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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Arquivo da categoria ‘Operação Satiagraha’

STJ anula Operação Satiagraha

Publicado por Pax em 08/06/2011

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou hoje (7) a Operação Satiagraha da Polícia Federal e seus desdobramentos, atendendo a um habeas corpus do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

Os ministros da Quinta Turma entenderam, por maioria de 3 votos a 2, que a operação foi comprometida devido à participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação. O episódio resultou na condenação de Dantas a dez anos de prisão por corrupção.

O julgamento começou em março, com o voto do relator, Adilson Macabu, pela anulação da Satiagraha. Ele defendeu que “as provas estão maculadas desde o início” pela participação da Abin e foi acompanhado pelo ministro Napoleão Nunes. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilson Dipp, e voltou a plenário no dia 5 de maio, com voto divergente de Dipp, que entendeu que a operação não deveria ser invalidada.

Mais uma vez, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista da ministra Laurita Vaz, que trouxe seu voto hoje e acompanhou Dipp. Coube ao ministro Jorge Mussi dar o voto de desempate. Ele lembrou que a própria Polícia Federal afirmou que Abin atuou “oculta” na operação e lembrou que o Ministério Público Federal deu parecer favorável à concessão do habeas corpus a Daniel Dantas.

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Dantas vs De Sanctis

Publicado por Pax em 26/03/2010

Novamente os advogados do Grupo Opportunity pediram o afastamento do juiz federal Fausto de Sanctis. Desta vez no STF. E novamente houve negativa ao pedido.

Continue, Fausto de Sanctis. Há uma enorme vontade da sociedade de ver este caso da Operação Satiagraha elucidado.

Supremo nega novo pedido de Daniel Dantas para afastar juiz
Valor Econômico – 26/03/2010 – Cristine Prestes, de São Paulo

O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um novo pedido do banqueiro Daniel Dantas para afastar o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, dos processos contra ele gerados pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal. A defesa do controlador do grupo Opportunity pedia, em um habeas corpus, que o Supremo determinasse a suspeição do juiz, argumentando que De Sanctis não é imparcial para julgar os processos.

Continua…

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Satiagraha: negado habeas corpus a Dantas

Publicado por Pax em 04/03/2010

Processar suspeitos poderosos de crime de colarinho branco no Brasil não é nada fácil. Que o diga o Juiz Federal Fausto de Sanctis. Tem sofrido todo tipo de pressão, incluindo aqui parte da imprensa.

Em 21 de dezembro do ano passado o ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar suspendendo os processos da operação Satiagraha da Polícia Federal.

A defesa de Daniel Dantas questionou a isenção de De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, responsável pelo caso. E foi mais longe, insinuando que estaríamos vivendo num regime ditatorial, com um Estado agindo sem limitações. De novo parte da imprensa caiu na jugular do juiz.

Há suspeitas que Daniel Dantas, já condenado há 10 anos de reclusão por tentar subornar um delegado federal através de seus prepostos, enquadrado no crime de corrupção ativa, coloca seus tentáculos em todas as esferas do poder, seja ele de que lado for.

Uma dessas notícias indica que

Enquanto a Brasil Telecom foi controlada pelo grupo Opportunity, no período entre 1999 e 2005, ela contratou as empresas do Marcos Valério, a DNA Propaganda e a SMPeB, pelo menos formalmente, para serviços de publicidade. Foram feitos dois contratos, cada qual no valor de R$ 25 milhões, e as provas do inquérito demonstraram que os serviços prestados foram de uma qualidade muito baixa.

Tudo indica que os valores repassados são muito superiores àqueles que seriam devidos, caracterizando uma forma de repasse a essas empresas. E a isso se soma a própria denúncia do procurador-geral da República (Antonio Fernando de Souza) no caso do mensalão, em que menciona que o Carlos Rodenburg (responsável pelo braço agropecuário do Opportunity), procurou o Delúbio Soares para tentar se aproximar do PT.

segundo o Promotor da República, Rodrigo de Grandis, que propôs ação penal contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas por suposto envolvimento em diversos crimes financeiros.

A notícia de hoje parece confirmar um movimento da Justiça no sentido de mitigar um pouco a tolerância com os crimes do colarinho branco. Tomara que sim. Leia no Estadão:

STJ nega pedido de habeas corpus a Daniel Dantas

Defesa queria anular os atos da operação Satiagraha ou afastar o juiz Fausto de Sanctis das investigações

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Por quatro votos a um a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o habeas corpus pedido pela defesa do banqueiro Daniel Dantas para anular os atos da operação Satiagraha , ou, pelo menos afastar o juiz Fausto de Sanctis das investigações. A defesa alegava que o magistrado era parcial e se comportava praticamente como um “inimigo” de Daniel Dantas na condução do processo.

Os ministros Arnaldo Esteves Lima , que relatava o habeas corpus, Félix Fischer, Jorge Mussi e Laurita Vaz votaram contra o habeas corpus. Somente Napoleão Nunes Maia, presidente da Turma, votou pela suspeição de Fausto de Sanctis.

Continua no Estadão…

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Justiça ininteligível

Publicado por Pax em 15/01/2010

O Superior Tribunal de Justiça suspendeu o andamento da ação contra os principais diretores da Camargo Corrêa, alvos da Operação Castelo de Areia.

Segundo o presidente do STJ, ministro Cesar Rocha, a investigação da Polícia Federal teve como base uma denúncia anônima e não tem valor jurídico. Abro um parêntesis para perguntar onde vão parar os Disque Denúncia espalhados pelo Brasil afora?

Em 22 de dezembro passado tivemos notícias que as ações contra Daniel Dantas foram também suspensas pelo STJ.

Ambas processos sob responsabilidade do juiz federal Fausto de Sanctis.

Quais as mensagens que a Justiça passa para a sociedade? Seria bom trocar em miúdos, haja vista que o país está impregnado de corrupção em todas as esferas de poder a boa parte da sociedade civil empresarial que se agarram e sugam os cofres públicos como morcegos hematófogos.

