abandonar a concorrência

MATHEUS MAGENTA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SALVADOR – Via Clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República.

A Justiça Federal na Bahia acatou denúncia contra dois executivos da construtora Camargo Corrêa, dois da Andrade Gutierrez e três da Impregilo sob acusação dos crimes de formação de cartel, formação de quadrilha e fraude na licitação para o metrô de Salvador.

As empresas negam a acusação. A obra, ainda não concluída após dez anos, já consumiu R$ R$ 525,5 milhões, incluindo gastos com 6 trens e 24 vagões.

A denúncia do Ministério Público Federal é um desdobramento da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, deflagrada em março último. Segundo a denúncia, o consórcio Metrosal (Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens) “comprou” o primeiro lugar na licitação por quase R$ 11 milhões do consórcio Cigla, que venceu a disputa, mas desistiu a seguir. O consórcio vencedor era formado pela italiana Impregilo e pela Soares da Costa.

O pagamento foi feito através de uma falsa operação de compra e venda de caminhões, segundo o Ministério Público, que se baseou em documentos encontrados na casa de um investigado na Castelo de Areia.

Continua na Folha

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Acordando a morimbunda CPI da Petrobras

Publicado por Pax em 07/10/2009

A CPI da Petrobras se tornou palanque político de uma disputa entre a esmagadora situação e a fraquíssima oposição. Foi instaurada num cochilo do governo para, logo depois, ser enterrada na formação do seu quadro, com presidência, relatoria e maioria do quadro. Será que o Brasil não teria a ganhar se a Petrobras, orgulho nacional, fosse realmente passada a limpo?

Uma notícia pescada hoje na Agência Senado cita o nome da empresa Angraporto. Um nome não estranho. Lembra fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, viagens internacionais, carros importados e um triste suicídio.

De outro lado uma boa discussão no post “Brasil bipolar”, onde comentaristas inteligentes discutiam a questão de paralização de obras pelo TCU e o prejuízo ainda maior com essas ações. O que é melhor? Tentar ressarcir os cofres públicos ou piorar a situação com paralizações que implicam em prejuízos muito maiores? Boa discussão. Talvez não seja possível montar uma regra monolítica, mas quem sabe se não seria admissível pensar em algumas que sejam capazes de proteger um pouco mais o erário e reduzir a impunidade indigesta, como indica o noticiário.

Vamos a sequência de informações que podem alimentar um bom debate:

Oposição critica manutenção de contratos com empresas indiciadas pela Operação Águas Profundas

Agência Senado

[Foto: Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras]

Durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, nesta terça-feira (6), os senadores da oposição criticaram o fato de a estatal manter contratos com empresas que foram indiciadas por fraude em licitações de reforma de plataformas pela Operação Águas Profundas, deflagrada em 2007 pela Polícia Federal. Duas das três maiores empresas apontadas na investigação – os estaleiros Iesa e Mauá Jurong – ainda prestam serviços para a companhia.

Para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o fato configura “relação de promiscuidade”, já que, de acordo com ele, a Iesa foi uma das maiores doadoras do Partido dos Trabalhadores, o partido do governo, nas últimas eleições. Ele criticou o que chamou de “fatiamento” da empresa do petróleo para atender a interesses partidários.

- Embora possa ser considerada uma empresa quadrilheira, ela [a Iesa] continua ganhando muito dinheiro da Petrobras. Essa é a indagação. Os senhores não acham que há aí uma relação de promiscuidade? – questionou.

As investigações da Operação Águas Profundas, conforme explicou na mesma reunião o procurador da República Carlos Alberto de Aguiar, envolveram o Ministério Público e uma auditoria interna da própria Petrobras. Resultaram do processo, 28 denunciados por crimes como corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, fraude em licitação, falsidade documental e estelionato.

Entre os acusados, empresários, funcionários da estatal – alguns em nível de gerência -, servidores da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema-RJ), um ex-deputado estadual e um agente da Polícia Federal. De acordo com o procurador, todos os apontados como suspeitos respondem aos processos em liberdade.

