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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Archive for the ‘Operação Lava Jato’ Category

Operação Lava Jato: um resumo bem feito por Gerson Camarotti no G1

Posted by Pax em 19/07/2015

O tempo anda curto, a dedicação ao blog paga o preço.

Gerson Camarotti, um dos poucos jornalistas políticos que ainda consigo prestar atenção fez um bom resumo da Operação Lava Jato que merece ser colecionada pelo blog que se dedica ao noticiário da corrupção.

Aqui está: http://especiais.g1.globo.com/videos-interativos/#!/politica/operacao-lava-jato

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Eduardo Cunha na Lava Jato: propina de R$ 10 milhões

Posted by Pax em 16/07/2015

Acusado de várias irregularidades, o presidente da Câmara agora aparece na Lava Jato.

Cunha cobrou propina de 10 milhões de dólares, diz delator da Lava Jato – via El País

Em depoimento à Justiça, Julio Camargo acusou Cunha de cobrar para facilitar contrato

Às vésperas de completar seu primeiro semestre à frente da Câmara dos Deputados, o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi acusado de ter cobrado 10 milhões de dólares em propina. Em depoimento à Justiça Federal, o consultor Julio Camargo, um dos primeiros delatores da Lava Jato, afirmou que o peemedebista exigiu o pagamento como forma de viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras. As informações são do jornal O Globo. (continua no site El País)

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Lava Jato se aproxima de Renan Calheiros

Posted by Pax em 14/07/2015

Paulo Roberto Costa acusa Renan Calheiros, presidente do Senado, de ter negociado propinas através de um representante, o deputado Anibal Gomes.

Lava Jato: delator diz que Renan tinha “representante” que negociava propina

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse hoje (13) em depoimento à Justiça Federal que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tinha um “representante” que negociou propina com ele. Costa assinou acordo de delação premiada e depôs ao juiz federal Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça.

Calheiros foi citado pelo ex-diretor após uma pergunta feita por um dos advogados de executivos ligados à empreiteira OAS, réus na ação penal. Costa afirmou que se mantinha no cargo com sustentação política do PP e PMDB.

“O senador Renan Calheiros era um dos que dava sustentação política. Com ele [Renan], não [negociou propina]. Mas ele tinha um representante, um deputado, Aníbal Gomes, que, em algumas vezes, negociou comigo. O senador Renan Calheiros nunca participou de nenhuma reunião com empreiteiros, mas o Aníbal Gomes, sim”, declarou.

Gomes e Calheiros são investigados em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a partir das informações do ex-diretor, fornecidas em acordos de delação premiada.

Em nota, o presidente do Senado refutou as acusações do ex-diretor e declarou que suas relações com diretores de instituições públicas nunca ultrapassaram os limites institucionais. “Da mesma forma reafirma que jamais autorizou o deputado Aníbal Gomes ou qualquer outra pessoa a falar em seu nome. Digno de registro também é a contradição, já que nos depoimentos anteriores o delator sempre negou ter tratado de projetos e valores com o senador Renan Calheiros”.

A Agência Brasil não conseguiu contato com o deputado Aníbal Gomes até a publicação da matéria.

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Os políticos envolvidos na Lava Jato: mais 60 dias de investigação

Posted by Pax em 30/06/2015

Para quem não se lembra, aqui estão listados os políticos envolvidos na Operação Lava Jato.

Lava Jato: ministro do STF prorroga por 60 dias investigação sobre políticos

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu hoje (29) a prorrogação, por mais 60 dias, dos inquéritos da Polícia Federal para investigar parlamentares citados na Operação Lava Jato.

Ao todo, são investigados 35 parlamentares. O ministro também autorizou as diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República.

Os inquéritos envolvendo parlamentares foram abertos em março pelo Supremo com base em depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, principais delatores do esquema de desvios na estatal.

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Nelma Kodama: “amada, amante” abastecida de dólares

Posted by Pax em 13/05/2015

A doleira Nelma deu um show de escárnio ontem na CPI da Petrobras. Mostrou os bolsos no bumbum onde escondia dólares, cantou Roberto Carlos e alegou não saber que suas atividades eram ilegais.

Do outro lado, quem cria cascavel uma hora sente o veneno, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) afirmou que “só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”.

A turma do Maluf e a turma do Lula começam a se desentender depois que a casa caiu, ao que tudo indica. Uma amizade e parceria tão “rica” tende acabar com acusações pra todos os lados. Provavelmente todas repletas de fundamentos.

Livre arbítrio dos líderes do partido do governo. Talvez, um dia, percebam que adotaram a trilha mais fácil, mas não a melhor. Que o diga André Vargas, escolhido para ser líder do PT na Câmara, antes que suas estrepulias com Alberto Youssef fossem desvendadas. Caso contrário estaria, provavelmente, representando o partido transfigurado depois de alçado ao poder. Às custas do erário, em especial do Ministério da Saúde, de onde surgiu o primeiro fio desse triste novelo.

Vale lembrar que André Vargas tem link histórico com Paulo Bernardo, ex-ministro do planejamento de Lula e ex-ministro das Comunicações de Dilma. Muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte.

Doleira se dispõe a colaborar com CPI desde que delação não seja prejudicada

Da Agência Brasil* Edição: Valéria Aguiar

Acusada de chefiar o esquema de lavagem de parte do dinheiro desviado da Petrobras, a doleira Nelma Kodama, negou-se a responder todas as perguntas feitas hoje (12) por deputados membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, da Câmara dos Deputados. Para justificar seu comportamento, Nelma afirmou que está negociando com a Justiça Federal a assinatura de um acordo de delação premiada.

“Estou disposta a colaborar com a CPI, desde que isso não atrapalhe meu acordo de colaboração em curso”, disse a doleira ao prestar depoimento no segundo dia de audiências públicas feitas pela CPI em Curitiba.

Condenada por envolvimento em operações irregulares de instituição financeira, lavagem de dinheiro, corrupção e acusada de corromper um ex-gerente do Banco do Brasil, Nelma declarou que, à época dos fatos, não tinha consciência de que estava agindo ilegalmente.

“Eu não via que estava fazendo nada errado. Era como compra e venda de dólares. A operação do doleiro acontece por causa dos impostos envolvidos no pagamento de empresas no exterior. Eu não achava isso errado porque os impostos eram muito altos”, disse a doleira, ao reclamar da pena de 18 anos a que já foi condenada por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Nelma Kodama ainda provocou risos dos presentes ao admitir que, de 2007 a 2009, “viveu maritalmente” com o também doleiro Alberto Youssef – um dos principais alvos da Operação Lava Jato.

“Vivi maritalmente com ele”, disse Nelma ao ser indagada se foi amante de Youssef. “Amante é uma palavra que engloba tudo, né? Ser amiga, companheira. Uma coisa bonita”, respondeu a doleira antes de cantar trecho da música Amada Amante, de Roberto Carlos.

A expectativa dos integrantes da CPI da Petrobras é ouvir, ainda hoje, além de Nelma, seis pessoas: René Pereira (ligado ao doleiro Alberto Youssef), os ex-deputados Luiz Argôlo, Pedro Corrêa e André Vargas, e o doleiro Carlos Habib Chater, dono do posto de gasolina de Brasília onde começou a investigação que culminou na deflagração da Operação Lava Jato.

