políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Archive for the ‘Operação Lava Jato’ Category

Operação Triplo X

Posted by Pax em 27/01/2016

Imóveis da OAS são alvos da Lava Jato em sua vigésima segunda fase, chamada de Operação Triplo X.

Entre os imóveis está o triplex que estava reservado para a família de Lula.

A Bancoop faz parte desse notíciário há algum tempo.

Chega à PF terceira pessoa presa em nova fase da Lava Jato

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Chegou há pouco à sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Renata Pereira Brito, a terceira pessoa presa na 22ª fase da Operação Lava Jato. A Operação Triplo X foi deflagrada no início da manhã de hoje (27) em São Paulo e Santa Catarina. Nesta fase, a operação investiga apartamentos da empreiteira OAS que podem ter sido usados para repasse de propina do esquema de corrupção da Petrobras.

Além de Renata, ligada à empresa Mossack Fonseca, foram presos em São Paulo Nelci Warken e Ricardo Honório Neto. Até então, não foram localizados Maria Mercedes Riano Quijano, Ademir Auada e Luiz Fernando Hernadez Rivero. Ao todo, a Polícia Federal tem 23 mandados judiciais para cobrir, sendo seis de prisão.

A empresa Mossack Fonseca é responsável pela offshore Murray, que adquiriu um condomínio imobiliário no Guarujá, litoral paulista, inicialmente construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado, numa das fases da Lava Jato. O empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS em 2009, em função de uma crise financeira da cooperativa.

O nome da operação faz alusão à Murray, que mantém um triplex no condomínio. A Polícia Federal apura se houve ocultação de patrimônio na operação e se as unidades foram usadas como repasse de propina.

Segundo a Polícia Federal, os presos serão levados para Curitiba ainda hoje.

Posted in Bancoop, OAS, Operação Lava Jato, Operação Triplo X | 96 Comments »

Paulo Bernardo: divisão de pixulecos

Posted by Pax em 21/10/2015

Faz tempo que o blog acompanha a “carreira” política de Paulo Bernardo.

Seu link com André Vargas puxa vários outros. E Paulo não cansa de ser notícia. Ruim.

Propina era dividida com ex-ministros, afirma delator – Folha de SP

FLÁVIO FERREIRA
ENVIADO A CURITIBA
MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

Mais novo delator da Lava Jato, o advogado e ex-vereador petista Alexandre Romano disse em seus depoimentos que dividia propinas ligadas a contratos do Ministério do Planejamento com o ex-ministro Paulo Bernardo e com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, entre 2010 e 2012. Os valores eram divididos em partes iguais, afirmou.

Depois de 2012, segundo Romano, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabbas também passou a se beneficiar do esquema.

Investigadores da Lava Jato dizem que os desvios no Planejamento chegam a R$ 51 milhões desde 2010. Foi nesse ano que a pasta contratou, sem licitação, a empresa Consist para avaliar para bancos qual era a capacidade financeira de funcionários da pasta para tomarem empréstimos consignados. Na época, Bernardo era o ministro.

A Consist contratava escritórios de advocacia em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre e o valor que a empresa pagava a eles era repassado para petistas. Um e-mail apreendido pela Polícia Federal aponta que Paulo Bernardo indicava o que deveria ser feito com os recursos. Um motorista de Gleisi foi pago com dinheiro do esquema, segundo a PF.

Romano é considerado um personagem-chave para a apuração do caso porque ele era o responsável por receber recursos da Consist em São Paulo. O acordo foi fechado com a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, porque Romano cita políticos em sua delação, como a senadora Gleisi Hoffmann.

O suposto esquema no Planejamento começou a ser investigado pela Operação Lava Jato, mas o Supremo decidiu mandar o inquérito para a Justiça Federal de São Paulo por entender que ele não tem conexão com a Petrobras.

Como tem foro privilegiado, Gleisi está sendo investigada pelo Supremo Tribunal Federal. Já o processo contra Paulo Bernardo, que não ocupa nenhum cargo desde que sua mulher perdeu a eleição para o governo do Paraná no ano passado, corre na Justiça Federal de São Paulo. (continua na Folha...)

Posted in Alexandre Romano, Carlos Gabbas, Consist, Gleisi Hoffmann, Operação Lava Jato, Paulo Bernardo | 56 Comments »

Jesus.com: o inacreditável crime de Eduardo Cunha

Posted by Pax em 17/10/2015

Se pudéssemos pensar numa canalhice sem tamanho, ainda maior que todas as praticadas na política brasileira, creio que não chegaríamos perto de imaginar a última descoberta sobre Eduardo Cunha.

Ele e sua mulher colocaram seus carros de luxo em nome da sua empresa Jesus.com

Não, não é uma brincadeira, não é uma pegadinha de um site sensacionalista. É verdade mesmo.

Posted in Eduardo Cunha, Operação Lava Jato | 48 Comments »

Eduardo Cunha cai?

Posted by Pax em 02/10/2015

Descobertos R$ 20 milhões em contas na Suíça, Eduardo Cunha está no cai não cai. PSDB e DEM já ameaçam abandoná-lo.

A foto desta outra notícia é sensacional. Merece abrir o link.

Quem sabe até esses partidos se arrependam da aliança que mantiveram com objetivo do impeachment de Dilma.

Suíça descobre US$ 5 milhões em contas de Cunha – COngresso em Foco

Parlamentares pedem explicações do presidente da Câmara e esperam decisão do STF para reativar movimento que pede a saída do peemedebista

O Ministério Público da Suíça encontrou cerca de US$ 5 milhões em contas em nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e da esposa, Cláudia Cruz, no país europeu, segundo informações do jornal O Globo. Este seria o mesmo valor que o presidente da Câmara teria recebido em propinas da Petrobras.

A denúncia afirma que o nome de Cunha, de Cláudia e de uma de suas filhas aparecem como responsáveis pela movimentação financeira. Os dados foram encaminhados às autoridades brasileiras, que vão investigar o crime de lavagem de dinheiro.

A acusação contradiz o depoimento dado por Cunha à CPI da Petrobras, em março. Na ocasião, ele negou ter contas no exterior.

O parlamentar peemedebista vem sofrendo pressão dos colegas da Câmara para falar sobre a denúncia, mas segue em silêncio sobre o assunto.

Nesta quinta-feira (1), ele cancelou uma viagem à Roma, onde iria participar do Fórum Parlamentar Itália – América Latina e Caribe, para evitar sair do país em um momento em que é investigado por denúncia aberta em abril do ano passado pela Procuradoria Geral da República (PGR). O presidente da Câmara é suspeito de receber propina por vazamento de informação privilegiada. O caso ocorreu na venda, para a Petrobras, de um campo de petróleo no Benin, na África. (Continua no Congresso em Foco…)

Posted in Eduardo Cunha, Operação Lava Jato | 29 Comments »

Lava Jato: finalmente um tucano

Posted by Pax em 23/09/2015

Estranhamente os tucanos estavam poupados nas investigações. E há acusações, segundo os mesmos critérios, até onde o blog está informado, que motivaram as investigações de todos envolvidos.