Em defesa da Petrobras, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), porém, alertou para o fato de que a estatal não poderia simplesmente excluir uma empresa com milhares de funcionários de seu cadastro devido a um processo investigatório inconcluso.

- Como afastar uma empresa que tem tecnologia, que gera empregos, que atende aos requisitos por conta de um processo que está sob investigação? Não podemos condenar a ação de uma pessoa com a ação de uma companhia. A Petrobras está apurando – garantiu.

Outro convidado para a reunião, o gerente-executivo de Serviços de Exploração e Produção da Petrobras, Erardo Gomes Filho, informou que, desde a deflagração da Operação Águas Profundas, a estatal demitiu servidores por justa causa, afastou outros de suas funções e aplicou medidas disciplinares. Os contratos que estavam em vigência com as empresas suspeitas foram suspensos e submetidos a rigoroso processo de auditoria. Ele também informou que Petrobras constituiu comissão específica para avaliar atuação das empresas com as quais mantém contratos.

Informações privilegiadas

O delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Águas Profundas, Cláudio Nogueira, explicou que uma rede de empresas capitaneadas pela Angraporto,recebeu informações privilegiadas de funcionários da Petrobras que exerciam influência sobre os processos licitatórios. Dessa forma, essas empresas foram beneficiadas e os processos foram transformados num “jogo de cartas marcadas”.

Os contratos para reforma nas plataformas P-10, P-14, P-16 e P-22 somavam cerca de R$ 200 milhões. Erardo Gomes Filho disse que a auditoria interna ainda não tem a conclusão sobre a dimensão exata do prejuízo causado aos cofres públicos. O Ministério Público estima que a Petrobras tenha pagado duas vezes pelo mesmo serviço.

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras é presidida pelo senador João Pedro (PT-AM), e tem como relator o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Na próxima terça-feira (13), às 14h, a CPI fará reunião administrativa.
Raíssa Abreu / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Entenda a CPI da Petrobrás

Arquivo do blog

Operação Águas Profundas

Polícia Federal

O triste suicídio

do site da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal

A empresária e artista plástica Lillian Rose Mac Dougell Sterea, mulher de Fernando da Cunha Sterea, um dos sócios da empresa Angraporto – envolvida no processo fraudulento – atirou-se do 15º andar do hotel Sheraton, na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca (Zona Oeste).

Continua…

Três acusados na “Operação Águas Profundas” têm pedidos de liminar negados no TRF

Tribubal Regional Federal – 2ª Região

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Escândalos escondem escândalos

Publicado por Pax em 28/07/2009

Vivemos entorpecidos por escândalos e mais escândalos de corrupção, desvios e anomalias. Esquecemos os passados e nos horrorizamos com os atuais. Águas Profundas, Satiagraha, Castelo de Areia, Turismo Parlamentar, clã Sarney e muitos etcétaras, há para todo gosto de qualquer freguês.

Neste fim de semana Dantas acusou a Polícia Federal de ser comprada. Hoje temos a notícia que a Camargo Corrêa, defendida pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, requer anulação de toda investigação por entender que as escutas telefônicas, que indicam várias irregularidades, foram ilegais e que a Justiça é que deve ser julgada.

Temos vasto noticiário matinal que Lula e as mais fortes lideranças do PT jogaram um balde de água fria em cima do senador Mercadante que afirmou em nota que Sarney deveria sair da presidência do Senado.

De outro lado a afirmação de Ciro Gomes que o PSDB se aliou ao que há de pior para produzir um golpe de estado no Brasil.

Assunto é que não falta. Que me perdoem pelos escândalos não citados. Procurem no catálogo à esquerda, sem trocadilho.

Mas hoje é dia de festa. Até amanhã.

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Doleiro e laranja são presos no Rio por saques em conta de empresa fantasma

Publicado por Pax em 23/06/2009

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O doleiro Jadair Fernandes de Almeida e o laranja Raimundo Antônio de Oliveira foram presos na manhã de hoje (23), no Rio, por determinação do juiz federal Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O doleiro já era investigado pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia e Oliveira, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), acabou sendo incluído pelo juiz entre os réus dessa operação.