*Com informações da Agência Câmara // Título alterado para adequação às 15h42

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Petrobras: prejuízo de 21,6 bilhões em 2014, 30% corrupção e 70% má gestão

Posted by Pax em 23/04/2015

A Petrobrás teve prejuízo de 21,6 bilhões em 2014. Um bocado, cerca de 30%, por conta da corrupção e outra parcela, ainda maior, pela péssima gestão.

Dói no bolso dos brasileiros. Na alma ainda mais.

Sugiro leitura da crítica do Josias de Souza – Ruína da Petrobras tem nome(s): Lula e Dilma

Petrobras perde R$ 6,2 bi com corrupção e prejuízo soma R$ 21,6 bi em 2014

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

A diretoria da Petrobras informou, há pouco, que a empresa teve prejuízo de R$ 6,2 bilhões com os desvios de recursos investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O resultado líquido de 2014 ficou negativo em R$ 21,6 bilhões.

Ao apresentar o balanço auditado do ano passado, que já foi entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o gerente executivo de Desempenho Empresarial da Petrobras, Mario Jorge da Silva, disse que os ajustes de ativos foram de R$ 50,8 bilhões, somando os R$ 6,2 bilhões referentes a gastos adicionais capitalizados indevidamente e R$ 44,6 bilhões do provisionamento decorrente da desvalorização de ativos, o chamado Impairment.

Usando metodologia baseada no conteúdo da investigações do Ministério Público Federal, os valores referentes à Lava Jato referem-se a 3% do valor de contratos com 27 empresas membros do cartel entre 2004 e 2012. Entre as diretorias, a de Abastecimento foi responsável pelo desvio de R$ 3,4 bilhões, a de Exploração e Produção, por R$ 2 bilhões, e a de Gás e Energia, por R$ 700 milhões.

Doleiro e ex-diretor da Petrobras são condenados por desvios na Abreu e Lima

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (22) o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef na ação penal sobre os desvios na construção da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras. A refinaria, em Pernambuco, é a principal obra investigada na Operação Lava Jato.

Costa recebeu pena de sete anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Youssef foi condenado a nove anos e dois meses por lavagem de dinheiro. A condenação ocorre um ano após a abertura do processo. Seis acusados de operar empresas de fachada também foram condenados. Todos podem recorrer à segunda instância da Justiça Federal.

Na sentença, Moro negou pedido de perdão judicial feito pelos advogados dos acusados. Embora eles tenham feito acordos de delação premiada para delatar o esquema de desvios nos contratos entre empreiteiras e a Petrobras, o juiz entendeu que o perdão não pode ser concedido, devido à gravidade dos crimes.

“Não cabe, porém, como pretendido, o perdão judicial. A efetividade da colaboração não é o único elemento a ser considerado. Nesse aspecto, considerando a gravidade em concreto dos crimes praticados e a elevada reprovabilidade de sua conduta, não cabe perdão judicial”, decidiu o juiz.

Apesar de não conceder o perdão, Moro manteve os benefícios concedidos ao ex-diretor no acordo de delação. Costa cumpre prisão domiciliar desde o ano passado e vai ficar na mesma situação até outubro, quando deverá passar para o para o regime semiaberto.

“Embora o acordo fale em prisão em regime semiaberto a partir de 1º de outubro, reputo mais apropriado o recolhimento noturno e no final de semana com tornozeleira eletrônica, por questões de segurança decorrentes da colaboração e da dificuldade que surgiria em proteger o condenado durante o recolhimento em estabelecimento penal semiaberto”, disse Moro.

No caso de Youssef, o doleiro vai cumprir três anos em regime fechado, mesmo se for condenado nas outras ações penais a que responde na Justiça, oriundas da Lava Jato. Após o período, o condenado passará para o regime aberto. Ele está preso desde o ano passado. O tempo será descontado da pena.

Na sentença, ficou comprovado que os desvios ocorreram por meio de repasses do Consórcio Nacional Camargo Corrêa, responsável pela obra da refinaria, para seis empresas de fachada, controladas pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo o juiz, houve centenas de operações de superfaturamento de mercadorias e simulação de serviços prestados que envolveram R$ 18,6 milhões.

“A operação de lavagem, tendo por antecedentes crimes de peculato, tinha por finalidade propiciar o pagamento de vantagem indevida, ou seja, viabilizar a prática de crime de corrupção, devendo ser reconhecida a agravante. Observo que, nas circunstâncias do caso, ela não é inerente ao crime de lavagem, já que o dinheiro sujo, proveniente de outros crimes, serviu para executar crime de corrupção”, disse o juiz.

Na defesa, os advogados de Paulo Roberto Costa alegaram que o acusado cumpria exigências impostas pelo partido que o indicou para o cargo, o PP, e que se arrependeu dos crimes. A defesa de Youssef alegou que ele não era chefe do esquema criminoso que “servia ao financiamento político e a um projeto de poder”.

De acordo com o Ministério Público Federal, a construção inacabada da Refinaria Abreu e Lima foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas foram pagos até agora mais de R$ 20 bilhões.

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Tesoureiro do PT preso pela Polícia Federal

Posted by Pax em 15/04/2015

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso pela Polícia Federal por acusações de envolvimento na Operação Lava Jato.

Alguns petistas já tinham pedido seu afastamento, o partido teimou em mantê-lo.

Vaccari é preso em São Paulo em nova etapa da Operação Lava Jato

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

A Polícia Federal (PF) em São Paulo prendeu hoje (15) o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que será levado para Curitiba. A prisão ocorreu durante a 12ª etapa da Operação Lava Jato. Vaccari foi detido em casa.

O tesoureiro é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base em depoimentos de delatores da Lava Jato. Eles afirmam que o tesoureiro intermediou doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras e que o dinheiro foi usado para financiar campanhas políticas.

A Polícia Federal informou que estão sendo cumpridas nesta manhã quatro ordens judiciais. Entre as ações estão um mandado de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e um de condução coercitiva. Todas essas ordens estão sendo cumpridas na capital paulista, mas os presos serão levados diretamente para a Superintendência da PF em Curitiba.

Segundo a Polícia Federal, haverá entrevista coletiva às 10h, na capital paranaense, para falar sobre a nova etapa da operação.

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Lista de políticos envolvidos na Operação Lava Jato

Posted by Pax em 09/03/2015

O ministro Teori Zavarski quebrou o sigilo e autorizou a abertura de inquéritos sobre os envolvidos na Operação Lava Jato.

Notícia de ontem diz que o delator, Alberto Youssef, o doleiro pagador do esquema, aponta outras estatais com esquemas semelhantes.

Em uma análise mais simples pode-se afirmar que o modelão de operação do PP, de Paulo Maluf, fez escola para PMDB, PSDB e PT. Todos compartilham nomes na tal lista.

Na ponta final, o povo recebe mais e mais carga tributária para cobrir rombos de um país não só mal administrado mas corrompido até sua medula.

A situação da presidente Dilma não está nada fácil. Ontem houve várias manifestações durante seu pronunciamento na TV para o Dia Internacional da Mulher. Segundo o noticiário aconteceram panelaços em 12 capitais.