STJ suspende ação contra dirigentes da Camargo Corrêa

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar suspendendo o andamento da ação penal que tramita na Justiça Federal em São Paulo contra três diretores da empresa Camargo Corrêa. Pietro Francesco Giavina Biachi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes foram denunciados com base nas investigações da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (PF).

Segundo o presidente do STJ, ministro Cesar Rocha, como a investigação da PF foi iniciada com base em uma denúncia anônima, não tem valor jurídico. “É inegável o desvalor jurídico de qualquer ato oficial de qualquer agente estatal que repouse o seu fundamento sobre comunicação anônima”, afirmou o ministro.

Rocha também considerou irregular a quebra do sigilo telefônico durante as investigações. De acordo com ele, a abertura do sigilo era muito abrangente e teve grande duração, por isso, “poderia até invadir a reserva da intimidade de toda e qualquer pessoa que utiliza os sistemas de telecomunicações”.

A denúncia contra três executivos da Camargo Corrêa pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro havia sido recebida nesta semana pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Em outra decisão, relativa à mesma operação, o juiz havia autorizado a polícia a aprofundar as investigações sobre 12 obras desenvolvidas pela construtora em São Paulo, no Ceará, no Pará e no Espírito Santo.

Atualização: mais uma notícia sobre as paralisações do STJ, no Valor Econômico, via clipping da ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República.

Em 27 dias, STJ paralisa principais operações da PF

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Suspeito de suspeitar

Publicado por Pax em 22/12/2009

O juiz Fausto de Sanctis foi declarado suspeito. Claro que é. Como um juiz pode afrontar o status quo brasileiro onde qualquer um que tenha dinheiro arrasta indefinidamente processos sobre corrupção, crimes financeiros, evasão e lavagem de dinheiro?

Primeiro o afastaram do caso MSI-Corinthians que investiga supostas evasões de divisas, agora foi declarado suspeito no caso Satiagraha que envolve o Grupo Opportunity e Daniel Dantas.

Fausto de Sanctis deveria se preocupar com pobres que roubam pães em supermercados ou litros de leite em padarias para alimentar esses filhos que não param de chorar de fome, incomodando toda a sociedade brasileira. Para eles é que são feitas as cadeias brasileiras.

Para ricos não.

No Brasil os processos são muito bem estratificados. Há processos para a classe D e E, esses que nem sabem o que significam expressões como “direito”, “contraditório” etc, para a C, outros para a B, melhores para a A e ainda muito mais agradáveis para a classe AAA. Esses não cometem crimes. Crime é achar que ricos cometem crimes.

Evasão de divisa, lavagem de dinheiro, assalto a cofre público, claro, fazem parte de nossa cultura. Querer alterar o status quo é uma afronta.

Juiz Fausto de Santis: pare de afrontar a nação e ponha-se no seu lugar.

(somente com ironia para comentar a Justiça no Brasil)

STJ suspende condenação de Daniel Dantas na Operação Satiagraha

Habeas corpus concedido pelo ministro Esteves Lima a pedido da defesa do banqueiro vale ao menos até fevereiro

Fausto Macedo – Estadão

Três dias depois de ser afastado do caso MSI-Corinthians – inquérito sobre suposto esquema de evasão de divisas -, o juiz federal Fausto Martin De Sanctis conheceu novo revés. Por decisão do ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está suspensa toda a Operação Satiagraha – investigação contra o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity.

A medida tem alcance ilimitado. Bloqueia qualquer ato relativo à Satiagraha, inclusive a ação penal que culminou na condenação de Dantas a 10 anos de prisão por crime de corrupção ativa – sentença imposta por De Sanctis, em novembro de 2008, que era alvo de apelação da defesa perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Está suspenso também o processo principal da Satiagraha – em que Dantas foi denunciado pela Procuradoria da República por crimes financeiros, evasão e lavagem de dinheiro. A acusação teve base no inquérito da Polícia Federal, inicialmente dirigido pelo delegado Protógenes Queiroz, depois restaurado pelo delegado Ricardo Saadi.

Continua no Estadão…

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Dantas ganhou de Protógenes

Publicado por Pax em 06/11/2009

Num país onde cadeia só serve para pobres e desdentados, a Polícia Federal vai exonerar o delegado que prendeu Daniel Dantas, Protógenes Queiroz, que assumiu carreira política e entrou para o PCdoB.

O preso? Bem, nem esquentou a cadeira. Havia habeas corpus à sua disposição toda vez que fosse necessário, para comprovar que no Brasil os crimes de colarinho branco compensam.

Em contas nos paraísos fiscais.

Leia no Terra Magazine, reportagem de Claudio Leal. Dica do twitter de Bob Fernandes.

Protógenes: “Vou ser demitido da PF. E o bandido está solto”

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Satiagraha: “desaparecida política”

Publicado por Pax em 06/10/2009

A Operação Satiagraha está prestes a se tornar uma “desaparecida política”.

Brasília - Banqueiro Daniel Dantas durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara (CPI dos grampos). Dantas negou que tenha contratado empresa de grampos ilegais no Brasil  Foto: Antonio Cruz/ABr Brasília – Banqueiro Daniel Dantas – Foto: Antonio Cruz/ABr

Juíza encaminha pedido ao TRF questionando competência da 6ª Vara para julgar Satiagraha

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A juíza federal Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Federal Criminal em São Paulo, pediu conflito de competência sobre o processo da Operação Satiagraha, que atualmente tramita na 6ª Vara Federal sob a responsabilidade do juiz Fausto De Sanctis.

O pedido foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF), que deve se manifestar sobre a questão. As duas varas têm competência para julgar ações relacionadas a crimes de lavagem de dinheiro, que é um dos objetos de investigação da Satiagraha.