Segundo o Ministério Público Federal de São Paulo, Oliveira tentou sacar R$ 370 mil da Admaster, empresa criada para simular remessas de diretores do grupo Camargo Corrêa ao exterior, que teve os bens bloqueados pela Justiça Federal. De acordo com o Ministério Público, a Admaster, que simulava ser uma empresa de softwares (programas de computador), é de propriedade de Jadair Fernandes de Almeida e teria Oliveira como sócio.

Conforme a denúncia, a Camargo Corrêa simulava importar softwares da Admaster, que funcionava apenas como laranja, servindo para dar aparência de legalidade às remessas de dinheiro do grupo para uma empresa com sede no Uruguai, de onde era então remetido para contas particulares em outros países.

Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu que a Admaster ficava localizada numa estrada de terra em um bairro de Saquarema, no Rio de Janeiro, sem indícios de que haveria atividade empresarial no endereço indicado.

Ontem (22), o juiz recebeu a primeira denúncia do Ministério Público sobre a operação, apontando a participação de 11 pessoas em crimes de fraude em operação financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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MPF denuncia consórcio por possíveis irregularidades em obras do metrô de Salvador

Publicado por Pax em 05/06/2009

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou à Justiça quatro executivos – dois da construtora Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez – por supostas formação de cartel e de quadrilha e fraudes no processo de licitação das obras do metrô de Salvador. A denúncia é baseada em investigações da Operação Castelo de Areia, deflagrada em março deste ano pela Polícia Federal (PF) para investigar supostos crimes financeiros cometidos pelo Grupo Camargo Corrêa, entre eles, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

Segundo a denúncia, as construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez se uniram à Siemens para criar o consórcio Metrosal. Em 1999, o Metrosal participou da licitação para as obras do metrô de Salvador, vencida pelo consórcio Cigla, formado pela italiana Impregilo e pela construtora Soares da Costa. Conforme o Ministério Público, a Metrosal foi declarada vencedora da licitação após a “suposta” desistência da Cigla.

Para o Ministério Público, a exclusão da Cigla se deu de forma ilegal, já que o consórcio recebeu uma compensação financeira de cerca de R$ 11 milhões, paga pelo Metrosal, para deixar a disputa. De acordo com a denúncia, o plano teria sido elaborado pelos diretores Pietro Francesco Giavina Bianchi e Saulo Thadeu Vasconcelos, da Construções e Comércio Camargo Correa, e por Marcio Magalhães Pinto e Casildo Quintino, então diretores da Andrade Gutierrez. Se a Justiça aceitar a denúncia do MPF, os quatro diretores poderão responder a processo por formação de quadrilha, fraudes em licitação e crime contra a ordem econômica (formação de cartel).

Fruto de um financiamento de US$ 118 milhões obtido pelo governo federal no Banco Mundial em 1999, as obras compreendem oito estações entre o trecho Lapa-Pirajá, com cerca de 11,9 quilômetros de extensão. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), entre os anos de 2000 e 2007, o trecho Lapa-Pirajá recebeu cerca de R$ 465 milhões do governo federal. As obras deverão estar concluídas até dezembro de 2010.

Documentos apreendidos pela PF durante a Operação Castelo de Areia também teriam mostrado que a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez se uniram a outras concorrentes no processo de licitação para firmar outro acordo, também ilegal: independentemente de qual delas saísse vencedora, as demais participariam da execução da obra e de sua remuneração. Entre essas empresas estariam a Odebrechet, a OAS, a Queiroz Galvão, a Constram e a Alstom. Responsável pelas obras do metrô de São Paulo, a Alstom está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual por possíveis irregularidades em licitações com o metrô.

“Ora, se a Camargo Corrêa já participava da licitação em consórcio com a Andrade Gutierrez e a Siemens, obviamente, não poderia participar, novamente, consorciada com as empresas perdedoras”, afirma a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia.