2015 não é um ano fácil.

Lista de inquéritos da Lava Jato tem parlamentares ex-integrantes do Executivo

Marcelo Brandão e Mariana Jungmann – Repórteres da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
A lista enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o pedido de abertura de inquéritos para investigar pessoas citadas em depoimentos da Operação Lava Jato traz, entre outros nomes, os de senadores, deputados federais, ex-governadores e ex-ministros de Estado. O ministro do STF Teori Zavarski, que recebeu o documento encaminhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quebrou o sigilo e autorizou a instalação de 28 pedidos de abertura de inquéritos, dos quais 21 ficam no Supremo.

A presidenta Dilma Rousseff também foi citada, mas o procurador-geral alegou que não tem competência para investigá-la. Por lei, o presidente só pode ser investigado por atos praticados no exercício da Presidência. Ela foi citada no mesmo inquérito de Antonio Palocci, mas o STF ainda não esclareceu em quais circunstâncias.

No Senado, foram autorizados inquéritos e diligências sobre Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ciro Nogueria (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Valdir Raupp (PMDB-RO), Romero Jucá (PMDB-RR), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Edison Lobão (PMDB-MA), Benedito de Lira (PP-AL), Gladson Cameli (PP-AC) e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. O procurador pediu o arquivamento das denúncias sobre o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), e sobre o senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Entre os deputados, constam na lista os nomes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de Eduardo da Fonte (PP-PE), Nelson Meurer (PP-PR), Jerônimo Pizzolotto (PP-RS), Afonso Hamm (PP-RS), Agnaldo Ribeiro (PP-PB), Sandes Júnior (PP-GO), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Arthur de Lira (PP-AL), Vander Loubet (PT-MS), Simão Sessin (PP-RJ), José Mentor (PT-SP), José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), Roberto Brito (PP-BA), Mário Negromonte (PP-BA), Renato Molling (PP-RS), Waldir Maranhão (PP-MA), Dilceu Sperafico (PP-PR), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Lázaro Botelho (PP-TO) e Missionário José Olímpio (PP-SP). O ex-deputado e ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP) também será investigado.

Foram autorizados inquéritos ainda sobre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o empresário preso Fernando Baiano, além de personagens que eram parlamentares ou ministros na época do escândalo do mensalão, como João Pizzolatti, Antônio Palocci, Pedro Corrêa e Pedro Henry. E ainda ex-governadores, como Roseana Sarney, do Maranhão, e Antônio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais. Nenhum governador em exercício é citado na lista. Entre os deputados e senadores que serão investigados, quatro são ex-ministros do governo de Dilma Rousseff: Mário Negromonte, que comandou o Ministério das Cidades, Gleisi Hoffmann, que chefiou a Casa Civil, Edison Lobão, que foi titular de Minas e Energia, e Agnaldo Ribeiro, que também foi ministro das Cidades.

Foram arquivadas as denúncias referentes ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, a Romero Jucá (PMDB-RR), Alexandre José dos Santos, Ciro Nogueira, além de Delcídio Amaral e Aécio Neves. O ministro decidiu remeter ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de inquérito sobre Agnaldo Ribeiro, mas ele será investigado no Supremo por outro processo.

Com a autorização da abertura dos inquéritos, começará agora a efetiva investigação sobre os envolvidos, inclusive com eventuais quebras de sigilos telefônicos, bancários e fiscais. Teori Zavaski também autorizou que todos os documentos referentes a esses inquéritos se tornem públicos e não corram mais em segredo de Justiça.

Confira a lista dos políticos citados nos processos da Operação Lava Jato no STF*:

Senadores

Renan Calheiros (PMDB-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Fernando Collor (PTB-AL)
Humberto Costa (PT-PE)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Benedito de Lira (PP-AL)
Gladison Cameli (PP-AC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Valdir Raupp (PMDB-RO)

Deputados

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Simão Sessim (PP-RJ)
Vander Loubet (PT-MS)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
José Otávio Germano (PP-RS)
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
Nelson Meurer (PP-PR)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Dilceu João Sperafico (PP-PR)
Jeronimo Goergen (PP-RS)
Sandes Junior (PP-GO)
Afonso Hamm (PP-RS)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Renato Delmar Molling (PP-RS)
Roberto Pereira de Britto (PP-BA)
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA)
Roberto Balestra (PP-GO)
José Mentor (PT-SP)

Outros políticos

João Leão (PP-BA) – vice-governador da Bahia
Mário Negromonte (PP-BA) – ex-deputado federal
Roseana Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão
João Pizzolati (PP-SC) – ex-deputado federal
Cândido Vaccareza (PT-SP) – ex-deputado federal
Roberto Teixeira (PP-PE) – ex-deputado federal
Luiz Argôlo (SD-BA) – ex-deputado federal
José Linhares (PP-CE) – ex-deputado federal
Pedro Corrêa (PP-PE) – ex-deputado federal
Pedro Henry (PP-MT) – ex-deputado federal
Vilson Luiz Covatti (PP-RS) – ex-deputado federal
Carlos Magno (PP-RO) – ex-deputado federal
Aline Correa (PP-SP) – ex-deputado federal
Antonio Palocci (PT-SP) – ex-ministro de Estado

Não políticos

Fernando Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano)
João Vaccari Neto – tesoureiro do PT

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PT: US$ 200 milhões, em viés de alta

Posted by Pax em 06/02/2015

A Operação Lava Jato descortina, segundo farto noticiário, um modelo corrupto com três grupos evidentes de criminosos. O primeiro grupo é interno, gerentes, diretores e sabe-se lá quem mais na “cadeia alimentar”. O segundo grupo de dirigentes das empresas fornecedoras, que pagavam propina para receberem contratos irregulares, superfaturados ou nem mesmo realizados. O terceiro grupo é de criminosos políticos. Partidos e políticos que nomeavam gerentes e diretores e recebiam parte dessas propinas.

Difícil, quase impossível, acreditar que o partido do atual governo não tenha atuação determinante nesse esquema. Ontem o tesoureiro do PT teve que ser levado à força para depor.

“O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal  (MPF), em novembro do ano passado, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu propina em nome do partido em 90 contratos da Petrobras, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões”.

Ainda há quadrilheiros e militantes que defendem o indefensável. Que assumam suas responsabilidades os que se beneficiaram. E as vergonhas, os que sustentam infantilmente o esquema dos criminosos em atuação.

Muita água deve rolar debaixo desta ponte. Cabeças também.

Delator diz que PT recebeu propina de até US$ 200 milhões; partido nega

André Richter – Enviado Especial da Agência Brasil/EBC Edição: Jorge Wamburg

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal  (MPF), em novembro do ano passado, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu propina em nome do partido em 90 contratos da Petrobras, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.  Em nota oficial, o partido reiterou que recebe apenas doações legais, que são declaradas à Justiça Eleitoral, e prometeu processar seus acusadores “pelas mentiras proferidas contra o PT”.

As declarações de Barusco foram divulgadas após decisão do juiz federal Sérgio Moro, que retirou o sigilo das investigações da nona fase da Operação Lava Jato, iniciada hoje (5). Para estimar a quantia, o ex-gerente se baseou no valor que recebeu, US$ 50 milhões. Segundo ele, Vaccari começou a operar o esquema a partir do momento em que assumiu o cargo de tesoureiro do partido. Desde então, disse Barusco, o tesoureiro foi responsável por operar os recebimentos por parte do PT.