Atendendo a pedido feito pelos advogados de defesa do réu da Satiagraha e presidente do Banco Opportunity, Dório Ferman, a juíza questionou a competência da 6ª Vara Federal para julgar o caso, alegando que o processo da Operação Satiagraha deveria tramitar na 2ª Vara porque teria relação direta com o processo do mensalão, que corre na mesma jurisdição.

Segundo a juíza, a Satiagraha seria um desdobramento das investigações do mensalão, suposto esquema de repasse de dinheiro para parlamentares em troca de apoio a projetos de interesse do governo federal. Para o juiz Fausto De Sanctis, no entanto, essa conexão entre a Satiagraha e o mensalão não existe.

Em julho deste ano, Dório Ferman, com o banqueiro Daniel Dantas e a irmã deste, Verônica Dantas, viraram réus após De Sanctis ter aceitado uma nova denúncia feita pelo Ministério Público Federal em São Paulo.

Uma das suspeitas do Ministério Público é que o Grupo Opportunity, quando estava no comando da BrT, teria abastecido o valerioduto, como ficou popularmente conhecido o suposto esquema comandado pelo publicitário Marcos Valério. O publicitário é um dos réus do processo do mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Lavagem de dinheiro e desigualdade social

Publicado por Pax em 29/09/2009

R$ 200 bilhões desviados por ano em corrupção generalizada, US$ 150 bilhões de brasileiros em paraísos fiscais, enquanto um cidadão comum ganha em um ano o que alguns gastam em 3 dias. A fórmula da nossa Social Democracia precisa de um ajuste que não é lá muito pequeno e fácil.

Dando uma passada por alguns sites de referência sobre o tema do blog, aqui vai um apanhado um tanto indigesto:

Folha de São Paulo, via ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República:

Justiça amplia bloqueio de fundos de Dantas para R$ 1 bi

Brasília - O banqueiro Daniel Dantas depõe na Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara (CPI dos grampos)  Foto: Antonio Cruz/ABr Foto: Antonio Cruz/ABr

STJ recebe denúncia contra juiz suspeito de lavagem de dinheiro

Agência Brasil

Ricos gastam em três dias o que pobres levam um ano para gastar

Elza Fiuza/ABr

Brasília - O representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Sergei Soares divulga a primeira análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008
Brasília – O representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Sergei Soares divulga a primeira análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008

MPF denuncia 16 pessoas acusadas de evasão de divisas na Operação Harina

Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

MPF/SP denuncia 16 envolvidos em esquema de câmbio ilegal e lavagem

(mais completa e com os envolvidos)

Enviado em Câmbio Europa, Dantas, Emilor S/A, Expo Brasil Passagens e Turismo Ltda, Fábio Andres Guerra Flora, Federico Hernan Las Heras, Gustavo Alfredo Orsi, Mario dos Santos Casallechio, Michel da Cunha Reis, Operação Harina, Operação Satiagraha, Opportunity, Pandorama, Paraísos Fiscais, Paulo Theotonio Costa, Renata Soares de Souza Schimdell, Ricardo José Fontana Allende, Trigomax Comércio Importação e Exportação, Whithorn Comércio de Alimentos Ltda | Deixar um comentário »

Mais denúncia contra Marcos Valério

Publicado por Pax em 18/09/2009

As notícias chegam atreladas, o MP de MG acaba de oferecer mais uma denúncia contra Marcos Valério: foram efetuadas, entre os anos de 1998 e 2000, várias remessas ilegais de dinheiro ao exterior, em valores que ultrapassaram US$ 620 mil

Foto: José Cruz/ABr

MPF/MG oferece mais uma denúncia contra Marcos Valério e ex-sócios por lavagem de dinheiro

17/9/2009 15h43 – Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

De acordo com a denúncia, foram efetuadas, entre os anos de 1998 e 2000, várias remessas ilegais de dinheiro ao exterior, em valores que ultrapassaram US$ 620 mil

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) ofereceu nova denúncia contra Marcos Valério Fernandes de Souza e seus ex-sócios Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso. Eles são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com a denúncia, foram efetuadas, entre os anos de 1998 e 2000, várias remessas ilegais de dinheiro ao exterior, em valores que ultrapassaram US$ 620 mil. Os valores foram movimentados através da conta Beacon Hill, pertencente ao esquema do Banestado.

A Beacon Hill Service Corporation funcionava como uma espécie de “instituição financeira” através de uma conta mantida no JP Morgan Chase/NY. Apelidada de conta-ônibus, ela abrigava dezenas de outras subcontas, pertencentes em sua maioria a doleiros brasileiros, que operavam entre si por meio de um sistema de compensação paralelo, à margem da lei. Uma das subcontas mantidas junto à Beacon Hill era justamente a conta da Lonton Trading, uma offshore, constituída pelas leis das Ilhas Virgens Britânicas, que foi utilizada pelos acusados para movimentar ilegalmente divisas no exterior.

Os recursos eram transferidos para o exterior, via contas CC5, e a Lonton Trading, por sua vez, emitia cheques no Brasil com o objetivo de quitar supostos débitos de responsabilidade da SMP&B, empresa pertencente aos acusados. Durante as investigações, apurou-se que os valores eram remetidos ao exterior, mas, na contabilidade da SMP&B, apareciam como lançamentos a favor de empresas brasileiras.

Na verdade, segundo o MPF, esse processo de lavagem de dinheiro tinha o objetivo de viabilizar a dissimulação da natureza e origem dos valores provenientes de crimes contra a Administração Pública decorrentes do esquema que ficou conhecido como mensalão mineiro.

Brasília - O senador Eduardo Azeredo fala durante a reunião das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática para analisar mudanças no relatório do projeto que institui a reforma eleitoral  Foto: a

Foto: Agência Brasil (no site não diz o nome do fotógrafo)

Campeonato Mundial de Supercross – O esquema que deu origem ao chamado mensalão mineiro foi descrito minuciosamente na denúncia oferecida pelo procurador-geral da República perante o STF em 20 de novembro de 2007. A denúncia relatava que as empresas DNA Propaganda e SMP&B, pertencentes a Marcos Valério, Clésio Andrade, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, supostamente criadas para atuar na área de comunicação e publicidade, mas sabidamente voltadas para a atividade de lavagem de dinheiro, foram utilizadas para desviar quantias milionárias de estatais mineiras. Destinados a patrocinar eventos esportivos, os recursos, na verdade, eram repassados clandestinamente à campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo.