A notícia da Agência Brasil mostra uma mudança nesta situação, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) – e também o Ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante – serão investigados em dois inquéritos por supostos crimes eleitorais.

No mesmo dia surge a notícia das viagens ao Rio de Janeiro pelo senador Aécio Neves, presidente do PSDB.

Bom para expor que o privilério dos desvios está espalhado para todos os lados. E nos força a reflexão que nada absolve, nem mesmo que todo o caldo esteja estragado. Quem desvia não pode se justificar afirmando que “é assim que funciona, todo mundo faz igual”.

Essa é uma desculpa que não tem qualquer fundamento.

STF abre inquérito para investigar Mercadante e Aloysio Nunes

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil*

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, abriu hoje (22) dois inquéritos para investigar suposto crime eleitoral envolvendo o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Os inquéritos foram abertos individualmente.

A abertura dos inquéritos foi solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O pedido de Janot se baseou em depoimentos de delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, investigado na Operação Lava Jato, e que cumpre prisão domiciliar. O ministro da Casa Civil e o senador, de acordo com o informado na delação, receberam doações em dinheiro para campanhas, e não declararam tal recebimento.

Inicialmente, o pedido foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator dos inquéritos da Lava Jato no STF. No entanto, Janot solicitou que o processo fosse distribuído a outro ministro por não se tratar de investigação com ligação com os desvios na estatal.

Nos depoimentos, Pessoa citou o nome de 18 pessoas que receberam contribuições dele, e entre eles, Mercadante e Aloysio. Os trechos da delação começaram a ser divulgados em junho.

Mercadante e Nunes divulgaram, há pouco, notas, expressando tranquilidade sobre o fato. O ministro da Casa Civil reiterou que recebeu R$ 500 mil, sendo R$ 250 mil da UTC e R$ 250 mil da Constan Construções, e declarou o valor à Justiça Eleitoral. Mercadante disse que teve apenas um encontro com Pessoa, a pedido do empresário. (continua no site da Agência Brasil…)

Posted in Aloizio Mercadante, Aloysio Nunes, Operação Lava Jato | 158 Comments »

Vaccari: 15 anos e 4 meses de prisão. O pixuleco saiu caro.

Posted by Pax em 21/09/2015

Ser ex-tesoureiro do PT é uma profissão de risco.

Juiz Sérgio Moro condena Vaccari, Duque e mais oito réus da Lava Jato

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

O juiz Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato na Justiça Federal, condenou dez pessoas por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. Entre elas estão o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado a 15 anos e quatro meses de reclusão, e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que recebeu pena de 20 anos e oito meses de reclusão. Ambos foram condenados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Pelos mesmos crimes, também foram condenados o ex-executivo da empresa Toyo Setal Augusto Ribeiro de Mendonça Neto (a 16 anos e oito meses de reclusão); o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro José Barusco Filho; Mario Frederico de Mendonça Goes (ambos condenados a 18 anos e quatro meses), apontado como operador do esquema; o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Gerin de Almeida Camargo (12 anos); o operador Adir Assad e os responsáveis por parte dos pagamentos de propina Sônia Mariza Branco e Dario Teixeira Alves Júnior (cada um dos três condenados a nove anos e dez meses de reclusão).

O doleiro Alberto Youssef foi condenado a nove anos e dois meses de reclusão. Na sentença, o juiz Sérgio Moro disse reconhecer a “continuidade delitiva” do acusado na prática dos crimes de lavagem de dinheiro.Essas condenações são decorrentes da ação penal que teve origem na décima fase da Lava Jato.

Posted in Adir Assad, Alberto Youssef, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, Dario Teixeira Alves Júnior, Júlio Gerin de Almeida Camargo, João Vaccari Neto, Mario Frederico de Mendonça Goes, Operação Lava Jato, Pedro José Barusco Filho, Renato Duque, Sônia Mariza Branco, Toyo Setal | 57 Comments »

Mercadante, Edinho e Aloysio investigados

Posted by Pax em 07/09/2015

A lista não para. Abrange toda paleta partidária brasileira.

Ministros e senador negam ter recebido doações irregulares da UTC

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, divulgou nota hoje (6) para dizer que não tem conhecimento oficial da abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre ele. Informações divulgadas pela imprensa neste fim de semana indicam que o ministro do STF Teori Zavaski aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República para que Mercadante, o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) sejam investigados em relação a denúncias feitas em delação premiada pelo dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa. A assessoria de imprensa do STF não confirma a abertura do inquérito, que pode estar em sigilo.

O ministro da Casa Civil, no entanto, diz que não tem conhecimento sobre o teor da delação de Pessoa porque teve negado pelo STF, em junho, acesso ao documento. “Também não tenho conhecimento oficial de abertura de investigação pelo STF. O que há são informações veiculadas pela imprensa, cujo acesso aos dados sigilosos e à forma de divulgação não me cumpre julgar”, informa a nota.

Ele afirma ainda que esteve com Ricardo Pessoa uma única vez, a pedido do empreiteiro e diz que, na época, era ainda senador por São Paulo, em 2010. “Não há, portanto, qualquer relação com as apurações de fraude na Petrobras”, diz.

Segundo as informações divulgadas pela imprensa, na delação premiada, o empresário contou ter feito repasses para as campanhas eleitorais de Mercadante, Aloysio Nunes e da presidenta Dilma Rousseff, esta última por meio do então tesoureiro e atual ministro, Edinho Silva. O objetivo era obter privilégios na assinatura de contratos com a Petrobras.

“Segundo as notícias divulgadas pela imprensa, o senhor Ricardo Pessoa, em sua delação, teria afirmado que doou R$ 500 mil, sendo R$ 250 mil de forma legal e outros R$ 250 mil mediante recursos não contabilizados. Ora, essa tese é absolutamente insustentável, uma vez que são exatamente R$ 500 mil os valores declarados em 2010 e devidamente comprovados em prestação de contas à Justiça Eleitoral, inclusive já aprovada sem qualquer ressalva. Os dados, a propósito, são públicos e podem ser consultados por qualquer interessado”, afirma a nota.

Em seguida, o ministro detalha que uma doação da UTC, feita em 27 de agosto de 2010, no valor de R$ 250 mil, foi contabilizada e declarada ao Tribunal Superior Eleitoral e apresenta o número do recibo. Ele disponibiliza também o número do recibo eleitoral referente a outra doação, da Constran Construções, também no valor de R$ 250 mil, feita em 29 de julho de 2010.