Em resposta, o consórcio Metrosal divulgou nota dizendo que ainda não tinha sido notificado sobre os documentos da denúncia. “O consórcio reafirma que participou e venceu a concorrência pública respeitando integralmente as regras do edital de licitação”, diz a nota.

No ano passado, uma auditoria do Tribunal de Contas identificou indícios de “irregularidades graves” nas obras do metrô de Salvador. De acordo com o relatório de 2008, estariam ocorrendo atrasos na entrega da obra, pagamentos de serviços já realizados e até superfaturamento, já que a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não foi excluída em valores pagos a empresas contratadas.

“Esse atraso nas obras não somente traz prejuízo à população, como causa vultosos danos ao erário”, apontou o relatório do TCU, ressaltando que a demora fez aumentarem as despesas com contratos de consultoria para gerenciamento, supervisão e fiscalização da obra e obrigou ao pagamento de uma renovação de apólice de seguros. “A vigência do ajuste iniciou-se em 10 de dezembro de 1999 e a previsão inicial para o final das obras era 10 de abril de 2003, uma vez que o prazo acordado foi de 40 meses. Porém, decorridos cerca de 108 meses, foram executados apenas cerca de 62,7% do contrato (em termos financeiros)”, dizia o relatório do TCU, após fiscalização do metrô feita em junho do ano passado.

Também houve indícios de superfaturamento em um contrato relativo ao custo da Estação Brotas “da ordem de 26,21%”. Segundo o TCU, o superfaturamento nesse contrato seria de cerca de R$ 13 milhões.

A Agência Brasil tentou contato com a empresa Soares da Costa, do consórcio Cigla, mas, até o momento, não obteve retorno.

Em nota, a Companhia de Transportes de Salvador (CTS), gestora das obras do metrô, afirma que a licitação não ocorreu na gestão do atual prefeito, mas diz que está à disposição para cumprir as decisões da Justiça e do Tribunal de Contas. “A CTS tem atendido a todas as determinações do TCU, a exemplo da recente retenção do pagamento das parcelas finais dos recursos destinados ao Consórcio Metrosal.”

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Procuradoria denuncia executivos na Castelo de Areia

Publicado por Pax em 05/06/2009

Agência Estado via Correio Brasiliense

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou na quinta-feira (4/6) dois executivos da construtora Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez, por suposta formação de cartel, quadrilha e fraude no processo de licitação do metrô de Salvador, na Bahia. A denúncia é desdobramento da Operação Castelo de Areia, deflagrada em março pela Polícia Federal (PF) para investigar evasão, lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

A concorrência, com recursos da União e a partir de financiamento do Banco Mundial, foi aberta em 1999. As obras tiveram início em 2000, mas ainda não foram concluídas. Segundo a Procuradoria da República, as construtoras montaram o consórcio Metrosal para disputar a licitação, vencida pelo consórcio Cigla. Após desistência do vencedor, o Metrosal foi escolhido. A troca teria custado R$ 11 milhões para as duas empreiteiras. Não há menção sobre envolvimento de autoridades da prefeitura da capital baiana.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou dez irregularidades, inclusive superfaturamento. “Existem recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da ordem de R$ 488 milhões para a segunda etapa do metrô, mas a obra não acaba nunca”, denuncia o deputado Ricardo Gaban (DEM), ex-presidente da Assembleia da Bahia.

Continua

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Executivos da Camargo Corrêa denunciados por evasão e lavagem de dinheiro

Publicado por Pax em 01/06/2009

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) denunciou três executivos da construtora Camargo Correa e quatro doleiros por fraude em operação financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

MPF/SP denuncia executivos da Camargo Correa por evasão e lavagem de dinheiro

Do site do Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

Operação Castelo de Areia trouxe provas documentais que confirmaram o conteúdo das interceptações telefônicas que deram origem à operação

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) denunciou três executivos da construtora Camargo Correa e quatro doleiros por fraude em operação financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Os crimes foram descobertos pela Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, realizada em março deste ano. Um quarto executivo da empresa e duas secretárias da empresa podem responder por evasão de divisas e quadrilha.