Um dos eventos esportivos citados na denúncia do mensalão mineiro foi justamente o Campeonato Mundial de Supercross, Etapa Brasil, 1999/2000. Esse campeonato, juntamente com o Iron Biker – O Desafio das Montanhas e o Enduro Internacional da Independência, foi utilizado como pretexto para que empresas estatais – no caso a Comig, a Copasa e o extinto Bemge – pudessem repassar recursos para a SMP&B. Durante as investigações, foram encontradas movimentações financeiras diretamente relacionadas com o Campeonato Mundial de Supercross, em transações envolvendo a Lonton Trading e a empresa Action Group International Limited, a mando da SMP&B, numa triangulação contábil que evidenciou o ciclo da lavagem de dinheiro.

O grupo também esteve envolvido em crimes contra o sistema financeiro nacional. Em novembro do ano passado, o MPF em Belo Horizonte denunciou Marcos Valério, Ramon Holerbach e Cristiano Paz, juntamente com gestores do Banco Rural, por negociações envolvendo empréstimos temerários, que tinham o único objetivo de movimentar os recursos empregados na campanha eleitoral ao governo do estado e remunerar os acusados pelos serviços criminosos prestados.

Para o MPF, todos esses crimes – evasão de divisas, crimes contra a Administração Pública e contra o sistema financeiro – são antecedentes do crime de lavagem de dinheiro de que são agora acusados Marcos Valério, Ramon Rhollerbach e Cristiano Paz.

“Apesar de já terem sido oferecidas outras denúncias, as investigações quanto à movimentação ilegal de recursos no exterior prosseguiram. Nessa nova denúncia foi imputada ao grupo a evasão de divisas e lavagem de dinheiro referente a transações bancárias não albergadas nas outras denúncias, pois quando aquelas foram oferecidas ainda não havia prova hábil para tanto”, afirma o MPF.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República em Minas Gerais

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Satiagraha, Mensalão e o mau cheiro

Publicado por Pax em 18/09/2009

Há um mau cheiro no ar com uma manobra que pode tirar o processo do Satiagraha da 6ª Vara Federal e do juiz Fausto De Sanctis.

Juíza questiona competência da 6ª Vara de São Paulo para julgar réus da Satiagraha

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A competência para julgar os réus da Operação Satiagraha está sendo questionada na Justiça. Acolhendo o pedido feito por um dos réus da operação, o presidente do banco Opportunity, Dório Ferman, a juíza Silvia Maria Rocha, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, requisitou ontem (16) os autos do processo que apura a evasão de divisas e lavagem de dinheiro que teria sido praticado pelo Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas.

Ferman questiona a competência da 6ª Vara Federal e do juiz Fausto De Sanctis para processar e julgar a ação contra o banqueiro. Para o presidente do banco Opportunity, o processo teria de tramitar na 2ª Vara, porque teria relação com o suposto esquema de repasse de dinheiro para parlamentares votarem a favor de projetos de interesse do governo federal, que ficou conhecido como mensalão.

Em sua decisão, a juíza argumenta que a peça acusatória da Satiagraha faz menção a fatos relacionados no mensalão e que, por isso, a competência para julgar o processo seria da 2ª Vara.

“Ora, se as transações/operações financeira e demais fatos narrados na denúncia da 6ª Vara tiveram origem, tal como consta, na associação das pessoas mencionadas com Marcos Valério Fernandes de Souza, figura central daquilo que veio denominar-se caso mensalão, com implicações diretas e indestacáveis da Brasil Telecom, DNA Propaganda, do Opportunity Fund, da SMP&B Comunicações, interligadamente, não se percebe como, na forma da lei vigente, pode-se afastar a competência desta 2ª Vara Federal Criminal para conhecer e julgar os fatos”, diz a juíza, em sua decisão.

A juíza alega que, pelo Código de Processo Penal, quando dois ou mais juízes concorrem igualmente pela competência de um processo, o que antecedeu ao outro, na prática, teria a competência firmada para julgá-lo. Segundo a juíza, a investigação que ampara a acusação feita agora pelo Ministério Público teve início em junho de 2006 (dois anos antes da prisão de Dantas na Satiagraha), quando ela abriu um inquérito para apurar o suposto esquema do mensalão em São Paulo.

Em julho deste ano, Dório Ferman, junto com o banqueiro Daniel Dantas e a irmã deste, Verônica Dantas, viraram réus após o juiz Fausto De Sanctis ter aceitado uma nova denúncia feita pelo Ministério Público Federal em São Paulo.

Uma das suspeitas do Ministério Público é de que o Grupo Opportunity, quando estava no comando da Brasil Telecom, teria abastecido o chamado “valerioduto”, como ficou popularmente conhecido o suposto esquema comandado pelo publicitário Marcos Valério, que repassaria dinheiro para parlamentares votarem a favor de projetos de interesse do governo federal. Marcos Valério é um dos réus do processo do mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Um delegado, um deputado?

Publicado por Pax em 01/09/2009

Delegado Protógenes Queiroz que prendeu Dantas, Pitta e Nahas deve se filiar ao PCdoB, segundo Bob Fernandes, do Terra Magazine.

Apesar de todas as críticas que parte da imprensa faz ao delegado, e uma parte, também, do judiciário, quase todas as acusações da Operação Satiagraha estão em andamento.

Protógenes vai se filiar ao PCdoB

Bob Fernandes – Terra Magazine

O delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, já decidiu seu futuro partidário: vai anunciar amanhã, às 14h, em coletiva, sua filiação ao PCdoB. Nesta terça, outros partidos ainda tentam atrai-lo.