Barusco  confirmou no depoimento que ele e  Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras entre 2003 e 2013, recebiam propina para facilitar que empresas assinassem contratos de grande porte com a estatal, como os da Refinaria Abreu e Lima e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Sobre o depoimento de Barusco, a assessoria de imprensa do PT divulgou nota oficial em que reitera que o partido recebe apenas doações legais e que são declaradas à Justiça Eleitoral.

“As novas declarações de um ex-gerente da Petrobras, divulgadas hoje, seguem a mesma linha de outras feitas em processos de ‘delação premiada’, que têm como principal característica a tentativa de envolver o partido em acusações, mas não apresentam provas ou sequer indícios de irregularidades e, portanto, não merecem crédito. Os acusadores serão obrigados a responder na Justiça pelas mentiras proferidas contra o PT”, diz ainda a nota.

Em nota, oO advogado de João Vaccari Neto, Luiz Flávio Borges D’Urso, também contestou as acusações de Barusco. Segundo a nota, Vaccari “há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal, para, de forma cabal, demonstrar as inúmeras impropriedades publicadas pela imprensa nos últimos meses, envolvendo seu nome”.

A defesa do tesoureiro do PT reitera, na nota, que o partido “não tem caixa 2, nem conta no exterior, não recebe doações em dinheiro – somente recebe contribuições legais ao partido, em absoluta conformidade com a lei, sempre prestando as respectivas contas às autoridades competentes”.

O advogado de Vaccari garante que ele “permanece à disposição das autoridades para prestar todos e quaisquer esclarecimentos, e que sua condução coercitiva, desta data, entendeu-se desnecessária, pois bastaria intimá-lo, que o Sr. Vaccari comparece e presta todas as informações solicitadas, colaborando com as investigações da Operação Lava Jato, como sempre o fez”.

Barusco também  afirmou que a ex-presidenta da Petrobras Graça Foster e Ildo Sauer, ambos ex-diretores de Gás e Energia, não tinham conhecimento dos desvios porque “não havia espaço para conversar isso” com eles.

O tesoureiro foi conduzido hoje de manhã à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para esclarecer a acusação de delatores de que atuava na cobrança de propina e de doações legais para o partido.

Em nota divulgada no site do PT, Vaccari disse que todos os questionamentos dos delegados foram respondidos. “Todas as perguntas feitas pelo delegado foram esclarecidas. Respondi a tudo com transparência, lisura e total tranquilidade.”

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Operação Lava Jato: Justiça mantém presos os acusados

Posted by Pax em 18/11/2014

Dilma se pronunciou afirmando que as investigações da Operação Lava Jato podem “mudar o Brasil para sempre“. Declaração forte de quem percebe que o envolvimento dos tubarões das construtoras e uma parcela significativa de políticos estão envolvidos. Muitos do próprio PT.

Se Dilma fala com assertividade há alguma chance desse escândalo de proporções inéditas ter resultados interessantes. Caso contrário o tiro sairá pela culatra. No momento em que aderir ao discurso dos que querem colocar panos quentes e abafar este explícito descalabro que atinge praticamente todos os grandes partidos, políticos de todas as cores e os maiores financiadores de campanhas eleitorais.

Momento interessante. Golpistas de plantão não faltam. Basta que o governo mostre fraqueza e queira esconder os larápios de seu lado. Ou pega todo mundo ou sobra para Dilma.

Justiça já negou habeas corpus para 11 investigados da Operação Lava Jato

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

A Justiça Federal negou pedidos de liberdade para 11 investigados da Operação Lava Jato ontem (15). A decisão foi da desembargadora Maria de Fátima Freitas Laberrère, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre. Segundo o Ministério da Justiça, 19 pessoas foram presas.

A desembargadora negou pedidos da defesa de Eduardo Emerlino Leite, diretor da Camargo Corrêa; e de Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, vinculados à mesma construtura. Avancini e Auler tiveram decretada a prisão temporária. No caso de Leite, cujo mandado foi para prisão preventiva, além de pedir habeas corpus, os advogados alegaram questões de saúde para pedir ainda o cumprimento de prisão domiciliar, já que ele seria portador de hipertensão arterial. Também, ontem, foram indeferidos os pedidos de Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Ricardo Nogueira Breghirolli, ligados à OAS.

Maria de Fátima Freitas Laberrère também negou habeas corpus a José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS, e a Mateus Coutinho de Sá Oliveira e Alexandre Portela Barbosa, ligados à mesma empresa. Foram expedidos mandados de prisão temporária para os três. A desembargadora indeferiu, ainda, pedidos de liberdade para Carlos Eduardo Strauch Albero, Milton Prado Júnior e Gerson de Mello Almada, da Engevix. Para os dois primeiros foi expedido mandado de prisão temporária. Para Almada, mandado de prisão preventiva.

Mais dois pedidos de habeas corpus chegaram, ainda pela manhã, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No fim da tarde, o STJ informou, por meio da a assessoria de comunicação, que eles foram indeferidos pelo desembargador convocado Newton Trisotto. O STJ não informou as defesas de quais acusados entregaram as petições, alegando segredo de Justiça.

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Operação Lava Jato: cada vez mais complicada situação dos envolvidos

Posted by Pax em 13/11/2014

Duas notícias sobre a Operação Lava Jato devem tirar o sono de envolvidos. A primeira, da Agência Brasil, confirma que há mais acordos de delação premiada a caminho. Veja abaixo:

Janot confirma mais acordos de delação premiada na Lava Jato – Agência Brasil.

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou hoje (12) que mais investigados na Operação Lava jato, da Polícia Federal, fizeram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo Janot, três acordos aguardam homologação da Justiça e mais cinco ou seis estão em curso.

Por questão de sigilo, o procurador não divulgou os nomes dos investigados, mas disse que as delações envolvem doleiros, servidores públicos e executivos de empresas. Por enquanto, somente a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o procurador, as delações de Costa e do doleiro Alberto Youssef motivaram outros envolvidos a procurar o Ministério Público para delatar o esquema. “Há a possibilidade de que existam mais. O fenômeno que está acontecendo é que quanto mais as pessoas procuram o Ministério Público para falar, outras se sentem incentivadas de vir também.”, disse. (continua na Agência Brasil…)

A segunda notícia é ainda mais estarrecedora, as acusações chegam em Lula e José Sérgio Gabrielli, no Estadão. Veja abaixo:

E-mails reforçam suspeita de propina do esquema Petrobrás para agência de propaganda – Estadão

Muranno teria recebido R$ 1,7 milhão “por ordem de Lula e Gabrielli”, segundo doleiro Alberto Youssef

Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

A Polícia Federal está de posse de uma sequência de e-mails que reforçam a suspeita de que a agência de propaganda e marketing Muranno Brasil recebeu R$ 1,7 milhão do esquema de corrupção e propina na Petrobrás. Essa nova linha de investigação da Operação Lava Jato pode atingir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da estatal petrolífera José Sérgio Gabrielli, citados pelo doleito Alberto Youssef como ordenadores do pagamento à Muranno.