Para a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, autora da denúncia, as buscas e apreensões realizadas nas casas e nos endereços comerciais dos acusados permitiram a apreensão de uma “farta gama de provas”, que comprovou “a existência de articulada e sofisticada organização criminosa operada por doleiros e diretores da empresa Construções e Comércio Camargo Correa (CCCC) para a prática de atividades de câmbio ilegal paralelo, inclusive dólar-cabo, evasão de divisas, fraude contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

O principal esquema de evasão, câmbio ilegal e lavagem desvendado pela operação, na avaliação do MPF, foi a criação de um esquema de importação de softwares pela CCCC, por meio de contratos de câmbio forjados firmados entre a Empresa Admaster Participações Ltda. com o Unibanco e com o Banco Central, mas sob aparente legalidade. Na prática, entretanto, havia simulação de importações e os pagamentos eram feitos, sob ordens dos diretores da CCCC para a empresa Surpark no Uruguai, pertencente a um dos doleiros integrantes do grupo.

A partir da Surpark, as quantias eram remetidas pelos doleiros integrantes do esquema, via dólar-cabo, para outros países, por ordem de Pietro Bianchi, Fernando Dias Gomes e Dárcio Brunato, diretores da CCCC, com suposto destino a contas particulares dos diretores, da empresa ou do grupo. Bianchi e Dias Gomes participam também de outras empresas do grupo Camargo Correa. Dólar-cabo é uma operação ilegal de câmbio em que o dinheiro é remetido via compensação, sem transferência física e sem controle dos órgãos estatais.

A empresa Admaster Participações, pertencente ao doleiro carioca Jadair Almeida, e que foi utilizada como “laranja” das operações de importação, constava em 2008 como empresa sem movimentação financeira na Receita Federal. Além disso, não há registros de importações em nome da Admaster.

Segundo o esquema montado pela organização, e para ocultar os executivos da CCCC como os verdadeiros autores das remessas, foi firmado contrato entre a companhia e a Soft Consultoria Ltda, para fornecimento de softwares. Para simular a importação, a Soft subcontratou a Admaster, que formalmente importava os produtos da Surpark, com sede no Uruguai. A partir daí, o dinheiro era remetido via-cabo para a Surpark Cayman e, de lá, para vários países da Europa, Ásia e África.

Pelo confronto entre as interceptações telefônicas e o material apreendido “in loco”, ficou patente que o doleiro Kurt Paul Pickel coordenava as operações que eram executadas, na prática, por Almeida e pelo parceiro Diney Matos e os doleiros Paco e Raul, os dois últimos, baseados no Uruguai, sob as ordens de Bianchi, Brunato e Dias Gomes.

Cabia a Pickel a indicação de contas no exterior para as devidas remessas e compensações dos valores a serem creditados ou debitados em contas no exterior. Contabilidade paralela dessas operações foi encontrada pela PF nas operações de busca realizadas. Apenas em um dos documentos encontrados na busca está registrado que as remessas efetuadas por tais doleiros, durante o ano de 2008, somaram mais de US$ 30 milhões.

Continua…

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TCU: irregularidades bilionárias na Petrobras

Publicado por Pax em 28/05/2009

Um gasoduto e uma plataforma, que tinham sido orçados em R$ 1,8 bi, têm custo efetivo chegando a R$ 3,6 bi

Petrobras usa aditivos e dobra valor de contratos, aponta TCU

Um gasoduto e uma plataforma, que tinham sido orçados em R$ 1,8 bi, têm custo efetivo chegando a R$ 3,6 bi

Christiane Samarco e Rodrigo Rangel

BRASÍLIA – Uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a Petrobras, protegida por um regulamento próprio, tem usado com frequência contratos turbinados por termos aditivos que elevam custos de obras e serviços da estatal. Mesmo quando não há aditivos, há estouros de orçamento de mais de 50% dos valores iniciais programados. É o que acontece com um gasoduto e uma plataforma, orçados em R$ 1,8 bilhão, cujo custo já chega a R$ 3,6 bilhões.