Veja também:
» Opine aqui sobre a filiação do delegado Protógenes ao PCdoB

Protógenes comandou a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta e o megaespeculador Naji Nahas, em julho de 2008.

Até a véspera de fechar com o PCdoB, ele manteve conversas com outros partidos. Ontem, esteve com o presidente do PT, Ricardo Berzoini.

Terra Magazine

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Doleiro trouxe para o Brasil US$ 500 mil que seriam da Alstom

Publicado por Pax em 17/08/2009

Folha de São Paulo via ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

Luis Filipe Malhão e Souza diz que não sabia que os recursos do suposto esquema de pagamento de propina eram da multinacional

O doleiro também está envolvido na Operação Satiagraha, que investiga eventuais crimes financeiros cometidos por Daniel Dantas

MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Doleiro confesso, o português Luis Filipe Malhão e Souza, 52, diz que ajudou a trazer da Suíça para o Brasil pouco mais de US$ 500 mil que a Alstom teria usado para pagar propina a políticos sem saber que os recursos eram da multinacional francesa.

Pode parecer improvável que alguém não saiba quem era o dono de US$ 500 mil que passaram por uma conta sua, mas Malhão e Souza disse em sua primeira entrevista que muitas vezes o doleiro não conhece o verdadeiro dono da operação. O suposto dinheiro da Alstom saiu de uma conta de uma offshore chamada MCA Uruguay.

“A maior parte dos negócios era ligada a bancos e corretoras. Quem me pedia para fazer a operação era o gerente do banco ou corretora. Eu não sabia quem era o cliente final”, afirmou à Folha.

O tempo das operações, feitas em 1998, e volume de dólares que transitou em duas de suas contas talvez expliquem por que ele não se lembra dos clientes: foram cerca de US$ 620 milhões (R$ 1,15 bilhão em valores atuais) em pouco mais de uma década (dos anos 90 a 2003). “Não é um volume grande para esses anos todos. Tem doleiro que movimentou trinta vezes mais do que eu”, relata.

O ex-doleiro foi apanhado em duas das mais ruidosas investigações em curso no país: a Operação Satiagraha, que apura eventuais crimes do banqueiro Daniel Dantas, e a que trata dos supostos pagamentos de propina da Alstom para políticos tucanos paulistas.

Uma das contas que Malhão e Souza usava como doleiro aparece remetendo recursos para fundos no exterior do Opportunity e internando dinheiro que foi usado pela Alstom para pagar comissões ilegais, segundo o Ministério Público da Suíça.

Ele não nega que tenha feito essas operações, mas frisa que evitava trabalhar para políticos. O ex-doleiro tinha uma ética particular: “Sempre tive o cuidado de não fazer operações com políticos e funcionários públicos porque eu sabia que era sacanagem. Se eu soubesse que era de político ou funcionário público, eu não fazia. Funcionário público não tem esse volume de dinheiro. Só pode ser roubo ou maracutaia.”

Malhão e Souza diz, por exemplo, que soube das operações com precatórios da prefeitura de São Paulo nos anos 90 e nunca quis fazer remessas para os envolvidos.

Continua…

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PF aponta lavagem de dinheiro por meio de fundo do Opportunity

Publicado por Pax em 03/08/2009

RUBENS VALENTE – Folha de S.Paulo

O relatório final da Operação Satiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas, apontou indícios de lavagem de dinheiro no Opportunity Fund, um fundo de investimentos criado em 1994 no paraíso fiscal das Ilhas Cayman.

Uma perícia da Polícia Federal, anexada ao inquérito, revela que doleiros brasileiros –operando empresas de fachada num sistema paralelo, à margem do controle do Banco Central– remeteram pelo menos US$ 19,4 milhões ao fundo de Cayman por meio de 283 transações bancárias.

As leis de Cayman resguardam os nomes dos cotistas do fundo, cujo patrimônio já foi estimado em R$ 2 bilhões. O fundo teve participação ativa nas privatizações de estatais feitas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), arrebatando a telefônica Brasil Telecom e o terminal de contêineres do porto de Santos (SP), entre outros ativos.

No relatório, entregue à Justiça Federal, o delegado da PF Ricardo Saadi descreveu que pelo menos 15 cotistas do fundo, residentes no Brasil, respondem ou responderam a acusações sobre crimes de natureza financeira.

Um deles é um ex-funcionário do Banco Central que em 2001 foi denunciado ao Ministério Público pelo próprio BC por suspeita de cobrar indevidamente quase US$ 2 milhões para operar irregularmente reservas de ouro em favor do Dresdner Bank de Nova York.

Parte dos recursos dos cotistas chegava a Cayman por meio de doleiros em operações conhecidas desde a década de 90. Três doleiros ouvidos pela PF confirmaram as operações em prol do fundo: Clark Setton, Richard Otterloo e Luis Filipe Malhão e Souza.

Pelo sistema do “dólar-cabo”, o dinheiro do cotista era entregue ao doleiro no Brasil, que transferia para Cayman recursos de conta bancária aberta no exterior em nome de uma empresa de fachada. Assim, o sistema do BC não identificava os verdadeiros donos do dinheiro.

O dinheiro do fundo em Cayman, segundo a PF, foi reinvestido no Brasil por meio do fundo de investimento Opportunity Luxor, que tem apenas um cotista, ou a empresa International Markets Investiments.

Segundo a PF, “brigas societárias” em Cayman levaram o Opportunity a criar um segundo fundo, nos mesmos moldes. O Unique, sediado nas Ilhas Virgens Britânicas, investe no Brasil por meio de empresas sediadas em Delaware, paraíso fiscal dos EUA, e no Uruguai.

Continua…

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Escândalos escondem escândalos

Publicado por Pax em 28/07/2009

Vivemos entorpecidos por escândalos e mais escândalos de corrupção, desvios e anomalias. Esquecemos os passados e nos horrorizamos com os atuais. Águas Profundas, Satiagraha, Castelo de Areia, Turismo Parlamentar, clã Sarney e muitos etcétaras, há para todo gosto de qualquer freguês.