“Como sempre, coloco-me à inteira disposição das autoridades competentes para prestar os devidos esclarecimentos e auxiliar em eventual processo investigatório. Tenho certeza de que todas as questões serão devidamente esclarecidas, pois mantenho minha confiança na condução dos trabalhos pelo Ministério Público Federal e Supremo Tribunal Federal”, conclui a nota do ministro.

Edinho Silva também se pronunciou por meio de sua assessoria. “[Sou] plenamente favorável que se apure todos os fatos e que todas as dúvidas sejam esclarecidas”. “Tenho a tranquilidade de quem agiu como coordenador financeiro da campanha presidencial de 2014 dentro da legalidade, as contas da campanha foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral”, destaca em nota.

Em sua página no Facebook, o senador Aloysio Nunes Ferreira considerou “simplesmente absurda” a suposição de que ele, na condição de oposicionista ao governo, poderia interferir para favorecer negócios a Petrobras. “A investigação das contas da minha campanha ao Senado em 2010, pedida pelo dr. Janot [Rodrigo Janot, procurador-geral da República], representa um desvio do verdadeiro foco da Operação Lava Jato que, como todos sabem, é o conluio entre empresários, políticos e dirigentes da Petrobras”, disse. “Podem investigar à vontade, pois nada tenho a ver com essa sujeira. Mas que investiguem mesmo: que investiguem tudo e todos”, acrescenta.

Posted in Aloizio Mercadante, Aloysio Nunes Ferreira, Edinho Silva, Operação Lava Jato, Ricardo Pessoa, UTC | 81 Comments »

Dirceu e mais 13 indiciados pela Polícia Federal na Lava Jato

Posted by Pax em 02/09/2015

O título do post parece provocativo, “Dirceu e mais 13”. Pois bem, é da própria Agência Brasil.

Polícia Federal indicia Dirceu e mais 13 investigados na Lava Jato

André Richter – Repórter da Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) indiciou nesta terça-feira (1º) o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e mais 13 investigados na 17ª fase da Operação Lava Jato. Os acusados vão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Com o indiciamento, caberá ao Ministério Público Federal (MPF) decidir se denuncia os acusados à Justiça. Com base nas afirmações feitas pelo empresário Milton Pascovicth em depoimentos de delação premiada, a PF concluiu hoje o inquérito com as acusações contra Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o ex-executivo da empreiteira Engevix Gerson Almada e outros acusados. De acordo com as investigações da PF, ficou comprovado o recebimento de vantagens ilícitas pelo grupo, que, segundo a investigação, era comandado por Dirceu.

“Jose Dirceu constituiu a empresa JD Consultoria e Assessoria, pessoa jurídica que canalizou parte dos valores ilícitos, assim como parte fora repassada em espécie por “operadores” que atuam à [margem] do sistema financeiro nacional”, diz a PF.

Dirceu está preso há um mês na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em função das investigações da 17ª fase da Operação Lava Jato. Ontem em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, realizado em Curitiba,

Convocado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso na 17ª fase da Operação Lava Jato, foi o primeiro a ser ouvido na série de depoimentos que a comissão marcou para esta semana em Curitiba, onde se concentram as investigações. Dirceu compareceu ontem 931) à CPI, mas se manteve em silêncio e não respondeu às perguntas feitas pelos membros da comissão.

Em nota à imprensa, a defesa de Dirceu informou que está analisando a denúncia e que vai se pronunciar oportunamente. O advogado Luis Flávio D’Urso, que defende o ex-tesoureiro do PT, disse que ainda não teve acesso à denúncia, mas refirmou que Vaccari somente arrecadou doações licitas, por meio de depósitos bancários e com recibos.

Posted in José Dirceu, Operação Lava Jato, Zé Dirceu | 80 Comments »

Gleisi e Paulo: fio de novelo que pode chegar longe

Posted by Pax em 26/08/2015

Paulo Bernardo era amigo íntimo de André Vargas que cuidava de suas campanhas a deputado estadual em Londrina. André Vargas montou esquemas com Alberto Youssef, operador envolvido nos maiores escândalos atuais, incluindo o atual da Lava Jato.

E chegaram na Gleisi Hoffmann, claro.

Os povos indígenas comemoram. Nunca houve uma política brasileira tão venal a esses povos como ela.

Paulo foi ministro do Planejamento de Lula, e das Comunicações de Dilma. Por onde passou deixou rastros de destruição.

Essa crise atual? Tem dedo dele. O desastre das Comunicações, o enterro na Anatel etc.

Esses links seriam levantados mais dia menos dia, mas o PT entende que Paulo deve ser preservado e premiado. Recentemente fui indicado para a presidência da Itaipu Binacional.

Juiz envia ao STF documentos da Lava Jato que citam Gleisi Hoffmann

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil*
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, enviou hoje (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos apreendidos no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, durante a 18ª fase da Lava Jato, por suspeitas de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) tenha recebido valores de “natureza criminosa”.

Em nota, a senadora informou que conhece Gonçalves “há muito tempo” e que todo o trabalho dele como advogado nas campanhas dela consta das prestações de contas, aprovadas pela Justiça Eleitoral. “Desconheço as relações contratuais que Guilherme Gonçalves mantém com outros clientes, assim como desconheço qualquer doação ou repasse de recursos da empresa Consist para minha campanha”, afirmou Gleisi.

No despacho publicado hoje (25), Moro destacou que, de acordo com provas colhidas no processo, há indícios de que a senadora tenha sido beneficiária de recursos da empresa Consist, investigada na Pixuleco 2.

“Havendo indícios de que autoridade com foro privilegiado seria beneficiária de pagamentos sem causa, é o caso de acolher o requerimento da autoridade policial e do MPF [Ministério Público Federal] e remeter o feito para o Egrégio Supremo Tribunal Federal”, disse Moro.

“Como a referida senadora é, aparentemente, apenas uma das beneficiárias de pagamentos sem causa efetuados a dezenas de outras pessoas, de todo oportuno que, se assim for este o entendimento do Supremo Tribunal Federal, o processo seja desmembrado, possibilitando a continuidade da investigação e da persecução, perante este Juízo, dos investigados destituídos de foro privilegiado”, acrescentou o juíz.

Em depoimento na Polícia Federal (PF), Guilherme Gonçalves alegou que utilizava recursos recebidos a título de honorários advocatícios da Consist, a fim de pagar despesas de clientes do escritório, como é o caso senadora e de pessoas a ela ligadas. Gonçalves disse ainda que os débitos seriam relativos a “despesas urgentes” dos clientes. De acordo com o advogado, nenhuma delas foi, posteriormente, ressarcida.