Os e-mails que a PF analisa foram trocados entre o empresário Ricardo Villani, dono da agência de propaganda, o ex-gerente de Comércio de Álcool e Oxigenados da Petrobrás Sillas Oliva Filho e outros funcionários da estatal, entre 2006 e 2009.

A Muranno foi apontada por Youssef como uma agência contratada pela Petrobrás com dinheiro não contabilizado. Credora de cerca de R$ 7 milhões, a Muranno teria pressionado o governo Lula para receber valores atrasados.
O doleiro está fazendo delação premiada junto à força tarefa de procuradores da República que investigam a Lava Jato.

Em 2010, segundo o doleiro, o dono da empresa teria ameaçado denunciar os esquemas de corrupção e propina na estatal controlado pelo PT, PMDB e PP e que abasteceu também o PSDB e o PSB.

Youssef afirmou que Lula soube da ameaça, na época, e teria determinado a Gabrielli que usasse o dinheiro “das empreiteiras” – denunciadas na Justiça Federal por causa das obras da refinaria Abreu e Lima – para resolver a pendência. O ex-presidente da Petrobrás teria procurado por Costa, que determinou a Youssef o pagamento.
Segundo o doleiro, que aceitou dizer o que sabe em troca de redução de pena, foi ele quem pagou R$ 1,7 milhão à Muranno entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, a pedido de Costa. (continua no Estadão…)

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Petrobras: diretorias são esquemas de desvios, segundo depoimentos

Posted by Pax em 10/10/2014

Petrobras: ex-diretor diz a juiz que PP, PT e PMDB receberam valor de contratos

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil* Edição: Carolina Pimentel e Juliana Andrade

Em depoimento à Justiça Federal, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar, disse que PP, PT e PMDB eram beneficiados com recursos de contratos superfaturados da estatal.

O depoimento, que faz parte do inquérito de uma das dez ações penais decorrentes da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ocorreu ontem (8) e está disponível na íntegra no site da Justiça Federal. Durante o interrogatório, o ex-diretor respondeu a perguntas do juiz Sérgio Moro feitas com base em denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o ex-diretor, empreiteiras repassavam 3% do valor de contratos superfaturados aos três partidos. Em nota, o PT repudiou “com veemência e indignação” as declarações “caluniosas” do ex-diretor. Já o PP informou desconhecer as denúncias. O PMDB, por sua vez, não comentou as acusações alegando que não teve acesso ao depoimento.

O ex-diretor, que é funcionário de carreira da Petrobras, foi preso na Operação Lava Jato, deflagrada em março, que descobriu um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos de cerca de R$ 10 bilhões. Ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e responsável pelas investigações, o ex-diretor confirmou que foi indicado, em 2004, para assumir a diretoria da companhia pelo ex-deputado José Janene (PP), que morreu em 2008.

Em 2006, segundo ele, começou a funcionar na estatal um esquema de “cartelização”, em que grandes empreiteiras faziam combinação de preço e incluíam nas propostas, além da previsão de custos e lucros, o percentual que seria repassado aos três partidos.

“Essa cartelização, obviamente, resultava em um ‘delta [alta] preço diferente’”, disse. “E esses 3% eram alocados a agentes políticos. As empresas, previamente, definiam a proposta de preço que iam apresentar [na licitação] e nisso embutiam o preço que, em média, era 3% de ajuste político”, acrescentou.

De acordo com Paulo Roberto Costa, do valor dos contratos superfaturados da Diretoria de Administração, 1% ficava com o PP e 2% iam para o PT. Em diretorias, cujo responsável era indicação petista, o percentual, segundo Costa, era repassado integralmente ao PT. “Outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção também eram do PT. Então, se tinha PT na diretoria de Exploração e Produção e Gás e Energia e na área de Serviço, o comentário dentro da companhia era que, nesse caso, os 3% ficavam diretamente para o PT porque não tinha participação [de outros partidos].”

Em relação ao PMDB, o ex-diretor afirmou que o partido era beneficiado com contratos firmados pela Diretoria Internacional, cujo diretor era indicação de um político peemedebista. “Dentro do PT, a ligação que o diretor de Serviço tinha era com o tesoureiro à época do PT, o senhor João Vaccari [Neto]. No PMDB, a ligação na Diretoria Internacional, o nome que fazia essa articulação toda, se chama Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano”, relatou.

De acordo com Costa, Janene era responsável pelo esquema em relação ao PP. Depois da morte do ex-parlamentar, o esquema no partido passou a ser controlado pelo doleiro Alberto Youssef, que também foi preso pela Polícia Federal.

Paulo Roberto Costa assumiu que ficava com parte do que era repassado ao PP. Ele admitiu que chegou a receber, de uma só vez, R$ 500 mil do presidente da Transpetro, Sergio Machado. “Recebi uma parcela da Transpetro [subsidiária da Petrobras], se não me engano, foi R$ 500 mil. Quem pagou foi o presidente Sergio Machado“. Segundo ele, a propina foi paga em 2009 ou 2010, em decorrência da contratação de navios cujo parecer precisava do aval da Diretoria de Abastecimento.

À Justiça, o ex-diretor disse que as empresas Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Iesa, Engevix, Mendes Júnior, UTC Engenharia, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia participavam do esquema de superfaturamento de contratos firmados com a Petrobras e repasse de propina aos partidos.

Paulo Roberto Costa aceitou proposta do MPF de reduzir a pena em troca de revelar informações de como funcionava o esquema, chamada delação premiada. No acordo, o ex-diretor ainda se comprometeu a devolver aos cofres públicos recursos ganhos por meio das fraudes. O depoimento de ontem não está relacionado a esse acordo.

Em nota, a Petrobras informou que está acompanhando e colaborando com as investigações. “A Petrobras reforça, ainda, que está sendo oficialmente reconhecida por tais autoridades como vítima nesse processo de apuração. Por fim, a Petrobras reitera enfaticamente que manterá seu empenho em continuar colaborando com as autoridades para a elucidação dos fatos”.

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, negou “com veemência” a acusação de que teria repassado propina a Paulo Roberto Costa e prometeu tomar providências “cabíveis, inclusive judiciais“, contra o ex-diretor. “As acusações são mentirosas e absurdas”, disse Machado em nota.

A Agência Brasil está em contato com as empresas a fim de obter o posicionamento delas sobre as declarações do ex-diretor.

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Refinaria Abreu e Lima, indícios de superfaturamento

Posted by Pax em 25/09/2014

Uma obra que já custa sete vezes seu valor inicial. Empreiteiras doadoras de campanhas eleitorais. Camargo Corrêa, Odebrecht e OAS. Uma cumulus nimbus de suspeições se soma a coleção de provas.

Agora Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa querem se beneficiar com delações premiadas para redução de suas eventuais penas. O primeiro neste rumo já abre o bico, Luccas Pace Júnior.

Tirando o sono de muitos. A acompanhar amiúde os desdobramentos do Operação Lava Jato.

As empreiteiras? As de sempre, Camarco Corrêa, Odebrecht, OAS. Financiadores das campanhas políticas. Dão lá e tomam cá.

E você achando que os filmes maravilhosos das campanhas eleitorais são pagos no Caixa 1?