Neste fim de semana Dantas acusou a Polícia Federal de ser comprada. Hoje temos a notícia que a Camargo Corrêa, defendida pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, requer anulação de toda investigação por entender que as escutas telefônicas, que indicam várias irregularidades, foram ilegais e que a Justiça é que deve ser julgada.

Temos vasto noticiário matinal que Lula e as mais fortes lideranças do PT jogaram um balde de água fria em cima do senador Mercadante que afirmou em nota que Sarney deveria sair da presidência do Senado.

De outro lado a afirmação de Ciro Gomes que o PSDB se aliou ao que há de pior para produzir um golpe de estado no Brasil.

Assunto é que não falta. Que me perdoem pelos escândalos não citados. Procurem no catálogo à esquerda, sem trocadilho.

Mas hoje é dia de festa. Até amanhã.

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Dantas tem posse sem registro de fazendas, aponta MP

Publicado por Pax em 27/07/2009

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, controlada pelo banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, não figura como proprietária oficial na maior parte das 27 fazendas que foram sequestradas pela Justiça Federal, dentro da Operação Satiagraha. Em pouco mais de três anos, Dantas criou um império do gado que envolve oficialmente cerca de 500 mil cabeças de boi e 500 mil hectares de terras. Concentradas no Pará, praticamente todas as áreas são consideradas irregulares pelo Ministério Público (MP).

Relatório das investigações federais acusa o empresário de usar as propriedades – 43 ao todo – e os negócios com gado para lavar dinheiro não declarado. O MP e a Polícia Federal (PF) apontam a aplicação de mais de R$ 700 milhões na atividade agropecuária do grupo e começaram a pleitear na Justiça o confisco desse patrimônio. Mas há problemas tanto quanto ao real número de bois espalhados pelos pastos da Santa Bárbara como em relação aos verdadeiros donos das fazendas.

Em pelo menos nove das 27 propriedades rurais sequestradas pela Justiça Federal, os donos definitivos dos imóveis ainda são os antigos proprietários. Em alguns casos os bens estão em nome de empresas ligadas ao grupo, como a Alcobaça Consultoria e Participações. Segundo a PF, a firma teria participação societária na Agropecuária Santa Bárbara e os donos são Dantas e sua irmã Verônica, uma das controladoras dos negócios rurais com o ex-cunhado do banqueiro Carlos Rodenburg.

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Justiça libera fazenda de Dantas para vender rebanho

Publicado por Pax em 25/07/2009

Gazeta do Povo

A Justiça Federal autorizou ontem a Santa Bárbara Xinguara, suposto braço agropecuário do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a comercializar seu rebanho, desde que mantida a média atual de cabeças de gado – 453 mil espalhadas por 27 fazendas, alvos de sequestro decretado pelo juiz Fausto Martin De Sanctis nos autos da Operação Satiagraha.

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Dantas lavou vacas

Publicado por Pax em 22/07/2009

Segundo o Juiz Fausto de Sanctis, Dantas não lavou a égua, como diz o dito popular, mas lavou dinheiro em agronegócios. A justiça mandou sequestrar 27 de suas fazendas e 453 mil cabeças de gado.

Foto: site http://www.meionorte.com

http://www.meionorte.com/imagens/COL22Barras-nao-vacina-gado-contra-aftosa.jpg

De Sanctis decreta sequestro de 453 mil cabeças de gado de Dantas

De acordo com juiz, banqueiro teria usado suas 27 fazendas para lavagem de recursos de origem ilícita

Fausto MacedoEstadão

O juiz federal Fausto Martin De Sanctis decretou o sequestro de todo o complexo agropecuário do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity – 27 fazendas e 453 mil cabeças de gado. Amparado em investigação da Polícia Federal, na Operação Satiagraha, o juiz suspeita que Dantas teria usado suas propriedades rurais para lavar recursos de origem ilícita. A ordem judicial foi comunicada ontem ao Ministério Público Federal, à PF e à defesa.

É o segundo golpe da Justiça no coração financeiro do Opportunity. De Sanctis já mandara liquidar o Opportunity Special Fundo, que detém R$ 535 milhões, em valores de setembro de 2008 – medida suspensa ontem à noite.

Em julho de 2008, o juiz decretou duas vezes a prisão de Dantas, que reconquistou a liberdade por decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal. Na segunda-feira, De Sanctis abriu ação penal contra o banqueiro por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, quadrilha e fraudes financeiras, mas não mandou prender o réu. Escolheu outra arma para enfraquecer o dono do Opportunity.

As fazendas que caíram na malha judicial estão espalhadas por quatro Estados: 23 no Pará, 2 em Mato Grosso, uma em Minas e uma em São Paulo. Na decisão em que confisca os pastos e o rebanho do banqueiro, De Sanctis assevera que “se o produto do crime tiver sido misturado com bens adquiridos legalmente, estes bens poderão ser confiscados”. Relatório da PF sustenta que “uma das atividades em que atua a organização criminosa, liderada por Daniel Dantas, é na compra e venda de fazendas, gado e outros negócios agropecuários”.

A principal fazenda do grupo é a Santa Bárbara Xinguara, “que controla, através da empresa Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, as demais propriedades”. A PF afirma que Dantas e sua irmã, Verônica, “têm participação efetiva nos negócios”. Segundo o relatório, foi encontrado no Opportunity “gráfico demonstrando que o grupo investiu mais de R$ 700 milhões na atividade agropecuária, ficando Dantas diretamente responsável pelo aporte de mais de 20% deste valor”.

O juiz sustenta que a medida tem respaldo em convenções internacionais, de Palermo e de Viena, além da recomendação número 3 do Grupo de Ação Financeira (Gafi), organismo internacional que dita regras no combate à ocultação de valores de organizações criminosas, e que “revelam a necessidade de perda de bens em caso de futura e eventual condenação para fins de restituição do ofendido que, no caso, é o Estado”. De Sanctis nomeou fiel depositário das fazendas o empresário Carlos Bernardo Rodenburg, que a PF aponta como responsável pela gestão dos investimentos no setor.

