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Arquivo da categoria ‘Operação Castores’

‘A crise não é minha, é do Senado’, diz Sarney em sua defesa

Publicado por Pax em 16/06/2009

Presidente do Senado nega a existência de atos secretos na Casa que distribuiu benesses e defende apuração

Estadão

BRASÍLIA - ”A crise não é minha, é do Senado”, afirmou o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao se defender no plenário nesta terça-feira, 16, sobre as denúncias dos atos secretos da Casa revelados em reportagens de O Estado de S. Paulo. “Só conheço um ato secreto, durante Médici (general Emílio Garrastazu Médici), decreto secreto. Aqui ninguém sabe o que é ato secreto. Eu não sei o que é ato secreto, aqui (no Senado), não há atos secretos. O que temos é que verificar as irregularidades da entrada (das nomeações) em rede e da não entrada em rede. Mas tudo isso no passado, nós não temos nada que ver com isso, não tem a ver com nosso período”, argumentou em sua defesa.

Ele afirmou que, “hoje, todos os atos estão na rede” e que “não existem atos nenhum (sic) que não estão na rede.” Sarney, aparentando nervosismo, com o senho franzido, hesitando na escolha das palavras e incorrendo em erros de concordância, negou enfaticamente que tenha havido privilégios na nomeação, por atos secretos, de um sobrinho seu e de uma neta de sua mulher, Marly, para cargos no Senado.

“Ninguém pode tomar posse sem ter sua nomeação publicada. Isso não existe. Se alguém fez, vamos descobrir, vamos punir”, afirmou, dizendo que essa é a tarefa criada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-GO). “Seria colocar na costa de todos nós a responsabilidade pelo que pode ter acontecido, não sei se aconteceu, é injusto, mas não vou dizer que vou mais longe…”

Veja também:

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documento Leia a íntegra da defesa do presidente do Senado

lista O ESTADO DE S. PAULO: Senado acumula mais de 300 atos secretos

especialEntenda o escândalo dos cargos e benesses do Senado

linkSob denúncias, Senado lança campanha na TV

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Sarney afirmou que nesses quatro meses em que assumiu a presidência do Senado se concentrou exclusivamente em corrigir erros e tomar providências para resgatar o conceito da Casa. “Não seria agora, na minha idade, que iria praticar qualquer ato menor que nunca pratiquei na minha vida. Eu aqui no Senado assisti a muitos escândalos, momentos de crise, mas em nenhum momento meu nome esteve envolvido. Eu nunca tive meu nome associado a coisas que são faladas no Congresso, ao longo do tempo”, afirmou.

Continua…

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Tião Viana ameaça processar ex-diretor do Senado por acusações sobre atos secretos

Publicado por Pax em 16/06/2009

FolhaNews via Correio Brasiliense

O senador Tião Viana (PT-AC) ameaçou nesta terça-feira processar judicialmente o ex-diretor-geral do Senado Casa Agaciel Maia pela suposta afirmação de que ex-integrantes da Mesa Diretora da Casa tinham conhecimento da edição de atos sigilosos na instituição. Viana, que foi presidente interino do Senado, disse que não assinou nenhum ato secreto no período em que esteve na Mesa Diretora.

“Eu nunca assinei qualquer ato secreto nesta Casa. Os atos que assinei foram publicados na condição de vice-presidente. Quando estive interinamente na presidência, nenhum servidor jamais tratou de qualquer ato secreto. O senhor Agaciel não tem o direito de apontar o dedo para todos. Qualquer coisa nesse sentido, estou disposto a levar aos tribunais para que ele prove qualquer coisa. A mim, ele não pode apontar o dedo”, afirmou o petista.

Em entrevista à *Folha*, Agaciel disse que a Casa está no meio de uma “guerra” e que seu nome foi envolvido nas denúncias de irregularidades porque ele é o “bode expiatório” da vez.

“Eu estou pagando o preço, é só você olhar. A Mesa Diretora decidiu aumentar o número de cargos, e os gabinetes preencheram essas vagas. O Agaciel é o responsável por isso? Por que esconder algo que é legal? O que parece é que é muito bom o pessoal levantar uma questão dessa e virar toda a pauta nacional. Eu não tenho tribuna, não tenho nada para me defender. É uma responsabilidade que não é minha. Eu me sinto perseguido, isso é verdade, porque se você olhar vai ver que é verdade. Tudo que foi imputado a mim foi por água abaixo”, disse.