O aditivo é uma espécie de anexo ao contrato original. Pode ser usado para multiplicar os valores de obras e serviços e, assim, engordar os pagamentos às empreiteiras contratadas pela estatal, muitas delas sem licitação. Em apenas uma dessas obras, a construção e montagem do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, no Amazonas, dois contratos que somavam R$ 1 bilhão foram “aditivados” em mais R$ 612 milhões. Em outro projeto, destinado a modernizar o sistema de produção da refinaria de Duque de Caxias (RJ), ao longo dos 780 dias em que vigorou o contrato foram assinados 24 termos aditivos – praticamente um por mês.

O uso dos aditivos é apenas uma das irregularidades constatadas por auditores do TCU em cinco dos mais importantes e dispendiosos projetos da Petrobras. Os relatórios de auditoria que revelam os orçamentos dos projetos da estatal foram enviados ao Congresso pelo TCU. Depois de iniciadas as obras, os preços vão muito além daqueles previstos inicialmente pela Petrobras.

Além dos aditivos, as auditorias mostram casos concretos de superfaturamento. Num deles, serviços idênticos, numa mesma obra, tiveram diferença de preço de 2.000%.

Os aditivos ao projeto do gasoduto Urucu-Coari-Manaus foram incluídos em dois projetos da obra. Um deles refere-se a serviços de readaptação do gasoduto no trecho Urucu-Coari. O valor do adendo, nesse caso, foi de R$ 49,39 milhões. O aditivo que mais chama atenção, entretanto, integra o contrato de construção e montagem do gasoduto até Manaus, que fez o valor saltar de R$ 666,7 milhões inicialmente previstos para R$ 1,2 bilhão.

Continua no Estadão

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TCU vê indício de fraude de R$ 230 mi em contratos da Petrobras

Publicado por Pax em 21/05/2009

FolhaNews via Correio Brasiliense

Antes mesmo de ser instalada no Senado, a CPI da Petrobras já conta com indícios de superfaturamento de pelo menos R$ 230 milhões em contratos da estatal. Esse valor resulta de investigações do TCU (Tribunal de Contas da União) em que os ministros determinaram bloqueio de pagamentos ou a devolução de dinheiro pago irregularmente.

O levantamento dos processos que envolvem a Petrobras foi feito a pedido do presidente do tribunal, Ubiratan Aguiar, que se antecipou aos procedimentos usuais de comissões parlamentares de inquérito.

Tramitam no tribunal, ainda sem uma decisão final, 171 processos. O número é parcial porque não foram contabilizados os casos que correm na unidade do TCU no Rio, onde funciona a sede da Petrobras. Os relatórios produzidos até aqui pelas investigações serão encaminhados à CPI assim que houver pedido dos congressistas.

Entre esses processos, destaca-se o que apurou superfaturamento de R$ 94,6 milhões nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A obra foi citada na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal.

Por meio de medida cautelar, o TCU determinou o bloqueio de pagamentos ao consórcio que executa a obra, formado pelas empresas Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. O superfaturamento foi apontado na primeira fase da obra, cujo custo foi estimado em R$ 10 bilhões.

O tribunal também listou, nos subsídios recolhidos para a CPI, outros 169 processos julgados nos três últimos anos. Em oito deles, os ministros caracterizaram prejuízos aos cofres da Petrobras. Entre eles, estão os processos que investigaram a prática de cartel na revenda de combustíveis em Brasília e na contratação de fretes com finalidades políticas, denunciada durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Continua…

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Disque-denúncia é o vilão do vilão

Publicado por Pax em 20/05/2009

Disque-denúncia, sistema que preserva a identidade do delator, salvou por enquanto a Operação Castelo de Areia.

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Tarso diz que inquérito da PF que indiciou Daniel Dantas respeitou direitos dos investigados

Publicado por Pax em 28/04/2009

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou hoje (27) que o inquérito da Polícia Federal que levou ao indiciamento do banqueiro Daniel Dantas e de mais cinco diretores do banco Opportunity “não tem nenhum furo técnico” e respeitou os direitos legais dos investigados.