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Justiça abre processo contra Dantas por lavagem de dinheiro

Publicado por Pax em 20/07/2009

Além de Dantas, outras 13 pessoas responderão processo por diferentes crimes. Juiz acolheu pedido de abertura dos três inquéritos requisitados pelo MPF e determinou a liquidação de fundo bloqueado em setembro de 2008

Justiça abre processo contra Dantas por lavagem de dinheiro

Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República

O juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF/SP) e abriu processo contra o banqueiro Daniel Dantas, controlador do grupo Opportunity, pelos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e crime de quadrilha e organização criminosa.

Na denúncia, oferecida no último dia 3 de julho, o MPF relatou que as investigações da Operação Satiagraha, um ano após sua deflagração, constataram que Dantas, o presidente do banco Opportunity, Dório Ferman, e a irmã do banqueiro, Verônica Valente Dantas, constituíram “um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos”.

O juiz abriu processo contra todos os acusados na denúncia do MPF, que detalhou sete diferentes fatos criminosos praticados ao longo dos últimos dez anos por Dantas, Ferman e Verônica e mais 11 pessoas a eles relacionados: Itamar Benigno Filho, Danielle Silbergleid Ninnio, Norberto Aguiar Tomaz, Eduardo Penido Monteiro, Rodrigo Behring Andrade e Maria Amalia Delfim de Melo Coutrim, estes ligados ao banco e às empresas do grupo; Humberto José Rocha Braz e Carla Cicco, ex-diretores da Brasil Telecom (BrT), na época em que a empresa era gerida pelo Opportunity; e os colaboradores Guilherme Henrique Sodré Martins, Roberto Figueiredo do Amaral e Willian Yu. Todos eles agora se tornam réus nessa ação.

O juiz, atendendo a manifestação do procurador da República Rodrigo de Grandis, autor da denúncia, determinou a abertura de três inquéritos policiais:
- para aprofundar a participação de pessoas investigadas inicialmente e que não foram denunciadas, caso do ex-deputado federal Luís Eduardo Greenhalgh e Carlos Rodenburg, que comanda o braço agropecuário do grupo;
- para apurar crimes financeiros na aquisição do controle acionário da BrT pela Oi, e,
- para investigar evasões de divisas praticadas por cotistas brasileiros do Opportunity Fund, com sede nas Ilhas Cayman, no Caribe.

Liquidação – De Sanctis determinou à Corretora BNY Mellon a liquidação imediata do Opportunity Special Fundo de Investimento em Ações em até 48 horas após a ciência da decisão. O fundo está bloqueado, a pedido do MPF, desde setembro do ano passado, pois a Procuradoria da República recebeu relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), indicando a prática de operação suspeita de lavagem de dinheiro pelo fundo.

Para o juiz, a medida é necessária para preservar os interesses dos cotistas do fundo, alguns deles réus na ação. Uma vez que o fundo de investimento está bloqueado, as ações que o compõem não podem ser negociadas e estão sujeitas às variações do mercado, inclusive depreciação.

Com a liquidação, o dinheiro obtido com a venda dos papéis que compõem o fundo será depositado em conta judicial na Caixa Econômica Federal e sujeito a correção. Se os réus forem condenados, será determinado o perdimento dos valores. Se absolvidos, o valor será devolvido corrigido.

O juiz negou pedido do Ministério Público Federal para que a Justiça requisitasse ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, documentos do processo do Mensalão. Para De Sanctis, não é necessária a intervenção judicial e o MPF deve requisitar o que for necessário diretamente ao STF. Na denúncia, o MPF expôs a relação da Brasil Telecom, na época gerida pelo Opportunity, com o financiamento do esquema.

De Sanctis determinou a publicidade da decisão em que recebeu a denúncia, datada de 16 de julho, e de boa parte do processo e seus andamentos, exceto documentos cobertos por sigilo legal.

Os réus e as acusações – Confira a lista de réus e os crimes que cada um responde no caso Satiagraha:
1) Daniel Valente Dantas, controlador do grupo Opportunity, já foi condenado a uma pena de dez anos de prisão em processo de corrupção ativa e agora tornou-se réu sob as acusações de crimes de quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro;
2) Verônica Valente Dantas, sócia, diretora e conselheira de várias empresas do grupo e do banco: quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro;
3) Dório Ferman, presidente do banco Opportunity: quadrilha e organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, gestão temerária de instituição financeira, evasão de divisas e lavagem de dinheiro;
4) Itamar Benigno Filho, diretor do banco: gestão temerária de instituição financeira e participação no crime de gestão fraudulenta de instituição financeira;
5) Danielle Silbergleid Ninnio, da área jurídica do grupo, ex-assessora jurídica da Brasil Telecom: crime de quadrilha e organização criminosa;
6) Norberto Aguiar Tomaz, diretor do banco: lavagem de dinheiro;
7) Eduardo Penido Monteiro, diretor do banco: lavagem de dinheiro;
8) Rodrigo Bhering Andrade, diretor de empresas ligadas ao grupo: participação no crime de gestão fraudulenta de instituição financeira;
9) Maria Amália Delfim de Melo Coutrim, conselheira de diversas empresas do grupo: participação no crime de gestão fraudulenta de instituição financeira;
10) Humberto José Rocha Braz, ex-diretor da Brasil Telecom e atual consultor do grupo Opportunity, já foi condenado a sete anos de prisão em processo pelo crime de corrupção ativa. Agora responde também a processo pelos crimes de quadrilha e organização criminosa e duas lavagens de dinheiro;
11) Carla Cicco, ex-presidente da Brasil Telecom: participação no crime de gestão fraudulenta de instituição financeira;
12) Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, lobista do Opportunitty: quadrilha e organização criminosa;
13) Roberto Figueiredo do Amaral, lobista e consultor: crime de quadrilha e organização criminosa e lavagem de dinheiro;
14) William Yu, consultor financeiro: crime de quadrilha e organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República em São Paulo

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Dantas e a mídia

Publicado por Pax em 09/07/2009

Em entrevista Protógenes Queiroz fala da BrOi, de Greenhalgh e do esquema de Dantas para manipular a mídia.