O petista cobrou do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), explicações públicas sobre a crise política que atinge a instituição há mais de três meses. Ele perdeu a disputa pela presidência do Senado para Sarney, que desde a sua posse vem enfrentando uma série de acusações cometidas na instituição. Viana disse que a crise “gerada por uma disputa de setores dos servidores do Senado é algo abominável”, uma vez que vem atingindo a imagem de diversas pessoas. “Eu ainda sou defensor da tese de que o Legislativo é imprescindível à democracia brasileira. Nós temos muito a contribuir a este país, mas não será com uma crise sucedendo a outra. Cabe ao presidente desta Casa o diálogo necessário.” Na opinião do petista, a crise política do Senado não é consequência da disputa entre governo e oposição. “Precisamos de uma atitude suprapartidária para superar essa situação. Diante da proporção da crise, das dificuldades que estamos atravessando, se essa cadeira de presidente estivesse vazia, não seria eu a ocupá-la”, afirmou. Cobranças.

Continua…

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Sarney acuado. Cai?

Publicado por Pax em 16/06/2009

Questionado sobre nomeações de seus parentes Sarney disse: “Você acha que eu, como presidente do Senado, tenho minha biografia, vou discutir uma coisa dessa? Não vou discutir um assunto desse. Minha resposta para vocês é essa.”

Brasília - O presidente do Senado, José Sarney, fala com a imprensa sobre a investigação relativa aos atos secretos da Casa usados para nomear parentes de senadores, criar cargos, aumentar salários e pagar horas extras Foto: José Cruz/ABr

José Cruz/ABr

Brasília – O presidente do Senado, José Sarney, fala com a imprensa sobre a investigação relativa aos atos secretos da Casa usados para nomear parentes de senadores, criar cargos, aumentar salários e pagar horas extras Foto: José Cruz/ABr

Leia as seguintes reportagens para entender a grave situação de José Sarney, presidente do Senado

Sarney diz que não errou e que não deixa presidência

Folha de São Paulo via ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

Sarney empresta imóvel funcional a ex-senador aliado

Folha de São Paulo via ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

Atos secretos foram usados para proteger investigados pela PF

O Estado de São Paulo via site do Estadão

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Atos secretos foram usados para proteger investigados pela PF

Publicado por Pax em 16/06/2009

Acusado de envolvimento em escândalo da Sudam teve demissão anulada por meio de decisão sigilosa

Leandro Colon e Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

Brasília - Os atos secretos do Senado foram usados para blindar e esconder movimentações de assessores parlamentares presos pela Polícia Federal nos últimos anos. É o caso, por exemplo, de José Roberto Parquier, preso pela PF em maio de 2006 na Operação Castores, que desmontou uma quadrilha acusada de corrupção em estatais do setor elétrico. Na época, Parquier era assessor do senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

Veja também:

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Mesmo depois da operação, ele permaneceu por mais dois anos no Senado, recebendo R$ 7,6 mil de salário. Sua demissão, quando trabalhava com Raupp na liderança do PMDB, se deu em 15 de maio de 2008, por meio de ato secreto – somente agora revelado. O documento foi assinado pelo hoje diretor-geral, na época diretor adjunto, José Alexandre Gazineo.

Em outro caso, de 2 de dezembro passado, o Senado publicou a exoneração de Antônio José Costa Guimarães, acusado pelo Ministério Público Federal no escândalo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que envolveu também o hoje deputado Jader Barbalho (PMDB-PA).

Guimarães estava lotado na liderança do PMDB como secretário parlamentar, com um salário de R$ 7,6 mil. Mas um ato secreto, de 15 de janeiro passado, anulou a demissão. Até hoje uma nova exoneração não apareceu no levantamento dos atos secretos feito pela comissão de sindicância do Senado. Na verdade, Guimarães trabalha na Câmara. É uma espécie de secretário particular de Jader, ex-presidente do Senado.

MISTÉRIO

Um mistério ronda a situação de Enéas Alencastro Neto no Senado. Foi preso pela Operação Navalha em 17 de maio de 2007, quando trabalhava como representante do governo de Alagoas em Brasília. Ele passou uma semana detido sob a acusação de receber propina da construtora Gautama, suspeita de desvio de recursos públicos e alvo principal da ação da PF.

Alencastro era o homem de confiança do ex-senador e governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) na capital federal. Recebia salário de R$ 9,9 mil desde 2003 do gabinete de Teotônio no Senado. Em 2007, com a posse do tucano como governador, o suplente João Tenório (PSDB) assumiu a vaga. E Alencastro continuou lotado na Casa.

A assessoria de imprensa de Tenório diz que, no mês da ação da PF, encaminhou à Diretoria-Geral o pedido de exoneração de Alencastro. A demissão, porém, nunca foi publicada. Nem aparece na lista de atos secretos que vem sendo republicada no sistema interno da Casa.

Decisões sigilosas costumavam fazer parte do histórico de Alencastro no Senado. Em outubro de 2006, por exemplo, foi editado um ato secreto para anular uma exoneração publicada pela Casa um mês antes. Ele foi denunciado pelo Ministério Público em 2008 por formação de quadrilha e corrupção ativa.

Continua…

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