Como diria o saudoso Carlito Maia: “Brasil? Fraude explica”.

TCU encontra indício de superfaturamento em contratos de refinaria da Petrobras

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de superfaturamento de R$ 242,8 milhões em quatro contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os ministros querem que a Petrobras e as empresas contratadas se manifestem. Eles pedem explicações sobre a fórmula de reajuste adotada, considerada incompatível com as características da obra, o que acarretou indícios de pagamento indevido de reajustes contatuais.

Conforme o TCU, além dos R$ 242,8 milhões pagos, outros R$ 124,9 milhões previstos para pagamento também são considerados em condições inadequadas de reajustes. O montante apresentando indícios de superfaturamento, em razão de condições de reajustes inadequadas, é de R$ 367,8 milhões.

O TCU analisou 52 contratos de obras de cinco refinarias da Petrobras. A estatal deverá suspender o repasse dos valores devidos e recalcular os reajustes contratuais. O tribunal aprofundará o exame de todos os contratos com indícios de superfaturamento.

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Eleições_2014: Petrobras subiu no palanque eleitoral

Posted by Pax em 08/09/2014

Mais um escândalo de corrupção. Governadores, ministros, senadores, deputados, e as velhas empreiteiras e prestadoras de serviço.

 

Não há dúvida que a Petrobras, merecidamente, sobe ao palanque eleitoral. Que cada nome seja investigado – o que é difícil de acreditar – e que os corruptores tenham nome também – que é ainda mais difícil acontecer.

 

Candidatos cobram apuração de denúncia de ex-diretor da Petrobras preso pela PF

Agência Brasil – edição de Carolina Pimentel

Candidatos à Presidência da República defenderam hoje (6) apuração sobre a notícia de envolvimento de políticos em esquema de propina na Petrobras. De acordo com reportagem da revista Veja, divulgada neste fim de semana, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, revelou em depoimento à Polícia Federal nomes, entre outros, de parlamentares, ministro e ex-governadores que teriam participado do esquema em negócios da petrolífera com outras empresas.

O ex-diretor, conforme a revista, aceitou um acordo de delação premiada, o que possibilita redução da pena para quem colabora com as investigações. Ele está preso sob a acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro coordenado pelo doleiro Alberto Youssef.

Em campanha na cidade de São Paulo, a candidata à reeleição pelo PT, presidenta Dilma Rousseff, disse hoje (6) que precisa de dados oficiais para tomar providências cabíveis e não adotará medidas com base em especulação.

“Precisamos de dados oficiais a respeito dessa questão. A própria revista que anuncia esse fato diz que o processo está criptografado, guardado dentro de um cofre e que irá para o Supremo. Eu gostaria de saber direitinho quais são as informações prestadas nessas condições e asseguro que tomarei todas as providências cabíveis, mas não com base em especulações”, disse a presidenta, ao ser questionada por um jornalista, antes de participar de um encontro com mulheres.

Em Presidente Prudente, no interior paulista, o candidato Aécio Neves (PSDB) cobrou apuração do caso e punição para os envolvidos.

“É muito importante que essas investigações sejam aprofundadas, que os responsáveis por esses desvios sejam punidos, mas o fato concreto é que durante todos os últimos nove anos, o mensalão continuou a existir nesse governo. Agora, financiado pela nossa principal empresa pública, a Petrobras”, disse, conforme entrevista divulgada pela assessoria do candidato, que participou de encontro com lideranças do Pontal do Paranapanema.

Em atividade de campanha em Brumado, no interior da Bahia, a candidata Marina Silva (PSB) defendeu Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e então candidato pelo partido, que teria sido citado pelo ex-diretor, de acordo com a reportagem. Ela também defendeu apuração do caso.

“O fato de ter um empreendimento da Petrobras feito no seu estado não dá o direito de colocá-lo em uma lista dos que cometeram qualquer irregularidade. Nesse momento, todo o Brasil e todos nós aguardamos as investigações que estão sendo feitas dos desmandos da Petrobras, que estão ameaçando o futuro da empresa, o futuro do pré-sal. O atual governo tem que se explicar da má governança que fez na Petrobras, levando essa empresa, que sempre foi exitosa e respeitada dentro e fora do Brasil a quase que uma total falência”.

Em nota, o PSB disse que a reportagem faz uma “uma referência solta do depoente a Eduardo” e que vai requerer acesso ao depoimento integral do ex-diretor.

Já no Rio de Janeiro, a candidata Luciana Genro (PSOL) também cobrou investigação.

“É possível que seja de fato verdade. Nós sabemos que há uma relação promíscua entre os partidos, as empresas privadas e as estatais. Os políticos dos partidos tradicionais se utilizaram das empresas públicas como a Petrobras para fazer negócios, receber propinas e defender interesses privados. Evidentemente que isso precisa ser muito bem investigado”, disse a candidata, durante caminhada pela Feira do Lavradio, local que reúne grande número de vendedores de artesanato, no centro da cidade.

Segundo a revista, no depoimento, o ex-diretor mencionou o nome do senador Romero Jucá (PMDB-RR), como um dos envolvidos no esquema. Em nota, o senador nega ter recebido “qualquer contribuição de campanha e quaisquer outros recursos por meio do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa”. De acordo com Jucá, o relacionamento dele com o ex-diretor “sempre foi institucional”. “Todas as doações de campanha foram feitas respeitando a legislação e estão disponíveis para consulta”, diz a nota.

De acordo com a reportagem, o ex-diretor disse ainda aos policiais que o secretário nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, atuava como intermediário do partido no esquema. Em nota divulgada hoje (6), o partido diz que “é absolutamente mentirosa a declaração de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou mesmo telefônica, com o referido senhor a respeito de doações financeiras ou qualquer outro assunto. Vaccari Neto nunca esteve na sede da Petrobras. Ele não visita empresas estatais, pois são proibidas por lei de fazer doações eleitorais”, acrescentando que as prestações de contas do partido são regularmente apresentadas aos órgãos fiscalizadores.

Em comunicado, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que teria sido mencionado pelo ex-diretor conforme a revista, negou ter pedido ou recebido recursos. Segundo ele, as declarações “foram feitas em um processo de delação premiada, sem apresentação de provas. E delação premiada exige provas”.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, também citada, divulgou nota de repúdio em que diz nunca ter participado “de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza. Tomarei todas as medidas jurídicas cabíveis para resguardar minha honra e minha dignidade”.

*Colaborou Vladimir Platonow, do Rio de Janeiro. Texto atualizado às 20h10 para acréscimo de informações

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Paulo Roberto Costa preso novamente

Posted by Pax em 12/06/2014

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, apontado como participante de uma organização criminosa de lavagem de dinheiro, voltou a ser preso alguns dias depois de depor na CPI da Petrobras no Senado, a que já é uma grande pizza.

Ex-diretor da Petrobras volta a ser preso

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou hoje (11) a prisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Ele foi solto no dia 19 de maio, mas retornou hoje à prisão após o Supremo Tribunal Federal (STF) validar as provas da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), e determinar que as ações penais oriundas da investigação fossem devolvidas à Justiça Federal.

Costa foi preso pela PF no Rio de Janeiro, onde mantém residência, e será transferido para Curitiba.