Moro afirmou que, conforme as investigações, os recursos sairiam do “Fundo Consist”, termo usado em uma planilha também apreendia no escritório de advocacia. “A planilha de fevereiro de 2015 apreendida no escritório de Gonçalves revela que, do assim denominado ‘Fundo Consist’, com crédito de R$ 50.078,00, foram efetuados diversos lançamentos de débitos em favor da senadora e de pessoas a ela ligadas”, diz outro trecho do despacho enviado ao STF.

Também constam da planilha apreendida pela Polícia Federal débito de R$ 1.344,51, a título de pagamento de multa relacionada ao nome de Gleisi Hoffmann, e débitos de Zeno Minuzzo e Hernany Bruno Mascarenhas, ligados à senadora paranaense, de acordo com a força-tarefa da Lava Jato. Conforme as investigações, Hernany Mascarenhas presta serviços de motorista à senadora e Zeno Minuzzo foi secretário de Finanças do Diretório Estadual do PT.

No despacho, o juiz Sérgio Moro lembrou que, na planilha apreendida, há registro de pagamento, em setembro de 2011, de R$ 50 mil de honorários pela Consist a Guilherme Gonçalves. Segundo o juiz, esse pagamento foi “acertado” com o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann. Uma anotação de Gonçalves apreendida por agentes da PF descreve o suposto acerto para o pagamento de honorários advocatícios combinado com Paulo Bernardo.

“A anotação em questão, revelando que Guilherme precisaria da concordância de terceiro [Paulo Bernardo] para ficar com os honorários pagos pela Consist, indica que os valores não se tratavam, de fato, de honorários”, concluiu Moro.

*Colaborou Karine Melo

Posted in Consist, Gleisi Hoffmann, Guilherme Gonçalves, Operação Lava Jato, Paulo Bernardo | 166 Comments »

Cunha e Collor denunciados

Posted by Pax em 21/08/2015

A esperança que os processos andem é pequena. Infelizmente.

Dois símbolos de um país que não vai à frente.

Janot denuncia Cunha e Collor e pede que deputado devolva US$ 80 milhões

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou hoje (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. São as primeiras denúncias contra parlamentares investigados na Operação Lava Jato.

O procurador informou que Eduardo Cunha recebeu propina por meio empresas sediadas no exterior e empresas de fachada. Na denúncia, Janot também pede que o presidente da Câmara pague U$S 80 milhões pelos danos causados à Petrobras. É a primeira denúncia contra um parlamentar investigado na Operação Lava Jato.

Em julho, o ex-consultor da empresa Toyo Setal Júlio Camargo informou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato na primeira instância, que Eduardo Cunha pediu US$ 5 milhões em propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado.

No caso de Collor, as investigações indicam que o parlamentar recebeu cerca de R$ 26 milhões de propina em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

Collor também foi alvo da Operação Politeia, fase da Lava Jato que apreendeu três carros de luxo na Casa da Dinda, residência particular do ex-presidente da República. Na ocasião, a PF encontrou uma Lamborghini, uma Ferrari e um Porsche.

Segundo o MPF, a denúncia feita contra o senador Collor está sob sigilo, já que as informações são fruto de delação e ainda são sigilosas.

De acordo com Janot, Cunha recebeu US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda pela Petrobras, junto ao estaleiro Samsung em 2006 e 2007. O negócio foi formalizado sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que está preso há nove meses em Curitiba, e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

O caso foi descoberto a partir do acordo de delação premiada firmado por Júlio Camargo, que também participou do negócio e recebeu US$ 40,3 milhões da Samsung para concretizar a contratação, segundo a denúncia.

De acordo com o procurador, em 2011, Eduardo Cunha pediu à ex-deputada e atual prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Almeida, que também foi denunciada, a apresentação requerimentos à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para pressionar a Samsung, que parou de pagar as parcelas da propina. Segundo Janot, não há dúvida de que Cunha foi o verdadeiro autor dos requerimentos.

Com a apresentação da denúncia, caberá ao plenário do Supremo julgar se há provas para embasar a abertura ação penal contra Cunha. Não há data prevista para o julgamento.

Eduardo Cunha terá 15 dias para apresentar defesa, após ser notificado. Depois de receber a manifestação da defesa, o ministro Teori Zavascki vai elaborar seu voto e o levará a julgamento no plenário do STF. Se a maioria dos ministros entender que existem provas para abertura da ação penal, Cunha passará à condição de réu.

Em caso de rejeição da denúncia, o inquérito será arquivado. Caso a ação penal prossiga, será iniciada a fase de instrução, com os depoimentos de testemunhas defesa e acusação. Após as alegações finais da acusação e da procuradoria, a ação penal estará pronta para ser julgada e definir se Cunha é culpado ou inocente.

Notas

O presidente da Câmara e o senador Fernando Collor refutaram as denúncias. Em nota, Cunha rebateu com “veemência” e chamou de “ilações” a denúncia apresentada por Janot. No texto, ele se diz inocente e aliviado “já que agora o assunto passa para o Poder Judiciário”.

Cunha voltou a atribuir a Janot o fato de ter sido incluído na investigação. “Fui escolhido para ser investigado. Agora, ao que parece, estou também sendo escolhido para ser denunciado.”

Ainda na nota, o deputado atacou o PT e o governo, a quem também atribui o fato de ser alvo da denúncia. Segundo ele, a denúncia objetiva retirar os escândalos da Petrobras do colo do PT e do governo e colocá-los “em quem sempre contestou o PT”.

Eduardo Cunha afirmou que está com a “consciência tranquila”. Rompido com o governo desde julho passado, o parlamentar afirmou que continuará realizando seu trabalho na presidência da Câmara com “lisura e independência”.

O deputado lembrou que, em 2013, foi denunciado pelo Ministério Público Federal e que a denúncia foi aceita pelo pleno do STF, sendo posteriormente absolvido por unanimidade. Na conclusão da nota, ele disse confiar “plenamente” na isenção do STF para conter o que chamou de tentativa de injustiça.

Fernando Collor

Fernando Collor manifestou-se por meio das redes sociais, classificando a denúncia de “lances espetaculosos”. ”Como um teatro, o PGR [procurador-geral da República] encarregou-se de selecionar a ordem dos atos para a plateia, sem nenhuma vista pela principal vítima dessa trama, que também não teve direito a falar nos autos.”

Collor acrescentou que, por duas vezes, solicitou o depoimento, “que foi marcado e, estranhamente, desmarcado às vésperas das datas estabelecidas.” Segundo o ex-presidente da República, se tivesse havido respeito a seu direito de se pronunciar e ter vista dos autos, tudo poderia ter sido esclarecido. “Fizeram opção pelo festim midiático, em detrimento do direito e das garantias individuais.”