“Esse inquérito foi feito com muito rigor, muita cientificidade, muita qualidade técnica. É muito rigoroso e muito qualificado; vai ser um exemplo para a Polícia Federal se pautar daqui para diante em inquéritos que envolvem questões financeiras”, afirmou durante entrevista à TV Brasil.

Tarso afirmou que o saldo da Operação Satiagraha, desencadeada pela PF para investigar supostos crimes financeiros cometidos por Dantas, até agora tem resultados satisfatórios. “A operação teve resultado, tanto é que já houve uma condenação”, disse.

Após o indiciamento, cabe agora ao Ministério Público a decisão de oferecer ou não a denúncia contra os acusados para abertura de ação judicial.

Na entrevista, Tarso também comentou a Operação Castelo de Areia, que investiga crimes financeiros e repasses da construtora Camargo Corrêa. O ministro voltou a negar qualquer tipo de favorecimento ao PT, que ficou de fora do relatório final da operação.

“Isso não ocorreu. Se isso fosse verdade poderia se dizer então que os outros partidos foram poupados nos inquéritos que pessoas do PT estão respondendo. A operação foi muito bem feita e eu desafio alguém a apontar alguma ilegalidade que ela cometeu. As acusações são abstratas”, comentou o ministro, que amanhã (28) vai ao Senado prestar esclarecimentos sobre a operação na Comissão de Constituição e Justiça. O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, também participará da audiência.

Ao comentar a possibilidade de atuação da PF para retirar os rizicultores da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, Tarso afirmou que a ação vai depender das recomendações do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, relator da ação que confirmou a demarcação da reserva em faixa contínua.

“Vai acontecer o que determinar o ministro Ayres Britto. A sentença será cumprida. O Estado tem o direito de usar o monopólio da força para cumprir a decisão. A PF é a polícia judiciária da União, a ela incumbe cumprir fielmente aquilo que for determinado pela sentença; e quem decide o que cumprir da sentença é o ministro relator”, afirmou. O prazo para saída dos não-índios da reserva vence na próxima quinta-feira (30).

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Defesa de doleiro tenta invalidar investigações da Castelo de Areia

Publicado por Pax em 27/04/2009

A defesa do suíço Kurt Paul Pickel, acusado na Operação Castelo de Areia de cometer supostos crimes financeiros com funcionários da empreiteira Camargo Corrêa, apresentou ontem à Justiça um habeas corpus para anular as investigações do caso.

Os advogados Alberto Zacharias Toron e Carla Domenico alegam que a quebra de sigilo telefônico nas investigações da Polícia Federal teria sido justificada apenas pelas informações de uma denúncia anônima, o que seria ilegal.

Segundo os defensores, durante as investigações os policiais teriam usado senhas de companhias telefônicas que permitiram acesso irrestrito às ligações dos clientes das operadoras, e assim teriam violado a lei. Outro argumento da defesa é de que o período de realização das escutas telefônicas nas apurações -um ano e dois meses- teria sido excessivo.

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Gabrielli explicará supostas irregularidades em refinaria

Publicado por Pax em 23/04/2009

Fonte: JORNAL DO SENADO Em: 23/04/2009

Via Clipping da ANPR – Assoc. Nac. dos Procuradores da República

Presidente da Petrobras é convidado pela Comissão Mista de Orçamento a debater relatório do Tribunal de Contas da União que aponta problemas em obras

Na reunião da CMO, Geraldo Magela (E), Jayme Campos e Almeida Lima
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foi convidado a falar aos deputados e senadores sobre o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades nas obras da refinaria Abreu e Lima, em construção no estado de Pernambuco. O convite foi aprovado ontem pela Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Parlamentares da base do governo tentaram evitar a aprovação do requerimento, apresentado pelo deputado Claudio Cajado (DEM-BA), entre outras razões porque o documento registrava que fora identificado pelo TCU “superfaturamento” nas obras da refinaria da Petrobras. Claudio Cajado concordou em suprimir a afirmação sobre o “superfaturamento”.

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