Na decisão, Moro diz que o Ministério Público da Suíça informou que foram descobertas naquele país contas bancárias no valor de US$ 29 milhões. Segundo o órgão, foram identificadas 12 contas em bancos suíços sob o controle de Costa, suas duas filhas, genros e de um funcionário do doleiro Alberto Youssef. Deste total, De acordo com o Ministério Público suíço, US$ 23 milhões pertencem a Costa.

“O fato das contas terem sido descobertas pelas autoridades suíças – e eventualmente bloqueadas – não previne a fuga, pois não há nenhuma garantia de que, mesmo tendo sido bloqueadas, assim permanecerão, pois dependem da persistência do sequestro e do futuro confisco e de uma série de circunstâncias ainda incertas, bem como de um usualmente longo procedimento de cooperação jurídica internacional. Além disso, as contas secretas na Suíça podem apenas revelar um padrão de conduta, não se excluindo de antemão a possibilidade da existência de outras contas em outros países, eventualmente de difícil acesso pelas autoridades brasileiras”, ressaltou o juiz.

Costa é suspeito de ter ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis estados e no Distrito Federal, desarticulada na Operação Lava Jato. Em um dos processos, Costa e o doleiro Alberto Youssef e outros acusados de desvio de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo o Ministério Público, a obra foi orçada em R$ 2,5 bilhões e alcançou gastos de R$ 20 bilhões.

Na segunda ação penal, Costa é acusado de obstruir as investigações. No processo, também são réus as duas filhas dele, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros.

De acordo com o Ministério Público Federal, os desvios na construção da refinaria ocorreram por meio de contratos superfaturados feitos com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. Conforme a investigação, os desvios tiveram a participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da companhia, e de Youssef, dono de empresas de fachada.

Na defesa prévia apresentada à Justiça, os advogados do ex-diretor da Petrobras informaram que os pagamentos recebidos das empresas do doleiro, identificados como repasses ou comissões, foram decorrentes de serviços de consultoria prestados. No entanto, o juiz destacou que a Polícia Federal e o Ministério Público não encontraram provas de que os serviços foram prestados.

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O quê Fernando Collor, André Vargas, Luiz Argôlo e Cândido Vaccarezza têm em comum

Posted by Pax em 23/05/2014

Segundo a Agência Brasil, Alberto Youssef, o doleiro envolvido nas investigações de desvios e lavagem de mais de R$ 10 bilhões.

Há registros de envolvimentos do doleiro com Fernando Collor (ex-presidente, hoje senador pelo PTB-AL), André Vargas (ex-vice-presidente da Câmara de Deputados pelo PT, hoje deputado federal sem partido), Luiz Argôlo (deputado federal pelo Solidariedade SSD-BA) e Cândido Vaccarezza (deputado federal PT-AL).

Como diz o comentarista Pedro, Alberto Youssef parece siri de balaio. Puxa um e vem uma fieira pendurada.

Juiz diz que PF apreendeu com doleiro recibos de depósito em favor de Collor

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira
O juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, informou hoje (22) ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a Polícia Federal (PF) encontrou comprovantes de depósitos bancários em espécie em favor do senador Fernando Collor (PTB-AL). Segundo o juiz, os comprovantes estavam no escritório do doleiro Alberto Youssef, durante o cumprimento dos pedidos de busca e apreensão da Operação Lava Jato.

De acordo com relatório enviado pela Polícia Federal ao juiz, ocorreram oito depósitos fracionados em espécie de R$ 1,5 mil; R$ 9 mil; R$ 1,5 mil; R$ 9 mil; R$ 8 mil; R$ 9 mil; R$ 8 mil e R$ 4 mil em favor do senador. Segundo a PF, os depósitos ocorreram em fevereiro, março e maio do ano passado. Apesar dos achados da polícia, Moro afirma que o senador não é investigado na operação.

“Relativamente ao material apreendido, juntado ontem nos autos eletrônicos, foi este juízo alertado pela autoridade policial que nele constam oito comprovantes de depósitos bancários em espécie que teriam sido encontrados no escritório de Alberto Youssef e que teriam por beneficiário o senador da República Fernando Affonso Collor de Mello. Apesar disso, observo que não há qualquer indício do envolvimento do referido parlamentar nos crimes que já foram objeto das aludidas oito ações penais propostas”, informou o juiz.

O juiz ressalta no documento que não seria possível prever a apreensão de achados relacionados a um senador. “Tal prova e eventual relação entre o suposto doleiro e o referido senador era absolutamente desconhecida deste juízo, tendo sido encontrada fortuitamente durante a busca e apreensão. Inviável antes da busca, concluir pela presença de indícios de crimes praticados por parlamentar e pela competência do Supremo Tribunal Federal, já que surgiram somente após a diligência”, declarou.

No ofício enviado ao ministro, Sergio Moro ainda afirma que não autorizou a Polícia Federal a fazer a diligência que encontrou conversas entre o deputado federal André Vargas (sem partido – PR) e Youssef, na qual teria sido marcada uma reunião na casa do deputado Cândido Vacarezza (PT-SP).

“Muito embora o relatório preparado pela Polícia Federal para a remessa do material do deputado federal André Vargas mencione o deputado federal Cândido Vaccarezza, observo que a menção diz respeito a suposta reunião dele com Alberto Youssef, sem que, em princípio, se possa inferir caráter criminoso do evento em questão. Apesar do agente policial sugerir, no relatório, a este juízo, que obtivesse confirmação de que determinado aparelho de Blackberry pertenceria ao referido deputado, observo que este juízo não autorizou essa diligência e a recomendação consta em relatório solicitado por este Juízo com o propósito específico de remessa do material ao Supremo Tribunal Federal”, disse Moro.

Sérgio Moro também afirmou que o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) não é investigado na Lava Jato, assim como o deputado André Vargas. Durante as investigações, a PF captou conversas entre os parlamentares e o doleiro que sugerem favorecimentos entre eles. “Apesar da remessa, observo que não há qualquer indício do envolvimento do parlamentar nos crimes que já foram objeto das aludidas oito ações penais propostas”, garantiu o juiz.

As informações foram produzidas pelo juiz ao enviar ao Supremo todas as ações penais oriundas das investigações da Operação Lava Jato, conforme decisão do ministro Teori Zavascki. O magistrado entendeu que as investigações deve ser suspensas devido à presença de parlamentares nos autos.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do senador Fernando Collor disse que não tinha conhecimento do assunto.

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Lava a Jato: todos soltos

Posted by Pax em 19/05/2014

É inacreditável. Segundo farto noticiário os desvios foram na ordem de R$ 10 bilhões. Mais que isso. Agora o STF os coloca livre, leves e soltos.

Se fosse um negro, faminto, que tivesse roubado uma galinha, sem advogado, provavelmente estaria atrás das grades. Muito triste essa percepção que nossa Justiça é desequilibrada.

Data Máxima Vênia.

Ministro do STF manda soltar presos na Operação Lava Jato

Da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (19) que sejam libertados todos os investigados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), que estão presos. Entre os beneficiados pela decisão estão o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Todos os investigados deverão entregar os passaportes ao Supremo em 24 horas.