Também por meio de nota, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da Republica, Edinho Silva, informou que o governo não se pronunciará sobre o conteúdo da manifestação do presidente da Câmara dos Deputados. “O governo da presidenta Dilma acredita na isenção das instituições que apuram as denúncias”, concluiu o ministro.

Posted in Eduardo Cunha, Fernando Collor, Operação Lava Jato | 251 Comments »

Dirceu: do pixuleco ao xilindró

Posted by Pax em 03/08/2015

Segundo o noticiário, Pixuleco era como Vaccari, tesoureiro do PT, chamava os agrados que pedia gentilmente aos empresários.

É o nome da Operação da Polícia Federal que prendeu hoje, mais uma vez, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula.

Polícia Federal prende José Dirceu em nova fase da Operação Lava Jato – Agência Brasil

O ex-ministro José Dirceu foi preso hoje (3) em Brasília, pela Polícia Federal, na 17ª fase da Operação Lava Jato.

Segundo Roberto Podval, advogado de Dirceu, o ex-ministro ainda está em casa e deverá ser levado para a sede da Polícia Federal, para a prisão temporária, que será cumprida na capital da República ou em Curitiba.

A 17ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Pixuleco, em alusão ao termo utilizado pelos acusados para denominar a propina recebida em contratos, foi deflagrada hoje pela Polícia Federal

Cerca de 200 Policiais Federais cumprem 40 mandados judiciais, sendo 26 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de condução coercitiva, em Brasília e nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Foram decretadas ainda, a partir de representação da autoridade policial que preside os inquéritos policiais, medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros.

A atual fase da operação se concentra no cumprimento de medidas cautelares em relação a pagadores e recebedores de vantagens indevidas. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara da Justiça Federal.

Posted in Operação Lava Jato, Zé Dirceu | 382 Comments »

Operação Lava Jato: um resumo bem feito por Gerson Camarotti no G1

Posted by Pax em 19/07/2015

O tempo anda curto, a dedicação ao blog paga o preço.

Gerson Camarotti, um dos poucos jornalistas políticos que ainda consigo prestar atenção fez um bom resumo da Operação Lava Jato que merece ser colecionada pelo blog que se dedica ao noticiário da corrupção.

Aqui está: http://especiais.g1.globo.com/videos-interativos/#!/politica/operacao-lava-jato

Posted in Operação Lava Jato | 105 Comments »

Eduardo Cunha na Lava Jato: propina de R$ 10 milhões

Posted by Pax em 16/07/2015

Acusado de várias irregularidades, o presidente da Câmara agora aparece na Lava Jato.

Cunha cobrou propina de 10 milhões de dólares, diz delator da Lava Jato – via El País

Em depoimento à Justiça, Julio Camargo acusou Cunha de cobrar para facilitar contrato

Às vésperas de completar seu primeiro semestre à frente da Câmara dos Deputados, o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi acusado de ter cobrado 10 milhões de dólares em propina. Em depoimento à Justiça Federal, o consultor Julio Camargo, um dos primeiros delatores da Lava Jato, afirmou que o peemedebista exigiu o pagamento como forma de viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras. As informações são do jornal O Globo. (continua no site El País)

Posted in Eduardo Cunha, Operação Lava Jato | 13 Comments »

Lava Jato se aproxima de Renan Calheiros

Posted by Pax em 14/07/2015

Paulo Roberto Costa acusa Renan Calheiros, presidente do Senado, de ter negociado propinas através de um representante, o deputado Anibal Gomes.

Lava Jato: delator diz que Renan tinha “representante” que negociava propina

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse hoje (13) em depoimento à Justiça Federal que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tinha um “representante” que negociou propina com ele. Costa assinou acordo de delação premiada e depôs ao juiz federal Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça.

Calheiros foi citado pelo ex-diretor após uma pergunta feita por um dos advogados de executivos ligados à empreiteira OAS, réus na ação penal. Costa afirmou que se mantinha no cargo com sustentação política do PP e PMDB.

“O senador Renan Calheiros era um dos que dava sustentação política. Com ele [Renan], não [negociou propina]. Mas ele tinha um representante, um deputado, Aníbal Gomes, que, em algumas vezes, negociou comigo. O senador Renan Calheiros nunca participou de nenhuma reunião com empreiteiros, mas o Aníbal Gomes, sim”, declarou.

Gomes e Calheiros são investigados em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a partir das informações do ex-diretor, fornecidas em acordos de delação premiada.

Em nota, o presidente do Senado refutou as acusações do ex-diretor e declarou que suas relações com diretores de instituições públicas nunca ultrapassaram os limites institucionais. “Da mesma forma reafirma que jamais autorizou o deputado Aníbal Gomes ou qualquer outra pessoa a falar em seu nome. Digno de registro também é a contradição, já que nos depoimentos anteriores o delator sempre negou ter tratado de projetos e valores com o senador Renan Calheiros”.

A Agência Brasil não conseguiu contato com o deputado Aníbal Gomes até a publicação da matéria.

Posted in Aníbal Gomes, Operação Lava Jato, Renan Calheiros | 46 Comments »

Os políticos envolvidos na Lava Jato: mais 60 dias de investigação

Posted by Pax em 30/06/2015

Para quem não se lembra, aqui estão listados os políticos envolvidos na Operação Lava Jato.

Lava Jato: ministro do STF prorroga por 60 dias investigação sobre políticos

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu hoje (29) a prorrogação, por mais 60 dias, dos inquéritos da Polícia Federal para investigar parlamentares citados na Operação Lava Jato.

Ao todo, são investigados 35 parlamentares. O ministro também autorizou as diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República.

Os inquéritos envolvendo parlamentares foram abertos em março pelo Supremo com base em depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, principais delatores do esquema de desvios na estatal.

Posted in Operação Lava Jato | 61 Comments »

Nelma Kodama: “amada, amante” abastecida de dólares

Posted by Pax em 13/05/2015

A doleira Nelma deu um show de escárnio ontem na CPI da Petrobras. Mostrou os bolsos no bumbum onde escondia dólares, cantou Roberto Carlos e alegou não saber que suas atividades eram ilegais.

Do outro lado, quem cria cascavel uma hora sente o veneno, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) afirmou que “só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”.

A turma do Maluf e a turma do Lula começam a se desentender depois que a casa caiu, ao que tudo indica. Uma amizade e parceria tão “rica” tende acabar com acusações pra todos os lados. Provavelmente todas repletas de fundamentos.

Livre arbítrio dos líderes do partido do governo. Talvez, um dia, percebam que adotaram a trilha mais fácil, mas não a melhor. Que o diga André Vargas, escolhido para ser líder do PT na Câmara, antes que suas estrepulias com Alberto Youssef fossem desvendadas. Caso contrário estaria, provavelmente, representando o partido transfigurado depois de alçado ao poder. Às custas do erário, em especial do Ministério da Saúde, de onde surgiu o primeiro fio desse triste novelo.