Protógenes: Satiagraha dividiu Brasil em dois

Marcela Rocha – Terra Magazine

Operação Satiagraha, um ano depois: “O Brasil se dividiu entre os que são contra Daniel Dantas e as práticas ilícitas que o envolvem e os que são a favor”, define o delegado Protógenes Queiroz, o responsável pela operação da Polícia Federal que prendeu o banqueiro do Opportunity, em 8 de julho de 2008. Nesta quarta, em entrevista a Terra Magazine, Queiroz avalia os desdobramentos das investigações conduzidas por ele, até ser afastado em 15 de julho de 2008.

- O Brasil de ontem não é mais o de hoje. No dia 8 de julho ficou clara uma divisão do País. A maioria do povo demonstrou indignação e repulsa pelo que realmente aconteceu. Frente à tentativa de proteção ao banqueiro Daniel Dantas, frente aos instrumentos jurídicos utilizados para isto, além dos pronunciamentos públicos de pessoas importantes da República em favor do banqueiro condenado. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o chamou de gênio financeiro, isto é uma lástima – critica o delegado.

Veja também:
» Opine aqui sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal
» MPF denuncia Dantas e o vincula ao “mensalão”
» A conexão entre Dantas, o Opportunity e o “mensalão”
» Operações de Daniel Dantas, Roberto Amaral e a mídia
» MPF pede inquérito sobre ligação de Greenhalgh com Satiagraha

À época, a PF cumpriu 24 mandados de prisão. Na ação deflagrada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e em Brasília, foram presos, além do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, sua irmã Verônica e seu ex-cunhado e dirigente do OPP, Carlos Rodenburg, o também diretor Arthur de Carvalho, o presidente do grupo, Dório Ferman, o especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Após nova denúncia feita pelo procurador da República Rodrigo De Grandis na sexta-feira, 3, Protógenes confirma que foram mantidos “integralmente” os crimes apontados por ele enquanto comandava a operação. Afirma que o procurador foi “muito feliz” ao requisitar a instauração com urgência de três novos procedimentos, em especial o da BrOi, que, segundo o delegado, “já era para ter sido instaurado no ano passado porque requisitei que a PF prosseguisse”.

Hoje, afastado da Diretoria de Inteligência da PF, Protógenes afirma que não teria feito nada diferente do que fez. E acrescenta: “Muito pelo contrário. Hoje eu ampliaria, teria mais infra-estrutura para impor uma senilidade maior que o processo requer. Haja vista que a segunda denúncia saiu depois de um ano”.

Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Terra Magazine – Quando da deflagração, o senhor mencionou que a operação dividiria o Brasil. Dividiu? Quais são os lados dessa história?
Protógenes Queiroz –
O Brasil de ontem não é mais o de hoje. No dia 8 de julho ficou clara uma divisão do País. A maioria do povo demonstrou indignação e repulsa ao que realmente aconteceu. Frente à tentativa de proteção ao banqueiro Daniel Dantas, frente aos instrumentos jurídicos utilizados para isto, além dos pronunciamentos públicos de pessoas importantes da República em favor do banqueiro condenado. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o chamou de gênio financeiro, isto é uma lástima. Identificado o grande esquema de corrupção destinado a desvio de riquezas do País, uns se indignam, outros se propuseram a proteger e defender a todo custo os interesses do banqueiro condenado. Isto só mostrou que as pessoas estavam vinculadas a ele.

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Como Dantas corrompia

Publicado por Pax em 08/07/2009

O Ministério Público Federal afirma que o dinheiro usado por emissários do banqueiro Daniel Dantas para tentar subornar policiais que coordenavam a Operação Satiagraha foi “esquentado” contabilmente por meio de contratos simulados e notas fiscais frias.

Notas frias encobriram propina, diz MPF

Fonte: Folha de São Paulo via ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República

Procurador afirma que esquema simulava retirada de recursos do grupo Opportunity; advogados negam

FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O Ministério Público Federal afirma que o dinheiro usado por emissários do banqueiro Daniel Dantas para tentar subornar policiais que coordenavam a Operação Satiagraha foi “esquentado” contabilmente por meio de contratos simulados e notas fiscais frias. A acusação foi feita na denúncia oferecida à Justiça Federal de São Paulo na última sexta-feira.

Segundo a acusação formal apresentada pelo procurador da República Rodrigo de Grandis, a empresa Igbraz, que pertence ao executivo Humberto José Rocha Braz, foi a principal peça de um esquema de simulações para encobrir a origem e o objetivo dos recursos utilizados para tentar corromper os policiais federais.

Braz e o empresário Hugo Chicaroni foram condenados a sete anos de prisão, e Dantas a dez anos, em decisão de primeira instância do juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto Martin De Sanctis, pelo oferecimento de suborno aos delegados da Polícia Federal.

Os acusados de corrupção ativa negam o crime e suas defesas já apresentaram recurso ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região.

O texto da nova denúncia indica que “merece destaque, em ordem a demonstrar o grau de articulação do grupo criminoso chefiado por Daniel Valente Dantas, a constatação de que notas fiscais emitidas pelas empresas de Humberto Braz foram utilizadas para dissimular a retirada de recursos do grupo Opportunity, os quais foram oferecidos ao delegado de Polícia Federal Victor Hugo Rodrigues Alves Ferreira”.

O advogado de Braz, Renato de Moraes, disse ontem que a acusação da procuradoria não tem fundamento. “Todos os serviços de consultoria prestados pela Igbraz ao grupo Opportunity foram efetivamente realizados, nunca foram simulados.

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