O ministro também determinou que oito ações penais, abertas pelo juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, para apurar as denúncias apuradas na operação, sejam suspensas. Zavascki entendeu que, em função da presença de parlamentares, que são citados nas investigações, o juizado de primeira instância não pode continuar com a relatoria dos processos. Por isso, deve enviar todos os processos ao Supremo, para que os ministros decidam quem será investigado pela Corte.

“O plenário desta Suprema Corte mais de uma vez já decidiu que ‘é de ser tido por afrontoso à competência do STF o ato da autoridade reclamada que desmembrou o inquérito, deslocando o julgamento do parlamentar e prosseguindo quanto aos demais’, argumentou o ministro.

A decisão foi tomada após o juiz Sérgio Moro enviar ao ministro, na sexta-feira (16), parte da investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na qual o deputado federal André Vargas (sem partido-PR) é citado. Moro remeteu as investigações ao STF por entender que cabe à Corte apurar a relação entre Vargas e o doleiro Alberto Youssef. O deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) também é citado em outras conversas.

André Vargas não é investigado na Operação Lava Jato, no entanto, a suspeita de envolvimento entre o parlamentar e o doleiro foi descoberta durante as investigações.

Com autorização da Justiça, a Polícia Federal quebrou o sigilo de 270 mensagens de texto trocadas entre Vargas e Youssef e descobriu a relação próxima entre eles. A primeira conversa monitorada pela PF foi no dia 19 de setembro de 2013 e a última, em 12 de março.

Inicialmente, a PF teve dificuldade para concluir que o interlocutor André Vargas se tratava do deputado. As mensagens foram enviadas de celulares da marca Black Berry, aparelhos considerados mais seguros, devido à grande capacidade de ocultar a identidade dos usuários.

Com a quebra do sigilo telefônico, a PF descobriu que o número de identificação fornecido pela Black Berry era o mesmo do aparelho do deputado. Os agentes da PF chegaram aos contatos do deputado por meio de vários cartões de visita de Vargas que foram apreendidos na GFD Investimentos, uma das empresas de Youssef.

A relação entre os dois tornou-se conhecida por meio de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril. De acordo com o jornal, Vargas usou um avião do doleiro para uma viagem a João Pessoa.

Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagens de texto no início de janeiro. Em outras mensagens, Vargas e o doleiro discutiram assuntos relacionados a contratos com o Ministério da Saúde, por meio do Laboratório Labogen.

Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

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André Vargas (PT), vice-presidente da Câmara, e sua carona

Posted by Pax em 01/04/2014

Tem uma turma do PT que parece pouco se importar com o todo. André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, merece toda investigação que se puder realizar. Que relação tão próxima tem com o doleiro envolvido na lavagem de R$ 10 bilhões, segundo a Operação Lava a Jato da Polícia Federal?

Vice da Câmara viajou em avião emprestado por doleiro preso

ANDRÉIA SADI – DE BRASÍLIA – Folha de São Paulo

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), pegou emprestado um avião com o doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava a Jato, da Polícia Federal, que apura esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões em operações suspeitas.

A viagem a João Pessoa, na Paraíba, foi discutida em uma conversa entre os dois por um serviço de mensagem de texto, no dia 2 de janeiro, segundo documentos da investigação da PF aos quais a Folha teve acesso.

De acordo com a troca de mensagens de um aplicativo chamado “BBM”, Youssef agendou voo em jato particular para Vargas às 6h30 em avião de prefixo PR-BFM.

“Tudo certo para amanhã”, diz mensagem originada pelo celular do doleiro. Não fica claro se o avião pertence a ele.

“Boa viagem se (sic) boas férias”, acrescenta. Procurado pela Folha, Vargas disse que conhece o doleiro há mais de 20 anos e que pediu o avião porque voos comerciais estavam muito caros no período, mas que pagou o combustível.

“Não sei se o avião é dele, ele foi dono de hangar e eu perguntei se ele conhecia alguém com avião”, disse o petista. Apesar disso, Vargas diz ter cometido uma “imprudência”. “Eu não sabia com quem eu estava me relacionando. Não tenho nenhuma relação com os crimes que ele eventualmente cometeu.”

O petista integra a ala do partido mais ligada ao ex-presidente Lula e se destacou nos últimos meses pela defesa dos colegas condenados no processo do mensalão. (continua na Folha…)

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Operação Lava Jato: mais de R$ 10 bilhões

Posted by Pax em 19/03/2014

Só numa operação a suspeita é que criminosos desviaram mais de R$ 10 bilhões. Quase metade de um programa Bolsa Família (em 2013 teve orçamento de aproximadamente R$ 24 bilhões). O Ministério da Saúde e seu programa Parceria para Desenvolvimento Produtivo estão no olho deste furacão.

Operação Lava Jato: PF prende três suspeitos no Distrito Federal – Agência Brasil

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante

A Polícia Federal prendeu três suspeitos, no Distrito Federal, acusados de participar de organização criminosa que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro. Um deles é o dono de um dos maiores postos de combustíveis da área central de Brasília, próximo à Torre de TV, onde também funciona uma lavanderia e uma casa de câmbio. A Operação Lava Jato foi deflagrada na manhã de hoje (17) em seis estados e no DF. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtidas pela Polícia Federal, os suspeitos movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

Segundo a PF, o grupo investigado, “além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil”, é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como o tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas e desvio de recursos públicos.

A operação foi intitulada Lava Jato porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores. Na manhã desta segunda-feira, cerca de 400 policiais federais cumprem 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, dez mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades. Entre as localidades estão Curitiba, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Cuiabá.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Paraná. São cumpridas também ordens de sequestro de imóveis, além da apreensão de patrimônio adquirido por meio de práticas criminosas e bloqueio de contas e aplicações bancárias.

Veja também, no Estadão:

PF liga doleiro a suspeita de desvios no Ministério da Saúde – Estadão

Preso pela Operação Lava Jato teria intermediado contratos de laboratório com pasta em dezembro de 2013, na gestão de Alexandre Padilha

por Fausto Macedo e Lígia Formenti

A Operação Lava-Jato da Polícia Federal rastreou suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contrato da Labogen S/A Química Fina com o Ministério da Saúde.

Interceptações telefônicas da PF apontam para um negócio firmado entre governo e a empresa para fornecimento de remédio usado no tratamento de hipertensão pulmonar, no valor de R$ 6,2 milhões por ano. O contrato, de dezembro de 2013 – gestão Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo paulista pelo PT –, tem o formato de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), modelo que começou a ser usado em 2009 e ganhou força nos últimos dois anos.

A Lava Jato foi deflagrada segunda-feira e prendeu 24 investigados em 6 Estados e no Distrito Federal por lavagem de R$ 10 bilhões, através da ocultação de bens adquiridos de forma ilícita. O doleiro Alberto Youssef é o alvo maior da missão.
(continua, no Estadão…)

Atualização em 20/03/14: PF prende ex-diretor da Petrobras em operação contra lavagem de dinheiro – O Globo
Paulo Roberto Costa atuava na direção de Refino e Abastecimento.
Operação Lava Jato, da PF, foi deflagrada na segunda-feira (17).

Posted in Alberto Youssef, Labogen, Operação Lava Jato, Paulo Roberto Costa | 7 Comments »

 
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