Vale lembrar que André Vargas tem link histórico com Paulo Bernardo, ex-ministro do planejamento de Lula e ex-ministro das Comunicações de Dilma. Muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte.

Doleira se dispõe a colaborar com CPI desde que delação não seja prejudicada

Da Agência Brasil* Edição: Valéria Aguiar

Acusada de chefiar o esquema de lavagem de parte do dinheiro desviado da Petrobras, a doleira Nelma Kodama, negou-se a responder todas as perguntas feitas hoje (12) por deputados membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, da Câmara dos Deputados. Para justificar seu comportamento, Nelma afirmou que está negociando com a Justiça Federal a assinatura de um acordo de delação premiada.

“Estou disposta a colaborar com a CPI, desde que isso não atrapalhe meu acordo de colaboração em curso”, disse a doleira ao prestar depoimento no segundo dia de audiências públicas feitas pela CPI em Curitiba.

Condenada por envolvimento em operações irregulares de instituição financeira, lavagem de dinheiro, corrupção e acusada de corromper um ex-gerente do Banco do Brasil, Nelma declarou que, à época dos fatos, não tinha consciência de que estava agindo ilegalmente.

“Eu não via que estava fazendo nada errado. Era como compra e venda de dólares. A operação do doleiro acontece por causa dos impostos envolvidos no pagamento de empresas no exterior. Eu não achava isso errado porque os impostos eram muito altos”, disse a doleira, ao reclamar da pena de 18 anos a que já foi condenada por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Nelma Kodama ainda provocou risos dos presentes ao admitir que, de 2007 a 2009, “viveu maritalmente” com o também doleiro Alberto Youssef – um dos principais alvos da Operação Lava Jato.

“Vivi maritalmente com ele”, disse Nelma ao ser indagada se foi amante de Youssef. “Amante é uma palavra que engloba tudo, né? Ser amiga, companheira. Uma coisa bonita”, respondeu a doleira antes de cantar trecho da música Amada Amante, de Roberto Carlos.

A expectativa dos integrantes da CPI da Petrobras é ouvir, ainda hoje, além de Nelma, seis pessoas: René Pereira (ligado ao doleiro Alberto Youssef), os ex-deputados Luiz Argôlo, Pedro Corrêa e André Vargas, e o doleiro Carlos Habib Chater, dono do posto de gasolina de Brasília onde começou a investigação que culminou na deflagração da Operação Lava Jato.

*Com informações da Agência Câmara // Título alterado para adequação às 15h42

Posted in Alberto Youssef, André Vargas, CPI da Petrobras, Luiz Argôlo, Nelma Kodama, Operação Lava Jato, Pedro Corrêa | 212 Comments »

Petrobras: prejuízo de 21,6 bilhões em 2014, 30% corrupção e 70% má gestão

Posted by Pax em 23/04/2015

A Petrobrás teve prejuízo de 21,6 bilhões em 2014. Um bocado, cerca de 30%, por conta da corrupção e outra parcela, ainda maior, pela péssima gestão.

Dói no bolso dos brasileiros. Na alma ainda mais.

Sugiro leitura da crítica do Josias de Souza – Ruína da Petrobras tem nome(s): Lula e Dilma

Petrobras perde R$ 6,2 bi com corrupção e prejuízo soma R$ 21,6 bi em 2014

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

A diretoria da Petrobras informou, há pouco, que a empresa teve prejuízo de R$ 6,2 bilhões com os desvios de recursos investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O resultado líquido de 2014 ficou negativo em R$ 21,6 bilhões.

Ao apresentar o balanço auditado do ano passado, que já foi entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o gerente executivo de Desempenho Empresarial da Petrobras, Mario Jorge da Silva, disse que os ajustes de ativos foram de R$ 50,8 bilhões, somando os R$ 6,2 bilhões referentes a gastos adicionais capitalizados indevidamente e R$ 44,6 bilhões do provisionamento decorrente da desvalorização de ativos, o chamado Impairment.

Usando metodologia baseada no conteúdo da investigações do Ministério Público Federal, os valores referentes à Lava Jato referem-se a 3% do valor de contratos com 27 empresas membros do cartel entre 2004 e 2012. Entre as diretorias, a de Abastecimento foi responsável pelo desvio de R$ 3,4 bilhões, a de Exploração e Produção, por R$ 2 bilhões, e a de Gás e Energia, por R$ 700 milhões.

Doleiro e ex-diretor da Petrobras são condenados por desvios na Abreu e Lima

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (22) o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef na ação penal sobre os desvios na construção da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras. A refinaria, em Pernambuco, é a principal obra investigada na Operação Lava Jato.

Costa recebeu pena de sete anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Youssef foi condenado a nove anos e dois meses por lavagem de dinheiro. A condenação ocorre um ano após a abertura do processo. Seis acusados de operar empresas de fachada também foram condenados. Todos podem recorrer à segunda instância da Justiça Federal.

Na sentença, Moro negou pedido de perdão judicial feito pelos advogados dos acusados. Embora eles tenham feito acordos de delação premiada para delatar o esquema de desvios nos contratos entre empreiteiras e a Petrobras, o juiz entendeu que o perdão não pode ser concedido, devido à gravidade dos crimes.

“Não cabe, porém, como pretendido, o perdão judicial. A efetividade da colaboração não é o único elemento a ser considerado. Nesse aspecto, considerando a gravidade em concreto dos crimes praticados e a elevada reprovabilidade de sua conduta, não cabe perdão judicial”, decidiu o juiz.

Apesar de não conceder o perdão, Moro manteve os benefícios concedidos ao ex-diretor no acordo de delação. Costa cumpre prisão domiciliar desde o ano passado e vai ficar na mesma situação até outubro, quando deverá passar para o para o regime semiaberto.

“Embora o acordo fale em prisão em regime semiaberto a partir de 1º de outubro, reputo mais apropriado o recolhimento noturno e no final de semana com tornozeleira eletrônica, por questões de segurança decorrentes da colaboração e da dificuldade que surgiria em proteger o condenado durante o recolhimento em estabelecimento penal semiaberto”, disse Moro.

No caso de Youssef, o doleiro vai cumprir três anos em regime fechado, mesmo se for condenado nas outras ações penais a que responde na Justiça, oriundas da Lava Jato. Após o período, o condenado passará para o regime aberto. Ele está preso desde o ano passado. O tempo será descontado da pena.

Na sentença, ficou comprovado que os desvios ocorreram por meio de repasses do Consórcio Nacional Camargo Corrêa, responsável pela obra da refinaria, para seis empresas de fachada, controladas pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo o juiz, houve centenas de operações de superfaturamento de mercadorias e simulação de serviços prestados que envolveram R$ 18,6 milhões.

“A operação de lavagem, tendo por antecedentes crimes de peculato, tinha por finalidade propiciar o pagamento de vantagem indevida, ou seja, viabilizar a prática de crime de corrupção, devendo ser reconhecida a agravante. Observo que, nas circunstâncias do caso, ela não é inerente ao crime de lavagem, já que o dinheiro sujo, proveniente de outros crimes, serviu para executar crime de corrupção”, disse o juiz.

Na defesa, os advogados de Paulo Roberto Costa alegaram que o acusado cumpria exigências impostas pelo partido que o indicou para o cargo, o PP, e que se arrependeu dos crimes. A defesa de Youssef alegou que ele não era chefe do esquema criminoso que “servia ao financiamento político e a um projeto de poder”.

De acordo com o Ministério Público Federal, a construção inacabada da Refinaria Abreu e Lima foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas foram pagos até agora mais de R$ 20 bilhões.

Posted in Alberto Youssef, Camargo Corrêa, CPI da Petrobras, Operação Lava Jato, Paulo Roberto Costa, Petrobras, Refinaria Abreu e Lima | 277 Comments »

Tesoureiro do PT preso pela Polícia Federal

Posted by Pax em 15/04/2015

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso pela Polícia Federal por acusações de envolvimento na Operação Lava Jato.

Alguns petistas já tinham pedido seu afastamento, o partido teimou em mantê-lo.

Vaccari é preso em São Paulo em nova etapa da Operação Lava Jato

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

A Polícia Federal (PF) em São Paulo prendeu hoje (15) o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que será levado para Curitiba. A prisão ocorreu durante a 12ª etapa da Operação Lava Jato. Vaccari foi detido em casa.

O tesoureiro é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base em depoimentos de delatores da Lava Jato. Eles afirmam que o tesoureiro intermediou doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras e que o dinheiro foi usado para financiar campanhas políticas.

A Polícia Federal informou que estão sendo cumpridas nesta manhã quatro ordens judiciais. Entre as ações estão um mandado de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e um de condução coercitiva. Todas essas ordens estão sendo cumpridas na capital paulista, mas os presos serão levados diretamente para a Superintendência da PF em Curitiba.

Segundo a Polícia Federal, haverá entrevista coletiva às 10h, na capital paranaense, para falar sobre a nova etapa da operação.

Posted in João Vaccari Neto, Operação Lava Jato | 140 Comments »

Lista de políticos envolvidos na Operação Lava Jato

Posted by Pax em 09/03/2015

O ministro Teori Zavarski quebrou o sigilo e autorizou a abertura de inquéritos sobre os envolvidos na Operação Lava Jato.

Notícia de ontem diz que o delator, Alberto Youssef, o doleiro pagador do esquema, aponta outras estatais com esquemas semelhantes.

Em uma análise mais simples pode-se afirmar que o modelão de operação do PP, de Paulo Maluf, fez escola para PMDB, PSDB e PT. Todos compartilham nomes na tal lista.

Na ponta final, o povo recebe mais e mais carga tributária para cobrir rombos de um país não só mal administrado mas corrompido até sua medula.

A situação da presidente Dilma não está nada fácil. Ontem houve várias manifestações durante seu pronunciamento na TV para o Dia Internacional da Mulher. Segundo o noticiário aconteceram panelaços em 12 capitais.

2015 não é um ano fácil.

Lista de inquéritos da Lava Jato tem parlamentares ex-integrantes do Executivo

Marcelo Brandão e Mariana Jungmann – Repórteres da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
A lista enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o pedido de abertura de inquéritos para investigar pessoas citadas em depoimentos da Operação Lava Jato traz, entre outros nomes, os de senadores, deputados federais, ex-governadores e ex-ministros de Estado. O ministro do STF Teori Zavarski, que recebeu o documento encaminhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quebrou o sigilo e autorizou a instalação de 28 pedidos de abertura de inquéritos, dos quais 21 ficam no Supremo.

A presidenta Dilma Rousseff também foi citada, mas o procurador-geral alegou que não tem competência para investigá-la. Por lei, o presidente só pode ser investigado por atos praticados no exercício da Presidência. Ela foi citada no mesmo inquérito de Antonio Palocci, mas o STF ainda não esclareceu em quais circunstâncias.

No Senado, foram autorizados inquéritos e diligências sobre Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ciro Nogueria (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Valdir Raupp (PMDB-RO), Romero Jucá (PMDB-RR), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Edison Lobão (PMDB-MA), Benedito de Lira (PP-AL), Gladson Cameli (PP-AC) e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. O procurador pediu o arquivamento das denúncias sobre o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), e sobre o senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Entre os deputados, constam na lista os nomes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de Eduardo da Fonte (PP-PE), Nelson Meurer (PP-PR), Jerônimo Pizzolotto (PP-RS), Afonso Hamm (PP-RS), Agnaldo Ribeiro (PP-PB), Sandes Júnior (PP-GO), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Arthur de Lira (PP-AL), Vander Loubet (PT-MS), Simão Sessin (PP-RJ), José Mentor (PT-SP), José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), Roberto Brito (PP-BA), Mário Negromonte (PP-BA), Renato Molling (PP-RS), Waldir Maranhão (PP-MA), Dilceu Sperafico (PP-PR), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Lázaro Botelho (PP-TO) e Missionário José Olímpio (PP-SP). O ex-deputado e ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP) também será investigado.

Foram autorizados inquéritos ainda sobre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o empresário preso Fernando Baiano, além de personagens que eram parlamentares ou ministros na época do escândalo do mensalão, como João Pizzolatti, Antônio Palocci, Pedro Corrêa e Pedro Henry. E ainda ex-governadores, como Roseana Sarney, do Maranhão, e Antônio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais. Nenhum governador em exercício é citado na lista. Entre os deputados e senadores que serão investigados, quatro são ex-ministros do governo de Dilma Rousseff: Mário Negromonte, que comandou o Ministério das Cidades, Gleisi Hoffmann, que chefiou a Casa Civil, Edison Lobão, que foi titular de Minas e Energia, e Agnaldo Ribeiro, que também foi ministro das Cidades.

Foram arquivadas as denúncias referentes ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, a Romero Jucá (PMDB-RR), Alexandre José dos Santos, Ciro Nogueira, além de Delcídio Amaral e Aécio Neves. O ministro decidiu remeter ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de inquérito sobre Agnaldo Ribeiro, mas ele será investigado no Supremo por outro processo.

Com a autorização da abertura dos inquéritos, começará agora a efetiva investigação sobre os envolvidos, inclusive com eventuais quebras de sigilos telefônicos, bancários e fiscais. Teori Zavaski também autorizou que todos os documentos referentes a esses inquéritos se tornem públicos e não corram mais em segredo de Justiça.

Confira a lista dos políticos citados nos processos da Operação Lava Jato no STF*:

Senadores

Renan Calheiros (PMDB-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Fernando Collor (PTB-AL)
Humberto Costa (PT-PE)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Benedito de Lira (PP-AL)
Gladison Cameli (PP-AC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Valdir Raupp (PMDB-RO)

Deputados

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Simão Sessim (PP-RJ)
Vander Loubet (PT-MS)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
José Otávio Germano (PP-RS)
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
Nelson Meurer (PP-PR)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Dilceu João Sperafico (PP-PR)
Jeronimo Goergen (PP-RS)
Sandes Junior (PP-GO)
Afonso Hamm (PP-RS)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Renato Delmar Molling (PP-RS)
Roberto Pereira de Britto (PP-BA)
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA)
Roberto Balestra (PP-GO)
José Mentor (PT-SP)

Outros políticos

João Leão (PP-BA) – vice-governador da Bahia
Mário Negromonte (PP-BA) – ex-deputado federal
Roseana Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão
João Pizzolati (PP-SC) – ex-deputado federal
Cândido Vaccareza (PT-SP) – ex-deputado federal
Roberto Teixeira (PP-PE) – ex-deputado federal
Luiz Argôlo (SD-BA) – ex-deputado federal
José Linhares (PP-CE) – ex-deputado federal
Pedro Corrêa (PP-PE) – ex-deputado federal
Pedro Henry (PP-MT) – ex-deputado federal
Vilson Luiz Covatti (PP-RS) – ex-deputado federal
Carlos Magno (PP-RO) – ex-deputado federal
Aline Correa (PP-SP) – ex-deputado federal
Antonio Palocci (PT-SP) – ex-ministro de Estado

Não políticos

Fernando Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano)
João Vaccari Neto – tesoureiro do PT

Posted in CPI da Petrobras, Operação Lava Jato, Petrobras | 198 Comments »

PT: US$ 200 milhões, em viés de alta

Posted by Pax em 06/02/2015

A Operação Lava Jato descortina, segundo farto noticiário, um modelo corrupto com três grupos evidentes de criminosos. O primeiro grupo é interno, gerentes, diretores e sabe-se lá quem mais na “cadeia alimentar”. O segundo grupo de dirigentes das empresas fornecedoras, que pagavam propina para receberem contratos irregulares, superfaturados ou nem mesmo realizados. O terceiro grupo é de criminosos políticos. Partidos e políticos que nomeavam gerentes e diretores e recebiam parte dessas propinas.

Difícil, quase impossível, acreditar que o partido do atual governo não tenha atuação determinante nesse esquema. Ontem o tesoureiro do PT teve que ser levado à força para depor.

“O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal  (MPF), em novembro do ano passado, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu propina em nome do partido em 90 contratos da Petrobras, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões”.

Ainda há quadrilheiros e militantes que defendem o indefensável. Que assumam suas responsabilidades os que se beneficiaram. E as vergonhas, os que sustentam infantilmente o esquema dos criminosos em atuação.

Muita água deve rolar debaixo desta ponte. Cabeças também.

Delator diz que PT recebeu propina de até US$ 200 milhões; partido nega

André Richter – Enviado Especial da Agência Brasil/EBC Edição: Jorge Wamburg

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal  (MPF), em novembro do ano passado, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu propina em nome do partido em 90 contratos da Petrobras, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.  Em nota oficial, o partido reiterou que recebe apenas doações legais, que são declaradas à Justiça Eleitoral, e prometeu processar seus acusadores “pelas mentiras proferidas contra o PT”.

As declarações de Barusco foram divulgadas após decisão do juiz federal Sérgio Moro, que retirou o sigilo das investigações da nona fase da Operação Lava Jato, iniciada hoje (5). Para estimar a quantia, o ex-gerente se baseou no valor que recebeu, US$ 50 milhões. Segundo ele, Vaccari começou a operar o esquema a partir do momento em que assumiu o cargo de tesoureiro do partido. Desde então, disse Barusco, o tesoureiro foi responsável por operar os recebimentos por parte do PT.

Barusco  confirmou no depoimento que ele e  Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras entre 2003 e 2013, recebiam propina para facilitar que empresas assinassem contratos de grande porte com a estatal, como os da Refinaria Abreu e Lima e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Sobre o depoimento de Barusco, a assessoria de imprensa do PT divulgou nota oficial em que reitera que o partido recebe apenas doações legais e que são declaradas à Justiça Eleitoral.

“As novas declarações de um ex-gerente da Petrobras, divulgadas hoje, seguem a mesma linha de outras feitas em processos de ‘delação premiada’, que têm como principal característica a tentativa de envolver o partido em acusações, mas não apresentam provas ou sequer indícios de irregularidades e, portanto, não merecem crédito. Os acusadores serão obrigados a responder na Justiça pelas mentiras proferidas contra o PT”, diz ainda a nota.

Em nota, oO advogado de João Vaccari Neto, Luiz Flávio Borges D’Urso, também contestou as acusações de Barusco. Segundo a nota, Vaccari “há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal, para, de forma cabal, demonstrar as inúmeras impropriedades publicadas pela imprensa nos últimos meses, envolvendo seu nome”.

A defesa do tesoureiro do PT reitera, na nota, que o partido “não tem caixa 2, nem conta no exterior, não recebe doações em dinheiro – somente recebe contribuições legais ao partido, em absoluta conformidade com a lei, sempre prestando as respectivas contas às autoridades competentes”.

O advogado de Vaccari garante que ele “permanece à disposição das autoridades para prestar todos e quaisquer esclarecimentos, e que sua condução coercitiva, desta data, entendeu-se desnecessária, pois bastaria intimá-lo, que o Sr. Vaccari comparece e presta todas as informações solicitadas, colaborando com as investigações da Operação Lava Jato, como sempre o fez”.

Barusco também  afirmou que a ex-presidenta da Petrobras Graça Foster e Ildo Sauer, ambos ex-diretores de Gás e Energia, não tinham conhecimento dos desvios porque “não havia espaço para conversar isso” com eles.

O tesoureiro foi conduzido hoje de manhã à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para esclarecer a acusação de delatores de que atuava na cobrança de propina e de doações legais para o partido.

Em nota divulgada no site do PT, Vaccari disse que todos os questionamentos dos delegados foram respondidos. “Todas as perguntas feitas pelo delegado foram esclarecidas. Respondi a tudo com transparência, lisura e total tranquilidade.”

Posted in CPI da Petrobras, João Vaccari Neto, Operação Lava Jato, Pedro Barusco, Petrobras, PT | 294 Comments »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 41 outros seguidores